No último dia de fevereiro (28), o Irã sofreu uma invasão dos Estados Unidos, refletindo diretamente no preço do petróleo, já que a região que concentra algumas das maiores reservas do planeta e qualquer instabilidade vira gatilho para a alta nos preços e para um efeito dominó na economia mundial. E, mesmo distante do conflito, o Brasil sentiu rápido o reflexo com combustíveis mais caros, compras no mercado e a sensação de que decisões tomadas do outro lado do mapa atravessam fronteiras e chegam, sem pedir licença, no cotidiano do brasileiro.
Meios de locomoção como carros ou aviões não são os únicos dependentes do petróleo, trata-se de uma matéria-prima básica da cadeia que sustenta a vida moderna. É dele que saem combustíveis, mas também plásticos, cosméticos, roupas sintéticas, medicamentos e até partes de equipamentos eletrônicos. Em outras palavras, o petróleo não move só motores, ele move economias inteiras. Países como o Irã são peças-chave nesse tabuleiro, porque concentram reservas gigantes e influenciam diretamente a oferta global. Qualquer conflito ou instabilidade nessa região afeta o preço do barril, e esse aumento impacta o mundo por completo, não fica restrito ao mercado nacional.
Antes de pensar nos impactos que a economia brasileira pode ter em função do ataque bélico estadunidense, é preciso entender o Irã dentro da economia global. O país do Oriente Médio tem grande relevância no mercado de energia, por exemplo, o Irã hoje representa 3,6% da exportação mundial de petróleo, com 1,57 milhões de barris exportados por dia. Porém, se incluirmos os países exportadores do Golfo Pérsico já afetados pelo atual conflito militar (Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Omã e Arábia Saudita), estamos falando de uma exportação mundial de petróleo de 11,5 milhões de barris por dia, “o equivalente a 26,6% do volume de petróleo exportado em todo mundo”, explica o economista e professor da PUC-Campinas Dario Rodrigues da Silva, doutorando em Economia Política Mundial.
Na avaliação dele, os impactos desse conflito sobre a economia brasileira já começam a se desenhar em diferentes frentes. “Os maiores riscos para o brasileiro, neste cenário, têm duas origens: a primeira delas é a crescente dependência de importação nos derivados de petróleo; a segunda, a falta efetiva de controle dos preços de distribuição dos derivados desde a privatização da BR Distribuidora, em 2019", ressalta Dário. Ele ainda explica que “sem esse controle, o governo não tem instrumentos para evitar instabilidades nos preços do varejo, por movimentos especulativos”.

A ida ao mercado também está pesando no bolso, onde os efeitos são indiretos, mas relevantes. O Irã é um dos principais nomes na economia de fertilizantes e o ataque provocou um aumento global no preço do produto, o que eleva os custos da produção agrícola. “As culturas de grãos de alto volume seriam as mais afetadas diretamente em seu custo, como arroz, feijão e milho”, aponta. Ainda assim, ele pondera que esses impactos não são inevitáveis para o consumidor final: “essas culturas podem também ser alvo de políticas públicas para o controle dos preços e garantia da produção, evitando que qualquer choque de custo seja repassado diretamente ao consumidor”.
Dario Rodrigues também chama atenção para possíveis efeitos nas exportações brasileiras como, por exemplo, o frango Halal, um tipo de abate específico para a cultura islâmica e um dos produtos mais exportado do Brasil para o Oriente Médio. "O principal impacto neste mercado é logístico, com o risco de interrupção das rotas de transporte destes produtos pelo estreito de Ormuz”, afirma. Estes entraves no transporte podem levar o produtor a redirecionar parte da produção ao mercado interno, o que “poderia até reduzir o preço para o consumidor brasileiro”, mas tenderia a comprometer “a lucratividade de longo prazo desta indústria, podendo resultar em desinvestimento” no setor, explica Dario.

Em relação às perspectivas futuras para o preço da gasolina, o professor da PUC-Campinas avalia que o cenário internacional ainda é marcado por grande incerteza, especialmente tratando-se do mercado de petróleo. “Previsões a respeito da cotação desse produto, para períodos mais distantes, não raramente, se mostram muito arriscadas”, afirma. Apesar disso, ele reconhece que, em cenários mais pessimistas, os preços podem subir ainda mais no curto prazo.
O petróleo começou 2026 custando USD 59,7 e, no dia em 28/03, quando o conflito completará 4 semanas, prazo estipulado por Trump para o fim da guerra após o primeiro ataque, “muitos analistas especializados informam que, nos piores cenários, os preços podem atingir USD 150”, acrescenta Dário. Para ele, o desenrolar da crise e a resposta do governo serão determinantes para o futuro. “Vai depender da aplicação destes instrumentos para que essa proteção realmente ocorra”, conclui, ao se referir às políticas públicas capazes de conter os efeitos da instabilidade da economia internacional sobre a economia doméstica.
A localização estratégica do Oriente Médio
Situado em confluência com a África, Europa e Ásia, sua localização privilegiada permite acessos estratégicos como o Canal de Suez, no Egito, e o Estreito de Ormuz, Irã. O interesse de países estrangeiros decai sobre uma das maiores reservas de combustíveis fósseis do mundo sendo crucial para a economia global. Desta maneira, a região se torna alvo de intervenções internacionais. Os Estados Unidos, historicamente, influenciam de maneira direta nas decisões dos países da região, muitas vezes na premissa de acusações de terrorismo. Uma das ocasiões mais memoráveis foi a guerra EUA X Iraque, em 2003, os norte-americanos acusaram o país asiático de obter armas de destruição em massa (nunca encontradas) e ameaçar a segurança global, esse foi o mesmo motivo do ataque ao Irã neste ano. A invasão causou um vácuo de poder após o assassinato do líder Saddam Hussein, e o país foi levado para uma guerra civil sangrenta. O conflito durou oitos anos, com mais de 600.000 mortos, segundo a revista The Lancet.
A Receita Federal anunciou na última segunda-feira (16) as regras para a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026, referente aos rendimentos recebidos em 2025. O prazo de entrega começa às 8h do dia 23 de março e termina às 23h59 de 29 de maio.
A expectativa do órgão é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano. O programa para preenchimento estará disponível para download a partir de sexta-feira (20), no site oficial da Receita Federal.
Entre as principais novidades estão a antecipação das restituições, melhorias na declaração pré-preenchida e a criação de um cashback para contribuintes de baixa renda.
As mudanças fazem parte do processo de digitalização da Receita Federal e da tentativa de reduzir erros nas declarações, além de acelerar o pagamento das restituições.
Restituições serão pagas em quatro lotes
Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro os lotes de restituição. Os pagamentos ocorrerão nas seguintes datas:
• 29 de maio
• 30 de junho
• 31 de julho
• 31 de agosto
Segundo o órgão, cerca de 80% dos contribuintes com direito à restituição devem receber o valor já nos dois primeiros lotes. A ordem de prioridade permanece a mesma, começando por idosos com 80 anos ou mais.
Cashback pode beneficiar 4 milhões de brasileiros
Uma das principais novidades é o cashback do Imposto de Renda, que prevê devolução automática para trabalhadores de baixa renda que tiveram imposto retido, mesmo sem serem obrigados a declarar.
A medida deve beneficiar cerca de quatro milhões de pessoas, com devolução total estimada em R$ 500 milhões. O valor pode chegar a R$ 1 mil por contribuinte, com média de R$ 125.
O pagamento está previsto para 15 de julho, por meio de lote específico, preferencialmente via Pix vinculado ao CPF.
Declaração pré-preenchida ganha melhorias
A Receita também ampliou as funcionalidades da declaração pré-preenchida, disponível a partir de 23 de março para contas Gov.br nível prata ou ouro.
O sistema passará a emitir alertas automáticos para evitar erros, como despesas médicas fora do padrão ou ausência de chave Pix. Dados de renda variável, dependentes e informações do eSocial também foram integrados.
A expectativa é que mais de 60% dos contribuintes utilizem esse modelo em 2026.
Documentos necessários para declarar
Para evitar erros no preenchimento, a Receita Federal recomenda que o contribuinte reúna previamente os principais documentos, como:
• Informes de rendimentos fornecidos por empresas e bancos;
• Comprovantes de despesas médicas e educacionais;
• Dados bancários para restituição ou pagamento;
• Documentos de bens, direitos e dependentes.
Novas exigências e mudanças
Entre as novidades, rendimentos obtidos em apostas esportivas deverão ser informados na declaração, assim como saldos mantidos nas plataformas ao final de 2025.
Também será possível incluir nome social e, de forma opcional, informações de raça e cor do contribuinte e dependentes.
A Receita destacou ainda o uso do sistema Receita Saúde, que digitalizou recibos médicos e deve reduzir erros e casos de malha fina relacionados a despesas médicas.
Quem deve declarar?
Devem declarar o Imposto de Renda os contribuintes que, em 2025:
• Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584;
• Tiveram outros rendimentos superiores a R$ 200 mil;
• Venderam bens ou tiveram ganho de capital tributável;
• Realizaram operações em bolsa acima de R$ 40 mil;
• Possuíam bens acima de R$ 800 mil;
• Obtiveram receita rural superior a R$ 177.920;
• Tiveram rendimentos ou investimentos no exterior
A nova faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil mensais não vale para esta declaração e só será aplicada no IR de 2027. Isso ocorre porque o Imposto de Renda sempre considera os rendimentos do ano anterior. Como a nova regra passou a valer apenas em 2026, seus efeitos só aparecerão na declaração referente aos ganhos obtidos nesse período.
Não precisam declarar contribuintes que receberam rendimentos abaixo do limite anual de obrigatoriedade e que não se enquadram em nenhuma das demais situações previstas pela Receita Federal, como posse de bens acima do valor estabelecido, operações em bolsa ou ganhos de capital tributáveis.
Receita alerta para golpes
A Receita Federal reforçou que os contribuintes devem utilizar apenas os canais oficiais para envio da declaração e ficar atentos a tentativas de fraude durante o período.
O órgão também realizará transmissões semanais ao vivo no YouTube para esclarecer dúvidas sobre o preenchimento.
Brasileiros que viajam para a Argentina agora contam com uma nova alternativa de pagamento. A iniciativa do Banco do Brasil em parceria com o Banco Patagonia permite que brasileiros utilizem o Pix para pagar compras em lojas físicas credenciadas no país.
O anúncio foi realizado em 6 de março de 2026 pelo Banco do Brasil e já se encontra em vigor. A medida faz parte de um movimento de instituições financeiras para ampliar o alcance do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro em transações internacionais, especialmente entre destinos com grande fluxo de turistas do Brasil.
No mês anterior, o BB já havia lançado uma alternativa que permite aos lojistas brasileiros venderem para clientes argentinos do Patagonia por meio de uma solução financeira parecida com o Pix. A operação envolve uma transação que converte a compra para dólares e debita da conta do usuário na Argentina, enquanto o comerciante do Brasil recebe o valor imediatamente via Pix.
Como funciona o pagamento
A transação ocorre por meio da leitura de um QR Code apresentado pelo comerciante, que pode estar em uma maquininha de pagamento ou em outro dispositivo. Após escanear o código, o cliente utiliza o aplicativo do banco ou instituição financeira de sua preferência para concluir a compra.
Segundo as instituições envolvidas, o serviço pode ser utilizado por brasileiros independentemente de serem correntistas do Banco do Brasil. Além disso, não é necessário realizar cadastro prévio ou habilitação específica para usar o recurso.
Conversão automática e cobrança de IOF
Para viabilizar o pagamento, o Banco do Brasil realiza automaticamente a operação de câmbio para a moeda local. O cliente paga em reais, com débito direto da conta corrente ou da conta poupança vinculada ao aplicativo utilizado.
De acordo com a declaração, o próprio aplicativo realiza uma operação de câmbio para a moeda argentina no momento da transação, podendo, inclusive, verificar o valor total tanto em reais, como em peso e em dólar.
Por se tratar de uma transação internacional, há incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), conforme a legislação brasileira. No extrato bancário, a operação aparece registrada como um Pix comum, embora inclua a conversão cambial realizada no momento do pagamento.
Expansão para outros países
A iniciativa integra uma estratégia do Banco do Brasil para ampliar o uso do Pix fora do país. A instituição já estuda levar a funcionalidade para outros destinos na América, além de países da Europa e da Ásia.
A expectativa é que a ampliação do sistema facilite as compras de brasileiros no exterior e reduza a necessidade de troca de moeda em viagens internacionais. O Pix, criado pelo Banco Central do Brasil, tornou-se um dos principais meios de pagamento no país desde seu lançamento em 2020, com milhões de transações realizadas diariamente.
A retromania é a busca por uma identidade na qual pessoas realizam um retorno constante a estéticas, músicas e produtos culturais do passado. Isso acontece através do conforto em um mundo saturado de tecnologia digital.
A economia da nostalgia
A economia da nostalgia mistura marketing com comportamento cultural. Negócios usufruem das lembranças do passado e passam a criar vínculos emocionais ao transformar o que era antes considerado antigo, em “vintage”. Essas empresas encorajam a compra, trazendo ao consumidor um sentimento de pertencimento e conforto.
O mecanismo psicológico por trás da estratégia transforma o consumo em um refúgio emocional, reduzindo ansiedade e relembrando momentos com atalhos emotivos ao invés de inventar algo do zero e totalmente inovador.
Segundo o publicitário Pedro de Luna, formado na Universidade Federal Fluminense e fundador da empresa Ilustre Comunicação Criativa, que inclui a Ilustre Editora, o uso da nostalgia é uma forma de criar um vínculo emocional com o público, especialmente por meio de memórias afetivas positivas. “Hoje, em tempos digitais, as pessoas estão se voltando a objetos analógicos, buscando uma descompressão e revisitando formatos físicos porque perceberam que isso gerou algum afeto”, afirma De Luna.

O fenômeno dos “Kidults”
Os kidults, combinação dos termos em inglês “kid” – criança e “adult” – adulto, são adultos que consomem produtos, jogos, brinquedos etc. que tradicionalmente seriam direcionados a crianças, mas que usufruem desses itens para coleções pessoais ou busca por uma saudade da infância.
As gerações compostas majoritariamente por Millennials, que cresceram nos anos 1980 e 1990, hoje são o público-alvo das empresas. Atualmente, com o maior poder de compra, eles se tornaram alvo de negócios que constroem uma narrativa pronta que explora referências da infância e adolescência. O resultado são produtos que apelam primeiro à emoção e depois à razão.
Um exemplo é a Pop Mart. A empresa de entretenimento sediada em Pequim popularizou brinquedos colecionáveis de diferentes designers em caixas-surpresas e tem como público-alvo adultos entre 18 e 35 anos. Avaliada em cerca de US$ 34 bilhões, a Pop Mart aposta na nostalgia e no fator surpresa para estimular o consumo, pois o comprador só descobre qual personagem recebeu após abrir a caixa. Os produtos misturam design contemporâneo com personagens conhecidos de gerações anteriores, como Mickey Mouse, por exemplo.

Após os ataques israelenses e norte-americanos matarem o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, no dia 28 de fevereiro de 2026, o Irã reagiu. Não só inúmeras instalações energéticas foram paralisadas no Golfo Pérsico, como também o Estreito de Ormuz foi fechado. O objetivo do país era desestabilizar os Estados Unidos, atacando seus interesses econômicos e reafirmando sua posição na região. Dentre os países afetados pelo Irã, encontram-se Catar e Arábia Saudita. Além de apresentarem bases militares americanas, ambos têm importância no cenário econômico afetado.

O Irã ocupa uma posição geopolítica estratégica. O país controla um corredor crucial para o transporte mundial de petróleo e gás natural, o Estreito de Ormuz. No início de março, ao decretar seu fechamento, o país ameaça interromper um quinto do fluxo global desses combustíveis fósseis e já compromete o equilíbrio econômico ao redor do mundo.
A produção de 20% da oferta global de gás natural liquefeito catariano foi interrompida e a maior refinaria de petróleo saudita foi suspensa, a partir dos ataques iranianos. Junto a outros países do Golfo Pérsico, Catar e Arábia Saudita dependem do Estreito de Ormuz para sustentar sua economia. “Se fecharem o estreito, é um suicídio econômico para eles”, afirmou Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA.
O choque na distribuição de petróleo fez com que o preço disparasse. De acordo com Pedro Paulo Coelho, formado em geografia pela USP (Universidade de São Paulo) e em economia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), o aumento se sobressai e pressiona o cotidiano mundial. “O bloqueio do estreito reduz tanto a quantidade, quanto a oferta de petróleo disponível para movimentar a economia e, o resultado, é o encarecimento do preço dos barris”, afirmou.
Em poucos dias de conflito, o produto encareceu mais de 20 dólares por barril e, desde o início do ano, o aumento supera os 30 dólares, afirmam economistas do JPMorgan. Hoje, o aumento ultrapassa os 90 dólares e já pode afetar o Brasil que, apesar de produzir 4 milhões de barris de petróleo por dia, importa 300 mil barris diários desse combustível para a produção de querosene de aviação e insumos petroquímicos, como plástico e asfalto. Além disso, o país importa 20% do diesel consumido internamente. “No Brasil, a questão é mais o transporte. O caminhão, o carro e os meios de locomoção terrestres dependem da gasolina. Seu custo, apesar de estipulado pela Petrobras, acompanha o Preço Internacional do Petróleo, indicador econômico que define o valor do barril em bolsas de commodities internacionais”, acrescenta Pedro Paulo.

Em São Paulo, a população sente o aumento de 8,4% do preço de diesel, gasolina e etanol. Ainda que os reajustes acompanhem os preços pagos pelos importadores, a Petrobras não confirmou qualquer reajuste por causa da guerra no Oriente Médio. A presidente da petrolífera, Magda Chambriard, afirmou que se a volatilidade for grande, certamente, ela exigirá respostas mais rápidas. Caso contrário, sendo mais lenta, permite respostas graduais. Mas, não se tem sequer essa premissa.
Em reunião, nesta quinta-feira (12/03), a equipe do governo brasileiro avaliou os impactos e afirmou que trabalhará para garantir que as medidas de controle econômico cheguem às bombas. “Distribuidores têm de se somar ao esforço governamental para manter a economia brasileira funcionando normalmente", disse Fernando Haddad, Ministro da Fazenda.




