O técnico catalão encerrou sua passagem histórica no clube inglês com 20 troféus conquistados e feitos até então inimagináveis
por
Guilbert Inacio
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27/05/2026 - 12h

No último domingo (24), Pep Guardiola fez seu último jogo no comando do Manchester City. A partida que encerrou a temporada foi contra o Aston Villa, pela última rodada da Premier League, no Etihad Stadium. Apesar da derrota por 2 a 1, o clima no lado azul de Manchester foi de alegria, agradecimentos, emoções e muita homenagem. Além de Pep, os jogadores Bernardo Silva e John Stones também se despediram do clube inglês.

A imagem mostra Pep Guardiola sentado com todos os troféus conquistados em volta
Atualmente, Pep tem 55 anos, 20 deles como técnico. Reprodução: site/mancity.com

O anúncio da saída de Guardiola foi feito na última sexta-feira (22), por meio de comunicados oficiais nos canais do time inglês. O contrato do técnico com o City tinha vigência até junho de 2027, mas Pep optou por acionar uma cláusula que permite ele deixar o clube uma temporada antes, sem multas rescisórias.

Além disso, a cláusula tem uma definição de transição de carreira. A partir de agora, Guardiola é embaixador global e consultor técnico do City Football Group, holding que administra 13 clubes no mundo, incluindo o Bahia, no Brasil.

No dia do anúncio foi feita uma coletiva de imprensa para que Guardiola explicasse sua decisão. Aos jornalistas, ele afirmou que fará uma pausa na carreira como técnico, semelhante a que fez em 2012 após passagem pelo Barcelona, mas dessa vez sem prazo para voltar. “Não há planos para treinar por um tempo. Senão, eu estaria aqui. Preciso dar um passo para trás. Preciso respirar um pouco e não vou treinar por um tempo”, completou.

Guardiola ganhará uma estátua e um setor no Etihad em sua homenagem. Sobre o futuro do time, ele afirmou: "Dez anos é muito tempo, e acho que o Manchester City precisa de um novo treinador, de uma nova energia, com esses jogadores incríveis que temos agora, para começar a escrever um novo capítulo", afirmou o treinador catalão.

O reinado azul

Guardiola assumiu o Manchester City em junho de 2016. Em sua primeira temporada, ele não conquistou títulos, mas mudou a filosofia de jogo do clube inglês. Filho da escola Tiki-taka espanhola e adepto de um goleiro que saiba jogar com os pés, o técnico implantou o estilo de jogo caracterizado pela manutenção da posse de bola por meio de passes curtos e rápidos e pela movimentação constante dos jogadores no campo.

Na temporada seguinte, 2017/18, veio o resultado. O time conquistou a Premier League (PL) ao chegar ao histórico 100 pontos. Além disso, naquela temporada, o City conquistou a Copa da Liga Inglesa (Carabao Cup) e a Supercopa da Inglaterra (Community Shield). Ali começou um reinado na Inglaterra difícil de superar.

A imagem mostra Vincent Kompany com a taça da PL 2016 e outros jogadores do City comemorando o título na época
A pontuação daquela PL é até hoje a maior da história. Reprodução: site/mancity.com

No ano seguinte, mais um feito histórico. O City se tornou o primeiro clube do futebol inglês a ganhar todas as quatro competições nacionais em uma única temporada: PL, Copa da Inglaterra (FA Cup), Carabao Cup e Community Shield. Nessa temporada, o clube alcançou a terceira maior pontuação da história da PL, 98, um ponto à frente do vice-colocado, o Liverpool, treinado pelo alemão Jürgen Klopp.

A segunda maior pontuação da PL foi do Liverpool campeão na temporada 2019/20. Naquela ocasião, o City fez 81 pontos.

A rivalidade entre Guardiola e Klopp, que transformou o futebol inglês, se iniciou no futebol alemão, quando eles treinaram o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, respectivamente. Ambos precisavam ir ao limite para conseguir superar um ao outro. Algo que tornou o clássico City x Liverpool em um dos principais jogos do futebol mundial, mesmo sem terem uma rivalidade histórica direta.

Em 30 jogos entre Guardiola e Klopp: 12 vitórias do catalão, 11 vitórias do alemão e 7 empates. No período na Inglaterra, foram 22 jogos, com 8 vitórias para cada um e 6 empates.

A imagem mostra Klopp e Guardiola abraçados
O último encontro dos treinadores foi no dia 10 de março de 2024. Reprodução: Instagram/@kloppo

O técnico se tornou o segundo maior vencedor da Premier League, atrás apenas do lendário Sir Alex Ferguson, que conquistou 13 no comando do Manchester United. Guardiola, porém, conseguiu um feito que o escocês não conseguiu: ganhou quatro seguidas, de 2021 a 2024. Além disso, o catalão deixou um estilo próprio na liga inglesa ao inverter laterais, ter um zagueiro que atue como volante e ter vencido uma PL com um falso 9.

Das dez temporadas de PL de Guardiola, ele só não venceu quatro: 2016/17 (Chelsea), 2019/20 (Liverpool), 2024/25 (Liverpool) e 2025/26 (Arsenal).

Com o tempo, a obsessão se tornou a Europa. O City nunca havia disputado uma final de Liga dos Campeões, feito que conseguiu duas vezes com Pep. A primeira em 2021, quando o time perdeu a final por 1 a 0 para o rival inglês Chelsea. 

Dois anos depois, uma nova chance. O City derrubou dois dos maiores campeões da competição no mata-mata: Bayern de Munique (6), nas quartas de final, e Real Madrid (14), nas semis.

No Estádio Olímpico Atatürk, em Istambul, na Turquia, apesar do favoritismo, o time de Guardiola teve um jogo duro contra a Inter de Milão, tricampeã da competição. Entretanto, aos 22 minutos do segundo tempo, Rodri bateu na entrada da área para decretar o título inédito do City e pintar o continente de azul.

A imagem mostra Guardiola com a taça da Liga dos Campeões
Guardiola tem três Champions, duas delas com o Barcelona. Reprodução: site/mancity.com

Os comandados de Pep também fizeram história no final daquele ano de 2023 ao vencer pela primeira vez o Mundial de Clubes. A conquista foi com uma goleada por 4 a 0 sobre o Fluminense (Brasil), no Estádio King Abdullah Sports City, em Jedá, na Arábia Saudita.

Durante os 10 anos no clube inglês, Pep ganhou 20 títulos: 6x Premier League, 5x Carabao Cup, 3x Fa Cup, 3x Community Shield, uma Liga dos Campeões, uma Supercopa da Europa e um Mundial de Clubes.

Os números da passagem foram: 593 jogos, com 423 vitórias, 77 empates e 93 derrotas. No período, o clube fez 1423 gols e sofreu 521, saldo de 902.

O último jogo

Após a conquista da Champions, o City caiu de rendimento e, talvez ali, começou o início do fim. O time ganhou a PL 2023/24, mas oscilou muito e só assumiu a liderança do campeonato na rodada 33 por causa dos tropeços de Arsenal e Liverpool. 

Na temporada seguinte, o clube não conquistou nenhum título, inclusive perdeu a final da Fa Cup por 1 a 0 para o Crystal Palace, que encerrou um jejum de 119 anos sem grandes conquistas. Na temporada atual, o clube ganhou apenas a Fa Cup ao vencer o Chelsea por 1 a 0, e viu o Arsenal conquistar a PL após 22 anos. 

Pep não disse o motivo pelo qual decidiu sair de Manchester, mas talvez, seja por não conseguir mais ir além depois de conquistar tudo, assim como foi na sua passagem pelo Barcelona, time em que ganhou 14 troféus. 

"Que momentos maravilhosos passamos juntos. Não perguntem as razões pelas quais estou indo embora. Não há razão. Mas lá no fundo eu sei que chegou a hora. Nada é eterno, e se fosse, seria aqui. Eterno será o sentimento, serão as pessoas, o amor que sinto por meu Manchester City", trecho do anúncio de despedida.

A imagem mostra o campo do Etihad com uma bandeira do escudo do Manchester City. Na arquibancada tem três bandeiras que formam uma imagem com Guardiola e os dizeres 10 years with pap
Bandeiras em homenagem ao técnico foram exibidas no pré-jogo. Reprodução: Instagram/@mancity

No último jogo, contra o Aston Villa, foi feita uma festa de despedida para o técnico. Ainda durante a partida, Guardiola chorou ao substituir Bernardo Silva, oitavo jogador que mais vestiu a camisa do clube e que sairá do time, para receber os últimos aplausos da torcida. O zagueiro Stones também fez seu último jogo.

A imagem mostra Stones e Bernardo Silva
Ambos os jogadores foram peças chaves no jogo posicional de Guardiola. Reprodução: Instagram/@mancity

Após o apito final, começou a cerimônia de despedida. Alguns nomes históricos do período vitorioso estiveram no evento, como os brasileiros Ederson (hoje no Fenerbahçe) e Fernandinho (aposentado). 

Pep fez seu discurso emocionado e um pouco nervoso. “Foi uma honra tremenda ser o seu treinador, estar aqui há dez anos... A quantidade de troféus, emoções incríveis”, afirmou.

“Só mais uma coisa antes de você ir para casa tomar umas cervejas ou um vinho: se nos próximos anos você me encontrar nas ruas aqui, na Europa, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar, e você for torcedor do City, venha me dar um abraço. Eu vou precisar disso”, completou.

O título foi o último de Alexia Putellas com a camisa blaugrana
por
Guilbert Inácio
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26/05/2026 - 12h

No último sábado (23), o Barcelona venceu o Olympique Lyonnes por 4 a 0 e conquistou o título da UEFA Liga dos Campeões Feminina. Defesas de Catalina Coll e dobletes de Ewa Pajor e Salma Paralluelo garantiram o triunfo no Ullevaal Stadion, em Oslo, Noruega. A conquista foi o 38º título da capitã Putellas, que anunciou três dias após a vitória que vai deixar o clube.

A imagem mostra o elenco do Barcelona comemorando o título
Blaugranas terminam a temporada com todos os títulos possíveis. Foto: German Parga/Barcelona

O caminho até a final

Barcelona e Lyonnes fizeram a melhor e a segunda melhor campanha da fase de liga, respectivamente. Por terem terminado entre os quatro primeiros dessa etapa, ambas as equipes pularam as oitavas e foram direto para as quartas de final.

Nas quartas, as catalãs enfrentaram o rival Real Madrid (Espanha). O Barça venceu os dois jogos: 3 a 0, em Madrid, e 6 a 0, em Barcelona. Na semi, elas empataram em 1 a 1 com o Bayern de Munique, na Alemanha, e venceram por 4 a 2, na Espanha.

Já as francesas perderam o primeiro jogo das quartas para o Wolfsburg, da Alemanha, por 1 a 0, mas reverteram o placar em casa ao vencer por 4 a 0. Na semi, elas enfrentaram o Arsenal, até então atual campeão. Na Inglaterra, perderam o jogo de ida por 2 a 1, mas novamente reverteram a desvantagem em casa com uma vitória por 3 a 1.

As equipes entraram no Ullevaal sendo as principais potências da competição e do futebol feminino europeu. 

O Barça foi para o campo para disputar a sexta final seguida, tendo conquistado três em 2021, 2023 e 2024. A última sobre as francesas. Além disso, as blaugranas foram em busca do tetracampeonato da competição, que não conseguiram conquistar na última temporada, pois perderam a final para o Arsenal. Confira como foi clicando aqui!

Para o jogo, Pere Romeu deixou uma das principais jogadoras no banco. Aitana Bonmatí, atual melhor do mundo, está voltando a jogar aos poucos devido à lesão na fíbula, sofrida no fim de novembro de 2025, que a deixou cinco meses fora dos gramados. 

Do outro lado, as Leoas, comandas por Jonatan Giráldez, são as maiores campeãs com oito troféus e chegaram ao estádio para jogar a oitava final em dez temporadas, tendo conquistado seis títulos, dois deles em cima das catalãs, em 2019 e 2022.

O cenário de hegemonia também se repetia no elenco das equipes. Nove jogadoras já conquistaram o título mais desejado da Europa anteriormente. Do lado francês: Wendie Renard (8), Ada Hegerberg (6) e Selma Bacha (4). Do lado catalão, todas com três: Alexia Putellas, Aitana Bonmatí, Caroline Graham Hansen, Patri Guijarro, Mapi León e Marta Torrejón.

Como foi o jogo

O início do primeiro tempo foi truncado. As Leoas pressionaram o Barça para diminuir os espaços e evitar que o time aplicasse o seu estilo de jogo, o toque de bola. Apesar da pressão, a primeira chance foi das catalãs. Aos 20 minutos, Hansey ganhou disputa de bola da Bacha, avançou e cruzou rasteiro para a área. Putellas bateu de primeira com o pé ruim e a bola passou ao lado da trave direita.

A resposta do Lyonnes veio três minutos depois. De falta, Bacha cruzou na cabeça de Renard que mandou para o gol. Catalina Coll fez ótima defesa, mas o rebote ficou com Lindaey Heaps que mandou para o fundo da rede. O VAR revisou e anulou o gol por impedimento da camisa dez.

Aos 17, Putellas lançou para o ataque. Pajor ganhou a corrida com Renard e viu a goleira Endler adiantada. A atacante tentou de cobertura, mas mandou a bola para fora.

No minuto 24, após tabela, Brand bateu do lado esquerdo da pequena área, porém a bola passou por cima do gol. A partir daí, as francesas pressionaram o Barça, que ficou acuado no campo de defesa. Aos 40, Bacha bateu falta direta para o gol, mas Cata Coll fez boa defesa e mandou para escanteio.

O Barcelona só reagiu nos acréscimos, quando Guijarro achou Hansen sozinha na direita. A atacante entrou na área, cortou para dentro e bateu colocado, mas o leve desvio de Brand fez a bola ir para escanteio.

O Barça voltou melhor para o segundo tempo. Logo aos dez minutos, Guijarro viu Pajor entranto na área e enfiou bola para a atacante, que bateu cruzado para abrir o placar. As Leoas não sentiram o gol e foram para cima. Aos 15, Vicki Bècho bateu no canto direito do gol, mas parou na goleira catalã. 

Contudo, oito minutos depois, a lateral Esmee Brugts recebeu dentro da área e mandou rasteiro para o meio. A bola passou pela pequena área e chegou em Paralluelo. A atacante serviu Pajor que marcou o segundo na partida. Com os dois gols, Pajor chegou a 11 e se isolou na artilharia da comeptição. Alessia Russo, do Arsenal, é a vice com nove.

A imagem mostra Paralluelo e Pajor comemorando o gol
Após perder cinco finais, em clubes diferentes, Pajor finalmente conquistou a Champions. Foto: Alex Caparrós/Barcelona

Quatro minutos depois, Tabitha Chawinga teve a chance de diminuir a desvantagem. Ela saiu cara a cara com Cata Coll, mas chutou em cima da goleira. Depois disso, o Barcelona sufocou e segurou o Lyonnes no campo de defesa.

O jogo parecia se encaminhar para o fim com o 2 a 0, mas aos 45 minutos, Paralluelo bateu de fora da área e fez um golaço. Dois minutos depois, Pajor armou contra ataque e serviu Paralluelo, que bateu cruzado na área para decretar o 4 a 0 e o título do Barça.

As catalãs chegaram a quatro títulos e empataram com o Frankfurt na vice liderança de maiores campeãs. Além do triunfo europeu, as blaugranas encerraram a temporada de forma perfeita. Elas conquistaram os três títulos nacionais da Espanha: Supercopa Feminna, sobre o Real Madrid, a Liga F Moeve e a Copa da Rainha, em cima do Atlético de Madrid.

O Barcelona será o representante da Europa na segunda edição da Copa das Campeãs, que será realizada em janeiro de 2027, em Miami, Estados Unidos. Os outros clubes confirmados são América (México), representante da América do Norte/Central/Caribe e Naegohyang (Coréia do Norte), representante da Ásia. Ainda restam três vagas que serão conhecidas após as disputas das finais da Liga dos Campeões da CAF (África), da Liga dos Campeões da OFC (Oceania) e da Libertadores (América do Sul).

La Reina está na história

Esse foi o último título de La Reina Alexia Putellas com a camisa do Barcelona. Nesta terça-feira (26), em carta nas redes, a jogadora anunciou que deixará o clube após 14 anos. Confira o texto na íntegra clicando aqui!

A jogadora começou sua formação na base culé, em 2005, mas se transferiu para a base do Espanyol um ano depois. Lá ela se tornou profissional e chegou ao time principal em 2010.

No ano seguinte, ela foi para o Levante. No fim da temporada 2011/12, ela voltou para o Barcelona para compor um dos principais projetos do futebol feminino mundial.

Ao longo de sua trajetória, La Reina se tornou uma das principais jogadoras do time. Em 2018, ela alcançou o posto de quarta capitã. Três anos depois, ela virou a primeira, além de ter feito uma temporada espetacular. Putellas ganhou a tríplice coroa (Liga F Moeve, Copa da Rainha e Liga dos Campeões). Em 44 jogos, La Reina participou diretamente de 45 gols do Barcelona.   

Pelo desempenho, Putellas ganhou a Bola de Ouro, da France Football, e o FIFA The Best, premiações de melhor jogadora do mundo, além de ter sido eleita a Jogadora do Ano da UEFA. Na temporada seguinte, 2021/22, ela ganhou novamente os três prêmios. As honrarias fizeram ela ser a primeira espanhola a ganhar esses prêmios individuais, feito que, até o momento, só foi repetido pela colega Aitana Bonmatí.

Na temporada atual, ela conseguiu outro feito histórico. Em abril, com o título da Liga F Moeve, Alexia Putellas ultrapassou Lionel Messi em títulos conquistados com a camisa do Barcelona. O argentino tem 35 triunfos. Com a copa nacional e a Champions, conquistadas em maio, Putellas chegou a 38 e deixou Messi para trás.

Em 502 jogos, Putellas se tornou a maior artilharia feminina do clube, com 232 gols, e a segunda geral, apenas atrás de Messi, com 672. Reprodução: Instagram/@fcbfemeni
Em 502 jogos, Putellas se tornou a maior artilheira feminina do clube, com 232 gols e a segunda geral, atrás apenas de Messi, com 672. Reprodução: Instagram/@fcbfemeni

La Reina esteve no Barcelona por 14 anos. Durante o período, ela conquistou: 10x Campeonatos Espanhois (Liga F Moeve), 11x Copas da Rainha, 7x Copas da Catalunhã, 6x Supercopas da Espanha e 4x Liga dos Campeões.

Messi passou sete anos a mais na Catalunhã e venceu: 10x Campeonatos Espanhois (La Liga), 7x Copas do Rei, 8x Supercopas da Espanha, 4x Liga dos Campeões, 3x Supercopas da Europa e 3x Mundiais de Clubes.

“Fui e sempre serei uma torcedora, assim como vocês. Por isso, não quero que este seja um momento triste. Este é apenas um capítulo que chega ao fim, mas felizmente, nasci Barça e morrerei Barça... Então, nos veremos novamente. Visca el Barça, agora e para sempre!", trecho da carta nas redes.

Italiano de 19 anos amplia vantagem para 43 pontos na liderança do Mundial após abandono de George Russell
por
Maria Eduarda Jussiani
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25/05/2026 - 12h

Andrea Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada no Circuito Gilles Villeneuve em Montreal, no Canadá, no último domingo (24). O italiano chegou com mais de dez segundos de vantagem sobre Lewis Hamilton e se tornou o primeiro piloto em 76 anos de Fórmula 1 a vencer as quatro primeiras corridas da carreira de forma consecutiva. O resultado, combinado ao abandono de George Russell por quebra de motor, abre uma diferença de 43 pontos entre os dois companheiros da Mercedes na classificação do campeonato: 131 a 88. 

Foto: Antonelli comemorando a vitória no pódio em Montreal – Reprodução/F1 via X
Foto: Antonelli comemorando a vitória no pódio em Montreal – Reprodução/F1 via X

Tensão na Mercedes antes do GP

O domingo em Montreal chegou com ameaça de chuva, o que influenciou diretamente as escolhas de pneus das equipes antes da largada. Na sprint, Russell largou da pole e venceu, mas a corrida ficou marcada pela briga interna da Mercedes na volta 5. Antonelli saiu da pista na curva 1 após Russell não ceder espaço na defesa da posição. O italiano reclamou no rádio, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, interveio pedindo foco na pilotagem, e o clima entre os dois pilotos ficou visivelmente tenso, algo que ficou nítido no aperto de mão frio que trocaram no final da corrida e na entrevista pós-sprint.

Na classificação para o GP, Russell voltou a largar da pole, com Antonelli em segundo por apenas 68 milésimos e Lando Norris, da McLaren, em terceiro.

McLaren aposta em pneus errados e sai do caminho

A largada entregou uma corrida que começou agitada. Houve duas voltas de aquecimento extras por conta do problema de Arvid Lindblad, piloto da Racing Bulls, que perdeu potência antes da partida. Quando a corrida enfim começou, Lando Norris aproveitou os pneus intermediários da McLaren para tracionar melhor do que todos e foi para a liderança antes da curva 1. A escolha pelos intermediários fazia sentido diante da expectativa de chuva, mas a pista permaneceu seca e a estratégia durou menos de duas voltas: a equipe chamou Norris e Oscar Piastri imediatamente aos boxes e derrubou ambos no pelotão. Piastri ainda bateu em Alexander Albon, da Williams, durante a tentativa de recuperação e precisou trocar o bico, o que encerrou qualquer chance de resultado relevante. Albon abandonou em consequência do toque. 

20 voltas de duelo 

Com a McLaren fora do caminho, Antonelli e Russell assumiram o controle e travaram uma das batalhas mais intensas da temporada. Por mais de 20 voltas, os dois pilotaram em décimos de segundo de diferença. Ambos trocaram o primeiro lugar repetidamente e acumularam erros nas bordas do limite. Na volta 26, Russell não deixou espaço na última curva e o italiano teve que usar a área de escape, devolvendo a posição e reclamando de ter sido empurrado para fora. “Não lembro de uma batalha assim em anos. Talvez no Bahrein, em 2014, com Hamilton e Rosberg”, afirmou Russell em entrevista após a prova. 

Foto: Russel e Antonelli lado a lado na pista durante a disputa pela liderança – Reprodução/F1 via X
Foto: Russel e Antonelli lado a lado na pista durante a disputa pela liderança – Reprodução/F1 via X

Motor para, duelo acaba 

A batalha acabou na volta 30, quando Russell passou reto na curva 8 com o motor parado. O britânico saiu do carro visivelmente irritado. O safety car virtual entrou, abriu a janela de pit stops e Antonelli retornou à pista em primeiro sem maiores complicações. “Ouvi alguns barulhos no carro durante a corrida e, de repente, tudo desligou. Estava adorando a batalha na pista, estava confiante e relaxado”, disse Russell à imprensa após a prova. 

Hamilton supera Verstappen 

Com a pista livre, Antonelli administrou os mais de dez segundos de vantagem sobre Hamilton até o fim. Lewis, que havia largado em quinto e avançado com as saídas à frente, travou sua própria disputa com Max Verstappen nas voltas finais. O heptacampeão chegou a ficar a menos de um segundo do neerlandês e concretizou a ultrapassagem na volta 62, garantindo o segundo lugar. Foi o melhor resultado da Ferrari na temporada. “Especialmente com esses caras sendo tão rápidos, e eu realmente consegui disputar uma corrida com o Max, o que foi ótimo”, disse Hamilton. Verstappen completou o pódio, somando o primeiro top-3 da Red Bull em 2026.

Charles Leclerc, da Ferrari, terminou em quarto, à frente de Isack Hadjar, da Red Bull, que recebeu dez segundos de punição no tempo final por uma fechada em alta velocidade contra o monegasco, mas manteve a posição pela margem acumulada. Franco Colapinto, da Apine, foi sexto, Liam Lawson, da Racing Bulls, sétimo, Pierre Gasly, da Alpine, oitavo, Carlos Sainz, da Williams, nono. Oliver Bearman, da Haas, fechou o top-10. 

E o brasileiro? 

Gabriel Bortoleto cruzou a linha em 13º e saiu de Montreal frustrado. A Audi, equipe do piloto, apostou em pneus intermediários para a largada diante da expectativa de chuva que não se confirmou, e forçou o piloto a fazer uma parada dupla logo no início. “Se tivéssemos largado com pneus de pista seca, basta olhar para os carros que estavam atrás da gente e tinham menos ritmo, mas terminaram na zona de pontos. Então, acredito, sim, que havia potencial”, disse Bortoleto. O piloto evitou criticar a decisão da equipe, mas deixou claro que erros desse tipo precisam ficar para trás. “Sofremos com muitos detalhes neste fim de semana que não podem se repetir em Mônaco.”

A McLaren, que já havia desperdiçado a corrida com a escolha equivocada de pneus, encerrou o dia com Norris abandonando por quebra do motor Mercedes na volta 40, relegando o campeão mundial à 14ª posição antes da saída.

Título nas mãos de Antonelli 

Do lado da Mercedes, o cenário é de domínio técnico e turbulência interna simultâneos. Antonelli somou 25 pontos e agora lidera com 131. Russell, que saiu do Canadá com os 88 pontos conquistados até o sábado, reconheceu a realidade do campeonato. “Agora, o título está nas mãos dele, são muitos pontos de vantagem. Parece que os deuses não querem que eu esteja nessa briga quando olho o momento em que o safety car entrou no Japão, a quebra no Q3 lutando pela pole na China, e a quebra quando estava na liderança aqui hoje. Mas a pressão acabou. Vou à pista, aproveitar cada corrida e tentar vencer.”

No Mundial de Construtores, a Mercedes soma 219 pontos e abre 72 de vantagem sobre a Ferrari, com 147. A McLaren é a terceira, com 106. A Red Bull aparece em quarto, com 57. 

A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho para o GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.

Na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, líderes empatam e Botafogo volta a vencer após três rodadas
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
25/05/2026 - 12h

Nos dias 16 e 17 de maio, os times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro disputaram a 16ª rodada da competição. Partida entre Santos e Coritiba termina com polêmica na substituição. Internacional e Atlético-MG conseguiram boas vitórias.

Internacional 4 X 1 Vasco

No primeiro jogo da rodada, realizado no último sábado (16), Internacional e Vasco se enfrentaram ambos em busca de manter o momento de crescente na tabela. A partida foi no Beira Rio, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (RS).

O Inter, que vinha de apenas uma derrota na Série A nos últimos nove jogos, junto da classificação na Copa do Brasil contra o Athletic, estava otimista para a partida. Era uma boa oportunidade para subir na tabela, já que, antes do jogo, a equipe de Porto Alegre ocupava a 14ª colocação. Paulo Pezzolano, técnico do Colorado, não conseguiu contar com peças no setor defensivo, como Félix Torres (suspenso), Vitor Gabriel e o volante Paulinho Paula (lesão).

Já o Gigante da Colina, treinado por Renato Gaúcho, faz um campeonato irregular, mostrando bons desempenhos mas não conseguindo ter regularidade nos resultados. O jogo era visto como uma partida difícil, principalmente pelas atuações abaixo da equipe em confrontos fora de casa. Na escalação, Renato tinha uma extensa lista de titulares fora do jogo. O capitão vascaíno Thiago Mendes e Rojas estavam suspensos, Adson e Cuiabano fora por lesão e o centroavante Spinelli ficou no Rio de Janeiro para acompanhar o nascimento da filha. A equipe teve que ir a campo com reservas. Jogadores contestados pela torcida pelo momento ruim como o recém chegado Brenner e o volante Tchê-Tchê eram alguns dos jogadores titulares no Rio Grande do Sul.

Depois do apito inicial, o mandante dominou o jogo durante todo o jogo. Logo aos nove, após um cabeceio, Mercado marcou, mas estava impedido. Aos 20, em uma contra-ataque rápido após um escanteio mal cobrado pela equipe do Vasco, Bernabei lançou para Carbonero carregar a bola e finalizar por cima para abrir o placar. Três minutos depois, em uma péssima saída de bola do Cruzmaltino, o Inter ampliou. Léo Jardim deu um passe longo demais para Robert Renan, que viu Carbonero interceptar e passar para Alerrandro finalizar rasteiro sem chances para o goleiro. O Vasco aparentava estar desligado e sem reações com as ações rápidas do Inter.

A imagem mostra jogadores do Internacional comemorando o gol.
 Após temporada abaixo em 2025, Bernabei volta a ser destaque da equipe gaúcha. Foto: Max Peixoto/Internacional

O jogo foi para o intervalo e, após a volta, seguiu o mesmo roteiro. Aos dez minutos do segundo tempo, outra saída de bola ruim do Vasco, que quase resultou em outro gol do Inter. 

Aos 16, em outro contra-ataque, agora foi a vez de Carbonero servir Bernabei, que finalizou para fazer o 3 a 0. O mesmo Carbonero, dez minutos depois, aproveitou o bom pivô feito por Alerrandro para, de primeira, marcar o quarto gol com a perna esquerda. 

No fim do jogo, no minuto 40, o Vasco conseguiu diminuir o placar com um belo gol de Andrés Gomez após uma bela jogada individual.

Atlético-MG 3 X 1 Mirassol

No mesmo dia e horário, o Atlético-MG recebeu o Mirassol na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG).. O confronto colocava frente a frente duas equipes pressionadas na tabela: o Galo buscava se afastar da parte de baixo após empate contra o Botafogo, enquanto o Mirassol tentava reagir depois de tropeçar em casa na rodada anterior.

Desde os primeiros minutos, o Atlético demonstrou maior intensidade ofensiva ao pressionar a saída de bola e explorar principalmente o lado esquerdo com Renan Lodi. Aos 16 minutos, Alan Minda recebeu na entrada da área, passou pela marcação e bateu cruzado para abrir o placar com um belo gol. 

Após sair na frente, o time mineiro controlou mais a posse e diminuiu o ritmo, enquanto o Mirassol encontrava dificuldades para criar oportunidades claras. Mesmo com pouca produção ofensiva, os visitantes chegaram ao empate aos 39 minutos. Em cobrança de escanteio de Reinaldo, Willian Machado subiu livre dentro da área e cabeceou sem chances para Everson. Tudo igual antes do intervalo.

Na segunda etapa, o Galo voltou mais agressivo e passou a ocupar o campo ofensivo com frequência. Aos 13 minutos, Renan Lodi sofreu pênalti após entrada de Denilson dentro da área. Na cobrança, Maycon bateu firme no meio do gol e recolocou o Galo em vantagem. 

Depois do segundo gol, o time mineiro seguiu pressionando, enquanto o Leão do Interior tentava responder em transições rápidas, mas sem grande eficiência. Aos 36 minutos, veio o golpe final. Willian Machado errou na saída de bola, Mamady Cissé, jovem da base atleticana que promete ser uma grande promessa, aproveitou a falha, avançou livre e finalizou colocado no canto para marcar um belo gol e decretar a vitória atleticana por 3 a 1. 

A imagem mostra o jogador Mamady Cissé comemorando p gol.
Jovem promessa guineana marca seu primeiro gol no profissional. Reprodução: Instagram/@atletico

Com o resultado, o Atlético-MG chegou aos 21 pontos e subiu na tabela, ganhando fôlego na competição. Já o Mirassol permane na zona de rebaixamento, estacionado nos 13 pontos e aumentando a pressão para as próximas rodadas.

Fluminense 2 X 1 São Paulo

Às 19h do último sábado, o Fluminense bateu o São Paulo por 2 a 1 no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). Com o resultado, o Tricolor das Laranjeiras volta ao G4 e o Soberano segue em crise. Os gols da partida foram marcados por John Kennedy e Canobbio, pelo Tricolor das Laranjeiras, e Dória, pelo Soberano. 

Antes da bola rolar, a noite já era de festa no Maracanã, estádio que celebrou uma marca histórica: o jogo de número 2.000 do Fluminense em no palco carioca. Para coroar o momento, a diretoria tricolor realizou a apresentação oficial do atacante Hulk como o grande reforço do clube para a temporada. Com direito a um show de luzes verdes em referência ao super-herói, o craque foi ovacionado pela torcida nas arquibancadas.

Quando o confronto começou, a equipe comandada por Luis Zubeldía fez valer a festa e impôs um ritmo forte. Aos 18 minutos do primeiro tempo, Canobbio fez grande jogada pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro na pequena área. John Kennedy apareceu livre na segunda trave para completar para as redes e abrir o placar.

O domínio do Fluminense seguiu intenso e resultou no segundo gol aos 44 minutos, após falha na saída de bola dos visitantes. O zagueiro Dória errou o passe na intermediária de defesa, e Nonato foi esperto para interceptar. A bola sobrou com Lucho Acosta, que invadiu a área e apenas rolou de lado para Canobbio soltar uma bomba e ampliar a vantagem antes do intervalo.

A imagem mostra jogadores do Fluminense comemorando o gol.
Canobbio chegou a quatro gols na competição. Foto: Marcelo Gonçalves / FFC

No segundo tempo, o São Paulo mudou a postura e partiu para o ataque em busca da reação. Aos 33 minutos, após cobrança de escanteio e um forte abafa na área mandante, Dória apareceu para completar para o fundo do gol, redimindo-se do erro cometido no primeiro tempo e diminuindo o marcador. 

Se encaminhando para os minutos finais, o goleiro Fábio fez uma defesa espetacular à queima-roupa em chute de Danielzinho e, logo na sequência, teve outra grande intervenção em cabeçada de Sabino.

Já nos acréscimos, o Fluminense chegou a balançar as redes com Rodrigo Castillo após assistência de Soteldo, mas o lance acabou anulado pela arbitragem com o auxílio do VAR.

Com o triunfo por 2 a 1, o Fluminense alcançou os 30 pontos e colou na vice-liderança do Brasileirão, igualando a pontuação do Flamengo. Já o São Paulo estacionou nos 24 pontos na quarta colocação e amargou o seu sexto jogo consecutivo sem vitória no campeonato. 

Palmeiras 1 X 1 Cruzeiro

No último jogo de sábado (16), às 19h, Palmeiras e Cruzeiro fizeram um duelo movimentado, marcado por chuva intensa e golaços. Os times empataram em 1 a 1, na Arena Barueri, em Barueri (SP). Arroyo abriu o placar para a Raposa no início da partida, com um belo chute de fora da área. Do outro lado, Felipe Anderson deixou tudo igual em outra finalização de longa distância.

O primeiro tempo começou com o Palmeiras tentando controlar as ações, mas a primeira grande oportunidade foi do Cruzeiro. Aos 10 minutos, Matheus Pereira aproveitou uma saída errada da defesa alviverde e iniciou a jogada que terminou no gol de Arroyo, em chute cruzado da entrada da área. O Palmeiras chegou a ter um pênalti marcado aos 18 minutos, porém a decisão foi corrigida após orientação do assistente, que apontou toque na bola de Jonathan Jesus antes do contato com Flaco López. 

Na sequência, em cobrança de escanteio, Felipe Anderson acertou um belo chute de fora da área para empatar o confronto. Apesar do destaque, o camisa sete deixou o campo aos 43 minutos após sentir dores na coxa durante uma arrancada. 

A imagem mostra os jogadores do Palmeiras comemorando o gol.
Felipe Anderson comemorando seu primeiro gol no Brasileirão. Foto: Cesar Greco/ Palmeiras

Antes disso, o Palmeiras já havia perdido Sosa, que machucou o tornozelo e foi substituído por Maurício. As duas lesões aumentam a preocupação da equipe para o confronto contra o Flamengo, no próximo fim de semana. Depois de um início intenso, a partida ficou mais equilibrada e truncada até o intervalo.

Sob forte chuva, o Cruzeiro voltou melhor para a etapa final e passou a pressionar no campo ofensivo. Aos sete minutos, Kaiki exigiu boa defesa de Carlos Miguel. O Palmeiras respondeu aos 12, com chute cruzado de Arthur para fora. Pouco depois, aos 15, Gustavo Gómez tentou uma bicicleta e obrigou Otávio a fazer grande defesa. 

Com o passar do tempo, o jogo ganhou ritmo acelerado, com chances para os dois lados. Arroyo assustou novamente aos 23 minutos, enquanto Andreas Pereira desperdiçou ótima oportunidade aos 28. 

Na reta final, Paulinho e Arias criaram boas chances para o Palmeiras, enquanto Jonathan Jesus e Kaiki levaram perigo pelo Cruzeiro. Apesar das oportunidades, o placar permaneceu inalterado.

Ambos os times voltam suas atenções para a Conmebol Libertadores: o Verdão encara o Cerro Porteño em casa, na quarta-feira (20), enquanto a Raposa visita o Boca Juniors, na terça-feira (19), na Argentina.

Santos 0 X 3 Coritiba

Às 11h do último domingo (17), o Coritiba superou o Santos por 3 a 0, em duelo realizado na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). O grande destaque da primeira etapa foi o atacante Breno Lopes. O jogador balançou as redes duas vezes e ainda sofreu a penalidade máxima que resultou no terceiro gol do Coxa, marcado por Josué.

Além do placar elástico construído antes do intervalo, o confronto ficou marcado por um momento atípico envolvendo Neymar. O domínio do Coritiba começou cedo. Logo nos minutos iniciais, Breno Lopes recebeu um passe em velocidade pela ponta esquerda, avançou livre e inaugurou o marcador diante do goleiro Brazão. 

Pouco depois, aos 20 minutos, após jogada individual de Pedro Rocha, que superou a marcação, Breno Lopes apenas empurrou para o fundo do gol para ampliar a vantagem. O terceiro gol veio no fim da etapa inicial, aos 40, após o próprio Breno ser derrubado dentro da área e Josué converter o pênalti.

A imagem mostra Breno Lopes comemorando.
Breno Lopes tem quatro gols contra o Santos, sendo um deles na final da Libertadores de 2020. Foto: JP Pacheco/Coritiba

O Santos tentou ter uma reação antes do intervalo, mas parou em duas defesas do goleiro Pedro Rangel, sendo uma delas um cabeceio de Neymar.

Na tentativa de mudar o cenário no segundo tempo, o técnico Cuca promoveu as entradas de Gabigol, Barreal e Luan Peres.

Contudo, a estratégia sofreu um revés quando o defensor Luan Peres foi atingido por uma bolada no rosto e chegou a desmaiar no gramado. Embora tenha se recuperado rapidamente, o protocolo médico exigiu sua saída de campo por precaução e ele foi substituído por João Ananias.

Dez minutos depois, ocorreu a confusão. Neymar saiu de campo para ter atendimento médico e acabou sendo substituído erroneamente pela arbitragem.

O mal-entendido ocorreu porque a mesa de arbitragem trocou o número 31, do jogador Escobar, que seria substituído, pelo número 10 de Neymar no painel eletrônico. Apesar da reclamação do jogador e da comissão técnica, a troca foi autorizada e Robinho Jr entrou em campo.

Sob os olhares de Carlo Ancelotti na véspera da convocação da Seleção Brasileira, o camisa dez santista teve uma atuação apagada.

Após as alterações e a saída confusa de Neymar, o ritmo do time paulista caiu drasticamente. Nos minutos finais, a situação se agravou quando Barreal cometeu uma falta dura em Breno Lopes para interromper um contra-ataque e recebeu o cartão vermelho direto. Com um atleta a menos, o Santos confirmou a derrota.

Bahia 1 X 1 Grêmio

Na tarde do último domingo (17), às 16h, Bahia e Grêmio empataram em 1 a 1 na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA). O time gaúcho abriu o placar e o Tricolor de Aço buscou o empate, mas caiu na tabela.

O primeiro tempo foi morno, mas com chances claras de gol para a equipe baiana. Aos quatro minutos, o centroavante William José desviou de cabeça para o ponta-esquerda Erick Puga, que driblou o goleiro gremista Weverton e finalizou na rede pelo lado de fora. Com 20 minutos, a equipe baiana assustou novamente, após cruzamento de Pulga para William José, que tocou de cabeça para Everton Ribeiro cabecear de primeira em cima de Weverton.

O segundo tempo começou agitado. Logo aos sete, houve um contato entre o goleiro gremista e William José na pequena área, o que causou reclamação entre os jogadores do Bahia por um possível pênalti. O VAR revisou o lance e não marcou. Três minutos depois, o lateral-esquerdo Luciano Juba chutou de longe e a bola lentamente foi no travessão. 

Aos 16, o Grêmio abriu o placar com escanteio cobrado por Pedro Gabriel, que encontrou a cabeça do jovem zagueiro Viery para marcar para o Tricolor Gaúcho. 

A imagem mostra o jogador Viery, do Grêmio, comemorando o gol.
Jovem zagueiro Viery fez seu segundo gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vieryfernandes_

O empate do Bahia veio aos 27, após cruzamento rasteiro de Iago Borduchi, o ponta-direita argentino Sanabria empurrou de primeira para a rede.

Com o resultado, o Bahia chegou a sétima partida consecutiva sem vitórias. A equipe deixou a Arena Fonte Nova sob vaias da torcida. O treinador Rogério Ceni foi o principal alvo das críticas e é apontado como culpado pelos resultados recentes do time. Em sua coletiva de imprensa, Ceni comentou as cobranças dos torcedores ao desempenho da equipe e ao seu trabalho: “Não acho justo abandonar o que ama por ofensa”, disse ao ser questionado a respeito da instabilidade no comando da equipe baiana. Ao final da coletiva, Rogério disse que tem capacidade de reverter a situação e que conta com o respaldo dos atletas.

O Tricolor Gaúcho também não está confortável no Brasileirão, são três jogos seguidos sem vitórias no campeonato. O técnico português Luís Castro foi questionado sobre a escolha da escalação da equipe e justificou suas decisões: “O Campeonato é de muitos jogos. Não é por acaso que no campeonato do mundo de clubes não há jogos de dois em dois dias”. O treinador afirmou que a recuperação dos atletas é afetada pela quantidade de partidas disputadas: “Há jogadores que não conseguem se recuperar em dois dias.”

O Bahia caiu uma posição na tabela do Brasileirão e assumiu o sétimo lugar, com 23 pontos em 15 partidas, ou seja, com um jogo ainda a ser disputado. O Grêmio continuou na parte de baixo da tabela e está na 15ª colocação, próximo à zona de rebaixamento, com 18 pontos conquistados.

Botafogo 3 X 1 Corinthians

Também às 16h, o Botafogo recebeu o Corinthians no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). Com três gols de Arthur Cabral, o time carioca levou a melhor no confronto direto para se afastar da zona de rebaixamento.

O primeiro tempo começou disputado. Ambas equipes buscavam os três pontos. Já nos primeiros minutos, Gustavo Henrique afastou de cabeça e a bola sobrou no pé de Arthur Cabral, que correu para dentro e bateu de esquerda para marcar o primeiro do Fogão.

O Corinthians respondeu com uma cabeçada de Gustavo Henrique, após cobrança de falta de Rodrigo Garro. A bola rebateu na defesa e ia entrando no gol, mas Neto defendeu. Na sequência, aos 11 minutos, Raniele pressionou a saída do Fogão e a bola sobrou para Lingard. O inglês lançou para Garro na entrada da área, que chutou e empatou o jogo. 

No minuto 32, Montoro roubou de Bidon e tocou para Kadir, que distribuiu para Arthur Cabral. O atacante chutou de fora da área e marcou o segundo da equipe, sem chances para o goleiro Hugo Sousa. Oito minutos depois, o Timão respondeu após Matheusinho cruzar na área para Raniele cabecear, mas a bola bateu no travessão. 

No segundo tempo, o Corinthians começou em cima, em busca do empate. Já nos primeiros minutos, Breno Bidon aproveitou sobra da defesa, mas chutou para fora. Aos sete, Garro chutou da entrada da área, mas a bola foi por cima do gol.

Aos 70, Villalba ganhou a disputa com André Ramalho no ataque, tocou para Kauan Toledo cara a cara com Hugo Souza. Kaua exitou e Carillo conseguiu afastar. Contudo, a bola foi no pé de Arthur Cabral que bateu para o gol e fez seu terceiro gol. 

A imagem mostra o jogador Arthur Cabral, do Botafogo, comemorando um dos gols.
Com os gols, Arthur Cabral voltou a marcar após seis jogos de jejum. Foto: Vitor Silva/Botafogo

Aos 41, Kauan armou contra-ataque, levou para dentro e chutou no gol. Hugo no contrapé afastou para o escanteio. Alex Telles cobrou na cabeça de Barboza, que mandou no centro do gol, porém o goleiro espalmou. A zaga tirou e a bola sobrou no pé de Santi Rodríguez, que chutou de fora da área e acertou a trave direita.

Red Bull Bragantino 2 X 0 Vitória

Mais tarde, às 18h30, Red Bull Bragantino e Vitória chegaram com cenários relativamente parecidos no Brasileirão para o confronto no Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). Com gol de goleiro, Massa Bruta domina o jogo e respira no Brasileirão.

Apesar de estar na sétima colocação do campeonato, o Braga estava somente três pontos acima da zona de rebaixamento e vinha de derrota na Copa do Brasil, sendo eliminado pelo Mirassol. Enquanto isso, o Rubro-Negro baiano, mesmo estando só a dois pontos da zona da degola, ainda ocupava o décimo lugar na tabela e vinha de uma classificação herórica contra o Flamengo na Copa do Brasil.

Desde o início da partida, o Bragantino teve domínio quase absoluto da bola, mas baseava suas finalizações majoritariamente em chutes de fora da área. Logo aos cinco minutos de jogo, Juninho Capixaba recebeu uma bola pela esquerda e acertou um chute com efeito na trave. Depois, aos 21 minutos, foi a vez de Gustavo Marquês acertar um foguete de longe, que não pegou muita altura e acabou defendido por Lucas Arcanjo.

O Vitória não conseguia reagir e o Braga continou empilhando chances, até que, aos 34 minutos, o time da casa teve um escanteio que acabou em um voleio perigoso de Isidro Pitta defendido com segurança por Lucas Arcanjo. Porém, na mesma cobrança, após checagem do VAR, foi constatado um toque de mão de Zé Vitor após cabeceio de Pedro Henrique dentro da área, o que gerou um pênalti aos 40 minutos para o Massa Bruta. Tiago Volpi foi para a cobrança e converteu ao finalizar no canto sem chances para o goleiro baiano.

A imagem mostra Tiago Volpi e Pitta, ambos do Bragantino, comemorando o gol.
Com o gol, Tiago Volpi chega ao seu segundo gol na temporada e 18° na carreira, se igualando com Tiago Campagnaro como quinto goleiro brasileiro com mais gols na história. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

Com o início do segundo tempo, o Braga abaixou o ritmo e o Rubro-Negro baiano tentou reagir. Logo aos seis minutos, Matheusinho teve uma bola sobrada na ponta da área e acertou um chute que passou perto da trave. Depois, aos dez minutos, em um avanço puxado por Emmanuel Martínez, Renê deu um chute rasteiro, que foi facilmente defendido pelo goleiro.

Mesmo após o susto inicial, o Braga rapidamente retomou o controle do jogo e até chegou com certo perigo com Lucas Barbosa. Primeiro aos 14 minutos, com um chute desviado pela defesa e, depois aos 16, com um toque de cabeça para fora. Ambos não geraram perigo de fato ao gol de Lucas Arcanjo. 

Com isso, mesmo sem produzir muito, quem chegou com mais perigo foi o Vitória. Aos 28 minutos, Renê recebeu um passe na entrada da área e chutou forte e rasteiro, mas no meio do gol, o que facilitou a defesa de Volpi.

Porém, o jogo começou a adotar um clima mais nervoso, principalmente a partir dos 42 minutos, quando Rodriguinho foi derrubado na área por Cacá. Mais um pênalti assinalado para o Massa Bruta. Desta vez, quem foi para a cobrança foi Eduardo Sasha. O camisa nove só marcou um gol em toda a temporada e teve a chance de quebrar o jejum, mas Lucas Arcanjo defendeu. 

O jogo ficou muito mais brigado e com pouquíssimas chances para ambos os lados. O Vitória chegou com perigo nos acréscimos, aos 51 minutos, com um chute de Fabrício para fora. Ele caiu na área, o que gerou uma reclamação de pênalti. 

No contra-ataque do lance, puxado por Fernando pela pela ponta-esquerda, Lucas Barbosa recebeu livre dentro da área e com o gol aberto para fechar a conta do jogo aos 54 minutos. 

Com o resultado, o Bragantino encerrou a sequência negativa dos últimos dois jogos e assumiu a sexta colocação do campeonato, conseguindo se distanciar momentaneamente da zona de rebaixamento. 

Agora o Massa Bruta volta suas atenções para a Sulamericana, tendo a difícil missão de vencer o River Plate no Mâs Monumental, em Buenos Aires, Argentina, para se manter vivo na competição. O jogo será na quarta-feira (20) às 21h30 (horário de Brasília).

Com a derrota, o Vitória mantém a dificuldade em manter uma sequência de resultados positivos, além de se aproximar da zona de rebaixamento, ficando somente a um ponto dela. A equipe agora tenta manter a boa sequência nas eliminatórias da temporada, tendo o jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste contra o ABC de Natal, em casa, na próxima quarta-feira (20), às 21h (horário de Brasília).

Chapecoense 2 X 3 Remo

No mesmo horário, o Remo venceu a Chapecoense por 3 a 2, na Arena Condá, em Chapecó (SC). O confronto foi marcado por muitas mudanças no placar e emoção até os minutos finais. A partida terminou com um gol contra decisivo nos acréscimos, que garantiu mais três pontos para a equipe paraense. 

A imagem mostra Yago Pikachu, do Remo, comemorando o gol.
Yago Pikachu marcou seu segundo gol nesta edição do Brasileirão. Foto: Raul Martins/ Remo

A Chapecoense começou melhor a partida, mas sofreu o gol na primeira etapa. Aos 16 minutos, Yago Pikachu aproveitou uma bola lançada na área e a falha da defesa adversária para abrir o placar. Jogando diante da torcida, o time catarinense teve mais posse de bola e criou as principais oportunidades do começo do confronto, ao explorar principalmente as jogadas pelos lados do campo. Pouco depois, aos 24 minutos, a Chape chegou ao empate após jogada pela lateral do campo que resultou no gol de Neto Pessoa.

Com um minuto do segundo tempo, a equipe mandante virou a partida em outra jogada pela lateral. Dessa vez, o gol foi de Rafael Carvalheira. Mesmo em desvantagem, o Remo conseguiu equilibrar as ações e passou a levar perigo em transições rápidas. A equipe paraense aumentou a intensidade ofensiva após o intervalo.

Três minutos depois, a equipe visitante empatou novamente o confronto após a zaga da Chapecoense falhar e a bola sobrar para Jajá Silva marcar. O Verdão do Oeste tentou administrar a vantagem e controlar o ritmo da partida, mas voltou a sofrer com dificuldades defensivas nos minutos finais. 

O Leão Azul não diminuiu o ritmo e pressionou principalmente por meio de bolas levantadas na área. A insistência da equipe visitante foi recompensada nos acréscimos, quando um cruzamento gerou confusão dentro da área, que terminou em gol contra de Bruno Leonardo. O tento decretou a virada do clube paraense. 

A derrota aumentou a pressão sobre a Chapecoense, que segue enfrentando dificuldades para encontrar regularidade na competição. A equipe voltou a apresentar problemas defensivos em momentos decisivos da partida e desperdiçou a oportunidade de pontuar em casa. 

Já o Remo vive momento de recuperação no Campeonato Brasileiro. A equipe ampliou sua sequência positiva e ganhou confiança após conquistar mais uma vitória importante fora de casa. O resultado fortalece a luta do clube para se afastar das últimas posições da tabela e mostra evolução principalmente no setor ofensivo, que voltou a ser decisivo em momentos importantes da partida. 

Athletico-PR 1 X 1 Flamengo

No último jogo da rodada, realizado às 19h30 do último domingo (17), Athletico Paranaense e Flamengo se enfrentaram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR) . Sob olhares de Ancelotti, Stiven Mendoza e Pedro marcaram os gols da partida.

O time paranaense entrou em campo depois de uma classificação sofrida na Copa do Brasil contra o Atlético-GO. O confronto foi decidido nos pênaltis, já que não houve gols durante os 180 minutos. O Furacão teve 100% de aproveitamento nas cobranças e conseguiu eliminar o adversário mesmo fora de  casa. 

Já o Flamengo veio de uma eliminação na Copa do Brasil para o Vitória. O time carioca teve a chance de se redimir com a própria torcida, porém deixou escapar. 

A imagem mostra o mosaico da torcida do Athletico-PR em homenagem aos jogadores do clube que jogaram pela Seleção Brasileira.
Inspirado na convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, torcida atleticana recepcionou seus jogadores homenageando jogadores marcantes do clube que já representaram o país. Reprodução: Instagram/ @athleticoparanaense

A partida começou agitada. Logo aos 10 minutos de partida, o time da casa abriu o placar. O gol surgiu de um lançamento do goleiro Santos e da briga de Viveros com o zagueiro rubro-negro carioca. A bola ficou com o Athletico-PR que atacou pelo lado direito, e Mendoza finalizou e contou com o desvio em Léo Ortiz, que surpreendeu Rossi. O goleiro argentino desatento, falhou no lance.

O time visitante tentou ensaiar uma pressão após tomar o gol, mas sem eficiência, e o Athletico que teve a chance de ampliar o placar. Aos 27 minutos, uma cabeçada de Arthur Dias passou com perigo. O resto do primeiro tempo se manteve sem perigo para os dois lados.

Na segunda etapa da partida, o Flamengo, atrás do placar, tomou conta das ações do jogo, mas assim como o rival, estava em um dia pouco inspirado e não conseguiu produzir tanto.

Aos 33 minutos, o time curitibano teve uma boa chance. Viveros escapou da linha alta defensiva flamenguista e saiu cara a cara com Rossi e finalizou rasteiro cruzado, porém o argentino defendeu com o pé. No rebote a bola ficou com o colombiano que foi barrado pelo goleiro novamente e na terceira tentativa o atacante finalizou por cobertura, mas o travessão impediu o gol do Athletico.

Apenas três minutos depois, Felipinho arriscou um chute de muito longe, mas novamente o travessão impediu o segundo gol atleticano. O meia quase marcou um gol antológico na Arena da Baixada. O futebol costuma castigar quem perde grandes chances e no ataque seguinte, depois de um grande lançamento de Léo Pereira, Bruno Henrique serviu Pedro para empatar a partida. 

O atacante do Mengão se tornou o artilheiro do Brasileirão com nove gols em 15 jogos. Já são 16 gols na temporada em 26 partidas disputadas. Do outro lado estava o segundo artilheiro do campeonato, Viveros, que passou em branco e deixou Pedro abrir vantagem na disputa.

Aos 46 minutos, Viveros dominou a bola e foi derrubado por Danilo perto da área, o que impediu uma jogada promissora do Athletico-PR. Essa infração rendeu o segundo cartão amarelo para o defensor, consequentemente foi mandado para o vestiário mais cedo. O CAP ainda tentou se aproveitar do homem a mais que tinha em campo, mas não tinha tempo suficiente e a partida acabou empatada.

O resultado não foi bom para nenhum dos lados. O Athletico deixou escapar a chance de subir na tabela e se manteve em quinto lugar com 24 pontos, mesma pontuação do São Paulo que perdeu na rodada. Já o Flamengo não conseguiu se aproximar do líder Palmeiras, e terminou a rodada com 31 pontos. O time carioca ainda tem um jogo a menos que os outros times na competição e pode diminuir a vantagem para o Alviverde para um pontos em caso de vitória. 

O Flamengo volta ao Rio de Janeiro para enfrentar o Estudiantes de La Plata, na quarta-feira (20) pela Libertadores. A partida será no Maracanã, às 21h30 (horário de Brasília).

Próxima rodada

Sábado (23)

Vitória X Internacional, no Barradão, em Salvador (BA), às 17h00 (horário de Brasília);

São Paulo X Botafogo, no Morumbi, em São Paulo (SP), às 17h (horário de Brasília);

Mirassol X Fluminense, no Maião, em Mirassol (SP), às 19h (horário de Brasília);

Grêmio X Santos, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h (horário de Brasília);

Flamengo X Palmeiras, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (24)

Cruzeiro X Chapecoense, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Remo X Athletico-PR, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Corinthians X Atlético-MG, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Vasco X Red Bull Bragantino, no Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Segunda-feira (25)

Coritiba X Bahia, no Couto Pereira, em Curitiba (PR), às 20h (horário de Brasília).

Após alegar ameaças de torcedores, zagueiro optou pela saída do Tricolor paulista
por
Gabriel Thomé
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25/05/2026 - 12h

 

Na última quinta-feira (21), o São Paulo anunciou a rescisão do contrato do zagueiro Matheus Dória, de 31 anos. A decisão partiu do jogador, que alegou ter sofrido ameaças pessoais, após o empate contra o Millonarios, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana de 2026. Problemas de saúde na família também colaboraram para o encerramento do vínculo, segundo o jogador.

Dória vinha de dificuldades consecutivas no São Paulo. Pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, contra o Fluminense, o zagueiro falhou no segundo gol da equipe carioca ao entregar a bola nos pés do meio-campista Nonato. Apesar de marcar o “gol de honra” do time paulista, o defensor foi duramente criticado por sua atuação na partida.

No jogo seguinte, contra o Millonarios (COL), Dória voltou a falhar. O jogo acabou empatado, por 1 a 1, após o zagueiro “espichar” a bola para cima e gerar um contra-ataque para o adversário que terminou em gol. Nos minutos finais do jogo, ele contou com a sorte após cometer um pênalti não convertido pelo atacante Rodrigo Contreras.

Nas redes sociais, o Tricolor anunciou a rescisão do atleta: “O São Paulo Futebol Clube comunica a rescisão contratual com o zagueiro Dória. O jogador, que iniciou sua segunda passagem no começo desta temporada, tinha vínculo com o Tricolor até o final de 2027. Na reapresentação do elenco após o duelo contra o Millonarios-COL, na tarde de quarta-feira (20), no SuperCT, o defensor procurou a Diretoria de Futebol e solicitou o seu desligamento do clube motivado por questões pessoais”.

O zagueiro, também pelas mídias sociais, confirmou o encerramento do vínculo com o tricolor: “Algumas coisas vão além do futebol. Hoje encerro meu ciclo no São Paulo. Foi uma decisão muito pessoal, tomada junto da minha família. Preciso de um tempo pra cuidar de questões pessoais. Minha gratidão ao clube pelo suporte e compreensão. Desejo muito sucesso ao São Paulo”.

Esta foi a segunda passagem do defensor pelo clube. Na primeira, em 2015, ele veio por empréstimo do Marseille, da França, com 18 jogos e 2 gols. Em 2026, após longas passagens por equipes mexicanas, voltou ao Soberano e atuou por 11 partidas antes da rescisão.

Passagem de Dória pelo Santos Laguna de 2018 até 2024. Reprodução Instagram/ @clubsantos
Passagem de Dória pelo Santos Laguna de 2018 até 2024. Reprodução Instagram/ @clubsantos

 

O São Paulo vem sofrendo baixas defensivas desde o afastamento indisciplinar do zagueiro Robert Arboleda e a lesão de Rafael Tolói. Agora, com a rescisão de Dória, o Tricolor deve buscar reforços defensivos na janela de transferências do meio do ano.

A 14ª rodada do Campeonato Brasileiro teve três clássicos estaduais, além da segunda vitória do Remo na competição
por
Enrico Peres
Érico Soares
Gabriel Borelli
Gustavo Tonini
Isabelle Muniz
Liliane Gomes
Lucas Peccin
Marco Nery
Pedro Rossetti
Pedro Timm
|
07/05/2026 - 12h

Nos dias 2 e 3 de maio, os 20 clubes da Série A disputaram mais uma rodada do Campeonato Brasileiro. Palmeiras e Flamengo empataram clássicos e mantiveram a diferença de pontos no topo. Nos confrontos, o Mirassol venceu o Corinthians e quebrou a invencibilidade de Diniz no comando do time alvinegro.

Botafogo 1 X 2 Remo

No último sábado (02), às 16h, Botafogo e Remo abriram a rodada no Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ). O time do norte conquistou a primeira vitória fora de casa. O resultado acabou com a sequência de nove jogos invictos do Glorioso. 

O Fogão saiu na frente com o zagueiro Ferraresi no primeiro tempo, mas Alef Manga e Jajá anotaram os gols para a equipe paraense na etapa final, o que garantiu pontos importantes na luta contra o rebaixamento.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Botafogo, que se lançou ao ataque logo no início do jogo. Ao menos três escanteios seguidos deram perigo ao gol de Marcelo Rangel que fez duas ótimas defesas, em finalizações de Arthur Cabral e Matheus Martins. Entretanto, na terceira cobrança de Alex Telles, Ferraresi cabeceou no primeiro pau e superou o goleiro do Remo, aos 13 minutos da partida. 

Com o comando das ações, o Botafogo teve chances para ampliar, principalmente pelo lado direito, com as ultrapassagens do lateral Vitinho. Sem aproveitar as oportunidades, foi o Remo que quase empatou o jogo, com Patrick que acertou a trave. 

Para a segunda etapa, o técnico Franclim Carvalho fez uma mexida ousada, ao tirar um atacante para povoar o meio campo. Entrou Edenílson no lugar de Kadir. Apesar da troca, foi o Remo que se deu melhor. O time aproveitou os contra-ataques em meio a defesa exposta do Botafogo. 

Aos 25, Alef Manga recebeu ótimo passe de Jajá e soltou uma bomba de perna direita, sem chances para o goleiro Neto. Assim o jogo seguia para um empate em 1 a 1.

Apesar da segurança de jogar em casa, era o Remo quem tinha as melhores oportunidades e estava mais organizado em campo. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, em mais um lance em velocidade contra poucos defensores alvinegros, Jajá virou o marcador ao finalizar após rebote de Neto, que espalmou chute de Gabriel Poveda. Vitória do Remo por 2 a 1 em pleno Nilton Santos.

A imagem mostra o goleiro Marcelo Rangel, do Remo, agradecendo a torcida remista.
Há 48 anos, o Remo não vencia fora de casa pela Série A do Brasileirão. Foto: Samara Miranda/Remo

Com o resultado, o Remo chega a sua segunda vitória na competição, com 11 pontos na 18ª colocação e fica a quatro pontos do Santos, primeiro fora da zona de rebaixamento do Brasileirão. Por outro lado, após quebra da invencibilidade de nove jogos, o Glorioso cai algumas posições, mas permanece na parte de cima da tabela, na décima posição com 17 pontos. 

Antes da próxima rodada, o Botafogo volta a campo na próxima quarta-feira (06), quando enfrenta o Racing, em casa, pela Sul-Americana. 

Vitória 4 X 1 Coritiba

Às 18h30 do último sábado (02), em partida marcada por expulsão e gol de pênalti, Vitória e Coritiba se enfrentaram, no Barradão, em Salvador (BA). O clube rubro-negro goleou o Coxa por 4 a 1, mas ainda fica atrás na classificação.

No começo do jogo, o Vitória teve a chance de abrir o placar. Zé Vitor recuperou e lançou para Erick, que cortou para dentro e chutou no gol, mas a bola saiu em linha de fundo. 

Aos 14, veio o gol rubro-negro. Zé Vitor tabelou com Matheuzinho, que mandou para Luan Cândido cruzar na área para Renê. O centroavante bateu de chapa e abriu o marcador. Dez minutos depois, Felipe Jonatan lançou para Renê que, na disputa com Tiago Cóser, sofreu um puxão na entrada da área, o que resultou em falta e expulsão do zagueiro. Zé Vitor bateu a falta no canto direito e ampliou a vantagem do clube baiano. 

No final da primeira etapa, o Coxa diminuiu. Josué abriu para Felipe Jonatan na esquerda, que devolveu para o meia lançar na área. Tinga mandou para dentro da pequena área e Pedro Rocha cabeceou sozinho para marcar o gol. 

No segundo tempo, aos nove minutos, no bate e rebate, a bola sobrou no pé de Rêne que arrancou pelo meio e tocou em Tarzia sair em velocidade e chutar por entre as pernas do goleiro Pedro Rangel para marcar o terceiro. 

Na sequência, Caique tocou para o camisa 91, que chutou no gol. A bola bateu na mão de Maicon ao tentar desviar de cabeça. O árbitro Rafael Rodrigo Klein marcou o pênalti no lance. Erick cobrou no canto esquerdo do goleiro, que chegou a tocar na bola, mas não o suficiente para evitar o gol.

A imagem mostra o elenco e comissão técnica do Vitória posando para a foto no vestiário.
Quase 90% dos pontos conquistados pelo Vitória neste Brasileirão foram em casa. Foto Victor Ferreira/EC Vitória

Aos 20, Rêne teve a chance de ampliar o placar ao receber lançamento de Nathan Mendes. Ele dominou de cabeça e bateu de direita, mas a bola saiu em linha de fundo. No final do jogo, o atacante tocou para Marinho chutar da entrada da grande área, porém Pedro Rangel evitou o gol. Fim de jogo 4 a 1.

Palmeiras 1 X 1 Santos 

No segundo jogo do último sábado (02), às 18h30, Palmeiras e Santos empataram em 1 a 1, no Allianz Parque, em São Paulo (SP). Os gols do duelo foram anotados por Rollheiser, para os visitantes, e Flaco López, para o Alviverde.

A imagem mostra jogadores do Palmeiras e Santos disputando a bola.
Esse foi o 357º Clássico da Saudade. Foto: César Greco/Palmeiras 

O confronto iniciou com contornos atípicos devido ao atraso da delegação santista, reflexo de um acidente no trajeto ao estádio que comprometeu o hino nacional — que durante a execução, contou apenas com os mandantes em campo. 

Com a bola rolando, o Santos suportou a pressão inicial e trocava bons passes, até que, aos 25 minutos, Rollheiser aproveitou sobra de bola, após corte de Gustavo Gómez, e finalizou com precisão no canto de fora da área para abrir o placar. 

Ainda na primeira etapa, o Palmeiras tentou reagir com Jhon Arias após bela trama, mas parou em boa intervenção do goleiro Gabriel Brazão.

No segundo tempo, o ritmo seguiu intenso com chances para ambos os lados. Aos 18, o empate palmeirense veio com Flaco López, que antecipou a marcação após cruzamento rasteiro de Andreas Pereira para estufar as redes. 

O jogo também foi marcado pelo aguardado retorno do atacante Paulinho, que entrou aos 28, após 302 dias ausente por cirurgias na perna. O camisa dez palestrino quase marcou na reta final depois de aproveitar sobra na área e finalizar com perigo no canto direito do arqueiro alvinegro.   

Já nos acréscimos, Allan chegou a balançar as redes, o que seria a virada alviverde, mas o tento foi anulado pelo VAR por um toque de mão de Jhon Arias, que desviou a bola que ia em direção ao gol.

Com a igualdade, o Palmeiras mantém a liderança isolada da competição com 33 pontos somados. O Peixe ocupa a 15ª posição, com 15 pontos, e se afasta da zona de rebaixamento. 

Athlético-PR 0 X 0 Grêmio

Em jogo de duas expulsões, às 20h30 do último sábado (02), Athletico-PR e Grêmio empataram na Arena da Baixada, em Curitiba (PR). A partida teve dois times em momentos contrários do esperados no começo do campeonato. 

O Furacão voltou a disputar a Série A em 2026 após figurar na segunda divisão no ano anterior, quando voltou à elite do futebol brasileiro com o vice-campeonato. Pelo elenco mais fraco e pelo desempenho ruim no estadual, a expectativa da temporada do Athletico no Brasileirão era de brigar contra um novo rebaixamento, mas o clube ocupa a quinta posição na tabela, fazendo frente e competindo contra candidatos ao título.

Já o Tricolor, no começo do ano  montou uma equipe promissora. O clube trouxe o técnico Luís Castro e investiu em nomes como Tete, e na manutenção do elenco que brigou por vaga na Libertadores até as últimas rodadas no ano passado. Com o título do Gauchão sobre o Inter, as expectativas gremistas eram grandes, mas o clube figura apenas na 14ª colocação.

A imagem mostra o jogador Gabriel Mec, do Grêmio com a bola, cercado por dois jogadores do CAP.
O Grêmio soma apenas três pontos em oito jogos fora de casa no Brasileirão. Foto: Igor Barrankievicz/GRÊMIO FBPA

Para o jogo, o técnico Odair Hellmann não contou com o volante Jadson e o atacante Julimar, ambos em processo de recuperação. Os titulares Luiz Gustavo e Zappelli também ficaram de fora por suspensão. 

No Grêmio, o clube também estava desfalcado. Luís Castro, o artilheiro da equipe Carlos Vinicius e o meio campista Viery estavam suspensos para a partida. Amuzu e Arthur, lesionados, também não estiveram disponíveis. 

Os destaques dentro de campo não foram nenhum jogador, e sim as decisões do árbitro Sávio Pereira Sampaio tomadas durante os 90 minutos. 

No início do jogo, o CAP dominava mais ao buscar jogadas com o atacante Viveiros. Entretanto, aos 28, o VAR recomendou uma revisão após um entroncamento entre Enamorado, ponta do Grêmio, e Esquivel, lateral do Athletico. O árbitro de vídeo enxergou uma cotovelada de Esquivel e o jogador foi expulso, o que mudou o cenário da partida. Mesmo com um a menos, o Athletico não passou grandes dificuldades no primeiro tempo e em grande parte do segundo tempo. 

Aos 32 minutos da segunda etapa, em uma grande jogada de Pavon na ponta direita. O argentino, sem marcação, cruzou para André Henrique cabecear para fora. Aos 39, antes de uma cobrança de escanteio do Atheltico, uma discussão entre jogadores fez Pereira Sampaio penalizar, com cartão amarelo, jogadores de ambas as equipes. Um deles foi Riquelme Freitas, da base do Grêmio, que na ocasião já tinha cartão e foi expulso do jogo, o que deixou cada equipe com dez jogadores. Na batida do escanteio, após um desvio feito por Carlos Teran, o gol só não veio devido a Gustavo Martins que, em cima da linha, tirou a bola. 

Cruzeiro 1 X 3 Atlético-MG

No último jogo de sábado (02), às 21h, o clássico mineiro foi disputado no Mineirão, em Belo Horizonte. Em um duelo marcado por alta intensidade e três cartões vermelhos, o Atlético levou a melhor sobre o Cruzeiro. A equipe alvinegra venceu por 3 a 1.

As duas equipes entraram em campo em situações distintas na tabela de classificação, embora estivessem separadas por poucos pontos. 

O Cruzeiro chegava para o clássico em um momento de recuperação ao acumular três vitórias consecutivas contra Bragantino, Grêmio e Remo. Já o Atlético-MG passou por uma crise ao vir de três derrotas seguidas, incluindo a goleada sofrida para o Flamengo por 4 a 0. Além disso, o Galo flertava com a zona de rebaixamento.

O jogo começou com ânimos exaltados, o que resultou em um cartão amarelo para o atleticano Ruan, logo aos quatro minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro respondeu rapidamente com uma cobrança de falta direta de Matheus Pereira, mas o goleiro Everson fez a defesa.

A rede balançou pela primeira vez aos 11 minutos. Com um cruzamento que veio da esquerda por Lodi. A zaga não conseguiu afastar totalmente e Alan Minda aproveitou a assistência de Cassierra para inaugurar o marcador para o Galo. 

O Atlético ampliou a vantagem aos 30 minutos, quando Maycon converteu um pênalti após falta sobre Alan Minda dentro da área. Antes do intervalo, a Raposa tentou reagir com investidas de Gerson, mas a sólida defesa alvinegra segurou a pressão.

O segundo tempo teve ritmo mais cadenciado. O Cruzeiro teve mais posse de bola, mas não conseguiu furar o bloqueio adversário. O cenário complicou-se para o time celeste aos 21 minutos, quando Arroyo foi expulso depois de receber dois cartões amarelos em um intervalo de apenas três minutos. 

Com um jogador a mais, o Atlético quase marcou o terceiro em uma finalização potente de Reinier, defendida por Otávio. O terceiro gol do Galo veio pouco depois, aos 25 minutos, quando Renan Lodi cruzou com precisão e Cassierra cabeceou para o fundo da rede. 

O jogo seguiu tenso. Kaiki Bruno recebeu cartão vermelho direto após revisão do VAR, o que deixou o Cruzeiro com dois a menos. Logo em seguida, Lyanco também foi expulso pelo lado atleticano ao levar o segundo amarelo.

Já nos minutos finais, Kaio Jorge sofreu pênalti cometido por Junior Alonso. O próprio atacante cobrou e diminuiu para o Cruzeiro, mas a reação parou por aí. O Atlético administrou o restante do tempo e confirmou o triunfo por 3 a 1.

A imagem mostra o jogador Maycon, do Atlético-MG, comemorando o gol.
O Atlético subiu na tabela e se encontra na décima primeira posição. Reprodução: Instagram/@atletico

Agora, o Cruzeiro se prepara para enfrentar o Universidad Católica pela Libertadores, na quarta-feira (06), às 23h (horário de Brasília) na Claro Arena, em Las Condes, Chile. Já o Galão da Massa, visita o Juventud, pela Sul Americana, na terça-feira (05), às 19 horas, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.

Flamengo 2 X 2 Vasco

Às 16h do último domingo (03), Flamengo e Vasco empataram no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ). O jogo era extremamente importante para o Rubro-Negro, que busca diminuir a vantagem do líder do campeonato, Palmeiras. Já o Cruzmaltino vive momentos de altos e baixos, e desejava emplacar uma boa sequência.

O Clássico dos Milhões começou muito disputado, com as duas equipes agressivas, mas logo aos sete minutos de jogo, em confusão dentro da área, Pedro conseguiu chutar e abrir o placar. Após o gol, a partida continuou muito disputada, com o Gigante da Colina se impondo no ataque, mas pecando nas conclusões.

Na segunda etapa, o Vasco pressionou o Flamengo, mas em contra-ataque, Pedro sofreu um pisão de Paulo Henrique dentro da área, que depois da revisão do VAR, Wilton Pereira marcou o pênalti e, aos 15 minutos do segundo tempo, Jorginho bateu e ampliou para a equipe da casa.

Apesar do balde de água fria, o Cruzmaltino seguiu agressivo, até que aos 38 minutos, em cobrança de escanteio de Nuno Moreira, Robert Renan apareceu na área para cabecear e diminuir o placar. Quando parecia que o Rubro-Negro ganharia mais um clássico, ao apagar das luzes, Cuesta cruzou e encontrou Hugo Moura, que de peixinho, praticou a lei do ex e empatou o jogo no último lance.

A imagem mostra o jogador do Vasco Hugo Moura comemorando.
Hugo Moura marca seu primeiro gol na temporada. Reprodução: Instagram/@vascodagama

Ao fim da rodada, Flamengo segue na vice-liderança com 27 pontos, atrás do Palmeiras com 33 pontos e um jogo a mais. Enquanto o Vasco segue na parte de baixo da tabela, amargando a 13º colocação, a dois pontos do Z-4.

São Paulo 2 X 2 Bahia

Também às 16h do último domingo (03), São Paulo e Bahia empataram em 2 a 2, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). A partida foi marcada por alternâncias no placar, pela lesão de Lucas Moura, golaço de Luciano Juba e por uma falha decisiva do goleiro Rafael nos acréscimos do segundo tempo.

A imagem mostra um jogador do Bahia e um do São Paulo disputando a bola.
O Bahia não vence o São Paulo fora de casa desde 2019. Foto: Rafael Rodrigues/ EC Bahia

O São Paulo começou melhor e conseguiu abrir o placar aos 17 minutos da primeira etapa. Após pressão na saída de bola do Bahia, Wendell recuperou a posse e acionou Artur, que finalizou colocado para vencer o goleiro Léo Vieira. O atacante, ex-jogador do clube baiano, marcou pela primeira vez no Brasileirão com a camisa do Tricolor Paulista.

Mesmo atrás no placar, o Tricolor Baiano conseguiu equilibrar a partida ainda no primeiro tempo ao explorar, principalmente, as jogadas pelos lados do campo. A equipe baiana passou a ocupar mais o setor ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances claras. 

Na volta do intervalo, o time comandado por Rogério Ceni aumentou a intensidade e chegou ao empate logo nos minutos iniciais. Luciano Juba acertou um chute no ângulo após jogada trabalhada pelo lado esquerdo, sem chances para Rafael.

O time paulista voltou a ficar na frente do placar, aos 28 minutos, após boa jogada ofensiva concluída por Ferreirinha, que aproveitou espaço na defesa adversária para marcar o segundo gol da equipe. 

Nos acréscimos, quando o São Paulo já administrava a vantagem, o Bahia aproveitou a desorganização defensiva do adversário e chegou ao empate no último lance do confronto. Após bola levantada na área, o goleiro Rafael falhou ao tentar fazer a defesa, e Erick aproveitou a sobra para marcar o gol que garantiu um ponto para a equipe baiana.

A partida também marcou o retorno de Lucas Moura após período afastado por lesão. No entanto, o meia-atacante permaneceu pouco tempo em campo. Cerca de 20 minutos após entrar, Lucas voltou a sentir fortes dores no tornozelo direito após uma dividida e deixou o gramado chorando, de maca, o que gerou preocupação entre jogadores e torcedores. A lesão agravou os problemas físicos do elenco são-paulino durante a reta final da partida. 

Com o empate, o São Paulo segue no G4 do Campeonato Brasileiro, mas desperdiçou a oportunidade de se aproximar das primeiras posições da tabela. A equipe vive um momento de oscilação e convive com desgaste físico, lesões e dificuldades para sustentar resultados nos minutos finais das partidas.

Já o Bahia conquista um ponto importante fora de casa e mantém boa campanha na competição. Mesmo o time baiano estando a quatro jogos sem vencer, a equipe demonstra poder de reação e segue próxima da parte de cima da tabela, brigando por vagas nas competições continentais.

Chapecoense 1 X 2 Red Bull Bragantino

Às 18h30 do último domingo (03), o Red Bull Bragantino venceu a Chapecoense de virada na Arena Condá, em Chapecó (SC), e se aproximou do G4 na tabela. É a sexta vitória do time paulista na competição sendo a terceira fora de casa.

O jogo começou devagar sem muitas chances para ambos lados. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o time da casa abriu o placar com o congolês Bolasie após receber um passe de cabeça de Bruno Pacheco. O atacante finalmente desencantou no ano e marcou seu primeiro gol na temporada. 

Após sete minutos do gol, o lateral Cauê do Bragantino se desentendeu com Everton e o árbitro Paulo César Zanovelli optou pela expulsão do jogador. O VAR, comandado por Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro, aconselhou uma revisão que resultou na alteração da cor do cartão, e o Massa Bruta se manteve com 11 em campo.

Aos 40 minutos veio o empate. Após um lateral cobrado na área, a bola foi afastada e o volante Gabriel cabeceou de volta. A zaga da Chapecoense se confundiu, o goleiro Anderson não se decidiu e a bola entrou devagar na rede.  O final do primeiro tempo terminou sem grandes emoções.

A primeira boa chance do segundo tempo veio dos pés de Ênio aos 14 minutos. O ponta fez uma jogada individual e finalizou para fora. Depois de dez minutos, agora com uma finalização de fora da área, ele acertou o travessão do gol de Tiago Volpi.

Mesmo com a pequena pressão ensaiada pela Chape, a virada do Bragantino veio logo depois. Aos 28 minutos, Lucas Barbosa recebeu a bola na entrada da área, limpou o zagueiro e finalizou com categoria para vencer Anderson.

A imagem mostra os jogadores do Bragantino posando para a foto do jogo.
Com o triunfo, o Bragantino alcançou sua quarta melhor campanha nos primeiros 14 jogos do Brasileirão desde a era Red Bull. Reprodução: Instagram/@redbullbragantino

A Chapecoense ainda teve duas chances de empatar. Aos 35 minutos, Ênio carregou pela direita do campo e cruzou para Bolasie finalizar de cabeça na pequena área, porém Tiago Volpi impediu a felicidade do time mandante. Faltando um minuto para o apito final, Jean Carlos tentou de bicicleta e a bola passou com perigo ao lado da meta de Volpi. 

A derrota afundou mais a Chapecoense na lanterna da competição com apenas uma vitória, na primeira rodada contra o Santos. Já o time paulista garantiu 20 pontos no campeonato, ocupando a sétima posição. 

O próximo compromisso do time catarinense é na quarta-feira (06), às 21h30 (de Brasília), em Ponta Grossa (PR), contra o Operário pela Copa Sul-Sudeste. Já o Massa Bruta viaja para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para enfrentar o Blooming pela Sul-Americana no Estádio Ramon Tahuichi Aguilera. O jogo está marcado para quinta-feira (07), às 21h30 (de Brasília).

Internacional 2 X 0 Fluminense

Na noite do último domingo (03), as equipes chegaram em cenários completamente opostos para o confronto das 18h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). O Flu, mesmo vindo de derrota na Libertadores, buscava encostar no líder Palmeiras. Uma vitória no jogo colocaria a equipe carioca em segundo lugar, a quatro pontos do Alviverde. Enquanto o Inter estava uma posição acima da zona de rebaixamento, igualado em pontos com o Santos. 

Nos primeiros 30 minutos da partida não houve nenhuma finalização no gol. O Fluminense tinha a posse de bola, mas pouco produzia e dependia muito das jogadas individuais, principalmente de Soteldo. O Internacional, mais reativo, tentava apostar em contra-ataques, mas também não produzia. 

A arbitragem comandada por Felipe Fernandes de Lima também complicava com que o jogo fluísse. Só nos primeiros 35 minutos de jogo foram marcadas 20 faltas, sendo boa parte delas de pouquíssimo impacto e em boa parte ocorriam no meio do campo. 

A primeira finalização no gol no jogo veio só aos 36 minutos, com uma falta de Bruno Henrique no meio do gol, tranquila para a defesa de Fábio. Porém, pouco tempo depois desse lance, o Inter fez a primeira jogada bem trabalhada no jogo que resultou no gol de Bernabei, após um bom contra-ataque do Colorado e um excelente pivô de Alerrandro para dar a assistência.

A imagem mostra o jogador do Internacional Bernabei comemorando.
O lateral Bernabei chega ao sexto gol na temporada e é o artilheiro do Inter no ano. Reprodução: Instagram/@r_duarte75

Com o gol, o cenário do jogo não se alterou, o que manteve o Inter confortável para produzir perigo ao gol tricolor aos 50 minutos. Após um vacilo da defesa do Flu, Carbonero roubou a bola e ficou com só dois defensores a frente dele, porém, mesmo com o camisa nove da equipe livre dentro da área, ele preferiu o chute fraco para a defesa de Fábio. 

Com o início do segundo tempo, o Fluminense partiu para cima com a entrada de Savarino. Aos dois minutos, Soteldo fez uma boa jogada pela ponta-esquerda e tocou para o companheiro de seleção venezuelana que, da entrada da área, acertou um belo chute na trave. 

Mesmo com o bom começo do adversário, o Colorado marcou o segundo logo aos três minutos. Após Carbonero puxar o ataque pelo meio com velocidade e tocar a bola para Vitinho dentro da área, que conseguiu ficar cara-a-cara com o Fábio, mas acabou tendo seu chute defendido. No rebote, Alerrandro ficou com o gol aberto para anotar mais um tento.

Após o segundo, o Flu tentou se lançar ao ataque, principalmente por meio de Savarino. O meia venezuelano, aos 22 minutos, se aproveitou do vacilo de Vitor Gabriel no meio de campo para roubar a bola e deixar Serna na cara do goleiro, que acabou tendo seu chute defendido por Anthoni. Do lateral gerado pela defesa, o Tricolor das Laranjeiras produziu mais uma chance de perigo com John Kennedy, que deu um chute forte para o gol, mas que foi defendido mais uma vez pelo goleiro colorado. Savarino ainda produziu mais uma chance de perigo para o Flu, com uma pancada no gol aos 37 minutos, mas que contou com mais uma boa defesa de Anthoni no jogo

O Inter, mesmo recuado boa parte do segundo tempo, ainda conseguiu bons contra-ataques. Aos 34 minutos, após uma excelente troca de passes de primeira entre Bernabei e Thiago Maia, o volante deixou para Matheus Bahia que acertou uma pancada no gol, defendida por Fábio. A bola chegou a sobrar nos pés de Borré, mas ele não teve equilíbrio para chutar. Outro veio já no final, aos 48 minutos, puxado por Vitinho, que chutou forte de fora da área para boa defesa de Fábio no canto esquerdo do gol. 

Com o resultado, o Inter consegue dar uma respirada no Brasileirão e sobe de posição, mesmo ficando ainda a dois pontos de distância da zona de rebaixamento. 

O Flu chega agora à segunda derrota consecutiva e se distancia da liderança, ficando sete pontos do Palmeiras. A equipe volta os olhos para a Libertadores, competição em que busca recuperação, já que só somou apenas um ponto e pode ser eliminado em caso de derrota para o Independiente Rivadavia na próxima quarta-feira (06), às 21h30 (horário de Brasília).

Mirassol  2 X 1 Corinthians

No último jogo da rodada, às 20h30 do último domingo (03), o Mirassol venceu o Corinthians no Estádio Municipal José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol (SP). A partida marcou a primeira derrota de Fernando Diniz como técnico do Timão.

O Leão Caipira saiu na frente no marcador, aos 23 minutos do primeiro tempo. O ponta-direita Carlos Eduardo foi derrubado na área por Matheus Bidu. O árbitro Matheus Delgado Candançan marcou pênalti e o próprio atacante cobrou e abriu o placar. 

Logo depois, aos 33, novamente Carlos Eduardo participou da jogada do gol. Dessa vez, ele cruzou para o centroavante Edson Carioca, que cabeceou e ampliou para o Mirassol.

A imagem mostra Carlos Eduardo e Victor Luis, ambos do Mirassol, comemorando o gol.
Essa foi a segunda vitória do Mirassol sobre o Corinthians na história. Reprodução: Instagram @mirassolfc

A segunda etapa foi menos movimentada e com poucas chances claras de gols para as equipes. O Corinthians diminuiu o marcador no final da partida, aos 35. Dieguinho, cria do terrão, finalizou de fora da área rasteiro no canto direito de Walter, que não alcançou a bola. A equipe da capital paulista pressionou até o apito final, mas não conseguiu empatar. A partida acabou em 2 a 1 para os mandantes.

O jogo marcou a primeira derrota do técnico Fernando Diniz sob o comando corintiano. Até então o retrospecto era positivo, cinco vitórias e dois empates para o treinador. Diniz reclamou da arbitragem de Matheus Candançan em sua coletiva de imprensa: “Não sou muito de falar de arbitragem, mas hoje foi péssima, parecia que (o juiz) não tinha cartão no bolso”, comentou.

O treinador do Mirassol, Rafael Guanaes nunca foi derrotado por Fernando Diniz em sua carreira. São quatro vitórias em quatro jogos para o comandante do Leão. Guanaes rebateu as críticas do técnico alvinegro a respeito da arbitragem. Ele disse que “não influenciou no resultado”. Além disso, Guanaes afirmou que sua equipe mereceu o resultado positivo: “A equipe fez o suficiente para vencer. Controlamos o jogo e construímos o placar no campo”, completou.

Após a partida, o Leão assumiu a 18ª posição com 12 pontos conquistados, no Z4 do campeonato. O Corinthians cai posições na tabela e fica em 17º, também na zona de rebaixamento.

Próxima rodada

Sábado (09):

Coritiba X Internacional, no Couto Pereira, em Curitiba, às 16h (horário de Brasília);

Fluminense X Vitória, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), às 18h (horário de Brasília).

Bahia X Cruzeiro, na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), às 21h (horário de Brasília).

Domingo (10):

Remo X Palmeiras, no Mangueirão, em Belém (PA), às 16h (horário de Brasília);

Atlético-MG X Botafogo, na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG), às 16h (horário de Brasília);

Mirassol X Chapecoense, no Maião, em Mirassol (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Santos X Red Bull Bragantino, na Vila Belmiro, em Santos (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Corinthians X São Paulo, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP), às 18h30 (horário de Brasília);

Grêmio X Flamengo, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h30 (horário de Brasília);

Vasco X Athletico-PR, em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), às 20h30 (horário de Brasília).

Em uma série de 3 jogos, os Panteras derrotaram o último invicto do campeonato
por
Pedro Premero
|
07/05/2026 - 12h

 

Neste domingo (5), chegou ao fim a última semana da etapa regular do primeiro split do CBLOL (Campeonato Brasilieiro de League of Legends). A LOUD conquistou a última vaga para os playoffs ao derrotar a Vivo Keyd Stars por 2 a 0. A RED Canids Kalunga, último time invicto, perdeu sua primeira partida, por 2 a 1, contra a FURIA. Por outro lado, a paiN Gaming conquistou sua primeira vitória ao superar a Leviatan por 2 a 0. Já a LOS venceu o Fluxo W7M por 2 a 1 e ficou em quarto na tabela. Confira o resumo dos jogos:

 

paiN Gaming x Leviatan

 

A série entre paiN e Leviatan foi marcada pela despedida do toplaner Robo, que anunciou uma pausa na carreira na semana passada. O maior campeão do CBLOL terminou sua participação no campeonato com uma vitória convincente. Os Tradicionais mostraram lutas mais organizadas e um jogo mais controlado e derrotou a LEV. Ambas equipes não avançaram para as eliminatórias.

 

Robo é o maior campeão da história do CBLOL, com sete conquistas - Foto: CBLOL/flickr
Robo é o maior campeão da história do CBLOL, com sete conquistas - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Trigger (Lucian/Corki)

 

RED Canids Kalunga x FURIA

 

RED e FURIA fizeram uma série muito disputada. Para a Matilha, era a chance de ser o primeiro time a ficar 100% na fase regular. Para os Panteras, a vitória era importante na disputa pelo segundo lugar. Tatu teve uma ótima performance e liderou seus companheiros na virada da FURIA.

 

Tatu após vitória da FURIA diante da RED - Foto: CBLOL/flickr
Tatu após vitória da FURIA diante da RED - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Tatu (Xin Zhao/Pantheon/Zaahen)

 

Fluxo W7M x LOS

 

Em uma série equilibrada, a LOS se sobressaiu e derrotou o Fluxo W7M por 2 a 1. Apesar da mudança na jungle, com a chegada do Curse, o principal destaque da Onda Laranja é a botlane, Duduh e Ackerman. Ambos tiveram uma performance sólida neste domingo(3). Com a derrota dos Touros, a FURIA garantiu o segundo lugar e ganhará um descanso neste fim de semana.

 

Ackerman durante partida contra o Fluxo W7M - Foto: CBLOL/flickr
Ackerman durante partida contra o Fluxo W7M - Foto: CBLOL/flickr

MVP: Ackerman (Alistar/Nautilus/Nami)

 

LOUD x Vivo Keyd Stars

 

Apesar da vitória da paiN ter garantido a LOUD nos playoffs, os atuais campeões da Copa CBLOL não vacilaram e mostraram uma boa performance diante da VKS. A Verduxa virou a primeira partida e stompou a segunda, sem muitos sustos. Na próxima fase, eles voltam a enfrentar a Keyd, porém, agora, numa md5.

 

Xyno segue como principal destaque da LOUD, com boas performances mesmo na fase ruim da equipe - Foto: CBLOL/flickr
Xyno segue como principal destaque da LOUD, com boas performances mesmo na fase ruim da equipe - Foto: CBLOL/flickr

 

MVP: Xyno (K’Sante/Renekton)

 

Glossário:

 

Split: edição

Toplaner: umas das 5 rotas/funções que há no jogo

Stomp: atropelo

Playoffs: eliminatórias

Md5: melhor de 5 partidas

MVP: do inglês, Most Valuable Player, melhor jogador da partida

Domínio ao longo da temporada, ajustes após reformulação e força coletiva garantem título antecipado da Inter na Serie A
por
João Paulo Di Bella Soma
|
06/05/2026 - 12h

A Internazionale conquistou o título da Série A com três rodadas de antecedência ao vencer o Parma por 2 a 0 neste domingo (05), no Giuseppe Meazza. Com a vitória, o time abriu 12 pontos de vantagem sobre o Napoli e assegurou matematicamente o campeonato.

O primeiro gol saiu nos acréscimos do primeiro tempo, quando Piotr Zieliński encontrou Marcus Thuram livre na área, que finalizou com força para abrir o placar. Aos 80 minutos, Lautaro Martínez recebeu um passe em profundidade de Yann Bisseck e tocou para Henrikh Mkhitaryan empurrar para o gol e selar a vitória.

Thuram comemorando gol

Autor de um dos gols, o atacante Marcus Thuram da Internazionale comemora de forma efusiva Foto: Inter.It

Desde o início da década de 2020, os nerazzurri demonstram domínio no país. Conquistaram três títulos da liga 2020/21, 2023/24 e 2025/26; três Supercopas Italianas consecutivas 2021/22, 2022/23 e 2023/24; duas Copas da Itália 2021/22 e 2022/23 e dois vice-campeonatos na Liga dos Campeões da UEFA. Apesar de ter chegado à final da Champions na temporada passada, o time encerrou 2024/25 sem títulos.

Após perder o título da liga para o Napoli e ser derrotado por 5 a 0 pelo Paris Saint-Germain na final da Liga dos Campeões, o clube passou por uma reformulação no elenco e na comissão técnica, após a saída de Simone Inzaghi. Mesmo com os seus principais destaques, as saídas de Benjamin Pavard, Mehdi Taremi e Marko Arnautović deixaram dúvidas sobre o novo ciclo da equipe.

A diretoria apostou em Cristian Chivu, ex-jogador do clube e com experiência nas categorias de base. O romeno estava no Parma e conseguiu evitar o rebaixamento do time na temporada 2024/25. Além dele, o clube trouxe reforços, como o zagueiro Manuel Akanji e o meia brasileiro Luiz Henrique, que chegaram para suprir as lacunas deixadas no elenco.

O início da temporada foi irregular, com eliminação precoce nos playoffs da Liga dos Campeões e derrota para o Bologna na semifinal da Supercopa Italiana. No entanto, o treinador promoveu ajustes táticos, reorganizou a equipe e trouxe o equilíbrio entre defesa e ataque. A mudança resultou em uma sequência positiva, que levou o Inter à liderança e sustentou o time no topo até a conquista do título.

A dupla de ataque formada por Lautaro Martínez e Marcus Thuram dominou o campeonato. Juntos, somam 29 gols, sendo 16 de Lautaro e 13 de Thuram, e lideram a artilharia da equipe. O time também se destaca em outras estatísticas. Federico Dimarco lidera em assistências, com 17, e também em participações em gols, com 23.

Além do ataque, o elenco contou com nomes importantes como Nicolò Barella no meio-campo e Denzel Dumfries pelas laterais, que contribuíram para o equilíbrio tático e a consistência ao longo da competição. A solidez defensiva, com o trio Alessandro Bastoni, Akanji e Francesco Acerbi, também foi determinante para manter a vantagem confortável na tabela.

Inter comemorando o título

Jogadores da Internazionale celebram a conquista do título da Série A, no Giuseppe Meazza Foto: Inter.It

 

A confirmação do título desencadeou grandes celebrações em Milão, onde torcedores lotaram a Piazza del Duomo para comemorar. Os jogadores participaram das festividades ao lado dos fãs, para celebrar o 21º troféu nacional do clube. A taça será entregue oficialmente nas rodadas finais da competição, seguida por um desfile comemorativo pelas ruas da cidade.

Com a possibilidade de encerrar a temporada com dois títulos nacionais, a equipe ainda tem um compromisso contra a Lazio na final da Coppa Italia, no dia 13 deste mês, no Stadio Olimpico.

 

Italiano garantiu a vitória mesmo sob pressão da McLaren, seguido por Norris e Piastri
por
Maria Clara Palmeira
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05/05/2026 - 12h

 

A Fórmula 1 está de volta após uma pausa de cinco semanas, causada pelos conflitos no Oriente Médio. O retorno aconteceu com o Grande Prêmio de Miami, nos Estados Unidos, e teve como destaque a vitória de Kimi Antonelli, da Mercedes. O britânico Lando Norris, da McLaren, terminou na segunda colocação, seguido pelo companheiro de equipe, o australiano Oscar Piastri, que completou o pódio.

A corrida começou com Charles Leclerc assumindo a liderança logo na largada, após superar o dono da pole position, Antonelli. O monegasco conseguiu administrar o ritmo durante boa parte da prova,  trocou posições com Norris e com o piloto da Mercedes ao longo das primeiras voltas. O cenário mudou após a janela de pit stops, quando Kimi recuperou a ponta e passou a controlar a corrida.

Kimi é o piloto mais jovem com três vitórias seguidas na categoria. Reprodução: Instagram/@F1
Kimi é o piloto mais jovem com três vitórias seguidas na categoria. Reprodução: Instagram/@F1

Nas voltas finais, Leclerc, que ainda brigava por um lugar no pódio, sem querer travou os pneus e  perdeu posições. O piloto da Ferrari recebeu uma punição de 20 segundos por exceder os limites de pista, o que o fez cair ainda mais na classificação final.

Entre os destaques da corrida, Max Verstappen protagonizou uma corrida de recuperação. Após rodar sozinho nas primeiras voltas e cair para o fundo do pelotão, o tetracampeão apostou em uma estratégia alternativa e conseguiu escalar posições, finalizando dentro do top 5.

A prova também foi marcada por abandonos. Pierre Gasly e Isack Hadjar se envolveram em incidentes ainda nas primeiras voltas. Em uma disputa por posição, o francês colidiu com Liam Lawson, ambos deixaram a pista com danos nos carros. Já o Hadjar bateu sozinho e também deixou a corrida. Outro abandono foi o de Nico Hulkenberg, que foi atingido por outro carro logo na largada e não conseguiu continuar na prova.

O brasileiro Gabriel Bortoleto largou nas últimas posições, mas conseguiu se recuperar ao longo da prova, chegou  na 12ª colocação. Com o resultado final, Antonelli chega aos 100 pontos e se consolidou  como líder da temporada. 

A Fórmula 1 retorna no dia 24 de maio, com o Grande Prêmio do Canadá, às 15h (horário de Brasília).

Na Espanha, os gols da partida foram marcados por pênaltis
por
Lorrane de Santana Cruz
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04/05/2026 - 12h

Na última quarta-feira (29), Atlético de Madrid e Arsenal entraram em campo para o primeiro jogo da fase semifinal da UEFA Champions League. A partida disputada no estádio Metropolitano terminou com o placar de 1 a 1, gols definidos em cobranças de pênalti.

O Atlético de Madrid apostou na posse de bola durante alguns minutos no início do primeiro tempo, mas logo viu o Arsenal equilibrar as ações até o fim da primeira etapa. Jogando em casa, o time espanhol só foi levar perigo ao gol adversário aos 14 minutos, quando Julián Alvarez chutou e Raya defendeu.

Para o Arsenal, um empate fora de casa era considerado um bom resultado. Apostando em seu setor defensivo, o primeiro tempo terminou com apenas um chute a gol para cada lado. Do lado inglês, o chute à meta do Atlético veio aos 28 minutos, quando Madueke finalizou de fora da área.

Com 42 minutos, Viktor Gyökeres, camisa 14 dos Gunners, foi empurrado por Hancko dentro da área e o juíz marcou pênalti. O próprio Gyökeres cobrou e converteu, aos 44 minutos, abrindo o placar para os visitantes.

   (Comemoração de Gyökeres. Divulgação: instagram @arsenal)
Comemoração de Gyökeres. Foto: Divulgação/@arsenal

No início do segundo tempo, os colchoneros adotaram outra postura na partida. O Atlético passou a levar perigo ao campo adversário, e aos sete minutos, o chute de Griezmann foi bloqueado por Gabriel Magalhães, zagueiro do time inglês.

A pressão dos espanhóis surtiu efeito. Em uma cobrança de escanteio, a bola sobrou para Llorente camisa 14 do time da casa que teve o chute desviado mão de Ben White. Após revisão, o VAR marcou pênalti, e Julián Alvarez, um dos destaques do time de Madrid, converteu a cobrança empatando a partida.

(Jogadores do Atlético de Madrid comemorando gol. Divulgação: instagram @atleticodemadrid)
Jogadores do Atlético de Madrid comemoram gol. Foto: Divulgação/@atleticodemadrid

Com isso, o Atlético tomou conta da posse de bola e passou a buscar a virada diante de sua torcida. Aos 17 minutos do segundo tempo, a chance de Griezmann parou no travessão do gol defendido por Raya, e com 28 minutos o goleiro teve que fazer outra defesa importante para evitar a virada depois de um chute perigoso de Lookman.

O Arsenal tentou uma reação em um contra-ataque. Bukayo Saka achou Eberechi Eze, que dominou na área e foi pisado por Hancko. Em campo, o árbitro marcou o que seria o segundo pênalti para o time inglês e o terceiro da partida, mas após revisão do VAR o pênalti foi anulado.

O fim do jogo foi marcado pela tentativa dos times de ampliar o placar, porém o empate prevaleceu. O jogo da volta acontece em Londres na terça-feira (5), às 16h (horário de Brasília).