Quando o público chega, as luzes se acendem e o som começa, parece mágico. Mas por trás de grandes produções, existe uma equipe especializada para a realização dos eventos, com precisão e muita técnica. O que garante a segurança do público e a qualidade do show.
Os grandes nomes do mundo fonográfico precisam de produtores, técnicos, engenheiros de som e equipes de logística, que trabalham por meses para garantir que cada detalhe do show aconteça sem erros. Enquanto o público enxerga o brilho nos palcos, centenas desses profissionais são esquecidos.
Condições de trabalho
Essa invisibilidade revela uma lógica comum no mercado de entretenimento: o protagonismo centralizado no artista, enquanto o trabalho coletivo é silenciado. Além da falta de reconhecimento, a desvalorização evidencia as condições de trabalho: esses profissionais costumam enfrentar instabilidade, jornadas extensas de trabalho e desvalorização financeira. Em entrevista, Alexandre Rabaço, técnico de som que possui no currículo festivais como The Town e Rock in Rio diz: “Os profissionais do backstage não procuram reconhecimento, nós queremos condição de trabalho”.
Essa exigência não é por acaso, já que, em muitas produções, o próprio artista desvaloriza o técnico, que trabalha por horas para que o evento ocorra de forma impecável. "Eu já trabalhei com artistas que não sabem meu nome, mas é sempre melhor trabalhar com o artista que se importa com o meu trabalho”, diz Rabaço.
O trabalho técnico é extenso e exaustivo. Tobé Lombello, diretor da empresa Freak House, aponta que hoje, empresas como a dele têm tratando esse tema de forma mais profissional, minimizando jornadas de mais de 12 horas por dia.
“Diminuir as jornadas também significa aumentar os orçamentos, o que nem sempre é aceito pelos clientes” alerta Lombello. Quando trabalha como produtor técnico, percebe a grande importância do período de pré-produção dos shows. “Se o projeto te dá condições de executar uma pré-produção detalhada e bem feita, com certeza a rotina do trabalho será mais tranquila” afirma.
Os técnicos que trabalham no show business também lutam por direitos trabalhistas. “A classe já tentou se organizar muitas vezes, mas nunca deu certo, por diversos motivos. Os cachês são ruins, então precisamos brigar por um valor justo. O artista tem que entender que eu estou ali pela minha escolha e que se eu quiser eu posso, e vou, sair dali” relata Rabaço.
O técnico também afirma que a maioria dos funcionários não têm carteira assinada e passam toda sua carreira dependendo de freelancers.
Segurança do público
Ao ser perguntado sobre a garantia de segurança nos festivais, Rabaço relatou que essa é uma preocupação constante para os eventos: “a garantia da segurança é quase uma ‘doença’ e tem que ser assim; acidentes fatais e gravíssimos já aconteceram por causa de falhas na segurança”.
“Infelizmente, aqui no Brasil ainda existe uma cultura do ‘comigo isso não vai acontecer’, mas acontece. É muito importante que cada um tenha sua função específica para que esses riscos sejam minimizados. Engenheiros estruturais e elétricos são cargos que, muitas vezes, nem aparecem no evento — apenas assinam a documentação, sem avaliar se o que foi assinado foi realmente executado. Isso precisa mudar.” afirma Tobé Lombello.
A arte do técnico
Os processos técnicos não são os únicos que constroem os festivais de música. “O show musical é construído pela idealização do artista e viabilizado por técnicos” relata Rabaço que essa é a verdadeira função da equipe técnica”.
Apesar de parecer simples, trazer para a realidade uma idealização artística demanda tempo e muito profissionalismo: “Tudo parte dos próprios artistas, que comunicam suas ideias para um time de criação. Esse time vai colocar tudo isso em projetos para aprovação e verificar se é isso que o artista tem em mente, para poder seguir com o próximo passo. Assim que aprovado, criação e direção técnica vão se envolver para analisar as possibilidades do que é viável e como colocar em prática todas as ideias criadas.” Aponta Lombello.
Para que as grandes produções se tornem grandes sucessos, uma equipe de trabalhadores “invisíveis” se dedicam incessantemente e garantem que todos os detalhes sejam tratados com a devida atenção.
A série Love Story (2026), criada por Connor Hines e produzida pelo controverso e consagrado Ryan Murphy, rapidamente se consolidou como um fenômeno do streaming ao revisitar o relacionamento entre John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette. Protagonizada por Paul Anthony Kelly e Sarah Pidgeon, a série chegou ao fim no dia 27 de março, com o lançamento do episódio final. Mais do que um drama romântico, a série se constrói como um retrato controverso da vida pública, explorando o amor entre duas figuras icônicas enquanto evidencia o peso da exposição constante que moldou suas trajetórias.
Antes de chegar às telas, a história de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette já era amplamente conhecida. Filho do ex-presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963, JFK Jr. cresceu sob intensa exposição midiática, impulsionada sobretudo pela visibilidade da sua família. Formado em Direito, atuou como advogado, fundou a revista George e foi declarado o homem mais sexy do mundo pela revista People em 1988. Já Carolyn, publicitária da Calvin Klein, nunca foi uma figura pública e tornou-se um ícone de estilo dos anos 1990 por sua estética minimalista e discrição. Os dois morreram tragicamente em 1999, em um acidente de avião no litoral de Massachusetts, no qual também morreu a irmã de Carolyn, Lauren Bessette.
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx
Um dos maiores méritos da série está na forma como ela evidencia a espetacularização da intimidade. A narrativa acompanha uma mulher anônima que, ao se envolver com um homem que sempre teve uma vida pública, passa a lidar com uma exposição que antes não fazia parte de sua realidade. A série acerta ao mostrar como a fama não apenas acompanha, mas atravessa e redefine as relações pessoais.
A trilha sonora é um destaque por si só justamente por sua precisão histórica e sensorial. Ao apostar em hits marcantes dos anos 1990 (período em que a história se passa), como “It Ain’t Over ’Til It’s Over”, de Lenny Kravitz, e “Linger”, do The Cranberries, a série não apenas ambienta, mas transporta o espectador para a época.A música funciona como um elo direto com a narrativa, ajudando a construir uma sensação de imersão e familiaridade.
Sob a curadoria de Jen Malone, responsável pela trilha, essa seleção reforça o tom nostálgico da série e insere o público de forma orgânica em um imaginário afetivo dos anos 90. Em entrevista à Vogue, ela afirma: “Eu recorri à minha própria playlist de músicas dos anos 90 que amo e fui organizando cada uma em seu respectivo ano. Nova York, para mim, é quase um personagem da história. Dizemos muito isso na TV: que a música é um personagem. Mas em obras de época ela realmente se torna um personagem, porque ajuda a transportar o espectador para dentro da história.”
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx
A cinematografia e a caracterização também são um ponto forte. A estética é cuidadosamente elaborada, com enquadramentos elegantes e uma paleta que remete ao glamour dos anos 1990. Ao mesmo tempo, carrega uma certa frieza que reflete o distanciamento emocional provocado pela exposição midiática. Já a caracterização dos personagens é precisa, contribuindo para a imersão e para a construção de figuras complexas.
Curiosamente, as escolhas da produção não foram bem recebidas de início: quando as primeiras imagens de Sarah Pidgeon como Carolyn Bessette foram divulgadas, parte do público reagiu negativamente, criticando especialmente o tom do cabelo e apontando que o visual não imprimia o estilo icônico de Carolyn. As mudanças vieram na sequência, com o ajuste no tom de loiro da atriz e a escolha de peças mais sofisticadas e verossímeis com os anos 1990 para o guarda-roupa da personagem. Uma reação que antecipa a própria tensão central da série sobre imagem, memória e expectativa.
Foto: Divulgação/Instagram @lovestoryfx
No entanto, é justamente nesse ponto que a série abre espaço para um contraponto importante. Jack Schlossberg, sobrinho de John F. Kennedy Jr., criticou duramente a produção, dizendo que se trata de um “espetáculo grotesco” que transforma uma história pessoal e trágica em entretenimento sensacionalista. Sua reação evidencia um incômodo central: ao mesmo tempo em que denuncia a invasão de privacidade sofrida pelo casal, Love Story inevitavelmente reproduz essa lógica ao recontar e dramatizar momentos íntimos, muitos deles atravessados por dor e perda.
Assim, a série se coloca em uma posição ambígua. Ela critica a cultura que consome vidas privadas como espetáculo, mas também depende dela para existir e engajar o público. Essa contradição talvez seja um dos aspectos mais interessantes da obra, pois amplia a discussão para além da narrativa e a insere no próprio funcionamento da indústria do entretenimento.
No fim, Love Story é uma série extremamente envolvente e, em muitos momentos, até divertida, graças ao seu ritmo, estética e apelo emocional. Mas, para além do entretenimento, ela também convida à reflexão. Ao revisitar a vida de figuras públicas, a produção nos faz pensar sobre os limites entre o público e o privado. E, sobretudo, sobre o que significa, de fato, ter uma vida pública em uma cultura que transforma intimidade em espetáculo. A série deixa, então, uma pergunta incômoda: até que ponto vale abrir mão da própria privacidade em nome do amor e o que sobra de uma relação quando tudo nela se confunde com a vida pública?
Sábado de sol, comida de boteco, cerveja gelada e música ao vivo entre a Galeria Metrópole e a Praça Dom José Gaspar. Um retrato simples — e ao mesmo tempo simbólico — de um dia comum no centro da grande São Paulo.
A praça foi construída nas primeiras décadas do século XX, e seu nome é uma homenagem ao arcebispo de São Paulo de 1939, Dom José Gaspar d’Afonseca e Silva. O local ainda abraça a segunda maior biblioteca da América Latina, a Biblioteca Mário de Andrade, inaugurada em 1925, um marco arquitetônico e cultural da cidade.
Já a Galeria Metrópole, abriu suas portas só em 1960 e, desde então, seu entorno foi ocupado por uma grande circulação de pessoas, o que favoreceu a presença de bares, cafés e restaurantes com propostas de refeição ao ar livre. Os anos passaram assim como os pontos dos estabelecimentos, mas o local ainda é bem frequentado, recheado de história e de cultura paulista e brasileira.
O iHeartRadio Music Awards 2026 reuniu artistas e profissionais da indústria da música no dia 26 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles, para premiar os maiores sucessos do último ano. Organizada pela iHeartMedia, maior empresa do setor de rádio e mídia de áudio nos Estados Unidos, a cerimônia teve como objetivo reconhecer os artistas mais populares com base em dados de execução nas rádios, desempenho nas plataformas digitais e votação do público.
Entre os destaques da noite, Taylor Swift venceu o prêmio de Artista do Ano, uma das principais categorias da premiação. A cantora, que já acumula histórico de vitórias no evento, também recebeu o prêmio de Melhor Álbum Pop por The Life of a Showgirl. Com sete vitórias ao todo nesta edição, Taylor Swift elevou seu total de troféus no iHeartRadio Music Awards para 41.
Foto: Divulgação/Instagram @iheartradio
Além disso, a diversidade de vencedores marcou a edição de 2026. Alex Warren levou 4 prêmios na noite, incluindo Canção do Ano com o hit “Ordinary”. O cantor e compositor norte-americano ganhou destaque recentemente na indústria da música após iniciar a carreira como criador de conteúdo e cofundador da Hype House, coletivo de influenciadores do TikTok. Antes da fama, enfrentou dificuldades pessoais e chegou a morar na rua, trajetória que hoje aparece refletida em suas músicas.
Na categoria de K-pop, a vencedora do Oscar “Golden”, do grupo HUNTR/X, EJAE, Audrey Nuna e Rei Ami, foi eleita Canção do Ano. Já Sabrina Carpenter venceu como Artista Pop do Ano, refletindo o desempenho recente de seus lançamentos e o alcance nas plataformas digitais. Artistas revelação foram premiados em diversas categorias, como Ella Langley (country) e Sombr (música alternativa).
Foto: Instagram/ @alexwarren
Além das categorias principais, a premiação também destacou trajetórias e contribuições para a música. Miley Cyrus recebeu o Innovator Award, concedido a artistas que se destacam pela criatividade e pela capacidade de reinventar sua carreira ao longo do tempo. Já John Mellencamp foi homenageado com o Icon Award, reconhecimento pelo impacto duradouro de sua obra na música internacional.
A cerimônia contou ainda com apresentações ao vivo e participações de artistas de diferentes gerações. Raye, Ludacris e o grupo TLC, Salt-N-Pepa e En Vogue ajudaram a compor uma noite marcada pela celebração da música popular em suas múltiplas vertentes, consolidando a premiação como um dos principais palcos da música internacional.
Foto: Divulgação/Instagram @iheartradio
Nomeado de “Senna Experience 2026”, o evento cultural e imersivo relembra e celebra o legado histórico de Ayrton Senna, um dos maiores ídolos do automobilismo brasileiro e mundial. A exposição ocorre no dia 1º de maio, das 10h da manhã às 17h, no Autódromo de Interlagos, com acesso pelo Portão 7, coincidindo com o aniversário de 32 anos de sua morte. A entrada é gratuita, porém os ingressos são limitados e devem ser retirados antecipadamente pelo site oficial do Senna Experience, a partir do dia 30 de março, com limite de até dois ingressos por CPF.
A exposição contará com acervos e itens históricos, como peças pessoais e objetos de corrida, troféus, macacões, fotos, obras de arte e até mesmo um capacete de 1991. Entre os destaques da exposição está o Lotus 98T de 1986, um dos carros de Fórmula 1 pilotados por Senna.
O evento contará com um espaço familiar. Haverá um lounge para encontro de fãs e um espaço infantil temático do Senninha, um personagem inspirado em Senna, com contação de histórias e atividades para as crianças. Também terão apresentações musicais e DJs com playlists que remetem à momentos marcantes da vida do piloto. A praça de alimentação contará com opções diversas para os visitantes durante o dia todo.
O evento faz parte das celebrações que acontecem tradicionalmente todo ano no dia 1º de maio, celebrando a memória eterna de Senna no automobilismo brasileiro e mundial.