Fogo mobilizou 16 viaturas e mais de 40 agentes do Corpo de Bombeiros
por
Isabelle Muniz
Vitória Teles
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24/03/2026 - 12h

Na manhã desta segunda-feira (23), um incêndio de grande proporção atingiu a loja Tintas ABC, em Santo André, região do ABC Paulista. O corpo de bombeiros atuou desde às 9h para combater o fogo e mobilizou cerca de 16 viaturas e mais de 40 profissionais no local do acidente. As causas da ocorrência ainda são desconhecidas.  

A loja fica localizada na Avenida Dom Pedro I, 1720, na Vila América. Apesar do ocorrido ter afetado a rotina dos moradores da região, não há registro de quantos imóveis foram afetados. O incidente não deixou vítimas. Em nota publicada nas redes sociais, a Tintas ABC informou  que seus funcionários e clientes presentes foram evacuados em segurança. “Reforçamos que a segurança sempre foi uma prioridade em nossas operações, seguindo rigorosamente as normas e procedimentos vigentes.” afirmou o estabelecimento. 
 

 Nota oficial da loja Tintas ABC. Reprodução: Instagram/ @tintasabc_oficial
 Nota oficial da loja Tintas ABC. Reprodução: Instagram/ @tintasabc_oficial

 

A Prefeitura de Santo André afirmou que o Departamento de Proteção e Defesa Civil foi acionado para o local às 10h30. Moradores e pessoas que frequentam a região, foram orientados a ficarem dentro de suas casas, com janelas e portas fechadas, devido à fumaça, que pode ser prejudicial quando inalada.  
 
Além dos danos à loja, a rotina dos moradores foi afetada. Em entrevista à AGEMT, a analista financeira, Thania Strina, que mora há dez minutos do local, afirmou que estava trabalhando com a janela aberta quando reparou a fumaça e precisou fechá-la por causa do odor. “Na escola da minha filha, foi preciso a troca de sala”, relatou. 
   
 

Imagem reprodução/ Arquivo pessoal: Thania Strina
Fumaça vista pelos moradores da região. Imagem reprodução/ Arquivo pessoal: Thania Strina

A empreendedora Daniele Colimo, também em entrevista à AGEMT, afirmou que mora há 1km do local e que, da sua sacada, notou a fumaça. Ela relatou que sentiu dificuldade de locomoção pela cidade devido ao congestionamento gerado pelo incidente, “A loja, está localizada em uma avenida movimentada no bairro, onde trafegam ônibus para todos os lugares, quando aconteceu o acidente, alguns acessos a padaria, loja de embalagens por exemplo, ficaram impossíveis de acessar.”, afirmou. 

A moradora também informou que, em escolas próximas, vizinhos tiveram que buscar seus filhos mais cedo. Após a contenção do incêndio, os móveis de sua casa ficaram cobertos de fuligem. Daniele contou ainda que trabalhou por sete anos em frente ao local e elogiou o estabelecimento e seus funcionários, que agora tentam se reerguer e buscar a causa do incêndio.       

Moradores ainda lidam com os transtornos e tentam retomar a normalidade. A expectativa é por esclarecimentos sobre as causas do incidente e por medidas que reforcem a segurança local.   

Juiz de Fora e Ubá batem recordes de chuvas e população sobre com desastre climático
por
Vitoria Wu
Gustavo Tonini
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02/03/2026 - 12h

Da noite de segunda-feira (23) para a madrugada de terça-feira (24), a região Sudeste de Minas Gerais foi atingida por intensas chuvas. No município de Juiz de Fora, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), foi registrado um volume total de 209,4 milímetros, um recorde histórico para o mês de fevereiro. No município de Ubá, as chuvas provocaram a inundação do rio Ubá e alcançou a marca histórica de 7,82 metros de altura

Os índices pluviométricos extremos provocaram inundações e deslizamentos que resultaram em mortes e desaparecimentos nos municípios afetados. Em Juiz de Fora, até o momento, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais (CBMMG) registrou 69 mortes. Em Ubá, foram confirmadas seis mortes. Juiz de Fora chegou a registrar 16 desaparecidos, enquanto em Ubá, duas pessoas. Além das vítimas fatais, a prefeitura de Juiz de Fora confirmou 8.584 desabrigados e desalojados, enquanto Ubá registrou 396 desalojados e 25 desabrigados. As buscas aconteceram na manhã da última segunda-feira (02).

(Os rastros de destruição deixados após o desastres em juiz de fora,@engenhariaambientalbr)
Os rastros de destruição deixados pelas chuvas, em Juiz de Fora. Foto: Instagram/@engenhariaambientalbr

 

Fazendo fronteira com Juiz de Fora, pontos do município de Matias Barbosa também sofreram com os temporais. Mesmo sem registros de óbitos, 300 imóveis foram atingidos, deixando mil pessoas desabrigadas, de acordo com estimativas da prefeitura.

Para lidar com a situação, os bombeiros locais organizaram oito frentes de trabalho; seis em Juíz de Fora e duas em Ubá. As prefeituras de ambos os municípios declararam estado de calamidade pública, medida que possibilita o recebimento de recursos estaduais e federais para o controle da situação, além da instauração de um plano de contingência. 

O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou estado de calamidade pública federal, mobilizando a Força Nacional do SUS para auxiliar na situação. 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, declarou estado de luto e, em entrevista coletiva na terça feira (24), declarou que em “15 ou 30 dias” fará uma avaliação de como o governo auxiliará para a reconstrução de estradas e pontes nos municípios afetados - o que será feito com a verba federal. Até o momento, o Governo do Estado antecipou R$ 8 milhões para Ubá e R$ 38 milhões para Juiz de Fora, para gastos emergenciais.

reproduçao:Instagram,@cartunistagilmar
Charge denuncia a responsabilidade e pouca assistência do governo estadual de Minas Gerais. Reprodução: Instagram/@cartunistagilmar

     

O que aconteceu?

O verão brasileiro tem sido afetado por anomalias climáticas recorrentes. Segundo pesquisas feitas no INMET pela meteorologista Andrea Ramos, os riscos de temporais aumentaram muito nos meses de Janeiro e Fevereiro, e chuvas como as ocorridas em Minas Gerais são classificadas como extremas.

Segundo ela, o principal fator para os temporais foi uma Supercélula, sistema de tempestade de grande desenvolvimento vertical. O fenômeno se intensifica com a presença do calor, da alta umidade e de um cavalo atmosférico, uma área de baixa pressão em níveis médios e altos da atmosfera, caracterizada por uma ondulação de fluxos de ventos que atua como área de instabilidade. 

Ainda de acordo com o INMET, o cenário de instabilidade tende a continuar nos próximos dias.

 

Para Rafael Morales, consumidores e mercado também têm papel importante na cobrança de sustentabilidade
por
Gustavo Song Jun Choi
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03/12/2025 - 12h

A inteligência artificial, também conhecida como IA, tornou-se uma conveniência na vida das pessoas tão importante quanto o smartphone ou a internet. No entanto, também é um grande alvo de polêmica por conta das especulações sobre seu potencial destrutivo contra a humanidade e o meio ambiente.  

Segundo Rafael de Carvalho Morales, profissional de tecnologia, professor e consultor da área de sustentabilidade, um dos impactos mais significativos é o consumo de água, usada pelos data centers para regular o sistema de resfriamento de seus diversos servidores. 

Rafael de Carvalho Morales, consultor de sustentabilidade.
Rafael de Carvalho Morales - Foto: Divulgação


“Tem alguns casos de construção de data centers em áreas de escassez hídrica, ou seja, em locais com pouca água”, diz Morales, alertando para as possíveis consequências de operações desse tipo. “Se você acabar com a água desse lugar, a cidade vai ficar sem água, a população vai ficar sem água e o entorno também vai sofrer com isso.”

O consultor também destaca a degradação ambiental provocada pela mineração de recursos necessários para a fabricação de peças utilizadas nos data centers, como lítio, cobre e silício. Trata-se de minerais escassos e valiosos, cuja extração, se não for gerenciada devidamente, produz o risco de um esgotamento rápido das reservas.

De acordo com o consultor, a falta de compromisso das empresas de tecnologia com a rastreabilidade da cadeia de minérios que fazem parte das unidades de processamento acaba estimulando uma técnica de extração de recursos de altíssimo impacto, que é a mineração artesanal. Mais conhecida como garimpo, esse modelo é mais prejudicial ao meio ambiente do que até mesmo a mineração industrial, pela falta de regulação e código de conduta apropriados. “É um grupo de pessoas, coordenadas ou não, que vão para uma determinada localidade em que se imagina que tenha minério e mineram com práticas de alto impacto, com uso de mercúrio e outros métodos nocivos para a natureza”, explica Morales. 

Sobre possíveis formas de minimizar os impactos, o profissional diz que o Estado tem o papel de exigir, do ponto de vista legal, que as empresas adotem alguns princípios ao construir seus data centers, como a definição de limites para o consumo de água e a utilização de energia renovável. “Os Estados têm essa obrigação”, frisa Morales.

Ele também aponta a responsabilidade do mercado financeiro - que não deveria financiar operações sem compromisso com a sustentabilidade - e o papel dos próprios consumidores, que podem deixar de utilizar plataformas de empresas que não respeitam as normas ambientais.

Quando questionado sobre o futuro da humanidade e o lugar da IA nele, Moraes avalia que essa tecnologia veio para ficar, especialmente no contexto de uma sociedade no modelo capitalista de alta produtividade, que preza a produção de mais resultados com menos esforço e gastos. Neste sentido, diz ele, além de altamente lucrativa, a inteligência artificial se tornou uma “benção”, um acelerador de capital essencial para o atual estágio do capitalismo.  “Já vi pessoas que conheço e respeito falando que a IA vai ajudar muito na produtividade”, afirma, citando a perspectiva de criação de empregos e funções inexistentes hoje.

Ainda assim, o consultor reconhece os malefícios que, para além dos impactos ambientais, a tecnologia pode trazer, como a dependência nos usuários - considerando a relação praticamente inseparável que as pessoas têm com seus smartphones - e as consequências psíquicas do uso abusivo. 

 

A percepção de frequentadores, os impactos da febre amarela e as denúncias de captura clandestina em um dos parques mais antigos de São Paulo
por
Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Antes conhecido pela presença constante de saguis, macacos prego, capivaras e aves diversas, o Parque Estadual Alberto Löfgren, na Zona Norte de São Paulo, vive um período de silêncio. Frequentadores afirmam que o número de animais diminuiu de forma drástica nos últimos anos, especialmente depois do surto de febre amarela que atingiu o estado entre 2016 e 2018. A mudança é perceptível para quem acompanha a rotina do parque há décadas.

A aposentada Maria Eliane, 78 anos, visita o Horto desde que chegou a São Paulo. “Eu vinha aqui com meus filhos pequenos e era cheio de vida. A gente mal conseguia contar quantos saguis apareciam. Era um atrás do outro. Hoje eu caminho por tudo isso e quase não vejo mais nenhum”, afirma.

Segundo Maria Eliane, a ausência de animais transformou a experiência de visitar o parque. “O Horto sempre foi um lugar vivo. Tinha barulho, tinha movimento dos bichos. Agora parece outro lugar. Não é que acabou, mas está tudo muito reduzido. Dá uma tristeza ver como mudou.”

Os lagartos se alimentam de insetos e pequenos invertebrados, essenciais para o equilíbrio ecológico até nos centros urbanos.
Os lagartos se alimentam de insetos e pequenos invertebrados, essenciais para o equilíbrio ecológico até nos centros urbanos. Foto: Manuela Dias/AGEMT

Capturas clandestinas e violência contra macacos

A diminuição dos animais não é percebida apenas por visitantes antigos. Moradores do entorno também afirmam ter presenciado situações que podem ter contribuído para a redução da fauna.

Um deles, que pediu para não ser identificado, disse que presenciou capturas clandestinas dentro do parque. Ele conta que pessoas entravam por áreas menos movimentadas e montavam armadilhas para capturar pequenos mamíferos. O morador afirma ainda que, durante o período mais crítico da febre amarela, presenciou cenas de violência contra macacos. “Eu vi gente matando macaco. Eles achavam que o macaco transmitia a doença. Era ignorância. Os macacos eram vítimas, como nós. Pegavam o vírus e morriam também. Mas muita gente não entendia e atacava os bichos. Eu vi isso acontecer.”

A Secretaria de Meio Ambiente e órgãos estaduais chegaram a registrar casos de agressão a primatas na época do surto. Especialistas reforçaram, repetidamente, que os macacos não transmitem a febre amarela. Eles funcionam como sentinelas, indicando a circulação do vírus e permitindo que autoridades reforcem a vacinação.

Os animais vistos pelas câmeras

Fotografias recentes mostram que, apesar da diminuição, ainda há vida silvestre no Horto. Aves, patos e tartarugas são os mais comuns de serem vistos.

O mergulhão observa o reflexo da luz e escolhe o ângulo certo para capturar peixes sem perder tempo.
O mergulhão observa o reflexo da luz e escolhe o ângulo certo para capturar peixes sem perder tempo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Em várias cidades, teiús vivem próximos a parques e córregos e seguem discreta convivência com humanos.
Em várias cidades, teiús vivem próximos a parques e córregos e seguem discreta convivência com humanos. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Coloridas e serenas, as carpas não são só ornamentais. Elas ajudam a controlar algas e pequenos organismos, mantendo o equilíbrio dos lagos artificiais.
Coloridas e serenas, as carpas não são só ornamentais. Elas ajudam a controlar algas e pequenos organismos, mantendo o equilíbrio dos lagos artificiais. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Patinhos aprendem rápido. Nos primeiros dias de vida já conseguem nadar e seguir a mãe em longas caminhadas até encontrar água.
Patinhos aprendem rápido. Nos primeiros dias de vida já conseguem nadar e seguir a mãe em longas caminhadas até encontrar água. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

 

Com 96 anos, parque reúne histórias e grande papel ecológico na cidade que nunca dorme.
por
Isabelle Muniz
Maria Julia Malagutti
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06/11/2025 - 12h

Fundado por Fernando Costa e localizado próximo à Avenida Francisco Matarazzo, o Parque da Água Branca é um dos pontos de encontro mais tradicionais de São Paulo, reunindo famílias, atletas, crianças e até amantes de rodeios. Verdadeiro refúgio verde em meio à cidade de pedra, o parque abriga árvores típicas da Mata Atlântica, como pau-brasil, cedro, grumixama e canela-cheirosa, além de cerca de 190 espécies de flora e mais de 40 espécies de aves catalogadas, segundo pesquisas. Sua área atual ocupa aproximadamente 136 mil metros quadrados, e o espaço carrega consigo um rico valor histórico. 

Em 2025, o parque completa 96 anos de existência. Hoje, oferece diversas atrações, como feiras orgânicas, um aquário, e o Museu Geológico Valdemar Lefèvre (MuGeo), que reúne rochas, minerais e fósseis. No entanto, sua origem é mais antiga: o local foi idealizado por Antônio da Silva Prado para abrigar a Escola Prática de Pomologia e Horticultura, voltada ao ensino de atividades agrícolas. A escola funcionou até 1911, e anos depois o espaço deu lugar ao parque que se tornaria um dos patrimônios mais queridos da cidade de São Paulo. 

Já em 1928, o ex-governador Júlio Prestes, juntamente ao agrônomo Fernando Costa, transformaram a área, que até então era uma escola, na sede da Diretoria de Industria Animal, e um ano depois, com sua inauguração, foi batizado de Parque Doutor Fernando Costa. A arquitetura presente no parque é razão de destaque entre os frequentadores, as características rurais se misturam com os traços normandos das construções. Telhados inclinados e portas em arco com enormes janelas juntamente portões de ferro ornamentais, dão todo o charme do parque. Todos os edifícios permanecem originais desde 1929. 

Em 1996, o local foi tombado como patrimônio histórico, cultural, arquitetônico, turístico, tecnológico e paisagístico pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado). Com o tempo, a ênfase no lazer se aprofundou e o parque passou por uma expansão. A implementação de lagos artificiais, playgrounds, quiosques, espaço para leitura e diversas atrações em datas comemorativas, trouxe uma grande atenção do público, sendo altamente frequentado nos dias de hoje. 

 

Parque da Água Branca na entrada. Foto: Isabelle Muniz / Agemt
Entrada do Parque da Água Branca. Foto: Isabelle Muniz / Agemt

Em entrevista à Agemt, a engenheira ambiental Thamires Lino, pós-graduada em Engenharia de Segurança do Trabalho e com 12 anos de experiência na área ambiental, especialmente em licenciamento, gestão ambiental e gestão de resíduos, destacou a importância dos parques urbanos como verdadeiros refúgios de ar puro nas cidades. Segundo ela, esses espaços promovem bem-estar e saúde à população por meio das áreas de lazer e recreação que oferecem. Thamires ressalta que a preservação dos parques é essencial: “Os parques urbanos favorecem a biodiversidade de plantas e animais. Por meio da conservação, o ambiente se mantém em equilíbrio, contribuindo muito para a continuidade da vida no local”. A engenheira também enfatiza o papel ecológico desses espaços e a relevância de parques como o da Água Branca, em São Paulo. “A vegetação ajuda na regulação térmica, combatendo os efeitos da ilha de calor, além de absorver CO₂ e atuar como um filtro natural”. 

Assim, a presença dos parques vai muito além do entretenimento, trata-se de um elemento fundamental para o equilíbrio ambiental urbano. Thamires ainda reforça a importância da participação da população na conservação desses espaços: “Usar os parques de forma consciente, respeitar as orientações de permanência, o descarte de resíduos e evitar alimentar os animais são atitudes fundamentais para sua preservação”. Por fim, ela destaca que os pilares para a manutenção dos parques estão nas ações conjuntas da gestão pública, com as equipes de zeladoria e manutenção, e no comprometimento dos visitantes em cuidar desses espaços. 

Deve-se ressaltar o grande afeto do público pela área, durante um instante de lazer no parque, Lina, aposentada de 64 anos, informou que o parque é “maravilhoso”, afirma que há diversas memórias marcantes nele e o visita com frequência, “Lembro quando os fazendeiros distribuíam leite para nós, davam brinquedos para as crianças... É um parque bem familiar, meus filhos que hoje já são homens, cresceram aqui.”. A visitante afirma que a característica mais marcante da área é o sossego e a paz que ela transmite “É minha vida isso aqui, aqui é tudo”, informa que sempre que se sente sozinha, costuma frequentar o parque, sente “paixão” pelo verde e pela vasta vegetação. 

O presidente brasileiro discursou sobre a crise climática, na última terça-feira (24), na 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas
por
Rafaela Eid
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27/09/2024 - 12h

Na última terça-feira (24), aconteceu o primeiro dia da 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Por tradição, cabe ao Brasil, representado pelo presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abrir os discursos do encontro anual, que reúne líderes de mais de 190 países. Na ocasião, o brasileiro reforçou o papel do país no combate às mudanças climáticas, sublinhando a urgência de ações globais.

O chefe de Estado destacou a crise climática como um dos principais temas, afirmando que não é possível “desplanetizar a vida em comum” e que o mundo está "condenado à interdependência". Ele também criticou o descumprimento de acordos climáticos, afirmando que "o planeta está farto de promessas não cumpridas".

Para ilustrar os efeitos das mudanças climáticas, o presidente citou as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca severa na Amazônia. Além disso, reafirmou o compromisso de erradicar o desmatamento na Amazônia até 2030. “No sul do Brasil, tivemos a maior enchente desde 1941. A Amazônia enfrenta a pior seca em 45 anos. Incêndios florestais se alastraram pelo país, destruindo 5 milhões de hectares só em agosto. Meu governo não terceiriza responsabilidades nem abdica de sua soberania. Já fizemos muito, mas sabemos que é preciso fazer mais. Além de combater a crise climática, enfrentamos aqueles que lucram com a degradação ambiental. Não toleraremos crimes ambientais, mineração ilegal e crime organizado. Reduzimos o desmatamento na Amazônia em 50% no último ano e vamos erradicá-lo até 2030”, declarou Lula.

Presidente discursando na abertura do debate da 79° Assembleia Geral da ONU. Imagem: Ricardo Stuckert/PR.

Lula também salientou sobre a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) em Belém (Pará), em 2025. Ele reforçou a importância do multilateralismo e o compromisso do Brasil com a limitação do aumento da temperatura global. “O Brasil sediará a COP30 em 2025, convicto de que o multilateralismo é o único caminho para enfrentar a urgência climática. Nossa Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) será apresentada este ano, alinhada ao objetivo de limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5°C”, pontuou.

Confira aqui a fala completa do presidente na 79ª Assembleia Geral das Nações Unidas em seu canal do Youtube. 

Após reunião com representantes dos Três Poderes, governo irá disponibilizar R$ 514 milhões para enfrentar incêndios
por
Vicklin Moraes
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19/09/2024 - 12h

Em meio ao recorde de queimadas que o país enfrenta, o Governo Federal afirmou, nesta terça-feira (17), que enviará, ainda esta semana, uma Medida Provisória de efeito imediato ao Congresso Nacional para agilizar os repasses do fundo Amazônia. Além disso, serão destinados R$514 milhões para o combate a incêndios e à seca em todo o país. 

O anúncio foi feito após reunião com representantes dos Três Poderes para discutir medidas coordenadas de enfrentamento à grave emergência climática do país, agravada por incêndios. 

Para auxiliar no enfrentamento das queimadas, outras ações envolvem a compra de equipamentos - como aeronaves - e a reestruturação de bombeiros e da Defesa Civil dos Estados.


Durante a reunião, o Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que nos últimos dias, a Polícia Federal abriu mais 83 investigações envolvendo incêndios criminosos. O Brasil está entre o ranking de países com maior números de queimadas, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) com 188.263 registros, destes quais mais de quatro mil foram contabilizados apenas nas últimas 48 horas.

 

Presidente Lula durante a reunião

​​​​​​Presidente Lula durante a reunião. Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto

 

Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Brasil enfrenta sua pior estiagem em 75 anos. Apenas os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina não têm registro de seca.

“Nessa semana, para deixar a gente mais responsabilizado com a questão climática — eu pensei que só chovia no Rio Grande do Sul e eu vi a Alemanha enchendo de água, a Romênia, a Turquia. Ou seja, há uma movimentação no planeta e, se for verdade o que os cientistas falam, nós temos muita responsabilidade”, afirmou o presidente Lula. 

Durante a reunião, o ministro da Casa Civil, Rui Costa afirmou que serão feitas revisões nas punições relacionadas a crimes ambientais. Com aumento nas penas e multas que segundo ele, estão muito abaixo do permitido.

 

Ranking internacional coloca a capital paulista na categoria de ambiente não saudável
por
Vicklin Moraes
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09/09/2024 - 12h

A cidade de São Paulo registrou o ar mais poluído do mundo, nesta segunda-feira (9), segundo dados do site suíço IQAir. O ranking mede a qualidade do oxigênio em 100  principais cidades de todo planeta, em tempo real, com base no Índice de Qualidade do Ar do instituto. Pela manhã, São Paulo liderou o Top 100 de pior qualidade do ar, superando cidades como Lahore, no Paquistão, e Kinshasa, capital do Congo, com ambiente considerado “não saudável” para a população.

A classificação indica o ar como insalubre quando atinge 151 pontos, medição feita a partir da concentração de material particulado na atmosfera. Em termos de poluição, São Paulo liderou o ranking com 160 pontos. No Brasil, outras capitais registraram índices ainda piores. As cidades de Porto Velho em Rondônia e Rio Branco no Acre, estão no topo do ranking nacional, com índices de 249 e 223,  respectivamente. Nesses municípios, a qualidade do ar é considerada pelo site suíço, como “muito insalubres”.

Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), nos próximos dias a atuação de uma massa de ar quente causará nebulosidade e ventos variáveis. Com isso, a situação a qualidade do oxigênio permanecerá entre RUIM e MUITO RUIM por mais um período.

Por quê a capital paulista registrou esse recorde negativo?

Os principais motivos para a cidade de São Paulo ter registrado o pior ar do mundo foram as temperaturas elevadas, a umidade relativa do ar baixa e a fumaça decorrente  dos incêndios florestais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou 12 estados brasileiros em alerta laranja, nesta segunda-feira (09), devido à baixa umidade relativa do ar (UR). A  UR deve variar entre 20% e 12%, com risco de incêndios florestais e riscos à saúde, como doenças pulmonares e dores de cabeça.

 

região de mata pegando fogo
Incêndio em mata próxima à Rodovia Castelo Branco em São Paulo. Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

Além da baixa umidade, a Defesa Civil do Estado de São Paulo anunciou que a maioria do estado está em situação de emergência para incêndios. As queimadas na região ocorrem por conta da seca e também de forma criminosa. Até o momento, 15 pessoas foram presas por atear fogo em regiões de mata. 

O Brasil registrou apenas neste ano 159.411 focos de queimadas, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O Estado de São Paulo obteve 816 pontos de fogo, sendo 113 somente nas últimas 48 horas.  




 

Autoridades do estado respondem com seguros para produtores e expansão da capacidade de atendimento em saúde
por
Pietra Nelli Nóbrega Monteagudo Laravia
Vicklin Moraes
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04/09/2024 - 12h

Queimadas registradas na última quinta-feira (22) e sexta-feira (23), no interior de São Paulo, especialmente na região de Ribeirão Preto e Oeste Paulista, fizeram com que densas nuvens de fumaça se espalhassem pelo estado. A combinação de altas temperaturas, baixa umidade e ventos fortes espalhou o fogo, gerou tempestades de poeira e carregou a fumaça para mais municípios. Alguns desses incêndios estão sendo investigados como ações criminosas. Até o momento, 11 pessoas foram presas no interior paulista, suspeitas de atear fogo em regiões de mata. 

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apenas em 2024 ocorreram 135.898 focos de queimadas. O estado de São Paulo registrou recorde com 5644 pontos de incêndio, dos quais 3612 foram registrados somente no mês de agosto. Este é o pior cenário tanto para um único mês quanto para o período de janeiro a agosto, desde 1998, quando os dados começaram a ser computados pelo Instituto. 

Dados preliminares levantados por 20 das 40 Regionais da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) apontam que 3.837 propriedades foram atingidas em 144 municípios paulistas. Estima-se que os prejuízos passaram dos R$1 bilhão. 

Na última segunda-feira (26), o Governo do Estado de São Paulo anunciou o Seguro Rural. A iniciativa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, disponibiliza R$100 milhões de reais para produtores afetados pelas queimadas. O auxílio conta com 15 seguradoras credenciadas, que concedem subsídios de acordo com a cultura produtiva. O produtor rural pode receber no máximo R$25 mil reais do seguro. O Governo Estadual também anunciou, neste domingo (25), um plano emergencial na área da Saúde para ampliar a capacidade de atendimento das unidades na região de Ribeirão Preto, uma das áreas mais críticas no estado. 

Durante este período de seca e aumento das queimadas, é essencial que a população adote medidas de precaução para garantir a segurança e minimizar os riscos. Evite fazer queimadas ao ar livre e não jogue cigarros ou outros materiais inflamáveis em áreas secas. Mantenha as áreas ao redor das residências limpas e livres de vegetação seca que possa alimentar incêndios.

A Defesa Civil do Estado afirmou, na última segunda-feira (26), que o estado não tem mais focos de incêndio. Entretanto, nessa terça-feira (3), o cenário mudou. Nove municípios estão com focos ativos de incêndio, sendo eles: Jardinópolis, Dois Córregos, Pedregulho, São Simão, Pompeia, Piracicaba, Monte Alegre do Sul, Altinópolis e Cunha. 48 outras cidades ainda estão em alerta máximo para queimadas.    

Em caso de fumaça densa, procure permanecer em ambientes fechados e mantenha as janelas e portas fechadas para evitar a entrada de partículas nocivas. Se sentir sintomas como dificuldade para respirar, tosse persistente ou irritação nos olhos, procure assistência médica imediatamente.

Esteja atento às orientações das autoridades locais e siga as recomendações para garantir a segurança da sua família e da comunidade.

 

 

Uma nova frente fria provocará queda significativa nas temperaturas para o Centro-Sul.
por
Pietra Nelli Nóbrega Monteagudo Laravia
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22/08/2024 - 12h

A partir desta quinta-feira (22), uma frente fria de características continentais, associada a um ciclone extratropical no mar, começará a avançar sobre o país, segundo previsão da Climatempo. Os ventos frios trarão uma redução nas temperaturas, que será sentida, principalmente, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul. As temperaturas devem cair entre 5°C e 7°C abaixo da média, com marcas previstas de 19°C em São Paulo e 17°C em Curitiba.

O cenário climático do país está prestes a mudar com a chegada dessa massa de ar polar vinda da Argentina. Ela deve promover uma queda significativa nas temperaturas no Centro-Sul, trazendo um alívio temporário para a população. Nos últimos dias, os brasileiros vêm sofrendo com calor extremo. Os termômetros registraram temperaturas recordes em diversas regiões do país. Manaus (AM) e Rio Branco (AC), por exemplo, atingiram 36,7°C, no último domingo (18), enquanto Cuiabá (MT) registrou recordes de 41,8°C e 42,0°C nos dias anteriores.

Esta onda de calor veio após uma frente fria, que estabeleceu mínimas históricas, em meados de agosto. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, na terça-feira (20), um alerta vermelho, indicativo de perigo máximo para onda de calor, para nove estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. A região de maior alerta é a central, especificamente Mato Grosso. A previsão do Inmet é que as temperaturas altas, que devem ficar, pelo menos, 5ºC acima da média, se estendam até essa sexta-feira (23).

O calor acontece devido a um “anticiclone”. O fenômeno climático é uma área de alta pressão, que influencia nas ondas de calor, pois a alta pressão dificulta a formação de nuvens, e mantém uma massa de ar quente sobre as regiões. A situação de calor intenso é ainda mais grave por estar associada a uma baixíssima umidade relativa (UR) do ar. Durante esse período, a UR ficou na casa dos 20% e 30%, sendo que o ideal para a saúde é entre os 50% e 80%. 

Dessa maneira, as circunstâncias oferecem riscos para a saúde, podendo causar problemas respiratórios, dor de cabeça e náusea. A umidade do ar abaixo de 25% pode aumentar o risco dos sintomas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora o frio traga uma redução nas temperaturas, especialistas, como o meteorologista Fábio Luengo, garantem que esta onda de frio não será tão severa quanto a registrada nas últimas semanas. A expectativa é de uma queda notável, mas não extrema, evitando novos recordes de baixas temperaturas.

  O mês de agosto tem sido marcado por um comportamento climático extremamente volátil, com rápidas transições entre calor intenso e frio severo. A nova frente fria promete continuar essa tendência de variações extremas, algo que exige atenção às mudanças climáticas rápidas e suas implicações para a população.