Retorno ocorre em meio à disputa entre ministros sobre relatórios da PF sobre as investigações do Caso Master
por
Amanda Campos
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10/09/2026 - 12h

 

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9), a reintegração imediata de Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal, um dia depois do ministro André Mendonça determinar seu afastamento no contexto das investigações envolvendo o Banco Master. Dino também mandou reconduzir Leandro Almada da Costa ao cargo de diretor de Inteligência da PF e considerou que a decisão de Mendonça tinha problemas na forma como foi tomada e poderia prejudicar investigações em andamento.

No dia 1° de setembro, vieram a público mensagens e informações sobre a relação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com os ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça. O próprio Mendonça confirmou ter se reunido com o banqueiro, preso desde março deste ano.

Documentos extraídos do celular de Vorcaro, e tornados públicos por Mendonça, mencionavam Moraes. Em resposta, o ministro enviou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um relatório da PF com suspeitas sobre a atuação do colega em investigações relacionadas ao Banco Master e ao caso dos descontos do INSS, o que escalonou a tensão no Supremo. 

Foi a partir desse relatório que Mendonça passou a alegar que vinha sendo monitorado ilegalmente pela inteligência da Polícia Federal. Segundo ele, ao menos seis relatórios sobre sua atuação teriam sido produzidos entre 03 e 31 de agosto. 

Na terça-feira (8), Mendonça decidiu então afastar Rodrigues e Almada de suas funções. O pedido havia sido apresentado pelo Partido Novo, que já pedia por medidas mais duras contra o diretor-geral da PF.

André Mendonça durante sessão plenária do STF.
André Mendonça também suspendeu a produção de relatórios de inteligência destinados a analisar atos de autoridades Foto: Nelson Jr./SCO/STF.

 

A decisão provocou grande reação dentro da própria Polícia Federal. Dos 13 diretores da corporação, 11 colocaram seus cargos à disposição em apoio a Rodrigues e Almada. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) também criticou o afastamento e defendeu que a questão fosse analisada pelo Plenário do STF.

O afastamento chegou a obter maioria na Segunda Turma do STF. Os ministros Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista de Gilmar Mendes.

Andrei Rodrigues recorreu então ao Supremo para voltar ao cargo. O pedido foi analisado por Dino na Petição 16.669, que envolve investigações relacionadas e estava sob a relatoria do ministro. Dino afirmou que o Partido Novo não poderia ter feito o pedido de afastamento, porque partidos políticos não têm legitimidade para solicitar esse tipo de medida em uma investigação criminal. O ministro também entendeu que a questão deveria ser analisada pelo Plenário do STF, já que a Presidência da Corte havia aberto um procedimento para discutir os mesmos relatórios da PF.

Com esses argumentos, Dino determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurasse o retorno imediato de Rodrigues ao comando da PF e de Almada à Diretoria de Inteligência. A decisão também impede, preventivamente, novas medidas contra os dois por atos praticados no cumprimento de suas funções, desde que respeitados os procedimentos legais.

Flávio Dino durante sessão plenária no STF.
Dino determinou que as medidas sob sua relatoria fossem cumpridas pela PF sem interferência externa. Foto: Victor Piemonte/STF

 

A decisão de Dino foi posteriormente suspensa pelo presidente do STF, Edson Fachin. O ministro suspendeu tanto o afastamento determinado por Mendonça quanto a reintegração decidida por Dino e manteve Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. Fachin afirmou que as decisões conflitantes em menos de 24 horas provocaram uma “grave lesão à ordem pública” e que a questão precisa ser tratada de forma institucional pela Corte.

Fachin também determinou que qualquer nova investigação envolvendo ministros do STF passe previamente pela Presidência da Corte e convocou uma sessão extraordinária do Plenário para 15 de setembro, quando os ministros deverão analisar os desdobramentos do caso.

Com isso, Andrei Rodrigues permanece no cargo até uma nova decisão do Supremo. O afastamento determinado por Mendonça e a posterior reintegração por Dino ficam suspensos, enquanto o STF busca uma solução para a disputa envolvendo os relatórios da PF e as investigações relacionadas ao Banco Master.

Reportagem do ICL mostrou o deputado pedindo a liberação de ativo minerário ao banqueiro do Banco Master.
por
Sophia Aquino
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08/09/2026 - 12h

 

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu ajuda, em áudio revelado pelo portal do ICL Notícias no dia 04 de setembro, ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master para destravar um negócio que envolvia o ex-assessor Thiago Rodrigues de Faria de um ativo minerário que estava pendente.  

No áudio, gravado em março de 2025, Nikolas chama Vorcaro de “Dani” e “Lindão” e afirma que gostaria de se aproximar do ex-banqueiro. A troca de mensagens revelada mostra também que o banqueiro bancou todos os voos do deputado. Nikolas confirmou publicamente o uso de aeronaves cedidas pelo banqueiro durante o segundo turno das eleições de 2022, mas afirma que, à época, não sabia da relação do empresário com o Banco Master nem dos problemas que viriam a envolvê-lo. 

Nikolas Ferreira no Congresso Nacional. Foto:Geraldo Magela/Agência Senado
Nikolas Ferreira no Congresso Nacional. Foto:Geraldo Magela/Agência Senado

 

O congressista divulgou em suas redes sociais um vídeo explicando que havia um laudo da PF que comprova sua inocência nas conversas com o ex-dono do Banco Master. O arquivo, porém, era falso com a marca d'água da OpenAI e a data de extração do documento foi no dia 18 de novembro de 2025, mesmo dia em que Daniel Vorcaro foi preso. A Polícia negou a autoria do documento. 

Ao jornal Metrópoles, Nikolas disse que repostou a publicação de um perfil no X que divulgou o suposto relatório, mas logo em seguida apagou a publicação. As checagens encontraram inconsistências internas no documento, no qual situava as conversas entre Nikolas e Vorcaro em janeiro de 2025, quando na verdade o áudio havia sido enviado em março daquele ano, e citava uma página de um suposto relatório da PF que não continha qualquer referência ao caso. 

A censura do termo “Lindão”

No domingo (6), o magistrado censurou a reportagem no site e nas redes sociais Facebook e Instagram. A justificativa foi que, ao reexaminar o áudio original, identificou a palavra "Dani" no lugar de "lindão", considerando que a mudança alterava o sentido da fala atribuída ao deputado. 

No domingo (06), o deputado recorreu à Justiça Eleitoral e pediu a retirada da reportagem do ICL do site, do Instagram e Facebook. O pedido foi analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e o juiz do caso autorizou a republicação da reportagem que revelou o áudio do Nikolas para Vorcaro, mas censurou o uso do termo "lindão". 

O ICL, em nota oficial à imprensa, classificou a decisão como censura judicial e reforçou que o áudio usado como base da reportagem foi extraído do celular de Vorcaro pela própria PF, que o próprio deputado não contesta ter enviado a mensagem ao banqueiro, e que o conteúdo integral do áudio foi disponibilizado aos leitores desde a publicação original. 

Confira compromissos e a agenda semanal de Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata)
por
Carolina Nader
Isabela Sallum
Manuela Abbate Gonçalves
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03/09/2026 - 12h

Ao longo da semana, os concorrentes apostam em diferentes estratégias de campanha, com participação em eventos, atividades nas ruas e presença nas redes sociais para divulgar suas propostas ao eleitorado.

Clariana Barão (DC)

A candidata participou, nesta segunda-feira (31), às 21h, de uma  entrevista na Rádio Pinel, no Rio Grande do Sul.Clariana também se manteve ativa nas redes sociais, publicando conteúdos sobre seus planos políticos.  

Edmilson Costa (PCB) 

O candidato Edmilson Costa (PCB) não divulgou uma agenda pública de campanha para esta semana.  

Entre as atividades recentes, Costa realizou ações de campanha no Rio de Janeiro, com panfletagem e conversas com eleitores, além de participar de um festival literário. Durante as atividades, o candidato também apresentou propostas relacionadas às condições de trabalho, defendendo o fim da escala 6x1 e a adoção de uma jornada de 30 horas semanais.

Hertz Dias (PSTU)

No dia 22, Hertz Dias participou do o Slam São Mateus, evento que abre espaço para a poesia e para a rima dentro da comunidade. O candidato, que ao longo de sua campanha tem se apresentado como rapper, dedicou pouco tempo ao discurso eleitoral e  preferiu rimar versos de sua música “Imortais”. Hertz relatou como sua vida foi moldada pelo Racionais MC`s, que o apresentou para os livros e o guiou novamente para o estudo. Ele também falou sobre sua história de vida, crescendo em meio às dificuldades, roteiro familiar dentre as pessoas das mais diversas comunidades pelo país. Dias encerra com o verso “Imortais seremos milhões enquanto o capitalismo vencer”

No dia 28 de agosto, o veículo Monitor Mercantil disponibilizou uma entrevista exclusiva com o candidato do Partido Social dos Trabalhadores Unificado (PSTU). A conversa teve dois focos: a visão de Dias sobre aspectos do Estado brasileiro e suas propostas para essas questões. 

Entre as principais propostas de seu plano de governo, Hertz cita a reestatização de setores de energia, petróleo, minério e siderurgia, a fim de reverter o processo de desindustrialização sofrido pelo Brasil e valorizar o paísno cenário mundial. O candidato também menciona a estatização do Agronegócio como forma de combate à fome e a redução da jornada 6X1, a caracterizando como “escala semi-escrava”. Dias finaliza esse segmento reiterando o combate às opressões que seu partido busca traçar, com atenção prioritária às para pessoas negras, mulheres, povos indígenas e a comunidade LGBTQIAPN+. 

O candidato descreve a situação econômica do país como estagnada, obtendo benefícios da maior participação do Estado. Quando perguntado sobre sua avaliação do funcionamento do Estado brasileiro, Hertz Dias indica que a instituição está avançando, cada vez mais, na direção da destruição das liberdades democráticas e, relacionou sua afirmação com a falta de destaque que partidos com menor visibilidade, como o PSTU, recebem. O candidato concluiu afirmando que o objetivo estratégico de sua presidência seria que a classe trabalhadora construísse seu próprio Estado. 

Ao longo da entrevista, Dias fez críticas à precarização do trabalho do professor ,que, constantemente, são sobrecarregados. Também é apontada a linha tênue entre o ambiente escolar e domiciliar e como a pressão sofrida pelos professores é transferida aos alunos, causando problemas psicológicos em ambos. “O ambiente escolar não pode ter um ambiente de adoecimento, mas sim um ambiente de produção e reprodução de conhecimento”, diz Hertz.

O concorrente frisa que o PSTU, ao entrar no processo eleitoral, tem como objetivo ocupar espaço ao recuperar a classe trabalhadora. “Muitos trabalhadores foram capturados pela extrema direita, pois se decepcionaram com o PT, que não cumpriu com a promessa de reverter a situação da classe trabalhadora. Nós não somos favoráveis a xingamentos como “bolsominion” ou “pobre de direita”, mas sim a explicação do que é o país. Nós queremos mostrar a esses trabalhadores que eles tinham razão em romper com o PT, mas também queremos mostrar que eles estão sendo utilizados de forma política pela extrema direita contra eles mesmos. Com isso, nós vamos fortalecer a unidade da classe trabalhadora e avançarmos em direção a outra forma de sociedade, além da polarização entre Frente Ampla e extrema direita”, constata.

propaganda eleitoral oficial do PSTU, com Hertz Dias e sua vice Vanessa Portugal em composição com o número 16

Propaganda eleitoral oficial de Hertz Dias para Presidência da República, reforçando a ligação de sua campanha com a causa trabalhista. | Reprodução: Instagram/ @hertzdiaspstu
Propaganda eleitoral oficial de Hertz Dias para Presidência da República, reforçando a ligação de sua campanha com a causa trabalhista. | Reprodução: Instagram/ @hertzdiaspstu

No dia 29, Hertz Dias participou da sabatina do SBT News, reforçando seus posicionamentos sobre a estatificação e reestatificação de setores do Brasil, a jornada de trabalho marcada pela escala 6x1 e a luta trabalhista. O candidato também comentou sobre a falta de visibilidade que é dada ao seu partido. Ele menciona Vera Lúcia, representante do PSTU para o governo de São Paulo que ocupa o terceiro lugar na corrida e, mesmo assim, foi excluída do debate com Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas. Dias completou dizendo que, a exclusão da esquerda dos espaços de debate impacta diretamente no número de eleitores que apoiam seu partido. “Quem não é visto, não é lembrado”, expõe. 

Rui Costa Pimenta (PCO) 

O candidato Rui Costa Pimenta (PCO) não tem novos compromissos públicos fixos divulgados para os dias úteis desta semana. A agenda do candidato é atualizada conforme a realização de atos de campanha e atividades promovidas pelo partido. 

Entre as atividades recorrentes está a participação na “Análise Política da Semana”,transmissão ao vivo realizada aos sábados pela Causa Operária TV,na qual são discutidos os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Pimenta também participa de plenárias regionais, reuniões com sindicatos e eventos de lançamento de sua candidatura organizados pelo PCO. 

Segundo o Diário da Causa Operária, Rui percorrerá diferentes estados nas próximas semanas para divulgar o programa do partido e participar de atos da campanha “Rui Presidente”.

No dia 5 de setembro, o candidato estará em Belo Horizonte, Minas Gerais. Depois, seguirá para Dourados, Mato Grosso do Sul, no dia 12. Recife, em Pernambuco, no dia 19, e Curitiba, no Paraná, no dia 25.O roteiro será encerrado em 26 de setembro, em São Paulo, com um ato nacional que deverá reunir militantes de várias partes do país.

Samara Martins (UP)

Samara Martins dançando com bandeira do Partido União Popular em meio a caminhada em campanha
Samara Martins em caminhada em Mauá. | Reprodução: Sophia Manzano/ Instagram

Samara realizou as caminhadas previstas em Mauá e na Comunidade Spama neste sábado (29). 

A candidata anunciou em sua rede social marchas que ocorrerão ao redor de todo o país no dia 9 de Setembro contra os feminicídios e estupros. O evento é uma parceria entre o Movimento Olga e o Partido Unidade Popular. Samara segue aparecendo regularmente nos conteúdos do publicados no canal do UP no Youtube, em uma série de vídeos que busca expor e explicar as propostas do partido.No dia 30, Martins esteve presente em uma carreata em João Pessoa, erguendo suas bandeiras e propostas. 

Wilson Grassi

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu a campanha eleitoral de Wilson Grassi (Democrata) à Presidência da República após a chapa informar, com 17 dias de atraso, oito perfis utilizados na campanha. A decisão impede a propaganda eleitoral nos canais digitais não informados dentro do prazo, suspende novos repasses e o uso de recursos já recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e proíbe Grassi de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. Segundo Toffoli, a comunicação tardia poderia permitir que os perfis continuassem sendo favorecidos pelos algoritmos de recomendação das plataformas, criando uma vantagem indevida em relação a outros candidatos. A campanha de Grassi afirmou que considera a decisão desproporcional e que irá recorrer da medida.

O Ministro Dias Toffoli determinou a suspensão da propaganda digital, dos recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates após oito perfis serem informados fora do prazo
por
Isabela Sallum
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03/09/2026 - 12h
Wilson Grassi e Suêd Haidar em campanha eleitoral
Candidato à presidência, Wilson Grassi, e sua vice, Suêd Haidar em campanha eleitoral. Reprodução: Instagram/ @veterinariowilsongrassioficial

O candidato Wilson Grassi (Democrata) teve atividades de sua campanha eleitoral suspensas por decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão foi proferida no domingo (30) e divulgada na segunda-feira (31).

A medida determina a suspensão da propaganda eleitoral on-line da chapa de Grassi em canais digitais que não tenham sido informados à Justiça Eleitoral  dentro do prazo. A decisão abrange redes sociais, blogs, sites e outros meios utilizados para a divulgação da campanha. Toffoli também suspendeu novos repasses e o uso de recursos já recebidos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) pela chapa, além de proibir o candidato de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.

A decisão se refere à candidatura de Grassi à Presidência da República e, portanto, à chapa majoritária presidencial do partido Democrata. Segundo a decisão, oito perfis utilizados pela campanha foram informados ao TSE apenas em 28 de agosto, embora o prazo para comunicar os canais digitais que seriam usados na campanha tivesse se encerrado anteriormente. Os perfis já existiam e vinham sendo utilizados para a divulgação de conteúdo eleitoral.

Para Toffoli, a comunicação fora do prazo poderia proporcionar vantagem indevida à campanha. Isso porque as plataformas digitais possuem mecanismos de recomendação algorítmica que podem diferenciar canais eleitorais declarados oficialmente à Justiça Eleitoral daqueles que não foram informados. Um dos perfis mencionados na decisão tinha cerca de 156 mil seguidores e já era utilizado para divulgar conteúdo de campanha.

A campanha de Wilson Grassi contesta a decisão e afirma que a medida não é coerente. O candidato declarou que pretende recorrer da decisão para retomar as atividades de propaganda eleitoral em suas redes sociais.

Acompanhe a última semana de Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e WIlson Grassi (Democrata)
por
Carolina Nader
Isabela Sallum
Manuela Abbate Gonçalves
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28/08/2026 - 12h

Os candidatos de menor destaque à presidência da República, continuam nos esforços para se destacar e angariar eleitores. Os concorrentes intensificam suas participações nas redes sociais e nas ruas ao redor do país em busca de difundir suas propostas. 

 

Clariana Barão (DC)

Clariana Barão de braços cruzados olhando o horizonte
A candidata do Democracia Cristã segue levantando pautas femininas em suas entrevistas | Reprodução: Divulgação oficial/ Democracia Cristã 

A candidata à Presidência da República Clariana Barão (DC) teve uma semana marcada pela participação em entrevistas e pela produção de conteúdos para as redes sociais. Na segunda-feira (24), esteve presente em um media training, em Brasília.

Na terça-feira (25), participou de uma sabatina promovida pelo Correio Braziliense, realizada às 14h, em que apresentou suas propostas e respondeu a questionamentos sobre sua candidatura. Já na quarta-feira (26), a candidata participou de uma entrevista ao Metrópoles. Durante a conversa, abordou temas como a participação feminina na política, a escala de trabalho 6x1, o Bolsa Família, o acesso de crianças e de adolescentes às redes sociais e o combate ao tráfico. Além disso, Clariana também concedeu entrevistas a Sputinik e Poder360.

Nas redes sociais, Clariana também manteve uma produção frequente de conteúdos de temas como corrupção, questões de gênero e maternidade. Entre as iniciativas, está o quadro “É claro que Clariana responde”, no qual a candidata responde a perguntas feitas pelo público sobre diferentes assuntos.

 

Edmilson Costa (PCB) 

O candidato à Presidência da República Edmilson Costa (PCB) teve uma semana marcada por entrevistas e atividades de campanha no Rio de Janeiro.

Na segunda-feira (24), concedeu entrevista ao Monitor Mercantil. Já na terça-feira (25), apesar de não possuir agenda pública de campanha, participou de uma transmissão do canal Farol Brasil, apresentado pelo professor, influenciador e candidato a deputado federal Jones Manoel (PSOL).

Na quinta-feira (27), Edmilson concedeu entrevista nos estúdios da TV Globo e cumpriu compromissos de campanha em Niterói (RJ). Também visitaram a Ocupação Escola Popular Para Reforma Urbana Miguel Baldez e caminharam pela região da Cantareira.

 

Hertz Dias (PSTU)

Na última semana, o candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, teve aparições na grande São Paulo em companhia de Vera Lúcia, candidata do PSTU ao governo do estado. 

No sábado (22), ambos se reuniram na Brasilândia, na Zona Norte e em São Mateus, na Zona Leste, para uma caminhada e panfletagem; Na quarta-feira (26), o partido realizou uma plenária via Zoom a fim de debater o seu programa eleitoral, levantando como questão principal “O que faz um programa ser socialista?”. O político fez parte também, da assinatura de uma carta que estabelece comprometimento com a luta Palestina, se declarando mais uma vez como anti-sionista ao lado de seus companheiros partidários.

Finalizando a semana, na quinta-feira (27), Dias visita os trabalhadores da indústria de defesa e os acampados da Parker Hannifin em São José dos Campos. A greve de 38 dias foi encerrada nesta manhã, com previsão de indenização de R$35 mil e manutenção dos direitos trabalhistas. Posteriormente, Hertz participa do podcast NaBanguela, em que comenta sobre suas propostas de governo.

Hertz Dias e Vera Lúcia, sua vice, distribuindo panfletos para um trabalhador

Hertz Dias ao lado de Vera Lúcia em São José dos Campos junto com os trabalhadores da Parker Hannifin | Reprodução: Instagram/ @hertzdiaspstu
 

Rui Costa Pimenta (PCO)

Rui Costa Pimenta participou  no sábado (22), em Brasília, do lançamento das candidaturas do PCO no Distrito Federal e em Goiás. Durante o ato, o candidato criticou a operação da Polícia Federal que invadiu sua residência em 11 de agosto e, denunciou bloqueios de contas e bens de militantes do partido. Em seu discurso, também apresentou as principais bandeiras da campanha, como a reestatização de empresas privatizadas, a reforma agrária, o não pagamento da dívida pública e a recuperação de direitos trabalhistas. 

Na terça-feira (25), Rui Costa Pimenta concentrou sua agenda em atividades partidárias e entrevistas. Ao longo do dia, o candidato participou de uma entrevista à Rádio Causa Operária, de uma reunião com a Executiva Nacional do PCO e de uma plenária nacional do partido. À noite, concedeu entrevista ao jornalista Leandro Fortes, no canal Galo Preto, em que apresentou as principais propostas de sua campanha. Entre os temas abordados estiveram a defesa da estatização de empresas privatizadas, a reconstrução da indústria nacional, a exploração estatal do petróleo e a soberania brasileira. Rui também criticou a atuação da grande imprensa, que, segundo ele, dificulta a divulgação das posições do PCO.

Na quinta-feira (27), Rui participou do programa Análise Internacional, da TV Brasil em mais uma entrevista durante a primeira semana da campanha presidencial. Segundo o Diário da Causa Operária (DCO), a agenda do candidato deve ganhar um caráter mais nacional nas próximas semanas: o PCO anunciou que Rui pretende percorrer diferentes estados brasileiros em atividades organizadas pelas militâncias locais. A proposta é utilizar as viagens para apresentar o programa eleitoral do partido e aproximar a candidatura das organizações e apoiadores do PCO em diferentes regiões do país

 

Samara Martins (UP)

Na última semana, a candidata esteve em diversos estados do país em campanha, entre eles Sergipe, Alagoas, Piauí, Minas Gerais e Rio de Janeiro, onde realizou encontros que levantaram pautas sobre moradia popular digna e o uso do SUS por parte dos políticos. 

Samara não foi convidada ao primeiro debate presidencial, que ocorreu nesse domingo (23). A exclusão das duas mulheres candidatas à presidência, Martins e Clariana Barão (DC) tornou o cenário exclusivamente masculino. Tal acontecimento gerou uma manifestação do Partido União Popular ao redor da sede da Band no mesmo domingo, reunindo apoiadores e filiados do partido. A ida às ruas reivindicava o direito do cidadão de conhecer plenamente suas opções de voto, caracterizando o ocorrido como censura por parte do veículo.

Na uinta-feira (27), a candidata esteve em Recife participando de uma série de atividades, dentre elas um bandeiraço, uma caminhada e, em fim de encerramento, atenderá à uma plenária aberta. 

No dia 28, a programação de Samara consta a Concentração na Capela dos Aflitos, a Marcha Contra a Violência de Ontem e Hoje, sobre a violência estatal contra a juventude negra e, debates no Largo São Francisco e na Faculdade Zumbi dos Palmares, também com  a temática de segurança pública e violência de Estado.

No sábado (29), a candidata fará parte de duas caminhadas, uma em Mauá e outra na Comunidade Spama. Em Mauá, o trajeto começará às nove da manhã, na Rua José Henrique de Almeida. Já na Comunidade Spama, Samara aparece na Rua Raimundo Pereira, 2725 às 17 horas para se juntar à concentração. 

 

Wilson Grassi (Democrata)

Na primeira semana da corrida eleitoral, o candidato do Partido Democrata concentrou sua agenda no eleitorado paulista, permanecendo no estado para apresentar e defender suas principais pautas.

Na segunda-feira (23), Grassi participou do podcast Ibra Talks, no qual  apresentou seu plano de governo. Durante a conversa, reuniu propostas consideradas inusitadas, como a extinção completa da CLT, que classificou como um “câncer” e o fechamento da Justiça do Trabalho. Segundo o candidato, a eliminação dessas “amarras” faria os salários triplicarem em apenas três meses, ao retirar o que considera um desestímulo à geração de empregos e seguir o modelo dos Estados Unidos.

Na área política, Grassi afirmou durante a conversa com os apresentadores do podcast que jovens de 16 anos não deveriam ter direito ao voto e defendeu que a participação eleitoral fosse restrita a cidadãos que trabalhem há pelo menos dez anos, paguem impostos e tenham ficha limpa. Por fim, o candidato também detalhou o projeto “Meu Botox, Minha Vida”, que prevê o uso de recursos públicos para oferecer aplicações de botox a mulheres de baixa renda. Segundo Grassi, a proposta não teria como objetivo o tratamento de rugas, mas funcionaria como uma medida de saúde emocional voltada à elevação da autoestima, dando às mulheres maior segurança para conquistar independência e deixar relacionamentos abusivos.

Na quinta-feira (27), Grassi visitou o Gatil Lovecats, localizado na Zona Sul de São Paulo, dedicado ao resgate, à reabilitação e à adoção responsável de felinos. No mesmo dia, participou de uma campanha de castração de animais domésticos no Centro de Convenções de Ferraz de Vasconcelos, município da Região Metropolitana de São Paulo.

Ainda na quinta-feira, Grassi declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma doação de R$320 mil para a própria campanha. Até o momento, ele aparece como o único doador registrado para o financiamento de sua candidatura.

Mundo esportivo e imprensa tem grande participação no convencimento político de torcedores
por
Luiza Zequim
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08/10/2024 - 12h

Em 1970, durante a ditadura, o futebol brasileiro foi usado como estratégia política grandiosa pela primeira vez. Com a volta dos jogadores ao país, desembarcando em Brasília, Pelé e, o então presidente, Médici posaram juntos com a taça recém conquistada pela seleção mais aclamada do mundo na época. A cena protagonizou uma jogada do regime ditatorial, que buscava limpar e promover a aprovação do governo, o qual encarava crises e questionamentos constantes da população.  

A tática abriu portas para que o mundo esportivo deixasse de ser só um entretenimento, se tornando um meio de convenção popular. É evidente que o país visto como símbolo da modalidade tenha seu imaginário afetado por resultados, desempenhos e campeonatos. O futebol paulista ilustra essa influência quando proíbe torcidas rivais da capital de estarem ambas presentes em um confronto. 

 

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Pelé erguendo a taça ao lado de Médici logo após o pouso da seleção no Brasil (Foto: Getty Images)

 

A imprensa esportiva e o seu valor de compra  

A mídia tem um papel crucial no controle de torcedores, seu comprometimento deve ser sempre com a verdade por meio da escuta de ambos os lados de um conflito. A junção entre a propaganda midiática,  o interesse da elite do futebol e a política brasileira tornam os jornais e redes sociais um método de persuasão poderoso. 

Esse padrão de manipulação é sútil e feito em partes, pequenas decisões, postagens oficiais, acobertamento de desvios e aumento de preços dos ingressos para os jogos. O mundo esportivo é um dos setores mais suscetíveis a esse tipo de domínio. Por estar amplamente ligado ao emocional de quem ama assistir e participar e presente no cotidiano seu alcance se torna ainda mais abrangente. 

Renata Beltrão, coordenadora de comunicação e marketing do Museu do Futebol do Pacaembu, comenta sobre essa influência em entrevista no museu. “Tanto a imprensa quanto o museu são instituições legitimadoras de determinadas narrativas. Todo mundo que entra em um museu espera que ele entregue uma verdade em uma bandeja , da mesma forma que quando a gente abre o jornal esperamos ler a verdade.” 

 

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Parede de quadros na entrada do Museu do Futebol do Pacaembu (Foto: Luiza Zequim) 

 

Renata também comenta sobre a parcialidade que os museus e a imprensa têm em comum: “Mas os museus têm vieses, assim como a imprensa. Que história a gente conta, que história deixamos de contar, tudo isso influi na forma como o público percebe, não só o próprio museu, mas aquele assunto de maneira geral.” É dever da imprensa se manter nos ideais da comunicação verídica e investigativa, não há espaço para que ela se torne arsenal de influência política e tenha um preço de venda.  

 

O ‘time do povo’ 

A popularização da torcida e o sentimento de pertencimento são os fatores centrais para que a modalidade ganhe espaço na ‘família brasileira’, é comum que bairros inteiros parem as  quartas e domingos durante 90 minutos para assistir e vibrar nos embates entre time da casa e adversários.  

O Sport Clube Corinthians, um dos maiores clubes do estado,  se auto apelidou como ‘time do povo’, sendo este um dos mantras de sua torcida. Com o crescimento do futebol, não só como esporte, mas como arma política, essa imagem se alterou. Escândalos de corrupção na diretoria e uso da renda dos jogos para interesses privados se tornam cada vez mais comuns. Por estes fatores a modalidade perde, aos poucos, sua essência, entusiasmo e espaço de união.  

As polêmicas em torno de contratos milionários dos jogadores faz com que a torcida mais jovem, que nunca viu a nação conquistar uma Copa do Mundo, perca o entusiasmo e a crença nas novas seleções.  O esquadrão de 70, visto como o “time da redenção”, que impulsionou as artimanhas políticas de Médici, antecedeu diretamente essa descrença da comunidade.

Da popularização do rádio à era digital, a mídia esportiva no Brasil se reinventou ao longo das décadas, conectando gerações ao futebol e a eventos como Copa do Mundo
por
Juliana Salomão
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07/10/2024 - 12h

Durante as Olimpíadas de Paris 2024, um dos maiores eventos do mundo, atletas de diversos países se concentram para a conquista da tão sonhada medalha. Jornais, rádios e televisões foram o centro da atenção de toda sociedade por um longo mês. Brasileiros, espanhóis, haitianos, entre outras nações, acompanharam de perto cada detalhe. A cobertura midiática conectou nações inteiras a um mesmo foco: o esporte  

No Brasil, essa conexão foi especialmente forte no futebol. Durante o governo de Getúlio Vargas, o político utilizou o esporte como ferramenta para reforçar a identidade nacional e promover o futebol como símbolo de união e orgulho do povo brasileiro. 

A popularidade do futebol nas décadas de 1930 e 1940 foi aproveitada pelo Estado como ferramenta de propaganda, associando a "identidade verde e amarela" ao esporte. A imprensa da época, alinhada à narrativa oficial, passou a destacar o futebol como um fator com a capacidade de unir a nação. 

O rádio brasileiro, nesta mesma época, estabeleceu uma conexão com o esporte após o presidente Getúlio Vargas autorizar a publicidade no meio. Com essa medida, as emissoras reorganizaram suas programações para alcançar o maior número possível de ouvintes. O futebol, que ganhava popularidade entre as classes trabalhadoras, tornou-se um dos principais atrativos. 

As transmissões de partidas rapidamente conquistaram o público, consolidando o rádio como o principal meio de comunicação esportiva no país. No entanto, esse sucesso começou a ser desafiado nos anos 1960, com o avanço da televisão.  

Com a ascensão da televisão, a primeira transmissão de uma partida de futebol no Brasil ocorreu durante a Copa do Mundo de 1970. Naquela época, as imagens ainda eram exibidas em preto e branco, o que gerava desafios para a visibilidade dos jogos na tela. 

Renata Beltrão, jornalista e museóloga, explica alguns fatores que ajudaram a contornar essa limitação visual durante uma visita ao Museu do Futebol, em São Paulo: “A bola Telstar surgiu em um contexto em que, nos anos 70, a Copa do Mundo foi transmitida ao vivo, pela primeira vez, para o mundo inteiro. A bola tinha uma questão que resolvia um fator da televisão na transmissão. Ela permitia uma visibilidade maior no campo, por conter aqueles hexágonos e pentágonos, branco e preto.” 

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Bola Telstar exposta no Museu de Futebol. Reprodução: Foto/Juliana Salomão 

A inovação da bola Telstar não apenas facilitou a transmissão em preto e branco, mas ganhou milhares de espectadores interessados no esporte. A partir de 1970, as transmissões ao vivo pela televisão transformaram-se no meio mais consumido e um dos mais utilizados para o acompanhamento de eventos esportivos.  

Atualmente, a FIFA continua modernizando na fabricação das bolas de futebol. “As bolas de hoje não têm mais costura e são de outro tipo de material que deixa um pouco mais leve, perfeita, esférica e menos sujeita a deformação durante o jogo.”, comenta Beltrão. 

Das rádios para as mídias sociais 

Apesar da queda de popularidade nos últimos anos, as rádios ainda são muito utilizadas. Com o avanço da televisão e das mídias sociais, o jornalismo e os meios de comunicação passaram a dominar o cenário informativo, devido à interatividade e ao imediatismo de conteúdo das plataformas digitais. 

Muitas emissoras de rádio migraram para o formato digital, investindo em streaming e podcasts. No entanto, plataformas como TikTok e Instagram se destacam por permitir uma troca de informações e comentários durante eventos esportivos, proporcionando uma cobertura mais participativa e em tempo real.  

Esse movimento também reflete no Museu do Futebol, um dos espaços mais importantes da história do esporte, localizado em São Paulo. Ao longo dos anos, a tecnologia e a evolução do próprio futebol transformaram o museu em um ambiente mais dinâmico e interativo. A adaptação às novas formas de comunicação permite que o público explore o acervo de maneira mais imersiva, conectando passado e presente com a mesma instantaneidade e interação que vemos nas redes sociais. 

O rei do futebol brasileiro: Pelé 

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, conhecido como um dos maiores jogadores da história do futebol, marcou a mídia esportiva e internacional desde sua primeira Copa do Mundo, em 1958, quando conquistou seu primeiro título mundial com apenas 17 anos. 

O auge de Pelé coincidiu com o fortalecimento do jornalismo esportivo. Antes de sua estreia na Copa do Mundo de 1958, essa área da comunicação já era relevante, mas ganhou ainda mais força com a ascensão do novo atleta. Pelé passou a ser destaques de reportagens e programas que contavam sobre a sua trajetória e conquistas. 

Na década de 1960, após o sucesso das rádios, a televisão foi o meio que ganhou força e a Copa do Mundo de 1970, transmitida ao vivo, consolidou Pelé como um esportista de alto padrão. Mesmo com imagens em preto e branco, as transmissões aumentaram sua visibilidade, tornando-o um dos primeiros jogadores a se beneficiar desse meio. 

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Camiseta usada na final da Copa do Mundo de 1970. Reprodução: Juliana Salomão/Museu do Futebol 

Apesar de o atacante ter se aposentado sete anos depois, seu legado continua preservado, e o jornalismo esportivo, assim como os meios de comunicação, mantendo a sua memória viva para as novas gerações. 

Conheça as propostas dos principais candidatos que disputam a prefeitura de Floripa
por
Rafael Luz Assis
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02/10/2024 - 12h

Na cobertura da disputa à prefeitura de Florianópolis, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos na capital de Santa Catarina. Como critério, foram considerados os nomes que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).   

Segundo o “Mapa da riqueza no Brasil”, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2020, Florianópolis era a capital brasileira com maior renda per capita, com valor médio de R$ 4.215,00 por habitante, o que não reflete em consumo para a população mais pobre, devido a concentração de renda segundo pesquisa de alta inflacionária do IPEA em 2024. A cidade tem o maior número de bilionários do Brasil.  

Essa aparente contradição é um dos temas que mais aparecem na corrida à prefeitura. Nove candidatos de diversas frentes ideológicas discutem esse e outros temas relevantes para a população local. Nenhuma mulher disputa o pleito. A matéria vai apresentar um pouco dos três primeiros colocados da última pesquisa Quaest de 27 de agosto de 2024.  

 

Antônio Topázio Neto, Partido Social Democrático (PSD) 

Antônio Topázio Neto do Partido Social Democrático (PSD) é o atual prefeito em busca de reeleição. Nascido na cidade e graduado em administração de empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi eleito para seu primeiro cargo público como vice-prefeito. Nesse período ganhou reconhecimento por seu trabalho em áreas como segurança com a redução com a número de homicídios, feminicídios e roubos diminuindo gradativamente nos últimos anos segundo o Atlas de Segurança 2024 que segundo o prefeito em seu site oficial de campanha, se dá devido a qualidade e integração das forças de segurança com a Prefeitura e desenvolvimento sustentável como a obra de macrodrenagem na comunidade de Travessão no Bairro Vermelho.   

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Topazio Neto, atual prefeito da cidade que tem sua economia baseada em tecnologia e turismo. Foto: Reprodução/Facebook: TopazioFloripa
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Mesmo em um partido da base do Governo Federal, em 2022 Topázio fez campanha para Jair Bolsonaro e alinhado ao governador Jorginho Mello, do Partido Liberal (PL).  Atualmente não se tem registro do prefeito com o ex-presidente.  

Nessa eleição, as principais propostas do atual prefeito apontam para políticas de mitigação da alta desigualdade na cidade como incentivo à economia criativa nos bairros, habitação social e modernização das cooperativas de reciclagem.  

Neto diz que pretende aumentar os investimentos na modernização e ampliação do sistema de transporte coletivo, com foco em aumentar a eficiência, a frequência e a qualidade do serviço. Também quer  incentivar o uso de veículos elétricos e compartilhados, além de campanhas de conscientização sobre os benefícios da mobilidade sustentável, e a criação e melhoria da malha cicloviária, promovendo a bicicleta como um meio de transporte viável e seguro, o que também contribui para a redução do trânsito e da poluição. 

Sua vice é Maryanne Mattos (PL), vereadora em Florianópolis e foi secretária de Segurança Pública da cidade. Com uma experiência voltada para a administração pública e com atuação em segurança, foi indicada para ser a vice na chapa de Topázio Neto, pelo governador Jorginho Mello, que é associado ao PL (Partido Liberal), assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro. A escolha de Maryanne tem uma forte ligação com o bolsonarismo, e o apoio do ex-presidente às eleições em Santa Catarina.

 

Dário Berger, Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) 

Dário Berger, do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), possui extensa carreira política, foi eleito pela primeira vez vereador da cidade de São José (1993-1997) pelo Partido da Frente Liberal (PFL), inclusive exercendo o cargo de Presidente da Câmara Municipal (1994). Teve também dois mandatos como prefeito da mesma cidade entre 1997 e 2005. 

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Dário Berger retorna ao PSDB com um projeto de passado, voltar à prefeitura e tornar o partido grande. Foto: Reprodução/Facebook: dariobergersc

Mudou o domicílio eleitoral, candidatou-se ao cargo de Prefeito de Florianópolis (SC) em 2004, elegeu-se pelo PSDB e foi reeleito em 2008, desta vez filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nas eleições de 2014, Dário Berger foi eleito Senador por Santa Catarina, cargo que exerceu até o final de 2022, quando tentou se reeleger pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), desta vez sem sucesso. Em março, Berger retornou ao PSDB com a missão de retomar a relevância nacional da sigla.   

Seu partido estava na coligação Lula/Alckmin, mas mesmo assim Berger não tem proximidade com o Governo Federal. Ele é considerado um liberal moderado pelo mercado e pretende contar com a memória que a população tem de seus mandatos anteriores para reverter o número das pesquisas e chegar ao terceiro mandato como prefeito.  

A chapa não apresenta um projeto inovador para gerar renda na cidade, acredita que o mercado será o principal motor do aumento do valor real dos salários. Seu foco é saúde e mobilidade urbana, setores que tiveram uma boa avaliação em suas gestões e hoje contam com uma certa insatisfação da população local. Ampliar UPAs, policlínicas, centros de saúde, reformar maternidades e construir cinco elevados são seus projetos mais ambiciosos de infraestrutura.  

A candidata a vice-prefeita na chapa de Dário Berger é Maria Claudia do União Brasil. Figura proeminente na política local, com uma carreira destacada na administração pública, incluindo seu papel como ex-secretária de Assistência Social durante a gestão do ex-prefeito Gean Loureiro . A escolha de Cláudia reflete um compromisso com as questões sociais, e sua experiência de mais de uma década na administração pública a torna uma candidata forte para a posição. 

                                                                                 

Marquito, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) 

Marquito do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL),  é o único candidato que se declara de esquerda.  

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Com discurso ambientalista forte, Marquito (Psol) parece ser o único candidato progressista com chances de chegar ao segundo turno Foto: Reprodução/Facebook: ecomarquito

 

Marcos José de Abreu é engenheiro agrônomo e mestre em Agroecossistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Conhecido como Marquito, foi eleito vereador de Florianópolis em 2016 e em 2020 onde aprovou leis como a Lei dos Direitos da Natureza, que inclusive foi apresentada durante a Assembleia Geral da ONU em 2022 e a primeira Lei da Compostagem do Brasil, que garante a compostagem de 100% dos resíduos orgânicos da cidade de Florianópolis. Também se elegeu deputado estadual em 2022 onde chegou a protocolar um projeto de lei que institui a Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Barragens e empreendimentos similares.  

Para Abreu, reestruturação do serviço público com novos concursos para serviços públicos essenciais, como saúde, educação e transporte público, são urgentes para o atendimento da população mais carente da cidade. Também foca em projetos voltados para a área ambiental, inclusive a reconstrução de órgãos públicos como a Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM), a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), a Fundação Municipal de Cultura e a Fundação Municipal de Esportes.  

Em projeto de governo consta uma proposta inovadora para o setor de turismo, que teria base comunitária focada no patrimônio ambiental, cultural, e gastronômico que Florianópolis tem para garantir Turismo o ano inteiro.  

Cláudia Zininha é a candidata a vice-prefeita na chapa “puro sangue”  do PSOL. Além de sua carreira como servidora pública, Zininha é também cantora, pesquisadora e produtora cultural. Sua atuação abrange o resgate de obras e memórias de artistas catarinenses, e ela já recebeu prêmios por seu trabalho na preservação cultural . Defensora do cuidado com as pessoas e animais, da proteção ambiental e do desenvolvimento urbano sustentável, alinhando-se com os principais pilares da campanha de Marquito.

Eleições que prometiam espelhar a polarização nacional ganharam particularidade após enchentes
por
Rafael Luz Assis
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02/10/2024 - 12h

Na cobertura da disputa à prefeitura de Porto Alegre, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos na capital do Rio Grande do Sul. Como critério, foram considerados os nomes que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

Após os primeiros debates entre os candidatos à prefeitura da capital riograndense, ficou evidente que a enchente ocorrida devido às fortes chuvas entre abril e maio irão pautar a disputa. 

 

                                                                                                 Sebastião Melo, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) 

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Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre Foto: Prefeitura de Porto Alegre/Reprodução

Sebastião Melo, atual prefeito de Porto Alegre pelo MDB, busca a reeleição sob o discurso de que "não há culpados" para as falhas no sistema de drenagem da cidade. Melo enfrentou críticas pela má gestão das enchentes que devastaram a capital, quando o transbordamento do Guaíba resultou na morte de dezenas de pessoas. Ele argumenta que a manutenção do sistema exigia recursos federais, e que a cidade, sozinha, não teria capacidade de realizar os investimentos necessários. 

Melo é uma figura conhecida na política local. Vereador por três mandatos (2001-2012) e vice-prefeito entre 2013 e 2016, ele também foi deputado estadual (2018-2020) antes de vencer as eleições municipais de 2020, derrotando Manuela d'Ávila. Durante seu governo, Melo buscou parcerias público-privadas e investimentos externos para impulsionar a economia local, mas enfrentou oposição por suas políticas de flexibilização das restrições da COVID-19, aumento das tarifas de transporte público e cortes de árvores em áreas sensíveis. 

Agora, em sua campanha pela reeleição, Melo conta com o apoio de figuras da direita, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que se reflete na escolha de sua vice, a tenente-coronel Betina Worm, do PL. Betina, médica veterinária e militar da ativa, foi selecionada para atrair o eleitorado conservador, reforçando o foco em segurança pública e ordem. No entanto, a responsabilidade pelas recentes tragédias causadas pelas cheias recai sobre o prefeito, que se encontra no centro das discussões sobre a falha na prevenção e no gerenciamento das enchentes, o que pode impactar significativamente sua campanha. 

 

                                                                                                                  Maria do Rosário, Partido dos Trabalhadores

A principal candidata de oposição em Porto Alegre é Maria do Rosário, do PT. Natural da cidade, ela é amplamente reconhecida por seu trabalho como deputada federal e por suas intensas disputas com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Um episódio notório ocorreu quando Bolsonaro fez comentários ofensivos sobre sua aparência, alegando que ela não merecia ser estuprada. Embora Maria tenha processado o ex-presidente por injúria, o caso foi arquivado em 2023, após a perda de seu foro privilegiado. 

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Maria do Rosário Fonte: Reprodução/Câmara dos Deputados/Facebook

Maria do Rosário tem um sólido histórico no Congresso, com foco em direitos humanos, justiça social e políticas para proteger mulheres e crianças. Ela atuou como ministra da Secretaria de Direitos Humanos e conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu Bolsonaro em Porto Alegre em 2022, com 54% dos votos. No entanto, Lula tem enfrentado críticas do prefeito Sebastião Melo e do governador Eduardo Leite, que alegam lentidão na liberação de verbas federais para socorro às vítimas das chuvas. Maria do Rosário se comprometeu a trabalhar em parceria com o governo federal, ressaltando a necessidade de união e liderança para ajudar os mais vulneráveis. 

Tamyres Filgueira, do PSOL, é a vice na chapa de Rosário, que faz parte da frente ampla denominada #UnidadePorPoa, composta por seis partidos: PT, PSOL, PCdoB, PV, Rede e Avante. Ex-cobradora da Carris, Tamyres defende a Tarifa Zero e critica a gestão atual por seu impacto negativo nas comunidades mais carentes da cidade. 

                                                                                                     Juliana Brizola, Partido Democrático Trabalhista (PDT) 

Juliana Brizola, que também é natural da cidade, concorre à prefeitura pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Ela é conhecida por sua atuação na política estadual do Rio Grande do Sul e por seu envolvimento em questões sociais e educacionais.  

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Juliana Brizola Foto: Reprodução/Facebook

 

Brizola é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e tem uma especialização em Administração e Planejamento pela mesma instituição. Foi eleita deputada federal nas eleições de 2014 e 2018. Também atuou como deputada estadual, quando trabalhou em questões locais e regionais. Neta de Leonel Brizola, um importante político brasileiro conhecido por sua atuação como governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, além de ter sido candidato presidencial. Autora de importantes projetos na Assembleia Legislativa, como a Lei da Escola de Tempo Integral, que sugere a universalização dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEP ou Brizolões, marca da gestão de seu avô Leonel Brizola (PDT) no Rio de Janeiro) e a Emenda Constitucional que garante a oferta da língua espanhola nas escolas públicas do RS.  

O candidato a vice da chapa é o deputado estadual Dr. Thiago Duarte, do União Brasil que chegou a lançar sua pré-candidatura à prefeitura, mas o partido costurou um acordo com o PDT deixando o protagonismo da chapa para Juliana. Médico, formado pela UFRGS, atuou como perito médico legista. Foi vereador da cidade e atualmente deputado estadual, com destaque para sua atuação na área da saúde pública. Um dos principais motes de campanha é sua experiência acadêmica de Juliana Brizola com Ciências Criminais, que seria essencial para combater a violência na cidade.  

 

 

 

Como está a disputa pela prefeitura na capital do estado e quais rumos são apontados pelos candidatos
por
Vítor Nhoatto
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02/10/2024 - 12h

Na cobertura da disputa à prefeitura de Curitiba, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos na capital do Paraná. Como critério, foram considerados os nomes que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

Eduardo Pimentel - PSD

Eduardo Pimentel em palanque político
Pimentel é na capital paranaense o candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro  - Foto: Rodrigo Fonseca/CMC

Atual vice-prefeito, disputa as eleições de 2024 após dois mandatos com Rafael Greca como prefeito, impedido assim de concorrer à reeleição. Pimentel é formado em Administração pela Universidade Positivo (UP), é especialista em Cidades Inteligentes pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas não concorreu a outros cargos na política.

Como vice , a Coligação Curitiba Amor e Inovação, formada por Cidadania, Avante, Podemos, Novo, PL, MDB, Republicanos e PRTB, escolheu o polêmico Paulo Martins do PL. Ex-deputado federal e comentarista no SBT, já teve seu perfil no Facebook bloqueado por compartilhar notícias falsas em 2018.

Com quase 5 minutos para expor suas ideias e mostrar suas relações políticas, metade do horário eleitoral gratuito foca em continuar o que vem sendo feito na cidade. Além disso, grande parte do programa é uma comparação da cidade antes e depois do PSD. Quem esteve no cargo foi Gustavo Fruet do PDT, batendo na tecla do combate à esquerda.

Dentre suas principais propostas estão o fortalecimento da parceria entre a Guarda Municipal e a Polícia Militar, e a geração de postos de trabalhos por meio de parcerias público-privadas. Pimentel ainda fala em manter Curitiba verde, com o fomento às empresas de reciclagem e catadores. Apesar disso, não toca em questões sensíveis como a tarifa do transporte público, R$6, a maior do Brasil ao lado de Florianópolis (SC) e Porto Velho (RO). 

Luciano Ducci - PSB

Presidente Lula e Luciano Ducci lado a lado
Coligação Curitiba + social e humana consolida a disputa entre direita e esquerda na eleição  - Foto: Luciano Ducci/Divulgação

Com o apoio de PCdoB, PT e PV, eis o representante de peso da esquerda na corrida pela prefeitura curitibana, apesar do passado condenatório. Ducci apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e já alegou que Lula comandava esquemas ilegais.

Ele é formado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e atual deputado federal, além disso já ocupou a prefeitura da cidade entre 2010 e 2012. Após o curto período de governo, devido a saída de Beto Richa para a disputa de governador na época, tentou se eleger em 2012, mas perdeu por menos de 0,5% para Gustavo Fruet, do PDT.

O vice da candidatura é do PDT, Jorge Gomes de Oliveira Brand, conhecido como Goura. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná, é também professor de yoga e cicloativista. Seu histórico político conta com um mandato como vereador e dois como deputado estadual, seu cargo atual.

As propostas da candidatura focam em trazer de volta à cidade a inclusão e cuidado, referindo-se principalmente a políticas voltadas à população em situação de rua. Tal parcela corresponde a aproximadamente 3600 indivíduos, segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDHH), a maior taxa entre as capitais do Sul, com um aumento de 6% de 2023 para 2024. Enquanto isso, apenas 1640  vagas de acolhimento são disponibilizadas pela prefeitura.

Ney Leprevost - União Brasil

Sergio Moro, Rosangela Moro e Ney Leprevost em palanque
Chapa tem Rosangela Moro como vice e figura apelativa na disputa eleitoral- Foto: União Brasil/Divulgação

Sob a coligação Curitiba Pode Mais, em conjunto com os partidos Agir e o Democracia Cristã, o administrador de empresas, Ney Leprevost completa o pódio da corrida à prefeitura da capital paranaense. 

No União Brasil desde 2022, Leprevost já foi vereador em 2004, três vezes deputado estadual e uma vez deputado federal. Além disso, comandou a Secretaria do Esporte e do Turismo entre 1999 e 2000, e a pasta da Justiça, Família e do Trabalho durante o primeiro mandato de Ratinho Junior como governador do Paraná.

Sua vice é a advogada Rosangela Moro. Eleita deputada federal por São Paulo nas eleições de 2022, mesmo ano em que deixou o Podemos e ingressou no União Brasil, mudou seu domicílio eleitoral para Curitiba, sua cidade natal, em março para poder concorrer com Leprevost. Alega lutar pelos deficientes e pelos direitos das mulheres, mas votou contra o Projeto de Lei da igualdade salarial.

No tempo de propaganda eleitoral, o passado na política do candidato e a representatividade da vice na chapa foram destacados. Suas promessas envolvem não aumentar a passagem de ônibus da capital e melhorar a saúde pública, com a abertura de policlínicas e unidades de pronto atendimento infantil.