Best-seller de Carla Madeira tornou-se um dos livros de ficção mais vendidos do país
por
Bruna Quirino Alves
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14/11/2023 - 12h

“Tudo é rio” é o romance de estreia de Carla Madeira. Publicado pela editora Record, está na seleta lista dos livros brasileiros de ficção mais vendidos. Em 2021 e 2022, a obra vem dividindo com Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (o mais vendido da categoria no Brasil), a atenção de leitores e críticos. Também pela Record, a autora lançou Véspera (2021), o terceiro e inédito romance, e relançou A Natureza da Mordida (2022), o segundo, que havia sido publicado em 2018.

Tudo é rio de Carla Madeira é um livro sobre transbordamento, como a própria autora define. O processo de leitura te leva em uma montanha-russa onde o amor, o ódio e o perdão se misturam em um rio de sentimentos, os quais não se pode controlar.

A história traz três personagens principais: Lucy, prostituta da cidade, e o casal Dalva e Venâncio. Eles, até então muito apaixonados, tiveram o casamento marcado por uma tragédia, que mudou completamente a dinâmica entre eles, a partir desse momento Lucy atravessa a história dos dois e é atravessada por eles com a mesma intensidade.

Carla Madeira constrói camadas sem uma régua moral e seus personagens apresentam complexidade e profundidade, enquanto fogem de maniqueísmos. Ao longo do livro, o leitor se vê em uma posição de confusão constante e a autora provoca essa sensação intencionalmente, e com excelência.

Inventivo na forma, o romance organiza-se por capítulos que desobedecem a ordem cronológica e vão e voltam, tal como uma série televisiva em que a câmera muda a cada cena. O tema do amor e da tragédia não tem nada de original, mas o grande trunfo de Carla Madeira é a forma pela qual sua linguagem poética, suave, nos conta essa história.

A obra é questionadora e provocante em uma essência, mas o principal questionamento gira em torno do perdão: Como perdoar o imperdoável e lidar com o amor que permanece?

Carla não se atém à superficialidade ao narrar detalhadamente o quão excruciante é a dor que Dalva, a personagem principal, vivencia em sua jornada pelo luto, até o perdão. A escolha de repetir certas cenas durante a narrativa é proposital e enfatiza como a dor pode ser paralisante, se manter em um ciclo destrutivo parece ser a única escolha.

A violência doméstica é retratada a partir de uma perspectiva diferente. A autora se afasta do julgamento e demonstra empatia com as mulheres que não conseguem sair desse tipo de situação, o que pode ser visto no seguinte trecho da obra:

“Dalva poderia tantas coisas se pudesse. Mas só pôde o que fez. Quem vê de fora faz arranjos melhores, mas é dentro, bem no lugar que a gente não vê, que o não dar conta ocupa tudo.”

Após receber críticas por “romantizar” a agressão, a autora afirma que o intuito nunca foi esse. Ela explora a sua própria curiosidade que permeia as motivações que levam uma mulher violentada à escolher ficar.

Tudo é rio é uma investigação sobre a água, ou seja, sobre tudo aquilo que é tão potente que não se pode limitar à qualquer coisa além de seguir o próprio fluxo. O amor, o ódio, a raiva, são sentimentos que, quando represados, tensionam o sujeito que sente e acabam transbordando. Aqui temos uma obra que permanece ressonando no leitor, mas não em sua mente racional, mas nesse intangível lugar onde mora aquilo que não conseguimos traduzir em palavras, só sentir.

Jão reúne 12 mil fãs em uma audição exclusiva do seu novo álbum que busca referências oitentistas e exalta sua versatilidade.
por
Romulo Santana
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15/08/2023 - 12h

Depois de “Lobos” representando a terra, “Anti-Herói” o ar e “Pirata” a água, chega a vez de “Super”: o álbum de fogo. João Vitor Romania Balbino (28), mais conhecido como Jão, começou sua carreira com o lançamento de covers na internet, enquanto era graduando de publicidade e propaganda na USP. Com 5 anos de carreira, ele se tornou um nome em ascensão no cenário do pop nacional. Sua última turnê “Pirata”, contou com 40 apresentações — sendo 6 dessas esgotadas no Espaço das Américas. Já a “Super Turnê”, seu novo projeto, começa no dia 10 de Janeiro de 2024, no Allianz Parque, com a proposta de ser uma tour de estádios e arenas. Antes disso, Jão se apresenta no festival The Town no dia 2 de Setembro. “Coisas gigantes estarão presentes”, disse ele durante a audição exclusiva do álbum “Super”.

Um homem branco de cabelos platinados veste uma regata branca e uma calça jeans azul e está sentado em cima de uma cerca de madeira
Tracklist do álbum "Super". Imagem: Gabriel Vorbon. Reprodução Instagram

 

Seu novo lançamento tem referências oitentistas aparentes em sua sonoridade, trazendo novas histórias de amor nas composições inéditas, que também exploram a vida amorosa do cantor. No “lado a”, o disco busca ser mais leve, com instrumentais mais animados, como forma de revisitar sua juventude no interior, mas também suas histórias na atualidade, finalizando com a sétima faixa “Julho” – sendo também o lado mais comercial do disco.  Os destaques deste lado do projeto ficam para “Escorpião”, que cria uma atmosfera intensa que permeia a gravação e “Gameboy”, quando o cantor exibe sua autoestima dentro de um relacionamento e como toda aquela situação parece um jogo que ele está disposto a jogar. Já o “lado b”, abraça composições mais sóbrias e sombrias – como por exemplo sua mudança do interior para a cidade de São Paulo em 2015 – além de muitas referências aos seus lançamentos anteriores. Destaca-se “Eu posso ser como você”, com outro ponto de vista da história da faixa anterior “Julho” e também uma resposta faixa “Eu quero ser como você”, do seu disco de estreia.


 

Na imagem há um banner vermelho com os dizeres "Jão Super, audição" à frente do Ginásio do Ibirapuera
Entrada da audição exclusiva no Ginásio do Ibirapuera. Imagem: Romulo Santana

 

O artista disse que já escolheu o single que iniciará a divulgação do álbum, mas que o clipe ainda não foi gravado. A audição exclusiva do “Super” ocorreu no dia 13/08, no Ginásio do Ibirapuera – com 12 mil ingressos distribuídos de forma gratuita pelo cantor. O evento foi apresentado pela jornalista Valentina Pulgarin, amiga pessoal do cantor. Ao fim da apresentação do trailer do disco, a apresentadora iniciou uma contagem regressiva para a 1ª audição do material inédito com vizualizers. Após a escuta do material, o artista agradeceu emocionado a recepção dos fãs e foi entrevistado por Pulgarin. Jão diz não ter tido férias após a última turnê e que “Super” foi sua prioridade, uma vez que o trabalho só faz sentido quando chega à seus fãs. Seu novo trabalho chegou às plataformas digitais na última Segunda (14).

Em um telão, Jão, um homem branco de cabelos platinados secando os olhos
Jão emocionado, após a audição de "Super". Imagem: Romulo Santana

 

Primeiro disco da banda Besouro Mulher viaja no universo sentimental e imaginário dentro do plano concreto do dia-a-dia
por
Maria Eduarda dos Anjos
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11/08/2023 - 12h

         Alguns desconfortos são postos no mundo melhor pelo humor, outros, pela música. A banda paulistana Besouro Mulher brinca e mistura essas duas formas tão cotidianas de comunicarmos sentimentos no seu álbum de estreia Volto Amanhã (RKMB), sequência do EP Depois do Carnaval. O projeto estava nos rascunhos de Arthur Merlino (baixo), Bento Pestana (guitarra), Sophia Chablau (voz) e Vitor Park (bateria) e ganhou contorno no meio da pandemia, durante intensivões de criação de um lugar para além daquele do isolamento, algo que existisse apesar do que é possível tocar, mas que ainda acena para o mundo real. “O nome [do disco] traz uma coisa um pouco indecifrável do futuro e de um passado que não aconteceu, tem cara de algo que beira o mundo da imaginação e, ao mesmo tempo, chama pelo real e pela dureza do real” conta Bento.

           Apesar de ser o debut da banda, a vocalista não é nem um pouco estranha à cena independente:girou pelas casas noturnas com sua outra banda, Sophia Chablau e Uma Incrível Perda de Tempo. O disco homônimo despontou com produção de Ana Frango Elétrico e arrastou a cena indie pela cidade. A sonoridade dos projetos se conversam na dinâmica dois-lados-da-mesma-moeda: se a Besouro Mulher é mais sentimental sobre amor, Incrível Perda de Tempo foca no ‘delícia, luxúria’ ; a primeira traz uma guitarra mais melódica, enquanto a segunda pesa em sintetizadores e distorções que formem uma parede de som que se arrasta, preenchendo os segundos; ambas carregam um tom descontraído que arranca uma risada do público, às vezes proposital, às vezes não.

         ‘Torresmo’, faixa emprestada que virou single, encapsula a essência do disco que viria pela frente: “Essa música fala muito sobre imaginação e até uma certa subversão do normal, daquilo que é a nossa sina”, comenta Sophia. A composição de Juliana Perdigão e Arnaldo Antunes íntegra sem ruído a coletânea; “eu sou um Super-Homem submisso” e “Queria estar a sós comigo mesmo/ e ter a eternidade toda em torno” são tão naturais à voz de Sophia que poderiam ser composição própria. “Foi um desafio trazer para uma sonoridade mais nossa, o Bento e eu pensamos pra ‘tirar o blues’ dela, porque tudo que a gente fazia ficava com cara de blues, por causa da harmonia e talvez alguma outra essência inominável que estava na música, mas acabamos conseguindo e ficamos muito felizes com o resultado. Além disso, acabamos ficando sabendo que a própria Juliana e o Arnaldo gostaram da versão, então a satisfação foi grande”, completa Arthur.

Imagem: Igor Miranda
Imagem: Igor Miranda 


          Volto Amanhã é um apanhado de como o cotidiano transborda de material para reflexão, uma “crônica que nunca consegue ser completamente captada pelas palavras. O som, assim como a capa e o nome trazem um pouco essa sensação de vertigem, de algo que não tem um começo e que se soma a um real imaginário e que termina voltando para o começo”, define Bento. “Carótida” é uma colagem de questionamentos sobre a essência das pessoas e como é possível o universo interior ser muito maior do que qualquer esqueleto pode ser, tudo em cima de uma guitarra que soa como um relógio, os pensamentos correndo mais rápido que o tempo. “Pão Francês” é mais calma, e salta entre o francês e o português para desenhar um relacionamento tão dessincronizado que chega a parecer que não falam a mesma língua. ‘Curto/Tempo’, um loop ambiente, é sobre “curtir passar o tempo curto com você” - simples assim. A faixa traz um pouco de Mac DeMarco, Homeshake e até Billie Eilish, segundo a banda.

          Em “Alguma Coisa”, Sophia Chablau explora o desejo de expressar algo único e original para alguém especial, mas ao mesmo tempo reconhece a dificuldade de encontrar palavras verdadeiramente inéditas. Nesse sufoco, faz graça da sua própria situação no meio da canção, falando “ela não diz nada de original, coitada!” , que arranca um risinho de surpresa de quem ouve. Quanto a esse humor casual, Sophia diz que não é intencional, acaba sendo a forma que escreve músicas, mas é principalmente como o público as lê. “ É constante as pessoas acharem minhas músicas engraçadas. Outro dia estava tocando numa edição do Tranquilo SP e durante “Hello” o pessoal deu muita risada. Eu acho curioso legal, curioso porque não escrevo música pra “ser engraçada”, mas eu acho legal, rir é uma forma das pessoas reagirem. E não é que eu seja uma pessoa séria ou sem senso de humor, eu dou risada o dia todo. Acho rir e chorar duas sensações boas, e fico feliz de despertar alguma emoção. Não me “utilizo do humor” de forma pensada, acho que é uma coisa meio natural, muitas das vezes a minha música soa engraçada porque deve ser diferente ouvir “miojo” numa música séria em português”, Chablau fala enquanto tenta tirar sentido disso.


          É fato, pouquíssimas músicas falam dos três minutinhos tão curtos mas tão rotineiros, mas a Besouro Mulher decidiu que até a mais banal das banalidades merece suas cinco notas na. E que bom.


          A Besouro Mulher fará seu show de estreia na Casa Rockambole no sábado (12) , com abertura de Uiu Lopes. Volto Amanhã pode ser ouvido todos os grandes streamers e os ingressos podem ser adquiridos pela Sympla.

 

 

Série conquista o público por ser uma adaptação fiel ao jogo
por
Bruna Alves
Luana Galeno
Maria Eduarda Camargo
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15/03/2023 - 12h

The Last Of Us, a nova série distópica da HBO Max, está quebrando números de audiência no streaming, ultrapassando inclusive House of the Dragon, e tornando-se a adaptação de jogo para série mais bem avaliada do IMDb (Internet Movie Database), com uma média de 9.4/10.

Baseada no jogo premiado da Naughty Dog com a Playstation, a produção de Neil Druckmann e Craig Mazin conta com 9 episódios que retratam a jornada de Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) tentando sobreviver em um mundo pós-apocalíptico.

A trama se passa 20 anos após o colapso da humanidade devido à pandemia de uma variante do fungo Cordyceps. A mutação ataca o cérebro do hospedeiro humano, transformando-o em "Infectado" - um ser ainda vivo mas incapaz de controlar suas ações. Os níveis de infecção se desenvolvem ao longo do tempo após a mordida — ou no caso do jogo, a inalação de esporos.

Infectado na série The last of Us. Fonte: The Enemy
Infectado na série The last of Us. Fonte: The Enemy

Joel, o personagem masculino principal, é um contrabandista que se depara com o roubo de sua carga. Para recuperá-la, ele deveria levar Ellie, a jovem protagonista, para o quartel general dos Vagalumes (grupo paramilitar opositor ao governo). Mais tarde, ele descobre que Ellie é imune ao vírus, revelando o interesse dos Vagalumes por ela. Com esta missão, um homem sem esperanças e uma criança provocadora encaram barreiras que vinte anos de caos trouxeram.

O Jogo

In game shot. Fonte: Playstation
In game shot. Fonte: Playstation

O jogo – lançado em 2013 para o Playstation 3 e remasterizado em 2014 – começou sua produção em 2009, depois do último sucesso da empresa Naughty Dog com Uncharted 2, e desde então revolucionou a indústria de jogos. Com inovação na criação do enredo, grande desenvolvimento de trilha sonora e protagonismo feminino, o jogo ganhou 196 prêmios de mídia especializada, incluindo 3 BAFTAs (British Academy of Film and Television Arts).

A trilogia, que conta também com The Last Of Us: Parte II, lançada em 2020, segue sendo a mais premiada no universo dos games. O jogo abriu um caminho carregado de dramaturgia em um mundo antes populado somente por cenas de ação e personagens rasos. A utilização de cut scenes mais longas e a manipulação da jogabilidade dos personagens – junto de artifícios novos para a época, como finitude de recursos e exploração de histórias laterais – foi o que trouxe a beleza do cinema para o universo dos consoles. 

Outro ponto importante do jogo é a trilha sonora original – criada pelo argentino Gustavo Santaolalla e que ganhou o prêmio BAFTA – contando com composições mais naturais nas cenas de ação, que conquistou os jogadores e os críticos especializados na área. Gustavo também foi o criador da trilha sonora da série.

A Série

Fonte: The Last of Us - HBO Max
Fonte: The Last of Us - HBO Max

O aspecto de ação é mais presente no começo, com as primeiras aparições dos Infectados, e vai diminuindo gradativamente no decorrer da história. Apesar disso, a série ilustra todos os tipos de infectados presentes no primeiro jogo: Corredores, Espreitadores, Estaladores e Baiacus.

Cena do Baiacu em The Last of Us. Fonte: Rolling Stone
Cena do Baiacu em The Last of Us. Fonte: Rolling Stone

A obra segue uma linha narrativa mais dramática, focando nas frágeis relações dos personagens, tanto de Ellie e Joel, quanto deles com outros personagens. The Last of Us também explora histórias paralelas, como no episódio 3, onde é retratada a vida de Bill e Frank, meros coadjuvantes no jogo, que proporcionaram na obra da HBO uma nova perspectiva sobre o amor em um mundo apocalíptico.

Sobre os personagens principais, é possível entender as multifacetas que representam tanto Joel quanto Ellie. Ele perde sua filha, Sarah, no início do surto pandêmico — vinte anos antes da trama —, o que torna perceptível a barreira entre ele e Ellie desde o primeiro encontro dos dois. Porém, com o passar dos episódios, nota-se a aproximação entre eles e o desenvolvimento de uma relação afetuosa de “pai e filha” que Joel acreditava ter perdido. Este vínculo vai se intensificando a cada novo desafio apresentado e é assertivamente demonstrado pela atuação de Pedro Pascal e Bella Ramsey.

A adaptação também chamou uma atenção detalhista quanto à fidelidade ao jogo. Diversas cenas foram reproduzidas de forma idêntica, fazendo uso dos mesmos diálogos e até o mesmo enquadramento. Grande parte disso se deve ao fato da equipe produtora do jogo — especialmente Druckmann e Mazin — estarem envolvidos na produção da série.

Apesar disso, houveram críticas por parte dos fãs do jogo em relação a pouca exploração dos Infectados, como as frequentes "hordas de zumbis”. Porém, havia, por parte dos diretores, a preocupação em não ser repetitivo e a necessidade de adaptação para televisão.

Opinião

Comparação entre cena no jogo e na série. Fonte Imagem 1: Wikihow | Imagem 2: The Last of Us - HBO Max
Comparação entre cena no jogo e na série. Fonte Imagem 1: Wikihow | Imagem 2: The Last of Us - HBO Max

A ausência da já conhecida e cansativa “horda de zumbis” e de um Joel “à prova de balas” cria uma atmosfera muito mais crível e dramática na obra. Tudo isso é combinado ao talento de Bella Ramsey, que tira completamente a Ellie de um papel passivo e prepara o espectador para o que está por vir. A criação de uma atmosfera de suspense e um novo take no estilo zumbi são os pontos essenciais para a fórmula de sucesso da série.

Outro ponto importante de The Last of Us é o jeito como Druckmann explora as diversas facetas de um mesmo personagem. Nenhum daqueles que se opõem aos personagens principais é inerentemente mau, mas sim só um ser humano lutando por sua sobrevivência e pela vida daqueles que ama. Tanto a série como o jogo se aprofundam na característica mais humana de todas: a busca por um motivo para sobreviver. A inevitabilidade da missão é a beleza da dramaturgia de Druckmann – e da HBO.

Com composições pessoais que alternam entre melancólicas e dançantes, o quinto álbum de Sabrina Carpenter demonstra sua força após um período conturbado
por
Maria Ferreira dos Santos
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19/10/2022 - 12h

Depois de três anos do seu último álbum, Sabrina Carpenter lançou em julho deste ano o ‘emails i can’t send’. Esse hiato da cantora não significa uma pausa em sua carreira, muito pelo contrário, neste período a estadunidense esteve envolvida em outros projetos, muitos deles como atriz. Conhecida como Maya, de ‘Garota Conhece o Mundo’(2014-2017), série da Disney, Carpenter compôs o elenco de produções como ‘Crush à Altura’ (2019), ‘Clouds’ (2020), ‘Dançarina Imperfeita’(2020) e 'Emergência' (2022).

Montagem com algumas das produções em que Sabrina Carpenter participou.
Montagem com algumas das produções em que Sabrina Carpenter participou. Montagem: Maria Ferreira dos Santos

 

Apesar do destaque advindo dessas produções, a artista ganhou repercussão na mídia e, principalmente, nas redes sociais após o seu envolvimento num possível triângulo amoroso entre Joshua Basset e Olivia Rodrigo, atores que fazem par romântico em ‘High School Musical: The Musical: The Serie’.

Capa de singles dos artistas Joshua Basset, Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter, respectivamente.
Capa de singles dos artistas Joshua Basset, Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter, respectivamente. Montagem: Maria Ferreira dos Santos

O caso ganhou mais repercussão, ao passo que tanto Olivia Rodrigo quanto Joshua Basset produziram músicas com mensagens subjetivas sobre. Na época, Sabrina sofreu diversas ofensas na internet, uma vez que foi colocada como ‘a outra'. Com exceção de sua canção ‘Skin’, a compositora pouco comentou sobre o episódio.

Trecho da canção 'Skin', de Sabrina Carpenter
Trecho da canção 'Skin', de Sabrina Carpenter

Devido a isso, muito se imaginou que ‘emails i can’t send’ fosse uma espécie de resposta de Carpenter a tudo que aconteceu. Entretanto, o álbum vai muito além disso, ele é, também, uma amostra da vulnerabilidade de Sabrina e seu processo de crescimento pessoal.

As composições dessa coletânea levam o ouvinte à uma montanha-russa emocional, não à toa a ordem das faixas está pautada em melodias ora vibrantes e dançantes, ora melancólicas e lentas.

Faixas do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter
Faixas do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter

Faixa por faixa

A abertura do disco é extremamente íntima e auto-reflexiva, nela há o relato de uma filha que se decepciona ao descobrir o caso extraconjugal do pai e o impacto disso em sua própria perspectiva sobre o amor. Com a voz doce acompanhada de piano, a faixa-título tem menos de dois minutos e já consegue emocionar quem escuta.

Já ‘Vicious’, a segunda faixa, expõe um sentimento e uma história completamente diferentes e o arranjo sonoro segue na mesma linha. Com vocais mais fortes e um estilo pop-rock, a composição relata um relacionamento com alguém sem responsabilidade afetiva. “Me ama e finge que não amou | Quebrou o meu coração e destruiu minha imagem | Por que você tem que ser tão cruel?”.

Apesar de um início tranquilo, ‘Read your Mind’ é agitada, dançante e engraçada. De maneira irônica e debochada, Sabrina fala sobre alguém confuso que não sabe se quer estar sozinho ou num relacionamento e ela, por sua vez, não consegue ler sua mente e entender o que está acontecendo com essa pessoa. Aqui o ouvinte já consegue acompanhar o storytelling do disco.

A quarta música retorna ao estilo mais tranquilo das demais músicas, mesmo assim não deixa de lado referências e arranjos do pop-dance. ‘Tornado Warnings’ representa uma fase de negação, em que é ignorado os alertas de que essa relação não daria certo e, na tentativa de convencer a si mesma que não sente mais nada, ela mente ao seu terapeuta sobre o ter visto e beijado esse ex (ou não) companheiro.

Em ‘because i liked a boy’ a referência ao episódio envolvendo Joshua Basset e Olivia Rodrigo é mais evidente por conta de frases como “Eu sou a fura-olho que veio logo depois | Roubando os mais novos” , "Namorar garotos com ex | Não, eu não recomendo” e “Não foi uma ilusão para internet”. Essa é uma das três músicas que receberam videoclipe, nele Sabrina está num ambiente circense como quem diz que tudo isso foi um verdadeiro “circo” só porque ela gostou de um garoto.

Reprodução do videoclipe 'because i like a boy'.
Reprodução do videoclipe ‘because i like a boy’, em que Sabrina Carpenter está inserida num ambiente circense.

‘Already over’ é leve e conta com uma pegada mais country. Ela retorna ao assunto do caos emocional, em que há incertezas e confusões, resultando em recaídas de ambos, mesmo que o relacionamento já tenha acabado. Logo em seguida o disco apresenta ‘how many things’, essa música diverge entre as apresentadas até aqui. Ela é mais longa e a mais carregada de lirismo, além de um instrumental mínimo apenas para acompanhar o suave vocal. Essa faixa representa o fim de um relacionamento, em que tudo é recente e faz com que haja recordações recorrentes, mesmo com a ideia de que o outro lado não está na mesma situação.

‘Bet u wanna, ‘nonsense’ e ‘fast times’ lembram as músicas ‘sue me’ e ‘looking at me’, lançamentos antigos de Carpenter, elas apresentam um tom sexy, provocativo, debochado e cheio de autoestima, aqui é possível dizer que é a fase de superação.

Campanha de divulgação do videoclipe de 'Fast Times'.
Campanha de divulgação do videoclipe de ‘Fast Times’

 

A décima primeira faixa é ‘skinny dipping’, que além de videoclipe recebeu uma versão acústica. Ela contém um clima leve e nostálgico ao falar de situações que poderiam acontecer ao encontrar alguém com quem conviva.

Capa do videoclipe de ‘skinny dipping’
Capa do videoclipe de ‘skinny dipping’

Bad for business’ é a penúltima faixa e traz a ideia de um amor tranquilo, mas ainda sim marcado por uma insegurança de que possa ser ruim à sua imagem, aos seus negócios. Por fim, há ‘decode’, em que novamente é mostrado um aspecto de vulnerabilidade, nela Sabrina diz pensar e repensar sobre o que aconteceu e, assim, chegar a conclusão de que não há mais o que fazer, não há mais o que decodificar.

Os 13 emails enviados por Sabrina Carpenter demonstram sua capacidade de contar uma história a partir de seu lirismo e honestidade. É fácil se conectar com as emoções expostas em ‘email i can’t send’, ora explosivas, ora tranquilas, ora confusas.

Capa do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter, lançado em julho deste ano.
Capa do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter, lançado em julho deste ano.

 

Depois de abrir o show do Guns And Roses no palco Mundo do Rock In Rio, Måneskin faz show histórico no espaço Unimed em São Paulo
por
José Pedro dos Santos
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11/09/2022 - 12h

 

A banda italiana  Måneskin, está em turnê internacional, a Loud Kids Get Louder Tour 22, e nesta semana eles fizeram dois shows em terras brasileiras, um no “Festival Rock In Rio” e outro no Espaço Unimed, em São Paulo.

Em Sampa, modo carinhoso que o vocalista Damiano David chamou a cidade diversas vezes, o show começou  por volta das 22:15, com a música ZITTI E BUONI, que rendeu a banda o Eurovision 21. A banda formada por Damiano David, Ethan Torcio, Victoria de Angelis e Thomas Raggi, mostrou que possuem presença de palco e habilidade técnica para fazerem shows espetaculares.

Måneskin possui diversas músicas em italiano, fato que  não impediu o público de cantar todas as músicas, o que surpreendeu David, que falou em uma parte do show “ Pu** que pariu, vocês são a multidão mais alta de todos os tempos. Não consigo me ouvir no retorno, mas isso não importa porque ouço vocês”. Além disso o vocalista em sua passagem por aqui aprendeu as palavras “vamo”, “po***”, “cara***”, “obrigado”, além de ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro, após protestos da plateia.

Foto com os quatro membros do Måneskin próximos a bateria
Måneskin em São Paulo (Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts/ Rolling Stones)

A apresentação contou com músicas dos seus três trabalhos de estúdio, Chosen (2017), Il ballo della vita (2018) e Teatro d’ira: Vol. I (2021) além dos singles “MAMMAMIA” e “Supermodel”. Os destaques com certeza são para a abertura “ZITTI E BUONI”, “I WANNA BE YOUR SLAVE”, “CORALINE” e obviamente “Beggin”.

Os pontos altos do show foram, a interação da banda com o público, que subiu, segurou e abraçou a banda, o caos organizado necessário para um bom show de rock e por fim o grande bis no final do show, onde apenas Raggi voltou em um ótimo solo de guitarra, até David voltar e cantar “CORALINE” novamente e encerra, de verdade dessa vez com “I WANNA BE YOUR SLAVE”. Veja abaixo a tracklist do show:

 

"ZITTI E BUONI"

"IN NOME DEL PADRE"

"MAMMAMIA"

"LA PAURA DEL BUIO"

"Beggin'"

"CORALINE"

"Close to the Top"

"SUPERMODEL"

"FOR YOUR LOVE"

"Touch Me"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

"Gasoline"

"I Wanna Be Your Dog"

"LIVIDI SUI GOMITI"

"Le parole lontane"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

 Segundo a revista  Rolling Stone, o show de Måneskin em São Paulo contou com “muito rock e pouca roupa”, além de mostrarem que o rock está vivo e muito bem representado por esses jovens nomes do cenário.

Logo em seus primeiros anos de vida, José Pedro esteve entre primeiros operados de laparoscopia no Brasil
por
João Pedro Pires da Costa
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30/06/2022 - 12h

Nascido e criado na capital paulista, José Pedro Monteiro dos Santos (18), hoje estudante de jornalismo da PUC-SP, foi precoce ao ser operado por laparoscopia para a remoção de três pedras no rim, aos dois anos de idade.

A operação foi realizada no Hospital Samaritano pelo doutor Anuar Ibrahim Mitre, famoso cirurgião urologista brasileiro, que em 2014 foi baleado por um paciente dentro de seu próprio consultório. Na época, a família do garoto não tinha condições financeiras para pagar o tratamento, sabendo disso, o doutor Anuar aceitou fazer o procedimento cirúrgico por um preço mais acessível, porém exigiu que toda a operação fosse gravada para uma futura aula, já que nesse tempo ele lecionava na USP. Além de se tornar uma das primeiras crianças brasileiras a realizar a cirurgia de laparoscopia, José Pedro teve sua operação gravada e assistida por vários alunos de medicina dentro da universidade.

Após concluir duas cirurgias com sucesso, José Pedro afirma que desde então vem tomando muito cuidado com sua saúde, tanto em sua alimentação quanto no consumo de água, toda essa cautela serve para que nunca mais ele precise reviver esse drama, visto que hoje em dia algumas marcas ainda permanecem, além de algumas cicatrizes, José Pedro carrega o fato de que seu rim esquerdo é muito menor que o direito e funciona apenas 29% do que o normal.

Mesmo com essas marcas irreversíveis, o garoto exalta conseguir viver sua vida normalmente e sem preocupação alguma, entretanto ele ainda tem a obrigação de visitar o médico anualmente para realizar exames e checar como anda o funcionamento dos rins, todo esse cuidado é necessário para evitar futuros problemas de saúde.

Comentário da crônica "Acabou a Censura" de Augusto Boal
por
Artur dos Santos
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09/06/2022 - 12h

No simbólico dia 7 de Junho, data na qual é comemorada a liberdade de imprensa no Brasil, faço o resgate de uma crônica de Augusto Boal (presente em seu livro Crônicas de Nuestra América) chamada “Acabou a Censura”. Antes de me ater à crônica propriamente dita, vou tratar da apresentação do livro. 

 

Boal escreve que são todas crônicas verdadeiras: “histórias que o povo andou me contando, aqui e ali, nestas viagens que eu, errante, ando fazendo desde que saí do Brasil em 1971”. O autor, acrescento, não apenas “saiu” do Brasil e foi para a Argentina como escreve; em 1971, foi preso e torturado pelo governo federal e na Argentina buscou exílio.

 

A crônica em questão é justamente sobre o fim da censura; trata de um dia especial no qual Toríbio, chefe da redação de um jornal, recebe a informação da Censura Federal que o censor não iria mais fazer seu “trabalho preventivo”. 

 

“Liberdade de Imprensa! Jornalismo responsável! Nação civilizada no concerto das nações livres e adultas!” pensa Toríbio. Nunca mais a figura sinistra do Censor atrapalharia as publicações… a imprensa estava enfim livre.

 

Sai pela redação pedindo manchetes bombásticas para celebrar a nova fase do jornalismo agora livre. “Quero alguma coisa sensacional! Explosiva! Detonante!” Vendo que nenhuma lhe agradava (por não condizer com a realidade eufórica do presente dia), chama todos os redatores para uma reunião para decidir tal manchete. 

 

Na reunião, um jovem jornalista sugere uma pauta necessariamente sobre o fim da censura: “VERDADEIRO PLEBISCITO: O POVO MOSTROU SEU VIOLENTO REPÚDIO À DITADURA, VOTANDO MACIÇAMENTE NOS CANDIDATOS DA OPOSIÇÃO”. Toríbio se assusta… a imprensa é agora livre, mas… seria tão livre assim dentro de sua própria cabeça? “É… felizmente… acabou a censura… mas, afinal de contas, como diz você… somos gente responsável” gaguejou. 

 

Vão ter que mudar a manchete, várias palavras ali são muito subversivas… não se pode sair de uma censura e ir para o caos da liberdade de maneira tão rápida. A redação se põe a mudar a manchete; a censura atua dentro de cada velho jornalista naquela presente. 

 

Muda não só uma vez, mas várias e várias vezes… cada mudança evidencia que o Censor ainda ocupa seu lugar na redação. O jovem protesta e os antigos reformulam: “ditadura”, “plebiscito”, “repúdio”, “oposição” (termos muito subversivos) são alterados para “governo vigente”, “democracia”, “preferências”, “candidatos de sua preferência”, respectivamente.

Mas o clima era de festa! Acabou a Censura; liberdade de imprensa, finalmen… afinal! (finalmente é meio subversivo, não acha?)

 

O novo disco de Miley Cyrus traz covers, sucessos e músicas inéditas.
por
Maria Ferreira dos Santos
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04/06/2022 - 12h

Lançado no dia primeiro de abril, o álbum “ATTENTION: MILEY LIVE” já é um marco para a carreira de Miley Cyrus, isso porque essa é a sua primeira coletânea ao vivo. Nela a cantora traz covers de clássicas canções e relembra seus sucessos, é como se fossem as mesmas músicas de antes só que cantadas pela Miley de agora, além de homenagens e recordações Cyrus também apresenta duas faixas inéditas.

  • Covers e referências.

Por ser filha de Billy Ray Cyrus e afilhada de Dolly Parton, ambos cantores do gênero country com toques do rock, a artista esteve desde pequena inserida nesse meio musical. Desse modo, Miley decidiu homenagear grandes nomes desse tipo musical através de covers mais ousados com a presença de sua voz mais forte, grave e definida.

Uma dessas honras é o medley (junção de mais de uma canção em única faixa) com a música “Where Is My Mind?”, da banda de rock Pixies que fez sucesso nos anos 80. É dessa mesma época e estilo o grupo Blondie que tinha como vocalista Debbie Harry, foi na vez dela que “Heart of Glass” foi originalmente difundida e agora retorna no timbre de Miley. 

“Maybe”, de Janis Joplin, “Like a Prayer", de Madonna, Nothing Compares 2 U”, de Sinéad O'Connor e “Jolene”, de Dolly Parton, são os outros covers do disco. Nota-se a presença não só do rock de eras distantes como também a presença de personalidades femininas nessas escolhas.

Debbie Harry, Janis Joplin, Madonna, Sinéad O’Connor e Dolly Parton.
Debbie Harry, Janis Joplin, Madonna, Sinéad O’Connor e Dolly Parton.
  • Sucessos.

Ao longo de sua trajetória Miley colecionou diversos sucessos, polêmicas e rumores, sendo que muitas vezes uma coisa puxava à outra, muitas das discussões acerca da figura da cantora estão atreladas à sua personagem Hannah Montana no seriado de mesmo nome da Disney, essa produção marcou a infância e adolescência da geração Z (nascidos entre 1990 e 2010).

A música “The Climb", por exemplo, foi lançada em 2009 como parte da trilha sonora de “Hannah Montana: O Filme”. Ainda em sua época Disney a estadunidense também lançou “7 things”, composição que os fãs afirmam ser sobre seu ex Nick Jonas, astro da série “Jonas Brothers” da mesma produtora . Já “Party In The USA” demonstra a transição da jovem, diferentemente de “We Can’t Stop Now”, “SMS Bangerz”, “Doo It”, “23” e "Wrecking Ball” que demonstram a total ruptura de Cyrus com a imagem criada pela Disney, uma vez que nos clipes desses sons temos elementos carregados de sexualidade e menção ao uso de drogas, resultando em polêmicas até hoje lembradas.

Apesar da sonorização de “ATTENTION: MILEY LIVE” contar com elementos do country, pop e eletrônica, sua característica marcante é o rock. Tem-se forte presença da guitarra, bateria, timbre grave e sua voz mais madura do que das gravações anteriores. A associação de Miley com o rock’n’roll não é novidade para quem a acompanha, pois ela já flertava com o gênero desde a coletânea “Plastic Hearts" (2020), é desse álbum, inclusive, o resgate para o novo projeto a música homônima e “Never Be Me”, “High” e “Midnight Sky”. Além das supracitadas, há “4x4” e “ See You Again”.

  • Novidades

As duas músicas inéditas são “ATTENTION” e “You”, sendo que a primeira foi utilizada para divulgação do álbum nas redes sociais da artista. Entretanto, as maiores novidades do disco não são as músicas novas e, sim, as adicionadas dia 29/04. As últimas seis faixas foram gravadas durante a sua turnê de divulgação pela América do Sul, Miley declarou que essa era a forma de agradecer aos seus fãs por todo carinho e dedicação.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “Eu aprecio a dedicação de vocês a mim e minha música é mais do que posso expressar. Para mostrar minha gratidão, eu quero dar a vocês um gostinho da turnê ATTENTION na América do Sul, lançando essas seis músicas adicionais”.
Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “Eu aprecio a dedicação de vocês a mim e minha música é mais do que posso expressar. Para mostrar minha gratidão, eu quero dar a vocês um gostinho da turnê ATTENTION na América do Sul, lançando essas seis músicas adicionais”.
Versão deluxe do álbum ‘’ATTENTION: MILEY LIVE” chegou às plataformas digitais com mais seis faixas.
Versão deluxe do álbum ‘’ATTENTION: MILEY LIVE” chegou às plataformas digitais com mais seis faixas.

As recém-adicionadas são “WTF Do I Know”, “Mother’s Daughter X Boys Don’t Cry”, “You (Take 2)", "Nothing Breaks Like a Heart”, “Angels Like You” e “Fly On The Wall”. Dessas, as que mais ganharam notoriedade foram a 22º e a 25º, a primeira delas foi registrada no Brasil, durante a sua apresentação no festival Lollapalooza 2022. Na ocasião Cyrus dividiu o palco com Anitta, juntas as cantoras fizeram um medley com “Boys Don’t Cry”, recém sucesso da brasileira, essa é a única faixa do álbum com participação. Já “Angels Like You”, tornou-se número 01 na Colômbia depois que os fãs da antiga estrela da Disney passaram a madrugada cantando-a enquanto aguardavam pelo show do dia seguinte.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “No dia 29/04 vou adicionar MAIS músicas ao álbum ao vivo #ATTENTION! Incluindo Angels Like You que foi adicionada ao set na noite anterior inspirado pelos fãs abaixo do meu quarto de hotel em Bogotá cantando A NOITE INTEIRA! Acordei com Angels sendo o número 1 na Colômbia”.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “No dia 29/04 vou adicionar MAIS músicas ao álbum ao vivo #ATTENTION! Incluindo 'Angels Like You' que foi adicionada ao set na noite anterior inspirado pelos fãs abaixo do meu quarto de hotel em Bogotá cantando A NOITE INTEIRA! Acordei com 'Angels' sendo o número 1 na Colômbia”.
Anitta escreveu em sua conta do Twitter: “ Que noite! Celebrando esse momento inacreditável da minha carreira com a maior energia de todas @mileycyrus… Eu sou tão grata. Uau. Miley, sua mãe, seus amigos, meus fãs, seus fãs, meu país. Jesus eu estou tão feliz. Ai meu Deus”.
Anitta escreveu em sua conta no Twitter: “Que noite! Celebrando esse momento inacreditável da minha carreira com a maior energia de todas @mileycyrus… Eu sou tão grata. Uau. Miley, sua mãe, seus amigos, meus fãs, seus fãs, meu país. Jesus eu estou tão feliz. Oh Deus”.

 

Miley Cyrus: “Eu te amo muito @anitta. Obrigada por estar comigo durante o meu @lollapaloozaBr! Estou tão feliz por você e seu mega sucesso! Você merece isso! Você trabalha duro e é absolutamente a mais gentil! Você me deu um tempo tão bom no Brasil! Amigas para vida!”. Reprodução: Twitter.
Miley Cyrus: “Eu te amo muito @anitta. Obrigada por estar comigo durante o meu @lollapaloozaBr! Estou tão feliz por você e seu mega sucesso! Você merece isso! Você trabalha duro e é absolutamente a mais gentil! Você me deu um tempo tão bom no Brasil! Amigas para vida!”. Reprodução: Twitter.
  • Fãs

“ATTENTION: MILEY LIVE” é, acima de tudo, um ato de gratidão por parte da cantora para com os seus fãs. Através de suas redes sociais a artista, mais de uma vez, agradeceu e afirmou que tudo devia aos seus admiradores. A imediata aceitação do disco pelo público demonstra essa conexão de Miley com os seus fãs, muitos deles a acompanham pelos seus 18 anos de carreira tanto como atriz quanto como cantora-compositora.

Reprodução: Instagram. “Este não é apenas o MEU álbum ao vivo, este é o NOSSO álbum! Meus fãs e eu colaboramos nesse set list! Perguntei a VOCÊS o que vocês queriam ouvir e montei um show tentando atender o maior número de pedidos possível! Eu te amo muito! Obrigado por toda a sua lealdade e apoio ao longo dos últimos 16 anos! Esse registro é o mínimo que posso fazer para tentar mostrar meu apreço pela sua dedicação! Estamos nisso juntos para sempre”.
 “Este não é apenas o MEU álbum ao vivo, este é o NOSSO álbum! Meus fãs e eu colaboramos nesse set list! Perguntei a VOCÊS o que vocês queriam ouvir e montei um show tentando atender o maior número de pedidos possível! Eu te amo muito! Obrigado por toda a sua lealdade e apoio ao longo dos últimos 16 anos! Esse registro é o mínimo que posso fazer para tentar mostrar meu apreço pela sua dedicação! Estamos nisso juntos para sempre”. Reprodução: Instagram.

 

Com a liberação de eventos, dúvidas e questionamentos surgem sobre seu retorno ser precipitado ou não.
por
João Pedro Pires da Costa
Rodolfo Soares Dias
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05/05/2022 - 12h

Em novembro do ano passado o estado de São Paulo divulgou o decreto que libera a realização de eventos com 100% do público, esse retorno se tornou um fato necessário para investidores e comerciantes, que por sua vez, querem entregar o melhor conteúdo para um público ávido, que por muito tempo manteve uma distância social indesejada.

 A quarentena causou uma série de impactos na vida dos brasileiros, e um dos fatores determinantes para manter a saúde mental de todos, foram os tipos de contatos sociais possíveis na quarentena, ligações entre amigos e familiares se tornaram algo comum no dia a dia, Shows de artistas através de lives gratuitas era o mais perto que se podia chegar de um grande evento. Já com a chegada das primeiras doses da vacina contra a Covid-19 pequenos encontros foram possíveis, para “matar a saudade” de pessoas mais próximas e queridas.

Com a recente liberação para os eventos de grande porte e a liberação do uso de máscara, muitas questões se mostraram pertinentes sobre os cuidados a serem tomados para evitar a proliferação do vírus.

Para entendermos melhor como está sendo encarada a abertura do mercado, entrevistamos um dos promotores da casa de shows Honey Club localizada em São José dos Campos, João Peraccini, jovem que trabalha no ramo de eventos há mais de três anos relatou que no período pós pandemia houve um aumento significativo na procura por festas e eventos sociais em geral, o promotor pensa que o tempo perdido dentro de casa fez com que as pessoas valorizassem mais a vida e os encontros sociais.

Ao ser questionado sobre a volta precipitada dos eventos, João admitiu que houve sim uma cobrança para a volta dos shows, tanto do público quanto dos organizadores. “Na Honey Club, por exemplo, essa pressão existiu, e fez com que houvesse um retorno precipitado e até desorganizado, levando em conta que os protocolos de saúde não foram seguidos corretamente, diversos casos de Covid-19 foram registrados por lá” complementa João.

Como parte do público, Helena Souza vê a volta de grandes eventos como um “mal necessário", acha que a liberação não foi um erro, mas da forma que aconteceu, pode causar problemas que poderiam ser evitados. “É claro que eu queria voltar a ir em festas, mas não do jeito que tá agora, sem fiscalização ou cuidado, não me sinto confortável pra ficar no meio de um monte de gente” e ainda complementou “A Covid ainda tá por aí, mas parece que todo mundo esqueceu do que passamos”.

 


Texto produzido por Rodolfo Dias e João Pedro Pires.