Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
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Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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Cantora se apresenta em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro após pausa por overdose em 2018
por
Amanda Furniel
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05/09/2022 - 12h

Após 4 anos desde sua última turnê mundial, quando sofreu a overdose que quase a levou a óbito, Demi Lovato retorna aos palcos com sua mais nova turnê, Holy Fvck tour. 

 

Demi retornou aos palcos pela primeira vez em uma apresentação no Grammy de 2020, porém a Holy Fvck tour é sua primeira turnê após a overdose de 2018. A cantora lançou dois álbuns nesse período, “Dancing with the devil: the art of starting over” em 2021 e, o álbum que deu vida à turnê, “HOLY FUCK”. Esse novo disco é um retorno a suas raízes pop rock, com uma pegada mais indie rock. Com as faixas “29”, “Substance”. “Skin of my teeth” e outras 13 faixas, o álbum teve sua estreia no dia 19 de agosto deste ano.

 

A turnê se iniciou no dia 13 de agosto, em Springfield, Illinois, e chegou ao Brasil no dia 30 de agosto, em São Paulo. A cantora também passará por Belo Horizonte (2/09) e Rio de Janeiro (4/09), para o festival Rock In Rio.

 

Demi Lovato no show do dia 30/08
https://www.bol.uol.com.br/entretenimento/2022/09/04/demi-lovato-chega-ao-rock-in-rio-roqueira-como-nunca.htm

Em 24 de julho de 2018, a cantora norte-americana sofreu uma overdose que ocasionou três AVCs, uma parada cardíaca e falência de órgãos. Na época, Demi estava em sua turnê mundial “Tell me you love tour”, enfrentando problemas com recaídas depois de seis anos estando sóbria.

 

No documentário “Dancing With the Devil”, que estreou dia 23 de março de 2021, Demi conta como foi a noite do incidente, expõe sua antiga equipe e relata os primórdios do seu vício e abusos sofridos na adolescência e na noite do dia 24. 

 

Mesmo com apenas 10 dias de lançamento, os fãs que compareceram ao show no Espaço Unimed na última terça-feira (30) cantaram a plenos pulmões todas as músicas do novo álbum. Houve um show extra no dia seguinte (31/08) com uma seleção de músicas do novo disco junto com músicas de todas as eras de sua carreira; foi um momento muito especial para os fãs de longa data da cantora.

 

Demi entregou vocais impecáveis, interação com a multidão e muita emoção durante seu tempo no palco. Ela interrompeu o show duas vezes, pois percebeu que haviam fãs com mal-estar. Durante a apresentação, também declarou que o Brasil tem um lugar especial em seu coração e fez questão de apresentar toda sua banda 100% feminina.

 

Assim como o álbum, essa turnê também foi um resgate de suas raízes, a suas primeiras turnês. Temos um palco simples, sem muita produção, apenas com a Demi no centro com o microfone e sua banda tocando junto com ela. 

 

Como prometido por ela: Demi Lovato não está mudando, apenas em evolução. E essa turnê prova isso, de que ela está em nova etapa de sua carreira. Depois de difíceis quatro anos, a cantora retorna aos palcos com seu brilho ainda mais forte e contagiante, levantando a plateia e enchendo o coração dos seus fãs de alegria.

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Performance de “Envolver” com um toque final de funk foi eleita a terceira melhor da noite pela Billboard, e demarca mais um sucesso na carreira promissora da Garota do Rio
por
João Curi
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02/09/2022 - 12h
Anitta se apresentando no palco do VMA 2022, acompanhada de seus bailarinos e bailarinas.
(Reprodução/Johnny Nunez/Getty Images for MTV/Paramount Global)

No último domingo (28), Anitta consolidou sua carreira internacional com mais um sucesso em território estrangeiro. A cantora se apresentou no palco do Video Music Awards (VMA), da MTV, com seu hit em espanhol "Envolver”. A música ainda arrecadou o prêmio de “Melhor Clipe Latino”, consagrando a nossa Garota do Rio como a primeira artista brasileira na história a vencer na premiação.   

Só este ano, Anitta colecionou feitos históricos ao redor do mundo, hasteando a todo momento sua origem brasileira. Em junho, marcou o encerramento do Rock in Rio Lisboa com audiência superior a 500 mil espectadores, segundo a imprensa portuguesa. Em abril, a cantora se apresentou nos dois finais de semana do Coachella, um dos maiores festivais de música nos Estados Unidos, sendo até citada num trecho da performance do headliner The Weeknd durante a música “Party Monster”. Em março, a carioca subiu ao palco do Lollapalooza, em São Paulo, a convite da headliner Miley Cyrus para cantarem, juntas, o single “Boys Don’t Cry” da brasileira - que está presente na versão deluxe do álbum “Attention: Miley Live” (2022), em uma faixa que inclui mashup de “Mother’s Daughter”. 

A superestrela ainda compareceu a um dos maiores eventos de moda do mundo – pela segunda vez – e em grande companhia. No começo de maio, Anitta chegou ao Baile do MET Gala 2022 ao lado de Jeremy Scott, o diretor criativo da marca de grife Moschino,  em sua segunda aparição no evento – depois de sua estreia discreta, como pede o regulamento, em 2021. 

Tudo isso para reforçar ainda mais o impacto da artista brasileira nos palcos e mídias em todo o globo, com direito a registro de recorde no Guiness World Records. No dia 12 de julho, Anitta recebeu o título de primeira artista solo de origem latina a chegar ao topo do chart global (Top 200) do Spotify com o seu hit “Envolver”, que acumulou mais de 6 milhões de streams na contagem diária e acumula, hoje, mais de 350 milhões de visualizações no Youtube com seu clipe premiado. 

Anitta discursando ao receber prêmio no VMA MTV 2022
Anitta recebe prêmio de "Melhor Clipe Latino" no VMA 2022, com discurso exaltando o funk. (Reprodução/Theo Wargo /Getty Images North America)

Com todos esses sucessos ao longo do ano, a cantora está sendo cotada para o Grammy, a maior premiação de música em todo o cenário internacional. Segundo o Hits Daily Double (HDD), Anitta pode ser indicada à categoria de “Best New Artist”, uma das mais concorridas da Academia. “Essa carismática artista brasileira é uma superestrela mundial [...] que parece destinada ao contínuo sucesso estratosférico”, escreve o portal. 

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Festival acontece entre os dias 2 e 11 de setembro e conta com grandes nomes como: Iron Maiden, Post Malone, Justin Bieber, Coldplay e Dua Lipa.
por
Ana Beatriz Villela
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31/08/2022 - 12h

O Rock in Rio retorna após 2 anos de pandemia: a edição de 2022 terá início no dia 2 de setembro, com as últimas apresentações marcadas para o dia 11 e conta com um lineup de sucesso como: Justin Bieber, Post Malone, Guns N’ Roses, Coldplay, Dua Lipa, Iron Maiden e Green Day. No total, serão nove palcos e muitas atividades para fazer ao longo dos sete dias do evento. Confira tudo sobre a cidade do rock abaixo: 

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Foto: Divulgação

Lineup

Com grandes nomes e de diversos estilos musicais, a principal atração do evento é capaz de agradar a todos os públicos, veja os principais nomes e as datas dos shows:

02/09 (Sexta-feira)

PALCO MUNDO: Iron Maiden, Dream Theater, Megadeth e Supultura + Orquestra Sinfônica Brasileira

PALCO SUNSET: Bullet For My Valentine, Living Colour feat Steve Vai, Metal Allegiance e Black Pantera convida Devotos

03/09 (Sábado)

PALCO MUNDO: Post Malone, Marshmello, Jason Derulo e Alok

PALCO SUNSET: Racionais, Criolo convida Mayra Andrade, Xamã convida Brô MC’s, Papatinho + L7nnon convidam Mc Hariel e Mc Carol

04/09 (Domingo)

PALCO MUNDO: Justin Bieber, Demi Lovato, Iza e Jota Quest

PALCO SUNSET: Gilberto Gil, Emicida & Convidados, Luísa Sonza convida Marina Sena e Matuê 

08/09 (Quinta-feira)

PALCO MUNDO: Guns n’ Roses, Måneskin, The Offspring e CPM22

PALCO SUNSET: Jessie J, Corrine Bailey Rae, Gloria Groove e Duda Beat

09/09 (Sexta-feira)

PALCO MUNDO: Green Day, Fall Out Boy, Billy Idol e Capital Inicial

PALCO SUNSET: Avril Lavigne, 1985: A Homenagem, Jão & Convidado, Di Ferrero & Vitor Kley

10/09 (Sábado)

PALCO MUNDO: Coldplay, Camila Cabello, Bastille e Djavan

PALCO SUNSET: Ceelo Green, Maria Rita & Convidado, Gilsons & Convidado, Bala Desejo & Convidado

11/09 (Domingo)

PALCO MUNDO: Dua Lipa, Megan Thee Stallion, Rita Ora e Ivete Sangalo

PALCO SUNSET: Ludmilla, Macy Gray, Power! Elza Vive: um show em homenagem à Elza Soares e Liniker convida Luedji Luna

 Você pode conferir a programação completa aqui.

 

Local e como chegar

O festival está montado no Parque Olímpico da Barra da Tijuca, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno. Carros não serão permitidos nas imediações, então o melhor jeito de chegar é de ônibus. Há duas modalidades: o Rock Express (que usará os ônibus do BRT para conectar o metrô ao Rock in Rio) e o Primeira Classe.

Os ônibus do Rock Express sairão dos terminais Jardim Oceânico e Alvorada com destino ao Terminal Olímpico e circularão entre 12h e 5h. O bilhete custa R$ 22 e deve ser mostrado em forma de QR Code nos embarques de ida e volta.

Os ônibus do Primeira Classe são mais confortáveis, porém, mais caros e vão sair de vários pontos de embarque no Rio de Janeiro, além das cidades de Niterói e Petrópolis. O bilhete de ida e volta custa R$ 125 e pode ser comprado pelo site. O horário de ida e o local de embarque são escolhidos no momento da compra. Já o retorno não tem hora marcada e os ônibus saem de acordo com a lotação.

 

Atrações

Na última terça-feira (30), a cidade do rock foi aberta para influenciadores e imprensa, e foi possível ter uma prévia do festival. Confira as atrações que estarão disponíveis ao longo dos 385 mil metros quadrados:

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Imagem: Divulgação

Capela com benção de Elvis Presley

Na capela montada na Rota 85, Elvis ficará na porta recepcionando as pessoas que passarem pelo tapete vermelho para fazer a celebração do amor. 

Brinquedos radicais

Além da tradicional roda-gigante e montanha russa, neste ano quem descer pela tirolesa ganha uma cerveja Heineken de graça. Para os mais corajosos, a edição de 2022 contará com os brinquedos Discovery, que eleva 40 passageiros em movimentos circulares, atingindo altura total de 20 metros, e o Megadrop, que proporciona uma queda livre em alta velocidade.

Rockstar por 15 minutos

No stand da Gerdau, há um palco montado para dublar a música-tema do Rock in Rio e a gravação do momento vai direto para o e-mail do frequentador e simula a experiência de tocar no Palco Mundo.

 

Alimentação

A área de alimentação, chamada de Gourmet Square terá oito restaurantes: Arabad’s, Curadoria, Ella, Heaven by Heaven Delhaye, Let’ Sushi, Push Dog, Secreto e Vítor Sobral ocupando um espaço de aproximadamente dois mil metros quadrados, com capacidade para quase 3000 pessoas.

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Reprodução: Turista Profissional

Além disso, o Espaço favela conta com diversas opções, com cardápio especial criado por 21 empreendedores de 18 comunidades cariocas. 

Você também pode optar por levar lanches de casa, mas atenção para o que é permitido:

-Comida industrializada (biscoitos, torradas e barra de cereal);

-Frutas cortadas e sanduíches,  precisam estar lacrados em embalagem transparente, não rígida (como tupperware), devem ser do tipo "ziplock" e cada pessoa pode levar até cinco itens. 

-Garrafas plásticas para o consumo de água, sem tampa. O festival vai disponibilizar bebedouros pela Cidade do Rock.

 

Outros espaços

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Musical Uirapuru (Arena Olímpica)

Criado por Roberto Medina e com direção musical de Zé Ricardo, o musical Uirapuru é uma das atrações que serão apresentadas na Arena Olímpica. Com duração de 25 minutos, o espetáculo foi produzido por Charles Möeller e Claudio Botelho e conta com 40 bailarinos e 30 músicos que se apresentam em um espaço com uma cachoeira artificial de 40 metros de extensão.

NAVE (Arena Olímpica)

Espaço para desfrutar de uma experiência sensorial inspirada na Amazônia. Co-criação da Natura e Rock in Rio, o local é um convite para conhecer mais sobre a floresta e suas possibilidades para o futuro.

Gameplay Arena (Arena Olímpica)

Campeonatos de e-sports, apresentações de influenciadores e conteúdos gamers, também terá novidades sobre jogos, ativações e experiências imersivas distribuídas por todos os dias do festival.

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Após três anos sem novos episódios de Game of Thrones, estréia nesta semana a série repleta de intrigas da antiga casa Targaryen
por
Felipe Assis Pereira da Silva
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20/08/2022 - 12h

A série “Game of Thrones”, baseada nas obras de G.R.R Martin “As crônicas de Gelo e Fogo”, foi um dos maiores sucessos da década passada, criando uma geração de fãs apaixonados pela obra de Martin. 

Desde 2011, quando foi lançada a primeira temporada de GoT(Game of Thrones), a série conquistou o coração e, o mais importante, a imaginação daqueles que a assistiram. Os debates se tornaram rotina em fóruns da internet e no Twitter. Discussões dos episódios e teorias sobre o que poderia acontecer nos episódios seguintes foram motivo recorrente para a acalorada troca de opiniões, algo que não se via há muito tempo. 

Mas, neste domingo, dia 21 de agosto de 2022, a série “House of Dragons” que mostrará a Casa Targaryen reinando sobre Westeros, duzentos anos antes dos acontecimentos de GoT teve o seu primeiro episódio veiculado. 

Homem sentado em um trono feito de espadas
Imagem tirada do site Empire Magazine.

A história se passa durante o auge do reinado da dinastia Targaryen, quando os ancestrais de Daenerys, a última Targaryen, dominavam os Sete Reinos. Devido a um conflito na hierarquia de quem deve assumir o Trono de Ferro, a casa se divide em diversas facções que lutam entre si. Com uma pequena diferença para as temporadas anteriores, as clássicas lutas de espadas e os embates políticos apresentados em GoT, os personagens do atual conflito possuem diversos dragões, grandes e pequenos, todos de olho em quem governava Westeros.

Para saber o resto da história assista a série “House of Dragons” disponível somente na HBO Max a partir de domingo, dia 21, às dez da noite horário de Brasília.  

 

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O evento aconteceu no último domingo (31) e reuniu milhares de fãs na zona norte de São Paulo.
por
Bianca Novais
Gustavo Pereira
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06/08/2022 - 12h
Letreiro da PerifaCon onde os visitantes podiam escrever suas mensagens. Foto: Gustavo Pereira.
Letreiro da PerifaCon onde os visitantes podiam escrever suas mensagens. Foto: Gustavo Pereira.

A PerifaCon retornou ao modelo presencial neste domingo (31) após dois anos de paralisação por conta da pandemia de Covid-19. O evento, considerado a primeira convenção de cultura nerd da favela, tem objetivo aproximar o universo geek dos fãs que moram na periferia. A PerifaCon foi gratuita e cerca de 10 mil pessoas compareceram à Fábrica de Cultura da Brasilândia.

Andreza Delgado, uma das organizadoras da convenção, afirmou: “Para nós, é muito importante voltar com nosso evento físico da PerifaCon porque, além de tudo, a periferia e o setor da cultura foram uns dos que mais sofreram com a ausência de políticas públicas e de um olhar mais humanizado para o morador da favela, essa retomada também é um movimento para reafirmar nosso compromisso com a democratização da cultura nerd, geek e de favela”.

Painel de recepção dos visitantes da PerifaCon. Foto: Gustavo Pereira.
Vista da Fábrica de Cultura da Brasilândia. Foto: Bianca Novais.
Painel de recepção dos visitantes da PerifaCon. Foto: Gustavo Pereira.
Painel de recepção dos visitantes da PerifaCon. Foto: Gustavo Pereira.

 

O evento contou com diversos espaços, desde painéis de convidados até praça de alimentação. Confira as principais atrações:

Auditório: Local reservado para a apresentação dos painéis. Nomes como Globoplay (Encantado’s), Warner Bros, Nubank, Maurício de Sousa Produções (MSP), Copa Studio (Irmão do Jorel) e Chartrone (Menino Maluquinho) realizaram palestras e apresentaram seus novos trabalhos.

Lojas e editoras: Espaço teve marcas como Lab Fantasma, Companhia das Letras, LiteraRua, entre outros, vendendo seus produtos.

Palco externo: No palco ocorreram bate-papos com personalidades, concurso de cosplay e shows de: Febem, Rincon Sapiência e Bivolt.

Galeria PerifaCon: Local reservado à exposição de artes visuais. Estavam expostos as coleções: "Rap em Quadrinhos", "Novos Modernista" e "Quebradinha".

Beco dos artistas: Coração das convenções de cultura pop, o espaço é onde artistas podem, além de vender suas obras, encontrar, conversar e converter fãs.

 

 

 

 

A artista Caluz (@caluzcaluz no Instagram) faz uma obra ao vivo ao longo do evento. Foto: Gustavo Pereira.
A artista Caluz (@caluzcaluz no Instagram) faz uma obra ao vivo ao longo do evento. Foto: Gustavo Pereira.
Beco dos Artistas na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Beco dos Artistas na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.​​​​​​

 

Beco dos Artista na Perifacon. Foto: Gustavo Pereira.
Beco dos Artista na Perifacon. Foto: Gustavo Pereira.
Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.

 

Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.

 

O ilustrador e quadrinista Sidnei Junior, popularmente conhecido como Saudade, 26 anos, foi um dos artistas do Beco em entrevista a AGEMT declarou: "É meu primeiro evento, e 'colar' justamente na PerifaCon está sendo um ambiente de troca. Aqui, todo mundo é de quebrada e a gente troca bastante sobre como é 'trampar' com a arte. Para mim, é um imenso privilégio".

Saudade comentou sobre como ser periférico é uma identidade que muitas vezes também precisa ser descoberta e entendida. "Eu comecei a me conectar com a quebrada um pouco tarde. Minha família me criou muito do portão para dentro, então foi na faculdade e no trabalho que me despertei nesse sentido, até culminar nas 'Crônicas dos Mandrakes'".

"Crônicas dos Mandrakes", seu novo projeto, ainda está em desenvolvimento e é possível acompanhar a produção pelo perfil no Instagram @o_homem_saudade.

 

Esse formato de evento é importante para a representatividade de fãs apaixonados pelo mundo geek que se veem impossibilitados de acessar muitos lugares desse universo, por conta dos altos preços dos ingressos. É o que comenta o fã e cosplayer Ricardo Kamikasi: "Como fã, estar em um evento como esse, que agrega pessoas que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de cultura e de comercialização, é sensacional. Não é todo mundo que tem acesso e só Deus sabe como eu consigo me 'virar nos trinta' para consumir esse tipo de informação e cultura, que estão sendo compartilhadas nesse evento maravilhoso."

Espaço das lojas e editoras na PerifaCon. Foto: Bianca Novais.
Ricardo Kamikasi em cosplay de Kanan Jarrus, personagem de Star Wars. Foto: Gustavo Pereira.
Marcia Alves, 54 anos, em cosplay de Dora Milaje, personagens do filme Pantera Negra (Marvel Studios). Fotos: Bianca Novais.
Marcia Alves, 54 anos, em cosplay de Dora Milaje, personagens do filme Pantera Negra (Marvel Studios). Fotos: Bianca Novais.

Marcia Alves, 54 anos, em cosplay de Dora Milaje, personagens do filme Pantera Negra (Marvel Studios). Fotos: Bianca Novais.

 

Um dos grandes nomes do meio, Løad Comics, um multi-artista da Cidade Tiradentes, extremo leste de São Paulo, em entrevista para AGEMT celebra como a PerifaCon coloca a periferia como produtora e protagonista, para além de consumidora. "Esse é o mais louco para mim, porque tudo o que a gente vê é a galera de quebrada que fabrica, que distribui e que vende. E nas artes daqui você vê essas pessoas representadas, então acho muito massa que a gente sai daquela coisa enlatada americana, de só se falar de Marvel e DC".

Marcia Alves, 54 anos, em cosplay de Dora Milaje, personagens do filme Pantera Negra (Marvel Studios). Fotos: Bianca Novais.
Bianca Novais entrevista Løad Comics na PerifaCon. Foto: Gustavo Porcino.

Løad compartilha com a AGEMT suas expectativas para as próximas edições: "Espero que seja todo ano e que seja sábado e domingo. Só um dia dá uma saudade no coração e dois dias daria tempo da galera de outras cidades e outros Estados chegarem. E quero que cresça cada vez mais, que chegue no nível de ter não só em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, na Bahia, e em mais Estados. Periferia é periferia em qualquer lugar".

 

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