Com composições pessoais que alternam entre melancólicas e dançantes, o quinto álbum de Sabrina Carpenter demonstra sua força após um período conturbado
por
Maria Ferreira dos Santos
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19/10/2022 - 12h

Depois de três anos do seu último álbum, Sabrina Carpenter lançou em julho deste ano o ‘emails i can’t send’. Esse hiato da cantora não significa uma pausa em sua carreira, muito pelo contrário, neste período a estadunidense esteve envolvida em outros projetos, muitos deles como atriz. Conhecida como Maya, de ‘Garota Conhece o Mundo’(2014-2017), série da Disney, Carpenter compôs o elenco de produções como ‘Crush à Altura’ (2019), ‘Clouds’ (2020), ‘Dançarina Imperfeita’(2020) e 'Emergência' (2022).

Montagem com algumas das produções em que Sabrina Carpenter participou.
Montagem com algumas das produções em que Sabrina Carpenter participou. Montagem: Maria Ferreira dos Santos

 

Apesar do destaque advindo dessas produções, a artista ganhou repercussão na mídia e, principalmente, nas redes sociais após o seu envolvimento num possível triângulo amoroso entre Joshua Basset e Olivia Rodrigo, atores que fazem par romântico em ‘High School Musical: The Musical: The Serie’.

Capa de singles dos artistas Joshua Basset, Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter, respectivamente.
Capa de singles dos artistas Joshua Basset, Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter, respectivamente. Montagem: Maria Ferreira dos Santos

O caso ganhou mais repercussão, ao passo que tanto Olivia Rodrigo quanto Joshua Basset produziram músicas com mensagens subjetivas sobre. Na época, Sabrina sofreu diversas ofensas na internet, uma vez que foi colocada como ‘a outra'. Com exceção de sua canção ‘Skin’, a compositora pouco comentou sobre o episódio.

Trecho da canção 'Skin', de Sabrina Carpenter
Trecho da canção 'Skin', de Sabrina Carpenter

Devido a isso, muito se imaginou que ‘emails i can’t send’ fosse uma espécie de resposta de Carpenter a tudo que aconteceu. Entretanto, o álbum vai muito além disso, ele é, também, uma amostra da vulnerabilidade de Sabrina e seu processo de crescimento pessoal.

As composições dessa coletânea levam o ouvinte à uma montanha-russa emocional, não à toa a ordem das faixas está pautada em melodias ora vibrantes e dançantes, ora melancólicas e lentas.

Faixas do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter
Faixas do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter

Faixa por faixa

A abertura do disco é extremamente íntima e auto-reflexiva, nela há o relato de uma filha que se decepciona ao descobrir o caso extraconjugal do pai e o impacto disso em sua própria perspectiva sobre o amor. Com a voz doce acompanhada de piano, a faixa-título tem menos de dois minutos e já consegue emocionar quem escuta.

Já ‘Vicious’, a segunda faixa, expõe um sentimento e uma história completamente diferentes e o arranjo sonoro segue na mesma linha. Com vocais mais fortes e um estilo pop-rock, a composição relata um relacionamento com alguém sem responsabilidade afetiva. “Me ama e finge que não amou | Quebrou o meu coração e destruiu minha imagem | Por que você tem que ser tão cruel?”.

Apesar de um início tranquilo, ‘Read your Mind’ é agitada, dançante e engraçada. De maneira irônica e debochada, Sabrina fala sobre alguém confuso que não sabe se quer estar sozinho ou num relacionamento e ela, por sua vez, não consegue ler sua mente e entender o que está acontecendo com essa pessoa. Aqui o ouvinte já consegue acompanhar o storytelling do disco.

A quarta música retorna ao estilo mais tranquilo das demais músicas, mesmo assim não deixa de lado referências e arranjos do pop-dance. ‘Tornado Warnings’ representa uma fase de negação, em que é ignorado os alertas de que essa relação não daria certo e, na tentativa de convencer a si mesma que não sente mais nada, ela mente ao seu terapeuta sobre o ter visto e beijado esse ex (ou não) companheiro.

Em ‘because i liked a boy’ a referência ao episódio envolvendo Joshua Basset e Olivia Rodrigo é mais evidente por conta de frases como “Eu sou a fura-olho que veio logo depois | Roubando os mais novos” , "Namorar garotos com ex | Não, eu não recomendo” e “Não foi uma ilusão para internet”. Essa é uma das três músicas que receberam videoclipe, nele Sabrina está num ambiente circense como quem diz que tudo isso foi um verdadeiro “circo” só porque ela gostou de um garoto.

Reprodução do videoclipe 'because i like a boy'.
Reprodução do videoclipe ‘because i like a boy’, em que Sabrina Carpenter está inserida num ambiente circense.

‘Already over’ é leve e conta com uma pegada mais country. Ela retorna ao assunto do caos emocional, em que há incertezas e confusões, resultando em recaídas de ambos, mesmo que o relacionamento já tenha acabado. Logo em seguida o disco apresenta ‘how many things’, essa música diverge entre as apresentadas até aqui. Ela é mais longa e a mais carregada de lirismo, além de um instrumental mínimo apenas para acompanhar o suave vocal. Essa faixa representa o fim de um relacionamento, em que tudo é recente e faz com que haja recordações recorrentes, mesmo com a ideia de que o outro lado não está na mesma situação.

‘Bet u wanna, ‘nonsense’ e ‘fast times’ lembram as músicas ‘sue me’ e ‘looking at me’, lançamentos antigos de Carpenter, elas apresentam um tom sexy, provocativo, debochado e cheio de autoestima, aqui é possível dizer que é a fase de superação.

Campanha de divulgação do videoclipe de 'Fast Times'.
Campanha de divulgação do videoclipe de ‘Fast Times’

 

A décima primeira faixa é ‘skinny dipping’, que além de videoclipe recebeu uma versão acústica. Ela contém um clima leve e nostálgico ao falar de situações que poderiam acontecer ao encontrar alguém com quem conviva.

Capa do videoclipe de ‘skinny dipping’
Capa do videoclipe de ‘skinny dipping’

Bad for business’ é a penúltima faixa e traz a ideia de um amor tranquilo, mas ainda sim marcado por uma insegurança de que possa ser ruim à sua imagem, aos seus negócios. Por fim, há ‘decode’, em que novamente é mostrado um aspecto de vulnerabilidade, nela Sabrina diz pensar e repensar sobre o que aconteceu e, assim, chegar a conclusão de que não há mais o que fazer, não há mais o que decodificar.

Os 13 emails enviados por Sabrina Carpenter demonstram sua capacidade de contar uma história a partir de seu lirismo e honestidade. É fácil se conectar com as emoções expostas em ‘email i can’t send’, ora explosivas, ora tranquilas, ora confusas.

Capa do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter, lançado em julho deste ano.
Capa do álbum 'emails i can't send', de Sabrina Carpenter, lançado em julho deste ano.

 

Depois de abrir o show do Guns And Roses no palco Mundo do Rock In Rio, Måneskin faz show histórico no espaço Unimed em São Paulo
por
José Pedro dos Santos
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11/09/2022 - 12h

 

A banda italiana  Måneskin, está em turnê internacional, a Loud Kids Get Louder Tour 22, e nesta semana eles fizeram dois shows em terras brasileiras, um no “Festival Rock In Rio” e outro no Espaço Unimed, em São Paulo.

Em Sampa, modo carinhoso que o vocalista Damiano David chamou a cidade diversas vezes, o show começou  por volta das 22:15, com a música ZITTI E BUONI, que rendeu a banda o Eurovision 21. A banda formada por Damiano David, Ethan Torcio, Victoria de Angelis e Thomas Raggi, mostrou que possuem presença de palco e habilidade técnica para fazerem shows espetaculares.

Måneskin possui diversas músicas em italiano, fato que  não impediu o público de cantar todas as músicas, o que surpreendeu David, que falou em uma parte do show “ Pu** que pariu, vocês são a multidão mais alta de todos os tempos. Não consigo me ouvir no retorno, mas isso não importa porque ouço vocês”. Além disso o vocalista em sua passagem por aqui aprendeu as palavras “vamo”, “po***”, “cara***”, “obrigado”, além de ter se manifestado contra o presidente Jair Bolsonaro, após protestos da plateia.

Foto com os quatro membros do Måneskin próximos a bateria
Måneskin em São Paulo (Foto: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts/ Rolling Stones)

A apresentação contou com músicas dos seus três trabalhos de estúdio, Chosen (2017), Il ballo della vita (2018) e Teatro d’ira: Vol. I (2021) além dos singles “MAMMAMIA” e “Supermodel”. Os destaques com certeza são para a abertura “ZITTI E BUONI”, “I WANNA BE YOUR SLAVE”, “CORALINE” e obviamente “Beggin”.

Os pontos altos do show foram, a interação da banda com o público, que subiu, segurou e abraçou a banda, o caos organizado necessário para um bom show de rock e por fim o grande bis no final do show, onde apenas Raggi voltou em um ótimo solo de guitarra, até David voltar e cantar “CORALINE” novamente e encerra, de verdade dessa vez com “I WANNA BE YOUR SLAVE”. Veja abaixo a tracklist do show:

 

"ZITTI E BUONI"

"IN NOME DEL PADRE"

"MAMMAMIA"

"LA PAURA DEL BUIO"

"Beggin'"

"CORALINE"

"Close to the Top"

"SUPERMODEL"

"FOR YOUR LOVE"

"Touch Me"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

"Gasoline"

"I Wanna Be Your Dog"

"LIVIDI SUI GOMITI"

"Le parole lontane"

"I WANNA BE YOUR SLAVE"

 Segundo a revista  Rolling Stone, o show de Måneskin em São Paulo contou com “muito rock e pouca roupa”, além de mostrarem que o rock está vivo e muito bem representado por esses jovens nomes do cenário.

Logo em seus primeiros anos de vida, José Pedro esteve entre primeiros operados de laparoscopia no Brasil
por
João Pedro Pires da Costa
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30/06/2022 - 12h

Nascido e criado na capital paulista, José Pedro Monteiro dos Santos (18), hoje estudante de jornalismo da PUC-SP, foi precoce ao ser operado por laparoscopia para a remoção de três pedras no rim, aos dois anos de idade.

A operação foi realizada no Hospital Samaritano pelo doutor Anuar Ibrahim Mitre, famoso cirurgião urologista brasileiro, que em 2014 foi baleado por um paciente dentro de seu próprio consultório. Na época, a família do garoto não tinha condições financeiras para pagar o tratamento, sabendo disso, o doutor Anuar aceitou fazer o procedimento cirúrgico por um preço mais acessível, porém exigiu que toda a operação fosse gravada para uma futura aula, já que nesse tempo ele lecionava na USP. Além de se tornar uma das primeiras crianças brasileiras a realizar a cirurgia de laparoscopia, José Pedro teve sua operação gravada e assistida por vários alunos de medicina dentro da universidade.

Após concluir duas cirurgias com sucesso, José Pedro afirma que desde então vem tomando muito cuidado com sua saúde, tanto em sua alimentação quanto no consumo de água, toda essa cautela serve para que nunca mais ele precise reviver esse drama, visto que hoje em dia algumas marcas ainda permanecem, além de algumas cicatrizes, José Pedro carrega o fato de que seu rim esquerdo é muito menor que o direito e funciona apenas 29% do que o normal.

Mesmo com essas marcas irreversíveis, o garoto exalta conseguir viver sua vida normalmente e sem preocupação alguma, entretanto ele ainda tem a obrigação de visitar o médico anualmente para realizar exames e checar como anda o funcionamento dos rins, todo esse cuidado é necessário para evitar futuros problemas de saúde.

Comentário da crônica "Acabou a Censura" de Augusto Boal
por
Artur dos Santos
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09/06/2022 - 12h

No simbólico dia 7 de Junho, data na qual é comemorada a liberdade de imprensa no Brasil, faço o resgate de uma crônica de Augusto Boal (presente em seu livro Crônicas de Nuestra América) chamada “Acabou a Censura”. Antes de me ater à crônica propriamente dita, vou tratar da apresentação do livro. 

 

Boal escreve que são todas crônicas verdadeiras: “histórias que o povo andou me contando, aqui e ali, nestas viagens que eu, errante, ando fazendo desde que saí do Brasil em 1971”. O autor, acrescento, não apenas “saiu” do Brasil e foi para a Argentina como escreve; em 1971, foi preso e torturado pelo governo federal e na Argentina buscou exílio.

 

A crônica em questão é justamente sobre o fim da censura; trata de um dia especial no qual Toríbio, chefe da redação de um jornal, recebe a informação da Censura Federal que o censor não iria mais fazer seu “trabalho preventivo”. 

 

“Liberdade de Imprensa! Jornalismo responsável! Nação civilizada no concerto das nações livres e adultas!” pensa Toríbio. Nunca mais a figura sinistra do Censor atrapalharia as publicações… a imprensa estava enfim livre.

 

Sai pela redação pedindo manchetes bombásticas para celebrar a nova fase do jornalismo agora livre. “Quero alguma coisa sensacional! Explosiva! Detonante!” Vendo que nenhuma lhe agradava (por não condizer com a realidade eufórica do presente dia), chama todos os redatores para uma reunião para decidir tal manchete. 

 

Na reunião, um jovem jornalista sugere uma pauta necessariamente sobre o fim da censura: “VERDADEIRO PLEBISCITO: O POVO MOSTROU SEU VIOLENTO REPÚDIO À DITADURA, VOTANDO MACIÇAMENTE NOS CANDIDATOS DA OPOSIÇÃO”. Toríbio se assusta… a imprensa é agora livre, mas… seria tão livre assim dentro de sua própria cabeça? “É… felizmente… acabou a censura… mas, afinal de contas, como diz você… somos gente responsável” gaguejou. 

 

Vão ter que mudar a manchete, várias palavras ali são muito subversivas… não se pode sair de uma censura e ir para o caos da liberdade de maneira tão rápida. A redação se põe a mudar a manchete; a censura atua dentro de cada velho jornalista naquela presente. 

 

Muda não só uma vez, mas várias e várias vezes… cada mudança evidencia que o Censor ainda ocupa seu lugar na redação. O jovem protesta e os antigos reformulam: “ditadura”, “plebiscito”, “repúdio”, “oposição” (termos muito subversivos) são alterados para “governo vigente”, “democracia”, “preferências”, “candidatos de sua preferência”, respectivamente.

Mas o clima era de festa! Acabou a Censura; liberdade de imprensa, finalmen… afinal! (finalmente é meio subversivo, não acha?)

 

O novo disco de Miley Cyrus traz covers, sucessos e músicas inéditas.
por
Maria Ferreira dos Santos
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04/06/2022 - 12h

Lançado no dia primeiro de abril, o álbum “ATTENTION: MILEY LIVE” já é um marco para a carreira de Miley Cyrus, isso porque essa é a sua primeira coletânea ao vivo. Nela a cantora traz covers de clássicas canções e relembra seus sucessos, é como se fossem as mesmas músicas de antes só que cantadas pela Miley de agora, além de homenagens e recordações Cyrus também apresenta duas faixas inéditas.

  • Covers e referências.

Por ser filha de Billy Ray Cyrus e afilhada de Dolly Parton, ambos cantores do gênero country com toques do rock, a artista esteve desde pequena inserida nesse meio musical. Desse modo, Miley decidiu homenagear grandes nomes desse tipo musical através de covers mais ousados com a presença de sua voz mais forte, grave e definida.

Uma dessas honras é o medley (junção de mais de uma canção em única faixa) com a música “Where Is My Mind?”, da banda de rock Pixies que fez sucesso nos anos 80. É dessa mesma época e estilo o grupo Blondie que tinha como vocalista Debbie Harry, foi na vez dela que “Heart of Glass” foi originalmente difundida e agora retorna no timbre de Miley. 

“Maybe”, de Janis Joplin, “Like a Prayer", de Madonna, Nothing Compares 2 U”, de Sinéad O'Connor e “Jolene”, de Dolly Parton, são os outros covers do disco. Nota-se a presença não só do rock de eras distantes como também a presença de personalidades femininas nessas escolhas.

Debbie Harry, Janis Joplin, Madonna, Sinéad O’Connor e Dolly Parton.
Debbie Harry, Janis Joplin, Madonna, Sinéad O’Connor e Dolly Parton.
  • Sucessos.

Ao longo de sua trajetória Miley colecionou diversos sucessos, polêmicas e rumores, sendo que muitas vezes uma coisa puxava à outra, muitas das discussões acerca da figura da cantora estão atreladas à sua personagem Hannah Montana no seriado de mesmo nome da Disney, essa produção marcou a infância e adolescência da geração Z (nascidos entre 1990 e 2010).

A música “The Climb", por exemplo, foi lançada em 2009 como parte da trilha sonora de “Hannah Montana: O Filme”. Ainda em sua época Disney a estadunidense também lançou “7 things”, composição que os fãs afirmam ser sobre seu ex Nick Jonas, astro da série “Jonas Brothers” da mesma produtora . Já “Party In The USA” demonstra a transição da jovem, diferentemente de “We Can’t Stop Now”, “SMS Bangerz”, “Doo It”, “23” e "Wrecking Ball” que demonstram a total ruptura de Cyrus com a imagem criada pela Disney, uma vez que nos clipes desses sons temos elementos carregados de sexualidade e menção ao uso de drogas, resultando em polêmicas até hoje lembradas.

Apesar da sonorização de “ATTENTION: MILEY LIVE” contar com elementos do country, pop e eletrônica, sua característica marcante é o rock. Tem-se forte presença da guitarra, bateria, timbre grave e sua voz mais madura do que das gravações anteriores. A associação de Miley com o rock’n’roll não é novidade para quem a acompanha, pois ela já flertava com o gênero desde a coletânea “Plastic Hearts" (2020), é desse álbum, inclusive, o resgate para o novo projeto a música homônima e “Never Be Me”, “High” e “Midnight Sky”. Além das supracitadas, há “4x4” e “ See You Again”.

  • Novidades

As duas músicas inéditas são “ATTENTION” e “You”, sendo que a primeira foi utilizada para divulgação do álbum nas redes sociais da artista. Entretanto, as maiores novidades do disco não são as músicas novas e, sim, as adicionadas dia 29/04. As últimas seis faixas foram gravadas durante a sua turnê de divulgação pela América do Sul, Miley declarou que essa era a forma de agradecer aos seus fãs por todo carinho e dedicação.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “Eu aprecio a dedicação de vocês a mim e minha música é mais do que posso expressar. Para mostrar minha gratidão, eu quero dar a vocês um gostinho da turnê ATTENTION na América do Sul, lançando essas seis músicas adicionais”.
Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “Eu aprecio a dedicação de vocês a mim e minha música é mais do que posso expressar. Para mostrar minha gratidão, eu quero dar a vocês um gostinho da turnê ATTENTION na América do Sul, lançando essas seis músicas adicionais”.
Versão deluxe do álbum ‘’ATTENTION: MILEY LIVE” chegou às plataformas digitais com mais seis faixas.
Versão deluxe do álbum ‘’ATTENTION: MILEY LIVE” chegou às plataformas digitais com mais seis faixas.

As recém-adicionadas são “WTF Do I Know”, “Mother’s Daughter X Boys Don’t Cry”, “You (Take 2)", "Nothing Breaks Like a Heart”, “Angels Like You” e “Fly On The Wall”. Dessas, as que mais ganharam notoriedade foram a 22º e a 25º, a primeira delas foi registrada no Brasil, durante a sua apresentação no festival Lollapalooza 2022. Na ocasião Cyrus dividiu o palco com Anitta, juntas as cantoras fizeram um medley com “Boys Don’t Cry”, recém sucesso da brasileira, essa é a única faixa do álbum com participação. Já “Angels Like You”, tornou-se número 01 na Colômbia depois que os fãs da antiga estrela da Disney passaram a madrugada cantando-a enquanto aguardavam pelo show do dia seguinte.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “No dia 29/04 vou adicionar MAIS músicas ao álbum ao vivo #ATTENTION! Incluindo Angels Like You que foi adicionada ao set na noite anterior inspirado pelos fãs abaixo do meu quarto de hotel em Bogotá cantando A NOITE INTEIRA! Acordei com Angels sendo o número 1 na Colômbia”.

Em sua conta no Twitter, Miley escreveu “No dia 29/04 vou adicionar MAIS músicas ao álbum ao vivo #ATTENTION! Incluindo 'Angels Like You' que foi adicionada ao set na noite anterior inspirado pelos fãs abaixo do meu quarto de hotel em Bogotá cantando A NOITE INTEIRA! Acordei com 'Angels' sendo o número 1 na Colômbia”.
Anitta escreveu em sua conta do Twitter: “ Que noite! Celebrando esse momento inacreditável da minha carreira com a maior energia de todas @mileycyrus… Eu sou tão grata. Uau. Miley, sua mãe, seus amigos, meus fãs, seus fãs, meu país. Jesus eu estou tão feliz. Ai meu Deus”.
Anitta escreveu em sua conta no Twitter: “Que noite! Celebrando esse momento inacreditável da minha carreira com a maior energia de todas @mileycyrus… Eu sou tão grata. Uau. Miley, sua mãe, seus amigos, meus fãs, seus fãs, meu país. Jesus eu estou tão feliz. Oh Deus”.

 

Miley Cyrus: “Eu te amo muito @anitta. Obrigada por estar comigo durante o meu @lollapaloozaBr! Estou tão feliz por você e seu mega sucesso! Você merece isso! Você trabalha duro e é absolutamente a mais gentil! Você me deu um tempo tão bom no Brasil! Amigas para vida!”. Reprodução: Twitter.
Miley Cyrus: “Eu te amo muito @anitta. Obrigada por estar comigo durante o meu @lollapaloozaBr! Estou tão feliz por você e seu mega sucesso! Você merece isso! Você trabalha duro e é absolutamente a mais gentil! Você me deu um tempo tão bom no Brasil! Amigas para vida!”. Reprodução: Twitter.
  • Fãs

“ATTENTION: MILEY LIVE” é, acima de tudo, um ato de gratidão por parte da cantora para com os seus fãs. Através de suas redes sociais a artista, mais de uma vez, agradeceu e afirmou que tudo devia aos seus admiradores. A imediata aceitação do disco pelo público demonstra essa conexão de Miley com os seus fãs, muitos deles a acompanham pelos seus 18 anos de carreira tanto como atriz quanto como cantora-compositora.

Reprodução: Instagram. “Este não é apenas o MEU álbum ao vivo, este é o NOSSO álbum! Meus fãs e eu colaboramos nesse set list! Perguntei a VOCÊS o que vocês queriam ouvir e montei um show tentando atender o maior número de pedidos possível! Eu te amo muito! Obrigado por toda a sua lealdade e apoio ao longo dos últimos 16 anos! Esse registro é o mínimo que posso fazer para tentar mostrar meu apreço pela sua dedicação! Estamos nisso juntos para sempre”.
 “Este não é apenas o MEU álbum ao vivo, este é o NOSSO álbum! Meus fãs e eu colaboramos nesse set list! Perguntei a VOCÊS o que vocês queriam ouvir e montei um show tentando atender o maior número de pedidos possível! Eu te amo muito! Obrigado por toda a sua lealdade e apoio ao longo dos últimos 16 anos! Esse registro é o mínimo que posso fazer para tentar mostrar meu apreço pela sua dedicação! Estamos nisso juntos para sempre”. Reprodução: Instagram.

 

Com a liberação de eventos, dúvidas e questionamentos surgem sobre seu retorno ser precipitado ou não.
por
João Pedro Pires da Costa
Rodolfo Soares Dias
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05/05/2022 - 12h

Em novembro do ano passado o estado de São Paulo divulgou o decreto que libera a realização de eventos com 100% do público, esse retorno se tornou um fato necessário para investidores e comerciantes, que por sua vez, querem entregar o melhor conteúdo para um público ávido, que por muito tempo manteve uma distância social indesejada.

 A quarentena causou uma série de impactos na vida dos brasileiros, e um dos fatores determinantes para manter a saúde mental de todos, foram os tipos de contatos sociais possíveis na quarentena, ligações entre amigos e familiares se tornaram algo comum no dia a dia, Shows de artistas através de lives gratuitas era o mais perto que se podia chegar de um grande evento. Já com a chegada das primeiras doses da vacina contra a Covid-19 pequenos encontros foram possíveis, para “matar a saudade” de pessoas mais próximas e queridas.

Com a recente liberação para os eventos de grande porte e a liberação do uso de máscara, muitas questões se mostraram pertinentes sobre os cuidados a serem tomados para evitar a proliferação do vírus.

Para entendermos melhor como está sendo encarada a abertura do mercado, entrevistamos um dos promotores da casa de shows Honey Club localizada em São José dos Campos, João Peraccini, jovem que trabalha no ramo de eventos há mais de três anos relatou que no período pós pandemia houve um aumento significativo na procura por festas e eventos sociais em geral, o promotor pensa que o tempo perdido dentro de casa fez com que as pessoas valorizassem mais a vida e os encontros sociais.

Ao ser questionado sobre a volta precipitada dos eventos, João admitiu que houve sim uma cobrança para a volta dos shows, tanto do público quanto dos organizadores. “Na Honey Club, por exemplo, essa pressão existiu, e fez com que houvesse um retorno precipitado e até desorganizado, levando em conta que os protocolos de saúde não foram seguidos corretamente, diversos casos de Covid-19 foram registrados por lá” complementa João.

Como parte do público, Helena Souza vê a volta de grandes eventos como um “mal necessário", acha que a liberação não foi um erro, mas da forma que aconteceu, pode causar problemas que poderiam ser evitados. “É claro que eu queria voltar a ir em festas, mas não do jeito que tá agora, sem fiscalização ou cuidado, não me sinto confortável pra ficar no meio de um monte de gente” e ainda complementou “A Covid ainda tá por aí, mas parece que todo mundo esqueceu do que passamos”.

 


Texto produzido por Rodolfo Dias e João Pedro Pires.

Elifas Andreato, entrelaçado à PUC-SP em uma das últimas obras.
por
Maria Eduarda dos Anjos
Ricardo Dias de Oliveira Filho
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29/03/2022 - 12h

Com tristeza icônica, nos desligamos essa semana do ponto colorido de convergência entre várias pessoas, Elifas Andreato. O artista gráfico, presente em mais de 360 capas de discos de artistas nacionais, teve como foco na carreira dar traços à cultura popular brasileira, constituindo a ponte viva entre figuras como Criolo e Chico Buarque. Expressivo, Andreato é peça chave na frente artística de oposição do período militar e modelo na integração da imagem nacional, abraçando com uma corda só a beleza e as mazelas da nação ao lado de contemporâneos como Gilberto Gil e Paulinho da Viola.

Elifas Andreato
Créditos da arte: Elifas Andreato
Reprodução: PUC-SP

Nas primeiras semanas de março, o reencontro do corpo docente e alunos da PUC-SP foi ilustrado pelo caloroso abraço desse velho irmão de luta. O casamento da instituição com o artístico é, primeiramente, de gigante simbolismo da relação política na sociedade civil. A faculdade combateu à base de subversão ideológica os avanços militares, virando símbolo da oposição durante o período. Elifas fez o mesmo à base de canetas, lápis e papel. Assim como a universidade carrega orgulhosa essa herança, sua pós-vida não foge de igual importância.

A arte espalhada pelas vias principais representou o abraço metafórico do campus Monte Alegre, que mesmo privado do toque físico pelas restrições sanitárias, teve sua cultura de troca social revivida pelas vozes nos corredores e olhares deslumbrados com a nova fase da vida que começa à sua frente. As cores vivas e concretas do abraço compartilhado em contraste às paredes cinzas e amareladas dos corredores alude perfeitamente à vida no campus, a base da identidade tradicional da Pontifícia. Assim como no desenho, este é um lugar onde mentes se intercalam e a união se mostra presente à base da cultura brasileira. Assim como os traços da arte, a vida é fluida, feita de contato e palco para encontros, reencontros e, infelizmente, despedidas.

Sua última obra em vida, a cenografia da peça ‘Morte e vida severina’ dirigida pelo irmão Elias Andreato, também habita sob teto puquiano, no TUCA. O entrelaçamento de duas figuras tão emblemáticas na história do Brasil, da cultura e entre si não poderia ter fim mais apropriado e familiar. 
 

Obra de Érico Veríssimo aborda temas atemporais que podem ser relacionados aos dias de hoje
por
Isabela Lago, Ramon de Paschoa e Tabitha Ramalho
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01/06/2021 - 12h
Livro Incidente em Antares, capa roxa
Foto divulgação do livro Incidente em Antares.

 

No episódio de hoje comentamos um pouco sobre o livro “Incidente em Arantes” do escritor Érico Veríssimo. Publicado na década de 1970, durante a ditadura militar, a obra é, ao mesmo tempo, um drama e um romance. Para comemorar os 50 anos do livro, a obra ganhou debate para relembrar sua narrativa repleta de realismo fantástico e críticas contundentes ao autoritarismo e ditadura do contexto histórico, temas que podem ser relacionados com nosso contexto atual.

Disponível no SoundCloud.

Em coletiva, Aroeira comenta a função da charge e o seu impacto visual
por
Carlos Gonçalves
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15/05/2021 - 12h

     Por mais que há a tendência em associar as charges com os traços humorísticos, devemos compreender que a sua função vai além de qualquer piada banal. Temos que observar o peso crítico que nela está envolvido e todo o enredo crítico criado pelo artista. Além do traço, do movimento ou da narrativa, o artista quer mostrar ao leitor que a expressão demonstrada em sua arte serve como ponte para uma reflexão crítica: a função do chargista é plantar o incômodo no leitor, gerar a dúvida, fazendo-o questionar o ambiente em que ele vive. Nada que é colocado em uma charge é irrelevante: o sorriso malicioso do personagem que age na má-fé, o gesto brusco de frustração, a inocência de quem está sendo enganado, são algumas formas que não só servem para mostrar os comportamentos sociais dos brasileiros, como também servem para retratar os nossos pensamentos ou como reagimos em certos momentos. A charge é a sátira ao comportamento social, é questionar as nossas fragilidades e dores; por isso, se ao ler uma charge você sentir vergonha, não se desespere, ela só está cumprindo a sua função de mostrar o quão cruel (ou ignorante) uma sociedade pode ser.

     Renato Aroeira é um dos artistas que se debruçam sobre a arte crítica. Como ferramenta, ele utiliza o traço marcante do nanquim para expor expressões energéticas, somada com a sutileza da aquarela para dar volume e vivacidade a suas artes. Para ele, além da arte em si, o enredo da charge precisa ser bem contextualizado, seguindo uma estrutura. Durante o seu processo de criação, o artista chegou a achar que o humor crítico poderia ser simplificado, porém percebeu que em certos assuntos a simplificação acaba levando a interpretações errôneas, pois pode acabar expressando uma visão sobre algo que não pretendia concluir daquela forma. Então, ele começou a complicar as charges para ser bem compreendido, mesmo que a charge se torne difícil de ser entendida em certos aspectos. Simplificar a charge pode acarretar diversos preconceitos, que acabam trazendo até um sorriso mais fácil, e é por isso que atualmente o chargista toma cuidado com a construção do humor.

 

“O papel da charge é um dos processos para a construção social, serve para informar, impactar. Mas quem transforma o mundo é o coletivo social, apontado para o lado certo, e fazer parte disso de alguma forma é bom demais! É bacana fazer parte dessa confraria, não sou humilde, mas entendo o papel da charge dentro da mídia e os seus limites.

  – Renato Aroeira

 

     O processo de criação artístico de quem trabalha diariamente com o leitor não é algo simples de ser conquistado, requer décadas de aperfeiçoamento. Diferente, por exemplo, dos artistas plásticos, que expressam a sua visão pessoal do mundo e não se preocupam tanto (ou nada) em mostrar de forma categórica o que foi exposto em sua arte, cabendo ao observador buscar as respostas em outros meios para compreendê-la. Já o chargista precisa expor os caminhos do seu pensamento ao leitor, para que ele ache de alguma forma o caminho na própria charge. Entre as dificuldades da profissão, há também a seleção de qual tema abordar; por ser um trabalho constante, o artista tem que estar sempre se atualizando das notícias que mais lhe chamam a atenção e quais servem como inspiração para serem adaptadas em forma de charge. Podendo ser um tema que está em voga ou algo polêmico que ocorreu naquele exato momento. No início da profissão, Aroeira diz que não sabia exatamente o que queria dizer ao público, tendo que buscar inspiração nos jornais, hoje ele já tem uma ideia do que ele quer expressar quando faz a sua arte.

     Mesmo que o papel da charge tenha um limite de influência, Aroeira gosta da função de ser crítico social. Consciente, ele diz que o papel da charge é só um braço entre tantos que há na mídia informativa; cabendo a todos os meios da comunicação unirem-se para criar dispositivos que irão mostrar as inquietações que movem o comportamento social. O grande revés, segundo o artista, é o aumento da perda de função e interesse pelas charges. Para ele, a charge está ficando de lado, não sendo valorizada da forma correta.

 

“Que se divirtam com a charge, mas também olhem para o que estou apontando, para a crítica. Que gostem, que gostem de mim, mas que também entendam que além de fazer rir, ela tem uma trava amarga, ela tem um gosto amargo no geral, pois estou falando de um genocida, de uma estupidez etc. Mas eu não espero que uma charge resolva nenhum problema, que gere uma revolução ou qualquer coisa do tipo. Eu tento desenhar para que as pessoas entendam o que está acontecendo e assim tomem uma decisão melhor, uma eleição bem votada por exemplo. Nosso papel na comunicação é informar da melhor forma possível.”

– Renato Aroeira