Tradicional cinema de rua sofre despejo e movimento de resistência se inicia nas redes sociais
por
Beatriz Foz
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25/05/2026 - 12h

 

Na quinta-feira, 14 de maio, foi cumprida uma medida de reintegração de posse do anexo Espaço Petrobras de Cinema, estabelecida pela Justiça de São Paulo. Caminhões chegaram no local pela manhã e desativaram as salas 4 e 5 do espaço, e o Café Fellini, anexado ao local, congelou suas atividades. Poltronas e equipamentos foram retirados, além de esvaziado o espaço do café.

O Espaço Petrobras de Cinema é um dos cinemas de rua mais antigos da cidade de São Paulo. O anexo funciona em um casarão da década de 1930 e antes de se tornar um espaço de cinema o imóvel abrigava o Instituto Goethe, que foi um local importante na formação de cineastas brasileiros. Eleito um dos melhores cinemas da cidade, conta com cinco salas de exibição que priorizam produções nacionais, cinema de arte e filmes independentes. O cinema era mantido através de um acordo de patrocínio com a Petrobras, via Lei de Incentivo à Cultura, com o objetivo de fortalecer a exibição do cinema brasileiro e internacional na cidade de São Paulo. 

Anexo ao Espaço Petrobras, o Café Fellini era um dos cafés mais tradicionais da cidade e funcionou por mais de 30 anos junto ao cinema. O café ganhou o prêmio de “Melhor Café e Bomboniere dos Cinemas de São Paulo” pelo Guia Folha por oito anos consecutivos. Na última semana o café fechou as portas. 

A luta pela permanência do local começou em 2022, quando o imóvel foi vendido a uma construtora que tinha a intenção de construir um prédio residencial no local. No mesmo ano, a comunidade de cinéfilos que frequentava o anexo organizou um abaixo assinado defendendo a preservação do cinema. Cerca de 50 mil assinaturas foram conquistadas na primeira campanha e o Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo) intitulou o terreno como “Zona Especial de Preservação Cultural”, classificando o anexo como um patrimônio afetivo e cultural da cidade. Tal categorização não impede a demolição, mas obriga a incorporadora a manter o uso cultural do espaço mesmo com a reforma. Na prática, a empresa poderá demolir o espaço, desde que ceda duas salas de cinema e um espaço para o Café Fellini após as obras. 

No entanto, tais mobilizações não foram suficientes para proteger o espaço da batalha judicial. Na última semana, a ordem de reintegração de posse pedida pela Rec Vila 15 Empreendimentos Imobiliários foi cumprida. A incorporadora adquiriu o imóvel da Arteplex, responsável pela operação do cinema.

Um novo abaixo assinado foi criado pelo Café Fellini, reiterando o apelo pela permanência do estabelecimento e do anexo do Espaço Petrobras, já tendo conquistado mais de 90 mil assinaturas. Em um comunicado oficial postado nas redes sociais do café (@cinecafefellini), o estabelecimento agradece o engajamento dos clientes na luta pela permanência e declara que “precisamos defender espaços de convivência abertos para a cidade e para as pessoas”. 

O Espaço Petrobras de Cinema também publicou nas redes uma nota oficial à imprensa, destacando que todas as medidas legais cabíveis para buscar a reversão da situação estão sendo adotadas:  

  • “Seguimos comprometidos com a defesa de uma cidade mais equilibrada, culturalmente rica e voltada às pessoas, às suas formas de convivência e às experiências coletivas que também encontram expressão no cinema de rua.”

Letícia Souza, estudante e ávida frequentadora do Espaço Petrobras de Cinema, lamenta o despejo e o interpreta como uma perda da memória coletiva da cidade de São Paulo: “eu fico muito triste porque cada vez mais a gente vai vendo os cinemas de rua falindo e eu acho que eles fazem parte da memória dos cidadãos de São Paulo”. Letícia destaca que os cinemas de rua encontram dificuldades em se manter ativos com a popularização dos cinemas comerciais. “É difícil competir com algumas redes de cinema que ficam em shoppings como Cinemark, Kinoplex, Cinépolis… quando as pessoas pensam em ir ao cinema elas não pensam mais em ir aos cinemas de rua, mas pensam nesses de shoppings”, acrescenta a estudante. 

A hashtag “#anexofica” foi criada nas redes sociais como forma de protesto contra as medidas jurídicas estabelecidas. Diversos posts destacam a importância cultural do espaço e tratam o despejo como uma forma de descaso com a história da cidade. Outros tradicionais cinemas de rua como o CineSala, localizado em Pinheiros, expressaram seu apoio à luta do anexo através da hashtag. 

 

Publicação da página oficial do CineSala em apoio à permanência do anexo. Reprodução/ (@cinesala).
Publicação da página oficial do CineSala em apoio à permanência do anexo. Reprodução/ (@cinesala). 

As salas 1, 2 e 3 do Espaço Petrobras continuam com a programação usual, porém a direção do espaço ainda tenta a reativação das salas 4 e 5. O café permanece fora de atividade. 

 

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Nova loja de Trading Card Games reúne jogadores e fortalece comunidade geek paulistana
por
Thomas Fernandez
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13/05/2026 - 12h

Prestes a completar um ano de funcionamento, a Akagami se consolidou como uma das novas lojas para praticantes de jogos de cartas colecionáveis (TCG) na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A chegada de um espaço acolhedor, aberto e tranquilo aparece em um cenário de oferta limitada de locais dedicados exclusivamente a esse tipo de jogo.

A Akagami surgiu da vontade de quatro amigos, Mayumi Akamine, Natan Lima, Kevin Higutsi e Alexandre Abraão de construir um projeto voltado à sua paixão, os cards games. Inicialmente, a loja seria somente online, mas com a insistência de Kevin e Alexandre, a loja abriu como box na Galeria Imperial localizada na Liberdade. Após o aumento do aluguel na região, a equipe transferiu a loja para rua Antônio Carlos a região próxima à Paulista e, com o novo espaço, passou a atender de uma forma diferente, oferecendo mais estrutura para os clientes e fortalecendo a proposta de comunidade em torno do card game. A experiência dos sócios como clientes e funcionários de outras lojas influenciou a proposta da Akagami, que buscava criar um ambiente diferente dos modelos tradicionais. 

A inauguração de novas lojas TCG’s costuma mobilizar a comunidade nerd, especialmente em São Paulo, onde o mercado reúne diferentes públicos e modalidades de jogos. Além de fatores como estrutura, torneios e localização, a criação de vínculos entre os clientes influencia na recepção desses espaços. A sócia Mayumi Akamine contou uma das histórias mais marcantes que teve na loja; “Dominique, é um adolescente que veio para aprender a jogar Pokémon, ele era muito tímido, não falava com ninguém. Agora, ele está aqui em toda liga semanal. Ele tem amigos na loja, comprimenta todo mundo”.

Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos.
 Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami
 Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Pasta de cartas para folhear.
Pasta de cartas para folhear. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas.
Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores.
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami.
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami.
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami.
Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT

Mais do que um ponto de venda, a Akagami vem se consolidando como um pilar para a comunidade. Entre partidas, trocas de cartas e conversas que se estendem para além dos jogos, o que se constrói na Akagami não cabe somente nas prateleiras. Em uma região onde antes faltava espaço para jogar, agora sobram histórias.

Avanço dos deepfakes transforma a percepção das imagens nas redes sociais e levanta questionamentos sobre verdade e cultura digital
por
Carolina Nader
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28/04/2026 - 12h

Vídeos capazes de simular discursos e expressões que nunca aconteceram deixaram de ser experimentos tecnológicos para se tornarem uma preocupação crescente no ambiente digital. Produzidos com o uso de Inteligência Artificial (IA), os chamados deepfakes ampliam desafios para a informação pública e acendem alertas sobre a disseminação da desinformação, especialmente em períodos eleitorais.

Mais do que uma inovação técnica, esses materiais circulam em um ambiente digital marcado pela velocidade do compartilhamento e pelo peso das emoções na propagação de informações. Um estudo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publicado em 2018 na revista Science, mostrou que informações falsas podem se espalhar até seis vezes mais rápido do que conteúdos verdadeiros nas redes sociais, ampliando desafios para jornalistas, pesquisadores e usuários diante da desinformação online.

Em períodos eleitorais, essa dinâmica torna-se ainda mais relevante. Ao navegar pelas redes, eleitores são expostos a publicações virais que, antes mesmo de serem verificadas ou desmentidas, alcançam grande circulação e passam a influenciar percepções sobre candidatos e acontecimentos políticos. Houve casos como o da deputada Tabata Amaral, que teve suas imagens adulteradas com montagens pornográficas em 2024.

De acordo com João Henrique Martins, advogado especialista em Direito Digital e mestre em IA pela PUC-SP, o principal desafio está na diferença de ritmo entre tecnologia e instituições. “Há um problema diagnosticado de que o processo legislativo não acompanha a mesma velocidade com que a tecnologia evolui. Enquanto a desinformação circula em um ritmo exponencial, a lógica processual possui ritmo muito menor.”

Segundo o especialista, a expansão dos deepfakes também está ligada à democratização das ferramentas de inteligência artificial. O que antes exigia conhecimento técnico avançado passou a estar acessível a qualquer pessoa capaz de utilizar plataformas digitais, ampliando significativamente o potencial de criação e disseminação de materiais manipulados durante campanhas eleitorais.

Martins destaca ainda que a legislação eleitoral brasileira já prevê responsabilização para casos de desinformação. De acordo com ele, a punição pode atingir tanto quem produz quanto quem compartilha conteúdos sabidamente falsos, já que o foco da lei está no ato de divulgar informações inverídicas capazes de influenciar o eleitorado. Ainda assim, a velocidade da circulação digital impõe dificuldades práticas para a aplicação das normas existentes.

A rapidez das redes sociais também contribui para o impacto dos deepfakes ao se conectar diretamente às emoções humanas. As plataformas digitais são estruturadas para priorizar publicações que geram reação imediata nos indivíduos. Para o psicanalista João Bosco, “a racionalidade exige tempo e o ambiente digital valoriza a velocidade.”

Além disso, o especialista afirma que conteúdos extremos rompem a sensação de normalidade. Para ele, o ser humano não está apto a viver em um ambiente onde imagens podem mentir. Durante a maior parte da evolução humana, “ver” era sinônimo de acreditar, e a confiança na percepção visual foi fundamental para a sobrevivência. Agora, com a possibilidade de manipulação total das imagens, esse princípio é abalado, gerando um conflito psicológico. “Esse desalinhamento pode causar ansiedade, insegurança e até uma sensação constante de dúvida em relação à realidade”, afirma.

As consequências ultrapassam o campo individual e passam a afetar diretamente as relações sociais e a confiança coletiva, especialmente em contextos eleitorais. O relatório do World Economic Forum de 2024 apontou a desinformação impulsionada por IA como um dos principais riscos globais de curto prazo, destacando o potencial impacto sobre processos democráticos. Segundo João Bosco, quando as pessoas passam a duvidar sistematicamente do que veem, ocorre uma “erosão da confiança perceptiva”. Isso pode levar a dois extremos: acreditar em tudo pela emoção ou não acreditar em nada pelo ceticismo excessivo. No longo prazo, o impacto atinge não apenas a informação, mas a própria construção de sentidos sobre o mundo.

Diante do avanço dos deepfakes, plataformas digitais e autoridades eleitorais têm ampliado medidas de identificação, por meio da exigência de rotulagem de conteúdos gerados artificialmente, monitoramento, remoção de conteúdo irregular e multas eleitorais. Especialistas alertam, porém, que o desafio não é apenas tecnológico. A dificuldade em distinguir o que é real pode gerar cansaço informacional e afastamento do debate público - fenômeno associado ao aumento da apatia política.

Em um cenário em que imagens já não garantem automaticamente a verdade, o pensamento crítico passa a ocupar papel central na construção da confiança pública e no funcionamento da democracia.

Evento DARUA fomenta arte e cultura periférica independente em São Paulo
por
Evandro Tortolani
João Pedro Amador Pinheiro
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09/04/2026 - 12h

O amplo cenário artístico independente, também conhecido como “cena underground”, possui segmentos diversos em suas expressões e manifestações, com simbologias e modos únicos de comunicação com o público. Dentre as múltiplas camadas, há os movimentos artísticos periféricos, com identidade própria e linguagem característica. Porém, a falta de infraestrutura, a desigualdade social e questões culturais são adversidades enfrentadas por esses coletivos artísticos, sendo fatores antagônicos à realização de movimentos culturais do público periférico.

O Evento de Arte e Cultura DARUA, realizado no dia 22 de março dentro da casa de shows Porta Maldita, localizado no bairro paulistano de Pinheiros, apresentou diversos modos de expressões artísticas periféricas em um lugar só, com interação de variados segmentos de arte independente, como desenhos à mão, exposições, música e agricultura. Essa forma de ação coletiva em um bairro nobre da cidade de São Paulo evidencia a força dos movimentos artísticos independentes, mesmo com empecilhos logísticos e socioeconômicos.

A organizadora do evento e artista visual Luísa Moretti (22) em entrevista, afirmou: “Mesmo com muitos festivais underground sendo feitos em Pinheiros, vem muita galera da periferia, que faz o bagulho acontecer. O intuito do DARUA é esse, tirar essa visão elitizada da arte. Aqui hoje muita gente tá expondo a arte pela primeira vez. Se não fosse o DARUA demoraria para acontecer. Mesmo sem verba, abrimos a porta para nós mesmos e fizemos acontecer. O Porta é um lugar que abraça diversos eventos, então por que não fazer um evento como esse? ”

Público do Evento de Arte e Cultura DARUA
Jovens prestigiando o evento DARUA. Foto: Reprodução/ Matheus Cerullo/@daruafest

A artista independente, além de estar na linha de frente da organização do evento, expôs suas produções artísticas, chamadas de “Psicodelia Marginal” , com desenhos feitos à mão. “Tornou-se uma forma de expressar o que eu sinto. Levou um tempo para eu poder me comunicar com o público por meio da minha arte, que eu chamo de psicodelia marginal. É muito difícil para mim me expressar com palavras, então uso esses meios diferentes para me expressar” , pontuou a artífice.

A cena artística independente nas periferias, apesar de possuir uma vasta riqueza cultural, é, de certo modo, negligenciada e invisibilizada na sociedade. Luísa apontou que muitos artistas vêm de regiões periféricas e possuem dificuldades de integração em bairros de alto padrão. Diante disso, para democratizar o acesso à cultura, diversos movimentos culturais são realizados em áreas menos abastadas. “A cena underground na quebrada é muito unida, mas pouco reconhecida. Tem muita feira de arte, casa de cultura...tem muito mais evento cultural na quebrada do que em Pinheiros, mas quem é de fora não fica sabendo. Se não tem como vir até Pinheiros, você faz seu Pinheiros, monta sua cena. Se a galera não abre a porta pra gente, a gente arromba. O DARUA veio pra isso. ”

O radialista e pesquisador Victor Hugo Valente (27) também teceu comentários sobre a importância da cena independente para a cultura periférica. “Eu acredito que buscamos hoje razões pra gente existir, e isso piora muito quando você tem um contingente de pessoas negras e periféricas, que são colocadas à marginalidade. Na minha visão, eu vejo a cena como uma cena de pessoas pobres, é uma cena de pessoas à margem. Então, a cena cria um ambiente confortável para as pessoas serem o que elas verdadeiramente querem ser, e serem entendidas como elas querem ser. eu, como um homem branco, me dou o prazer de não saber o que eu sou. Mas o Lengue, baixista do Nigéria Futebol Clube, pode ter rótulos muito piores do que simplesmente não existir. Que é existir como periférico, como possível bandido. Então, é muito importante ver os caras do Nigéria tocando o que eles acham justo, o que eles acham que é arte e serem ovacionados por pares de pessoas que moram em Guarulhos, Osasco; que estão todas ali, concentradas e olhando. ”

Movimentos independentes com foco em produções periféricas, como o DARUA, evidenciam a importância do uso da arte para visibilizar grupos socialmente marginalizados, que possuem poucas oportunidades de acesso à cultura e lazer. Além disso, o contato com essas eventos pode ser uma forma de conexão com a identidade e representatividade de jovens negligenciados pela sociedade, por serem manifestações artísticas criadas por indivíduos que enfrentam questões sociais parecidas. Esse evento é um exemplo de como a arte independente pode resultar no fortalecimento do sentimento comunitário em regiões pouco requisitadas pela sociedade paulistana.

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Eventos variados, exposições, shows e festivais movimentam os espaços culturais da cidade
por
Victória da Silva
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09/04/2026 - 12h

Após as águas de março fecharem o verão e o outono começar no país, o mês de abril chega com uma vasta programação cultural para os paulistas e visitantes da cidade curtirem. Confira aqui algumas atrações interessantes para visitar na capital paulista:

SP-Arte

A SP-Arte é a maior feira de arte e design do Brasil. O encontro promove conversas e lançamentos editoriais. Nesta edição, o evento promete ter uma exposição sobre árvores, abordar o mobiliário moderno, mostrar o retrato da cena atual do design brasileiro, além de prêmios para artistas e designers.

Quando: De 8 a 12 de abril.

Onde: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera.

Ingressos: Inteira - R$120,00 e Meia Entrada - R$60,00 (+ taxas de conveniência).

Noite das Livrarias

No dia Mundial do Livro, o evento celebra a literatura em várias livrarias espalhadas por São Paulo. A partir das 18h os interessados podem descobrir espaços novos, trocar experiências, fazer oficinas, participar de festas do pijama e ainda, conhecer outros amantes de livros.

Quando: 23 de abril.

Onde: Conferir livrarias participantes no site oficial do evento (https://noitedaslivrarias.com.br/livrarias

Ingressos: Entrada Gratuita.

Cine Minhocão

O festival de cinema ao ar livre no Elevado João Goulart conta com sessões competitivas de 21 curtas-metragens brasileiros e internacionais, com votação do público e premiação.

Quando: De 25 de abril a 3 de maio - Sessões às 18h e 19h.

Onde: Minhocão

Ingressos: Inteira - R$120,00 e Meia Entrada - R$60,00 (+ taxas de conveniência).

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As obras refletem a pluralidade de linguagens que marcaram a arte brasileira na primeira metade do século XX. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Exposições:

Anita e os Modernistas

Com curadoria de Renata Rocco, a exposição conta com um acervo de 23 obras de Anita Malfatti. A mostra retrata o Modernismo no Brasil e também reúne obras de outros artistas modernistas que participaram da Semana de Arte Moderna de 1922, como Di Cavalcanti, Bruno Giorgi, Paulo Rossi Osir, Ismael Nery, Regina Gomide Graz, Alfredo Volpi e Alberto da Veiga Guignard.

Quando: De 6 de abril até 31 de agosto.

Onde: Palácio dos Bandeirantes.

Ingressos: Entrada Gratuita.

Janis Joplin

A mostra trará mais de 300 itens da lendária cantora, compositora e multi-instrumentista norte-americana Janis Joplin, ícone do rock mundial. Dentre os destaques, estão diversas cartas e bilhetes escritos por Janis, fotos de apresentações, além de peças de roupa e adereços da artista.

Quando: A partir de 16 de abril.

Onde: Museu da Imagem e do Som.

Ingressos: Inteira - R$60,00 e Meia Entrada - R$30,00.

Nova Órbita - Nucle1

O centro integrado de artes de quatro andares e dois subsolos foi pensado para promover uma experiência em cada salão. Com exposições em variados espaços, intervenções e um cinema underground, a “Nova Órbita” propõe não apenas uma visita, mas sim uma imersão.

Quando: Até 28 de maio. Quarta à sexta - 12h às 20h. Sábado e domingo - 10h às 18h.

Onde: Nucleum - Rua Muniz de Souza, 809 - Aclimação.

Ingressos: Entrada gratuita.

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Festival Wine&Jazz encanta com a mistura de música e gastronomia. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Festivais:

Wine & Jazz Sessions

O festival de música ao ar livre reúne jazz, gastronomia e vinho em uma experiência diferenciada. Serão dois dias de shows de Jazz e Soul, área gastronômica com a participação de chefs e seus restaurantes, empório artesanal, além de vinícolas e importadoras de vinho consagradas.

Quando: 11 e 12 de abril. 

Onde: Parque Villa-Lobos.

Ingressos: Entrada gratuita. Para participar do Wine&Jazz nas alturas (na Roda Rico) os preços variam entre R$60,00 e R$120,00.

Gop Tun Festival 2026

O festival acontece em um final de semana inteiro e celebra a cidade de São Paulo unindo artistas da música eletrônica alternativa. Em sua 5ª edição, o público poderá prestigiar a line-up que conta com Jayda G, Optimo (Espacio), Mount Kimbie Dj, Yu Su, Chaos In The Cbd, Moxie, Omoloko, Brenda & Maria Manuela, Sherelle e Aerobica.

Quando: 11 e 12 de abril 

Programação diurna: 13h às 22h30

Programação noturna: 21h30 às 6h em espaço exclusivo.

Onde: Complexo do Pacaembu

Ingressos: Variam entre R$280,00 e R$550,00.

Shows:

Marina Sena - Coisas Naturais

A artista Marina Sena retorna à São Paulo com um novo capítulo da era "Coisas Naturais”, para um show atualizado e repaginado. Entre o setlist da apresentação, está a faixa "Carnaval" que atravessou a estação e se tornou um dos hits mais tocados de fevereiro.

Quando: 17 de abril.

Onde: Espaço Unimed.

Ingressos: A partir de R$130,00.

Jackson Wang - MAGICMAN 2 WORLD TOUR

Jackson Wang, que é integrante do grupo de kpop Got7, retorna para um show em São Paulo e outro show de estreia no Rio de Janeiro, promovendo a turnê “MAGICMAN 2 WORLD TOUR”. Os shows são aguardados pelos fãs que desejam apreciar pessoalmente o alter ego “Magic Man”, criado para expressar a versão mais autêntica do artista.

Quando: 23 de abril.

Onde: Suhai Music Hall.

Ingressos: Variam entre R$470,00 e R$980,00.

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Inovando a forma tradicional de armazenar seus dados, o sistema garante mais benefícios aos usuários e empresas
por
Malu Marinho
Ramon de Paschoa
Tabitha Ramalho
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07/12/2021 - 12h

  A tecnologia da nuvem inclui o fornecimento de serviços de inteligência aos servidores, armazenamento, análises e bancos de dados, rede e software, tudo isso pela Internet para oferecer inovações mais rápidas. O engenheiro de dados da marca esportiva Nike, Thiago Corrêa, afirma que através dessa tecnologia se otimiza os custos e o tempo da sua empresa, estresse, além do dinheiro e mão de obra.


    As grandes empresas de tecnologia Google, Microsoft e Amazon são fornecedoras do sistema de computação em nuvem. Com o uso diário da internet, hospedar documentos tornou-se algo benéfico tanto para a segurança — armazenando seus dados com a proteção da Lei Geral de Proteção — quanto para o transporte de informações. Ao contratar, as empresas deixam de arcar com mão de obra especializada e grandes servidores para armazenar, a Nuvem é elástica e fornece a quantidade adequada de recursos de Tecnologia da Informação, sempre que necessário.

     Utilizado pela primeira vez no ano de 1997, o termo "computação na nuvem" foi adotado pelo professor de sistemas de informação Ramanath Chellappa, da Goizueta Business School. Em palestra, Chellappa se apropriou do termo por inspiração do símbolo da "nuvem" para representar algo que está "no ar", assim como a internet. Desde então, "a gente começou a virtualizar a própria infraestrutura" como pontuado por Corrêa. Tornou-se cada vez mais comum o uso da inteligência não só para cientistas da computação ou profissionais de TI (Tecnologia da Informação) mas também para o público geral.

      Revigorada há pouco tempo no Brasil, a sanção da Lei Geral de Proteção de Dados, também conhecida como LGPD, traz para as empresas a obrigatoriedade de informar a finalidade da coleta (de dados) aos titulares. 

Thiago Corrêa, engenheiro de dados/ acervo pessoal

A lei se aplica à tecnologia da Computação na Nuvem, já que sua principal função é o armazenamento de referências para as empresas. O engenheiro sinaliza que, quando um analista recebe a pesquisa, ele não tem acesso ao CPF do usuário, por exemplo. E acrescenta, "como sou o engenheiro de dados, ao ver esse tipo de informação (pessoal), preciso mascarar para que a empresa esteja dentro do combinado com a LGPD". 
 

  Com a fiscalização mais atenta através da LGPD, o cotidiano individual é facilitado, já que é informado ao usuário onde, porquê e para quem seus dados estão sendo coletados. Para as grandes corporações, a Nuvem fez com que muitos gastos fossem evitados, por não haver necessidade do uso de máquinas com servidores. O engenheiro explica que, "quando a gente fala de empresas, o serviço em nuvem é um benefício porque elas não vão ter aquela dor de cabeça de custos e perda de tempo que tinham antes."

   O engenheiro aponta um diferencial positivo sobre o uso da tecnologia, explicando que o principal data center — o centro de processamento de dados — do Google fica na Finlândia e, a energia consumida é totalmente ecológica. Ainda pontua como sendo um benefício ambiental, "a computação em nuvem fornece não só diferencial para si mesmo, como para a natureza". 

    Migrar para o serviço de computação na nuvem é o começo da maior presença da tecnologia nas nossas vidas cotidianas. As empresas de grande porte abordam a inteligência como uma jornada de melhoria constante. De acordo com a Accenture Technology, em pesquisa realizada com mais de 4.000 respondentes, revelaram que o deslocamento para a nuvem entrega resultados positivos: quase 3/4 das empresas consultadas relataram cortes de custo de até 11% e puderam acelerar a carga de trabalho em resposta à pandemia, fornecendo melhor qualidade, segurança dos dados, e suporte aos profissionais da área. 

    A tecnologia chegou para facilitar diversos setores, "você não precisa mais ser especialista em configurações de equipamento" diz Corrêa, "muito mais fácil, ir no terminal da servidora e clicar (...) facilita, para todos, incluindo o especialista de TI." complementa. A inteligência de Computação na Nuvem, não é um mecanismo restrito aos servidores da área, e sim, para todos que fazem uso da internet seja para trabalho, estudo ou armazenamento de informações comuns. 
 

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O equipamento é utilizado em casos refratários do tratamento convencional
por
Isabela Lago Miranda
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24/11/2021 - 12h

Por Isabela Lago Miranda

Oxigenação por membrana extracorpórea, ou ECMO, é uma técnica que utiliza dispositivos mecânicos para dar suporte respiratório para um paciente, utilizados em casos de gravidade como uma forma de proporcionar tempo até que se estabeleça um tratamento ou um transplante de órgãos. Em casos graves da doença que não responderam bem à ventilação mecânica, ECMO foi utilizada no tratamento da Covid-19 em centros especializados com equipe multifuncional com treinamento específico. A tecnologia passou a ser conhecida pela população geral após ser utilizada pelo ator e comediante Paulo Gustavo quando foi internado pelo corona vírus, gerando comoção nacional, que não compreendia na época do que se tratava.

                O processo se dá com a retirada do sangue através de uma veia para uma bomba e por uma membrana artificial que faz a função do pulmão, essa técnica ajuda a retirar o gás carbônico e oxigenar o sangue, que é devolvido para o organismo. “Tem como finalidade o repouso do pulmão afetado pelo covid até que se consiga tratar a doença e, com a melhora dos sintomas, vai se reduzindo a necessidade da ECMO até sua retirada final” explica Daniela Cristina, fisioterapeuta respiratória do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

                Embora aumente as chances de sobrevida, a ECMO também oferece risco aos pacientes, como hemorragia, infecção, embolia pulmonar e acidente vascular cerebral; além disso, é custosa, por isso não é incorporada ao SUS por ordem da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema de Saúde (CONITEC). Mesmo assim, a CONITEC estima que 1 a 1,2% dos pacientes com Síndrome de Angústia Respiratória Aguda (SARA) pela covid-19 refratários ao tratamento convencional se beneficiariam da ECMO enquanto os outros 99% necessitariam de ventilação mecânica.

 “Já usávamos ECMO no tratamento de pacientes com SARA e após o início da pandemia foi incorporado ao tratamento de pacientes de Covid19. Antes tínhamos poucos pacientes utilizando, mas a pandemia fez com que a máquina fosse mais usada e mais profissionais tenham que ser treinados para usar ela”. Daniela considera que há significantes benefícios para o uso dessa tecnologia, “A expectativa de vida, ou sobrevida, aumentou, tornando possível o tratamento até o final do Covid19, a recuperação total e a alta hospitalar”.

               

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A tecnologia virou uma aliada para as pessoas no período de isolamento social, no entanto, esta realidade não foi para todos
por
Ana Luiza Bessa
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29/11/2021 - 12h

Por Ana Luiza Bessa

Há quase dois anos, a população lida com o medo da infecção pela Covid-19 e o impacto do distanciamento social na saúde mental. De acordo com o Mapa Brasileiro da Covid do portal Inloco, o Brasil chegou a ter 60% da população em isolamento social até abril do ano passado, sendo um dos maiores números registrados no País.

A distância e a necessária limitação social, principalmente no período pré-vacina, foram amenizadas por ferramentas tecnológicas disponíveis na Internet. Apesar de não serem exclusividades dos tempos atuais, recursos como as chamadas de vídeo se tornaram os principais meios de comunicação durante a pandemia, abrangendo desde os mais idosos até os mais jovens.

“Eu acho que nós estamos vivendo um momento muito difícil. Mas não só nós que estamos aqui. A saudade é grande, mas precisamos entender que tudo tem limites”. É o que diz Maria Inês*, paciente da casa de repouso Jardins de Hérmom, na Zona Sul de São Paulo. De acordo com o portal de assistência social do governo federal, mais de 88 idosos vivem em casas de repouso. Devido à saudade dos familiares, proibidos de realizarem visitas por conta da quarentena, a saúde mental desses pacientes - que já vivem isolados - começou a ser uma preocupação entre os especialistas.

“Hoje em dia, para suprir a falta dos familiares e fazer com que não haja uma brusca alteração na saúde mental dos pacientes, começamos a fazer mais festas para haver distração. Com músicas e com videochamadas, os familiares participam junto com a gente”, afirmou a enfermeira geriátrica Erika Machado em entrevista concedida para esta reportagem. Além das sessões com psicólogos e fisioterapeutas, a tecnologia foi essencial para reduzir a distância e a saudade entre familiares e pacientes e cuidar da saúde mental dos idosos.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Projeto Doa Tempo, criado pela psicóloga Arielle Sagrillo, é outra iniciativa que usa a tecnologia para auxiliar no tratamento da saúde mental dos idosos. A plataforma permite que voluntários de todo o país possam doar seu tempo conversando com pacientes de casas de repouso através de videochamadas. Além do bate-papo, através do projeto é possível recitar poesia, contar histórias, tocar músicas e até dançar.

Mas não é só nas casas de repouso que as chamadas em vídeo são utilizadas pelos idosos. De acordo com um levantamento feito pela Integrar Gerações com 459 pessoas com mais de 50 anos, a participação de idosos em aulas on-line subiu de 22% para 53% na crise. Pós-pandemia, 45% dos entrevistados disseram que seguirão realizando as atividades de forma virtual.

No mundo universitário, jovens e adultos também têm utilizado os aplicativos de reuniões online para terem aulas à distância e apresentar seus trabalhos de conclusão de curso (TCC).

“Apesar de não ser o formato ideal para a apresentação de um trabalho tão importante e não ser acessível para toda a população, as videochamadas estão supriram as necessidades de garantir que os estudantes possam se formar mesmo em um momento tão complicado”, afirma o estudante de jornalismo da PUC-SP, Ulisses Lopresti.

A empresa Microsoft, dona da plataforma Microsoft Teams, registrou em um mês um aumento de 70% de usuários. Em março de 2020, no início da pandemia, as ações do aplicativo de videoconferência Zoom Video Communications passaram de US$ 120 para US$ 150 dólares, e a empresa chegou a atingir 200 milhões de usuários diários.

Segundo Eric Yuan, presidente do Zoom, o serviço foi usado por 90 mil escolas em 20 países diferentes. Porém, nem todos os alunos tiveram acesso às aulas online no Brasil, que foram impostas antes do país atingir um patamar de vacinação necessário para que as atividades presenciais voltassem com segurança.

De acordo com a pesquisa TIC Educação de 2019, apenas 16% dos alunos de escolas públicas e privadas declararam já ter participado de cursos online e somente 24% já haviam realizado simulados ou provas, o que pode indicar dificuldades no ambiente virtual de aprendizagem.

“No ensino à distância, o que eu mais senti de diferente foi que os professores, mesmo nos finais de semana, continuaram passando lição de casa. Se fosse na escola (presencial) não seria assim, pois eles têm outras formas de avaliar os alunos”, afirmou Sophia Pasternack, aluna do ensino médio na rede pública de São Paulo.

A estudante também indicou outras dificuldades na adaptação no ambiente virtual: “Não acompanhei as aulas online. Meus irmãos mais novos também estavam em casa. Na minha casa não tem condições de acompanhar todas as aulas”.

Mais um problema do Ensino à Distância pelas chamadas em vídeo é a desigualdade no acesso, situação notável entre escolas públicas e particulares. Ainda de acordo com a pesquisa da TIC Educação, 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não possuem computador ou tablets em casa. Já entre estudantes de particulares, o índice chega a somente 9%. 

Professores também sofreram com a falta de preparo prévio para a inserção no mundo digital: 53% dos entrevistados pela pesquisa disseram que a ausência de curso específico para o uso do computador e da Internet nas aulas dificulta muito o trabalho e para 26%, dificulta um pouco. A soma entre os docentes que indicaram alguma dificuldade chega a 79% dos entrevistados.

Alice de Oliveira, diretora da escola estadual Isaltino de Mello, afirmou que o maior desafio foi incluir toda a comunidade escolar:

“A gente percebe que é muito desigual o acesso dos professores e o nível de conhecimento na área de informática. Nunca tivemos uma informação sistematizada para acesso às ferramentas digitais. Temos problemas de falta de equipamentos, Internet... conseguimos incluir todos (professores) mas foi longe do ideal”, explica a docente.

A diretora também detalhou a situação dos alunos da escola durante o período de aulas online: “Sobre os alunos, estamos nessa luta pelo acesso e inclusão digital desde que as aulas retornaram. Não conseguimos incluir todos os alunos. Temos alunos que não tem celular, Internet, que perderam a possibilidade de pagar um plano de Internet por conta da crise. É muito desigual também”, finaliza.

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Em 2020 satélites constataram mais de dois mil hectares desmatados ilegalmente
por
Ana Luiza Bessa
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26/11/2021 - 12h

Por Ana Luiza Bessa

O Brasil está nos holofotes por conta do desmatamento de regiões florestais e de reservas ambientais há décadas. Nos últimos anos, o País tem batido recordes no número de queimadas ilegais e destruição do meio ambiente, principalmente no que diz respeito à Amazônia e ao Pantanal.

De acordo com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa e Espaciais), por exemplo, até o ano passado foram desmatados 24.915 km² do Pantanal, correspondente a 16,5% do bioma. O número é equivalente a pouco mais de quatro vezes a área total de Brasília. Os índices de poluição nunca estiveram tão altos, na margem de 3.300%, o que prejudica não só a vida do bioma, mas também a dos moradores que vivem ao redor.  

Esses dados foram resultado de um dos eventos mais alarmantes causados por queimadas ilegais. Em outubro de 2020 o pantanal ficou por mais de 14 dias em chamas e há muitos motivos que ocasionaram a tragédia. Em 2020 houve uma enorme redução na umidade do ar e do solo da região, por isso o fogo se alastrou de forma muito intensa. Para acrescentar, o Pantanal é alvo de uma agropecuária extensiva, o que prejudica muito e deixa-o excessivamente seco.

Gráfico - Queimadas Pantanal

O Ministério Público do Mato Grosso do Sul realizou um levantamento indicando que 40% do desmatamento no Pantanal brasileiro aconteceu de forma ilegal. De acordo com a legislação brasileira, há algumas áreas especificas que há permissão para desmatar. A lei é exercida a partir do Decreto 14.273, que estabelece um regramento florestal para que haja a preservação do ecossistema pantaneiro na região.

 

 O decreto em questão determina que 50% da área das propriedades com vegetação arbórea e 40% de campo nativo sejam preservados, facultando aos proprietários rurais a venda ou permuta de áreas para suprir reservas legais inexistentes em propriedades de outras regiões, desde que sejam do mesmo bioma. Por mais que exista a regulamentação, o desmatamento ilegal ainda é muito frequente.

 

Com mestrado especializado em Geografia da Natureza, Maria Alice Oliva, explica o preocupante cenário das queimadas excessivas: “As queimadas resultam em uma perda de solo muito grande, muitos não fazem um manejo adequado do solo, e a parte perdida é a mais fértil, a superficial. O desmatamento provoca uma catástrofe ambiental, pois o solo exposto fica à mercê da chuva intensa e do calor intenso, então além da perda do solo se tem uma degradação do solo grande e rápida.”.

 

Com o intuito de conter o desmatamento ilegal, existe a fiscalização desses locais, que por sua vez não são eficientes. A fiscalização ambiental é um poder e dever do Estado, que tem como objetivo cumprir sua missão institucional de controle da poluição, dos recursos hídricos, florestais e detectar crimes ambientais.  

Os avanços tecnológicos podem ser os principais aliados para o combate do desmatamento ilegal e na fiscalização dessas regiões. Com a ajuda dos mapas de satélite, por exemplo, é possível detectar imagens com nitidez que aproxima o ambiente a uma distância de meio metro e permite que se compare a cobertura vegetal de uma área com registros anteriores. Só em 2020 constatou-se 2.214,31 hectares de desmatamento ilegal por imagens de satélite.

 

Imagem: NASA

Outro investimento tecnológico são os detectores de fumaça, que têm como objetivo criar sistemas que antecipem a detecção do fogo que estão em estágios iniciais. Há sensores capazes de identificar focos de fumaça, temperatura ambiente e umidade do solo. Eles realizarão a prevenção e o controle emitindo um alerta por mensagens aos órgãos competentes. O intuito é monitorar em tempo real as áreas de proteção ambiental contra queimadas.

Gerson Noberto é responsável pela inteligência de negócios da plataforma ARGOS, que trabalha com sensores que monitoram temperaturas, umidade, vibração, ruídos, para que seja feito uma análise comportamental de animais. Ele diz que esse formato antigo de gerenciar a natureza já mudou e que não é preciso ficar à mercê de um único satélite, pois estão investidos em recursos de drones (que transmitem imagens ao vivo) e recursos de inteligência artificial (que processam análises).  

Embora haja uma série de opções tecnológicas de monitoramento ambiental é preciso que os órgãos de estudo estejam abertos a esta tecnologia. Caso contrário, a persistência em um formato mais caro e menos eficiente continuará e os problemas ambientais não serão solucionados com sucesso.  

Em 2020 a tecnologia chegou no Brasil devido a série de problemas ambientais, com a intenção de baratear o custo das operações e para viabilizar uma variedade muito grande de análises que podem ser feitas de forma objetiva. Há muitos pesquisadores espalhados pelo país para compartilhar dados e buscar por melhorias no setor ecológico.   

No que diz respeito a recuperação da natureza, os avanços tecnológicos podem ser muito efetivos. Com base nesses sistemas é possível verificar se para a regeneração do bioma é necessário que levem alguns animais de volta, os quais muitas vezes foram resgatados em condições trágicas. Para que essa adaptação seja feita é preciso que os órgãos estejam antenados nas inovações dos equipamentos.  

Para Gerson, é preciso entrar em um estado de equidade com a natureza em que ambos consigam consumir o necessário para viver e não usar mais do que necessário, para tentar reerguer o equilíbrio ecológico. 

Um exemplo deste formato de equilíbrio é o Japão. Há alguns anos a quantidade de jovens do país vem diminuindo, a partir desta realidade o governo conseguiu fazer uma reforma e estimulou a reprodução da população de forma responsável. Os japoneses consomem menos do que a natureza produz, desta forma eles vão se sustentar por muito mais tempo. 

Investimentos em tecnologias para conter o desmatamento e a preservar biomas sãos de extrema importância e urgência, pois os equipamentos já se mostraram úteis, fazem parte de uma série de investigações sobre crimes ambientais e são mais eficientes do que apenas a fiscalização humana.   

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Conheça o aplicativo de simulações utilizado em terapias de exposição
por
Isabela Lago Miranda
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26/11/2021 - 12h

Por Isabela Lago Miranda

Caracterizada pelo medo extremo de interações sociais como falar em público ou sair com pessoas novas, a fobia "sócia" faz com que a pessoa sinta medo extremo de se colocar em evidência.  Uma das formas de suas formas de tratamento é a terapia de exposição, que é parte da terapia cognitiva comportamental. Dificultada pelo fato de que a ansiedade de fóbicos sociais pode dificultar a exposição ao vivo de situações como as descritas. Como alternativa, o uso da tecnologia de realidade virtual (ou RV) possibilita a exposição do paciente ao cenário de uma forma controlada.

“Se expor com a imaginação do paciente não tem a mesma fixação e exposição ao vivo é dificultada pois o fóbico social foge dessas situações, então a realidade virtual vem como um método muito efetivo”, afirma Cristiane Gerbara, psicóloga clínica com abordagem cognitivo-comportamental e idealizadora do aplicativo SocialUP3D. O app é utilizado junto de um óculos de RV com o objetivo de garantir a imersão e interação de seu usuário com a simulação exibida junto de acompanhamento profissional. Possui seis cenas no total, situações como ser observado na rua e entrar numa festa, todas com personagens reais e não animações, uma inovação do trabalho de Gerbara.

“A gente pega essas situações em que o paciente tem fobia social e gradualmente ele vai se expondo por um tempo prolongado. Repete, repete, repete, vai diminuindo a ansiedade e aí depois vai para uma próxima e assim vai”. O site que abriga a tecnologia apresenta o dado de que a média de redução de ansiedade após o tratamento é de 72,5%. Sobre a popularização do uso da tecnologia para esse tratamento Cristiane afirma: “os efeitos são os mesmos do da terapia de exposição tradicionais, mas se por ser RV aumentar a adesão por ser algo diferente, seria interessante”.

                De acordo com o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, 26 milhões de brasileiros sofrem de fobia social- que dificulta seu sucesso acadêmico e interações sociais. Por esse motivo a profissional frisa a importância de que se ensine sobre psicologia para que a fobia social possa ser notada e tratada mais cedo.

 

 

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