Estabelecimento 24 horas oferece tira gostos, pratos clássicos, pizzas, hambúrgueres, bebidas e drinks autorais
por
Julia da Justa Berkovitz
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26/03/2026 - 12h

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, o histórico Riviera Bar chama a atenção em meio ao caos paulistano. Inaugurado em 1949, o espaço passou por reestruturações e modernizações ao longo destes 77 anos. Todavia, sua icônica marca registrada, o balcão vermelho, segue intacta e viva na memória coletiva de São Paulo. O bar que já recebeu ícones brasileiros, como Chico Buarque e Elis Regina, agora é um fenômeno nas redes sociais.

Riviera Bar.
A localização do espaço é estratégica e acessível para os paulistanos. A estação Paulista/Consolação, presente nas linhas amarela e verde do metrô, fica a 100 metros do estabelecimento. O letreiro vermelho e branco chama a atenção e transmite a estética do local. Foto: Julia Berkovitz.

 

Piso térreo - Riviera Bar.
Ao entrar no bar, diversas pessoas estão sentadas ao redor do icônico balcão vermelho. Nele, são servidos drinks clássicos e autorais, batidas, chopp, cervejas e coquetéis não alcoólicos. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho com trecho do manifesto antropofágico.
Do outro lado do balcão, um trecho do Manifesto Antropofágico (1928), de Oswald de Andrade. Uma forma de reafirmar a brasilidade e originalidade do local, mesclando história com modernidade. Foto: Julia Berkovitz.

 

Segundo piso- Riviera Bar.
O piso superior é repleto de mesas que, mesmo em uma quinta-feira chuvosa, estavam lotadas. Happy hours, aniversários, encontros, o Riviera tem de tudo. A iluminação intimista majoritariamente vermelha deixa o ambiente descontraído e misterioso. Foto: Julia Berkovitz.

 

Hambúrgueres e batatas fritas.
Pão, carne e queijo. Um lanche clássico acompanhado de fritas e maionese da casa. Mesmo no básico, há detalhes que revelam uma das mensagens mais importantes do local: “Estamos abertos 24 horas”. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho: "O prazer de ser você".
Mais um letreiro do Riviera. Este está presente no corredor dos banheiros, tanto do térreo quanto do piso superior. Dentre as publicações feitas no Instagram e no Tik Tok, esta é uma das frases preferidas para as legendas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placa: "Acorda, Cinderela. Seus drinks, suas regras".
Uma mensagem necessária. Todo e qualquer lugar deve reafirmar seu compromisso na luta contra o assédio e a violência sexual. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placas - Rua da Consolação e Av. Paulista.
A cidade brasileira que não dorme. Conhecer o Riviera Bar não é fugir do caos, muito pelo contrário, é estar no centro dele e apreciar sua vida ininterrupta, já que o próprio espaço nunca fecha as portas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Acesso de tiques de ofensas racistas de ativista com síndrome de Tourette causou controvérsia
por
Daniela Cid
Davi Madi
|
03/03/2026 - 12h

O BAFTA, premiação da academia britânica de cinema, anunciou os seus vencedores no domingo (22). A premiação, que é a última da temporada antes do Oscar, foi marcada por surpresas e polêmicas envolvendo produtor de filme premiado durante a entrega dos troféus. John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, gritou insultos racistas involuntários durante categoria apresentada por Michael B. Jordan e Delroy Lindo.

O polêmico incidente racial

 

John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming
John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming

 

A entrega do primeiro prêmio da noite foi feita pelos atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo. Durante o anúncio do vencedor da categoria de Melhores Efeitos Visuais, os astros do filme “Pecadores” foram interrompidos por um grito de ofensas racistas vindas da plateia. Confira o momento: 

https://x.com/Phil_Lewis_/status/2025692213775372737?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2025692213775372737%7Ctwgr%5Ea14cdb8cf69c7d584f0db5cfb83c6206224b2c55%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.omelete.com.br%2Ffilmes%2Ftourette-john-davidson-bafta-pecadores

O xingamento foi proferido pelo ativista da Síndrome de Tourette, John Davidson, inspiração para a produção do filme “I Swear”, da Escócia, obra que concorria a 5 categorias da premiação. A injúria foi proferida durante um acesso de tiques nervosos provocados por um sintoma do distúrbio do escocês, a “coprolalia”, reação vocal que consiste em “soltar” palavrões ou ofensas socialmente inadequadas, de forma involuntária. 

Aos 25 anos, Davidson foi diagnosticado com a síndrome. A coprolalia, condição específica do escocês, é presente entre 10% a 30% das pessoas com a condição, se destacando especificamente pela característica de proferir xingamentos e falas inapropriadas. 

Os atores que estavam apresentando a categoria seguiram com a premiação, mas o ativista se retirou do evento logo após o incidente.  

Em seguida à entrega do prêmio, o ator e apresentador da cerimônia, Alan Cumming, veio ao palco para se pronunciar sobre o ocorrido: “Vocês podem ter notado uma linguagem forte ao fundo. Isso pode fazer parte da forma como a síndrome de Tourette se manifesta em algumas pessoas”. 

Pouco tempo depois, Cumming retornou para complementar o pronunciamento: “A síndrome de Tourette é uma deficiência e os tiques que vocês ouviram hoje à noite são involuntários, o que significa que a pessoa não tem controle sobre a linguagem. Pedimos desculpas se alguém se sentiu ofendido”. 

O incidente repercutiu negativamente após a premiação, com personalidades de Hollywood criticando John Davidson e a organização do BAFTA. O ator Jamie Foxx se expressou em suas redes sociais, afirmando que o ocorrido é “inaceitável”, e que o ativista britânico “quis dizer aquela merda”. 

Outras figuras presentes na produção de “Pecadores” também se manifestaram, em crítica aos organizadores do evento. A diretora de arte do filme, Hannah Beachler apontou que o pronunciamento do apresentador foi “superficial”: “O que piorou a situação foi o pedido de desculpas, do tipo 'se você se sentiu ofendido', no final do espetáculo”. 

Logo após a cerimônia, Delroy Lindo também comentou sobre a forma como a academia lidou com a situação. “Fizemos (Lindo e Jordan) o que tínhamos que fazer, mas gostaria que alguém do BAFTA tivesse falado conosco depois”. 

A crítica à academia britânica se dá principalmente pelo fato do BAFTA ser transmitido com duas horas de atraso, a fim de possibilitar a edição de momentos que devam ser removidos da versão final. Este corte ocorreu com falas de vencedores que se manifestaram politicamente durante suas falas, enquanto o incidente envolvendo Jordan e Lindo foi mantido na transmissão. 

Um exemplo se deu no discurso do cineasta Akinola Davies Jr, vencedor do prêmio de Melhor Estreia Britânica pelo filme “My Father’s Shadow”. Durante a recepção do troféu, o diretor se manifestou politicamente dizendo “Palestina livre”, o que foi censurado da versão final. 

No dia seguinte (23), a organização do BAFTA emitiu um comunicado pedindo desculpas pelas ofensas raciais, afirmando que os convidados haviam sido informados sobre a condição de Davidson, e que os tiques proferidos pelo ativista “não refletem, de maneira alguma, suas crenças”. Na carta, a academia britânica aproveitou para agradecer a Jordan e Lindo “por sua incrível dignidade e profissionalismo”, e se responsabilizar pelo ocorrido, e continuar levando a inclusão como princípio fundamental da premiação.  

Três dias após a cerimônia (25), Davidson entrou em contato com a Variety para se comunicar sobre o incidente, afirmando que sentiu vergonha durante o evento: “Quando meus tiques vieram, meu estômago afundou. Senti uma onda de constrangimento.” 

O ativista aproveitou para explicar como a coprolalia afeta sua reação com a Síndrome de Tourette, afirmando que tentar segurar suas reações involuntárias é como “sacudir uma garrafa de refrigerante fechada”: “Fico, e sempre fiquei, profundamente mortificado se alguém considerar meus tiques involuntários como intencionais ou como tendo qualquer significado”.  

Após o incidente, o evento seguiu com a entrega das estatuetas.  

“Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, foi consagrado o grande vencedor da noite, levando seis estatuetas de 14 indicações para casa, incluindo o prêmio de Melhor Filme e Melhor Direção, mantendo-se como favorito aos principais prêmios da temporada, após vitórias em outras cerimônias. Logo atrás, "Pecadores” de Ryan Coogler, anotou 13 nomeações, saindo com a vitória em três categorias, se consagrando como filme de um diretor negro mais premiado da história do BAFTA.

Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One
Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One

 

O Brasil também marcou presença com 4 indicações. “O Agente Secreto” concorreu a Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Melhor Roteiro Original.  “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, também foi indicado a Melhor Documentário, assim como o filme “Sonhos de Trem”, indicado a Melhor Fotografia pelo trabalho do brasileiro Adolpho Veloso, mas nenhum deles levou o prêmio. As estatuetas foram, respectivamente para: “Valor Sentimental”, “Pecadores”, “Mr. Nobody Against Putin” e “Uma Batalha Após a Outra”  

A grande surpresa da noite se deu nas premiações individuais, com destaque à estatueta de Melhor Ator, que ficou com o inglês Robert Aramayo pelo filme “I Swear”. 

A obra, que não teve destaque em outras cerimônias da temporada, adapta a vida do ativista escocês John Davidson, e sua luta contra as dificuldades da síndrome de Tourette, condição do sistema nervoso que lhe faz ter acessos de tiques de movimento e fala involuntários. O filme ainda levou os prêmios de Melhor Direção de Elenco e Revelação do Ano ao ator protagonista. 

Aramayo vence a estatueta, desbancando grandes favoritos, como Leonardo DiCaprio, em “Uma Batalha Após a Outra”, Michael B. Jordan, em “Pecadores”, e Timothée Chalamet, que já levou os prêmios de Melhor Ator no Critics’ Choice Award e no Globo de Ouro, por sua performance em “Marty Supreme”. O brasileiro Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro em Melhor Ator em Filme de Drama por “O Agente Secreto”, não foi indicado.

 

Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo
Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo 

Nas demais categorias individuais, a atriz inglesa Jessie Buckley manteve o favoritismo pelo  trabalho em “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, e levou a estatueta. As categorias de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes tiveram vencedores inéditos em relação às outras premiações da temporada, com a britânica-nigeriana Wunmi Mosaku e o estadunidense Sean Penn sendo premiados por seus trabalhos, respectivamente em “Pecadores” e “Uma Batalha Após a Outra”.

Confira abaixo a lista de indicações, e dos premiados.

Indicados a Melhor filme:  

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor)  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Valor Sentimental  

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

 

Indicados a Melhor filme de língua Não-Inglesa: 

  • Valor Sentimental (Vencedor)  

  • Foi Apenas uma Acidente 

  • O Agente Secreto  

  • Sirat 

  • A Voz de Hind Rajab 

 

Melhor Roteiro Original: 

  • Pecadores (Vencedor)  

  • I Swear  

  • Marty Supreme 

  • O Agente Secreto 

  • Valor Sentimental 

 

Melhor Roteiro Adaptado: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Bugonia 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Pillion 

 

Melhor Ator: 

  • Robert Aramayo – I Swear (Vencedor) 

  •  Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra 

  •  Timothée Chalamet – Marty Supreme 

  •  Jessie Plemons – Bugonia  

  • Ethan Hawke – Blue Moon 

  • Michael B. Jordan – Pecadores  

 

Melhor Atriz: 

  • Jessie Buckley - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Rose Byrne - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria 

  • Kate Hudson - Song Sung Blue: Um Sonho a Dois 

  • Emma Stone - Bugonia 

  • Chase Infiniti - Uma Batalha Após a Outra 

  • Renate Reinsve - Valor Sentimental 

 

Melhor Ator Coadjuvante: 

  • Sean Penn - Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Benicio del Toro - Uma Batalha Após a Outra 

  • Jacob Elordi - Frankenstein 

  • Paul Mescal - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Peter Mullan - I Swear 

  • Stellan Skarsgard - Valor Sentimental 

 

Melhor Atriz Coadjuvante:  

  • Wunmi Mosaku – Pecadores (Vencedora) 

  • Odessa A'Zion - Marty Supreme 

  • Inga Ibsdotter Lilleaas - Valor Sentimental 

  • Teyana Taylor - Uma Batalha Após a Outra 

  • Emily Watson - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Carey Mulligan - The Ballad of Wallis Island 

 

Melhor direção:  

  • Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra (Vencedora) 

  • Ryan Coogler - Pecadores 

  • Chloé Zhao - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Josh Safdie - Marty Supreme 

  • Joachim Trier - Valor Sentimental 

  • Yorgos Lanthimos – Bugonia 

 

Melhor filme Britânico:  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Extermínio: A Evolução 

  • Pillion 

  • I Swear 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Morra, Amor 

  • Bridget Jones: Louca Pelo Garoto 

  • H is For Hawk 

  • Mr. Burton 

  • Steve 

 

Melhor Estreia de um Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico: 

  • Akinola Davies Jr. e Wale Davies - My Father’s Shadow (Vencedores) 

  • Jack King, Hollie Brian e Lucy Meer - The Ceremony 

  • Harry Lighton - Pillion 

  • Myrid Carten - A Want in Her 

  • Cal McMau, Hunter Andrews e Eoin Doran - Wasteman 

 

Melhor Animação:  

  • Zootopia 2 (Vencedor) 

  • Elio 

  • A Pequena Amelie 

Melhor Documentário: 

  • Mr. Nobody Against Putin (Vencedor) 

  • A 2000 Metros de Adriivka 

  • Seymour Hersh: Em Busca da Verdade 

  • Apocalipse nos Trópicos 

  • A Vizinha Perfeita 

 

Melhor Fotografia: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Sonhos de Trem 

Melhor Direção de Elenco: 

  • I Swear (Vencedor) 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Valor Sentimental 

  • Marty Supreme 

 

Melhor Filme para Crianças e Família:  

  • Boong (Vencedor) 

  • Arco 

  • Lilo & Stitch 

  • Zootopia 2 

 

Melhor Montagem: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

  • Casa de Dinamite 

 

Melhor Figurino:  

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Maquiagem e Penteado: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Trilha Sonora: 

  • Pecadores (Vencedor) 

  • Bugonia 

  • Frankenstein 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Uma Batalha Após a Outra 

 

Melhor Som: 

  • F1: O Filme (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Tempo de Guerra 

 

Melhor Design de Produção: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

 

Melhores efeitos especiais: 

  • Avatar: Fogo e Cinzas (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Frankenstein 

  • O Ônibus Perdido 

  • Como Treinar o Seu Dragão 

 

Melhor Curta Britânico: 

  • This is Endometriosis (Vencedor) 

  • Magid/Zafar 

  • Nostalgie 

  • Terence 

  • Welcome Home Freckles 

 

Melhor Curta Britânico de Animação: 

  • Two Black Boys In Paradise (Vencedor) 

  • Cardboard 

  • Solstice 

 

Revelação do ano: 

  • Robert Aramayo (Vencedor) 

  • Chase Infiniti 

  • Miles Caton 

  • Archie Madekwe 

  • Posy Sterling 

 

 

 

Torcida recepciona delegação com grande festa e Rollheiser marca gol decisivo contra o Palmeiras
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
|
19/11/2025 - 12h

 

A vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Palmeiras, no último sábado (15), em jogo atrasado da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, veio em uma Vila Belmiro pulsante desde muito antes do apito inicial. A torcida alvinegra tomou as ruas no entorno do estádio e fez uma grande festa já na chegada da delegação, com direito a corredor de fogo para recepcionar o ônibus da equipe. Dentro de campo, o argentino Benjamin Rollheiser decidiu o clássico com o gol que garantiu três pontos importantíssimos que tiraram o Peixe da zona de rebaixamento.

Entre sinalizadores e cantos fortes, a recepção da torcida santista incendiou a Vila Belmiro. Foto: Jalile Elias
Entre sinalizadores e cantos fortes, a recepção da torcida santista incendiou a Vila Belmiro. Foto: Jalile Elias
Santistas prepararam um corredor de fogo para recepcionar o ônibus do time. Foto: Jalile Elias
Santistas prepararam um corredor de fogo para recepcionar o ônibus do time. Foto: Jalile Elias
A Vila estava “em chamas” para receber o clássico entre Santos e Palmeiras. Foto: Lais Romagnoli
A Vila estava “em chamas” para receber o clássico entre Santos e Palmeiras. Foto: Lais Romagnoli
 A torcida do Santos bateu recorde de público no ano na Vila Belmiro: 14.651 torcedores. Foto: Lais Romagnoli
A torcida do Santos bateu recorde de público no ano na Vila Belmiro: 14.651 torcedores. Foto: Lais Romagnoli
Faixas e adereços são comuns nas arquibancadas, ainda mais pelo clima de decisão. Foto: Lais Romagnoli
Faixas e adereços são comuns nas arquibancadas, ainda mais pelo clima de decisão. Foto: Lais Romagnoli
Até essa partida, o Santos tem uma média de 17.438 torcedores como mandante. Foto: Lais Romagnoli
Até essa partida, o Santos tem uma média de 17.438 torcedores como mandante. Foto: Lais Romagnoli
“Pra cima deles”: a força dos torcedores no Alçapão empurrou o Peixe. Foto: Lais Romagnoli
“Pra cima deles”: a força dos torcedores no Alçapão empurrou o Peixe. Foto: Lais Romagnoli
A arquibancada pulsava enquanto os sinalizadores iluminavam a noite santista. Foto: Jalile Elias
A arquibancada pulsava enquanto os sinalizadores iluminavam a noite santista. Foto: Jalile Elias
Em meio às provocações de um clássico, torcedor santista estampa a placa de “Sem Mundial”, provocando o Palmeiras devido ao título da Copa Rio de 1951, vencida pelos palmeirenses e considerado por eles um título mundial. Foto: Jalile Elias
Em meio às provocações de um clássico, torcedor santista estampa a placa de “Sem Mundial”, provocando o Palmeiras devido ao título da Copa Rio de 1951, vencida pelos palmeirenses e considerado por eles um título mundial. Foto: Jalile Elias

 

O cenário onde cada canto carrega uma história
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
|
17/11/2025 - 12h

 

 

Um passeio pelos cartões-postais de Salvador, onde história, fé, música e mar se encontram a cada esquina. Dos monumentos às paisagens, cada ponto turístico carrega a força cultural que faz da cidade um dos destinos mais vibrantes do Brasil.

Bonfim: fé, tradição e esperança. Foto: Jalile Elias
Bonfim: fé, tradição e esperança. Foto: Jalile Elias
As fitinhas que guardam votos e promessas. Foto: Jalile Elias
As fitinhas que guardam votos e promessas. Foto: Jalile Elias
A igreja mais simbólica da devoção baiana. Foto: Jalile Elias
A igreja mais simbólica da devoção baiana. Foto: Jalile Elias
A Igreja da Gamboa entre o mar e a devoção. Foto: Jalile Elias
A Igreja da Gamboa entre o mar e a devoção. Foto: Jalile Elias
Gamboa: fé abraçada pela praia. Foto: Jalile Elias
Gamboa: fé abraçada pela praia. Foto: Jalile Elias
 ⁠O encontro entre arte, história e horizonte. Foto: Jalile Elias
O encontro entre arte, história e horizonte. Foto: Jalile Elias
Castro Alves, onde Salvador respira cultura. Foto: Lais Romagnoli
Castro Alves, onde Salvador respira cultura. Foto: Lais Romagnoli
A Praça Castro Alves e sua vista aberta para a Baía. Foto: Lais Romagnoli
A Praça Castro Alves e sua vista aberta para a Baía. Foto: Lais Romagnoli
Pelourinho: charme colonial em cada esquina.  Foto: Lais Romagnoli
Pelourinho: charme colonial em cada esquina.  Foto: Lais Romagnoli
 
Cores, música e movimento no Pelô.  Foto: Lais Romagnoli
Cores, música e movimento no Pelô.  Foto: Lais Romagnoli
Vista clássica do Elevador Lacerda ligando cidade alta e baixa.  Foto: Lais Romagnoli
Vista clássica do Elevador Lacerda ligando cidade alta e baixa.  Foto: Lais Romagnoli

 

O thriller político estrelado por Wagner Moura chega aos cinemas no dia 6 de novembro
por
Isabelle Rodrigues
|
19/09/2025 - 12h

O filme "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, foi escolhido nesta segunda-feira (15) pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2026 na categoria de Melhor filme internacional. Após a vitória do longa "Ainda estou aqui", de Walter Salles, o país voltou a brilhar aos olhos da mídia estrangeira, já que além das discussões em torno do prêmio, o público brasileiro movimentou a premiação como nunca antes. 

O longa do diretor pernambucano, situado em 1977, narra a história de Marcelo (Wagner Moura) que se refugia em Recife, após acontecimentos violentos em seu passado. Após buscar abrigo com outros grupos marginalizados, Marcelo acaba se envolvendo nos conflitos políticos e étnicos escondidos pela cidade.

Entre o elenco, estão nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone e Alice Carvalho

Elenco de agente secreto reunido para a exibição e premiação do filme no festival Cannes. Foto: reprodução / IMDB
Elenco de agente secreto reunido para a exibição e premiação do filme no festival Cannes. Foto: reprodução / IMDB

A indicação, porém, não significa que o filme já esteja entre os finalistas. A escolha dos longas a participarem da cerimônia acontece por meio de pré-seleções. Todos os países têm direito a enviar um candidato para a apuração, sendo necessário que o filme tenha sido feito fora dos Estados Unidos e com mais de 50% dos diálogos em qualquer língua, menos o inglês. Depois, o filme é selecionado de acordo com a crítica e o voto interno, determinando assim os cinco concorrentes finais. Por conta dessas etapas, vários filmes brasileiros já caíram na pré-seleção.

Antes de "Ainda estou aqui", o último filme nacional classificado foi "O ano que meus pais saíram de férias", do diretor Cao Hamburger em 2008, que chegou até a pré-indicação. Quase dez anos depois da primeira indicação, em 1999, de "Central do Brasil" de Walter Salles, que chegou a ser um dos finalistas.

O longa já conquistou oito prêmios, entre eles o de Melhor ator, para Wagner Moura e de Melhor diretor para Kleber Mendonça Filho, ambos no Festival de Cannes.

O Agente Secreto conta com exibições especiais por todo o país e estará disponível nos cinemas brasileiros a partir de 6 de Novembro.

Segue abaixo, o trailer da produção

Fenômeno da HBO Max chega ao fim sendo aclamada pela crítica
por
Laura Teixeira
|
30/05/2023 - 12h

Finalizada neste domingo (28), Succession foi criada por Jesse Armstrong e estreou no canal de streaming HBO Max em 2018. A série conta a história da família Roy, proprietária da WayStar Roy, um dos maiores conglomerados de mídia dos Estados Unidos. 

O início da primeira temporada é marcada pelo adoecimento de Logan Roy (Brian Cox), patriarca da família e comandante da empresa. Esse acontecimento faz com que seus filhos Shiv (Sarah Snook), Roman (Kieran Culkin), Connor (Alan Ruck) e Kendall (Jeremy Strong) comecem a disputa pelo poder.

Divulgação da  primeira temporada/ reprodução: HBO Max

Quando lançada, a série não teve tanta adesão do público como em suas temporadas finais. Com termos técnicos e diálogos difíceis, seu roteiro prometia uma trama bastante conhecida pelo público: ricos disputando por negócios. A genialidade da série aos poucos foi se mostrando quando ela atualizou o tema batido e complexificou os personagens com muitos acontecimentos inspirados na vida real. Succession consegue mostrar ao público os bastidores, momento que  a burguesia faz de tudo para a manutenção do poder.

  Apesar de se passar nos Estados Unidos, Succession cativou fãs em todo o mundo, inclusive no Brasil. O delírio coletivo de que bilionários tinham vidas fora do comum e eram pessoal a cima da média foi desmontado pela série. Além disso, por ser uma trama de bastidores de uma família rica, as curiosidades que as pessoas têm vai além dos EUA . A critica de cinema Isabela Boskov afirmou ser um dos finais mais bem construidos da historia da TV, podendo ser comparada com outros sucessos da HBO como Os Sopranos. Outros veículos brasileiros como o Omelete Tv também viram a série como uma obra prima contemporânea, extrapolando as fronteiras norte americanas.

Tudo começa com os filhos ansiosos pela retirada do pai do cargo de CEO na empresa. Enquanto Logan Roy passa dias difíceis no hospital, Kendall Roy planeja tomar seu lugar e ser o mais novo magnata das mídias dos EUA. O comportamento supostamente transgressor de Kendall é bastante recorrente em todas as temporadas, mas em momentos de crise, o personagem se mostra bastante infantil, buscando a aprovação do pai e que ele resolva tudo quando as coisas dão completamente errado. 

No mesmo momento do adoecimento do patriarca, outro evento importante acontece. Tom Wambsganss (Matthew Macfadyen) pede Shiv em casamento, sendo mais um a disputar um pedaço do poder. Junto com o primo Greg (Nicholas Braun), Tom cumpre o papel de alguém de  fora da família que aos poucos vai adentrando, assim como o público que assiste. Pouco a pouco, os dois também são corrompidos pelo capital, uma vez que na quarta temporada ambos já pensam como um Roy e fazem a sujeira que é necessária para permanecerem ali.

Na segunda temporada, Logan já está recuperado e volta ao comando com seu filho, Kendall, que obedece ao pai como um cachorro, após fracassar na escalada ao trono. Além disso, escandalos envolvendo assédio sexual, moral, assasinatos e ocultação de cadáver vêm à tona contra executivos da área de cruzeiros da empresa, articulando todos os interessados a salvá-la. É importante ligar esse momento da ficção com a realidade, já que o ator Nicholas Braun, que interpreta o primo Greg, foi acusado de assédio sexual por diversas mulheres do ramo do entretenimento dos EUA em 2023.

O escândalo dos cruzeiros faz com que a família debata um possível CEO que não seja Roy, a fim de minimizar o caso. A temporada é encerrada com Kendall mais um vez indo contra o pai, tentando novamente chegar ao poder e, de novo, falhando. A terceira temporada é marcada pela disputa entre Logan e o filho, além de uma possível compra da WayStar Roy por uma empresa focada em tecnologia, a GoJo. Na série, ela representa as bigtechs como  Meta e Tesla, que são comandadas por jovens bilionários supostamente brilhantes, que incorporam empresas mais tradicionais.

Em 26 de março de 2023 foi lançada a última e mais bem avaliada temporada  de Succession, a qual encerra de maneira brilhante a corrida ao trono e mostra como a dinâmica de meritocracia não existe, tudo é decidido com base na persuasão. A média de avaliação de sites como IMDB e Rotten Tomatoes, crítica especializada, varia de 9 a 10, sendo uma das melhores avaliações já vistas na história da TV. 

Tom e Shiv/ fonte: HBO

Na última fase da trama,  personagens como Greg e Tom começam a colher os frutos plantados no primeiro episódio lançado em 2018, demonstrando que aprenderam o suficiente com os Roy, inclusive manipulando-os para ganharem a disputa do poder. Outro importante personagem dos episódios finais é o dono da bigtech GoJo, Lucas Matsson, sueco que brinca o tempo todo com a família, ao mesmo tempo que mostra ter comportamentos totalmente contraditórios e até criminosos. Em certa altura é dito, inclusive, que o mérito da longevidade da bigtech pouco tem a ver com seu dono e sim com a construção de homem genial que foi feita em volta dele.

As eleições americanas são destaque na temporada, quando é possível que os espectadores tenham dimensão da importância da mídia nesse momento, pois uma trama que aconteceu na vida real é retratada. 

Durante as eleições presidenciais de 2020, disputadas  entre Joe Biden e Donald Trump, o canal americano Fox News declarou a vitória para Trump e, quando o resultado oficial saiu, contrário ao republicano, a emissora usou essa declaração falsa para articular o golpe antidemocrático que ficou conhecido como o ataque ao Capitólio, no dia 6 de Janeiro de 2021.

Em Succession, o jornal ATN - pertencente à WayStar Roy - se coloca a favor do candidato de extrema direita, Jerryd Mencken (Justin Kirk), que inclusive afirma que mesmo se perder, quer começar ganhando. O paralelo com a realidade vem quando o jornal declara a vitória ao republicano, em um discurso logo após a suposta vitória, Mencken  afirma que não irá aceitar resultado diferente, usando a importância da ATN como argumento. O final da série não aborda uma tentativa de golpe, mas deixa subentendido que algo parecido pode estar prestes a acontecer.

 

Kendall Roy/ fonte: HBO

O terceiro episódio da temporada foi eleito o melhor de toda a série, com avaliação máxima pela crítica. Um acontecimento desse episódio faz com que a família tenha que lidar com o mais democrático acontecimento da humanidade: a morte. Por quatro anos Succession brinca com uma dualidade da burguesia, que se entende como superior quando na realidade não é, todos os seres possuem o mesmo fim. A morte parece fazer com que os Roy percebam isso, por toda a última temporada os jogos de poder vão ficando mais fracos e Connor, Kendall, Roman e Shiv entendem que eles, no final das contas, não são tão relevantes e excêntricos quanto o mundo faz parecer que eles sejam. Os irmãos percebem que são totalmente substituíveis. O décimo e último episódio encerra esse ciclo e demonstra que quem chega no trono não é o mais apto e sim o que mais soube jogar o jogo do poder.

 

Com a difusão desses serviços, o país está nos top 3 de consumidores de plataformas audiovisuais no mundo.
por
Iris Martins
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29/05/2023 - 12h

O Brasil é o segundo país que mais consome serviços de streaming, de acordo com o relatório de adoção de Streaming Global do Finder de 2021, ficando apenas atrás da Nova Zelândia. O estudo da companhia australiana leva em conta os 18 principais mercados de streaming do mundo, dentre eles estão: Netflix, Amazon Prime Video, HBO MAX, entre outras. A pesquisa mostrou que pelo menos 65% dos adultos brasileiros possuem um serviço de streaming, enquanto a média global é de 56%. Foram considerados 28.547 adultos de 18 países, e o Brasil ficou em segundo por uma diferença de 0,26%.

Este é exemplo claro da popularização dos serviços de filmes e séries online é o evento Tudum da Netflix. Sua primeira edição, realizada em 2020, contou com experiências imersivas e novidades para os amantes das produções da plataforma, contabilizando mais de 50.000 pessoas durante os quatro dias de evento. Já a segunda e terceira edições do festival tiveram que ser realizadas de maneira remota dada à pandemia de COVID-19. A atriz Maisa Silva, é a apresentadora oficial da Tudum, estratégia inteligente para cativar o público jovem fã de cultura pop. O sucesso do streaming e do evento se comprovou em 2023 com o esgotamento de ingressos em apenas uma hora após sua liberação.

Isadora Pinho, de 21 anos, consumidora assídua dessas plataformas e estudante de psicologia, relata: “Hoje tem a possibilidade de assistir de qualquer dispositivo, seja ele uma televisão, um computador ou celular, e às vezes trazer um pouco de entretenimento para um momento estressante independente do lugar.” De acordo com a NordVPN, especializada em cibersegurança, o brasileiro gasta cerca de 92 horas por semana na internet, mas a atividade que mais toma seu tempo é assistir streaming, com 13 horas semanais. A jovem conta que não foge das estatísticas: “Acho que passo em média umas 4 horas por dia, porque eu adoro descansar assistindo filme ou série sozinha enquanto faço alguma coisa, tipo pintar as unhas ou fazer alguma maquiagem. Mas também porque eu gosto muito de ver filmes sobre alguns assuntos da faculdade, muitas vezes recomendados pelos meus professores, pra poder me inteirar da matéria."

Logos de alguns dos principais streamings (Montagem por: Iris Martins)
Logo dos principais streamings (Montagem por: Iris Martins)

A fuga da realidade é um fator bem atrativo para as pessoas. A antropóloga Milena Leão conta mais sobre o assunto em entrevista para a AGEMT: “Uma das características mais marcantes dos brasileiros é o caráter "descolado". Do malandro, brincalhão que tem seu tom pejorativo em muitos contextos de xenofobia, mas que reflete uma característica do brasileiro de estar aberto ao novo, ao entretenimento. E sim, muitas vezes na busca pelo escapismo, denotando um certo descompromisso com a realidade, nem que seja pelo período de um episódio.”

Com os serviços de streaming cada vez mais populares, outra questão levada em conta é: o acesso ao entretenimento. É de se imaginar que quando com preços acessíveis para a população há um maior público e o mesmo acontece com os streamings.  “É importante deixar claro que não devemos generalizar, tão pouco esquecer que apesar de acessível para muitos, há uma parcela da população que não tem acesso, uns devido a índices de pobreza e outros por não conseguirem se comprometer com uma mensalidade regular, o que acredito ter gerado uma nova dinâmica de atendimento para esse público, onde muitos serviços abriram mão de termos de fidelidade permitindo uma certa fluidez de entrada e saída de assinantes”, relata Milena.

Porém, no caminho contrário, a Netflix pretende taxar seus assinantes que compartilham a senha. Na última terça-feira, 23 de maio, a multinacional passou a cobrar R$12,90 mensais para o compartilhamento de senha da plataforma com pessoas de fora da residência principal do assinante. Segundo a empresa, a assinatura permanece liberada para os residentes de uma mesma casa - compartilhadores da mesma internet. Porém, caso você queira utilizar o streaming fora dessa conexão será necessário a assinatura extra limitada a uma assinatura no plano padrão e duas no extra. Tal decisão deve impactar no acesso às mídias oferecidas pela plataforma. O conteúdo passa a ficar cada vez mais restrito por esse aumento no preço e limitação de compartilhamento. Internautas têm expressado seu descontentamento com a decisão, mas a empresa não se posicionou a respeito.

 

Paralisação acontece desde o dia 02/05 e não tem previsão de acabar.
por
Giovanna Montanhan
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11/05/2023 - 12h

Os membros do Sindicato dos Roteiristas da América (WGA, como é abreviado em inglês) decidiram parar de trabalhar em protesto às condições de trabalho que enfrentam e salários abaixo do ideal dado a quantidade de demandas. A greve dos roteiristas começou nesta terça-feira (05), e já afeta a produção de programas de entrevistas, séries e filmes nos Estados Unidos. 

Uma das principais reivindicações é a melhoria nas remunerações por roteiros e no amparo trabalhista para profissionais que são responsáveis por tornar toda a produção possível.

ROTEIRISTAS
Foto: Membros do WGA protestam do lado de fora dos estúdios Sunset Bronson em Los Angeles.
Reprodução: Luís Sinco/Los Angeles Time 

A greve teve início após meses de negociações entre o WGA e os estúdios de cinema e televisão, que não conseguiram chegar a um acordo. Expressaram apoio à paralisação dos roteiristas: a atriz Jennifer Coolidge,que também é membro do sindicato de atores - Screen Actors Guild (SAG), Cynthia Nixon, Amanda Seyfried, Quinta Brunson, os apresentadores Jimmy Fallon e Seth Meyers. 

A paralisação afeta diretamente o calendário de lançamento de filmes e o cronograma de produção de episódios de seriados. Estima-se que inúmeros programas e episódios possam ser paralisados, inclusive muitos deles já começaram a ser reprisados, como Jimmy Kimmel Live e The Late Show (Canal CBS), Tonight e Late Night (Canal NBC). Além de séries de muito sucesso como, a terceira temporada da série de comédia da ABC Abbott Elementary, a sexta temporada da série da Netflix Cobra Kai,  a segunda temporada do spin off da HBO  House of Dragons e a quinta e última temporada da série de Stranger Things (Netflix. 

A indústria de entretenimento é uma das principais fontes de emprego nos EUA, de acordo com a Associação de Cinema da América (MPAA), em 2019, foram gerados $25,5 bilhões em receitas apenas no mercado doméstico, e $101 bilhões no mercado global. Ainda assim, membros do WGA afirmam que os contratos atuais não são justos o suficiente e não dão valor ao trabalho e à criatividade necessária para se produzir um bom projeto.

Não se sabe quanto tempo a greve dos roteiristas de Hollywood vai permanecer, pois de acordo com a revista Variety, o WGA afirma que a situação vai seguir até que um acordo seja feito. O sindicato pede ainda a compreensão da indústria e do público que consome diariamente os conteúdos que produzem.

 

Conteúdos de diferentes países chegam ao streaming e mostram pluralidade de cenários e contextos
por |
02/05/2023 - 12h

 Por Felipe Volpi Botter

 Existem milhares de séries na Netflix e muitas são estadunidenses, porém, nos últimos anos ela vem produzindo muitas obras em outros países, Como a La Casa de Papel, Alice in borderlands, Emilly in Paris, dentre outras. No vídeo a seguir, um usuário da Netflix responde perguntas sobre a Netflix nas séries de fora do eixo estadunidense.

Segue o link do vídeo.

https://youtu.be/ngTtfV-HKp4

 

 

 

Série conquista o público por ser uma adaptação fiel ao jogo
por
Bruna Alves
Luana Galeno
Maria Eduarda Camargo
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15/03/2023 - 12h

The Last Of Us, a nova série distópica da HBO Max, está quebrando números de audiência no streaming, ultrapassando inclusive House of the Dragon, e tornando-se a adaptação de jogo para série mais bem avaliada do IMDb (Internet Movie Database), com uma média de 9.4/10.

Baseada no jogo premiado da Naughty Dog com a Playstation, a produção de Neil Druckmann e Craig Mazin conta com 9 episódios que retratam a jornada de Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) tentando sobreviver em um mundo pós-apocalíptico.

A trama se passa 20 anos após o colapso da humanidade devido à pandemia de uma variante do fungo Cordyceps. A mutação ataca o cérebro do hospedeiro humano, transformando-o em "Infectado" - um ser ainda vivo mas incapaz de controlar suas ações. Os níveis de infecção se desenvolvem ao longo do tempo após a mordida — ou no caso do jogo, a inalação de esporos.

Infectado na série The last of Us. Fonte: The Enemy
Infectado na série The last of Us. Fonte: The Enemy

Joel, o personagem masculino principal, é um contrabandista que se depara com o roubo de sua carga. Para recuperá-la, ele deveria levar Ellie, a jovem protagonista, para o quartel general dos Vagalumes (grupo paramilitar opositor ao governo). Mais tarde, ele descobre que Ellie é imune ao vírus, revelando o interesse dos Vagalumes por ela. Com esta missão, um homem sem esperanças e uma criança provocadora encaram barreiras que vinte anos de caos trouxeram.

O Jogo

In game shot. Fonte: Playstation
In game shot. Fonte: Playstation

O jogo – lançado em 2013 para o Playstation 3 e remasterizado em 2014 – começou sua produção em 2009, depois do último sucesso da empresa Naughty Dog com Uncharted 2, e desde então revolucionou a indústria de jogos. Com inovação na criação do enredo, grande desenvolvimento de trilha sonora e protagonismo feminino, o jogo ganhou 196 prêmios de mídia especializada, incluindo 3 BAFTAs (British Academy of Film and Television Arts).

A trilogia, que conta também com The Last Of Us: Parte II, lançada em 2020, segue sendo a mais premiada no universo dos games. O jogo abriu um caminho carregado de dramaturgia em um mundo antes populado somente por cenas de ação e personagens rasos. A utilização de cut scenes mais longas e a manipulação da jogabilidade dos personagens – junto de artifícios novos para a época, como finitude de recursos e exploração de histórias laterais – foi o que trouxe a beleza do cinema para o universo dos consoles. 

Outro ponto importante do jogo é a trilha sonora original – criada pelo argentino Gustavo Santaolalla e que ganhou o prêmio BAFTA – contando com composições mais naturais nas cenas de ação, que conquistou os jogadores e os críticos especializados na área. Gustavo também foi o criador da trilha sonora da série.

A Série

Fonte: The Last of Us - HBO Max
Fonte: The Last of Us - HBO Max

O aspecto de ação é mais presente no começo, com as primeiras aparições dos Infectados, e vai diminuindo gradativamente no decorrer da história. Apesar disso, a série ilustra todos os tipos de infectados presentes no primeiro jogo: Corredores, Espreitadores, Estaladores e Baiacus.

Cena do Baiacu em The Last of Us. Fonte: Rolling Stone
Cena do Baiacu em The Last of Us. Fonte: Rolling Stone

A obra segue uma linha narrativa mais dramática, focando nas frágeis relações dos personagens, tanto de Ellie e Joel, quanto deles com outros personagens. The Last of Us também explora histórias paralelas, como no episódio 3, onde é retratada a vida de Bill e Frank, meros coadjuvantes no jogo, que proporcionaram na obra da HBO uma nova perspectiva sobre o amor em um mundo apocalíptico.

Sobre os personagens principais, é possível entender as multifacetas que representam tanto Joel quanto Ellie. Ele perde sua filha, Sarah, no início do surto pandêmico — vinte anos antes da trama —, o que torna perceptível a barreira entre ele e Ellie desde o primeiro encontro dos dois. Porém, com o passar dos episódios, nota-se a aproximação entre eles e o desenvolvimento de uma relação afetuosa de “pai e filha” que Joel acreditava ter perdido. Este vínculo vai se intensificando a cada novo desafio apresentado e é assertivamente demonstrado pela atuação de Pedro Pascal e Bella Ramsey.

A adaptação também chamou uma atenção detalhista quanto à fidelidade ao jogo. Diversas cenas foram reproduzidas de forma idêntica, fazendo uso dos mesmos diálogos e até o mesmo enquadramento. Grande parte disso se deve ao fato da equipe produtora do jogo — especialmente Druckmann e Mazin — estarem envolvidos na produção da série.

Apesar disso, houveram críticas por parte dos fãs do jogo em relação a pouca exploração dos Infectados, como as frequentes "hordas de zumbis”. Porém, havia, por parte dos diretores, a preocupação em não ser repetitivo e a necessidade de adaptação para televisão.

Opinião

Comparação entre cena no jogo e na série. Fonte Imagem 1: Wikihow | Imagem 2: The Last of Us - HBO Max
Comparação entre cena no jogo e na série. Fonte Imagem 1: Wikihow | Imagem 2: The Last of Us - HBO Max

A ausência da já conhecida e cansativa “horda de zumbis” e de um Joel “à prova de balas” cria uma atmosfera muito mais crível e dramática na obra. Tudo isso é combinado ao talento de Bella Ramsey, que tira completamente a Ellie de um papel passivo e prepara o espectador para o que está por vir. A criação de uma atmosfera de suspense e um novo take no estilo zumbi são os pontos essenciais para a fórmula de sucesso da série.

Outro ponto importante de The Last of Us é o jeito como Druckmann explora as diversas facetas de um mesmo personagem. Nenhum daqueles que se opõem aos personagens principais é inerentemente mau, mas sim só um ser humano lutando por sua sobrevivência e pela vida daqueles que ama. Tanto a série como o jogo se aprofundam na característica mais humana de todas: a busca por um motivo para sobreviver. A inevitabilidade da missão é a beleza da dramaturgia de Druckmann – e da HBO.