A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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Em sua 97ª edição, evento anual reunirá cinco grandes diretores que almejam ganhar estatueta
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Anna Sofia Carsughi
Marcelo Barbosa
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28/02/2025 - 12h

A Academia de Artes Cinematográficas divulgou, na última quinta-feira (23), os diretores que irão concorrer à categoria de “Melhor Direção” do Oscar. Entre os listados, estão desde os mais maduros na indústria até os mais novatos. Os indicados foram anunciados no Samuel Goldwyn Theatre e o anúncio dos vencedores será realizado no próximo domingo, dia 2 de março.

 

Coralie Fargeat - The Substance (A Substância)

 

Destacando-se como a única figura feminina dentre os cinco finalistas na categoria melhor diretor”, Coralie Fargeat - diretora e roteirista francesa - apresenta uma obra ousada que tira o fôlego aos telespectadores. Seu primeiro trabalho de reconhecimento foi em seu curta “Revenge” (2017), responsável pela conquista de diversos prêmios via cinemas independentes. 

Seguido disso, a segunda obra que enalteceu o seu nome foi a lançada recentemente, indicada à premiação. Visto por grande parte do público como controverso, o filme satírico de terror, “The Substance”, lançado em 2024, parte de um princípio que retoma o absurdo como forma de enfatizar aspectos chocantes, mas de extrema importância para a realidade feminina, em um contexto etário pós-moderno. 

A bibliografia de Farjeat, no geral, se concentra em grande parte na força da mulher e no modo em que a figura feminina se reergue em situações nas quais é vista pelo público como fragilizada.

 A francesa, ao concorrer na categoria, busca uma oportunidade de se juntar ao elenco escasso e seleto de mulheres, frente a premiação do Oscar. Em cerca de um século que a academia se reúne para decidir as futuras diretrizes da indústria cinematográfica, apenas nove vezes na história observou-se a participação de mulheres concorrendo a alguma categoria do prêmio, enfatizando a característica fechada e excludente do Oscar. 

Recentemente, nas redes sociais, viralizou um vídeo da atriz Natalie Portman, na premiação de 2020, na qual criticou, de maneira discreta, a falta de representatividade feminina na categoria de “Melhor diretor”. A atriz, inclusive, apareceu na cerimônia usando uma capa bordada com o sobrenome de diversas diretoras que não foram indicadas a categoria, como forma de protesto. 

Há, dessa maneira, um valor simbólico e extremamente forte na participação de Coralie Fargeat, uma figura feminina que, ao ser indicada à premiação, busca espaço dentro da academia em defesa da equidade de gênero e de oportunidades dentro da indústria. 

Imagem da diretora Coralie Fargeat, uma das apostas para ganhar a estatueta.
Diretora Coralie Fargeat segurando estatueta. Reprodução/ Elle Brasil

James Mangold - A Complete Unknown (Um Completo Desconhecido).

O nova-iorquino James Mangold, 61 anos, é um dos outros nomes indicados na categoria. Apesar de ser sua primeira indicação, o estadunidense possui uma vasta e conhecida biografia, desde “Girl Interrupted” (1999), estrelado por Angelina Jolie e Winona Ryder, “Ford vs Ferrari” (2019), “Indiana Jones” (2023) e “A Complete Unknown” (2024), filme responsável pela indicação do diretor na premiação.

Os trabalhos de Mangold combinam diversos gêneros cinematográficos, enaltecendo a versatilidade do diretor em trabalhar com diversos ramos do cinema. Seus personagens retratam uma luta pessoal, seja pelo vício, cobiça, ou até mesmo pela própria identidade.

O produtor de  “Complete Unknown”, autobiografia do cantor Bob Dylan e protagonizado por Timothée Chalamet, relatou à CNN que apesar de estar honrado com a sua indicação, não possui nenhuma expectativa com relação ao Oscar. 

James Mangold ao lado do ator Timotheé Chalamet./ Reprodução: Vanity Fair
James Mangold e o ator Timothée Chalamet após prêmio The Gothams. Reprodução/ Vanity Fair

Sean Baker- Anora

Nascido e criado no Estado de Nova Jersey, o estadunidense Sean Baker é reconhecido notoriamente pelas suas produções independentes, acompanhadas de um baixo orçamento e uma vontade lúdica cinematográfica. Seus personagens, por vezes vistos como “decadentes”, representam a essência do que é manifestado pelo “american dream”, a busca pelo sucesso, prosperidade e, acima de tudo, mobilidade social. O cineasta norte-americano busca desestigmatizar estilos de vida, criando empatia do público pelo protagonista.

A majoritária coletânea do diretor possui enfoque nos outsiders e nos trabalhadores sexuais, como visto em “Red Rocket” (2021), “Tangerine” (2015) e em “Anora” (2024), filme responsável pela indicação do diretor. 

O uso do humor combinado com temáticas sensíveis e humanitárias, são responsáveis por romper com narrativas convencionais, buscando humanizar grupos marginalizados da sociedade e por muitas das vezes incompreendidos. E com “Anora”, produção que venceu a Palma de Ouro de 2024 em Cannes, além do Spirit Awards, a narrativa não se difere.

Brady Corbet- The Brutalist (O Brutalista).

Nascido em agosto de 1988 no Arizona, Estados Unidos, Brady Corbet é ator, cineasta e produtor. Com 22 anos de carreira acumulados, ele concorre ao Oscar de melhor direção pelo filme “O Brutalista”. A obra vem ganhando destaque nas premiações internacionais, chegando a levar o principal prêmio do Festival de Veneza, o “Leão de Prata”, e o de “melhor diretor” no Globo de Ouro.

Corbet iniciou a trajetória no mundo das séries nos anos 2000, quando atuou em um episódio de “The King of Queens”.  Porém, somente em 2003 que o cineasta conseguiu o primeiro papel atuando no cinema. Ele foi escalado para viver um personagem em “Thirteen”, da diretora Catherine Hardwick. Após fazer diversos papeis, Brady arriscou-se na direção de filmes em 2013, quando assinou um contrato para assumir o filme “The Childhood of a Leader”, que viria a estrear no Festival internacional de Veneza, no qual  levou, na seção “Horizontes”, o prêmio de melhor diretor. “The Brutalist” é o terceiro longa-metragem do cineasta, que é estrelado por Adrien Brody e por Felicity Jones.

Diretor Brady Corbet ao lado de sua família em premiação do Golden Globes. Foto: divulgação/Golden Globes
Brady Corbet ao lado de sua família em premiação do Golden Globes 2025. Reprodução/ Golden Globes



 

 

 

 

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Premiação mais importante de cinema acontece em Los Angeles neste fim de semana e reúne cinco concorrentes para a categoria
por
Kaleo Ferreira e Thayná Alves
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28/02/2025 - 12h

 

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (em inglês, Academy of Motion Picture Arts and Sciences ou AMPAS) divulgou, no dia 23 de janeiro deste ano, a tão aguardada lista de indicações ao Oscar. Na categoria Melhor Animação, a disputa está entre cinco grandes produções: "Flow", "Robô Selvagem",  "Memórias de um Caracol", "Wallace & Gromit: Vingança das Aves" e "Divertida Mente 2" . 

O anúncio foi feito oficialmente pelo site e pelas redes sociais da AMPAS, com apresentação dos atores Rachel Sennott e Bowen Yang.

A 97ª cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá no próximo domingo, dia 2 de março, e será apresentada pelo comediante Conan O'Brien. 

Conheça os filmes indicados a Melhor Animação no Oscar 2025

1.Flow - À deriva

Cena de “FLow - À deriva’’. Foto: Filmspot/ Reprodução
Cena de “FLow - À deriva’’. Foto: Filmspot/ Reprodução

Dirigido por Gints Zilbalodis, o longa retrata a jornada de um gato preto solitário que, após uma inundação devastadora destruir seu lar, encontra refúgio em um barco habitado por diversas espécies, aprendendo a conviver com elas e as diferentes ameaças encontradas no percurso. 

O cenário sugere um mundo pós apocalíptico, onde há apenas vestígios da presença humana e um grande ecossistema natural. Sem diálogos e com uma animação diferente dos outros concorrentes - realizada no Blender, um software gratuito usado para a criação de conteúdos em 3D - “Flow” venceu o Globo de Ouro de Melhor Animação em fevereiro de 2025 e conta com sons reais de animais e da natureza para contar esta comovente história.

Produzido na Letônia, “Flow” também foi indicado como melhor filme internacional, sendo concorrente do longa brasileiro “Ainda estou aqui”. 

2. Robô Selvagem

Cena de Robô Selvagem’’.Foto: Cabana do leitor/ Reprodução
Cena de Robô Selvagem’’.Foto: Cabana do leitor/ Reprodução

A trama acompanha a robô Roz, que naufraga em uma ilha desabitada e precisa aprender a se adaptar ao ambiente hostil, construindo relacionamentos com os seres locais. A robô foi construída por seres humanos e programada para servir, e quando se encontra em uma floresta selvagem, tenta a todo custo ajudar os animais ali presentes.

Neste processo, Roz acidentalmente destrói um ninho de gansos na ilha, e torna-se responsável por um dos ovos restantes, cuidando do filhote para garantir sua sobrevivência.

Dirigido por Chris Sanders, conhecido por "Lilo & Stitch" e "Como Treinar o Seu Dragão", o filme é baseado no romance homônimo de Peter Brown. “Robô selvagem” traz questões de maternidade e pertencimento, além de mostrar, de forma leve, o que acontece quando a natureza e a tecnologia se encontram no mesmo ambiente. 

3. Wallace & Gromit: Avengança 

Cena de “Wallace & Gromit: Avengança’’.Foto: IMDb/ Reprodução
Cena de “Wallace & Gromit: Avengança’’.Foto: IMDb/ Reprodução

A animação do estúdio Aardman traz de volta a história do inventor Wallace e seu fiel cachorro Gromit em seu incrível mundo de massa de modelar para as telas. Desta vez em "Wallace & Gromit: Avengança", temos o retorno do vilão sem expressão, o pinguim Feathers McGraw, que apareceu pela primeira vez no curta-metragem "Wallace e Gromit: Calças Erradas" de 1993 e que acabou ganhando a categoria no Oscar de Melhor Curta-metragem de Animação no ano seguinte.

O filme conta como Wallace teve a grande ideia de criar um anão de jardim que é capaz de realizar todas as tarefas domésticas no quintal de casa. Porém, da prisão, o vilão McGraw descobre a invenção e elabora o plano de hackear o anão e assumir o controle, com o objetivo de pegar o diamante para ele, e em contrapartida, fazer com que o dono acabe sendo acusado de vários crimes supostamente cometidos por sua criação. Vendo seu amigo em uma situação crítica, Gromit entra em ação para salvá-lo e punir o vilão.

Produzido no Reino Unido, “Wallace & Gromit” mostra o reencontro desses grandes personagens e uma continuação do filme de 1993. O estúdio não desistiu em inovar nessa grande história e promover  a nostalgia entre o público, transformando histórias simples em produções fantásticas e com grandes personagens já conhecidos.

4. Divertida Mente 2

Cena de “Divertida Mente 2”. Foto: Rolling Stone Brasil/ Reprodução
Cena de “Divertida Mente 2”. Foto: Rolling Stone Brasil/ Reprodução

Com um salto temporal na vida de Riley, que agora já é adaptada na cidade de São Francisco com seus 13 anos, a jovem entra na puberdade e na adolescência. Com esse amadurecimento, a sala de controle mental da garota passa por uma reforma para dar espaço a novas emoções: Ansiedade, Tédio, Vergonha e a Inveja, além das que já conhecemos no primeiro filme:  Alegria, Tristeza, Nojinho, Medo e Raiva. 

As antigas emoções ficam perdidas com essa mudança, não sabendo como agir e se sentir nesse novo momento, trazendo algumas preocupações em tentar lidar com tudo, principalmente com a chegada da Ansiedade.

Em mais um ano, a Pixar também está concorrendo a categoria com sua continuação do primeiro filme de 2015, que também competiu na mesma categoria de Melhor Animação, a qual ganhou a estatueta, e de Melhor Roteiro Original em 2016.

Apesar do filme ter a mesma fórmula do primeiro, ele é de grande importância por trazer novos assuntos, como o transtorno de   ansiedade, que é uma das maiores doenças psíquicas da atualidade,  e mostrar como o longa vai amadurecendo, como a Riley.

5. Memórias de um Caracol

Cena de “Memórias de um Caracol”. Foto: CinePOP/ Reprodução
Cena de “Memórias de um Caracol”. Foto: CinePOP/ Reprodução

O australiano, Adam Elliot, escritor, produtor e diretor do filme, volta aos cinemas depois de 15 anos com essa nova animação em stop motion, seguindo a mesma linha de seu último filme “Mary e Max”, trazendo temas como solidão, traumas e o próprio crescimento.

“Memórias de um Caracol” conta a história da jovem Grace Prudel. Se passando na Austrália de 1970, a menina cresce em uma família marcada pela tragédia. Ela e seu irmão gêmeo, Gilbert, são criados pelo pai que é paraplégico e alcoólatra, e sua mãe acaba morrendo. 

Anos passam e os gêmeos são separados, cada um indo para lares adotivos diferentes, enquanto Gilbert sofre em uma família evangélica cruel, Grace se retira e encontra conforto em sua coleção de caracois. 

Após anos de solidão, a jovem conhece Pinky, uma mulher idosa que vira sua amiga e juntas, compartilham histórias, lágrimas, risadas, fazendo com que Grace saia da sua concha e veja uma nova perspectiva da vida, observando a esperança e a beleza da vida.

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Fique por dentro dos filmes que chamaram a atenção da Academia e concorrem ao principal prêmio da noite
por
Amanda Furniel
Maria Clara Palmeira
Davi Rezende
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28/02/2025 - 12h

Uma das noites mais esperadas pelos fãs de cinema está chegando. O Oscar 2025 será celebrado no próximo domingo, dia 2 de março, e está trazendo uma grande disputa na categoria de Melhor Filme, a principal da premiação, com produções aclamadas pelo público geral e pela crítica cinematográfica. A cerimônia será transmitida pela emissora Globo, a partir das 21h55.   

 

Entre os dez concorrentes, há desde grandes épicos históricos até dramas intimistas e inovações no cinema de gênero. Conheça um pouco mais de cada produção que está protagonizando o evento deste ano.

 

A Substância

Estreado no Festival de Cannes de 2024, o filme “A Substância” conta a história de Elisabeth Sparkle (Demi Moore), uma grande apresentadora que foi surpreendida com sua demissão, tendo a justificativa de que sua idade avançada prejudicava a atração do público.. Mais tarde, em um check-up, um enfermeiro lhe oferece um soro que trará a sua melhor versão - mais jovem e perfeita. Fragilizada, Elisabeth utiliza o soro em si, que resulta no surgimento da Sue (Margaret Qualley), sua versão alternativa. A trama se complica quando ambas as versões precisam coexistir, levando a conflitos de identidade e poder.

Desde seu lançamento, o filme acumulou diversos prêmios e indicações. No Festival de Cannes 2024, o diretor Corali Fargeat  recebeu o prêmio de Melhor Roteiro. Demi Moore foi reconhecida com o Globo de Ouro de Melhor Atriz por sua atuação intensa e vulnerável. Além disso, "A Substância" foi eleito o melhor filme de terror de 2024 pela revista Rolling Stone, que o descreveu como "um clássico instantâneo de terror corporal". 

A obra de Coralie Fargeat ganhou popularidade pelas referências do universo do terror e pelo seu audiovisual, que foi produzido majoritariamente com efeitos práticos. Com performances marcantes e uma direção ousada, "A Substância" não apenas provoca reflexões profundas sobre envelhecimento e autoimagem, mas também desafia o público a confrontar as normas culturais que perpetuam a valorização da juventude em detrimento da experiência e maturidade. 

O filme está disponível para ser assistido no streaming da Amazon, Prime Vídeo.

imagem do filme indicado ao oscar
Reprodução do filme A substância 


 

Ainda Estou Aqui 

Após 26 anos longe do Oscar , o filme marca a volta do Brasil a grandes premiações. Dirigido por Walter Salles e inspirado no livro de Marcelo Rubens Paiva, a obra se passa na década de 70, durante a ditadura militar, onde Eunice e Rubens Paiva (Fernanda Torres e Selton Mello) vivem uma vida tranquila com seus cinco filhos no Rio de Janeiro, até serem alvo da opressão do regime político.  

As ferramentas visuais e sonoras tiveram um papel espetacular no longa. Walter prezou por efeitos práticos e utilizou locais importantes do Rio de Janeiro, como Urca, Copacabana e Arpoador, como palco dessa história. O filme foi lançado no Festival de Veneza de 2024 e continua em cartaz nos cinemas brasileiros.

O longa é aclamado pela crítica internacional, acumulando uma lista de prêmios de grande prestígio, sendo um no Festival de Veneza de Melhor Roteiro e um Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme Dramático com a gigante Fernanda Torres. Além da categoria de Melhor Filme, a produção também está concorrendo a Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda, na premiação deste domingo. 

foto do filme indicado ao oscar 2025
Imagem do filme Ainda Estou Aqui: Sony Pictures, divulgação

Anora

“Anora” vem à temporada de premiações como uma das produções mais originais do ano. O longa conta a história de Ani (Mikey Madison), uma garota de programa do Brooklyn que, em meio à uma noite de trabalho, conhece o jovem filho de um casal de oligarcas russos, com quem se apaixona. Após semanas de uma vida de princesa, os dois decidem, por impulso, se casar e viverem juntos, o que não agrada a família do jovem russo, que decide acabar com o relacionamento.

Apesar de polêmico e excêntrico, o filme de Sean Baker traz uma profunda reflexão diante dos poderes sociais e da realidade do mito do sonho americano, enquanto a montagem frenética brinca com as emoções do espectador, que se espanta, diverte, ri e emociona ao longo das 2 horas e 15 minutos de filme. A obra começou a campanha chamando a atenção ao vencer a Palma de Ouro no festival de Cannes, um dos mais importantes da indústria, além de colecionar indicações e prêmios a seu roteiro e à atriz principal, Mikey Madison.

Dentro do Oscar, o filme ainda concorre às estatuetas de: Melhor Montagem, Melhor Direção, Melhor Roteiro Original, Melhor Ator Coadjuvante pelo papel de Yura Borisov (Igor) e Melhor Atriz pela interpretação de Mikey Madison (Ani). Em outras premiações como Globo de Ouro e o SAG Awards, Anora também marcou presença mas não levou nenhum prêmio, à exceção do Critics Choice Award, onde o filme levou o troféu de Melhor Filme e se consolidou como forte candidato à estatueta do Oscar. Anora pode ser visto nos cinemas.

poster do filme indicado ao oscar
Poster do filme Anora

Conclave 

A obra traz uma história pouco usual para as telonas, dando um mergulho em um dos eventos mais confidenciais e misteriosos da humanidade, a eleição de um novo papa. Na trama, após o falecimento do papa, o cardeal Lawrence (Ralph Fiennes), homem de maior confiança do pontífice, se torna o responsável por reunir sacerdotes do mundo inteiro no Vaticano para que então ocorra a votação. Em meio a cardeais de diferentes ordens, o protagonista se encontra perdido em uma corrente de segredos e escândalos que poderiam arruinar a reputação da igreja católica.

O filme dirigido por Edward Berger tem se destacado em meio à temporada de premiações graças a seu grande investimento técnico e elenco de peso. A produção recria os cenários clássicos do Vaticano com perfeição, além de trazer outros grandes atores, como Stanley Tucci (Cardeal Bellini) e Isabella Rossellini (Irmã Agnes). O roteiro, assinado por Peter Straughan, é dinâmico e apresenta os mistérios e reviravoltas da trama como um suspense que não permite o espectador tirar os olhos da tela.

Além de melhor filme, a Academia também reconheceu a obra em mais 7 categorias. O filme também deu as caras em outras importantes premiações, como no BAFTA, onde levou o prêmio de Melhor Filme, Melhor Filme Britânico e Melhor Roteiro Adaptado, além do Globo de Ouro, onde levou Melhor Roteiro de Cinema, e mais recentemente no SAG Awards, vencendo o prêmio de Melhor Elenco. Conclave está disponível para ser assistido nos cinemas. 

imagem do filme conclave
Reprodução do filme Conclave

 

Duna: Parte 2

Sucesso de bilheterias em 2021, Timothée Chalamet e Zendaya retornaram em 2024 para a segunda parte do filme “Duna”.  A adaptação conta a história do protagonista Paul (Timothée), um jovem que possui poderes que lhe permitem sentir o futuro. Após uma invasão em seu território, Paul se une a Chani (Zendaya) e com os Fremen em sua busca por vingança contra os Harkonnen. Com o desenvolvimento da história, o personagem terá que realizar escolhas difíceis que impactam em um futuro que só o próprio conhece.

Com o orçamento de U$190 milhões, o longa foi gravado em IMAX, uma tecnologia que permite a alta resolução de imagens e vídeos. Foi utilizado o máximo de locações reais possíveis, deixando o uso de CGI (Imagens geradas por computador) apenas em momentos cruciais. No BAFTA 2025, o filme foi reconhecido com o prêmio de Melhores Efeitos Visuais. A trilha sonora, desenvolvida por Hans Zimmer, é aclamada pelo público e destaque em premiações. 

Desde seu lançamento, o filme recebeu aclamação da crítica e do público, alcançando 93% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além disso, "Duna: Parte 2" conquistou diversos prêmios, incluindo Melhor Filme no Las Vegas Film Critics Society Awards 2024, onde também levou outras cinco categorias, como Melhor Direção para Denis Villeneuve e Melhor Fotografia. 

O longa também está sendo indicado em outras 4 categorias no Oscar 2025: Melhor Design de Produção, Melhor Som, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Fotografia. O filme está disponível na MAX ou no Prime Vídeo.

poster do filme duna
Poster do filme Duna: parte 2

 

Emilia Pérez

“Emília Perez” é um musical que segue a vida de Rita (Zoe Saldaña), uma advogada mexicana que se envolve com o cartel ao ser chamada pessoalmente por Manitas del Monte (Karla Sofía Gascón), o líder do crime na cidade, para representá-lo judicialmente. Dentre seus interesses, o principal desejo do chefe do cartel é, na verdade,  poder realizar a transição de gênero, por ser uma mulher trans, e assim, abandonar a vida no crime e adotar uma nova identidade, Emilia Perez. Apesar das recentes polêmicas que envolveram a obra em relação à sua produção e à atriz principal, Karla Sofía Gascón, Emília Perez faz uma grande campanha na temporada de premiações desde o início de suas sessões em festivais internacionais. Dirigido pelo francês, Jacques Audiard, o filme conquistou espaço na atenção do público, tendo ganho o prêmio de Melhor Atriz em Cannes, e batido o recorde de indicações à estatuetas do Oscar, com um total de 13 indicações.

Apesar de sua forte campanha desde o início da temporada, com premiações nos principais festivais internacionais, a obra do francês Jacques Audiard tem se envolvido em fortes polêmicas ao longo de suas exibições ao público. Umas das principais questões envolvendo o filme é o fato de ser uma produção que trata sobre o povo mexicano de forma estereotipada, com todas as cenas filmadas nos EUA, direção e roteiro franceses, e elenco majoritariamente estadunidense (com exceção da atriz principal, Karla Sofía Gascón, nascida na Espanha). Em adição, o filme também foi pauta negativa entre a comunidade transexual, que avaliou a representação da protagonista, Emília Perez, como preconceituosa e incorreta. A atriz principal da obra também se envolveu recentemente em polêmicas, ao serem descobertos antigas públicas na rede social “X”, onde a espanhola tecia comentários de cunho racista e xenofóbico, resultando na remoção de sua imagem na campanha realizada pela Netflix ao Oscar.

Emília Perez vem em uma temporada de renovação dos indicados às grandes premiações, enquanto um gênero raro de ser visto em tal posição (musical) como em outros anos. A produção vem como uma das grandes favoritas à estatueta de Melhor Filme Internacional, já tendo levado o prêmio em outras ocasiões, como no Globo de Ouro e no BAFTA, além de colecionar prêmios como de Melhor Atriz Coadjuvante pela performance de Zoe Saldaña (Rita), e Melhor Canção Original com a composição “El Mal”, nestas mesmas premiações. No Oscar, o filme ainda concorre à Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção, Melhor Fotografia, duas composições em Melhor Canção Original (“El Mal” e “Mi Camino”), entre outras categorias. O filme pode ser visto nos cinemas.

filme indicado ao oscar 2025
Poster do filme Emilia Perez

 

Nickel Boys

Dirigido por RaMell Ross, o longa é uma adaptação cinematográfica do romance vencedor do Prêmio Pulitzer de Colson Whitehead. O filme narra a poderosa amizade entre dois jovens afro-americanos, Elwood Curtis (Ethan Herisse) e Jack Turner (Brandon Wilson), que enfrentam juntos as duras realidades da Nickel Academy, um reformatório na Flórida durante a era Jim Crow. A trama explora as injustiças e abusos sistêmicos sofridos pelos internos, destacando a resiliência e a esperança mantidas diante da adversidade.

Desde sua estreia no 51º Festival de Cinema de Telluride em agosto de 2024, "Nickel Boys" recebeu aclamação da crítica. O filme foi nomeado um dos 10 melhores de 2024 pelo American Film Institute e recebeu indicações ao Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama e ao Oscar de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado.

A obra levanta uma crítica contundente sobre a segregação racial e os abusos cometidos em instituições destinadas à reabilitação de jovens. Ao retratar as experiências traumáticas dos protagonistas, o filme evidencia as falhas sistêmicas e a desumanização presentes nesses estabelecimentos, convidando o público a refletir sobre as cicatrizes deixadas por tais práticas na sociedade americana. Para quem deseja assistir, o filme está disponível no Prime Vídeo.

reprodução do filme
Reprodução do filme Nickle Boys

 

O Brutalista

Em "O Brutalista", dirigido por Brady Corbet, acompanhamos a trajetória de László Tóth (Adrien Brody), um arquiteto judeu húngaro que, após sobreviver ao Holocausto, imigra para os Estados Unidos em 1947 em busca de reconstruir sua vida e carreira. Ao chegar na Pensilvânia, László enfrenta dificuldades para se estabelecer até que conhece Harrison Lee Van Buren (Guy Pearce), um industrial abastado que o contrata para projetos ambiciosos, incluindo a construção de um centro comunitário em homenagem à sua falecida mãe. A narrativa explora os desafios de László ao equilibrar sua visão artística com as demandas de seu patrono e as complexidades do sonho americano.

Desde sua estreia no Festival de Veneza em setembro de 2024, onde Corbet recebeu o Leão de Prata de Melhor Direção, "O Brutalista" tem sido amplamente reconhecido. O filme conquistou três prêmios no Globo de Ouro 2025: Melhor Filme de Drama, Melhor Diretor para Brady Corbet e Melhor Ator em Filme de Drama para Adrien Brody. Além disso, recebeu dez indicações ao Oscar 2025, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e categorias técnicas como Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção.

Com uma duração de 3 horas e 35 minutos, incluindo um intervalo de 15 minutos, "O Brutalista" inova com uma narrativa cinematográfica imersiva que convida o público a refletir sobre os sacrifícios pessoais e profissionais na busca pelo sucesso e realização artística.

poster do filme indicado ao oscar
Poster do filme O Brutalista 

 

Um Completo Desconhecido 

O longa é uma cinebiografia, dirigida por James Mangold, que retrata a ascensão de Bob Dylan (Timothée Chalamet) na cena musical de Nova York no início dos anos 60. O filme acompanha o jovem de 19 anos desde sua chegada à cidade, passando por encontros com ícones como Woody Guthrie (Scoot McNairy) e Pete Seeger (Edward Norton), até sua controversa transição para o rock elétrico no Festival Newport Folk de 1965. Além de Chalamet, que concorre na mesma categoria protagonizando Duna: parte 2, o elenco conta com Elle Fanning como Sylvie Russo, uma representação fictícia de Suze Rotolo, e Monica Barbaro no papel de Joan Baez.

O filme recebeu aclamação da crítica e do público, acumulando oito indicações ao Oscar 2025, incluindo Melhor Diretor para James Mangold e Melhor Ator para Timothée Chalamet. A atuação de Chalamet foi especialmente destacada, com elogios por sua capacidade de capturar a essência enigmática de Dylan, equilibrando carisma e introspecção.

"Um Completo Desconhecido" levanta discussões sobre a tensão entre autenticidade artística e expectativas do público. A decisão de Dylan de eletrificar seu som, vista por muitos como uma traição ao movimento folk, é central na narrativa e serve como metáfora para os desafios enfrentados por artistas que buscam evoluir enquanto lidam com a pressão dos fãs e da indústria. O filme também explora as complexidades das relações pessoais de Dylan, destacando como suas escolhas profissionais impactaram seus vínculos afetivos.

poster do filme indicado ao oscar
Poster do filme Um completo desconhecido 

 

Wicked

O filme trouxe um dos maiores clássicos musicais da Broadway para as telonas. Wicked conta a verdadeira história da Bruxa Má do Oeste, de Mágico de Oz. O longa vai explorar a complexa relação entre Elphaba (Cynthia Erivo), uma jovem de pele verde, e Glinda (Ariana Grande), uma garota popular e ambiciosa. Ambientado na Terra de Oz antes da chegada de Dorothy, a narrativa acompanha as protagonistas desde seus dias na Universidade de Shiz até os eventos que as transformam nas icônicas Bruxa Má e Bruxa Boa do Norte, respectivamente.

poster do filme indicado ao oscar
Foto de divulgação do filme Wicked 

Wicked tem sido aclamado pelo público, principalmente os que já eram fãs do musical original, exaltando a atuação de Ariana e Cynthia, que deram vida à suas personagens com louvor. A principal particularidade do longa é a direção de Jon M. Chu, que priorizou manter a narrativa teatral característica dos palcos, mantendo toda a magia da história e o apego afetivo dos fãs. A maioria dos cenários foi construído para a gravação, diminuindo o uso de CGI, mais de 9 mil tulipas foram plantadas para dar vida a cena do vasto campo de tulipas. “Uma boa parte [do cenário] é real. São cenários físicos, tangíveis”, comenta Ariana Grande, atriz que dá vida a Glinda.

O filme recebeu elogios por sua direção de arte, performances e fidelidade ao material original. No National Board of Review de 2024, "Wicked" foi eleito o Melhor Filme, com Jon M. Chu recebendo o prêmio de Melhor Diretor. A colaboração criativa entre Cynthia Erivo e Ariana Grande também foi destacada com o NBR Spotlight Award.

Uma das principais críticas levantadas por "Wicked" é a desconstrução da vilania e a exploração das nuances entre o bem e o mal. Ao recontar a história da Bruxa Má do Oeste sob uma nova perspectiva, o filme desafia as percepções tradicionais de heroísmo e maldade, convidando o público a refletir sobre preconceitos, discriminação e as complexidades das relações humanas. A narrativa aborda temas como bullying, corrupção e a busca por identidade, tornando-se uma alegoria relevante para questões contemporâneas.

 

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Categoria na qual ‘Ainda Estou Aqui’ concorre conta com dramas, musical e animação
por
Jessica Castro
Vítor Nhoatto
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28/02/2025 - 12h

A categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar se tornou uma das mais prestigiadas da premiação. Na 97ª edição, a disputa reúne fortes concorrentes, como o brasileiro Ainda Estou Aqui, o francês Emilia Pérez e a animação Flow, representando a Letônia. A premiação que ocorre neste domingo, 2 de março, será transmitida ao vivo às 19h30 na Max e TNT, com início no tapete vermelho. A cerimônia inicia às 21h, também exibida no sinal aberto de televisão da Rede Globo após o Fantástico.

Anteriormente conhecida como Melhor Filme Estrangeiro, a categoria foi criada em 1956 para reconhecer produções cinematográficas de países não falantes de inglês. Antes disso, os filmes de diferentes países não tinham um espaço específico para serem reconhecidos e, muitas vezes, suas contribuições ao cinema eram ignoradas em favor de filmes anglo-americanos. A criação dessa seleção também foi uma forma de expandir os horizontes do público estadunidense, que, até então, estava limitado principalmente a filmes hollywoodianos.

Nos últimos anos, a categoria de Melhor Filme Internacional passou a ser mais disputada, com filmes de países como Coreia do Sul, México, Espanha e outros ganhando destaque. Em 2020, por exemplo, Parasita, de Bong Joon-ho, não só venceu como se tornou um marco histórico ao se tornar o primeiro filme em língua estrangeira a ganhar o prêmio de Melhor Filme, quebrando barreiras e demonstrando que o cinema internacional possui uma relevância cada vez maior.

Confira quais são os indicados a Melhor Filme Internacional na 97ª edição do Oscar:

Ainda estou aqui

Ainda Estou Aqui
Obra concorre ainda nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz com Fernanda Torres - Foto: Divulgação/Alile Dara Onawale

Dirigido por Walter Salles, Ainda Estou Aqui conquistou três indicações ao Oscar 2025, incluindo Melhor Filme Internacional, Melhor Atriz e Melhor Filme. Aclamado pela força de sua narrativa e pela sensibilidade com que aborda a ditadura militar brasileira nos anos 70, o longa ganhou visibilidade mundial e se tornou um dos grandes destaques da premiação.

A trama acompanha Eunice Paiva, uma mulher em busca da verdade sobre o desaparecimento de seu marido durante o regime militar, o ex-deputado Rubens Paiva. Ao tocar em feridas ainda abertas da história do país, o filme reflete sobre memória, justiça e o processo de cura coletiva das vítimas desta época sombria. 

A repercussão do longa vai além da história que retrata. Com um elenco magistral, o destaque fica para Fernanda Torres, vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama e agora indicada ao Oscar. Sua presença na premiação reacende a lembrança da icônica disputa de sua mãe, Fernanda Montenegro, em 1999, quando concorreu pelo papel em “Central do Brasil” e perdeu para Gwyneth Paltrow, de “Shakespeare Apaixonado”. 

A garota da agulha

A Garota da Agulha
Drama de “A Garota da Agulha” se passa em 1919, logo após a Primeira Guerra Mundial - Foto: Divulgação/Mubi

Ambientado em Copenhague, capital da Dinamarca,  a obra de Magnus Von Horn conta a história de Karoline (Victoria Carmen Sonne), uma jovem trabalhadora. Demitida por estar grávida e com o marido desaparecido em combate, a protagonista desamparada conhece Dagmar (Trígono Dyrholm), diretora de uma agência de adoção clandestina.

Baseado em histórias reais, é além de um drama, mas um relato e denúncia intensos do período. A fotografia se destaca, permanecendo no preto e branco do início ao fim, reforçando a atmosfera brutal proposta por Magnun. Além disso, descobertas e reviravoltas marcam o enredo do filme.

Outro destaque é a atuação de Victoria, indicada inclusive como Melhor Atriz no ‘European Film Awards’. O longa conta apenas com esta indicação no Oscar, a mesma que recebeu no Globo de Ouro mas não ganhou.

Emilia Pérez

Emilia Pérez
Musical é o destaque deste ano no Oscar, repetindo o cenário visto em outras premiações - Foto: Paris Filmes/Reprodução

O polêmico Emilia Pérez, representante francês no Oscar, é um dos grandes destaques da premiação. O mais indicado pela Academia este ano, concorrendo em 13 no total. O filme já conquistou prêmios em eventos de prestígio como o BAFTA, Critics Choice Award e Globo de Ouro, mas existe a dúvida se irá bem no Oscar. O longa se passa no México e conta a história de Rita, uma advogada frustrada que recebe uma proposta inusitada: ajudar um chefe do crime, que se identifica como uma mulher trans, a realizar sua transição e mudar de vida. 

O elenco, por sua vez, não conta com nenhum mexicano. A espanhola Karla Sofía Gascón é a protagonista, e o restante do elenco inclui as americanas Selena Gomez e Zoë Saldaña, além do francês Edgar Ramírez. Misturando, música, mistério e drama psicológico, o filme cativou críticos ao redor do mundo e vem sendo considerado uma das produções mais marcantes do cinema europeu recente. 

No entanto, o longa não escapou de controvérsias. Principalmente no México, Emilia Pérez foi duramente criticado por reforçar estereótipos de gênero, nacionalidade e sexualidade em seu enredo. Por não contar com profissionais mexicanos e também pelas declarações polêmicas de seu diretor, Jacques Audiard. 

Além disso, Karla Sofía Gascón se envolveu em outra polêmica ao sugerir uma suposta rivalidade entre seu filme e a equipe de Fernanda Torres de "Ainda Estou Aqui", Sua declaração gerou forte reação nas redes sociais, resultando até em desentendimentos com a Netflix, produtora do longa.

A semente do fruto sagrado 

A Semente do Fruto Sagrado
Apesar de ser uma produção do Irã, em parceria com a Alemanha e a França, o filme foi inscrito e selecionado pela Alemanha para concorrer ao Oscar 2025. - Foto: Mares Filmes / Reprodução

Com quase três horas de duração, o drama aborda questões familiares, saúde mental, crise social e conflitos armados. Se passando em Teerã, capital do Irã, conta a história do recém promovido a juiz investigativo, Iman (Mahsa Rostami). Em uma atmosfera de repressão e tensão política e social após a morte de uma jovem, o protagonista começa a desconfiar da própria família ao se tornar alvo público.

A obra foi filmada e produzida em segredo pelo escritor e diretor iraniano Mohammad Rasoulof, o que torna ainda mais instigante e realista a narrativa. Isso se deu pela perseguição que Rasoulof sofreu no Irã por alegadamente ir contra o governo do país, considerado pela comunidade internacional como opressor. 

O cineasta está em exílio na Alemanha desde o início de 2024 após ser condenado a oito anos de prisão ao se recusar a cancelar a seleção de seu filme no Festival de Cannes do ano passado e fugir do país, portanto, com membros de sua equipe. Sua nota no Rotten Tomatoes é de mais de 90% segundo avaliações da crítica especializada e o filme ganhou em Cannes o prêmio especial do júri. No Oscar concorre apenas nesta categoria. 

Flow

Flow
O longa metragem foi todo produzido em um software 3D de código aberto chamado Blender - Foto: Janus Films / Reprodução

De classificação etária livre e sendo a única animação indicada na categoria, Flow conta a história de um gato preto após ter sua casa destruída em uma enchente. Assustado e em busca de sobrevivência, o felino encontra abrigo em um barco povoado por outros animais de várias espécies

Destaques do filme são a ausência de falas e humanos ao longo da trama, apenas elementos que indicam a sua existência em algum momento na cronologia. A história se desenrola apenas com trilha sonora e barulho dos animais, todos gravados por animais reais segundo a produção, inclusive no Brasil no caso da capivara.

A obra que ganhou como Melhor Animação no Globo de Ouro, superando inclusive Divertidamente 2 da Disney toca o telespectador pela mensagem sensível e honesta sobre resiliência, adaptação, amizade e compaixão segundo críticos do cinema do Metacritic e Rotten Tomatoes, contando com uma aprovação de 97% no último.

Essa é a primeira vez que o diretor e roteirista da Letônia, Gints Zilbalodis, é indicado ao Oscar, e também que uma animação está presente nessa categoria na premiação. O filme também foi indicado à Melhor Animação.

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Veja os detalhes de suas carreiras e campanhas para o Oscar
por
Isabelli Albuquerque
Gabriela Blanco
|
28/02/2025 - 12h

No próximo domingo (2), acontece em Los Angeles a tão aguardada cerimônia do Oscar. Entre as principais categorias temos a de Melhor Atriz, que nos últimos meses se tornou uma das mais comentadas devido a presença da brasileira Fernanda Torres, e algumas polêmicas envolvendo outras indicadas. 

O resultado sobre qual das atrizes levará a tão sonhada estatueta para casa ainda é incerto. Enquanto esperamos pelos resultados, a Agemt apresenta as candidatas e faz um resumo de suas carreiras até então.

 

Cynthia Erivo

 

Do teatro ao cinema, Cynthia Erivo é um dos destaques da premiação. Sendo a única mulher negra indicada ao Oscar 2025, a atriz se destaca pela sua potência vocal e sua atuação cativante no filme “Wicked: Parte 1”.

Cynthia iniciou sua carreira no teatro musical. Na peça “A Cor Púrpura” consagrou seu nome na indústria ao colecionar premiações importantes. Conseguir um Oscar colocaria a atriz na categoria de artista EGOT, sigla que remete a todas premiações da área do entretenimento importantes dos Estados Unidos (Emmy, Grammy, Oscar e Tony). Atualmente, apenas 19 pessoas conseguiram esse feito.

 

Cynthia Erivo discursando após conquistar o Tony. FOTO: Theo Wargo/Getty Images

 

Desta vez, sua indicação está relacionada a adaptação cinematográfica do musical da Broadway. Em “Wicked”, Cynthia interpreta a protagonista, Elphaba, uma bruxa desprezada pela sua cor de pele verde que cria uma amizade improvável com a colega de quarto, Glinda (Ariana Grande). O filme quebrou recordes de bilheteria, tornando-se o musical adaptado mais assistido da história.

Diferente de outros filmes desse gênero, as protagonistas cantaram no set sem o uso de playback, tal qual uma peça de teatro. Realizar as notas enquanto estava suspensa no ar por cabos, demonstrou sua impressionante performance e precisão na voz.

Além de melhor atriz, o filme concorre em outras 9 categorias, entre elas, melhor filme, melhor atriz coadjuvante e trilha sonora original.

 

Karla Sofía Gascón 

 

Talvez a mais polêmica das candidatas, Karla Sofía Gascón é uma atriz trans espanhola indicada pelo filme musical francês ‘Emília Pérez”. O longa, que recebeu o maior número de indicações da temporada - 13 no total, empatando com obras aclamadas como “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” e “Chicago” -, gerou diversas controvérsias desde sua estreia no Festival de Cannes em 2024. 

O musical se passa no México e conta a história de Emília Perez, personagem interpretada por Gascón, uma ex-chefe de tráfico que contrata a advogada Rita (Zoe Saldaña) para cuidar de sua transição de gênero. 

Mesmo tendo conquistado o coração dos críticos, o filme não agradou grande parte do público que julga a obra como preconceituosa, estereotipada e até um desserviço às comunidades LGBTQIA+ e latina.

Além das polêmicas envolvendo o próprio filme, a presença online de Gascón também gerou burburinho, afetando significativamente sua campanha ao Oscar. 

A atriz começou sua carreira na Espanha fazendo telenovelas e filmes até se mudar para o México, onde foi crescendo cada vez mais na indústria. Completou sua transição de gênero em 2018, mesmo ano em que publicou sua autobiografia “Karsia”.

“Emília Perez” foi sua porta de entrada à indústria americana de cinema, garantindo o Prêmio do Festival de Cinema de Cannes de Melhor Atriz, ao lado de suas colegas de cena Zoe Saldaña e Selena Gomez. Gascón também garantiu indicações em premiações importantes por sua performance no longa, como o Globo de Ouro e o SAG Awards.

Infelizmente, a campanha da atriz sofreu um enorme impacto após postagens em suas redes sociais serem resgatadas por internautas. Gascón, que fez história ao se tornar a primeira atriz transsexual indicada ao Oscar, publicou uma série de postagens preconceituosas em seu perfil no X ao longo dos anos. Comentários ofensivos sobre o caso de George Floyd e anti-islã são apenas alguns exemplos.

 

Tradução: “Cada vez mais os #Oscar se parecem com uma premiação independente de filmes, não sabia se estava vendo um festival Afro-Coreano, uma manifestação do Black Lives Matter ou o 8M. Além daquela gala feia feia. Eles se esqueceram de dar um prêmio ao curta do meu primo que é sem graça.”. FOTO: Reprodução/X/@karsiagascon

 

 

Tradução: “Ela é uma rata rica que interpreta a pobre coitada sempre que pode e nunca deixará de pertubar seu ex-namorado e sua esposa.”. FOTO: Reprodução/X/@karsiagascon

 

Suas postagens no X viralizaram na rede social, o que fez com que a atriz deletasse sua conta e cedesse uma entrevista à CNN na qual se desculpou por suas palavras. Suas desculpas não bastaram e Gascón se absteve de outras premiações, mas, segundo fontes, pretende atender ao Oscar no domingo.

 

Mikey Madison

 

Dentre as concorrentes, Mickey Madison se destaca pela carreira jovem. Com apenas 25 anos, a atriz concorre com grandes nomes do cinema e pode ser a mais nova a ganhar a premiação.

Apesar de seu papel nos filmes “Pânico 5” e “Era Uma Vez… Hollywood”, foi só depois de dar a vida à Ani - sua personagem no longa “Anora” -, que Mikey conquistou títulos. O enredo conta o romance vivido entre a protagonista e Ivan (Yura Borisov), uma garota de programa e um milionário russo respectivamente.

A dedicação da atriz para o papel foi fundamental para sua realização. Além de aulas de russo, Mikey realizou aulas de pole dance e conheceu pessoas que viveram situações parecidas.

 

Poster do filme “Anora”. Reproducao: vistatheaterhollywood

 

A aposta na premiação da atriz tem ganhado ainda mais destaque após sua vitória no “Bafta”, que costuma ser, conforme os críticos, um termômetro para os resultados do Oscar. 

Além de melhor atriz, o filme concorre em outras 6 categorias, entre elas, melhor ator coadjuvante, melhor direção e melhor filme.

 

Demi Moore 

 

Demi Moore iniciou sua carreira de atriz em 1981, com apenas 19 anos, em um drama esportivo chamado “Choices”. A carreira de Moore começou a decolar nos anos 90, após estrelar o filme “Ghost: Do Outro Lado da Vida”, que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro.

Mesmo tendo estrelado outros filmes de sucesso como “Proposta Indecente” e “Questão de Honra”, os fracassos em seu portfólio foram mais impactantes para a mídia. Moore chegou a ganhar o Framboesa de Ouro de Pior Atriz pelo longa “Striptease”, o que ajudou a enterrar sua carreira.

Apenas em 2024, aos 62 anos, a atriz se reergueu. Dando vida a Elizabeth Sparkle, protagonista de “A Substância”, Moore recebeu uma chuva de elogios de críticos e do público por sua performance. A aclamação da atriz abriu um debate sobre sua trajetória, principalmente sobre como foi descartada pela indústria e a mídia após envelhecer, já que o longa aborda temas semelhantes.

 

Cena de “A Substância”. FOTO: Divulgação: Mubi

 

Graças à sua performance em ‘A Substância”, Moore foi indicada aos principais prêmios de cinema de Hollywood, levando para casa um Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz/Comédia ou Musical e um SAG de Melhor Atriz.

Após sua vitória no SAG Awards, a atriz se tornou a favorita para ganhar o Oscar de melhor atriz, diminuindo as chances da brasileira Fernanda Torres.

 

Fernanda Torres 

 

Fernanda Torres marca história no cinema brasileiro após ser indicada ao Oscar de “Melhor Atriz”. Com seu talento e carisma, Fernanda tem conquistado os corações dos críticos e do público estrangeiros.

A atriz ficou conhecida, principalmente, por sua atuação na comédia. Além das novelas, a série “Tapas e Beijos” foi um ponto marcante em sua carreira, consagrando Torres como um dos maiores nomes do cenário cômico brasileiro.

Sua trajetória nas premiações começou no Festival de Veneza em setembro de 2024, onde foi ovacionada por 10 minutos após a exibição do filme “Ainda Estou Aqui”. A adaptação da autobiografia de Marcelo Rubens Paiva conta os desafios enfrentados por Eunice Paiva, mãe do escritor, após o desaparecimento do marido, Rubens Paiva, no período ditatorial. 

Apesar do conteúdo sensível, Fernanda conseguiu transmitir o sentimento da protagonista de maneira sutil, gerando elogios da crítica especializada.

A aposta para a vitória da brasileira veio após a conquista de “melhor atriz” no Globo de Ouro, prêmio inédito para o Brasil. Na premiação, Fernanda relembrou a indicação da mãe, Fernanda Montenegro, para o mesmo prêmio no ano de 1999. Revivendo o sentimento de “justiça” para o público brasileiro.

Uma das mais renomadas revistas de entretenimento americanas, a “Variety”, aponta Torres como uma das candidatas com mais chances de sair vitoriosa. Mesmo não tendo sido indicada a outras importantes premiações, a atuação da brasileira vem ganhando cada vez mais apoio.

“Ainda Estou Aqui” começou a ser exibido internacionalmente em janeiro deste ano, levando milhares de pessoas às salas de cinema para prestigiar a performance da atriz. O filme arrecadou cerca de 1 milhão de dólares na bilheteria, um marco para o cinema estrangeiro.

Toda essa comoção ao redor do longa é esperança para os brasileiros, que esperam levar ao menos uma estatueta para casa - sendo ela de Melhor Atriz ou não, já que ‘Ainda Estou Aqui’ também concorre nas categorias de Melhor Filme e Melhor Filme Estrangeiro

 

Cena de “Ainda Estou Aqui”. FOTO: Divulgação: Sony Pictures

 

Essa temporada de premiações foi uma das mais incertas em relação à possível vencedora do tão desejado Oscar. De Mikey Madison à veterana Demi Moore e Fernanda Torres, a favorita para a categoria mudava a cada nova previsão. 

Atualmente, as chances são maiores para Moore, que conquistou dois dos prêmios mais relevantes do cinema. Mas, depois de “Ainda Estou Aqui” chegar aos cinemas internacionais pouco antes da votação do Oscar fechar, a queridinha dos brasileiros pode ter aumentado suas chances de finalmente vingar a mãe.

O resultado dessa “batalha” será finalmente revelado no próximo domingo, dia 2 de março. A cerimônia do Oscar começará às 21h e será transmitida em TV aberta pela Rede Globo.

 

 

 

 

 

 

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