Do pastelzinho com caldo de cana à hora da xepa, as feiras livres fazem parte do cotidiano paulista de domingo a domingo.
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Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Por décadas, São Paulo acorda cedo ao som de barracas sendo montadas, caminhões descarregando frutas e vendedores afinando o gogó para anunciar promoções. De norte a sul, as feiras livres desenham um dos cenários mais afetivos da vida paulistana. Não é apenas o lugar onde se compra comida fresca: é onde se conversa, se briga pelo preço, se prova um pedacinho de melancia e se encontra o vizinho que você só vê ali, entre uma dúzia de banana e um pé de alface.

Juca Alves, de 40 anos, conta que vende frutas há 28 anos na zona norte de São Paulo e brinca que o relógio dele funciona diferente. “Minha rotina é a mesma todos os dias. Meu dia começa quando a cidade ainda está dormindo. Se eu bobear, o morango acorda antes de mim”.

Nas bancas de comida, o pastel é rei. “Se não tiver barulho de óleo estalando e alguém gritando não tem graça”, afirma dona Sônia, pasteleira há 19 anos junto com o marido e filhos. “Minha família cresceu ao redor de panelas de óleo e montes de pastéis. E eu fico muito realizada com isso.  

Quando o relógio se aproxima do meio dia, começa o momento mais esperado por parte do público: a famosa xepa. É quando o preço cai e a disputa aumenta. Em uma cidade acelerada como São Paulo, a feira livre funciona como uma pausa afetiva, um lembrete de que existe vida fora do concreto. E enquanto houver paulistanos dispostos a acordar cedo por um pastel quentinho e uma conversa boa, as feiras continuarão firmes, coloridas, barulhentas e deliciosamente caóticas.

Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia.
Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas.
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas. Foto: Manuela Dias/AGEMT
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo.
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores.
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

A percepção de frequentadores, os impactos da febre amarela e as denúncias de captura clandestina em um dos parques mais antigos de São Paulo
por
Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Antes conhecido pela presença constante de saguis, macacos prego, capivaras e aves diversas, o Parque Estadual Alberto Löfgren, na Zona Norte de São Paulo, vive um período de silêncio. Frequentadores afirmam que o número de animais diminuiu de forma drástica nos últimos anos, especialmente depois do surto de febre amarela que atingiu o estado entre 2016 e 2018. A mudança é perceptível para quem acompanha a rotina do parque há décadas.

A aposentada Maria Eliane, 78 anos, visita o Horto desde que chegou a São Paulo. “Eu vinha aqui com meus filhos pequenos e era cheio de vida. A gente mal conseguia contar quantos saguis apareciam. Era um atrás do outro. Hoje eu caminho por tudo isso e quase não vejo mais nenhum”, afirma.

Segundo Maria Eliane, a ausência de animais transformou a experiência de visitar o parque. “O Horto sempre foi um lugar vivo. Tinha barulho, tinha movimento dos bichos. Agora parece outro lugar. Não é que acabou, mas está tudo muito reduzido. Dá uma tristeza ver como mudou.”

Os lagartos se alimentam de insetos e pequenos invertebrados, essenciais para o equilíbrio ecológico até nos centros urbanos.
Os lagartos se alimentam de insetos e pequenos invertebrados, essenciais para o equilíbrio ecológico até nos centros urbanos. Foto: Manuela Dias/AGEMT

Capturas clandestinas e violência contra macacos

A diminuição dos animais não é percebida apenas por visitantes antigos. Moradores do entorno também afirmam ter presenciado situações que podem ter contribuído para a redução da fauna.

Um deles, que pediu para não ser identificado, disse que presenciou capturas clandestinas dentro do parque. Ele conta que pessoas entravam por áreas menos movimentadas e montavam armadilhas para capturar pequenos mamíferos. O morador afirma ainda que, durante o período mais crítico da febre amarela, presenciou cenas de violência contra macacos. “Eu vi gente matando macaco. Eles achavam que o macaco transmitia a doença. Era ignorância. Os macacos eram vítimas, como nós. Pegavam o vírus e morriam também. Mas muita gente não entendia e atacava os bichos. Eu vi isso acontecer.”

A Secretaria de Meio Ambiente e órgãos estaduais chegaram a registrar casos de agressão a primatas na época do surto. Especialistas reforçaram, repetidamente, que os macacos não transmitem a febre amarela. Eles funcionam como sentinelas, indicando a circulação do vírus e permitindo que autoridades reforcem a vacinação.

Os animais vistos pelas câmeras

Fotografias recentes mostram que, apesar da diminuição, ainda há vida silvestre no Horto. Aves, patos e tartarugas são os mais comuns de serem vistos.

O mergulhão observa o reflexo da luz e escolhe o ângulo certo para capturar peixes sem perder tempo.
O mergulhão observa o reflexo da luz e escolhe o ângulo certo para capturar peixes sem perder tempo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Em várias cidades, teiús vivem próximos a parques e córregos e seguem discreta convivência com humanos.
Em várias cidades, teiús vivem próximos a parques e córregos e seguem discreta convivência com humanos. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Coloridas e serenas, as carpas não são só ornamentais. Elas ajudam a controlar algas e pequenos organismos, mantendo o equilíbrio dos lagos artificiais.
Coloridas e serenas, as carpas não são só ornamentais. Elas ajudam a controlar algas e pequenos organismos, mantendo o equilíbrio dos lagos artificiais. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Patinhos aprendem rápido. Nos primeiros dias de vida já conseguem nadar e seguir a mãe em longas caminhadas até encontrar água.
Patinhos aprendem rápido. Nos primeiros dias de vida já conseguem nadar e seguir a mãe em longas caminhadas até encontrar água. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

 

Com o avanço do sistema de pedágio eletrônico nas rodovias paulistas, motoristas vivem a combinação entre fluidez no trânsito e incertezas sobre tarifas, prazos e adaptação ao novo modelo.
por
Inaiá Misnerovicz
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25/11/2025 - 12h

Por Inaiá Misnerovicz

 

Dirigir pelas rodovias da Grande São Paulo já não é mais como antes. Com a chegada do sistema free-flow - o pedágio eletrônico sem cancelas -, muitos motoristas sentem que atravessam uma fronteira invisível: não há mais a cancela para frear o carro, mas também não há a certeza imediata de quanto vão pagar. Para Jerônimo, motorista de carro, morador da zona leste de São Paulo que faz quase todos os dias o trajeto até Guararema a trabalho, essa sensação de fluxo e incerteza convive em cada viagem.

Antes da implantação do free-flow, Jerônimo parava em praças de pedágio, esperava, conferia o valor, calculava se valia a pena seguir por um trecho ou desviar. Hoje, ao cruzar os pórticos da Via Dutra ou de outras rodovias, ele simplesmente segue adiante. Só depois, no no aplicativo, descobre quanto foi cobrado, isso quando ele lembra de conferir a fatura. Para quem tem TAG, o débito cai automaticamente, mas para quem não tem, o sistema registra a placa e envia a cobrança que deve ser paga em até 30 dias, sob pena de multa, como prevê a regulamentação da CCR RioSP.

Esse modelo evita paradas e acelera o tráfego, especialmente nas pistas expressas. Segundo a concessionária Motiva/RioSP, quem trafega pelas marginais da Via Dutra (sem acessar a via expressa) não é tarifado. Mas Jerônimo ressalta que essa economia de tempo nem sempre vem acompanhada de previsibilidade de custo: “só sabendo depois quanto foi cobrado, ainda dependo de consultar o site para ver se registrou todas as passagens”, ele diz. A tarifa depende do horário e do dia da semana, pode variar, e para quem usa TAG há desconto de 5%. 

Para tornar essa transição mais suave, a RioSP intensificou ações de orientação nas margens da rodovia e em pontos públicos de Guarulhos. Na capital, promotores usam realidade virtual para explicar como os pórticos funcionam, há vídeos e atendimentos nos postos de serviço. Mais de 500 pessoas já participaram de eventos para esclarecer dúvidas sobre o funcionamento, formas de pagamento e salto entre pistas expressas e marginais.

As novas tarifas também entraram em vigor recentemente: desde 1º de setembro de 2025, os valores para veículos leves nas praças da Via Dutra foram reajustados pela ANTT, e nos pórticos do free-flow os preços também foram atualizados. No caso das rodovias geridas pela Concessionária Novo Litoral - especificamente a SP-088 (Mogi-Dutra), SP-098 (Mogi-Bertioga) e SP-055 (Padre Manoel da Nóbrega) - os valores por pórtico variam de R$ 0,57 a R$ 6,95 para veículos de passeio, dependendo do trecho.

Essa lógica de cobrança por trecho, sem a presença física de praças, exige do motorista algo além de atenção na pista: exige educação para se entender onde entrou, onde passou e quanto isso custou. Para Jerônimo, isso é mais difícil do que simplesmente parar e pagar. Ele admite que, apesar da melhoria no fluxo, teme que algum pórtico não tenha sido registrado, ou que haja diferença entre o que ele acredita ter passado e o que vai aparecer na fatura.

Além disso, há risco real para quem não paga no prazo. A CCR RioSP adverte que a não quitação da tarifa em até 30 dias configura evasão de pedágio, o que pode gerar infração de trânsito, multa fixada e até pontos na carteira. Para muitos, essa penalidade ainda parece pesada diante da novidade e da complexidade do sistema.

Por outro lado, o free-flow traz ganhos concretos para a mobilidade: ao eliminar paradas bruscas nas praças, reduz o risco de acidentes por frenagem repentina e melhora o desempenho das rodovias. A tecnologia permite modernizar a gestão do tráfego, e os pórticos com sensores garantem identificação precisa por TAG ou leitura de placa. Ainda assim, a transformação não se resume à pista. Ela repercute no cotidiano de quem vive dessa estrada, como Jerônimo, e também na forma como a concessionária se relaciona com os motoristas. A campanha de orientação mostra que há consciência de que nem todos se adaptarão imediatamente. As ações de atendimento por WhatsApp, aplicativo, site, totens e até no posto de serviço reforçam a aposta na transparência. 

Há também a perspectiva de que esse modelo se torne cada vez mais comum. Segundo planejamento de concessões futuras, mais pórticos free-flow poderão ser instalados nas rodovias paulistas até 2030, o que tornaria esse tipo de cobrança mais frequente para usuários regulares da malha estadual. Mas para que ele seja efetivamente equitativo, será preciso manter a educação viária, oferecer canais de pagamento amplos e garantir que os motoristas não sejam penalizados por simples falhas de entendimento.

Para Jerônimo, a estrada continua sendo um espaço de tensão e de liberdade. Ele ganha tempo, mas precisa vigiar sua fatura. Ele cruza Guararema, volta para São Paulo, e vive uma experiência nova: a de rodar e pagar depois, sem parar, mas sempre com a incerteza de que quanto passou pode não ser exatamente quanto será cobrado. A cancela desapareceu, mas o pedágio segue presente, só que disfarçado em números, e não em uma barreira física. 

Detonação em casa usada para armazenar fogos causou danos estruturais e pânico no bairro
por
Antônio Bandeira
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24/11/2025 - 12h

Uma forte explosão seguida por incêndios foi registrada em uma residência que funcionava como depósito clandestino de fogos de artifício na noite do dia 13 de novembro. O incidente provocou uma série de danos na região e resultou na morte de uma pessoa, além de deixar pelo menos outras dez feridas. O caso aconteceu na Avenida Celso Garcia com a Avenida Salim Farah Maluf, no bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo.

O morador Adir Mariano, de 46 anos, faleceu no local. A vítima era baloeira, investigada por soltar balões com fogos em 2011, e suspeita de armazenar de forma ilegal artefatos explosivos e de fabricar balões no interior do imóvel.

A explosão ocorreu devido à manipulação do material inflamável utilizado para a fabricação dos fogos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o local foi completamente destruído pela detonação.

A intensidade do impacto também afetou imóveis vizinhos. Segundo a Defesa Civil Estadual, 23 locais foram interditados devido a danos nas suas estruturas, 12 de forma total e 11 parcial. Além disso, o impacto quebrou vidros de diversos apartamentos em prédios próximos e danificou carros estacionados nas ruas.

Imagem da explosão visto de apartamento vizinho
Momento do incêndio após a explosão do depósito Foto: Reprodução/Instagram  @viniciussantanaofc

Os impactos ultrapassam os danos materiais. O impacto psicológico na comunidade também foi significativo. Moradores das imediações relataram medo e pânico com o barulho da explosão e a nuvem de fumaça que se espalhou pela área. Pâmela Moraes, moradora do Tatuapé, relatou, em entrevista para a AGEMT, o momento em que sentiu o impacto da explosão.

"Eu estava saindo da estação do metrô Tatuapé e a gente ouviu um barulho muito forte, tanto é que a gente achou que fosse alguma coisa lá dentro do próprio metrô. Quando eu cheguei em casa, meu marido falou que estava sentado no sofá e sentiu o ar e um calor muito forte entrando pela porta, e a janela balançou. Ficamos com muito medo".

O caso foi registrado no 30º Distrito Policial, no Tatuapé, como explosão, crime ambiental e lesão corporal. A investigação está a cargo da 5ª Central Especializada de Repressão a Crimes de Ocorrências Diversas (Cerco), que trabalha para identificar todos os responsáveis, incluindo possíveis fornecedores do material apreendido. As apurações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

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Após sete anos, evento volta ao calendário impulsionado pelo avanço dos carros eletrificados
por
Fábio Pinheiro
Vítor Nhoatto
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22/11/2025 - 12h

O Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, um dos eventos mais tradicionais do setor automotivo brasileiro, está de volta após um hiato de sete anos. A edição de 2025 acontece entre os dias 22 e 30 de novembro, em um contexto de profundas transformações na indústria e impulsionada pela expansão de veículos eletrificados, entrada de novas marcas no país e a necessidade das montadoras de reconectar consumidores às experiências presenciais.

De acordo com a RX Eventos, organizadora da mostra bienal, a volta acontece em razão da reestruturação e aquecimento do mercado. A última edição havia sido realizada em 2018 e contou com cerca de 740 mil visitantes, mas devido a pandemia de COVID-19 o Salão de 2020 foi cancelado. Nos anos seguintes, a volta do evento ficou só na especulação. Segundo a Associação Nacional de Fabricantes Automotores (Anfavea), a pausa também pode ser atribuída à crise de matéria-prima, à retração econômica deste então e ao formato caro para as montadoras que estavam distantes do público.

Embora as duas últimas edições tenham sido no São Paulo Expo, esta acontece no Complexo do Anhembi, casa oficial do evento desde 1970. A mudança foi celebrada por expositores e pelo público, já que o Anhembi permite maior fluxo de visitantes, oferece áreas amplas para test-drive e atividades externas, recuperando a identidade histórica do salão. O retorno também faz parte da estratégia de reposicionar o evento como uma grande vitrine de experiências automotivas, com pistas, ativações e zonas imersivas distribuídas pelo pavilhão.

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Renault anuncia o seu novo carro “Niagara” - Foto: Fábio Pinheiro

Entre as montadoras que vão expor, estão nomes de peso que apostam na ocasião para apresentar novidades ao consumidor brasileiro. A BYD leva ao Salão uma linha reforçada de elétricos e híbridos, aproveitando o crescimento expressivo da marca no Brasil, além de lançar no evento a marca de luxo do grupo, Denza. A rival chinesa GWM também estará presente, com o facelift do SUV H6, o jipe Tank 700 e a minivam Wey 09.

Em relação às marcas tradicionais, a Stellantis vai em peso para o Anhembi. A Fiat, apesar de não ter apresentado nenhum modelo novo, trará o Abarth 600, um SUV elétrico esportivo. A Peugeot terá os 208 e 2008 eletrificados e, principalmente, o lançamento da nova geração do 3008 para o mercado nacional, equipado com o tradicional motor THP. 

Enquanto isso, a Toyota investe na divulgação de novidades híbridas flex, com a chegada do Yaris Cross para brigar com o recém-lançado HR-V, e os líderes Hyundai Creta e Chevrolet Tracker. Juntas, as marcas representam parte do movimento de transformação do mercado brasileiro, que tem apostado cada vez mais na eletrificação e em tecnologias avançadas para rivalizar com a expansão chinesa.

O Salão 2025 também será palco de novas marcas como a Leapmotor, parte do grupo Stellantis. O SUV C10 será o primeiro modelo a chegar às ruas, ainda neste ano, e conta com a versão elétrica (R$189.990) e com extensor de autonomia (R$199.990). O segundo modelo será e o C-SUV elétrico B10, por R$172.990, 60 mil a menos que o rival BYD Yuan Plus, e mais recheado de tecnologia, como teto panorâmico, nível 2 de condução semi autônoma, câmera de monitoramento do motorista e airbag central.

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Presidente da Stellantis para a América do Sul, Herlander Zola, anunciou os planos para o grupo - Foto: Stellantis / Divulgação

Já a britânica MG Motor, propriedade da chinesa SAIC, investirá em esportividade elétrica, além de custo-benefício. O modelo de maior volume de vendas deve ser o SUV S5, rival de Yaun Plus, e igualmente equipado ao B10. Em seguida, o MG 4 chega para rivalizar com Golf GTI e Corolla GR, com mais de 400 cavalos, tração integral, pacote de ADAS completo, e pela metade do preço dos rivais. Por fim, o Roadster será o chamariz de atenção no estande, com portas de lamborghini e em homenagem à tradição da marca. 

O grupo CAOA também fará a estreia da nova marca que trará ao Brasil a Changan, com a chegada prevista para 2026 com os modelos de super-luxo elétricos Avatr 11 e 12, além do SUV UNI-T, rival do Compass e Corolla Cross. 

O pavilhão do Anhembi contará com pistas de test-drive, áreas dedicadas a modelos clássicos como o McLaren de Senna, e até mesmo uma área do CARDE Museu. No Dream Lounge estarão presentes super carros como Ferrari e Lamborghini, além da Racing Game Zone para os amantes de videogame e simuladores de corrida. 

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Área externa do Anhembi terá pista de slalom, frenagem e test-drive de dezenas de modelos - Foto: Salão do Automóvel / Divulgação

Apesar da ausência de marcas como Chevrolet, Ford, Mercedes, Volvo e Volkswagen, 2520 montadoras estarão presentes, incluindo Chery, Hyundai, Mitsubishi e Renault. O Salão espera receber cerca de 700 mil visitantes e a edição 2027 já está confirmada. Os ingressos custam a partir de R$63 (meia-entrada) nos dias de semana.

O anúncio do fechamento da UFRJ assusta estudantes de outras federais e vestibulandos
por
Laura Mello, Marcela Foresti e Paula Moraes
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27/05/2021 - 12h

Com a diminuição de verbas para universidades, aprovado pela Lei Orçamentária de 2021, foi anunciado no dia 11 de maio o fechamento da Universidade Federal do Rio de Janeiro para julho deste ano. A universidade foi criada em 1920 através do Decreto 14.343 pelo presidente Epitácio Pessoa e nomeada "Universidade do Rio de Janeiro". Foi reestruturada em 1937 durante o governo Vargas e passou a ser chamada de "Universidade do Brasil" para, apenas em 1965 durante o governo Castelo Branco, passar a ser chamada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O anúncio do fechamento da instituição leva também ao desfecho de 9 hospitais universitários e unidades de saúde, 45 bibliotecas, 13 museus e mais de 1450 laboratórios, e inúmeros alunos que não poderão concluir seu curso na Universidade que escolheu. 

O estudante da UFRJ Jefferson Xavier estava cursando seu segundo ano de engenharia de bioprocessos quando se deparou com a notícia do fechamento. A faculdade foi bem clara com os alunos sobre o motivo, mas isso não diminuiu o descontentamento de Xavier com a situação “Eu senti bastante tristeza e raiva!”. 

Para Xavier, sua maior indignação é com o governo, por permitir fechar as portas de uma universidade com tanto desenvolvimento na área de pesquisas como a UFRJ. Ele expressa sua vontade de lutar pela permanência da universidade: "Vou lutar até o final pela minha faculdade, e sei que tudo vai ser resolvido. Já lutamos uma vez e vamos lutar quantas vezes for preciso". 

Além da UFRJ, outras federais também estão passando pelo mesmo problema. A aluna do segundo semestre de Sistemas de Informação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Mayara Aiko Teixeira Watanabe, diz que a universidade já vem sofrendo com a falta de verba há um bom tempo. Mayara afirma que sua universidade está sendo muito importante no enfrentamento da covid-19 em Uberlândia: “Caso as Universidades federais não sejam uma prioridade para o governo, temo que muitas cidades entrem em colapso", diz Watanabe. 

A estudante acredita que as universidades federais passaram por um momento muito turbulento, mas que aos poucos elas conseguirão resistir e superar isso. Na Universidade Federal do ABC (UFABC), a aluna de engenharia de gestão, Patrícia Kimiko Matsura Kondo, conta que, devido ao recesso escolar a faculdade não teve a chance de conversar sobre a situação diretamente com os alunos e que o assunto está sendo abordado apenas nas redes sociais e no site da universidade.  Ela, assim como os outros alunos, também está aflita. “É muito triste e angustiante não saber o que vai acontecer e imaginar que universidades tão grandes poderiam parar”. Kondo ainda explica que houve uma reunião com reitores de algumas universidades e foi liberado uma verba para que continuem por hora, mas o futuro ainda está incerto. 

Também na UFABC, a caloura de ciências econômicas, Eduarda Vitorio de Almeida Gomes, relata que foi um grande baque receber o anúncio do fechamento da UFRJ, e ficou muito triste em pensar nos alunos que terão que interromper seus sonhos e nos profissionais que perderão sua renda. 

Eduarda também declara que tem medo que sua universidade sofra o mesmo final que a UFRJ: “O reitor da UFABC já lançou um comunicado sobre a possibilidade da suspensão das atividades até o final do ano caso os bloqueios orçamentários não sejam recompostos”.  A estudante também diz que não se sentiria preparada psicologicamente para enfrentar o vestibular novamente caso sua universidade feche as portas. 

Segundo os dados do Ministério da Educação, mais de 2.795.369 pessoas prestaram o ENEM 2020, sendo a principal maneira de ingressar em uma universidade federal. O vestibulando Pedro Soares Romualdo, que pretendia estudar na UFRJ, ficou triste com a situação e decepcionado com o Estado. 

Romualdo também relata que não pretende evitar prestar vestibulares para federais, porém, dependendo do que acontecer até o final do ano com outras federais, a possibilidade de priorizar uma universidade particular irá prevalecer. 

Em suas redes sociais, a universidade faz campanhas de arrecadação para a manutenção do Edifício Jorge Machado Moreira que sofreu um incêndio em 21 de abril deste ano. As instalações elétricas precisam ser reformadas para que continuem em funcionamento enquanto houver orçamento para manter as portas da melhor universidade federal aberta. 

Em post, a instituição compartilha dados da conta para doações.

Imagem de capa: Reprodução - UFRJ

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Do Bom Prato às cozinhas solidárias, a fome da população vulnerável
por
Danilo Zelic
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25/05/2021 - 12h

Confira também o podcast sobre a matéria acessando o link.

No cenário de pandemia do país, “55,2 % dos domicílios brasileiros convivem com a Insegurança Alimentar. Em números absolutos, são 116,8 milhões de brasileiros sem acesso pleno e permanente a alimentos. Desse total, 43,4 milhões não tinham alimentos em quantidade suficiente e 19 milhões enfrentavam a fome”.

A pesquisa "Inquérito Nacional sobre a Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil", realizada pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN), entre os dias 5 e 24 de dezembro de 2020, revela que o direito ao acesso e consumo pleno de alimentos, garantidos pela Constituição de 1988, não é compatível com a realidade atual.

O relatório aponta também que, a condição de Segurança Alimentar, está ligada a fatores como direitos básicos aos brasileiros, tais como o acesso à água potável, saneamento básico ou moradia. São, portanto, condições que excluem a população em situação de rua.

Após a criação de programas sociais para o combate à fome, como o Bom Prato e o Programa Fome Zero, o Brasil viu reduzir o número de pessoas que se enquadram em situação de Insegurança Alimentar. Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o percentual de domicílios que enfrentam a Insegurança Alimentar começou a crescer a partir de 2013, quando estava em 22,6%, mas 5 anos depois, em 2018, chegou a 36,7%.

Central da Panela Coletiva, Rua Souza Lima, 151, Barra Funda - Foto: Amanda Dafoe
Central da Panela Coletiva, Rua Souza Lima, 151, Barra Funda - Foto: Amanda Dafoe

A FOME NA CIDADE DE SÃO PAULO

“Comparando a situação, em março de 2020 e março de 2021, num primeiro momento parecia ter muito mais oferta em relação às doações até o mês de dezembro. De janeiro para cá, a gente tem uma redução grande das ofertas para a população em situação de rua”. A conjuntura dita por Darcy Costa, Coordenador do Movimento Nacional da População de Rua (MNPR), é o que revela a situação da distribuição de alimentos para a população em situação de rua na cidade de São Paulo.

Das 59 unidades do Bom Prato, 22 estão na capital. O serviço oferece três refeições diárias, café da manhã, almoço e jantar, pelo preço, respectivamente, de R$0,50 e R$1,00. Em maio do ano passado, após o recrudescimento das medidas de contenção à crise sanitária, o governo de João Dória (PSDB), estabeleceu a gratuidade do serviço popular para os moradores de rua cadastrados nos restaurantes do programa. Contudo, no dia 30 de setembro o benefício foi suspenso, passando a ser pago novamente.

Ação da Panela Coletiva na Comunidade do Moinho e no bairro de Paraisópolis - Foto: Amanda Dafoe
Ação da Panela Coletiva na Comunidade do Moinho e no bairro de Paraisópolis -
Foto: Amanda Dafoe

Após a suspensão da gratuidade, uma ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU), Defensoria Pública de São Paulo (DPESP) e o Ministério Público paulista (MP-SP), determinou o pagamento diário de R$10 mil até a volta dela. O governo recorreu, porém sem sucesso, e implementou novamente o serviço gratuito.

Costa diz que a gratuidade do Bom Prato foi uma das ações benéficas para a população de rua, mas que o período de cadastramento foi curto e impossibilitou uma adesão maior. “O que nós estamos buscando hoje é que haja novos cadastros, porque quem não se cadastrou não consegue comer gratuitamente”.

Na cidade de São Paulo, três endereços do programa se localizam na Zona Central, na 25 de março, no Brás e em Campos Elíseos, o que corresponde a 65,01% do total de pessoas morando nas ruas. Quando caíram o número de doações, e paralelamente, ocorreu o aumento da procura, a designer Amanda Dafoe, do Panela Coletiva, residente do bairro Santa Cecília, teve a ideia de preparar refeições prontas para doar no seu entorno.

REFEIÇÃO SOLIDÁRIA

Em um primeiro momento, Dafoe, junto a seu companheiro, cozinhavam com alimentos que tinham em mãos, produzindo cerca de 75 marmitas. “A gente foi distribuir ali no entorno da Marechal Deodoro e aquilo não durou meia hora, foi num instante que foi tudo”.

Logo após a primeira ação, compartilhou a iniciativa com amigos no WhatsApp e, rapidamente, teve um retorno muito grande de pessoas que estavam interessadas no projeto e dispostas a doar alguma quantia. Conta que, “no dia seguinte a gente já tinha 1000 reais para fazer uma próxima ação”, e pensou: “Não vamos fazer de quinze em quinze dias, vamos fazer semana que vem já”.

Com mais pessoas interessadas e, já na segunda ação, a participação de alguém do ramo alimentício, produziram cerca de 200 marmitas. “A Mara Salles fez o panelaço da mistura, a carne, e a gente fez o arroz. Depois, dois amigos vieram ajudar para fazer a embalagem, para a distribuição”. Após o sucesso entre conhecidos, criou um perfil no instagram, que aos poucos se expandiu e ganhou mais visibilidade.

Pontos em que a Panela Coletiva atua espalhados pela capital - Foto: Reprodução Instagram
Pontos em que a Panela Coletiva atua - Foto: Reprodução Instagram

Quando viu a possibilidade de realizar ações mais frequentes, se juntou com grupos de ‘marmiteiros solidários’, “para mapear onde cada um estava atuando, entender a escala disso”, criando também o evento “gente é para brilhar”. “Esse mapeamento deixou claro, o quanto esse trabalho estava sendo feito pela sociedade, e não pelo poder público”. Fala ainda das mais de 200 mil refeições diários entregues à população mais vulnerável e de como, próximo às eleições, houve a aproximação de diversos candidatos, “mas em nenhum momento de forma positiva, isso foi muito triste de ver”.

Para a designer, existe um ‘limiar’ sobre a realização desses projetos, que segundo ela, deveriam ser realizados a partir de políticas públicas. “O quanto a gente tem que fazer esse trabalho porque ninguém está fazendo, mas o quanto temos que ficar o tempo todo falando: meu não era para a gente estar fazendo isso, isso é trabalho de vocês [políticos]. Isso é a incompetência de vocês”.

Além da distribuição de marmita, o coletivo viabiliza kits de higiene para a prevenção à Covid-19 - Foto: Amanda Dafoe
Além da distribuição de marmitas, o coletivo viabiliza kits de higiene para a prevenção da Covid-19 - Foto: Amanda Dafoe

"ELES E A GENTE"

A pandemia de covid-19, é mais uma das vidraças que deixa visível a desigualdade e todas as mazelas sociais Brasil afora. Nesse sentido, Dafoe aponta para uma ideia de “eles e a gente”, como se existisse um muro que separa a população vulnerável daqueles que conseguiram se adequar ao atual momento. “A pandemia só existe nessa fronteira, quando eles [população de rua] precisam de algo e precisam acessar a gente, eles sabem que tem que colocar a máscara, porque a gente acha que precisa de máscara. É um mundo paralelo deles”. Nesse sentido, ela diz já ter ouvido, dos próprios moradores de rua, frases como: ‘não, meu sangue é tão forte que esse vírus não pega’ e ‘deveria tirar o meu sangue e transformar em vacina’. E termina dizendo, “como é que você usa máscara de uma maneira minimamente apropriada?!, e eles tinham essa consciência, de que não é para gente”.

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Como a presença da extrema direita abre portas para propostas discriminatórias e inconstitucionais
por
Andre Nunes, Pedro Galavote
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13/05/2021 - 12h
Foto: Ambev/ Av. Paulista durante a campanha #orgulho não para em 06/2020
Foto: Ambev/ Av. Paulista durante a campanha #orgulho não para em 06/2020

O projeto de lei 504/2020, proposto pela deputada Marta Costa (PSD), proíbe a publicidade, através de qualquer veículo de comunicação e mídia, de material que contenha alusão a preferências sexuais e movimentos sobre diversidade sexual relacionados a crianças no Estado de São Paulo. Com direito a multa e fechamento do estabelecimento que a infringir. 

Essas propostas se referem muito à ideologia bolsonarista e toda essa onda de ódio que aumentou após sua eleição. O Grupo Gay da Bahia informou que 329 LGBT+ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) tiveram morte violenta no Brasil, vítimas da homotransfobia, em 2019. Foram 297 homicídios e 32 suicídios. Isso equivale a 1 morte a cada 26 horas. 

Alguns dos discursos de Bolsonaro se tornaram muito mais frequentes como esse durante uma live junto da assessora do MEC e do ministro da educação Abraham Weintraub “Uma parte do eleitorado simpatizou comigo na pré-campanha e na campanha tendo em vista a educação. Eu não vi discussão sobre ideologia de gênero. Isso, no meu entender, não é mais para ser discutido lá. O pai quer que o filho seja homem, que a filha seja mulher” 

Abaixo seguem algumas das principais declarações feitas pelo presidente e alguns apoiadores ao longo de 2019: 

Janeiro: Damares diz que meninos vestem azul e meninas vestem rosa 

Junho: PM de João Doria impede policial gay de usar farda para pedir namorado em casamento 

Agosto: Bolsonaro barra financiamento da Ancine para filmes com temática LGBT+ 

Setembro: Marcelo Crivella retira HQs com beijo entre homens da Bienal do Livro 

Outubro: Bolsonaro filho usa camiseta ironizando sigla LGBT+ 

Essas declarações, além de mostrar o posicionamento do governo acerca desse tema, abre espaço para que projetos de lei como esse sejam pensados e discutidos de forma cada vez mais frequente. Voltando à PL, é importante estabelecer que independente de seu conteúdo ser discriminatório ou não, esse Projeto de Lei viola o Texto Constitucional. No artigo 22 da Constituição da República de 1988, sendo explícito que somente a União pode legislar sobre o direito comercial de propaganda. Logo, o Projeto não pode ser aprovado pela ALESP, mas caso ocorra, o STF deve reafirmar sua jurisdição e declarar a inconstitucionalidade da lei. 

Entretanto é importante ressaltar que os movimentos, e corporações que apoiam a causa LGBT se posicionaram contra, algumas delas foram: 

  • Coca Cola: Estar #AbertosProMelhor significa defender que a existência LGBTQIA+ não é influência inadequada. É ser livre para ser, expressar e amar. 

  • Nestlè: A diversidade dos brasileiros é parte importante da nossa história e precisamos representá-la em nossa publicidade. Por isso, somos contra o PL 504 que propõe a proibição da diversidade em publicidade infantil em SP. Afinal, representatividade faz bem. E se faz bem, a gente faz! 

  • Mastercard: Demonstrar todas as formas de Amor Não Tem Preço! A Mastercard tem o compromisso de contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa para todos. Isso inclui nosso apoio à comunidade LGBTQIA+, por meio de condições, oportunidades e direitos iguais. Fazemos parte da Aliança sem Estereótipos, da ONU Mulheres, convocada por um grupo de empresas e organizações que acreditam em um mundo sem preconceitos. A Aliança busca mudanças na indústria publicitária para que sejam criados conteúdos que empoderem as mulheres, enfrentem o racismo e todas as formas de discriminação.  

A baixa adesão e pressão das marcas, talvez faça com que, esse projeto não saia do papel, mas como vimos, o conforto que o governo federal passa ao tratar de temas deste tópico de forma desinformada, faz com que mais projetos e pensamentos assim se criem, e a pergunta que fica é: quando tudo isso vai parar ? 

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Aeroportos e companhias aéreas tiveram que adotar novas medidas de segurança e inovar em seus recursos tecnológicos
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Luiza Mazzer
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12/05/2021 - 12h

 

Com a pandemia da COVID-19 agravada no Brasil desde março de 2020, diversos estabelecimentos foram fechados, porém não os aeroportos. Segundo nota da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no início da pandemia “a interdição de um aeroporto não é uma conduta indicada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) neste momento e pode prejudicar de forma irresponsável o deslocamento de pessoas, profissionais de saúde, vacinas, órgãos para transplante e até insumos para medicamentos para os estados brasileiros”. Dessa forma, apenas os voos foram reduzidos e as companhias aéreas, assim como os aeroportos precisaram modificar seus regulamentos de cancelamento de voos e seguir com os protocolos de higiene.

Isso não significa que os voos seguem normais. Muitos países proibiram a entrada de brasileiros em seu território com o agravamento da pandemia no país e outros apenas permitem a entrada após 15 dias de quarentena em outro lugar. Atualmente, 78 países (como México, Rússia, Argentina, Espanha e França) estão com restrições moderadas, ou seja, inclusão de teste de Covid para poder viajar ou obrigação de quarentena em outro país para poder viajar e 74 com restrições fortes, o que significa entrada suspensa ou apenas entrada de cidadãos, como é o exemplo dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, e Reino Unido) em relação a voos saindo do Brasil.

Para que as recomendações sejam seguidas, aumentando a segurança dos passageiros, a Anac publicou o guia “Protocolos Sanitários para as operações no setor da aviação civil em período de pandemia”, que traz, ações necessárias para manutenção de segurança das operações e cuidados básicos a serem adotados pelos administradores de aeroportos, assim como recomendações para os serviços aéreos.

Foram adotadas diversas inovações nos principais aeroportos brasileiros, como o check-in remoto, no qual os funcionários que antes ficavam nos balcões foram substituídos por monitores, de onde realizam o check-in dos passageiros remotamente. A Azul adotou também um tapete virtual na hora do embarque, que funciona através de  inteligência artificial e projetores, sensores e câmeras. O tapete projetado no chão se movimenta conforme as pessoas vão andando, propondo assim um maior distanciamento físico, além de mostrar os respectivos números dos assentos, o que faz com que diminua a aglomeração no momento do embarque, com menos pessoas em pé e de forma mais organizada. Além disso, todos os aeroportos reforçaram a higienização de seus ambientes com diferentes técnicas e aferição de temperatura de passageiros e funcionários.

Segundo matéria da UOL, o aeroporto de Guarulhos passou a adotar uma esterilização  automática com luz ultravioleta em locais onde há maior circulação de pessoas, como corrimãos e escadas e instalou sensores de aglomeração que conseguem monitorar, com ajuda de inteligência artificial, a movimentação em locais específicos e a necessidade de manutenção.

Contudo, as companhias aéreas não diminuíram o número de passageiros permitidos por voos e não aumentaram o espaçamento entre os assentos. As empresas justificam, afirmando que seus aviões possuem filtros que renovam o ar a cada três minutos e capturam as partículas microscópicas, como bactérias e vírus, além, é claro, de o uso de máscara ser obrigatório durante todos os momentos dentro das aeronaves.

Em março de 2021, a União Européia, apresentou o projeto do “Certificado Verde Digital”, que funcionaria como um “passaporte de vacinação”, que conteria as informações referentes à imunização dos passageiros, como número de doses, data e local de vacinação dos passageiros para que tenham liberdade de circulação dentro dos países membros. Contudo, no documento do projeto deixam claro que a vacinação não será obrigatória e passageiros que optarem por não serem vacinados ainda poderão circular, mas com ressalvas, como teste obrigatório de Covid ou quarentena em outro local.

Nick Careen, vice-presidente da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), afirmou ao New York Times que o “passaporte de vacinação” seria apenas um meio de formalizar o que já existe, pois atualmente os países, inclusive o Brasil, já tem como requisito para entrada de viajantes o resultado negativo do teste. Além de que, para a entrada em diversos países é necessário comprovante de vacinação contra a febre-amarela. Portanto, um documento unificado com todas as vacinas tornaria mais prático, além de que poderia evitar fraudes.

Alguns países como a Dinamarca e a Suécia já começaram a desenvolver esses certificados digitais sobre a imunização do cidadão, os quais servirão não apenas para viagens, mas também para a entrada em eventos com maior número de pessoas. É possível que futuramente a maioria dos países exijam tal certificado para entrada em seu território. Atualmente, diversas empresas já estão na fase avançada de testes de aplicativos, como o IATA Travel Pass, desenvolvido pela IATA, que tem bastante influência sobre novos protocolos, por representar mais de 80% das empresas aéreas do mundo, e o Digital Health Pass, criado pela empresa IBM, que também funciona como uma carteira digital, onde o viajante pode armazenar suas informações de saúde e imunização e compartilhá-las de forma segura.

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Ivan Marino Iannace
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10/05/2021 - 12h

Após um ano de pandemia, aprendemos a tirar ensinamentos sobre os mais diversos assuntos, e na área do trabalho não seria diferente. Hoje, vamos ouvir um pouco sobre como estamos lidando e quais são os melhores meios que as pessoas encontraram para melhorar a condição de trabalho dentro de casa. Acontece que aos poucos fomos percebendo que o trabalho tomou nossas casas e não existe mais essa separação do nosso local de descanso e do local de trabalho, formando quase que uma invasão da nossa própria privacidade. Além disso, ninguém imaginava o quão cansativo seria trabalhar em casa é, sendo assim nada vantajoso para quem está trabalhando e também não para a empresa, pois o empregado fica tão exausto que aos poucos seu rendimento começa a cair.

Com o passar do tempo, as pessoas foram percebendo que para um melhor rendimento, seria necessário fazer um investimento em seus escritórios, visando melhorar seus equipamentos técnicos e também pensar sobre seu conforto, já que agora o escritório virou praticamente sua nova sala de estar. No podcast será levantado dados, números e também uma fala exclusiva de um funcionário de uma grande rede loja de informática. Espero que curta e aproveite o podcast para repensar suas horas em home-office. 

https://soundcloud.com/ivan-marino-iannace/whatsapp-audio-2021-05-10-at-141349

 

Gestão do trabalho home office: como fazer de um modo eficaz

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