Com debates sobre mudanças climáticas cada vez mais presentes, evento reúne produções ligadas a questões socioambientais
por
Kimberlly Ferreira Costa Ramos
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29/05/2026 - 12h

A Mostra Ecofalante de Cinema 2026 começou nesta quinta-feira (28), em São Paulo, e exibirá mais de 100 filmes sobre temas relacionados à justiça social e às mudanças climáticas.

Considerado um dos maiores eventos do audiovisual sul-americano, o festival oferece uma programação totalmente gratuita, com exibição de longas de 27 países diferentes, em espaços como o Centro Cultural de São Paulo e salas da Reserva Cultural.

O cronograma inclui sessões de obras como “O Silêncio da Terra” (The Silence of the Earth), com direção de Frank Gutiérrez e abordagem que investiga o assassinato brutal de três ativistas ambientais que se opuseram a grandes corporações multinacionais e seus interesses.

“Tempo de Embebedar Cavalos” (Zamani baray-e masti-e asbha), também será um dos filmes reproduzidos ao longo da Mostra e exibe a realidade de cinco irmãos que enfrentam a dureza da sobrevivência em condições extremas na fronteira entre Irã e Iraque. Sob direção de Bahman Ghobadi, o filme revela uma infância atravessada pela urgência e pelos limites impostos por um território em tensão. 

Arte de divulgação da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema (Foto: Associação Brasileira de Cinematografia)
Arte de divulgação da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema (Foto: Associação Brasileira de Cinematografia)

A produtora paulista Zita Carvalhosa (1960-2025), que fundou e dirigiu o Festival Internacional de Curtas-Metragens em São Paulo (o Kinoforum), é a homenageada desta edição do festival. Seis de suas produções com temáticas socioambientais serão exibidas, como “Carvão” e “O Cineasta da Selva”. 

Além disso, outros 51 filmes brasileiros serão reproduzidos na Mostra Ecofalante deste ano: 31 deles integrando a temática “Territórios e Memória”, com títulos como “Amazônia Oktoberfesta” e “A Fabulosa Máquina do Tempo”.

As outras 20 produções brasileiras foram selecionadas através do Concurso Curta Ecofalante, que abriu inscrições no começo do ano para que estudantes (do ensino médio, superior, técnico ou de cursos livres de cinema) concorressem a oportunidades de exibir suas produções. Os filmes abordam temas alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela ONU, como questões étnico-raciais, desigualdade social, ativismo, mobilidade, direitos LGBTQIAPN+, entre outros. 

A programação vai até o dia 10 de junho. Confira mais detalhes no site oficial da Mostra Ecofalante de Cinema.

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A feira reuniu o público para acompanhar as novidades do mundo dos games.
por
Thomas P. Fernandez
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27/05/2026 - 12h

Entre os dias 29 de abril e 3 de maio, São Paulo recebeu a Gamescom LATAM, uma das maiores feiras de jogos da América Latina. Realizado no Distrito Anhembi, o evento reuniu milhares de fãs, criadores de conteúdo, desenvolvedores e profissionais da indústria em uma das maiores celebrações do setor já realizadas no Brasil. 

Durante os cinco dias de evento, o público teve acesso à diversas atividades nos estandes dos desenvolvedores, como testes de jogos inéditos, painéis com convidados internacionais e nacionais, sorteios, competições ao vivo.

A S-Game, desenvolvedora de jogos digitais, reuniu o público para o “Phantom Blade Zero”, um dos jogos mais aguardados do ano, o público aguarda o lançamento do jogo desde o seu anúncio em 2023, com gráficos polidos e jogabilidade polida. Além do jogo, a apresentação de dança do leão chinês, com performers circulando pelo estande e interagindo com o público, criou um momento visual marcante e reforçou a identidade cultural do jogo

A Nintendo também marcou presença com seu tradicional apelo ao público, com estações com demos dos seus jogos principais no Nintendo Switch 2, como Donkey Kong Bananza, Mario Kart World, Pokémon Pokopia, Mario Tennis Fever entre outros.

A NVIDIA apresentou tecnologias e soluções gráficas, destacando o avanço técnico da indústria. Com foco em experiências gráficas com alto desempenho, destacando tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e a capacidade gráfica da série RTX de placa de vídeo. 

Mais do que uma feira de entretenimento, a Gamescom LATAM se tornou um espaço de troca cultural, tecnologia e criatividade, aproximando jogadores, criadores de conteúdo e profissionais da indústria.

Gabinete de videogame retrô aberto ao público
Gabinete de videogame retrô aberto ao público - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Estande da Seara na Gamescom
Estande da Seara na Gamescom - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Entrada do estande do Phantom Blade Zero
Entrada do estande do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Público jogando a demo do Phantom Blade Zero
Público jogando a demo do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero
Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia
Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia - Foto: Thomas Fernandez/Agemt

 

Alta demanda, instabilidade em plataformas e ação de cambistas transformam a compra de ingressos em uma experiência frustrante para milhares de fãs brasileiros
por
Larissa Bandeira
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21/05/2026 - 12h

 

A venda de ingressos para grandes shows no Brasil deixou de ser apenas uma etapa antes do espetáculo e passou a ser, para muitos fãs, uma verdadeira batalha virtual. Filas online intermináveis, sites instáveis e preços abusivos na revenda fazem parte da experiência de consumidores que tentam garantir presença em apresentações de artistas no país.

Nos últimos anos, o crescimento do número de turnês internacionais no Brasil também trouxe à tona problemas recorrentes enfrentados pelo público. Plataformas de venda frequentemente não suportam o alto volume de acessos simultâneos, enquanto consumidores relatam falta de transparência, dificuldades no reembolso e insegurança durante as compras. Alta demanda, instabilidade nas plataformas e a ação de cambistas digitais transformaram o processo em uma experiência frustrante para milhares de brasileiros.

O Procon-SP recebe constantemente reclamações relacionadas à comercialização de ingressos para shows e grandes eventos. Entre as principais demandas estão problemas com reembolso, publicidade enganosa, cobranças indevidas e falhas na prestação do serviço. De acordo com dados do órgão, somente em 2024 foram registradas 3.080 reclamações envolvendo as dez principais plataformas de compra do país. Em 2025, o número subiu para 3.328, evidenciando que a situação não melhorou.

Além do atendimento ao consumidor, o Procon-SP afirma atuar em diferentes frentes, como fiscalizações presenciais em grandes eventos, reuniões com empresas organizadoras e aplicação de multas em casos de descumprimento da legislação. O órgão também reforça que as plataformas têm responsabilidade de garantir um ambiente seguro e funcional para as vendas.

“Problemas pontuais devem ser resolvidos pela empresa de forma a não atrapalhar o fluxo das vendas, de acordo com o que foi prometido nas ofertas e publicidades feitas pela própria empresa”, informa a assessoria de imprensa do órgão.

Do ponto de vista jurídico, o consumidor tem mais respaldo do que imagina. A advogada Jaqueline Teodoro explica que a venda de ingressos online é considerada prestação de serviço pelo Código de Defesa do Consumidor: "isso garante ao consumidor o direito de receber informações claras sobre preço, taxas, datas e condições da compra. Além disso, por se tratar de uma compra feita fora do estabelecimento físico, o consumidor pode desistir da compra em até sete dias e receber o valor integral de volta, incluindo taxas."

A estudante e fã, Lorena Horácio já passou por situações semelhantes diversas vezes. Ela relata dificuldades durante a compra de ingressos para apresentações do grupo sul-coreano BTS e do cantor Harry Styles. “Na maioria das vezes, a plataforma pela qual as vendas acontecem acaba não suportando a alta demanda de pessoas ao mesmo tempo, deixando o site instável, causando erros e até a queda da página”, afirma.

Sala de espera virtual da Ticketmaster durante a venda de ingressos para o show de Harry Styles. Foto: Reprodução/arquivo pessoal
Sala de espera virtual da plataforma Ticketmaster durante a venda de ingressos para o show do cantor Harry Styles. Foto: Reprodução/arquivo pessoal

Segundo Lorena, os problemas começaram ainda nas filas virtuais. “Não temos noção de qual posição estamos, já que só temos acesso à quantidade de pessoas presentes na fila”, explica. Ela também critica as taxas cobradas pelas plataformas. “Somos informados de que uma porcentagem a mais é cobrada para a manutenção do sistema e, mesmo assim, ainda enfrentamos instabilidade.”

Apesar das dificuldades, Lorena conseguiu adquirir ingressos para os shows do BTS em São Paulo, embora não nos setores desejados. Para ela, o maior prejuízo não foi financeiro, mas emocional. “Gerou muita ansiedade e medo de não conseguir.”, desabafa.

Outro problema apontado pelos consumidores é o cambismo digital. Segundo Jaqueline, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) considera abusiva a cobrança de preço excessivo, o que pode enquadrar a prática do cambismo. No entanto, para shows e eventos culturais não existe crime específico previsto em lei, o que dificulta a punição e gera apenas infrações cíveis. 

Lorena acredita que a revenda abusiva prejudica diretamente os fãs. “Isso favorece apenas os cambistas. Muitas pessoas acabam comprando por valores altos no desespero de não conseguir ir ao show.”

Quanto ao reembolso, Jaqueline esclarece que a plataforma é obrigada a devolver o valor integral,  incluindo taxas, em três situações: quando o consumidor exerce o direito de arrependimento em até sete dias da compra online, quando há cancelamento ou alteração relevante do evento, como mudança de data, horário ou local, e quando o ingresso apresente algum problema, como não funcionar ou ser fraudado. 

As principais plataformas de venda de ingressos foram procuradas para comentar, mas não retornaram até o fechamento desta reportagem.  

Para evitar problemas, o Procon-SP recomenda que consumidores utilizem apenas canais oficiais de venda, verifiquem informações como CNPJ e formas de atendimento das empresas, e desconfie de ofertas muito vantajosas divulgadas em redes sociais. Mas, para quem já viveu a experiência, as orientações chegam tarde. Lorena resume bem o sentimento de milhares de fãs: "Me preparei por dias e, no fim, não dependia de mim." 

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Perfis de Instagram com milhões de seguidores levantam debates sobre responsabilidade e intenção
por
Gabriel Thomé
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21/05/2026 - 12h

As páginas de fofoca em redes sociais servem como meios rápidos para obter informações. Com conteúdos que vão do dia a dia de celebridades a acontecimentos diários, esses perfis acumulam milhões de seguidores e alto engajamento. Na era digital, essas páginas geram debates sobre o poder para moldar a opinião da sociedade. Críticos argumentam que a intenção não está no compartilhamento de informações, mas sim em polemizar e engajar em cima de assuntos sérios.

Perfis como “Alfinetei” e “Choquei”, aparecem entre os 50 mais seguidos de todo o Brasil. Com mais de 25 milhões de seguidores, esses perfis superam famosos como William Bonner e Claudia Leitte. A Choquei entrou para o Top 3 mundial de perfis que mais propaga notícias falsas no X (antigo Twitter). Esse levantamento é feito a partir dos dados das Community Notes (Notas da Comunidade) da plataforma, em que os usuários colaboram para contextualizar posts enganosos.

Ranking de notas da comunidade (Community Notes Leaderboard), em que a Choquei aparece em terceiro. Reprodução Instagram/ @danuzioneto
Ranking de notas da comunidade (Community Notes Leaderboard), em que a Choquei aparece em terceiro. Reprodução Instagram/ @danuzioneto

O caso mais conhecido de fake news envolvendo a Choquei foi com a jovem Jéssica Canedo, que se suicidou no final de 2023 após uma postagem falsa da página. A publicação em questão dizia que a garota estava enviando mensagens amorosas para o humorista Whindersson Nunes. Mesmo o fato tendo sido negado tanto pelo artista, quanto por Jéssica, a página não apagou a postagem e dias depois a jovem se suicidou. 

O caso mostra a responsabilidade que esses perfis têm ao realizar uma publicação que será vista por milhares de pessoas. Com base nisso, em entrevista, Andréia Matos, dona da página de fofoca rainhamatos, com mais de 2.4 milhões de seguidores, reforça o cuidado que se deve ter ao publicar uma notícia: “Nós temos diretrizes internas e trabalhamos seguindo esses critérios. Então, checamos os fatos, as fontes e vamos atrás da vítima quando o caso ainda está aberto. A responsabilidade é muito grande, pois se publicarmos uma informação errada, podemos prejudicar a vida de alguém”. Para exemplificar, Matos cita um caso de 2018 com a cantora Marília Mendonça. No início de sua trajetória, ela descobriu com exclusividade a gravidez da cantora e publicou em seu Instagram. Tempos depois, Matos encontrou Marília e descobriu que havia tirado o direito da cantora de anunciar a gravidez para a própria mãe, que havia descoberto a gestação da filha pela imprensa. “Ética nós vamos construindo, há 8 anos eu não sabia que poderia magoar alguém, então tomei a decisão de não postar mais famosas que ficam grávidas. Eu precisei errar para aprender”, afirmou.

Usando a página rainhamatos como exemplo, em um dia as postagens podem chegar até 100 mil curtidas. No último domingo (17), o perfil publicou um depoimento do vereador Lucas Pavanato (PL-SP) e em menos de 24 horas a publicação rendeu 25 mil comentários e mais de 115 mil curtidas.

Publicação sobre Lucas Pavanato que alançou mais de 100 mil curtidas em um dia. Reprodução Instagram/ @rainhamatos
Publicação sobre Lucas Pavanato que alançou mais de 100 mil curtidas em um dia. Reprodução Instagram/ @rainhamatos

Nesse contexto, Matos comenta sobre o “poder” que páginas como a sua possuem: “ Ao rolar o feed do Instagram você vê diversas páginas como a minha e pode acabar sendo impactado por alguma notícia. Nesse exemplo do Pavanato, meu alto engajamento pode ajudar a conscientizar a sociedade sobre um político que defende opiniões como as dele. Eu tento dar voz às pautas que considero necessárias, sempre com muita responsabilidade”. 

 Por outro lado, o advogado digital Ricardo Fuga, traz um ponto de vista jurídico sobre o alto engajamento das páginas de Instagram. Sobre a regularização destas, Fuga apresenta o PL 2630/2020, conhecido como PL das Fake News, que buscava mais transparência e responsabilidade das plataformas, mas não foi aprovado. O advogado também afirma que uma regulação é necessária: “A dinâmica atual das plataformas digitais não envolve apenas liberdade de expressão individual, mas também estruturas privadas altamente concentradas, capazes de influenciar comportamento social, consumo de informação e circulação de discurso em escala massiva”. 

Sobre as páginas de fofoca como meio rápido de circulação de informação, o advogado argumenta: “Elas se tornaram atores relevantes no ecossistema informacional contemporâneo. Muitas possuem audiência comparável a de veículos tradicionais de comunicação e exercem forte influência na formação de opinião pública”. Além disso, Fuga aponta a velocidade como principal desafio jurídico: “Informações falsas podem alcançar milhões de pessoas em poucos minutos, enquanto os mecanismos tradicionais de responsabilização judicial operam em ritmo muito mais lento”. Ele também reforça que alguns perfis pecam em padrões editoriais claros, não adotando protocolos de verificação e responsabilidade historicamente associados ao jornalismo profissional.

 

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Os jogos apresentados são diversos e trabalham inúmeros temas
por
Lucca Cantarim dos Santos
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20/05/2026 - 12h

 

    A Gamescom Latam, maior evento de games da América Latina aconteceu em São Paulo dos dias 30 de Abril a 3 de Maio, e trouxe diversas novidades do mundo dos jogos eletrônicos. Entre elas, e assim como nos anos anteriores, uma área dedicada para desenvolvedores independentes exibirem seus trabalhos.

    O evento contou com vários jogos, espalhados em diversos estandes pelo espaço do Distrito Anhembi, como o estande do projeto Sampa Games, iniciativa do governo que oferece aporte financeiro para esses jogadores.

 

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Desenvolvedores expõem suas criações em área dedicada na Gamescom Latam                            Foto: Lucca Cantarim/AGEMT

    A feira também conta com uma área dedicada onde os desenvolvedores montam suas mesas e expõem seu produto, conversando diretamente com os visitantes, explicando sobre seus projetos. Entre os diversos jogos apresentados, alguns destaques foram: “My Girlfriend is a VAMP”, jogo narrativo focado em empatia de autoria da “TinyTank Studios” e [AFANTASIA], jogo de exploração desenvolvido por Leon Stevans.

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Leon Stevans, desenvolvedor do jogo [AFANTASIA]                                                     Foto: Lucca Cantarim/AGEMT

 

    Para os desenvolvedores, a oportunidade de serem vistos nesses eventos é essencial para a divulgação de seus projetos. Segundo Leon, que trabalha sozinho no [AFANTASIA], em entrevista para a AGEMT: “esses eventos ajudam bastante a criar contatos relevantes, estar mais inserido na indústria, melhorar as relações de trabalho e aprimorar a visão artística e profissional.” no entanto, também é importante não depender unicamente deles.

    Para Juliana Dutra e Matheus Lacerda, da TinyTank, o evento é uma vitrine, mas os melhores resultados dependem de como você vai aproveitar essa chance, Juliana afirma: “tudo depende de como você vai se posicionar. Você pode ter um espaço minúsculo encostado em um lugar mal sinalizado, mas conseguir captar jogadores através de um bom papo, uma imagem chamativa e criatividade. Ou pode ter um estande gigante, realizar uma ação de milhões em orçamento e desagradar o público por não conseguir se conectar com ele.”

    Além disso, como afirma Matheus, entrar no evento não é tão simples, e exige um processo rigoroso, longo, concorrido e caro, e que muitas vezes sai completamente do bolso dos desenvolvedores, que muitas vezes já precisam investir uma quantia alta na produção do próprio jogo. 

    No entanto, apesar de ter certo foco em valorizar produções independentes, é importante manter o olhar também em feiras menores. Para Juliana, essas feiras costumam oferecer mais conexão com estúdios e pessoas que estejam no mesmo ponto que você, ela afirma: “O público de uma BGS ou da Gamescom dificilmente vai ao evento para jogar indie hoje em dia. Mas você pode acabar furando a bolha por estar lá.“. Os desenvolvedores percebem que a feira tem mudado um pouco seu caráter em relação às primeiras edições, em que a atenção dada para os jogos independentes era muito maior. 

    Leon reforça essa ideia: “Ainda acho que dá pra melhorar bastante a prioridade e relação do evento para com os jogos independentes. Certamente há alguns problemas que não foram resolvidos, como a redução de vagas para os programas, auxílio de custo pequeno e falta de visibilidade e divulgação dos jogos independentes, enquanto as grandes empresas ganham consideravelmente mais atenção.”

    Oportunidades oferecidas por esses eventos são essenciais, e ajudam esses desenvolvedores a atingirem espaços e a mostrarem o potencial e valor de suas obras, principalmente em um cenário em que, como defende Juliana, o nacional não é visto com tanto valor, e além disso, é caro de se produzir.

    No entanto, os desenvolvedores seguem dedicados e motivados em finalizar seus projetos. Ambos os jogos já estão disponíveis para lista de desejo em plataformas digitais, como a Steam, e têm perspectiva de lançamento para o final de 2026 e início de 2027. No caso do “My Girlfriend is a VAMP”, uma demo jogável já está disponível.

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A nova produção do Prime Video conquista o público ao modernizar conflitos, aprofundar relações dos personagens e distribuir o foco entre diferentes arcos narrativos
por
Livia Vilela
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20/05/2026 - 12h

Na última quarta-feira (13), a Prime Video lançou os 8 episódios da primeira temporada de Off Campus (Amores Improváveis), série baseada nos livros de Elle Kennedy. A nova aposta do streaming rapidamente se tornou um fenômeno de audiência, alcançando o primeiro lugar da plataforma e estreando com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, um dos sites de críticas mais populares do mundo.

O enredo do livro e da primeira temporada da série acompanha Hannah Wells (Ella Bright), uma estudante universitária apaixonada por música, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei da Briar University que corre o risco de ficar fora do time pela sua reprovação na matéria de ética. Ao perceber que precisa da ajuda de Hannah, que se destacou na prova e a princípio recusa estudar com ele, Garrett propõe um acordo: em troca das aulas particulares, fingir ser seu namorado para chamar a atenção de Justin, garoto por quem ela é apaixonada e não consegue se aproximar. Mas, o que começa como uma simples troca de favores evolui para uma relação mais complexa.  

É comum que séries de romance voltadas ao público jovem recorram ao recurso do triângulo amoroso. Em Off Campus, embora existam outros interesses românticos apresentados ao longo da trama, a narrativa não coloca em dúvida o vínculo central entre os protagonistas. Ainda que a série introduza Justin Kohl como interesse inicial de Hannah e explore, de maneira pontual, os sentimentos de John Logan pela namorada do melhor amigo, esses elementos funcionam mais como uma menção ao enredo dos livros do que como um conflito central. A química entre Ella Bright e Belmont Cameli sustenta o desenvolvimento do casal sem abrir espaço significativo para indecisões típicas do gênero.

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Ella Bright e Belmont Cameli como Hannah Wells e Garret Graham em momento decisivo no sétimo episódio de Off Campus Foto: Divulgação/Instagram @offcampusonprime

Desapegando de uma das estruturas mais comuns das séries românticas, a produção também se destaca ao não concentrar sua narrativa em apenas um casal por vez. Enquanto muitas obras, como Bridgerton, organizam suas temporadas em torno de um único romance central, Off Campus optou por desenvolver mais de uma história por vez. A escolha permite que relações que, nos livros, só ganhariam protagonismo em volumes posteriores comecem a ser construídas desde a primeira temporada. 


Os casais dos quatro livros são apresentados enquanto todos ainda estão na faculdade, faz todo o sentido que uma história de amor esteja se desenvolvendo enquanto outra já está começando. Essa abordagem contribui para um senso de continuidade mais verossímil, em que diferentes histórias se cruzam e evoluem ao mesmo tempo. A estratégia funciona como um gancho narrativo eficiente, deixando caminhos abertos para as próximas temporadas e mantendo o interesse do público.

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Mika Abdalla e Stephen Kalyn como Allie Hayes e Dean Di Laurentis em sua primeira cena como casal em potencial em Off Campus Foto: Divulgação/ Instagram @offcampusonprime

Ao promover mudanças estruturais na narrativa, a série constrói um caminho próprio e, em diversos momentos, mais eficiente. Uma das alterações mais perceptíveis para quem leu os livros está na reformulação do personagem Justin Kohl (Joshua Heuston), figura central para o desenvolvimento da trama e ponto de partida do acordo entre Hannah e Garrett. Tanto no livro quanto na série, a protagonista é apaixonada por Justin e decide fingir um relacionamento com Garrett em troca de ajudá-lo a estudar para uma prova de ética.


A diferença, no entanto, está na construção desse personagem. Se, na obra original, Justin é retratado como um jogador de futebol americano superficial e com pouco desenvolvimento, na adaptação ele é apresentado como um músico ainda superficial, mas inserido em um contexto que dialoga melhor com a trajetória de Hannah. Como estudante de música e profundamente ligada à arte, a aproximação da protagonista com alguém do mesmo meio se torna mais coerente. A série também incorpora ao personagem traços associados ao estereótipo do artista pretensioso e incompreendido, o que contribui para tornar mais consistente o distanciamento gradual de Hannah e o enfraquecimento de seu interesse por ele.

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Jalen Thomas Brooks, Belmont Cameli, Ella Bright, Stephen Kalyn e Antonio Cipriano como John Tucker, Garrett Graham, Hannah Wells, Dean Di Laurentis e John Logan em Off Campus Foto: Liane Hentscher/Prime


No campo das relações entre o grupo de protagonistas, a adaptação também se destaca. Diferentemente dos livros, em que as amizades são frequentemente afirmadas diretamente por meio das falas dos personagens, a série aposta em uma construção mais orgânica, baseada na dinâmica entre os atores e na química do elenco. Relações como as de Hannah e Allie (Mika Abdalla), Garrett e Logan (Antonio Cipriano), e Dean (Stephen Kalyn)e Beau (Khobe Clarke) ganham mais consistência.

No caso de Hannah e Allie, por exemplo, a proximidade que nos livros se apoia sobretudo no fato de serem colegas de quarto passa a ser melhor desenvolvida na série. Os diálogos e interações entre as duas reforçam uma conexão mais convincente, evidenciando uma amizade construída para além da convivência cotidiana. Já entre Garrett e Logan, a diferença é ainda mais evidente: enquanto nos livros a relação é reforçada quase exclusivamente por declarações de que são “melhores amigos”, a adaptação se preocupa em desenvolver esse vínculo no próprio roteiro, com diálogos que traduzem intimidade, apoio e conflito.


A série também acerta ao integrar a amizade ao desenvolvimento dramático do protagonista. À medida que Garrett enfrenta questões pessoais e seu relacionamento amoroso com Hannah se torna instável, sua relação com Logan também é impactada, evidenciando o peso dessas conexões em sua trajetória. Esse tipo de escolha no roteiro evidencia que os laços de amizade têm relevância comparável aos romances.

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Ella Bright e Mika Abdalla como Hannah Wells e Allie Hayes no primeiro episódio de Off Campus Foto: Divulgação/Instagram @offcampusonprime

Um dos exemplos mais estratégicos dessa abordagem está na relação entre Dean Di Laurentis e Beau Maxwell. Nos livros, essa dinâmica ganha importância apenas no terceiro volume, mas a série antecipa sua construção já na primeira temporada. A escolha não apenas fortalece a coerência do universo narrativo, como também prepara o terreno para arcos futuros. Com a naturalidade das atuações, a amizade entre os personagens se estabelece de forma consistente, o que tende a potencializar o impacto de seus desdobramentos nas próximas temporadas.

Outro ponto em que a série se destaca é na reformulação de seu conflito central, especialmente no arco final dos protagonistas. Sem recorrer a grandes reviravoltas ou à lógica tradicional de triângulos amorosos, a narrativa aposta em um desenvolvimento mais emocional e psicológico, aprofundando questões familiares e traumas pessoais do Garrett. A série atualiza o conflito final, mudando toda a dinâmica do chamado término do terceiro ato, construindo um protagonista mais vulnerável, complexo e coerente com o contexto contemporâneo. Suas decisões passam a fazer mais sentido dentro da narrativa e de uma produção lançada em 2026.

Em meio a um cenário em que leitores frequentemente cobram fidelidade quase integral às obras originais, Off Campus: Amores Improváveis demonstra que mudanças bem pensadas não apenas funcionam, como podem enriquecer a narrativa. Ainda que exista uma expectativa consolidada de que os livros ofereçam maior profundidade no desenvolvimento de personagens, a série evidencia o potencial do audiovisual para construir arcos consistentes e personagens complexos a partir de outras estratégias narrativas. No fim, a produção se afirma como uma releitura que amplia possibilidades e atualiza temas para que façam mais sentido com o contexto atual.

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A terceira edição aconteceu dos dias 30 a 3 de maio no Distrito Anhembi em São Paulo
por
Lucca Cantarim dos Santos
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14/05/2026 - 12h

 

    A edição latina do maior festival de games do mundo retornou ao Distrito Anhembi em São Paulo. Do dia  30 de abril ao dia 3 de maio, foram mais de 154 mil visitantes durante todos os dias do evento, um crescimento de cerca de 17% em relação aos anos anteriores.

    Foram dias recheados de ativações, encontros com influenciadores e divulgações dos mais novos projetos de inúmeras empresas, publicadoras e desenvolvedores independentes.

    A área espaçosa do Anhembi segue sendo a escolha dos organizadores para o evento, devido ao seu tamanho e possibilidade de concentrar milhares de visitantes sem criar um ambiente sufocante e lotado. Em entrevista para a AGEMT, Mel Duarte Munhoz, que esteve no evento, comenta: “Tinha bastante espaço no evento, então consegui me locomover, e a maior parte das filas que peguei estavam tranquilas”

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Estandes disponíveis para visita durante a feira. Foto: Lucca Cantarim/AGEMT

 

    Durante os dias do evento, inúmeras empresas marcaram presença com seus jogos e ativações. A desenvolvedora chinesa “S-Game” chegou com seu mais novo projeto, o Phantom Blade Zero, jogo com a premissa de mesclar elementos de franquias como “Devil may cry” e “Dark Souls” em uma gameplay apelidada pelos desenvolvedores de “Kung-fu-punk”.

   Além disso, empresas já conhecidas como a Nintendo também estiveram no evento. No caso da gigante japonesa, diversos jogos de Nintendo Switch 2 estavam disponíveis para teste, como Mario Kart World, Donkey Kong Bananza e as versões remasterizadas de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2. Além da novidade “Pokopia”, jogo para o novo console da empresa.

 

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Estande da Nintendo, trazendo jogos e os personagens da empresa. Foto: Lucca Cantarim/AGEMT

 

    Um dos grandes destaques foi a presença da “Warner Bros Games”, trazendo uma demo do esperadíssimo “LEGO Batman, o legado do cavaleiro das trevas”, novo jogo do encapuzado, que já tem lançamento marcado para o dia 22 de maio deste ano.

 

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Demonstrações do jogo "LEGO Batman, o Legado do Cavaleiro das Trevas" na Gamescom. Foto: Lucca Cantarim/Agemt

 

    Jogos independentes também tiveram vez no evento, a área dedicada para desenvolvedores nacionais continua presente, e trouxe novidades nacionais. Alguns nomes são “Afantasia”, desenvolvido por Leon Steffens; “My Girlfriend is a VAMP” do TinyTank Studio; e “Dreamcards”, projeto da equipe “Soneka”.

 

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Espaço dedicado para as mesas de desenvolvedores independentes ou menores. Foto: Lucca Cantarim/AGEMT

 

    A “Critical Reflex”, publicadora de jogos como “Mouthwashing” e “No. i’m not human”, títulos de terror aclamados nos últimos dois anos, não ficou de fora. E trouxe um estande com todos os seus lançamentos e projetos, apresentando jogos de terror; fantasia, o caso do novo “Lunacid”, já disponível; e aventura, como “Altered Alma”, ainda sem data de lançamento confirmada.

    A gamescom Latam também contou com mais uma edição do BIG Festival, maior premiação de jogos independentes do mundo. E assim como no ano passado, disponibilizou os finalistas para serem testados no próprio Anhembi. Dessa vez, os títulos foram separados em 4 áreas de acordo com a temática do jogo.

    Além disso, diversas iniciativas do governo também estavam presentes, como a ADE Sampa/Sampa Games, que dá aporte financeiro para empresas e desenvolvedores independentes, e a Futuro Gamer, escola móvel que oferece aulas e cursos gratuitos de desenvolvimento de jogos nas comunidades da periferia de São Paulo.

    A feira não contou apenas com jogos, e trouxe inúmeros influenciadores e criadores de conteúdo para palestras, meet & greet (M&G) e outras ativações. Alguns nomes que estavam presentes no evento foram: Isabela Tiemi, streamer conhecida como “Tiemiau”, que frequentou todos os dias do evento; Felipe Zaghetti, o Felps, e o grupo de Youtubers de Minecraft, Creative Squad, para um meet & greet no domingo

    Outro criador presente no evento foi Rafael Lange, o Cellbit, marcando seu retorno após 3 anos sem frequentar esses espaços. Ele apresentou um painel mediado por Guilherme Nogueira, o Phoenix onde conversou sobre criação de histórias e sobre o processo criativo dentro de seu próprio universo, o “Ordem Paranormal”, tanto nas sessões de RPG, quanto na idealização do jogo lançado em Novembro de 2024, Enigma do Medo.

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Cellbit em palestra em painel exclusivo durante o evento. Foto: Lucca Cantarim/AGEMT

     Após o painel, o influenciador foi para um (M&G) que reuniu milhares de fãs, gerando uma fila e “esgotando” as vagas em poucos minutos, fazendo com que algumas pessoas perdessem a oportunidade de conhecê-lo. 
    Por mais um ano, a Gamescom reúne fãs de jogos das mais diversas idades e também traz a oportunidade de cosplayers exibirem suas fantasias e trajes.

 

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Cosplayers exibem seus trajes em meio à Gamescom - Personagens: Esquerda - Chidori Yoshino/Persona 3; Direita: Ciel Phantomhive/Black Butler. Foto: Lucca Cantarim/AGEMT

    A quarta edição do evento, a Gamescom Latam 2027 ainda não tem data definida, no entanto, a versão estrangeira, que acontece em Colônia, na Alemanha tem data marcada, dos dias 26 a 30 de Agosto, iniciada pela cerimônia de abertura, no dia 25, evento transmitido ao vivo e conhecido por divulgar inúmeros anúncios dos mais variados jogos.

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Fãs relatam confusão e falta de informação com o cancelamento da performance apenas meia hora antes do início programado
por
Natália Perez
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20/05/2026 - 12h

A primeira passagem do grupo sul-coreano XLOV pelo Brasil na noite do primeiro domingo (03) do mês terminou sem show. Com fãs na fila, a apresentação prevista para às 20h no Tokio Marine Hall, na capital paulista, foi repentinamente adiada para o fim do ano após uma hora e meia de atraso. 

Ontem (19), o deputado estadual Guilherme Cortez, do PSOL, comentou o ocorrido em seu perfil no X (antigo Twitter) e disse que irá acionar o PROCON para uma investigação das empresas envolvidas: “Esse deve ser o caso mais absurdo de violação aos direitos dos fãs que eu já vi desde que comecei a investigar a máfia dos ingressos. Se hoje foi com eles, amanhã pode ser com qualquer fandom.”

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O deputado estadual Guilherme Cortez, PSOL, tem liderado um movimento político e judicial contra taxas abusivas e práticas irregulares na venda de ingressos no estado de São Paulo. Foto: X/Twitter.

Em suas redes sociais, a Ninshi Entertainment, responsável pela promoção dos shows do grupo na América Latina, lamentou o ocorrido e apontou as empresas a serem contatadas para maiores esclarecimentos sobre o adiamento e o reembolso - se abstendo de responsabilidades. A produtora Rider 2, que exercia função intermediadora entre a Ninshi e o Tokio Marine Hall, afirmou que o adiamento repentino partiu da 257 Entertainment, gerência asiática do grupo que era contra a realização do show sem a participação de todos os membros.

Embora considerado um grupo de K-pop, o XLOV é formado por quatro integrantes de nacionalidades distintas: o líder Wumuti é da China, Hyun da Coreia do Sul, Haru do Japão e Rui de Taiwan. Com somente um ano de grupo, essa era a primeira turnê deles, sendo também a primeira vez dos integrantes em vários dos países.

Fãs confusos em frente a bilheteria do Tokio Marine Hall esperando mais informações. Imagem: Natália Perez.
Fãs confusos em frente à bilheteria do Tokio Marine Hall esperando mais informações. Imagem: Natália Perez/AGEMT.

Sem a existência de um acordo diplomático direto com Taiwan, Rui precisava de um visto para ingressar no Brasil. A exigência não se aplicava às demais paradas da turnê na América Latina - México e Chile. Assim, o taiwanês acabou detido ao desembarcar em Guarulhos no sábado (02), dia que antecedia o show, após a performance em Santiago na sexta-feira. Segundo o portal UOL, a falha foi resultado da ignorância quanto à burocracia brasileira por parte das agências Ninshi Entertainment e 257 Entertainment que esperavam conseguir a aprovação do visto no final de semana. 

Até o momento do show, corria somente um boato sobre um possível problema de visto com o integrante. “Dois seguranças falaram que o Rui ficou preso no aeroporto. Só que a empresa não deu comunicado de nada. Cadê o comunicado oficial? A gente vai ficar nisso de disse me disse? Quem tem que dar essa informação não é nem a casa de shows, é a empresa que contratou eles, não?”, indaga a fã curitibana Mariana Machado em entrevista à AGEMT ainda em frente ao local da performance.

O primeiro comunicado oficial do grupo sobre a situação veio às 20h18 - após o horário previsto de início do show - no perfil XLOV_official no X (Antigo Twitter). A publicação não deixava claro se o show aconteceria ou não, somente que Rui estaria ausente da programação por razão de um “atraso inesperado na aprovação do visto durante o processo de emissão”. 

Mariana, assim como demais fãs que adquiriram o pacote VVIP com direito a entrada antecipada para acompanhar a passagem de som (sound-check) do show estavam há seis horas em frente ao local: “Anunciaram um horário de 14h às 17h para fazer o check-in, fazer comprovação de meia, etc, mas simplesmente ninguém apareceu. Ninguém perto da fila do VVIP almoçou, passamos o dia inteiro com fome, porque eles falaram que íamos entrar às 14h”. No momento da entrevista eram oito da noite, mesmo horário em que o show estava previsto para começar.

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Primeiro comunicado oficial do grupo feito pelo X/Twitter. 

Até aquele momento, uma hora e meia após a confusão, muitos fãs seguiam na fila esperando se o adiamento seria concretizado ou não. Já que a primeira publicação oficial sobre o assunto só explicitava a ausência de Rui. Pouco tempo depois, os demais integrantes Wumuti, Haru e Hyun abriram uma curta transmissão ao vivo pelo Instagram. Nítidamente maquiados e arrumados para a performance, Wumuti pediu desculpas e comentou que embora o grupo estivesse de acordo em seguir com o show em trio, incluindo Rui por ligação no telão, foram impedidos de subir ao palco. A live foi encerrada segundos depois.

“Desculpa todo mundo por esperar, estamos muito chocados e tristes com o que aconteceu com o Rui, e ele ficou triste com a situação pois queria muito encontrar as pessoas no Brasil. Queríamos fazer o show como trio e chamar o Rui por vídeo para ele participar e dar oi. Estamos confusos pois disseram que não podemos ir pro palco. Desculpa evols (apelido dado aos fãs), queríamos nos apresentar hoje.”, foi o que Wumuti, líder do grupo XLOV, disse em trecho da transmissão.

Depois disso, às 21h05 - uma hora após o horário em que o show deveria começar - o perfil oficial do grupo no X se pronunciou novamente. Dessa vez, anunciando que o show havia sido “inevitavelmente adiado” devido a “preocupações com a segurança”. 

Em entrevista ao UOL, o assessor de imprensa Marcos Franke, da Rider 2, produtora intermediária entre Ninshi e Tokio contou: "O problema foi da parte asiática, que queria os quatro no palco e disse que sem os quatro não iria rolar. Existiu uma correria, preocupação, deixamos até van em Guarulhos, caso ele conseguisse o visto".

Somente na quinta-feira (07), a empresa Rider 2 publicou um comunicado oficial sobre o acontecimento. Lamentando o ocorrido, a empresa disse que segue “trabalhando para realizar esse encontro em breve, da forma que o público merece”. Além disso, reiterou que a decisão de adiar o show em cima da hora foi feita de forma conjunta com a agência do grupo, a sul-coreana 257 Entertainment, que até o momento não se pronunciou.

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Comunicado oficial da Rider 2 no Instagram.

Para os fãs que ficaram na fila por horas, no frio e garoa, esperando o show que nunca aconteceu, o sentimento geral era de decepção. “Foi um descaso muito grande. Os seguranças disseram que a produtora falou que não podiam dar informação de nada.”, desabafou Mariana. Muitos se organizaram nas redes sociais em grupos para se ajudarem com informações de como proceder juridicamente. “Eu moro em Curitiba, vim de ônibus e trabalho amanhã às 7 horas da manhã. O que eu vou fazer agora? Quem é que vai me ressarcir?” relata ela. 

A AGEMT entrou em contato com a Meaple, plataforma responsável pelos ingressos, e esclareceu que o reembolso do valor total dos ingressos será feito para aqueles que assim solicitarem: “O estorno será feito na mesma forma de pagamento utilizada na compra. O prazo para o valor aparecer pode ser de ATÉ 30 dias a partir da sua confirmação, e varia conforme a forma de pagamento escolhida e o processamento realizado pela operadora ou banco, algo que infelizmente está fora do nosso controle direto.” A empresa reiterou também que o evento foi reagendado, e que os ingressos atuais serão válidos para a futura data a ser divulgada em breve pela produtora. 

Sem comentários da agência sul-coreana 257 Entertainment sobre a desastrosa passagem do grupo pelo Brasil, o XLOV segue em turnê para a Oceania. Na semana sequinte, fãs australianos criticaram nas redes sociais o atraso de duas horas e meia para o início do show de Melbourne. Sem explicações da organização sobre o motivo do atraso, o concerto seguiu normalmente após isso.

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Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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