Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
|
06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

Tags:
Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
|
06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

Tags:
Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
|
05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

Tags:
Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
|
05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

nyt jay z
Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

nyt taylor swift
Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

Tags:
Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
|
05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

Tags:
Exposição do Chaves, festivais de música e muito mais, confira para garantir seus ingressos
por
Luana Galeno
|
01/03/2024 - 12h

Neste mês de março, os programas de lazer na cidade de São Paulo prometem agradar a todos os públicos. Do grande Lollapalooza até a nostalgia de Chaves, a agenda cultural está cheia de novidades, confira:

SHOWS
 

I wanna Be Tour
Poster do evento. Divulgação/I Wanna Be Tour

As duas principais atrações musicais da cidade são os festivais I Wanna Be Tour (02/03) e o anual Lollapalooza (22, 23, 24). O primeiro tem como intenção atingir o público emo, contemplando bandas internacionais como Simple Plan e A Day To Remember, enquanto o segundo tem um público mais diverso, trazendo artistas que variam do pop ao alternativo.

A I Wanna Be Tour tem seus ingressos esgotados para o evento principal, que ocorre no Allianz Parque. Mas ainda há a possibilidade de ter um gostinho do festival com o sideshow do Nx Zero e Simple Plan que rola na sexta-feira, 1º de março. 

I Wanna Be Tour

Data: 02/03
Local: Allianz Parque - R. Palestra Itália, 200 - Água Branca
Horário: 11h
Confira mais no site (clique aqui)


O Lollapalooza ainda tem ingressos como o Lolla Day disponíveis. Com blink-182, Titãs, Sza e Sam Smith, o evento promete grandes apresentações e infraestrutura. A expectativa é grande para o show do Blink na sexta (22), pois a banda cancelou o mesmo evento no ano anterior após a notícia da fratura na mão do baterista, Travis Barker. Sza também é muito aguardada em sua estreia no país no domingo (24).

Lollapalooza

Data: 22, 23 e 24/03
Local:  Autódromo de Interlagos - Senador Teotônio Vilela, 261 - Interlagos
Horário: 12h
Confira mais no site (clique aqui)

Os artistas nacionais também permeiam a cidade para fazer os paulistas dançarem. Com diferentes ritmos, não haverá desculpa para não aproveitar apresentações na cidade. Confira:


Alcione
Data: 08/03
Local:  Espaço Unimed - Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda
Horário: 22:00
Ingressos disponíveis a partir de R$80,00


Djonga
Data: 09/03
Local:  Áudio - Av. Francisco Matarazzo, 694 - Barra Funda
Horário: 22:00
Ingressos disponíveis a partir de R$80


O Terno
Data: 22 e 23/03
Local:  Espaço Unimed - Rua Tagipuru, 795 - Barra Funda
Horário: 22:00
Data extra (23) disponível a partir de R$80 

Fundo de Quintal
Data: 23/03
Local:  Tokio Marine Hall - R. Bragança Paulista, 1281 - Várzea de Baixo
Horário: 22:00
Ingressos disponíveis a partir de R$70 

EXPOSIÇÕES
 

CHAVES
Poster do evento. Divulgação/MIS

Entre diversas exposições em março, duas delas alimentam nossa criança interior: a Hot Wheels City Experience começa durante o mês de março, enquanto Chaves: A Exposição finaliza a estadia em São Paulo dia 30/03. 

Hot Wheels City Experience

Uma nova aventura está chegando a São Paulo com toda velocidade! É a ‘Hot Wheels City Experience’, uma exposição perfeita para quem é apaixonado por carros. São mais de dez estações dedicadas a entregar uma experiência imersiva para toda a família, com exposições, pistas de kart, workshops de design e muito mais.


Data: 21/03
Local:  Oca, Parque Ibirapuera -  Av. Pedro Álvares Cabral, Portão 2 - Moema
Ingressos disponíveis a partir de R$49,90

 

Chaves: A Exposição

Vem aí uma mostra inédita sobre um dos ícones mais amados da televisão. Você poderá conferir ‘Chaves: A Exposição’, dedicada ao programa mexicano, até dia 30/03. Com mais de vinte cenários, a visita promete ser uma viagem repleta de nostalgia pelo seriado, perfeita para aqueles que amam as aventuras de Chaves, Quico, Chiquinha, entre outros personagens.

Data: Até 20/03
Local:  MIS Experience - R. Cenno Sbrighi, 250 - Água Branca
Ingressos disponíveis a partir de R$20 
 

TEATRO

MISERY
Cartaz Misery. Divulgação/TUCA

 

Nos palcos, dois espetáculos dão as últimas chances para visita.

Frida Kahlo – Viva la Vida
Enquanto prepara um jantar para seus convidados, vivos ou mortos, Frida Kahlo passeia por sua vida e relembra personagens que passaram por sua história, como Diego Rivera, Trotsky e Rockfeller.

Data: Até 07/03
Local:  Teatro Sérgio Cardoso - R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista
Ingressos disponíveis a partir de R$20 

Misery – Louca Obsessão
Adaptação teatral do romance de Stephen King, a peça conta a história de um famoso escritor que sofre um acidente de carro e é resgatado por uma enfermeira, fã número um de seus romances. A partir daí, a vida do escritor passará por uma intensa reviravolta.

Data: Até 31/03
Local:  TUCA - R. Monte Alegre, 1024 - Perdizes
Ingressos disponíveis a partir de R$60 
 

LAZER E DIVERSÃO

4 amigos
Os 4 amigos. Divulgação/uhull

Para os fãs de humor, a indicação é a estreia do Stand Up Comedy de Dihh Lopes, Thiago Ventura, Afonso Padilha e Márcio Donato, conhecidos como os "4 Amigos".

4 Amigos - Fila de Piadas
O quadro "Fila de Piadas" faz parte da história dos “4 Amigos” e se tornou um sucesso na internet, acumulando milhões de views no YouTube e viralizando nas redes sociais. Em fila, os comediantes se revezam no palco contando piadas e improvisando a partir de uma temática que muda conforme o espetáculo avança.

Data: 11/03
Local:  Teatro Bradesco - R. Palestra Itália, 500 - 3° Piso - Perdizes
Ingressos disponíveis a partir de R$50 

Tags:
Como os caminhos da vida do artista o levaram aos seus atuais modelos artísticos
por
Eduarda Teixeira Basso
|
05/12/2023 - 12h

 

Nascido em Michigan nos Estados Unidos,  formado em arquitetura pela universidade de Maryland, com mestrado na Parson, o artista Evan Roth traz ao ambiente artístico um novo aspecto, moldando assuntos atuais com sua vida pessoal e criando obras originais e inusitadas. 

Atualmente morando na cidade de Berlim, Roth lembra sobre seu começo no ambiente artístico mencionando o período escolar: não tinha interesse em seguir um caminho nas artes, o que acabou o levando para o curso de arquitetura. Durante esse período,  ocorreu o surgimento da internet, que fez Roth se interessar mais pelas artes através das redes. Ele comenta: “ Em um certo ponto, eu percebi que eu estava tendo muito mais satisfação criativa fazendo isso depois do trabalho, criando coisas na internet, do que no escritório de arquitetura.” 

Assim, após terminar a faculdade, ele decidiu se dedicar à sua nova paixão. Procurou cursos que estavam começando a fazer design digital, o que acabou o levando a fazer um mestrado na faculdade de Comunicação, Design e Tecnologia da Parsons. No período acadêmico, já estava desenvolvendo projetos, como Taxonomia de Graffiti, Ilustração Tipografia, entre outros. 

Atualmente, Roth dá aulas em um curso de graduação na mesma faculdade em que completou seu mestrado, no programa de arte midiática. Ele trabalha em projetos de tese com os alunos, ao longo do último ano de graduação deles. Sobre dar aulas, ele consta: “ Eu gosto de ensinar. (...) Eu gosto de estar perto de estudantes e jovens, é um bom entretenimento”. 

Em palestras passadas, o americano tinha comentado sobre sua relação conturbada com a internet. Como foi um ponto inicial para sua inspiração nas artes, a forte mudança no ambiente tecnológico trouxe uma alteração pessoal no modo de observar esse fenômeno. Ele comenta sobre como antes o ambiente trazia um aspecto fortalecedor, o fato de tudo estar ao seu alcance foi algo que ele descreveu como “fascinante”. 

Com o tempo, o cenário do espaço virtual foi se modificando, assim como sua concepção. De algo leve e descontraído, em que era quase irônico chamar de um negócio, a internet foi logo se adaptando ao que é hoje. Essa perda de descontração e, de certa forma, liberdade, foi uma característica que impactou Roth. Ele menciona, “Acho que também a Internet estava mudando porque as pessoas estavam descobrindo, muito rapidamente, que muito dinheiro poderia ser feito lá.”

Ele também comenta sobre como essa modificação o fez questionar sua carreira artística: “Essa dinâmica mudou totalmente, e foi meio decepcionante assistir, porque meus olhos não previram isso (...) Eu passei por uma fase em que foi decepcionante, e então fiquei meio que questionando minha própria prática artística, tipo, pensando que não preciso que a Internet seja o ponto central da minha prática”

Mesmo ela não sendo o ponto central de todos seus trabalhos artísticos, o início da sua juventude, que de certa forma foi determinada pelo seu uso da internet, trouxe inspirações que até hoje é destacada em suas criações.

Algumas de suas obras podem ser definidas como um trabalho que visualiza a cultura através da tecnologia. Ele é capaz de misturar arte em sua forma estética, com seu interesse pela internet e seu funcionamento.  

 

PROJETOS 

 

Em seu projeto mais longínquo, a série “Landscape” (Paisagens) Evan Roth trabalha com a ideia da fisicalidade da internet, e assim, constrói imagens de paisagem da natureza, modificadas pelo uso da tecnologia. Iniciado em 2014, o americano visitava instalações de cabos submarinos de fibra óptica da internet que emergiram do oceano. 

ft1
Imagem retirada do site Evan-roth.com - Cabos saindo do oceano na Australia

 

Ele menciona sua busca em mudar seu relacionamento e sua forma de pensar com a internet, e como esse projeto foi uma busca por esse movimento. Na época em que o projeto começou, não existiam tantas discussões sobre a infraestrutura da internet como há hoje, o artista relembra. Ele complementa: “E essa foi outra maneira interessante de pensar de forma diferente sobre a web. Em vez de apenas pensar nisso como uma espécie de fenômeno social, pensar nisso como algo físico, e através da compreensão da fisicalidade da web, não apenas como ela funciona tecnicamente, mas onde ela funciona.”

No começo da série, ele utilizava instrumentos de caça fantasma e tirava fotografias em preto e branco das paisagens encontradas. Todavia, ao pesquisar sobre o assunto de forma técnica, ele chegou aos fundamentos das fibras ópticas, e procurou entender as faixas de frequência, o que o levou ao espectro infravermelho.  Essa descoberta modificou o projeto, que passou a ser reproduzido através de imagens na frequência semelhante à internet, por modificações manuais das câmeras.  

 

De outro modo, essa série se destaca em sua vida, que de forma não intencional, se relaciona com o atual funcionamento da internet. Roth explica: “A outra coisa que fiz com aquela série, que foi diferente de outros projetos, foi permitir que fosse um pouco lento. Na minha experiência com artes midiáticas, socialmente, eu diria que há esse impulso de ‘o que vem a seguir? Qual é o próximo?’ (...)“

Sobre a intencionalidade de desacelerar com o projeto, que continua até hoje, ele complementa “ Aquele projeto que foi importante para mim, foi como pensar na lentidão como uma forma de combater alguns dos tipos de impulso que sei que sinto. Acho que muitas pessoas sentem, sempre tendo que seguir em frente rapidamente para a próxima coisa”.​

ft2
Imagem tirada por Alexandre Delmar- exposição em Portugal do projeto "Red Lines with Landscapes"

 

ft3
Imagem por Alexandre Delmar - exposição em Portugal em 2020 

Outro projeto do artista é o intitulado “Since you were born” (desde que você nasceu), em que ele expõe seus dados de navegação na internet, desde o dia que sua segunda filha nasceu, em 29 de junho de 2016, até preencher a Atrium Gallery, contabilizando em torno de quatro meses de pesquisa na rede. 

Do chão ao teto a sala é coberta por imagens. As cores vibrantes que nos prendem na tela de aparelhos tecnológicos tomam outros significados ao serem apresentadas em uma galeria. Utilizando páginas da internet, uma história é traçada da forma mais pessoal possível, ao mesmo tempo, demonstra como a internet passou a traçar a história da nossa vida, através do que consumimos nela no dia a dia. 

ft4
Imagem retirada do site Evan-roth.com- Exposição em Red Brick Art Museum em Beijin, China

 

ft6
Imagem: Fred Dott- Exposição “Give and Take” parte do projeto "Since you were born" na Alemnhã em 2022

Mesmo a tecnologia sendo grande parte de sua arte, ao tratar de sua relação com ela, ele expõe um alívio em não ter nascido nos dias atuais, e ter evitado crescer com as redes sociais, “Eu tenho tantos problemas, como me forçar a não ficar preso nesses pergaminhos de destruição infinita, penso como é para os jovens.”

Mas sua relação com o assunto, deixou de ser algo preto e branco. De fascinado com esse novo mundo em seu início à uma relação turbulenta com sua mudança, atualmente ele se encontra em outro lugar: “Não é que eu ache que seja apenas um lugar incrível e fortalecedor. Eu não acho que seja pura maldade ou algo assim. Mas eu acho que é assim, você sabe, é como qualquer outra coisa, como se você devesse sempre questionar quem se beneficia com o sistema de participação.”


 

NOVO PROJETO

 

Evan Roth varia quando se trata de formas de arte. Ele navega por diferentes criações artísticas, sendo a mais nova delas, a música. Em 2023 ele começou um projeto chamado “Rotary Farm”. Sobre isso, ele comenta: “Para mim, música é algo que estou fazendo apenas como um projeto de paixão.”. Ele mencionou que ao contrário do seu trabalho artístico, no qual leva de forma mais séria e profissional, com a música ele procura se divertir. 

Sobre sua relação com a música, Roth expressa: “A música é incrível (...) Para mim, a música é a arte original, na qual você pode fazer algo divulgá-lo. Você não precisa dizer nada sobre isso. Pode afetar o humor de alguém, pode mudar o pensamento de alguém. Para mim a música é realmente. Não sei. Há algo na música que é muito difícil de descrever e simplesmente poderoso.”

 

Com influências do Pop e no Hip Hop, (artistas como Killer Mike e André 3000 estão em seu repertório musical) ele se vê recorrendo a interesses do passado em seu projeto. Ao discorrer sobre o assunto, ele comenta: “ a música também é estranha, porque é tão baseada na nostalgia, o que geralmente sou crítico, em relação à nostalgia, mas muitas das minhas práticas de ouvir música vêm de crescer com música hip hop, então muitos dos meus pontos de contato para ouvir música pop contemporânea são de escutar muito rap dos anos 80, 90 e início dos anos 2000, o que para mim foi muito interessante.”

 

A obsessão do mundo pela tecnologia, fez com que muitas coisas acabassem mudando junto com sua chegada. Uma delas foi a arte, que como apresentada, é um dos temas principais tratados na obra de Evan Roth. Ao discorrer sobre o significado de arte, Roth desenvolve a ideia da importância de obras que não estão baseadas na necessidade de “resolver os problemas do mundo”. Ele conclui: “Acho que uma coisa à qual estou voltando cada vez mais ultimamente é a sinceridade. Eu acho que se os artistas estão fazendo coisas de um ponto de vista sincero, e estão fazendo algo porque estão entusiasmados com isso e amam isso, para mim, no final das contas, isso comunica mais e isso é mais comovente do que muitas outras coisas.”

Tags:
Composto por performances e discursos gravados, evento não é mais o que se espera de uma premiação
por
Victória da Silva
Vitor Nhoatto
|
23/11/2023 - 12h

Estreando seu novo formato totalmente digital e acontecendo em nova data, o Billboard Music Awards 2023 consagrou neste domingo (19) artistas como Karol G, Drake e Taylor Swift. No entanto, formado por vídeos pré-gravados e sem  tapete vermelho ao vivo. A premiação foi marcada pela baixa repercussão midiática e desapontamento com o modelo adotado.

Tradicionalmente realizado nos Estados Unidos, desde 2011, anualmente em maio, o evento promovido pela revista Billboard este ano foi reagendado para substituir o American Music Awards (AMAs). A empresa Dick Clark Production, dona de ambas as premiações, realocou o AMAs para o ano de 2024, o que gerou certa estranheza dos espectadores desde o início.

Somado a isso e a configuração inédita de performances e discursos gravados, o público ainda foi surpreendido pela transmissão não televisionada do evento pela primeira vez, tendo ficado restrita ao site da Billboard. A lista de vencedores foi divulgada durante o evento. No entanto, os artistas já haviam sido informados semanas antes do programa, e já estavam com as estatuetas nos vídeos de agradecimento. 

Performances

Cantora americana Bebe Rexha durante uma performance da música I’m Good (Blue) com os braços abertos em um cenário escuro profundo com fumaça ao fundo e uma orquestra sinfônica. Ela está em frente a um microfone e veste um vestido preto com detalhes em prateado e luvas de renda preta e com um cabelo platinado liso.
Performance de Bebe Rexha da sua música "I'm Good (Blue)” feat. David Guetta. - Foto: Reprodução/Youtube

Abrind os trabalhos da noite de domingo, Karol G apresentou um medley das músicas ‘QLONA’, ‘Labios Mordidos’ e ‘OJOS FERRARI’. Gravada em Los Angeles, a performance da cantora colombiana contou com vários dançarinos e coreografia afiada em um palco coberto por água, sendo marcada por movimentos sensuais e belos efeitos no molhado cenário.

Mesmo com o ‘flop’ do evento, fãs de Mariah Carey conseguiram apreciar a performance da aclamada música natalina ‘All I Want For Christmas Is You’ que teve pela primeira vez uma apresentação em premiações. Além disso, a cantora foi homenageada pelo prêmio Billboard Chart Achievement, já que marcou a lista Hot 100 da Billboard em várias décadas diferentes, em especial com a canção de natal apresentada — que todo final de ano volta a aparecer na parada de sucesso norte-americana.

Com direito à orquestra sinfônica e efeitos cinematográficos, Bebe Rexha entregou uma performance impecável do seu estrondoso sucesso 'I'm Good (Blue)' em parceria com David Guetta. Em seguida, em um cenário diferente e com várias dançarinas, a cantora americana cantou o seu último lançamento em conjunto ao DJ, 'One In A Million', indicada ao Grammys 2024. 

Outro destaque foi a apresentação de Tate McRae com a música 'Greedy', que viralizou no TikTok recentemente e domina as paradas de sucesso do mundo todo. Gravada em um hotel em Los Angeles, a performance foi marcada pela intensa coreografia por parte de Tate e das dezenas de dançarinos.

Para a felicidade dos stays, o grupo sul-coreano Stray Kids apresentou as faixas “S-Class” e “LALALA” com uma performance coreografada, figurinos impactantes e vários dançarinos. Mesmo não sendo ao vivo, a apresentação foi um marco para os fãs do octeto e para o próprio grupo de K-pop, já que foi sua estreia no palco da Billboard Music Awards.

Sendo o maior vencedor da edição deste ano com 11 estatuetas no total, o cantor country Morgan Wallen também se apresentou. Envolvido em polêmicas com falas racistas em 2021, ele fechou a premiação cantando sua música em homenagem ao time de baseball Atlanta Braves intitulada '98 Braves'. 

Premiações

Cantora norte-americana Karol G em um vestido de látex quase transparente bem colado ao corpo com cabelo loiro molhado segurando um troféu do Billboard Music Awards na mão esquerda com o braço para baixo, e com um microfone na mão direita para cima ao comemorar a recepção do prêmio em um estúdio de gravação totalmente branco com luzes dando um efeito degradê levemente alaranjado
Karol G durante vídeo de agradecimento ao receber prêmios no BBMAs 2023. -  Foto: Gilbert Flores 

Mesmo com a informação de que os ganhadores da BBMAs haviam sido notificados com antecedência sobre seus prêmios e não com os gritos e reação do público, ainda houve a curiosidade de quais foram os principais vencedores. De várias partes do mundo, os ganhadores enviaram vídeos já com os troféus em mãos, muitos nos cenários de suas performances e com o mesmo look do tapete vermelho.

Nessa noite de domingo, Taylor Swift levou para casa 10 das 20 estatuetas que estava concorrendo, se igualando ao rapper Drake como artista com mais BBMAs, cada um com 39 no total. Ela faturou categorias como Melhor Artista e Melhor Música em Vendas com 'Anti-Hero'. Enquanto isso, o rapper norte-americano ganhou 5 das 14 indicações que teve, dentre elas Melhor Artista de Rap e Melhor Artista Masculino de Rap. 

Tendo sido o grande vencedor da noite, o cantor Morgan Wallen ganhou 11 categorias das 17 indicações que teve, incluindo: Melhor Artista Masculino, Melhor Álbum da Billboard 200 com ‘One Thing at a Time’ e ainda, Melhor Música Hot 100 e Melhor Música em Streaming com a canção “Last Night”.

Zach Bryan se destacou ganhando 4 prêmios, dentre eles Melhor Artista Novo e Melhor Álbum de Rock com “American Heartbreak”. Além disso, Karol G marcou presença além da performance ao faturar dois prêmios, sendo eles Melhor Artista Feminina Latina e Melhor Artista Latino de Turnê, enquanto Bebe Rexha junto a David Guetta levou em Melhor Música Dance/Eletrônica por I'm Good (Blue).

SZA ganhou 4 das 17 categorias em que havia sido indicada, incluindo Melhor Artista de R&B, Melhor Artista Feminina de R&B, Melhor Álbum de R&B com ‘SOS’ e Melhor Música de R&B com a faixa “Kill Bill”. The Weeknd também brilhou na edição deste ano, recebendo a estatueta de Melhor Artista Masculino de R&B.

No gospel, pela terceira vez consecutiva, Kanye West ganhou a categoria de Melhor Artista Gospel, causando um certo alvoroço nas redes sociais. O rapper competiu pela estatueta devido às suas composições de Hip-Hop Cristão presentes no álbum “Jesus is King” de 2019 e “Donda” de 2021. Como em todas as categorias da premiação, somente o desempenho em vendas e streams nas plataformas musicais é levado em consideração, não havendo votação aberta. 

Ganhando como Melhor Trilha Sonora, “Barbie: The Album” recebeu prestígio depois de todo o sucesso cinematográfico do filme de Greta Gerwig. Contando com artistas como Sam Smith, Dua Lipa, Tame Impala e Nicki Minaj, o trabalho também está indicado ao Grammys 2024.

Uma polêmica que repercutiu entre os kpoppers foi a nova categoria de Melhor Música de K-pop, que teve como ganhador o single “Seven” do cantor Jungkook em parceria com a rapper norte-americana Latto. No momento em que o prêmio foi anunciado, somente a imagem da cantora aparece, causando revolta nas armys que tanto admiram o compositor sul-coreano.

Abaixo a lista completa de vencedores das 71 categorias:

MELHOR ARTISTA
Drake
Luke Combs
Morgan Wallen
SZA
Taylor Swift (VENCEDORA)

ARTISTA REVELAÇÃO
Bailey Zimmerman
Ice Spice
Jelly Roll
Peso Pluma
Zach Bryan (VENCEDOR)

MELHOR ARTISTA MASCULINO
Drake
Luke Combs
Morgan Wallen (VENCEDOR)
The Weeknd
Zach Bryan

MELHOR ARTISTA FEMININA
Beyoncé
Miley Cyrus
Olivia Rodrigo
SZA
Taylor Swift (VENCEDORA)

MELHOR DUO/GRUPO
Eslabon Armado
Fifty Fifty
Fuerza Regida (VENCEDOR)
Grupo Frontera
Metallica

MELHOR ARTISTA BILLBOARD 200
Drake
Luke Combs
Morgan Wallen
SZA
Taylor Swift (VENCEDORA)

MELHOR COMPOSITOR HOT 100 [NOVA CATEGORIA]
Ashley Gorley
Jack Antonoff
SZA
Taylor Swift (VENCEDORA)
Zach Bryan

MELHOR PRODUTOR HOT 100 [NOVA CATEGORIA]
Jack Antonoff
Joey Moi (VENCEDOR)
Metro Boomin
Taylor Swift
Zach Bryan

MELHOR ARTISTA HOT 100
Drake
Luke Combs
Morgan Wallen (VENCEDOR)
SZA
Taylor Swift

MELHOR ARTISTA – STREAMING
Drake
Morgan Wallen (VENCEDOR)
SZA
Taylor Swift
Zach Bryan

MELHOR ARTISTA – VENDAS
Jason Aldean
Miley Cyrus
Morgan Wallen
Oliver Anthony Music
Taylor Swift (VENCEDORA)

MELHOR ARTISTA – RÁDIO
Miley Cyrus
Morgan Wallen
SZA
Taylor Swift (VENCEDORA)
The Weeknd

ARTISTA GLOBAL 200
Bad Bunny
Morgan Wallen
SZA
Taylor Swift (VENCEDORA)
The Weeknd

ARTISTA GLOBAL (EXCLUSIVO NOS EUA)
Bad Bunny
Ed Sheeran
NewJeans
Taylor Swift (VENCEDORA)
The Weeknd

MELHOR ARTISTA R&B
Beyoncé
Chris Brown
Rihanna
SZA (VENCEDORA)
The Weeknd

MELHOR ARTISTA R&B MASCULINO
Chris Brown
Miguel
The Weeknd (VENCEDOR)

MELHOR ARTISTA R&B FEMININA
Beyoncé
Rihanna
SZA (VENCEDORA)

MELHOR TURNÊ R&B
Beyoncé (VENCEDORA)

Bruno Mars
The Weeknd

MELHOR ARTISTA RAP
21 Savage
Drake (VENCEDOR)
Lil Baby
Metro Boomin
Travis Scott

MELHOR ARTISTA RAP MASCULINO
21 Savage
Drake (VENCEDOR)
Travis Scott

MELHOR ARTISTA RAP FEMININA
Doja Cat
Ice Spice
Nicki Minaj (VENCEDORA)

MELHOR TURNÊ RAP
50 Cent
Drake (VENCEDOR)
Snoop Dogg & Wiz Khalifa

MELHOR ARTISTA COUNTRY
Bailey Zimmerman
Luke Combs
Morgan Wallen (VENCEDOR)
Taylor Swift
Zach Bryan

MELHOR ARTISTA COUNTRY MASCULINO
Luke Combs
Morgan Wallen (VENCEDOR)
Zach Bryan

MELHOR ARTISTA COUNTRY FEMININA
Lainey Wilson
Megan Moroney
Taylor Swift (VENCEDORA)

MELHOR DUO/GRUPO COUNTRY
Old Dominion
Parmalee
Zac Brown Band (VENCEDOR)

MELHOR TURNÊ COUNTRY
George Strait
Luke Combs
Morgan Wallen (VENCEDOR)

MELHOR ARTISTA ROCK
Jelly Roll
Noah Kahan
Stephen Sanchez
Steve Lacy
Zach Bryan (VENCEDOR)

MELHOR DUO/GRUPO ROCK [NOVA CATEGORIA]
Arctic Monkeys (VENCEDOR)

Foo Fighters
Metallica

MELHOR TURNÊ ROCK
Coldplay (VENCEDOR)

Depeche Mode
Elton John

MELHOR ARTISTA LATINO
Bad Bunny (VENCEDOR)

Eslabon Armado
Fuerza Regida
Karol G
Peso Pluma

MELHOR ARTISTA LATINO MASCULINO
Bad Bunny (VENCEDOR)

Peso Pluma
Rauw Alejandro

MELHOR ARTISTA LATINA FEMININA
Karol G (VENCEDORA)

ROSALÍA
Shakira

MELHOR DUO/GRUPO LATINO
Eslabon Armado
Fuerza Regida (VENCEDOR)
Grupo Frontera

MELHOR TURNÊ LATINA
Daddy Yankee
Karol G (VENCEDORA)
RBD

MELHOR ARTISTA GLOBAL K-POP [NOVA CATEGORIA]
Jimin
NewJeans (VENCEDOR)
Stray Kids
TOMORROW X TOGETHER
TWICE

MELHOR TURNÊ K-POP [NOVA CATEGORIA]
BLACKPINK (VENCEDOR)

SUGA
TWICE

MELHOR ARTISTA AFROBEATS [NOVA CATEGORIA]
Burna Boy (VENCEDOR)

Libianca
Rema
Tems
Wizkid

MELHOR ARTISTA DANCE/ELETRÔNICA
Beyoncé (VENCEDORA)

Calvin Harris
David Guetta
Drake
Tiësto

MELHOR ARTISTA CRISTÃO
Brandon Lake
Elevation Worship
for KING & COUNTRY
Lauren Daigle (VENCEDORA)
Phil Wickham

MELHOR ARTISTA GOSPEL
CeCe Winans
Elevation Worship
Kanye West (VENCEDOR)
Kirk Franklin
Maverick City Music

ÁLBUM BILLBOARD 200
Drake & 21 Savage, Her Loss
Metro Boomin, HEROES & VILLAINS
Morgan Wallen, One Thing at a Time (VENCEDOR)
SZA, SOS
Taylor Swift, Midnights

MELHOR TRILHA SONORA
Barbie: The Album (VENCEDORA)

Pantera Negra: Wakanda para Sempre
ELVIS
Homem-Aranha Através do Aranhaverso
Top Gun: Maverick

MELHOR ÁLBUM R&B
Beyoncé, RENAISSANCE
Brent Faiyaz, WASTELAND
Drake, Honestly, Nevermind
Steve Lacy, Gemini Rights
SZA, SOS (VENCEDOR)

MELHOR ÁLBUM RAP
Drake & 21 Savage, Her Loss (VENCEDOR)

Future, I Never Liked You
Lil Baby, It’s Only Me
Metro Boomin, HEROES & VILLAINS
Travis Scott, UTOPIA

MELHOR ÁLBUM COUNTRY
Luke Combs, Gettin’ Old
Luke Combs, Growin’ Up
Morgan Wallen, One Thing at a Time (VENCEDOR)
Taylor Swift, Speak Now (Taylor’s Version)
Zach Bryan, American Heartbreak

MELHOR ÁLBUM ROCK
HARDY, the mockingbird & THE CROW
Jelly Roll, Whitsitt Chapel
Noah Kahan, Stick Season
Steve Lacy, Gemini Rights
Zach Bryan, American Heartbreak (VENCEDOR)

MELHOR ÁLBUM LATINO
Bad Bunny, Un Verano Sin Ti (VENCEDOR)

Eslabon Armado, DESVELADO
Ivan Cornejo, Dañado
Karol G, MAÑANA SERÁ BONITO
Peso Pluma, GÉNESIS

MELHOR ÁLBUM K-POP [NOVA CATEGORIA]
Jimin, FACE
NewJeans, 2nd EP ‘Get Up’
Stray Kids, 5-STAR (VENCEDOR)
TOMORROW X TOGETHER, The Name Chapter: TEMPTATION
TWICE, READY TO BE: 12th Mini Album

MELHOR ÁLBUM DANCE/ELETRÔNICO
Beyoncé, RENAISSANCE (VENCEDOR)

Drake, Honestly, Nevermind
ILLENIUM, ILLENIUM
Kim Petras, Feed the Beast
Tiësto, DRIVE

MELHOR ÁLBUM CRISTÃO
Anne Wilson, My Jesus (VENCEDOR)

Brandon Lake, House of Miracles
CAIN, Rise Up
Elevation Worship, LION
Lauren Daigle, Lauren Daigle

MELHOR ÁLBUM GOSPEL
Jonathan McReynolds, My Truth
Maverick City Music x Kirk Franklin, Kingdom Book One (VENCEDOR)
Tye Tribbett, All Things New
Whitney Houston, I Go to the Rock: The Gospel Music of Whitney Houston
Zacardi Cortez, Imprint (Live in Memphis)

MÚSICA HOT 100
Metro Boomin, The Weeknd & 21 Savage, “Creepin’”
Miley Cyrus, “Flowers”
Morgan Wallen, “Last Night” (VENCEDORA)
SZA, “Kill Bill”
Taylor Swift, “Anti-Hero”

MELHOR MÚSICA – STREAMING
Miley Cyrus, “Flowers”
Morgan Wallen, “Last Night” (VENCEDORA)
SZA, “Kill Bill”
Taylor Swift, “Anti-Hero”
Zach Bryan, “Something in the Orange”

MÚSICA MAIS VENDIDA
Jason Aldean, “Try That in a Small Town”
Jimin, ‘Like Crazy”
Miley Cyrus,“Flowers”
Oliver Anthony Music, “Rich Men North of Richmond”
Taylor Swift, “Anti-Hero” (VENCEDORA)

MELHOR MÚSICA – RÁDIO
Metro Boomin, The Weeknd & 21 Savage, “Creepin’”
Miley Cyrus, “Flowers” (VENCEDORA)
Rema & Selena Gomez, “Calm Down”
Taylor Swift, “Anti-Hero”
The Weeknd & Ariana Grande “Die for You”

MELHOR COLABORAÇÃO
David Guetta & Bebe Rexha, “I’m Good (Blue)”
Metro Boomin, The Weeknd & 21 Savage, “Creepin’” (VENCEDORA)
Rema & Selena Gomez, “Calm Down”
Sam Smith & Kim Petras, “Unholy”
The Weeknd & Ariana Grande, “Die for You”

MÚSICA GLOBAL 200
Miley Cyrus, “Flowers” (VENCEDORA)

Rema & Selena Gomez, “Calm Down”
SZA, “Kill Bill”
Taylor Swift, “Anti-Hero”
The Weeknd & Ariana Grande, “Die for You”

MÚSICA GLOBAL (EXCLUSIVO NOS EUA)
David Guetta & Bebe Rexha, “I’m Good (Blue)”
Harry Styles, “As It Was”
Miley Cyrus, “Flowers” (VENCEDORA)
Rema & Selena Gomez, “Calm Down”
The Weeknd & Ariana Grande, “Die for You”

MELHOR MÚSICA R&B
Metro Boomin, The Weeknd & 21 Savage, “Creepin’”
Miguel, “Sure Thing”
The Weeknd & Ariana Grande, “Die for You”
SZA, “Kill Bill” (VENCEDORA)
SZA, “Snooze”

MELHOR MÚSICA RAP
Coi Leray, “Players”
Drake & 21 Savage, “Rich Flex” (VENCEDORA)
Gunna, “fukumean”
Lil Durk ft. J. Cole, “All My Life”
Toosii, “Favorite Song”

MELHOR MÚSICA COUNTRY
Bailey Zimmerman, “Rock and a Hard Place”
Luke Combs, “Fast Car”
Morgan Wallen, “Last Night” (VENCEDORA)
Morgan Wallen, “You Proof”
Zach Bryan, “Something in the Orange”

MELHOR MÚSICA ROCK
Jelly Roll, “Need A Favor”
Stephen Sanchez, “Until I Found You”
Steve Lacy, “Bad Habit”
Zach Bryan ft. Kacey Musgraves, “I Remember Everything”
Zach Bryan, “Something in the Orange” (VENCEDORA)

MELHOR MÚSICA LATINA
Eslabon Armado x Peso Pluma, “Ella Baila Sola” (VENCEDORA)

Fuerza Regida x Grupo Frontera, “Bebe Dame”
Grupo Frontera x Bad Bunny, “un x100to”
Karol G & Shakira, “TQG”
Yng Lvcas x Peso Pluma, “La Bebe”

MELHOR MÚSICA K-POP [NOVA CATEGORIA]
Fifty Fifty, “Cupid”
Jimin, “Like Crazy”
Jungkook ft. Latto, “Seven” (VENCEDORA)
NewJeans, “Ditto”
NewJeans, “OMG”

MELHOR MÚSICA AFROBEATS [NOVA CATEGORIA]
Ayra Starr, “Rush”
Libianca, “People”
Oxlade, “KU LO SA”
Rema & Selena Gomez, “Calm Down” (VENCEDORA) 
Victony, Rema, & Tempoe ft. Don Toliver, “Soweto”

MELHOR MÚSICA DANCE/ELETRÔNICA
Bizarrap & Shakira, “Shakira: Bzrp Music Sessions, Vol. 53”
David Guetta, Anne-Marie & Coi Leray, “Baby Don’t Hurt Me”
David Guetta & Bebe Rexha, “I’m Good (Blue)” (VENCEDORA)
Elton John & Britney Spears, “Hold Me Closer”
Tiësto ft. Tate McRae, “10:35”

MELHOR MÚSICA CRISTÃ
Brandon Lake, “Gratitude” (VENCEDORA)
Chris Tomlin, “Holy Forever”
for KING & COUNTRY with Jordin Sparks, “Love Me Like I Am”
Lauren Daigle, “Thank God I Do”
Phil Wickham, “This Is Our God”

MELHOR MÚSICA GOSPEL
CeCe Winans, “Goodness of God” (VENCEDORA)

Crowder & Dante Bowe ft. Maverick City Music, “God Really Loves Us”
Elevation Worship ft. Chandler Moore & Tiffany Hudson, “More Than Able”
Maverick City Music & Kirk Franklin ft. Brandon Lake & Chandler Moore, “Fear is Not My Future”
Zacardi Cortez, “Lord Do It for Me (Live in Memphis)”

Entenda por quê a 15a. retomada indígena foi marcada pela resistência e quais as dificuldades encontradas por alunos indígenas da PUC-SP
por
Eduarda Teixeira Basso
Gusthavo Sampaio
Maria Clara Aoki
|
21/11/2023 - 12h

A 15ª Retomada Indígena ocorreu nos dias 9 e 10 de novembro na PUC-SP, no Campus Monte Alegre. O evento, que teve como tema “Decolonialidade, Terra e Ancestralidade”,  tem um papel importante para os indígenas que estudam na universidade, e o ato procura mostrar a diversidade que a cultura do grupo traz para o ambiente acadêmico. Assim, a reportagem em vídeo a seguir mostra como foi a décima quinta retomada, e sua magnitude.

 

Mostra em homenagem a Othon Bastos e peça sobre Bossa Nova estão entre as opções culturais
por
Giulia Palumbo
|
20/11/2023 - 12h

À medida que o ano se aproxima do fim, muitas pessoas estão planejando escapar da agitação da cidade e aproveitar os dias de folga. No entanto, para aqueles que optarem por ficar em São Paulo no fim de semana, há diversas oportunidades para relaxar e explorar a vida cultural da capital. Aqui estão cinco opções de passeios culturais gratuitos para aproveitar durante o fim de semana.


6ª Mostra de Dança

O evento chega à sua última semana, que neste ano tem como tema a memória do corpo. Na programação estão as apresentações de obras como "D’Existir", da coreógrafa pernambucana Mariana Muniz, "Movendo o Solo de Terrenos Submersos", do baiano Neemias Santana, "CorpoCatimbó", do multiartista cearense Zé Viana Junior e "Angelim Vermelho", da coreógrafa amazonense Francis Baiardi, entre outros. As apresentações acontecem no palco e na calçada. 

Onde: Itaú Cultural - av. Paulista, 149, Bela Vista, região central. De terça a sábado, das 11h às 20h; domingo e feriados, das 11h às 19h. 

90 Anos de Othon Bastos

A mostra celebra as nove décadas de vida do ator baiano com a exibição de alguns filmes clássicos de sua trajetória, entre eles o histórico "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha, "Triste Trópico", de Arthur Omar, "Bicho de Sete Cabeças", de Laís Bodanzky e "S. Bernardo", de Leon Hirszman.

Onde: Cinemateca Brasileira - lgo. Senador Raul Cardoso, 207, Vila Clementino. De sexta-feira as 19h, sábado das 16h às 19h30 e domingo às 18h. 

Foto Reprodução

Bardot

Os amantes do cinema clássico da primeira metade do século 20 poderão acompanhar a exibição gratuita de "Bardot", série que narra a ascensão meteórica da atriz Brigitte Bardot na França do pós-guerra. A série busca explorar os caminhos que tornaram a atriz uma estrela mundial e também aqueles que fizeram com que ela se tornasse uma figura reclusa, avessa à vida pública e que coleciona acusações de antissemitismo e racismo.

Onde: Cine Marquise - av. Paulista, 2.073, Cerqueira César, região oeste. De sábado e domingo, das 18h às 20h.

Bossa Nova Cabaret

Livremente inspirado em fatos e passagens da história da criação da bossa nova, o espetáculo é uma comédia de variedades retratada em formato de um show, que traz ainda personagens e músicas do movimento fundado por Johnny Alf, João Gilberto e Antônio Carlos Jobim. A produção é do grupo Circo Grafitti e tem no elenco nomes como Rosi Campo, Conrado Caputo e Rachel Ripani.

Onde: Teatro do Sesi - av. Paulista, 1.313, Cerqueira César, região oeste. De quinta a sábado, às 20h, aos domingos a partir das 19h. 

Foto Reprodução
Elenco da peça de teatro que promete entreter o público (foto divulgação)

Divas do Jazz


A cantora Graça Cunha interpreta, como o título do show faz supor, o repertório de divas do jazz americano, entre elas Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sarah Vaughan e Nina Simone. A diva soul Aretha Franklin entra no repertório também, ao lado de nomes contemporâneos do pop jazz, como Norah Jones e Diana Krall. Na setlist, clássicos como "Fever", "My Baby Just Cares for Me" e "Night and Day".

Onde: Sesc Campo Limpo - r. Nossa Senhora do Bom Conselho, 120, Chácara Nossa Senhora do Bom Conselho, região sul. De sexta-feira, às 20h

Tags: