Com a vitória, Sul-africanos garantem classificação em segundo no grupo, atrás dos mexicanos
por
Enrico Peres
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Marina Garcia
|
01/07/2026 - 12h

Na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, o México venceu a República Tcheca por 3 a 0 e segue invicto na competição. Já no outro jogo da chave, a África do Sul venceu a Coreia do Sul, de virada, e garantiu a classificação para a próxima fase. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:

República Tcheca 0X3 México

Em jogo válido pela última rodada do Grupo A, a seleção mexicana, já classificada, enfrentou a Tchéquia na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, e encerrou a participação das duas seleções na fase de grupos.

Para o jogo, ambos os times vieram com força total, sem desfalques notáveis que obrigassem os experientes Javier Aguirre e Miroslav Koubek a mexer nos 11 iniciais.

Com a necessidade da vitória para se classificar, foi a Tchéquia quem deu gás ao começo do jogo. Aos sete minutos, Coufal lançou Sulc em profundidade pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, onde Visinsky apareceu livre e finalizou rasteiro, mandando a bola para fora, muito perto da trave direita do goleiro Rangel.

Em seguida, foi a vez do México responder. Aos nove minutos, Romo recebeu na entrada da área e encontrou Martínez livre pela ponta direita. O atacante cruzou para a área, mas o zagueiro Krejčí afastou de cabeça. Na sobra, após um bate-rebate, Edson Álvarez finalizou da entrada da pequena área e mandou a bola por cima do gol defendido por Kovář.

Os anfitriões continuaram a pressionar e, aos 38 minutos, em uma troca de passes na entrada da área, Alvarado encontrou Sánchez livre pela ponta direita. O atacante dominou e finalizou cruzado, mas Kovář fez boa defesa. As duas seleções terminaram a primeira etapa sem gols.

O primeiro gol da partida saiu aos nove minutos do segundo tempo. Após uma bela sequência de dribles, Romo se livrou da marcação de três jogadores tchecos e tocou para Chávez, que arrancou pela ponta direita, deixou Sadílek para trás e finalizou com categoria no canto de Kovář.

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A partida contra a Tchéquia foi apenas a primeira de Mateo Chávez como titular pelo México na Copa. Foto: Reprodução/FIFA

 

Cinco minutos depois, aos 14, saiu o segundo gol mexicano. Gilberto Mora dominou a bola na intermediária e avançou até encontrar Sánchez. O lateral se livrou da marcação de Červ e invadiu a área, mas parou em grande defesa de Kovář. Na sequência, Holeš tentou afastar o perigo, porém a bola rebateu em Sánchez e sobrou para Quiñones, que apenas empurrou para o gol vazio e ampliou a vantagem mexicana.

Aos 32 minutos, com o jogo resolvido, o técnico Aguirre promoveu a entrada de Ochoa. Aplaudido pelos companheiros e por todo o estádio, o camisa 13 entrou em campo pela quarta vez em uma Copa do Mundo e tornou-se, junto de Messi e Cristiano Ronaldo, um dos únicos da história a disputar seis edições do torneio. Embora tenha seis participações no total, ele não chegou a atuar nas edições de 2006 e 2010, sendo titular apenas em 2014, 2018 e 2022.

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Mesmo sendo convocado em seis oportunidades, Guilhermo Ochoa é apenas o sexto mexicano com mais jogos em mundiais. Foto: Reprodução/FIFA

 

O terceiro e último gol saiu nos acréscimos. Após um belo tiro de meta de Ochoa, Santiago Giménez fez o pivô sobre Hranáč e deixou a bola passar para Alvarado, livre pela ala. O meia devolveu para Giménez dentro da área, mas o atacante finalizou em cima de Kovář. Na sequência, a bola rebateu e sobrou para Alvarado, que tocou para Fidalgo na entrada da área. O camisa 8 acertou um belo chute no ângulo e fechou o placar com vitória de 3 a 0. 

Com a vitória, o México garantiu a liderança do Grupo A, com três vitórias em três jogos, nove pontos conquistados e nenhum gol sofrido. A seleção mexicana possui uma das melhores defesas da Copa do Mundo até o momento, ao lado da Espanha, que até o momento, também não foi vazada.

Os ”El Tri” venceram quatro partidas consecutivas da Copa do Mundo FIFA pela primeira vez, tornando-se a primeira equipe da Concacaf a alcançar esse feito, depois de superar a Arábia Saudita em sua última partida no Catar 2022 e emendar as três vitórias consecutivas da fase de grupos, a primeira vez que a seleção venceu seus três jogos nesta fase. 

O resultado também marcou a segunda vez que o México avançou pela fase de grupos sem sofrer gols, repetindo o que havia feito em 1970, quando sediou a competição pela primeira vez. Além disso, a equipe ficou invicta na fase de grupos do torneio em seis ocasiões (1970, 1986, 1998, 2002, 2014 e 2026) e se tornou a primeira nação da Concacaf a somar 20 vitórias na história da Copa do Mundo. 

Com apenas um ponto somado, a Tchéquia encerrou sua participação na quarta colocação do Grupo A e ampliou o jejum sem classificações para o mata-mata, que já dura desde 1990.

A seleção mexicana enfrenta, na terça-feira (30), às 22h (horário de Brasília) a equipe do Equador. A partida válida pelos 16 avos de final acontece novamente no Estádio Azteca, na Cidade do México.

África do Sul 1X0 Coreia do Sul

 

No outro jogo do grupo A, a África do Sul venceu a Coreia do Sul por 1 a 0, no Estádio de Monterrey, em Guadalupe. Com a vitória, os sul-africanos garantiram pela primeira vez em sua história uma vaga no mata-mata da Copa do Mundo. 

O início da partida foi equilibrado, com alternância de posse de bola e dificuldades da seleção sul-africana em encontrar espaços. Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, o meia atacante Appollis e o volante Mbatha, tiveram chances claras de gol, mas não conseguiram abrir o placar. A ausência de Mokoena, principal jogador da equipe, foi sentida no primeiro tempo. O meio campista da seleção africana foi suspenso após acumular dois cartões amarelos. Ele é considerado o grande motor do meio campo e exerce liderança técnica dentro dos gramados. 

A Coreia do Sul buscava explorar o avanço do seu lateral-esquerdo, Lee Tae-seok, que se posicionava justamente no setor mais atacado pela África do Sul. Ainda assim, foi por ali que surgiu o lance decisivo. Aos 17 minutos do segundo tempo, em contra-ataque veloz, Tshepang Moremi - que havia acabado de entrar - arrancou pela esquerda, fintou a defesa e cruzou com precisão. A bola encontrou o ponta-direita Thapelo Maseko, que dominou e finalizou de canhota no canto esquerdo do goleiro Williams para marcar o gol da vitória da África do Sul.

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Autor do gol da classificação da África do Sul, Thapelo Maseko foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/FIFA  

 

A Coreia do Sul não mudou sua postura tática utilizada nos outros jogos e novamente apostou em dominar a posse da bola, com passes curtos entre os jogadores de meio-campo para controlar as ações da partida. O destaque Heung-min Son começou na reserva por opção técnica do treinador Hong Myung- Bo e entrou no início da segunda etapa, porém não criou chances de gols para a equipe. O técnico sul-coreano, em sua entrevista coletiva após a partida, assumiu a culpa da derrota, porque fez mudanças drásticas na escalação: “Acho que tomei decisões erradas e esse foi o motivo do resultado ruim”, disse.

O técnico da Seleção sul-africana, Hugo Broos, apesar da ausência de seu principal jogador, armou sua equipe baseada em contra-ataques velozes, diferente do estilo adotado contra o México, e conseguiu manter a equipe conectada, se apoiando e se defendendo com intensidade. O treinador belga se emocionou ao final da partida: a seleção, em sua quarta Copa do Mundo, resgatou a confiança da torcida sul-africana e fez história ao levar os Bafana Bafana ao mata-mata.

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Depois das eliminações na fase de grupos nos Mundiais de 1998, 2002 e 2010, os Bafana Bafana alcançaram o mata-mata pela primeira vez. Foto: Reprodução/Instagram/@bafanabafanaofficial

 

 

A vitória representou uma verdadeira virada de chave no Grupo A. A África do Sul começou a última rodada na lanterna, mas com a vitória sobre a Seleção sul-coreana, chegou aos quatro pontos e avançou na vice-liderança graças ao triunfo e à combinação de resultados do grupo. 

Agora, os Bafana Bafana enfrentam o Canadá no domingo (28), no Estádio de Los Angeles, às 16h (horário de Brasília). Já a Coreia do Sul terminou a rodada na terceira posição com três pontos. Com a esperança de ser classificada como uma dos oito melhores terceiros lugares, a combinação de resultados dos outros grupos não favoreceu a equipe asiática, que deu adeus ao torneio.

Com vitória na última rodada, Senegal termina entre os oito melhores terceiros colocados; França vence a Noruega e avança de forma invicta à próxima fase
por
Caio Moreira
Guilherme Periotto
João Bueno Barbosa
Pedro José Zolési
|
29/06/2026 - 12h

Na última sexta-feira (26), as seleções do Grupo I entraram em campo pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida disputada sem Haaland e Ødegaard, a Noruega foi derrotada pela França por 4 a 1, com grande atuação de Ousmane Dembélé. Com o resultado, os franceses encerraram a primeira fase com 100% de aproveitamento e garantiram a liderança do grupo. No outro confronto, Senegal goleou o Iraque por 5 a 0, terminou entre os oito melhores terceiros colocados e assegurou a vaga no mata-mata do Mundial. 

 

França 4x1 Noruega 

A França confirmou a liderança do Grupo I da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Noruega por 4 a 1, nesta sexta-feira (26), no Estádio de Boston, pela terceira rodada da fase de grupos. Em uma atuação dominante desde os primeiros minutos, Ousmane Dembélé foi o grande destaque da partida ao comandar a vitória francesa e assegurar a primeira colocação da equipe no grupo.

A seleção norueguesa entrou em campo com uma equipe praticamente reserva. Erling Haaland e Martin Odegaard, principais estrelas do time, começaram a partida no banco de reservas, enquanto apenas Aursnes foi mantido entre os titulares.

Do outro lado, a França promoveu quatro alterações em relação ao último confronto: Théo Hernandez retornou na vaga de Digne, Lacroix substituiu Saliba, Tchouaméni entrou no lugar de Rabiot e Désiré Doué retomou a posição entre os titulares no lugar de Barcola.

Os franceses também tiveram uma ausência importante fora das quatro linhas. O técnico Didier Deschamps não comandou a equipe à beira do gramado após retornar à França para acompanhar o velório de sua mãe.

Mesmo sem seu treinador no banco, a França mostrou, desde os primeiros segundos, qual seria sua postura dentro de campo. Com apenas 22 segundos de jogo, Kylian Mbappé recebeu passe de Ousmane Dembélé e finalizou com perigo, obrigando o goleiro Selvik a fazer a primeira defesa da partida.

Rapidamente, a pressão inicial se transformou em vantagem no placar. Aos 7 minutos, após passe de Mbappé, Dembélé dominou, puxou para a perna direita e finalizou cruzado, tirando qualquer chance de defesa do goleiro norueguês e colocando a França em vantagem no placar.

Nos minutos seguintes, o domínio francês seguiu sendo absoluto. Mbappé, Doué e Michael Olise criaram boas oportunidades e quase ampliaram, mas foi novamente Dembélé quem apareceu para marcar. Aos 20 minutos, o atacante recebeu um novo passe de Mbappé, cortou para a esquerda e acertou um chute colocado, ampliando para 2 a 0 e confirmando o excelente início de partida da equipe francesa.

A resposta norueguesa veio imediatamente. Logo na saída de bola, aos 21 minutos, a Noruega conseguiu diminuir a diferença no placar. Após passe de Schjelderup, Aasgaard recebeu dentro da área, aplicou um drible de corpo em Upamecano e finalizou no contrapé do goleiro Maignan.

A reação norueguesa durou pouco. Aos 32 minutos, Ousmane Dembélé voltou a aparecer para praticamente definir o confronto ainda no primeiro tempo. Após receber novamente em velocidade, o atacante finalizou com a perna esquerda, em um chute colocado, sem chances de defesa para Selvik, completando seu hat-trick e ampliando para 3 a 1.

 

Ousmane Dembelé comemorando seu terceiro gol na partida.
Ousmane Dembelé comemorando seu terceiro gol na partida. Foto: Reprodução/Instagram/@equipedefrance

Mesmo com a vantagem confortável, a França manteve a intensidade ofensiva e continuou pressionando até o intervalo. Mbappé ainda teve a chance de ampliar após erro na saída de bola da defesa norueguesa. 

A primeira etapa terminou com amplo domínio francês e uma vantagem confortável no placar.

No segundo tempo, a Noruega parecia ter se encontrado em campo. Com uma troca de passes mais consciente e maior posse de bola, os Vikings tiveram seu primeiro momento de superioridade na partida.

Logo no início da segunda metade, aos 47 minutos, Oscar Bobb recebeu uma bola enfiada no lado direito da área francesa e, após se livrar de dois marcadores, sofreu um pênalti que confirmava a postura norueguesa. No entanto, o centroavante Larsen desperdiçou a cobrança, em um chute rasteiro no canto esquerdo do gol que contou com a defesa de Maignan.

Embora a Noruega tenha conseguido manter a posse por ainda mais tempo, o controle do jogo seguiu nas mãos da seleção da França. O time de Deschamps, mesmo sem a bola, apresentou mais perigo do que seus adversários nas escapadas de contra-ataque, que a seleção norueguesa não conseguiu acompanhar efetivamente. A ausência de Haaland e Ødegaard prejudicou o esquema tático do time, tanto nas ações com bola quanto sem ela, principalmente no âmbito ofensivo.

A noite inspirada de Maignan foi um grande fator na vitória francesa. Aos 26 minutos de jogo, em uma roubada de bola, o meio-campista Thelo Aasgard achou um passe que pegou a defesa adversária desorganizada e deixou Oscar Bobb livre de frente ao gol. Porém, o atacante parou em uma grande defesa do paredão francês.

O panorama da partida seguiu o mesmo até o final. Poucas oportunidades claras de gol, devido a posse pouco efetiva da Noruega, que não trouxe perigo defensivo aos franceses. Aos 35 minutos, em mais uma escapada francesa pelos lados do campo, Barcola recebeu uma bola enfiada do lado esquerdo, que deixou o jogador em boa posição para cruzar, mas parou em uma boa defesa do goleiro norueguês.

Já no final da partida, aos 48 minutos de jogo, a França conseguiu ampliar o placar. Barcola, novamente pelo lado esquerdo, foi feliz em uma jogada individual. Após driblar o marcador da Noruega, cruzou a bola para a grande área e achou Désiré Doué livre, que mal precisou sair do chão para cabecear no canto direito do goleiro e marcar o quarto gol francês na partida, o seu primeiro em Copas do Mundo.

O juiz apitou o fim de jogo aos 50 minutos. A vitória francesa por 4 a 1 afirmou o favoritismo desse time e garantiu a liderança do grupo. Agora, a França enfrentará a Suécia na próxima terça-feira (30), pelos 16 avos de final. 

Enquanto isso, a Noruega avançou na segunda posição, com uma ótima campanha em um grupo considerado um dos mais difíceis desta edição. Os noruegueses também voltam ao campo na próxima terça-feira, contra a Costa do Marfim, visando uma vaga nas oitavas de final.


Senegal 5x0 Iraque
 

A seleção de Senegal encerrou a última rodada do Grupo I com vitória de 5 a 0 sobre o Iraque, no Estádio de Toronto. O resultado garantiu a classificação da seleção para os 16 avos de final. Os senegaleses terminaram a fase de grupos na oitava posição entre os oito melhores terceiros colocados, assegurando vaga na próxima fase. 

Do outro lado, o Iraque entrou em campo já eliminado, mas determinado a encerrar sua participação na Copa do Mundo de forma competitiva. O técnico Jesús Casas promoveu mudanças na equipe, dando oportunidade a jogadores que haviam atuado menos durante a fase de grupos. No entanto, os Leões da Mesopotâmia encontraram dificuldades desde os primeiros minutos e viram a situação se complicar ainda mais com a expulsão de um defensor no primeiro tempo, fator que praticamente definiu o rumo da partida.

O comandante Pape Thiaw, da seleção de Senegal, escalou a equipe com mudanças em todos setores do time, com lesão no joelho, o goleiro Mendy foi substituído por Mory Diaw. O zagueiro Seck entrou no lugar do experiente Koulibaly, e ainda na defesa, o lateral esquerdo Jakobs tomou a vaga de Diouf que fez uma partida abaixo contra a Noruega. Já no meio-campo Idrissa Gueye foi para o banco para a entrada de Habib Diarra. A última mudança ocorreu no setor ofensivo, onde saiu Nicolas Jackson para a entrada do jovem Mbaye.

Os Leões de Teranga eram favoritos pela primeira vez diante de um um adversário do grupo e, com apenas 4 minutos de jogo, já mostraram o porquê da superioridade. Camara cobrou escanteio na cabeça de Seck, que viu seu remate desviar no pé de Diarra antes de parar no fundo das redes.

Comemoração do primeiro gol de Senegal.
Comemoração do primeiro gol de Senegal. Foto: Reprodução/Fifa

Nove minutos depois, aos 13, Rebin Sulaka cometeu uma falta clara de gol em Sadio Mané e foi expulso. 

Após a expulsão do zagueiro iraquiano, era questão de tempo para um domínio total dos africanos, porém a equipe sofreu ofensivamente. O time tinha a posse de bola, mas, assim como no jogo contra a Noruega, foi pouco efetivo, e só chegou perto de marcar novamente aos 32 minutos, em uma jogada armada por Sadio Mané. O camisa 10 tocou para o lateral Jakobs na entrada da área pela esquerda, que chutou com perigo, mas para fora do gol.

Sem conseguir reorganizar o sistema defensivo com um jogador a menos, o Iraque praticamente não levou perigo ao gol de Mory Diaw. A equipe apostava em raros contra-ataques, mas encontrava dificuldades para manter a posse de bola e escapar da forte marcação senegalesa.

Senegal desperdiçou outra chance, desta vez nos pés do craque do time. Nos acréscimos do primeiro tempo, Mané, com sua clássica jogada na ponta esquerda do campo deixou dois marcadores para trás na velocidade, e dentro da área finalizou com perigo por cima do gol.

No segundo tempo da partida, os Leões de Teranga impuseram seu ritmo. Aos 11 minutos, após um corte errado da defesa iraquiana, Camara levou a melhor na disputa, costurou a defesa e tocou dentro da pequena área para Ismaila Sarr balançar as redes. Após o segundo gol, Pape Thiaw mudou o time visando aumentar o saldo de gols de Senegal. Saíram Mbaye, Camara e Diarra, para a entrada de Iliman Ndiaye, Nicolas Jackson e Pape Gueye.

Depois, aos 13 minutos, o comandante senegalês tirou o zagueiro amarelado Seck, para a entrada de mais um meio-campista, Pathé Ciss. Com o time mais ofensivo, Ismaila Sarr roubou a bola no campo de ataque pela direita, tocou a bola para Pape Gueye chutar com a parte interna do pé e marcar o gol que tirava o saldo negativo dos senegaleses. Com o jogo confortável, Senegal não parou de atacar. Aos 26 minutos, Mané encontrou Jackson livre de marcação dentro da área. O camisa 11 passou para o lateral Jakobs, na linha de fundo, que cruzou para grande área, onde Ndiaye escorou para Pape Gueye empurrar a bola para o fundo do gol.

Pape gueye após marcar seu segundo gol na partida. Foto: Reprodução/Fifa
Pape gueye após marcar seu segundo gol na partida. Foto: Reprodução/Fifa

Aos 36 minutos, Thiaw mudou novamente. Dessa vez, com o objetivo de descansar um dos principais atacantes do time, Ismaila Sarr saiu para a entrada de Assane Diao. Logo após a mudança, Pape Gueye roubou a bola no meio-campo, passou para o seu garçom da partida, Ndiaye, que finalizou com uma bomba no canto esquerdo do goleiro.

Com o resultado praticamente definido, o resto da partida foi marcado por controle e domínio senegalês. Sem forças para reagir, o Iraque apenas administrou os minutos finais e encerrou sua campanha sem conquistar pontos no Grupo I. Do outro lado, os Leões de Teranga, se preparam para a disputa dos 16 avos de final. A equipe volta a campo na próxima quarta-feira (1°), às 17h (de Brasília), contra a Bélgica.

Bósnios e canadenses avançam pela primeira vez ao mata-mata da Copa do Mundo
por
Alice Begnini
Amanda Campos
Carolina Nader
Guilherme Romero
|
29/06/2026 - 12h

Na última quarta-feira (24), às 16h (de Brasília), as seleções do Grupo B entraram em campo pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A Suíça venceu o Canadá por 2 a 1, chegou aos sete pontos e garantiu a liderança da chave. No outro confronto, a Bósnia derrotou o Catar por 3 a 1, fez história ao terminar entre os oito melhores terceiros colocados e garantiu, pela primeira vez, a classificação para o mata-mata do Mundial. 

Suíça 2x1 Canadá

Nesta quarta-feira (24), Suíça e Canadá protagonizaram uma partida pouco movimentada, em Vancouver, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. No confronto que valia a liderança do Grupo B, as duas seleções buscaram o ataque, mas encontraram dificuldades para transformar as oportunidades criadas em gol. Apesar disso, os suíços levaram a melhor pelo placar de 2 a 1. 

Na primeira etapa, a equipe suíça teve maior controle da posse de bola e tentou pressionar no campo ofensivo, enquanto os canadenses apostaram na velocidade para explorar os contra-ataques. Apesar da intensidade da partida, as defesas levaram a melhor sobre os ataques durante os 45 minutos iniciais. Com poucas chances claras de gol e forte disputa no meio-campo, o placar permaneceu zerado até o intervalo.

Após uma primeira etapa equilibrada e sem gols, a Suíça retornou dos vestiários com uma postura mais ofensiva e passou a pressionar o Canadá desde os primeiros minutos. A estratégia deu resultado rapidamente. Logo no início da etapa final, Rúben Vargas aproveitou uma jogada trabalhada pelo setor ofensivo suíço para abrir o placar e colocar sua equipe em vantagem no confronto que valia a liderança do Grupo B. O gol aumentou a confiança dos europeus, que passaram a controlar as ações da partida.

Ruben Vargas, autor do primeiro gol da Suíça. 
Ruben Vargas, autor do primeiro gol da Suíça. Foto: Reprodução/Instagram @swissnatimen 

Com mais posse de bola e organização tática, a Suíça continuou criando oportunidades e dificultando a saída de jogo canadense. A pressão resultou no segundo gol aos 11 minutos, quando Johan Manzambi finalizou com precisão após um rápido contra-ataque. A vantagem de dois gols deixou os suíços em situação confortável e obrigou o Canadá a buscar alternativas para voltar ao jogo.

Em desvantagem, a seleção canadense passou a ocupar mais o campo ofensivo e intensificou as investidas em busca da reação. A equipe criou algumas chances e encontrou espaços na defesa adversária, aumentando o ritmo da partida. O esforço foi recompensado aos 30 minutos, quando Promise David aproveitou uma oportunidade dentro da área para diminuir o placar e recolocar os canadenses na disputa pelo resultado.

Tani Oluwaseyi e Promisse David após o gol da seleção canadense.
Tani Oluwaseyi e Promisse David após o gol da seleção canadense. Foto: Reprodução/Instagram/@canadasoccer 

O gol animou o Canadá, que cresceu na reta final do confronto e pressionou mais em busca do empate. Os minutos finais foram marcados por um jogo mais aberto, com os canadenses avançando suas linhas e os suíços apostando nos contra-ataques para tentar definir a partida. Apesar da pressão, a equipe Rossocrociati conseguiu neutralizar as principais investidas adversárias e administrar a vantagem até o apito final.

Após a partida, a Suíça confirmou a liderança do Grupo B e encerrou a fase de grupos com uma campanha consistente com sete pontos, garantindo vaga nos 16 avos de final. A seleção enfrentará a Argélia, na próxima sexta-feira (3), visando uma vaga mas oitavas de final. 

O Canadá garantiu a classificação para a fase eliminatória da Copa do Mundo pela primeira vez na história ao terminar na segunda colocação do Grupo B, com quatro pontos. Agora, os canadenses enfrentarão a África do Sul nos 32 avos de final da Copa do Mundo no próximo domingo (28). 

Catar 1x3 Bósnia 

Na última quinta-feira (25), Catar e Bósnia se enfrentaram no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, em uma partida cercada por pressão e pela necessidade de vitória das duas equipes para manterem vivas as chances de classificação na Copa do Mundo. A Bósnia levou a melhor, venceu por 3 a 1 e garantiu sua classificação para a próxima fase do Mundial. 

O destaque da partida foi o capitão da Bósnia, Edin Dzeko, ídolo do país que chegou a marca de 150 jogos com a camisa da seleção. O atacante que estava em comemoração pelo feito, chegou ao seu sétimo gol com a camisa da Bósnia e se tornou o maior nome da história do país no futebol.

 Edin Dzeko durante partida contra o Catar.
Edin Dzeko durante partida contra o Catar. Foto: Reprodução/Instagram/@edindzeko

A Bósnia começou melhor na partida e abriu o placar aos 28 minutos com um belo gol marcado pelo jovem atacante Alajbegović, de 28 anos, que balançou as redes com uma finalização forte e precisa de fora da área. Demonstrando uma equipe com grande intensidade e controle no ataque e na defesa.

Cinco minutos depois, a vantagem aumentou para o lado bósnio. Após uma finalização forte do capitão Dzeko, a bola desviou e terminou em um gol contra de Mahmud Abunada. Mesmo com a superioridade no placar, a equipe continuou trabalhando a posse de bola, tentando reduzir os espaços da área defensiva. Com o passar dos minutos, o jogo ficou mais equilibrado. O Catar passou a intensificar sua presença ofensiva e buscou jogadas mais rápidas, mas sofreu com a forte marcação da seleção adversária.

Os catarianos começaram o duelo em um ritmo abaixo do esperado, com muitas dificuldades para encontrar passes diante da forte pressão dos bósnios. Apesar disso, no decorrer do jogo, a equipe se ajustou e passou a encontrar brechas no sistema defensivo do adversário. 

Na reta final do primeiro tempo, o Catar mostrou mais organização ofensiva e conseguiu aproveitar melhor as oportunidades que surgiram, diminuindo a desvantagem no placar com gol de Hassan Alhaydos, aos 42 minutos. O gol deu confiança à equipe, que terminou a etapa inicial em ascensão, pressionando mais o adversário e equilibrando a partida nos minutos finais antes do intervalo.

Apesar de um segundo tempo menos movimentado, a Bósnia manteve a intensidade e a agressividade, embora tenha adotado uma postura mais recuada para explorar os contra-ataques. A etapa foi marcada pelo aumento das faltas e dos duelos físicos, enquanto o Catar passou a ter maior posse de bola em busca de espaços para reagir na partida.

Quase no final do jogo, aos 35 minutos do segundo tempo, Ermin Mahmic marcou o terceiro gol da Bósnia no jogo, encerrando a participação da seleção na primeira fase do torneio com um 3 a 1 no placar. Com o resultado, o país confirmou sua classificação para a próxima fase como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos da Copa do Mundo 2026. A Bósnia volta a campo na próxima quarta-feira (1°), às 21h (de Brasília), contra os Estados Unidos.

 

Na última rodada do grupo H, o Uruguai perdeu e, pela segunda Copa seguida, caiu na fase de grupos; já a Arábia Saudita não conseguiu a vitória e também está eliminada
por
Kaleo Ferreira
Jorge Zats
Pedro Premero
Pedro Timm
|
29/06/2026 - 12h

Na última sexta-feira (26), às 21h, os classificados do Grupo H da Copa do Mundo 2026 foram decididos na última rodada da fase de grupos. A Espanha venceu o Uruguai por 1 a 0 e garantiu o primeiro lugar do grupo. Cabo Verde e Arábia Saudita empataram em 0 a 0, resultado que deu a classificação para os Tubarões Azuis.

Uruguai 0X1 Espanha

Espanha e Uruguai jogaram no Estadio Akron, em Guadalajara, no México. Com ajuda da falha de Fernando Muslera, o único gol da partida foi marcado por Álex Baena. A vitória simples assegurou a primeira posição do grupo H para os espanhóis e eliminou os uruguaios.

A imagem mostra jogadores espanhóis comemorando
Espanha e México são as únicas seleções que não sofreram gol nesta copa. Reprodução: X/@SEFutbol

As duas seleções chegaram de formas diferentes para o confronto. Enquanto os uruguaios estavam pressionados pela própria torcida para conquistar a primeira vitória no mundial e evitar mais um vexame no século, os espanhóis, favoritos para o jogo, precisavam de uma vitória magra para se classificar em primeiro.

A partida começou com o Uruguai errando uma saída de bola que resultou em uma jogada perigosa para a Espanha. Com um minuto de jogo, Lamine Yamal roubou a bola de Bentancur e acionou Oyarzabal, que cruzou rasteiro, porém Cáceres desviou e quase fez gol contra.

A Celeste, para responder a boa chance do adversário, agiu rápido e quatro minutos depois teve a sua primeira oportunidade no jogo. Em um cruzamento de muito longe feito por Maxi Araújo, o goleiro espanhol Unai Simón errou o tempo de bola e a deixou viva dentro da área, mas nenhum jogador uruguaio conseguiu aproveitar a falha.

La Furia conseguiu impor mais ritmo na partida e tinha maior posse de bola. Aos 20 minutos, ela chegou novamente perigo. Em um escanteio cobrado por Baena, Muslera saiu errado do gol e deu a oportunidade para Cubarsí cabecear para o gol, mas ele errou.

O Uruguai mesmo sem ter tanto a bola conseguiu assustar os espanhóis aos 26 minutos. Valverde comandou uma pressão alta e roubou a bola de Rodri. O meia do Real Madrid encontrou Darwin Núnez em condição de finalizar quase dentro da pequena área, porém o atacante tentou dar mais um passe e errou. A partir desse momento a Celeste cresceu minimamente no jogo, porém sem conseguir grandes chances.

Aos 41 minutos a Espanha abriu o placar. Depois de uma jogada mal sucedida de Yamal pela direita, a bola sobrou para Llorente que cruzou e encontrou Álex Baena na área para dominar e finalizar para o gol. A finalização seria tranquila, porém Muslera foi enganado pelo quique no gramado e falhou no lance, marcando uma das piores atuações de um goleiro em Copas do Mundo.

A imagem mostra Baena chutando a bola e defensores uruguaios tentando defender
Baena marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo. Reprodução: X/@SEFutbol

O Uruguai tentou empatar o jogo no final do primeiro tempo, porém Darwin Nunez não conseguiu finalizar para o gol após cruzamento de Fede Valverde no último minuto. Laporte foi quem impediu a finalização.

Após a falha no primeiro gol, Muslera foi substituído por Rochet para a segunda etapa. O Uruguai precisava pelo menos do empate para voltar a sonhar com a classificação. A Celeste conseguiu ter um pouco mais de posse e mostrou a típica raça sul-americana em cada bola disputada.

Apesar disso, aos 18 minutos, foi a Espanha que levou perigo para os uruguaios. Em um contra-ataque, Lamine Yama avançou pela lateral, cortou para o meio e passou para Dani Olmo, que chutou mal e mandou para fora.

A Celeste criou algumas chances com cruzamentos, mas foram afastados pela defesa espanhola. Aos 36 minutos, Brian Rodríguez ganhou a disputa de bola de Yéremi Pino e Llorente e passou para Mathías Oliveira. O zagueiro chutou na entrada da área e forçou Unai Simón a jogar a bola para fora. Logo em seguida, De La Cruz arriscou uma finalização de fora da área, que foi defendida pelo goleiro espanhol em dois tempos.

Aos 40 minutos, La Furia teve a oportunidade de matar a partida. Após boa tabela com Fabián Ruiz, Ferran Torres driblou Mathías Oliveira e, cara a cara com Rochet, chutou no travessão. O atacante espanhol ainda busca seu primeiro gol na Copa após passar em branco nos três jogos da fase de grupos.

Perto do final do jogo, os jogadores uruguaios começaram a dar entradas mais fortes nos espanhóis. Aos 47 minutos, Nico Williams partiu em contra-ataque, mas foi parado por De La Cruz, que recebeu amarelo após falta. Williams levantou revoltado com o uruguaio com a forma que o jogador da Celeste fez a falta.

Após a partida, a Espanha confirmou lesão no músculo adutor da perna direita. Em suas redes sociais, o espanhol comentou que o atleta do Flamengo “agiu levado pela frustração, o descontentamento e a tristeza pela situação que atravessava" e que “foi uma jogada que poderia ter sido evitada, porque era completamente desnecessária”. 

Já no fim dos acréscimos, após várias entradas faltosas, Canobbio foi expulso após falta em Cubarsí. O uruguaio não concordou com a marcação e partiu para cima do juiz e agarrou sua camisa. O jogador do Uruguai teve que ser afastado pelos companheiros de seleção.

A imagem mostra Canobbio em disputa com Cucurella
Em entrevista pós jogo, Canobbio disse que o time estava “com os nervos a mil por hora”. Reprodução: X/@Uruguay

Cabo Verde 0X0 Arábia Saudita

Cabo Verde e Árabia Saudita se enfrentaram no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida era decisiva para ambas seleções se manterem vivas na competição. O jogo foi brigado dentro das quatro linhas, e o resultado foi um empate 0 a 0. Com a derrota do Uruguai para a Espanha, os Tubarões Azuis, em sua primeira participação em Copas, vão jogar o mata-mata.

A partida começou tensa, e a primeira chegada veio aos 17 minutos. Em lançamento um pouco mais ousado da Árabia Saudita, a bola chegou nos pés do camisa 10, Salem Al-Dawsari, que finalizou bloqueado pelo zagueiro de Cabo Verde. 

Logo em sequência, a partida começou a ficar mais quente. Com 21 minutos, um contra-ataque veloz dos Tubarões trouxe a bola pela esquerda do ataque, e após algumas pedaladas, Willy Semedo finalizou no canto esquerdo para defesa de Al-Owais.

Aos 28 minutos, Cabo Verde chegou ao ataque novamente. Em tentativa de cruzamento, a bola seguiu pela linha de fundo. A partida seguiu pegada com ambas seleções buscando a classificação.

No final da primeira etapa, já nos acréscimos, o zagueiro saudita, Alamri, lançou uma bola ousada para a área. Mohamed Kanno atacou o espaço livre e subiu de cabeça quase para surpreender o goleiro Vozinha, que defendeu.

A imagem mostra disputa de bola de jogadores de Cabo Verde e Arábia Saudita
Apesar da ambição dos times, o primeiro tempo só teve uma grande chance de gol. Reprodução: site/fifa.com

No segundo tempo, o jogo ganhou contornos dramáticos na disputa por uma vaga nos 16 avos de final. Os sauditas precisavam da vitória e, por isso, voltaram com uma postura mais agressiva, adiantando suas linhas e buscando pressionar desde os primeiros minutos. No entanto, eles encontraram muitas dificuldades para superar a bem postada defesa cabo-verdiana e criar oportunidades claras de gol.

Quem levou perigo foi Cabo Verde. logo no início da etapa, Jamiro Monteiro e Kevin Oina assustaram o goleiro Mohammed Al-Owais. A melhor oportunidade da partida veio aos 28 minutos, quando Nuno da Costa recebeu em profundidade, saiu cara a cara com o goleiro saudita, mas parou em uma defesa espetacular de Al-Owais, que manteve o placar inalterado.

Nos minutos finais, a Arábia Saudita apostou na pressão e nas bolas paradas, principalmente com Al-Juwayr e Al-Khaibari, mas a defesa dos Tubarões Azuis mostrou solidez e contou, mais uma vez, com a segurança do goleiro Vozinha para garantir o empate sem gols.

16 avos

Com a vitória, a Espanha garantiu o primeiro lugar do grupo, com sete pontos. Na próxima fase, La Furia enfrentará a Áustria, segunda colocada do grupo J, na próxima quinta-feira (02), às 16h, no SoFi Stadium, em Inglewood, nos Estados Unidos.

Em sua primeira Copa do Mundo, com três pontos, Cabo Verde ficou com a segunda posição e com a classificação inédita para o mata-mata. Os Tubarões Azuis vão enfrentar a atual campeã Argentina, primeira colocada do grupo J, na próxima sexta-feira (03), às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, Estados Unidos. A seleção cabo-verdiana tentará seguir fazendo história diante de uma das principais favoritas ao título.

Pela segunda Copa seguida, o Uruguai deu adeus a competição na fase de grupos ao terminar em terceiro com apenas dois pontos. A Celeste teve a pior campanha dos terceiros colocados dos grupos e por isso não avançou para a próxima fase.

Quem também volta para casa é a Arábia Saudita, última colocada do grupo. Também com dois pontos.

Todos os horários são de Brasília.

Austríacos terminam em segundo e argelinos ficam na terceira colocação do grupo J
por
Lucas Farias
Lucas Leal
Mariana Luccisano
Octávio Alves
|
29/06/2026 - 12h

Pela última rodada da fase de grupos, a Argentina manteve seu favoritismo no Grupo J e terminou a primeira fase com três vitórias em três jogos. A briga pela classificação no segundo lugar ficou entre Argélia e Áustria, que tiveram um final feliz após um empate no confronto direto. Confira os detalhes das partidas:

Jordânia 1X3 Argentina

Em jogo protocolar no último sábado (27), a Argentina, que já havia consolidado a liderança do grupo J da Copa do Mundo, fez o dever de casa e aplicou um 3 a 1 sobre a já eliminada Jordânia, assegurando o 100% de aproveitamento e confirmando o favoritismo da seleção. A partida aconteceu no AT&T Stadium, em Dallas.

Lionel Messi alcançou uma marca histórica na Copa do Mundo. Com o gol de falta contra a Jordânia, o camisa 10 chegou a sete partidas consecutivas balançando as redes em Mundiais, superando os seis jogos seguidos do brasileiro Jairzinho e do francês Just Fontaine. Desde a última vez que passou em branco, contra a Polônia em 2022, Messi já marcou 11 gols em sete partidas, sendo seis apenas nesta Copa do Mundo.

Com vaga já assegurada na fase seguinte e com a liderança garantida, o técnico Lionel Scaloni optou por mexer bastante no time titular, mantendo apenas o goleiro Dibu Martínez e o atacante Lautaro Martínez entre os titulares. Mesmo com a equipe modificada, os argentinos controlaram as ações do jogo.

No primeiro tempo, com apenas seis minutos, Giovani Lo Celso recebeu belo passe de Julián Álvarez e tocou na saída do goleiro, mas o impedimento foi marcado e o gol foi anulado. Porém, aos 18 minutos, o mesmo Lo Celso abriu o placar em cobrança de falta. Foi o primeiro gol da Argentina nesta Copa que não teve Lionel Messi como protagonista na rede.

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Lautaro Martínez e Lo Celso marcaram pela primeira vez em uma Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Aos 27 minutos, Tagliafico cruzou rasteiro, Lautaro Martínez acertou o travessão e, no rebote, Senesi tentou de peixinho e exigiu grande defesa do goleiro Abulaila. Na tentativa de afastar o perigo, Al-Rashdan acertou o rosto do zagueiro argentino. Após revisão do VAR, o pênalti foi confirmado.

Lautaro Martínez, que disputa sua segunda Copa pela Argentina, converteu a cobrança e marcou seu primeiro gol em Mundiais. À frente no placar, a Albiceleste controlou o restante do primeiro tempo sem sofrer grandes riscos e confirmou a superioridade dentro de campo.

No segundo tempo, o domínio argentino continuou. Logo no começo da segunda etapa, Leandro Paredes encontrou Lautaro Martínez com um belo passe entre linhas. O atacante conseguiu driblar o goleiro e passou para Giovani Lo Celso marcar, mas Martínez estava impedido no início da jogada.

Em seguida, o camisa 22 teve outra grande oportunidade, mas foi desarmado por Mohannad Abu Taha. Pouco depois, em mais uma chance criada pela Argentina, Lautaro arriscou de fora da área e acertou o travessão da meta de Yazeed Abu Laila.

Após as oportunidades desperdiçadas pela Argentina, a Jordânia chegou ao ataque e, aos 10 minutos, após uma tabela pelo meio, com Mahmoud Al-Mardi participando da construção da jogada, Ehsan Haddad recebeu pela ponta e encontrou Mousa Al-Tamari, o "Messi jordaniano", na pequena área para marcar para a Jordânia.

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Al-Tamari contribuiu com um gol e uma assistência na campanha da Jordânia na Copa de 2026. Foto: Reprodução/X/@staderennais

Ele recebeu esse apelido pela semelhança com o argentino em algumas características do seu estilo de jogo, como ser canhoto, ter o drible curto e muita velocidade. O camisa 10 da Jordânia também foi o primeiro jogador da história do país a atuar em uma das cinco grandes ligas da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França), já que hoje joga pelo Rennes, da França.

Após o gol sofrido, Lionel Scaloni fez mudanças na equipe. Thiago Almada, Alexis Mac Allister e Lionel Messi entraram em campo aos 15 minutos. E não demorou nem 20 minutos para o craque argentino marcar seu 19º gol em Copas do Mundo. Messi ampliou o placar para 3 a 1 em uma cobrança de falta que nem foi tão bem batida, mas a barreira encobriu a visão do goleiro, que teve pouco tempo para reagir.

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Messi marca contra a Jordânia e já soma seis gols nesta edição do Mundial. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Já nos minutos finais, Flaco López, jogador do Palmeiras, fez sua estreia em Copas do Mundo ao entrar no lugar de Julián Álvarez. E, mesmo com pouco tempo em campo, quase marcou para a seleção argentina.

A Albiceleste confirmou o favoritismo e encerrou a fase de grupos com 100% de aproveitamento, somando 9 pontos e garantindo a liderança do Grupo J. Agora, a Argentina volta a campo pelos 16 avos de final contra a seleção estreante de Cabo Verde, na próxima sexta-feira (3), às 19h (horário de Brasília).

 

Argélia 3X3 Áustria

No mesmo dia e horário, Argélia e Áustria empataram por 3 a 3 no Arrowhead Stadium, em Kansas City, pelo jogo do Grupo J. O resultado garantiu as duas seleções na fase de 16 avos de final: os austríacos avançaram na segunda colocação da chave, enquanto os argelinos se classificaram como um dos melhores terceiros colocados do torneio.

Para a rodada decisiva, os treinadores promoveram mudanças em suas equipes. A Argélia fez quatro alterações em relação à vitória sobre a Jordânia, enquanto a Áustria teve três novidades após a derrota para a Argentina. Com ambas somando três pontos antes da partida e separadas apenas pelos critérios de desempate, o confronto era decisivo para a definição das posições finais do grupo.

Apesar da importância do duelo, o primeiro tempo começou com poucas emoções. As duas seleções adotaram uma postura cautelosa e encontraram dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades claras. A primeira chegada de maior perigo foi da Argélia, aos dez minutos, quando Ibrahim Maza finalizou para fora.

Após a parada para hidratação, David Alaba encontrou Arnautović com um lançamento preciso: o atacante dominou, saiu em velocidade e finalizou na saída de Oussama Benbot para abrir o placar para a Áustria.

A vantagem deu confiança aos europeus, que quase ampliaram aos 33 minutos, quando Konrad Laimer invadiu a área e parou em Benbot. A Argélia respondeu em sequência. Maza passou por dois marcadores antes de finalizar para fora, e, pouco depois, Farès Chaïbi acertou a trave em chute de fora da área, deixando o empate cada vez mais próximo.

Pouco antes do intervalo, Mahrez brigou pela posse pela direita e a jogada teve sequência após a bola permanecer em campo por centímetros. A sobra ficou com Belghali, que finalizou com força para empatar a partida.

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Mahrez festeja classificação da Argélia após o apito final. Foto: Reprodução/X/FIFA - عربي

Na segunda etapa tivemos o que foi considerado uma partida morna que iria se tornar umas das mais emocionantes nos minutos finais. Aos dez minutos do segundo tempo, Sabitzer recebeu passe de Laimer e finalizou de primeira, para colocar a Áustria à frente do placar mais uma vez.

Porém às Raposas do Deserto não desistiram, e após cinco minutos, Aouar invadiu a área austríaca pela esquerda, cruzou para o centro e o capitão Mahrez apareceu para bater forte e balançar as redes mais uma vez pela Argélia. Após o gol argelino, as equipes praticamente trocaram passes até o final da partida. Nem mesmo os próprios torcedores estavam felizes com o jogo e começaram a vaiar a posse de bola sem produtividade e a falta de ação das equipes. 

Até que aos 47 minutos de partida, a Argélia arriscou e Mahrez marcou o terceiro gol do time, fazendo 3 a 2. O placar classificava os argelinos em segundo do Grupo J e eliminava a Áustria.

No apagar das luzes, os austríacos foram para o tudo ou nada e marcaram de cabeça aos 50 minutos, com o atacante Saša Kalajdžić de 2 metros de altura, que tinha acabado de entrar para ficar na área, conseguiu empatar o jogo histórico em 3 a 3.

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Comemoração dos jogadores e comissão técnica austríaca após o gol do Saša Kalajdžić. Foto: Reprodução/X/@oefb1904

Apesar do balde de água fria nos argelinos, de um certo modo os torcedores africanos comemoram mais o empate do que a vitória, já que eles evitaram uma das favoritas da competição, a Espanha.

Na fase de 16 avos de final, a Áustria entrará em campo na quinta-feira (2), às 16h (horário de Brasília), para enfrentar os espanhóis. Já a Argélia, por ter terminado como umas das oito melhores terceiros colocadas, vai enfrentar a Suíça na sexta-feira (3), às 00h (horário de Brasília). 

Mexicanos venceram a Coreia do Sul por 1 a 0; já Tchéquia e África do Sul ficaram no empate
por
João Paulo Di Bella Soma
Lucas Peccin
Enrico Peres
Marina Garcia
|
24/06/2026 - 12h

Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, o México se classificou após vencer a Coreia do Sul por um placar de 1 a 0. Do outro lado, a África do Sul empatou com a Tchéquia com gol no fim da partida. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:

México X Coreia do Sul

A Copa do Mundo de 2026 conheceu seu primeiro classificado para a segunda fase na noite de quinta-feira (18). O México garantiu a vaga ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, pela segunda rodada do Grupo A, no Estádio Akron, na cidade mexicana de Guadalajara. 

O primeiro tempo foi morno, com poucas chances claras de gol para as duas equipes. A Coreia do Sul levou perigo aos 15 minutos, quando o atacante Son Heung-min tentou encobrir o goleiro mexicano Raúl Rangel. A finalização foi salva em cima da linha pelo volante Édson Álvarez, que afastou a bola de bicicleta.

Aos 19 minutos, foi a vez de o México assustar. Alvarado cruzou para Quiñones, que cabeceou no canto direito, mas sem força suficiente para vencer o goleiro sul-coreano. As duas seleções ainda criaram algumas finalizações ao longo da etapa inicial, mas sem grande perigo. Insatisfeita com o futebol apresentado no primeiro tempo, a torcida mexicana vaiou a seleção na saída para o intervalo.

As vaias surtiram efeito e o México voltou para o segundo tempo com postura mais agressiva. Aos 48 minutos, Gutiérrez lançou em profundidade para Gallardo em um contra-ataque. O defensor invadiu a área e finalizou rasteiro, mas a bola acertou a rede pelo lado de fora.

O gol mexicano veio aos 49 minutos. Após cruzamento de Quiñones em direção a Jiménez, o goleiro sul-coreano Kim Seung-gyu falhou ao tentar segurar a bola e acabou soltando-a dentro da área. Atento ao lance, o meia Luis Romo aproveitou o rebote e não desperdiçou.

Aos 74 minutos, novamente Quiñones cruzou para Jiménez, que, desta vez, finalizou no centro do gol para defesa de Seung-gyu. Três minutos depois, o meia Lee Kang-in arriscou de fora da área, mas a bola passou por cima do travessão mexicano.

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Rangel defendendo bola perigosa da Coreia do Sul.Foto: FIFA/Reprodução

No fim do jogo, o México quase ampliou a vantagem. O meio-campista Vargas arriscou um forte chute de longa distância, exigindo grande defesa do goleiro sul-coreano.

Dois minutos depois, o centroavante Cho Gue-sung cabeceou firme e parou em Rangel, que espalmou. No rebote, o atacante finalizou novamente, mas o goleiro mexicano voltou a defender e garantiu a vitória dos anfitriões.

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Jogadores do México agradecem o apoio da torcida após a vitória por 1 a 0 sobre a Coreia do Sul. Foto: FIFA/Reprodução

Com a vitória, o México chegou aos seis pontos e se isolou na liderança do Grupo A, já a Coreia do Sul estacionou nos três pontos e está na vice-liderança. 

Pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, o México irá enfrentar a República Tcheca na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, às 22h pelo horário de Brasília. Já a Coreia do Sul vai duelar com a África do Sul, também na quarta-feira (24), às 22h pelo horário de Brasília.

Tchéquia X África do Sul

A segunda rodada da Copa do Mundo 2026 ocorreu na última quinta-feira (18) com o duelo entre África do Sul e Tchéquia, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Para a Tchéquia, que foi derrotada pela Coreia do Sul de virada na primeira rodada, o técnico Miroslav Koubek apostou em pequenas mudanças na escalação e no sistema tático. Koubek abandonou o 5-4-1 para usar Hlozek, antiga promessa, que hoje atua no Hoffenheim, em uma dupla de atacantes junto de Schick.

Do lado da África do Sul, após a derrota contra o México na abertura do Mundial, a grande novidade foi a presença de Oswin Appollis, ponta-esquerda e meio-campista de 24 anos que atua no Orlando Pirates.

O jogador ganhou espaço após as modificações feitas pelo técnico Hugo Broos, que precisou ajustar a equipe devido às expulsões no último jogo. Appollis trouxe velocidade e criatividade, ajudando a dar profundidade ao ataque e sendo um dos nomes observados da partida. 

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Abertura do jogo entre Tchéquia e África do Sul na Copa do Mundo de 2026. Foto: @bafanabafanaofficial / Instagram

Logo no início do jogo, aos seis minutos, a Tchéquia abriu o placar após uma falha na saída de bola sul-africana. O lance resultou no gol mais rápido da competição até agora, marcado por Michael Sadílek, aproveitando o erro defensivo da equipe africana. 

O primeiro tempo foi difícil para a seleção sul-africana, que sofreu com os encaixes da Tchéquia pelo centro. As mudanças na escalação deixaram a equipe vulnerável, e o adversário aproveitou para controlar o ritmo. A partir dos 20 minutos, no entanto, os sul-africanos começaram a crescer em campo, equilibrando a partida e mostrando mais presença ofensiva.

Após o gol sofrido, a equipe reorganizou o meio-campo, tentando neutralizar os avanços centrais da Tchequia. Appollis foi fundamental nesse processo, alternando entre a ponta e o meio para oferecer linhas de passe e desafogar a pressão adversária. O time ganhou confiança e passou a ocupar mais o campo ofensivo, mas faltou precisão nas finalizações para transformar o volume de jogo em vantagem no placar. 

Em jogos da Copa, a África do Sul nunca perdeu duas partidas seguidas e também conseguiu uma virada.

No segundo tempo, aos 35 minutos, a arbitragem assinalou um toque de mão de Pavel Sulc dentro da área. O meia Mokoena converteu o pênalti com segurança, empatando o jogo e inflamando a busca pela virada, que acabou não acontecendo.

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Teboho Mokoena comemorando seu gol pela seleção sul-africana. Foto: FIFA/Reprodução

As modificações feitas por Broos, especialmente a entrada de Appollis e a recomposição defensiva, explicam a dificuldade inicial da equipe em se adaptar O empate, apesar de frustrante pela busca da virada, mantém viva a tradição sul-africana de não perder duas partidas consecutivas em Copas e ainda luta pela classificação, mesmo ocupando a lanterna do Grupo A. 

Os europeus jogarão contra o México, na quarta (24), no Azteca, principal estádio mexicano. Os Bafana Bafana enfrentarão a Coreia do Sul no mesmo horário, no estádio BBVA, também no México.

A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
|
23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

La Furia soma quatro pontos e lidera o grupo H. No outro confronto, Uruguai e Cabo Verde empatam em jogo de quatro gols
por
Kaleo Ferreira
Jorge Zats
Pedro Premero
Pedro Timm
|
23/06/2026 - 12h

No último domingo (21), as quatro seleções do grupo H entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A Espanha confirmou o favoritismo e ganhou por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Mais tarde, em partida movimentada, Uruguai e Cabo Verde empataram em 2 a 2.

Espanha 4X0 Arábia Saudita

Espanha e Arábia Saudita se enfrentaram às 13h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, Estados Unidos. La Furia dominou os dois tempos da partida e mostrou o porquê é uma das favoritas a conquistar a Copa do Mundo. Com a vitória, os espanhóis assumiram a liderança do grupo e só precisam de um empate para se classificar.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando o gol
La Furia terminou a partida com 67% de posse de bola. Reprodução: X/@SEFutbol

Assim como na estreia, a Espanha controlou a posse e as ações na primeira etapa. A principal diferença foi a efetividade. Logo aos 10 minutos, Pedri interceptou o tiro de meta, Oyarzabal tabelou com Baena que devolveu uma bola enfiada na ponta esquerda. O centroavante cruzou para Lamine Yamal que se esticou todo para fazer seu primeiro gol em Copas.

Mesmo com o gol, a Fúria não diminui o ritmo. Aos 20 minutos, os espanhois cobraram um escanteio, mas a defesa saudita afastou. No rebote, Dani Olmo chutou cruzado para dentro da área. Al-Buraikan, centroavante saudita, não conseguiu tirar a bola e ela sobrou para Laporte, que ajeitou para Oyarzabal tirar do goleiro e fazer o 2 a 0.

O centroavante espanhol, que teve uma estreia contra Cabo Verde apagada, ainda deixou seu segundo tento no jogo. Aos 23 minutos, Pedro Porro cruzou na área, Cucurella ajeitou para trás, Dani Olmo cabeceou para o gol e Oyarzabal livre empurrou para o fundo da rede.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando
Com os dois gols, Oyarzabal se tornou o sétimo maior artilheiro da história da seleção espanhola. Reprodução: X/@SEFutbol

Os sauditas pouco criaram durante o primeiro tempo. Uma das suas finalizações foi feita pelo zagueiro Al-Amri, aos 35 minutos, que viu Unai Simón adiantado e arriscou um chute da intermediária do seu campo de defesa, mas errou o alvo. 

Na volta do intervalo, o técnico Luis de la Fuente fez duas alterações. Saiu Lamine Yamal e Oyarzabal para a entrada de Ferran Torres e Yéremy Pino. O segundo tempo não foi diferente do primeiro, com uma Espanha superior e que logo de início já voltou a pressionar a Árabia Saudita.

Aos três minutos, a La Fúria ganhou escanteio. No cruzamento fechado, um desvio saudita lançou a bola para Cucurella livre no segundo pau. Com uma chicotada de perna esquerda, o lateral mandou para o gol e Al-Owais defendeu, mas o rebote bateu na perna de Al-Tambakti e entrou nas redes. O gol contra marcado foi o quarto espanhol.

A pressão seguiu, e com sete minutos, a Espanha chegou novamente com perigo. Em enfiada de Cubarsí para Pedro Porro, o lateral chegou bem na área e finalizou para boa defesa de Al-Owais. Ainda no rebote Ferrán Torres cabeceou para defesa tranquila do goleiro saudita que ficou com a bola.

A Árabia Saudita tentou sair um pouco mais para o jogo, mas o domínio espanhol seguiu. Apenas aos 35 minutos, em uma escapada saudita, Al-Hamdan, que veio do banco, arriscou de fora da área para a defesa segura de Unai Simón.

A imagem mostra jogadores de Arábia Saudita e Espanha disputando a bola
A Arábia Saudita finalizou apenas três vezes durante o confronto. Reprodução: X/@SaudiNT_EN

Já nos acréscimos, em uma troca de passes envolvente, Pedro Porro, na lateral da área, deu um passe rasteiro para Torres que empurrou livre para o fundo das redes. Após revisão da jogada, o VAR interveio e marcou o impedimento do atacante, fim de jogo 4 a 0.

Uruguai 2X2 Cabo Verde

Às 19h, Uruguai e Cabo Verde se enfrentaram no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Mesmo com boas chances para os dois lados, o jogo terminou sem um vencedor e a vida das duas seleções está em jogo na última rodada.

A imagem mostra Lenini, de Cabo Verde, comemorando o gol
Após enfrentar duas campeãs mundiais, Cabo Verde segue invicto na Copa. Reprodução: site/fifa.com

Após o decepcionante empate com a Arábia Saudita no primeiro jogo, Marcelo Bielsa veio com mudanças para enfrentar os Tubarões Azuis. Valverde ocupou mais a parte central do campo, enquanto Cannobio entrou na vaga de Darwin Núñez que deixou o time titular. Sanabria, que entrou bem na partida anterior, ganhou a vaga de Matías Viña na lateral esquerda.

Já a seleção de Cabo Verde, vinha de um empate heroico contra a Espanha, em que Vozinha foi o grande destaque. Mesmo com a grande partida, o técnico Bubista veio com mudanças para enfrentar a Celeste. Jovane Cabral, lesionado na primeira rodada, deixou os 11 iniciais para a entrada de Garry Rodrigues. Lanos Duarte e Livramento também foram trocados por Arcanjo e Tavares

O jogo começou com as duas seleções com os nervos à flor da pele. Com o empate de ambas na primeira rodada, esse jogo poderia definir uma possível classificação. 

Aos quatro minutos, Sidney Cabral, lateral de Cabo Verde tomou o primeiro cartão amarelo da partida e está suspenso da última rodada da fase de grupos. 

A seleção celeste comandou as ações nos primeiros 15 minutos de jogo. Sem conseguir criar uma chance clara, o Uruguai tentava pressionar a defesa de Cabo Verde que esperava um contra-ataque.

Aos 21 minutos de jogo, Cabo Verde fez história. Em uma cobrança de falta de muito longe, Kevin Pina marcou o primeiro gol em Copas do Mundo dos cabo-verdianos em um chute forte que passou no meio da barreira uruguaia e só parou dentro da rede de Muslera. 

Após marcar o gol, os Tubarões cresceram na partida, porém o Uruguai continuou dominando as ações, mas com dificuldade para furar a defesa adversária. 

Aos 44 minutos, Valverde cruzou com qualidade e Federico Viñas brigou no alto e cabeceou na trave. A bola sobrou para Maxi Araújo, herói contra a Arabia Saudita, que empurrou para a rede. O ponta marcou seu segundo gol em duas partidas na Copa. No lance do gol, a postura do Uruguai causou revolta nos jogadores de Cabo Verde. O meia Arcanjo mancava a mais de dois minutos em campo e os jogadores uruguaios não tiveram a postura do fair play e não colocaram a bola para fora para o atendimento do jogador. 

Com o gol marcado, o Uruguai foi para cima para buscar a virada. Dois minutos depois, em mais um cruzamento, Cáceres encontrou Viñas pelo alto, que serviu Canobbio quase na pequena área para finalizar e vencer Vozinha no fim do primeiro tempo. A Celeste levou o 2 a 1 para o intervalo.

No segundo tempo, Uruguai voltou sem intensidade e Cabo Verde aproveitou uma trapalhada entre Mathias Oliveira e Muslera para empatar o jogo com Hélio Varela. O jogador se antecipou ao goleiro após um recuo mal feito e finalizou para o fundo das redes aos 15 minutos.

Na sequência, os cabo-verdianos saíram em rápido contra-ataque. Monteiro foi acionado na entrada da área e arriscou um forte chute que passou muito perto do travessão.

Na reta final, a Celeste teve uma ótima oportunidade em uma cobrança de falta da meia-lua da grande área, mas Valverde chutou por cima da meta defendida por Vozinha. Nos acréscimos, Canobbio recebeu uma bola do lado direito da área e mandou para Darwin Núñez na área, mas ele finalizou para a linha de fundo.

A imagem mostra três jogadores uruguaios andando em campo
O Bicampeão Uruguai chega a quatro jogos sem vencer em Copas do Mundo. Reprodução: site/fifa.com

Com o apito final, Uruguai e Cabo Verde ficaram no empate por 2 a 2 e seguem vivos na briga por uma vaga nas fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. O resultado foi bastante comemorado pelos cabo-verdianos, que mais uma vez mostraram poder de reação e conquistaram mais um ponto histórico em sua primeira participação. Pelo lado uruguaio, o empate aumentou a pressão para a rodada decisiva, já que a Celeste segue sem vencer na competição.

O prêmio de melhor jogador da partida foi para Hélio Varela, autor do gol de empate na segunda etapa e peça fundamental para os Tubarões somarem mais um resultado expressivo na Copa.

Próxima rodada

Após o fim da segunda rodada, a Espanha assumiu a liderança do grupo H com quatro pontos. Logo atrás, Uruguai e Cabo Verde estão com dois pontos cada. A Arábia Saudita está em último com um ponto, mas ainda tem chances de classificação.

As seleções voltam aos gramados pela última rodada na sexta-feira (26). O Uruguai terá pela frente a Espanha, em um confronto decisivo no Estádio Akron, em Guadalajara, México. Já Cabo Verde enfrentará a Arábia Saudita no NRG Stadium, em Houston, Estados Unidos. 

Ambos os jogos serão às 21h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.

Após a segunda rodada do grupo E, os germânicos garantiram vaga nos 16avos. O confronto entre Equador e Curaçao terminou empatado
por
Érico Soares
Gustavo Tonini
Lorena Basilia
Maria Luiza Pêgo
|
22/06/2026 - 12h

No último sábado (20), as quatro seleções do grupo E entraram em campo para a disputa da segunda rodada da Copa do Mundo. A  Alemanha saiu atrás, mas virou a partida. No outro confronto, o goleiro Eloy Room foi o destaque ao garantir o empate contra o Equador e o primeiro ponto da história do país na história do mundial.

Alemanha 2X1 Costa do Marfim

Após a goleada por 7 a 1 sobre o Curaçao na estreia, a Alemanha entrou em campo às 17h, para enfrentar a Costa do Marfim, no Estádio de Toronto, no Canadá. Os marfinenses chegaram embalados após vencerem o Equador na primeira rodada, mas não resistiram e perderam por 2 a 1.

A partida começou equilibrada com as duas seleções com uma postura ofensiva. A Alemanha teve mais posse de bola e controlou as ações, mas encontrou dificuldades para infiltrar na defesa adversária. A primeira boa oportunidade foi aos seis minutos, quando Kimmich cruzou com precisão para Havertz, que parou na grande defesa do goleiro Fofana.

Mesmo com finalizações perigosas de Musiala e Nmecha, além de um gol anulado de Pavlovic aos 21 minutos por falta no goleiro marfinense, a Alemanha não conseguiu transformar a superioridade em vantagem no placar.

Enquanto os alemães buscavam espaços no campo de ataque, a Costa do Marfim apostava nos contra-ataques, principalmente pelo lado esquerdo com Diomandé. Aos 29 minutos, a seleção marfinense abriu o marcador. Após jogada de Diomandé pela esquerda, Diallo recebeu na área e teve sua finalização bloqueada pela defesa alemã. No rebote, Franck Kessié apareceu livre para completar e fazer 1 a 0 para os Elefantes.

Aos 37, em contra ataque, Bonny recebeu na esquerda chutou colocado de fora da área, mas a bola foi fraca e Manuel Neuer agarrou com tranquilidade.

A imagem mostra Neuer comemorando
Com 21 jogos, Neuer se tornou o goleiro com mais partidas em Copas do Mundo. Reprodução: Instagram/@manuelneuer

Havertz chegou a empatar ainda no primeiro tempo, mas o árbitro anulou o lance por falta na origem da jogada. Apesar de manter a posse de bola no campo ofensivo, a Alemanha não criou novas chances claras antes do intervalo.

Com o início do segundo tempo, os Elefantes controlavam o jogo e os alemães pouco ofereciam perigo. Os marfinenses também conseguiam criar chances por meio de contra-ataques de transição rápida, principalmente pela velocidade de seus pontas. Nos cinco minutos iniciais, Késsie e Oulai tiveram chances de ampliar o placar, ambos finalizaram dentro da área, mas não aproveitaram.

A Alemanha aos poucos começou a ficar mais presente no campo ofensivo, principalmente após as três mexidas de Julian Naggelsman aos 14 minutos. Dois deles, Undav e Amiri, que entraram no lugar de Musiala e Pavlovíc, foram decisivos.

Aos 23 minutos, Amiri cruzou na área e Undav finalizou de primeira para empatar o jogo. Após o gol, o jogo ficou mais lento. A Costa do Marfim não conseguia fazer suas transições rápidas e cometia erros de passe. 

Os germânicos aproveitaram o cenário para crescer na partida. Aos 40 minutos, justamente numa bola interceptada na saída da defesa, Undav teve mais uma chance, agora de fora da área, mas chutou para a defesa fácil de Yahia Fofana. 

Os Elefantes até tentaram gerar perigo em um contra-ataque puxado por Nicola Pépé aos 42, mas Adingra não soube finalizar na hora certa e possibilitou o contra-ataque alemão, que terminou em uma grande chance de Brown, parada pelo goleiro marfinense.

Com os acréscimos, os alemães ficaram totalmente no campo ofensivo. Logo aos 45 minutos, Amiri, de dentro da área,  obrigou Fofana a fazer mais uma defesa. Dois minutos depois, Undav recebeu um belo passe de Nmecha por entre a defesa para finalizar de dentro da área sem chances para o goleiro e matar o jogo.

A imagem mostra Undav comemorando o gol
Em dois jogos vindo do banco, Deniz Undav chega a cinco participações em gols na Copa. Reprodução: Instagram/@denizundav


Com a vitória, a Alemanha chega a seis pontos, o que a garante de volta ao mata-mata da Copa após 12 anos. Pelos critérios de desempate, os germânico também garantem o primeiro lugar do grupo. Na próxima rodada, os alemães vão em busca do 100% de aproveitamento na competição.

Já a Costa do Marfim mantém sua sina de nunca ter vencido um jogo de segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Os Elefantes agora buscam a classificação histórica para o mata-mata no próximo jogo.

Equador 0X0 Curaçao

Mais tarde, às 21h, no Estádio de Kansas City, Equador e Curaçao empataram em um jogo muito movimentado, mas sem gols. O destaque da partida foi o goleiro Eloy Room, que realizou 15 defesas e se tornou o segundo guarda redes com mais bolas defendidas em uma partida de Copa.

A imagem mostra Eloy Room de joelhos e jogadores e comissão indo o abraça-lo
Eloy Room só fica atrás do estadunidense Tim Howard, que fez 16 defesas nas oitavas da Copa de 2014, entre Estados Unidos e Bélgica. Reprodução: Instagram/@thebluewaveffk

O jogo era extremamente importante para ambas as seleções, que perderam na primeira rodada, mas ainda com chances de classificação. O Curaçao veio de uma derrota sofrida de 7 a 1 para a Alemanha e o Equador tomou um banho de água fria ao tomar o gol nos minutos finais na partida contra a Costa do Marfim. 

Logo após o apito do juiz, no primeiro minuto de jogo, Enner Valencia saiu na cara do goleiro, mas finalizou mal, o que permitiu que o heroi de Curaçao começasse o seu show. 

Aos sete minutos, Floranus atravessou o campo em um contra-ataque, mas chutou para fora. Depois disso, a Family Blue não viu mais a cor da bola. A seleção do Equador teve 75% de posse, e seis finalizações no gol ao decorrer do primeiro tempo, mas deixou a desejar no terço final do campo. 

No segundo tempo, os irmãos Leandro Bacuna e Juninho Bacuna, de Curaçao, sofreram cartões amarelos, o que comprometeu o meio campo.

Aos 14, a seleção caribenha teve a sua maior sequência ofensiva, com três finalizações consecutivas. Em poucos segundos, Leandro Bacuna e Livano Comenencia obrigaram Hernán Galíndez a fazer duas defesas. Em seguida, Jürgen Locadia teve finalização bloqueada pela marcação equatoriana.

Na reta final da partida, Ángelo Preciado protagonizou um dos lances mais perigosos do Equador ao arriscar um chute de longa distância. A finalização surpreendeu a defesa de Curaçao e passou pelo goleiro, mas acertou o travessão. O lance aumentou a pressão equatoriana em busca da vitória, porém a equipe não conseguiu balançar as redes.

A equipe caribenha não cedeu à pressão equatoriana, e assim, o nome de Eloy Room ganhou destaque na partida por ter fechado o gol.

Mesmo com o empate, o resultado teve gosto de festa para os Blue Waves. Os jogadores, a comissão técnica e a torcida se emocionaram com o primeiro ponto conquistado do país na história da Copa, cena que marcou a transmissão.

Próxima rodada

Na última rodada da fase de grupos, o Equador precisa vencer a já classificada Alemanha para ter chances de avançar. O jogo será na próxima quinta-feira (25), no MetLife Stadium, no East Rutherford, Estados Unidos. No outro confronto, Curaçao precisa vencer a Costa do Marfim para avançar, já que o empate garante os Elefantes na próxima etapa. A partida será no Philadelphia Stadium, em Filadélfia, Estados Unidos, também na quinta-feira (25). 

Ambos os jogos serão às 17h (horário de Brasília) por causa da regra de justiça esportiva, que garante que nenhuma seleção entre em campo na última rodada sabendo previamente o resultado do outro confronto. Essa regra existe para eliminar possíveis vantagens, como manipulação de resultados e escolhas de adversários seguintes.

Turcos perdem para o Paraguai, que respira no grupo D; norte-americanos seguem invictos
por
Bruno Caliman
Gianna Flores
Manuela Amaral
Vinicius Zini
|
22/06/2026 - 12h

Na segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, os Estados Unidos se classificaram após uma vitória tranquila sobre a Austrália. Por outro lado, a Turquia foi eliminada de forma antecipada após duas derrotas seguidas na competição. O revés contra o Paraguai fez com que a disputa pela classificação à próxima fase ficasse entre paraguaios e australianos. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo D:

Estados Unidos 2X0 Austrália

Na última sexta-feira (19), os Estados Unidos venceram a Austrália por 2 a 0 na segunda rodada do Grupo D da Copa do Mundo de 2026. Embalados pela goleada na estreia, os donos da casa receberam novamente o apoio de sua torcida. Desta vez, o jogo foi no Lumen Field, em Seattle, e contou com um público de 66.925 pessoas.

O último encontro entre Estados Unidos e Austrália aconteceu em outubro do ano passado, em amistoso preparatório para a Copa. Na ocasião, os americanos também saíram de campo com a vitória. Do outro lado, os australianos não sabem o que é vencer os EUA desde 1992.

A partida teve dois tempos diferentes. A seleção norte-americana dominou a primeira etapa ao pressionar a bola sempre que podia e mostrar muita movimentação de seus jogadores de ataque. Na segunda metade do jogo, ao mesmo tempo em que os comandados de Mauricio Pochettino diminuíram o ritmo, os Socceroos melhoraram com as substituições e foram em busca do gol, mas sem sucesso.

Em relação às estreias, Estados Unidos e Austrália tiveram mudanças nos onze titulares. Do lado dos anfitriões, Pulisic foi desfalque para a partida devido à uma lesão na panturrilha. Já para os australianos, o treinador Tony Popovic optou por começar com Irankunda e Metcalfe, autores dos gols contra a Turquia, no banco de reservas.

Logo no primeiro minuto de jogo, a seleção norte-americana errou na saída de bola. Mo Touré recuperou a posse e chutou para a defesa do goleiro Freese. Essa oportunidade foi uma das únicas dos Socceroos durante toda a primeira etapa.

Os Estados Unidos já mostravam um maior controle da partida, até que Dest e McKennie, a dupla que funcionou muito bem no jogo, tabelaram pela direita. O ala entrou na área e finalizou, mas a bola explodiu em Burgess. Já aos dez minutos, os donos da casa encontraram o caminho do gol. Robinson acionou Balogun em velocidade, que ganhou da marcação na corrida. O atacante cruzou rasteiro para o meio, e ao invés de bloquear a chance, Burgess tocou contra sua própria meta desta vez.

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Jogadores americanos celebram o primeiro gol com a torcida. Foto: Reprodução/X/FIFAcom

A Austrália tentou uma resposta rápida na busca pelo empate. Velupillay fez um pivô e passou para Leckie, que chutou de trivela para fora. Os norte-americanos pressionavam bastante a seleção australiana, que tinha dificuldades para manter a posse. Foi dessa forma que Balogun teve uma oportunidade, porém finalizou na zaga adversária.

A segunda metade do primeiro tempo não teve tantas chances claras, mas o domínio dos EUA era nítido. A Austrália sequer conseguia sair para os contra-ataques. Até que aos 43 minutos, Robinson cobrou rasteiro uma falta próxima à linha de fundo para Dest. O camisa 2 dominou com liberdade na entrada da área e arriscou o chute. A bola desviou na defesa australiana e sobrou para Freeman, que de cabeça completou para o fundo da rede. No primeiro momento, o juiz alemão Felix Zwayer marcou impedimento. No entanto, o gol foi validado após análise do árbitro de vídeo.

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Depois da revisão do VAR, Alex Freeman comemorou o segundo gol dos Estados Unidos. Foto: Reprodução/X/FIFAcom

Pouco antes do intervalo, Dest ainda tentou ampliar o placar de fora da área, porém parou no goleiro Beach. No início do segundo tempo, Balogun teve outra chance de praticamente garantir a vitória. O atacante recebeu em velocidade e ficou cara a cara com o goleiro australiano, mas demorou para definir e teve sua finalização travada por Circati.

Perto da metade da segunda etapa, a Austrália mostrou uma melhora depois das substituições. Primeiro, Irankunda disparou pela direita e tocou para Volpato, que chutou por cima da meta. Em seguida, a zaga estadunidense se atrapalhou e Metcalfe arriscou da meia-lua, para a defesa de Freese. O jogo, então, ficou mais aberto.

Enquanto os Estados Unidos tentavam manter a vantagem, a seleção australiana pressionou durante os 20 minutos finais. A pressão rendeu dois lances polêmicos, que poderiam ter sido pênaltis. Além disso, os Socceroos trouxeram perigo através de cruzamentos na área adversária, porém falharam nas tentativas de acertar o gol.

O juiz perdeu o controle da partida perto do fim, e os jogadores das duas seleções se envolveram em confusões em alguns lances. Antes do apito final, um lance inusitado nos acréscimos: o alemão Felix Zwayer, que encerrou o jogo aos 53 minutos, precisou de atendimento médico após sentir cãibra.

O próximo compromisso dos Estados Unidos é contra a Turquia na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no SoFi Stadium, em Los Angeles. Já garantidos na primeira posição, os anfitriões chegam à terceira rodada para enfrentar a seleção turca já eliminada.

Já a Austrália, retorna a campo para enfrentar o Paraguai também na próxima quinta-feira (25), às 23h (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos. O jogo é um confronto direto que define a segunda e a terceira colocação do Grupo D.

 

Turquia 0 X 1 Paraguai

No outro jogo do grupo, o Paraguai derrotou a Turquia, em Santa Clara, na madrugada de sexta-feira (19) para sábado (20), por 1 a 0, no segundo jogo da fase de grupos do grupo D. 

Com apenas um minuto de partida, o Paraguai encontrou o caminho do gol. Bardakçi errou na saída de bola da defesa turca, Andrés Cubas recuperou a posse e acionou Enciso. O camisa 19 encontrou Matias Galarza, jogador que ganhou vaga de titular no lugar de Damián Bobadilla, após a derrota na estreia para os Estados Unidos. O  meia acertou um canhão de perna esquerda no canto do gol e abriu o placar para os paraguaios.

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O gol de Galarza, marcado no primeiro minuto de jogo, foi o mais rápido desta edição da Copa do Mundo até aqui. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

Aos 12 minutos, atrás no marcador, a Turquia tentou responder. Após recuperar a bola no meio-campo, Yüksek encontrou Aktürkoğlu pela direita, o atacante cruzou para a entrada da área para servir Arda Guller. O camisa 8 finalizou, mas mandou por cima do travessão.

Nos minutos seguintes, a equipe turca manteve a pressão. Aos 29, Yildiz tentou surpreender a defesa. Após uma sobra de escanteio, o camisa 11 arriscou uma bicicleta da entrada da grande área, porém não conseguiu aplicar força o suficiente e a bola parou nas mãos do goleiro Çakir, sem dificuldades.

Aos 33, Arda Guler sofreu uma falta no campo de ataque e trocou empurrões com o autor do gol paraguaio. A melhor oportunidade da Turquia surgiu justamente logo após essa falta. Foi no levantamento de Çalhanoglu para Müldür, que já estava na área, livre para cabecear. A bola bateu no travessão, depois na trave e voltou para o campo, mantendo a vantagem sul-americana.

Na reta final do primeiro tempo, o Paraguai respondeu a postura ofensiva turca. Enciso arrancou em velocidade, deixou para trás dois jogadores turcos com um belo drible, e ainda passou por outro adversário antes de ser travado no momento da finalização. A jogada arrancou aplausos da torcida e quase terminou em gol.

Pouco depois, aos 44 minutos, uma dividida entre Pittas e Yüksek originou uma nova confusão. O atacante paraguaio ficou caído no gramado após sofrer a falta, enquanto jogadores das duas equipes passaram a discutir intensamente.

A princípio, o árbitro havia sinalizado seis minutos de acréscimos. No entanto, durante o desentendimento entre as duas equipes, Miguel Almirón, camisa 10 da seleção paraguaia, cobriu a boca com a mão ao se dirigir ao turco Müldür. A atitude foi considerada passível de punição de acordo com a “Lei Vini Jr”, criada com o intuito de prevenir discriminações em campo.  O árbitro então interrompeu o jogo a pedido do VAR. Depois de revisar o lance, Almirón foi expulso. 

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Almirón foi o primeiro jogador a ser punido pela nova regra da FIFA. Foto: Reprodução/Instagram/@albirroja

A paralisação provocada devido a todas confusões fez com que o acréscimo de seis minutos se estendesse. Antes do apito final, Yüksek arriscou uma finalização de fora da área, mas mandou por cima do travessão. Essa foi a última chance clara da Turquia na etapa inicial.

Como já era de se esperar, os turcos voltaram com tudo para o segundo tempo, agora em vantagem numérica depois da expulsão. Em menos de um minuto de jogo, a seleção encontrou duas chances. Çalhanoglu chutou por cima para Demiral que teve sua jogada defendida pelo goleiro Gill. 

Mesmo com um jogador a menos, a seleção paraguaia não adotou uma postura totalmente defensiva. A equipe aproveitou os espaços deixados pela Turquia e manteve uma estratégia baseada em transições rápidas. 

Aos 15 minutos, Enciso teve a chance de deixar a vitória ainda mais encaminhada para os paraguaios. Após uma jogada individual na área, o atacante passou por quatro adversários, mas finalizou para fora do gol. 

A Turquia tentou responder com jogadas diretas e investidas pelas laterais, mas teve dificuldade em transformar a posse de bola em oportunidades claras. Apesar de passarem a acelerar as jogadas, os turcos mostraram grande dificuldade na tomada de decisão no terço final do campo.

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A vitória em cima da Turquia foi a primeira do Paraguai em Copas após 16 anos. Foto: Reprodução/X/@albirroja

Nos minutos finais, o Paraguai demonstrou controle da partida. Sem assumir riscos desnecessários, a equipe administrou a superioridade construída ainda no primeiro minuto de jogo e confirmou o resultado que manteve a seleção viva na disputa por uma vaga na próxima fase. 

Por outro lado, para a Turquia, o apito final representou o encerramento adiantado da campanha, já que com a segunda derrota consecutiva, a equipe foi eliminada antes mesmo da rodada final da fase de grupos. 

O Paraguai volta a campo na próxima quinta-feira (25), contra a Austrália, em Santa Clara, às 23h (horário de Brasília). A Turquia, por sua vez, enfrentará no mesmo dia e horário o anfitrião e já classificado Estados Unidos em Los Angeles.