Estabelecimento 24 horas oferece tira gostos, pratos clássicos, pizzas, hambúrgueres, bebidas e drinks autorais
por
Julia da Justa Berkovitz
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26/03/2026 - 12h

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, o histórico Riviera Bar chama a atenção em meio ao caos paulistano. Inaugurado em 1949, o espaço passou por reestruturações e modernizações ao longo destes 77 anos. Todavia, sua icônica marca registrada, o balcão vermelho, segue intacta e viva na memória coletiva de São Paulo. O bar que já recebeu ícones brasileiros, como Chico Buarque e Elis Regina, agora é um fenômeno nas redes sociais.

Riviera Bar.
A localização do espaço é estratégica e acessível para os paulistanos. A estação Paulista/Consolação, presente nas linhas amarela e verde do metrô, fica a 100 metros do estabelecimento. O letreiro vermelho e branco chama a atenção e transmite a estética do local. Foto: Julia Berkovitz.

 

Piso térreo - Riviera Bar.
Ao entrar no bar, diversas pessoas estão sentadas ao redor do icônico balcão vermelho. Nele, são servidos drinks clássicos e autorais, batidas, chopp, cervejas e coquetéis não alcoólicos. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho com trecho do manifesto antropofágico.
Do outro lado do balcão, um trecho do Manifesto Antropofágico (1928), de Oswald de Andrade. Uma forma de reafirmar a brasilidade e originalidade do local, mesclando história com modernidade. Foto: Julia Berkovitz.

 

Segundo piso- Riviera Bar.
O piso superior é repleto de mesas que, mesmo em uma quinta-feira chuvosa, estavam lotadas. Happy hours, aniversários, encontros, o Riviera tem de tudo. A iluminação intimista majoritariamente vermelha deixa o ambiente descontraído e misterioso. Foto: Julia Berkovitz.

 

Hambúrgueres e batatas fritas.
Pão, carne e queijo. Um lanche clássico acompanhado de fritas e maionese da casa. Mesmo no básico, há detalhes que revelam uma das mensagens mais importantes do local: “Estamos abertos 24 horas”. Foto: Julia Berkovitz.

 

Letreiro vermelho: "O prazer de ser você".
Mais um letreiro do Riviera. Este está presente no corredor dos banheiros, tanto do térreo quanto do piso superior. Dentre as publicações feitas no Instagram e no Tik Tok, esta é uma das frases preferidas para as legendas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placa: "Acorda, Cinderela. Seus drinks, suas regras".
Uma mensagem necessária. Todo e qualquer lugar deve reafirmar seu compromisso na luta contra o assédio e a violência sexual. Foto: Julia Berkovitz.

 

Placas - Rua da Consolação e Av. Paulista.
A cidade brasileira que não dorme. Conhecer o Riviera Bar não é fugir do caos, muito pelo contrário, é estar no centro dele e apreciar sua vida ininterrupta, já que o próprio espaço nunca fecha as portas. Foto: Julia Berkovitz.

 

Acesso de tiques de ofensas racistas de ativista com síndrome de Tourette causou controvérsia
por
Daniela Cid
Davi Madi
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03/03/2026 - 12h

O BAFTA, premiação da academia britânica de cinema, anunciou os seus vencedores no domingo (22). A premiação, que é a última da temporada antes do Oscar, foi marcada por surpresas e polêmicas envolvendo produtor de filme premiado durante a entrega dos troféus. John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, gritou insultos racistas involuntários durante categoria apresentada por Michael B. Jordan e Delroy Lindo.

O polêmico incidente racial

 

John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming
John Davidson, ativista da síndrome de Tourette, produtor e inspiração do filme “I Swear” - Reprodução: Youtube: The Upcoming

 

A entrega do primeiro prêmio da noite foi feita pelos atores Michael B. Jordan e Delroy Lindo. Durante o anúncio do vencedor da categoria de Melhores Efeitos Visuais, os astros do filme “Pecadores” foram interrompidos por um grito de ofensas racistas vindas da plateia. Confira o momento: 

https://x.com/Phil_Lewis_/status/2025692213775372737?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E2025692213775372737%7Ctwgr%5Ea14cdb8cf69c7d584f0db5cfb83c6206224b2c55%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.omelete.com.br%2Ffilmes%2Ftourette-john-davidson-bafta-pecadores

O xingamento foi proferido pelo ativista da Síndrome de Tourette, John Davidson, inspiração para a produção do filme “I Swear”, da Escócia, obra que concorria a 5 categorias da premiação. A injúria foi proferida durante um acesso de tiques nervosos provocados por um sintoma do distúrbio do escocês, a “coprolalia”, reação vocal que consiste em “soltar” palavrões ou ofensas socialmente inadequadas, de forma involuntária. 

Aos 25 anos, Davidson foi diagnosticado com a síndrome. A coprolalia, condição específica do escocês, é presente entre 10% a 30% das pessoas com a condição, se destacando especificamente pela característica de proferir xingamentos e falas inapropriadas. 

Os atores que estavam apresentando a categoria seguiram com a premiação, mas o ativista se retirou do evento logo após o incidente.  

Em seguida à entrega do prêmio, o ator e apresentador da cerimônia, Alan Cumming, veio ao palco para se pronunciar sobre o ocorrido: “Vocês podem ter notado uma linguagem forte ao fundo. Isso pode fazer parte da forma como a síndrome de Tourette se manifesta em algumas pessoas”. 

Pouco tempo depois, Cumming retornou para complementar o pronunciamento: “A síndrome de Tourette é uma deficiência e os tiques que vocês ouviram hoje à noite são involuntários, o que significa que a pessoa não tem controle sobre a linguagem. Pedimos desculpas se alguém se sentiu ofendido”. 

O incidente repercutiu negativamente após a premiação, com personalidades de Hollywood criticando John Davidson e a organização do BAFTA. O ator Jamie Foxx se expressou em suas redes sociais, afirmando que o ocorrido é “inaceitável”, e que o ativista britânico “quis dizer aquela merda”. 

Outras figuras presentes na produção de “Pecadores” também se manifestaram, em crítica aos organizadores do evento. A diretora de arte do filme, Hannah Beachler apontou que o pronunciamento do apresentador foi “superficial”: “O que piorou a situação foi o pedido de desculpas, do tipo 'se você se sentiu ofendido', no final do espetáculo”. 

Logo após a cerimônia, Delroy Lindo também comentou sobre a forma como a academia lidou com a situação. “Fizemos (Lindo e Jordan) o que tínhamos que fazer, mas gostaria que alguém do BAFTA tivesse falado conosco depois”. 

A crítica à academia britânica se dá principalmente pelo fato do BAFTA ser transmitido com duas horas de atraso, a fim de possibilitar a edição de momentos que devam ser removidos da versão final. Este corte ocorreu com falas de vencedores que se manifestaram politicamente durante suas falas, enquanto o incidente envolvendo Jordan e Lindo foi mantido na transmissão. 

Um exemplo se deu no discurso do cineasta Akinola Davies Jr, vencedor do prêmio de Melhor Estreia Britânica pelo filme “My Father’s Shadow”. Durante a recepção do troféu, o diretor se manifestou politicamente dizendo “Palestina livre”, o que foi censurado da versão final. 

No dia seguinte (23), a organização do BAFTA emitiu um comunicado pedindo desculpas pelas ofensas raciais, afirmando que os convidados haviam sido informados sobre a condição de Davidson, e que os tiques proferidos pelo ativista “não refletem, de maneira alguma, suas crenças”. Na carta, a academia britânica aproveitou para agradecer a Jordan e Lindo “por sua incrível dignidade e profissionalismo”, e se responsabilizar pelo ocorrido, e continuar levando a inclusão como princípio fundamental da premiação.  

Três dias após a cerimônia (25), Davidson entrou em contato com a Variety para se comunicar sobre o incidente, afirmando que sentiu vergonha durante o evento: “Quando meus tiques vieram, meu estômago afundou. Senti uma onda de constrangimento.” 

O ativista aproveitou para explicar como a coprolalia afeta sua reação com a Síndrome de Tourette, afirmando que tentar segurar suas reações involuntárias é como “sacudir uma garrafa de refrigerante fechada”: “Fico, e sempre fiquei, profundamente mortificado se alguém considerar meus tiques involuntários como intencionais ou como tendo qualquer significado”.  

Após o incidente, o evento seguiu com a entrega das estatuetas.  

“Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson, foi consagrado o grande vencedor da noite, levando seis estatuetas de 14 indicações para casa, incluindo o prêmio de Melhor Filme e Melhor Direção, mantendo-se como favorito aos principais prêmios da temporada, após vitórias em outras cerimônias. Logo atrás, "Pecadores” de Ryan Coogler, anotou 13 nomeações, saindo com a vitória em três categorias, se consagrando como filme de um diretor negro mais premiado da história do BAFTA.

Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One
Pecadores, de Ryan Coogler, se tornou filme com diretor negro mais premiado da história do BAFTA, com 3 estatuetas - Reprodução: BBC One

 

O Brasil também marcou presença com 4 indicações. “O Agente Secreto” concorreu a Melhor Filme de Língua Não-Inglesa e Melhor Roteiro Original.  “Apocalipse nos trópicos”, de Petra Costa, também foi indicado a Melhor Documentário, assim como o filme “Sonhos de Trem”, indicado a Melhor Fotografia pelo trabalho do brasileiro Adolpho Veloso, mas nenhum deles levou o prêmio. As estatuetas foram, respectivamente para: “Valor Sentimental”, “Pecadores”, “Mr. Nobody Against Putin” e “Uma Batalha Após a Outra”  

A grande surpresa da noite se deu nas premiações individuais, com destaque à estatueta de Melhor Ator, que ficou com o inglês Robert Aramayo pelo filme “I Swear”. 

A obra, que não teve destaque em outras cerimônias da temporada, adapta a vida do ativista escocês John Davidson, e sua luta contra as dificuldades da síndrome de Tourette, condição do sistema nervoso que lhe faz ter acessos de tiques de movimento e fala involuntários. O filme ainda levou os prêmios de Melhor Direção de Elenco e Revelação do Ano ao ator protagonista. 

Aramayo vence a estatueta, desbancando grandes favoritos, como Leonardo DiCaprio, em “Uma Batalha Após a Outra”, Michael B. Jordan, em “Pecadores”, e Timothée Chalamet, que já levou os prêmios de Melhor Ator no Critics’ Choice Award e no Globo de Ouro, por sua performance em “Marty Supreme”. O brasileiro Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro em Melhor Ator em Filme de Drama por “O Agente Secreto”, não foi indicado.

 

Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo
Robert Aramayo venceu o BAFTA de melhor ator por sua performance em “I Swear” - Foto: Instagram: robertaramayo 

Nas demais categorias individuais, a atriz inglesa Jessie Buckley manteve o favoritismo pelo  trabalho em “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, e levou a estatueta. As categorias de Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes tiveram vencedores inéditos em relação às outras premiações da temporada, com a britânica-nigeriana Wunmi Mosaku e o estadunidense Sean Penn sendo premiados por seus trabalhos, respectivamente em “Pecadores” e “Uma Batalha Após a Outra”.

Confira abaixo a lista de indicações, e dos premiados.

Indicados a Melhor filme:  

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor)  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Valor Sentimental  

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

 

Indicados a Melhor filme de língua Não-Inglesa: 

  • Valor Sentimental (Vencedor)  

  • Foi Apenas uma Acidente 

  • O Agente Secreto  

  • Sirat 

  • A Voz de Hind Rajab 

 

Melhor Roteiro Original: 

  • Pecadores (Vencedor)  

  • I Swear  

  • Marty Supreme 

  • O Agente Secreto 

  • Valor Sentimental 

 

Melhor Roteiro Adaptado: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Bugonia 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Pillion 

 

Melhor Ator: 

  • Robert Aramayo – I Swear (Vencedor) 

  •  Leonardo DiCaprio – Uma Batalha Após a Outra 

  •  Timothée Chalamet – Marty Supreme 

  •  Jessie Plemons – Bugonia  

  • Ethan Hawke – Blue Moon 

  • Michael B. Jordan – Pecadores  

 

Melhor Atriz: 

  • Jessie Buckley - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Rose Byrne - Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria 

  • Kate Hudson - Song Sung Blue: Um Sonho a Dois 

  • Emma Stone - Bugonia 

  • Chase Infiniti - Uma Batalha Após a Outra 

  • Renate Reinsve - Valor Sentimental 

 

Melhor Ator Coadjuvante: 

  • Sean Penn - Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Benicio del Toro - Uma Batalha Após a Outra 

  • Jacob Elordi - Frankenstein 

  • Paul Mescal - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Peter Mullan - I Swear 

  • Stellan Skarsgard - Valor Sentimental 

 

Melhor Atriz Coadjuvante:  

  • Wunmi Mosaku – Pecadores (Vencedora) 

  • Odessa A'Zion - Marty Supreme 

  • Inga Ibsdotter Lilleaas - Valor Sentimental 

  • Teyana Taylor - Uma Batalha Após a Outra 

  • Emily Watson - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Carey Mulligan - The Ballad of Wallis Island 

 

Melhor direção:  

  • Paul Thomas Anderson - Uma Batalha Após a Outra (Vencedora) 

  • Ryan Coogler - Pecadores 

  • Chloé Zhao - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Josh Safdie - Marty Supreme 

  • Joachim Trier - Valor Sentimental 

  • Yorgos Lanthimos – Bugonia 

 

Melhor filme Britânico:  

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (Vencedora) 

  • Extermínio: A Evolução 

  • Pillion 

  • I Swear 

  • The Ballad of Wallis Island 

  • Morra, Amor 

  • Bridget Jones: Louca Pelo Garoto 

  • H is For Hawk 

  • Mr. Burton 

  • Steve 

 

Melhor Estreia de um Roteirista, Diretor ou Produtor Britânico: 

  • Akinola Davies Jr. e Wale Davies - My Father’s Shadow (Vencedores) 

  • Jack King, Hollie Brian e Lucy Meer - The Ceremony 

  • Harry Lighton - Pillion 

  • Myrid Carten - A Want in Her 

  • Cal McMau, Hunter Andrews e Eoin Doran - Wasteman 

 

Melhor Animação:  

  • Zootopia 2 (Vencedor) 

  • Elio 

  • A Pequena Amelie 

Melhor Documentário: 

  • Mr. Nobody Against Putin (Vencedor) 

  • A 2000 Metros de Adriivka 

  • Seymour Hersh: Em Busca da Verdade 

  • Apocalipse nos Trópicos 

  • A Vizinha Perfeita 

 

Melhor Fotografia: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Sonhos de Trem 

Melhor Direção de Elenco: 

  • I Swear (Vencedor) 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Valor Sentimental 

  • Marty Supreme 

 

Melhor Filme para Crianças e Família:  

  • Boong (Vencedor) 

  • Arco 

  • Lilo & Stitch 

  • Zootopia 2 

 

Melhor Montagem: 

  • Uma Batalha Após a Outra (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Pecadores 

  • Marty Supreme 

  • Casa de Dinamite 

 

Melhor Figurino:  

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Maquiagem e Penteado: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Pecadores 

  • Wicked: Parte 2 

 

Melhor Trilha Sonora: 

  • Pecadores (Vencedor) 

  • Bugonia 

  • Frankenstein 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Uma Batalha Após a Outra 

 

Melhor Som: 

  • F1: O Filme (Vencedor) 

  • Frankenstein 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

  • Tempo de Guerra 

 

Melhor Design de Produção: 

  • Frankenstein (Vencedor) 

  • Hamnet: A Vida Antes de Hamlet 

  • Marty Supreme 

  • Uma Batalha Após a Outra 

  • Pecadores 

 

Melhores efeitos especiais: 

  • Avatar: Fogo e Cinzas (Vencedor) 

  • F1: O Filme 

  • Frankenstein 

  • O Ônibus Perdido 

  • Como Treinar o Seu Dragão 

 

Melhor Curta Britânico: 

  • This is Endometriosis (Vencedor) 

  • Magid/Zafar 

  • Nostalgie 

  • Terence 

  • Welcome Home Freckles 

 

Melhor Curta Britânico de Animação: 

  • Two Black Boys In Paradise (Vencedor) 

  • Cardboard 

  • Solstice 

 

Revelação do ano: 

  • Robert Aramayo (Vencedor) 

  • Chase Infiniti 

  • Miles Caton 

  • Archie Madekwe 

  • Posy Sterling 

 

 

 

Torcida recepciona delegação com grande festa e Rollheiser marca gol decisivo contra o Palmeiras
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
|
19/11/2025 - 12h

 

A vitória do Santos por 1 a 0 sobre o Palmeiras, no último sábado (15), em jogo atrasado da 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, veio em uma Vila Belmiro pulsante desde muito antes do apito inicial. A torcida alvinegra tomou as ruas no entorno do estádio e fez uma grande festa já na chegada da delegação, com direito a corredor de fogo para recepcionar o ônibus da equipe. Dentro de campo, o argentino Benjamin Rollheiser decidiu o clássico com o gol que garantiu três pontos importantíssimos que tiraram o Peixe da zona de rebaixamento.

Entre sinalizadores e cantos fortes, a recepção da torcida santista incendiou a Vila Belmiro. Foto: Jalile Elias
Entre sinalizadores e cantos fortes, a recepção da torcida santista incendiou a Vila Belmiro. Foto: Jalile Elias
Santistas prepararam um corredor de fogo para recepcionar o ônibus do time. Foto: Jalile Elias
Santistas prepararam um corredor de fogo para recepcionar o ônibus do time. Foto: Jalile Elias
A Vila estava “em chamas” para receber o clássico entre Santos e Palmeiras. Foto: Lais Romagnoli
A Vila estava “em chamas” para receber o clássico entre Santos e Palmeiras. Foto: Lais Romagnoli
 A torcida do Santos bateu recorde de público no ano na Vila Belmiro: 14.651 torcedores. Foto: Lais Romagnoli
A torcida do Santos bateu recorde de público no ano na Vila Belmiro: 14.651 torcedores. Foto: Lais Romagnoli
Faixas e adereços são comuns nas arquibancadas, ainda mais pelo clima de decisão. Foto: Lais Romagnoli
Faixas e adereços são comuns nas arquibancadas, ainda mais pelo clima de decisão. Foto: Lais Romagnoli
Até essa partida, o Santos tem uma média de 17.438 torcedores como mandante. Foto: Lais Romagnoli
Até essa partida, o Santos tem uma média de 17.438 torcedores como mandante. Foto: Lais Romagnoli
“Pra cima deles”: a força dos torcedores no Alçapão empurrou o Peixe. Foto: Lais Romagnoli
“Pra cima deles”: a força dos torcedores no Alçapão empurrou o Peixe. Foto: Lais Romagnoli
A arquibancada pulsava enquanto os sinalizadores iluminavam a noite santista. Foto: Jalile Elias
A arquibancada pulsava enquanto os sinalizadores iluminavam a noite santista. Foto: Jalile Elias
Em meio às provocações de um clássico, torcedor santista estampa a placa de “Sem Mundial”, provocando o Palmeiras devido ao título da Copa Rio de 1951, vencida pelos palmeirenses e considerado por eles um título mundial. Foto: Jalile Elias
Em meio às provocações de um clássico, torcedor santista estampa a placa de “Sem Mundial”, provocando o Palmeiras devido ao título da Copa Rio de 1951, vencida pelos palmeirenses e considerado por eles um título mundial. Foto: Jalile Elias

 

O cenário onde cada canto carrega uma história
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
|
17/11/2025 - 12h

 

 

Um passeio pelos cartões-postais de Salvador, onde história, fé, música e mar se encontram a cada esquina. Dos monumentos às paisagens, cada ponto turístico carrega a força cultural que faz da cidade um dos destinos mais vibrantes do Brasil.

Bonfim: fé, tradição e esperança. Foto: Jalile Elias
Bonfim: fé, tradição e esperança. Foto: Jalile Elias
As fitinhas que guardam votos e promessas. Foto: Jalile Elias
As fitinhas que guardam votos e promessas. Foto: Jalile Elias
A igreja mais simbólica da devoção baiana. Foto: Jalile Elias
A igreja mais simbólica da devoção baiana. Foto: Jalile Elias
A Igreja da Gamboa entre o mar e a devoção. Foto: Jalile Elias
A Igreja da Gamboa entre o mar e a devoção. Foto: Jalile Elias
Gamboa: fé abraçada pela praia. Foto: Jalile Elias
Gamboa: fé abraçada pela praia. Foto: Jalile Elias
 ⁠O encontro entre arte, história e horizonte. Foto: Jalile Elias
O encontro entre arte, história e horizonte. Foto: Jalile Elias
Castro Alves, onde Salvador respira cultura. Foto: Lais Romagnoli
Castro Alves, onde Salvador respira cultura. Foto: Lais Romagnoli
A Praça Castro Alves e sua vista aberta para a Baía. Foto: Lais Romagnoli
A Praça Castro Alves e sua vista aberta para a Baía. Foto: Lais Romagnoli
Pelourinho: charme colonial em cada esquina.  Foto: Lais Romagnoli
Pelourinho: charme colonial em cada esquina.  Foto: Lais Romagnoli
 
Cores, música e movimento no Pelô.  Foto: Lais Romagnoli
Cores, música e movimento no Pelô.  Foto: Lais Romagnoli
Vista clássica do Elevador Lacerda ligando cidade alta e baixa.  Foto: Lais Romagnoli
Vista clássica do Elevador Lacerda ligando cidade alta e baixa.  Foto: Lais Romagnoli

 

O thriller político estrelado por Wagner Moura chega aos cinemas no dia 6 de novembro
por
Isabelle Rodrigues
|
19/09/2025 - 12h

O filme "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, foi escolhido nesta segunda-feira (15) pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2026 na categoria de Melhor filme internacional. Após a vitória do longa "Ainda estou aqui", de Walter Salles, o país voltou a brilhar aos olhos da mídia estrangeira, já que além das discussões em torno do prêmio, o público brasileiro movimentou a premiação como nunca antes. 

O longa do diretor pernambucano, situado em 1977, narra a história de Marcelo (Wagner Moura) que se refugia em Recife, após acontecimentos violentos em seu passado. Após buscar abrigo com outros grupos marginalizados, Marcelo acaba se envolvendo nos conflitos políticos e étnicos escondidos pela cidade.

Entre o elenco, estão nomes como Maria Fernanda Cândido, Gabriel Leone e Alice Carvalho

Elenco de agente secreto reunido para a exibição e premiação do filme no festival Cannes. Foto: reprodução / IMDB
Elenco de agente secreto reunido para a exibição e premiação do filme no festival Cannes. Foto: reprodução / IMDB

A indicação, porém, não significa que o filme já esteja entre os finalistas. A escolha dos longas a participarem da cerimônia acontece por meio de pré-seleções. Todos os países têm direito a enviar um candidato para a apuração, sendo necessário que o filme tenha sido feito fora dos Estados Unidos e com mais de 50% dos diálogos em qualquer língua, menos o inglês. Depois, o filme é selecionado de acordo com a crítica e o voto interno, determinando assim os cinco concorrentes finais. Por conta dessas etapas, vários filmes brasileiros já caíram na pré-seleção.

Antes de "Ainda estou aqui", o último filme nacional classificado foi "O ano que meus pais saíram de férias", do diretor Cao Hamburger em 2008, que chegou até a pré-indicação. Quase dez anos depois da primeira indicação, em 1999, de "Central do Brasil" de Walter Salles, que chegou a ser um dos finalistas.

O longa já conquistou oito prêmios, entre eles o de Melhor ator, para Wagner Moura e de Melhor diretor para Kleber Mendonça Filho, ambos no Festival de Cannes.

O Agente Secreto conta com exibições especiais por todo o país e estará disponível nos cinemas brasileiros a partir de 6 de Novembro.

Segue abaixo, o trailer da produção

Conversamos com a última ganhadora brasileira do prêmio sobre a representatividade feminina no festival
por
Carolina Raciunas Henrique Baptista Isabela Gama
|
14/06/2022 - 12h

De 17 a 28 de maio aconteceu a 74ª edição do Festival de Cannes. O evento internacional que dura 12 dias surgiu em 1964 e premia produções cinematográficas do mundo todo. Mas, apesar de ter grande alcance, ele não tem espaço para todos. Mais uma vez, mulheres não têm tanto espaço quanto homens. Desde o surgimento do festival de Cannes, apenas duas mulheres ganharam a Palma de Ouro (o prêmio mais importante do evento).

Falando no Brasil, a situação é ainda mais desigual. Fernanda Torres, aos 20 anos, foi a primeira brasileira a vencer um prêmio. Ela ganhou a Palma de Ouro de Melhor Atriz por seu papel em “Eu Sei que Vou Te Amar (1986)”, de Arnaldo Jabor. Depois dela, só mais uma atriz brasileira ganhou. Sandra Corveloni, em 2008, por Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas.

E essa falta de representatividade não está só no prêmio principal. Fica fácil perceber essa disparidade em números: para os prêmios de melhor direção e melhor roteiro, entre os 111 vencedores durante os mais de 70 anos de premiação, há apenas 4 mulheres, o que representa 3,5% do total. 

Ouça aqui essa história completa no podcast: Cannes: aonde estão as mulheres?

Terceiro projeto de estúdio do cantor remete aos anos 1980 e chega ao topo das plataformas de música
por
Maria Eduarda Frazato, Maria Eduarda Mendonça e Vicklin de Moraes
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09/06/2022 - 12h

No dia 20 de maio de 2022, o cantor britânico Harry Styles lançou seu terceiro projeto de estúdio denominado "Harry's House", produzido pelas gravadoras Columbia e Erskine Records. Com ritmos que remetem a década de 1980 e as discotecas, o projeto foge dos hits convencionais do cantor, sendo muito aclamado pela crítica que o consolidou como artista solo. Também foi bem aceito pelo público, pois debutou no topo da Billboard 200 e ocupou o TOP 10 Spotify Global no dia seguinte ao lançamento. 

Além das plataformas online, Harry também conquistou o segmento de vinis, com 182 mil unidades vendidas, quebrando o recorde da maior semana de venda de discos da história da era moderna. Convidamos as administradoras do portal Best Harry Styles Brasil, Luísa e Vanessa, além da youtuber Mari Bianchini para falarmos sobre Harry's House e seu sucesso instantâneo. Clique aqui e confira o vídeo completo.

 

Reprodução: The Late Late Show with James Corden
Reprodução: The Late Late Show with James Corden

 

 

“É um gênero que chegou para ficar”, afirma o cineasta Maurício Eça sobre o 'true crime'.
por
Maria Ferreira dos Santos
Marcello R. Toledo
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07/06/2022 - 12h

Dificilmente uma notícia circulada nos jornais fica limitada ao campo jornalístico. É comum que haja enormes desdobramentos a respeito do fato após a sua divulgação, seja se tornando assunto de debates ou até mesmo virando livro ou produção cinematográfica. É o que acontece, por exemplo, com crimes que chocam uma grande parcela de pessoas. Há casos dos quais é possível dizer que horrorizam o mundo inteiro. É nesse contexto que surge o gênero true crime.

O true crime é o termo em inglês designado para tratar das obras sobre crimes reais. Indo muito além do “baseado em fatos reais”, essas realizações normalmente têm alto teor jornalístico e jurídico , contendo entrevistas, autos de processos, gravações feitas em tribunais, imagens da cobertura da imprensa e diversos outros. “Fazer true crime é um processo muito sério, foi preciso ter um acompanhamento jurídico muito forte, porque a gente está falando de vidas, de vítimas e de pessoas que ainda estão entre nós”, disse Maurício Eça, diretor dos filmes “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”.

O trabalho de Eça, lançado pela Amazon Prime Video em outubro de 2021, retrata o assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen a pauladas pelo genro Daniel Cravinhos e seu irmão Cristian. Apesar da maneira agressiva do crime, o que chocou o Brasil em 2002 foi o envolvimento da filha das vítimas, Suzane von Richthofen, como mandante. O cineasta disse que todo o processo de produção foi trabalhoso. “Todo o pessoal da equipe, os atores, os produtores, todos sabiam muito bem onde estavam pisando, tudo com um respeito imenso e sabendo os limites. Nós tivemos um cuidado absurdo e acho que isso fez a diferença”.

Foto do cenário dos filmes “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”, com os atores Carla Diaz como Suzane von Richthofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos Foto/Divulgação: Stella Carvalho/Galeria Distribuidora/Amazon
Foto do cenário dos filmes “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino Que Matou Meus Pais”, com os atores Carla Diaz como Suzane von Richthofen e Leonardo Bittencourt como Daniel Cravinhos Foto/Divulgação: Stella Carvalho/Galeria Distribuidora/Amazon

 

Em entrevista à AGEMT, Maurício relembrou algumas críticas feitas à realização dos longas-metragens, muitas delas eram ditas por pessoas que não sabiam ao certo como seria executado o projeto. A maioria se perguntava se os assassinos iriam receber cachê por isso, quando na verdade todo o procedimento foi feito com base nos documentos da época, não necessitando, assim, da ajuda dos criminosos. Portanto, além de não terem qualquer envolvimento com a iniciativa, os criminosos não receberam valor algum. “O que nos guia é o processo [judicial]”, declarou o diretor de cinema. 

Ainda sobre a aceitação do público, ele reiterou que alguns espectadores procuram “respostas simples que não existem”, porque a verdade sobre o crime é conhecida somente pelos que estavam ali presentes. Assim, o intuito do true crime não é julgar ou inocentar alguém, mas apresentar o que se sabe sobre o ocorrido. Maurício acrescenta: “nosso objetivo em nenhum momento foi glamourizar essa história ou defender eles, era realmente mostrar [...]muitas vezes não tem que justificar, a gente tem que mostrar! Por que você vai justificar o que o cara fez? Não dá para justificar. É complicado né”.

Questionado sobre o porquê da categoria já ser tão popular fora do Brasil e só agora ter ganhado espaço por aqui, Maurício declarou que  “o true crime já está sendo consumido no Brasil há muito tempo, mas só agora ele está sendo aceito em produções locais”. O diretor completa que parte do motivo de tal crescimento talvez seja devido a conjunturas do nosso tempo “a pandemia acelerou muito isso, tem um pouco de inconformismo, um pouco de curiosidade, acho que tem um pouco disso tudo”. Ele conta também o quão difícil foi convencer os investidores a produzirem tais filmes, “Foram anos para conseguir convencer as pessoas a fazerem esses filmes. Elas consomem tanta coisa gringa, por que não consumir do brasileiro?

É no mínimo curioso o interesse das pessoas por histórias muitas vezes sangrentas de crimes. Esse gênero cresce cada vez mais e no Brasil ainda temos diversos filmes e documentários sendo produzidos para o futuro, como confirmou o cineasta. A psicóloga e psicanalista Ana Carolina Valim, resgata os estudos de psicanálise de  Jacques Alain Miller para explicar tanto interesse em um gênero trágico. Para ele, segundo Ana, “nada é mais humano do que o crime”. “Rejeitamos o crime porque ele mesmo nos faz humanos ao não cometê-lo. Por conseguinte, são os mesmos seres humanos que os cometem, pois foram eles mesmos que o inventaram. Não existe crime na natureza animal [...] os animais não sentem culpa por matar ”, esclarece Valim. Ainda sob esse aspecto, a profissional traz o debate acerca do entendimento da sociedade sobre o ato de matar: “Assistimos crimes de várias modalidades em nossas telas. Gostamos daquele que mata pelo bem e repudiamos aquele que mata pelo mal. Entretanto, o que não observamos é que essas duas figuras possuem o denominador comum: matar. Os super-heróis também causam fascínio na grande massa consumidora de ficções. Mas qual a diferença entre o herói que mata pelo bem e o monstro que mata pelo mal?”. 

 

Parte importante da conscientização do autismo é desconstruir os estereótipos criados pelo audiovisual.
por
Maria Ferreira dos Santos
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26/04/2022 - 12h

 

Enganam-se aqueles que acreditam que o cinema é somente entretenimento, na verdade, toda a sua história é marcada por filmes que têm a intenção de fazer denúncias e conscientizar seus espectadores. O clássico “Tempos Modernos(1936)” de Charlie Chaplin, por exemplo, expõe a desumanização e exploração do trabalhador no período da Grande Depressão com cenas cômicas, como quando o personagem Carlitos é puxado por uma máquina de produção e entra em suas engrenagens.

De Chaplin para cá muita coisa mudou, inclusive a facilidade de se assistir às produções audiovisuais. Mais de um século depois da estreia de Carlitos na tela grande, temos diversas plataformas digitais que permitem acesso a inúmeros filmes, séries e documentários sobre os mais vastos temas. Isso significa que as pessoas estão mais informadas sobre realidades que não a delas? Não necessariamente. Isso porque, infelizmente, o cinema pode criar estereótipos acerca de um assunto.

 Reprodução: Cena do filme Tempos Modernos (1936).

É o que acontece com a comunidade neurodivergente ou atípica, isto é, indivíduos que apresentam o desenvolvimento neurológico diferente daquele esperado. Há múltiplos diagnósticos e níveis entre as próprias condições, sendo o TEA (Transtorno do Espectro Autista) uma das mais notórias pela mídia audiovisual.

O estigma criado em torno do TEA está vinculado com a imagem de “autista gênio”, normalmente essa personagem é superdotada com habilidades de raciocínio lógico e matemático; em contrapartida não consegue relacionar-se e comunicar-se de maneira efetiva com as pessoas ao seu redor, nessas narrativas é comum o personagem nem mesmo falar.

Um exemplo está no filme “Código Para o Inferno”(1998), em que um agente do FBI interpretado por Bruce Willis passa a proteger Simon Lynch (Miko Hughes), um menino de nove anos autista que, sem o menor esforço, desvenda um "indecifrável" código do governo americano que tinha custado dois bilhões de dólares. Há também “O Contador” (2016) que exibe a história do autista Christian Wolff (Ben Affleck) que fez da matemática sua língua materna e, assim, desempenha sua atividade profissional de maneira excepcional num escritório de contabilidade; entretanto atua também em trabalhos de lavagem dinheiro para os principais bandidos do mundo e, logo, descobre uma fraude de dezenas de milhões de dólares, o que coloca sua vida em risco.

 Reprodução: Cena do filme Código Para o Inferno (1998).

 Para Alexandre Barbosa, pai de Alice, diagnosticada com autismo antes dos dois anos, essas produções não trazem uma visão realista, e sim uma visão romantizada. Tal construção pode ser perigosa, segundo a psicóloga Thamara Bensi, uma vez que “estamos lidando com um Espectro, não temos um fenótipo comportamental e nem cognitivo único e isso pode gerar no senso comum um estereótipo limitante e irreal”.

Ainda sob essa perspectiva Bensi reforça que “A sociedade precisa ter ciência de que o autismo é um Espectro, no qual, essa população dependendo do repertório precisa de mais ou menos suporte. Todos os autistas possuem suas potencialidades e seus pontos a serem desenvolvidos”. O posicionamento da profissional se assemelha ao da cineasta Letícia Soares, com a frase “Ninguém é igual ou limitado a uma lista de sintomas, cada um vive o mundo de uma forma”, assim ela dá início a um dos seus vídeos publicados no YouTube no seu canal Aspie Aventura. É nele que Soares apresenta uma série documental performática, em conjunto com outros atípicos, na qual mostra que “cada um curte uma coisa diferente. Nos aventuramos juntos e as pessoas também conhecem meu modo de pensar”.


Diante disso, torna-se perceptível a necessidade de uma maior responsabilidade da sétima arte em representar essa comunidade. O  bacharel em História e estudante de Licenciatura, William Morgado, diagnosticado com TEA aos doze anos, defende que neurodivergentes devem ser retratados como qualquer outra pessoa “com intelecto capaz de mostrar como somos; e que sabemos nos inserir na sociedade”.

 

Mercado até a pouco dominado pela Netflix, o ramo de serviços de streaming, é o novo foco de gigantes de Hollywood
por
Gabriel Lourenço Schiavoni
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31/03/2022 - 12h

A história sobre a trajetória, explosão e mudança na cultura de consumo de filmes e séries provocadas pela Netflix na última década, já é perceptível no cotidiano de todos nós. Entretanto, muito se engana quem pensa que a expansão do mercado de streaming iria parar por aí, já nos últimos meses começamos a ver a nova etapa dessa história: A Guerra dos Serviços.

Com a voraz adesão do público à Netflix, somado a mudança de comportamento que o serviço causou nos consumidores, trazendo uma enorme variedade de obras disponíveis para acesso com a pouco cliques de distância, tudo sem deixar o conforto de casa, passou a impactar de forma negativa as bilheterias de cinema, que por sua vez já não eram prioridade, e também afetando drasticamente os planos de televisão à cabo que passaram a ser totalmente substituídos em diversas casas por uma assinatura da Netflix. Esses impactos negativos, incentivou em grandes produtoras como HBO, Disney e Paramount, além de gigantes da tecnologia como a Amazon o desejo de criar novos serviços de streaming, que viessem para capitalizar em cima de um publico, que por muito tempo, viu a Nettflix dominar um mercado em crescente expansão.

A resposta das concorrentes à Netflix, passou a vir de forma intensa nos últimos anos, com diversos serviços de streaming exclusivos surgindo, mas também retirando suas obras de demais serviços. Entre os diversos casos, o mais discutido foi o da Disney, que retirou seus sucessos da Netflix, entre eles, filmes da Marvel, conteúdos da saga Star Wars e da Pixar.

Com estes conteúdos ficando cada vez mais espalhados, não somente a Netflix sentiu um grave impacto na perda de seu catálogo, assim como o público se viu refém de decidir quais serviços englobariam melhor sua preferência e orçamento, uma vez que os catálogos de filmes estão cada vez mais separados entre diversos serviços distintos. Lucas (23), escritor em um blog voltado aos filmes da Marvel, entrevistado sobre a maneira como escolhe os serviços de sua preferência disse: “preço e catálogo exclusivo são as prioridades no momento das escolha (…) opto pelo Amazon Prime pelo custo benefício, e também pelos serviços da HBO e Disney por terem as series exclusivas que mais me interessam”. Também questionado sobre a vontade de consumir algum conteúdo que tenha disponibilidade apenas em outros serviços, Lucas afirma que “normalmente tento assistir em casa de amigos quando surge uma oportunidade, mas em momentos no qual a necessidade grita mais alto, acabo recorrendo a pirataria”.

Os impactos dessa concorrência, podem ser visto em dados revelados pela em relatórios financeiros da empresa,  os dados demonstram que ao decorrer de 2021 ocorreu uma queda se 75% na quantidade de novos assinantes quando comparada ao ano de 2020.

Infelizmente, no futuro próximo, essa guerra entre os serviços deve ganhar mais força. Lucas, questionado sobre expectativas para o futuro, diz: “espero que nos próximos meses, os serviços passem a oferecer planos de assinatura conjunta, ou preços mais acessíveis, assim, possibilitando um acesso a uma maior quantidade de assinaturas ao mesmo tempo”.