Manifestantes e familiares de mortos por violência de Estado fizeram atos simbólicos em São Paulo no aniversário de 60 anos do golpe militar no Brasil
por
Sophia Linares
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28/05/2024 - 12h

A força de segurança brasileira passa ser formada em 1827 com a chegada de Dom João VI, para equivaler a Guarda Real de Polícia de Lisboa no Rio de Janeiro. Ao longo dos anos se estabeleceram no resto do país. Nos seus mais de 190 anos, foi “organizada e reinventada diversas vezes” como diz a linha do tempo disponibilizada no site da Polícia Militar, com a criação de ramificações que compuseram e compõe a estrutura da instituição como o Corpo Policial Permanente, o Corpo de Bombeiros, a Radiopatrulha Aérea, Guarda Civil, Força Expedicionária Brasileira, entre outros.

Quando houve a queda do sistema escravista em 1888, no mesmo ano, é criado o 1º Batalhão de Polícia de Choque. “Abolição da escravidão. A partir de agora o Brasil tem um só povo em plena igualdade de direitos. O efetivo da Polícia Militar é triplicado nesse ano, chegando a 1480 homens.” 

Em 1906, o governo do Estado de São Paulo convida militares franceses para modernizar as práticas “aliando a estética militar ao serviço de policiamento ostensivo voltado para as necessidades comunitárias” e diz que o conjunto de ideais estabelecidos “liberdade, igualdade e fraternidade que se traduzem no respeito à dignidade da pessoa humana e na defesa intransigente dos direitos humanos, persiste nos dias atuais, mantendo na Polícia Militar uma visão humanista, voltada para a formação moral e patriótica do policial militar, com dedicação incansável à instrução, para bem servir à comunidade paulista e brasileira.” 

No ano de 1932 civis armados lutaram "ao lado das tropas regulares do Exército e da milícia paulista” contra o governo de Getúlio Vargas. 

A polícia ainda nomeada Força Pública em 1964, há 60 anos tinha o dever “garantir a ordem pública e a estabilidade da nação” sob o comando do eleito governador de São Paulo Adhemar de Barros, deposto dois anos depois pelo governo militar por desejar o fim do período de ausência democrática. A partir do AI-5 em 1968 “coube à Força Pública garantir a paz social e proteger a sociedade paulista”. 1969: é construído o edifício que sediou o departamento de repressão vinculado ao governo militar, DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), para perseguir integrantes de guerrilhas armadas, pessoas que poderiam ter pouca ou muita vinculação a movimentos comunistas e aqueles que se opunham ao regime.

Em 1970, a Polícia Militar é formalizada a partir da união Guarda Civil e da Força Pública. 

Instaurada em 2012, a Comissão da Verdade instituída em países que passaram por supressão de direitos individuais democráticos, investigou crimes cometidos pelo Estado brasileiro durante o período militar e identificou mais de 8 mil indígenas mortos e pelo menos 434 mortos e desaparecidos políticos. Um estudo de 2019 da Human Rights Watch calculou 20.000 pessoas torturadas. E a pesquisa publicada neste ano de Gilney Viana, pesquisador colaborador da UnB desvelou mais de 1.600 camponeses mortos e desaparecidos nos 21 anos que perdurou a ditadura civil-militar.

O tempo que militares estavam no poder, acabou em 1985. A instituição permanece realizando a fiscalização de uma ordem na sociedade, e de lá acumulou histórico de ocasiões que marcaram o país, relembre algumas delas: 

SP 1992, Massacre do Carandirú

São Paulo

111 detentos mortos

RJ 1993, Cachina da Candelária

8 crianças e adolescentes mortos

Um mês depois, o caso de assassinato de 4 policiais na Praça Catolé do Rocha, resultou na morte de 21 civis inocentes.

RJ 1998, Duque de Caxias

24 mortos

RJ 2005, Chacina da Baixada

Depois depois da troca de comandante do batalhão, policiais saíram em direção ao município de Queimados, atiraram indiscriminadamente o que resultou na morte de 29 civis. 11 policiais foram denunciados, 5 deles liberados.

SP 2006, Crimes de Maio

505 pessoas mortas pela polícia depois que o Primeiro Comando da Capital (PCC) chacinou 59 pessoas.

RJ 2007, Complexo do Alemão

24 civis mortos

RJ 2021, Chacina do Jacarezinho

Após 1 policial ser morto,

28 civis foram mortos.

SP 2023-2024, Operação Verão

56 civis mortos. Entre pessoas do crime organizado e aquelas que segundo relatórios da PM teriam entrado em confronto com os agentes, estão: uma cabeleireira, mãe de seis crianças; dois vizinhos que conversavam na rua, um deles de muleta; dois jovens no interior de uma casa onde familiares tomavam café na sala, um deles era deficiente visual e possuía um dos olhos com 20% da visão e o outro cego.

Outros eventos ocasionaram mortes decorrentes de confrontos com a força pública de segurança, que resultaram cicatrizes em muitas famílias. Em comparação com 2022, os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostraram que em 2023 a letalidade policial cresceu 18% no estado de São Paulo e chegou a 313 civis mortos, também cresceu em 63% a taxa de policiais militares que tiraram a própria vida, foram 31 suicídios de agentes enquanto 16 morreram em confronto, segundo dados obtidos através da LAI (Lei de Acesso à Informação) pela Ponte.

A virada de março para abril deste ano, marcou 60 anos do dia que os cidadãos brasileiros perderam durante 21 anos seus direitos democráticos. Grupos da sociedade fizeram atos em São Paulo, pela memória das pessoas mortas e desaparecidas por ação de forças do Estado brasileiro durante a ditadura até os dias atuais. Familiares e amigos seguraram os corpos em forma de cartazes e caminharam pelas ruas da cidade. 

 

Escada interna de onde funcionou o aparelho de repressão militar DOI-Codi (1970-1976) em São Paulo.
Escada interna da construção onde funcionou o aparelho de repressão militar DOI-Codi (1970-1976) em São Paulo, aos fundos do 36° Distrito Policial na Vila Mariana que na porta, manifestantes da 4ª Caminhada do Silêncio se concentraram para ir em direção ao Monumento dos Mortos e Desaparecidos Políticos - Foto: Sophia Linares

 

Portas: à esquerda entrada para uma das salas de tortura e à direita uma das celas.
DOI-Codi: à esquerda entrada para uma das salas de tortura e à direita uma das celas - Foto: Sophia Linares

 

DOI-Codi: sala de tortura localizada no segundo andar
DOI-Codi: sala de tortura localizada no segundo andar, a menor onde não há porta, é o local que o hoje jornalista e escritor Ivan Seixas, preso quando tinha 16 anos, após ter sido tirado do pau-de-arara pode ter visto seu pai na cadeira do dragão — poltrona com condução elétrica para choque em todo o corpo — e que foi morto durante uma das sessões de tortura. Os gritos podiam ser ouvidos dia e noite em todas as celas, assim como na vizinhança - Foto: Sophia Linares

 

Emilio Ivo Ulrich, ex-preso político no DOI-Codi e autor do livro “Tortura não tem fim”
Emilio Ivo Ulrich, ex-preso político no DOI-Codi e autor do livro “Tortura não tem fim” - Foto: Sophia Linares

 

Familiares seguram cartazes de parentes na 4a Caminhada do Silêncio
Familiares seguram cartazes de parentes na 4ª Caminhada do Silêncio - Foto: Sophia Linares

 

Mulher caminha em direção ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos
Foto: Sophia Linares

 

Na Avenida Brasil, manifestante mostra cartazes para carros parados no semáforo próximo ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos
Na Avenida Brasil, manifestante mostra cartazes para carros parados em semáforo próximo ao Monumento aos Mortos e Desaparecidos - Foto: Sophia Linares

 

Mães e familiares de pessoas mortas durante os Crimes de Maio em caminhada do Cordão da Mentira
Mães e familiares de pessoas mortas durante os Crimes de Maio no Cordão da Mentira, passeata que saiu do Centro Maria Antonia, na Consolação, e seguiu para o antigo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) que hoje abriga o Memorial da Resistência - Foto: Sophia Linares

 

Participante vestida de morte salta caçambas com entulho em ato Cordão da Mentira.
Pessoa vestida de morte acompanhou policiais que realizaram a fiscalização da passeata Cordão da Mentira - Fotos: Sophia Linares

 

Performance artística no Cordão da Mentira
Performance artística no Cordão da Mentira - Foto: Sophia Linares

 

Participantes de ato pela memória dos mortos e desparecidos da ditadura civil-militar que ocorria à frente, na entrada da Universidade de Direito da USP no Largo São Francisco
Participantes de ato pela "defesa da democracia e por aqueles que lutaram contra a ditadura militar no Brasil" que ocorria em frente, na entrada da Universidade de Direito da USP no Largo São Francisco - Foto: Sophia Linares

 

Conheça o parque Amantikir, um destino de contemplação e serenidade em Campos do Jordão.
por
Helena Maluf
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20/05/2024 - 12h

O Parque Amantikir, localizado em Campos do Jordão, é um refúgio de beleza natural e serenidade. Inaugurado em 2007, possui mais de 60 mil metros quadrados, o parque abriga 26 jardins temáticos, cada um inspirado em paisagens e culturas diferentes ao redor do mundo, como os Jardins Chinês e Japonês, além do encantador Labirinto Clássico. Oferecendo vistas panorâmicas deslumbrantes da Serra da Mantiqueira, o parque é um destino perfeito para contemplação e relaxamento. Ideal para amantes da natureza e botânica, o parque também promove atividades educativas e de lazer, incentivando a conscientização ambiental. Com sua arte paisagística e riqueza de espécies vegetais, o Amantikir proporciona uma experiência inesquecível de conexão com a natureza.

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Escultura Chinesa no parque. Foto: Helena Maluf
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Lírios de água. Foto: Helena Maluf
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Pequeno lago artificial no meio do parque. Foto: Helena Maluf
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Visitante do parque tirando fotos. Foto: Helena Maluf
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Borboleta no parque. Foto: Helena Maluf
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Vista do ponto mais alto do arque. Foto: Helena Maluf
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Araucárias. Foto: Helena Maluf
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Teia de aranha se formando dentro do parque. Foto: Helena Maluf
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Hortênsia. Foto: Helena Maqluf

 

O edifício tem percursos para além do concreto
por
Fernanda Pradella Travaglini
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13/05/2024 - 12h

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) tem como edifício o que é considerado uma das obras-primas de João Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. Concebido na década de 1960, os caminhos da FAU não são apenas feitos de concreto mas, também, pela exploração da luz (artificial e natural) que integra os percursos de quem caminha pelo espaço. 
 

FAU USP em preto e branco
Desenho de sombras. Imagem: Fernanda Travaglini.
Pavilhão principal - FAU USP.
Delimitando setores. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Imagem do teto da FAU USP, borrada propositalmente.
Abstração – o borrão. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Sala de estudos na FAU USP, com luz artificial e natural
Simetria. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Vão livre na FAU USP
Imensidão, formas e luzes. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Bloco de concreto (teto) e passarelas ao fundo
O percurso e a queda. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Portas.
Cor e(é) luz. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Sala de aula e corredor
Dois ambientes: luz contínua e difusa. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Teto da FAU USP (2)
Linhas. Imagem: Fernanda Travaglini. 
Borrão amarelo (pessoa) na frente do vão da FAU USP
O sentido: o ser humano. Imagem: Fernanda Travaglini.

 

Próximo ao metrô Faria Lima, o mercado municipal é um passeio para além das compras
por
Julia Quartim Barbosa
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13/05/2024 - 12h

Por muitos anos, o espaço cumpriu apenas o papel de atender moradores dos arredores, atuando como um entreposto de produtores e compradores dos produtos de cidades vizinhas, sendo conhecido como "Mercado dos Caipiras". Após reinaugurado e revitalizado, o Mercado Municipal de Pinheiros conta hoje com diversos restaurantes e se tornou parte do roteiro de passeios da cidade.

Mesmo com 37 boxes a menos do que na época de sua inauguração, o espaço conta com floricultura no andar de baixo, uma peixaria e diversos empórios, quitandas, mercearias e açougues. De acordo com a Prefeitura Municipal de São Paulo, passam em média 800 pessoas por dia no Mercado de Pinheiros.
 

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Espelho no teto da peixaria reflete a bancada de trabalho dos funcionários. Foto: Julia Quartim Barbosa
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Imagem de uma santa, pequenas plantas e um controle remoto entregam vestígios da identidade do funcionário em sua quitanda. Foto: Julia Quartim Barbosa
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Frutas vistas de cima em uma quitanda do primeiro piso. Foto: Julia Quartim Barbosa
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Em um dos três açougues do mercado, um dos funcionários, de camisa polo e avental, pesa seu produto. Foto: Julia Quartim Barbosa
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Logo cedo e antes do início do maior fluxo de pessoas no mercado, trabalhador organiza sua bancada. Foto: Julia Quartim Barbosa
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Nos bancos em frente a floricultura do mercado, as pessoas se acomodam. O senhor da foto preenche um livro de palavras cruzadas. Foto: Julia Quartim Barbosa
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Mercado de Pinheiros tem movimento constante. Foto: Julia Quartim Barbosa
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 A peixaria do mercado ocupa o box 69 e, com uma pintura inconfundível nos azulejos, é facilmente identificada. Foto: Julia Quartim Barbosa
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Funcionário organiza e dispõe suas melhores verduras. Foto Julia Quartim Barbosa
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No início do expediente, funcionários organizam as frutas e limpam os letreiros para receberem os clientes em um sábado de manhã. Foto: Julia Quartim Barbosa

 

O parque, localizado na zona oeste, é um dos mais visitados da cidade de São Paulo
por
Gabriel Dalto Borelli
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06/05/2024 - 12h

 

Diante da selva de pedra que vê o número de arranha-céus aumentar ao passar dos anos, as áreas verdes tentam equilibrar essa relação inversamente proporcional de natureza com concreto. No bairro da Barra Funda, não é diferente, e nele está localizado o Parque Doutor Fernando Costa (Parque da Água Branca para os mais íntimos),  que evidencia o fato de que os parques trazem lazer em meio a conturbada vida dos paulistanos que ali frequentam, se abrigam, ou até mesmo o utilizam como forma para “cortar caminho”. 

O Parque da Água Branca é um ponto tradicional de São Paulo, e se consolida como um local de calmaria para os frequentadores com sua diversa flora, ambiente para exercícios físicos, feiras, e outras atrações nos seus mais de 136.000 metros quadrados.

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As árvores são os elementos mais presentes no Parque, com mais de 99 espécies diferentes, que são representadas por 35 famílias diferentes, e 2890 exemplares. Foto: Gabriel Borelli
 
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O ambiente calmo é um dos destaques do parque, que por sua vez atrai diversas famílias e pessoas em busca de lazer. Foto: Gabriel Borelli
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O Parque da água Branca possui uma área destinada a brinquedos de playground, para o divertimento de crianças e públicos mais jovens. Foto: Gabriel Borelli
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Áreas de exercício com aparelhos também são encontradas espalhadas pelo local. Foto: Gabriel Borelli
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Espaços de recreação, e estrutura para eventos se fazem presentes dentro do lugar. Foto: Gabriel Borelli
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A paisagem presente no local é um elemento de destaque. A presença do sol penetra as folhas e galhos das árvores, sendo um espetáculo natural. Foto: Gabriel Borelli
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O Parque Doutor Fernando Costa é um dos parques de São Paulo que mais tem aumentado o número de visitações, junto ao Parque Villa-Lobos e Parque Ecológico do Tietê. Segundo último levantamento de 2022 feito pela SEMIL (Secretaria de Meio Ambiente Logística e Infraestrutura), o Parque da Água Branca teve crescimento de 103,9% de visitas em relação a pesquisa realizada em 2019. Foto: Gabriel Borelli
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Frequentado por muitos moradores dos arredores da região, o parque foi inaugurado há 94 anos. Antes era uma escola dedicada às ações agrícolas, que permaneceu ativa por 7 anos, e teve suas atividades encerradas em 1911. Foto: Gabriel Borelli
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Justamente pelo fato de ter sido aberto há muito tempo, o parque apresenta alguns fatores que evidenciam a velhice do local. Frequentadores também alegam descuido por parte da concessionária responsável pelo patrimônio, que era público até meados de 2022. Foto: Gabriel Borelli

 

O Parque Ibirapuera, um dos mais famosos do país, se mantem sub o avanço imobiliario de São Paulo
por
Pedro Rossetti
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05/05/2024 - 12h

Inaugurado em 1954, o Parque Ibirapuera é tombado e considerado patrimônio histórico da capital. Localizado na zona sul, entre as avenidas Pedro Álvares Cabral, República do Líbano e IV Centenário, tem uma área de 158 hectares e conhecido mundialmente. Em 2017, foi o parque mais visitado da América Latina, com cerca de 14 milhões de visitas e é um dos locais mais fotografados do mundo. Seu desenho foi desenvolvido por Otávio Augusto Teixeira Mendes, juntamente com o renomado arquiteto Oscar Niemeyer, que planejou as construções dos museus, auditórios e marquises, que recebem eventos diariamente.

Situado em meio ao caos da cidade grande, a tranquilidade e paz do ambiente atrai centenas de pessoas todos os dias, normalmente para atividades físicas e encontros com familiares e amigos. O parque publico conta com quadras poliesportivas, bicicletas para locação, lagos e entre outras atividades que o tornam único. Com mais de quinhentas espécies de arvores, o Parque Ibirapuera tornou-se um verdadeiro jardim botânico, algo cada vez mais raro em meio ao transtorno da cidade grande, principalmente pelo ramo imobiliário, que vem crescendo e construindo prédios muito próximos ao parque, que é cercado por bairros elitizados de São Paulo.

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Grande área verde localizada em meio a dezenas de prédios "floresta de concreto".     Foto: Pedro Rossetti
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Sombra natural das copas das árvores refrescam o ambiente.     Foto: Pedro Rossetti
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No calor da capital, comerciantes vendem bebidas e comidas em seus pequenos carrinhos, dando acesso fácil aos frequentadores do parque.     Foto: Pedro Rossetti
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Os lagos por todo o parque contam com animais como patos e gansos, trazendo uma ambientação maior ao local.     Foto: Pedro Rossetti
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As centenas de espécies de árvores se misturam na paisagem e criam um ambiente natural, mesmo em meio a cidade.     Foto: Pedro Rossetti
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O parque é de livre circulação e conta com vários locais de socialização.     Foto: Pedro Rossetti
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Entre as mais de 500 espécies de arvores, estão as falsas-seringueiras, que preenchem o local.     Foto: Pedro Rossetti
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A densa vegetação se abre para o gramado, que é muito usado para atividades físicas, especialmente em esportes coletivos.     Foto: Pedro Rossetti
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As largas ruas garantem um grande movimento de pessoas e incentivam atividades em família.     Foto: Pedro Rossetti
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As árvores preenchem a paisagem e abafam o caos da metrópole.     Foto: Pedro Rossetti

Esporte serve como uma maneira de relaxar para os paulistanos
por
Gabriel Ferro Agostini
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07/05/2024 - 12h

Na caótica cidade de São Paulo, onde o ritmo frenético da vida urbana parece não dar trégua, o futebol surge como uma forma de entretenimento que une e emociona os habitantes. Em meio ao mar de concreto e arranha-céus que caracteriza a paisagem paulistana, os campos de futebol se destacam como pequenos oásis de lazer e diversão.

É nesse contexto que os encontros entre torcedores do Corinthians e do Palmeiras ganham vida, transformando-se em verdadeiros espetáculos de paixão e rivalidade. Em meio ao caos urbano, os estádios se tornam templos sagrados, onde milhares de vozes se unem em apoio aos seus times do coração.

Para os habitantes de São Paulo, o futebol é mais do que um mero entretenimento; é uma válvula de escape em meio à rotina estressante da cidade grande. É um momento de descontração e camaradagem, onde as diferenças são deixadas de lado em nome da paixão compartilhada pelo esporte. E assim, em meio ao caos e agitação de São Paulo, o futebol emerge como uma fonte de alegria e união, alimentando o espírito vibrante e resiliente dos paulistanos.

Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
Uma das maiores torcidas organizadas do mundo, a Gaviões da Fiel, apoia o Corinthians. O Timão conta com mais de 40 milhões de torcedores espalhados pelo Brasil e, por isso, é uma das torcidas mais influentes dentro e fora de campo.
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
Os torcedores levam o time como um estilo de vida, parte da cultura deles. Eles tratam seu clube com muito amor, carinho e respeito, moldando memórias e tradições que são passadas através das gerações.
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
Os estádios são muito frequentados por famílias, que optam pelo esporte como forma de diversão. Normalmente, em jogos que acontecem num domingo, a presença dessas família é mais comum ainda.
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
Apesar de servir como um lugar para “distrair” a cabeça, o estádio de futebol é o local onde um torcedor pode ver seus ídolos de perto e se conectar com eles.
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
Além da torcida mandante, os visitantes também marcam presença. Esses torcedores viajam para outra cidade, ou até mesmo para outros países, exclusivamente para apoiar seu time de coração.
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
As torcidas organizadas têm um papel crucial além dos gramados, influenciando positivamente comunidades, promovendo causas sociais e cultivando valores de união, solidariedade e cidadania.
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
São verdadeiras forças transformadoras na sociedade, engajando-se em projetos de voluntariado, eventos beneficentes e ações que reverberam o amor pelo clube para além das arquibancadas.
Ensaio por: Gabriel Ferro Agostini
Gramado do Allianz Parque, estádio que pertence ao Palmeiras, é sintético. Por isso, a grama é cuidada diariamente, de uma forma específica.
O cenário pulsante das bandas de rock independentes que ecoam na Avenida Paulista, misturando influências e energizando a cena musical da cidade.
por
João Pedro Lopes
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07/05/2024 - 12h

Na efervescente cena musical da Avenida Paulista, bandas independentes de rock estão marcando presença, trazendo uma energia contagiante e influências diversas. Esses grupos estão redefinindo a cena musical da Avenida Paulista, trazendo diversidade e paixão pelo rock para os corações dos paulistanos.

Entre elas, a banda Overhead originária de Bauru, cujo som é uma ode ao rock clássico e hard rock. Já se apresentaram em várias casas de shows paulistanas e até mesmo em estados como Mato Grosso do Sul, Bahia, Paraná e na Argentina, dividindo o palco com nomes consagrados como Sepultura e Angra.

Outra presença marcante é a Dirimbó, banda pernambucana que mistura ritmos nordestinos como lambada e forró ao rock, conquistando o público com suas batidas contagiantes.

E não podemos esquecer do Picanha de Chernobill, um trio gaúcho radicado em São Paulo, conhecido por seus milhares de shows nas ruas da capital e pelas apresentações em festivais renomados como o Rock in Rio.

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André Moreno e Bruno Biondo incendeiam o palco com seus riffs ardentes, enquanto Ivo Ferreira e Jean Ricardo garantem o ritmo pulsante que faz a plateia vibrar. Foto: João Pedro Lopes.

 

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As guitarras de Bruno Biondo e André Moreno são o coração pulsante do Overhead, injetando fogo e paixão em cada acorde e fazendo o público vibrar com sua energia contagiante. Foto: João Pedro Lopes.

 

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O poder do rock clássico e hard rock se manifesta com intensidade na energia contagiante do Overhead. Foto: João Pedro Lopes.

 

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Os instrumentos do Overhead se fundem em uma sinfonia de rock, criando uma atmosfera envolvente e poderosa que envolve a plateia em uma experiência única. Foto: João Pedro Lopes.

 

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André Moreno lidera com sua voz potente, guiando o Overhead para novos horizontes musicais enquanto transmite emoção e autenticidade em cada nota. Foto: João Pedro Lopes.

 

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A Dirimbó traz consigo o calor e a vibração dos ritmos nordestinos, enchendo a Avenida Paulista com uma mistura envolvente de lambada, forró e carimbó no rock. Foto: João Pedro Lopes.

 

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A banda é uma celebração da diversidade musical brasileira, fundindo tradição e modernidade em um espetáculo de ritmos cativantes. Foto: João Pedro Lopes.

 

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Rafa Lira lidera a banda com maestria, trazendo consigo a riqueza sonora e cultural de Recife, enquanto Bruno Negromante e Mario Brito garantem a pulsante batucada que contagia a todos. Foto: João Pedro Lopes.

 

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O trio gaúcho desbrava as ruas de São Paulo, levando o rock de qualidade diretamente para o coração da cidade e conquistando fãs por onde passa. Foto: João Pedro Lopes.

 

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Vocalista e baixista, Matheus Mendes lidera com paixão e entrega, transmitindo a essência do rock em cada nota e em cada palavra. Foto: João Pedro Lopes.

 

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A guitarra incendiária de Chico Rigo é o coração pulsante da Picanha de Chernobill, trazendo vida e energia a cada performance. Foto: João Pedro Lopes.

 

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Fernando Salsa, o baterista da Picanha de Chernobill, dá vida à música com sua batida enérgica e impecável, impulsionando a banda para o estrelato. Foto: João Pedro Lopes.

 

as histórias que são contadas antes e após do apito do juiz
por
Pedro José de Oliveira Zolési
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03/05/2024 - 12h

Estar em torno do estádio do Palmeiras é entrar em um mundo onde as histórias se unem através do amor ao futebol. Entre as paredes luminosas decoradas com as cores do clube, existe um mosaico de experiências que vão além dos jogos em si. Famílias de todo o mundo se reúnem aqui com sorrisos brilhantes e tradições profundas. Desde jovens imersos na alegria do campo até idosos que compartilham memórias de décadas. E nesse espetáculo, o vendedor de salgadinhos e camisetas se destaca não só como marqueteiro, mas também como contador de histórias. Eles não apenas alimentam corpos famintos, mas também mantêm as conversas e os laços ficam mais fortes cada vez que nos encontramos.

 

 

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Pessoa caminhando perto de uma viatura. Foto: Pedro José
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Homem correndo perto do estádio em dia de jogo. Foto: Pedro José
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Vendedores ambulantes fazendo seus respectivos trabalhos. Foto: Pedro José
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Homem tentando vender camisas para um torcedor. Foto: Pedro José
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Venda de camisas do Palmeiras. Foto: Pedro José
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Torcedores passando pela primeira sessão de segurança. Foto: Pedro José
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Agrupamento de torcedores pronto para entrar no estádio. Foto: Pedro José
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Torcedores na fila para comprar um lanche. Foto: Pedro José
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Torcedores no caminho do estádio. Foto: Pedro José
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Venda de bonés e camisas do Palmeiras. Foto: Pedro José

 

Inaugurado em 1954, o Parque Ibirapuera é um marco da cidade de São Paulo
por
Julia da Justa Berkovitz
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03/05/2024 - 12h

Reunindo lazer, história e cultura, o Parque Ibirapuera conta com uma área de aproximadamente 1.584.000 metros quadrados. Seu projeto foi encomendado em 1951 pelo governador Lucas Nogueira Garcez para a comemoração do IV Centenário da Cidade de São Paulo.

Para além da área verde, o Parque Ibirapuera abriga um conjunto de edifícios culturais e artísticos planejados por Oscar Niemeyer. Dentre as principais construções do arquiteto estão: a Oca, o Pavilhão da Bienal, o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e o Auditório Ibirapuera.

O projeto arquitetônico dos espaços conta com traços e proporções inovadoras, além de formas curvas e orgânicas que revelam o modernismo de Niemeyer.

Auditório Ibirapuera
O Auditório Ibirapuera, também conhecido como Auditório Oscar Niemeyer, foi planejado na década de 1950 mas sua inauguração ocorreu em 2005. O espaço é destinado para apresentações musicais. Foto: Julia Berkovitz

 

Detalhe - Auditório Ibirapuera.
A escultura vermelha que marca a entrada do Auditório e se estende por seu interior foi concebida pela artista Tomie Ohtake. Foto: Julia Berkovitz

 

Oca
O Pavilhão Lucas Nogueira Garcez, popularmente conhecido como Oca reúne exposições, eventos e atividades culturais. O edifício de planta circular é como uma fina casca acomodada no chão. Foto: Julia Berkovitz

 

Detalhe - Oca
A Oca conta com 33 janelas que podem ser utilizadas para se sentar e apreciar a vista do Parque Ibirapuera. Foto: Julia Berkovitz

 

MAM
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) foi construído por Niemeyer nos anos 1950 e adaptado por Lina Bo Bardi em 1982. Seu acervo contém mais de 5 mil obras. Foto: Julia Berkovitz

 

MAM
O MAM se integra com o Jardim das Esculturas, projetado em 1993 por Roberto Burle Marx. O espaço é inteiramente acessível para pessoas com deficiência. Foto: Julia Berkovitz

 

MAM e Parque
Por entre as esculturas e os edifícios, pode se ver diversas espécies de árvores e plantas que colorem o ambiente, mesclando cultura e natureza. Foto: Julia Berkovitz

 

Escultura e Bienal
Caminhando pelo Jardim das Esculturas, o Pavilhão da Bienal vai se tornando cada vez mais visível, revelando seu comprimento de 250 metros. Foto: Julia Berkovitz

 

Escultura e Bienal
A Caçadora, de Lélio Coluccini se refere à deusa grega Artêmis. Foi realizada em 1944 e foi transferida para o Parque Ibirapuera na década de 1970. Foto: Julia Berkovitz

 

Bienal
O Pavilhão da Bienal é a sede da Bienal Internacional de Arte de São Paulo. O edifício também recebe outras exposições e eventos, como a SP-Arte. Foto: Julia Berkovitz