Por Artur dos Santos (texto) e Kawan Novais (audiovisual)
A antena de 30 metros com uma fundação de toneladas de cimento da Rádio Cidadã não há motivo para (e nem intenção de) cair. O que já foi uma antena leve de 20 metros com um dos pés amarrados em uma parede - arrancada com facilidade por uma chuva que Deus mandava enquanto os radialistas se abrigavam em um bar próximo - hoje seguraria até um avião.

O sinal varia, é circular, depende da topografia, no Butantã tem muito morro, e pode alcançar o estádio do Morumbi, mas não na avenida a menos de 2 quilômetros. 500 mil ouvintes são contemplados pela amplitude das ondas todo dia, bairros com mais densidade demográfica têm rádios com maior alcance de pessoas, consequentemente. A sintonia é FM 87.5, dial das rádios comunitárias (RC) legalizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na cidade de São Paulo. “Entrando na Sola” e “Na Onda do Forró”, dois dos programas mais badalados da rádio, atingem ouvintes dos arredores de sua localidade, assim como suecos e tailandeses, via digital, mesmo que sem entender o idioma.



Assim como a antena sobe, por rampas ou escadas, a entrada para o estúdio desce, guardada por dois cachorros, um magro com focinho molhado e um velho, que ameaçam fugir do QG de Julio César, responsável pela Rádio Cidadã. “Não repare a bagunça” - diz qualquer dono de estúdio em qualquer lugar. As habilidades de Julio e seus anos de experiência como programador cortam os custos e a dor de cabeça de se manter uma rádio comunitária em pé. Os segredos nas tomadas e o raciocínio lógico de quem trabalha com a área de programação automatizam o funcionamento, e a rádio está no ar mesmo se ninguém estiver em casa.
“Bem tranquilo, apesar de parecer bagunçado. Tem uma parte aqui que você programa tudo que vai acontecer, toda a parte obrigatória, como prefixo, publicidades, tem que passar tem que falar a hora certa de hora… regras que você precisa seguir. Ele programa todas as playlists com parâmetros. Eu coloco a música que o menos tocou, então ele vai pegando sempre essa e separa por estilo também. Samba toca no meio-dia uma, de manhã um reggae, MPB… madrugada putaria toca.”
O estúdio da Cidadã mescla áudio e vídeo, tendência não muito escapável atualmente. Os programas transmitidos via FM 87.5 são, simultaneamente, veiculados no canal do YouTube e no site da rádio, possibilitando mais adesão do público aos programas no ar. Julio não sabe explicar o sucesso de um de seus programas, o Na Onda do Forró, apresentado por “Neguinho da Bahia”, que conversa com o público, faz piadas e realiza seus anúncios. As “tiradas” divertidas de Neguinho ser o motivo do encanto que faz a transmissão ao vivo atingirem 400 ouvintes, algo fora do comum na vida diária da rádio. Mesmo assim, foi impossível explicar como resulta em tanta audiência. Rádios comunitárias como a Rádio Cidadã estão sob as mesmas burocracias de rádios comerciais, com alguns adendos. Os radialistas de uma RC não podem anunciar os preços, a forma de pagamento de anunciantes, ou ao menos anunciar marcas que não tenham representação dentro do bairro. Mas, Neguinho da Bahia tem anunciantes de sobra.

A lei n° 4133, de 2012, impedia as rádios comunitárias de se adequarem a qualquer tipo de financiamento público ou privado visando custear seus serviços ou melhorar as atividades a serem prestadas. Como apoio cultural, era permitido patrocínio, mas restrito apenas aos estabelecimentos situados na mesma área que o rádio estaria estabelecido. Neste ano, 2023, ao fim de agosto, a Câmara Municipal de São Paulo sediou o terceiro Congresso das Rádios Comunitárias de São Paulo, reunindo radialistas da cidade paulista e de outros estados, como do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. Autoridades federais que também participaram dos debates, expuseram os auxílios existentes para os radialistas e apresentaram as “novidades” que visam suprir as necessidades dos comunicadores.
O principal tema da reunião foi a criação de políticas públicas e a regulação de leis vigentes direcionada às rádios comunitárias. Para se tornar um radialista desta modalidade, o processo se inicia por meio do requerimento para a abertura de uma rádio comunitária através do Plano Nacional de Outorgas (PNO), que é a identificação e seleção de municípios que ainda não têm esta modalidade comunicadora, mas que manifestaram o interesse de tê-la. Após uma série de etapas, o processo resulta no funcionamento legal do veículo de transmissão por 10 anos, podendo ser renovado por outro processo no fim da década.
Julio apresentou seu documento, uma espécie de RG (Registro Geral), mas que não o identifica enquanto um cidadão, e sim enquanto um radialista comunitário legal perante a lei. Mas, no início da vida da Cidadã, quando ainda era caracterizada como uma rádio clandestina, o atual responsável por ela chegou a entrevistar dois ministros, a qual ele não tem mais acesso atualmente. Criada em 1994, era assim que tinha que ser. Clandestina ou regularizada, as Rádios Comunitárias servem uma função social nos bairros em que atuam.
Em 1970, as da Zona Leste eram caixas de som hasteadas em um pau nas esquinas, disseminando informação que se recusava a chegar nas periferias pelos meios tradicionais. A criatividade é a saída. As favelas oferecem um público muito mais engajado, mais do que qualquer outro. Até a transmissão da queima de fogos realizada aos finais de anos, apenas por áudio acontecia, e mesmo que sem a imagem, atraía público a rádio. Pessoas de outras regiões, inclusive mais nobres, paravam para observar em um local que já ocupava o triplo de pessoas de sua capacidade. Mesmo com todo o engajamento, não é suficiente para tornar a Cidadã autofinanciável. De acordo com a lei já citada, as rádios comunitárias, assim como as educativas, conseguem financiamento por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Trata-se de empréstimo realizado por este órgão com a finalidade de modernização, aquisição de equipamentos e instalação de sistemas radiantes.








Passeios e atividades ao ar livre podem melhorar o sono, diminuir o stress e a ansiedade do seu cachorro.
Por serem naturalmente muitos ativos, essa espécie costuma sofrer quando trancados muito tempo em casa. Por isso, é fundamental que ele tenha momentos de lazer com o seu tutor.








O Parque Ibirapuera, um dos marcos da cidade de São Paulo, é também o parque mais visitado da América do Sul. Localizado na região da Vila Mariana, ele foi inaugurado em 1954 e conta com uma vasta programação cultural e diversos atrativos para os visitantes.
Mesmo em um dia nublado, o "Ibira" é o escolhido por uma considerável da população da cidade para a prática de atividades e a realização de esportes variados. Seja para correr, andar de bicicleta, jogar futebol ou apenas caminhar, o Parque Ibirapuera tem a estrutura necessária.




Além de praticar esportes, o parque também possui diferentes museus e instalações para os visitantes, para as mais diferentes faixas etárias.
O vegetarianismo vem se popularizando cada vez mais e, segundo dados do IBOPE, em 2018, 14% da população brasileira se identificava assim. Hoje, 4 anos depois, o número tende a ser bem maior, principalmente com o dilema ambiental que é vivido nos dias atuais. Exatamente, há 45 anos, 1 de outubro foi estabelecido como o dia mundial do vegetarianismo pela North American Vegeterian Society. O intuito da organização era compartilhar os benefícios do movimento e a compaixão pelos animais.
Por definição, o vegetariano é aquele indivíduo que possui uma dieta que exclui alimentos de origem animal. Nesse movimento, existem diversas modalidades: como os lacto-vegetarianos (consomem plantas e leite); os ovo-vegetarianos (se alimentam de ovos e plantas) e, até o estágio mais avançado do movimento, os veganos.
O veganismo se estabelece como um estilo de vida, no qual seus adeptos excluem tudo de origem animal do seu consumo. A escolha de se não consumir animais provoca um rompimento abrupto na vida do indivíduo, sofrendo com a hesitação na hora de consumir e com a rejeição da sociedade, como afirma Isabella Agulhó, influenciadora digital e vegetariana: “Já recebi uma vez, pelo Instagram, um vídeo de uma pessoa matando uma galinha, pelo simples fato de que eu comentei que era vegetariana”
Isabella ainda relata suas dificuldades na alimentação quando decidiu se tornar vegetariana: “Há seis anos, quando eu comecei, existiam opções (vegetarianas), mas eram para quem tinha dinheiro e eu não tinha .Nessa época as opções, onde eu moro, eram batata frita e só.”
Além disso, o olhar de parcela da sociedade para os veganos é preconceituoso, chegando ao ponto de desenvolver um estereótipo negativo a essa grupo. “Antes de aderir ao movimento, eu pensava que veganos eram pessoas fracas, anêmicas e infelizes” argumenta Vitor Simas, estudante de jornalismo e vegano.
Vitor ainda afirma que o vegetarianismo; veganismo é um movimento político e suas lutas correspondem com as causas ambientais do planeta: “Lembro de uma matéria no IBGE que dizia que, no Brasil, existia mais de 5 bilhões de bois! Para isso, se desmata mais floresta para a produção de soja e milho, que vão servir para a composição de ração para os bois. Enquanto isso, 1 milhão de pessoas no Brasil passam fome, mas, ao mesmo tempo, conseguimos alimentar 5 bilhões de bois.”
Com a popularização cada vez maior do movimento vegetariano, percebemos que sua ideologia vai além de uma alimentação mais saudável, e invade a luta pela preservação ambiental. Talvez por isso, a cada novo 1 de outubro, o vegetarianismo se torna mais importante.