A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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O prêmio da MTV, que completou 40 anos, mais uma vez promoveu grandes apresentações
por
Victória da Silva
Vítor Nhoatto
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15/09/2024 - 12h

A 40° edição do Video Music Awards (VMA), uma das principais premiações do mundo da música, aconteceu na última quarta (11) em Nova York, Estados Unidos. Promovido pela MTV, contou com homenagem a Katy Perry e performances  calorosas como Anitta, Eminem e Camila Cabello. Marcado para acontecer originalmente no dia 10 de setembro, o evento foi adiado em um dia e movimentou as redes pela mudança de data também.

Por conta do debate presidencial entre Kamala Harris e Donald Trump, a premiação teve que acontecer no 11 de setembro, data em que um atentado terrorista provocou a morte de cerca de 3 mil pessoas após dois aviões colidirem com as famosas torres gêmeas, em Nova York (EUA). A triste coincidência foi lembrada durante o evento, que doou todo o lucro da noite para duas ONGs em apoio às vítimas, a “9/11 Day” e a “Tuesday's Children”. 

O show de abertura da premiação ficou com os versos rápidos de Eminem, rapper estadunidense com mais de 20 anos de carreira. Andando pelos palcos da UBS Arena em Nova York, ele cantou sucessos de seu décimo segundo e mais recente álbum, "The Death of Slim Shady (Coup De Grâce)". 

Após a participação especial de Jelly Roll na faixa "Somebody Save Me" de Eminem, a primeira categoria da noite foi entregue. Taylor Swift e Post Malone foram os premiados por "Fortnight" em Melhor Colaboração. 

Karol G foi a segunda a se apresentar, em um cenário decorado com as bandeiras de países latino-americanos. Ao som de "Si Antes Te Hubiera Conocido" e em meio a várias dançarinas, uma com cada bandeira, ela dançou com a plateia.

Estreando como solista, LISA do grupo de k-pop Blackpink, agitou a plateia. Com uma coreografia afiada e efeitos pirotécnicos no palco, cantou seus singles "New Woman", que na versão original conta com Rosalía, e "Rockstar".

Logo em seguida, Shawn Mendes se apresentou com "Isn't That Enough", último single de seu novo projeto que será lançado em 18 de outubro. Ele também apresentou uma música inédita, “Nobody Knows”.

Sabrina Carpenter beijando um alíen azul no palco do VMA 2024
Sabrina beijou um alien durante sua performance - Foto: Christopher Polk/Billboard 

Sabrina Carpenter também subiu no palco em uma atmosfera mágica e espacial. A artista cantou “Espresso”, “Please Please Please” e seu último lançamento “Taste”, performance que agitou a plateia após beijar um alien, integrando também elementos da premiação na performance, cuja estatueta é um astronauta.

Depois foi a vez de Anitta, que pelo terceiro ano seguido integra o VMA. A brasileira começou a performance com o lançamento "Paradise", parceria com DJ Khaled e Fat Joe. Depois foi a vez de animar o público com a faixa "Alegria" do rapper argentino Tiago PZK. O encerramento do medley foi com "Savage Funk".

Megan Thee Stallion foi a apresentadora do ano, e como de costume na premiação da MTV, trouxe doses de humor e leveza - além de looks diferentes. Além disso, flashbacks de momentos marcantes de outras edições passavam pelo telão em formato de astronauta.

A rapper se destacou também no tapete vermelho com um vestido preto feito por Nicole + Felicia Couture que foi muito compartilhado nas plataformas digitais. Vestindo um body tomara que caia, conectado a uma saia de design transparente, esvoaçante e volumosa na calda, o look de Megan misturou sensualidade, confiança e autenticidade.

De volta às apresentações e premiações, começa um dos momentos mais esperados de todo ano, o Video Vanguard Award. Recebido por Nicki Minaj na última edição, o prêmio homenageia grandes nomes da indústria da música. Orlando Bloom foi o responsável por anunciar o nome de sua esposa, Katy Perry. 

Orlando Bloom e Katy Perry se beijando no palco do VMA 2024
Katy Perry e o marido Orlando Bloom protagonizaram momentos de amor no palco - Foto:Christopher Polk/Billboard

Em uma performance que certamente ficará na história do VMA, a dona de “Roar” cantou seus principais sucessos. Com um look inspirado em seu último videoclipe, "Women's World", a cantora utilizou bailarinos, estruturas metálicas, e foi içada por um cabo. Ela performou “Dark Horse”, “I Kissed a Girl”, “Fireworks” e outros grandes hits da carreira. 

Katy fechou o espetáculo com o seu último single "Lifetimes", de seu próximo álbum “143”, com lançamento previsto para 20 de setembro. Escorregando pela plataforma que se apresentou e com uma borboleta mecânica na mão, em referência ao seu novo projeto, Perry recebeu o troféu de astronauta dourado e agradeceu pelos mais de 20 anos de sucesso e apoio de sua gravadora e seus fãs.

Em um ritmo acelerado e com bastante destaque nesta edição às apresentações, foi a vez de Chappell Roan ocupar o palco. A drag queen do interior do Mississipi encantou com "Good Luck, Babe!" em uma atmosfera medieval em referência ao clipe da faixa. 

 

Chappell Roan de joelhos ao final de sua performance no VMA 2024
De armadura, Chappell Roan levou uma vila medieval ao VMA 2024 - Foto:Christopher Polk/Billboard

Os trabalhos seguiram com um descanso da produção com a entrega do prêmio de Melhor Afrobeats, recebido por Tyla pelo sucesso "Water". A cantora da África do Sul frisou como a música africana tem crescido nos últimos anos, seu potencial, a riqueza de estilos e produções dos países do continente, até então relegadas em segundo plano.

A anfitriã Megan Thee Stallion performou em seguida com faixas do seu último álbum, MEGAN. Primeiro foi a vez de"B.A.S.", com direito a tambores no palco. Depois disso, Yuki Chiba subiu ao palco para cantar "Mamushi" com a rapper.

Baixando as batidas por minuto e a sensualidade na UBS Arena, Benson Boone cantou e andou pelos palcos. Voz do hit recente "Beautiful Things", na lista das mais escutadas do mundo no Spotify, encantou a plateia com seus vocais impecáveis e expressividade no cantar.

Sabrina Carpenter subiu ao palco novamente, desta vez para receber o prêmio de Música do Ano pelo gigantesco sucesso "Espresso". Vencendo Taylor Swift e Post Malone, Beyoncé e Travis Scott, ela agradeceu principalmente seus fãs, emocionada por receber seu primeiro astronauta.

Ainda com a estratégia de dar mais espaço para a música latina, foi a vez de Rauw Alejandro estrear na premiação da MTV. O porto riquenho levou suas origens e sucessos, além de muita dança e espanhol a Nova York.

Em um cenário de subúrbio americano, cabelo curto e vermelho, Halsey entregou um rock de garagem animado e fresquinho. A cantora performou sua mais nova faixa, "Ego", lançada semana passada, promovendo sua fase inspirada nos anos 2000. 

Após o momento nostálgico, LISA subiu ao palco mais uma vez, para receber sua primeira estatueta de astronauta, na categoria Melhor k-pop. Em tributo a carreira de um dos principais astros do rock, Lenny Kravitz apresentou três clássicos, com um destaque para “Are You Gonnna Go My Way” O rapper Quavo também esteve na apresentação.

Camila Cabello fazendo um coração com a mão depois de sua performance no VMA 2024
Camila Cabello consolidou sua nova era no VMA 2024 com  “GODSPEED”. Foto:Noam Galai/Getty Images

Camila Cabello apresentou uma performance apontada pelos fãs como uma “indireta” para Sabrina Carpenter, já que criou-se uma rivalidade entre as duas muito discutida pelos internautas após o lançamento de “Sweet N’Sour”, álbum de Carpenter que continha referências ao relacionamento de Cabello e Shawn Mendes. A morena iniciou sua apresentação assistindo “June Gloom” em um computador, quebrando-o em seguida, e cantou “GODSPEED”.

Mais tarde, Ariana Grande venceu a categoria de Melhor Cinematografia pelo clipe de “we can't be friends (wait for your love)” e Dua Lipa ganhou a de Melhor Coreografia pela música “Houdini”. Outro resultado muito aguardado durante a noite foi o de Artista Revelação, que se destinou ao sucesso Chappell Roan.

Sendo este o seu terceiro prêmio do VMA, Anitta foi a próxima a subir ao palco, na categoria de Melhor Vídeo Latino com “Mil Veces”. Com isso, a “Girl From Rio” venceu por três anos seguidos: em 2022 por “Envolver” e em 2023 por “Funk Rave”. Tanto na plateia quanto nas redes sociais, a brasileira foi ovacionada e recebeu elogios.

 

Anitta recebendo sua estatueta no palco do VMA 2024
Anitta ganhou sua terceira estatueta no VMA 2024 com Mil Veces - Foto: Mike Coppola/Getty Images

O prêmio de Melhor Vídeo do Ano foi para “Fortnight” de Taylor Swift e Post Malone e “Human” do cantor Lenny Kravitz levou a estatueta de Melhor Clipe de Rock. Por fim, Le Sserafim performou “Crazy” e enlouqueceu os admiradores do grupo. Também no k-pop, o grupo Seventeen levou o prêmio de Melhor Banda.

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Diretor de “The Room Next Door”, Pedro Almodóvar, leva o Leão de Ouro, mas brasileiros também triunfam com “Ainda Estou Aqui”
por
João Pedro Stracieri
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15/09/2024 - 12h

O Festival Internacional de Cinema de Veneza teve sua 81ª edição no dia 28 de agosto e seus resultados foram divulgados na cerimônia de encerramento, dia 7 de setembro de 2024, realizada no Palazzo del Cinema, no Lido de Veneza, na Itália. O tradicional festival ocorre desde 1932, sendo o mais antigo dedicado à sétima arte e um dos mais influentes da indústria, ao lado de Cannes e Berlim. 

A atriz francesa e presidente do júri do evento, Isabelle Huppert, anunciou os vencedores da edição. O grande destaque do evento foi “The Room Next Door” (em tradução livre, “O Quarto ao Lado”), dirigido pelo cineasta espanhol Pedro Almodóvar. O filme venceu o Leão de Ouro de Veneza e foi aclamado durante 18 minutos em sua primeira exibição na mostra italiana.

 

O espanhol Pedro Almodóvar vence Leão de Ouro por “The Room Next Door” – Foto: Marco Bertorello/AFP
O espanhol Pedro Almodóvar vence Leão de Ouro por “The Room Next Door” – Foto: Marco Bertorello/AFP

 

Em seu discurso, Almodóvar dedicou o prêmio às duas atrizes protagonistas, Tilda Swinton e Julianne Moore. O diretor também comentou sobre a história da obra: “É um filme sobre duas mulheres. Como diretor, um dos privilégios é que somos o primeiro destino quando acontece um milagre. Tanto Tilda como Julianne colocaram muitos dias nesse filme e nunca vou ter palavras o suficiente para agradecê-las”.

 

Tilda Swinton e Julianne Moore em “The Room Next Door” – Foto: Divulgação/Sony Pictures
Tilda Swinton e Julianne Moore em “The Room Next Door” – Foto: Divulgação/Sony Pictures

 

“O filme fala de uma mulher em um mundo agonizante e de outra mulher que decide compartilhar seus últimos dias com ela. Acompanhar um doente terminal, saber estar ao lado, é uma das grandes qualidades de uma pessoa. O filme fala, entre outras coisas, não só de solidariedade, mas também da decisão de terminar a vida devido a uma dor sem solução. Creio que é um direito fundamental de todo ser humano. Não é um assunto político, é humano”, declarou Almodóvar.

Outro filme que se destacou foi o longa brasileiro “Ainda Estou Aqui”, dirigido pelo também diretor de “Central do Brasil”, Walter Salles. Escrito por Murilo Hauser e Heitor Lorega, e estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello, “Ainda Estou Aqui” levou o prêmio de melhor roteiro, além de ser ovacionado durante 10 minutos ininterruptos. A obra também estreou no Rotten Tomatoes com 94% de aprovação dos críticos.

 

Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega são premiados por “Ainda Estou Aqui” – Foto: Alberto Pizzoli/AFP
Os roteiristas Murilo Hauser e Heitor Lorega são premiados por “Ainda Estou Aqui” – Foto: Alberto Pizzoli/AFP

 

Além dos prêmios citados, outros que tiveram grande relevância foram Brady Cobert, pela sua direção magistral em “The Brutalist”; Vincent Lindon, por sua atuação em “The Quiet Son”; e Nicole Kidman, que levou o prêmio de melhor atriz em “Babygirl”, mas que não subiu ao palco para receber a estatueta devido a triste notícia do falecimento de sua mãe.

 

Origem dos principais prêmios do Festival de Veneza

O galardão de maior importância concedido pelo júri do Festival de Veneza é o famoso Leão de Ouro. O prêmio leva esse nome por ser uma representação do Leão de São Marcos, símbolo impresso na bandeira da República de Veneza.

Já a Taça Copa Volpi recebe esse nome em homenagem ao Conde Giuseppe Volpi di Misurata, Ex-Ministro das Finanças do Reino da Itália e fundador do Festival de Cinema de Veneza. Por sua vez, o Leão de Prata possui duas versões principais, uma para o melhor diretor e outra para o segundo melhor filme do festival. 

Outro prêmio muito significante é o Marcello Mastroianni, criado para reconhecer o melhor ator ou atriz em ascensão. Criado em 1998, seu nome é uma homenagem ao ator homônimo, considerado o mais importante ator da Itália.

Por fim, o Golden Osella é um prêmio concedido em diversas categorias, como roteiro, direção, fotografia e contribuições técnicas. O nome tem origem na osella, uma medalha que os doges de Veneza distribuíam para vários competidores entre os anos de 1521 e 1797.

 

Veja abaixo a lista dos vencedores do Festival de Veneza de 2024

Leão de Ouro – “The Room Next Door”, de Pedro Almdóvar

Grande Prêmio do Júri – “Vermiglio”, de Maura Delpero

Leão de Prata de Melhor Diretor – “Brady Corbet”, por “The Brutalist”

Melhor Roteiro – Murilo Hauser e Heitor Lorega, por “Ainda Estou Aqui”

Copa Volpi de Melhor Ator – Vincent Lindon, por “The Quiet Son”

Copa Volpi de Melhor Atriz – Nicole Kidman, por “Babygirl”

Melhor Jovem Ator (prêmio Marcello Mastroianni) – Paul Kircher, por “And Their Children After Them”

Prêmio Especial do Júri – “April”, de Dea Kulumbegashvili

 

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“Circus Maximus” abre sequência de shows do cantor no país em apresentação eletrizante
por
Gabriel Lourenço Schiavoni
João Pedro Lindolfo
Lucas Rossi
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13/09/2024 - 12h

Painel de luz presente no show do Travis Scott Foto: Lucas Rossi e Gabriel Lourenço

 

Nesta quarta-feira (11), ocorreu, em São Paulo, o show do rapper Travis Scott, com ingressos esgotados, parte de sua turnê  "Circus Maximus", no estádio Allianz Parque, localizado na zona oeste de São Paulo. O rapper, que conta com mais de 68 milhões de ouvintes mensais no Spotify, é um dos nomes mais influentes do ramo.

Multidão curtindo o show do artista americano Foto: Lucas Rossi e Gabriel Lourenço 

 

Em sua apresentação, Travis incendiou o público com uma performance eletrizante que deixou todo mundo de pé, com hits como “Sicko Mode”, “Goosebumps” e “Butterfly Effect”. Durante todo o show, os fãs presentes na pista realizaram “rodas punk”, nas quais o público abre um espaço para dançarem e se movimentarem de forma energética em meio a um “bate cabeça”.

Em quase uma hora e vinte minutos de show, Scott trouxe um ritmo empolgante, emendando músicas sem interrupções. O auge da animação da apresentação ocorreu quando o cantor performou seu último sucesso, FE!N, cinco vezes seguidas, para o delírio dos presentes no estádio.

Público animado abrindo uma roda punk durante a apresentação de FE!N  Foto: Lucas Rossi e Gabriel Lourenço

 

Entretanto, alguns fãs saíram decepcionados, com a expectativa de participações especiais, principalmente a do rapper norte americano Playboi Carti, parceiro de Travis em FE!N, que esteve presente em São Paulo recentemente no show do The Weeknd no Estádio do Morumbi, no sábado (07).

A setlist escolhida teve enfoque em  seu último álbum, “Utopia”, lançado em 2023. Essa foi a segunda vez que Travis se apresentou em São Paulo: em 2022, o rapper participou da primeira edição do Primavera Sound.

Os valores dos ingressos variaram de R$245,00 (meia-entrada na cadeira superior) a R$890,00 (inteira na pista premium), e o público total ultrapassou 46 mil pessoas.

O show em São Paulo foi apenas o início de sua sequência de apresentações no Brasil. Na sexta-feira, dia 13, o rapper será um dos headliners do principal festival de música no país: o Rock in Rio, que ocorrerá na Cidade do Rock, localizada na zona oeste da capital carioca. A apresentação será no Palco Mundo, principal palco do festival.

A expectativa é de que o Rock in Rio 2024 reúna mais de 700 mil pessoas. Durante a pré-venda, os ingressos se esgotaram em apenas 2 horas e 15 minutos. O evento vai até dia 22 de setembro, e também conta com nomes como Shawn Mendes, Avenged Sevenfold, Imagine Dragons e Katy Perry.

 

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A conferência literária abre suas portas na sexta-feira, 6 de setembro, e se estende até o dia 15
por
Luane França
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11/09/2024 - 12h
Estátua do logo da Bienal Internacional do Livro situada no evento - Foto: Luane França
Estátua do logo da Bienal Internacional do Livro situada no evento - Foto: Luane França 

 

Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e das autoridades Margareth Menezes, ministra da Cultura; Camilo Santana, ministro da Educação; e Jader Filho, ministro das Cidades, foi dada a largada para a 27ª edição da Bienal Internacional do Livro, na quinta-feira (5). 

O evento começa oficialmente na sexta-feira (6), e vai até 15 de setembro. Localizada no Distrito Anhembi, a Bienal contará com a presença de mais de 700 autores, nacionais e internacionais, em 75 mil metros quadrados. A promessa da Câmara Brasileira do Livro (CBL) para 2024 é atrair cerca de 660 mil visitantes ao longo de sua duração. Além das homenagens e debates literários, a Bienal oferece diversas atividades para o público.

A abertura ressaltou a importância da literatura e o impacto cultural da Bienal.

“É uma maneira de reverenciarmos nossa riqueza criativa”, declara Margareth. “O Brasil real, não o da ficção, nem tampouco o da facção. O Brasil da esperança, do amor, do futuro melhor para o nosso brasileiro. É esse Brasil que estamos construindo.”, completa para a AGEMT, presente na feira.

Sevani Matos, presidente da CBL, ressaltou como os livros podem servir como um farol de inspiração, um instrumento de reflexão e uma ferramenta de liberdade. Ela enfatizou a importância de defender os livros e lançou um chamado aos governantes sobre a necessidade de implementar políticas públicas que promovam o incentivo à leitura, afirmando que investir na literatura é investir no futuro do Brasil.

Outro destaque da edição é o número de livros físicos disponíveis, que totalizam 3,5 milhões. Além disso, a Bienal vai oferecer uma opção de cashback, permitindo que os visitantes utilizem parte do valor dos ingressos para a compra de livros.

A Bienal Internacional do Livro, considerada o maior evento literário da América Latina, homenageia neste ano a Colômbia, com um estande próprio e cerca de 17 autores colombianos. Além disso, a cerimônia contou com a presença de Juan David Correa, ministro da Cultura da Colômbia, e Guillermo Rivera, embaixador colombiano no Brasil.

 

“Menos armas e mais livros”

Cerimônia de abertura da 27º Bienal Internacional do Livro - Foto: Luane França
Cerimônia de abertura da 27º Bienal Internacional do Livro - Foto: Luane França 

 

Ainda na abertura, o presidente Lula e Margareth Menezes assinaram o decreto de nº 12.021/2024, que estabelece a nova Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE). 

Ele prevê a criação de um novo Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), que será desenvolvido em parceria com a sociedade civil e busca fortalecer a colaboração entre os Ministérios da Cultura e da Educação para ampliar o acesso à leitura em todo o Brasil.

O presidente também anunciou que todas as 6 mil bibliotecas públicas do país receberão um acervo adicional de 600 livros cada. Além disso, os conjuntos habitacionais do programa “Minha Casa Minha Vida” serão equipados com bibliotecas com 500 livros cada. “Nada é mais importante do que ler”, afirmou Lula durante o evento, ressaltando a importância da leitura na formação e desenvolvimento pessoal.

O ministro da Educação, Camilo Santana, autorizou um novo edital para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) Equidade, além da suplementação de R$ 50 milhões para a compra de acervos literários destinados ao PNLD Educação Infantil.

“Estamos retomando e ampliando o investimento financeiro e o apoio técnico para que, em todo o país, a educação e a cultura ajudem a transformar a vida das crianças, adolescentes, jovens e suas famílias”, declarou.

Como nota final, Lula enfatizou uma mensagem poderosa: “Menos armas e mais livros”, sublinhando o compromisso com a promoção da educação e da cultura como pilares para um futuro melhor.

Por fim, a  ministra da Cultura elogiou a parceria entre os Ministérios: “A leitura e a literatura são ferramentas poderosas para promover a transformação, aprimorar o pensamento e emancipar o ser humano na sociedade.”

 

Lágrimas do Mar

A cerimônia também ganhou uma apresentação musical do espetáculo “Lágrimas do Mar”, protagonizado por Arnaldo Antunes e Vitor Araujo. O show, que foi realizado em um cenário visualmente impressionante, apresentou uma performance envolvente com a combinação da voz expressiva de Antunes e a habilidade ao piano de Araujo. A música capturou a atenção do público com sua profundidade e emoção.

 

Espetáculo do cantor Arnaldo Antunes e do pianista Vitor Araújo - Foto: Luane França
Espetáculo do cantor Arnaldo Antunes e do pianista Vitor Araújo - Foto: Luane França

 

Primeiro final de semana

Já no primeiro fim de semana, os ingressos para a Bienal  se esgotaram rapidamente. A superlotação no Distrito Anhembi resultou em longas filas para acessar estandes de editoras, banheiros, bebedouros e áreas de alimentação, juntamente com o calor intenso que dificultava a espera. A AGEMT esteve presente na feira.

 

A expectativa é que pelo menos 660 mil pessoas compareçam à feira em 2024 - Foto: Luane França
A expectativa é que pelo menos 660 mil pessoas compareçam à feira em 2024 - Foto: Luane França 

 

No sábado, o evento enfrentou sérios problemas de trânsito devido ao desfile do dia 7 de setembro, que ocorreu em uma área próxima. Embora a Bienal oferecesse um serviço de transporte gratuito da estação Portuguesa-Tietê até o local do evento, a fila para esse transporte era longa e demandava considerável paciência. Aqueles que optavam por utilizar serviços de transporte por aplicativo, como o Uber, também encontravam dificuldades devido ao congestionamento intenso.

 

Influenciadores literários estimulando a leitura

Uma das mesas em destaque no primeiro sábado foi a “Agentes da Literatura: A Importância dos Influenciadores Literários na Promoção da Leitura", mediada pela escritora Dayane Borges. A discussão contou com a participação de Karine Leôncio, Pedro Pacífico e Paola Aleksandra. A influenciadora Liv Resenhas também estava prevista, mas, devido ao trânsito caótico, não conseguiu chegar a tempo.

O diálogo girou em torno da responsabilidade que os criadores de conteúdo têm como formadores de opinião sobre uma parcela do público leitor. “Existe a possibilidade de tirar a literatura dessa aura intelectual, que vai dizer o que é alta literatura e o que não é, que romances de entretenimento não são legais de ler e, por isso, você não é um bom leitor.” diz Pacífico, que atua como advogado e também é conhecido por Bookster com um projeto de incentivo à leitura.

Ele explicou que esse fenômeno não só afeta a forma como os livros são percebidos, mas também influencia a maneira como os leitores se veem.

Julia Leal, estudante de Direito do Paraná, comenta que a rede social TikTok e as outras redes sociais têm desempenhado um papel crucial em despertar o interesse pela leitura, "Eu me sinto acolhida e é muito bom encontrar pessoas que se identificam com o que eu amo," diz.

A estudante ressalta também como essas plataformas têm ajudado a cultivar o hábito da leitura, criando um ambiente onde as pessoas podem se conectar e compartilhar suas paixões.

Karine, que foi indicada em 2022 pela revista “Toda Teen” como Influenciadora Literária do Ano, conta que, antes, não havia um espaço adequado para essa troca de ideias como existe na internet atualmente. Com a adolescência solitária, procurou refúgio na internet. “Não entendi o impacto que eu poderia ter", relata , sobre o compartilhamento de suas experiências. No entanto, ao se envolver mais ativamente, encontrou amigos leitores na internet e descobriu uma comunidade com interesses semelhantes.

Outro tópico importante abordado foi a questão sobre o número de livros lidos por influenciadores, o que às vezes gera comparações entre seus seguidores. “As redes sociais colocam uma pressão sobre as pessoas, fazendo com que se sintam mal para atingir metas", afirma Pacífico. Uma dica que os comunicadores digitais presentes utilizam para evitar confusões entre seu público é publicar o que acontece em seus bastidores, mostrando suas rotinas e problemas. “Assim, em vez de as pessoas enxergarem apenas um número, elas veem uma rotina", finaliza Paola, produtora de conteúdo e escritora.

 

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O longa-metragem é baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva e protagonizado por Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello
por
Cecília Mayrink
Giuliana Nardi
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11/09/2024 - 12h

O Festival de Cinema de Veneza, que ocorreu no último domingo (1), foi palco da exibição do filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, trama adaptada do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. O longa-metragem, que estreou  com 90% de aprovação no site especializado em crítica de cinema Rotten Tomatoes, venceu o prêmio de “Melhor Roteiro” e foi ovacionado por 10 minutos ao final da sessão.

Esse é o primeiro filme original Globoplay e conta com a atuação de grandes artistas do cinema nacional,como Fernanda Torres, Fernanda Montenegro e Selton Mello. A direção é de Walter Salles - conhecido por obras importantes como Central do Brasil (1998) e Cidade de Deus (2002) - e o roteiro de Murilo Hauser e Heitor Lorega.

Ambientado no Rio de Janeiro no início dos anos 1970, o enredo traz uma narrativa profunda e comovente sobre a mãe do autor, Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres em sua juventude e por Fernanda Montenegro na fase madura. Durante anos, ela lutou pela verdade sobre o paradeiro de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, vítima da repressão da ditadura militar.

 

 

A trama se passa quando Rubens, engenheiro civil, político e defensor da democracia, foi preso e, em seguida, desapareceu, após ser torturado por agentes do regime militar brasileiro. 

Assim, Eunice inicia a busca incansável para descobrir o que aconteceu com o seu marido. Em 2014, mais de 40 anos depois, a Comissão Nacional da Verdade finalmente confirmou que Rubens foi assassinado sob tortura em janeiro de 1971.

A produção explora a resistência de Eunice, sua luta pela verdade e o impacto da ditadura sobre sua família. 

A crítica especializada foi unânime em sua aclamação: descrito como "impressionante", o filme já desponta com a possibilidade de representar o Brasil em grandes premiações internacionais, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto e o Festival de Cinema de Nova York. O desempenho de Fernanda Torres foi enaltecido e muitos críticos especulam se o filme pode se tornar um candidato ao Oscar, assim como “Central do Brasil”, estrelado por sua mãe, Fernanda Montenegro, foi em 1999.

A obra atualmente lidera o ranking de críticos da revista inglesa “Screen International”, o que aumenta as expectativas para possíveis prêmios. A lista reflete a recepção dos filmes pelos especialistas de veículos como “Le Monde” e “The Hollywood Reporter”. 

No ranking, “Ainda Estou Aqui” está com a média de 3,89 e superou “The Room Next Door”, do renomado cineasta espanhol Pedro Almodóvar, que obteve a nota 3,85. 

O filme também teve repercussão na imprensa internacional. O jornal britânico The Guardian o definiu como “um drama sombrio e sincero sobre os desaparecidos da nação”. Já o estadunidense The Hollywood Reporter destacou a atuação de Fernanda Torres, chamando-a de “modelo de contenção eloquente”. O jornal proporcionou ainda elogios ao diretor, dizendo que esse é um de seus melhores trabalhos.

“Ainda Estou Aqui” não possui data de estreia confirmada no Brasil. Contudo, há expectativas que o lançamento aconteça após a temporada de festivais de filmes, podendo chegar aos cinemas apenas em 2025, e logo em seguida, no streaming da Rede Globo.

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