Palmeiras Antifascista e outros grupos colaboram para um esporte mais acessível e igualitário.
por
Sophia Coccetrone
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13/11/2025 - 12h

Há diversos grupos políticos dentro de torcidas de futebol, principalmente com guerras e embates cada dia mais intensos. Na torcida palmeirense não seria diferente. Palmeiras Antifascista, ou P16, por conta do seu ano de fundação (2016), é um coletivo de torcedores palmeirenses que luta contra os rumos que o futebol e a sociedade estão tomando, principalmente a questão do reacionarismo dentro do esporte e a elitização do futebol. A página começou pelo Facebook, mas tomou grandes proporções e hoje o coletivo participa de manifestações e atos importantes, seja com assuntos futebolísticos, seja com pautas externas, como a questão Palestina x Israel. 

O grupo se concentra nos dias de jogos da Sociedade Esportiva Palmeiras, na rua Caraíbas, mais especificamente no bar Caraíbas 45’. Segundo membros, a concentração de torcedores nas famosas “alamedas” do antigo Parque Antártica e atual Allianz Parque trata-se, além de uma tradição, de uma luta contra os valores abusivos dos ingressos para os estádios, além de celebrar a união da torcida sem discriminações e tornar a experiência palmeirense para todos, principalmente na gestão Leila Pereira, que, segundo os entrevistados, intensificou a elitização do Palmeiras e do futebol em geral. 

Hugo Martins, membro do Palmeiras Antifascista e estudante de Ciências Biológicas pela Universidade Nove de Julho, diz: “Minha maior memória palmeirense é a camisa oficial da Adidas verde-limão que ganhei na infância (...) Eu só consegui assistir um jogo no estádio uma vez na vida, e já era adulto.” 

A tradição das alamedas incomoda os defensores do futebol moderno, e as ruas Caraíbas, Palestra Itália e Venâncio Aires (principais ruas de concentrações de torcedores) é sempre questionada, algumas vezes contando com policiais militares interditando as ruas sob justificativa de que a aglomeração para assistir jogos gera “bagunça”, incômodo aos moradores e entrada de vendedores ambulantes de produtos não-oficiais.

As três ruas citadas possuem bares temáticos do Palmeiras, sedes de torcidas organizadas como Mancha Verde, Rasta Alvi Verde, entre outras. Contam também com a presença de pessoas de torcidas aliadas, como Galoucura (Atlético-MG), Geral do Grêmio e Força Jovem do Vasco e possui lojas de produtos do clube com preços pouco mais acessíveis. 

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Bar O Sobrado, na rua Caraíbas, com pôster antirracismo de Luighi, jovem jogador do Palmeiras que sofreu racismo de torcedores na Libertadores sub-20. - Foto: Sophia Coccetrone/AGEMT 

Gabriel Silva, membro do Palmeiras Antifascista e estudante de Relações Internacionais pela FMU, diz que se sensibiliza muito pela pauta palestina, principalmente com a influência do seu curso. Ele sente a necessidade de colocar a política em pauta no futebol, principalmente por se tratar de uma área conservadora e que há a falácia de que “política e futebol não se misturam”. O estudante comenta que o Palmeiras tem política desde sua essência, sendo um clube fundado por imigrantes italianos operários em 1914, sob o nome de Palestra Itália, além de possuir um primeiro presidente anarquista, Ezequiel Simoni.

Apesar de tudo, Gabriel diz que há fascistas, reacionários e conservadores em todos os lugares, e que as torcidas de futebol são espelho da sociedade. Ele enxerga o futebol como um pilar que ilustra comportamentos sociais. Por isso, segundo ele, uma colega do Palmeiras Antifascista já foi expulsa de um bar de futebol sob ameaças por conta de sua homossexualidade e posição política. 

Gabriel comenta que dentro do ramo do futebol, sua maior preocupação é a elitização e o futebol “teatral” ou “moderno”, ou seja, um futebol “socializado”, sem torcidas organizadas, sem festa, sem classe baixa dentro do estádio e sem produtos oficiais acessíveis, além da flexibilização da rivalidade, levando à diminuição da efervescência do que é ser torcedor. 

O jovem comenta que seu pai se tornou palmeirense porque era um menino sozinho, sem um figura paterna, e um vizinho mais velho o levava para o estádio Morumbi para ver jogos do Palmeiras. Assim, o pai passou o amor pelo alviverde para o filho, que hoje sofre com problemas para frequentar o estádio devido aos altos custos dos ingressos em arenas, como o próprio Allianz Parque. 

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João Gabriel Silva na manifestação Marcha Por Gaza, em apoio aos palestinos. - Foto: Sophia Coccetrone/AGEMT

Entretanto, a experiência palestrina continua viva para os torcedores, que não abandonam o clube, sob a alegação de que: "Pessoas (gestores, jogadores, conselheiros…) passam, o Palmeiras fica!"  

Uma atitude ampliada pela torcida palmeirense foi a campanha #SomosSociedade, que foi divulgado pelo Palmeiras em prol do fim do ódio no futebol e na sociedade, também contando com participação de mulheres com câncer de mama na entrada aos gramados durante o Outubro Rosa, além de uniformes com mensagens anti-desmatamento e em solidariedade aos cânceres de próstata e mama. 

 

 

 

Voluntário conta sua experiência de dez anos entregando cestas básicas para comunidade no Morumbi
por
Gustavo Song Jun Choi
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24/09/2025 - 12h

Na cidade de São Paulo, o bairro do Morumbi é marcado pela desigualdade, principalmente pelo contraste entre as residências de alto padrão e as moradias precárias. Na Rua Santo Américo, 357, a paróquia São Bento do Morumbi procura ajudar os moradores de uma das comunidades do bairro, o Jardim Colombo. O trabalho é realizado pelos voluntários da Pastoral Social, alguns deles membros da comunidade, que fazem a entrega de cestas básicas na paróquia e organizam visitas de apoio às moradias da comunidade.

Fabrício Habib, conselheiro e membro ativo do trabalho comunitário da paróquia, diz que se vinculou ao projeto quando começou a frequentar a igreja e conhecer as pessoas da comunidade. “Já tinha vontade de fazer um trabalho social, achava que era algo importante para minha vida, para meu papel como cidadão”, conta.

Segundo ele, quando se somou ao projeto, a pastoral ainda não dispunha de um sistema de organização para a entrega de cestas. Hoje, a distribuição é dividida em etapas e equipes, responsáveis por tarefas diferentes do processo. Esse modelo foi planejado e implementado por Habib, ao longo de seus dez anos de experiência como voluntário e coordenador.

Voluntários da Pastoral Social da Paróquia São Bento do Morumbi
Fabrício Habib e voluntários da Pastoral Social - Foto: Divulgação


As cestas básicas costumam ser distribuídas no terceiro sábado de cada mês, às 8h30, na paróquia. Habib afirma que a quantidade de cestas distribuídas, comparada a quando ele começou, em 2015, tem demonstrado aumento. Hoje, o projeto atende 300 famílias, o maior número de pessoas já registrado. "Quando entrei, eram em torno de 95 cestas”, conta. Sobre o conteúdo da cesta em si, ela é montada especificamente para a paróquia, com objetivo de alimentar uma família de quatro pessoas por 15 dias, ou duas pessoas por 30 dias. 

De acordo com o conselheiro, a origem por trás da paróquia ocorreu com a chegada de uma congregação de monges beneditinos húngaros ao Brasil por volta de 1930. Desde então, começaram uma série de obras sociais, ao fundar a Abadia São Geraldo, que possui outras unidades, uma delas a paróquia São Bento do Morumbi. O trabalho voluntário em questão surgiu através do Movimento PAX.

De acordo com o site “Movimento PAX”, o movimento foi fundado por Dom Veremundo Tóth, em 1990, com o objetivo de pregar paz e alegria. Atualmente, além de encontros e retiros religiosos, o movimento realiza o trabalho de auxílio aos necessitados do Jardim Colombo. O financiamento para a montagem das cestas básicas é feito pelo movimento, constituído, em sua grande maioria, por alunos e ex-alunos do Colégio Santo Américo. Localizada ao lado da paróquia, a escola é uma das unidades que derivam da abadia.

Quando questionado sobre futuras metas do trabalho da pastoral, o ex-coordenador diz que o objetivo de longo prazo seria não só dar cestas básicas, mas ajudar as pessoas atendidas a sair da situação de pobreza, para que não precisem mais da cesta. “Não queremos de maneira nenhuma que essas pessoas dependam da gente, ou que seja um trabalho só de enxugar gelo, ou que seja só um trabalho de assistência simples”, diz.

Sobre as dificuldades logísticas do trabalho, o conselheiro conta que é uma dificuldade contínua, e que varia ao longo do tempo. Apesar de atenderem 300 famílias, houve vezes em que, por conta da falta de recursos, atenderam menos de 100.

“Houve épocas em que fomos obrigados a diminuir a quantidade de alimentos na cesta, épocas em que temos muita gente trabalhando”, complementa.

Habib ainda relata outras dificuldades relacionadas ao trabalho. “Somos voluntários, temos nossas vidas, nosso trabalho, nossa família. Então já houve dificuldades também de a gente dedicar tanto tempo que acaba atrapalhando nossa vida pessoal." 

Ele diz que o projeto coloca seus voluntários em contato com a pobreza extrema, o que muitas vezes já o deixou abalado ao voltar para casa, com dificuldade até mesmo de sentar-se à mesa para almoçar. “É muito difícil você conseguir separar isso do dia a dia, precisa de um amadurecimento emocional para conseguir fazer esse trabalho com um pouco mais de profundidade”, afirma.

Ainda sobre as visitações, Habib diz que é uma experiência dura, por colocar o voluntário de frente a uma realidade que muitas pessoas não sabem que existe e com a qual outras tantas fazem questão de não conviver no dia a dia. Porém, ao mesmo tempo, ele considera a experiência engrandecedora, pois o voluntário passa a entender a sociedade de outra maneira, aprendendo sobre a fragilidade das pessoas.

“É engrandecedor, pois isso faz com que você ressignifique o tamanho de seus problemas, e ajuda a gente a ser um ser humano mais completo”, afirma, acrescentando: “O correto não deveria ser só para nós mesmos. Temos obrigação como cidadãos de cuidar da nossa sociedade, do nosso país, do nosso bairro e da nossa comunidade”.

Sobre a desigualdade do bairro, Habib diz: “O Morumbi é a cara do Brasil. Essa desigualdade que existe no Morumbi existe no Rio de Janeiro, Brasília. Você sai da capital federal, onde estão os políticos ou pessoas de condição financeira, anda 30 minutos de carro e chega em áreas extremamente pobres”. E continua: “Esse é um reflexo da sociedade que a gente construiu, onde as oportunidades não são iguais para todo mundo”.

Habib avalia que, apesar de a saúde e a educação pública serem um direito de todos, o governo sempre poderia estar fazendo melhor, já que o nível de assistência e oportunidade é muito diferente e, ao longo do tempo, a tendência, para ele, é que essa desigualdade aumente. Porém, o conselheiro acredita que o esforço para mudança cabe não apenas ao governo, como também aos próprios cidadãos. “Não é uma função só do governo, é um trabalho que deve ser feito em conjunto. Sabendo disso, meu trabalho ganha mais sentido.”

 

 

Com a presença de convidados especiais, Boitempo, em parceria com o MST, promove a comemoração dos 207 anos do pensador e 30 anos da editora
por
Isabela Fabiana
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09/06/2025 - 12h

O encontro ocorreu no Espaço Cultural Elza Soares, das 10h as 18h, tendo como principais pautas a crise ambiental, o identitarismo, colonialismo e precarização do trabalho. O evento acontece desde 2018, e contou com a participação de grande nomes do pensamento crítico contemporâneo,  na politica e nas artes como, por exemplo, Rita Von Hunty, Douglas Barros, Paulo José Netto, Manuela D’Villa, Luciano Genro, Ricardo Antunes, entre outros. 

Para alimentação, o MST preparou refeições agroecológicas para café da manha, almoço e café da tarde. Além de debates, com pautas importantes, o evento contou com uma feira literária, entre as editoras participantes estavam a Veneta, Ruptura, a própria Boitenpo, Camisa Critica, Boitata, oferecendo revistas gratuita, contracorrente e muitas outras. Confira a reportagem em vídeo

 

 

 

 

Neste ano de 2025, a Escola Nacional Florestan Fernandes, localizada em Guararema (SP), celebra suas duas décadas de existência, sendo um dos principais exemplos de centros de formação política e pedagógica na América Latina 
por
Inaiá Fernandes Misnerovicz
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09/06/2025 - 12h

As festividades pelos 20 anos da ENFF não se limitaram à sua sede. Durante a reunião da Coordenação Nacional do MST, realizada de 20 a 24 de janeiro em Belém (PA), cerca de 400 dirigentes participaram de atividades comemorativas que ressaltaram a importância da formação política na luta por uma sociedade mais justa.

Para o segundo semestre de 2025, está prevista a realização de um Seminário Internacional de Formação Política na própria Escola. O evento reunirá militantes e educadores de diversos países para debater os desafios contemporâneos da formação política e reafirmar o caráter internacionalista da escola e do Movimento Sem Terra. 

A ENFF é marcada por princípios de sustentabilidade e trabalho coletivo desde o seu início. Ela foi erguida pelas mãos de mais de 1.200 militantes. “A Escola se constituiu numa referência de trabalho voluntário, solidariedade e de internacionalismo desde o seu processo de construção até os dias atuais, pois o método político-pedagógico se reafirma, nas dimensões do trabalho, da organicidade, da mística, da arte e da cultura, do estudo e da prática dos valores humanistas e socialistas. A colaboração de todas as pessoas que se fazem presentes na sua estrutura física.” explica Selma Santos, dirigente do MST que compõe a CPP, a Coordenação Política e Pedagógica da ENFF. 

Essa vivência coletiva se expressa também na rotina da escola: “as pessoas participam das limpezas diárias, preparam as místicas, estudam em núcleos de base. Vivenciam o cotidiano da ENFF de forma coletiva, respeitosa e solidária”, complementa. A organização cotidiana da escola é garantida pela Brigada Apolônio de Carvalho, formada por militantes do MST, e pelo apoio da Associação de Amigos e Amigas da ENFF, que mobiliza solidariedade em diferentes formas — de contribuições financeiras a doações de livros e roupas. 

Os edifícios foram construídos com tijolos de solo-cimento produzidos no próprio local, reduzindo o impacto ambiental e o custo da obra. O financiamento veio de doações de apoiadores da Reforma Agrária no Brasil e no exterior, incluindo a venda de fotografias de Sebastião Salgado e o livro Terra, uma parceria com o cantor Chico Buarque. “A arquitetura da ENFF é extraordinária. Ela apresenta uma outra lógica de construção em diálogo com a preservação ambiental”, destaca Selma. “Durante a construção, muitos militantes aprenderam essa técnica e a implementaram em seus assentamentos. A ‘máquina de tijolos utilizada ali, está sendo experimentada em [países de] África e, em breve, na Venezuela.” 

Foto: Sara Sulamita
Foto: Sara Sulamita

Desde sua inauguração, a escola já formou cerca de 70 mil pessoas, em parcerias com 35 universidades brasileiras e internacionais. Também são oferecidos programas de mestrado e doutorado em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe, em colaboração com a Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Esse resultado é positivo quantitativa e qualitativamente. Ele se reflete no fortalecimento das organizações populares que tiveram militantes formados pela escola, tanto no Brasil quanto em outros países da América Latina, atuando nas lutas estudantis, das mulheres, da moradia, da educação e nos processos de construção de poder popular”, avalia Selma. 

A ENFF também é um espaço de articulação internacional, que recebe militantes de diversos países e promove o intercâmbio de experiências entre movimentos populares. Esse caráter internacionalista reforça seu papel estratégico na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. 

A formação na escola é fortemente influenciada pelo pensamento de Florestan Fernandes e Paulo Freire. “Os dois mestres se colocam na perspectiva da prática–teoria–prática, da ação–reflexão–ação, que parte do estudo teórico enraizado em uma prática concreta. Por isso, o principal critério para participar de um curso na ENFF é ser militante ativo em uma organização popular, com o objetivo de qualificar sua atuação”, explica a coordenadora. Segundo ela, Florestan Fernandes é um grande referente intelectual para o movimento por ter afirmado sua opção pelos pobres e excluídos. Seu trabalho trouxe à tona questões da causa indígena e negra, enquanto defendia a educação pública e a superação do capitalismo. Todos esses temas seguem atuais e necessários.” 

Por fim, Selma destaca a importância da cultura e da mística como parte da formação integral dos sujeitos: “Elas reafirmam valores, constroem sentido coletivo e ajudam a formar seres humanos completos, capazes de sonhar e lutar por um mundo diferente. É o contraponto à lógica do ter. O mais importante é o ser — humano e integral.”, conclui. 

22 de Agosto escolhe não aderir a mobilização e contribui para a descredibilizar movimento estudantil
por
Annick Borges
Davi Rezende
Manoella Marinho
Rafael Pessoa
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29/05/2025 - 12h

Sem o apoio do maior centro acadêmico da universidade, paralisação realizada pelos alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) na última semana foi alvo de disseminação de informações falsas. Estudantes contrários ao movimento e até figuras políticas propagaram desinformação sobre as manifestações, na tentativa de enfraquecer os atos.

Os protestos e a paralisação na universidade conquistaram importantes avanços para o movimento estudantil, além de atenção na mídia. Pela seriedade das reivindicações, todos os coletivos estudantis e centros acadêmicos da PUC-SP se manifestaram aderindo ou não aos atos.

Estudantes esperando a assembleia nas arquibancadas
Plateia da assembleia organizada pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, na manhã do dia 22 de maio, na PUC-SP, campus Monte Alegre. Foto: Manoella Marinho.

 

Iniciadas pelos Centros Acadêmicos de Ciências Sociais (CACS), Serviços Sociais (CASS), Relações Internacionais (CARI) e pela Coletiva Afroindígena Saravá, as manifestações que paralisaram as atividades dos cursos da Faculdade de Ciências Sociais (FACSOCS), e logo ocuparam o edifício Cardeal Motta, conhecido como “prédio velho”, foram adotadas pelos demais CAs da universidade. Em 21 de maio, dois dias após o início das manifestações, os Centros Acadêmicos de Psicologia (CAPSI), Jornalismo (Benevides Paixão), Letras (Clarice Lispector), assim como o Coletivo de Bolsistas Da Ponte Pra Cá e o Comitê de Estudantes em Solidariedade ao Povo Palestino (ESPP), também demonstraram apoio.

Laís Hera se dirigindo aos estudantes das arquibancadas que estavam assistindo a assembleia
Lais Hera, presidente do CA 22 de Agosto, em assembleia do curso de Direito no dia 22 de maio, na PUC-SP, campus Monte Alegre. Foto: Eduardo Bettini.

 

Desde o início da mobilização, o Centro Acadêmico de Direito, o 22 de Agosto, liderado pela gestão Alvorecer, não se fez presente de forma ativa para entender os motivos da paralisação ou explicar aos alunos do curso que representam. Através de um pronunciamento no Instagram, Lais Hera, presidente do CA, afirmou que fez um movimento rápido de votação sobre a adesão à greve, três dias após o início do processo. Na quinta-feira (22), falou sobre a paralisação com os estudantes de Direito, porém, em entrevistas para a AGEMT, alunos que não quiseram se identificar deixaram claro que muitos não sabiam os motivos da manifestação, mas mesmo assim foram incentivados a votar a favor ou contra em um formulário on-line.

Em publicações feitas nas redes sociais, como o X (antigo Twitter), alunos do curso de Direito demonstraram insatisfação com as manifestações do dia 20 de maio. Nas postagens, criticam o movimento, ainda que assumam que não conhecem as pautas reivindicadas.

Reprodução de um tweet
Publicação no X em crítica às manifestações feitas no dia 20 de maio, na PUC-SP, campus Monte Alegre. Foto: Reprodução/X.

 

O resultado foi um espetáculo na quadra da universidade, sem equipamento de som de qualidade, onde quem quisesse ser escutado precisava gritar. Em sua imensa maioria, os estudantes de Direito do período diurno votaram contra a paralisação e deram seguimento às aulas. Na sessão noturna, o cenário foi diferente. Alunos presentes relataram uma assembleia caótica, virtual e presencialmente, com direito a uma chuva de comentários preconceituosos por meio de alguns que estavam presentes via transmissão ao vivo.

Comentário preconceituoso feito na assembleia geral transmitida pelo 22 de Agosto
Comentário feito por usuário do Instagram em transmissão ao vivo da assembleia do curso de Direito na noite do dia 22 de maio, na PUC-SP, campus Monte Alegre. Foto:Reprodução/Instagram.

 

No domingo (25), o Centro Acadêmico 22 de Agosto se pronunciou sobre o ocorrido da última sexta-feira e defendeu a presidente do CA, Lais Hera, que foi alvo de comentários preconceituosos na live. Embora a intenção fosse de tomar a responsabilidade de apoiar Hera, o pronunciamento criticou o movimento estudantil de diversas formas, inclusive em uma parte específica explicando que “uma mobilização deve obedecer a etapas claras e transparentes, que legitimam qualquer deflagração grave”. 

 

No mesmo dia, outro comunicado foi expedido pela presidente do Centro Acadêmico. Em vídeo, Hera alegou que só poderiam votar na assembleia geral aqueles que aderiram à manifestação. “Os alunos de Direito não votam sobre a paralisação geral, pois esta continua somente para os cursos em que se aderiram à paralisação”, afirmou. A informação falsa só foi desmentida pela mesa composta pelo comitê da paralisação na manhã de segunda-feira (26), na Assembleia dos Três Setores. 

Dada a situação de informações conflitantes, os alunos que estavam presentes na assembleia geriram uma votação pela volta do DCE (Diretório Central dos Estudantes), a fim de solucionar problemas futuros com gestões de CA. Por unanimidade, os estudantes votaram a favor da volta do Diretório na PUC-SP.

Gian Lucca, aluno do Direito discursando em meio a quadra na assembleia
Gian Lucca, aluno do curso de Direito, em discurso durante assembleia organizada pelo Centro Acadêmico 22 de Agosto, no dia 22 de maio, na PUC-SP, campus Monte Alegre. Foto: Eduardo Bettini.

Durante a sessão noturna da Assembleia dos Três Setores, alguns estudantes presentes foram atingidos pelo que relataram ser “água e lixo”, arremessados do terceiro andar. As reclamações ocorreram três vezes ao longo da noite, e mesmo a equipe de segurança da PUC-SP e a AGEMT terem tentado identificá-los, os agressores não foram encontrados.

No mesmo dia, em meio às falas dos estudantes, o ex-deputado do MBL, Douglas Garcia, compareceu à assembleia no intuito de criar conteúdo para o seu Instagram e atrapalhar o seguimento das discussões. “Só vocês falam e não deixam mais ninguém falar”, disse o deputado, que não é aluno da PUC-SP, dirigindo-se à mesa.

No primeiro momento, uma estudante o chamou para expor suas ideias. Garcia aceitou, porém, enquanto estava se dirigindo para a mesa, foi barrado por vários alunos. “A gente não dá palco para fascista”, completou Pedro Bezerra, militante do PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

Essa não é a primeira vez que o ex-deputado grava vídeos no campus Monte Alegre. Em 26 de março, em frente à universidade, ele filmou conteúdos em defesa da anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e os condenados pelos ataques a Brasília de 8 de janeiro de 2023. Durante a assembleia de 23 de maio, o militante do MBL foi expulso da instituição por alunos, seguranças e professores com gritos  de  “Fora fascista, fora!”

Os centros acadêmicos mobilizaram um ato de paralisação do corpo estudantil, com apoio da bateria Psicolata e de professores, para reclamar os direitos de formação na Reitoria e em frente à Fundasp
por
Artur dos Santos
Giuliana Zanin
João Curi
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20/10/2023 - 12h

Na última quarta-feira, 18, estudantes e professores dos cursos de Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia e Engenharia Biomédica da PUC-SP se mobilizaram contra o bloqueio dos estágios nos equipamentos de saúde do SUS (Sistema Único de Saúde) para o próximo ano. Em nota informativa, formalizada pela Comissão Aberta sobre os Estágios no SUS, estudantes independentes lideram a reivindicação de acesso, com apoio do corpo docente - com direito a aula pública - e a presença de figuras políticas no ato. 

 

É nosso dever reivindicarmos nossos direitos de formação, que é o estágio no SUS, [...] é nosso dever garantir, através da luta política, investimentos pesados em saúde, seguridade social e um ensino popular, pensado pela e para a classe trabalhadora”, declara a Comissão Aberta, em nota.

 

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Alunos dos cursos de saúde da PUC-SP se reuniram na prainha. Foto: Giuliana Zanin

 

Enquanto ecoavam “A nossa luta é todo dia, o nosso estágio não é mercadoria”, os manifestantes estenderam faixas e cartazes em frente ao prédio da Fundasp e também ocuparam a Reitoria da universidade. 

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Os universitários protestam contra a precarização da educação e do sistema de saúde. Foto: Giuliana Zanin

O problema foi gerado a partir de um impasse entre a PUC-SP e a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) quanto às contrapartidas oferecidas por instituições de ensino ao órgão. Apesar da entrega de R$176.162,23, a Secretaria determinou que a PUC-SP, por ser uma universidade privada,  deveria pagar R$306.000,00 em materiais e equipamentos hospitalares. A medida vai contra o que normalmente é requisitado de instituições filantrópicas, como é o caso da Pontifícia. 

 

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Estudantes se concentram em frente à Fundação São Paulo (Fundasp). Foto: Giuliana Zanin

Numa tentativa de negociação, a Universidade promoveu a ampliação dos serviços acadêmicos, incluindo disciplinas de graduação, pós-graduação e cursos de educação continuada, além de eventos e projetos educacionais. O objetivo é atender aos requisitos da Escola Municipal de Saúde/SMS, responsável pela promoção dos estágios dos cursos focados no segmento.

Segundo  o atual presidente do Centro Acadêmico de Psicologia (CAPSI), André Sanches, o bloqueio de estágios no SUS é parte de um projeto maior de precarização da saúde pública, que visa colocar o ensino em uma lógica mercantilizada. Para ele, isso “vai contra tudo que nós defendemos aqui na PUC”. O estudante também afirmou à Agemt que a mobilização estudantil no ato representa a urgência do assunto e o descontentamento com o atual ritmo das negociações por parte da Reitoria e da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP.

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Os estudantes percorreram as ruas de Perdizes com cartazes e cantos de união. Foto: Giuliana Zanin

A presença de preceptores nos estágios de psicologia também é uma problemática reivindicada pelos estudantes. No início deste ano, os estágios do curso passaram a ser obrigatoriamente acompanhados por preceptores - que atuam na supervisão das sessões realizadas por estagiários -, sob ameaça de processo aos administradores que não os incluíssem em seus turnos. Além disso, os estudantes reclamam da perda de autonomia e da interferência nos métodos utilizados no acompanhamento de pacientes na e condução de casos.

A assessoria de comunicação da PUC encaminhou a reportagem para a Direção da Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde (FCHS) da universidade, que declarou em nota ter retomado as negociações com a Secretaria Municipal da Saúde.

"Informamos que reestabelecemos, com bom entendimento, o contato com a Prefeitura Municipal de São Paulo e Secretaria Municipal de Saúde e, ao longo da próxima semana, teremos reuniões para solucionar a questão dos estágios nos campos da SMS".

Procurada, a pasta municipal não respondeu até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para a SMS. 

Manifestantes se reuniram em busca de garantir direitos reprodutivos e autonomia das mulheres
por
Helena Maluf
Gabriela Jacometto
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04/10/2023 - 12h

Na última quinta-feira (28), uma multidão expressiva tomou as ruas da capital paulista em apoio à descriminalização do aborto. Organizada por grupos de ativistas e apoiadores da causa, a manifestação reuniu pessoas de diferentes idades, gêneros e origens, todas compartilhando o mesmo desejo: garantir o direito à escolha das mulheres sobre seus próprios corpos.

A marcha aconteceu no dia Internacional da luta a favor do aborto nos países latino-americanos e caribenhos, e enfatizou como o  procedimento nesses países também faz parte da desigualdade de classes. “As ricas pagam, e as pobres morrem”, diziam as manifestantes. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de abortos induzidos ocorrem todos os anos no Brasil, sendo quase 500 mil procedimentos feitos de forma clandestina. A maioria das mulheres que realizam o aborto em condições precárias são negras e de baixa renda.

Essa “onda verde”, como é chamado o fenômeno de luta a favor da legalização do aborto nos países vizinhos, é responsável por pressionar os poderes políticos e judiciais pelo direito ao acesso e decisão de abortar. Outros países na América do Sul como Uruguai, Argentina, Guiana, Guiana Francesa, Colômbia e Chile já reconhecem o aborto como prática legal. Segundo as palavras de Alberto Fernández, presidente da Argentina, “a legalização do aborto salva a vida de mulheres e preserva suas capacidades reprodutivas, muitas vezes afetadas por esses abortos inseguros.”.

manifestantes
Bateria do bloco de carnaval "Ay que alivio" com bandanas personalizadas em homenagem a onda verde. Foto: Helena Maluf                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 
cartaz
Bandeira em homenagem a onda verde escrito "Aborto legal já". Foto: Helena Maluf                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

Muitos especialistas que defendem a legalização no Brasil explicam que a mesma deve ser entendida como uma questão de saúde pública, e não moral ou religiosa. “As políticas públicas não podem sofrer influência das ideologias religiosas ou até mesmo morais. As mulheres precisam ter o direito de escolha, precisam ser livres para decidir”, explica Tabata, 29, do movimento Católicas Pelo Direito de Decidir. 

A concentração teve início na Avenida Paulista, um dos principais pontos da cidade, e rapidamente se espalhou por ruas adjacentes. Os participantes exibiam cartazes, bandeiras e faixas com mensagens pró-escolha, destacando a importância de garantir o acesso seguro e legal ao aborto. Muitos usavam camisetas e adereços verdes, cor que se tornou símbolo da luta pela legalização em diversos países.

manifestantes
Manifestantes da rede Divam com bandeira e cartaz personalizados. Foto: Helena Maluf                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

Entre os manifestantes, havia uma ampla diversidade de discursos e argumentos.”Só quem morre no Brasil e no mundo são as mulheres que não podem pagar o aborto seguro. Nenhum lugar onde o abortou deixou de ser crime, aumentaram os números de aborto mas diminuiu os números das mortes. Elas vão continuar abortando, mas a diferença é que a nossa classe não vai morrer”, expôs Fabiana (52), de São José dos Campos.

Martins (16), estudante do Colégio Objetivo em São Paulo, também se mobilizou. “Como homem, reconheço a importância, a gente tem que unir como coletivo para lutar pelos ideais certos”.

A manifestação ocorreu de forma pacífica e as autoridades locais acompanharam o evento para garantir a segurança dos participantes e transeuntes. Estavam presentes até mães e pais com crianças, como no caso de Luana (42), que levou seu filho João (8), “É para eles já começarem a entender a importância de participação em manifestações políticas, a importância do feminismo, dos direitos das mulheres é importante demais” afirmou.

placa
Cartaz escrito "Juntas somos mais fortes" feito por manifestante. Foto: Helena Maluf                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
cartaz
Bandeira produzida por um grupo de manifestantes com os dizeres "Feministas na rua". Foto: Helena Maluf                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                

A medida que noite caiu, a multidão se dispersou, mas a mensagem da manifestação ficou clara: a busca pela igualdade de gênero e pelo direito das mulheres se decidirem sobre seus corpos permanece um tema crucial na sociedade brasileira, com esperanças de mudanças futuras na legislação em relação ao aborto.

As três chapas inscritas concorrem ao pleito do Centro Acadêmico que vai até 2024
por
Artur Santos
|
21/09/2023 - 12h

Debate entre as chapas concorrentes à eleição do CACS (Centro Acadêmico de Ciências Sociais) tratou da falta de políticas de inclusão de estudantes indígenas, a questão da limpeza do espaço físico do CA e a relação entre a entidade e a Fundasp. Concorrem à eleição as chapas “Olga Benário por uma Universidade Popular”, da UJC (União da Juventude Comunista), “Marielle Franco: nossa luta, nossa voz!”, composta pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) e “CACS é pra brilhar”, constituída por militantes independentes. 

Estudantes questionaram a relação do Centro Acadêmico com uma funcionária contratada para fazer a limpeza do espaço físico e a razão dela não ter sido efetivada, mesmo a atual gestão tendo prometido a efetivação dela no último pleito. A chapa “CACS é pra brilhar”, que concorre à reeleição, lembrou que a entidade estudantil não teve condições de abrir um CNPJ e receber os repasses prometidos pela Fundasp (Fundação São Paulo, mantenedora da PUC), instituição que cobra água e luz dos centros acadêmicos desde o início deste ano. 

A Comissão Eleitoral pediu para que o nome da funcionária não fosse mencionado nas discussões pela delicadeza do assunto. 

Representação indígena nos programas das chapas:

Durante a abertura de perguntas para o público, Jaci Martins, estudante indígena do curso de Ciências Socioambientais, questionou a falta de atenção aos povos originários nas propostas das chapas e no próprio debate, apontando que a PUC tem projetos como o Pindorama. “Eu não vejo acolhimento a não ser das minhas companheiras de sala de aula”, reforça a militante, que tinha atenção da sala inteira. “Já basta a gente sofrer a remoção dos povos indígenas mundo afora. E hoje tem a votação do Marco Temporal e ninguém fala disso”, concluiu.

Em resposta, as chapas concorrentes prometeram tratar melhor do assunto, reconheceram a urgência do tema e até chegaram a convidar a estudante para compor a chapa “e participar com a gente em relação a isso”, como foi o caso da Chapa 2 (Marielle: nossa luta, nossa voz!).

 

Nova gestão arrecada 99,3% dos 287 votos totais e permanece até agosto de 2024
por
João Curi
|
14/09/2023 - 12h

O Centro Acadêmico de Psicologia (CAPSI) anunciou, no dia 6 de setembro, a posse da gestão Bispo do Rosário por uma Universidade Popular, com 285 votos. O processo eleitoral estava em curso desde o dia 12 de agosto, quando a Comissão Eleitoral tomou posse da entidade, demarcando o fim da gestão Nise da Silveira por uma Universidade Popular. Assim como no ano passado, as eleições ocorreram com chapa única.

Na véspera da abertura do período eleitoral, a gestão anterior (2022- 2023) compartilhou nas redes sociais do centro acadêmico uma série de postagens referentes ao histórico da entidade. O ano passado foi marcado pela revitalização do espaço físico e da mobilização do movimento estudantil junto aos docentes para reivindicar os salários integrais de professores após redução de 10% anunciada – e posteriormente revogada - pela FUNDASP, em setembro de 2022.

Com publicações detalhadas e de fácil linguagem, ainda foram descritas as funções e histórico das secretarias de Finanças, de Agitação e Propaganda (Agitprop), de Infraestrutura e de Saúde Mental. Esta, por sua vez, destacou-se pela realização de “aulões” destinados aos estudantes bolsistas para “amenizar o impacto causado pelo acúmulo de matérias em decorrência da entrada tardia dos alunos que recebem bolsas de estudo”. A iniciativa foi baseada na colaboração do próprio corpo discente, por meio de questionário e voluntariado, para definir o conteúdo a ser trabalhado e também para compor o corpo de produção e monitoria.

A luta e articulação para promover uma universidade mais popular, diante das dificuldades enfrentadas pelo corpo estudantil desde a retomada das aulas presenciais após o período de pandemia, não foi encerrada em agosto deste ano. Na verdade, a causa passa o bastão à sua sucessora.

A nova gestão declarou, em sua carta-programa, defender um centro acadêmico alinhado às pautas de inclusão e de engajamento de classes. O documento ainda expõe a visão da chapa sobre as conjunturas atuais do país e da PUC-SP, demarcado neste a elitização do espaço acadêmico e sua natureza excludente. “É fundamental pensarmos na PUC como um espaço que, apesar de sua relevância histórica enquanto uma instituição de defesa e formação de valores democráticos, se apoia em uma imagem de um passado cada vez mais distante da realidade atual”, declara.

Estruturalmente, o CAPSI será gerenciado por três secretarias, além da Diretoria e Tesouraria, que são obrigatórios segundo edital aprovado na Assembleia de Curso, no dia 7 de agosto. A Secretaria de Comunicação está encarregada das redes sociais da entidade e prioriza o contato com os estudantes também no campus. A secretária de Eventos é responsável pela organização de projetos que promovam “a cultura, a política de permanência e o acolhimento des estudantes”. Por fim, a Secretaria de Infraestrutura visa a limpeza e manutenção do espaço físico, em continuidade ao processo de revitalização.

Para isso, a gestão propôs uma associação denominada “Núcleo de Infraestrutura e Cultura” (NIC), que prevê a participação direta de estudantes na intervenção do espaço físico e sugere um núcleo independente quanto à autogestão. Ainda assim, o documento declara obrigatória a presença do secretário de Infraestrutura nas reuniões e no alinhamento de eventuais projetos de ação.

Das oito propostas apresentadas pela chapa durante as eleições, destacam-se o compromisso de continuar os “aulões” para alunos bolsistas no início dos semestres e a equalização dos valores das Bolsas CEPE e CNPq, referentes à iniciação científica oferecida pela mantenedora da PUC-SP. A gestão ainda esclarece as pautas centrais a serem trabalhadas nos próximos meses, como a dialogação com coletivos (Libertas, Da Ponte Pra Cá e Saravá), Ligas Acadêmicas, Atlética, Empresa Jr. e outras entidades para além do curso de Psicologia.

 

Gestão Bispo do Rosário (2023-2024)

Presidente: André Sanches Montemor Augusto

Vice-presidente: Isabella Helena Rocha

Tesoureiro: Victor Alves Toscano

Secretária de Comunicação: Isabella Villar Oliveira

Secretárias de Eventos: Nádia Uana e Flávia Rocha Banyan

Secretário de Infraestrutura: Saulo Sirota Palma

A terceira edição da convenção nerd das favelas aconteceu no mês de julho
por
Marina Laurentino Mendonça
|
03/08/2023 - 12h

No último domingo (30), ocorreu a terceira edição do Perifacon, a convenção nerd voltada para as pessoas da periferia de São Paulo.

O evento que dá visibilidade para as pautas e artistas das favelas do país contou com a colaboração de grandes marcas, como: Warner, Netflix, Ambev Tech, UNICEF, iFood, Kwai, BibliON, Agência Mural, Shopee, Museu das Favelas e Letraria Cultural.
 

Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
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Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Marina Laurentino
Foto: Thainara Sabrine
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