Empresa decide não cobrir oferta superior da Paramount Skydance e encerra negociação bilionária iniciada em 2025
por
Luiza Passos Bruno Scheepmaker
|
02/03/2026 - 12h

A plataforma Netflix anunciou, na última quinta-feira (26), a desistência da compra da Warner Bros. Discovery (WBD), empresa responsável pelo streaming HBO Max, depois de a Paramount Skydance apresentar uma proposta superior. O acordo, que estava em andamento desde dezembro de 2025, era avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões.

A negociação havia sido comunicada ao mercado no fim do ano passado e era considerada estratégica para o setor de entretenimento, já que envolveria uma grande fusão da indústria audiovisual recente. A WBD é responsável por franquias de sucesso como “Harry Potter” e o universo DC, o que ampliaria significativamente o catálogo de filmes da Netflix.

Fachada do prédio dos Warner Bros. Studios Leavesden, com o logotipo da Warner Bros. em destaque na parede bege.
Fachada do complexo de estúdios da Warner Bros. Studios, Leavesden, localizado perto da cidade de Watford, na Inglaterra - Foto: Luiza Passos

No entanto, o cenário teve uma reviravolta nesta semana com a nova investida da Paramount. Os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters decidiram não aumentar sua oferta pela empresa.

“Sempre fomos disciplinados e, pelo preço exigido para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o negócio deixa de ser financeiramente atraente, portanto, estamos recusando a oferta da Paramount Skydance”, afirmaram os co-CEOS em declaração oficial.

A desistência da Netflix reacendeu um debate dentro da indústria cinematográfica. De acordo com o jornal “New York Times”, o anúncio do fim do ano passado havia gerado preocupações por um grupo de produtores de cinema que temiam os possíveis impactos na exibição de filmes.

“A Netflix considera qualquer tempo gasto assistindo a um filme no cinema como tempo não gasto em sua plataforma. Eles não têm nenhum incentivo para apoiar a exibição em salas de cinema e têm todos os incentivos para acabar com ela.”, alegam produtores em carta anônima.

Se antes a possível compra da WBD pela Netflix gerava debates no campo criativo, a eventual aquisição pela Paramount desloca a discussão para o campo político. O CEO da empresa, David Ellison, é visto como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que intensificou questionamentos sobre possíveis impactos na independência editorial da CNN (que faz parte do grupo Warner).

Com a saída da Netflix da disputa, a decisão agora depende da aprovação de órgãos reguladores. O desfecho da negociação poderá redefinir não apenas o mercado de streaming, mas também as consequências para um dos grandes veículos de informação global.

Tags:
Do pastelzinho com caldo de cana à hora da xepa, as feiras livres fazem parte do cotidiano paulista de domingo a domingo.
por
Manuela Dias
|
29/11/2025 - 12h

Por décadas, São Paulo acorda cedo ao som de barracas sendo montadas, caminhões descarregando frutas e vendedores afinando o gogó para anunciar promoções. De norte a sul, as feiras livres desenham um dos cenários mais afetivos da vida paulistana. Não é apenas o lugar onde se compra comida fresca: é onde se conversa, se briga pelo preço, se prova um pedacinho de melancia e se encontra o vizinho que você só vê ali, entre uma dúzia de banana e um pé de alface.

Juca Alves, de 40 anos, conta que vende frutas há 28 anos na zona norte de São Paulo e brinca que o relógio dele funciona diferente. “Minha rotina é a mesma todos os dias. Meu dia começa quando a cidade ainda está dormindo. Se eu bobear, o morango acorda antes de mim”.

Nas bancas de comida, o pastel é rei. “Se não tiver barulho de óleo estalando e alguém gritando não tem graça”, afirma dona Sônia, pasteleira há 19 anos junto com o marido e filhos. “Minha família cresceu ao redor de panelas de óleo e montes de pastéis. E eu fico muito realizada com isso.  

Quando o relógio se aproxima do meio dia, começa o momento mais esperado por parte do público: a famosa xepa. É quando o preço cai e a disputa aumenta. Em uma cidade acelerada como São Paulo, a feira livre funciona como uma pausa afetiva, um lembrete de que existe vida fora do concreto. E enquanto houver paulistanos dispostos a acordar cedo por um pastel quentinho e uma conversa boa, as feiras continuarão firmes, coloridas, barulhentas e deliciosamente caóticas.

Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia.
Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas.
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas. Foto: Manuela Dias/AGEMT
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo.
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores.
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

Apresentação exclusiva acontece no dia 7 de setembro, no Palco Mundo
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
|
26/11/2025 - 12h

Elton John está de volta ao Brasil em uma única apresentação que promete marcar a edição de 2026 do Rock in Rio. O festival confirmou o britânico como atração principal do dia 7 de setembro, abrindo a divulgação do line-up com um dos nomes mais celebrados da música mundial.

A presença de Elton carrega um peso especial. Em 2023, o artista anunciou que deixaria as grandes turnês para ficar mais perto da família. Por isso, sua performance no Rock in Rio será a única na América Latina, transformando o show em um momento raro para os fãs de todo o continente.

Em um vídeo publicado na terça-feira (25) nas redes sociais, Elton John revelou o motivo para ter aceitado o convite de realizar o show em solo brasileiro. “A razão é que eu não vim ao Rio na turnê ‘Farewell Yellow Brick Road’, e eu senti que decepcionei muitos dos meus fãs brasileiros. Então, eu quero compensar isso”, explicou o britânico.

No mesmo dia de festival, outro grande nome da música sobe ao Palco Mundo: Gilberto Gil. Em clima de despedida com a turnê Tempo-Rei, que termina em março de 2026, o encontro dos dois artistas lendários torna a programação do festival ainda mais especial. 

Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Reprodução / Facebook Gilberto Gil)
Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Divulgação)

Além das atrações, o Rock in Rio prepara mudanças importantes na Cidade do Rock. O Palco Mundo, símbolo do festival, será completamente revestido de painéis de LED, somando 2.400 metros quadrados de tecnologia. A ideia é ampliar a imersão visual e criar novas possibilidades para os artistas.

A próxima edição também terá uma homenagem especial à Bossa Nova e um benefício pensado diretamente para o público, em que cada visitante poderá receber até 100% do valor do ingresso de volta em bônus, podendo ser usado em hotéis, gastronomia e experiências turísticas durante a estadia na cidade.

O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A venda geral dos ingressos começa em 9 de dezembro, às 19h, enquanto membros do Rock in Rio Club terão acesso à pré-venda a partir do dia 4, no mesmo horário.

Tags:
A socialite continuou tendo sua moral julgada no tribunal, mesmo após ter sido assassinada pelo companheiro
por
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
Jalile Elias
|
26/11/2025 - 12h
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz em nova série. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

Figurinha carimbada nas colunas sociais da época, Ângela Diniz virou capa das manchetes policiais após ser morta a tiros pelo então namorado, Doca Street. O feminicídio que marcou o país na década de 1970 ganha agora um novo olhar na série da HBO Ângela Diniz: Assassinada e Condenada.

Na produção, Marjorie Estiano interpreta a protagonista, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. O elenco ainda conta com Thelmo Fernandes, Maria Volpe, Renata Gaspar, Yara de Novaes e Tóia Ferraz.

Sob direção de Andrucha Waddington, a série se inspira no podcast A Praia dos Ossos, de Branca Viana. A obra, que leva o nome da praia onde o crime ocorreu, reconstrói não apenas o caso, mas também o apagamento em torno da própria vítima. Depoimentos de amigas de Ângela, silenciadas à época, servem como ponto de partida para revelar quem ela realmente era.

Seja pela beleza ou pela independência, a mineira chamava atenção por onde passava. Já os relatos sobre Doca eram marcados pelo ciúme obsessivo do empresário. O casal passava a véspera da virada de 1977 em Búzios quando, ao tentar pôr fim à relação, Ângela foi assassinada pelo companheiro.

Por dias, o criminoso permaneceu foragido, até que sua primeira aparição foi numa entrevista à televisão; logo depois, ele se entregou à polícia. Foram necessários mais de dois anos desde o assassinato para que Doca se sentasse no banco dos réus, num julgamento que se tornaria símbolo da luta contra a violência de gênero.

Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, , enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

As atitudes, roupas e relações de Ângela foram usadas pela defesa como supostas “provocações” que teriam motivado o crime. Foi nesse episódio que Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”.

Os advogados do réu recorreram à tese da “legítima defesa da honra” — proibida somente em 2023 pelo STF — numa tentativa de inocentá-lo. O argumento foi aceito pelo júri, e Doca recebeu pena de apenas dois anos de prisão, sentença que gerou revolta e fortaleceu movimentos feministas da época.

Sob forte pressão popular, um segundo julgamento foi realizado. Nele, Doca foi condenado a 15 anos, dos quais cumpriu cerca de três em regime fechado e dois em semiaberto. Em 2020, ele morreu aos 86 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

Tags:
Exposição reúne obras que exploram o inconsciente e a natureza como caminhos simbólicos de cura
por
KHADIJAH CALIL
|
25/11/2025 - 12h

A Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, apresenta de 14 de novembro a 14 de dezembro de 2025 a exposição “Bosque Mítico: Katia Canton e a Cura pela Arte”, que reúne um conjunto expressivo de pinturas, desenhos, cerâmicas, tapeçarias e azulejos da artista, sob curadoria de Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho. A Fundação que sedia a mostra está localizada no imóvel conhecido como Casarão Branco do Boqueirão em Santos, um exemplar da época áurea do café no Brasil. 

Ao revisitar o bosque dos contos de fadas como metáfora de transformação interior, Katia Canton revela o processo criativo como gesto de cura, reconstrução e transcendência.
 

z
       “Casinha amarela com laranja” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

z
                 “Chapeuzinho triste” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
z
                 “O estrangeiro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.         
z
                                                            “Menina e pássaro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
z
                                                     “Duas casinhas numa ilha” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
z
                                                             “Os sete gatinhos” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
z
                                                                         “Floresta” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

Tags:
Autora de "A Vegetariana" foi reconhecida pela Academia Sueca por sua prosa poética intensa
por
Barbara Ferreira
|
16/10/2024 - 12h
Han Kang é a primeira autora sul-coreana a ganhar o Nobel de Literatura.Foto: Reprodução/AP Photo/Lee Jin-man
Han Kang é a primeira autora sul-coreana a ganhar o Nobel de Literatura.Foto: Reprodução/AP Photo/Lee Jin-man 

Han Kang conquistou o Prêmio Nobel de Literatura 2024, e é a primeira sul-coreana a receber a honraria. O anúncio foi feito na quinta-feira, 10 de outubro, pela Academia Sueca de Estocolmo. A academia justificou a escolha, visto que Kang possui uma “intensa prosa poética que confronta traumas históricos e expõe a fragilidade da vida humana".

A escritora nasceu em 1970, em Gwangju, na Coreia do Sul. Filha do renomado romancista e professor universitário Han Seung-won, ela possui uma formação rica em literatura, iniciada em 1993 com uma série de poemas na revista "Literatura e Sociedade". Em 1994, recebeu o prêmio do concurso literário de primavera de Seoul Shinmun com o conto “The Scarlet Anchor" e, em 1995, estreou na prosa com a coleção de contos "Amor de Yeosu".

Seu maior sucesso internacional veio com "A Vegetariana", publicado em 2007 e traduzido para o português em 2018. O livro, composto de três partes, explora as consequências violentas de uma mulher que se recusa a seguir as normas alimentares tradicionais quando para de comer carne.

A obra de Han Kang é conhecida por expor a dor mental e física enquanto cria uma conexão profunda com o pensamento oriental. Além de "A Vegetariana", outros livros dela traduzidos para o português incluem "Atos Humanos" e "O Livro Branco", todos lançados pela editora Todavia.

Segundo a academia, “o trabalho de Han Kang é caracterizado por essa dupla exposição da dor, uma correspondência entre tormento mental e físico com estreitas conexões com o pensamento oriental".

O prêmio Nobel de Literatura é destinado à pessoa que "tenha produzido a obra mais notável no campo da literatura" e Han Kang é a 18º mulher que recebe o prêmio, dentre os 121 contemplados. Cada vencedor ganha também 10 milhões de coroas suecas, equivalentes a aproximadamente R$ 5,3 milhões.

Tags:
O artista conversou com a AGEMT e compartilhou sobre sua experiência no mundo dos desenhos
por
Giovanna Brito
|
14/10/2024 - 12h

Entre os prédios do bairro de Perdizes e as praias do Guarujá, Jordí Martinez dedica seu tempo à família, sua cachorra Brisa e seu trabalho como desenhista. Espanhol radicado no Brasil, não é muito difícil reconhecer seu sotaque e o amor pela arte, área em que trabalha há mais de 40 anos.

Em entrevista exclusiva à AGEMT, o artista conversou por chamada de vídeo, em sua casa. Ao fundo, desenhos e livros enchiam o ambiente, sempre reforçando a sua presença artística.

Jordí acumula grandes títulos ao longo da carreira: desenhou quadrinhos do Sítio do Pica Pau Amarelo, Os Trapalhões, histórias de Edgar Allan Poe e o famoso Chacal. Hoje, o artista também desenvolve charges e caricaturas para seu perfil no Instagram, no qual usa de humor ácido para se posicionar politicamente.

A esquerda, uma border collie de cor clara. A direita, o desenhista Jordi Martinez sorri para a camêra.
Jordí Martinez ao lado de sua cachorra Brisa. Foto: Reprodução/CCXP.

“Meus desenhos para o Instagram não eram políticos, mas quando o Bolsonaro assumiu o poder, não consegui engolir aquele cara”, diz Jordí, com um senso de obrigação em se posicionar contra o que estava acontecendo na época, principalmente para mostrar o seu ponto de vista aos seus seguidores mais jovens.

O desenhista chegou às terras brasileiras durante o período da Ditadura militar. Votou pela primeira vez por aqui e vivenciou todos os governos desde então. Jordí, que afirma sempre ter um conteúdo novo para produzir, fazia de duas a três charges diárias para sua conta nas redes sociais. Hoje, com os preparativos para a CCXP24 a todo vapor, ele produz apenas uma por dia, mas sempre com doses de humor, recheada de opiniões e posicionamento político.

Charge humorística de Jordí Martinez. Na imagem, uma figura do político Pablo Marçal aparece tocando uma flauta, hipnotizando dois eleitores do Bolsonaro que vão surgindo pela margem.
Charge produzida por Jordí Martinez. Foto: Reprodução/Instagram/@jordi_atelier.

 

Jordí estará presente no evento todos os dias: “Esse convite da CCXP foi muito legal. Eu já trabalhei com publicidade, conheci e falei com muitas pessoas, então estou mais pro sossego hoje em dia (risos), não tenho mais a necessidade de estar envolvido nessa multidão”. 

Mesmo assim, ele se mostra ansioso e dedicado ao falar sobre os seus preparativos. Martinez já participou uma vez do evento como convidado, mas afirma que dessa vez será diferente. Agora o artista terá sua própria mesa no Artists’ Valley, onde divulgará vários de seus trabalhos. “Vou conseguir vender o que eu quiser: alguns prints, cursos de desenho, talvez eu venda um original.”, afirma o ilustrador.

Além disso, ele também planeja outros lançamentos para o evento: “Já estou fazendo uma história nova. Eu não queria fazer, dá muito trabalho (risos), mas eu gosto.”

Segundo ele, o contato chegou depois da produção da CCXP ter se encantado com um de seus relançamentos mais aguardados, o Chacal. A obra foi muito bem recebida pelo público, mesmo depois de 43 anos de espera. “O desenho e a história já estavam prontos, então foi uma mão na roda! As pessoas adoraram! A capa é muito linda, tudo está muito bem feito”, ele conta.

Chacal, inicialmente publicado pela extinta editora Vecchi, conta a história de um caçador de recompensas implacável, no estilo faroeste. Esse foi um dos trabalhos mais marcantes de Jordí; não é à toa que diversas editoras, como a Ucha Editora, Skript e Tábula, o procuraram para lançar novas histórias do título.

“Foi uma conquista desenhar esse personagem. Na época, a editora Vecchi estava procurando artistas para desenvolver um personagem de faroeste. Eles fizeram um teste com vários desenhistas, foi difícil, mas eu caprichei. Ofereci qualidade e consegui! Gostaram do meu trabalho e ter a oportunidade de desenhar o Chacal foi magnífica! Até hoje tenho os desenhos do primeiro Chacal, feito a mão com bico de pena e pincel”, conta.

Capa da história em quadrinhos Chacal: A caçada humana.
“Chacal: A caçada humana” publicado em 2022 pela editora Skript. Foto: Reprodução/Comic Boom.

 

Além de Chacal, outro trabalho de Jordí foi republicado há dois anos atrás: “Manuscrito encontrado numa garrafa”, uma história de Edgar Allan Poe. A diversidade de gêneros nos trabalhos de Jordí é evidente, passando pelo infantil e aventura até chegar no macabro e erótico. 

Quanto a esta ecleticidade, o desenhista comenta: “Isso [eu faço] pela sobrevivência, mas eu sempre gostei. Ninguém me dizia que eu não poderia desenhar dos dois jeitos. Eu estou habituado com revistas de humor desde garoto. Depois eu comecei a gostar dos desenhos mais sérios, acompanhei algumas revistas francesas de aventura”.

“Depois que cheguei no Brasil, tive a chance de entrar na editora Rio Gráfica (atual Globo). Ali comecei a desenhar personagens infantis, como os do Sítio do Pica-Pau Amarelo”, completa.

Jordí considera o desenho como seu melhor amigo, pois desenhou durante todas as fases da sua vida, desde a infância: “Quando eu não estou desenhando, estou criando; quando não estou criando, estou aprendendo; quando não estou aprendendo, estou dando aula. Tudo está muito ligado ao desenho”.

Ele percebeu que poderia realmente trabalhar com isso após sua mãe vender um de seus desenhos a uma loja de móveis. O artista trabalhou durante um período com agência de publicidade, mas o restante da carreira foi focado no lápis e no papel. 

Jordí chegou ao Brasil com 18 anos, sem documentos, dinheiro e companhia. Durante muito tempo enfrentou desafios e lutou pelas suas conquistas. “Eu poderia ter feito qualquer coisa, poderia estar morto, poderia estar em uma cadeia (risos), mas eu sempre fui fiel ao desenho e o desenho fiel a mim. A folha em branco é tudo, ela recebe tudo que você dá para ela. Quanto mais amor você der, mais amor ela vai te dar.”

“Eu sobrevivi a vida inteira desenhando, e quando eu me aposentei, consegui ter tempo de realmente aprender a desenhar. Quando você tem que matar um leão a cada dia para sobreviver você faz de tudo e não tem muito tempo para aprender da forma tradicional. Eu ia aprendendo em cima da correria. Depois de um tempo aqui no Brasil, voltei para a Espanha e tive a oportunidade de visitar mais museus, estudar e conhecer mais da arte. Foi uma experiência muito enriquecedora”, finaliza.

Tags:
Comemorado em 12 de outubro, o Dia das Crianças traz experiências na capital paulista
por
Michelle Batista Gonçalves
|
11/10/2024 - 12h

Chegou mais um Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro, em que as famílias desejam curtir e celebrar a data.  Se você deixou para última hora, ficou sem criatividade ou simplesmente não sabe o que fazer para sair da rotina com os pequenos, veja uma programação completa de passeios e atividades que acontecem na cidade de São Paulo.

 

Parque Ibirapuera

 

Parque Ibirapuera, localizado na Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Vila Mariana. Foto: Divulgação/Arquivo Ibirapuera e Parque Urbanos

 

Se sua família prefere diversão à moda antiga, uma visita ao Parque Ibirapuera neste dia 12 é uma boa pedida. Além das áreas verdes, perfeitas para piqueniques e brincadeiras ao ar livre, o local terá uma programação especial com oficinas de arte, shows de música infantil e apresentações de teatro, tanto no sábado (12/10), quanto no domingo (13/10).

 

Desafio com a Masha e o Urso, às 9h, na Serraria do Ibirapuera, Estação "Biodiversidade: Bicho ou Planta?" e sessões infantis no Planetário são algumas das opções.

 

Quando: 12 de outubro, a partir das 9h;

Onde: Parque do Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/n - Vila Mariana);

Ingressos: Entrada gratuita.

 

"Rua do Brincar", no Museu do Futebol

 

O evento "Rua do Brincar", no Museu do Futebol, contará com diversas atividades, como: oficinas de slackline, parkour, skate e grafitagem. Mas o esporte também não fica  de fora: haverá um campinho de futebol disponível para os pequenos. Gratuito, ele ainda contará com uma discotecagem de músicas brasileiras.

 

Quando: 12 de outubro, das 10h às 17h;

Onde: Museu do Futebol (Praça Charles Miller - Pacaembu);

Ingressos: Entrada gratuita.

 

Museu da Língua Portuguesa: Festival Dia das Crianças

 

Showzin - Canções brazucas para crianças. Foto: Divulgação

 

O Museu da Língua Portuguesa celebra a data, no Festival Dia das Crianças 2024, com circo, oficinas artísticas, gincanas e até mesmo um programa de auditório. As atividades serão gratuitas e destinadas para todas as idades, em vários espaços, como o Saguão B, Pátio B e até mesmo a calçada. Para mais informações sobre horários de cada programação, acesse o site da instituição.

 

Quando: 12 de outubro, 10h às 17h;

Onde: Museu da Língua Portuguesa (Praça da Luz, s/n - Luz);

Ingressos: Entrada gratuita.

 

Espetáculo "Dinossauros do Brasil"

 

Evento do Sesc também ocorre no domingo (13). Foto: Divulgação/Sesc

 

"Dinossauros do Brasil" é um espetáculo para toda a família. A peça faz uma viagem histórica e retorna aos tempos em que os dinossauros habitavam o planeta. Voltando às épocas jurássicas, ela conta sobre 13 espécies que viviam pelo Brasil.

 

Quando: 12 e 13 de outubro, às 15h;

Onde: Sesc 14 Bis (R. Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista)

Ingressos: Entrada gratuita.

 

Peça "Ursinho Pooh - O Novo Musical"

 

Peça de desenho animado ocorre no Teatro Villa Lobos. Foto: Divulgação/Pamela Raith

 

O famoso personagem da Disney, Ursinho Pooh, convida as crianças a conhecer sua história no Teatro Villa Lobos com o espetáculo "Ursinho Pooh, da Disney: o Novo Musical".

 

A peça retrata as aventuras de Pooh e seus amigos no Bosque dos Cem Acres, cidade fictícia do desenho, onde enfrentam desafios ao longo das estações, especialmente com a ausência de Christopher Robin, que está na escola. A trama destaca como a amizade é fundamental para superar as dificuldades.

 

Quando: 12 e 13 e3 outubro, às 11h, 14h e 17h;

Onde: Teatro Villa Lobos (Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 - Jd. Universidade Pinheiros)

Ingressos: Entre R$ 21,18 e R$ 250.

Tags:
O ex-The Beatles se apresenta em São Paulo em com a turnê Got Back.
por
Fabrício Gracioso De Biasi
|
11/10/2024 - 12h

 

Foto poor Marcos Hermes


 
   O cantor e compositor Paul McCartney, de 82 anos, deu início à sua turnê “Got Back” de 2024 na América Latina. A jornada começou no dia 1º de outubro, com uma apresentação em Montevidéu, no Uruguai, onde o artista entoou 37 sucessos que marcaram sua carreira.
   Além de clássicos da época dos Beatles, como "Hey Jude" e "Let It Be", McCartney surpreendeu os fãs com a apresentação de “Now and Then”, seu último single, que traz à tona a nostalgia e o legado da banda que fez sucesso em 1960, apelidando o período de “Beatlemania”.
   A Bonus Track, responsável pela produção dos shows no Brasil, já fez indicações de uma provável setlist para as apresentações que acontecerão em solo brasileiro, baseadas no repertório do Uruguai.
   Algumas faixas que provavelmente farão parte das apresentações são: “A Hard Day’s Night”, “Junior’s Farm”, “Letting Go”, “She’s a Woman”, dentre várias outras, incluindo o recente lançamento “Now and Then”.  
   Os fãs brasileiros poderão desfrutar de três shows: nos dias 15 e 16 de outubro, em São Paulo, no Allianz Parque, e no dia 19 de outubro, em Florianópolis, no Estádio Ressacada.
   Vale destacar que, em sua última passagem pelo Brasil, em 2023, McCartney fez cinco apresentações em diferentes cidades, vendendo mais de 2 milhões de ingressos. O artista, que é sempre uma atração do Brasil, se apresentou em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro, o que consolida sua popularidade com o público.  

Turnê Got Back – Paul McCartney


Quando: 15 e 16 de outubro (São Paulo) e 19 de outubro (Florianópolis);
Onde: Allianz Parque, em São Paulo, e Estádio Aderbal Ramos da Silva (Ressacada), em Florianópolis;
Ingressos: a partir de R$ 300.

Tags:
Após 20 anos do segundo filme, a atriz confirmou sua participação na franquia.
por
Kiara Elias
|
11/10/2024 - 12h
Atriz Anne Hathaway posando com um vestido branco e joias coloridas.
Anne Hathaway anuncia “O Diário da Princesa 3”(Foto:Reprodução/Instagram/@annehathaway)

 

A franquia de "Diário da Princesa" ganhará uma continuação. O longa, que ainda não tem previsão de estreia, é esperado para 2025 e terá Anne Hathaway, que também protagonizou os dois primeiros filmes, vinte anos atrás, como personagem principal. O filme está em desenvolvimento desde 2022, após rumores de um possível retorno da produção. 

Anne Hathaway comentou em uma entrevista ao Entertainment Tonight que adoraria participar e que torcia para esse “comeback”. Julie Andrews, que interpreta a Rainha Clarisse, disse ao The Hollywood Reporter, na mesma época, que não tinha interesse em participar da sequência devido a morte do diretor original, Garry Marshall. 

Os filmes são uma adaptação dos romances de Meg Cabot, de nome homônimo, que contam a história de Mia Thermopolis (Anne Hathaway). Ela é uma estudante comum que depois de 15 anos vivendo uma vida “normal” em São Francisco com sua mãe, descobre que herdou de seu pai o trono de Genóvia.

Durante o primeiro filme, lançado em 2002, Mia recebe aulas de etiqueta de sua avó paterna (Julie Andrews) para aprender a se portar como uma princesa. Já no segundo, Mia volta a Genóvia, após a formatura, e assume seu papel como futura rainha. Perto de seu 21º aniversário, ela descobre uma cláusula na constituição do país para a realeza, que a obriga a se casar antes de sua coroação. Com apenas 30 dias para “encontrar um marido”, Mia se vê pressionada entre as tradições do reino ou a luta pelo direito de governar sozinha.

Imagem do filme "O Diário da Princesa 2" com Anne Hathaway e Julie Andrews caracterizadas de Mia Thermopolis e Rainha Clarisse, respectivamente.e
Anne Hathaway tinha 18 anos quando estreou em O Diário da Princesa. FOTO: Divulgação Disney

 

Com direção de Adele Lim, que trabalhou em filmes como “Loucas em Apuros” (2023), “Podres de Ricos” (2018) e “Raya e o Último Dragão” (2021), a expectativa é que a trama da Disney traga os novos desafios de Mia após assumir o posto de rainha do pequeno país europeu.

Em uma postagem no Instagram, Anne Hathaway divulgou um clipe dos dois primeiros filmes e anunciou que está "de volta à Genóvia." Na legenda, escreveu: "O conto de fadas continua." Até agora, Julie Andrews, que interpretou a rainha Clarisse Renaldi, não foi confirmada na nova produção.

Tags: