Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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De exposições a coreografias, a cidade oferece lazer com ou sem romantismo
por
Maria Eduarda Camargo
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03/06/2024 - 12h

A chegada de junho vem sempre acompanhada do romântico dia dos Namorados, na quarta-feira, 12, e das celebrações juninas. Entretanto, aos que desejam se aventurar pelo lazer paulistano não é necessário uma companhia para curtir as diversas opções musicais, teatrais, gastronômicas e artísticas que a cidade oferece.

 

Horizonte+, Piedad e Salvaje

Dividido em dois tempos, o espetáculo de coreografia de criação da cubana Judith Sanchéz Ruíz, Piedad e Salvaje, estreia logo após a sessão de Horizonte+, uma remontagem coreográfica realizada pelo Balé da cidade de São Paulo, com direção artística de Alejandro Ahmed. Inspirada na incorporação de práticas corporais asiáticas e na composição humana de comunidade, ativismo, ela entra pela primeira vez no Theatro Municipal de São Paulo no mês de junho.

Balé cidade de São Paulo
Parte da coreografia de Piedad e Salvaje, montada e dirigida por Judith Sanchéz Ruíz para o Theatro Municipal. Foto: Acervo Theatro Municipal

Quando: 7 a 15 de junho

Onde: Theatro Municipal de São Paulo (Praça Ramos de Azevedo, s/n, República, São Paulo, SP)

Ingressos: R$ 12 a R$ 87

Os ingressos podem ser adquiridos pela bilheteria online aqui

 

Estranhos Seres Nebulosos e Ilusórios

O Vão da Praça das Artes exibirá uma interpretação da série de fotografias Escultura do Inconsciente, do fotógrafo Tatewaki Nio, com a Companhia de Artesãos. A apresentação faz parte da 35ª edição do Programa Municipal de Fomento à Arte de São Paulo, e incorporará um diálogo entre a dança e os ideais de demolição, implosão, desconstrução, ocupação, despejo e deslocamento.

Quando: 13 e 15 de maio

Onde: Praça das Artes (Av. São João, 281 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo, SP)

Ingressos: Entrada franca
 

O amor está nas pequenas coisas

A escritora, animadora e ilustradora sul-coreana Puuung leva a exposição de desenhos e ilustrações O amor está nas pequenas coisas para o Centro Cultural Coreano, em seu décimo ano de carreira. O horário de funcionamento será estendido durante o Dia dos Namorados.

Ilustração Puuung
Ilustração da mostra 'O amor está nas pequenas coisas', de Puuung. Foto: Centro Cultural Coreano/Puuung 

Quando: 2 de junho a 1º de setembro

Onde: Centro Cultural Coreano do Brasil (Av. Paulista, 460. Térreo. Bela Vista, São Paulo, SP)

Horário de funcionamento: terça-feira a sábado, das 10h30 às 18h e domingo das 11h30 às 16h30. No dia dos namorados (12/06), a exposição ficará aberta até 22h

Ingressos: Entrada franca

 

São Paulo Coffee Festival

O festival do café chega a São Paulo no Ibirapuera com degustações de safras especiais, além de palestras e cursos para os amantes da arte do café. O evento também conta com comidas e com produtos culinários que movimentam o mercado gastronômico.

Quando: 21 a 23 de junho

Onde: Pavilhão da Bienal do Parque Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Vila Mariana - São Paulo, SP)

Ingressos: R$ 30

 

Hermeto Pascoal e grupo

O músico Hermeto Pascoal tocará seu álbum em homenagem a Ilza, esposa que partiu já 24 anos, com 198 partituras próprias dedicadas a ela, compostas entre 1999 e 2000.

Hermeto Pascoal
Musicista Hermeto Pascoal toca no SESC Vila Mariana em junho. Foto: Gabriel Quintão

Quando: 21 a 23 de junho

Onde: SESC Vila Mariana, Teatro Antunes Filho (R. Pelotas, 141 - Vila Mariana, São Paulo, SP)

Ingressos: R$ 18 a R$ 60

São João de Nóis Tudim

Organizada pelo Centro de Tradições Nordestinas, a 8ª edição da festa de São João traz atrações juninas, como shows e apresentações de quadrilhas e de música ao vivo, brincadeiras típicas do evento e cerca de 25 expositores e quiosques relacionados à gastronomia e ao artesanato local. Veja a programação completa do evento aqui.

Festa Junina CTN
Festa junina do Centro de Tradições Nordestinas, em 2019. Foto: Centro de Tradições Nordestinas

Quando: 1 a 30 de junho

Horário de funcionamento: sextas-feiras das 15h às 23h; aos sábados das 11h às 04h; aos domingos das 11h às 22h

Onde: Centro de Tradições Nordestinas (Rua Jacofer, 615, Limão, São Paulo, Sp)

Ingressos: Entrada franca

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No meio da avenida mais movimentada do país, há arte e cultura espalhadas pela avenida Paulista
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02/06/2024 - 12h

Todo domingo na Avenida Paulista, o destino mais comum para aqueles que querem espairecer do caos do dia a dia paulistano, podemos desfrutar de diversas culturas e entretenimentos. Espalhados pelas ruas ou calçadas, encontramos "gente que faz trabalho de gente". Pessoas que colocam seu dom, seja vocal, corporal ou manual, em exposição à céu aberto e nos dá a honra de prestigiar.

 

Av. Paulista
Dia de domingo na Avenida Paulista, São Paulo | Foto: Beatriz Alencar


As ruas que diariamente são cheias de carros, ônibus, trânsito e fumaça, dão mais cor aos diversos tipos de cultura. Em meio a tantas barracas, encontramos a de Vitor Amra. Ele vende placas pirografadas e além disso, também é tatuador. A arte da pirografia, basicamente é um modo de desenho sob uma madeira, que utiliza uma ponta de metal aquecido para gravar a peça. Para saber mais um pouco desse processo e de como é trabalhar na avenida mais movimentada do país, acesse o vídeo abaixo. "É o trabalho e um pouquinho de festa ao mesmo tempo", de acordo com o Vitor. Venha conferir nesta cobertura no Instagram! 

 

 

 

As pinturas surrealistas do artista finalmente podem ser admiradas pelos fãs brasileiros
por
Isabelli Albuquerque
Vitória Nascimento
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02/06/2024 - 12h

A exposição, Francis Bacon: a beleza da carne, traz pela primeira vez ao Brasil as obras do pintor irlandês. A mostra individual teve início em março e vai ficar disponível até agosto deste ano. Ela contou com a curadoria de Adriano Pedrosa, Laura Cosendey e Isabela Ferreira Loures. Localizada no primeiro andar do icônico prédio do MASP, 23 pinturas junto a fotografias e citações do artista compõem a exposição espalhada por cinco salas. 

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Visão da exibição. Foto: Isabelli Albuquerque

“Francis Bacon é uma grande inspiração para o meu trabalho", relata o diretor Anderson Bosh, que conheceu o trabalho do pintor durante a faculdade de Belas Artes e se inspirou em dos quadros de Bacon para a criação de sua peça Poesias do Ar Cênico. “Eu vim conferir de perto, uma vez que eu só conhecia através de vídeos, eu nunca tive a oportunidade de ter Francis Bacon assim tátil a tátil, corpo a corpo, sempre foi através de revistas, através de livros, através de filmes, mas não aqui, corpo a corpo, então eu vim de verdade, fechar um ciclo”, diz Bosh. Logo na primeira sala, as falas de Bacon que originaram o nome da exposição estão impressas na parede. Ditas em uma entrevista ao crítico de arte David Sylvester, em 1966, mostram a admiração do pintor pela beleza das peças de carne encontradas em açougues. Nos quadros é possível encontrar as figuras masculinas características de Bacon, que muitas vezes possuem traços parecidos com os de seus parceiros, Peter Lacy e George Dyer. A exibição foca no teor queer do trabalho do artista, embora esse seja um tema recorrente ao se falar de Francis Bacon, é a primeira vez que é o tema central de uma exposição sobre o pintor.

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Man in Blue I (Homem em azul I), 1954. Foto: Vitória Nascimento

A mostra faz parte da programação anual do MASP que esse ano tem como tema as Histórias da Diversidade LGBTQIA+. “O Masp se define como um museu diverso, inclusivo e plural, e isso reflete na programação”, relatou o diretor artístico Adriano Pedrosa para Veja São Paulo. “É uma figura importante por causa do seu trabalho extraordinário em pintura e também porque dá visibilidade à questão da homoafetividade desde os anos 60” explicou Pedrosa sobre a escolha de Francis Bacon para o acervo. Além de Bacon, a programação conta com nomes como o coletivo Gran Fury e os artistas nacionais, Mário de Andrade e Leonilson.

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Citação do artista na sala 3. Foto: Vitória Nascimento

“Eu não sou de São Paulo então toda vez que venho, procuro o MASP para me atualizar, ver quais são as novidades que tem no museu, quais são os artistas”. Comenta Mar Prado, que diz que achou a mostra interessante, mas confessa que sente falta de trabalhos femininos sendo expostos também. “É um espaço que é muito patriarcal ainda. Eu sinto uma necessidade muito grande de ver obras de artistas femininas", afirma Prado.

"Na última vez que eu vim, a maioria das exposições eram de artistas homens. Então eu sinto falta dessa energia feminina ocupando os espaços de arte.” O desabafo de Prado se conecta com dados de 2022, que mostram que apenas 21,5% das obras apresentadas no museu eram feitas por mulheres, naquele ano foi possível encontrar obras de 1.420 artistas homens no MASP, enquanto apenas 391 artistas mulheres conseguiam ter seus trabalhos expostos em um dos maiores museus do país. 

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Obra do acervo em transformação do MASP. Foto: Vitória Nascimento

 

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O grupo de super-heróis, expondo assuntos como genocídio e preconceito, é elevado a outro patamar
por
Matheus Henrique
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14/06/2024 - 12h

A Marvel, após enfrentar recepções mornas em longas como Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023) e As Marvels (2023), e experimentar séries igualmente rejeitadas pelo público e crítica, como Invasão Secreta (2023) e She-Hulk (2022) conseguiu oferecer em X-Men '97 uma visão madura e consciente da sociedade, redimindo-se de suas últimas produções frequentemente criticadas pelo tom infantil e despolitizado.

A história se inicia um ano após o fim da quinta temporada da série clássica dos anos 90, na qual Charles Xavier supostamente morreu devido a um atentado de Henry Peter Gyrich, um dos vilões clássicos da série. Simultaneamente, o grupo ainda lida com extremistas que visam o extermínio da raça mutante. O ódio anti-mutante adquire aqui um pano de fundo político, simbolizando a aversão a qualquer minoria. Com a quase morte de Xavier, Scott Summers, o Ciclope, assume a liderança da equipe, que posteriormente é transferida para Erik Magnus Lehnsherr, o Magneto.

A repulsa, que também é o principal fio condutor da série, se demonstra nessa sociedade fictícia como algo brutal, em que visões de mundo, mesmo desejando o melhor para sua espécie, se chocam, convidando o público a tomar um lado. Em um polo, temos a ideologia de Magneto, que aposta na segregação de sua espécie mutante para cessar o ódio contra eles, enquanto Xavier, pacifista, idealizava a coexistência da raça evoluída com os seres humanos. Magneto, ao ser posto como líder do grupo, tenta assumir uma postura próxima à de Xavier, mesmo sendo recebido com desconfiança por líderes mundiais e pelos próprios X-Men.

No quinto episódio da temporada, intitulado "Lembre-se Disso", ocorre o genocídio mutante em Genosha, um evento devastador que resultou na morte de Gambit, um dos X-Men, e de milhares de outras vítimas. Genosha, originalmente apresentada na série clássica dos anos 90 como uma base para trabalho escravo, foi reinterpretada em X-Men '97 como uma criação de Magneto, destinada a ser um lar acolhedor para milhares de mutantes de diversas origens e habilidades.

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Vampira chora abraçada ao corpo de Gambit, que morreu após o massacre - Fonte: Disney

Além disso, os vilões da série também contribuem para a alegoria explorada. Bastion é retratado como o responsável pelo massacre de mutantes, incluindo crianças, que ocorreu com o aval da ONU. Paralelamente, há a presença de um lunático eugenista, cujo discurso se assemelha ao do nazismo, personificado na figura do Dr. Sinistro. Esses elementos reforçam a temática complexa da série e instiga os espectadores a refletirem sobre questões étnicas.

A animação faz questão de apresentar os problemas que essa sociedade enfrenta, desde um médico que se recusa a realizar um parto mutante por aversão a raça, até uma comunidade conservadora que rejeita a inclusão dos mutantes na sociedade, com medo de perder seus empregos, já que eles são vistos como superiores devido aos seus poderes, e representam uma ameaça ao estado de bem-estar dessa população, numa clara metáfora à xenofobia estadunidense. Este é um dos maiores acertos da Marvel, que nesta produção não teme criticar temas como conservadorismo e reacionarismo.

Personagens como Tempestade, que perde seus poderes no início da temporada e parte em uma jornada de autodescoberta, ou Madelyne Pryor, que reflete preocupações com o preconceito que sua prole mutante enfrentaria, simbolizam, respectivamente, questões ligadas à negritude, ao feminismo e à maternidade. Aqui, os X-Men são pensados não apenas como um coletivo, mas também através de histórias individuais, com suas nuances.

A primeira temporada da saga está completa no Disney+, e é criada e roteirizada por Beau DeMayo (The Witcher: A Lenda do Lobo). Nessa primeira leva de episódios, se mostra melhor amarrada em comparação à série original, em que o estilo de aventura procedural, com conflitos resolvidos em cada episódio, é deixado de lado para entregar uma narrativa coesa e muito bem construída, desenvolvida ao longo de toda a temporada.

A animação em si é um dos pontos altos da série, extremamente colorida, enérgica e com uma excelente trilha sonora inspirada em Michael Jackson e na banda Radiohead, com presença marcante de sintetizadores, que demarca bem a trilha de cada um dos personagens. As referências de época são outro ponto de destaque, como no quarto episódio, em que a série brinca com a estética noventista, referenciando jogos de 8 e 16 bits, populares na época, oferecendo uma experiência agradável e nostálgica de assistir.

Comparada a outras séries, X-Men '97 se destaca por seu enfoque crítico e principalmente político, no qual se alegoriza aos mutantes questões minoritárias integrado de forma coesa à narrativa, sem parecer forçado. É fácil perceber que a série dialoga com o que ocorre na realidade, como o próprio criador e roteirista da série fez questão de mencionar. DeMayo escreveu em uma postagem no X, antigo Twitter, que se inspirou em eventos reais, como os ataques em Tulsa, na boate Pulse e às Torres Gêmeas, para criação do quinto episódio.

A série, através de personagens complexos e temas relevantes, estabelece um novo padrão para animações de super-heróis. Ao utilizar os personagens como metáfora para temas como autoaceitação e preconceito, demonstra não temer uma experiência provocativa e que leve seu público à reflexão. A segunda temporada do seriado está em estágio de produção, com uma terceira confirmada pela Marvel Studios.

O frio e a chuva não espantaram as mais de 20 mil pessoas que prestigiaram os dois dias de festival
por
Luiza Fernandes
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28/05/2024 - 12h

Neste sábado (25) e domingo (26), aconteceu na cidade de São Paulo o Nômade Festival, evento de música brasileira que chega em sua 5° edição, realizada no Parque Villa Lobos. Este ano, a line-up do festival trouxe nomes, como: Alceu Valença, Maria Rita, Pabllo Vittar, Nando Reis, Maria Gadú, Baco Exu do Blues, Marina Sena e muito mais.

Pablo Vittar
Pabllo Vitar trouxe para o festival seu novo disco "Batidão Tropical Vol 2". Foto: Luiza Fernandes/Divulgação/AGEMT

O evento trouxe para o público, além das apresentações que aconteciam no palco central, diversas ativações e estandes de marcas patrocinadoras. Neles, quem frequentou o evento teve a oportunidade de participar de atividades valendo brindes e acessórios. A edição deste ano também contou com uma praça de alimentação, um palco menor onde aconteciam shows durante a pausa na programação principal e também o intitulado “bosque”, local com mesas e cadeiras para que o público pudesse descansar. 

Nando Reis
Nando Reis participou das edições de 2023 e 2024 do festival. Foto: Luiza Fernandes/Divulgação/AGEMT

O Festival Nômade aconteceu pela primeira vez na cidade em 2018 e desde então trouxe nomes reconhecidos, como Lulu Santos e 5 a seco. Depois de 6 anos foram realizadas 4 edições, com pausas durante a pandemia, e o Nômade consolidou sua importância para a cena dos festivais focados em música brasileira.De acordo com os espectadores presentes na edição deste ano, ele se destaca pela tranquilidade. 

“Quando venho ao Nômade tenho a certeza de que vou encontrar um ambiente bem mais tranquilo do que festivais com nomes internacionais e line-ups mais extensos. É a oportunidade de assistir a vários shows sem precisar lidar com uma grande multidão.” Afirmou a estudante Isabela Bogajo, que frequenta o festival desde sua segunda edição. 

FBC
O mineiro FBC se apresentou no início da noite neste sábado (06) FOTO: Luiza Fernandes /Divulgação / AGEMT

Apesar da tranquilidade relatada pelos espectadores, o Nômade cresceu notoriamente nos últimos anos. No início, o evento levava uma média de 5 mil pessoas para a sua antiga casa, o Memorial da América Latina, e acontecia em uma única data de apresentação. Atualmente, a 5ª edição contou com mais de 10 mil espectadores nos dois dias de festival. Consequentemente, houve a troca de local do Memorial pelo Parque Villa Lobos, que já aconteceu na edição de 2023.

Para sua quinta edição o festival coleciona mais uma exibição bem-sucedida, sem problemas na execução e com uma organização e line-up diferenciadas. Para os fãs fica o desejo de que siga assim em 2025. 

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