A mostra apresenta diferentes fases do artista catalão com pinturas, esculturas, gravuras, tapeçarias e fotografias, incluindo obras inéditas no Brasil.
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Thais Oliveira
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16/09/2026 - 12h

São Paulo recebe uma das maiores exposições dedicadas a Joan Miró (1893–1983) realizadas no país nos últimos anos. Em cartaz no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB FAAP), em Higienópolis, Miró: Mestre das Formas reúne 140 obras originais do artista catalão e apresenta ao público diferentes momentos de uma trajetória marcada pela experimentação e criação de uma linguagem visual própria. A exposição permanece em cartaz até 12 de outubro.

Distribuída por aproximadamente 1.200 metros quadrados, a mostra reúne pinturas, esculturas, gravuras, tapeçarias, fotografias e filmes. Entre as obras selecionadas estão peças inéditas no Brasil. O conjunto reúne trabalhos provenientes de três museus, 14 coleções particulares europeias e da família de Miró. 

Exposição Miró, em São Paulo (Foto: Thais Oliveira) 
Exposição Miró, em São Paulo (Foto: Thais Oliveira) 

 

Com curadoria do espanhol Jordi J. Clavero, a exposição é organizada em cinco núcleos temáticos. Em vez de seguir apenas uma classificação cronológica, o percurso procura apresentar diferentes aspectos da produção de Miró e as transformações de sua linguagem ao longo de mais de seis décadas de carreira. A proposta permite observar como o artista passou por diferentes referências e técnicas sem se limitar às escolas artísticas do período.

Exposição Miró, em São Paulo (Foto: Thais Oliveira) 
Exposição Miró, em São Paulo (Foto: Thais Oliveira) 

Nascido em Barcelona, em 1893, Miró desenvolveu uma linguagem artística marcada por  elementos como estrelas, pássaros, figuras humanas, linhas e formas orgânicas. Sua obra esteve próxima de movimentos da arte moderna, especialmente do surrealismo, mas sua produção não se restringiu a uma única corrente. Ao longo de sua carreira, o artista explorou diferentes materiais e maneiras de representar o mundo, aproximando imaginação, sonho e realidade.

Essa liberdade aparece também na forma como as obras são apresentadas na exposição. Ao lado das pinturas e gravuras, o público encontra esculturas e tapeçarias que ampliam a compreensão sobre o processo criativo do artista. Fotografias e filmes ajudam a contextualizar sua trajetória e permitem observar aspectos da produção para além das obras finalizadas.

Miró: Mestre das Formas convida o público a conhecer a maneira particular como o artista compreendia a criação. Em suas obras, figuras e objetos reconhecíveis são transformados em símbolos, linhas e manchas de cor, abrindo espaço para diferentes interpretações. O resultado é uma linguagem visual marcada pela liberdade de formas e pela capacidade de provocar novas leituras, mesmo quando se distancia da representação tradicional. 

Para o visitante, a exposição funciona ainda como uma oportunidade de perceber a variedade da produção do artista. A reunião de diferentes técnicas evidencia que sua pesquisa não estava restrita à pintura: gravura, escultura, tapeçaria, fotografia e outras formas de expressão fizeram parte de seu percurso artístico.

Serviço

Exposição: Miró: Mestre das Formas
Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP (MAB FAAP)
Endereço: Rua Alagoas, 903, Higienópolis, São Paulo
Período: até 12 de outubro de 2026
Horário: das 9h às 20h
Classificação: livre
Ingressos: de R$ 50 a R$ 60 (inteira) e de R$ 25 a R$ 30 (meia-entrada), conforme o dia da visita. 

A mostra ocupa cerca de 1.200 m² e tem duração média de visita de aproximadamente uma hora. O espaço é acessível para pessoas com mobilidade reduzida e conta com recursos de audiodescrição.

 

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O museu expõe imagens e relatos sensíveis de figuras femininas da região central de São Paulo
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Anna Sofia Carsughi
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16/09/2026 - 12h

O Museu de Imagem e Som inaugurou na quarta-feira (2), uma nova exposição com curadoria de Inês Castilho, Marcelo Colaiácovo e William Plotnik. A mostra exibe 141 fotos restauradas e digitalizadas pelo Cine Limite em parceria com o Bar Soberano da Rua do Triunfo, espaço que foi o point dos artistas da Boca do Lixo. Registradas pelo cineasta Wagner Carvalho durante as filmagens do documentário “Mulheres da Boca” (1981), surge com a proposta de celebrar os 45 anos do lançamento do curta, a partir da visibilidade de um grupo que, durante décadas, ficou à margem da sociedade. Com direção de Cida Aidar e Inês Castilho, o curta-metragem reúne imagens e relatos de como era viver nesse espaço de forte concentração cultural, e de como foi pertencer como mulher nesse meio. 

A trajetória de Inês Castilho com assuntos de pouca notoriedade pela mídia começou desde cedo. Ainda na faculdade, a roteirista integrou um coletivo de mulheres que escreviam para o jornal “Nós Mulheres”. A imprensa alternativa, vítima de forte censura pela ditadura militar, teve o seu fim de maneira precoce. Referência no cinema feminista brasileiro, Inês encontrou no documentário “Mulheres da boca” uma forma de dar espaço à essas figuras femininas, através da memória urbana da região.

Trecho da exposição no MIS "Mulheres da Boca"
Trecho da exposição “Mulheres da Boca”/Foto: Anna Sofia Carsughi

 

     

       A boca do lixo como espaço de liberdade artística

No meio da sala expositiva, o telespectador se depara com um sofá e uma televisão, que transmite repetidamente o documentário “Mulheres da Boca”. O curta-metragem é ambientado durante o ápice da região Boca do Lixo, espaço que recebeu esse nome da imprensa sensacionalista dos anos 70. O lugar, de ampla concentração de prostituição, criminalidade e vulnerabilidade social, foi palco de grandes produções cinematográficas que definiram o cenário cultural da vida paulistana. A boca do lixo, em São Paulo, foi assim um dos principais polos do cinema independente brasileiro, marcados principalmente pelo Cinema Marginal e pelas Pornochanchadas. 

Com produções que buscavam um retrato fiel de camadas pouco visibilizadas, foi capaz de expor uma realidade sucateada. O cinema independente desse contexto, como no documentário "Mulheres da Boca", focou em mostrar a vida marginalizada dessas trabalhadoras do sexo, que por muito tempo foram apagadas da historia do país. A coletânea de imagens deixa claro o caráter de marginalização dessa região, que atualmente passa por uma deterioração e concentra boa parte da Cracolândia da capital. Cida e Inês, ao se apoiarem na "Boca do Lixo" como espaço de criação artística, deram voz às mulheres silenciadas dessa região no Brasil. A mostra segue até o dia 18 de Outubro, com entradas de terça à domingo gratuitas.

 

 

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Na faixa “Serena Joy”, inspirada no “Conto da Aia”, a cantora explora opressão política e feminismo
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Jeórgia Sophia
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16/09/2026 - 12h

A cantora norte americana Olivia Rodrigo lançou, no fim de agosto, a música “Serena Joy”. A faixa é inspirada na personagem do “O Conto da Aia”, um romance de Margaret Atwood. A cantora trata de temas em relação à opressão política e as consequências que se tem de apoiar movimentos que limitam seus próprios direitos e liberdades.

Na trama, mostra um mundo distópico onde os Estados Unidos, que se tornou República de Gilead, passou por uma revolução teocrática, mantendo uma nova ordem social onde as pessoas são divididas em “castas” e perderam liberdade e direitos básicos. Todos são obrigados a seguir seu papel na sociedade em prol de um mundo melhor. As mulheres perderam seus direitos fundamentais, inclusive controle sobre o próprio corpo. 

Antes do regime, Serena era uma forte ativista religiosa, lutava para que as mulheres voltassem aos valores e papéis familiares “tradicionais”. Entretanto, com a revolução, passou também a atingi-la, perdendo seus direitos, sendo impedida de ler, escrever, e se manifestar.

Olivia Rodrigo divulga nova música. Foto: Reprodução/Instagram @oliviarodrigo
Olivia Rodrigo divulga nova música. Foto: Reprodução/Instagram @oliviarodrigo

Ela passa a experimentar as consequências desse sistema que ajudou a construir, e que não abre exceções mesmo as mulheres que o apoiam. Se tornou amarga e infeliz, presa em casa o dia todo na espera do marido. Metáforas como “Se fazem isso com elas, vão fazer com você” são utilizadas ao decorrer da música. 

Em entrevista, Erich Mafra, jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduando em Literatura, Artes e Filosofia, explica que a relevância da personagem está justamente na reflexão sobre a participação da sociedade na ascensão dos regimes autoritários. “Ela representa muito como o autoritarismo chega ao poder não só pela força, pela violência ou pelo discurso, mas também pela conivência das pessoas que apoiam determinado sistema”, afirmou

Na letra, Serena Joy funciona como uma espécie de narradora, usada para provocar a reflexão de não aceitar sistemas autoritários ou prejudiciais ao bem-estar social, exige se colocar no lugar do outro. Segundo o Mafra, essa urgência explica por que o livro segue tão atual, enquanto há 40 ou 50 anos nomes como Angela Davis lutavam para conquistar espaço para o debate feminista, hoje esse espaço está em risco. Para ele, Olivia Rodrigo estaria justamente alertando sobre isso. Torna-se necessário sair de um lugar privilegiado e refletir sobre o que se pode perder daqui para frente.

Para o jornalista, unir literatura e música não é novidade na atualidade. Os artistas sempre se inspiraram em livros e filmes, e essas referências também mostram o que a geração consome. Ele cita o The Cure, que tem uma música baseada em O Estrangeiro, de Camus, como exemplo desse tipo de diálogo que aproxima o público de obras mais difíceis de acessar, algo especialmente relevante num país com baixos índices de leitura como o Brasil.

Em junho desse ano, a cantora anunciou seu próprio festival de música “Daisy Chain Fields”. O lucro da venda dos ingressos foi destinada a organizações dedicadas a defesa dos direitos das mulheres. Nas suas redes sociais anunciou a doação de US$ 10 milhões (R$ 52 milhões). “Espero que o Daisy Chain possa ser uma celebração de amor e da determinação que essas mulheres estão colocando para fazer deste mundo um lugar melhor” disse Olivia em discurso após anunciar o valor doado. Além do festival, a cantora lançou o single “Serena Joy” como faixa bônus do seu novo álbum “You seem pretty sad for a girl so in love”, também colaborando com parte do lucro ao fundo beneficente

 

 
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Apesar da chuva, 400 mil fãs prestigiaram o primeiro final de semana do festival com os principais nomes do heavy metal, pop, música nacional e eletrônica
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Anna Paula Silveira
Ingrid Luiza
Marina Garcia
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14/09/2026 - 12h

O Rock in Rio 2026 encerrou o primeiro fim de semana da sua 11ª edição com um line-up que passou pelo rock, pop, pela música eletrônica e por diferentes gerações da música brasileira. Entre os destaques da semana estiveram o retorno do Foo Fighters, a despedida do Sepultura, a estreia de Calvin Harris como primeiro DJ a ser headliner do festival e o encerramento com Elton John, em sua única apresentação na América Latina. 

O principal nome do primeiro dia foi o Foo Fighters. A apresentação teve como novidade a presença do baterista Ilan Rubin, que assumiu o posto em 2025 após a saída de Josh Freese, que havia ficado com a função depois da morte de Taylor Hawkins, em 2022. Assim como fez na passagem pelo The Town em 2023, a banda dedicou a canção "Aurora", do álbum "There Is Nothing Left to Lose" (1999), à memória de Hawkins, que tinha a balada como uma de suas favoritas. O repertório também teve "Wheels", "Marigold" e "All My Life", além de "Everlong", que fechou a apresentação.

A banda Foo Fighters se apresentou pela 3ª vez no festival - Foto: Diego Padilha/Rock In Rio
                 A banda Foo Fighters se apresentou pela 3ª vez no festival -
                                   Foto: Diego Padilha/Rock In Rio

O Rise Against cumpriu sua função de aquecer o público para o headliner com um punk hardcore. A recepção do público foi calorosa, a ponto de o vocalista Tim McIlrath descer até a grade já na segunda música, "Under the Knife". O show ainda contornou um imprevisto de bastidor: os instrumentos da banda haviam sido extraviados, e o grupo precisou se apresentar com equipamentos emprestados.

No Palco Sunset, o Capital Inicial fechou a programação com a participação especial do guitarrista Dado Villa-Lobos, ex-Legião Urbana. Com uma grande produção no palco e grandes sucessos como "Quatro Vezes Você", o show se transformou em uma celebração do rock de Brasília e uma homenagem a Renato Russo, com clássicos como "Será", "Tempo Perdido" e "Quase Sem Querer". Ao anunciar "Que País É Este?", Dinho Ouro Preto dedicou a canção "aos ministros e políticos que nos devem explicações", afirmando que "a democracia brasileira vai sobreviver a isso". 

Capital Inicial e Dado Villa-lobos fazem apresentação nostálgica no RIR - Reprodução:@almeidamaker/Instagram
              Capital Inicial e Dado Villa-lobos fazem apresentação nostálgica no RIR -    
                                        Reprodução:@almeidamaker/Instagram

Mais cedo, o Sunset recebeu Di Ferrero, que intercalou clássicos do NX Zero com músicas solo. Na sequência, o Detonautas convidou o Biquíni Cavadão para dividir o palco em um único show, que passeou por diferentes fases da carreira das duas bandas, incluindo faixas do álbum mais recente do Detonautas, "Rádio Love Nacional". Do repertório do Biquíni, entraram hits como "Chove Chuva" e "Vento Ventania". A britânica Hot Milk também se apresentou no palco secundário, em um horário que encontrou a plateia mais esvaziada. A vocalista Han Mee chegou a cobrar mais empolgação do público entre uma música e outra.

Segundo dia 05/09

No último sábado (5) o Rock in Rio foi marcado pelo heavy metal.O Avenged Sevenfold fez o show mais aguardado da noite. Com cerca de meia hora de atraso,  a banda norte-americana trouxe seu repertório pesado, fogo no palco e suas principais faixas, “Nightmare”, “Afterlife” e “Seize The Day”.  

Com 42 anos de história, a banda Sepultura trouxe sua turnê “Celebrating Life Through Death” para o Palco Mundo, com ênfase na era “Derrick Green” - álbuns a partir de 1998, após a saída do vocalista Max Cavalera. Eles animaram o público com seus hits “Against” e “Sepulnation”, além de estrearem a música “Sacred Books". Além das famosas rodas punk nos shows de rock, houve o retorno da remada viking – movimento que ficou marcado na Copa do Mundo de 2026. 

Sepultura finaliza seu último show no Rock in Rio - Foto:Rick Rocha/sepultura
 Sepultura finaliza seu último show no Rock in Rio -Foto:Rick Rocha/sepultura

Terceiro dia 06/09

O terceiro dia foi marcado pela nostalgia dos anos 2000. A programação deste domingo (6) também foi acompanhada pela chuva, que caiu durante boa parte da noite. 

A abertura do palco principal do evento ficou por conta da banda Barão Vermelho, que apresentou o show da turnê “Encontro”, com a participação do guitarrista Fernando Magalhães, que completou o time como convidado especial. Foi a primeira vez em décadas que os quatro integrantes fundadores – Roberto Frejat (que está na banda desde 2017), Mauricio Barros, Dé Palmeira e Guto Goffi –  pisaram juntos no Palco Mundo. A última vez que a formação clássica esteve no festival havia sido na histórica primeira edição, em 1985. A banda revisitou clássicos e homenageou Cazuza, antigo vocalista do grupo. O ponto alto do show aconteceu quando imagens de arquivo do icônico e eterno vocalista surgiram nos telões. A voz original de Cazuza foi isolada para fazer um dueto acústico com Frejat na canção “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, levando muitos fãs às lágrimas. 

Na sequência, Nelly levou o hip-hop dos anos 2000 ao festival em sua primeira apresentação no Brasil. O rapper colocou o público para cantar sucessos como “Dilemma” e “Hot in Here”. Nelly se apresentou acompanhado apenas por seu DJ, que antes do cantor entrar ao palco ao som de “E.I.”, fez um “esquenta” tocando hinos dos anos 2000 como “My Boo” e “No Scrubs”. 

O terceiro show da noite foi do Black Eyed Peas, que contou com a participação da cantora J Rey Soul – responsável atualmente pelos vocais femininos do grupo, posição que originalmente pertencia à cantora Fergie, que teve sua saída em 2017 – e entregou uma performance marcante em sua estreia na Cidade do Rock. O conjunto apostou em uma apresentação energética e repleta de sucessos como “Pump It”, “Boom Boom Pow”, “I Gotta Felling”. A interação com o público foi um dos destaques da apresentação, que também contou com a participação do produtor brasileiro Papatinho. Ele apresentou o “Rap da Felicidade” e participou do anúncio da nova música em parceria com o grupo, “We Live Up In Here”. 

DJ Calvin Harris fechando a noite no festival - Foto: @calvinharris / Instagram
   DJ Calvin Harris fechando a noite no festival - Foto: @calvinharris / Instagram
 

O DJ Calvin Harris foi responsável por encerrar o dia do festival na madrugada de segunda-feira (7). Harris subiu ao palco após a meia-noite, mesmo que parte do público tenha ido embora mais cedo devido ao forte temporal que castigou a Cidade do Rock o dia todo, uma multidão resiliente ficou até o fim. O público cantou em coro faixas como “One Kiss”, “Summer”, “Feel So Close”, “How Deep Is Your Love” e “We Found Love”, colaboração com Rihanna. Sem banda ou bailarinos, Calvin Harris focou a experiência em suas batidas e em uma grande produção visual. 

No Palco Sunset, Ne-Yo colocou a plateia para cantar sucessos do R&B, como “So Sick” e “Miss Independent”. Jota Quest também chamou atenção com um show especial em homenagem a Tim Maia, que contou com a participação do ator e cantor Tony Tornado, aos 96 anos, durante a música “Sossego”. 

Quarto dia 07/09

Abrindo o Palco Mundo, Luísa Sonza começou o show com uma pegada rock e passou por blocos de pop e funk. Ela convidou Roberto Menescal, um dos grandes nomes da bossa nova, para dividir o palco e revisitou o gênero em uma apresentação que aproximou diferentes gerações da música nacional.

 No Palco Sunset, o Roupa Nova voltou pela primeira vez ao festival após participação em 1991. A banda reuniu uma plateia animada com clássicos como “Dona”, “Volta Pra Mim” e “Whisky a Go-Go”. O show contou com a participação do cantor e compositor, Guilherme Arantes. Juntos, tocaram sucessos como “Cheia de Charme”, “Amanhã” e “Meu Mundo”.

Em sua terceira vinda ao Rock in Rio, Elton John realizou o show mais aguardado da noite. Ao reunir cerca de 100 mil fãs, o britânico apresentou uma setlist com seus principais hits “I’m Still Standing “, “Candle in the Wind” - homenageando o centésimo aniversário de Marilyn Monroe “, “Goodbye Yellow Brick Road” e “Skyline Pigeon”. 

A turnê de despedida do cantor se encerrou no ano de 2023, com 330 shows ao redor do mundo; porém, o Brasil tinha ficado fora. Logo, o artista viu o festival como uma forma de se redimir com os fãs brasileiros. Elton se tornou o headliner mais velho da história do Rock in Rio. 

Laufey também se apresentou neste feriado com sua turnê “A Matter of Time” . Ela cantou seus sucessos como “MadWoman”, “From The Start” e “Love Girl”. A artista, que afirma que a bossa nova inspirou sua carreira, homenageou os fãs brasileiros ao cantar “Perdido de Amor”, de Luiz Bonfá.

Péricles decidiu apresentar uma setlist diferente de seus shows convencionais, com foco nas músicas do R&B e soul. O artista homenageou  a Motown Records, gravadora norte-americana que revelou os principais artistas da black music, como Diana Ross, Michael Jackson e Stevie Wonder. E trouxe hits como “I Want You Back” (Jackson 5), “All Night Long” (Lionel Richie) e “Superstition” (Stevie Wonder).

Péricles homenageia a Motown Records-Foto:Fernanda Lima/@dopamineblur
   Péricles homenageia a Motown Records-Foto:Fernanda Lima/@dopamineblur

No Palco Mundo, o multi-instrumentista Jon Batiste abriu o show tocando escaleta, baixo e piano nas primeiras músicas. Ele levou ao palco uma banda de percussão carioca, que deu um arranjo de samba à faixa "Worship" e a bailarina Ingrid Silva para dançar enquanto ele tocava "Chega de Saudade".

Gilberto Gil fez uma apresentação cercado por músicos de sua própria família. Aos 84 Nesta segunda-feira, o show revisitou mais de seis décadas de carreira, com faixas como "Andar com Fé" e "Toda Menina Baiana", além de "Aquele Abraço", "Funk-se Quem Puder" e "Atrás do Trio Elétrico" na reta final da apresentação.

O repertório também teve uma homenagem a Rita Lee, com a canção "Ovelha Negra", que contou com a participação de Marília e Flor, filha e neta do cantor. Depois do show, Gil reencontrou Elton John nos bastidores do festival, 35 anos depois de os dois terem dividido um palco em Nova York.

Gilberto Gil retorna ao Palco Mundo do Rock in Rio, 41 anos após sua primeira apresentação no festival - Foto: Divulgação/Rock In Rio
Gilberto Gil retorna ao Palco Mundo do Rock in Rio, 41 anos após sua primeira apresentação no festival - Foto: Divulgação/Rock In Rio

 

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Com 31 votos, autora do livro Meridiana ocupa a partir de agora a cadeira de número 39
por
Wanessa Celina
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09/09/2026 - 12h

No ano em que a Academia Carioca de Letras (ACL) comemora seu centenário, Eliana Alves Cruz é a primeira mulher negra eleita para ocupar uma cadeira na instituição. Na votação feita no dia 31 de agosto, a escritora - que concorreu com Renata da Silva Barcellos, Diana Guenzburger e Patrícia Neves - conquistou 31 votos. Ela assume agora cadeira 39, antes ocupada pela acadêmica Maria Amélia Amaral Palladino. 

Em comunicado, a diretoria da ACL saudou a escritora que “passa a abrilhantar o quadro social desta Casa”, segundo a instituição. Eliana também foi saudada pela escritora Conceição Evaristo, primeira mulher negra a assumir uma cadeira na Academia Mineira de Letras em 2024, durante uma palestra na Bienal do Livro, na última sexta-feira (4). As duas, autoras do livro “Escreviventes” (Pallas, 2026) que aborda temas sobre racismo, maternidade, sexualidade, foram aplaudidas em pé pela audiência. 

Jornalista e escritora, Eliana é autora de obras como “Solitária” (Companhia das Letras, 2022), “Água de Barrela” (Malê, 2018), “Nada digo de ti que em ti não veja” (Pallas, 2020). Ela venceu o Prêmio Jabuti em 2022 na categoria Conto, com o livro “A vestida”. Também conquistou, em 2025, o Prêmio Guimarães Rosa, da Academia Brasileira de Letras (ABL), pelo livro do ano na categoria Ficção, com “Meridiana” (Companhia das letras, 2025).

Com “Meridiana”, ela foi elogiada pela Academia Brasileira de Letras, que considerou a obra como uma “odisseia, ou anti-odisseia, de uma família negra, um romance de grande intensidade emocional, numa trama muito bem urdida". O livro traz diferentes pontos de vista de uma família que ascende financeiramente e sai da Favela do Matadouro para morar no centro da cidade, convivendo com uma classe média. O principal questionamento feito pela autora é: quando se resolvem os problemas de mobilidade social, todos os problemas são resolvidos? 

Em 2022, a escritora também foi chamada para desfilar pela escola de samba do Rio de Janeiro, Beija-Flor de Nilópolis, junto com escritores negros. Com o enredo de “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”, a escola de samba a intelectualidade e a história negra brasileira. Eliana também participou, ao lado de Conceição Evaristo do filme "Carolina - Quarto de Despejo", baseado na obra de Carolina Maria de Jesus.

Mulheres negras ocupam as Academias de Letras no Brasil

O protagonismo de mulheres negras nas Academias de Letras brasileiras vem evoluindo desde 2022, quando a escritora  e filósofa Djamila Ribeiro, autora do livro “Pequeno Manual Antirracista” (Companhia das Letras, 2019), ocupou a cadeira de nº 28  na Academia Paulista de Letras, ocupada anteriormente pela escritora Lygia Fagundes Telles. Em 2024, foi a vez de Conceição Evaristo na Academia Mineira de Letras. Em julho de 2025, Ana Maria Gonçalves se tornou a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

A Academia Brasileira de Letras e suas academias estaduais exercem o papel de zelar pela memória cultural, de preservação da língua portuguesa e da literatura nacional. Apesar da sua fundação em 20 de julho de 1897 por Machado de Assis, outro grande escritor negro do país, uma mulher negra só participou da instituição 128 anos depois. Em um post no Instagram anunciando sua posição na cadeira 39, Eliana destacou: “no ano em que a instituição completa 100 anos, uma mulher negra escritora ocupa uma cadeira na instituição. Sempre significa”.

 

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O retrato de um homem assombrado pela própria solidão em meio ao caos urbano
por
Gustavo Song Jun Choi
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16/06/2026 - 12h

 A obra de Edgar Allan Poe conta a história de um homem recém-recuperado de uma doença, que passa seu tempo em um café em Londres observando as pessoas ao seu redor, fazendo deduções sobre elas. Ele fala sobre segredos que não devem ser revelados e começa a observar os indivíduos ao seu redor, analisando a multidão por como se vestem, seu comportamento, etc. A partir dessa análise, ele faz suas deduções, sobre onde trabalham, pelo que estão passando e pelo que passaram.

À medida que a noite avança, sua atenção é cativada por um velho misterioso, que o narrador decide seguir pelas ruas, sendo levado a áreas mais pobres da cidade, passando a noite inteira tentando compreender as suas ações. Quando amanhece, o narrador está muito cansado para continuar a perseguição, percebendo que o velho é "o homem da multidão", um criminoso astuto que nunca está verdadeiramente sozinho. Assim, se dá conta de que não vale a pena seguir o velho, pois não aprenderá mais nada sobre ele ou seus crimes, diferentemente dos outros personagens que observou.

O título sugere que o "homem da multidão" pode se referir igualmente ao narrador, que se move entre as pessoas em Londres enquanto persegue o velho. O conto aborda temas de alienação e solidão na vida urbana, revelando que mesmo em uma cidade cheia de pessoas, o indivíduo pode se sentir sempre sozinho e apenas um "estranho" na multidão. Essa reflexão é de extrema relevância na contemporaneidade, onde constantemente são observados observam-se constantemente os fenômenos de massificação da sociedade, e solidão do indivíduo e anseio por socialização diante dessa multidão que o protagonista tenta entender. 

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A obra literária que foi adaptada em filme vencedor de oito Oscars conta uma história à frente do seu tempo com temas atemporais
por
Gustavo Song Jun Choi
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16/06/2026 - 12h

Frank Herbert, escritor e jornalista americano, publicou seu livro “Duna” em 1965, servindo como um marco na história da literatura e da ficção científica, precedendo outros sucessos do mesmo gênero, como Star Wars. O romance espacial impactou o cenário da cultura popular ao misturar uma aventura interestelar futurista com temas de ecologia, religião, política e sociologia, que permanecem relevantes décadas após seu lançamento.

O livro conta a história do jovem Paul Atreides, herdeiro da nobre Casa Atreides, uma das grandes casas que servem o império intergaláctico da história. O protagonista, além de ser herdeiro de sua casa, possui habilidades psíquicas extraordinárias ensinados por sua mãe, Lady Jessica, que faz parte de uma ordem política e religiosa exclusivamente formada por mulheres conhecidas como as Bene Gesserit.

No entanto, a vida de Paul muda completamente quando seu pai, o Duque Leto Atreides, recebe uma ordem do imperador declarando a realocação da Casa Atreides de seu planeta natal Caladan, para governarem o planeta desértico Arrakis, lugar onde a trama se passa majoritariamente.

Esse planeta é o meio utilizado pelo autor para abordar o tópico da ecologia, ao apresentar um ecossistema que é constantemente explorado pelo império e por outras grandes casas por seus recursos naturais valiosos e exclusivos. Os exploradores pouco se importam em como sua exploração impacta o povo nativo do local, conhecidos como os “Fremen”.

Herbert cobre os tópicos de política e sociologia através dos desafios que a família de Paul enfrenta em sua nova e controversa transição de poder e local, enquanto simultaneamente tentam formar uma aliança com os nativos Fremen, que passaram anos sob a opressão cruel da Casa Harkonnen, os ex-governantes de Arrakis. O autor explora as diversas camadas de seus personagens no que diz respeito à complexidade de suas motivações, desconfianças e interações uns com outros.

Quando a vida do protagonista novamente vira do avesso devido a um grande ataque contra sua família, Paul e sua mãe são forçados a buscar refúgio nas dunas do planeta, onde o verdadeiro potencial de suas habilidades começam a despertar. Os poderes do jovem possibilitam a formação de um plano para se vingar contra aqueles que tentaram destruir a Casa Atreides.

No entanto, para suceder, ele precisa da força dos Fremen. Para fazer isso, terá que tomar vantagem das crenças e costumes dos nativos de Arrakis através de seus poderes sobrenaturais que lhe permitem enxergar e dizer exatamente aquilo que o povo do deserto precisa ouvir para enxergá-lo como uma figura messiânica que os guiará ao paraíso.

Desse modo, Frank destaca o aspecto religioso de sua história, demonstrando como a fé de um povo pode ser uma arma tão letal quanto poderes mágicos ou sabres de luz. A mensagem atemporal de como o fanatismo das massas e devoção em uma figura carismática que sabe utilizar a religião e a política para persuadir seu público-alvo com promessas de um futuro melhor é algo recorrente na sociedade.

O primeiro livro de “Duna”, assim como os demais livros da franquia escritos por Frank Herbert, é conhecido por sua construção de mundo lenta e detalhada, o que muitas vezes provoca a dificuldade na leitura daqueles consumindo que consomem a obra pela primeira vez.

A série é composta em sua totalidade por seis livros escritos pelo autor, apesar de seu filho, Brian Herbert, ter escrito junto com o escritor americano Kevin J. Anderson suas próprias obras sob o mesmo título com intenção de continuar o trabalho de Frank.

De acordo com ambos os escritores, o autor havia deixado anotações e rascunhos antes de seu falecimento em 1986 para um sétimo livro que nunca chegou a concluir. Apesar disso, os livros produzidos por Brian e Kevin não tiveram a mesma popularidade e elogios que a franquia original teve.

A obra foi adaptada pela primeira vez em formato de filme em 1984, pelo diretor David Lynch sob o título “Duna” que tentou cobrir a história do primeiro livro por inteiro, inteira, mas não foi bem recebida pelas audiências do cinema e falhou em gerar lucro o suficiente para compensar a quantia que foi necessária para sua produção.

Em 2021, houve uma nova tentativa de adaptar a franquia para as telas grandes. Desta vez sob direção de Denis Villeneuve e com o mesmo título que o filme de 1984, o filme cobriu metade do primeiro livro e teve mais sucesso que seu predecessor, ganhando seis Oscars no Academy Awards. Ganhando popularidade e lucro o suficiente para a produção de um segundo filme, que estreou em 2024 sob o título “Duna: Parte Dois”, adaptando a segunda metade do primeiro livro e sendo um grande sucesso, ganhando dois Oscars.

A “Duna” de Frank Herbert está repleta de mensagens e versos que analisam a psique do ser humano e as complexas ideologias e filosofias embutidas na sociedade. Temas e assuntos que podem ser observados e utilizados como exemplo até mesmo no mundo contemporâneo, provando a atemporalidade da obra-prima do autor.

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Depois de um período dedicado à atuação, a cantora retorna com a "Eternal Sunshine Tour" com uma produção grandiosa e vocais à altura
por
Helena Haddad
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12/06/2026 - 12h

 

Na noite de sábado (6), na Oakland Arena, Califórnia, Ariana Grande lembrou ao mundo que é uma das vozes mais talentosas de sua geração. A abertura da Eternal Sunshine Tour, sua primeira turnê desde 2019, veio para agradar. Dividido em atos, o show começa ao som de "yes, and?", single do álbum Eternal Sunshine (2024). Um house dançante, à la "Vogue", de Madonna, que rebate críticas à sua vida pessoal.

abertura do show
 Abertura do show com “yes, and?” / Foto: Instagram @arianagrande

O palco, equipado com LEDs e uma casa “abandonada”, permitia mudanças constantes de atmosfera visual, e os interlúdios em vídeo, inspirados no curta “Brighter Days Ahead”, conduziam uma narrativa de confronto com o passado, trauma e recomeço, assunto recorrente em seus últimos lançamentos musicais. 

Um dos primeiros grandes momentos da noite chega com "The Boy Is Mine". A cantora  brinca com uma de suas dançarinas em uma performance que referencia diretamente o videoclipe da faixa, no qual ela interpreta uma versão da Mulher-Gato, meio obsessiva. A apresentação rapidamente se tornou uma das mais comentadas nas redes sociais, especialmente entre o público LGBTQ+.

A setlist reserva espaço para Positions (2020), álbum que ganhou nova vida no palco. A inclusão de faixas como "Positions", "Just Like Magic" e "Safety Net" surpreendeu o público. O disco que foi muito bem recebido pela crítica no lançamento, mas ofuscado por parte dos fãs na época, acumulou status de clássico com o tempo. Poucos esperavam tamanho destaque para ele na turnê.

"Grande não é deste mundo", a afirmação é do San Francisco Chronicle, e nenhum momento da noite a ilustrou melhor do que "Dangerous Woman". No quarto ato, com o vocal já completamente aquecido, Ariana se apresenta stripped down, acompanhada apenas por microfone e guitarra. Os vocais impecáveis dominam a cena e superam o instrumento. Um clássico da discografia entregue em sua melhor versão até hoje, arrancando aplausos imediatos da plateia e dos críticos.

A artista também aproveitou para cantar seu novo single. Ao introduzir "Hate That I Made You Love Me", do aguardado Petal — álbum previsto para 31 de julho. Ariana anunciou que a faixa havia acabado de alcançar o número 1 na Billboard Hot 100 e a estreia ao vivo ofereceu um primeiro vislumbre da nova era da cantora.

ariana performando
Ariana grande performando no palco. / Foto: Instagram @arianagrande

Os figurinos são destaque à parte. Desenvolvidos sob medida para a turnê, os looks reúnem criações de Givenchy, Vivienne Westwood, Alexander McQueen e outras grifes de alta-costura. Ariana também usa botas exclusivas da Christian Louboutin de salto stiletto, sua marca registrada. A curadoria é assinada por Law Roach, stylist mais requisitado da geração, que chegou a aparecer ao vivo em um cameo sob o palco, fazendo ajustes de última hora nos looks, durante a intro de “Into You”. 

backstage
 Ariana e law roach no backstage. / Foto: instagram @arianagrande 

Nem tudo, porém, agradou aos fãs. A ausência total de músicas do Sweetener (2018), álbum responsável pelo primeiro Grammy da cantora e considerado um marco de amadurecimento em sua trajetória, frustrou boa parte dos fãs.

No encerramento, Ariana recria a capa de Brighter Days Ahead, edição de luxo de Eternal Sunshine. Ao cantar "Supernatural", ela e seus dançarinos se reúnem no centro da arena e, com cabos em seu corpo, Grande levita em direção a iluminação suspensa, que remete a uma nave espacial. Um dos momentos visualmente mais grandiosos de toda a carreira, e o encerramento perfeito para uma artista que, como escreveu o Chronicle, não é deste planeta.

A Eternal Sunshine Tour conta com 41 shows distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, incluindo dez apresentações em Londres. Com todos os ingressos esgotados, a turnê confirma o retorno triunfal de Ariana Grande ao lugar onde sempre foi bem-vinda: o palco.

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A casa do cinema brasileiro na Vila Mariana parece respirar novamente após crises e turbulências
por
Ivo Leite
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09/06/2026 - 12h

Para aqueles que caminham pelas ruas da Vila Mariana, próximo ao Largo Senador Raul Cardoso, observar três estruturas de tijolos talvez remeta a uma indagação instantânea: “que lugar é esse?”. Pode ocorrer de chamar muito a atenção uma construção que não lembra nenhuma característica similar a arquitetura neoclássica, barroca, contemporânea ou modernista. Trata-se de algo singular. Com uma nítida identidade. Estamos falando da Cinemateca Brasileira.  

Fundada em 1949 como “Filmoteca” do Museu de Arte Moderna de São Paulo ( MAM), tornou-se a Cinemateca Brasileira em 1956 . O local já foi o “Matadouro Municipal”, um centro de distribuição frigorífico da cidade, fundado em 1887. Dessa época, manteve a estrutura de tijolos e chaminés, além do trilho de trem que levava a carga bovina para o abate. 

Respeitada e famosa por abrigar o maior acervo do cinema nacional, com 60 mil títulos, e mais de 1 milhão de documentos que registram mais de 120 anos da história do cinema brasileiro, sua sede mudou-se em 1992 do bairro de Pinheiros para a Vila Mariana. Infelizmente, passou por graves crises ao longo de sua história. Um incêndio em 2016 afetou um galpão da instituição e destruiu 500 obras e cerca de mil rolos de filmes da década de 1940. Já entre 2019 e 2021, sofreu uma terrível crise financeira, marcada por salários atrasados, greve de funcionários, ausência de contrato de gestão e falta de recursos governamentais. 

O renascimento da Cinemateca ocorreu a partir de 2023, com a retomada do investimento cultural, estrutural e institucional. A retomada das atividades, somando-se a parceria público-privada, a Sociedade Amigos da Cinemateca(SAC) reassumiu oficialmente a administração como Organização Social contratada pelo governo. 

Atualmente, a Cinemateca Brasileira apresenta várias mostras nacionais e internacionais de cinema, além de exibição ao ar livre de filmes aclamados pela academia e grandes clássicos.

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Pensada especialmente para os pequenos, a atração busca artistas do mundo inteiro para expor no Bairro da Luz em São Paulo
por
Eduardo Bettini
Giovanna Hagger
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08/06/2026 - 12h

A exibição “Para crianças: experiências com a arte desde 1968”, em cartaz no museu Pinacoteca em São Paulo, propõe uma reflexão sobre o lugar da infância no acervo cultural e artístico da população, trazendo interatividade e buscando aproximar o público infantil dos museus e da arte.  Assista aqui um tour pela exposição, feita pelo museu Haus der Kunst, em Monique da Alemanha, em parceria com a Pinacoteca de São Paulo. A apresentação parte da ideia que começou a ganhar força em 2023, inspirada por eventos de 1968, de que crianças não são apenas plateia, mas também agentes que podem fazer os adultos enxergarem o mundo de uma forma diferente. A amostra reúne um diálogo entre arte, educação e liberdade de expressão.  

“Eu acho que é um tema que olha para um público presente na cidade, no museu e na sociedade, e que muitas vezes sofre por uma invisibilidade e uma adaptação a um mundo que é muito adultocêntrico” disse a curadora da exposição Ana Maria Maia. “Eu acho que fazer um projeto com esse foco tem a ver com tentar refletir sobre por que a gente não acolhe e não aprende com o olhar das crianças”, diz Maia. 

Uma das principais atrações é a obra da Graziela Kunsch para crianças de 15 meses a 5 anos, que consiste em uma caixa de areia gigante, com brinquedos a disposição, o objetivo é os adultos apenas observarem de fora as crianças descobrindo como brincar com autonomia e segurança. “A obra da Graziela fala assim ‘aqui vocês precisam observar’ porque muitas vezes os adultos que estão na missão de cuidar das crianças se colocam num lugar em que mediam tudo, se o adulto se concentrar em observar, obvio que pensando em segurança, mas sem colocar tantas bordas ele vai ver que a criança sabe aprender sozinha”, diz Ana.  

A exposição paga estreou dia 30 de maio de 2026 e ficara em cartaz até 18 de outubro de 2026, no edifício Pina Contemporânea (Grande Galeria), ao lado do metrô Luz. O horário de funcionamento dos três prédios da Pinacoteca é de quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h), com entrada gratuita aos sábados e todo segundo domingo do mês. clique aqui para saber mais. 

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