Há 26 anos, fazenda em Luz (MG) reúne gastronomia típica, antiguidades e acolhimento para viajantes que cruzam a BR-262
por
Laura Petroucic
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28/05/2026 - 12h

Às margens da BR-262, no km 514, próximo à cidade de Luz (MG), o “Barril 514” se consolida como parada obrigatória para quem cruza a região. Cercada pela natureza, a casa de fazenda chama a atenção dos visitantes que, ao entrar, são envolvidos em um retrato vivo do interior mineiro.
 
Fundado em novembro de 1999, o local nasceu de forma simples. Washington Fiuza Paulinelli, proprietário do Barril, é agrônomo e produtor rural. A virada aconteceu no fim da década de 90, quando recebeu o convite e a confiança de Antônio Garcia de Carvalho e Maria Felícia Chavico para abrir um negócio no local, inspirado na chamada “Casa Mineira”, em Luz, onde produtos de origem já eram comercializados. 

O espaço sempre manteve como base a valorização de produtos típicos e do preparo tradicional. Ao longo de 26 anos, o Barril 514 estabeleceu-se como parada frequente para quem percorre a rodovia, especialmente por estar em um eixo que conecta cidades como Belo Horizonte, Araxá e Patrocínio. 

“A gente ganhou muito com essa distância, né? As pessoas param para tomar café, para almoçar. É um sucesso simples, é uma casa de madeira, muita madeira. Isso dá um alívio, parece”, comenta Washington. 

Durante os anos, alguns sabores se tornaram assinatura. Os carros-chefe são o pão de queijo com pernil e a bisteca suína, além dos cafés especiais de diferentes origens do Cerrado Mineiro, como Campos Altos, Patos de Minas, Monte Carmelo e Coromandel.

Os doces também seguem essa mesma essência de simplicidade: “Doce de leite, doce de mamão, de figo, doce de goiaba, de manga. Tudo de origem mesmo. Nada de química.”

O ambiente preserva a memória da região com a coleção de antiguidades que decora todos os cômodos, desde o salão de mesas até os jardins ao ar livre. O acervo pertencia à mãe de Washington: “A gente morava na roça, na fazenda, e minha mãe punha a gente com 5 anos de idade pra fazer queijo. Ela vendia e comprava as antiguidades”, conta o produtor rural.

Hoje, a atmosfera do Barril 514 é incomparável. Washington reforça que, ao lado de Marlene Madeira Borges Paulinelli, o espaço foi construído com base nos valores da família: respeito, trabalho e compromisso com o cliente. O Barril se tornou um refúgio na estrada, um respiro para quem passa pela BR-262 que é sempre recebido pela placa: “A sua casa mineira”. 

Convite do Barril 514 para motoristas e viajantes. Foto: Laura Petroucic
Convite do Barril 514 para motoristas e viajantes. Foto: Laura Petroucic
Salão principal do Barril onde clientes almoçam e tomam o famoso cafézinho. Tudo em muita madeira. Foto: Laura Petroucic
Salão principal do Barril onde clientes almoçam e tomam o famoso cafézinho. Tudo em muita madeira. Foto: Laura Petroucic
Doces artesanais produzidos nas fazendas. Foto: Laura Petroucic
Doces artesanais produzidos nas fazendas. Foto: Laura Petroucic
Santinhos e figuras religiosas que demonstram o catolicismo do interior. Foto: Laura Petroucic
Santinhos e figuras religiosas que demonstram o catolicismo do interior. Foto: Laura Petroucic
Bonecas, máquinas de datilografia, peneiras, filtros de barros e registradoras antigas. Foto: Laura Petroucic
Bonecas, máquinas de datilografia, peneiras, filtros de barros e registradoras antigas. Foto: Laura Petroucic
Parte ao ar livre do salão, também decorada com clássicos da cozinha mineira. Foto: Laura Petroucic
Parte ao ar livre do salão, também decorada com clássicos da cozinha mineira. Foto: Laura Petroucic
Vitrolas, item comum na coleção. Foto: Laura Petroucic
Vitrolas, itens comuns na coleção. Foto: Laura Petroucic
Área externa com redes, árvores e parquinho. Foto: Laura Petroucic
Área externa com redes, árvores e parquinho. Foto: Laura Petroucic
Visão geral de um espaço dedicado à exposição do acervo. Foto: Laura Petroucic
Visão geral de um espaço dedicado à exposição do acervo. Foto: Laura Petroucic
Na saída do Barril 514, um antigo descascador de café enferrujado. O equipamento hoje ocupa o papel de preservar a memória da tradição cafeeira da região. Foto: Laura Petroucic
Na saída do Barril 514, um antigo descascador de café enferrujado. O equipamento hoje ocupa o papel de preservar a memória da tradição cafeeira da região. Foto: Laura Petroucic


 

Deputada participou do projeto Politizando e abordou temas como desinformação, políticas públicas e visibilidade social
por
Gianna Flores
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27/04/2026 - 12h

A deputada Érika Hilton realizou palestra no dia 13 de abril, durante o o projeto Politizando, promovido pelo Centro Acadêmico 4 de Dezembro, da ESPM. Em suas falas, a deputada abordou o papel da mídia na visibilidade de grupos marginalizados, defendeu uma imprensa mais ética e responsável, além da criação de mais políticas públicas destinadas para o combate à violência de gênero. Em um relato pessoal, Hilton relembrou sua trajetória, destacando o apoio da família e os desafios enfrentados durante sua vida. Ao falar sobre a mídia, ela afirmou: “Hoje nós vemos ainda muito forte as mídias tradicionais com alcances gigantes, replicando discursos odiosos”. O evento foi uma oportunidade para refletir sobre a intersecção entre mídia, política e responsabilidade social, no contexto da luta por uma informação mais justa e plural.

 

Estabelecimento 24 horas oferece tira gostos, pratos clássicos, pizzas, hambúrgueres, bebidas e drinks autorais
por
Julia da Justa Berkovitz
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26/03/2026 - 12h

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, o histórico Riviera Bar chama a atenção em meio ao caos paulistano. Inaugurado em 1949, o espaço passou por reestruturações e modernizações ao longo destes 77 anos. Todavia, sua icônica marca registrada, o balcão vermelho, segue intacta e viva na memória coletiva de São Paulo. O bar que já recebeu ícones brasileiros, como Chico Buarque e Elis Regina, agora é um fenômeno nas redes sociais.

Riviera Bar.
A localização do espaço é estratégica e acessível para os paulistanos. A estação Paulista/Consolação, presente nas linhas amarela e verde do metrô, fica a 100 metros do estabelecimento. O letreiro vermelho e branco chama a atenção e transmite a estética do local. Foto: Julia Berkovitz.

 

Piso térreo - Riviera Bar.
Ao entrar no bar, diversas pessoas estão sentadas ao redor do icônico balcão vermelho. Nele, são servidos drinks clássicos e autorais, batidas, chopp, cervejas e coquetéis não alcoólicos. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho com trecho do manifesto antropofágico.
Do outro lado do balcão, um trecho do Manifesto Antropofágico (1928), de Oswald de Andrade. Uma forma de reafirmar a brasilidade e originalidade do local, mesclando história com modernidade. Foto: Julia Berkovitz.

 

Segundo piso- Riviera Bar.
O piso superior é repleto de mesas que, mesmo em uma quinta-feira chuvosa, estavam lotadas. Happy hours, aniversários, encontros, o Riviera tem de tudo. A iluminação intimista majoritariamente vermelha deixa o ambiente descontraído e misterioso. Foto: Julia Berkovitz.

 

Hambúrgueres e batatas fritas.
Pão, carne e queijo. Um lanche clássico acompanhado de fritas e maionese da casa. Mesmo no básico, há detalhes que revelam uma das mensagens mais importantes do local: “Estamos abertos 24 horas”. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho: "O prazer de ser você".
Mais um letreiro do Riviera. Este está presente no corredor dos banheiros, tanto do térreo quanto do piso superior. Dentre as publicações feitas no Instagram e no Tik Tok, esta é uma das frases preferidas para as legendas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placa: "Acorda, Cinderela. Seus drinks, suas regras".
Uma mensagem necessária. Todo e qualquer lugar deve reafirmar seu compromisso na luta contra o assédio e a violência sexual. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placas - Rua da Consolação e Av. Paulista.
A cidade brasileira que não dorme. Conhecer o Riviera Bar não é fugir do caos, muito pelo contrário, é estar no centro dele e apreciar sua vida ininterrupta, já que o próprio espaço nunca fecha as portas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Acesso de tiques de ofensas racistas de ativista com síndrome de Tourette causou controvérsia
por
Daniela Cid
Davi Madi
|
03/03/2026 - 12h

O BAFTA, premiação da academia britânica de cinema, anunciou os seus vencedores no domingo (22). A premiação, que é a última da temporada antes do Oscar, foi marcada por surpresas e polêmicas envolvendo produtor de filme premiado durante a entrega dos troféus. John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, gritou insultos racistas involuntários durante categoria apresentada por Michael B. Jordan e Delroy Lindo.

O polêmico incidente racial

 

John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming
John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming

 

A entrega do primeiro prêmio da noite foi feita pelos atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo. Durante o anúncio do vencedor da categoria de Melhores Efeitos Visuais, os astros do filme “Pecadores” foram interrompidos por um grito de ofensas racistas vindas da plateia. Confira o momento: 

https://x.com/Phil_Lewis_/status/2025692213775372737?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2025692213775372737%7Ctwgr%5Ea14cdb8cf69c7d584f0db5cfb83c6206224b2c55%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.omelete.com.br%2Ffilmes%2Ftourette-john-davidson-bafta-pecadores

O xingamento foi proferido pelo ativista da Síndrome de Tourette, John Davidson, inspiração para a produção do filme “I Swear”, da Escócia, obra que concorria a 5 categorias da premiação. A injúria foi proferida durante um acesso de tiques nervosos provocados por um sintoma do distúrbio do escocês, a “coprolalia”, reação vocal que consiste em “soltar” palavrões ou ofensas socialmente inadequadas, de forma involuntária. 

Aos 25 anos, Davidson foi diagnosticado com a síndrome. A coprolalia, condição específica do escocês, é presente entre 10% a 30% das pessoas com a condição, se destacando especificamente pela característica de proferir xingamentos e falas inapropriadas. 

Os atores que estavam apresentando a categoria seguiram com a premiação, mas o ativista se retirou do evento logo após o incidente.  

Em seguida à entrega do prêmio, o ator e apresentador da cerimônia, Alan Cumming, veio ao palco para se pronunciar sobre o ocorrido: “Vocês podem ter notado uma linguagem forte ao fundo. Isso pode fazer parte da forma como a síndrome de Tourette se manifesta em algumas pessoas”. 

Pouco tempo depois, Cumming retornou para complementar o pronunciamento: “A síndrome de Tourette é uma deficiência e os tiques que vocês ouviram hoje à noite são involuntários, o que significa que a pessoa não tem controle sobre a linguagem. Pedimos desculpas se alguém se sentiu ofendido”. 

O incidente repercutiu negativamente após a premiação, com personalidades de Hollywood criticando John Davidson e a organização do BAFTA. O ator Jamie Foxx se expressou em suas redes sociais, afirmando que o ocorrido é “inaceitável”, e que o ativista britânico “quis dizer aquela merda”. 

Outras figuras presentes na produção de “Pecadores” também se manifestaram, em crítica aos organizadores do evento. A diretora de arte do filme, Hannah Beachler apontou que o pronunciamento do apresentador foi “superficial”: “O que piorou a situação foi o pedido de desculpas, do tipo 'se você se sentiu ofendido', no final do espetáculo”. 

Logo após a cerimônia, Delroy Lindo também comentou sobre a forma como a academia lidou com a situação. “Fizemos (Lindo e Jordan) o que tínhamos que fazer, mas gostaria que alguém do BAFTA tivesse falado conosco depois”. 

A crítica à academia britânica se dá principalmente pelo fato do BAFTA ser transmitido com duas horas de atraso, a fim de possibilitar a edição de momentos que devam ser removidos da versão final. Este corte ocorreu com falas de vencedores que se manifestaram politicamente durante suas falas, enquanto o incidente envolvendo Jordan e Lindo foi mantido na transmissão. 

Um exemplo se deu no discurso do cineasta Akinola Davies Jr, vencedor do prêmio de Melhor Estreia Britânica pelo filme “My Father’s Shadow”. Durante a recepção do troféu, o diretor se manifestou politicamente dizendo “Palestina livre”, o que foi censurado da versão final. 

No dia seguinte (23), a organização do BAFTA emitiu um comunicado pedindo desculpas pelas ofensas raciais, afirmando que os convidados haviam sido informados sobre a condição de Davidson, e que os tiques proferidos pelo ativista “não refletem, de maneira alguma, suas crenças”. Na carta, a academia britânica aproveitou para agradecer a Jordan e Lindo “por sua incrível dignidade e profissionalismo”, e se responsabilizar pelo ocorrido, e continuar levando a inclusão como princípio fundamental da premiação.  

Três dias após a cerimônia (25), Davidson entrou em contato com a Variety para se comunicar sobre o incidente, afirmando que sentiu vergonha durante o evento: “Quando meus tiques vieram, meu estômago afundou. Senti uma onda de constrangimento.” 

O ativista aproveitou para explicar como a coprolalia afeta sua reação com a Síndrome de Tourette, afirmando que tentar segurar suas reações involuntárias é como “sacudir uma garrafa de refrigerante fechada”: “Fico, e sempre fiquei, profundamente mortificado se alguém considerar meus tiques involuntários como intencionais ou como tendo qualquer significado”.  

Após o incidente, o evento seguiu com a entrega das estatuetas.  

“Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, foi consagrado o grande vencedor da noite, levando seis estatuetas de 14 indicações para casa, incluindo o prêmio de Melhor Filme e Melhor Direção, mantendo-se como favorito aos principais prêmios da temporada, após vitórias em outras cerimônias. Logo atrás, "Pecadores” de Ryan Coogler, anotou 13 nomeações, saindo com a vitória em três categorias, se consagrando como filme de um diretor negro mais premiado da história do BAFTA.

Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One
Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One

 

O Brasil também marcou presença com 4 indicações. “O Agente Secreto” concorreu a Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Melhor Roteiro Original.  “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, também foi indicado a Melhor Documentário, assim como o filme “Sonhos de Trem”, indicado a Melhor Fotografia pelo trabalho do brasileiro Adolpho Veloso, mas nenhum deles levou o prêmio. As estatuetas foram, respectivamente para: “Valor Sentimental”, “Pecadores”, “Mr. Nobody Against Putin” e “Uma Batalha Após a Outra”  

A grande surpresa da noite se deu nas premiações individuais, com destaque à estatueta de Melhor Ator, que ficou com o inglês Robert Aramayo pelo filme “I Swear”. 

A obra, que não teve destaque em outras cerimônias da temporada, adapta a vida do ativista escocês John Davidson, e sua luta contra as dificuldades da síndrome de Tourette, condição do sistema nervoso que lhe faz ter acessos de tiques de movimento e fala involuntários. O filme ainda levou os prêmios de Melhor Direção de Elenco e Revelação do Ano ao ator protagonista. 

Aramayo vence a estatueta, desbancando grandes favoritos, como Leonardo DiCaprio, em “Uma Batalha Após a Outra”, Michael B. Jordan, em “Pecadores”, e Timothée Chalamet, que já levou os prêmios de Melhor Ator no Critics’ Choice Award e no Globo de Ouro, por sua performance em “Marty Supreme”. O brasileiro Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro em Melhor Ator em Filme de Drama por “O Agente Secreto”, não foi indicado.

 

Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo
Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo 

Nas demais categorias individuais, a atriz inglesa Jessie Buckley manteve o favoritismo pelo  trabalho em “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, e levou a estatueta. As categorias de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes tiveram vencedores inéditos em relação às outras premiações da temporada, com a britânica-nigeriana Wunmi Mosaku e o estadunidense Sean Penn sendo premiados por seus trabalhos, respectivamente em “Pecadores” e “Uma Batalha Após a Outra”.

Confira abaixo a lista de indicações, e dos premiados.

Indicados a Melhor filme:  

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor)  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Valor Sentimental  

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

 

Indicados a Melhor filme de língua Não-Inglesa: 

  • Valor Sentimental (Vencedor)  

  • Foi Apenas uma Acidente 

  • O Agente Secreto  

  • Sirat 

  • A Voz de Hind Rajab 

 

Melhor Roteiro Original: 

  • Pecadores (Vencedor)  

  • I Swear  

  • Marty Supreme 

  • O Agente Secreto 

  • Valor Sentimental 

 

Melhor Roteiro Adaptado: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Bugonia 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Pillion 

 

Melhor Ator: 

  • Robert Aramayo – I Swear (Vencedor) 

  •  Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra 

  •  Timothée Chalamet – Marty Supreme 

  •  Jessie Plemons – Bugonia  

  • Ethan Hawke – Blue Moon 

  • Michael B. Jordan – Pecadores  

 

Melhor Atriz: 

  • Jessie Buckley - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Rose Byrne - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria 

  • Kate Hudson - Song Sung Blue: Um Sonho a Dois 

  • Emma Stone - Bugonia 

  • Chase Infiniti - Uma Batalha Após a Outra 

  • Renate Reinsve - Valor Sentimental 

 

Melhor Ator Coadjuvante: 

  • Sean Penn - Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Benicio del Toro - Uma Batalha Após a Outra 

  • Jacob Elordi - Frankenstein 

  • Paul Mescal - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Peter Mullan - I Swear 

  • Stellan Skarsgard - Valor Sentimental 

 

Melhor Atriz Coadjuvante:  

  • Wunmi Mosaku – Pecadores (Vencedora) 

  • Odessa A'Zion - Marty Supreme 

  • Inga Ibsdotter Lilleaas - Valor Sentimental 

  • Teyana Taylor - Uma Batalha Após a Outra 

  • Emily Watson - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Carey Mulligan - The Ballad of Wallis Island 

 

Melhor direção:  

  • Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra (Vencedora) 

  • Ryan Coogler - Pecadores 

  • Chloé Zhao - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Josh Safdie - Marty Supreme 

  • Joachim Trier - Valor Sentimental 

  • Yorgos Lanthimos – Bugonia 

 

Melhor filme Britânico:  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Extermínio: A Evolução 

  • Pillion 

  • I Swear 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Morra, Amor 

  • Bridget Jones: Louca Pelo Garoto 

  • H is For Hawk 

  • Mr. Burton 

  • Steve 

 

Melhor Estreia de um Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico: 

  • Akinola Davies Jr. e Wale Davies - My Father’s Shadow (Vencedores) 

  • Jack King, Hollie Brian e Lucy Meer - The Ceremony 

  • Harry Lighton - Pillion 

  • Myrid Carten - A Want in Her 

  • Cal McMau, Hunter Andrews e Eoin Doran - Wasteman 

 

Melhor Animação:  

  • Zootopia 2 (Vencedor) 

  • Elio 

  • A Pequena Amelie 

Melhor Documentário: 

  • Mr. Nobody Against Putin (Vencedor) 

  • A 2000 Metros de Adriivka 

  • Seymour Hersh: Em Busca da Verdade 

  • Apocalipse nos Trópicos 

  • A Vizinha Perfeita 

 

Melhor Fotografia: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Sonhos de Trem 

Melhor Direção de Elenco: 

  • I Swear (Vencedor) 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Valor Sentimental 

  • Marty Supreme 

 

Melhor Filme para Crianças e Família:  

  • Boong (Vencedor) 

  • Arco 

  • Lilo & Stitch 

  • Zootopia 2 

 

Melhor Montagem: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

  • Casa de Dinamite 

 

Melhor Figurino:  

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Maquiagem e Penteado: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Trilha Sonora: 

  • Pecadores (Vencedor) 

  • Bugonia 

  • Frankenstein 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Uma Batalha Após a Outra 

 

Melhor Som: 

  • F1: O Filme (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Tempo de Guerra 

 

Melhor Design de Produção: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

 

Melhores efeitos especiais: 

  • Avatar: Fogo e Cinzas (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Frankenstein 

  • O Ônibus Perdido 

  • Como Treinar o Seu Dragão 

 

Melhor Curta Britânico: 

  • This is Endometriosis (Vencedor) 

  • Magid/Zafar 

  • Nostalgie 

  • Terence 

  • Welcome Home Freckles 

 

Melhor Curta Britânico de Animação: 

  • Two Black Boys In Paradise (Vencedor) 

  • Cardboard 

  • Solstice 

 

Revelação do ano: 

  • Robert Aramayo (Vencedor) 

  • Chase Infiniti 

  • Miles Caton 

  • Archie Madekwe 

  • Posy Sterling 

 

 

 

Torcida recepciona delegação com grande festa e Rollheiser marca gol decisivo contra o Palmeiras
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
|
19/11/2025 - 12h

 

A vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Palmeiras, no último sábado (15), em jogo atrasado da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, veio em uma Vila Belmiro pulsante desde muito antes do apito inicial. A torcida alvinegra tomou as ruas no entorno do estádio e fez uma grande festa já na chegada da delegação, com direito a corredor de fogo para recepcionar o ônibus da equipe. Dentro de campo, o argentino Benjamin Rollheiser decidiu o clássico com o gol que garantiu três pontos importantíssimos que tiraram o Peixe da zona de rebaixamento.

Entre sinalizadores e cantos fortes, a recepção da torcida santista incendiou a Vila Belmiro. Foto: Jalile Elias
Entre sinalizadores e cantos fortes, a recepção da torcida santista incendiou a Vila Belmiro. Foto: Jalile Elias
Santistas prepararam um corredor de fogo para recepcionar o ônibus do time. Foto: Jalile Elias
Santistas prepararam um corredor de fogo para recepcionar o ônibus do time. Foto: Jalile Elias
A Vila estava “em chamas” para receber o clássico entre Santos e Palmeiras. Foto: Lais Romagnoli
A Vila estava “em chamas” para receber o clássico entre Santos e Palmeiras. Foto: Lais Romagnoli
 A torcida do Santos bateu recorde de público no ano na Vila Belmiro: 14.651 torcedores. Foto: Lais Romagnoli
A torcida do Santos bateu recorde de público no ano na Vila Belmiro: 14.651 torcedores. Foto: Lais Romagnoli
Faixas e adereços são comuns nas arquibancadas, ainda mais pelo clima de decisão. Foto: Lais Romagnoli
Faixas e adereços são comuns nas arquibancadas, ainda mais pelo clima de decisão. Foto: Lais Romagnoli
Até essa partida, o Santos tem uma média de 17.438 torcedores como mandante. Foto: Lais Romagnoli
Até essa partida, o Santos tem uma média de 17.438 torcedores como mandante. Foto: Lais Romagnoli
“Pra cima deles”: a força dos torcedores no Alçapão empurrou o Peixe. Foto: Lais Romagnoli
“Pra cima deles”: a força dos torcedores no Alçapão empurrou o Peixe. Foto: Lais Romagnoli
A arquibancada pulsava enquanto os sinalizadores iluminavam a noite santista. Foto: Jalile Elias
A arquibancada pulsava enquanto os sinalizadores iluminavam a noite santista. Foto: Jalile Elias
Em meio às provocações de um clássico, torcedor santista estampa a placa de “Sem Mundial”, provocando o Palmeiras devido ao título da Copa Rio de 1951, vencida pelos palmeirenses e considerado por eles um título mundial. Foto: Jalile Elias
Em meio às provocações de um clássico, torcedor santista estampa a placa de “Sem Mundial”, provocando o Palmeiras devido ao título da Copa Rio de 1951, vencida pelos palmeirenses e considerado por eles um título mundial. Foto: Jalile Elias

 

Contrariando expectativas do público, o longa foi o grande vencedor da noite, sendo consagrado em cinco categorias
por
Thaís de Matos
Giovanna Hagger
|
10/03/2025 - 12h

“Anora” ganhou o principal prêmio da noite no Oscar 2025 no último domingo (02) em Los Angeles. Além de melhor filme, o longa levou mais outras quatro estatuetas.

A atriz, Mikey Madison, carregando sua estatueta do Oscar ao lado do diretor, Sean Baker, também carregando sua estatueta.
Mikey Madison ao lado de Sean Baker, diretor da película. FOTO: Carlos Barria/Reuters

 

A obra conta a história de Ani (Mikey Madison), dançarina e profissional do sexo, que vê uma oportunidade de sair dessa vida ao se casar com um oligarca russo, Vanya (Mark Eidelstein). A protagonista vê sua felicidade ser interrompida quando a poderosa família do rapaz chega aos Estados Unidos com a intenção de acabar com o casamento.

Na mesma noite, o filme também foi consagrado com os prêmios de Melhor Direção, Melhor Atriz (Mikey Madison), Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. Das seis indicações, a produção não conquistou somente a categoria de Melhor Ator Coadjuvante com Yura Borisov, Kieran Culkin em “A Verdadeira Dor” levou a estatueta.

Após o anúncio de “Anora” como Melhor Filme, os produtores Alex Coco, Samantha Quan e o diretor Sean Baker receberam suas estatuetas e destacaram a importância do cinema independente em seus discursos. “À todos os sonhadores e jovens cineastas por aí: contem as histórias que vocês querem contar, contem as histórias que te movem. Eu prometo que vocês nunca vão se arrepender”, disse Quan.

Coco comentou o valor da produção (6 milhões de dólares) e ressaltou que foi toda feita em Nova York com uma equipe de 40 funcionários. “Nós fizemos esse filme de forma independente; se você está tentando fazer filmes independentes, por favor continue fazendo, nós precisamos de mais, essa é a prova.” Por fim, após os agradecimentos a Academia e a equipe, Baker exclamou um pedido de “vida longa ao filme independente”.

Da esquerda para a direita, os produtores Samantha Quan, Sean Baker e Alex Coco.
Da esquerda para a direita, os produtores Samantha Quan, Sean Baker e Alex Coco. FOTO: Monica Schipper/Getty Images

 

"Anora" ter ganho seis estatuetas dividiu a opinião dos críticos cinematográficos e do público. Alguns portais, como o Omelete, acharam muito justo os prêmios recebidos pelo filme por representar as trabalhadoras do sexo no cinema. Entretanto, outros, como o jornal Metrópole, avaliam que a obra reforça alguns estereótipos e que, por sua visão, o público pode acabar subjugando a realidade dessas mulheres.

Além do Oscar, “Anora” também venceu premiações como a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2024, Melhor Filme no Critics Choice Awards e Melhor Comédia ou Musical no Globo de Ouro, fora outros triunfos. 

"Anora" estreou nos cinemas brasileiros em 23 de janeiro de 2025 e atualmente continua em cartaz, sem uma data prévia para entrar nos streamings.

Confira o trailer do filme abaixo:

Mostra “Todo Mundo” exibe equipamentos e produções que exaltam o trabalho do fotógrafo
por
Sophia Razel
Letícia Alcântara
|
25/11/2024 - 12h

O Instituto Moreira Salles recebe, até 9 de março de 2025, a exposição gratuita “Todo Mundo”. A mostra celebra a trajetória do cineasta e fotógrafo Thomaz Farkas, exprimindo sua contribuição para o cenário cultural brasileiro. 

Fotos em preto e branco de torcedores no estádio do Pacaembu, em 1942
Fotos de Thomaz Farkas, de  torcedores no estádio do Pacaembu, em 1942 - Foto: Sophia Razel

Farkas, filho de imigrantes húngaros, chegou ao Brasil ainda muito novo, em meados de 1940. Em suas fotos, documentava as diferenças sociais e as nuances do cotidiano com sensibilidade e maestria. O fotógrafo tinha um olhar único e capturava com louvor o cenário e o modo de vida brasileiro. 

Cinco pessoas sentadas assistindo um filme em um telão
Visitantes atentos  assistindo a um dos documentários do cineasta em telão presente na exposição - Foto: Sophia Razel

Um dos seus trabalhos mais famosos, a “Caravana Farkas”, produzido entre os anos de 1960 e 1970, foi um marco no cinema brasileiro. A Caravana foi idealizada a partir do desejo do fotógrafo em explorar e documentar tradições e comunidades que não tinham voz e visibilidade, sendo considerado um marco no audiovisual. 

 

Tela com miniaturas de fotos estampadas em painel
Mosaico fotográfico colorido com imagens do projeto “Caravana Farkas”, que retrata o cotidiano de brasileiros - Foto: Sophia Razel

 

Mulher em pé assistindo um vídeo em uma sala branca. com cartazes na parede
Visitante assiste vídeo da curadora Rosely Nakagawa, próxima à fotografias, documentos e cartazes produzidos por Farkas. Por: Letícia Alcântara
Manuscrito de Thomas Farkas estampado na parede, em que narra seu amor pela fotografia
Manuscrito de Farkas que fala da relação do fotógrafo com a fotografia - Por: Letícia Alcântara
Câmeras fotográficas analógicas em uma estante de vidro
Modelos variados de câmeras clássicas que representam o  profissionalismo e pioneirismo de Thomaz Farkas - Por: Sophia Razel
Pôster vermelho com letras pretas escrito "Fotótica" e, ao lado, pôster bege com fotografias em preto e branco e letras
Pôster da Fopoctica, loja e galeria fundada em São Paulo pelo fotógrafo (à esquerda), e pôster da Cinemateca (à direita) - Por: Letícia Alcântara

Ao colocar seu foco sobre pessoas comuns, o fotógrafo destaca a beleza e a riqueza do Brasil em seus aspectos mais simples, e, ao mesmo tempo, muito significativos.

Fotos em preto e branco do projeto "Caravana Farkas"
Fotos em preto e branco o que contém imagens do projeto “Caravana Farkas”, retratando mais algumas imagens do cotidiano dos brasileiros - Foto: Letícia Alcântara

A exposição está disponível para visitação de terça a domingo, das 10h às 20h. As obras se distribuem entre o 7° e 8° andar do Instituto Moreira Salles, localizado na Avenida Paulista, 2424.

Fotógrafo Thomaz Farkas segurando uma câmera na mão
Imagem de Thomaz Farkas, já mais velho, junto com frase que expressa sua paixão pela fotografia - Foto: Letícia Alcântara

 

Documentário sobre sistema prisional gera debate sobre a sensibilização de reclusos
por
Maria Eduarda dos Anjos
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31/10/2024 - 12h

Dirigido por Débora Gobitta, o documentário “Liberta!” percorre a realidade da ressocialização no Brasil e o impacto que a literatura tem no ecossistema carcerário, dentro e fora das prisões. O objetivo principal é humanizar, sob a visão do público, uma parcela de mais de 663 mil brasileiros privados de liberdade, segundo levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em 2024. A obra pontua as origens escravocratas do código penal brasileiro, enquanto coloca o sistema prisional como o “maior navio negreiro da atualidade”, em como as políticas de reintegração social atuais são ineficientes. 

A Lei de Execução Penal, desde 2011, conta com a possibilidade de diminuição de tempo de reclusão por estudo. Dentre as práticas está a leitura, que comprovada pela escrita de uma resenha sobre a obra literária, pode encurtar até 4 dias de penitência. Limitado, o recurso pode ser usado para a leitura de até 12 livros ao ano, rendendo 48 dias. Uma bibliotecária conta que, apesar de começarem a ler pela barganha, muitos excedem o limite de livros por mês para diminuir a pena e adotam a literatura como a companheira do tempo de tempo de prisão. 

O longa retrata uma indignação revigorante também daqueles que dão as diretrizes do funcionamento do sistema penal e não estão de acordo com a herança escravocrata e punitivista que ele carrega, além da parte que a mídia tem em propagar uma histeria coletiva que cria no senso público uma necessidade por medidas como a prisão preventiva, que até o fim de 2023, deteve cerca de 213 mil pessoas em aguardo de julgamento em situações precárias e celas superlotadas. 

cartaz de divulgação do filme/ reprodução
Cartaz de divulgação do filme/ reprodução

O documentário ultrapassa o rótulo de “preso” ou “oficial de justiça”, com  entrevistas que focam no impacto transformador que o contato com a leitura teve em cada um dos detentos, ex-detentos, assistentes sociais, professores e juristas, para tirar do individual exemplos de práticas que poderiam ser a regra do coletivo. A literatura alimenta o universo interno dessas pessoas e desperta um interesse pelo conhecimento que é importante a jornada de vida após a liberdade.

Talvez a história mais tocante foi a da parceria desenvolvida entre Jaime Queiroga, coordenador do Sarau Asas Abertas, e Gih Trajano, poeta e slammer (poeta que participa de batalhas de poesia): ele estava prestes a desistir da poesia, e ela, prestes a entrar de volta para o crime, como contam no longa. O primeiro contato ainda no cárcere foi ruidoso, mas logo desenvolveram uma parceria e amizade que se materializou no “Encontro de Ideias Audiovisuais”, na Cinemateca Brasileira.
Durante o bate-papo após a sessão, os realizadores do filme agradeceram a todos que fizeram aquilo possível e estavam na plateia, em uma maratona de aplausos que mostrava como “Liberta!” se preocupou não só em mostrar, mas ser ferramenta ativa da reintegração de quem já passou pelo sistema prisional. Gih foi imortalizada pela Academia de Letras do Cárcere, e usa a arte como ferramenta de trabalho e de libertação, uma forma de “vingança”, como declama em um dos poemas citados no filme.
Patricia Villela Marino, presidente do instituto Humanistas 360, que auxilia recém egressas a retomarem suas vidas do lado de fora, era uma das convidadas e co-produtoras do documentário, e levou quase uma fileira inteira de integrantes do projeto a se levantarem para receber sua homenagem.

Como documentário de impacto social, a exibição de “Liberta!” é direcionada principalmente a grupos educacionais ou que lidem diretamente com a restrição de liberdade, o que já o levou à Fundação Casa, Penitenciária Maria Julia Maranhão em João Pessoa, UNICAMP e UFRGS, e chegará na Alesp, segundo a produtora Daniela Conde.
Na sessão da Cinemateca Brasileira, após ser questionada sobre o que a sociedade civil pode fazer, responde: “Mobilizar a sociedade civil, e o filme foi pensado para isso. A grande intenção é que ele chegue nos policiais penais, que ainda são muito resistentes à organizações da sociedade civil entrar nos presídios, por mais que haja espaço É claro que ninguém muda o sistema sozinho, mas é uma importantíssima redução de danos, e redução interessa muito”.
 

Com 417 filmes, o festival explora a diversidade da cinematografia mundial
por
Beatriz Yamamoto
Maria Eduarda Jussiani
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30/10/2024 - 12h

A 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o maior evento de cinema do Brasil, começou na quinta-feira, 17 de outubro, trazendo uma ampla seleção de filmes de diversas partes do mundo. Contando com 417 produções de 82 países, a Mostra promete exibir longas premiados e novas vozes do cinema global até o dia 30 de outubro. 

As exibições ocorrem em 19 salas da capital paulista, com grande concentração na região da Avenida Paulista e Rua Augusta, que se transformam no epicentro cultural da cidade durante o evento. Além disso, a Cinemateca Nacional, pela segunda vez consecutiva, é um espaço importante da Mostra, abrigando não apenas sessões tradicionais, mas também apresentações especiais e gratuitas.

Nesta edição, o cinema indiano ganha destaque como tema central, proporcionando ao público brasileiro uma nova perspectiva sobre a diversidade e riqueza da cinematografia mundial. O jornalista Matheus Mans, especialista em audiovisual e membro votante da Online Film Critics Society, comenta a escolha: “Eu fiquei muito feliz e bastante surpreso com a escolha da Índia como tema da Mostra de São Paulo de 2024. Apesar de ser um cinema que está sendo redescoberto fora dos limites da Índia, ainda há um estigma forte no Brasil. Muita gente pensa apenas nas produções com danças e altos valores de produção, mas o cinema indiano tem pérolas maravilhosas.”

 

Poster
Imagem: Reprodução / 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

 

O cartaz da Mostra é uma arte de Satyajit Ray, retirada do storyboard de “A Canção da Estrada” (1955), seu primeiro longa. Ray, cineasta, artista gráfico, compositor e escritor, será homenageado com a exibição de sete de seus filmes, feitos entre  1955 e 1966. Essa homenagem destaca a cinematografia da Índia, que conta com cerca de 30 filmes na programação. As obras refletem a diversidade do cinema indiano, com a participação de diretores, atores e produtores no evento.

A programação também inclui títulos que oferecem diversos olhares sobre o Oriente Médio, com três filmes do cineasta palestino Michel Khleifi, além de obras restauradas do cinema brasileiro. A Mostra homenageia Rogério Sganzerla com a versão digitalizada de “Abismu” e celebra os 40 anos de “Paris, Texas” (1984), os 20 anos de “Os Educadores” (2004) e o centenário do italiano Marcello Mastroianni, com a exibição de “Marcello Mio” (2024), de Christophe Honoré, além de seis filmes estrelados por ele.

Reconhecida por promover o cinema brasileiro, a Mostra oferece visibilidade a novos cineastas. Matheus ressalta a importância do evento para o reconhecimento de novos talentos, mas acredita que ainda há espaço para uma maior valorização: “É importante para o cineasta ser exibido ali, passar por uma validação crítica, mas poderia haver um trabalho mais forte para que esses profissionais tenham uma projeção nacional mais ampla, além da bolha cinéfila.”

A troca de experiências entre cineastas nacionais e internacionais é outro ponto fundamental da Mostra, que ao longo dos anos tem se consolidado como um espaço de diálogo criativo. Mans reforça a relevância dessa interação: “O Brasil precisa dessas parcerias, principalmente em um mercado audiovisual que muitas vezes não tem o investimento necessário para grandes projetos. A Mostra é um ponto importante para fomentar essas conexões.”

Entre as produções destacam-se o aguardado “The Shrouds”, de David Cronenberg, o vencedor da Palma de Ouro “Anora”, de Sean Baker, e a obra nacional “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, prometendo uma sessão especial com a presença do diretor e elenco. “Com certeza vai ser uma daquelas sessões históricas da Mostra que não dá para perder”, afirma Matheus Mans.

Este ano, a Mostra conta com a 1ª edição da Mostrinha, uma iniciativa voltada para a nova geração, dedicada à infância e à juventude, que apresenta 22 títulos em sessões espalhadas pela cidade. Entre os filmes estão “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” e “O Serviço de Entregas da Kiki”, do Studio Ghibli, além de produções nacionais como “Castelo Rá-Tim-Bum” e “O Menino Maluquinho”. A Mostra também exibe 27 títulos com recursos de acessibilidade, incluindo coproduções brasileiras, documentários, ficções e animações.

Os ingressos para o evento variam entre R$15,00 e R$30,00, com opções de pacotes e credenciais permanentes disponíveis para compra online e nas bilheteiras dos cinemas participantes. Além disso, há sessões gratuitas espalhadas pela cidade, tornando o evento acessível a um público ainda mais amplo.

Com uma programação diversa e imperdível, a 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo reforça sua posição como um dos eventos mais relevantes do calendário cultural do país.

Para saber mais sobre a Mostra, acesse: 48.mostra.org

Maior premiação da música latina realiza sua 31° edição em Miami
por
Gisele Cardoso
Maria Eduarda Mendonça
|
25/10/2024 - 12h

Neste domingo (20), o Billboard Latin Music Awards 2024 celebrou os grandes nomes da música latina em uma noite repleta de performances. O evento reconhece talentos em 49 categorias, destacando os principais artistas e produções desde 1994. A apresentação foi comandada pelos atores Carmen Villalobos e Danilo Carrera.

A noite começou com uma performance de Luis Alfonso, que animou o público ao som de seus sucessos “Tequila con cerveza” e “Chismofilia”. Além dele, também estiveram presentes grandes nomes, como J Balvin, Yandel, Gloria Trevi, Maria Becerra, Grupo Niche, Fuerza Regida e Chencho Corleone.

A mais indicada da noite foi Karol G, sendo citada em 12 categorias e levando 8 troféus para casa, tornando-se a maior premiada da edição. Outros artistas de peso, como Bad Bunny e Peso Pluma, também foram citados na maioria das categorias.

Bad Bunny consolidou ainda mais seu lugar no topo da música latina ao vencer seis das 13 categorias que foi indicado, entre elas a de Álbum Latino do Ano com “Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana”, lançado em outubro de 2023. Além do prêmio de álbum, o porto-riquenho também levou Artista do Ano.

Outro ponto alto da noite foi a consagração de Xavi como Artista do Ano – Revelação. O jovem mexicano tem se destacado após alcançar o primeiro lugar no Top 50 Global do Spotify com a canção “La Diabla”. Responsável por misturar trap, rap e reggaeton em suas canções, Xavi já se tornou uma das promessas da música espanhola.

Xavi, de 20 anos, durante a cerimônia da Billboard. Foto: Christopher Polk
Xavi, de 20 anos, durante a cerimônia da Billboard. Foto: Christopher Polk

Representando o Brasil, Anitta foi indicada pela primeira vez na premiação, com a categoria Hot Latin Songs – Artista do Ano Feminina, estatueta que acabou nas mãos de Karol G.

Três ícones receberam prêmios especiais: Pepe Aguilar foi homenageado com o Prêmio Billboard Salão da Fama, J Balvin com o Prêmio Billboard Espírito de Esperança e Alejandro Sanz com o Prêmio Billboard Trajetória Artística.

Por fim, Los Ángeles Azules, grupo mexicano do gênero cumbia, foi homenageado no Prêmio Billboard Lifetime Achievement, reconhecendo suas contribuições para a fusão da cumbia e eletrônico na década de 1990.

Los Ángeles Azules homenageados na cerimônia. Foto: Christopher Polk
Los Ángeles Azules homenageados na cerimônia. Foto: Christopher Polk

 

Confira os vencedores das principais categorias:

Artista do ano - Bad Bunny;

Artista do ano — Revelação - Xavi;

Turnê do ano - Karol G;

Global 200 – Artista do ano - Karol G;

Hot Latin Songs – Artista do ano feminina - Karol G;

Hot Latin Songs – Artista do ano masculino - Peso Pluma;

Álbum latino do ano - Bad Bunny por “Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana”;

Álbum latino do ano masculino - Bad Bunny;

Álbum latino do ano feminino - Karol G;

Compositor do ano - Peso Pluma;

Produtor do ano - Ernesto ‘Neto’ Fernández.