A Espanha venceu a Áustria por 3 a 0 na última quinta-feira (2), no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Superior durante toda a partida, a equipe comandada por Luis de la Fuente controlou as ações desde os primeiros minutos e construiu a vantagem ainda antes do intervalo.
A seleção espanhola impôs seu ritmo de jogo no início do confronto. Com posse de bola, trocas rápidas de passes e investidas pelo lado direito com Lamine Yamal, La Furia encontrou espaços diante de uma Áustria que adotou uma postura mais defensiva e que teve dificuldades para conter a pressão adversária. As primeiras oportunidades surgiram com Yamal e Mikel Oyarzabal, mas ambas pararam nas defesas de Alexander Schlager.
A pressão espanhola se intensificou ao longo do primeiro tempo. Aos 29, Cucurella chegou a balançar as redes, após cobrança de escanteio, mas a arbitragem anulou o lance por falta no goleiro austríaco no início da jogada. O domínio, porém, foi recompensado quatro minutos depois. Após boa construção iniciada por Pedri, Cucurella recebeu pela esquerda e cruzou rasteiro para Oyarzabal finalizar no meio da área e abrir o placar.
Mesmo em vantagem, a Espanha manteve o controle da partida e permaneceu no campo ofensivo. Aos 46, Baena acertou o travessão em cobrança de falta e, no rebote, Schlager evitou o segundo gol ao defender a finalização a queima roupa de Yamal.
No início da segunda etapa, La Furia manteve a pressão feita durante o primeiro tempo. O ataque espanhol forçou o goleiro austríaco a realizar algumas defesas e desperdiçou outras chances com finalizações para fora do gol.
A Áustria criou sua primeira chance somente aos 15 minutos. Sabitzer recebeu a bola na lateral e cruzou na área, porém, Kalajdžić cabeceou para fora. A seleção austríaca não conseguiu impor seu jogo e terminou a partida com apenas 36% de posse de bola e quatro finalizações.
Era só questão de tempo para o segundo gol espanhol sair. A Espanha trocou passes no entorno da área da Wunderteam durante um minuto e meio até ampliar o placar. Cucurella passou para Baena cruzar para Pedro Porro que, pelas costas da defesa, cabeceou para o fundo das redes.
Aos 29 minutos, ocorreu uma pequena confusão entre as duas seleções. Após falta para Áustria, Pedri pegou a bola e segurou para atrasar a reposição do jogo e foi empurrado por Grillitsch. Os jogadores logo se aproximaram do lance e começaram a trocar empurrões até o árbitro Glenn Nyberg apaziguar a situação e chamar os dois jogadores, que iniciaram o desentendimento, para conversar.
Lamine Yamal, destaque de La Furia, passou em branco no jogo, apesar de ter feito seis finalizações ao todo. Sua melhor oportunidade aconteceu aos 39 minutos de jogo. Após cruzamento de Oyarzabal, a bola dividida sobrou para o jovem atacante, que finalizou no gol, mas foi bloqueado por Danso, que tirou a bola em cima da linha.
Os espanhóis acabaram com as chances de reação dos austríacos aos 43 minutos. Cucurella cruzou rasteiro para Oyarzabal sair na cara do gol e fazer o terceiro da Espanha e classificar a seleção para as oitavas de final.
A Áustria deu adeus à Copa do Mundo na fase de 16 avos. Já La Furia volta aos gramados na segunda-feira (6), às 16h (horário de Brasília, no AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos, para enfrentar a seleção de Portugal, que eliminou a Croácia.
A Colômbia venceu Gana por 1 a 0 nesta sexta-feira (3), no Arrowhead Stadium, em Kansas City, e avançou às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O gol da vitória saiu ainda no primeiro tempo, aos 13 minutos, com Jhon Arias completando cruzamento de Luis Suárez. Na etapa final, porém, o jogo mudou de intensidade, Gana buscou o empate com afinco, enquanto os colombianos seguraram a vantagem no sufoco.
A seleção ganesa começou a partida com perigo logo no primeiro minuto, quando Thomas Partey finalizou pela direita e assustou a meta colombiana. Aos sete minutos, a Colômbia precisou mexer e Luis Suárez entrou no lugar de John Córdoba, que se lesionou em uma disputa de bola no início do confronto. Já aos 13, Suárez, que acabava de entrar, chegou à linha de fundo e cruzou para a segunda trave. Jhon Arias apareceu livre e bateu no canto para marcar para os colombianos.
Depois do gol, a equipe sul-americana cresceu em campo e passou a pressionar Gana com mais intensidade. Aos 20 minutos, Luis Díaz tentou de fora da área, mas parou nas mãos do goleiro ganês Lawrence Ati-Zigi.
Aos 39, Gustavo Puerta levantou a bola com categoria, a defesa ganesa não conseguiu afastar e Díaz chutou para fora. Na sequência, o ganês Iñaki Williams respondeu com uma finalização colocada, mas longe do gol defendido pelo colombiano Camilo Vargas.
Nos acréscimos, Daniel Muñoz cruzou para Johan Mojica, que cabeceou com perigo, mas o ganês Lawrence Ati-Zigi fez uma defesa espetacular para evitar o segundo gol.
Logo aos 11 minutos do segundo tempo, Luis Díaz balançou as redes para a Colômbia, mas o gol foi anulado por impedimento, um alívio para os ganeses, que a partir dali passaram a pressionar em busca da igualdade. A defesa colombiana, no entanto, se manteve firme, com Camilo Vargas fazendo intervenções importantes para preservar o resultado.
Aos 30 minutos da etapa final, Alidu Seidu recebeu cartão amarelo após falta em Johan Mojica próximo à entrada da área. Na cobrança, Juan Quintero arriscou de longe, mas a bola passou por cima do gol. Do lado ganês, o destaque foi o goleiro Lawrence Ati Zigi, autor de ao menos três defesas difíceis ao longo do segundo tempo, o que manteve viva a esperança da seleção ganesa de reação até os minutos finais.
Mesmo com a boa atuação do goleiro adversário, a Colômbia voltou a assustar nos acréscimos com Richard Ríos, que arriscou da entrada da área, mas Ati Zigi apareceu bem outra vez para evitar a ampliação do placar. A partida terminou em 1 a 0 e o resultado confirmou a vaga colombiana às oitavas de final e decretou a eliminação de Gana logo nos 16-avos, fase estreante nesta edição ampliada do Mundial.
Na próxima terça-feira (7), a Colômbia enfrenta a Suíça, às 17h (horário de Brasília), no estádio BC Place, em Vancouver, no Canadá, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Na madrugada de sexta-feira (3), a Suíça venceu a Argélia por 2 a 0 e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida realizada em Vancouver, no Canadá, teve domínio da equipe suíça, que foi mais eficiente nas finalizações e construiu a vitória com gols de Breel Embolo, ainda no primeiro tempo, e Dan Ndoye, logo após o intervalo, eliminando a seleção argelina da competição.
A Suíça começou a partida com um ritmo intenso e abriu o placar logo aos dez minutos do primeiro tempo. Após uma jogada pela direita, Johan Manzambi cruzou rasteiro para Breel Embolo, que apareceu livre na pequena área para finalizar de primeira e colocar os suíços em vantagem.
Mesmo atrás no marcador, a Argélia manteve maior posse de bola e buscou controlar as ações ofensivas. A equipe criou oportunidades com Ibrahim Maza, Houssem Aouar e Farès Chaïbi, mas encontrou dificuldades para superar a defesa suíça e o goleiro Gregor Kobel, que fez intervenções seguras quando exigido.
A equipe Rossocrociati adotou uma postura organizada após o gol, explorou os contra-ataques e aproveitou os espaços deixados pelo adversário. Denis Zakaria levou perigo em duas oportunidades, uma em finalização de fora da área e outra em uma cabeçada que passou próxima à trave, mantendo a pressão sobre a defesa argelina.
Nos minutos finais da etapa inicial, a Argélia voltou a crescer na partida e quase empatou nos acréscimos, quando Ibrahim Maza recebeu em boa condição dentro da área, mas finalizou para fora. Com eficiência ofensiva e solidez defensiva, a Suíça foi para o intervalo vencendo por 1 a 0 e em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo.
No segundo tempo, as expectativas dos argelinos foram frustradas logo no início. Com menos de um minuto de bola rolando, aos 46 segundos, Denis Zakaria cruzou para a área, a defesa da Argélia afastou mal e a bola sobrou para Dan Ndoye na entrada da área. O atacante suíço finalizou rasteiro, no canto de Luca Zidane, e ampliou a vantagem para 2 a 0.
Com o placar confortável, a Suíça passou a controlar completamente a partida. O segundo gol funcionou como um verdadeiro "balde de água fria" para a Argélia, que viu o adversário reduzir o ritmo e administrar a vantagem com inteligência.
A equipe argelina tentou reagir em seguida com o capitão Riyad Mahrez, mas sua finalização foi bloqueada por Zakaria.
Sob o comando dos experientes meio-campistas Granit Xhaka e Remo Freuler, os suíços ditaram o ritmo da partida, administraram a posse quando necessário e neutralizaram as investidas adversárias, impedindo que a Argélia criasse chances claras de perigo.
O confronto ainda reservou um lance inusitado aos 35 minutos. A bola atravessou toda a extensão da defesa argelina e sobrou livre para o meia Fabian Rieder, que havia acabado de entrar. Com o gol completamente aberto e Luca Zidane fora da jogada, o suíço desperdiçou uma oportunidade inacreditável. Pegou mal na bola e finalizou fraco e torto, devolvendo-a praticamente às mãos do goleiro argelino.
Com o apito final, a Suíça comemorou sua classificação e, pelas oitavas, vai enfrentar a Colômbia, em Vancouver, na próxima terça-feira (7), às 17h (horário de Brasília). Pelo lado argelino, a eliminação também marcou a despedida de Riyad Mahrez da seleção nacional. Após a partida, o capitão anunciou sua aposentadoria da equipe, encerrando sua trajetória com a camisa das Raposas do Deserto e colocou um ponto final em uma das carreiras mais marcantes da história recente do futebol argelino.
A Inglaterra sofreu mais do que o esperado, mas confirmou a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo ao derrotar a República Democrática do Congo por 2 a 1, na quarta-feira (1), em Atlanta. Depois de sair atrás logo no início da partida, a equipe comandada por Thomas Tuchel encontrou dificuldades para furar a defesa adversária e só conseguiu a virada nos minutos finais, com dois gols de Harry Kane. Com o resultado, os ingleses seguem vivos na competição e terão o México como próximo adversário.
A partida começou de forma surpreendente para a seleção inglesa. Aos sete minutos, Brian Cipenga aproveitou uma desatenção da defesa e abriu o placar para a República Democrática do Congo, colocando os africanos em vantagem logo no início do confronto. O gol abalou a Inglaterra, que passou a controlar a posse de bola, mas encontrou muitas dificuldades para transformar o domínio em oportunidades claras de gol.
Mesmo pressionando, os ingleses esbarraram na grande atuação do goleiro Lionel Mpasi, responsável por importantes defesas em finalizações de Jude Bellingham e Harry Kane. Antes do intervalo, o Congo ainda esteve perto de ampliar a vantagem quando Yoane Wissa acertou a trave, enquanto uma reclamação de pênalti de Kane foi ignorada pela arbitragem após revisão do VAR. Assim, a equipe africana foi para o vestiário vencendo por 1 a 0.
O segundo tempo foi marcado pelo ritmo de jogo congolês. Com a vantagem no placar, a seleção africana jogou de igual para igual com as estrelas inglesas. Ambos os times propunham jogadas de ataque, a RD Congo tentava chutes de fora da área enquanto a Inglaterra, pelas laterais, investia nos cruzamentos.
A seleção inglesa não conseguia atravessar o sistema defensivo congolês. Jude Bellingham e Harry Kane sofreram para passar pelo goleiro Lionel Mpassi. O guarda-redes dos ‘Leopardos’ fez importantes defesas na partida. Naquela que foi mais uma das grandes atuações de goleiros africanos nesta Copa do Mundo.
Aos 29 minutos do segundo tempo, da ala direita, Declan Rice passou por cima e inverteu para Anthony Gordon. Com outro cruzamento, o ponta do Newcastle encontrou Harry Kane no centro da área, que com um leve toque de cabeça deslocou o goleiro e empatou a partida.
Faltando cinco minutos para o fim da partida, Elliot Anderson fez um passe em profundidade e deixou Jude Bellingham sozinho no mano a mano com Lionel Mpassi, que impediu a oportunidade. Mas, no rebote, a bola sobrou para o centroavante Harry Kane, que acertou no ângulo para marcar seu doblete e garantir a virada da seleção inglesa.
Agora, a atenção se volta para o confronto entre Inglaterra e México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Os ingleses chegam embalados por uma campanha consistente, enquanto os mexicanos avançaram após uma atuação segura diante do Equador. O duelo entre as tradicionais seleções acontece no domingo (5), às 21h, e vale uma vaga nas quartas de final do torneio.
Na terceira rodada da Copa do Mundo de 2026, o México venceu a República Tcheca por 3 a 0 e segue invicto na competição. Já no outro jogo da chave, a África do Sul venceu a Coreia do Sul, de virada, e garantiu a classificação para a próxima fase. Confira mais detalhes dos jogos do Grupo A:
República Tcheca 0X3 México
Em jogo válido pela última rodada do Grupo A, a seleção mexicana, já classificada, enfrentou a Tchéquia na quarta-feira (24), no Estádio Azteca, na Cidade do México, e encerrou a participação das duas seleções na fase de grupos.
Para o jogo, ambos os times vieram com força total, sem desfalques notáveis que obrigassem os experientes Javier Aguirre e Miroslav Koubek a mexer nos 11 iniciais.
Com a necessidade da vitória para se classificar, foi a Tchéquia quem deu gás ao começo do jogo. Aos sete minutos, Coufal lançou Sulc em profundidade pela linha de fundo. O atacante cruzou para a área, onde Visinsky apareceu livre e finalizou rasteiro, mandando a bola para fora, muito perto da trave direita do goleiro Rangel.
Em seguida, foi a vez do México responder. Aos nove minutos, Romo recebeu na entrada da área e encontrou Martínez livre pela ponta direita. O atacante cruzou para a área, mas o zagueiro Krejčí afastou de cabeça. Na sobra, após um bate-rebate, Edson Álvarez finalizou da entrada da pequena área e mandou a bola por cima do gol defendido por Kovář.
Os anfitriões continuaram a pressionar e, aos 38 minutos, em uma troca de passes na entrada da área, Alvarado encontrou Sánchez livre pela ponta direita. O atacante dominou e finalizou cruzado, mas Kovář fez boa defesa. As duas seleções terminaram a primeira etapa sem gols.
O primeiro gol da partida saiu aos nove minutos do segundo tempo. Após uma bela sequência de dribles, Romo se livrou da marcação de três jogadores tchecos e tocou para Chávez, que arrancou pela ponta direita, deixou Sadílek para trás e finalizou com categoria no canto de Kovář.
Cinco minutos depois, aos 14, saiu o segundo gol mexicano. Gilberto Mora dominou a bola na intermediária e avançou até encontrar Sánchez. O lateral se livrou da marcação de Červ e invadiu a área, mas parou em grande defesa de Kovář. Na sequência, Holeš tentou afastar o perigo, porém a bola rebateu em Sánchez e sobrou para Quiñones, que apenas empurrou para o gol vazio e ampliou a vantagem mexicana.
Aos 32 minutos, com o jogo resolvido, o técnico Aguirre promoveu a entrada de Ochoa. Aplaudido pelos companheiros e por todo o estádio, o camisa 13 entrou em campo pela quarta vez em uma Copa do Mundo e tornou-se, junto de Messi e Cristiano Ronaldo, um dos únicos da história a disputar seis edições do torneio. Embora tenha seis participações no total, ele não chegou a atuar nas edições de 2006 e 2010, sendo titular apenas em 2014, 2018 e 2022.
O terceiro e último gol saiu nos acréscimos. Após um belo tiro de meta de Ochoa, Santiago Giménez fez o pivô sobre Hranáč e deixou a bola passar para Alvarado, livre pela ala. O meia devolveu para Giménez dentro da área, mas o atacante finalizou em cima de Kovář. Na sequência, a bola rebateu e sobrou para Alvarado, que tocou para Fidalgo na entrada da área. O camisa 8 acertou um belo chute no ângulo e fechou o placar com vitória de 3 a 0.
Com a vitória, o México garantiu a liderança do Grupo A, com três vitórias em três jogos, nove pontos conquistados e nenhum gol sofrido. A seleção mexicana possui uma das melhores defesas da Copa do Mundo até o momento, ao lado da Espanha, que até o momento, também não foi vazada.
Os ”El Tri” venceram quatro partidas consecutivas da Copa do Mundo FIFA pela primeira vez, tornando-se a primeira equipe da Concacaf a alcançar esse feito, depois de superar a Arábia Saudita em sua última partida no Catar 2022 e emendar as três vitórias consecutivas da fase de grupos, a primeira vez que a seleção venceu seus três jogos nesta fase.
O resultado também marcou a segunda vez que o México avançou pela fase de grupos sem sofrer gols, repetindo o que havia feito em 1970, quando sediou a competição pela primeira vez. Além disso, a equipe ficou invicta na fase de grupos do torneio em seis ocasiões (1970, 1986, 1998, 2002, 2014 e 2026) e se tornou a primeira nação da Concacaf a somar 20 vitórias na história da Copa do Mundo.
Com apenas um ponto somado, a Tchéquia encerrou sua participação na quarta colocação do Grupo A e ampliou o jejum sem classificações para o mata-mata, que já dura desde 1990.
A seleção mexicana enfrenta, na terça-feira (30), às 22h (horário de Brasília) a equipe do Equador. A partida válida pelos 16 avos de final acontece novamente no Estádio Azteca, na Cidade do México.
África do Sul 1X0 Coreia do Sul
No outro jogo do grupo A, a África do Sul venceu a Coreia do Sul por 1 a 0, no Estádio de Monterrey, em Guadalupe. Com a vitória, os sul-africanos garantiram pela primeira vez em sua história uma vaga no mata-mata da Copa do Mundo.
O início da partida foi equilibrado, com alternância de posse de bola e dificuldades da seleção sul-africana em encontrar espaços. Por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, o meia atacante Appollis e o volante Mbatha, tiveram chances claras de gol, mas não conseguiram abrir o placar. A ausência de Mokoena, principal jogador da equipe, foi sentida no primeiro tempo. O meio campista da seleção africana foi suspenso após acumular dois cartões amarelos. Ele é considerado o grande motor do meio campo e exerce liderança técnica dentro dos gramados.
A Coreia do Sul buscava explorar o avanço do seu lateral-esquerdo, Lee Tae-seok, que se posicionava justamente no setor mais atacado pela África do Sul. Ainda assim, foi por ali que surgiu o lance decisivo. Aos 17 minutos do segundo tempo, em contra-ataque veloz, Tshepang Moremi - que havia acabado de entrar - arrancou pela esquerda, fintou a defesa e cruzou com precisão. A bola encontrou o ponta-direita Thapelo Maseko, que dominou e finalizou de canhota no canto esquerdo do goleiro Williams para marcar o gol da vitória da África do Sul.
A Coreia do Sul não mudou sua postura tática utilizada nos outros jogos e novamente apostou em dominar a posse da bola, com passes curtos entre os jogadores de meio-campo para controlar as ações da partida. O destaque Heung-min Son começou na reserva por opção técnica do treinador Hong Myung- Bo e entrou no início da segunda etapa, porém não criou chances de gols para a equipe. O técnico sul-coreano, em sua entrevista coletiva após a partida, assumiu a culpa da derrota, porque fez mudanças drásticas na escalação: “Acho que tomei decisões erradas e esse foi o motivo do resultado ruim”, disse.
O técnico da Seleção sul-africana, Hugo Broos, apesar da ausência de seu principal jogador, armou sua equipe baseada em contra-ataques velozes, diferente do estilo adotado contra o México, e conseguiu manter a equipe conectada, se apoiando e se defendendo com intensidade. O treinador belga se emocionou ao final da partida: a seleção, em sua quarta Copa do Mundo, resgatou a confiança da torcida sul-africana e fez história ao levar os Bafana Bafana ao mata-mata.
A vitória representou uma verdadeira virada de chave no Grupo A. A África do Sul começou a última rodada na lanterna, mas com a vitória sobre a Seleção sul-coreana, chegou aos quatro pontos e avançou na vice-liderança graças ao triunfo e à combinação de resultados do grupo.
Agora, os Bafana Bafana enfrentam o Canadá no domingo (28), no Estádio de Los Angeles, às 16h (horário de Brasília). Já a Coreia do Sul terminou a rodada na terceira posição com três pontos. Com a esperança de ser classificada como uma dos oito melhores terceiros lugares, a combinação de resultados dos outros grupos não favoreceu a equipe asiática, que deu adeus ao torneio.