Seleção Brasileira empata, mas faz dois gols em seguida e garante a vitória
por
Bruno Caliman
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01/04/2026 - 12h

Na última terça-feira (31), o Brasil venceu a Croácia por 3 a 1 no último amistoso antes da convocação oficial para a Copa do Mundo de 2026. O jogo aconteceu no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos e contou com um público total de 46.398 pessoas.

Essa foi a primeira vez que os dois países se encontraram em campo depois que os croatas eliminaram a Seleção Brasileira nos pênaltis, na Copa do Catar em 2022. Embora cheia de sustos, a partida – que marcou a estreia da nova camisa amarela do Brasil – foi um respiro para o técnico Carlo Ancelotti e seus jogadores, após a derrota contra a França na semana anterior.

O jogo

Os primeiros dez minutos de partida começaram mais estudados e com um maior domínio de posse de bola por parte do Brasil. De um lado, a Seleção tentou uma jogada com Vini Jr. pela esquerda, o que resultou em uma falta cometida pelo brasileiro. Do outro, a Croácia teve seu primeiro lance ofensivo também pela esquerda, mais uma vez terminada em falta do ataque, depois de jogada com Kramarić e Perišić.

Aos 14 minutos, Matheus Cunha arriscou um chute que explodiu em Ćaleta-Car. Com 18, os croatas envolveram a marcação brasileira com boa troca de passes, porém a finalização de Baturina parou em Ibañez. A primeira grande chance surgiu somente aos 19, quando Modrić tocou errado para Vini Jr. O camisa dez do Brasil aproveitou o erro do ex-companheiro de Real Madrid e encontrou Danilo Santos na marca do pênalti, que chutou fraco para a defesa de Livaković.

Minutos depois, a Seleção Brasileira levou perigo novamente em jogada ensaiada. Em cobrança de falta na entrada da área, Danilo Santos tocou rasteiro para Cunha, que chutou da meia-lua com perigo, mas a bola desviou em Stanišić e saiu para escanteio. O cruzamento não deu em nada, e, nessa hora, o árbitro Armando Villarreal apitou a parada para hidratação.

Aos 35 de jogo, Casemiro roubou a bola de Modrić e passou para João Pedro, que tocou para Matheus Cunha e avançou para receber. O camisa sete fez boa devolução, mas João Pedro perdeu o gol e parou em Livaković. A resposta da seleção croata veio aos 40 minutos, quando outra vez Perišić cruzou na área. Com desvio, Kramarić chutou de primeira, para a defesa tranquila de Bento.

Logo em seguida, Cunha recebeu de Vini Jr. e chutou colocado no cantinho, para mais uma defesa do goleiro, destaque da Croácia na primeira metade da partida. Aos 46 minutos, Vini Jr. recebeu ótimo lançamento de Matheus Cunha. O camisa dez carregou a bola em disparada, até cortar os defensores croatas e achar Danilo Santos dentro da área, que dessa vez bateu forte para o fundo do gol. Final da primeira etapa com o Brasil na frente do placar.

Em mais uma boa atuação, Danilo Santos marcou seu primeiro gol com a camisa do Brasil. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Em mais uma boa atuação, Danilo Santos marcou seu primeiro gol com a camisa do Brasil. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A primeira metade do segundo tempo foi bem morna e em ritmo de amistoso. Enquanto os croatas tentavam propor o jogo sem sucesso, a Seleção Brasileira esperava no campo de defesa e não conseguia sair em contra-ataque. Depois de algumas substituições, a Croácia avançou mais no campo de ataque - ainda sem oferecer riscos.

Aos 30 minutos, Carlo Ancelotti havia acabado de realizar todas suas oito substituições disponíveis. Já o treinador Zlatko Dalić, tinha feito seis mudanças em sua equipe. Com as trocas, o jogo ficou mais aberto, até que aos 38, em falha da defesa brasileira, a Croácia empatou o jogo. Fruk, que havia entrado no minuto anterior, aproveitou espaço na zaga e acionou Majer em profundidade. O meio-campista croata chegou na bola entre Marquinhos e Danilo e tocou para o gol, após saída equivocada de Bento.

Pouco depois do reinício da partida, Endrick sofreu pênalti em disputa com o zagueiro Šutalo. Igor Thiago converteu a cobrança e colocou o Brasil novamente à frente do placar. Aos 46 minutos, a Seleção ampliou a vantagem, de novo com participação da dupla Endrick e Igor Thiago. Após recuperar a bola no meio de campo, Igor passou para Endrick. O camisa 19 conduziu até dar a assistência para Gabriel Martinelli, que balançou a rede ao chutar de esquerda, no contrapé de Livaković. Aos 53, o juiz apitou o fim do jogo.

De pênalti, Igor Thiago anotou seu primeiro gol pela Seleção Brasileira. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
De pênalti, Igor Thiago anotou seu primeiro gol pela Seleção Brasileira. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O confronto contra a Croácia mostrou, além de uma resposta à derrota sofrida para a França, boas atuações de jogadores que aproveitaram a chance, como Danilo Santos, Endrick e Igor Thiago. Também foi possível perceber a troca de posicionamento entre Vini Jr. e Matheus Cunha, algo que não aconteceu no jogo anterior. Com a bola, Vini abria pela ponta e Cunha centralizava. Sem ela, os dois inverteram os papéis. Ancelotti promoveu as estreias de Kaiki Bruno e Rayan, utilizou a grande maioria dos convocados nos dois amistosos e teve a última oportunidade de observá-los de perto, antes da convocação final para a Copa.

O próximo compromisso do Brasil está marcado para o dia 31 de maio, contra o Panamá, no Maracanã. O amistoso será a despedida da Seleção antes de viajar para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá. Mas antes de tudo disso, no dia 18 de maio, Carlo Ancelotti anunciará a lista final dos 26 nomes na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

A Verduxa havia vencido a decisão da Copa CBLOL por 3 a 0
por
Pedro Premero
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31/03/2026 - 12h

 

O CBLOL (Campeonato Brasileiro de League of Legends) retornou para seu primeiro split do ano neste sábado (28), uma semana após fim do First Stand, primeiro campeonato internacional do calendário competitivo, realizado no Brasil. No primeiro jogo do dia a RED Canids venceu a LOUD, atual campeã da Copa CBLOL, por 2 a 0. Já na segunda série, a LOS surpreendeu e derrotou a FURIA por 2 a 1. 

 

RED Canids x LOUD 

Em um jogo marcado pelo reencontro entre as duas equipes após a final da Copa CBLOL, a RED Canids não deu chance para a LOUD e conseguiu sua revanche. A série foi marcada por ótimas lutas e um bom controle de mapa e objetivos por parte da Matilha. Destaque para um dos estreantes da RED, o jungler venezuelano STEPZ, que comandou a equipe com belas iniciações e boas respostas às jogadas da LOUD. 

MVP: STEPZ (Xin Zhao/Aatrox) 

STEPZ estreou profissionalmente neste fim de semana – Foto: CBLOL/flickr
STEPZ estreou profissionalmente neste fim de semana – Foto: CBLOL/flickr

 

LOS x FURIA 

Na segunda série do dia, a LOS venceu a embalada FURIA por 2 a 1. A primeira partida foi um atropelo da Onda Laranja. Eles conseguiram vantagem em jogadas individuais e pickoffs que fizeram a equipe ter controle do jogo. Os Panteras responderam bem a derrota e ganharam o segundo jogo da série com facilidade . A partida de desempate começou bem even, mas Drakehero foi o fator desequilibrante com iniciações decisivas e 18 participações de abates no jogo. 

MVP: Ackerman (Neeko/Nami/Bardo) 

 

Drakehero (centro) e Ackerman (direita) na entrada dos jogadores no palco – Foto: CBLOL/flickr
Drakehero (centro) e Ackerman (direita) na entrada dos jogadores no palco – Foto: CBLOL/flickr

Glossário: 

Even – igual 

Pickoff – matar um jogador fora de posição 

Jungler – uma das 5 posições que existe dentro do jogo 

Split - Edição

Mesmo com um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo, Seleção Brasileira saiu derrotada
por
Bruno Caliman
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27/03/2026 - 12h

Na última quinta-feira (26), o Brasil perdeu para a França pelo placar de 2 a 1. As seleções se enfrentaram em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. Diante de 66.713 pessoas, a partida aconteceu em um dos 16 estádios sedes da Copa, o Gillette Stadium, em Boston, que registrou seu segundo maior público da história.

Desde 2015 sem se enfrentarem, Brasil e França trataram o jogo como algo além de um amistoso. As duas seleções entraram em campo pela primeira vez com seus novos segundos uniformes, que serão utilizados na Copa do Mundo. O Brasil jogou todo de azul escuro. Já a França utilizou vestimentas de cor verde clara.

O jogo

Embora a maioria dos torcedores presentes fossem brasileiros, quem começou o jogo com maior controle foram os franceses. Durante os primeiros 20 minutos, os comandados de Didier Deschamps tinham 60% de posse de bola e dificultavam a saída de jogo do Brasil, mas não converteram em chances de gol. Por outro lado, a Seleção Brasileira esperava mais no campo de defesa com foco nas transições ofensivas. Até a parada para hidratação foi uma partida estudada e sem grandes ocasiões de ataque.

Após a pausa, Carlo Ancelotti inverteu de lado os pontas Raphinha e Gabriel Martinelli. No minuto seguinte, a primeira grande chance apareceu. Vini Jr recuperou a bola no campo de ataque e acionou Martinelli, que finalizou de esquerda no canto do goleiro Maignan, mas a bola raspou a trave e saiu pela linha de fundo.

O cenário parecia melhorar para a Seleção, até que aos 31 minutos Léo Pereira – um dos estreantes do dia – tocou na fogueira para Andrey Santos, que tentou consertar para Casemiro. Os franceses aproveitaram o erro e roubaram a bola do capitão do Brasil, e então Dembélé acertou um bom passe em profundidade para Mbappé, que passou em velocidade entre os dois zagueiros brasileiros até ficar cara a cara com Ederson. O camisa dez, com uma cavadinha, encobriu o goleiro e abriu o placar.

Com o gol no Brasil, Mbappé chega a 56 gols com a França e fica a apenas um atrás do maior artilheiro Giroud.
Com o gol no Brasil, Mbappé chega a 56 gols com a França e fica a apenas um atrás do maior artilheiro Giroud. Foto: Divulgação/FFF

Na segunda metade do primeiro tempo o jogo ficou mais aberto, com lances ofensivos dos dois lados. No entanto, a Seleção Brasileira continuou com as dificuldades de saída de bola, e a francesa ficou mais perto de ampliar o placar do que de levar o empate. A primeira etapa terminou com cinco finalizações e dois escanteios para cada lado.

Os primeiros dez minutos do segundo tempo foram promissores para o Brasil. A substituição de Raphinha por Luiz Henrique – feita por Ancelotti no intervalo, após o craque do Barcelona sentir dores na coxa – foi essencial para isso. Mais uma vez, o ex-Botafogo entrou bem na segunda etapa e fez jogadas perigosas pelo lado direito do gramado.

Também por esse lado, por trás da defesa adversária, Wesley recebeu ótimo lançamento de Andrey, até que na entrada da área o lateral foi derrubado por Upamecano. No primeiro momento, o zagueiro francês recebeu apenas cartão amarelo. Porém com auxílio do VAR (árbitro assistente de vídeo), o juiz Guido Gonzales Jr expulsou o jogador.

O Brasil não soube aproveitar a vantagem numérica e caiu muito de rendimento após o cartão vermelho de Upamecano. O resultado disso foi o segundo gol da França, aos 19 minutos. Depois de boa troca de passes, Olise recebeu livre no meio de campo e carregou a bola até dar a assistência para Ekitiké finalizar, também de cobertura.

Aos 33, a Seleção diminuiu o placar. Danilo Santos, outro estreante do dia, não sentiu o peso da camisa e havia entrado bem. O próprio achou Casemiro na segunda trave em uma cobrança de falta, que conseguiu chegar na bola e cruzou para trás, onde Luiz Henrique dominou e deu um chute fraco. No fim, virou um passe para o zagueiro Bremer finalizar de dentro da pequena área no gol.

Bremer marcou seu primeiro gol com a camisa da Seleção.
Bremer marcou seu primeiro gol com a camisa da Seleção. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Depois do gol, o Brasil se animou e esboçou uma pressão nos minutos finais, enquanto a França, com um a menos, recuou seus jogadores. Entretanto, com destaque para o autor do gol Bremer, a Seleção Brasileira gerou apenas um ou outro lance de perigo, até o árbitro encerrar a partida aos 53 minutos.

O jogo exibiu a diferença entre uma seleção francesa montada há bastante tempo, que está nos ajustes finais para a Copa do Mundo, e uma seleção brasileira que ainda precisa de entrosamento enquanto realiza testes às pressas para a convocação final. Somente nesse jogo, o técnico Carlo Ancelotti promoveu a estreia de quatro jogadores: Léo Pereira, Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Sara. Ao mesmo tempo, o italiano enfrenta o problema de que os craques em seus clubes não praticam o mesmo futebol na Seleção, como Vini Jr e Raphinha. Além disso, ele ouviu a torcida no estádio gritar o nome de Neymar logo após o segundo gol dos franceses.

O Brasil volta a campo na próxima terça-feira (31), contra a Croácia, às 21h (horário de Brasília). A partida também ocorrerá nos Estados Unidos, desta vez no Camping World Stadium, em Orlando. Ancelotti terá esse amistoso como o último teste antes da convocação oficial para a Copa, agendada para o dia 18 de maio.

Já a França encara a Colômbia no próximo domingo (29), às 16h (horário de Brasília), no Northwest Stadium, em Landover.

Com apoio de grupos de estudo de direito da PUC-SP, diversas personalidades lançaram a REDemocratização Corinthiana que busca reaproximar os torcedores das decisões do Time do Povo
por
Guilbert Inácio
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27/03/2026 - 12h

Na última quarta-feira (25), às 10h, ocorreu o evento REDemocratização Corinthiana, no Teatro Tucarena, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). No local, ex-jogadores, artistas, jornalistas, entre outros, lançaram o movimento que quer escrever uma constituição para o Timão.
 

A imagem mostra, da esquerda para a direita, Homero Olivetto, Wladimir, Sócrates Jr, Walter Casagrande, Cassio Brandão, Juca Kfouri, Chico Malfitani, Marília Ruiz, Rappin Hood, Alessandra Negrini e Eco Moliterno. Todos posando para as fotos tiradas no local.
O lançamento ocorreu no Dia Nacional da Constituição. Foto: Guilbert Inácio/Agemt

A carta, a ser elaborada, deve dar protagonismo para todos os torcedores nas decisões do clube, além de reorganizar as estruturas do time, que passa por um cenário político e financeiro conturbado nos últimos anos.

O evento foi organizado pelo Grupo de Estudos de Direito Desportivo da PUC-SP, em parceria com o Grupo de Estudos de Direito Tributário da PUC-SP. 

Contextualização

A ideia da REDemocratição e da constituição surgiu de Eco Moliterno, publicitário, que propôs a ideia para Juca Kfouri. Os motivos para o movimento se dão pelo momento em que o Corinthians se encontra no cenário esportivo nacional. O clube é o mais endividado do Brasil, com cerca de 3 bilhões de débitos vencidos. Além disso, os últimos três presidentes do time, Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, estão sendo investigados pela justiça por crimes cometidos no Timão.

Para tentar solucionar isso, um grupo deu início a uma proposta externa de constituição para o clube. O objetivo é que o texto traga de volta a Democracia Corinthiana, movimento criado em 1982 por Sócrates, Wladimir, Walter Casagrande, entre outros, que estabeleceu uma pequena “ilha democrática” no Corinthians em meio “ao mar” da Ditadura Militar.

O movimento foi batizado pelo publicitário Washington Olivetto, que ouviu a expressão “Democracia Corinthiana” sair da boca de Juca Kfouri, então jornalista da Revista Placar, que mediou um evento dos jogadores do Timão com o movimento estudantil da PUC-SP, no Tucarena.

A Democracia Corinthiana durou apenas dois anos, mas provocou mudanças estruturais no time. No período, todas as decisões dentro do Corinthians deveriam ser votadas por todos os jogadores e funcionários, que tinham o mesmo peso de voto e opinião. A autogestão garantiu dois títulos Paulista, em 1982 e 1984. 

Os integrantes da Democracia Corinthiana também se posicionaram politicamente sobre o cenário que o Brasil vivia. O movimento participou do comício pelas Diretas Já e reivindicaram, junto à população, a aprovação da Emenda Constitucional Dante de Oliveira, que propunha eleições presidenciais diretas em 1984, algo que não acontecia desde 1960.

O movimento terminou em 1984 devido a alguns motivos, como a divisão do grupo de jogadores em dois, a saída de alguns membros do elenco e a derrota de Adilson Monteiro Alves, sucessor do então presidente Waldemar Pires, nas eleições.

Salve o Corinthians

Diferente do movimento “de dentro para fora” da década de 1980, Juca Kfouri anunciou um movimento “de fora para dentro”, a REDemocracia Corinthiana. O jornalista mediou a mesa de debate.

A imagem mostra Juca Kfouri em pé com o microfone na mão. Em volta, estão os participantes da mesa sentados
44 anos depois, Juca volta ao Tuca para lançar um novo movimento corintiano/ Foto: Guilbert Inácio/Agemt

Antes do início da mesa, o ex-jogador Basílio, autor do gol da conquista do Campeonato Paulista de 1977, que encerrou o tabu de 22 anos sem títulos do Timão, foi chamado ao palco. Basílio não pode ficar no evento, mas destacou brevemente que o encontro pode ser o pontapé inicial para o “Gigante parar de sangrar” e que chegou a hora de dar um basta em como o clube está sendo conduzido.

Além de Juca, a mesa foi composta por Eco Moliterno; Cássio Brandão, torcedor reconhecido pelo Guinness Book pela maior coleção de camisas de time no mundo; Chico Malfitani, fundador da Gaviões da Fiel; Homero Olivetto, filho de Washington Olivetto; o rapper Rappin Hood; a atriz Alessandra Negrini; a jornalista Marília Ruiz e Sócrates Jr, filho do Doutor Sócrates. Também participaram da mesa os ex-jogadores Casagrande e Wladimir.  

Juca explicou que o evento daria início ao processo de eleição de 77 personalidades corintianas, que representem a sociedade, para escrever a constituição. Com ela pronta, a meta é entregar no dia 1° de setembro, aniversário do Corinthians, à alguém, que Juca disse não saber ainda quem é. “Para quem? No Parque São Jorge? Para a sociedade? Não sei. Agora deixar claro, esse movimento não é de esquerda, não é de centro, não é de direita. Esse movimento é de corintianos de boa vontade, que só querem ter a alegria de ser corintianos com orgulho”, destacou.

Eco Moliterno acrescentou que a manhã de quarta é só o primeiro passo e que a constituição será a ponte para a redemocratização. Chico Malfitani disse que, assim como a Gaviões, a mobilização pode se tornar algo grande.

Frequentadora do Parque São Jorge desde que nasceu, Marilia Ruiz destacou que tem esperança na mudança. Ela também não se conforma que a sede social e administrativa seja dona do Corinthians e que deveria ser ao contrário, pois o Timão é muito maior que qualquer instituição. “A Rua São Jorge 777 não é o Corinthians, eu sou o Corinthians, você é Corinthians”, comentou a jornalista.

Cássio Brandão será o responsável pela organização do movimento, de modo a garantir a participação de todo mundo. “Seremos 77 na assinatura, mas com espírito de 35 milhões, atestando a autenticidade social de um texto que nasce para vigorar. Ninguém, ninguém é mais corintiano que ninguém”, disse Cássio.

O evento foi transmitido pelo canal do Youtube da TVPUC. Clique aqui e confira como foi.

A central se despediu de quadra, em seu último jogo, após informar sua aposentadoria de pelas redes sociais
por
Beatriz Brascioli
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27/03/2026 - 12h

Nesta última terça-feira (24), a jogadora Carol Gattaz colocou um ponto final em sua carreira de jogadora profissional de vôlei. A medalhista olímpica postou um vídeo em suas redes sociais anunciando que deixaria as quadras, após a recuperação do joelho esquerdo, que não evoluiu da maneira como se esperava.

Chegou a hora. Não era essa a notícia que queria estar dando, queria que minha recuperação estivesse dando certo, mas hoje essa é a decisão que é a melhor para ser tomada  [...] Infelizmente o meu joelho não evoluiu como eu gostaria, e eu não aguento mais sentir dor todos os dias. Continuar forçando a gente sabe que ia exigir de mim uma nova cirurgia e de qualquer forma não teria condições de voltar e jogar - escreveu a jogadora em suas redes.

Gattaz fez seu último saque pelo Praia Clube e terminou com a vitória de 3 sets a 1 contra o time do Tijuca, o que colocou o Praia nas quartas de final da Superliga feminina de 2025/26. A Central recebeu o troféu Viva Vôlei, entregue à melhor dentro de quadra. 

A direção do clube preparou um quadro com seu rosto feito a partir de várias palavras que a representa e a entregou flores. A atleta também discursou e recebeu muito carinho da torcida presente, sendo ovacionada todo o tempo, do aquecimento ao último ponto da partida. 

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Quadro entregue pelo Praia Clube a Carol Gattaz (Foto: Bruno Cunha/Praia Clube)


Afastamento das quadras

Em 2023, quando ainda defendia o Minas Tênis Clube, Gattaz rompeu o ligamento LCA (Ligamento Cruzado Anterior), no joelho direito. O tempo de recuperação foi de nove meses entre cirurgia, fisioterapia e retorno aos jogos. No ano passado, já defendendo o time de Uberlândia, ao bloquear um ataque do time Brusque, ela caiu de mau jeito e foi substituída. Depois do jogo, o time confirmou o rompimento do LCA, desta vez, do joelho esquerdo.  

Ficar sentindo esta dor, que é um pouco incapacitante pra mim, é realmente muito ruim, muito frustrante. Estou muito triste, confesso, não queria que fosse assim de jeito nenhum. Queria me despedir em quadra, jogando, ajudando o time, sendo feliz jogando voleibol como fui nesses últimos 29 anos de profissional. Mas a gente sabe que nem tudo é da forma como a gente deseja - desabafou a atleta, no mesmo post.

CarreiraGattaz começou cedo nos esportes e aos 17 anos, já atuava nas quadras de sua cidade natal, São Caetano do Sul (SP). Em 2014, ela assinou um contrato com o Minas Tênis Clube, onde jogou por 10 anos e teve uma carreira muito vitoriosa, conquistando quatro Campeonatos Mineiros, quatro Superliga, duas Taças da Copa Brasil e quatro Sul-Americano de Clubes.

Já pela Seleção Brasileira, viveu vários dramas. A primeira convocação veio em 2003, aos 22 anos. Mas a convocação para as olimpíadas só veio nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, disputados em 2021, devido a pandemia de COVID-19. 

Nas Olimpíadas de Pequim de 2008, Gattaz foi cortada às vésperas dos jogos e nos anos de 2012, em Londres e 2016, no Rio, ficou fora da lista.

Em 2024, a jogadora anunciou sua contratação pelo clube de Uberlândia, Praia Clube, e foi campeã do Sul-americano de Clubes em 2025.

 

Sequência de maus resultados levou a troca de treinadores na equipe santista
por
Gabriel Thomé
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19/03/2026 - 12h

 

Na última quinta-feira (19), o Santos, por meio de suas redes sociais,  anunciou a contratação do técnico Alexi Stival, o Cuca, para a sequência da temporada. A validade do contrato do treinador vai até o final de 2026. Ele vem para substituir o argentino Juan Pablo Vojvoda, demitido oficialmente no mesmo dia, após a derrota, em casa, por 2 a 1 para o Internacional.

O treinador de 62 anos teve um caminho  vitorioso em alguns times que treinou. Ele iniciou sua carreira no Goiás, em 2003, e teve passagens por outros grandes clubes, como Flamengo, Palmeiras e São Paulo.  No Atlético Mineiro,  Cuca, em quatro passagens,  venceu quatro Campeonatos Mineiros, um Campeonato Brasileiro, uma Copa do Brasil e uma Libertadores da América, em 2013, sendo este seu título de maior relevância. 

Cuca chega para o quarto trabalho no Alvinegro Praiano, com o objetivo de conquistar seu primeiro título como treinador na equipe santista. Sua última passagem pelo Santos ficou marcada pelo vice-campeonato da Libertadores da América, em que foi expulso na final após segurar a bola do time adversário na área técnica, em 2021. Logo após a expulsão, o Palmeiras, rival do Santos naquela final, marcou o gol que deu ao Alviverde o título. Cuca ficou marcado por essa expulsão e não saiu pela “porta da frente” do Peixe.

Seu último trabalho como treinador foi no Atlético Mineiro, que perdurou do final de Dezembro de 2024 até Agosto de 2025. Em 47 jogos, Cuca obteve um aproveitamento de 56%, com 22 vitórias, 13 empates e 12 derrotas. Ele também venceu o Campeonato Mineiro de 2025.

Cuca na última passagem pelo Atlético Mineiro
Cuca em sua última passagem pelo Atlético Mineiro, onde conquistou o Campeonato Mineiro de 2025/ Reprodução Instagram  @atletico

 

Cuca não chega com total apoio na equipe Santista. Além da última passagem conturbada, ele acumula uma polêmica fora do futebol. Em 1987, o treinador, enquanto jogador do Grêmio, foi acusado de ter  participado  de um estupro coletivo na Suiça,  durante uma excursão do time gaucho. Ele e outros jogadores da equipe foram condenados, em 1989, a quinze meses de prisão em regime aberto e uma multa de 8 mil dólares cada, mas nunca pagaram a pena. Em 2023, a defesa de Cuca solicitou que o caso fosse reaberto. O Ministério Público, entretanto, alegou não ser possível realizar um novo julgamento  pelo fato de o crime ter prescrito. Com isso, a pena do treinador foi anulada e o processo foi finalizado, o que não significa a inocência de Cuca, visto que a justiça da Suíça não avaliou o mérito do caso novamente. Esse caso colabora para uma chegada mal desejada por parte da torcida  do Alvinegro Praiano.

Nesta quinta-feira (19), o Santos divulgou em suas redes sociais as primeiras palavras de Cuca como treinador da equipe. “ Estou muito animado e muito esperançoso, e também consciente da responsabilidade que tenho neste momento difícil em que o clube vive, mas confiante em fazer um bom trabalho", afirmou o novo comandante da equipe santista.

A contratação de Cuca se deu pela demissão do então treinador Juan Pablo Vojvoda. O comandante argentino de 51 anos foi anunciado pela equipe paulista em agosto de 2025, com contrato até o final de 2026. Em 34 jogos, ele obteve dez vitórias, catorze empates e dez derrotas, com um aproveitamento de 43.%. 

Vojvoda terminou o ano de 2025 em alta, após conseguir livrar o Santos do rebaixamento no campeonato brasileiro e classificar o clube para a Copa Sul-Americana de 2026, que será disputada sob o comando do novo treinador. Por outro lado, em 2026, o Santos obteve somente quatro vitórias em dezoito jogos. Esses maus resultados vieram acompanhados de uma eliminação prematura no Campeonato Paulista, nas quartas de final para o Novorizontino.

 A demissão de Vojvoda foi confirmada após a derrota da equipe contra o Internacional, por 2 a 1, sendo esta a primeira derrota do Alvinegro em casa no ano de 2026. O gol santista foi marcado por Neymar, de pênalti. A confirmação veio momentos após a partida. A demissão foi anunciada via departamento de comunicação, o que irritou torcedores.  O presidente Marcelo Teixeira está em viagem, enquanto o diretor executivo Alexandre Mattos cumpre suspensão.

Cuca chega com a missão de recuperar um bom desempenho do Santos na temporada e retomar a confiança da torcida, em um contexto de pressão interna e de insatisfação coletiva.

Seleção do Marrocos garantiu o título no tribunal, depois de perder a final por 1x0
por
Lucas Farias Oliveira
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18/03/2026 - 12h

A Confederação Africana de Futebol anulou na terça-feira (17) o título do Senegal da Copa Africana de Nações, que ocorreu entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. O comitê alega que a seleção abandonou a partida e foi para o vestiário antes do fim do tempo regulamentar como forma de protesto à arbitragem. A saída precoce do campo configurou W.O e o resultado final ficou 3x0 para Marrocos, agora o novo campeão da CAN. 

Dentro de campo, um pênalti duvidoso foi marcado a favor da seleção marroquina. Os jogadores senegaleses indignados com a marcação se retiraram em protesto, com exceção de Sadio Mané. Após alguns minutos, o capitão da equipe foi buscar os companheiros no vestiário e os convenceu a retornar. Na cobrança do pênalti, Brahim Diaz desperdiçou a chance de marcar e na prorrogação, o Senegal se consagrou campeão.

Taça da Copa das Nações Africanas
Taça da Copa das Nações Africanas na final entre Marrocos x Senegal Fonte: Franco237/ WikiMedia Commons

De acordo com a CAF, a retirada dos jogadores feriu o artigo 84 da competição, que só permite a saída dos jogadores de campo, após o apito final ou em casos excepcionais. 

No dia 28 de janeiro, o episódio foi a julgamento pela primeira vez e, embora o Senegal tenha sido punido, o resultado do processo foi considerado brando. Em um segundo julgamento, a federação marroquina conseguiu reverter o resultado em novo julgamento, com o respaldo do regulamento da competição.

Seleção marroquina durante hino nacional
Seleção marroquina durante o hino nacional na final da Copa Africana de Nações Fonte: Laloumance/ Wikimedia Commons

Com o novo veredito, o Marrocos sobe no Ranking da FIFA e assume o quinto lugar - feito alcançado apenas por uma seleção africana, a da Nigéria, em 1994.

A federação senegalesa emitiu uma nota classificando a medida como “injusta, sem precedentes e inaceitável” e confirmou que vai levar o caso à Corte Arbitral do Esporte.

O técnico da seleção brasileira anunciou a lista de convocados para amistosos da seleção brasileira antes da Copa do Mundo
por
Érico Soares
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18/03/2026 - 12h

Na tarde da última segunda-feira (16), Carlo Ancelotti, técnico italiano da seleção brasileira, divulgou a lista dos convocados para os amistosos contra a França e a Croácia, que acontecerão no fim de março. A seletiva contou com a presença inédita de cinco jogadores e a não convocação de Neymar Jr. 

 

Os convocados são:

Goleiros:
Alisson (Liverpool), Bento (Al Nassr) e Ederson (Fenerbahçe).

Laterais: 
Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit) e Wesley (Roma). 

Zagueiros:
Bremer (Juventus), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al Ahli), Léo Pereira (Flamengo) e Marquinhos (Paris Saint-Germain).

Meio-campistas:
Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al Ittihad) e Gabriel Sara (Galatasaray).

Atacantes: 
Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Jr. (Real Madrid). 

De volta:
Endrick está de volta. Em boa fase, o jogador do Lyon, da França, acumula seis gols e quatro assistências em 12 partidas. Ele já defendeu a amarelinha, mas não havia sido convocado desde que o italiano assumiu a Canarinho. 

O camisa nove do Lyon tem três gols pela seleção. Reprodução: Instagram @endrick

Alguns nomes inéditos:
Igor Thiago, atacante que vem fazendo uma temporada goleadora pelo Brentford, com 22 gols; Rayan, ex-Vasco, que vem ganhando mais minutos entre os titulares do Bournemouth, da Inglaterra; o zagueiro Leo Pereira, que foi peça fundamental no ano vitorioso de 2025 do Rubro-negro, com a conquista do Campeonato Carioca, Brasileiro e Libertadores; o volante Danilo, que desde sua volta ao futebol brasileiro, é destaque no meio de campo do Botafogo; Ibañez, zagueiro do futebol árabe; e o meio campista Gabriel Sara, que está em alta no futebol turco.

Nomes de fora:
Rostos conhecidos como, Lucas Paquetá, Richarlison e Neymar Jr. ficaram de fora da convocação. Paquetá, desde que voltou ao futebol brasileiro, só conseguiu mostrar pequenos lampejos de sua qualidade. E apesar do gol decisivo no empate contra o Liverpool no último domingo (15), Richarlison é mais um nome fora da lista. 

 

O debate principal se deu em torno da ausência de Neymar. O jogador do Santos vem de um jogo muito abaixo do esperado contra o Corinthians no último domingo (15). Desde o começo do ano, ele não tem conseguido manter a constância nos jogos do Santos. 

"Neymar pode estar na Copa do Mundo ou não estar”, disse Ancelotti quando perguntado sobre a ausência do jogador, na coletiva de imprensa. “Ele não está 100%, mas se ele puder chegar durante a Copa do Mundo, obviamente ele pode ir”, completou o treinador. 

O italiano deixou evidente que a convocação de Neymar depende da condição física até a divulgação da lista final, em maio. Em três meses da temporada atual, Neymar tem quatro jogos, com dois gols e duas assistências.

A convocação não contou com jogadores lesionados. Estevão, Éder Militão, Bruno Guimarães e alguns outros ainda podem estar na lista final. 

Rodrygo também está fora por lesão, mas o caso dele é mais grave. O jogador do Real Madrid rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito (LCA), no começo de março, por isso não entrará mais em campo na atual temporada. Ancelotti lamentou a ausência do jogador e declarou que a seleção estará esperando por ele na Copa de 2030. 

A delegação brasileira viajará nos próximos dias para Boston, nos Estados Unidos, para enfrentar a França no Gillette Stadium, na próxima quinta-feira (26), às 17h (horário de Brasília). E a partida contra a  Croácia será no Camping World Stadium, em Orlando, no domingo (31), às 21h (horário de Brasília).

por
Rafael Pessoa
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18/03/2026 - 12h
Desenho de um homem com barba, vestido com uma roupa preta com  escudos amarelos na camisa e no shorts. Do outro lado tem um Homem sem barba e com cabelo branco de terno azul.
Cartoon feito após a ultima convocação do técnico Carlo Ancelotti, que justificou dizendo que Neymar precisa estar 100% para ser convocado.

 

Ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali, afirma que ataques inviabilizam a ida da seleção ao Mundial
por
Victória Miranda
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17/03/2026 - 12h

A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 está por um fio. Em uma declaração concedida à TV Estatal do país, na última quarta-feira (11), o Ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, afirmou que o país não possui condições de participar do torneio devido ao conflito militar contra os Estados Unidos e Israel.“Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não há circunstâncias em que possamos participar da Copa do Mundo”, disse Donyamali.

Seleção iraniana foi a terceira a se classificar para a Copa do Mundo. Foto: Reprodução/Instagram/@teammellifootball
Seleção iraniana foi a terceira a se classificar para a Copa do Mundo. Foto: Reprodução/Instagram/@teammellifootball

O anúncio ocorre em um dos momentos mais instáveis da história recente do Oriente Médio. O Irã sofre bombardeios desde o dia 28 de fevereiro, iniciados pelos governos estadunidenses e israelenses com o objetivo de acabar com o programa nuclear do país e enfraquecer o regime teocrata xiita. Ofensiva que resultou na morte do líder supremo, Ali Khamenei.

Na quinta-feira (12), seu sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, se pronunciou pela primeira vez como o novo Aiatolá. No discurso, ele lamentou a morte do pai e antecessor, pediu para países vizinhos fecharem bases americanas em seus territórios e que a população se mantenha unida e prometeu vingança pelos mortos na guerra.

No mesmo dia, o presidente estadunidense, Donald Trump, postou um comunicado em uma rede social, dizendo que a seleção do Oriente Médio será bem-vinda, mas aconselhou a equipe a não participar.

“A seleção iraniana de futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas realmente não acredito que seja apropriado que estejam lá, para a própria segurança deles. Obrigado pela atenção neste assunto! Presidente DONALD J. TRUMP”, escreveu o líder na rede "Truth".

Declaração oficial de Trump. Foto: Reprodução/@realDonaldTrump

Declaração oficial de Trump. Foto: Reprodução/@realDonaldTrump

Em resposta à declaração de Trump, a seleção iraniana rebateu e disse que ninguém pode retirá-los da competição, já que se classificaram legitimamente."A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional e seu órgão regulador é a Fifa – não qualquer indivíduo ou país. A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este grande torneio. Certamente, ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo; o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de "anfitrião", mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global", disse o comunicado publicado no perfil oficial da seleção iraniana.

Classificação para a Copa do Mundo

O país garantiu vaga em sua quarta Copa do Mundo consecutiva após terminar na liderança isolada do Grupo A da terceira fase das Eliminatórias Asiáticas no ano passado. Após os sorteios dos jogos da competição, ele está no Grupo G com Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos estão previstos para acontecer justamente nos EUA, com duas partidas em Los Angeles, cidade que abriga a maior comunidade iraniana fora do Irã (cerca de 200 mil), e uma em Seattle.

O que acontece agora?

A Copa do Mundo da Fifa será disputada entre os dias 11 de junho a 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Caso a saída da seleção iraniana seja confirmada oficialmente, a Fifa decidirá o que deve ser feito.

Há menos de 90 dias do campeonato mundial, a participação do Irã é incerta. Foto: Pixabay
Há menos de 90 dias do campeonato mundial, a participação do Irã é incerta. Foto: Pixabay

 

Segundo o artigo 6.7 do regulamento da competição, caso alguma das equipes for retirada ou excluída da Copa do Mundo Fifa 26, a Fifa pode substituir o time em questão por outra associação. Sendo assim, uma alternativa seria manter o Grupo G com apenas três seleções, o que reduziria o número de jogos e mexeria com o calendário do torneio.

Outra possibilidade seria substituir o Irã por uma seleção vinda da repescagem intercontinental e abrir uma vaga extra no mata-mata classificatório. Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname, Congo e Iraque disputam duas vagas, e uma terceira equipe poderia herdar o lugar no Mundial. Uma terceira opção é o Iraque ficar com a vaga do Irã, e os Emirados Árabes Unidos herdarem a vaga asiática na repescagem. 

De acordo com as regras da FIFA, o país desistente pode ser punido com uma multa de pelo menos 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão) caso abandone o torneio em até 30 dias antes do início. 

Se a desistência for oficializada a menos de 30 dias da estreia, o valor sobe para 500 mil francos suíços (R$ 3,2 milhões). O regulamento prevê ainda que a federação deverá reembolsar todos os valores recebidos para a preparação da equipe e contribuições relacionadas ao torneio. 

Além do prejuízo financeiro, o Comitê Disciplinar da FIFA pode aplicar sanções severas, como a exclusão de competições subsequentes da entidade. No entanto, o artigo 6.3 ressalta que, caso o abandono seja provocado por “casos de força maior reconhecidos pela FIFA” — como o atual cenário de guerra e ataques sofridos pelo país —, existe a possibilidade da seleção iraniana se livrar das punições.

Até o momento, a FIFA não se pronunciou sobre a possível desistência. Já o secretário geral da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Windsor Paul John, afirmou na manhã desta segunda-feira (16), em entrevista coletiva na sede da Confederação em Kuala Lumpur, Malásia, que a seleção iraniana ainda planeja continuar na competição.

O secretário também destacou o desejo de ver a seleção em campo: "Esperamos que resolvam seus problemas e que possam participar da Copa do Mundo”.