O festival Lollapalooza, que acontece nos dias 20, 21 e 22 de março do ano que vem, anunciou que o line-up da edição contará com o girl group global Katseye, responsável por um dos maiores hits virais nas redes sociais neste ano, “Gnarly". A banda com 6 integrantes debutou em 2023 após um programa estilo survival.
Na metade de 2024, Katseye lançou seu primeiro EP “Soft is Strong” (SIS), com os singles “Debut” e “Touch” e mais 3 músicas. Já em 2025, após lançar “Gnarly” - primeira música da banda a entrar no Top Billboard - elas lançaram o segundo EP "Beautiful Chaos” com a faixa “Gabriela”, escrita por Charli XCX e que chegou a ser ofertada à Anitta.
No dia 3 de agosto, as meninas se apresentaram no Lollapalooza Chicago e se tornaram a apresentação diurna com maior público da história do evento. Lá, elas cantaram 9 músicas de seus 2 EP’s. Durante “Gabriela”, as meninas se destacaram ao dançar flamenco no palco, a dança virou trend no TikTok.

Campanha Better in Denim
O grupo global de música pop Katseye lançou uma propaganda para a marca de roupas americana GAP, no dia 19 de agosto. O comercial “Better in Denim” (“melhor em jeans”, em tradução para o português) gerou repercussão nas redes por parecer resposta a uma concorrente.
Algumas semanas antes, a American Eagle, outra fabricante de jeans, publicou um comercial com a atriz Sydney Sweeney (“Euphoria", “The White Lotus", “Todos Menos Você”), afirmando que ela tem “bons genes” - uma aliteração com a palavra “jeans”. O teor da mensagem publicitária foi apontado como eugenista em redes sociais e sites de mídias especializadas.
Em contraponto, o comercial com o Katseye foi apontado como uma “celebração à diversidade” por consumidores e especialistas em marketing. Nas redes sociais, mulheres de etnias diversas apontaram a importância de campanhas que protagonizam países do leste asiático, em especial sobre Lara Raj, vocalista da banda que é de origem tâmi, povo nativo das regiões da Índia e do Sri Lanka.

Conheça o grupo
Com os vocais americanos e a performance do K-pop, o grupo feminino estreou no fim de 2023 com o single “Debut”, que alcançou mais de dois milhões de visualizações em três dias. A banda explora os moldes do gênero k-pop na indústria musical ocidental, com foco nos Estados Unidos.
A estreia foi muito esperada por fãs, já que as artistas surgiram a partir do reality show “Dream Academy”, no subgênero de sobrevivência, que televisionou a seleção de meninas para a banda. As integrantes escolhidas foram Sophia, Megan, Manon, Lara, Daniela e Yoonchae.

Dream Academy

A formação do Katseye foi feita nos moldes de programas de survivals de kpop. Grupos como Stray Kids e Iz*One, de outras empresas também se originaram desta maneira.
A união entre a gravadora Geffen Records - responsável por artistas como Elton John, John Lenno, Kali Uchis e Olivia Rodrigo - e o conglomerado sul-coreano HYBE Entertainment, que criou Le Sserafim e BTS, resultou no programa “Dream Academy”, gravado pela Netflix e lançado com o nome “Pop Star Academy”.
Depois de uma seleção com mais de 120 mil meninas, em sua maioria menores de idade, em 2021, 20 participantes de todo o mundo foram selecionadas para competir entre si e formar um grupo com apenas 6 integrantes. Depois de um ano de treinamento em suas cidades de origem, no início de 2022 elas se mudaram para Los Angeles e passaram cerca de mais um ano treinando e sendo avaliadas em canto, dança, performance, atitude e “fator estrela”, qualidade descrita como “encantamento” do público.
Em 17 de novembro de 2023, as 6 foram escolhidas para formar o grupo com o nome Katseye, que também foi selecionado por elas.

Conheça as integrantes
Sophia
Sophia Lafortenza (22), de origem filipina, é a líder do grupo. A integrante ficou conhecida no reality por seu esforço, habilidade de canto e o apoio imenso do público. Seus pais são artistas consolidados nas Filipinas, sua mãe, Carla Guevara Laforteza , é cantora e seu pai, Godfrey Laforteza III, é dançarino.

Megan
Megan Skiendiel (19), nasceu no Hawaii, EUA. Com descendência chinesa, é a “all rounder” do grupo, boa em todas as áreas. Em Dream Academy se destacou por sua dança e personalidade. A artista participou como atriz em propagandas e séries da Nickelodeon.

Lara
Lara Raj (19) é a principal vocalista da banda. Desde o reality show, se destacou como cantora e integrou o ranking em primeiro lugar em canto durante o reality. Nascida nos Estados Unidos e de ascendência indiana, Lara é muito ligada à sua cultura tâmil - presente no sudeste da índia e Sri Lanka.

Daniela
Daniela Andrea (21) nascida em Atlanta, EUA, com ascendência cubana e venezuelana e é a principal dançarina do grupo. Aos 7 anos, ela participou do America 's Got Talent com uma apresentação de dança de salão e aos 11 do So You think you can dance.

Manon
Manon Bannerman (23), nascida em Zurique, na Suíça, é a “visual” do grupo. Ela já tinha muitos seguidores nas redes antes do reality por conta de sua aparência. Durante o Dream Academy, gerou muito debate sobre sua posição no grupo por conta da falta de comprometimento com os ensaios, mas seu fator estrela foi o que chamou a atenção na decisão final.

Yoonchae
Yoonchae Jeung (17) é a “maknae”, termo utilizado no k-pop para a mais jovem da banda. Apesar da idade ela não fica para trás em questão de canto ou dança. Nascida em Seul, na Coreia do Sul, participou de treinamentos para grupos de k-pop.
O grupo se apresenta em março no autódromo de Interlagos.
O primeiro bar da cozinheira-empresária Manuelle Ferraz, também dona do restaurante “A Baianeira”, localizado no MASP, foi aberto em abril de 2024. O “Boteco de Manu” está situado onde as ruas se cruzam na Barra Funda, mais precisamente na Rua Lavradio, 235, em meio à intensa Avenida Pacaembu. A forte identidade do bar já é percebida em seu nome. O “de” Manu faz jus ao modo de falar no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, bem perto da Bahia, local onde a chef nasceu.












A mais prestigiosa mostra de arte contemporânea da América Latina, a Bienal de Arte, abriu as portas no último sábado (6) no icônico Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, reunindo obras de cerca de 120 artistas de aproximadamente 50 países. A expectativa é atrair até 800 mil visitantes durante os quatro meses de exibição, estendido até janeiro de 2026 para favorecer o acesso, especialmente de crianças e jovens, e chegar à meta de 100 mil participantes em seus programas educativos.
A edição de 2025 leva como título um verso do poema de Conceição Evaristo, Da calma e do silêncio: “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”. Essa frase alimenta o conceito central da Bienal, que propõe repensar a humanidade como um verbo ativo, uma prática viva, fluida e transformadora.
A curadoria é liderada pelo Prof. Dr. Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, curador e diretor do Haus der Kulturen der Welt, em Berlim. Camaronês radicado na Alemanha, Ndikung é uma das vozes mais respeitadas da crítica cultural internacional e define a Bienal como uma tentativa de construir um "novo humanismo", descentralizado e plural.
“O humanismo eurocêntrico que moldou o mundo moderno está esgotado. Precisamos falar de humanidades no plural, de múltiplas maneiras de existir e cuidar umas das outras”, afirma o curador.

Módulos temáticos
A Bienal é estruturada a partir da metáfora do estuário, onde correntes diversas se encontram e produzem um espaço de coexistência fértil. Na edição de 2025, seis núcleos temáticos organizam a experiência:
- Frequências de chegadas e pertencimentos – com um “jardim vivo” da artista Precious Okoyomon, repleto de plantas medicinais e invasoras, fontes de água e topografias que remetem ao parque nas cercanias.
- Gramáticas de insurgências – obras que resistem à desumanização e provocam o espectador a se ver no outro (exclusão, identidades, etc).
- Sobre ritmos espaciais e narrações – tema que dialoga com memórias históricas, colonização e transformação, ilustrado pela “nova Arca de Noé” de Moffat Takadiwa, feita com resíduos plásticos e metálicos.
- Fluxos de cuidado e cosmologias plurais – que questiona as narrativas dominantes e propõe formas de conhecimento não coloniais.
- Cadências de transformação – obras em mutação contínua durante a mostra.
- A intratável beleza do mundo – onde a beleza funciona como ato de resistência diante da crise estética contemporânea.
Além disso, o design da expografia, desenvolvido por Gisele de Paula e Tiago Guimarães, propõe uma experiência sensorial e pausada, com cartelas discretas que minimizam a mediação textual, privilegiando o contato íntimo com as obras.
Arte como ferramenta de transformação
Mais do que uma grande exposição de arte, a 36ª Bienal se apresenta como uma plataforma de escuta e transformação coletiva. A Fundação Bienal ampliou os programas de acessibilidade, agendamentos educativos e ações com escolas públicas, buscando envolver especialmente crianças, adolescentes e comunidades periféricas.
“A Bienal não quer ensinar. Quer escutar. E, ao escutar, provocar outras formas de estar no mundo”, resume Ndikung.
O espaço da escuta, da experiência e do não-saber
Uma das decisões mais notáveis da curadoria da 36ª Bienal de São Paulo é a ausência de textos explicativos junto a grande parte das obras. Em vez das tradicionais cartelas, que costumam apresentar o título, o ano, o material e uma breve descrição, o público encontra os trabalhos sem intermediações, sem instruções, sem orientações sobre como "compreender".

Reprodução: Manuela Dias
A escolha é intencional e revela um dos princípios da proposta curatorial deste ano: criar um espaço de escuta e sensibilidade, onde o visitante é estimulado a construir seu próprio encontro com a arte. Para os curadores, a experiência estética não deve ser conduzida pela lógica da decodificação imediata, mas sim por um tempo mais lento, aberto à contemplação e à dúvida.
“É um gesto de confiança no público”, afirmou Ndikung em coletiva de imprensa, “acreditamos que as pessoas são capazes de se relacionar com a arte sem a necessidade de explicações que já digam o que elas devem pensar ou sentir”. Segundo ele, a intenção é criar um ambiente em que o olhar, a escuta e o corpo possam operar como ferramentas legítimas de entendimento.
A decisão causou surpresa em parte do público, especialmente entre os visitantes acostumados com exposições mais didáticas. Para alguns, a ausência de informações gera estranhamento. Para outros, é uma libertação. “No começo me senti um pouco perdida, mas depois percebi que era uma chance de me conectar de outra forma. Eu me permiti não entender tudo, e isso foi bom”, comentou a estudante de jornalismo Mariana Lopes, de 24 anos, após visitar a mostra.
Programação e endereço
A entrada é totalmente gratuita para a 36ª Bienal de São Paulo, que acontece de 6 de setembro de 2025 a 11 de janeiro de 2026, no Pavilhão da Bienal, dentro do Parque Ibirapuera, em São Paulo. A mostra está aberta ao público de terça a domingo, com horários estendidos aos fins de semana e uma vasta programação educativa e acessível.
Terça a sexta-feira: das 10h às 19h (entrada permitida até 18h30)
Sábados, domingos e feriados: das 10h às 20h (entrada até 19h30)
Fechada às segundas-feiras, exceto quando forem feriados.

Reprodução: Manuela Dias
O documentarista Silvio Tendler, de 75 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (05), no Rio de Janeiro (RJ). Ele estava internado no Hospital Copa Star, no bairro de Copacabana, e sua morte, causada por uma infecção generalizada, foi confirmada pelo Instagram da Caliban, produtora fundada pelo cineasta.
Silvio ficou conhecido como o “cineasta dos sonhos interrompidos” por se dedicar a contar histórias de João Goulart, Juscelino Kubitschek, Carlos Marighella, Glauber Rocha, entre outras personalidades históricas e políticas.
Em seus mais de 50 anos de carreira, produziu e dirigiu mais de 70 filmes e 12 séries televisivas. Entre eles, "Os Anos JK – Uma Trajetória Política" (1981), "O Mundo Mágico dos Trapalhões" (1981), "Jango" (1984), “Marighella, retrato falado do guerrilheiro” (2001), “Glauber, labirinto do Brasil” (2003) e “Tancredo: A travessia” (2010).

“A minha paixão por cinema vem daquela geração que tinha 14 anos em 1964. Era uma geração que teve a cabeça feita por Glauber, Godard, Truffaut, Joaquim Pedro, Leon. E eu me apaixonei por cinema”, diz Tendler no quinto episódio da série “Cineasta do Real”, criada por Amir Labaki e produzida pelo Canal Brasil.
O velório está marcado para o domingo, dia 7, às 11h, no Cemitério Comunal Israelita do Caju, na capital fluminense. Silvio Tendler deixa a esposa, Fabiana Fersasi, a filha, a produtora Ana Tendler e um neto.
Quem foi Silvio?
Nascido no Rio de Janeiro em 12 de março de 1950, Tendler começou seu trabalho como cineasta já na década de 1960, e em 1968 se tornou presidente da Federação de Cineclubes do Rio, segundo o portal da produtora Caliban. No mesmo ano, após conhecer o Marinheiro João Cândido, líder da Revolta da Chibata (1910), gravou seu primeiro documentário sobre o levante. O filme acabou queimado pela ditadura militar e nunca foi exibido.

Tendler chegou a se exilar no Chile e na França no período da ditadura militar brasileira, e passou a fazer filmes sobre o cenário político do país sulamericano, como “La Cultura Popular Vá!” (1973), sobre o governo de Salvador Allende, e “La Spirale” (1975), produzido na França sobre os eventos até o golpe de Estado chileno. No final da década de 1970, voltou ao Brasil e integrou a equipe docente do curso de Comunicação Social da PUC-Rio, onde lecionou por mais 40 anos.
Em 1981, sua carreira ficou marcada pelo alcance de 1,8 milhão de espectadores que assistiram ao longa-metragem “O mundo mágico dos Trapalhões”, que explora a rotina do grupo de comédia mais famoso do Brasil, e até hoje tem o recorde de documentário com maior público nos cinemas.
De família judia com raízes ucranianas e bessarabianas, ele viveu grande parte de sua vida na Tijuca e em Copacabana. Silvio lidava com problemas de mobilidade em consequência de uma grave doença desde 2012.
No instagram de sua produtora, há uma das citações de Silvio que é “para colecionadores”: “Luto pelos Direitos Humanos, pelos Direitos da Natureza, e faço da Arte instrumento de luta contra a fome e pela Justiça Social"
Entre os dias 9 e 12 de outubro, no Distrito Anhembi em São Paulo, acontece a 16° edição da Brasil Game Show (BGS), maior feira de games da América Latina e segunda maior do mundo. Para este ano, grandes nomes já estão confirmados como Naoki Hamaguchi - diretor da série “Final Fantasy VII remake” - e Yoko Shimomura - conhecida como "a mais famosa compositora de videogames do mundo". No entanto, o principal convidado e mais aguardado pelo público é Hideo Kojima.
Nascido no Japão, o designer de jogos é conhecido principalmente pela produção de “Metal Gear” e seu jogo autoral “Death Stranding”. No The Game Awards 2023, Kojima e Jordan Peele anunciaram um novo jogo, intitulado “OD”. O jogo é estrelado por Sophia Lillis, Hunter Schafer e Udo Kier.
No perfil oficial da BGS, o designer disse estar ansioso para vir ao Brasil e compartilhar sua paixão com os fãs:
A BGS 2025 contará com uma vasta lista de expositores, incluindo grandes nomes da indústria dos games e da tecnologia. Empresas como Nintendo, Devolver, Sega, Ubisoft, Gartic, Paramount, Hoyoverse e Intel estarão presentes. O evento também reúne novidades no cenário da tecnologia, bem como divulga novos jogos, produtos e campanhas no universo dos games.
A feira também abrirá espaço para desenvolvedores independentes, oferecendo uma plataforma para que pequenas empresas e startups mostrem seus jogos e produtos ao público. Além disso, a BGS contará com palestras, campeonatos de e-sports e competição de cosplays.

Os ingressos ainda estão à venda, já no 7° lote, a partir de R$ 144. Qualquer visitante da feira pode entrar no evento pagando meia-entrada mediante a doação de 1kg de alimento não perecível.
Brasil Game Show
Quando: de 9 a 12 de outubro
Onde: Distrito Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana, São Paulo
Ingressos: de R$ 144 a R$ 2,4 mil, disponíveis pelo site












