Cerimônia em Los Angeles destacou músicos mais tocados nas rádios e no streaming, com diversidade de vencedores e homenagens especiais
por
Livia Vilela
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01/04/2026 - 12h

O iHeartRadio Music Awards 2026 reuniu artistas e profissionais da indústria da música no dia 26 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles, para premiar os maiores sucessos do último ano. Organizada pela iHeartMedia, maior empresa do setor de rádio e mídia de áudio nos Estados Unidos, a cerimônia teve como objetivo reconhecer os artistas mais populares com base em dados de execução nas rádios, desempenho nas plataformas digitais e votação do público.

Entre os destaques da noite, Taylor Swift venceu o prêmio de Artista do Ano, uma das principais categorias da premiação. A cantora, que já acumula histórico de vitórias no evento, também recebeu o prêmio de Melhor Álbum Pop por The Life of a Showgirl. Com sete vitórias ao todo nesta edição, Taylor Swift elevou seu total de troféus no iHeartRadio Music Awards para 41.

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Taylor Swift recebendo prêmio de Artista do Ano no iHeartRadio Music Awards 2026
Foto: Divulgação/Instagram @iheartradio

Além disso, a diversidade de vencedores marcou a edição de 2026. Alex Warren levou 4 prêmios na noite, incluindo Canção do Ano com o hit “Ordinary”. O cantor e compositor norte-americano ganhou destaque recentemente na indústria da música após iniciar a carreira como criador de conteúdo e cofundador da Hype House, coletivo de influenciadores do TikTok. Antes da fama, enfrentou dificuldades pessoais e chegou a morar na rua, trajetória que hoje aparece refletida em suas músicas.

Na categoria de K-pop, a vencedora do Oscar “Golden”, do grupo HUNTR/X, EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami, foi eleita Canção do Ano. Já Sabrina Carpenter venceu como Artista Pop do Ano, refletindo o desempenho recente de seus lançamentos e o alcance nas plataformas digitais. Artistas revelação foram premiados em diversas categorias, como Ella Langley (country) e Sombr (música alternativa).

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Alex Warren no iHeartRadio Music Awards 2026
Foto: Instagram/ @alexwarren

Além das categorias principais, a premiação também destacou trajetórias e contribuições para a música. Miley Cyrus recebeu o Innovator Award, concedido a artistas que se destacam pela criatividade e pela capacidade de reinventar sua carreira ao longo do tempo. Já John Mellencamp foi homenageado com o Icon Award, reconhecimento pelo impacto duradouro de sua obra na música internacional.

A cerimônia contou ainda com apresentações ao vivo e participações de artistas de diferentes gerações. Raye, Ludacris e o grupo TLC, Salt-N-Pepa e En Vogue ajudaram a compor uma noite marcada pela celebração da música popular em suas múltiplas vertentes, consolidando a premiação como um dos principais palcos da música internacional.

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Raye se apresentando no iHeartRadio Music Awards 2026 
Foto: Divulgação/Instagram @iheartradio

 

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Autódromo recebe exposição gratuita sobre o ídolo no dia 1º de maio
por
Amanda Lemos
Maria Paula Back
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30/03/2026 - 12h

Nomeado de “Senna Experience 2026”, o evento cultural e imersivo relembra e celebra o legado histórico de Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do automobilismo brasileiro e mundial. A exposição ocorre no dia 1º de maio, das 10h da manhã às 17h, no Autódromo de Interlagos, com acesso pelo Portão 7, coincidindo com o aniversário de 32 anos de sua morte. A entrada é gratuita, porém os ingressos são limitados e devem ser retirados antecipadamente pelo site oficial do Senna Experience, a partir do dia 30 de março, com limite de até dois ingressos por CPF. 

A exposição contará com acervos e itens históricos, como peças pessoais e objetos de corrida, troféus, macacões, fotos, obras de arte e até mesmo um capacete de 1991. Entre os destaques da exposição está o Lotus 98T de 1986, um dos carros de Fórmula 1 pilotados por Senna.  

O evento contará com um espaço familiar. Haverá um lounge para encontro de fãs e um espaço infantil temático do Senninha, um personagem inspirado em Senna, com contação de histórias e atividades para as crianças. Também terão apresentações musicais e DJs com playlists que remetem à momentos marcantes da vida do piloto. A praça de alimentação contará com opções diversas para os visitantes durante o dia todo. 

O evento faz parte das celebrações que acontecem tradicionalmente todo ano no dia 1º de maio, celebrando a memória eterna de Senna no automobilismo brasileiro e mundial. 

 

Ayrton Senna está sentado à beira da pista, vestindo um macacão vermelho da McLaren com logotipos de patrocinadores. Ele segura um capacete com as cores da bandeira do Brasil e olha para o lado com expressão séria. Ao fundo, o circuito aparece desfocado, e à esquerda há uma faixa vermelha com o nome “Ayrton Senna”.
Ayrton Senna em 1988 - Foto: @tagheuer e @sennabrasil / Instagram 

 

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Conhecido por papéis marcantes, o artista construiu um legado duradouro e transformou ação em identidade cultural.
por
Marina Garcia e Marcelo Barbosa
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30/03/2026 - 12h

O ator e artista marcial Carlos Ray Norris, conhecido como Chuck Norris, morreu, na última quinta-feira (19), no Havaí, nos EUA. O artista, de 85 anos, estava passando as férias na ilha, quando sofreu complicações de saúde não divulgadas. Norris, deixa esposa, filhos e netos.

Reconhecido mundialmente por seus papéis em filmes de ação e pela série de televisão Walker, Texas Ranger, Chuck Norris enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, embora mantivesse sua vida pessoal de forma reservada. A causa exata da morte não foi detalhada, mas fontes próximas indicam que ele vinha lidando com condições decorrentes da idade. 

O ator passou mal de forma súbita após um treino, sendo levado ao hospital na ilha de Kauai, no Havaí, na quarta-feira (18), e morreu na quinta-feira (19). A morte foi confirmada pela família, no dia seguinte (20), através das redes sociais. A notícia citou um falecimento repentino após internação e os familiares optaram por sigilo.

Sua morte gerou grande repercussão entre fãs e colegas de trabalho em todo mundo. Nas redes sociais, admiradores prestaram homenagens destacando não apenas seus papéis marcantes no cinema de ação, mas também seu carisma e disciplina nas artes marciais. “Eu tive um ótimo tempo trabalhando com Chuck. Ele era americano de verdade em todos os sentidos. Um grande homem, e meus sentimentos à sua maravilhosa família.”

Sylvester Stallone presta homenagem a Chuck Norris em suas redes socias - Foto: @officialslystallone / Instagram
Sylvester Stallone presta homenagem a Chuck Norris em suas redes sociais - Foto: @officialslystallone / Instagram
 

Carlos Ray Norris Jr. nasceu no dia 10 de março de 1940 no Estado de Oklahoma. Em vídeos  do ator falando sobre sua infância, é possível ver ele descrevendo-a como “apática”. Segundo o ator, ele era o oposto da imagem criada no imaginário popular. 

No documentário “Chuck Norris: A história por trás da lenda”, ele afirmou ter sido na infância um "garoto franzino e tímido" na escola, com notas ruins e aversão aos estudos;  Ele sofria bullying de outras crianças e isso o motivou a posteriormente ingressar na Força Aérea dos Estados Unidos, em 1958.

Ainda segundo o relato do ator no filme, seu pai era alcoólatra, ausente e abandonava a família por meses, voltando bêbado. Aos 16 anos, após o divórcio dos pais, assumiu o papel paterno para cuidar dos irmãos mais novos.  Ele se viu obrigado a assumir tarefas adultas desde os 12 anos, como trabalhar em fazendas.

Após terminar o Ensino Médio, cansado das instabilidades em casa, alistou-se ao exército com 18 anos. Neste momento, ele foi enviado para a base aérea de Osan, na Coreia do Sul, onde ganhou o apelido de “Chuck”. Foi em sua jornada militar que começou a treinar artes marciais e chegou a fundar uma base de treinos entre os colegas.

Ele voltou aos Estados Unidos, depois de ser demitido do exército, e passou a servir à Força Aérea do país, na Califórnia. Ele prestou serviços até que ele foi dispensado novamente em agosto de 1962. O ator então quis focar nas artes marciais e começou a abrir uma franquia de escolas de luta por alguns Estados dos EUA. Ele chegou a fundar um estilo de luta próprio chamado de “Chun Kuk Do”.

Depois de criar o Chun Kuk Do e dominar as competições de karatê na década de 60, Chuck Norris expandiu suas academias e começou a fazer uma transição para o cinema. Inicialmente atuando como dublê e lutador, ele apareceu nas telas pela primeira vez em um filme chamado “The Wrecking Crew”, ao lado de Dean Martin - o que marcou sua estréia em Hollywood como dublê. Sua segunda participação nas telas foi o que trouxe fama ao ator, no filme “Massacre em São Francisco”, lançado em 1974.

Em uma de suas competições de luta, Chuck conheceu Bruce Lee. Os dois se tornaram amigos e Bruce o convidou para ter um papel de destaque em um dos filmes que ele estava produzindo.

Chuck Norris estreou no cinema em “O voo do Dragão”, de 1972, interpretando o campeão de karatê Colt, contratado por um mafioso romano para derrotar Tang Lung, o protagonista vivido por Bruce Lee,  que defendia o restaurante de sua família. O longa culmina em um dos embates mais memoráveis da história da sétima arte: a luta épica entre Norris e Lee nas ruínas do Coliseu, marcando a estréia do ator nos cinemas.

Chuck, depois do sucesso de “O voo do Dragão”, ganhou fama e chegou a estrelar produções como "Breaker! " Breaker!" (1977), seu primeiro papel principal como caminhoneiro justiceiro, seguido de clássicos como "O Código do Silêncio" (1985), "Força de Elite" (1986) e "Delta Force" (1986), onde também interpretou um justiceiro que lutava contra contra terroristas e criminosos.

Nos anos 1990, Chuck decidiu que iria se aventurar no mundo da televisão e foi protagonista da série "Walker, Texas Ranger" (1993-2001), um Texas Ranger que combatia o crime com artes marciais e valores conservadores, exibida por 8 temporadas e mais de 200 episódios, tornando-o ícone global.

Imagem do ator Chuck Norris no filme de ação Invasão U.S.A - Foto: @chucknorris / Instagram
Imagem do ator Chuck Norris no filme de ação Invasão U.S.A - Foto: @chucknorris / Instagram

O FENÔMENO QUE REFORÇOU DISCURSOS PERIGOSOS

Os personagens de Chuck em programas como “Walker, Texas ranger” e posteriormente em filmes como “Os mercenários”, fizeram o ator virar meme nas redes sociais. Retratado como uma figura sobre-humana e invencível, a imagem foi reforçada pelo programa Late Night with Conan O'Brien", da NBC, que compilava cenas exageradas de força e violência da série "Walker, Texas Ranger" (1993-2001). O programa, em formato de Talk Show, utilizava como recurso humorístico para compor as piadas do programa, apesar de Norris ter feito somente algumas participações especiais.

 Em 2005, fóruns online, como Something Awful, com o intuito de imitar o que a NBC fez, migraram piadas semelhantes de outros personagens (como Vin Diesel em "Operação Babá") para Norris, gerando os "Chuck Norris Facts", que eram frases curtas e absurdas como "Chuck Norris não caça. Ele simplesmente espera que a caça se entregue" ou "A morte uma vez teve um quase-morte com Chuck Norris".

A onda de memes motivou Norris a escrever sua autobiografia em 2007, chamada em português de “A verdade sobre Chuck Norris”, mas também serviu de motivo para que o ator processasse alguns sites por conta do uso indevido de sua imagem. 

Os personagens de Chuck, apesar de icônicos, trouxeram um ideal incompatível de masculinidade. Norris criou um “arquétipo de masculinidade exagerado", elevando-o a força sobre-humana, mas implícita em críticas a narrativas que glorificam o "homem só" resolvendo tudo com violência, um discurso frequentemente disseminado em comunidades Red Pill.

Em 2012, a participação de Chuck Norris em “Os Mercenários 2” revelou um contraste entre sua imagem de "durão" e suas convicções pessoais, já que o ator exigiu a remoção de diálogos vulgares para reduzir a classificação etária do filme. Na mesma época, a esposa de Chuck, Genna O´Kelley, sofreu graves problemas de saúde por conta de um erro médico, resultando no afastamento do ator de Hollywood por um hiato de 12 anos, retornando aos cinemas apenas em 2024 com o longa Agente Recom.
 

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Com apresentações intensas e variedade musical, o terceiro dia manteve o ritmo e proporcionou uma despedida à altura
por
Beatriz Neves
Laura Petroucic
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30/03/2026 - 12h

No domingo (22), o Autódromo de Interlagos recebeu apresentações aguardadas, como Tyler, the Creator e Lorde. O último dia confirmou o sucesso da edição ao combinar artistas consagrados e novos talentos, reunindo um público de 285 mil pessoas ao longo dos três dias.

Nina Maia 

Mostrando que uma das melhores partes de festivais é descobrir e se encantar com artistas menores, Nina Maia hipnotiza a plateia que a acompanha com leques e muita energia mesmo sob o sol.

A mineira apresentou o repertório de seu álbum de estreia, Inteira (2024), reconhecido pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), em um show que equilibra delicadeza e intensidade. No palco Samsung Galaxy, esteve acompanhada por uma banda afinada — Francisca Barreto, Valentim Frateschi, Thales Hash, Yann Dardenne e Pedro Lacerda — que sustentou a atmosfera envolvente da apresentação.

Com entrega e cuidado nos detalhes, Nina transforma o palco em um espaço íntimo, mostrando segurança e carisma de quem soube aproveitar o Lollapalooza para conquistar um novo público.

Foto: Reprodução / Instagram (@_ninamaia)
Foto: Reprodução / Instagram (@_ninamaia)

Djo  

Joe Keery, também conhecido pelo nome artístico Djo, é um artista e ator norte-americano conhecido por interpretar o personagem “Steve Harrington” na série recordista de audiência da Netflix, Stranger Things. Apesar de sua fama, Djo mostrou que não é apenas um ator brincando de ser músico.

Com o seu show começando pontualmente às 16:55, o artista se mostrou muito versátil, tocando guitarra, violão e piano durante o show. Na sequência, tocou músicas de seu álbum mais recente, lançado em abril de 2025, “The Crux”, incluindo hits como “basic being basic” e “Charlie’s Garden”, que animaram a plateia. Por fim, encerrou sua apresentação com sua música mais famosa, “End of beginning”, do álbum “DECIDE” (2022), levantando um coro da plateia e emocionando fãs que se identificam com a música que explora a transição entre diferentes fases da vida destacando amadurecimento e nostalgia.

Djo performando no Lollapalooza 2026
Djo performando no Lollapalooza 2026. Foto: Reprodução / Instagram (@tracklistoficial)

Addison Rae

No início da carreira e pela primeira vez no Brasil, Addison Rae mostra ter presença de palco e carisma de sobra para se destacar como estrela pop. Mesmo recorrendo ao playback, interações prolongadas com o público e pausas em que os dançarinos assumem a cena, o show se manteve envolvente e animou o autódromo.

Durante “Money Is Everything”, seu rosto estampou notas de dólar dos “Estados Unidos da Addison”, lançadas à plateia como parte da performance. Já no trecho de “Von Dutch”, parceria com Charli XCX, a cantora convocou o público a fazer com ela o grito icônico da música, dizendo que precisava poupar a voz.

A artista também não escondeu a empolgação por se apresentar no Brasil, algo que mencionou mais de uma vez, criando uma conexão próxima com os cerca de 100 mil fãs presentes.

Embora ainda não sustente uma apresentação inteira apenas na voz, Rae se mostrou uma performer promissora, que vale acompanhar os próximos passos. Sem hesitar, se entregou no palco Samsung e conquistou o público.

Addison e seu dançarino Patrick. Foto: Reprodução / Instagram (@addisonraee)
Addison e seu dançarino Patrick. Foto: Reprodução / Instagram (@addisonraee)

Turnstile

A banda americana de hardcore punk consolidou-se como um dos grandes nomes do rock atual, entregando uma apresentação intensa e sólida que levou os fãs à loucura.

O conjunto começou o show tocando sua faixa “never enough” que gerou reação instantânea dos fãs que acenderam sinalizadores e abriram rodas-punks durante a performance. Durante o show, a banda manteve a energia com sucessos como "I care", ao mesmo tempo em que incentivava ainda mais a participação do público ao pedir para "open it up", expandindo os mosh pits que dominaram a plateia. O repertório também refletiu o reconhecimento recente do grupo, ganhador de dois Grammys em 2026, nas categorias de Melhor Performance Metal e Melhor Álbum de Rock por Never Enough.

O término ocorreu com a música "BIRDS", em um momento explosivo, caracterizado pelo vocalista se jogando na plateia e pelo baterista entregando as suas baquetas ao público. Com uma setlist centrada em GLOW ON e músicas recentes, o show se destacou pela intensidade e pela conexão do começo ao fim.

Turnstile subiu ao palco com sua formação atual, liderada pelo vocalista Brendan Yates, ao lado de Franz Lyons, Daniel Fang, Pat McCrory e Meg Mills. Foto: Reprodução / Instagram (@weinthecrowd)
Turnstile subiu ao palco com sua formação atual, liderada pelo vocalista Brendan Yates, ao lado de Franz Lyons, Daniel Fang, Pat McCrory e Meg Mills. Foto: Reprodução / Instagram (@weinthecrowd)

Lorde 

Em um dos shows mais emocionantes do Lollapalooza 2026, a neozelandesa Lorde voltou ao Brasil após quatro anos.

Com a estrutura minimalista da Ultrasound Tour, marcada pela famosa esteira e jogos de luz entre reflexos e holofotes, a artista conduziu a plateia por diferentes estados emocionais. De faixas mais introspectivas, como “Liability”, que levou o público às lágrimas, a momentos mais eufóricos com hits como “Green Light”, o repertório equilibrou intensidade e energia. Músicas recentes, como “Man of the Year” e “What Was That”, também tiveram destaque.

O novo álbum, Virgin, marcou presença na setlist. Um dos pontos altos veio com “David”, quando Lorde surgiu com um figurino iluminado e desceu até a grade para cantar junto aos fãs.

O encerramento ficou por conta de “Ribs”, em uma performance nostálgica, refletindo temas recorrentes da artista, como o medo de crescer e a intensidade da juventude.

Após o show, Lorde agradeceu ao público brasileiro em uma postagem no Instagram, destacando a energia das cerca de 100 mil pessoas presentes e afirmando que a noite em São Paulo deixou uma marca profunda nela.

 Lorde retorna ao Brasil após quatro anos. - Foto: Reprodução: Instagram (@multishow)
Lorde retorna ao Brasil após quatro anos. - Foto: Reprodução: Instagram (@multishow)

Tyler The Creator 

O headliner Tyler The Creator fechou o Lollapalooza Brasil com um show divertido e notável, marcando seu retorno ao país após 15 anos de uma longa espera.

A apresentação de Tyler teve um início triunfante com efeitos pirotécnicos e uma entrada marcante que rapidamente entusiasmou o público. Carismático, o artista manteve a energia durante todo o show, investindo também em uma identidade visual impactante, baseada na estética de seus álbuns utilizando mudanças de cores no palco como o vermelho na música “Big Poe” e o verde em “St. Chroma".

O setlist envolveu diversas fases de sua trajetória, iniciando com músicas dos álbuns mais recentes, “DON’T TAP THE GLASS” e “CHROMAKOPIA”, e progredindo para produções reconhecidas como “IGOR” e “CALL ME IF YOU GET LOST”.  Durante a apresentação, o rapper também elogiou artistas brasileiros como Gal Costa, João Gilberto e Marcos Valle e em um dos momentos mais marcantes, apresentou uma versão remix de “Tamale” (2013) com batida de funk, reforçando a conexão com o público ao destacar que estava em São Paulo, e não no Rio, enquanto segurava uma bandeira do Brasil.

O encerramento foi marcado pela performance de "See You Again", que trouxe uma atmosfera mais melódica. Apesar de uma estrutura de palco mais simples, Tyler apresentou uma performance poderosa, apoiada por sua presença e uso estratégico de efeitos, demonstrando confiança ao comandar o show sozinho.

 Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026. - Foto: José Plens
Tyler, the Creator, se apresenta como headliner no Lollapalooza 2026. - Foto: José Plens

Katseye 

Dividindo horário com o headliner da noite, Tyler, The Creator, o show do Katseye reuniu uma plateia cheia. A estreia do grupo no Brasil atraiu muitos espectadores, especialmente os fãs infantojuvenis, que marcaram presença em peso.

Com a integrante Manon afastada, Sophia, Daniela, Lara, Megan e Yoonchae assumiram o palco, preenchendo a setlist curta com interações, brincadeiras e até tentando algumas frases em português.

Faixas chicletes como “Gabriella”, “Game Boy” e “Internet Girl” conquistaram o público, que acompanhou as coreografias com entusiasmo. O ponto alto da apresentação foi, sem dúvida, a versão estendida de “Gnarly”, hit performado no Grammy este ano.

O Katseye entrega exatamente o que propõe: um grupo pop jovem, carismático, bem ensaiado e com coreografias afiadas, pensado especialmente para seu público mais jovem.

Sophia, Daniela, Lara, Megan e Yoonchae se apresentam no palco Flying Fish. Foto:Reprodução / Instagram (@katseyeworld)
Sophia, Daniela, Lara, Megan e Yoonchae se apresentam no palco Flying Fish. Foto:Reprodução / Instagram (@katseyeworld)

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Quanto mais mediado por telas se torna o cotidiano, mais o encontro com o real transforma o teatro em uma experiência intensa e necessária
por
Manoella Marinho
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30/03/2026 - 12h

A relação da geração atual com o mundo passa, inevitavelmente, pelas telas. Celulares, redes sociais e plataformas de vídeo moldam não apenas a forma de comunicação, mas também a percepção da realidade. “O teatro é o presente, é o agora, é o sentimento”, afirma Marcello Drummond, diretor do Teatro Oficina, em entrevista à AGEMT. A fala sintetiza uma das principais diferenças entre o teatro e as mídias digitais: enquanto a internet permite o acesso ilimitado e instantâneo a conteúdos, o teatro exige presença, tempo e entrega. Isso torna-se ainda mais evidente quando se observa o impacto físico da cena.

“Quando você vê um ator na tua frente […] é uma coisa viva”, diz Drummond. Ao contrário da imagem mediada por uma tela, o corpo em cena carrega falhas, respiração, improviso, entregam elementos que tornam cada apresentação única. É essa imprevisibilidade que intensifica a experiência do espectador. Ao mesmo tempo, o ambiente digital tem produzido uma mudança significativa nos hábitos culturais. “As pessoas têm pouco contato com o que não é vídeo”, aponta o diretor. A predominância do audiovisual transforma a forma como a arte é consumida, muitas vezes reduzindo a experiência a fragmentos rápidos e descartáveis.

Créditos: Manoella Marinho Teatro Oficina

 

Ainda assim, o impacto da tecnologia não é apenas negativo. “O digital […] está fazendo com que os teatros fiquem mais cheios”, observa Drummond, conversando com AGEMT dentro do espaço do Teatro Oficina. O fenômeno revela um paradoxo: quanto mais imersas no virtual, mais as pessoas parecem buscar experiências concretas. A saturação de estímulos, característica do cotidiano online, gera uma espécie de cansaço que encontra no teatro um espaço de pausa e intensidade.

Esse movimento ajuda a explicar por que o teatro provoca um efeito tão marcante na geração atual. “A gente tem contato com tela […] mas o vivo toca muito”, resume o diretor. O impacto não está apenas no conteúdo da peça, mas na experiência sensorial completa: o silêncio da plateia, a proximidade com os atores, a impossibilidade de pausar ou voltar a cena. Historicamente, o teatro sempre se construiu a partir dessa relação direta. Encenações como “O Rei da Vela”, marco do Teatro Oficina, ou montagens contemporâneas que rompem a divisão entre palco e plateia, evidenciam a potência do encontro ao vivo. Ao eliminar a chamada “quarta parede”, essas obras convidam o espectador a participar ativamente, transformando-o em parte da cena.

Nesse contexto, o teatro também reafirma seu caráter político. “O fato de estar em cena já é um ato político”, diz Drummond. Em um ambiente digital marcado pela circulação massiva de discursos, muitas vezes superficiais ou polarizados, o teatro oferece um espaço de reflexão mais profunda, onde o tempo e a presença permitem a elaboração crítica. Por outro lado, a própria internet carrega contradições. “Tem coisas muito boas […] e coisas muito ruins que se espalharam”, reconhece o diretor. Se por um lado ela democratiza o acesso à informação e à arte, por outro amplia a circulação de desinformação e discursos problemáticos. Nesse cenário, o teatro se destaca como um espaço de construção coletiva e diálogo direto. A diferença fundamental está na experiência. Enquanto o digital tende à repetição e à reprodução infinita, o teatro se ancora no instante. Cada sessão é única, irrepetível. É nesse sentido que o impacto se intensifica: o espectador não apenas assiste no automático mas vivencia, estimulando análise crítica e sensação.

Em um mundo em que o contato com o real se torna cada vez mais mediado, o teatro reafirma a importância do corpo, do encontro e da presença. Mais do que sobreviver à era digital, ele parece ganhar novo sentido dentro dela. Um espaço onde o humano, finalmente, deixa de ser apenas imagem e volta a ser experiência.

 

Humorista brasileira Evelyn Mayer revela como a experiência de educadora reflete na sua performance cômica
por
Gustavo Song Jun Choi
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30/03/2026 - 12h

A disciplina e controle diante de uma audiência no genêro da comédia conhecida como stand-up não é muito diferente da sala de aula, uma vez que ambos contam com um profissional na frente de um público cujo interesse precisa ser conquistado durante seu discurso e interações em tempo real. Evelyn Mayer, pedagoga doutoranda em Estudos da Linguagem e atualmente comediante profissional de destaque nas redes sociais por sua atuação no stand-up, conta como suas habilidades como professora puderam ser reaproveitadas no palco.

“A licenciatura colaborou enormemente para que eu pudesse ter o domínio do palco, porque o desafio de um show, assim como o da sala de aula, é conseguir a atenção dos presentes para falar de um assunto que tenha relevância”, diz ela. Acrescenta: “A sala de aula me deu o timing e o manejo necessários para conseguir ser uma humorista que prende a atenção da plateia”, diz Mayer.

O stand-up exige do humorista o domínio das habilidades mencionadas pela profissional, pois ao contrário, podem ter uma reação indesejada de sua plateia. Tal como um professor, que tem a tarefa de conseguir manter o foco de seus estudantes e garantir que tenham entendido sua mensagem, mas em ambos os casos podem ser recebidos pelo silêncio, ou provocadores que interrompem o orador e seu objetivo de manter a atenção do público engajados em sua fala. 

Outro exemplo das habilidades educacionais da comediante a serem usadas no palco seria a utilização de técnicas didáticas como a repetição, a analogia ou a síntese para garantir que críticas sociais profundas sejam compreendidas e aceitas pelo público. “O stand-up também se vale dessas técnicas para atingir o humor”, afirma Mayer. 

Evelyn Mayer em sala de aula
Evelyn Mayer - Foto: Gustavo Bonassa Bucker

Quando questionada sobre as diferenças entre a sala de aula e a plateia, Mayer ressalta que "lidar com essa transição é natural, porque não há uma ruptura: essa também sou eu. É natural como ser mãe e filha ao mesmo tempo, por exemplo”. “Sou menos conhecida academicamente falando que enquanto comediante. Mas as pessoas conseguem separar bastante as personas”, frisa Mayer. A humorista também admite que o gerenciamento de interrupções e comportamentos difíceis em ambientes como a sala de aula com certeza lhe ajudaram, ao deixá-la mais preparada em lidar com pessoas na audiência que interrompem sua fala e atrapalham a o ritmo do show. "Mas há comediantes que nunca foram professores e têm mais manejo que eu com isso. Então ter sido professora não é um fator determinante, mas certamente ajuda", explica.

Assim, por mais que muitos possam não notar, o carisma e controle de Evelyn Mayer tem sob a audiência não se moldou apenas pela experiência que obteve testando o que funciona ou não durante anos no rumo da comédia, como também por sua trajetória na área da pedagogia e o tempo que passou com sua plateia anterior: a sala de aula.

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o grupo retornou com um novo álbum, anúncio de turnê mundial e show transmitido internacionalmente
por
Eduardo Betini
Giovanna Hagger
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30/03/2026 - 12h

Após quatro anos de hiato, BTS marcou seu retorno a indústria musical, em 2026, com o lançamento do álbum “ARIRANG”, primeiro álbum do grupo após todos os integrantes cumprirem o serviço militar obrigatório da Coreia do Sul, o projeto representa a retomada dos “idols” para os holofotes e um reposicionamento mundial do conjunto. Contando com 14 melodias, o álbum rapidamente atingiu destaque nas plataformas digitais e mobilizou o “ARMY”, maior fã-clube do K-pop, conhecido pelo engajamento massivo. 

“A gente estava muito ansioso para essa volta deles. Nós não sabíamos se eles iam voltar” disse Vitoria Maria dona da página de fã “nossohope” que conta com mais de 99 mil seguidores. Publicações oficiais e conteúdos promocionais circulam intensamente ampliando o alcance das músicas e reforçando a relação simbólica que o grupo cultivou com os fãs. O retorno do BTS destaca a força da indústria sul-coreana e a capacidade da boy-band de transformar lançamentos musicais em eventos globais.  

 Após 24 horas “ARIRANG” se tornou o álbum mais reproduzido da história do K-pop em novo recorde para indústria. Em um tempo extremamente curto o álbum concentrou milhões de reproduções, impulsionando o público pela expectativa acumulada ao longo dos anos de hiato.  

 

Acima os sete membros do BTS na capa do álbum ARIRANG (divulgação/ Weverse) 

Junto do álbum foi anunciada uma turnê mundial que passará por cerca de 40 países com 79 shows espalhados pelo globo todo, incluindo o Brasil, “Para mim, no Brasil, é muito difícil, a gente tinha que ter mais show. Só três, não adianta, não”, diz Vitória Maria Santana dos Santos, que pretende vir do interior baiano até São Paulo, onde acontecerá o show. Mais do que um número impressionante, esse recorde mostra como o jeito que o público consome as músicas mudou, hoje em dia, os fãs costumam preferir músicas que causam impacto de imediato, BTS acompanha essa lógica, e a redefine transformando cada estreia em impacto mundial.   

A repercussão do álbum foi imediato e preparou o terreno para um dos eventos mais aguardados do ano: o show “BTS THE COMBACK LIVE", transmitido ao vivo pela Netflix diretamente da praça Gwanghwamun, na capital da coreia, Seul na manhã do dia 21 de março de 2026. A apresentação durou uma hora e marcou o reencontro oficial dos sete integrantes com o público após o hiato, e alcançou globalmente cerca de 18,4 milhões de telespectadores, consolidando-o como um dos maiores eventos musicais já exibidos em streaming, tendo mais visualizações que o Grammy Awards, Oscar e Globo de Ouro. 

Disponível em mais de 190 países, o espetáculo rapidamente entrou para o Top 10 da plataforma. Também nas redes sociais alcançou números altos, sendo o assunto mais comentado do “X” antigo Twitter por cerca de dois dias. No palco, o grupo escolheu mesclar as faixas novas com algumas músicas que foram importantes para a trajetória de suas carreiras, criando uma narrativa que conversa com diferentes fases da boy-band. Grandes veículos como o "The Hollywood Reporter” descreveu como “álbum mais experimental do BTS até hoje”.

O nome “ARIRANG” é uma demonstração da intenção dos membros de se conectar com suas raízes, visto que o título do álbum é uma palavra em coreano sem tradução exata, com significado de saudade e resistência. O álbum também conta com trechos de músicas tradicionais e folclóricas coreanas, que ganham destaque ao longo do disco. Os críticos também destacam que a coletânea está indo contra o movimento de americanização do K-pop, como a revista VEJA que afirma que “o grupo consolida seu papel como representantes do orgulho sul-coreano”. 

Além da transmissão do show ao vivo, a Netflix também lançou o documentário “BTS: The Return”, que confidencia o processo criativo do álbum para os fãs os aproximando dos seus ídolos. A expectativa dos fãs para o futuro do grupo é grande, mas a apreensão também, visto que o futuro da boy-band para alguns ainda é incerto. "Oh meu Deus será que vai ser o último? Será que vai ter mais?, pergunta Vitória. 

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O festival seguiu com forte presença de público e apresentações marcantes, incluindo momentos de emoção, energia eletrônica e repercussões nas redes sociais. 
por
Vitoria Teles
Marina Garcia
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27/03/2026 - 12h

O segundo dia do Lollapalooza Brasil 2026, no último sábado (21), reuniu mais de 85 mil pessoas no Autódromo de Interlagos e foi marcado pelas apresentações dos headliners Chappell Roan, Skrillex e Lewis Capaldi - que agitaram o público com performances intensas e emocionantes. O festival reuniu nomes do pop, indie e eletrônico em seus palcos marcados pela energia e pela forte conexão com a multidão. 

Imagem de duas fãs da Chappell Roan no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram
Imagem de duas fãs da Chappell Roan no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram

Desde a abertura dos portões até o início da tarde, os fãs de Chappell Roan já marcavam presença na multidão, criando um mar de pessoas vestidas em tons de rosas e com maquiagens elaboradas. Dona de sucessos como ‘Pink Pony Club’, a cantora agitou o público trazendo pela primeira vez sua turnê “Vision of Damsels & Other Dangerous Things” para solo brasileiro. 

Chappell também interagiu com o público, dizendo ter visto o show de Lady Gaga na Praia de Copacabana, em maio do ano passado, alegando que, após isso, também quis vir para o Brasil. O show da cantora norte-americana chamou atenção pela forte presença de palco e estética camp, com forte influência da cultura drag e da referência pop retrô. 

A artista entregou uma performance envolvente, com figurinos elaborados e interação constante com o público, que acompanhou em coro seus principais sucessos. Chappell Roan então, deixa marcado na história do Lolla, um show repleto de polêmicas, músicas dançantes e uma plateia animada com seu espetáculo. 

Chappell Roan no palco principal do Lollapalooza 26 - Foto: @lollapaloozabr / Instagram
Chappell Roan no palco principal do Lollapalooza 26 - Foto: @lollapaloozabr / Instagram

No entanto, a passagem da cantora pelo Brasil também foi marcada por uma polêmica nas redes sociais, envolvendo sua interação com a enteada de Jorginho, jogador do time de futebol brasileiro Clube de Regatas do Flamengo e também filha do ator Jude Law. O episódio começou após o jogador relatar, em seu perfil do Instagram, uma situação envolvendo sua família em um hotel na véspera do festival. 

Segundo ele, a esposa e a filha foram abordadas por um segurança da equipe de Chappell Roan, o que gerou sua insatisfação e rapidamente circulou entre fãs e páginas de entretenimento, provocando interpretações divergentes sobre a atitude da artista. 

Enquanto parte do público saiu em defesa de Chappell Roan, destacando o tom descontraído da situação, outros internautas criticaram o ocorrido, apontando falta de sensibilidade com seus fãs. A repercussão ganhou força ao longo do dia do festival, ampliando o debate nas redes sociais e evidenciando como momentos fora do palco também influenciam a imagem pública do artista.

Lewis Capaldi se apresentando no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram
Lewis Capaldi se apresentando no Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram

Diferente de Chappell Roan, que apresentou músicas agitadas e acaloradas, Lewis Capaldi trouxe para os palcos do Lolla, seu vocal mais angelical e seu repertório vasto de músicas românticas e delicadas. Com seu hit ‘Someone you loved’, o cantor emocionou o público e fez com que todos o acompanhasse na letra da música, formando um lindo coro coletivo. 

O momento ganhou ainda mais relevância diante do histórico de saúde do cantor, Lewis passou pelo tratamento para sua síndrome de Tourette, que fez com que ele interrompesse sua agenda de shows por um período indeterminado. Após o afastamento para a recuperação, sua volta aos palcos representou um novo início guiado pelo respeito e consideração aos limites de seu próprio corpo, fazendo com que todos se lembrem de que a saúde vem em primeiro lugar. 

Sonny John Moore, mais conhecido como Skrillex, também marcou presença no palco do Lollapalooza. O artista já pode se considerar veterano do festival, já que ele é o DJ que mais se apresentou no Lolla, mas de qualquer forma, ele segue surpreendendo o público. Skrillex é dono de um som marcante e barulhento, que faz qualquer público tremer com suas batidas, e não foi diferente no segundo dia do festival. 

DJ Skrillex se apresentando no palco do Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram
DJ Skrillex se apresentando no palco do Lollapalooza - Foto: @lollapaloozabr - Instagram

Skrillex pode ser considerado ideal para festivais desse nível, já que ele é capaz de animar qualquer público. Iluminando a noite de sábado com lasers e iluminações diferentes e brilhantes, o show foi carregado de funk, fazendo com que o público se envolvesse ainda mais em sua performance. O DJ norte-americano focou em animar a galera, utilizando o microfone raramente, apenas para um “obrigado” ao encerrar o show. 

Com uma programação diversa e momentos que foram do impacto visual à emoção, o segundo dia de Lollapalooza Brasil 2026 consolidou a força do festival ao reunir grandes nomes da música e um público engajado. Entre performances marcantes e repercussões além dos palcos, o sábado reforçou o papel do evento como um dos principais espaços de encontro entre diferentes estilos, gerações e experiências no cenário musical atual. 

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Festival iniciou sua edição com cerca de 100 mil pessoas reunidas na capital paulista para ver diversos artistas internacionais e nacionais
por
Carolina Nader
Amanda Lemos
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25/03/2026 - 12h

O festival iniciou seu primeiro dia no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, com um público de cerca de 100 mil pessoas e ingressos esgotados. A sexta-feira (20) teve como headliner a cantora Sabrina Carpenter, além de nomes como Doechii, Deftones, Interpol e o DJ Kygo. 

Após a abertura dos portões, o público começou a ocupar os diferentes palcos do festival desde o início da tarde, acompanhando apresentações que transitaram entre o pop, o rock, o indie e a música eletrônica. Ao longo da jornada, artistas nacionais e internacionais se revezaram na programação, mantendo o público engajado e reforçando a proposta plural do evento.

Palco principal do Lollapalooza - Foto: Sophia Nunes
Palco principal do Lollapalooza - Foto: Sophia Nunes 

Sabrina Carpenter fez o show mais aguardado da noite. A “loirinha", como é chamada pelos fãs, reuniu milhares de pessoas para sua apresentação no Lolla. A cantora norte-americana trouxe a estrutura de sua turnê internacional "Short n’ Sweet", para o palco Budweiser do Lolla: uma enorme escadaria, com uma cama em formato de coração e suas iniciais S e C penduradas. Sabrina também usou dois figurinos durante a apresentação de suas músicas, um conjuntinho de cropped e saia verde e um collant amarelo, representando as cores do Brasil.

A artista apresentou 17 músicas, incluindo suas faixas mais famosas “Please, Please, Please”, “Taste”, “Manchild” e “Espresso”. Ela também realizou a tradição de todos os shows, que consiste em “prender” alguém da plateia com uma algema felpuda cor de rosa antes de sua música “Juno”.  A intenção é passar uma ideia de “estou dominando você”, o que conversa diretamente com o significado da música. No Lollapalooza Brasil, a escolhida foi a cantora Luísa Sonza. 

Sabrina se surpreendeu com a energia dos fãs, que gritaram para ela e cantaram suas músicas em um coro acompanhado pelo barulho de leques durante a música “Nobody’s Son”.

Palco da cantora, com a escadaria e o “S e C” com um coração no meio, pendurado acima do palco - Foto: @sabrinacarpenter / Instagram
Palco da cantora, com a escadaria e suas iniciais penduradas - Foto: @sabrinacarpenter / Instagram

Além de Sabrina Carpenter, Doechii, Deftones e Kygo também foram destaque do primeiro dia de Lolla. Doechii, rapper e cantora norte-americana, trouxe para o palco do Lolla muita dança e uma forte presença de palco, levantando o público, logo no início da noite. 

A cantora trouxe para o palco principal algumas de suas faixas mais famosas como “Anxiety”, “Nissan Altima” e “Denial Is a River”. Entretanto, alguns fãs relataram nas redes sociais que o som do palco estava com graves mais baixos do que o esperado, o que teria atrapalhado um pouco a experiência. Mesmo assim, a apresentação foi animada e envolvente.

Kygo é um DJ e produtor norueguês muito conhecido no cenário da música eletrônica. Ele criou o estilo Tropical House, uma mistura de batidas eletrônicas com melodias leves e praianas. Com uma apresentação realizada no final da noite no Palco Perry’s by Fiat, o artista trouxe um clima mais dançante e relaxado, fechando o dia com uma vibe mais tranquila e positiva. Ele animou o público com seus hits “Firestone” e “Stole the Show”. 

Já a banda norte-americana de metal alternativo e nu-metal Deftones retornou ao Brasil, após mais de 10 anos sem tocar no país. Eles trouxeram seu tradicional som pesado, tocando as músicas com guitarras poderosas e os vocais marcantes do vocalista Chino Moreno. O show da banda foi um dos mais “explosivos” do primeiro dia de festival, contando com clássicos e novas sonoridades como "Be Quiet and Drive" (Far Away), "Change" (In The House of Files) e "My Own Summer" (Shove It).

 

Estrutura do festival

O autódromo de Interlagos se encheu de poças de água e lama, por conta da forte chuva do dia anterior, na capital paulista. Apesar do primeiro dia não ter sido afetado pela chuva, uma série de problemas de logística foram notados. Houve relatos de movimentação grande de pessoas pelos palcos, além de correria generalizada na abertura dos portões e retenção na saída pelos seguranças. 

Além dos foods trucks e quiosques, o evento contou também com bares e bastante disponibilidade de água. Os looks chamaram atenção. As pessoas investiram em roupas coloridas, com brilho e estética de festival, muitos inspirados em artistas. A organização do festival também preparou o transporte. Metrôs e trens funcionaram 24 horas, o que não impediu o alto número de reclamação sobre as filas extensas. 

O festival continuou no sábado (21) e no domingo (22), reunindo novos artistas e diferentes estilos musicais em Interlagos. Depois de um primeiro dia de grande adesão do público, a programação manteve a atmosfera vibrante que marcou o início da edição de 2026. 

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Com estreia em dezembro, o filme é um dos mais esperados do ano
por
Juliana Bertini de Paula
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25/03/2026 - 12h

Na última terça-feira (17), foi lançado o trailer de "Duna: Parte Três", a conclusão da trilogia de mesmo nome. Assim como nos outros dois longas, a direção de Dennis Villeneuve e elenco de peso se mantém no filme que estreia no dia 17 de dezembro deste ano. 

Com Timothee Chalamet, Zendaya, Anya Taylor-Joy, Robert Pattinson e muitos outros atores renomados, o filme adapta o livro “O Messias de Duna” (Frank Herbert), o segundo da franquia de 23 livros. 

 

Alia Atreides (Anya Taylor-Joy) em “Duna: Parte Três”. Foto: Reprodução/Warner Bros
Alia Atreides (Anya Taylor-Joy) em “Duna: Parte Três”. Foto: Reprodução/Warner Bros

 

O longa irá acompanhar Paul Atreides (Timothee Chalamet) após sua ascensão como Imperador. A trama foca no peso de seu governo, a guerra santa e o relacionamento com Chani (Zendaya) e Irulan (Florence Pugh).

A saga não é aclamada apenas pelo público, mas pela crítica também. O primeiro filme saiu com várias estatuetas: 6 do Oscar, 5 do BAFTA e 1 Globo de Ouro. A sequência, apesar do sucesso com os fãs, não agradou tanto nas premiações, com apenas 2 prêmios no Oscar e no BAFTA.

“Duna: Parte Três” estreia nos cinemas dia 17 de dezembro. Veja o trailer abaixo:

 

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