Neste domingo (15), Paul Thomas Anderson conquistou o Oscar 2026 de Melhor Direção por “Uma Batalha Após a Outra". O longa-metragem marca a primeira vitória do diretor na premiação após 14 indicações em edições anteriores. Além dessa, o filme levou mais 5 estatuetas.

O filme, estrelado por Leonardo DiCaprio, era o favorito na categoria, que contava com Chloé Zhao (Hamnet), Ryan Coogler (Pecadores), Josh Safdie (Marty Supreme) e Joachim Trier (Valor Sentimental). Anderson já havia sido indicado para a modalidade por trabalhos antecessores, como “Sangue Negro”, em 2008, e “Licorice Pizza”, em 2022.
Em fevereiro , Paul ganhou o DGA (Directors Guild of America Awards), o prêmio do sindicato dos diretores, indicando sua vitória como certa. Desde 1948, os vencedores da condecoração têm coincidido com os resultados do Oscar, sendo raras as exceções.
A trama foi inspirada no livro Vineland (1990), de Thomas Pynchon, e segue a história de Bob Ferguson (DiCaprio), um ex-revolucionário que tem como missão resgatar sua filha de Steven J. Lockjaw (Sean Penn), coronel militar dos Estados Unidos e inimigo de longa data.
Além do astro de Titanic, nomes como Benicio Del Toro (O Esquema Fenício), Teyana Taylor (Um Príncipe Em Nova York 2), Regina Hall (Todo Mundo em Pânico) e a novata Chase Infiniti (Acima de Qualquer Suspeita) compõem o elenco principal.

Em seu primeiro discurso na noite, decorrente da vitória em Melhor Roteiro Adaptado, Paul Thomas Anderson expressou sentir-se “extremamente honrado por fazer parte da história” e agradeceu Pynchon pela obra que inspirou o filme.
O diretor também mencionou a atriz e comediante Maya Rudolph, com quem vive um relacionamento desde 2001, bem como os filhos do casal. “Escrevi este filme para os meus filhos, como um pedido de desculpas pela bagunça que deixamos neste mundo que estamos lhes entregando. Mas também, com o intuito de encorajá-los a serem a geração que, espero, nos trará bom senso e decência” explicou.
Uma Batalha Após a Outra foi o mais premiado da noite, levando seis das 13 indicações, dentre elas Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Seleção de Elenco e Melhor Filme, categorias que o Brasil também disputava com “O Agente Secreto”. Sean Penn levou a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante.
O longa produzido pela Sony Pictures em parceria com a Netflix lançado no dia 20 de junho de 2025 conquistou nesse domingo (15) o Oscar de Melhor Animação. Ao receber a estatueta, Maggie Kang, diretora da animação, destacou a importância de filmes animados possuírem representatividade e diversidade e ressaltou ainda como o filme trouxe espaço e destaque para a cultura asiática em Hollywood.
A trama dirigida por Kang e Chris Appelhans conta a história de três garotas Rumi, Mira e Zoey, que durante o dia são artistas e fazem parte do grupo de K-pop Huntrix e durante a noite são guerreiras que lutam contra demônios para proteger a humanidade. O filme é baseado na cultura sul coreana e mistura música e ação, além de combinar elementos visuais 2D com CGI.
O longa alcançou um rápido sucesso, ficou no top 10 global da Netflix por 27 semanas consecutivas. Quebrou recordes de audiência, ultrapassando 500 milhões de visualizações. Apenas dois meses após a estreia, se tornou o filme mais assistido de todos os tempos no streaming, ultrapassando 236 milhões de visualizações.
A animação ganhou uma versão sing along, adaptada para permitir que a audiência cante as músicas junto com o filme, que foi exibida nos cinemas do mundo todo em agosto do mesmo ano. A crítica também foi bem positiva, com um percentual de 96% no Rotten Tomatoes, um website agregador de críticas de cinema e televisão, além da trilha sonora que emplacou sucesso na Billboard Global 200 e na Billboard Hot 100 (EUA), alcançando o primeiro lugar em ambas e levando um prêmio no Oscar.

O filme já havia conquistado prêmios em 2025. No Golden Globe Awards ganhou os prêmios de Melhor Filme de Animação e de Melhor Canção Original com “Golden”, marcando a primeira vitória de um grupo de K-pop, mesmo que fictício. Ganhou também o Critics Choice Awards, na categoria de Melhor Animação e de Melhor Canção com a mesma música.
A canção também fez história ao ficar 18 semanas no Top 200 da Billboard, sendo a primeira música do gênero a alcançar a primeira posição nas paradas.
O filme norueguês Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier, ganhou o Oscar 2026 de Melhor Filme Internacional na cerimônia realizada neste domingo (15), no Dolby Theatre, em Los Angeles, ao superar produções de outros quatro países, incluindo o Brasil, e confirmar o favoritismo construído ao longo da temporada de premiações.
A obra é um drama intimista que acompanha o reencontro de duas irmãs com o pai distante, um diretor de cinema que enfrenta uma crise profissional e pessoal. A tentativa de reaproximação reabre feridas do passado e expõe ressentimentos acumulados ao longo dos anos, colocando em confronto diferentes visões sobre família, afeto e responsabilidade emocional. Ao longo da narrativa, o filme aborda escolhas pessoais, frustrações e a dificuldade de reconciliação, construindo um retrato sensível das relações familiares e dos impactos do silêncio e da ausência.
Joachim Trier é um dos principais nomes do cinema autoral europeu contemporâneo. Já conhecido por dramas intimistas; Valor Sentimental chegou ao Oscar 2026 como um dos principais favoritos da categoria após uma campanha consistente no circuito internacional. Sua trajetória nas premiações contou com a vitória no BAFTA, principal premiação do cinema britânico e um dos principais indicadores da corrida pelo Oscar. O longa acumulou ainda diversas indicações em categorias centrais da Academia, sinalizando amplo apoio entre os votantes e consolidando sua posição como uma das produções mais prestigiadas do ano.
Disputa internacional e repercussão da participação brasileira
A categoria de Melhor Filme Internacional concentrou uma das maiores expectativas da cerimônia do Oscar 2026, segundo veículos especializados como Variety, IndieWire e The Hollywood Reporter, que encerrou com o triunfo do longa norueguês Valor Sentimental. O resultado marcou o segundo ano consecutivo em que uma produção brasileira esteve entre os indicados, sinalizando a presença recente do país na principal premiação da indústria audiovisual mundial.
O Brasil foi representado no Oscar pelo filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, indicado em quatro categorias. Embora não tenha conquistado estatuetas, o longa se destacou ao longo da temporada por seu reconhecimento crítico e pela ampla circulação em festivais internacionais, consolidando uma trajetória relevante no cenário do cinema mundial.
A visibilidade do filme começou ainda antes da cerimônia, impulsionada pelos dois prêmios conquistados no Festival de Cannes, o que manteve a produção em evidência durante toda a corrida pelo Oscar. Em entrevista no tapete vermelho, o ator Wagner Moura ressaltou o valor simbólico da indicação e reconheceu a força dos concorrentes.
“Eu estou pensando que a gente tem que estar curtindo aqui. Se ganhar o Oscar, vai ser incrível. A gente chegou a um lugar muito bonito, muito legal. Representamos o cinema brasileiro por dez meses, desde o Festival de Cannes, mas, se a gente não ganhar, está tudo certo”, afirmou.
O resultado favorável à produção norueguesa reforça uma tendência observada nos últimos anos: o reconhecimento de narrativas autorais provenientes de diferentes cinematografias ao redor do mundo, de acordo com a Academy of Motion Picture Arts and Sciences, a qual divulgou uma lista com os últimos vencedores da categoria de Melhor Internacional do Oscar. A Noruega possui presença histórica mais discreta nessa categoria do Oscar, com poucas indicações ao longo das décadas, segundo dados da própria Academia de Hollywood. Parte desse reconhecimento tem sido construído gradualmente a partir do circuito de festivais europeus, onde produções do país costumam ganhar projeção crítica antes de alcançar a premiação norte-americana.

Dados da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (AMPAS) indicam que a ampliação do número de votantes internacionais a partir de 2016 contribuiu para uma maior diversidade entre os vencedores, movimento que tem privilegiado narrativas autorais e culturalmente específicas - característica presente na obra norueguesa premiada neste ano.
A repercussão foi imediata na imprensa estrangeira, com veículos como Variety e The Hollywood Reporter apontando o resultado como reflexo da crescente valorização do cinema global e um marco para a indústria audiovisual norueguesa. No Brasil, o anúncio gerou debates entre críticos e nas redes sociais, combinando frustração pelo resultado com o reconhecimento da projeção internacional alcançada pelo cinema nacional e de sua presença frequente entre os indicados recentes.
O Lollapalooza Brasil 2026 acontece nos dias 20, 21 e 22 de março, no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo. A nova edição do festival reúne mais de 70 artistas nacionais e internacionais e promete três dias intensos de música e entretenimento. Entre os destaques do line-up estão Sabrina Carpenter, Tyler, The Creator, Chappell Roan, Lorde, Katseye Deftones e Skrillex.
(Reprodução\ Facebook Lollapalooza Brasil)
Programação
Confira a programação com horários para os três dias de festival:
Sexta- feira (20/03)
(Reprodução/ Site oficial Lollapalooza)
Sábado (21/03)
(Reprodução/ Site oficial Lollapalooza)
Domingo (22/03)
(Reprodução/ Site oficial Lollapalooza)
Transporte
Durante o período do festival, o trem e o metrô funcionarão 24 horas por dia para facilitar o deslocamento do público, permitindo desembarque e transferências entre as linhas. A linha mais indicada para chegar ao local do evento é a Linha 9–Esmeralda, que atende a região do autódromo.
Outra alternativa para chegar ao festival é o Trem Expresso (ViaMobilidade). Esse serviço realiza viagens diretas da Estação Pinheiros ou da Estação Morumbi até a Estação Autódromo, sem paradas intermediárias. Para utilizar esse transporte, é necessário comprar a passagem antecipadamente pelo site. O valor é de R$35,00, incluindo ida e volta. As partidas acontecem a cada 30 minutos, e o retorno funciona entre 23h e 1h.
O transporte oficial do evento é o Lolla Transfer, um ônibus que possui oito opções de ponto de embarque, que são: eSuites Transamerica Congonhas, Holiday Inn Anhembi, Hotel Ibis Campinas, Hotel ibis São Paulo Barra Funda, Hotel Intercity Nações Unidas, Ibis São Bernardo do Campo, InterContinental São Paulo by IHG, e Praça Armando de Sales Oliveira (Parque Ibirapuera – Portão 9). Esse serviço tem como vantagem o desembarque direto dentro do Autódromo de Interlagos e custa R$239 reais por dia de evento. Atualmente esta opção encontra-se esgotada.
A última opção é o uso dos ônibus da frota regular de São Paulo. Para atender à demanda do festival, a SPTrans deve ampliar a oferta de veículos, com reforço nas linhas que fazem integração com a Linha 9–Esmeralda.
Itens permitidos
Quem pretende participar do festival também deve ficar atento às regras de segurança na entrada do Autódromo de Interlagos. A organização realiza revistas nos acessos e estabelece uma lista de objetos que podem ser levados pelo público.
Entre os itens permitidos estão documento oficial com foto e o ingresso ou a pulseira do evento, além de objetos de uso pessoal como óculos escuros, chapéu ou boné, protetor solar, protetor labial e capa de chuva. Também é permitido portar álcool em gel em frascos pequenos, de até aproximadamente 50 ml.
Os participantes podem levar ainda canga ou toalha de tamanho reduzido, mochilas ou bolsas pequenas dentro das dimensões estipuladas pelo festival e câmeras portáteis simples, desde que não tenham lentes destacáveis.
Alimentos também são liberados, desde que estejam embalados de forma simples ou industrializados e lacrados, como biscoitos e barras de cereal. Frutas cortadas devem estar em recipientes transparentes e flexíveis, e sanduíches precisam ser transportados em embalagens transparentes, como sacos do tipo zip-lock.
No entanto, existe um limite: cada pessoa pode entrar com até cinco itens alimentícios. Caso esse número seja ultrapassado, os produtos excedentes podem ser retidos ou descartados na entrada.
Garrafas plásticas de água de pequeno porte costumam ser autorizadas, desde que sem tampa. Dentro do festival, o público encontra pontos de hidratação gratuitos, onde é possível reabastecer os recipientes ao longo do evento.
O que não é permitido levar
Por questões de segurança e organização, alguns objetos não podem entrar no Autódromo de Interlagos durante o festival. Caso sejam identificados na revista realizada nos portões, os itens podem ser retidos ou descartados pela equipe de segurança.
Entre os objetos proibidos estão garrafas de vidro ou metal, recipientes com capacidade superior a 500 ml, copos térmicos de metal ou vidro e latas ou bebidas trazidas de fora do evento. Embalagens rígidas com tampa, como potes do tipo tupperware, também não são autorizadas.
A lista inclui ainda objetos cortantes ou perfurantes, como facas e canivetes, além de armas de qualquer tipo, fogos de artifício ou substâncias inflamáveis.
Outros itens comuns que não podem ser levados são cadeiras, bancos ou banquinhos, capacetes, guarda-chuva, bastões de selfie, maquiagem com espelho, além de câmeras profissionais ou drones sem autorização da organização.
De forma geral, qualquer objeto que represente risco à segurança ou que possa prejudicar a circulação e a visibilidade do público dentro do festival também pode ser barrado na entrada.
Regras para bolsas e mochilas
A organização também estabelece restrições em relação ao tamanho e ao tipo de bolsas permitidas no evento, com o objetivo de agilizar o processo de revista nos acessos ao autódromo.
Normalmente são permitidas bolsas pequenas, pochetes e mochilas compactas, além de bolsas transparentes dentro das dimensões definidas pelo festival. Mochilas de hidratação, como as do tipo camelbak, também podem ser levadas, desde que estejam vazias no momento da entrada.
Para aproveitar melhor a experiência no festival, a recomendação é ir preparado, mas sem exageros. Levar apenas o necessário facilita a circulação entre os palcos e evita transtornos na entrada do evento. Também é importante conferir as orientações atualizadas divulgadas pela organização antes de sair de casa, garantindo uma chegada tranquila e mais tempo para curtir os shows. Agora é só montar o roteiro de apresentações favoritas, reunir os amigos e se preparar para três dias intensos de música no Autódromo de Interlagos.
Estrelado por grandes nomes como Leonardo DiCaprio e Teyana Taylor, a produção “Uma Batalha Após a Outra”, dirigida por Paul Thomas Anderson, consagrou-se como Melhor Filme no Oscar neste domingo (15). Além de vencer a categoria principal, o longa também levou para casa outras cinco estatuetas, entre elas a de Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator Coadjuvante.
Antes mesmo da cerimônia, o filme já era o mais comentado da temporada de premiações e ganhou grande repercussão na internet. O longa estava presente em quase todas as listas de previsões para os principais prêmios, além de avaliações positivas vindas da crítica.
O destaque nas premiações ajudou a ampliar cada vez mais a visibilidade do filme na internet, em fóruns de cinema e páginas dedicadas à crítica, em que o longa passou a ser citado como um dos favoritos. Esse reconhecimento contribuiu para aumentar o interesse do público e marcar o filme como um dos lançamentos mais discutidos e elogiados no período anterior ao Oscar.

Sobre o filme
Uma Batalha Após a Outra conta a história de Bob Ferguson (Leonardo DiCaprio), um ex-integrante do grupo revolucionário antifascista “75 Franceses” que decide romper a relação com a equipe para focar na paternidade, cuidando de sua filha Willa Ferguson (Chase Infiniti). Após 16 anos, a adrenalina das batalhas retorna à vida de Bob quando um antigo inimigo, Steven J. Lockjaw (Sean Penn), volta a procurá-lo e sequestra Willa.
O filme tem batalhas épicas, picos de fúria e pitadas de comédia. Tudo isso colabora para prender o telespectador e dita o tom dos acontecimentos, que chamam a atenção do começo ao fim. Em sites e redes sociais, a direção de Anderson foi elogiada, assim como a atuação de DiCaprio, com comentários que exaltam a intensidade e complexidade do personagem na trama. A construção narrativa do filme foram apontados como pontos fortes, capazes de sustentar a tensão e o drama ao longo da história.
Trajetória até o Oscar
O desempenho ao longo das premiações funcionou como um termômetro para a indústria e reforçou a expectativa de que o filme poderia dominar a noite mais importante de Hollywood. A combinação entre uma direção autoral, atuações marcantes e uma narrativa intensa contribuiu para que a produção chegasse ao Oscar cheio de expectativas.
No Globo de Ouro, o filme venceu nas categorias de Melhor Diretor para Paul Thomas Anderson e Melhor ator em Drama para Leonardo DiCaprio, fortalecendo sua posição entre os favoritos da temporada de premiações. O sucesso continuou no Critic Choice Awards, onde o longa conquistou prêmios em Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, confirmando a recepção positiva. Já no BAFTA, uma das principais premiações do cinema britânico, a obra voltou a se destacar ganhando estatuetas nas mesmas categorias do Globo de Ouro.












