Na última quinta-feira (19), o Santos, por meio de suas redes sociais, anunciou a contratação do técnico Alexi Stival, o Cuca, para a sequência da temporada. A validade do contrato do treinador vai até o final de 2026. Ele vem para substituir o argentino Juan Pablo Vojvoda, demitido oficialmente no mesmo dia, após a derrota, em casa, por 2 a 1 para o Internacional.
O treinador de 62 anos teve um caminho vitorioso em alguns times que treinou. Ele iniciou sua carreira no Goiás, em 2003, e teve passagens por outros grandes clubes, como Flamengo, Palmeiras e São Paulo. No Atlético Mineiro, Cuca, em quatro passagens, venceu quatro Campeonatos Mineiros, um Campeonato Brasileiro, uma Copa do Brasil e uma Libertadores da América, em 2013, sendo este seu título de maior relevância.
Cuca chega para o quarto trabalho no Alvinegro Praiano, com o objetivo de conquistar seu primeiro título como treinador na equipe santista. Sua última passagem pelo Santos ficou marcada pelo vice-campeonato da Libertadores da América, em que foi expulso na final após segurar a bola do time adversário na área técnica, em 2021. Logo após a expulsão, o Palmeiras, rival do Santos naquela final, marcou o gol que deu ao Alviverde o título. Cuca ficou marcado por essa expulsão e não saiu pela “porta da frente” do Peixe.
Seu último trabalho como treinador foi no Atlético Mineiro, que perdurou do final de Dezembro de 2024 até Agosto de 2025. Em 47 jogos, Cuca obteve um aproveitamento de 56%, com 22 vitórias, 13 empates e 12 derrotas. Ele também venceu o Campeonato Mineiro de 2025.

Cuca não chega com total apoio na equipe Santista. Além da última passagem conturbada, ele acumula uma polêmica fora do futebol. Em 1987, o treinador, enquanto jogador do Grêmio, foi acusado de ter participado de um estupro coletivo na Suiça, durante uma excursão do time gaucho. Ele e outros jogadores da equipe foram condenados, em 1989, a quinze meses de prisão em regime aberto e uma multa de 8 mil dólares cada, mas nunca pagaram a pena. Em 2023, a defesa de Cuca solicitou que o caso fosse reaberto. O Ministério Público, entretanto, alegou não ser possível realizar um novo julgamento pelo fato de o crime ter prescrito. Com isso, a pena do treinador foi anulada e o processo foi finalizado, o que não significa a inocência de Cuca, visto que a justiça da Suíça não avaliou o mérito do caso novamente. Esse caso colabora para uma chegada mal desejada por parte da torcida do Alvinegro Praiano.
Nesta quinta-feira (19), o Santos divulgou em suas redes sociais as primeiras palavras de Cuca como treinador da equipe. “ Estou muito animado e muito esperançoso, e também consciente da responsabilidade que tenho neste momento difícil em que o clube vive, mas confiante em fazer um bom trabalho", afirmou o novo comandante da equipe santista.
A contratação de Cuca se deu pela demissão do então treinador Juan Pablo Vojvoda. O comandante argentino de 51 anos foi anunciado pela equipe paulista em agosto de 2025, com contrato até o final de 2026. Em 34 jogos, ele obteve dez vitórias, catorze empates e dez derrotas, com um aproveitamento de 43.%.
Vojvoda terminou o ano de 2025 em alta, após conseguir livrar o Santos do rebaixamento no campeonato brasileiro e classificar o clube para a Copa Sul-Americana de 2026, que será disputada sob o comando do novo treinador. Por outro lado, em 2026, o Santos obteve somente quatro vitórias em dezoito jogos. Esses maus resultados vieram acompanhados de uma eliminação prematura no Campeonato Paulista, nas quartas de final para o Novorizontino.
A demissão de Vojvoda foi confirmada após a derrota da equipe contra o Internacional, por 2 a 1, sendo esta a primeira derrota do Alvinegro em casa no ano de 2026. O gol santista foi marcado por Neymar, de pênalti. A confirmação veio momentos após a partida. A demissão foi anunciada via departamento de comunicação, o que irritou torcedores. O presidente Marcelo Teixeira está em viagem, enquanto o diretor executivo Alexandre Mattos cumpre suspensão.
Cuca chega com a missão de recuperar um bom desempenho do Santos na temporada e retomar a confiança da torcida, em um contexto de pressão interna e de insatisfação coletiva.
A Confederação Africana de Futebol anulou na terça-feira (17) o título do Senegal da Copa Africana de Nações, que ocorreu entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. O comitê alega que a seleção abandonou a partida e foi para o vestiário antes do fim do tempo regulamentar como forma de protesto à arbitragem. A saída precoce do campo configurou W.O e o resultado final ficou 3x0 para Marrocos, agora o novo campeão da CAN.
Dentro de campo, um pênalti duvidoso foi marcado a favor da seleção marroquina. Os jogadores senegaleses indignados com a marcação se retiraram em protesto, com exceção de Sadio Mané. Após alguns minutos, o capitão da equipe foi buscar os companheiros no vestiário e os convenceu a retornar. Na cobrança do pênalti, Brahim Diaz desperdiçou a chance de marcar e na prorrogação, o Senegal se consagrou campeão.

De acordo com a CAF, a retirada dos jogadores feriu o artigo 84 da competição, que só permite a saída dos jogadores de campo, após o apito final ou em casos excepcionais.
No dia 28 de janeiro, o episódio foi a julgamento pela primeira vez e, embora o Senegal tenha sido punido, o resultado do processo foi considerado brando. Em um segundo julgamento, a federação marroquina conseguiu reverter o resultado em novo julgamento, com o respaldo do regulamento da competição.

Com o novo veredito, o Marrocos sobe no Ranking da FIFA e assume o quinto lugar - feito alcançado apenas por uma seleção africana, a da Nigéria, em 1994.
A federação senegalesa emitiu uma nota classificando a medida como “injusta, sem precedentes e inaceitável” e confirmou que vai levar o caso à Corte Arbitral do Esporte.
Na tarde da última segunda-feira (16), Carlo Ancelotti, técnico italiano da seleção brasileira, divulgou a lista dos convocados para os amistosos contra a França e a Croácia, que acontecerão no fim de março. A seletiva contou com a presença inédita de cinco jogadores e a não convocação de Neymar Jr.
Os convocados são:
Goleiros:
Alisson (Liverpool), Bento (Al Nassr) e Ederson (Fenerbahçe).
Laterais:
Alex Sandro (Flamengo), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit) e Wesley (Roma).
Zagueiros:
Bremer (Juventus), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al Ahli), Léo Pereira (Flamengo) e Marquinhos (Paris Saint-Germain).
Meio-campistas:
Andrey Santos (Chelsea), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al Ittihad) e Gabriel Sara (Galatasaray).
Atacantes:
Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), João Pedro (Chelsea), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinicius Jr. (Real Madrid).
De volta:
Endrick está de volta. Em boa fase, o jogador do Lyon, da França, acumula seis gols e quatro assistências em 12 partidas. Ele já defendeu a amarelinha, mas não havia sido convocado desde que o italiano assumiu a Canarinho.
O camisa nove do Lyon tem três gols pela seleção. Reprodução: Instagram @endrick
Alguns nomes inéditos:
Igor Thiago, atacante que vem fazendo uma temporada goleadora pelo Brentford, com 22 gols; Rayan, ex-Vasco, que vem ganhando mais minutos entre os titulares do Bournemouth, da Inglaterra; o zagueiro Leo Pereira, que foi peça fundamental no ano vitorioso de 2025 do Rubro-negro, com a conquista do Campeonato Carioca, Brasileiro e Libertadores; o volante Danilo, que desde sua volta ao futebol brasileiro, é destaque no meio de campo do Botafogo; Ibañez, zagueiro do futebol árabe; e o meio campista Gabriel Sara, que está em alta no futebol turco.
Nomes de fora:
Rostos conhecidos como, Lucas Paquetá, Richarlison e Neymar Jr. ficaram de fora da convocação. Paquetá, desde que voltou ao futebol brasileiro, só conseguiu mostrar pequenos lampejos de sua qualidade. E apesar do gol decisivo no empate contra o Liverpool no último domingo (15), Richarlison é mais um nome fora da lista.
O debate principal se deu em torno da ausência de Neymar. O jogador do Santos vem de um jogo muito abaixo do esperado contra o Corinthians no último domingo (15). Desde o começo do ano, ele não tem conseguido manter a constância nos jogos do Santos.
"Neymar pode estar na Copa do Mundo ou não estar”, disse Ancelotti quando perguntado sobre a ausência do jogador, na coletiva de imprensa. “Ele não está 100%, mas se ele puder chegar durante a Copa do Mundo, obviamente ele pode ir”, completou o treinador.
O italiano deixou evidente que a convocação de Neymar depende da condição física até a divulgação da lista final, em maio. Em três meses da temporada atual, Neymar tem quatro jogos, com dois gols e duas assistências.
A convocação não contou com jogadores lesionados. Estevão, Éder Militão, Bruno Guimarães e alguns outros ainda podem estar na lista final.
Rodrygo também está fora por lesão, mas o caso dele é mais grave. O jogador do Real Madrid rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito (LCA), no começo de março, por isso não entrará mais em campo na atual temporada. Ancelotti lamentou a ausência do jogador e declarou que a seleção estará esperando por ele na Copa de 2030.
A delegação brasileira viajará nos próximos dias para Boston, nos Estados Unidos, para enfrentar a França no Gillette Stadium, na próxima quinta-feira (26), às 17h (horário de Brasília). E a partida contra a Croácia será no Camping World Stadium, em Orlando, no domingo (31), às 21h (horário de Brasília).
A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 está por um fio. Em uma declaração concedida à TV Estatal do país, na última quarta-feira (11), o Ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donyamali, afirmou que o país não possui condições de participar do torneio devido ao conflito militar contra os Estados Unidos e Israel.“Desde que este governo corrupto assassinou nosso líder, não há circunstâncias em que possamos participar da Copa do Mundo”, disse Donyamali.

O anúncio ocorre em um dos momentos mais instáveis da história recente do Oriente Médio. O Irã sofre bombardeios desde o dia 28 de fevereiro, iniciados pelos governos estadunidenses e israelenses com o objetivo de acabar com o programa nuclear do país e enfraquecer o regime teocrata xiita. Ofensiva que resultou na morte do líder supremo, Ali Khamenei.
Na quinta-feira (12), seu sucessor e filho, Mojtaba Khamenei, se pronunciou pela primeira vez como o novo Aiatolá. No discurso, ele lamentou a morte do pai e antecessor, pediu para países vizinhos fecharem bases americanas em seus territórios e que a população se mantenha unida e prometeu vingança pelos mortos na guerra.
No mesmo dia, o presidente estadunidense, Donald Trump, postou um comunicado em uma rede social, dizendo que a seleção do Oriente Médio será bem-vinda, mas aconselhou a equipe a não participar.
“A seleção iraniana de futebol é bem-vinda à Copa do Mundo, mas realmente não acredito que seja apropriado que estejam lá, para a própria segurança deles. Obrigado pela atenção neste assunto! Presidente DONALD J. TRUMP”, escreveu o líder na rede "Truth".

Declaração oficial de Trump. Foto: Reprodução/@realDonaldTrump
Em resposta à declaração de Trump, a seleção iraniana rebateu e disse que ninguém pode retirá-los da competição, já que se classificaram legitimamente."A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional e seu órgão regulador é a Fifa – não qualquer indivíduo ou país. A seleção nacional do Irã, com sua força e uma série de vitórias decisivas conquistadas pelos bravos filhos do Irã, esteve entre as primeiras equipes a se classificar para este grande torneio. Certamente, ninguém pode excluir a seleção nacional do Irã da Copa do Mundo; o único país que poderia ser excluído é aquele que ostenta apenas o título de "anfitrião", mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global", disse o comunicado publicado no perfil oficial da seleção iraniana.
Classificação para a Copa do Mundo
O país garantiu vaga em sua quarta Copa do Mundo consecutiva após terminar na liderança isolada do Grupo A da terceira fase das Eliminatórias Asiáticas no ano passado. Após os sorteios dos jogos da competição, ele está no Grupo G com Bélgica, Egito e Nova Zelândia. Os três jogos estão previstos para acontecer justamente nos EUA, com duas partidas em Los Angeles, cidade que abriga a maior comunidade iraniana fora do Irã (cerca de 200 mil), e uma em Seattle.
O que acontece agora?
A Copa do Mundo da Fifa será disputada entre os dias 11 de junho a 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Caso a saída da seleção iraniana seja confirmada oficialmente, a Fifa decidirá o que deve ser feito.

Segundo o artigo 6.7 do regulamento da competição, caso alguma das equipes for retirada ou excluída da Copa do Mundo Fifa 26, a Fifa pode substituir o time em questão por outra associação. Sendo assim, uma alternativa seria manter o Grupo G com apenas três seleções, o que reduziria o número de jogos e mexeria com o calendário do torneio.
Outra possibilidade seria substituir o Irã por uma seleção vinda da repescagem intercontinental e abrir uma vaga extra no mata-mata classificatório. Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname, Congo e Iraque disputam duas vagas, e uma terceira equipe poderia herdar o lugar no Mundial. Uma terceira opção é o Iraque ficar com a vaga do Irã, e os Emirados Árabes Unidos herdarem a vaga asiática na repescagem.
De acordo com as regras da FIFA, o país desistente pode ser punido com uma multa de pelo menos 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão) caso abandone o torneio em até 30 dias antes do início.
Se a desistência for oficializada a menos de 30 dias da estreia, o valor sobe para 500 mil francos suíços (R$ 3,2 milhões). O regulamento prevê ainda que a federação deverá reembolsar todos os valores recebidos para a preparação da equipe e contribuições relacionadas ao torneio.
Além do prejuízo financeiro, o Comitê Disciplinar da FIFA pode aplicar sanções severas, como a exclusão de competições subsequentes da entidade. No entanto, o artigo 6.3 ressalta que, caso o abandono seja provocado por “casos de força maior reconhecidos pela FIFA” — como o atual cenário de guerra e ataques sofridos pelo país —, existe a possibilidade da seleção iraniana se livrar das punições.
Até o momento, a FIFA não se pronunciou sobre a possível desistência. Já o secretário geral da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Windsor Paul John, afirmou na manhã desta segunda-feira (16), em entrevista coletiva na sede da Confederação em Kuala Lumpur, Malásia, que a seleção iraniana ainda planeja continuar na competição.
O secretário também destacou o desejo de ver a seleção em campo: "Esperamos que resolvam seus problemas e que possam participar da Copa do Mundo”.








