Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, o México se classificou após vencer a Coreia do Sul por um placar de 1 a 0. Do outro lado, a África do Sul empatou com a Tchéquia com gol no fim da partida. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:
México X Coreia do Sul
A Copa do Mundo de 2026 conheceu seu primeiro classificado para a segunda fase na noite de quinta-feira (18). O México garantiu a vaga ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, pela segunda rodada do Grupo A, no Estádio Akron, na cidade mexicana de Guadalajara.
O primeiro tempo foi morno, com poucas chances claras de gol para as duas equipes. A Coreia do Sul levou perigo aos 15 minutos, quando o atacante Son Heung-min tentou encobrir o goleiro mexicano Raúl Rangel. A finalização foi salva em cima da linha pelo volante Édson Álvarez, que afastou a bola de bicicleta.
Aos 19 minutos, foi a vez de o México assustar. Alvarado cruzou para Quiñones, que cabeceou no canto direito, mas sem força suficiente para vencer o goleiro sul-coreano. As duas seleções ainda criaram algumas finalizações ao longo da etapa inicial, mas sem grande perigo. Insatisfeita com o futebol apresentado no primeiro tempo, a torcida mexicana vaiou a seleção na saída para o intervalo.
As vaias surtiram efeito e o México voltou para o segundo tempo com postura mais agressiva. Aos 48 minutos, Gutiérrez lançou em profundidade para Gallardo em um contra-ataque. O defensor invadiu a área e finalizou rasteiro, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora.
O gol mexicano veio aos 49 minutos. Após cruzamento de Quiñones em direção a Jiménez, o goleiro sul-coreano Kim Seung-gyu falhou ao tentar segurar a bola e acabou soltando-a dentro da área. Atento ao lance, o meia Luis Romo aproveitou o rebote e não desperdiçou.
Aos 74 minutos, novamente Quiñones cruzou para Jiménez, que, desta vez, finalizou no centro do gol para defesa de Seung-gyu. Três minutos depois, o meia Lee Kang-in arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão mexicano.
No fim do jogo, o México quase ampliou a vantagem. O meio-campista Vargas arriscou um forte chute de longa distância, exigindo grande defesa do goleiro sul-coreano.
Dois minutos depois, o centroavante Cho Gue-sung cabeceou firme e parou em Rangel, que espalmou. No rebote, o atacante finalizou novamente, mas o goleiro mexicano voltou a defender e garantiu a vitória dos anfitriões.
Com a vitória, o México chegou aos seis pontos e se isolou na liderança do Grupo A, já a Coreia do Sul estacionou nos três pontos e está na vice-liderança.
Pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o México irá enfrentar a República Tcheca na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 22h pelo horário de Brasília. Já a Coreia do Sul vai duelar com a África do Sul, também na quarta-feira (24), às 22h pelo horário de Brasília.
Tchéquia X África do Sul
A segunda rodada da Copa do Mundo 2026 ocorreu na última quinta-feira (18) com o duelo entre África do Sul e Tchéquia, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Para a Tchéquia, que foi derrotada pela Coreia do Sul de virada na primeira rodada, o técnico Miroslav Koubek apostou em pequenas mudanças na escalação e no sistema tático. Koubek abandonou o 5-4-1 para usar Hlozek, antiga promessa, que hoje atua no Hoffenheim, em uma dupla de atacantes junto de Schick.
Do lado da África do Sul, após a derrota contra o México na abertura do Mundial, a grande novidade foi a presença de Oswin Appollis, ponta-esquerda e meio-campista de 24 anos que atua no Orlando Pirates.
O jogador ganhou espaço após as modificações feitas pelo técnico Hugo Broos, que precisou ajustar a equipe devido às expulsões no último jogo. Appollis trouxe velocidade e criatividade, ajudando a dar profundidade ao ataque e sendo um dos nomes observados da partida.
Logo no início do jogo, aos seis minutos, a Tchéquia abriu o placar após uma falha na saída de bola sul-africana. O lance resultou no gol mais rápido da competição até agora, marcado por Michael Sadílek, aproveitando o erro defensivo da equipe africana.
O primeiro tempo foi difícil para a seleção sul-africana, que sofreu com os encaixes da Tchéquia pelo centro. As mudanças na escalação deixaram a equipe vulnerável, e o adversário aproveitou para controlar o ritmo. A partir dos 20 minutos, no entanto, os sul-africanos começaram a crescer em campo, equilibrando a partida e mostrando mais presença ofensiva.
Após o gol sofrido, a equipe reorganizou o meio-campo, tentando neutralizar os avanços centrais da Tchequia. Appollis foi fundamental nesse processo, alternando entre a ponta e o meio para oferecer linhas de passe e desafogar a pressão adversária. O time ganhou confiança e passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas faltou precisão nas finalizações para transformar o volume de jogo em vantagem no placar.
Em jogos da Copa, a África do Sul nunca perdeu duas partidas seguidas e também conseguiu uma virada.
No segundo tempo, aos 35 minutos, a arbitragem assinalou um toque de mão de Pavel Sulc dentro da área. O meia Mokoena converteu o pênalti com segurança, empatando o jogo e inflamando a busca pela virada, que acabou não acontecendo.
As modificações feitas por Broos, especialmente a entrada de Appollis e a recomposição defensiva, explicam a dificuldade inicial da equipe em se adaptar O empate, apesar de frustrante pela busca da virada, mantém viva a tradição sul-africana de não perder duas partidas consecutivas em Copas e ainda luta pela classificação, mesmo ocupando a lanterna do Grupo A.
Os europeus jogarão contra o México, na quarta (24), no Azteca, principal estádio mexicano. Os Bafana Bafana enfrentarão a Coreia do Sul no mesmo horário, no estádio BBVA, também no México.
A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.
A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.
O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt.
A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.
A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país.
Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.
Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”. A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.
Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt. A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”.
Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica.
Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.
Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.
A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.
Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.
“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.
Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil.
A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira.
Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.
No último domingo (21), as quatro seleções do grupo H entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A Espanha confirmou o favoritismo e ganhou por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Mais tarde, em partida movimentada, Uruguai e Cabo Verde empataram em 2 a 2.
Espanha 4X0 Arábia Saudita
Espanha e Arábia Saudita se enfrentaram às 13h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. La Furia dominou os dois tempos da partida e mostrou o porquê é uma das favoritas a conquistar a Copa do Mundo. Com a vitória, os espanhóis assumiram a liderança do grupo e só precisam de um empate para se classificar.
Assim como na estreia, a Espanha controlou a posse e as ações na primeira etapa. A principal diferença foi a efetividade. Logo aos 10 minutos, Pedri interceptou o tiro de meta, Oyarzabal tabelou com Baena que devolveu uma bola enfiada na ponta esquerda. O centroavante cruzou para Lamine Yamal que se esticou todo para fazer seu primeiro gol em Copas.
Mesmo com o gol, a Fúria não diminui o ritmo. Aos 20 minutos, os espanhois cobraram um escanteio, mas a defesa saudita afastou. No rebote, Dani Olmo chutou cruzado para dentro da área. Al-Buraikan, centroavante saudita, não conseguiu tirar a bola e ela sobrou para Laporte, que ajeitou para Oyarzabal tirar do goleiro e fazer o 2 a 0.
O centroavante espanhol, que teve uma estreia contra Cabo Verde apagada, ainda deixou seu segundo tento no jogo. Aos 23 minutos, Pedro Porro cruzou na área, Cucurella ajeitou para trás, Dani Olmo cabeceou para o gol e Oyarzabal livre empurrou para o fundo da rede.
Os sauditas pouco criaram durante o primeiro tempo. Uma das suas finalizações foi feita pelo zagueiro Al-Amri, aos 35 minutos, que viu Unai Simón adiantado e arriscou um chute da intermediária do seu campo de defesa, mas errou o alvo.
Na volta do intervalo, o técnico Luis de la Fuente fez duas alterações. Saiu Lamine Yamal e Oyarzabal para a entrada de Ferran Torres e Yéremy Pino. O segundo tempo não foi diferente do primeiro, com uma Espanha superior e que logo de início já voltou a pressionar a Árabia Saudita.
Aos três minutos, a La Fúria ganhou escanteio. No cruzamento fechado, um desvio saudita lançou a bola para Cucurella livre no segundo pau. Com uma chicotada de perna esquerda, o lateral mandou para o gol e Al-Owais defendeu, mas o rebote bateu na perna de Al-Tambakti e entrou nas redes. O gol contra marcado foi o quarto espanhol.
A pressão seguiu, e com sete minutos, a Espanha chegou novamente com perigo. Em enfiada de Cubarsí para Pedro Porro, o lateral chegou bem na área e finalizou para boa defesa de Al-Owais. Ainda no rebote Ferrán Torres cabeceou para defesa tranquila do goleiro saudita que ficou com a bola.
A Árabia Saudita tentou sair um pouco mais para o jogo, mas o domínio espanhol seguiu. Apenas aos 35 minutos, em uma escapada saudita, Al-Hamdan, que veio do banco, arriscou de fora da área para a defesa segura de Unai Simón.
Já nos acréscimos, em uma troca de passes envolvente, Pedro Porro, na lateral da área, deu um passe rasteiro para Torres que empurrou livre para o fundo das redes. Após revisão da jogada, o VAR interveio e marcou o impedimento do atacante, fim de jogo 4 a 0.
Uruguai 2X2 Cabo Verde
Às 19h, Uruguai e Cabo Verde se enfrentaram no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Mesmo com boas chances para os dois lados, o jogo terminou sem um vencedor e a vida das duas seleções está em jogo na última rodada.
Após o decepcionante empate com a Arábia Saudita no primeiro jogo, Marcelo Bielsa veio com mudanças para enfrentar os Tubarões Azuis. Valverde ocupou mais a parte central do campo, enquanto Cannobio entrou na vaga de Darwin Núñez que deixou o time titular. Sanabria, que entrou bem na partida anterior, ganhou a vaga de Matías Viña na lateral esquerda.
Já a seleção de Cabo Verde, vinha de um empate heroico contra a Espanha, em que Vozinha foi o grande destaque. Mesmo com a grande partida, o técnico Bubista veio com mudanças para enfrentar a Celeste. Jovane Cabral, lesionado na primeira rodada, deixou os 11 iniciais para a entrada de Garry Rodrigues. Lanos Duarte e Livramento também foram trocados por Arcanjo e Tavares
O jogo começou com as duas seleções com os nervos à flor da pele. Com o empate de ambas na primeira rodada, esse jogo poderia definir uma possível classificação.
Aos quatro minutos, Sidney Cabral, lateral de Cabo Verde tomou o primeiro cartão amarelo da partida e está suspenso da última rodada da fase de grupos.
A seleção celeste comandou as ações nos primeiros 15 minutos de jogo. Sem conseguir criar uma chance clara, o Uruguai tentava pressionar a defesa de Cabo Verde que esperava um contra-ataque.
Aos 21 minutos de jogo, Cabo Verde fez história. Em uma cobrança de falta de muito longe, Kevin Pina marcou o primeiro gol em Copas do Mundo dos cabo-verdianos em um chute forte que passou no meio da barreira uruguaia e só parou dentro da rede de Muslera.
Após marcar o gol, os Tubarões cresceram na partida, porém o Uruguai continuou dominando as ações, mas com dificuldade para furar a defesa adversária.
Aos 44 minutos, Valverde cruzou com qualidade e Federico Viñas brigou no alto e cabeceou na trave. A bola sobrou para Maxi Araújo, herói contra a Arabia Saudita, que empurrou para a rede. O ponta marcou seu segundo gol em duas partidas na Copa. No lance do gol, a postura do Uruguai causou revolta nos jogadores de Cabo Verde. O meia Arcanjo mancava a mais de dois minutos em campo e os jogadores uruguaios não tiveram a postura do fair play e não colocaram a bola para fora para o atendimento do jogador.
Com o gol marcado, o Uruguai foi para cima para buscar a virada. Dois minutos depois, em mais um cruzamento, Cáceres encontrou Viñas pelo alto, que serviu Canobbio quase na pequena área para finalizar e vencer Vozinha no fim do primeiro tempo. A Celeste levou o 2 a 1 para o intervalo.
No segundo tempo, Uruguai voltou sem intensidade e Cabo Verde aproveitou uma trapalhada entre Mathias Oliveira e Muslera para empatar o jogo com Hélio Varela. O jogador se antecipou ao goleiro após um recuo mal feito e finalizou para o fundo das redes aos 15 minutos.
Na sequência, os cabo-verdianos saíram em rápido contra-ataque. Monteiro foi acionado na entrada da área e arriscou um forte chute que passou muito perto do travessão.
Na reta final, a Celeste teve uma ótima oportunidade em uma cobrança de falta da meia-lua da grande área, mas Valverde chutou por cima da meta defendida por Vozinha. Nos acréscimos, Canobbio recebeu uma bola do lado direito da área e mandou para Darwin Núñez na área, mas ele finalizou para a linha de fundo.
Com o apito final, Uruguai e Cabo Verde ficaram no empate por 2 a 2 e seguem vivos na briga por uma vaga nas fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. O resultado foi bastante comemorado pelos cabo-verdianos, que mais uma vez mostraram poder de reação e conquistaram mais um ponto histórico em sua primeira participação. Pelo lado uruguaio, o empate aumentou a pressão para a rodada decisiva, já que a Celeste segue sem vencer na competição.
O prêmio de melhor jogador da partida foi para Hélio Varela, autor do gol de empate na segunda etapa e peça fundamental para os Tubarões somarem mais um resultado expressivo na Copa.
Próxima rodada
Após o fim da segunda rodada, a Espanha assumiu a liderança do grupo H com quatro pontos. Logo atrás, Uruguai e Cabo Verde estão com dois pontos cada. A Arábia Saudita está em último com um ponto, mas ainda tem chances de classificação.
As seleções voltam aos gramados pela última rodada na sexta-feira (26). O Uruguai terá pela frente a Espanha, em um confronto decisivo no Estádio Akron, em Guadalajara, México. Já Cabo Verde enfrentará a Arábia Saudita no NRG Stadium, em Houston, Estados Unidos.
Ambos os jogos serão às 21h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.
No último sábado (20), as quatro seleções do grupo E entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A Alemanha saiu atrás, mas virou a partida. No outro confronto, o goleiro Eloy Room foi o destaque ao garantir o empate contra o Equador e o primeiro ponto da história do país na história do mundial.
Alemanha 2X1 Costa do Marfim
Após a goleada por 7 a 1 sobre o Curaçao na estreia, a Alemanha entrou em campo às 17h, para enfrentar a Costa do Marfim, no Estádio de Toronto, no Canadá. Os marfinenses chegaram embalados após vencerem o Equador na primeira rodada, mas não resistiram e perderam por 2 a 1.
A partida começou equilibrada com as duas seleções com uma postura ofensiva. A Alemanha teve mais posse de bola e controlou as ações, mas encontrou dificuldades para infiltrar na defesa adversária. A primeira boa oportunidade foi aos seis minutos, quando Kimmich cruzou com precisão para Havertz, que parou na grande defesa do goleiro Fofana.
Mesmo com finalizações perigosas de Musiala e Nmecha, além de um gol anulado de Pavlovic aos 21 minutos por falta no goleiro marfinense, a Alemanha não conseguiu transformar a superioridade em vantagem no placar.
Enquanto os alemães buscavam espaços no campo de ataque, a Costa do Marfim apostava nos contra-ataques, principalmente pelo lado esquerdo com Diomandé. Aos 29 minutos, a seleção marfinense abriu o marcador. Após jogada de Diomandé pela esquerda, Diallo recebeu na área e teve sua finalização bloqueada pela defesa alemã. No rebote, Franck Kessié apareceu livre para completar e fazer 1 a 0 para os Elefantes.
Aos 37, em contra ataque, Bonny recebeu na esquerda chutou colocado de fora da área, mas a bola foi fraca e Manuel Neuer agarrou com tranquilidade.
Havertz chegou a empatar ainda no primeiro tempo, mas o árbitro anulou o lance por falta na origem da jogada. Apesar de manter a posse de bola no campo ofensivo, a Alemanha não criou novas chances claras antes do intervalo.
Com o início do segundo tempo, os Elefantes controlavam o jogo e os alemães pouco ofereciam perigo. Os marfinenses também conseguiam criar chances por meio de contra-ataques de transição rápida, principalmente pela velocidade de seus pontas. Nos cinco minutos iniciais, Késsie e Oulai tiveram chances de ampliar o placar, ambos finalizaram dentro da área, mas não aproveitaram.
A Alemanha aos poucos começou a ficar mais presente no campo ofensivo, principalmente após as três mexidas de Julian Naggelsman aos 14 minutos. Dois deles, Undav e Amiri, que entraram no lugar de Musiala e Pavlovíc, foram decisivos.
Aos 23 minutos, Amiri cruzou na área e Undav finalizou de primeira para empatar o jogo. Após o gol, o jogo ficou mais lento. A Costa do Marfim não conseguia fazer suas transições rápidas e cometia erros de passe.
Os germânicos aproveitaram o cenário para crescer na partida. Aos 40 minutos, justamente numa bola interceptada na saída da defesa, Undav teve mais uma chance, agora de fora da área, mas chutou para a defesa fácil de Yahia Fofana.
Os Elefantes até tentaram gerar perigo em um contra-ataque puxado por Nicola Pépé aos 42, mas Adingra não soube finalizar na hora certa e possibilitou o contra-ataque alemão, que terminou em uma grande chance de Brown, parada pelo goleiro marfinense.
Com os acréscimos, os alemães ficaram totalmente no campo ofensivo. Logo aos 45 minutos, Amiri, de dentro da área, obrigou Fofana a fazer mais uma defesa. Dois minutos depois, Undav recebeu um belo passe de Nmecha por entre a defesa para finalizar de dentro da área sem chances para o goleiro e matar o jogo.
Com a vitória, a Alemanha chega a seis pontos, o que a garante de volta ao mata-mata da Copa após 12 anos. Pelos critérios de desempate, os germânico também garantem o primeiro lugar do grupo. Na próxima rodada, os alemães vão em busca do 100% de aproveitamento na competição.
Já a Costa do Marfim mantém sua sina de nunca ter vencido um jogo de segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Os Elefantes agora buscam a classificação histórica para o mata-mata no próximo jogo.
Equador 0X0 Curaçao
Mais tarde, às 21h, no Estádio de Kansas City, Equador e Curaçao empataram em um jogo muito movimentado, mas sem gols. O destaque da partida foi o goleiro Eloy Room, que realizou 15 defesas e se tornou o segundo guarda redes com mais bolas defendidas em uma partida de Copa.
O jogo era extremamente importante para ambas as seleções, que perderam na primeira rodada, mas ainda com chances de classificação. O Curaçao veio de uma derrota sofrida de 7 a 1 para a Alemanha e o Equador tomou um banho de água fria ao tomar o gol nos minutos finais na partida contra a Costa do Marfim.
Logo após o apito do juiz, no primeiro minuto de jogo, Enner Valencia saiu na cara do goleiro, mas finalizou mal, o que permitiu que o heroi de Curaçao começasse o seu show.
Aos sete minutos, Floranus atravessou o campo em um contra-ataque, mas chutou para fora. Depois disso, a Family Blue não viu mais a cor da bola. A seleção do Equador teve 75% de posse, e seis finalizações no gol ao decorrer do primeiro tempo, mas deixou a desejar no terço final do campo.
No segundo tempo, os irmãos Leandro Bacuna e Juninho Bacuna, de Curaçao, sofreram cartões amarelos, o que comprometeu o meio campo.
Aos 14, a seleção caribenha teve a sua maior sequência ofensiva, com três finalizações consecutivas. Em poucos segundos, Leandro Bacuna e Livano Comenencia obrigaram Hernán Galíndez a fazer duas defesas. Em seguida, Jürgen Locadia teve finalização bloqueada pela marcação equatoriana.
Na reta final da partida, Ángelo Preciado protagonizou um dos lances mais perigosos do Equador ao arriscar um chute de longa distância. A finalização surpreendeu a defesa de Curaçao e passou pelo goleiro, mas acertou o travessão. O lance aumentou a pressão equatoriana em busca da vitória, porém a equipe não conseguiu balançar as redes.
A equipe caribenha não cedeu à pressão equatoriana, e assim, o nome de Eloy Room ganhou destaque na partida por ter fechado o gol.
Mesmo com o empate, o resultado teve gosto de festa para os Blue Waves. Os jogadores, a comissão técnica e a torcida se emocionaram com o primeiro ponto conquistado do país na história da Copa, cena que marcou a transmissão.
Próxima rodada
Na última rodada da fase de grupos, o Equador precisa vencer a já classificada Alemanha para ter chances de avançar. O jogo será na próxima quinta-feira (25), no MetLife Stadium, no East Rutherford, Estados Unidos. No outro confronto, Curaçao precisa vencer a Costa do Marfim para avançar, já que o empate garante os Elefantes na próxima etapa. A partida será no Philadelphia Stadium, em Filadélfia, Estados Unidos, também na quinta-feira (25).
Ambos os jogos serão às 17h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.
Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos se classificaram após uma vitória tranquila sobre a Austrália. Por outro lado, a Turquia foi eliminada de forma antecipada após duas derrotas seguidas na competição. O revés contra o Paraguai fez com que a disputa pela classificação à próxima fase ficasse entre paraguaios e australianos. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo D:
Estados Unidos 2X0 Austrália
Na última sexta-feira (19), os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 na segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Embalados pela goleada na estreia, os donos da casa receberam novamente o apoio de sua torcida. Desta vez, o jogo foi no Lumen Field, em Seattle, e contou com um público de 66.925 pessoas.
O último encontro entre Estados Unidos e Austrália aconteceu em outubro do ano passado, em amistoso preparatório para a Copa. Na ocasião, os americanos também saíram de campo com a vitória. Do outro lado, os australianos não sabem o que é vencer os EUA desde 1992.
A partida teve dois tempos diferentes. A seleção norte-americana dominou a primeira etapa ao pressionar a bola sempre que podia e mostrar muita movimentação de seus jogadores de ataque. Na segunda metade do jogo, ao mesmo tempo em que os comandados de Mauricio Pochettino diminuíram o ritmo, os Socceroos melhoraram com as substituições e foram em busca do gol, mas sem sucesso.
Em relação às estreias, Estados Unidos e Austrália tiveram mudanças nos onze titulares. Do lado dos anfitriões, Pulisic foi desfalque para a partida devido à uma lesão na panturrilha. Já para os australianos, o treinador Tony Popovic optou por começar com Irankunda e Metcalfe, autores dos gols contra a Turquia, no banco de reservas.
Logo no primeiro minuto de jogo, a seleção norte-americana errou na saída de bola. Mo Touré recuperou a posse e chutou para a defesa do goleiro Freese. Essa oportunidade foi uma das únicas dos Socceroos durante toda a primeira etapa.
Os Estados Unidos já mostravam um maior controle da partida, até que Dest e McKennie, a dupla que funcionou muito bem no jogo, tabelaram pela direita. O ala entrou na área e finalizou, mas a bola explodiu em Burgess. Já aos dez minutos, os donos da casa encontraram o caminho do gol. Robinson acionou Balogun em velocidade, que ganhou da marcação na corrida. O atacante cruzou rasteiro para o meio, e ao invés de bloquear a chance, Burgess tocou contra sua própria meta desta vez.
A Austrália tentou uma resposta rápida na busca pelo empate. Velupillay fez um pivô e passou para Leckie, que chutou de trivela para fora. Os norte-americanos pressionavam bastante a seleção australiana, que tinha dificuldades para manter a posse. Foi dessa forma que Balogun teve uma oportunidade, porém finalizou na zaga adversária.
A segunda metade do primeiro tempo não teve tantas chances claras, mas o domínio dos EUA era nítido. A Austrália sequer conseguia sair para os contra-ataques. Até que aos 43 minutos, Robinson cobrou rasteiro uma falta próxima à linha de fundo para Dest. O camisa 2 dominou com liberdade na entrada da área e arriscou o chute. A bola desviou na defesa australiana e sobrou para Freeman, que de cabeça completou para o fundo da rede. No primeiro momento, o juiz alemão Felix Zwayer marcou impedimento. No entanto, o gol foi validado após análise do árbitro de vídeo.
Pouco antes do intervalo, Dest ainda tentou ampliar o placar de fora da área, porém parou no goleiro Beach. No início do segundo tempo, Balogun teve outra chance de praticamente garantir a vitória. O atacante recebeu em velocidade e ficou cara a cara com o goleiro australiano, mas demorou para definir e teve sua finalização travada por Circati.
Perto da metade da segunda etapa, a Austrália mostrou uma melhora depois das substituições. Primeiro, Irankunda disparou pela direita e tocou para Volpato, que chutou por cima da meta. Em seguida, a zaga estadunidense se atrapalhou e Metcalfe arriscou da meia-lua, para a defesa de Freese. O jogo, então, ficou mais aberto.
Enquanto os Estados Unidos tentavam manter a vantagem, a seleção australiana pressionou durante os 20 minutos finais. A pressão rendeu dois lances polêmicos, que poderiam ter sido pênaltis. Além disso, os Socceroos trouxeram perigo através de cruzamentos na área adversária, porém falharam nas tentativas de acertar o gol.
O juiz perdeu o controle da partida perto do fim, e os jogadores das duas seleções se envolveram em confusões em alguns lances. Antes do apito final, um lance inusitado nos acréscimos: o alemão Felix Zwayer, que encerrou o jogo aos 53 minutos, precisou de atendimento médico após sentir cãibra.
O próximo compromisso dos Estados Unidos é contra a Turquia na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. Já garantidos na primeira posição, os anfitriões chegam à terceira rodada para enfrentar a seleção turca já eliminada.
Já a Austrália, retorna a campo para enfrentar o Paraguai também na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. O jogo é um confronto direto que define a segunda e a terceira colocação do Grupo D.
Turquia 0 X 1 Paraguai
No outro jogo do grupo, o Paraguai derrotou a Turquia, em Santa Clara, na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20), por 1 a 0, no segundo jogo da fase de grupos do grupo D.
Com apenas um minuto de partida, o Paraguai encontrou o caminho do gol. Bardakçi errou na saída de bola da defesa turca, Andrés Cubas recuperou a posse e acionou Enciso. O camisa 19 encontrou Matias Galarza, jogador que ganhou vaga de titular no lugar de Damián Bobadilla, após a derrota na estreia para os Estados Unidos. O meia acertou um canhão de perna esquerda no canto do gol e abriu o placar para os paraguaios.
Aos 12 minutos, atrás no marcador, a Turquia tentou responder. Após recuperar a bola no meio-campo, Yüksek encontrou Aktürkoğlu pela direita, o atacante cruzou para a entrada da área para servir Arda Guller. O camisa 8 finalizou, mas mandou por cima do travessão.
Nos minutos seguintes, a equipe turca manteve a pressão. Aos 29, Yildiz tentou surpreender a defesa. Após uma sobra de escanteio, o camisa 11 arriscou uma bicicleta da entrada da grande área, porém não conseguiu aplicar força o suficiente e a bola parou nas mãos do goleiro Çakir, sem dificuldades.
Aos 33, Arda Guler sofreu uma falta no campo de ataque e trocou empurrões com o autor do gol paraguaio. A melhor oportunidade da Turquia surgiu justamente logo após essa falta. Foi no levantamento de Çalhanoglu para Müldür, que já estava na área, livre para cabecear. A bola bateu no travessão, depois na trave e voltou para o campo, mantendo a vantagem sul-americana.
Na reta final do primeiro tempo, o Paraguai respondeu a postura ofensiva turca. Enciso arrancou em velocidade, deixou para trás dois jogadores turcos com um belo drible, e ainda passou por outro adversário antes de ser travado no momento da finalização. A jogada arrancou aplausos da torcida e quase terminou em gol.
Pouco depois, aos 44 minutos, uma dividida entre Pittas e Yüksek originou uma nova confusão. O atacante paraguaio ficou caído no gramado após sofrer a falta, enquanto jogadores das duas equipes passaram a discutir intensamente.
A princípio, o árbitro havia sinalizado seis minutos de acréscimos. No entanto, durante o desentendimento entre as duas equipes, Miguel Almirón, camisa 10 da seleção paraguaia, cobriu a boca com a mão ao se dirigir ao turco Müldür. A atitude foi considerada passível de punição de acordo com a “Lei Vini Jr”, criada com o intuito de prevenir discriminações em campo. O árbitro então interrompeu o jogo a pedido do VAR. Depois de revisar o lance, Almirón foi expulso.
A paralisação provocada devido a todas confusões fez com que o acréscimo de seis minutos se estendesse. Antes do apito final, Yüksek arriscou uma finalização de fora da área, mas mandou por cima do travessão. Essa foi a última chance clara da Turquia na etapa inicial.
Como já era de se esperar, os turcos voltaram com tudo para o segundo tempo, agora em vantagem numérica depois da expulsão. Em menos de um minuto de jogo, a seleção encontrou duas chances. Çalhanoglu chutou por cima para Demiral que teve sua jogada defendida pelo goleiro Gill.
Mesmo com um jogador a menos, a seleção paraguaia não adotou uma postura totalmente defensiva. A equipe aproveitou os espaços deixados pela Turquia e manteve uma estratégia baseada em transições rápidas.
Aos 15 minutos, Enciso teve a chance de deixar a vitória ainda mais encaminhada para os paraguaios. Após uma jogada individual na área, o atacante passou por quatro adversários, mas finalizou para fora do gol.
A Turquia tentou responder com jogadas diretas e investidas pelas laterais, mas teve dificuldade em transformar a posse de bola em oportunidades claras. Apesar de passarem a acelerar as jogadas, os turcos mostraram grande dificuldade na tomada de decisão no terço final do campo.
Nos minutos finais, o Paraguai demonstrou controle da partida. Sem assumir riscos desnecessários, a equipe administrou a superioridade construída ainda no primeiro minuto de jogo e confirmou o resultado que manteve a seleção viva na disputa por uma vaga na próxima fase.
Por outro lado, para a Turquia, o apito final representou o encerramento adiantado da campanha, já que com a segunda derrota consecutiva, a equipe foi eliminada antes mesmo da rodada final da fase de grupos.
O Paraguai volta a campo na próxima quinta-feira (25), contra a Austrália, em Santa Clara, às 23h (horário de Brasília). A Turquia, por sua vez, enfrentará no mesmo dia e horário o anfitrião e já classificado Estados Unidos em Los Angeles.