Nova loja de Trading Card Games reúne jogadores e fortalece comunidade geek paulistana
por
Thomas Fernandez
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13/05/2026 - 12h

Prestes a completar um ano de funcionamento, a Akagami se consolidou como uma das novas lojas para praticantes de jogos de cartas colecionáveis (TCG) na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A chegada de um espaço acolhedor, aberto e tranquilo aparece em um cenário de oferta limitada de locais dedicados exclusivamente a esse tipo de jogo.

A Akagami surgiu da vontade de quatro amigos, Mayumi Akamine, Natan Lima, Kevin Higutsi e Alexandre Abraão de construir um projeto voltado à sua paixão, os cards games. Inicialmente, a loja seria somente online, mas com a insistência de Kevin e Alexandre, a loja abriu como box na Galeria Imperial localizada na Liberdade. Após o aumento do aluguel na região, a equipe transferiu a loja para rua Antônio Carlos a região próxima à Paulista e, com o novo espaço, passou a atender de uma forma diferente, oferecendo mais estrutura para os clientes e fortalecendo a proposta de comunidade em torno do card game. A experiência dos sócios como clientes e funcionários de outras lojas influenciou a proposta da Akagami, que buscava criar um ambiente diferente dos modelos tradicionais. 

A inauguração de novas lojas TCG’s costuma mobilizar a comunidade nerd, especialmente em São Paulo, onde o mercado reúne diferentes públicos e modalidades de jogos. Além de fatores como estrutura, torneios e localização, a criação de vínculos entre os clientes influencia na recepção desses espaços. A sócia Mayumi Akamine contou uma das histórias mais marcantes que teve na loja; “Dominique, é um adolescente que veio para aprender a jogar Pokémon, ele era muito tímido, não falava com ninguém. Agora, ele está aqui em toda liga semanal. Ele tem amigos na loja, comprimenta todo mundo”.

Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos.
 Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami
 Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Pasta de cartas para folhear.
Pasta de cartas para folhear. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas.
Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores.
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami.
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami.
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami.
Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT

Mais do que um ponto de venda, a Akagami vem se consolidando como um pilar para a comunidade. Entre partidas, trocas de cartas e conversas que se estendem para além dos jogos, o que se constrói na Akagami não cabe somente nas prateleiras. Em uma região onde antes faltava espaço para jogar, agora sobram histórias.

Uma visita ao patrimônio do cinema brasileiro
por |
25/06/2024 - 12h

Uma reportagem sobre a Cinemateca Brasileira, casa do cinema nacional:

 

Link Youtube: https://youtu.be/MgdYaThH9PY

Exposição do IMS Paulista mostra os trabalhos de Jorge Bodansky de 1964 até 1985
por
Vinícius Evangelista
Maria Júlia
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25/06/2024 - 12h

O Instituto Moreira Salles (IMS) Paulista apresenta, até o dia 28 de julho de 2024, uma exposição gratuita que revisita a obra do cineasta e fotógrafo Jorge Bodanzky. Localizada na Avenida Paulista, 2424, a mostra oferece uma retrospectiva das produções de Bodanzky durante a ditadura militar brasileira, incluindo filmes como "Iracema" e "Os Mucker", além de fotografias e experimentações com super-8. Com entrada franca e aberta de terça a domingo, das 10h às 20h, a exposição convida o público a explorar um período crucial da história do Brasil através de um olhar crítico e inovador.

 

Feira de antiguidades revela histórias escondidas em itens peculiares conservados no tempo
por
João Pedro Lopes
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24/06/2024 - 12h

Aos sábados a praça Benedito Calixto, localizada em Pinheiros, reúne colecionadores de toda São Paulo, uma feira de antiguidades que traz itens valiosos cativa os mais curiosos compradores que buscam adicionar em sua galeria não só um objeto velho, mas um pedaço de história que sobreviveu ao longo dos anos.

Nessas feiras, a diversidade de itens é impressionante: desde móveis vintage, porcelanas delicadas e joias antigas, até discos de vinil raros, livros centenários e brinquedos de épocas passadas. Cada objeto tem uma história única e proporciona uma viagem no tempo, permitindo que os visitantes se conectem com diferentes épocas e culturas.

Além de ser um espaço de compra e venda, a praça proporciona uma experiência cultural rica. Os expositores, muitas vezes especialistas e entusiastas, compartilham suas histórias e conhecimentos sobre os itens expostos, enriquecendo o entendimento dos visitantes sobre o valor histórico e a origem de cada peça.

A capital paulista reúne a herança musical, as festividades e a culinária típica do Nordeste
por
Julia da Justa Berkovitz
Livia Machado Vilela
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10/06/2024 - 12h

O Centro de Tradições Nordestinas (CTN), localizado na Zona Norte da cidade de São Paulo, é o maior ecossistema de cultura nordestina do país, contando com uma área de 27 mil m² e atraindo mensalmente mais de 70 mil visitantes. O espaço abrange restaurantes, padarias e cafeterias com comidas típicas, além de promover shows, o São João De Nóis Tudim e até mesmo batizados na Capela Imaculada Conceição. 

Popularmente conhecido como “O Pedacinho do Nordeste em São Paulo”, o CTN reflete o sentimento de orgulho presente na comunidade nordestina da capital paulista. A cearense Neivia Justa e a pernambucana Zelda Machado são exemplos de nordestinas que migraram para São Paulo e fizeram questão de manter suas raízes vivas, celebrando a cultura do Nordeste em suas casas, com suas famílias e com seus amigos.

Reportagem mostra a realidade de idosos que passam a viver com seus filhos.
por
Mohara Ogando Cherubin
Giulia Dadamo
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10/06/2024 - 12h

O projeto multimídia chamado De lar em lar, busca, por meio de fotografias e relatos, abordar como os idosos que passam a ser cuidados e dependentes dos filhos se sentem em relação a essa nova realidade.

Em entrevista, Izabel Boffo e José Maria se recordam de como eram suas vidas antes da perda de seus parceiros, e como lidam com sua nova realidade, sendo levados de lar em lar, sob o cuidado de seus filhos. Os sentimentos de saudade e gratidão se mesclam em meio ao luto e a dinâmica de, para não ficarem sozinhos, precisarem ir morar com seus filhos e terem de se acostumar com o funcionamento familiar de cada um deles.

 

As mudanças no jornalismo têm dado brechas para a naturalização da precarização da profissão
por
Milena Camargo
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28/11/2023 - 12h

A 'Pejotização' - contratação em modelo PJ - tem sido um problema enfrentado pelos jornalistas. Com a crise do mercado da comunicação muitas empresas da área vem utilizando esse método como alternativa recorrente. Mas apesar de parecer uma alternativa cabível, para muitos isso significa uma negligência significativa para com os direitos dos empregados contratados nessa condição. 

O surgimento da internet e dos smartphones ocasionou em uma transformação drástica do mercado jornalístico. A população que antes se informava majoritariamente pelos conteúdos das grandes marcas do jornalísticas, atualmente se vê à mercê de uma infinidade de fontes e opiniões que estão disponíveis, livremente e gratuitamente, na internet. Apesar da desinformação advinda das ‘Fake News’ serem uma problemática a ser enfrentada, a democratização e a pluralidade das informações na internet impulsionam a grande maioria da população a consumir produtos dos informantes independentes. Segundo o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Thiago Tanji: “Quando começou um crescimento da utilização dos dispositivos móveis aliado às redes sociais, a publicidade, não só do Brasil mas do mundo, migrou. Então hoje, o Google - que faz parte da empresa Alphabet - e o Meta – que é a maior empresa do Facebook – concentram 80% da publicidade Global.”

Homem com óculos de grau

Descrição gerada automaticamente

Figura 1Presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo | Thiago Tanji

 

Essa mudança, portanto, estabelece um novo cenário empregatício para jornalistas, muito mais precário e instável. Na terceira semana desse mês a CNN, realizou mais uma sessão de ‘passaralho’, na qual mais de uma dezena de funcionários foram demitidos. Esse tipo de situação tem se tornado cada mais recorrente em decorrência, principalmente, dessa transformação no modelo de comunicação social.

As grandes marcas do jornalismo têm cada vez menos condições de manter seus quadros de funcionários e uma estrutura de trabalho digna e saudável. Diante desse contexto caótico, uma das saídas também utilizadas pelas empresas de comunicação, para além da demissão em massa, é a precarização do trabalho. A jornalista Sueli dos Santos afirmou em entrevista: “Eu não conseguia vagas que fizessem registro em carteira, então eu comecei no mercado de comunicação como PJ.”

A ‘Pejotização’ nada mais é do que a informalização da contratação em benefício do empregador e em detrimento do funcionário. Ao invés de contratar o jornalista - ou qualquer outro funcionário - em modelo CLT, como deve ser feito de acordo com as leis trabalhistas, as empresas vêm naturalizando cada vez mais a contratação via PJ (Pessoa Jurídica). As contratações PJ no Brasil vêm crescendo em larga escala e batendo recordes. Segundo dados do IBGE, somente neste ano, já são as contratações PJ no Brasil vêm crescendo em larga escala e batendo recordes. Segundo dados do IBGE, somente neste ano, já são milhões de trabalhadores inseridos nesta condição de trabalho. Segue abaixo o gráfico de um estudo da fundação Getúlio Vargas sobre com um comparativo em relação a ascensão da contração em PJ em detrimento da contratação em CLT.

                                                 Pejotização: uma análise a partir de dados da PNADC | Blog do IBRE

No modelo PJ o contratado não tem direitos, tais quais: décimo terceiro salário, férias remuneradas, seguro-desemprego, licença maternidade, contribuição junto ao INSS, indenização etc., como teria na contratação CLT. Muitas vezes para encobrir esses benefícios, o empregador acaba oferecendo um valor de salário um pouco mais alto do que o que se oferece no mercado como um todo, mas ele ainda sai em vantagem já que os direitos trabalhistas, ainda sim, são mais custosos. Entretanto, apesar de em alguns casos o empregador oferecer salários altos, essa não é uma regra. E muitas vezes, além da contratação ser informal, os salários oferecidos são equivalentes ou até mais baixos que os oferecidos pelo mercado.

Outro ponto relevante é que quando apresentadas aos candidatos, as vagas PJ vestem uma roupagem de ‘prestação de serviços’ onde o contratado seria um terceirizado da empresa. Entretanto, depois de contratado o empregador acaba exigindo uma habitualidade do empregado onde dele deve satisfações constantes como: pontualidade, subordinação e entregas de atividades regulares e cotidianas. É importante estar atento pois o prestador de serviços faz entregas pontuais e não lhe pode ser exigida uma habitualidade diária como na contratação CLT. “A questão do PJ não é de agora, é de muito tempo. A gente tem que entender que a relação de trabalho mudou, mas infelizmente com o trabalhador tendo desvantagem. Porque não é a contratação no modelo PJ que incomoda, o que de fato incomoda é ser contratado como PJ e ter obrigações de CLT.”, explica Sueli.

 

A mudança do mercado jornalístico apesar de ter sua relevância para o entendimento de todo o contexto empregatício, não deve ser uma justificativa da precarização por parte das empresas jornalísticas. É importante um olhar crítico sobre os novos rumos do mercado para tomadas de decisões mais conscientes, mas o reconhecimento e a luta pelos direitos trabalhistas devem nortear as pautas e decisões de todos os envolvidos na nova estruturação do mercado jornalístico. Thiago Tanji, relembra, portanto, a importância da luta coletiva em prol da defesa dos direitos trabalhistas: “Enquanto a legislação não mudar e continuar mantendo a impunidade às empresas que cometem essa fraude, nós temos que se agrupar e conversar sobre como conseguimos nos unir nessa questão.”

Com um desejo de trabalhar com livros, Julio decidiu seguir o ramo da família
por
Leonardo de Sá
Kauã Alves
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21/11/2023 - 12h
Três homens acusam animal local de roubar suas propriedades
por
Artur dos Santos
Lucas Allabi
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21/11/2023 - 12h

Os cidadãos de uma vila estadunidense vivem, há uma semana, em estado de sítio. Os três fazendeiros mais ricos da cidade, Boggis, Bunce e Bean, arregimentaram diversos capangas que aterrorizam as ruas e estabelecimentos do pacato local à procura de uma raposa que eles acusam de roubo.

O primeiro a denunciar o suposto roubo foi Boggis, dono da maior avícola da região. De acordo com ele, o Sr.Raposo, com ajuda de um gambá, roubou cerca de dez galinhas suas para revendê-las aos animais da cidade.

Exasperado pelo sucesso do seu crime, o acusado roubou na mesma semana, e com ajuda do mesmo parceiro, um número desconhecido de gansos do criadouro de Bunce.

Em seguida, os criminosos, que aliciaram Kristofferson, sobrinho do Sr.Raposo e menor de idade, invadiram o armazém da cidra fabricada por Bean. Após nocautear o segurança do local, o Rato, eles fugiram com uma garrafa cada um.

Fontes anônimas revelaram que o Sr.Raposo, ex-escritor da coluna Raposa pela Cidade da Gazeta local, estava insatisfeito com sua situação financeira há algumas semanas e por isso decidiu cometer os roubos.

Os três fazendeiros, depois de perceberem o que tinha ocorrido, fizeram uma reunião na qual decidiram matar a raposa. Eles descobriram onde ele morava e montaram uma tocaia durante a noite em volta da sua casa para pegá-lo.

Os animais, reunidos na casa do Raposo, perceberam a emboscada e se esconderam na hora em que Boggis, Bunce e Bean abriram fogo contra eles. Os fazendeiros, em seguida, decidiram remover a árvore onde eles moravam. 

O Gambá, o Sr.Raposo e sua família, então, cavaram o chão debaixo da sua casa removida e construíram vários túneis subterrâneos. Os fazendeiros, obstinados em pegar quem lhes passou a perna, contrataram operários e máquinas de construção para escavar o local. 

Como não acharam os criminosos, Bunce ordenou que os seus empregados se armassem e montassem vigias e barricadas em toda a cidade para pegar os ladrões.

Já fazem alguns dias que a vila vive na espera pelo aparecimento do Sr.Raposo, e seus cidadãos parecem mais reféns dos fazendeiros que dos animais fugidos.

A polícia local não fez nada até agora e Boggis, Bunce e Bean não esboçam nenhuma vontade de desistir do plano de exterminar todos os animais relacionados com o roubo de suas propriedades.

Como não sabemos o paradeiro do Sr.Raposo, não conseguimos seu depoimento para essa reportagem.

 

Descubra a resposta desse questionamento, conhecendo um pouco mais desses dois times lendários da seleção brasileira.
por
Antônio Valle
Christian Policeno
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16/11/2023 - 12h

Brasil: 1982

A Seleção Brasileira de 1982, também conhecida como "Seleção de Ouro", ficou marcada por seu futebol ofensivo e vistoso. Apesar de ter encantado o mundo, o Brasil foi eliminado na 2° fase da Copa do Mundo para a pragmática Itália, de Zoff e Paolo Rossi, em um dos maiores jogos da história das Copas do Mundo.

A história desse jogo é recheada de bons enredos. Para a Seleção Brasileira, essa história começa a ser contada em 1979, quando Telê Santana assume o cargo de técnico, e, junto à CBF implementa o que é conhecido como "seleção permanente", isso é, os jogadores passaram a se reunir com mais frequência. Então, para o trabalho realizado em campo, não era mais só momento e a continuidade passou a ser chave.

A Seleção deu show e encantou o mundo em suas expedições internacionais, em preparação à Copa. Em 1981, a "Canarinho" bateu a Inglaterra em Wembley, pela primeira vez, assim como fez com a França no Parque dos Príncipes, e derrotou a Alemanha de virada. É muito devido a essa excursão que, ainda hoje, se discute o "time perfeito" e o que aconteceu na "Tragédia de Sarriá".

Entre o time de 1981, e o da estreia da Copa de 1982, o Brasil tinha apenas 2 modificações. Leandro, lateral-direito, entrou no lugar de Edevaldo, e Serginho Chulapa assumiu a 9 da seleção. Inclusive, achar o centroavante perfeito foi a maior dificuldade de Telê Santana, que testou alguns nomes, como: Roberto Dinamite e César, do Vasco, Nunes, do Flamengo, Roberto, do Sport, Baltazar, do Grêmio, e Reinaldo, do Atlético-MG. Telê escolheu Careca, do Guarani, mas o atacante se lesionou na fase final da preparação para o Mundial, e, então a vaga abriu novamente.

Na estreia da Copa do Mundo, contra a União Soviética, o Brasil entrou com Dirceu, no lugar de Paolo Isidoro. O time não funcionou, foi para o intervalo perdendo de 1x0. Com a volta de Isidoro o time melhorou e buscou a virada. Ainda não foi o suficiente para que ele se mantivesse no time titular. Na segunda partida, Telê achou seu quadrado de meio campo ideal: Cerezo, que havia voltado de suspensão, Falcão, primeiro jogador a atuar fora do país a disputar a Copa do Mundo pelo Brasil, Sócrates e Zico. O que chamava a atenção era a ausência de um ponta-direita.

O meio de campo era encantador: trocava passes e rodava a bola perfeitamente. Mas, às vezes, faltava velocidade. Zico e Sócrates revezavam quem caia pela direita, mas nem sempre conseguiam. Com as subidas de Leandro, e a falta de um ponta, criava-se espaços não compensados pelos zagueiros brasileiros.

A Itália reconheceu os erros brasileiros. E, foi subindo pela esquerda, que Cabrini achou o cruzamento perfeito para Paolo Rossi abrir o placar aos 5 minutos de jogo. Além disso, o a marcação individual italiana limitou o poder de criação dos meias brasileiros.

Ainda assim, o Brasil buscou o empate com Sócrates aos 12". Mas Rossi, em noite mágica ampliou, aos 25 minutos. O jogo foi para o intervalo com 2x1 no placar. No começo do segundo tempo, Falcão empatou, mas logo em seguida Rossi fez o terceiro e acabou com a alegria brasileira.

A Seleção Italiana era talentosa e perfeitamente ajustada defensivamente. Além disso, buscava vingança. Além da goleada, por 4x1, na Copa de 1970, o Brasil bateu a "Azzura" em 1978, na disputa pelo terceiro lugar. E, conseguiu.

"Enzo" Bearzot, técnico italiano de 1982, foi muito criticado ao convocar Paolo Rossi para a Copa, mas sua escolha rendeu uma das melhores revira voltas do futebol. O centroavante da Juventus, voltou da Espanha, com, além do troféu de campeão, o prêmio de melhor jogador e a artilharia do campeonato.

Mas, o que muitos não sabem, é que Rossi foi punido por 2 anos após envolvimento com apostas e manipulação de resultados, no esquema Totonero. Antes do Mundial, ele havia disputado apenas três partidas oficiais.

Para se ver como funciona o esporte. A Itália enfrentava um péssimo momento e seu futebol não convencia. A "Azzura" contou, justamente, com o criticado Paolo Rossi, para ganhar de uma das melhores seleções brasileiras de todos os tempos. O camisa 20 fez três gols, na vitória por 3x2, após um começo de campeonato medíocre do atacante.

 

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Seleção Brasileira de 1982. Reprodução: Esquemas táticos.

Brasil 1994:

Falando agora sobre a seleção tetracampeã do mundo, será possível observar se um futebol “feio”, também é capaz de trazer resultados. Ou melhor do que bons resultados, TÍTULO!

A seleção brasileira de 1994 era comandada por Carlos Alberto Parreira, mas antes disto, o técnico da seleção era Zagallo, uma lenda na seleção. Porém, como nem tudo são flores, Zagallo acabou sendo um “problema”, para o melhor jogador da “canarinho” de 1994. Isto, por que, o Baixinho não possuía uma boa relação com o treinador, e afirmou na época que não gostaria de ser convocado para a seleção brasileira caso ficasse no banco de reservas.

Com a chegada de Parreira, o baixinho foi bancado pelo treinador, e não decepcionou. Nas eliminatórias, Romário realizou um campeonato muito bom, e na copa do mundo de 1994, não foi diferente. O baixinho foi o artilheiro da seleção com cinco gols marcados, se firmando como um dos maiores centroavantes da história do futebol, e da “amarelinha”.

Falando um pouco sobre a Copa do Mundo, o Brasil chegou na competição com o pé direito, ganhando da Rússia pelo placar de 2X0, com gols de Romário e Raí, no segundo jogo, vitória sobre Camarões, com gols do “Baixinho”, Márcio Santos e Bebeto, e finalizando a fase de grupos, o Brasil tropeçou com a seleção da Suécia, empatando o jogo em 1X1.

Já no mata-mata, o osso começou a roer, e o Brasil ganhou da seleção norte americana por 1X0, em jogo difícil, com gol de Bebeto. Nas quartas de final, um jogo épico, o Brasil ganhou da ótima seleção da Holanda, por 3X2, em um jogo muito parelho, os gols foram marcados por Romário, Bebeto e Branco. Na semifinal, o Brasil enfrentou novamente a seleção da Suécia, e ganhou o jogo com placar mínimo de 1X0, com gol de Romário aos 35 minutos do 2 tempo.

No ultimo e mais decisivo jogo da competição, dois fatores extremamente relevantes estavam em cena, além é claro, de uma final de Copa do Mundo. Menos de dois meses antes da final competição, o maior ídolo do país na época, Ayrton Senna, morreu em um acidente de carro, durante uma corrida da Formula 1, deixando o país inteiro em lagrimas, outra questão, é que o Brasil passara pelo seu maior jejum de títulos de Copa do Mundo na história, sendo 24 anos sem levantar o troféu. Tudo isto trazia uma sensação de ainda mais apreensão, sobre o possível título da seleção.

O jogo foi extremamente nervoso, e terminou no placar de 0X0, levando a disputa para os pênaltis. Nos chutes ao gol, o Brasil sagrou-se campeão, pelo placar de 3X2, com o último pênalti isolado, pelo então melhor jogador do mundo na época, Roberto Baggio.

Jogar de maneira não tão vistosa, mas levantando o caneco, é sem dúvida mais prazeroso que o contrário.

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Seleção Brasileira de 1994. Reprodução: "é pênalti".