O crescimento do fenômeno AI Slop nas redes sociais
por
Fernanda Dias
João Luiz Freitas
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08/06/2026 - 12h

Uma reportagem publicada pelo portal The Verge revelou recentemente o crescimento de perfis criados por inteligência artificial que se passam por pessoas reais para promover e vender produtos nas redes sociais . O caso reacendeu debates sobre autenticidade, desinformação e o aumento da presença de conteúdos artificiais na internet, fenômeno conhecido como AI Slop, termo utilizado para descrever conteúdos gerados em massa por IA com foco em alcance e engajamento, sem se preocupar com a verdade dos fatos.

Entrevistamos uma grande consumidora de inteligência artificial, Melissa Marques, que explica os desafios de identificar conteúdos sintéticos e os efeitos da produção automatizada de conteúdo nas redes sociais. Confira a reportagem completa clicando aqui!

Ao transformar estilos, obras e experiências humanas em dados, a IAG desafia os limites entre criação, reprodução e apropriação
por
Carolina Zaterka
Luiza Zaccano
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08/06/2026 - 12h

A inteligência artificial é frequentemente apresentada como uma ferramenta capaz de democratizar a criatividade e revolucionar a produção cultural. Mas até que ponto essa tecnologia realmente cria algo novo? Nesta entrevista à AGEMT, Vitor Dionisio, diretor de Arte, discute os impactos da IA sobre a arte, os debates envolvendo direitos autorais, a apropriação de obras para o treinamento de algoritmos e o que se perde quando a criação artística é reduzida a comandos e padrões matemáticos. Entre inovação e controvérsia, a matéria questiona qual é o lugar da experiência humana em um mundo cada vez mais automatizado. Assista

O maior festival gastronômico da América Latina transforma o parque em um espaço de encontros e culinária.
por
Thomas P. Fernandez
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31/05/2026 - 12h

O Parque Villa-Lobos recebeu no último final de semana do mês de maio, a 10ª edição do maior festival gastronômico da América Latina, o “Taste São Paulo”. Reunindo restaurantes, chefs, marcas e visitantes, o espaço se transformou em um grande retrato da cultura gastronômica paulistana.

O evento também mostrou como é a relação de São Paulo com o mundo da gastronomia. Muito mais do que pratos, o público circula pelo evento conhecendo e fazendo descobertas no ambiente de comidas e culturas diversas.

De acordo com Gustavo Oliveira, diretor de operações da empresa responsável pelo evento, a edição de 2026 tem registrado uma recepção positiva do público, com destaque para a Copa Taste, competição inédita em que os visitantes votam nos pratos do festiva, e para as aulas conduzidas por chefs renomados. 

Para Alex Zanela, produtor da Voe e um dos responsáveis pela produção do espaço da Baden-Baden no Taste São Paulo, o festival está sendo gratificante apesar dos desafios. Alex também destacou a diversidade gastronômica presente no festival, a visibilidade dos espaços diversos e o aspecto familiar do evento, que reúne diferentes públicos em um ambiente aberto e pet-friendly.

 

Cartazes temáticos para o Taste São Paulo 2026.
Cartazes temáticos para o Taste São Paulo 2026. Foto: Thomas Fernandez
Painel com o nome do evento para os visitantes tirarem fotos
Painel com o nome do evento para os visitantes tirarem fotos. Foto: Thomas Fernandez
Uma das áreas de descanso para os visitantes comerem sentados e descansarem.
Uma das áreas de descanso para os visitantes comerem sentados e descansarem. Foto: Thomas Fernandez
Preparo de churrasco no estande da ÉCORDEIRO.
Preparo de churrasco no estande da ÉCORDEIRO. Foto: Thomas Fernandez
Palco principal do festival.
Palco principal do festival. Foto: Thomas Fernandez
Preparo de drinks especiais no estande da Schweppes.
Preparo de drinks especiais no estande da Schweppes. Foto: Thomas Fernandez
Estande da sorveteria Granado.
Estande da sorveteria Granado. Foto: Thomas Fernandez
Estande da Barilla, multinacional de culinária italiana.
Estande da Barilla, multinacional de culinária italiana. - Foto: Thomas Fernandez
Aula aberta de culinária italiana no estande da Barilla.
Aula aberta de culinária italiana no estande da Barilla. Foto: Thomas Fernandez
O preparo inicial de um frozen yogurt no estande Yogoberry.
O preparo inicial de um frozen yogurt no estande Yogoberry. Foto: Thomas Fernandez
O toque final de granulado de um frozen Yogurt
O toque final de granulado de um frozen Yogurt - Foto: Thomas Fernandez
Food truck da McCain, a maior fabricante de batata frita pré-frita e congelada.
Food truck da McCain, a maior fabricante de batata frita pré-frita e congelada. Foto: Thomas Fernandez
O preparo da cerveja no estande da Baden-Baden.
O preparo da cerveja no estande da Baden-Baden. Foto: Thomas Fernandez
Fontes de chocolate ao leite, branco e escuro no estande da Chocoshow.
Fontes de chocolate ao leite, branco e escuro no estande da Chocoshow. Foto: Thomas Fernandez
Entrada do estande da Aperol, famosa marca de drink italiano.
Entrada do estande da Aperol, famosa marca de drink italiano. Foto: Thomas Fernandez
Preparação de churrasco coreano do restaurante Bicol.
Preparação de churrasco coreano do restaurante Bicol. Foto: Thomas Pereira Fernandez
Atendente servindo prato clássico coreano do Bicol.
Atendente servindo prato clássico coreano do Bicol. Foto: Thomas Fernandez
Aula sobre como preparar um lombo suíno com o Chef Luiz Horta no estande do Aurora Premium.
Aula sobre como preparar um lombo suíno com o Chef Luiz Horta no estande do Aurora Premium. Foto: Thomas Fernandez
Chef Luiz Horta demonstrando o ponto da carne no preparo de um lombo suíno, no estande da Aurora Premium .
Chef Luiz Horta demonstrando o ponto da carne no preparo de um lombo suíno, no estande da Aurora Premium . Foto: Thomas Fernandez
Aula de degustação de cervejas no estande da Baden-Baden.
Aula de degustação de cervejas no estande da Baden-Baden. Foto: Thomas Fernandez

 

A feira reuniu o público para acompanhar as novidades do mundo dos games.
por
Thomas P. Fernandez
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27/05/2026 - 12h

Entre os dias 29 de abril e 3 de maio, São Paulo recebeu a Gamescom LATAM, uma das maiores feiras de jogos da América Latina. Realizado no Distrito Anhembi, o evento reuniu milhares de fãs, criadores de conteúdo, desenvolvedores e profissionais da indústria em uma das maiores celebrações do setor já realizadas no Brasil. 

Durante os cinco dias de evento, o público teve acesso à diversas atividades nos estandes dos desenvolvedores, como testes de jogos inéditos, painéis com convidados internacionais e nacionais, sorteios, competições ao vivo.

A S-Game, desenvolvedora de jogos digitais, reuniu o público para o “Phantom Blade Zero”, um dos jogos mais aguardados do ano, o público aguarda o lançamento do jogo desde o seu anúncio em 2023, com gráficos polidos e jogabilidade polida. Além do jogo, a apresentação de dança do leão chinês, com performers circulando pelo estande e interagindo com o público, criou um momento visual marcante e reforçou a identidade cultural do jogo

A Nintendo também marcou presença com seu tradicional apelo ao público, com estações com demos dos seus jogos principais no Nintendo Switch 2, como Donkey Kong Bananza, Mario Kart World, Pokémon Pokopia, Mario Tennis Fever entre outros.

A NVIDIA apresentou tecnologias e soluções gráficas, destacando o avanço técnico da indústria. Com foco em experiências gráficas com alto desempenho, destacando tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e a capacidade gráfica da série RTX de placa de vídeo. 

Mais do que uma feira de entretenimento, a Gamescom LATAM se tornou um espaço de troca cultural, tecnologia e criatividade, aproximando jogadores, criadores de conteúdo e profissionais da indústria.

Gabinete de videogame retrô aberto ao público
Gabinete de videogame retrô aberto ao público - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Estande da Seara na Gamescom
Estande da Seara na Gamescom - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Entrada do estande do Phantom Blade Zero
Entrada do estande do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Público jogando a demo do Phantom Blade Zero
Público jogando a demo do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero
Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia
Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia - Foto: Thomas Fernandez/Agemt

 

Nova loja de Trading Card Games reúne jogadores e fortalece comunidade geek paulistana
por
Thomas Fernandez
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13/05/2026 - 12h

Prestes a completar um ano de funcionamento, a Akagami se consolidou como uma das novas lojas para praticantes de jogos de cartas colecionáveis (TCG) na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A chegada de um espaço acolhedor, aberto e tranquilo aparece em um cenário de oferta limitada de locais dedicados exclusivamente a esse tipo de jogo.

A Akagami surgiu da vontade de quatro amigos, Mayumi Akamine, Natan Lima, Kevin Higutsi e Alexandre Abraão de construir um projeto voltado à sua paixão, os cards games. Inicialmente, a loja seria somente online, mas com a insistência de Kevin e Alexandre, a loja abriu como box na Galeria Imperial localizada na Liberdade. Após o aumento do aluguel na região, a equipe transferiu a loja para rua Antônio Carlos a região próxima à Paulista e, com o novo espaço, passou a atender de uma forma diferente, oferecendo mais estrutura para os clientes e fortalecendo a proposta de comunidade em torno do card game. A experiência dos sócios como clientes e funcionários de outras lojas influenciou a proposta da Akagami, que buscava criar um ambiente diferente dos modelos tradicionais. 

A inauguração de novas lojas TCG’s costuma mobilizar a comunidade nerd, especialmente em São Paulo, onde o mercado reúne diferentes públicos e modalidades de jogos. Além de fatores como estrutura, torneios e localização, a criação de vínculos entre os clientes influencia na recepção desses espaços. A sócia Mayumi Akamine contou uma das histórias mais marcantes que teve na loja; “Dominique, é um adolescente que veio para aprender a jogar Pokémon, ele era muito tímido, não falava com ninguém. Agora, ele está aqui em toda liga semanal. Ele tem amigos na loja, comprimenta todo mundo”.

Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos.
 Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami
 Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Pasta de cartas para folhear.
Pasta de cartas para folhear. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas.
Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores.
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami.
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami.
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami.
Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT

Mais do que um ponto de venda, a Akagami vem se consolidando como um pilar para a comunidade. Entre partidas, trocas de cartas e conversas que se estendem para além dos jogos, o que se constrói na Akagami não cabe somente nas prateleiras. Em uma região onde antes faltava espaço para jogar, agora sobram histórias.

Como a franquia japonesa conseguiu tornar um simples jogador em um piloto de verdade
por
Rodrigo Silva Marques
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02/10/2023 - 12h

Considerado uma das franquias mais populares, famosas e bem-sucedidas da história, os jogos da série de videogame Gran Turismo, produzidos pela Polyphony Digital, ganharam o gosto do público mais uma vez, mas desta vez por um motivo diferente. Isso porque no dia 24 de agosto de 2023, estreou nos cinemas um filme baseado numa história real envolvendo o videogame, Gran Turismo: De jogador a corredor. O jogo, exclusivo das plataformas PlayStation, foi concebido para simular a aparência e o desempenho de diversos veículos, quase todos reproduções licenciadas de carros reais. Desde a estreia da série em 1997, já foram vendidas mais de 70 milhões de unidades do game, sendo o mais memorável o terceiro título da franquia, Gran Turismo 3: A-Spec, de 2001, considerado um dos melhores jogos de todos os tempos, além de ter sido o segundo mais vendido da história do Playstation 2. Com tamanho sucesso, a Sony (distribuidora do game) resolveu levar a franquia para o cinema, enfrentando dois grandes obstáculos. O primeiro é o contexto, mesmo com sucessos recentes como Pokémon: Detetive Pikachu e Sonic: The Hedgehog, que agradaram tanto o público (em sua maioria fãs de videogame) quanto a crítica, filmes baseados em jogos possuem um longo histórico de fracassos e desastres no mundo da sétima arte.

O segundo obstáculo é como desenvolver um filme baseado num jogo sem história? Foi aí então que a solução encontrada foi em um evento feito pela própria Gran Turismo. O GT Academy foi um programa de televisão produzido pela Grand Central Entertainment e financiado pela Nissan e Sony Interactive Entertainment de 2008 a 2016. A GT Academy, por exemplo, fornecia a talentosos jogadores de Gran Turismo a oportunidade de conseguir uma carreira profissional de corrida na vida real como piloto de fábrica da Nissan. Em umas das edições do torneio, o vencedor foi o galês Jann Mardenborough, que sonhava em ser piloto profissional desde criança, mas a família não tinha o dinheiro necessário para iniciar a carreira no automobilismo e ele não conhecia ninguém que pudesse patrociná-lo.

Porém, ao vencer a edição de 2011, conseguiu ser o mais jovem e bem sucedido a passar pelo desafio, conquistando o terceiro lugar nas 24h de Le Mans, em 2013. Pronto, eis a história perfeita para um filme. A tecnologia dos jogos chegou ao ponto de permitir que um simples jogador tenha capacidade para pilotar um carro de verdade Apesar disso, existem opiniões divergentes. Alguns profissionais gostam de ter um contato inicial com circuitos, memorizar pontos de freada, etc. Várias equipes de Fórmula 1 têm simuladores, com destaque para os da Mercedes e McLaren. Mas os pilotos também brincam e às vezes aparecem jogando games casuais e disputando ligas online. O multicampeão Michael Schumacher dizia que "a maioria dos pilotos" sofre de cinetose, resultado de uma incompatibilidade entre o movimento que se enxerga e a sensação percebida pelos ouvidos, mais especificamente pelo aparelho vestibular, um grupo de órgãos localizado na área interna do ouvido e responsável pelo equilíbrio corporal, e que a única vantagem era conhecer pistas, o que para ele nunca foi problema.

O campeão de 2007, Kimi Raikkonen, por exemplo, declarou que não gostava de simuladores, nem de videogames, mas quando retornou à Ferrari em 2014, teve que usar o equipamento pois o regulamento restringia testes reais por questão financeira. “Seria muito fácil dizer que só porque você é bom no jogo, vai ser bom na vida real, mas não é tão simples. Precisa ao menos ter um conhecimento e treinamento básico”, diz Thiago Farias, de 20 anos, kartista e entusiasta da franquia. “O filme, a princípio, dá a sensação que seria fácil pegar um carro, correr com ele usando apenas habilidade de videogame, mas quanto mais vai passando o filme, mais vai mostrando que existe um processo por trás, não só sentar e acelerar”, comenta Luís Albuquerque, de 14 anos, fã de carros e espectador da F1.  

Um trunfo importante para quem domina as pistas virtuais é a capacidade de desenvolver trabalhos fora da pista. Em uma das cenas do filme, Jack Salter (David Harbour), chefe da equipe Nissan, onde Jann (Archie Madekwe) corre, é surpreendido por uma forma de ultrapassagem desenvolvida pelo jovem através do que aprendeu jogando. Podemos pensar em aceitá-los como um primeiro passo, uma forma conveniente e acessível de aprender o básico antes de chegar  de forma inesperada e crua ao volante. 

O cemitério revela-se um lugar de contemplação, significados profundos e reflexão sobre nossa existência.
por
Pedro Paes
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27/06/2023 - 12h

A vida no cemitério é uma combinação de história, memória e contemplação. É um lugar onde a presença dos falecidos é honrada e lembrada, permitindo que os vivos encontrem conforto e conexão espiritual. Além disso, os cemitérios são testemunhas silenciosas da passagem do tempo, contendo obras de arte e monumentos que preservam a cultura e os valores de uma época. É um espaço que convida à reflexão sobre a vida e a mortalidade, oferecendo um refúgio sereno para aqueles que o visitam.

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Jazigo familiar com esculturas religiosas em seu entorno.

 

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Túmulos e a natureza, a relação da morte com a vida em um único espaço.
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Em volta dos túmulos existe a presença de grandes árvores que dá vida num local "triste".
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Túmulo de Francisco Paolo Fineo com a escultura de Jesus Cristo.
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A cruz e a imagem de Jesus Cristo lado a lado com o reflexo da luz bem presente no momento da foto.
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Túmulo individual com a escultura de Jesus Cristo.
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Imagem de Jesus Cristo com o reflexo da luz do dia.
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Memorial em homenagem aos policias da cidade de São Paulo que morreram em combate.
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Túmulo com a escultura da cruz de Jesus Cristo e em frente a ela está um lindo anjo cercado por plantas, o que dá vida ao local.

 

O bairro abriga a maior comunidade japonesa do mundo fora do Japão e isso tem atraído muitos turistas para a região
por
Pedro Paes
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26/06/2023 - 12h

O bairro da Liberdade, conhecido como "Pequeno Japão", é um lugar fascinante e vibrante localizado na região central de São Paulo. Com suas ruas estreitas e coloridas adornadas por arcos tradicionais e lanternas japonesas, o bairro oferece uma atmosfera única que combina tradições japonesas com a agitação urbana da cidade. As ruas da Liberdade são repletas de lojas, restaurantes e mercados que oferecem uma incrível variedade de produtos e alimentos típicos do Japão.

É possível encontrar desde utensílios de cozinha, roupas, acessórios e eletrônicos, tudo com um toque oriental. A gastronomia é outro destaque do bairro, com uma ampla gama de restaurantes e lanchonetes que servem pratos japoneses autênticos. Visitar o bairro da Liberdade é uma verdadeira imersão na cultura japonesa, proporcionando uma experiência única e enriquecedora. Seja para fazer compras, apreciar a gastronomia, participar de eventos culturais ou simplesmente absorver a atmosfera encantadora do local, a Liberdade certamente deixa uma marca duradoura em quem a visita.

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Rua estreita e com a temática japonesa, o que realça a cultura oriental presente nessa região.
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Trabalhadores de uma barraquinha de rua preparando comidas tipicamente japonesas.
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Action figure do Naruto em tamanho real.
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Loja com um leque de opções de masgás.
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Diversas katanas (espadas japonesas) sendo colocadas em exposição.
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Loja localizada na galeria Sogoplaza vendendo produtos da cultura japonesa.
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Loja Pixel Land é focada em vender almofadas com estampa de famosos animes japoneses.
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Pessoa tirando foto com uma estátua humana de um guerreiro japonês com uma katana na mão.

 

O 2° disco de estúdio da artista constrói um novo repertório com sonoridade tipicamente brasileira, refletindo sua busca por religiosidade, amores e raízes ancestrais
por
Romulo Silva Santana
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17/05/2023 - 12h

"Maré de Cheiro" o segundo disco de estúdio da carioca Amanda Magalhães, conta com 8 faixas e foi lançado na última quarta (10), nas plataformas digitais. O disco transborda as expectativas criadas pelos visuais de divulgação. É escrito e produzido por Amanda e o engenheiro de som Tuto Ferraz. Conta com colaborações de Vico, Assucena, Lurdez da Luz, As Filhas de Baracho e da Banda Black Rio, fundada pelo avô da artista. O projeto é lançado com o selo "Boia Fria Produções" e conta com apoio da 5ª edição do programa de fomento à música do município de São Paulo.

Amanda representando Oxum
Amanda representando Oxum, deusa das águas. Imagem: Renato Stockler/Livia Mariah/Lydio Alexander. Reprodução Instagram

Amanda, 31 anos, ganhou destaque como atriz na série "3%", produção brasileira da Netflix. Formada pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP), começou sua carreira musical em 2018 com o single “Fazer Valer” com Rincon Sapiência e mais tarde em 2020, lançou “Fragma” seu primeiro disco autoral.

O projeto “Brasil em Brasa” do qual a gravação faz parte, foi contemplado pela 5ª edição do programa de fomento à música do município de São Paulo. Esse programa fomenta a criação de obras musicais, que serão apresentadas em centros culturais, por essa razão, a musicista fez apresentações gratuitas na Casa de Cultura do Campo Limpo e no Teatro Sérgio Cardoso.

Imagem: Renato Stockler/Livia Mariah/LydioAlexander - Reprodução Instagram
Amanda deitada na praia com um varal de roupas ao fundo. Imagem: Renato Stockler/Livia Mariah/Lydio Alexander. Reprodução Instagram

 

Composto por 8 faixas, o álbum é construído por uma produção intimista, com a proposta de apresentar o amadurecimento musical da artista. A gravação busca referências brasileiras de norte a sul, mescladas por elementos de música eletrônica. O repertório tropical tem instrumentação potente e vocais bem trabalhados, cheios de camadas e texturas, descrito por Amanda como "minha mais doce pira de verão" em publicação no seu Instagram.   

A faixa “Doce Encanto”, na qual Amanda evoca afetividade, amor e a guia Oxum, rainha das águas doces, inicia o álbum. O lead-single é a faixa principal do projeto e já conta com videoclipe.

Amanda  constrói um repertório novo, que fala sobre amor, ancestralidade e religiosidade de forma expressiva, bem construída e fiel a seus próprios sentimentos. A versatilidade encontrada nas canções é surpreendente, a diversidade identitária é construída faixa a faixa, como em “Queria te Ter”, onde os vocais da artista são mais inerentes, ou em “Com Ela Eu Vou”, colaboração com a Banda Black Rio, que encerra o disco em alto-astral.  


 

 

Dentre a febre de uma rede social antítese ao Instagram, o questionamento inevitável é: As pessoas querem mesmo exibir uma vida real?
por
Isadora Verardo Taveira
Laura Melo de Carvalho
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02/05/2023 - 12h

Por Isadora Verardo Taveira  e Laura Melo de Carvalho

"It 's time to Be real”, a notificação que virou febre, principalmente entre os jovens universitários, após o aplicativo chegar a número 1 na App store (Apple) em julho de 2022. O aplicativo francês, criado por Alexis Barreyat e Kevin Perreau, traz uma proposta inovadora e muito diferente do que se vê nas redes sociais atualmente: a exposição da realidade sem filtros e sem montagens. 

Com uma notificação diária em horários aleatórios no decorrer dos dias, o aplicativo funciona com uma cronometragem estimada para que o usuário tire uma foto em modelo selfie e na câmera traseira ao mesmo tempo, sem possibilidade de filtros, montagens ou irrealidades. Segundo a estudante universitária Carolina Pioltine, o interesse pelo aplicativo veio após ver alguns amigos aderindo a nova proposta e pela curiosidade de explorar um novo modelo de redes sociais, mais real e sem edições.  

BeReal — Foto: Reprodução G1

Qual o motivo da grande popularidade do Be real?

Durante um período marcado pelo confinamento social, estar mais "próximo" de seus amigos parecia uma ideia interessante. Carência, ansiedade e falta de contato social, a pandemia da Covid-19 trouxe a necessidade do sentimento de relações mais íntimas mesmo em tempos tão distantes. Longe dos filtros e da vida idealizada do Instagram, o Be real cresceu rapidamente e logo se popularizou entre os jovens que sentiam falta de um pertencimento maior nas redes sociais.  

As grandes redes, marcadas por um enorme fluxo de marketing e de dinheiro, sempre exigiram um cuidado maior para sua utilização e são vistas atualmente como verdadeiras ferramentas de trabalho. O app francês, distante dessa realidade, oferecia muito mais que os aplicativos como Instagram e Facebook: uma alternativa que prometia mais originalidade e poucas pretensões de lucro. É possível continuar "vivendo" fora do celular depois de usar o aplicativo, trazendo uma ideia interessante aos usuários. 

De acordo com estudo da Apptopia, uma plataforma de inteligência de dados, o crescimento de usuários ativos no Be real foi exponencial e subiu em média 315% ao redor do mundo entre dezembro de 2021 e março de 2022. No site oficial do aplicativo, ele é oferecido como algo autêntico “O BeReal desafiará sua criatividade. É sua chance de mostrar aos seus amigos quem você realmente é, pelo menos uma vez” - como uma forma de cutucar seus concorrentes. "Se você quiser se tornar um influenciador, pode ficar no TikTok e no Instagram.”

Seria o Be real o novo Instagram?

Apesar de tamanha repercussão, a ideia contrária às redes sociais que estão na rotina dos usuários trouxe alguns contratempos. Com a influência do Instagram hoje em dia, a realidade sem filtros pode ser um desafio para muitos. A sociedade vive hoje cercada por vidas irreais, cheias de montagens, edições e a propagação de uma realidade muitas vezes inalcançável por muitos. 

As redes sociais se tornaram um local para que as pessoas idealizem suas realidades, com isso, uma proposta contrária a essa tende a ter uma queda na adesão, o que têm acontecido atualmente com o Be real. Segundo Carolina, que deixou de usar o Be real recentemente, o aplicativo nunca se tornaria uma rede social como o Instagram, porque as pessoas gostam de mostrar a falsa perfeição da vida, o que não é possível dentro da nova proposta.

Há alguns meses, no período entre agosto e outubro de 2022, o aplicativo ocupava o topo da lista de mais baixados da Apple Store. Dobrando de 10 milhões de usuários para 20 por dia, a febre de se mostrar "real" nas redes sociais teve sua vida curta. Logo em fevereiro de 2023, os usuários voltaram ao patamar dos 10 milhões, e vem decaindo desde então. 

A queda do novo estilo de redes sociais 

Além do lado pessoal, da desvalorização do real quando se trata de redes sociais, o aplicativo não se adaptou ao meio comercial das mídias. Em uma pesquisa para o Blog Opinion Box, foi relatado que 70% dos usuários do Instagram seguem influenciadores e 44% usam a rede social para conversar com empresas, duas estatísticas que não fazem parte da realidade do Be real, por se tratar de uma rede social difícil para publicidade. 

Em entrevista para a revista Glossy, a CMO da marca Peace Out Skincare, de cosméticos, relata que notaram que o aplicativo é limitado, principalmente quando se trata de publicidade, provavelmente por toda proposta anti-social media por trás dele e adiciona que não postam diariamente, mas que veem uma certa dificuldade em aumentar seus seguidores, principalmente pela limitação do aplicativo de 500 seguidores por conta. 

Em relação às influenciadoras, Sophia Costa, estudante universitária e usuária do aplicativo, conta não ver adesão pelo lado das blogueiras, mas que entende as limitações da rede social e seu projeto que não condiz com esse nicho da outra rede social. 

A necessidade de uma vida ilusória

Com toda discussão acerca da ascensão e queda do Be real e a comparação com os outros aplicativos populares como o Instagram, fica claro que parte da necessidade da geração atual é espetacularizar uma vida inexistente. Falta de filtros, localização em tempo real, inexistência de likes, todos esses pontos são duramente criticados, entretanto fazem parte e são inegociáveis na vida dos jovens atualmente. 

Por mais que exista uma série de reprovações e análises negativas, o Instagram e o Tiktok conquistam um espaço cada vez maior entre a geração z por ser justamente como é: um lugar onde as pessoas podem transmitir aquilo que querem, mesmo que isso signifique encher o rosto de filtros e transparecer uma realidade completamente desconexa da verdadeira. 

Entender que as pessoas não desejam aparecer de modo completamente real parte do princípio de compreender o lugar complexo que as redes sociais populares tomou na vida das pessoas. O professor e filósofo Luiz Felipe Pondé afirma em participação no Jornal da Cultura que "Praticamente todo que postam que estão bem, estão mentindo. Afinal de contas o Instagram e os semelhantes só servem para mentir."