Requerimento da Câmara Municipal de Londrina tentou impedir a atleta transexual de participar da competição
por
Guilbert Inácio
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03/03/2026 - 12h

Na última quinta-feira (26), a Câmara Municipal de Londrina (PR), em regime de urgência, aprovou um requerimento que vetou a jogadora trans Tiffany Abreu, do Osasco Cristóvão Saúde, na fase final da Copa Brasil de Vôlei Feminino, que ocorreu no município. A medida foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, com os dois braços levantados. Atrás, há a presença de outras jogadoras e da arquibancada.
Em 2017, Tiffany se tornou a primeira mulher trans a atuar na elite do vôlei feminino brasileiro. Foto: Carolina Oliveira/Osasco Cristóvão Saúde

O requerimento 102/2026, protocolado na Câmara pela vereadora Jéssica Ramos Moreno (PP), conhecida como “Jessicão”, foi aprovado por 12 votos favoráveis e quatro contrários. No texto da solicitação, a vereadora cita nominalmente Tiffany e alega que o Osasco inscreveu “o atleta” de forma indevida.

Lei contraditória

A ação foi encaminhada por ofício para a prefeitura, que exige o cumprimento da Lei Municipal nº 13.770/24. Essa norma municipal proibe, em Londrina, a participação de “atleta identificado em contrariedade ao sexo biológico de seu nascimento” em times, competições, eventos e disputas esportivas.

A lei é de autoria de Jessicão e não chegou a ser sancionada pelo então prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, mas foi promulgada pelo presidente da Câmara, Emanoel Gomes (Republicanos). Caso a medida seja descumprida, o segundo parágrafo do Art. 2º prevê revogação do alvará da competição e multa administrativa de R$10.000 ao Osasco.

Contudo, a norma tem trechos confusos no campo da ciência, pois ao definir quem está impedido de jogar por "contrariedade ao sexo biológico" o texto mistura identidade de gênero e orientação sexual. “Gay, lésbica, bissexual, pansexual, intersexual, assexual, transexual, agênero, não binário de gênero, cisgênero, transgênero, travesti, entre outros”, diz o segundo parágrafo do Art. 1.

A palavra cisgênero, termo referente às pessoas que se identificam com o sexo biológico atribuído no nascimento, também é mencionada. Em resumo, a lei, como está redigida, abre precedentes para proibir qualquer pessoa de praticar esportes de alto rendimento no município. Isso pode interferir na autonomia das federações de regular as práticas esportivas, além de entrar em conflito com a seção III da Lei Geral do Esporte, que garante o direito fundamental de todas as pessoas à prática esportiva em suas múltiplas e variadas manifestações.

Manifestações e decisões da justiça

Após a aprovação do requerimento, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e o Osasco recorreram à justiça para garantir a presença da atleta na semifinal da competição contra o Sesc RJ Flamengo, na sexta-feira (27), no Ginásio Moringão.

Em nota no Instagram, o clube paulista se manifestou:

 “Tifanny Abreu atua profissionalmente no voleibol nacional há mais de oito anos. É uma atleta exemplar, dedicada e que cumpre rigorosamente todos os requisitos técnicos, médicos e de elegibilidade exigidos pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), órgão máximo que regula a modalidade no país. Ela está, portanto, regularmente inscrita e apta a disputar qualquer competição sob a chancela da CBV.

Osasco São Cristóvão Saúde entende que as competições esportivas de nível nacional devem ser regidas pelas normas das confederações esportivas nacionais, que possuem a competência técnica e recursos para análise científica para definir os critérios de elegibilidade. A interferência de legislações municipais sobre regras de competições federadas cria um precedente perigoso que ameaça a isonomia e a integridade das disputas esportivas no país.

Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação.”
 

Na tarde de sexta-feira (27), o juiz Marcus Renato Nogueira Garcia, da segunda Vara da Fazenda Pública de Londrina, apontou inconstitucionalidade e concedeu liminar que impediu a prefeitura de vetar a ponteira do jogo. A prefeitura atendeu o pedido.

Horas antes do jogo, em liminar, a ministra Cármen Lúcia, do STF e responsável pela relatoria do caso, suspendeu a eficácia da lei até que a ação passe por exame de mérito. Segundo a ministra, a lei geraria: "grande perplexidade e insegurança jurídica e social, por materializar um retrocesso nas políticas de inclusão social, de igualdade de gênero e de promoção da dignidade humana".

A vereadora Paula Vicente (PT), uma das quatro pessoas que votaram contra o requerimento, alegou que vai entrar com ação nos órgãos competentes para revogar a lei.

Tiffany fica

A imagem mostra a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco, recebendo o troféu Viva Vôlei.
Tiffany atuou na semifinal e final da Copa Brasil de Vôlei. Foto: Rafael de Paula/Usina de Ideias/CBV

Na final, no sábado (28), a equipe paulista foi campeã sobre o Minas por 3 sets a 1. Tiffany foi ovacionada pelo público presente no Ginásio Moringão.

Por voto popular, a jogadora do Osasco foi eleita a melhor jogadora da final e recebeu o troféu Viva Vôlei, mas entregou o mérito a Jenna Gray, levantadora e aniversariante do dia, que foi dispensada do Minas no fim da última temporada.

Em entrevista à Sportv, Tiffany mandou um recado para a vereadora Jessicão pedindo para ela se preocupar mais com o esporte da cidade. “Vai buscar incentivo para dar suporte, em vez de excluir, porque o seu trabalho é dar inclusão e não exclusão.”
 

Bolsonaristas possuem o impeachment de Lula como principal pauta
por
João Calegari
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28/02/2026 - 12h
Manifestantes participam de ato político em Brasília em maio de 2021. Mobilizações semelhantes foram convocadas para este domingo (1º) em diversas cidades do país.
Manifestantes participam de ato político em Brasília em maio de 2021. Mobilizações semelhantes foram convocadas para este domingo (1º) em diversas cidades do país. - Foto: Palácio do Planalto.

Lideranças aliadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro convocam manifestações em diversas cidades brasileiras para o domingo (1) sob o lema “Acorda Brasil”. Os atos impulsionados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) possuem o impeachment do presidente da República e de Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como principais pautas.

A principal concentração do ato está prevista para a Avenida Paulista, em São Paulo (SP) e conta com participações de diversos líderes políticos e religiosos dos setores conservadores, como é o caso do Pastor Silas Malafaia e Governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Entre esses nomes, o de Flávio Bolsonaro se destaca por ser a primeira vez que o Senador (PL-RJ) confirma sua presença em manifestação agora como pré-candidato à Presidência da República. Em suas redes sociais, ao divulgar a manifestação, afirmou que “o Brasil não suporta mais quatro anos de PT”.

Por outro lado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) não deve comparecer ao ato por ter de cumprir agenda internacional. Ele será recepcionado no evento “Dialogues”, em Frankfurt, na Alemanha. A ausência do principal nome da direita do Estado no ato pode representar um distanciamento da imagem do Governador com as pautas mais radicais do movimento.

Além da capital paulista, outras cidades também anunciaram concentrações populares previstas para o dia primeiro, como Curitiba, Joinville, Florianópolis e Ponta Grossa, com horários e formatos próprios. 

Os organizadores do “Acorda Brasil” destacam como principal bandeira o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo apoiadores, o argumento central é a condução da política econômica e decisões consideradas “ideológicas” pelo grupo, além de críticas à relação do governo com o Congresso Nacional.

Outra reivindicação recorrente é a deposição de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ministros do STF. Entre os pontos criticados por manifestantes, que supostamente justificariam a exoneração dos cargos, estão a condução de inquéritos e prisões relacionadas aos atos antidemocráticos, e as decisões do STF sobre o caso do Banco Master.

Os atos também defendem a anistia ou revisão das penas aplicadas aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes do dia 8 de janeiro, em Brasília. Até o momento, o Supremo já condenou centenas de réus por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio público.

Ex-políticos, policiais e assessores respondem por homicídio duplamente qualificado de vereadora e motorista
por
Carolina Zaterka
Luiza Zaccano
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26/02/2026 - 12h

 

 

Na terça-feira (24) a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) composta por Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin julgou e condenou os articuladores do assasinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018 no Rio de Janeiro.

A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o homicídio foi parte de uma esquema organizado para eliminar os opositores políticos e obstruir ações da vereadora, que criticava milícias e interesses irregulares de grupos com poder no Estado. 

Durante o processo, foi analisada a responsabilidade dos acusados apontados como mandantes e integrantes de uma organização criminosa,  além dos executores do crime, que foram julgados em instâncias anteriores.

O julgamento teve como objetivo analisar e verificar se houve planejamento político, uso de estruturas do Estado e articulação com grupos armados, em especial milícias, para a execução do crime de ódio.  

 

A estrutura criminosa por trás do assassinato


Entre os réus está Domingo Inácio Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), apontado como um dos mandantes do crime, que foi sentenciado a 76 anos e 3 meses de prisão por organização criminosa armada, homicídio qualificado e tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves.

Ronaldo Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar, acusado de monitorar a rotina da vereadora e auxiliar o planejamento do atentado, a 56 anos de prisão, por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil, foi condenado por participação no esquema criminoso e por obstrução das investigações a 18 anos de prisão pelos crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva.

E por fim, Robson Calixto Fonseca, ex-assessor político, que seria integrante da organização criminosa, que foi condenado a 9 anos de prisão por integrar a organização criminosa armada.

Todos negam o envolvimento no assassinato, e a denúncia é baseado em parte em delações premiadas e provas reunidas ao longo de oito anos de investigação. Além disso, o STF determinou o pagamento de 7 milhões de reais como indenização para familiares e às vítimas. 

A compreensão do crime exige considerar a posição institucional e política ocupada por Marielle Franco no cenário carioca. Eleita vereadora em 2016 com expressiva votação, sua trajetória pública estava associada à defesa de direitos humanos, ao enfrentamento da violência estatal e à crítica sistemática à expansão de grupos paramilitares em territórios urbanos.

As investigações conduzidas ao longo dos anos apontaram para a possibilidade de que o crime teria sido motivado pela atuação de Marielle que representava um obstáculo aos interesses políticos e econômicos estabelecidos em regiões sob influência de milícias.

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o assassinato articulou dimensões políticas, raciais e de gênero. Para ele, a execução de Marielle Franco teve também um caráter simbólico, ao atingir uma mulher negra, oriunda da periferia, que confrontava diretamente interesses de grupos milicianos, produzindo um efeito de intimidação sobre agentes públicos e lideranças políticas que atuam contra essas estruturas.

Para a socióloga brasileira Silvia Ramos, pesquisadora da violência urbana, crimes dessa natureza não visam apenas eliminar indivíduos, mas produzir intimidação política, ao sinalizar os limites impostos a quem confronta economias ilegais e poderes armados.

Alexandre de Moraes durante o julgamento dos acusados de ordenar o assassinato de Marielle Franco em 2018 | Foto: Rosinei Coutinho/STF
Alexandre de Moraes durante o julgamento dos acusados de ordenar o assassinato de Marielle Franco em 2018 | Foto: Rosinei Coutinho/STF


A ministra Anielle Franco estava presente durante o julgamento. A irmã de Marielle, se recorda em entrevista para a “Agência Brasil” que a família foi alvo de deboche ao cobrarem por justiça. “Isso [condenação] é também um recado para uma parcela da sociedade que debochou da morte da minha irmã. Uma parcela da sociedade, que, em todo ano eleitoral, traz minha irmã como um elemento descartável, sendo apenas mais uma, ou como falavam, mimimi sobre Marielle Franco", afirmou ela.

A ministra Anielle Franco, ao lado dos pais,  durante o julgamento dos acusados de matar sua irmã Marielle e Anderson Gomes | Foto: Gustavo Moreno/STF
A ministra Anielle Franco, ao lado dos pais,  durante o julgamento dos acusados de matar sua irmã Marielle e Anderson Gomes | Foto: Gustavo Moreno/STF

O vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand descreveu a motivação como ligada a interesses econômicos contrariados pela atuação de Marielle contra a regularização de condomínios ilegais em áreas controladas por milícias. 

Nas peças do STF já disponíveis (fase de recebimento da denúncia), aparece o argumento de confirmação: o tribunal registra que a denúncia não se fundamenta apenas na colaboração premiada, ou seja, um acordo previsto em lei no qual um investigado ou réu aceita cooperar com a Justiça, fornecendo informações e provas sobre um crime, e também menciona cautela para verificar se as informações do colaborador são verídicas. No plano fático, o Inq. 4.954 detalha a narrativa acusatória de que a execução foi arquitetada no segundo semestre de 2017 e que teria sido prometida recompensa conectando, de forma direta, o crime contra a vida a disputas territoriais e a mercados ilegais. As defesas, por sua vez, concentraram-se em atacar a credibilidade da colaboração e sustentar insuficiência dos atos processuais, pedindo absolvição; uma linha explicitada na cobertura da “Rádio Nacional/Agência Brasil”, que registra a tentativa de descredibilizar Ronnie Lessa por seu histórico criminal. 

Para a acusação e para parte do colegiado, a resposta veio pela convergência entre colaborações. Da maneira em que o caso foi conduzido, o presidente da Primeira Turma e outros ministros disseram que era importante manter o julgamento focado nos fatos verificáveis No segundo dia, Flávio Dino afirmou que os depoimentos, mesmo com pequenas diferenças, apontavam para a mesma versão sobre como o crime começou, o que aumentaria a confiança nas provas.

Após a condenação, as possibilidades de recursos são restritas, uma vez que o julgamento ocorreu na instância máxima do Judiciário brasileiro. O principal recurso cabível são os embargos de declaração, que permitem às partes solicitar ao próprio STF o esclarecimento  de eventuais omissões, contradições ou erros materiais no acórdão. Embora não se destinem à reanálise do mérito ou das provas, esses embargos podem, em situações específicas, resultar em ajustes. Não apenas isso, mas a defesa pode acionar o Habeas Corpus, instrumento constitucional que pode ser utilizado para questionar a ilegalidade relacionada à prisão ou execução da pena. 



  

Aprovação em bloco revoltou a base governista, que alegou fraude e sessão foi suspensa após briga entre parlamentares
por
Khauan Wood
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26/02/2026 - 12h

A reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, realizada nesta quinta-feira (26), foi suspensa após um princípio de confronto físico e intenso embate verbal entre parlamentares.

O episódio ocorreu logo após a aprovação, em bloco e por votação simbólica, de 87 requerimentos, entre eles o que determina a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A deliberação foi conduzida pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (PODE-MG), que solicitou que os parlamentares contrários aos requerimentos se levantassem. Segundo ele, dos 31 membros com presença registrada no painel eletrônico, apenas sete se manifestaram contra, o que resultou na aprovação integral da pauta.

Parlamentares da base governista contestaram a apuração. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) e o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmaram que houve erro na proclamação. 

“Nós vamos interpretar essa decisão como uma ação deliberada do senhor para fraudar o resultado da votação", afirmou Pimenta.

De acordo com eles, dos 21 parlamentares titulares presentes no plenário no momento da votação, 14 teriam votado contra os requerimentos, o que, na avaliação do grupo, invalidaria o resultado anunciado.

Após a contagem, parlamentares da oposição comemoraram a aprovação, enquanto os da base se dirigiram à mesa diretora e ao relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL).

A discussão evoluiu para empurra-empurra. Durante a confusão, o deputado Rogério Correia (PT-MG) atingiu o rosto do deputado Luiz Lima (Novo-RJ), segundo relatos de parlamentares presentes. Diante da tensão, a sessão foi interrompida.

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Vídeos divulgadosnas redes sociais mostram o momento da confusão. Foto: Rogério Correia/Instagram/Reprodução

No plenário, Correia admitiu ter "encostado" em Lima e se desculpou pela atitude. No entanto, ele também declarou que foi agredido durante a confusão e afirmou que não vai ficar "choramingando" por causa disso.

Veja o momento da confusão

Reações e ameaça de medidas disciplinares

O Partido Novo informou que acionará o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para pedir medida cautelar de suspensão temporária do mandato de Rogério Correia em razão da agressão.

Em contrapartida, integrantes do PT, entre eles Pimenta, Randolfe e o senador Jaques Wagner (PT-BA), procuraram o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para solicitar a anulação da votação por suposto erro material na contagem. O grupo também avalia representar contra Carlos Viana no Conselho de Ética do Senado.

Alvo da investigação

O pedido de quebra de sigilo de Lulinha foi apresentado pelo relator Alfredo Gaspar com base em relatórios da Polícia Federal (PF). A investigação apura suspeitas de que ele teria atuado como “sócio oculto” do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como suposto líder de um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados.

Segundo a apuração, mensagens interceptadas indicariam a orientação para repasse mensal de R$ 300 mil a uma empresa ligada a Roberta Luchsinger, valor que, de acordo com investigadores, seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão interpretada como referência a Lulinha. A defesa nega qualquer envolvimento do empresário  nos desvios.

Entre os requerimentos aprovados também estão quebras de sigilo envolvendo o Banco Master e a CredCesta, investigados por supostas irregularidades em empréstimos consignados, além de pedidos de prisão preventiva e condução de investigados.

No período da tarde, a comissão retomou os trabalhos para ouvir o empresário Paulo Camisotti. Outros dois depoentes, amparados por decisões judiciais, não compareceram.

A CPMI tem encerramento previsto para 28 de março de 2026. Diante da ausência de manifestação do presidente do Congresso sobre o pedido de prorrogação, Carlos Viana informou que poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a extensão dos trabalhos por mais 60 dias, sob o argumento de que o volume de dados obtidos com as quebras de sigilo exige prazo adicional para análise.

A ascensão das plataformas digitais como palco central da nova política e o desafio da polarização
por
Isabelle Maieru
Jalile Elias
Marcela Rocha
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27/11/2025 - 12h

 

A imagem conceitual representa a polarização política. FONTE: Shutterstock / Imagem Conceitual

O cenário político contemporâneo foi drasticamente redefinido pela ascensão das redes sociais. O que antes era um mero canal de comunicação secundário transformou-se no principal palco de debate, engajamento e, por vezes, de acirrada polarização. Líderes e figuras públicas, de todas as ideologias, utilizam plataformas como X (antigo Twitter), Instagram, Facebook e TikTok não apenas para disseminar informações, mas para construir narrativas, interagir diretamente com eleitores e moldar a opinião pública.

A Onipresença Digital: Vantagens e Riscos

A presença massiva de políticos nas redes oferece uma série de vantagens:

  • Acesso Direto: Permite uma comunicação sem intermediários com o eleitorado, humanizando a figura pública e criando um senso de proximidade.

  • Mobilização: Ferramenta poderosa para organizar movimentos, manifestações e campanhas de forma rápida e eficiente.

  • Quebra de Monopólio: Diminui a dependência da mídia tradicional, permitindo que políticos e partidos estabeleçam suas próprias agendas.

No entanto, essa "democratização" da comunicação não está isenta de riscos e desafios:

  • Polarização e Bolhas: Os algoritmos das redes tendem a criar "bolhas" de informação, reforçando crenças existentes e expondo os usuários a conteúdo que confirma seus vieses, o que contribui para a polarização.

  • Desinformação (Fake News): A velocidade de propagação e a falta de filtros rigorosos tornam as redes um terreno fértil para a disseminação de notícias falsas, boatos e manipulação de informações, com sérias consequências para o debate público e a democracia.

  • Discurso de Ódio: A anonimidade e a falta de moderação eficaz em algumas plataformas facilitam a proliferação de discursos de ódio, ataques pessoais e campanhas difamatórias.

Foto de uma tela de celular com vários ícones de redes sociais misturados. Fonte: Depositphotos / Mídia Social e Política

Estratégias Digitais em Constante Evolução

A "nova política" é inerentemente digital. Políticos e suas equipes investem pesadamente em estratégias de marketing digital, análise de dados e criação de conteúdo. O uso de memes, vídeos curtos e transmissões ao vivo (lives) são táticas comuns para viralizar mensagens e engajar diferentes faixas etárias.

Observa-se também a profissionalização das equipes digitais, com especialistas em análise de sentimentos, SEO (Search Engine Optimization) e gestão de crises online. A capacidade de responder rapidamente a eventos e narrativas em tempo real tornou-se um diferencial competitivo crucial.

O Futuro da Política e das Redes

O fenômeno dos políticos nas redes sociais é irreversível. O desafio para as democracias é encontrar mecanismos para regular e fiscalizar o ambiente digital sem cercear a liberdade de expressão, garantindo que as plataformas sirvam como ferramentas de fortalecimento do debate público e não de sua deterioração. A busca por um equilíbrio entre a liberdade, a responsabilidade e a moderação de conteúdo continuará a ser um dos temas centrais dos próximos anos, moldando não apenas a política, mas a própria sociedade.

 

Quais são os prefeitos eleitos e quem ainda está na disputa para a prefeitura nas capitais dos Estados do Sul
por
Rafael Francisco Luz de Assis
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24/10/2024 - 12h

Porto Alegre (RS)

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Candidatos ao segundo turno em Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB) e Maria do Rosário (PT) travam dura batalha Foto: Reprodução Facebook - Sebastião Melo / Mario do Rosário

 

 A população de Porto Alegre, mesmo após enchente histórica, deve reeleger prefeito com certa vantagem. Antes do 1° turno das eleições, acreditava-se que o atual prefeito de POA, Sebastião Melo do MDB enfrentaria rejeição devido a ser o administrador municipal na data, mas não foi o que ocorreu. Ele foi o campeão de votos e, de acordo com a última pesquisa da Real Time Big Data, lidera a preferência dos porto-alegrenses para continuar no cargo. 

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Melo comemora na sede de campanha a vitória no 1° turno Foto: Reprodução/Facebook - Sebastião Melo

 

Com o discurso de que a culpa das enchentes é das administrações anteriores e principalmente do Governo Federal, liderado pelo copartidário de sua adversária no segundo turno da disputa, Maria do Rosário (PT), Melo conseguiu convencer 49,72% dos eleitores de que era inocente. 

 

O atual prefeito aproveitou-se também de um sentimento antipetista muito forte ainda na capital gaúcha. Em comparação a 2020, o atual prefeito aumentou sua votação em todos os bairros, embora alguns próximos ao Guaíba tenham apresentado um crescimento de votos menor que a média, o que pode estar relacionado à enchente.

 

Maria do Rosário depende de uma virada histórica. A candidata do Partido dos Trabalhadores teve mais dificuldades do que esperava na primeira parte do pleito, recebendo apenas 26,28% dos votos válidos. 

 

A campanha, que focava em “colocar à disposição da cidade o conhecimento, a experiência e a formação para o diálogo político e gestão que ela me oportunizou construir desde que fui sua vereadora, deputada estadual, federal e ministra de Estado”, segundo site oficial, foi surpreendida com o resultado. Agora a candidata foca nos problemas da gestão atual e acusa o atual de machista, Melo teve inclusive um Jingle proibido em que se referia a petista como “Mariazinha” em que a justiça eleitoral de Porto Alegre considerou uma depreciação por ela ser mulher.

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Maria fazendo campanha um dia após a confirmação de sua participação no 2°turno. Foto: Representação/Facebook Maria do Rosário

 

Em 2020, a candidata da chapa era  Manuela D’Ávila do PCdoB e, ao comparar os primeiros turnos de ambas,  houve maior concentração dos votos na área central. Em bairros periféricos como  a Restinga, onde o PT e seus aliados historicamente fazem boas votações, Rosário perdeu força.  

Nessa fase da disputa a candidata tem apostado nas acusações de machismo e misoginia que Melo teria dirigido nos debates, e insistindo nas supostas graves falhas do atual prefeito no enfrentamento das enchentes. Nesse momento está em crescimento e a mesma pesquisa aponta que hoje Maria do Rosário tem 42%  dos votos válidos e está viva na disputa.

Brancos, nulos e abstenções podem decidir a disputa. Pessoas aptas a votar que não foram votar ou optaram por não escolher nenhum candidato vem subindo em POA nos últimos 20 anos. Em comparação com o ano de 2000, os votos brancos e nulos cresceram de 5,5 para 7,2% e as abstenções de 12,7% para 32,7%, sendo quatro em cada 10 eleitores que não escolheram candidatos. Tanto a campanha do prefeito como a candidata de oposição estão de olho nesses eleitores e têm feito campanhas convocando porto-alegrenses a fazer uma escolha. 

 

Florianópolis (SC)

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Com folga, Florianópolis reelegeu o atual prefeito Foto: Reprodução/Prefeitura Florianópolis

 

Em 2020, Antônio Topázio Neto (PSD) era vice candidato a prefeito na chapa de reeleição do ex-prefeito Gean Loureiro, do União Brasil. Com a renúncia de Loureiro em 31 de março de 2021 para disputar o cargo de governador do Estado, Neto assumiu a prefeitura. Em 2024, ele disputa a eleição como principal nome da chapa pela primeira vez e com quase 60% dos votos válidos, se mantém na prefeitura. 

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Topazio Neto e os pais foto após ser confirmada a reeleição. Foto:Reprodução/Facebook - Topazio Neto

Topazio Neto na presença dos pais em sua primeira foto após ser confirmada a reeleição. Foto: Reprodução/Facebook - Topazio Neto

Antônio Neto era favorito a vencer em primeiro turno na maioria das pesquisas realizadas. Sua aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro trouxe o nome de sua vice, Maryanne Mattos (PL), indicação da antiga primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O empresário de 62 anos teve seu primeiro cargo público como vice-prefeito, defende o empreendedorismo e o fortalecimento de uma direita conservadora e radical. 

Embora Santa Catarina seja um estado conhecido pela força da direita na política, inclusive 69,27% dos votos válidos em 2022 foram para o candidato Bolsonaro, na disputa em Florianópolis o candidato conservador suavizou o discurso para acenar ao centro, discutindo problemas locais e como pretende resolver os principais problemas da cidade. Entre eles, o da mobilidade urbana.

Segundo uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada em 28 de setembro, os eleitores de Florianópolis apontaram os engarrafamentos como a maior dor da cidade. Neto defendeu que tem projetos de melhorias das principais vias da ilha para melhorar o trânsito e prometeu que vai implantar o BRT com faixa exclusiva. 

Marcos José de Abreu, conhecido como Marquito, foi o candidato do PSOL e mesmo sem o apoio de outros partidos, nem mesmo os de esquerda, conseguiu uma votação expressiva, angariando um quinto dos votos válidos (22,23%) e terminando como o segundo colocado. Em terceiro, Pedro de Assis Silvestre, o “Pedrão” do Partido Progressistas com 7,10% dos votos. O candidato do ex-prefeito Loureiro, que rompeu com Neto no início das eleições, era Dário Berger, do PSDB, que ficou na quarta posição com 6,05% dos votos.

A aliança composta ainda por  Republicanos, MDB, Podemos e Novo, elegeu ainda 15 dos 23 vereadores e hoje tem força para apoiar os projetos da prefeitura com resistência mínima.

Curitiba (PR)

Segundo a última pesquisa da Intel com as intenções de voto para a prefeitura de Curitiba, divulgada em 21 de outubro, os candidatos Eduardo Pimentel (PSD) e Cristina Graeml (PMB)  estão muito próximos, quase empatados.

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Direita x Extrema direita. Fonte: Facebook Eduardo Pimentel/Cristina Graeml

Pimentel é o atual vice-prefeito da cidade e concorre pela cadeira principal. No primeiro turno ele foi o mais votado, com 33,51% dos votos válidos. Pimentel alega querer “dar continuidade ao grande trabalho que fiz ao lado do prefeito Rafael Greca (PSD) nestes sete anos e com o apoio do governador Ratinho Jr., estou preparado para conduzir Curitiba no caminho da inovação, da sustentabilidade e do desenvolvimento social. Minha gestão, caso eleito, terá as pessoas como prioridade. Curitiba não pode parar e nem voltar ao passado”, disse em entrevista coletiva logo após ser confirmado no segundo turno no dia 6 de outubro. 

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Candidato aposta na experiência para vencer o pleito. Fonte:Facebook - EduardoPimentel

Pimentel aposta na falta de experiência de sua adversária, que nunca teve um cargo público, tenta se aproximar ao máximo do ex-presidente Bolsonaro e acusa sua adversária de espalhar "Fake News" para atrapalhar o pleito.

O candidato tem o apoio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou o deputado federal Paulo Martins (PL) para seu vice, em uma chapa que representaria a direita no pleito, mas a cidade tem mais de uma direita.

Pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB), Cristina Graeml chama para si a responsabilidade de ser a real representante da direita na capital. Com um discurso conservador e extremista, ela apostou em antigos medos dos curitibanos com a esquerda, associando Greca ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sobre cartilhas com doutrinação de gênero, catapultando sua vaga no segundo turno. 

Graeml teve ascensão meteórica não esperada pela campanha do adversário, fez dobradinha com o candidato do PRTB em São Paulo, Pablo Marçal, e se aproveitou da mesma força das redes sociais que o ex-coach. O discurso de que Bolsonaro não apoia os atuais governos de boa vontade e sim por obrigação partidária foi compartilhado pelos candidatos de Curitiba e de São Paulo - a diferença é que Cristina chegou ao segundo turno e, agora, realmente Jair Bolsonaro declarou apoio à jornalista.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro e a candidata à prefeitura de Curitiba, Cristina Graeml (PMB) — Foto: Reprodução/Instagram Cristina Graeml

Outra tática explorada pela candidata na campanha do segundo turno é o argumento de que o adversário recebeu apoio da grande maioria dos derrotados (inclusive do PT), para vincular Pimentel à esquerda e ao comunismo.

Quem são os candidatos que irão disputar o segundo turno e quais se elegeram para prefeito.
por
Maria Eduarda Cepeda
Khauan Wood
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24/10/2024 - 12h

 

 

As capitais do Nordeste foram às urnas para decidir os rumos das eleições municipais no domingo, 6 de outubro. As cidades de Maceió, Salvador, São Luís e Recife tiveram seus prefeitos reeleitos para mais um mandato e Teresina teve a volta do ex-prefeito Sílvio Mendes, todos no primeiro turno. Seguem para o segundo turno, no dia 27 de outubro, as cidades de João Pessoa, Fortaleza, Natal e Aracaju.

Maceió (AL)

Prefeito João Henrique Caldas em campanha eleitoral.
Em 2022, JHC se filiou ao Partido Liberal (PL) e passou a apoiar o então presidente Jair Bolsonaro. Foto: Folha de S. Paulo/Reprodução

Na capital alagoana, o prefeito João Henrique Caldas (PL), conhecido como JHC, foi reeleito com 83,25% dos votos, um total de 379.544. O deputado federal Rafael Brito (MDB), candidato do governador do estado Paulo Dantas, ficou em segundo lugar com apenas 12,74% dos votos, bem distante do vitorioso.

JHC foi eleito prefeito pela primeira vez em 2020 em segundo turno. O vice-prefeito eleito em sua chapa é o senador Rodrigo Cunha (PODE) que deverá renunciar ao cargo parlamentar para assumir seu novo mandato.

Salvador (BA)

Bruno Reis, atual prefeito de Salvador, caminhando com seus eleitores pela rua da cidade
A posse para seu segundo mandato será em 2025. Foto: Divulgação
 

Bruno Reis (UNIÃO) foi reeleito no primeiro turno para prefeito de Salvador, com 78,67% dos votos válidos, sendo 266.282 votos a mais do que em 2020 em sua primeira candidatura, vencendo o candidato Kleber Rosa (PSOL). 

Em 2016 foi vice-prefeito de Salvador ao lado de ACM Neto, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, e assumiu a prefeitura em 2020 tendo Ana Paula Matos (PDT) como vice-prefeita. As propostas para seu novo mandato tem destaque para educação e o programa “Treinar para Entregar”, que prevê qualificar mais de 100 mil pessoas para que empresas locais possam contratar mão-de-obra para inovar e estimular o crescimento. 

Fortaleza (CE)

O deputado federal André Fernandes (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará Evandro Leitão (PT), eles obtiveram 40,20% e 34,33% dos votos respectivamente, números que totalizam uma média de 80.000 votos de diferença entre os dois. José Sarto (PDT) atual prefeito da cidade, e Capitão Wagner (UNIÃO), que ficou em primeiro lugar nas pesquisas durante boa parte da campanha, tiveram cerca de 11% dos votos cada.

O deputado federal André Fernandes, do Partido Liberal, ao lado de seus apoiadores em campanha eleitoral.
Apoios do segundo turno dividiram importantes lideranças cearenses. Foto: Fernanda Barros/Reprodução

No segundo turno, Fernandes conquistou apoios como o de seu então adversário na disputa, Capitão Wagner, e do ex-prefeito da cidade Roberto Cláudio (PDT), decisão que dividiu o seu partido nacionalmente e foi contra a orientação de neutralidade do presidente interino, o deputado André Figueiredo. A polêmica rendeu ainda uma declaração do ministro Carlos Lupi, presidente licenciado da sigla, que orientou abertamente o voto em Evandro Leitão.

São Luís (MA)

Eduardo Braide (PSD) foi reconduzido ao cargo de prefeito com mais de 70% dos votos válidos, porcentagem que chega em um total de 403.981. A vice-prefeita da cidade Professora Esmênia Miranda (PSD) também foi reeleita para mais quatro anos no executivo ludovicense.

Eduardo Braide (PSD) nas ruas da cidade de São Luis com seus apoiadores
O PSD lançou a candidatura de Braide à reeleição em junho. Foto: Emanuelle Rebelo

Braide derrotou nas urnas o deputado Duarte Jr., que foi ao segundo turno com ele no pleito de 2020. Com o apoio declarado do presidente Lula, Duarte tinha a aprovação de quadros importantes do estado como o governador Carlos Brandão (PSB), o vice-governador Felipe Camarão (PT), o ministro André Fufuca (PP), além do Partido Liberal, de Jair Bolsonaro.

João Pessoa (PB)

Cícero Lucena na TV Cabo Branco
Lucena foi o primeiro prefeito de João Pessoa a não se reeleger em 1º turno em 24 anos. Foto: João Henrique/TV Cabo Branco

O prefeito Cícero Lucena (PP) disputará o segundo turno contra o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL). Lucena terminou a eleição com 49,16%, pouco mais 205 mil votos, número que por pouco não rendeu uma vitória em primeiro turno ao incumbente. Já Queiroga obteve pouco mais de 90 mil votos, ao todo foram 21,77% dos válidos.

Pouco antes da eleição, a esposa de Lucena foi presa pela Polícia Federal com a suspeita de integrar uma organização criminosa para influenciar as eleições. Além dela, a filha do prefeito e uma vereadora também foram indiciadas na operação. 

Recife (PE)

O candidato João Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi reeleito para o cargo de prefeito na cidade de Recife (PE). Com 78,11% dos votos válidos, Campos venceu o primeiro turno contra Gilson Machado (PL), que obteve 13,90% dos votos.

João Campos, atual prefeito de Recife, posando para foto em sua campanha eleitoral
Campos teve mais de 725.721 mil votos no primeiro turno, sendo reeleito. Foto: Rodolfo Loepert

Filho do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi o prefeito mais jovem a assumir o cargo entre as capitais do Brasil em 2020 e o deputado federal mais votado do Nordeste e quinto mais votado do Brasil em 2018. Em sua candidatura tem focado em políticas públicas, infraestrutura urbana e qualidade de vida para os moradores de Recife. 

Teresina (PI)

Silvio Mendes (União) agradecendo seus eleitores em sua campanha eleitoral.
Mendes faz parte da coligação “Teresina no Caminho Certo” com outros partidos de sua chapa. Foto: Divulgação

Silvio Mendes (UNIÃO) venceu o primeiro turno para prefeito de Teresina, retornando ao cargo que ocupou de 2005 a 2010. Com 52,27% dos votos válidos venceu a disputa contra o candidato Fábio Novo do Partido dos Trabalhadores (PT). 

Tem como vice-prefeito Jeová Alencar, do Republicanos, ambos fazem parte da coligação “Teresina no Caminho Certo”, formada também pelos partidos União e PP. Teve 92% de aprovação em seu último mandato, nessa nova candidatura saúde e educação são sua prioridade 

Natal (RN)

Natália Bonavides ao lado do atual presidente Lula
O presidente Lula (PT) participou de agendas em Natal neste segundo turno. Foto: Ricardo Stuckert/Reprodução

O deputado Paulinho Freire (UNIÃO) terminou o primeiro turno à frente com mais de 171 mil votos, totalizando 44,08%. A também deputada Natália Bonavides (PT) foi ao segundo turno com 28,45%, cerca de 110 mil votos. O ex-prefeito da capital potiguar Carlos Eduardo (PSD) terminou a disputa na terceira colocação com 23,95%, cerca de 93 mil eleitores.

A campanha de Bonavides aposta na popularidade do presidente Lula (PT) e da governadora do estado Fátima Bezerra (PT) para tentar virar a disputa e levar a prefeitura da cidade. Já a campanha de Freire conta com o apoio do atual prefeito de Natal, Álvaro Costa Dias (Republicanos), para manter a liderança na votação.

Aracaju (SE) 

Á esquerda a candidata do PL, Emília Corrêa, e á direita seu adversário, Luiz Roberto do PDT
Emília Corrêa tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua campanha e Luiz Roberto teve sua candidatura apoiada pelo atual presidente Lula. Foto: Instagram

Emília Corrêa tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua campanha e Luiz Roberto teve sua candidatura apoiada pelo atual presidente Lula. Foto: Instagram

Os candidatos Emília Corrêa (PL) e Luiz Roberto (PDT) irão disputar o segundo turno para prefeito da capital de Sergipe. Com mais de 300 mil votos válidos por toda capital, Emilia Correa ficou na frente com 41,62%, enquanto Luiz Roberto obteve 23,86% dos votos. 

A candidata, Emília Corrêa, tem em suas propostas integrar as forças de segurança municipal e criar um programa de formação continuada aos profissionais que atuam com a educação infantil. Luiz Roberto, do Partido Democrático Trabalhista, propôs incentivar pequenos empresários e a economia local, o enfrentamento contra as mudanças climáticas e um programa de incentivo para jovens e adultos concluírem o ensino fundamental.

Este é o terceiro grande blecaute que atinge a cidade em menos de 1 ano
por
Rafaela Eid
Nicole Conchon
|
17/10/2024 - 12h

Cerca de 90 mil residências permanecem sem energia elétrica em São Paulo pelo quinto dia consecutivo, após uma forte tempestade que atingiu a região metropolitana na última sexta-feira (11). Este é o terceiro grande blecaute que atinge a cidade em menos de um ano.

O último balanço divulgado pela Enel sobre os trabalhos de retomada do fornecimento de energia reforça que suas equipes seguem atuando no restabelecimento da energia. “Tanto aos clientes que tiveram o serviço afetado quanto para aqueles que ingressaram com chamados de falta de luz ao longo dos últimos dias”, diz o comunicado da empresa.

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Vista do cruzamento da Avenida Henrique Schaumann com a Rua Teodoro Sampaio com os semáforos desligados por falta de energia elétrica, em 13 de outubro de 2024. Reprodução: WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO.

Histórico recente de apagões

Nos últimos 12 meses, São Paulo enfrentou outras duas grandes interrupções no fornecimento de energia. Em novembro do ano passado, uma forte tempestade deixou moradores da capital e da região metropolitana sem luz por uma semana. Já em março deste ano, um novo blecaute afetou a região central da cidade, com falta de energia por mais de 30 horas.

A tempestade da última sexta-feira (11) trouxe ventos superiores a 100 km/h, causando sérios danos em várias áreas da cidade e região.

“As teias do vizinho caíam em cima das teias do meu quarto. A madeira da vizinha atravessou para a minha sala, quebrou o pedaço da parede da minha sala. Quebrou  minha televisão, estou sem televisão e sem colchão”, disse Antonieta Bispo, moradora do Taboão da Serra.

Isabel da Silva, também residente no Taboão da Serra, relatou que teve várias intercorrências por conta da falta de luz. “Perda de alimentos refrigerados, falta de comunicação com familiares, sem sinal e não conseguir carregar o celular”, disse. A energia da casa de Isabel só voltou no domingo (13), às 3h.

Sete pessoas perderam a vida devido ao temporal e mais de 2 milhões de imóveis ficaram sem eletricidade inicialmente. Além da falta de luz, 31 bairros de São Paulo e região metropolitana também ficaram sem água após as fortes chuvas. 

Nunes X Boulos

Na disputa pela prefeitura de São Paulo, o assunto do apagão foi comentado pelos candidatos. No último debate, que ocorreu nesta segunda-feira (14), entre Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB) na Rede Bandeirantes, os dois tentaram colocar suas devidas visões em relação ao fenômeno.

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Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB) durante debate da Band. Reprodução: Renato Pizzutto/Band.

Mesmo deixando mais de meio milhão de imóveis na capital sem luz, Nunes ainda tem vantagem percentual em relação à Boulos, que afirma que a culpa é da concessionária de energia com apoio do governo federal, do qual o psolista é aliado. Já Boulos tem afirmado que o apagão é fruto da incompetência e irresponsabilidade da Enel e da Prefeitura de São Paulo. 

Ao ser questionado por Boulos sobre a responsabilidade da prefeitura de poda e manejo de árvores, o emedebista voltou a colocar a culpa no governo federal e também no ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Boulos respondeu que estava na hora do atual prefeito e candidato se responsabilizar pelos problemas da cidade. 

Prefeitura de São Paulo vai à Justiça 

A Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça contra a Enel para que a empresa restabeleça a energia em vários pontos da cidade, sob pena de multa de R$ 200 mil caso a companhia não cumpra. A petição foi enviada, na segunda-feira (14), para a 2° Vara de Fazenda Pública de São Paulo, do Tribunal de Justiça

A ação solicitava que a empresa informasse à prefeitura, no prazo de 24 horas, quanto tempo demorou para restaurar o fornecimento de energia em cada unidade e quantas equipes foram disponibilizadas para resolver a falta de energia. Foi pedido também que a companhia compartilhasse, em tempo real, a localização de GPS dos veículos utilizados pelas equipes de emergência.

A prefeitura argumentou na petição entregue à 2° Vara de Fazenda Pública de São Paulo que “os eventos de sexta indicam que não está em curso qualquer movimento real, voltado a uma mudança efetiva de comportamento” e que, por isso, "não restou outra opção" senão acionar a Justiça.

Conheça as propostas dos candidatos das capitais
por
Leticia Falaschi
Chloé Dana
|
16/10/2024 - 12h

 

Porto Velho: 

Na capital de Rondônia, os candidatos que passaram para o segundo turno foram Mariana Carvalho, do União Brasil, com 44,53% dos votos, e Léo Moraes, do Podemos, com 25,65%. A cidade que teve durante o mês de agosto, por dias, a pior qualidade do ar do país (fator proveniente, principalmente, dos incêndios florestais) não teve muitos candidatos que priorizassem a questão climática em seu plano de governo.

Mariana Carvalho, entre suas principais propostas, expõe os projetos que pretende aplicar para incrementar a saúde e a educação. A médica pretende instaurar um programa de telemedicina para monitoramento e atendimento online, e a construção de um hospital municipal, com foco na instalação de leitos e na modernização de procedimentos. Para o campo educacional, a candidata pretende intensificar a alfabetização das crianças no ensino fundamental e redimensionar as grades para o ensino em tempo integral. Além disso, Mariana quer diminuir a evasão escolar e incentivar os jovens de zonas remotas, como ribeirinhos e comunidades rurais a permanecerem nas escolas. Nas questões ambientais, a candidata aponta para a importância da criação de uma brigada de incêndio para Porto Velho, mas sem se aprofundar muito nas raízes do problema.

Em debate organizado pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) e pela Rádio Rondônia, Léo Moraes mostrou suas ideias para a Prefeitura. O candidato reforçou sua preocupação com a Saúde Pública e o saneamento básico, e afirmou que, se eleito, pretende levar um plano de cargos para a câmara municipal, e reorganizar funções para o melhor gerenciamento da saúde na cidade. Além disso, o candidato também foi questionado sobre a geração de emprego e renda para a população jovem. Léo diz que encaminhou recursos ao IFRO (Instituto Federal de Rondônia) para capacitar os jovens nos grandes bolsões populacionais, como os conjuntos habitacionais e também aponta que as crianças precisam ter senso crítico para debater robótica, educação financeira e empreendedorismo. 

Mariana Carvalho, candidata a prefeitura de Porto Velho Foto: Site oficial Republicanos

​​​​Mariana Carvalho, candidata a prefeitura de Porto Velho
Foto: Site oficial Republicanos
Léo Moraes, candidato a prefeitura de Porto Velho Foto: Site oficial Podemos
Léo Moraes, candidato a prefeitura de Porto Velho
Foto: Site oficial Podemos

Macapá: 

Na capital do Amapá, o candidato Antonio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, do MDP, foi reeleito no 1º turno com 85,08% dos votos. Em entrevista para o G1 no mês passado, Furlan falou sobre suas propostas na área de Educação e Mobilidade Urbana. O médico pretende obter material pedagógico próprio para alunos da rede pública, implementar duas escolas de tempo integral por ano na cidade e aumentar o número de creches, afirmando que pela segunda vez consecutiva, Macapá foi a terceira capital do Brasil que mais cresceu em nota. 

Já para a Mobilidade Urbana, o candidato tem em vista executar obras de mobilidade urbana, com implantação de sarjeta e meio fio como microdrenagem para evitar alagamentos na cidade. Furlan diz que já foram feitos 70 quilômetros de calçadas e irá fazer a maior obra de macrodrenagem da história de Macapá com a primeira etapa do canal do Beirol e da Bacia das Pedrinhas.

No seu plano de governo, o médico busca concluir as obras do Hospital Maternidade na zona norte e expandir as unidades básicas de saúde. Além disso, também planeja renovar a frota da Guarda e da Defesa Civil com novas viaturas, reforçando-as para um monitoramento mais eficaz de áreas de risco.

Dr Furlan, candidato eleito para prefeitura de Macapá Foto: Agência Brasil
Dr Furlan, candidato eleito para prefeitura de Macapá
Foto: Agência Brasil

 

Boa Vista:  

Boa Vista não terá segundo turno, o candidato Arthur Henrique, do MDB, foi reeleito no primeiro turno com 75,18% dos votos. Natural da capital de Roraima, governará o município por mais quatro anos, nos quais pretende dar continuidade aos projetos iniciados em seu primeiro mandato, com destaque aos campos da educação, infraestrutura e mobilidade urbana. 

Na saúde, os projetos incluem melhorias dos sistemas de adesão e hospitalidade, e a  criação de unidades de atendimento e centros especializados de tratamento. Relevam-se, em seu plano de governo, a inauguração de uma nova UPA (Unidade de Pronto Atendimento), um novo bloco para  o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), e a construção de um Centro Espacializado em Autismo. Ainda em planos de infraestrutura, Arthur pretende criar um segundo centro de abrigo para idosos.

Para a mobilidade urbana, destacam-se o recapeamento de ruas e avenidas, a construção de um viaduto no cruzamento das avenidas Brigadeiro Eduardo Gomes e Venezuela, ambas muito movimentadas. O projeto contará com 3 pavimentos, o que, segundo o candidato, servirá como rotas alternativas de tráfego durante as obras. 

Arthur Henrique, candidato eleito para prefeitura da Boa Vista Foto: Jovem Pan
Arthur Henrique, candidato eleito para prefeitura da Boa Vista / Foto: Jovem Pan

Manaus:

Na capital amazonense, as eleições resultaram no segundo turno entre David Almeida, atual prefeito (Avante), que conquistou 32,16% dos votos, e o capitão Alberto Neto (PL), com 24,94%. 

Os pontos principais do programa de governo de David Almeida incluem a construção do Hospital Dia com a incrementação de centro de diagnósticos e tratamentos para casos menos graves de saúde. No âmbito educacional, as propostas concentram-se na educação básica, visando à permanência estudantil e instauração de períodos integrais nas escolas: é objetivo do programa “Mais Tempo na Escola”.

No programa de governo de Alberto Neto, há um notável ênfase ao restabelecimento do poder público sobre a cidade, conforme o termo “Choque de Ordem”, usado em seu projeto de governo oficial: projetos de segurança pública e educação recebem maior atenção do capitão. Destacam-se a criação do Centro de Controle e Comando Municipal, que integrará o monitoramento e gestão das esferas da segurança, mobilidade e de tráfego. O capitão também pretende desenvolver a iluminação pública da cidade com a instalação da tecnologia LED. No âmbito educacional. Neto deseja implementar o modelo municipal de escolas cívico-militares, baseando-se em projetos como os de Tarcisio (atual governador de São Paulo) e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

David Almeida, candidato a prefeitura de Manaus Foto: UOL notícias
David Almeida, candidato a prefeitura de Manaus
Foto: UOL notícias
Capitão Alberto Neto, candidato à prefeitura de Manaus. Foto: Site oficial Republicanos
Capitão Alberto Neto, candidato à prefeitura de Manaus.
Foto: Site oficial Republicanos 

 

Belém: 

Na capital do Pará, os candidatos que disputam o segundo turno são Igor Normando (MDB), com 44,89% dos votos, e o Delegado Eder Mauro (PL) com 31,48% dos votos.

No plano de governo de Normando destacam-se projetos para a dinâmica urbanística da cidade, como o uso de terrenos baldios para a implementação de estacionamentos. Sobre os alagamentos que atormentam Belém constantemente, o advogado propôs uma medida de monitoramento remoto para a prevenção de possíveis locais de acúmulo de água. Em relação ao transporte público, o candidato se coloca em defesa do não aumento de passagens e pretende investir no modal aquaviário e na instauração de ciclovias.

O plano de governo de Éder Mauro pretende incrementar o empreendedorismo da cidade com o programa “Desenvolve Belém”, que busca atrair, através de políticas tributárias e negociações, o investimento de empresas para o dinamismo econômico da cidade. No âmbito dos serviços de saúde para a população, o delegado quer incorporar ao sistema da cidade o “Poupatempo da Saúde de Belém”, que busca melhorar os atendimentos e agilizar processos hospitalares e de urgência.

gor Normando, candidato à prefeitura de Belém Foto: câmara.leg.br
Igor Normando, candidato à prefeitura de Belém
Foto: câmara.leg.br
Éder Mauro, candidato à prefeitura de Belém Foto: câmara.leg.br
Éder Mauro, candidato à prefeitura de Belém
Foto: câmara.leg.br

 

Palmas: 

Em disputa bem acirrada, a capital de Tocantins vai ao segundo turno com a decisão entre: Janad Valcari (PL) que obteve 39,22% dos votos, e Eduardo Siqueira Campos (Podemos) com 32,42%. Ambos os candidatos conquistaram mais de 50% dos votos válidos.

No programa de governo de Janad, destacam-se: A criação de projetos para ampliação da adesão para crianças no ensino público, com ensino em tempo integral. Na segurança, a candidata pretende praticar o que chama de “patrulhamento preventivo” nos espaços públicos. Na saúde, os projetos incluem a agilização dos atendimentos e tratamentos e a inauguração de Ambulatórios de Atenção à Saúde, as AMAS.

Eduardo Siqueira Campos, em seu plano de governo, aponta suas preocupações para os campos educacionais e segurança: pretende instaurar novas escolas de tempo integral e creches. O fortalecimento da Guarda Civil Metropolitana de Palmas está no radar do candidato: acelerar os processos de recrutamento e a transformação da instituição em autarquia — liga-la diretamente ao gabinete do prefeito — são ferramentas visadas para tal ato. Na saúde, Campos aspira à criação de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Janad Valcari, candidata à prefeitura de Palmas Foto: Canal 63
Janad Valcari, candidata à prefeitura de Palmas
Foto: Canal 63
Eduardo Siqueira Campos, candidato à prefeitura de Palmas Foto: UOL notícias
Eduardo Siqueira Campos, candidato à prefeitura de Palmas
Foto: UOL notícias

 

Rio Branco: 

Na capital do Acre, o candidato Tião Bocalom do PL, foi reeleito com 54,82% dos votos. Rio Branco também foi um dos Estados mais afetados pelas queimadas e voltou a ter pior qualidade do ar entre as capitais que já destruíram 100 mil hectares do local. Diante disso, um dos grandes desafios que Bocalom enfrenta para sua Prefeitura, é lidar com a catástrofe climática. O atual prefeito, elenca “22 compromissos com Rio Branco” que deve assumir, caso reeleito. Dentre as propostas, destacam-se projetos de saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, mobilidade urbana e transporte público, saneamento básico, habitação e segurança. Seguindo a ordem listada, para área da Saúde, o candidato procurar ampliar centros que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), construção de sede de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil, implementação de eletrocardiogramas e cirurgias de pequena complexidade em todas as Unidades de Referência em Atenção Primária (Uraps), ampliação de atendimento para pessoas em situação de rua no período noturno, estruturação do Centro de Zoonoses para monitorar possíveis doenças e ampliação do número de profissionais da saúde.

No quesito educação, Bocalom diz que prioriza estes tópicos por ser educador. Ele pretende abrir três mil vagas, para berçários, creches, pré-escola, anos iniciais do ensino fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação de Tempo Integral. Além de implementar internet via satélite para escolas rurais, duas escolas centralizadas e continuar distribuindo tablets e notebooks.

Finalizando sua proposta de governo, Bocalom reassumiu a oferta do serviço de fornecimento de água potável e de tratamento de esgoto na capital, por meio do Serviço de Água e Esgoto (Saerb). Além disso, o candidato também procura criar um sistema chamado, Programa Água 24h, que trata-se de complementar a captação de água com mais duas matrizes, perfurações de poços artesianos profundos para abastecimento de água e lagos, elevar o tratamento de esgoto para 40% e o índice de abastecimento de água tratada para 90%, em perímetro urbano. 

Tião Bocalom, candidato eleito a prefeitura do Rio Branco Foto: G1
Tião Bocalom, candidato eleito a prefeitura do Rio Branco
Foto: G1

 

A contagem regressiva para o 2º turno já começou, e os candidatos se preparam para conquistar a confiança dos eleitores
por
Luane França
|
13/10/2024 - 12h

Cuiabá (MT) 

Os candidatos Abílio Brunini, do Partido Liberal (PL), e Lúdio Cabral, do Partido dos Trabalhadores (PT), irão disputar o segundo turno da eleição para a prefeitura de Cuiabá (MT) no domingo, dia 27 de outubro.

Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Brunini recebeu 126.944 votos, correspondendo a 39,61% do total de votos válidos entre todos os candidatos. Por sua vez, Lúdio obteve 90.719 votos, o que representa 28,31%. Essas informações são referentes ao 1º turno, realizado neste domingo (6). Em terceiro lugar, muito próximo do candidato petista, está Eduardo Botelho (União), com 27,77%. Em último lugar ficou Domingos Kennedy, do Partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com 13.805 votos (4,31%).

A eleição em Cuiabá contabilizou 342.884 votos, incluindo 9.888 em branco, que representam 2,88% do total, e 12.551 nulos, correspondendo a 3,66%. A taxa de ausência foi de 102.186 eleitores, ou seja, 22,96% do total de cidadãos aptos a votar nas eleições de 2024 na capital.

Abílio Brunini à esquerda e Lúdio Cabral à direita - Foto: ALMT | Zeca Ribeiro/Agência
Abílio Brunini à esquerda e Lúdio Cabral à direita -
Foto: ALMT | Zeca Ribeiro/Agência 

Principais propostas dos candidatos

Abílio Brunini

Na saúde, Brunini promete a criação de Vilas de Saúde em todos os distritos sanitários da capital. No transporte, assegura a implementação de uma faixa azul exclusiva para motos e a criação de paradas para embarque e desembarque de passageiros via aplicativos. Já na educação, Abílio quer promover a ampliação da educação infantil e a adoção do Método Montessori. No âmbito da segurança, visa a formação de uma parceria com a Polícia Militar e a Guarda Municipal para reforçar a segurança nas escolas.

Lúdio Cabral

Cabral, no campo da saúde, quer garantir a disponibilidade de profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, nos Centros de Especialidades Médicas e Policlínicas. Em transporte, promete que a tarifa do BRT permaneça em 1 real pelos próximos cinco anos. Na segurança, visa à criação da Guarda Municipal com um Plano de Cargos, Salários e Carreira. Na área da educação, apresenta a proposta de realizar um concurso público com o objetivo de contratar profissionais para a educação.

 

Goiânia (GO)

Os candidatos Fred Rodrigues, do Partido Liberal (PL), e Sandro Mabel, do União Brasil, vão disputar o segundo turno da eleição para a prefeitura de Goiânia (GO) no domingo, dia 27 de outubro.

Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções totalizadas, Fred Rodrigues recebeu 214.253 votos, equivalente a 31,14% dos votos válidos. Ele é o candidato apoiado por Jair Bolsonaro na disputa. Mabel obteve 190.278 votos, o que representa 27,66%. Em terceiro lugar, a advogada e deputada federal Adriana Accorsi, do Partido dos Trabalhadores (PT), somou 24,44% dos votos. Em último lugar, o Professor Pantaleão, do partido Unidade Popular (UP), que obteve 0,24%, totalizando 1.657 votos.

A eleição em Goiânia registrou 688.010 votos válidos, representando 93,05% do total. Também foram contabilizados 21.199 votos em branco, tendo como valor 2,87%, e 30.197 votos nulos, que totalizam 4,08%. O comparecimento às urnas foi de 739.460 eleitores, ou 71,77% do total de pessoas habilitadas a votar, enquanto a abstenção atingiu 290.868 eleitores, o que corresponde a 28,23%.

Fred Rodrigues à esquerda e Sandro Mabel à direita Foto: Reprodução/montagem CNN
Fred Rodrigues à esquerda e Sandro Mabel à direita Foto:Reprodução/montagem CNN

Principais propostas dos candidatos

Fred Rodrigues

As propostas incluem a criação da Secretaria de Parceria Público-Privada, com a finalidade de promover uma integração eficaz entre os setores público e privado na gestão de diferentes áreas da administração municipal. O plano também enfatiza a modernização da administração por meio da digitalização de todos os processos burocráticos, abrangendo desde a solicitação de alvarás até o pagamento de taxas.

Outra iniciativa consiste na implementação do sistema de Voucher Creche e na ampliação dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) em Goiânia, visando melhorar o acesso à educação infantil e a qualidade do atendimento. O projeto assegurará que todos os CMEIs funcionem em período integral, com prioridade nas vagas para crianças de famílias de baixa renda, enquanto os vouchers serão destinados a famílias de situação socioeconômica média.

Na área da segurança, a proposta busca expandir o Programa de Videomonitoramento, ampliando o sistema de câmeras de segurança em locais estratégicos da cidade e integrando-as a uma central de monitoramento em tempo real, em colaboração com as forças de segurança. Essa medida tem como objetivo aumentar a capacidade de resposta rápida e a prevenção de crimes.

Sandro Mabel

Entre suas principais propostas, destaca-se a melhoria da mobilidade urbana, permitindo que motocicletas transitem pelos corredores de ônibus. Essa medida tem como objetivo acelerar o fluxo de trânsito, garantindo a segurança e reduzindo o risco de acidentes.

Para fortalecer a segurança pública, o candidato propõe o uso de drones para monitorar as escolas da capital, em colaboração com forças de segurança, como a Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, a Polícia Militar de Goiás e a Polícia Rodoviária. De acordo com o empresário, um agente de segurança dentro de um veículo poderá observar várias instituições de ensino ao mesmo tempo. Se notar qualquer atividade suspeita, ele poderá acionar a polícia, que chegará rapidamente ao local.

Na área da saúde, o candidato se compromete, se eleito, a oferecer atendimento pediátrico 24 horas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos Centros de Atenção Integrada à Saúde da cidade, assegurando a efetividade do serviço e valorizando os profissionais da pediatria 

 

Campo Grande (MS) 

As candidatas Adriane Lopes, do Partido Progressistas (PP), e Rose Modesto, do Partido União, vão disputar o segundo turno da eleição para a prefeitura de Campo Grande (MS), no domingo, dia 27 de outubro.

Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Adriane Lopes recebeu 140.913 votos, correspondendo a 31,67% do total. Rose Modesto contabilizou 131.525 votos, o que representa 29,56%. Essas informações são referentes ao 1º turno, realizado neste domingo (6). Em terceiro lugar, Beto Pereira, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), conquistou 115.516 votos, equivalente a 25,96%. Em último lugar, Ubirajara Martins, do Partido Democracia Cristã (DC), que recebeu 1.067 votos, representando apenas 0,24% dos votos válidos.

A eleição em Campo Grande registrou 481.399 votos, incluindo 16.968 votos em branco, que representam 3,52% do total, e 19.451 votos nulos, correspondendo a 4,04%. A taxa de ausência foi de 164.799 eleitores, equivalente a 25,50% do total de cidadãos aptos a votar nas eleições de 2024 na capital.

Adriane Lopes à esquerda e Rose Modesto à direita - Foto: Reprodução/g1 MS
Adriane Lopes à esquerda e Rose Modesto à direita -
Foto: Reprodução/g1 MS

Principais propostas das candidatas

Rose Modesto

O programa de governo de Modesto inclui a construção de um Centro de Bem-Estar Animal em área rural, que terá como objetivos promover atividades de educação ambiental, acolher cães e gatos em situação de vulnerabilidade e resgatar animais silvestres que não podem ser reintegrados à natureza.

Além disso, a candidata Rose promete construir quatro novos terminais de ônibus e agilizar a compra de medicamentos em Campo Grande. Na área da educação, ela se compromete a valorizar os professores e a melhorar as condições de trabalho dos servidores, afirmando que irá manter a lei que estabelece o piso de 20 horas para os docentes.

Complementando suas propostas, o "Projeto Florescer" visa oferecer à população acesso à arte, cultura, esporte, lazer, reforço escolar e qualificação profissional.

Adriane Lopes

O programa de governo de Adriane inclui a proposta de criação de um Centro Médico de Cuidado com o Idoso. 

Além disso, o projeto “Campo Grande na Rota Certa” visa transformar a cidade na capital da Rota Bioceânica, posicionando-a como um epicentro logístico para a integração e distribuição de mercadorias, além de se tornar um importante centro financeiro e de comércio exterior do Centro-Norte do Brasil.

No campo da educação, Adriane afirmou que, se reeleita, a educação será uma de suas principais prioridades. Entre as propostas apresentadas pela candidata, destaca-se a intenção de zerar a fila de espera por vagas na educação.

Além disso, ela pretende desburocratizar os serviços da Prefeitura de Campo Grande, prometendo implementar tecnologia e inovação durante seu mandato.