Anúncio de apoio à eleição de Bolsonaro e Lula no segundo turno e análise do "tabuleiro eleitoral"
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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05/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 3 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Governadores reeleitos no Rio de Janeiro, Goiás e Minas anunciam apoio ao Bolsonaro no segundo turno; Já PSD, José Serra, Ciro Gomes, PDT e Cidadania declaram apoio ao Lula;

  • Análise: O tabuleiro da corrida eleitoral.

 

Foto: Reproduçãp/G1
Foto: Reproduçãp/G1

Apoio no segundo turno

Nesta terça-feira (4), Cláudio Castro (PL), governador reeleito no Rio de Janeiro, Romeu Zema (Novo), também reeleito em Minas Gerais, declararam apoio ao presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Também se declararam favoráveis o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que conquistou um assento no Senado, Ratinho Jr (PSD), reeleito para o governo no Paraná, Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo, Ronaldo Caiado (União Brasil), governador reeleito em Goiás e Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo.

Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ter conversado previamente com alguns deles e já esperar o apoio.

O PSDB liberou os diretórios estaduais para apoiar quem quiserem no segundo turno.

Já o ex-presidente Lula terá o apoio do PSD, do senador José Serra (PSDB), do ex-candidato Ciro Gomes (PDT) e respectiva legenda e do partido Cidadania, da coligação de Simone Tebet (MDB).

"Bolsonaro, na nossa opinião, representa o atraso do atraso do atraso desse país, um aspirante a ditador, malversador do dinheiro público, um homem da falsa fé cristã", afirmou Carlos Lupi, presidente do PDT. "Nosso trabalho para derrotar Bolsonaro tem que ser a prioridade absoluta. Derrotar Bolsonaro é uma causa nacional, uma causa da pátria, uma causa dos democratas", completou.
 

Xadrez eleitoral 

Passadas 48 horas do dia da eleição, partidos e candidatos correm para fortalecer suas bases já pensando na disputa do 2° turno, previsto para o dia 30 de outubro. Inovando no chavão eleitoral: daqui até às eleições tem 100 anos.

Quando observamos as movimentações dos partidos e suas resistências em declarar apoios na corrida presidencial, passamos a entender em que patamar está a política brasileira. PDT condicionou o apoio a Lula à incorporação de três propostas do plano de governo de Ciro. O MDB, partido de Simone Tebet, também estuda que movimento fará para um eventual apoio ou não. 

Fato é que os partidos que estão embarcando na campanha de Lula, como o Cidadania, o fazem com ressalvas, críticas e prometendo fiscalizar o governo, como disse Ciro Gomes. O pedestista ensaiou o apoio, e o fez sem fazer. Nas próximas semanas, é preciso um coro mais forte dos ex-candidatos, caso queiram de fato mobilizar suas bases. E Lula precisará fortalecer ainda mais seu trânsito político, resistindo às investidas de Bolsonaro.

Do lado de Jair Bolsonaro, os apoios estão se dando sem ressalvas, todos por conveniência. Romeu Zema (Novo-MG), se manteve neutro no 1° turno e se aproveitou do voto "LuZema" para levar a eleição já no último domingo (2). Já eleito, se aproxima de um movimento com o qual sempre flertou - o Bolsonarismo, pensando em conveniência política. O mesmo se aplica a Cláudio Castro. 

Bolsonaro tende a surfar na onda dos governadores eleitos no sudeste e no sul já em 1° turno. Para os eleitos, não há o que perder, afinal, eleição novamente, apenas daqui a quatro anos.

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Análise da corrida presidencial e estadual, resultados do primeiro turno pelo Brasil e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
03/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 3 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Lula e Bolsonaro avançam para o 2º turno, veja os números da disputa;

  • Análise: O que não está dito nos resultados da corrida presidencial no 1º turno;

  • Tarcísio surpreende e enfrentará Haddad no 2º turno, PSDB deixará governo de SP depois de 28 anos, veja os resultados;

  • Análise: Banho de gelo na campanha faz PT recalcular rota em SP;

  • Veja como foi o 1º turno pelo país.

 

Foto: EPA
Foto: EPA

Presidenciáveis

De acordo com a votação deste domingo (2), os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 30, daqui a quatro semanas. O petista abarcou 57.257.473 votos, o equivalente a 48,43% dos votos válidos. Para garantir a vitória já no primeiro turno, era necessário pelo menos metade.

O atual presidente Bolsonaro alcançou 51.071.106 votos (43,20%).

Foram registrados 1.964.761 votos em branco (1,59%) e 3.487.835 votos nulos (2,82%). Mais de 120 milhões foram às urnas votar, porém 20,95% dos eleitores se abstiveram. 

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão recomeçará no dia 7 e seguirá até dia 28.

Em terceiro lugar, esteve Simone Tebet (MDB), que conquistou 4,16% dos votos, seguida por Ciro Gomes (PDT), que obteve 3,04%. Já a candidata Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe d'Ávila (Novo), Padre Kelmon (PTB), Léo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Constituinte Eymael (DC) pontuaram menos que 1%.

 

Lula X Bolsonaro 

Na disputa de 1º turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mostrou a força do movimento que ficou conhecido em 2018 como “bolsonarismo”. Mas é preciso localizar do que e de quem estamos falando. Desde que venceu as eleições de 2018, quando todos olhavam com espanto as vitórias de governadores e deputados aliados a Bolsonaro, o presidente não desceu do palanque.

Com a máquina do estado, Bolsonaro não apenas fez campanha como utilizou aparatos do estado para ações de governo. A proposta desde que assumiu era simples, tensionar o cenário político e manter o discurso que o elegeu. A aliança com o dito “centrão”, foi a cartada que bastou para Bolsonaro sentir-se livre de amarras para colecionar absurdos durante o primeiro mandato.

Mas isso apenas não justifica o resultado visto nas urnas no último domingo (02). O ex-presidente Lula (PT) mostrou sua força política, mas o partido e o bloco político que integra mostraram dificuldades para compreender a insatisfação do eleitorado e a resistência com o campo progressista. É falso colocar os candidatos como iguais, mas longe dos caracteres do Twitter, o eleitorado tem questões ainda incompreendidas pelo campo político liderado por Lula.

O resultado das urnas mostrou que os brasileiros compareceram e em números expressivos. E o principal, votaram em um dos candidatos, já que o número de brancos e nulos diminuiu em relação a 2018. Apesar de se aproximar dos 51% necessários para a vitória, Lula terá o desafio de dialogar com um país mais à direita, confirmado nos resultados para o legislativo neste ano. Já Bolsonaro, aposta todas as suas fichas na mobilização e potência do movimento que já passa ser um grupo político, o “bolsonarismo”. 

 

Foto: Suamy Beydoun
Foto: Suamy Beydoun

Tarcísio e Haddad no segundo turno

No estado de São Paulo, o segundo turno será disputado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). O candidato carioca obteve 42,59 dos votos válidos, o equivalente a 9.178.828 votos, enquanto o petista recebeu dos 35,46%, ocupando a segunda colocação.

O resultado foi para muitos, inesperado, já que de acordo com as pesquisas do Datafolha e Ipec, realizadas antes da eleição deste domingo (2), o candidato do PT liderava com 39%, seguido pelo republicano, que pontuava 31%.

Nessa unidade da Federação, a abstenção foi de aproximadamente 21,6%. O total de votos em branco foi de 529.977 (2,08%), e os votos nulos totalizaram 897.282 (3,54%).

 

Equação Paulista

O tom na voz dos candidatos entregou um pouco do estado anímico dos candidatos ao governo de São Paulo que avançaram ao segundo turno. Enquanto Haddad parecia abatido, Tarcísio falou à imprensa com firmeza, e até com um certo ar de surpresa pelo que acabava de presenciar ao término da apuração.

Com o PSDB fora da disputa ao Palácio dos Bandeirantes, algo inédito depois de quase 30 anos, os dois candidatos tentaram acenar rapidamente ao governador, e candidato derrotado, Rodrigo Garcia (PSDB). Isso porque passará pelo apoio ou não de Garcia o resultado do 2º turno no final de outubro. 

Apesar de não avançar para a reta final, o atual governador conquistou quase 20% dos votos válidos neste primeiro turno, porcentagem que, se transferida a um dos dois candidatos que avançaram ao 2º turno, garante uma vitória com certa tranquilidade. A questão é que 1 + 1 não é igual a 2 na equação do governo de São Paulo.

A campanha petista se frustrou ao passar em desvantagem no 2º turno, mas precisará correr atrás dos votos de Garcia. A carta na manga é o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, que já governou São Paulo por 16 anos. No entanto, para atrair e fisgar o eleitorado que optou pelo PSDB no 1º turno, Alckmin precisará se desdobrar em uma região onde o PT não tem a simpatia do eleitorado: o interior do estado. 

Para transformar 1 + 1 em 2, a candidatura de Haddad vai precisar manter as gargantas de Geraldo e Lu Alckmin muito bem hidratadas, porque precisarão gastar saliva. No lado de Tarcísio, é momento de trocar as luvas de boxe do confronto travado contra Garcia no 1° turno, pelo apertos de mão cordiais. O problema é que quem bate pode até esquecer, mas dizem que quem apanha… Não esquece. 

 

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Confira o resultado do 1º turno pelo país:

Norte

Acre (AC):

Gladson Cameli (PP) foi reeleito para o governo com 56,75% dos votos.

Alan Rick (União Brasil), deputado federal, foi eleito senador com 37,11% dos votos.

Alagoas (AL):

Para o governo do estado, disputarão Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (União Brasil) no segundo turno. Tiveram 46,64% e 26,79%, respectivamente.

O ex-governador Renan Filho (MDB) foi eleito senador com 56,92%.

Amapá (AP):

Clécio (Solidariedade) foi reeleito governador com 53,68% dos votos válidos.

Davi Alcolumbre (União Brasil), ex-presidente do Senado, está reeleito com 47,73% dos votos.

Amazonas (AM):

Haverá segundo turno entre Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB) para governador. Lima obteve 42,82% dos votos válidos, enquanto o emedebista conseguiu 20,99%

Omar Aziz (PSD) foi reeleito senador pelo Amazonas com 40,99% dos votos.

Maranhão (MA):

Carlos Brandão (PSB) foi reeleito governador, com 51,19% dos votos válidos.

Para o Senado, o ex-governador Flávio Dino (PSB) foi eleito com 62,22%.

Pará (PA):

Helder Barbalho foi reeleito no 1º turno com 70,41% dos votos válidos.

O deputado federal Beto Faro (PT) conquistou a vaga no Senado com 42,50% dos votos.

Rondônia (RO):

Nesse estado, o segundo turno da eleição para governador será disputado por Marcos Rocha (União Brasil), que pontuou 38,88%, e Marcos Rogério (PL), com 37,05%.

Para o Senado, Jaime Begattoli (PL) foi eleito com 35,81% dos votos.

Roraima (RR):

O candidato Antonio Denarium (PP) foi reeleito para o governo de Roraima com 56,47% dos votos válidos.

Dr Hiran (PP) venceu a disputa para o Senado com 46,43% dos votos.

Tocantins (TO):

Wanderlei Barbosa (Republicanos) venceu a disputa ao governo do Tocantins com 58,14% dos votos válidos.

A vaga no Senado foi conquistada por Professora Dorinha (União), com 50,42% dos votos.

 

Nordeste

Bahia (BA):

Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) disputarão o segundo turno para o cargo de governador. O petista conseguiu 49,33% dos votos válidos, e ACM, 40,88.

O senador Otto Alencar foi reeleito com 58,25% dos votos.

Ceará (CE):

Elmano de Freitas (PT) é o novo governador do Ceará, eleito com 53,69%.

Camilo Santana (PT), foi eleito senador pelo Ceará com 69,73% dos votos.

Paraíba (PB):

O segundo turno será disputado por João Azevêdo (PSB) e pelo deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB). Eles pontuaram 39,65% dos votos válidos e teve 23,9%, respectivamente.

Efraim Filho (União) foi eleito senador com 30,82% dos votos.

Piauí (PI):

Rafael Fonteles (PT) venceu a disputa pelo governo do Piauí com 57,17%.

Para o Senado, foi eleito o ex-governador Wellington Dias (PT) com 51,32% dos votos.

Pernambuco (PE):

O segundo turno do governo do estado será disputado por Marília Arraes (Solidariedade), que recebeu 23,97% dos votos, e Raquel Lyra (PSDB), com 20,58%.

Teresa Leitão (PT) foi eleita como a primeira senadora da história do estado, com 46,12%.

Rio Grande do Norte (RN):

Para governo do estado, foi eleita Fatima Bezerra (PT), com 58,3% dos votos válidos.

O ex-ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil Rogério Marinho foi eleito senador com 41,85% dos votos.

Sergipe (SE):

O segundo turno será disputado por Rogério Carvalho (PT) e Fábio (PSD), que conquistaram 44,70% e teve 38,91%, respectivamente.

Laércio Oliveira (PP) foi eleito senador com 28,57% dos votos.

 

Centro-Oeste

Distrito Federal(DF):

Ibaneis do MDB foi reeleito com 50,3% dos votos para governador

A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves foi eleita senadora com 44,98% dos votos válidos, esse é seu primeiro mandato eletivo.

Goiás (GO):

 Ronaldo Caiado do União foi reeleito governador com 51,8% dos votos válidos

Wilder Morais do PL foi eleito senador com 25,37% dos votos válidos, esse é seu segundo mandato eletivo, Morais foi senador entre julho de 2012 e janeiro de 2019. 

Mato Grosso do Sul (MT):

Os candidatos Capitão Contar do PRTB e Eduardo Riedel do PSDB vão disputar o segundo turno para governador. 

Capitão Contar obteve 26,71% dos votos e Eduardo Riedel 25,16%

A deputada federal e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina do PP foi eleita senadora com 60,99% dos votos válidos. 

Mato Grosso (MS):

Mauro Mendes do União conquistou a reeleição para governador com 68,5% dos votos.

Wellington Fagundes do PL foi o escolhido para representar o estado no Senado com 63,53% dos votos válidos.

 

Sul

Paraná (PR):

Carlos Roberto Massa Júnior, conhecido como Ratinho Júnior do PSD, foi reeleito governador do Paraná com mais de 69% dos votos. 

Sergio Moro do União foi eleito senador com 33,5% dos votos válidos. 

Rio Grande do Sul (RS):

A disputa pelo governo do estado terá segundo turno com Onyx Lorenzoni do PL e Eduardo Leite do PSDB. Eles registraram 37,5% e 26,81% dos votos, respectivamente.

Hamilton Mourão do Republicanos foi eleito para o Senado com 44,11% dos votos.

Santa Catarina (SC):

O senador Jorginho Mello e o ex-prefeito de Blumenau, Décio Lima disputam o segundo turno para governador do estado. Mello obteve 38,61% dos votos no primeiro turno e Lima, 17,42%.

Jorge Seif Junior do PL foi eleito senador com 39,79% dos votos válidos.

 

Sudeste

Espírito Santo (ES):

A disputa pelo governo do estado será entre Renato Casagrande do PSB, que recebeu 46,94% dos votos válidos, contra 38,48% de Manato do PL.

Magno Malta do PL foi eleito senador com 41,95% dos votos válidos.

Minas Gerais (MG):

Romeu Zema do Novo foi reeleito para governador com pouco mais de 56% dos votos no primeiro turno. 

Cleitinho Azevedo do PSC foi eleito para o Senado com 41,52% dos votos válidos.

Rio de Janeiro (RJ):

Cláudio Castro do PL foi reeleito para governador com 58,6% dos votos.

O ex-jogador Romário do PL foi reeleito para representar o Rio de Janeiro no Senado por mais oito anos com 29,19% dos votos válidos.

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Furacão deixa mortos em Cuba, rodada do Brasileirão e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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28/09/2022 - 12h

 

Quarta-feira, 28 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Eleições: Presidente do TSE mostra sala de totalização dos votos para ministro da Defesa e entidades.
  • Análise do último debate de candidato aos governos estaduais. 
  • Furacão Ian deixa mortos em Cuba e segue para os EUA; furacão deve atingir costa oeste da Flórida nesta quarta-feira (28).
  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 52;

  • Rodada do Brasileirão.

 

Imagem: Paulo Roberto Netto/UOL
Imagem: Paulo Roberto Netto/UOL

Sistema eleitoral transparente

Nesta quarta-feira (28), diversas autoridades foram apresentadas à sala de totalização de votos. Os visitantes foram recebidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes, que salientou no fim, em entrevista a jornalistas, a importância desse ato para mostrar a transparência e confiança no processo eleitoral brasileiro.

“Essa visitação mostra que o TSE é absolutamente aberto, transparente a todas as instituições fiscalizadoras”, enfatizou.

Estavam presentes o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira; o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti; o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto; e representantes dos partidos União Brasil (União), da coligação Brasil da Esperança, entre outros. Além deles, participaram da visita o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet; representantes da Controladoria Geral da União (CGU); e integrantes de comitivas de Missões de Observação Eleitorais (MOEs).



Nota do editor

O último debate de governadores, ocorrido na noite da terça-feira (27), como todo debate, foi fundamental. Fundamental e elitizado. A escolha do dia da semana e do horário do enfrentamento entre os candidatos ignorou a maior parcela da população: os trabalhadores. Durante os enfrentamentos nos 26 estados mais o Distrito Federal, realizado pela TV Globo e afiliadas, os eleitores de toda a federação puderam ter uma última chance de ver confronto de ideias.

Em alguns estados faltaram ideias. Em outros faltaram candidatos, alguns dos faltosos lideram as pesquisas de intenção de voto. Teve estados em que os candidatos partiram para ataques pessoais. Há também estados que apostam na nacionalização do confronto, com citações constantes aos líderes de intenção de voto na pesquisa presidencial. 

De ponta a ponta, a ausência mais sentida foi o respeito com o eleitor.  É necessário muita calma e um processo criterioso de escuta para a escolha dos governadores. O seu voto é importante, no domingo (2), vote consciente


 

Foto: Yamil Lage/AFP
Foto: Yamil Lage/AFP)

Furacão em Cuba

Na tarde de terça-feira (27) o furacão Ian chegou ao nível 3 e atingiu a região oeste de Cuba, deixando um morto e todo o país sem energia elétrica. A vítima fatal é uma mulher de 43 anos, que foi atingida pelo desabamento de sua casa.

A Defesa Civil Nacional emitiu alerta de "alarme de ciclone" para a área ocidental do país e colocou outras três províncias em fase de "alerta". Escolas e outros serviços públicos foram suspensos, como a grande maioria dos transportes terrestres e marítimos.

Nesta quarta-feira (28), o furacão segue em direção à costa oeste da Flórida, e já foi reclassificado para a categoria 4, com ventos de 250 km/h. 

Tempestades “históricas” de até 2 metros estão previstas e podem engolir casas costeiras, a chuva pode causar inundações em grande parte do estado e ventos devastadores podem arrasar casas e interromper o serviço de eletricidade por dias ou semanas.

"Fique dentro de casa. Fique longe das janelas. A tempestade está aqui", afirmou o diretor da Divisão de Gerenciamento de Emergências da Flórida, Kevin Guthrie em entrevista coletiva no início da manhã.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, alertou que os moradores dos condados de Collier, Lee, Charlotte e Sarasota não estão mais seguros para evacuação e pediu às pessoas que saiam das estradas e fiquem dentro de casa.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  7.613 novos casos de COVID-19, e 46 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 46. No total, o país acumula 34.654.190 casos confirmados, e 685.927 óbitos por COVID-19.

 

Ivan Storti / Santos FC
Foto: Ivan Storti / Santos FC

Brasileirão

O Campeonato Brasileiro da série A está de volta neste meio de semana. Após parada para a data FIFA, os times da série retornam para a 28ª rodada da competição. A rodada começou no domingo (25), com a goleada do São Paulo para cima do Avaí por 4 a 0. Na terça-feira (27), o Santos jogou contra o Athletico-PR, na Vila Belmiro, e venceu por 2 a 0.

Nesta quarta-feira (28), o Coritiba recebe o Ceará, no estádio Couto Pereira, às 19h. No mesmo horário a bola vai rolar na Arena NeoQuímica para Corinthians e Atlético-GO. Também às 19h, o Fluminense recebe o Juventude, no Maracanã, e o Fortaleza enfrenta o Flamengo, no Castelão. Mais tarde, às 21h, o Cuiabá joga contra o América-MG, na Arena Pantanal.

Às 21h45, o líder Palmeiras joga contra o Atlético-MG, no Mineirão. No mesmo horário, o vice-líder Internacional recebe o RB Bragantino, no Beira-Rio. Fechando a rodada, o Botafogo visita o Goiás, no estádio da Serrinha. 

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Seleção Brasileira vence Tunísia por 5 a 1, “Ato em Defesa do Jornalismo e da Democracia” na PUC-SP, início da imunidade eleitoral e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
27/09/2022 - 12h

Terça-feira, 27 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Começa a valer restrição à prisão sem flagrante durante período eleitoral;
  • Ato em defesa do jornalismo e da democracia na PUC-SP;
  • Itália: coalizão de Meloni conquista mais de 50% na câmara e no senado;
  • Funeral de Estado de Shinzo Abe no Japão reúne líderes de governos do mundo;
  • IBGE divulga prévia da inflação de setembro;
  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 52;

  • Brasil realiza o último amistoso antes da Copa do Mundo. 

 

Foto: TSE
Foto: TSE

Imunidade eleitoral 

Começou a valer nesta terça-feira (27) a regra do artigo 236 do Código Eleitoral, que garante o direito ao voto e o pleno exercício da democracia tanto para os candidatos quanto para os eleitores. A regra existe para que ninguém impeça o eleitor de votar e evitar que grupos políticos cometam abusos com eleitores.

Segundo a legislação, a proibição deve começar a valer cinco dias antes da eleição e terminar 48 horas depois da votação.

Devido a isso, os eleitores não poderão ser presos ou detidos, exceto em flagrantes. No caso dos candidatos, a imunidade começou no último dia 17. A condição termina no dia 4 de outubro.

 

Jornalismo e democracia

Nesta segunda-feira (27), entidades relacionadas à comunicação se reuniram às 19h no auditório 239 da PUC-SP no “Ato em Defesa do Jornalismo e da Democracia”.

Para compartilhar suas histórias, estavam presentes as jornalistas Patrícia Campos Mello e Bianca Santana, que já sofreram agressões do presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

“Diante da escalada de ameaças, agressões, ataques físicos e virtuais e tentativas de censura e intimidação contra as e os jornalistas, especialmente durante o período eleitoral, as entidades jornalísticas e organizações que defendem a liberdade de imprensa e os direitos humanos convocam ato unificado em defesa das e dos profissionais de imprensa e da Democracia”, afirmam os organizadores do evento.

A realização foi convocada por:

  • Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP); 

  • Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); 

  • Associação Brasileira de Imprensa (ABI); 

  • Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); 

  • Associação de Jornalismo Digital (Ajor); 

  • Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); 

  • Repórteres sem Fronteiras (RSF); 

  • Instituto Vladimir Herzog; 

  • Associação Profissão Jornalista (ApJor); 

  • Barão de Itararé; 

  • Intervozes;

  • Centro Acadêmico Vladimir Herzog;

  • Centro Acadêmico Benevides Paixão.

 

Reprodução/Twitter @GiorgiaMeloni
Reprodução/Twitter @GiorgiaMeloni

Reascensão da extrema-direita italiana

O partido de extrema-direita de Giorgia Meloni, Irmãos da Itália, conquistou 26% dos votos nas eleições de domingo, o que significa que a coalizão da direita italiana terá maioria folgada no Parlamento, segundo os resultados finais publicados nesta terça-feira (27). 

A coalizão, que inclui a Liga (direita) de Matteo Salvini e o Força Itália (conservador) do magnata Silvio Berlusconi, terá 237 cadeiras na Câmara dos Deputados de um total de 400. Além disso, terão maioria também no Senado, com 115 cadeiras de 200.

O Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, recebeu 19% dos votos e se aliou com duas pequenas formações ambientalistas e esquerdistas. A coalizão terá 84 cadeiras na Câmara e 44 no Senado. O antissistema Movimento 5 Estrelas recebeu 15,4% dos votos e terá 52 deputados e 28 senadores e prometeu ser força de oposição ao governo de Meloni.

 

Funeral polêmico

O governo japonês realizou nesta terça-feira (27) o funeral de Estado do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 8 de julho durante um comício de seu partido.  A cerimônia foi realizada no Budokan, arena histórica de Tóquio, que costuma sediar grandes eventos.

Cerca de cinco mil pessoas participaram da cerimônia, que durou aproximadamente duas horas e teve a presença de diversos representantes de diversos países, entre eles, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, o presidente da França, Emmanuel Macron, e líderes da Austrália, Índia, Vietnã, Camboja e Cingapura, entre outros.

O primeiro-ministro japonês Fumio Kishida fez um discurso de condolências, seguido por demais integrantes do governo japonês. Um representante do imperador Naruhito também participou da homenagem em nome da família imperial (que não podem estar na cerimônia por serem considerados figuras neutras). 

O funeral gerou muitas críticas no Japão, já que os gastos com o evento foram estimados em quase US$ 12 milhões. Porém, de acordo com a imprensa japonesa, 60% da população se opôs à realização da cerimônia também por outros motivos que vão além dos custos. Alguns consideram que o funeral tende a glorificar um político que tomou decisões controversas, outros acham que a disposição do governo japonês em realizar a homenagem infringe a constituição por não levar em conta a opinião da população.

 

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Tendência de queda

Pelo segundo mês consecutivo, a prévia da inflação indicou uma tendência de queda. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (27) que a inflação no mês de setembro ficou em -0,37%. Em agosto o índice já havia ficado em -0,73%. No ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) tem alta acumulada de 4,63%. Nos últimos 12 meses a taxa caiu para 7,96%, ficando abaixo dos 9,60% registrados anteriormente. 

Apesar da aparente queda, apenas três dos nove grupos pesquisados tiveram queda em setembro. Influenciado pelo preço dos combustíveis, o grupo de transportes apresentou queda de 2,35% e foi o que mais contribuiu para o recuo do índice geral em pontos percentuais (-0,49 p.p.).

Entre os combustíveis, etanol (-10,10%), gasolina (-9,78%), óleo diesel (-5,40) e gás veicular (-0,30%) apresentaram recuo nos preços nesse período. O destaque vai para a gasolina, que contribuiu com o impacto negativo mais intenso (-0,52 p.p.). 

O grupo de alimentos e bebidas também apresentou desaceleração de -0,47%. O índice foi puxado pela alimentação em domicílio, que recuou -0,86%. Itens como o óleo de soja (-6,50%), o tomate (-8,04%) e o leite longa vida (-12,01%), são os destaques de queda neste grupo. Por outro lado, a cebola (11,39%), o frango em pedaços (1,64%) e frutas (1,33%) tiveram alta registrada.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 8.289 novos casos de COVID-19, e 46 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 52. No total, o país acumula 34.656.577 casos confirmados, e 685.881 óbitos por COVID-19.


 

Foto:Lucas Figueiredo/CBF
Foto:Lucas Figueiredo/CBF

Já é Copa!

A seleção brasileira goleou a Tunísia por 5 a 1 nesta terça-feira (27). O jogo aconteceu na França, e foi o último compromisso da nossa seleção antes da Copa do Mundo no Catar, em novembro. Antes, na semana passada, a seleção já havia vencido a seleção de Gana por 3 a 0. 

Com um futebol convincente e alguns testes por parte do técnico Tite, a seleção não encontrou dificuldade nos amistosos enfrentados nesta data FIFA. O placar elástico contra a Tunísia foi construído com gols de Raphinha, duas vezes; Neymar, Richarlison e Pedro. Este último mostrou serviço no pouco tempo que teve nos amistosos e coloca ainda mais pressão para estar presente na lista oficial para o mundial. O gol da Tunísia foi marcado pelo zagueiro Talbi. 

Este foi o último compromisso da seleção canarinha antes da Copa. Agora faltam 58 dias para a estreia brasileira no Catar, contra a seleção da Sérvia, no dia 24 de novembro. A convocação oficial sai no dia 07 de novembro. Já estamos em ritmo de Copa! 
 

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Pesquisa IPEC: Lula avança 1%, Bolsonaro estável; Georgia Meloni têm maioria em eleições na Itália; Média de óbitos por COVID cai para 63, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
|
26/09/2022 - 12h

Segunda-feira, 26 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Pesquisa IPEC: Lula avança um ponto percentual, alcançando 48%, enquanto Bolsonaro se mantém estável, com 31%;

  • Giorgia Meloni tem maioria dos votos nas eleições da Itália; Congresso se reunirá em 13 de outubro apenas;

  • Embaixada americana no Brasil diz que os EUA reconhecerá a candidatura do vencedor da eleição apenas;

  • Shows de Roger Waters na Polônia são cancelados após crítica à Ucrânia

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 63;

 

Foto: Reprodução/Twitter @lula
Foto: Reprodução/Twitter @lula

Aumentam chances de vitória no primeiro turno

Nesta sexta-feira (26) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Ipec, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 48% das intenções de votos, oscilando um ponto para cima em relação ao levantamento feito em 19 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 31%, o que o deixa com apenas 14 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. Com o resultado desse novo levantamento, aumenta a chance de Lula vencer no primeiro turno, já que tem 52% dos votos válidos.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que diminuiu de 7% para 6%, seguido por Simone Tebet (PMDB), que continua com 5%. 

Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe d'Avila (Novo) pontuaram 1%. Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos diminuíram um ponto percentual, somando 4%.

As entrevistas foram feitas nos dias 25 e 26 de setembro, e contou com 3.008 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa, que foi encomendada pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01640/2022.

Segundo a pesquisa, Lula tem melhor desempenho entre católicos, pretos e pardos, cidadãos com baixa renda, pessoas com ensino fundamental e que moram no Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, pessoas com ensino superior, não beneficiários de auxílios do governo federal e residentes do Sul e Centro-Oeste.

 

Matteo Salvini, Silvio Berlusconi e Giorgia Meloni em evento em Roma - Foto: ALBERTO PIZZOLI / AFP
Matteo Salvini, Silvio Berlusconi e Giorgia Meloni em evento em Roma - Foto:ALBERTO PIZZOLI / AFP

Extrema-direita na Itália

A deputada italiana Giorgia Meloni é a favorita para assumir o cargo de primeira-ministra da Itália, após a coalizão de extrema-direita liderada por seu partido vencer as eleições no último domingo (25). No país, os eleitores votam em um partido, e a sigla que conquistar maioria no Parlamento é quem escolhe o primeiro-ministro - que é tradicionalmente, o presidente do partido vencedor.

Meloni é conhecida por seus discursos conservadores e pós-fascistas, inclusive já afirmou que Mussolini foi um bom político. Juntamente com seus aliados, ela promete cortes de impostos e o bloqueio dos imigrantes que cruzam o Mediterrâneo. Além disso, promete luta contra os grupos de luta LGBT. Desde 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Itália não tem um governo tão conservador. O Partido de Meloni, Irmãos da Itália, por exemplo, tem raízes neofascistas. 

O parlamento italiano está programado para se reunir em 13 de outubro, quando o chefe de Estado convocará os líderes do partido para decidir sobre a forma do novo governo.

 

Reconhecimento ao candidato vencedor

No sábado (24), a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil afirmou que os EUA irão reconhecer o resultado das eleições brasileiras, independentemente do candidato que vencer o pleito.

"O eventual reconhecimento dos EUA virá ao candidato que vencer a eleição presidencial como resultado da nossa determinação sobre a integridade do processo eleitoral liderado pelo Tribunal Superior Eleitoral, e não de uma negociação com qualquer candidato ou partido político", escreveu no Twitter a embaixada americana. 

A nota foi divulgada três dias após o chefe da embaixada dos EUA no Brasil, Douglas Koneff, se reunir com o candidato e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Antes, Koneff já havia se reunido com os candidatos Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB).

 

Foto: AP
Foto: Rob Grabowlski/Invision/AP

Shows cancelados

Conforme anunciado neste domingo (25), duas apresentações do cantor, que seriam em abril de 2023, foram canceladas em Cracóvia depois que comentários sobre as intervenções do Ocidente na guerra da Ucrânia geraram uma série de críticas. 

Reportagens sobre uma carta aberta de Waters endereçados à primeira dama ucraniana Olena Zelenska começaram a sair no início do mês. Na Carta, Roger acusou o presidente Volodimir Zelenski de permitir “nacionalismo extremo” na Ucrânia e dizia que o Ocidente deveria parar de fornecer armas a Kiev, o artista ainda solicitou veementemente para Olena que

pedisse ao marido para escolher “uma rota diferente”, “colocar fim a essa guerra letal”. O artista também acusou a Otan de provocar a Rússia. 

Apesar disso, o motivo do cancelamento não foi revelado.
 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 6.068 novos casos de COVID-19, e 30 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 58. No total, o país acumula 34.638.288 casos confirmados, e 685.835 óbitos por COVID-19. 

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11% dos eleitores dispostos a fazer o "voto útil" segundo Datafolha, naufrágio na Síria e mais
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Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
|
24/09/2022 - 12h

Sexta-feira, 23 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Pesquisa Datafolha: Lula abre 14 pontos de diferença com Bolsonaro; 11% do eleitorado está disposto a exercer o “voto útil” incentivado pela campanha do ex-presidente;

  • Naufrágio de barco de migrantes na Síria;

  • Ucrânia reconquista territórios no leste;

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 63;

 

Foto: Sergio Lima/Poder360
Foto: Sergio Lima/Poder360

Maior chance de vitória no primeiro turno

Nesta sexta-feira (23) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de votos, oscilando dois pontos para cima em relação ao levantamento feito em 12 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 33%, o que o deixa com apenas 14 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Com o resultado desse novo levantamento, aumenta a chance de Lula vencer no primeiro turno, já que tem pelo menos 50% dos votos válidos. Agora, a nove dias do primeiro turno, a campanha do ex-presidente Lula pretende incentivar o chamado “voto útil”, que é uma maneira do eleitor votar a fim de encerrar a disputa já no primeiro turno. Segundo a pesquisa, cerca de 11% dos eleitores dizem que podem mudar o voto para presidente para que o candidato que estiver liderando as pesquisas vença logo. 86% afirmaram que não o fariam e 2% se mostraram indecisos a respeito.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que diminuiu de 8% para 7%, seguido por Simone Tebet (PMDB), que continua com 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) diminiuiu para 1%. Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) pontuaram menos de 1%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 5%.

As entrevistas foram feitas entre os dias 20 e 22 de setembro, em 343 municípios e contou com 6.754 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa, que foi encomendada pela Folha e pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04180/2022.

 

Foto: Syrian Red Crescent/Reuters
Foto: Syrian Red Crescent/Reuters

Naufrágio

Segundo o Ministro da Saúde da Síria, ao menos 77 migrantes morreram em um naufrágio na costa síria. O barco, que saía do Líbano (país que está se tornando cada vez mais um ponto de partida para embarcações ilegais, por conta de uma crise econômica), naufragou no Mediterrâneo na quinta-feira na costa da cidade de Tartus. 

Os refugiados tentam cruzar o Mediterrâneo em embarcações improvisadas rumo aos países europeus. De acordo com a ONU, pelo menos 38 embarcações com mais de 1.500 pessoas saíram ou tentaram sair ilegalmente do Líbano pelo mar desde de 2020.

Nesta sexta-feira (23), a televisão síria afirmou que cerca de 150 pessoas estavam a bordo do barco. 20 sobreviventes estão internados, disse o ministro da Saúde, Hassan Al Ghubach.

Refugiados palestinos do acampamento de Nahr el-bared, no norte do Líbano, também estão entre as vítimas, segundo responsáveis das instalações. "Estamos conduzindo uma de nossas maiores operações de resgate. Cobrimos uma ampla área que se estende por toda a costa síria", declarou à AFP Sleiman Khalil, funcionário do Ministério dos Transportes da Síria.

 

Retomada pela Ucrânia

Nesta sexta-feira (23), o exército da Ucrânia afirmou que retomou uma das cidades tomadas pelos russos, na região de Donetsk, no leste do país. "O exército ucraniano recuperou Yatskivka", anunciou na televisão Oleksii Gromov, chefe do Estado-Maior militar ucraniano. "Os ucranianos também restabeleceram seu controle sobre as posições ao sul de Bakhmut", uma cidade importante na região de Donetsk que foi bombardeada pelos russos nas últimas semanas, acrescentou Gromov. 

Contudo, a Rússia também iniciou nesta sexta-feira referendos a fim de anexar quatro regiões ocupadas da Ucrânia.

As votações que decidirão se esses territórios deveriam se tornar parte da Rússia começaram depois de uma contra ofensiva ucraniana no início deste mês. O referendo nas províncias de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia, que representam cerca de 15% do território ucraniano, deve ocorrer até a terça-feira (27).

 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 7.772 novos casos de COVID-19, e 73 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 64. No total, o país acumula 34.624.427 casos confirmados, e 685.750 óbitos por COVID-19. 

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Putin faz ameaças nucleares, Lollapalooza abre venda de ingressos para publico geral e mais
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Letícia Coimbra
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21/09/2022 - 12h

Terça-feira, 20 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Autor do pedido de impeachment de Dilma anuncia apoio a Lula no 1º turno;

  • Putin convoca 300 mil reservistas e faz ameaça nuclear; UE, EUA e papa condenam a fala do líder russo;

  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 69;

  • Lollapalooza abre venda de ingressos para o público geral.
     

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Evitando “ataques à democracia”

O jurista Miguel Reale Júnior declarou, nesta quarta-feira (21/8), apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. A declaração foi feita através de uma mensagem enviada ao Estado de S. Paulo. “Sem perspectiva de vitória da Terceira Via, é importante que Lula vença no primeiro turno”, escreveu.

Reale é autor do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e recentemente um dos apoiadores da "terceira via", porém agora ressalta a necessidade de votar em Lula para “impedir ação desesperada de Bolsonaro” e “evitar ataques à democracia, à dignidade da pessoa humana e ao meio ambiente, que, com certeza, sucederão com maior intensidade em um novo mandato de Bolsonaro”


 

Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo
Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo

Ameaça nuclear: “Não é um blefe”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira (21) por meio de um pronunciamento televisionado que convocará aproximadamente 300 mil reservistas russos para serem aderidos às tropas do país, além de ter feito ameaças nucleares ao Ocidente e adiado o contrato dos soldados no campo de batalha.

O presidente afirmou que a Rússia tem “muitas armas” para responder ao que chamou de ameaças ocidentais em seu território e acrescentou que não estava blefando.

"Se a integridade territorial do nosso país estiver ameaçada, nós vamos usar absolutamente todos os meios disponíveis para proteger a Rússia e nosso povo. Isso não é um blefe", afirmou.

Esta é a primeira mobilização militar feita pela Rússia desde a Segunda Guerra Mundial. Putin não especificou quando os reservistas serão convocados, mas afirmou que serão apenas os com alguma experiência militar.

Horas após o discurso em Moscou, o presidente Biden denunciou as “ameaças nucleares abertas” de Putin contra a Europa, descrevendo-as como “imprudentes”. Ele afirmou que o Ocidente será "claro, firme e inabalável" em sua determinação ao confrontar a "guerra brutal e desnecessária" de Putin na Ucrânia.

"Esta guerra é para extinguir o direito da Ucrânia de existir como um estado, pura e simplesmente", disse Biden. Ele continuou: “Quem quer que você seja, onde quer que você viva, o que você acredita, isso deve fazer seu sangue gelar”.

Até mesmo o papa Francisco se pronunciou a respeito, afirmando: "É uma loucura pensar em usar armas nucleares neste momento", declarou o pontífice durante sua audiência semanal no Vaticano.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 7.179 novos casos de COVID-19, e  mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 69. No total, o país acumula 34.607.947 casos confirmados, e 685.604 óbitos por COVID-19.
 

Adriano Vizoni/Folhapress
Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Lollapalooza

O Lollapalooza 2023 abriu a venda de ingressos para público geral nesta quarta-feira (21). O evento acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de março de 2023, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O festival ainda não anunciou nenhuma das atrações que vai compor o line-up.

Os ingressos são vendidos pelo site lollapaloozabr.com, ou na bilheteria do teatro Renault, que fica no número 411 da avenida Brigadeiro Luís Antônio, no bairro da República, em São Paulo.

Os únicos ingressos disponíveis são, por enquanto, os válidos para pacotes válidos de três dias, a partir de R$ 2.140 (as taxas de conveniência que são cobradas para quem comprar pelo site não estão inclusas):

Lolla Pass: A partir de R$ 2.140, dá acesso aos três dias de festival

Lolla Comfort Pass: A partir de R$ 3.860, dá acesso aos três dias de festival e à área Lolla Comfort by Next

Lolla Lounge Pass: A partir de R$ 1.800, dá acesso aos três dias de festival e à área Lolla Lounge by Vivo



 

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Discurso de Bolsonaro na ONU, Anitta indicada em uma das categorias principais do Grammy Latino e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
|
20/09/2022 - 12h

 

Terça-feira, 20 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT

  • STF mantém limitação à decretos de Bolsonaro sobre compras de armas e munição;

  • Pesquisa Ipec: Lula avança e Bolsonaro se mantém estável;

  • Discurso de Bolsonaro na  abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA);

  • Segundo relatório do banco Credit Suisse, o mundo ganhou 46 mil super ricos em 2021;

  • Anitta é indicada ao Grammy Latino 2022, em uma das categorias principais, pela música “Envolver”;


 

Foto: Christiano Antonucci /Secom - MT
Foto: Reprodução / ONU

7 a 1 no STF

Nesta terça-feira (20), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, em sua maioria, para manter decisões do ministro Edson Fachin que restringem efeitos de decretos de Bolsonaro que facilitam o acesso à compras de armas e munição no país.

O início da análise foi feito na sexta-feira (16), e é esperado que a sessão termine às 23h59 desta noite. Os magistrados apresentam seus votos na página eletrônica do STF, em um plenário virtual.

Apenas o ministro Nunes Marques, indicado por Bolsonaro à Corte, votou contra a suspensão. Já para manter as decisões de Fachin, votaram os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

 

Cenário estável

Nesta segunda-feira (20) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral estimulada realizada pelo Instituto Ipec (ex-Ibope), no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de votos, oscilando um ponto para cima em relação ao levantamento feito em 12 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) consta com 31%, o que o deixa com apenas 15 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que manteve 7%, seguido por Simone Tebet (MDB), que aumentou para 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) se mantiveram com 1%. Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) pontuaram menos de 1%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 5%.

As entrevistas foram feitas entre os dias 17 de agosto e 18 de setembro, em 181 municípios e contou com 3.008 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

Segundo a pesquisa, Lula tem melhor desempenho entre católicos, pretos e pardos, cidadãos com baixa renda, pessoas com ensino fundamental e que moram no Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, pessoas com ensino superior, não beneficiários de auxílios do governo federal e residentes do Sul e Centro-Oeste. 

 

Foto: Reprodução/ONU

Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral da ONU

Nesta terça-feira (20) o presidente Jair Bolsonaro abriu a 77ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar no evento. 

Bolsonaro deu um pronunciamento de 20 minutos, e abordou temas de sua campanha, fazendo um balanço duvidoso das ações realizadas em seu governo, além de atacar as gestões petistas e defender o conservadorismo. 

"No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país. Somente entre o período de 2003 a 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e em desvios chegou à casa dos US$ 170 bilhões. O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade. Delatores deveram US$ 1 bilhão e pagamos para a Bolsa americana outro bilhão por perdas de acionistas. Este é o Brasil do passado", declarou Bolsonaro em relação ao candidato e ex-presidente Lula. 

Além disso, o presidente afirmou que os atos realizados no dia 7 de setembro foram "a maior demonstração cívica da história" do país. Quanto a pandemia do Covid-19, Bolsonaro disse que “o governo não poupou esforços para salvar vidas.”

Outro assunto comentado foi a Guerra na Ucrânia, o qual Bolsonaro declarou defender “um cessar-fogo imediato, a proteção de civis e não-combatentes, a preservação da infraestrutura crítica para assistência à população e a manutenção de todos os canais de diálogo entre as partes em conflito”. E disse que o governo brasileiro é contra o “isolamento diplomático e econômico”.

 

Foto: Malte Mueller/Getty Images
Foto: Malte Mueller/Getty Images


46 mil novos super-ricos

Segundo relatório do banco Credit Suisse, divulgado nesta terça-feira (20), 264.200 pessoas terminaram o ano de 2021 com fortuna estimada em mais de US $50 milhões - um crescimento de 21% em relação a 2021.

Os países que mais ganharam super- ricos no último ano foram: Estados Unidos com 30.470 e China com 5,2 mil. A Alemanha conta agora com 1.750 novos membros, Canadá e Austrália computam 1.610 e 1.350, respectivamente.  

O relatório aponta que a riqueza global teve o maior crescimento anual já registrado, com uma ascendência de 9,8% finalizando o ano passado em US $463,6 trilhões. 

 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  8.741 novos casos de COVID-19, e 90 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 74. No total, o país acumula 34.600. casos confirmados, e 685.518 óbitos por COVID-19.
 

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

Gravação do ano

O Grammy Latino divulgou nesta terça-feira (20) os indicados ao maior prêmio musical da América Latina. Ao todo, a premiação conta com 53 categorias e o anúncio dos vencedores acontece em 17 de novembro.

Anitta foi a única brasileira a ser indicada em uma das principais categorias “Gravação do Ano”, com o hit Envolver, além de “Melhor Performance de Reggaeton”. A cantora concorre com nomes conhecidos da música latina atual como Bad Bunny, Rosalía e Shakira. 

Além disso, a premiação também fez uma indicação póstuma de Marília Mendonça com o álbum "Patroas 35%", em parceria com a dupla Maiara e Maraisa, na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja.

Outros artistas como Jão, Luisa Sonza e Ludmilla foram alguns dos indicados a categorias exclusivas para gravações em português.

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Ex-presidenciáveis declaram apoio a Lula em evento, Bolsonaro participa do funeral da Rainha Elizabeth II, diminuição do preço do Diesel, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
|
19/09/2022 - 12h

Segunda-feira, 19 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT

  • Ex-presidenciáveis declaram apoio a Lula em evento
  • Bolsonaro participa do funeral da Rainha Elizabeth II
  • Caixão da Rainha é sepultado em Windsor
  • Petrobras anuncia que Diesel irá diminuir 5,8%
  • Post Malone cai em show, lesiona costelas e volta ao palco após atendimento médico
  • Atualização dos dados da pandemia
Candidatos a presidente em eleições passadas reunidos com Lula em São Paulo - Foto: Reprodução/YouTube Lula
Candidatos a presidente em eleições passadas reunidos com Lula em São Paulo - Foto: Reprodução/YouTube Lula

"Frente antifascista"

Nesta segunda-feira (19), o ex-presidente Lula (PT) se reuniu com diversos ex-presidenciaveis em um encontro, onde declararam apoio à candidatura do petista.

Na reunião, que foi feita em um hotel em São Paulo, estavam presentes:

Guilherme Boulos (PSOL), que concorreu em 2018;

Luciana Genro (PSOL), que concorreu em 2014;

Marina Silva (Rede), que concorreu em 2010, 2014 e 2018;

Fernando Haddad (PT), que concorreu em 2018;

João Vicente Goulart (PCB), que concorreu em 2018;

Henrique Meirelles (União Brasil), que concorreu em 2018;

Cristovam Buarque (Cidadania), que concorreu em 2006;

Geraldo Alckmin (PSB), atual candidato a vice de Lula, que concorreu em 2006 e 2018.

Dos presentes, Boulos e Marina Silva já haviam declarado apoio ao candidato. A ex-senadora se manifestou na última semana, após pedir medidas relacionadas à pauta ambiental em seu possível governo.

Em sua declaração, Luciana Genro, que já foi filiada ao PT, defendeu o que chamou de “frente antifascista” e afirmou que apenas Lula tem a possibilidade de fazer o país “respirar novamente para poder lutar por uma verdadeira democracia”.

Já Buarque, chamou atenção para a credcente tensão entre os apoiadores de Lula e Bolsonaro: “Será uma tragédia termos o segundo turno. Eu não tenho dúvida de que ele [Lula] ganhará no segundo turno, se houver segundo turno. Mas serão quatro semanas imprevisíveis do ponto de vista de violência nas ruas, do ponto de vista de 'fake news' para todos os lados."

CHIP SOMODEVILLA / POOL / AFP
Foto: CHIP SOMODEVILLA / POOL / AFP

"Juízo final"

Nesta segunda-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (PL) e a primeira-dama Michelle Bolsonaro participaram do funeral da Rainha Elizabeth II em Londres. No domingo (18), ambos foram recepcionados pelo rei Charles III no Palácio de Buckingham. A cerimônia, que contou com a presença de mais de cem chefes de Estado, fez parte do cronograma do funeral da rainha.

Ao deixar a residência oficial do embaixador do Brasil em Londres, o presidente foi questionado sobre a presença no funeral de Elizabeth II. Bolsonaro afirmou que "todo mundo vai ter um ponto final". E acrescentou que, na hora do juízo final, não vai ter ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para "descondenar uma pessoa e torná-la elegível", referindo-se à decisão do STF que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decorrentes da Operação Lava Jato.

Depois de quatro dias de velório, o corpo da Rainha Elizabeth II foi sepultado no Castelo de Windsor. A própria rainha, segundo o Palácio de Buckingham, ajudou nos preparativos da cerimônia. Entre seus pedidos, está a execução de uma música por seu gaiteiro de fole oficial, após o encerramento do funeral na Abadia de Westminster.

Após o serviço religioso, o caixão de Elizabeth II percorreu as ruas de Londres em um cortejo fúnebre que terminou no Wellington Arch, no Hyde Park, em seguida, partiu para Windsor.

O sepultamento ocorreu às 19h30 (15h30 de Brasília). À medida que o caixão for colocado no repouso definitivo, o arcebispo de Canterbury vai ler uma bênção e o gaiteiro toca outra música. O joalheiro da monarquia, então, vai recolher a coroa do caixão e devolvê-la à Torre de Londres.

O dia do funeral foi declarado feriado no Reino Unido, e os eventos foram planejados de maneira meticulosa durante anos, seguindo um cronograma com horários precisos.

diesel
Foto: Reprodução

Diesel mais barato

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (19), queda no preço do Diesel vendido às suas distribuidoras. O litro sairá de R $5,19 para R $4,89, a partir desta terça-feira (20), nas refinarias da estatal. Esta é a terceira redução no preço do combustível em 46 dias, as anteriores foram em 04 e 11 de agosto.

Segundo a Petrobras, com a adição obrigatória de 10% de biodiesel ao diesel vendido nos postos, o preço final será, em média, de 4,40 por litro na bomba.

post malone
Reprodução: Twitter

Acidente

Post Malone sofreu uma queda em uma abertura no palco de sua apresentação na cidade de St. Louis, nos Estados Unidos, no último sábado (17). O rapper machucou as costelas e precisou de ajuda de médicos para deixar o local, mas voltou a se apresentar após cerca de 15 minutos.

Uma pessoa que estava no show contou ao site TMZ que uma das pernas do cantor ficou tremendo incontrolavelmente. Após ser retirado, ele pediu para o público aguardar enquanto tentava se recuperar.

No domingo (18), em publicação no Twitter, Post Malone explicou que o buraco é uma estrutura onde guarda o violão após a parte acústica do show:  "Tem esse buraco gigante, então eu tentei dar a volta, virei no canto e arrebentei meu traseiro. Me tirou o ar de jeito. Me pegou de jeito.”

 

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Grupo de afegãos instalados no aeroporto de Guarulhos é direcionado a abrigo, Datafolha mostra estabilidade na presidencial, Corinthians na final da Copa do Brasil e mais
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Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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17/09/2022 - 12h

Sexta-feira, 16 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Número de crianças que não sabem ler e escrever nem palavras isoladas cresce durante a pandemia, apontam dados do INEP;
  • DataFolha: A duas semanas da eleição, Lula segue na ponta e vê Bolsonaro oscilar para menos;
  • Grupo de afegãos instalados no aeroporto de Guarulhos é direcionado a abrigo;
  • Reino Unido: Velório de Elizabeth II tem filas quilométricas, Charles III é vaiado em Gales;
  • Itália sofre com enchentes, pelo menos nove mortes já foram registradas;
  • Coala Festival começa nesta sexta-feira (16);
  • Copa do Brasil: Corinthians atropela o Fluminense e avança à final contra o Flamengo.

 

Foto: Stockphotos
Foto: Stockphotos

Atraso pedagógico 

De acordo com balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgado pelo Ministério da Educação nesta sexta-feira (16), a porcentagem de crianças do 2° ano do ensino fundamental que ainda não sabem ler e escrever nem mesmo palavras isoladas dobrou durante a pandemia. 

A pesquisa, que é feita a cada dois anos, mediu o desempenho de uma amostra de 5,3 milhões de alunos de cerca de 72 mil escolas privadas e públicas em uma prova nacional, o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Ainda de acordo com o levantamento, a cada 10 alunos dois não sabem subtrair e somar, o que representa 22% deles, contra 16% em 2019.


 

 Eduardo Anizelli, Pedro Ladeira e Zanone Fraissat/Folhapress
 Eduardo Anizelli, Pedro Ladeira e Zanone Fraissat/Folhapress

Cenário eleitoral estável

Nesta quinta-feira (15) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) se mantém estável, com 45% das intenções de votos, 12 pontos percentuais à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), que oscilou para baixo, constando com 33%.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), com 8%, seguido por Simone Tebet (MDB), com 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) aumentou de 1% para 2%. Enquanto isso, Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.

2% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 4%.

Segundo a pesquisa, Lula segue com melhor desempenho entre católicos, jovens, pessoas pretas, mulheres, beneficiários do Auxílio Brasil e habitantes do Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, residentes do Sul e quem recebe de 5 a 10 salários mínimos. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (34%), e com pontuação igual no Centro-Oeste.

O levantamento foi feito em 300 municípios e contou com 5.926 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04099/2022, encomendado pela Folha e pela TV Globo.

 

Foto: Bruno Santos/Folhapress
Foto: Bruno Santos/Folhapress

Abrigados 

Dezenas de famílias afegãs que dormiam no chão do aeroporto de Guarulhos desde abril receberam a notícia de que iriam para um abrigo na tarde desta sexta-feira (16). Apesar de algumas pessoas terem sido acolhidas por brasileiros, o número chegou a 98 hoje. No entanto, a secretaria de Assistência Social do município ainda não deu detalhes sobre os locais para onde essas famílias vão.

A situação ficou tensa depois que o talibã assumiu o poder em seu país. Devido à grande movimentação, foi instalado pela prefeitura no Terminal 2 do aeroporto o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante, além de ter inaugurado uma residência transitória para migrantes e refugiados no último dia 10 de agosto, mas suas 27 vagas estão ocupadas.

 

Foto: Jacob King/AP
Foto: Jacob King/AP

Espera

Aberta na quarta-feira (14), a fila para se despedir da Rainha Elizabeth II no Palácio de Westminster ficou fechada nesta sexta-feira (16) durante seis horas, por excesso de pessoas e para reorganizar o fluxo. 

A paralisação ocorreu no momento em que a fila já atingia os oito quilômetros de extensão e as pessoas esperavam cerca de 14 horas para entrar na sala onde está exposto o caixão da monarca. 

Após a reabertura da fila, o tempo de espera aumentou para 24 horas. O caixão ficará exposto ao público até segunda-feira (19). Depois, o caixão será transportado até a Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, onde será realizado o enterro

Ainda nesta sexta-feira (16), o rei Charles III foi vaiado pelo público durante sua primeira visita oficial após assumir o trono do Reino Unido no País de Gales. Charles e a rainha consorte Camilla estavam dentro de um carro a caminho do castelo de Cardiff, onde se reuniram com o primeiro-ministro de Gales, Mark Drakeford.

A região é conhecida por ter autonomia política e distanciamento da coroa britânica, além disso, o primeiro-ministro de Gales já havia anunciado que seriam permitidas manifestações políticas contra a monarquia durante a visita do rei.

A visita ao País de Gales foi a última etapa de uma série de viagens às quatro nações que compõem o Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e Gales) para reconhecer o status de Charles III como novo monarca e chefe de Estado.

 

Inundações

A região central italiana de Marche foi atingida por fortes chuvas torrenciais e inundações na madrugada de quinta-feira (15). Na manhã desta sexta-feira (16), as autoridades confirmaram pelo menos nove mortes e três desaparecidos. 

Cerca de 400 milímetros de chuva caíram durante um período de duas a três horas, disse a agência de proteção civil, um terço do número normalmente recebido em um ano. As autoridades locais disseram que não esperavam uma “bomba de água” tão repentina.

Imagens divulgadas pelos bombeiros mostraram operadores navegando pelas ruas da cidade litorânea de Sinigallia em vigas para resgatar pessoas e evacuá-las, enquanto outros tentavam limpar uma passagem subterrânea de detritos.

Cerca de 300 bombeiros estão operando na região e resgataram pessoas que subiram em telhados e árvores durante a noite para escapar das inundações. 


 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 10.252 novos casos de COVID-19, e 97 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 70. No total, o país acumula 34.579.085 casos confirmados, e 685.300 óbitos por COVID-19.
 

Foto: Eduardo Martins/Agnews
Foto: Eduardo Martins/Agnews

Coala Festival

A oitava edição do Coala Festival começa nesta sexta-feira (16) e vai até domingo (18) no Memorial da América Latina, na Barra Funda, em São Paulo. O evento contará com grandes nomes da música nacional como Gilberto Gil, Liniker, Djavan, Maria Bethânia, Alceu Valença e Gal Costa. 

As vendas iniciaram no começo do ano, contudo  um lote de ingressos extras foi disponibilizado, e os valores vão de R$ 180 (meia entrada para esta sexta-feira) a R$ 540 (inteira para o sábado e para o domingo) e podem ser adquiridos pelo site Total Acesso

Confira a programação completa por dia:

16 de setembro (Sexta-feira)

14h - Abertura dos portões / Gustavo Treze

14h40 - Tasha & Tracie

15h20 - Eunãotodoido

15h55 - Liniker

16h45 - Peroli

17h20 - Gilberto Gil

18h20 - Deekapz

18h55 - Mayra Andrade

19h50 - Kl Jay

20h25 - Djavan

 

17 de setembro (Sábado)

11h - Abertura dos portões / DJ Set da curadoria

13h - Vitória Nicolau

13h30 - Rachel Reis

14h10 - Odara Kadiegi

14h45 - Ana Franco Elétrico

15h25 - DJ Tudo

16h - Alceu Valença

17h - Brime

17h35 - BK’

18h20 - Ubunto

18h55 - Bala Desejo

19h50 - Tata Ogan

20h25 - Gal Costa com Rubel e Tim Bernardes

 

18 de setembro (Domingo)

11h - Abertura dos portões / DJ Set da curadoria

12h30 - Liz Tibau

13h15 - Chico Chico e Juliana Linhares

14h - Miria Alvez

14h35 - Nego Bala

15h20 - DJ Diaz

15h55 - Marina Sena

16h45 - Barulhista

17h20 - Rodrigo Amarante

18h10 - Cinara

18h45 - Black Alien

19h40 - Discopédia

20h25 - Maria Bethânia

 

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Brasileirão 

Neste final de semana acontece a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro da série A. No sábado (17), na abertura da rodada, o Avaí enfrenta o Atlético-MG, na Ressacada, às 16h30. Às 19h, o Botafogo recebe o Coritiba, no Nilton Santos. 

No domingo (18), às 11h, o RB Bragantino recebe o Goiás, no Nabi Abi Chedid. Às 16h a bola rola para um clássico, Flamengo e Fluminense, no Maracanã. No mesmo horário, no Castelão, Ceará e São Paulo se enfrentam. 

Às 18h, no Independência, América-MG e Corinthians medem forças. No mesmo horário jogam Juventude e Fortaleza, no Alfredo Jaconi. Às 18h30, o líder Palmeiras recebe o Santos, no Allianz Parque, em mais um clássico. Atheltico-PR e Cuiabá se enfrentam às 19h, na Arena da Baixada. Fechando a rodada, na segunda-feira (19), a bola rola para Atlético-Go e o vice-líder Internacional.

 

Vai pegar fogo!

O Corinthians amassou o Fluminense e se classificou para a final da Copa do Brasil de 2022. Na quinta-feira (15), em uma noite fria em São Paulo, o Timão aplicou sonoros 3 a 0 e carimbou o passaporte para a próxima fase. Renato Augusto, Giuliano e Felipe Melo (contra) fizeram os gols. 

Com o  resultado a equipe alvinegra se habilitou para encarar o Flamengo na final da competição. A equipe carioca já havia se classificado na quarta-feira (14) ao vencer o São Paulo. As finais estão previstas para os dias 12 e 19 de outubro.

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