Seleção sul-americana vence por 2 a 1 na semifinal, encerra a campanha inglesa e garante vaga na decisão da Copa do Mundo contra a Espanha.
por
Juliana Bertini
Lucas Leal
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16/07/2026 - 12h

A Inglaterra se despediu da Copa do Mundo na semifinal ao ser derrotada pela Argentina por 2 a 1, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos. Em um duelo equilibrado entre duas das favoritas ao título, os argentinos aproveitaram melhor as oportunidades e garantiram a classificação para a decisão do torneio. Com o resultado, a equipe comandada por Thomas Tuchel disputará a decisão do terceiro lugar contra a França, enquanto a Argentina enfrentará a Espanha na grande final.

O confronto de semifinal da Copa do Mundo entre Inglaterra e Argentina começou com um verdadeiro choque de estilos e disposição. Nos primeiros dez minutos, o respeito mútuo se traduziu em um jogo truncado, marcado por paralisações. A temperatura da partida ficou clara logo aos 8 minutos, quando Declan Rice recebeu cartão amarelo após parar um avanço perigoso de Alexis Mac Allister com uma falta dura na intermediária.

A partir dos 15 minutos, a Inglaterra de Thomas Tuchel passou a ditar o ritmo, ocupando o campo ofensivo e acionando as pontas. A melhor chance inglesa aconteceu aos 22 minutos: Jude Bellingham quebrou as linhas adversárias com um passe enfiado para Harry Kane. O capitão inglês bateu rasteiro da entrada da área, obrigando o goleiro Emiliano "Dibu" Martínez a fazer uma defesa espetacular com a ponta da chuteira direita.

Do outro lado, a Argentina adotou uma postura reativa, aguardando o erro adversário para acionar seus atacantes com passes longos. Essa estratégia quase calou a torcida inglesa aos 34 minutos. Após Rodrigo De Paul desarmar Bellingham no círculo central, a bola chegou rapidamente aos pés de Julián Álvarez. O camisa 9 invadiu a área em velocidade, deixou John Stones para trás e chutou cruzado, vendo a bola raspar a trave de Jordan Pickford.

Na reta final da primeira etapa, o nervosismo tomou conta do gramado. Aos 42 minutos, o jogo foi paralisado após Bellingham cair na área pedindo pênalti em uma dividida com Cristian Romero. O VAR revisou o lance por quase dois minutos e confirmou que o zagueiro argentino tocou apenas na bola. Sem alterações no placar após os quatro minutos de acréscimo, as equipes foram para o intervalo com um 0 a 0 que reflete perfeitamente a tensão e a entrega de ambas as seleções.

No começo do segundo tempo, o jogo ganhou mais emoção. Logo no primeiro minuto, Giuliano Simeone venceu o duelo de cabeça após um lançamento de Emiliano Martínez, e a bola sobrou para Julián Álvarez, que chutou forte, mas foi parado por Pickford.

Em resposta, aos 55 minutos, na saída de bola, Harry Kane recuou para oferecer uma opção entre os volantes e, com liberdade, lançou para o ataque. Tagliafico cortou mal, e Declan Rice aproveitou para servir Morgan Rogers, que cruzou para Anthony Gordon, que apareceu de surpresa na segunda trave para abrir o placar.

 

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Foi o primeiro gol de Anthony Gordon na Copa do Mundo
Reprodução: X/@England

 

Atrás do resultado, a Argentina voltou a um cenário comum neste mata-mata da Copa do Mundo: pressionar o adversário. Logo após o gol sofrido, Simeone recebeu de Enzo Fernández em profundidade, em uma transição rápida, mas foi perfeitamente desarmado por Djed Spence.

Precisando de mais poder ofensivo, Lionel Scaloni substituiu o volante Leandro Paredes pelo ponta Nicolás González. Com isso, a Argentina passou a ter mais posse de bola e começou a rondar a área da equipe inglesa. De acordo com o FotMob, foram 229 passes argentinos no campo adversário durante o segundo tempo, enquanto a Inglaterra teve apenas 33 toques no setor ofensivo.

A equipe de Thomas Tuchel sofreu muito com o volume ofensivo argentino e, aos 72 minutos, o técnico alemão substituiu o atacante Anthony Gordon pelo zagueiro Ezri Konsa. Logo depois, também trocou o lateral Reece James pelo zagueiro Dan Burn, de 2,01 m de altura, buscando proteger a área dos cruzamentos argentinos, além de substituir o volante Declan Rice pelo zagueiro Nico O'Reilly. 

O treinador foi muito criticado pela imprensa e torcedores por causa da postura defensiva após o gol e pela entrada de mais zagueiros na equipe, abrindo mão de jogar.

Porém, não demorou muito e, aos 85 minutos, após um escanteio curto, a Inglaterra tinha praticamente todos os seus jogadores protegendo a área. Marcado por dois adversários, Lionel Messi atraiu a marcação e rolou para Enzo Fernández, que apareceu livre na entrada da área e acertou um belo chute para empatar o jogo.

 

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O gol de Enzo Fernandez tinha 0,04 xG (Expected Goals) de probabilidade de acontecer.
Reprodução/Instagram/@afaseleccion

 

Já nos acréscimos, a Inglaterra, exausta e abatida psicologicamente, viu Lionel Messi avançar pela ponta direita até a linha de fundo e, de pé direito cruzar na cabeça de Lautaro Martínez, que havia entrado aos 72 minutos, para sacramentar a virada argentina.

Mais uma vez, Lionel Messi foi decisivo para a Argentina, com duas assistências na virada sobre a Inglaterra, agora o argentino é o jogador com mais participações diretas em gols nesta edição, chegando a 12 (oito gols e quatro assistências).

A Albiceleste disputará sua sétima final de Copa do Mundo em busca do quarto título, diante dos espanhóis, que tentam conquistar sua segunda taça. Já os ingleses adiaram novamente o sonho de voltar a uma decisão de Mundial, o que não acontece desde o título de 1966.

Argentina e Espanha decidem a Copa do Mundo no domingo (19), às 16h no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Um dia antes, no sábado (18), às 18h, França e Inglaterra disputam o terceiro lugar.

A Fúria volta a uma decisão depois de 16 anos
por
Pedro José Zolési
Pedro Premero
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16/07/2026 - 12h

Na última terça-feira (14), a Espanha venceu a França por 2 a 0 pelas semifinais da Copa do Mundo 2026, no AT&T Stadium, em Dallas, nos Estados Unidos. Os espanhóis tiveram uma partida defensivamente impecável e conseguiram parar o melhor ataque do mundial, que marcou 16 gols, e Kylian Mbappé, um dos artilheiros do mundial, com oito gols.

A imagem mostra jogadores da Espanha comemorando
Essa será a segunda final da história da Espanha em Copas. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

O primeiro tempo foi de domínio espanhol. A Fúria controlou o meio de campo e não deixou os pontas da França levarem perigo. Destaque para o volante Rodri e o lateral esquerdo Marc Cucurella, que tomaram conta de seus setores e não deram liberdade para os franceses criarem jogadas. A Espanha foi para o intervalo com nove desarmes e cedeu apenas duas finalizações para os franceses, nenhuma no gol.

Aos 15 minutos de jogo, após Alex Baena ter o cruzamento interceptado, a França saiu para um contra-ataque. A jogada terminou em finalização de Michael Olise, mas foi bloqueada pelo zagueiro Pau Cubarsí.

O primeiro grande lance do jogo aconteceu aos 19 minutos. Cucurella avançou pela lateral e cruzou para a área. Lucas Digne deixou a bola pingar para dominar, porém ela subiu demais e ele teve que usar a cabeça. Ao tentar afastar o perigo, o lateral francês deu um chute em Lamine Yamal, que se antecipou e alcançou a bola. Como a falta foi dentro da área, o juiz Iván Barton marcou pênalti. Na cobrança, apesar de Mike Maignan ter acertado o lado, Mikel Oyarzabal bateu forte e abriu o placar para a Espanha.

A imagem mostra Oyarzabal comemorando o gol
Oyarzabal, artilheiro da Espanha na Copa, chegou ao seu quinto gol na competição. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

Aos 33 minutos, Unia Simón fez um lançamento da sua área para Baena. O ponta, mesmo marcado por Dayot Upamecano, conseguiu chutar para o gol. Porém, além de mandar para fora, foi marcado impedimento no lance. Logo em seguida, a França respondeu com Bradley Barcola. O jogador do PSG recebeu na lateral e cortou para o meio, mas isolou a bola na finalização.

Aos 37 minutos, a Espanha pressionou a saída de bola francesa e forçou Maignan a dar um chutão. A bola caiu nos pés de Baena, que passou para Rodri encontrar Lamine Yamal. O ponta do Barcelona fez uma belíssima tabela com Dani Olmo e cruzou para Fabián Ruiz, mas o espanhol foi interceptado por Upamecano. A primeira etapa terminou com a Fúria à frente no placar.

Na volta do intervalo, a Espanha seguiu com o controle da partida. A equipe de Luis de la Fuente manteve a posse de bola e ocupou o campo ofensivo, mas encontrou dificuldades para transformar o domínio em chances claras. Aos seis minutos, após jogada construída por Baena, Oyarzabal finalizou por cima da meta.

Na tentativa de aumentar o poder ofensivo, Deschamps colocou Désiré Doué na vaga de Barcola aos 11 minutos. A alteração, porém, não impediu que a Espanha ampliasse a vantagem logo em seguida.

Aos 12 minutos, Baena iniciou mais uma jogada pelo lado esquerdo e teve o chute bloqueado por Koundé. A bola permaneceu com os espanhóis, que trocaram passes até a bola chegar a Pedro Porro. O lateral encontrou Dani Olmo na entrada da área, recebeu a devolução e, livre diante de Maignan, finalizou para marcar o segundo gol da Espanha.

A imagem mostra Pedro Porro comemorando
Pedro Porro foi eleito o melhor jogador da partida. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

A equipe espanhola continuou com seu ritmo e quase deixou o placar mais elástico três minutos depois. Pau Cubarsí encontrou Lamine Yamal com um lançamento em profundidade. O atacante venceu Lucas Digne na velocidade, invadiu a área e balançou as redes. O lance, no entanto, foi anulado por impedimento do camisa 19.

A França só conseguiu responder aos 21 minutos. Após passe de Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé finalizou da entrada da área, mas a bola desviou na defesa espanhola e saiu para escanteio. Essa foi a primeira oportunidade clara dos franceses na partida.

A Espanha permaneceu mais perigosa e voltou a assustar aos 32 minutos. Depois de outra boa jogada de Baena pela esquerda, o cruzamento encontrou Ferran Torres, que venceu a disputa pelo alto, mas cabeceou para fora.

A melhor oportunidade francesa na partida surgiu apenas aos 35 minutos. Rayan Cherki, com um passe por cobertura, encontrou Mbappé em condições de sair cara a cara com Unai Simón. O goleiro espanhol deixou a área para interceptar a jogada, mas afastou mal a bola, que sobrou livre para Désiré Doué. Sem marcação, o atacante demorou para finalizar, o que permitiu a recuperação de Unai Simón. Na conclusão, Doué bateu sem força e facilitou a defesa do goleiro espanhol.

A imagem mostra Mbappé correndo com a bola
Artilheiro da França e da Copa com nove gols, Mbappé não conseguiu passar pela defesa espanhola. Foto: Reprodução/X/@equipedefrance

Nos acréscimos, Dembélé ainda finalizou duas vezes de dentro da área, mas Unai Simón, bem posicionado, fez as defesas sem dificuldades e garantiu a vitória por 2 a 0.

Com o resultado, a Espanha assegurou vaga na final da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará a Argentina. A decisão está marcada para o próximo domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Já a França irá disputar o terceiro lugar contra a Inglaterra no próximo sábado (18). O jogo será às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, nos Estados Unidos. Ambos os horários são de Brasília.

Mikel Merino faz o gol da classificação espanhola pela segunda vez consecutiva
por
Pedro Premero
Theo Fratucci
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16/07/2026 - 12h

 

Na última sexta-feira (10), Espanha e Bélgica foram até Los Angeles se enfrentar em partida válida pelas quartas de final da Copa do Mundo. As equipes vieram com escalações modificadas em relação a seus confrontos anteriores.

A Bélgica, de Rudi Garcia, voltou com as estrelas Jéremy Doku e Kevin De Bruyne para a equipe titular. Já os espanhóis, tiveram apenas uma alteração: Fabián Ruiz no lugar de Pedri.

A partida iniciou conforme o esperado. Muita posse de bola do lado espanhol, porém com dificuldades de superar a defesa belga.

A superioridade espanhola no placar veio aos 30 minutos de partida. Após cruzamento de Pedro Porro pela direita, Dani Olmo chutou para o gol e obrigou Thibaut Courtois a operar bela defesa. No rebote, a substituição de Luís De La Fuente surtiu efeito e Fabián Ruiz completou para a rede.

‘La Furia’ quase ampliou o placar com Lamine Yamal batendo falta, mas o camisa 19 parou nas mãos do goleiro belga. Cinco minutos depois, a joia de 18 anos arriscou com perigo, após bela jogada individual. A bola passou à direita do gol.

O empate belga surgiu novamente de uma jogada aérea, arma muito utilizada pela equipe de Rudi Garcia no torneio. Castagne levantou para a área e De Ketelaere brilhou de cabeça. O camisa 17 marcou seu terceiro gol na competição, sendo que dois deles foram na partida anterior. Placar igual para o intervalo.

A Espanha voltou para a segunda etapa e manteve a pressão e a posse de bola como na primeira etapa, mas foi a Bélgica, no contra-ataque, que teve a primeira chance de gol,

Aos 9 minutos, Jérémy Doku tabelou com Kevin De Bruyne pela lateral e cruzou na área. Pau Cubarsí interceptou e a bola sobrou nos pés de Maxim De Cuyper, mas o lateral belga finalizou para fora.

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A Espanha dominou o jogo, foram 17 finalizações e 68% de posse de bola. Foto: Reprodução/X/@FCBarcelona_es

 

Após esse lance, a La Fúria voltou a controlar o jogo. Apesar das chances criadas, os espanhóis pararam em Thibaut Courtois. Aos 12 minutos, Lamine Yamal cruzou, porém Courtois se antecipou e afastou a bola. Logo em seguida, Mikel Oyarzabal passou para Yamal na lateral que cortou para o meio e chutou, mas parou em outra defesa do goleiro belga.

Aos 16 minutos, os belgas saíram em contra-ataque com Doku que fez um passe longo para Nicolas Raskin. O meio-campista cruzou, Aymeric Laporte interceptou, mas a bola bateu em Robri. Os belgas pediram um toque de mão do volante espanhol, mas nada foi marcado pela arbitragem.

Na sequência, foi a vez da Espanha atacar. Dani Olmo achou um belo passe para Yamal que entrou na área e passou para Oyarzabal. O atacante finalizou em cima de Courtois, que jogou para escanteio.

O jogo ganhou uma nova cara após duas substituições. Aos 26 minutos Courtois saiu para a entrada de Senne Lammens, depois de sentir um desconforto na coxa. Segundo o arqueiro do Real Madrid, ele poderia continuar jogando, porém não conseguiria dar passes longos ou “chutões”. Rudi Garcia decidiu então retirá-lo de campo e respeitar a escolha do técnico.

A outra alteração foi Dani Olmo por Mikel Merino, aos 40 minutos. O jogador do Arsenal mais uma vez decidiu a partida para a La Fúria, com apenas dois minutos em campo. Aos 42 minutos, Cubarsí arriscou um chute de fora da área e Lemmens defendeu, porém cedeu o rebote que foi aproveitado por Merino que finalizou e desempatou a partida.

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Merino chegou a dois gols no mundial e ultrapassou Lamine Yamal na artilharia da seleção espanhola. Foto: Reprodução/X/@SEFutbol

 

A Bélgica tentou uma reação aos 46 minutos. Raskin passou para Doku que deu uma bola enfiada para Alexis Saelemaekers. O ponta driblou Unai Simón, que se antecipou e deixou o gol livre, e cruzou, mas Laporte conseguiu interceptar antes que a bola chegasse em Lukaku.

Os belgas não conseguiram repetir a campanha de 2018 e foram eliminados nas quartas de final. Já a Espanha chegou pela sua segunda vez na história em uma semifinal, o que não acontecia desde 2010, quando foi campeã.

Equipe europeia domina o segundo tempo, supera os africanos com gols de Mbappé e Dembélé carimba o passaporte para a semifinal
por
Pedro Zolési
Isabelle Muniz
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16/07/2026 - 12h

 

A França venceu Marrocos por 2 a 0 no último dia 9 de julho, no Estádio de Boston, e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. Após desperdiçar um pênalti no primeiro tempo, Kylian Mbappé se recuperou na etapa final, marcou um dos gols da partida e comandou a classificação francesa. 

Para o confronto, Didier Deschamps promoveu apenas uma alteração em relação ao time que eliminou o Paraguai nas oitavas de final. Désiré Doué retornou à equipe titular na vaga de Bradley Barcola.

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Mbappé se tornou o primeiro jogador europeu a atingir a marca de 20 gols em Copas do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Os Les Bleus começaram a partida em ritmo intenso e levaram perigo logo cedo. Aos 3 minutos, Mbappé arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Bono a fazer a primeira intervenção. 

Após uma jogada ensaiada em cobrança curta de escanteio entre Mbappé e Ousmane Dembélé, o camisa 10 cruzou para Upamecano. O zagueiro cabeceou com força, mas novamente parou em uma grande defesa do goleiro marroquino.

O domínio francês continuou ao longo da primeira etapa. Aos 24 minutos, Désiré Doué desarmou Hakimi, lateral-direito de Marrocos, no campo de defesa marroquino. A bola sobrou para Olise, que acelerou o contra-ataque e encontrou Mbappé. O atacante partiu para cima de Mazraoui e sofreu pênalti, após ser derrubado dentro da área.

Na cobrança, Mbappé escolheu o canto direito e bateu rasteiro, mas Bono acertou o lado e fez mais uma grande defesa.

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A França se tornou apenas a segunda seleção nos últimos 50 anos a ter dois jogadores com pelo menos cinco gols em uma mesma Copa do Mundo. Foto: Reprodução Instagram/@Equipedefrance

 

Mesmo após desperdiçar a penalidade, a seleção francesa seguiu com o controle da partida. Aos 34 minutos, Doué voltou a recuperar uma bola no campo ofensivo, avançou em velocidade e finalizou rasteiro, obrigando Bono a realizar outra importante intervenção.

A última grande oportunidade francesa antes do intervalo aconteceu já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucas Digne arriscou de fora da área e acertou o travessão.

Durante o primeiro tempo, além de controlar a posse de bola e criar as principais chances de gol, o time francês praticamente não sofreu defensivamente. Marrocos finalizou apenas uma vez durante toda a etapa inicial e pouco conseguiu ameaçar a meta defendida por Mike Maignan.

A seleção francesa construiu a vitória sobre Marrocos na etapa complementar da partida. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 10 minutos, quando Doué finalizou para a defesa do goleiro Bono.

Na sequência, Michael Olise deu passe para Mbappé, que mandou a bola por cima do gol em jogada que já havia sido anulada por impedimento.

O placar saiu do zero aos 15 minutos. Após um passe de Doué, Mbappé finalizou com precisão para abrir a contagem. Cinco minutos mais tarde, o próprio Mbappé serviu Dembélé com um passe de calcanhar; o atacante avançou em velocidade e chutou rasteiro no canto para ampliar a vantagem francesa.

A equipe marroquina esboçou reação apenas aos 38 minutos, em chute do meia Azzedine Ounahi que parou na defesa do goleiro Mike Maignan. Logo depois, o meio-campista Neil El Aynaoui cabeceou na primeira trave, mas mandou para fora. Com o resultado de 2 a 0, a França assegurou a classificação para a semifinal do torneio.

Meio-campista chega a seis gols na competição e ingleses seguem na briga pelo Mundial
por
João Bueno Barbosa
Juliana Bertini de Paula
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14/07/2026 - 12h

Após vencer a Noruega por 2 a 1 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos, a Inglaterra está nas semifinais da Copa do Mundo. Em partida disputada no sábado (11), a equipe comandada por Thomas Tuchel teve um confronto equilibrado contra os noruegueses e decidido pela eficiência do ataque inglês. Jude Bellingham foi o destaque da partida ao marcar os dois gols da vitória, garantindo a classificação da seleção inglesa, que agora enfrentará a Argentina por uma vaga na grande final do torneio. 

A Inglaterra impôs seu ritmo e controlou a posse de bola no começo, a fim de explorar as laterais com velocidade e movimentação ofensiva. Apesar do domínio inglês, a Noruega mostrou organização defensiva e conseguiu equilibrar o confronto, apostando em transições rápidas para surpreender o adversário.

A primeira grande oportunidade foi da Inglaterra, quando Jude Bellingham encontrou Harry Kane dentro da área, mas o atacante parou na defesa do goleiro norueguês Ørjan Nyland. Aos 36 minutos, a Noruega reagiu e abriu o placar com um belo chute pela esquerda do atacante Andreas Schjelderup.

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Noruegueses atingiram a melhor campanha em Copas do Mundo ao parar nas quartas de final. Foto: Divulgação/FIFA

Pouco depois, a pressão inglesa surtiu efeito. Bellingham aproveitou um cruzamento preciso e finalizou para abrir o placar, colocando os ingleses em vantagem antes do intervalo. A Noruega ainda tentou reagir nos minutos finais da etapa inicial, mas encontrou dificuldades para furar a defesa comandada por John Stones.

O fim da primeira etapa trouxe um possível apagão da Noruega após o gol de empate, mas o segundo tempo começou e o volume de jogo norueguês aumentou. A marcação do técnico Solbakken alternava entre um 4-5-1 com linhas baixas, e um 4-3-3 de alta pressão, que confundiu o time inglês e capacitou a posse dos Vikings. 

Após algumas chances do time nórdico, aos nove minutos da segunda etapa o segundo gol saiu, mas foi anulado. Em um escanteio, Ødegaard cruzou no centro da área, e após desvio a bola sobrou para finalização de Patrick Berg, que foi defendida por Pickford, mas resultou em uma finalização limpa do zagueiro Heggem, que ampliou o placar. Posteriormente o lance foi revisado e revertido, por conta de uma falta antes da cobrança na disputa entre Haaland e Eliot Anderson. 

O segundo tempo seguiu no mesmo tom, as maiores chances vieram do ataque noruegues, que não conseguiu ampliar. A Noruega foi capaz de carregar a bola ao ataque e achar espaço para finalização diversas vezes, porém, a mistura de uma grande partida de Pickford e uma infelicidade na hora dos arremates mantiveram o 1 a 1 no placar. Apenas no final da segunda metade a Inglaterra conseguiu boas chances, principalmente após a entrada de Bukayo Saka pelo lado direito. Mesmo assim, os 90 minutos acabaram em empate, portanto, mais uma prorrogação no mata-mata da Copa do Mundo de 2026.

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Com Kane e Bellingham, é a primeira vez em Copas que uma seleção tem dois jogadores marcando seis ou mais gols na mesma edição. Foto: Reprodução/Instagram/@england 

Logo aos três minutos do tempo extra, Bellingham apareceu novamente e virou a partida para a seleção inglesa. Morgan Rogers arriscou de fora, o goleiro Nyland espalmou para a área e o camisa 10 da Inglaterra finalizou para o gol. Com um primeiro tempo de prorrogação dominante dos ingleses, o segundo tempo norueguês precisava ser mais efetivo para buscar a classificação. A primeira grande surpresa foi a saída de Erling Haaland que, embora tivesse feito uma partida abaixo do seu padrão, é o fator de decisão do time, o que resultou em revolta e confusão por parte da torcida nórdica. 

A segunda metade do tempo extra parecia um replay da primeira. A seleção inglesa estava impondo seu jogo e era mais ativa na partida. As duas primeiras chances perigosas da etapa final foram da Inglaterra, novamente originadas dos jogadores que entraram no final do tempo regular. 

Aos 109 minutos Bukayo Saka conseguiu uma finalização de perigo na meta da Noruega, em jogada individual pelo lado direito do campo, após se livrar de dois marcadores com um drible. Logo em sequência a seleção norueguesa falhou na reposição de bola, o que resultou em visão clara para a finalização de Djed Spence. O chute foi forte e no canto do gol, e em grande defesa, Nyland espalmou a bola para o lado direito da área, caindo novamente nos pés de Saka, que finalizou, mas foi impedido mais uma vez pelo paredão norueguês. 

O tempo passou e a Noruega não conseguia criar a oportunidade de empate, encarando poucas chances claras de finalização. Enquanto a Inglaterra aceitou defender até o apito final para não se arriscar e garantir a classificação. 

O jogo terminou aos 122 minutos, 2 a 1 para o time inglês. Em mais uma partida brilhante de Jude Bellingham, os ingleses foram superiores quando mais precisavam e garantiram a vitória. A classificação da Inglaterra significou a segunda semifinal nas últimas três copas, e trouxe esperança para o torcedor que aguarda um título mundial há 60 anos, desde 1966 quando a Inglaterra ganhou sua primeira, e única, Copa do Mundo. Agora, os ingleses enfrentam a Argentina, na próxima quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília).

Já a Noruega se despede do mundial com um gosto amargo, mas com muitos motivos para se orgulhar. O time levou a potência inglesa à prorrogação e esteve muito próximo da classificação, mas a falta de eficiência no ataque e uma partida apagada de suas estrelas foi o suficiente para o time não alcançar sua meta. Mesmo assim, a Copa dos Vikings foi histórica. Foi a primeira campanha dominante do país: os Vikings venceram grandes times como Senegal e Costa do Marfim, eliminou o gigante Brasil e mostrou para o mundo que a jovem geração norueguesa tem muito talento e potencial para se tornar um time ainda mais perigoso no futuro.

Em jogo marcado pela estrela do goleiro holandês Verbruggen, marroquinos superam a Laranja Mecânica e avançam para as oitavas de final
por
Gabriel Thomé
Isabelle Muniz
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01/07/2026 - 12h

Na última segunda-feira (29), no Estádio BBVA, em Monterrey, no México, Holanda e Marrocos se enfrentaram nos 16 avos de final, primeira fase eliminatória da Copa do Mundo de 2026. O jogo foi para as penalidades após empate por 1 a 1 no tempo normal e prorrogação.  

Ambas as equipes tiveram bom desempenho na fase de grupos. A seleção neerlandesa foi líder do grupo F, com sete pontos. Eles venceram a Suécia e a Tunísia e empataram com o Japão em, para muitos, um dos melhores jogos do mundial. Os marroquinos, com a mesma pontuação, ocuparam a segunda colocação do grupo C. Após empate com o Brasil na primeira rodada, os Leões de Atlas derrotaram o Haiti e a Escócia. As expectativas eram de um jogo equilibrado com chances para os dois lados.

Para a partida, o técnico Ronald Koeman promoveu mudanças na escalação holandesa. Ele trocou Donyell Malen, atacante titular até então, por Crysencio Summerville. O meia entrou bem quando veio do banco nas outras partidas, em que marcou dois gols no mundial. A segunda mudança foi no meio. Tijjani Reijnders deu lugar a  Nathan Aké. Isso gerou uma linha de três zagueiros para a Holanda, com dois alas e dois volantes, estratégia nova da Laranja Mecânica no torneio.

A Holanda entrou em campo com: Bart Verbruggen, Denzel Dumfries, Jan Paul van Hecke, Virgil van Dijk, Nathan Aké, Micky van de Ven, Ryan Gravenberch, Frenkie de Jong, Crysencio Summerville, Brian Brobbey e Cody Gakpo.

Já Mohamed Ouahbi manteve a escalação marroquina semelhante à das duas primeiras partidas. Contra o Haiti, pela terceira rodada, os Leões de Atlas entraram com time misto. Com força máxima, os 11 titulares foram: Yassine Bounou, Achraf Hakimi, Issa Diop, Chadi Riad, Noussair Mazraoui, Neil El Aynaoui, Ayyoub Bouaddi, Azzedine Ounahi, Bilal El Khannouss, Brahim Díaz e Ismael Saibari.

Tempo normal

A primeira etapa, sem gols, foi marcada por um jogo estudado e de poucas chances, mas com a seleção marroquina melhor.  Aos 19 minutos, Bart Verbruggen fez uma excelente defesa em cabeceio de El Aynaoui. Um minuto depois, outra chance perigosa dos Leões, agora com Hakimi, mas novamente parou no goleiro holandês.

O primeiro tempo também foi marcado por uma lesão do zagueiro Van Hecke, que recebeu uma joelhada, não intencional, na cabeça. Ele sangrou muito e virou dúvida para a continuação da partida. Os médicos, felizmente, conseguiram estancar o sangramento e o zagueiro pôde continuar em campo.

No retorno do vestiário para o segundo tempo, Marrocos voltou melhor e criou duas chances logo no início da etapa final, ambas com Hakimi.Aos sete minutos com uma finalização de Hakimi que carimbou o travessão adversário. Na segunda oportunidade, o capitão saiu de cara a cara com Verbruggen, mas Van de Ven deu um carrinho perfeito dentro da área e conseguiu desarmá-lo.

Apresentando um melhor futebol em campo, os comandados do técnico Mohamed Ouahbi assumiram o controle da posse de bola, enquanto a Holanda preferia apostar nas jogadas de contra-ataque.Aos 16 minutos, os marroquinos chegaram com perigo em um cruzamento na primeira trave, mas o goleiro Verbruggen impediu o gol.

Pouco depois, em uma das subidas holandesas, Summerville acelerou a jogada, passou pela marcação e rolou para o atacante Cody Gakpo balançar as redes e colocar a Laranja Mecânica em vantagem.

A imagem mostra Gakpo, da Holanda ajoelhado de cabeça baixa. Em volta, De Jong e Weghorst comemoram o gol junto com ele
Após Gakpo e a esposa, Noa van der Bij, perderem o filho na gestação, o atacante se emocionou muito ao marcar seu sexto gol em Copas. Reprodução: site/ fifa.com

Quando a vitória e a classificação da Holanda para as oitavas de final pareciam certas, os marroquinos buscaram o empate de forma heroica. Aos 45 minutos da segunda etapa, graças a um ótimo cruzamento do ponta Chemsdine Talbi, o zagueiro Issa Diop cabeceou para o fundo do gol e igualou o placar. 

Prorrogação

Após empate no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. Nos dois tempos de 15 minutos houve somente uma finalização. Após drible dentro da área, o atacante Rahimi ficou frente à frente com Verbruggen. O goleiro holandês fez, possivelmente, a defesa do torneio até o momento. Segundo dados do Sofascore, a chance de gol em questão era de 74%. Verbruggen evitou a eliminação provisoriamente e levou a partida para os pênaltis.

A imagem mostra Verbruggen, da Holanda, fazendo a defesa a queima a roupa no chute de Rahimi
Verbruggen fez cinco defesas no partida. Reprodução: Instagram/@onsoranje

Disputa de pênaltis

A Holanda começou a disputa na frente, quando Teun Koopminers abriu o placar e Neil El Aynaoui acertou a trave. Entretanto, na segunda cobrança, Justin Kluivert, que entrou nos minutos finais da prorrogação, errou e Soufiane Rahimi fez, o que resultou em empate momentâneo por 1 a 1. Verbruggen chegou a defender a cobrança, mas a bola bateu em seu calcanhar e entrou para o gol.

Wout Weghorst e Chemsdine Talbi converteram para Holanda e Marrocos, respectivamente, na terceira cobrança. Quinten Timber errou a cobrança seguinte, com chute para fora, mas Achraf Hakimi também desperdiçou a cobrança ao acertar a trave holandesa. 

A disputa se encerrou na quinta cobrança, quando Yassine Bounou, em pé, defendeu a cobrança de Crysencio Summerville, e Ismael Saibari converteu o último pênalti. Por um placar de 3 a 2, os Leões de Atlas superaram a Laranja Mecânica nos pênaltis.

A imagem mostra Bounou, do Marrocos, defendendo a cobrança de Summerville
Destaque nos pênaltis, Bounou foi pouco exigido na partida, em que só fez uma defesa. Reprodução/ Instagram/@equipedumaroc e @433

A Holanda segue invicta em partidas da Copa do Mundo desde 2010, quando foi derrotada pela Espanha na final. Embora não tenha perdido desde então, esta foi a terceira eliminação consecutiva da Laranja Mecânica nos pênaltis. 

O Marrocos, classificado para as oitavas de final, enfrentará o Canadá no próximo sábado (04), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida será às 14h (horário de Brasília).

Com vitória na última rodada, Senegal termina entre os oito melhores terceiros colocados; França vence a Noruega e avança de forma invicta à próxima fase
por
Caio Moreira
Guilherme Periotto
João Bueno Barbosa
Pedro José Zolési
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29/06/2026 - 12h

Na última sexta-feira (26), as seleções do Grupo I entraram em campo pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. Em uma partida disputada sem Haaland e Ødegaard, a Noruega foi derrotada pela França por 4 a 1, com grande atuação de Ousmane Dembélé. Com o resultado, os franceses encerraram a primeira fase com 100% de aproveitamento e garantiram a liderança do grupo. No outro confronto, Senegal goleou o Iraque por 5 a 0, terminou entre os oito melhores terceiros colocados e assegurou a vaga no mata-mata do Mundial. 

 

França 4x1 Noruega 

A França confirmou a liderança do Grupo I da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Noruega por 4 a 1, nesta sexta-feira (26), no Estádio de Boston, pela terceira rodada da fase de grupos. Em uma atuação dominante desde os primeiros minutos, Ousmane Dembélé foi o grande destaque da partida ao comandar a vitória francesa e assegurar a primeira colocação da equipe no grupo.

A seleção norueguesa entrou em campo com uma equipe praticamente reserva. Erling Haaland e Martin Odegaard, principais estrelas do time, começaram a partida no banco de reservas, enquanto apenas Aursnes foi mantido entre os titulares.

Do outro lado, a França promoveu quatro alterações em relação ao último confronto: Théo Hernandez retornou na vaga de Digne, Lacroix substituiu Saliba, Tchouaméni entrou no lugar de Rabiot e Désiré Doué retomou a posição entre os titulares no lugar de Barcola.

Os franceses também tiveram uma ausência importante fora das quatro linhas. O técnico Didier Deschamps não comandou a equipe à beira do gramado após retornar à França para acompanhar o velório de sua mãe.

Mesmo sem seu treinador no banco, a França mostrou, desde os primeiros segundos, qual seria sua postura dentro de campo. Com apenas 22 segundos de jogo, Kylian Mbappé recebeu passe de Ousmane Dembélé e finalizou com perigo, obrigando o goleiro Selvik a fazer a primeira defesa da partida.

Rapidamente, a pressão inicial se transformou em vantagem no placar. Aos 7 minutos, após passe de Mbappé, Dembélé dominou, puxou para a perna direita e finalizou cruzado, tirando qualquer chance de defesa do goleiro norueguês e colocando a França em vantagem no placar.

Nos minutos seguintes, o domínio francês seguiu sendo absoluto. Mbappé, Doué e Michael Olise criaram boas oportunidades e quase ampliaram, mas foi novamente Dembélé quem apareceu para marcar. Aos 20 minutos, o atacante recebeu um novo passe de Mbappé, cortou para a esquerda e acertou um chute colocado, ampliando para 2 a 0 e confirmando o excelente início de partida da equipe francesa.

A resposta norueguesa veio imediatamente. Logo na saída de bola, aos 21 minutos, a Noruega conseguiu diminuir a diferença no placar. Após passe de Schjelderup, Aasgaard recebeu dentro da área, aplicou um drible de corpo em Upamecano e finalizou no contrapé do goleiro Maignan.

A reação norueguesa durou pouco. Aos 32 minutos, Ousmane Dembélé voltou a aparecer para praticamente definir o confronto ainda no primeiro tempo. Após receber novamente em velocidade, o atacante finalizou com a perna esquerda, em um chute colocado, sem chances de defesa para Selvik, completando seu hat-trick e ampliando para 3 a 1.

 

Ousmane Dembelé comemorando seu terceiro gol na partida.
Ousmane Dembelé comemorando seu terceiro gol na partida. Foto: Reprodução/Instagram/@equipedefrance

Mesmo com a vantagem confortável, a França manteve a intensidade ofensiva e continuou pressionando até o intervalo. Mbappé ainda teve a chance de ampliar após erro na saída de bola da defesa norueguesa. 

A primeira etapa terminou com amplo domínio francês e uma vantagem confortável no placar.

No segundo tempo, a Noruega parecia ter se encontrado em campo. Com uma troca de passes mais consciente e maior posse de bola, os Vikings tiveram seu primeiro momento de superioridade na partida.

Logo no início da segunda metade, aos 47 minutos, Oscar Bobb recebeu uma bola enfiada no lado direito da área francesa e, após se livrar de dois marcadores, sofreu um pênalti que confirmava a postura norueguesa. No entanto, o centroavante Larsen desperdiçou a cobrança, em um chute rasteiro no canto esquerdo do gol que contou com a defesa de Maignan.

Embora a Noruega tenha conseguido manter a posse por ainda mais tempo, o controle do jogo seguiu nas mãos da seleção da França. O time de Deschamps, mesmo sem a bola, apresentou mais perigo do que seus adversários nas escapadas de contra-ataque, que a seleção norueguesa não conseguiu acompanhar efetivamente. A ausência de Haaland e Ødegaard prejudicou o esquema tático do time, tanto nas ações com bola quanto sem ela, principalmente no âmbito ofensivo.

A noite inspirada de Maignan foi um grande fator na vitória francesa. Aos 26 minutos de jogo, em uma roubada de bola, o meio-campista Thelo Aasgard achou um passe que pegou a defesa adversária desorganizada e deixou Oscar Bobb livre de frente ao gol. Porém, o atacante parou em uma grande defesa do paredão francês.

O panorama da partida seguiu o mesmo até o final. Poucas oportunidades claras de gol, devido a posse pouco efetiva da Noruega, que não trouxe perigo defensivo aos franceses. Aos 35 minutos, em mais uma escapada francesa pelos lados do campo, Barcola recebeu uma bola enfiada do lado esquerdo, que deixou o jogador em boa posição para cruzar, mas parou em uma boa defesa do goleiro norueguês.

Já no final da partida, aos 48 minutos de jogo, a França conseguiu ampliar o placar. Barcola, novamente pelo lado esquerdo, foi feliz em uma jogada individual. Após driblar o marcador da Noruega, cruzou a bola para a grande área e achou Désiré Doué livre, que mal precisou sair do chão para cabecear no canto direito do goleiro e marcar o quarto gol francês na partida, o seu primeiro em Copas do Mundo.

O juiz apitou o fim de jogo aos 50 minutos. A vitória francesa por 4 a 1 afirmou o favoritismo desse time e garantiu a liderança do grupo. Agora, a França enfrentará a Suécia na próxima terça-feira (30), pelos 16 avos de final. 

Enquanto isso, a Noruega avançou na segunda posição, com uma ótima campanha em um grupo considerado um dos mais difíceis desta edição. Os noruegueses também voltam ao campo na próxima terça-feira, contra a Costa do Marfim, visando uma vaga nas oitavas de final.


Senegal 5x0 Iraque
 

A seleção de Senegal encerrou a última rodada do Grupo I com vitória de 5 a 0 sobre o Iraque, no Estádio de Toronto. O resultado garantiu a classificação da seleção para os 16 avos de final. Os senegaleses terminaram a fase de grupos na oitava posição entre os oito melhores terceiros colocados, assegurando vaga na próxima fase. 

Do outro lado, o Iraque entrou em campo já eliminado, mas determinado a encerrar sua participação na Copa do Mundo de forma competitiva. O técnico Jesús Casas promoveu mudanças na equipe, dando oportunidade a jogadores que haviam atuado menos durante a fase de grupos. No entanto, os Leões da Mesopotâmia encontraram dificuldades desde os primeiros minutos e viram a situação se complicar ainda mais com a expulsão de um defensor no primeiro tempo, fator que praticamente definiu o rumo da partida.

O comandante Pape Thiaw, da seleção de Senegal, escalou a equipe com mudanças em todos setores do time, com lesão no joelho, o goleiro Mendy foi substituído por Mory Diaw. O zagueiro Seck entrou no lugar do experiente Koulibaly, e ainda na defesa, o lateral esquerdo Jakobs tomou a vaga de Diouf que fez uma partida abaixo contra a Noruega. Já no meio-campo Idrissa Gueye foi para o banco para a entrada de Habib Diarra. A última mudança ocorreu no setor ofensivo, onde saiu Nicolas Jackson para a entrada do jovem Mbaye.

Os Leões de Teranga eram favoritos pela primeira vez diante de um um adversário do grupo e, com apenas 4 minutos de jogo, já mostraram o porquê da superioridade. Camara cobrou escanteio na cabeça de Seck, que viu seu remate desviar no pé de Diarra antes de parar no fundo das redes.

Comemoração do primeiro gol de Senegal.
Comemoração do primeiro gol de Senegal. Foto: Reprodução/Fifa

Nove minutos depois, aos 13, Rebin Sulaka cometeu uma falta clara de gol em Sadio Mané e foi expulso. 

Após a expulsão do zagueiro iraquiano, era questão de tempo para um domínio total dos africanos, porém a equipe sofreu ofensivamente. O time tinha a posse de bola, mas, assim como no jogo contra a Noruega, foi pouco efetivo, e só chegou perto de marcar novamente aos 32 minutos, em uma jogada armada por Sadio Mané. O camisa 10 tocou para o lateral Jakobs na entrada da área pela esquerda, que chutou com perigo, mas para fora do gol.

Sem conseguir reorganizar o sistema defensivo com um jogador a menos, o Iraque praticamente não levou perigo ao gol de Mory Diaw. A equipe apostava em raros contra-ataques, mas encontrava dificuldades para manter a posse de bola e escapar da forte marcação senegalesa.

Senegal desperdiçou outra chance, desta vez nos pés do craque do time. Nos acréscimos do primeiro tempo, Mané, com sua clássica jogada na ponta esquerda do campo deixou dois marcadores para trás na velocidade, e dentro da área finalizou com perigo por cima do gol.

No segundo tempo da partida, os Leões de Teranga impuseram seu ritmo. Aos 11 minutos, após um corte errado da defesa iraquiana, Camara levou a melhor na disputa, costurou a defesa e tocou dentro da pequena área para Ismaila Sarr balançar as redes. Após o segundo gol, Pape Thiaw mudou o time visando aumentar o saldo de gols de Senegal. Saíram Mbaye, Camara e Diarra, para a entrada de Iliman Ndiaye, Nicolas Jackson e Pape Gueye.

Depois, aos 13 minutos, o comandante senegalês tirou o zagueiro amarelado Seck, para a entrada de mais um meio-campista, Pathé Ciss. Com o time mais ofensivo, Ismaila Sarr roubou a bola no campo de ataque pela direita, tocou a bola para Pape Gueye chutar com a parte interna do pé e marcar o gol que tirava o saldo negativo dos senegaleses. Com o jogo confortável, Senegal não parou de atacar. Aos 26 minutos, Mané encontrou Jackson livre de marcação dentro da área. O camisa 11 passou para o lateral Jakobs, na linha de fundo, que cruzou para grande área, onde Ndiaye escorou para Pape Gueye empurrar a bola para o fundo do gol.

Pape gueye após marcar seu segundo gol na partida. Foto: Reprodução/Fifa
Pape gueye após marcar seu segundo gol na partida. Foto: Reprodução/Fifa

Aos 36 minutos, Thiaw mudou novamente. Dessa vez, com o objetivo de descansar um dos principais atacantes do time, Ismaila Sarr saiu para a entrada de Assane Diao. Logo após a mudança, Pape Gueye roubou a bola no meio-campo, passou para o seu garçom da partida, Ndiaye, que finalizou com uma bomba no canto esquerdo do goleiro.

Com o resultado praticamente definido, o resto da partida foi marcado por controle e domínio senegalês. Sem forças para reagir, o Iraque apenas administrou os minutos finais e encerrou sua campanha sem conquistar pontos no Grupo I. Do outro lado, os Leões de Teranga, se preparam para a disputa dos 16 avos de final. A equipe volta a campo na próxima quarta-feira (1°), às 17h (de Brasília), contra a Bélgica.

Bósnios e canadenses avançam pela primeira vez ao mata-mata da Copa do Mundo
por
Alice Begnini
Amanda Campos
Carolina Nader
Guilherme Romero
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29/06/2026 - 12h

Na última quarta-feira (24), às 16h (de Brasília), as seleções do Grupo B entraram em campo pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A Suíça venceu o Canadá por 2 a 1, chegou aos sete pontos e garantiu a liderança da chave. No outro confronto, a Bósnia derrotou o Catar por 3 a 1, fez história ao terminar entre os oito melhores terceiros colocados e garantiu, pela primeira vez, a classificação para o mata-mata do Mundial. 

Suíça 2x1 Canadá

Nesta quarta-feira (24), Suíça e Canadá protagonizaram uma partida pouco movimentada, em Vancouver, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. No confronto que valia a liderança do Grupo B, as duas seleções buscaram o ataque, mas encontraram dificuldades para transformar as oportunidades criadas em gol. Apesar disso, os suíços levaram a melhor pelo placar de 2 a 1. 

Na primeira etapa, a equipe suíça teve maior controle da posse de bola e tentou pressionar no campo ofensivo, enquanto os canadenses apostaram na velocidade para explorar os contra-ataques. Apesar da intensidade da partida, as defesas levaram a melhor sobre os ataques durante os 45 minutos iniciais. Com poucas chances claras de gol e forte disputa no meio-campo, o placar permaneceu zerado até o intervalo.

Após uma primeira etapa equilibrada e sem gols, a Suíça retornou dos vestiários com uma postura mais ofensiva e passou a pressionar o Canadá desde os primeiros minutos. A estratégia deu resultado rapidamente. Logo no início da etapa final, Rúben Vargas aproveitou uma jogada trabalhada pelo setor ofensivo suíço para abrir o placar e colocar sua equipe em vantagem no confronto que valia a liderança do Grupo B. O gol aumentou a confiança dos europeus, que passaram a controlar as ações da partida.

Ruben Vargas, autor do primeiro gol da Suíça. 
Ruben Vargas, autor do primeiro gol da Suíça. Foto: Reprodução/Instagram @swissnatimen 

Com mais posse de bola e organização tática, a Suíça continuou criando oportunidades e dificultando a saída de jogo canadense. A pressão resultou no segundo gol aos 11 minutos, quando Johan Manzambi finalizou com precisão após um rápido contra-ataque. A vantagem de dois gols deixou os suíços em situação confortável e obrigou o Canadá a buscar alternativas para voltar ao jogo.

Em desvantagem, a seleção canadense passou a ocupar mais o campo ofensivo e intensificou as investidas em busca da reação. A equipe criou algumas chances e encontrou espaços na defesa adversária, aumentando o ritmo da partida. O esforço foi recompensado aos 30 minutos, quando Promise David aproveitou uma oportunidade dentro da área para diminuir o placar e recolocar os canadenses na disputa pelo resultado.

Tani Oluwaseyi e Promisse David após o gol da seleção canadense.
Tani Oluwaseyi e Promisse David após o gol da seleção canadense. Foto: Reprodução/Instagram/@canadasoccer 

O gol animou o Canadá, que cresceu na reta final do confronto e pressionou mais em busca do empate. Os minutos finais foram marcados por um jogo mais aberto, com os canadenses avançando suas linhas e os suíços apostando nos contra-ataques para tentar definir a partida. Apesar da pressão, a equipe Rossocrociati conseguiu neutralizar as principais investidas adversárias e administrar a vantagem até o apito final.

Após a partida, a Suíça confirmou a liderança do Grupo B e encerrou a fase de grupos com uma campanha consistente com sete pontos, garantindo vaga nos 16 avos de final. A seleção enfrentará a Argélia, na próxima sexta-feira (3), visando uma vaga mas oitavas de final. 

O Canadá garantiu a classificação para a fase eliminatória da Copa do Mundo pela primeira vez na história ao terminar na segunda colocação do Grupo B, com quatro pontos. Agora, os canadenses enfrentarão a África do Sul nos 32 avos de final da Copa do Mundo no próximo domingo (28). 

Catar 1x3 Bósnia 

Na última quinta-feira (25), Catar e Bósnia se enfrentaram no estádio de Seattle, nos Estados Unidos, em uma partida cercada por pressão e pela necessidade de vitória das duas equipes para manterem vivas as chances de classificação na Copa do Mundo. A Bósnia levou a melhor, venceu por 3 a 1 e garantiu sua classificação para a próxima fase do Mundial. 

O destaque da partida foi o capitão da Bósnia, Edin Dzeko, ídolo do país que chegou a marca de 150 jogos com a camisa da seleção. O atacante que estava em comemoração pelo feito, chegou ao seu sétimo gol com a camisa da Bósnia e se tornou o maior nome da história do país no futebol.

 Edin Dzeko durante partida contra o Catar.
Edin Dzeko durante partida contra o Catar. Foto: Reprodução/Instagram/@edindzeko

A Bósnia começou melhor na partida e abriu o placar aos 28 minutos com um belo gol marcado pelo jovem atacante Alajbegović, de 28 anos, que balançou as redes com uma finalização forte e precisa de fora da área. Demonstrando uma equipe com grande intensidade e controle no ataque e na defesa.

Cinco minutos depois, a vantagem aumentou para o lado bósnio. Após uma finalização forte do capitão Dzeko, a bola desviou e terminou em um gol contra de Mahmud Abunada. Mesmo com a superioridade no placar, a equipe continuou trabalhando a posse de bola, tentando reduzir os espaços da área defensiva. Com o passar dos minutos, o jogo ficou mais equilibrado. O Catar passou a intensificar sua presença ofensiva e buscou jogadas mais rápidas, mas sofreu com a forte marcação da seleção adversária.

Os catarianos começaram o duelo em um ritmo abaixo do esperado, com muitas dificuldades para encontrar passes diante da forte pressão dos bósnios. Apesar disso, no decorrer do jogo, a equipe se ajustou e passou a encontrar brechas no sistema defensivo do adversário. 

Na reta final do primeiro tempo, o Catar mostrou mais organização ofensiva e conseguiu aproveitar melhor as oportunidades que surgiram, diminuindo a desvantagem no placar com gol de Hassan Alhaydos, aos 42 minutos. O gol deu confiança à equipe, que terminou a etapa inicial em ascensão, pressionando mais o adversário e equilibrando a partida nos minutos finais antes do intervalo.

Apesar de um segundo tempo menos movimentado, a Bósnia manteve a intensidade e a agressividade, embora tenha adotado uma postura mais recuada para explorar os contra-ataques. A etapa foi marcada pelo aumento das faltas e dos duelos físicos, enquanto o Catar passou a ter maior posse de bola em busca de espaços para reagir na partida.

Quase no final do jogo, aos 35 minutos do segundo tempo, Ermin Mahmic marcou o terceiro gol da Bósnia no jogo, encerrando a participação da seleção na primeira fase do torneio com um 3 a 1 no placar. Com o resultado, o país confirmou sua classificação para a próxima fase como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos da Copa do Mundo 2026. A Bósnia volta a campo na próxima quarta-feira (1°), às 21h (de Brasília), contra os Estados Unidos.

 

Na última rodada do grupo H, o Uruguai perdeu e, pela segunda Copa seguida, caiu na fase de grupos; já a Arábia Saudita não conseguiu a vitória e também está eliminada
por
Kaleo Ferreira
Jorge Zats
Pedro Premero
Pedro Timm
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29/06/2026 - 12h

Na última sexta-feira (26), às 21h, os classificados do Grupo H da Copa do Mundo 2026 foram decididos na última rodada da fase de grupos. A Espanha venceu o Uruguai por 1 a 0 e garantiu o primeiro lugar do grupo. Cabo Verde e Arábia Saudita empataram em 0 a 0, resultado que deu a classificação para os Tubarões Azuis.

Uruguai 0X1 Espanha

Espanha e Uruguai jogaram no Estadio Akron, em Guadalajara, no México. Com ajuda da falha de Fernando Muslera, o único gol da partida foi marcado por Álex Baena. A vitória simples assegurou a primeira posição do grupo H para os espanhóis e eliminou os uruguaios.

A imagem mostra jogadores espanhóis comemorando
Espanha e México são as únicas seleções que não sofreram gol nesta copa. Reprodução: X/@SEFutbol

As duas seleções chegaram de formas diferentes para o confronto. Enquanto os uruguaios estavam pressionados pela própria torcida para conquistar a primeira vitória no mundial e evitar mais um vexame no século, os espanhóis, favoritos para o jogo, precisavam de uma vitória magra para se classificar em primeiro.

A partida começou com o Uruguai errando uma saída de bola que resultou em uma jogada perigosa para a Espanha. Com um minuto de jogo, Lamine Yamal roubou a bola de Bentancur e acionou Oyarzabal, que cruzou rasteiro, porém Cáceres desviou e quase fez gol contra.

A Celeste, para responder a boa chance do adversário, agiu rápido e quatro minutos depois teve a sua primeira oportunidade no jogo. Em um cruzamento de muito longe feito por Maxi Araújo, o goleiro espanhol Unai Simón errou o tempo de bola e a deixou viva dentro da área, mas nenhum jogador uruguaio conseguiu aproveitar a falha.

La Furia conseguiu impor mais ritmo na partida e tinha maior posse de bola. Aos 20 minutos, ela chegou novamente perigo. Em um escanteio cobrado por Baena, Muslera saiu errado do gol e deu a oportunidade para Cubarsí cabecear para o gol, mas ele errou.

O Uruguai mesmo sem ter tanto a bola conseguiu assustar os espanhóis aos 26 minutos. Valverde comandou uma pressão alta e roubou a bola de Rodri. O meia do Real Madrid encontrou Darwin Núnez em condição de finalizar quase dentro da pequena área, porém o atacante tentou dar mais um passe e errou. A partir desse momento a Celeste cresceu minimamente no jogo, porém sem conseguir grandes chances.

Aos 41 minutos a Espanha abriu o placar. Depois de uma jogada mal sucedida de Yamal pela direita, a bola sobrou para Llorente que cruzou e encontrou Álex Baena na área para dominar e finalizar para o gol. A finalização seria tranquila, porém Muslera foi enganado pelo quique no gramado e falhou no lance, marcando uma das piores atuações de um goleiro em Copas do Mundo.

A imagem mostra Baena chutando a bola e defensores uruguaios tentando defender
Baena marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo. Reprodução: X/@SEFutbol

O Uruguai tentou empatar o jogo no final do primeiro tempo, porém Darwin Nunez não conseguiu finalizar para o gol após cruzamento de Fede Valverde no último minuto. Laporte foi quem impediu a finalização.

Após a falha no primeiro gol, Muslera foi substituído por Rochet para a segunda etapa. O Uruguai precisava pelo menos do empate para voltar a sonhar com a classificação. A Celeste conseguiu ter um pouco mais de posse e mostrou a típica raça sul-americana em cada bola disputada.

Apesar disso, aos 18 minutos, foi a Espanha que levou perigo para os uruguaios. Em um contra-ataque, Lamine Yama avançou pela lateral, cortou para o meio e passou para Dani Olmo, que chutou mal e mandou para fora.

A Celeste criou algumas chances com cruzamentos, mas foram afastados pela defesa espanhola. Aos 36 minutos, Brian Rodríguez ganhou a disputa de bola de Yéremi Pino e Llorente e passou para Mathías Oliveira. O zagueiro chutou na entrada da área e forçou Unai Simón a jogar a bola para fora. Logo em seguida, De La Cruz arriscou uma finalização de fora da área, que foi defendida pelo goleiro espanhol em dois tempos.

Aos 40 minutos, La Furia teve a oportunidade de matar a partida. Após boa tabela com Fabián Ruiz, Ferran Torres driblou Mathías Oliveira e, cara a cara com Rochet, chutou no travessão. O atacante espanhol ainda busca seu primeiro gol na Copa após passar em branco nos três jogos da fase de grupos.

Perto do final do jogo, os jogadores uruguaios começaram a dar entradas mais fortes nos espanhóis. Aos 47 minutos, Nico Williams partiu em contra-ataque, mas foi parado por De La Cruz, que recebeu amarelo após falta. Williams levantou revoltado com o uruguaio com a forma que o jogador da Celeste fez a falta.

Após a partida, a Espanha confirmou lesão no músculo adutor da perna direita. Em suas redes sociais, o espanhol comentou que o atleta do Flamengo “agiu levado pela frustração, o descontentamento e a tristeza pela situação que atravessava" e que “foi uma jogada que poderia ter sido evitada, porque era completamente desnecessária”. 

Já no fim dos acréscimos, após várias entradas faltosas, Canobbio foi expulso após falta em Cubarsí. O uruguaio não concordou com a marcação e partiu para cima do juiz e agarrou sua camisa. O jogador do Uruguai teve que ser afastado pelos companheiros de seleção.

A imagem mostra Canobbio em disputa com Cucurella
Em entrevista pós jogo, Canobbio disse que o time estava “com os nervos a mil por hora”. Reprodução: X/@Uruguay

Cabo Verde 0X0 Arábia Saudita

Cabo Verde e Árabia Saudita se enfrentaram no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. A partida era decisiva para ambas seleções se manterem vivas na competição. O jogo foi brigado dentro das quatro linhas, e o resultado foi um empate 0 a 0. Com a derrota do Uruguai para a Espanha, os Tubarões Azuis, em sua primeira participação em Copas, vão jogar o mata-mata.

A partida começou tensa, e a primeira chegada veio aos 17 minutos. Em lançamento um pouco mais ousado da Árabia Saudita, a bola chegou nos pés do camisa 10, Salem Al-Dawsari, que finalizou bloqueado pelo zagueiro de Cabo Verde. 

Logo em sequência, a partida começou a ficar mais quente. Com 21 minutos, um contra-ataque veloz dos Tubarões trouxe a bola pela esquerda do ataque, e após algumas pedaladas, Willy Semedo finalizou no canto esquerdo para defesa de Al-Owais.

Aos 28 minutos, Cabo Verde chegou ao ataque novamente. Em tentativa de cruzamento, a bola seguiu pela linha de fundo. A partida seguiu pegada com ambas seleções buscando a classificação.

No final da primeira etapa, já nos acréscimos, o zagueiro saudita, Alamri, lançou uma bola ousada para a área. Mohamed Kanno atacou o espaço livre e subiu de cabeça quase para surpreender o goleiro Vozinha, que defendeu.

A imagem mostra disputa de bola de jogadores de Cabo Verde e Arábia Saudita
Apesar da ambição dos times, o primeiro tempo só teve uma grande chance de gol. Reprodução: site/fifa.com

No segundo tempo, o jogo ganhou contornos dramáticos na disputa por uma vaga nos 16 avos de final. Os sauditas precisavam da vitória e, por isso, voltaram com uma postura mais agressiva, adiantando suas linhas e buscando pressionar desde os primeiros minutos. No entanto, eles encontraram muitas dificuldades para superar a bem postada defesa cabo-verdiana e criar oportunidades claras de gol.

Quem levou perigo foi Cabo Verde. logo no início da etapa, Jamiro Monteiro e Kevin Oina assustaram o goleiro Mohammed Al-Owais. A melhor oportunidade da partida veio aos 28 minutos, quando Nuno da Costa recebeu em profundidade, saiu cara a cara com o goleiro saudita, mas parou em uma defesa espetacular de Al-Owais, que manteve o placar inalterado.

Nos minutos finais, a Arábia Saudita apostou na pressão e nas bolas paradas, principalmente com Al-Juwayr e Al-Khaibari, mas a defesa dos Tubarões Azuis mostrou solidez e contou, mais uma vez, com a segurança do goleiro Vozinha para garantir o empate sem gols.

16 avos

Com a vitória, a Espanha garantiu o primeiro lugar do grupo, com sete pontos. Na próxima fase, La Furia enfrentará a Áustria, segunda colocada do grupo J, na próxima quinta-feira (02), às 16h, no SoFi Stadium, em Inglewood, nos Estados Unidos.

Em sua primeira Copa do Mundo, com três pontos, Cabo Verde ficou com a segunda posição e com a classificação inédita para o mata-mata. Os Tubarões Azuis vão enfrentar a atual campeã Argentina, primeira colocada do grupo J, na próxima sexta-feira (03), às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami Gardens, Estados Unidos. A seleção cabo-verdiana tentará seguir fazendo história diante de uma das principais favoritas ao título.

Pela segunda Copa seguida, o Uruguai deu adeus a competição na fase de grupos ao terminar em terceiro com apenas dois pontos. A Celeste teve a pior campanha dos terceiros colocados dos grupos e por isso não avançou para a próxima fase.

Quem também volta para casa é a Arábia Saudita, última colocada do grupo. Também com dois pontos.

Todos os horários são de Brasília.

Austríacos terminam em segundo e argelinos ficam na terceira colocação do grupo J
por
Lucas Farias
Lucas Leal
Mariana Luccisano
Octávio Alves
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29/06/2026 - 12h

Pela última rodada da fase de grupos, a Argentina manteve seu favoritismo no Grupo J e terminou a primeira fase com três vitórias em três jogos. A briga pela classificação no segundo lugar ficou entre Argélia e Áustria, que tiveram um final feliz após um empate no confronto direto. Confira os detalhes das partidas:

Jordânia 1X3 Argentina

Em jogo protocolar no último sábado (27), a Argentina, que já havia consolidado a liderança do grupo J da Copa do Mundo, fez o dever de casa e aplicou um 3 a 1 sobre a já eliminada Jordânia, assegurando o 100% de aproveitamento e confirmando o favoritismo da seleção. A partida aconteceu no AT&T Stadium, em Dallas.

Lionel Messi alcançou uma marca histórica na Copa do Mundo. Com o gol de falta contra a Jordânia, o camisa 10 chegou a sete partidas consecutivas balançando as redes em Mundiais, superando os seis jogos seguidos do brasileiro Jairzinho e do francês Just Fontaine. Desde a última vez que passou em branco, contra a Polônia em 2022, Messi já marcou 11 gols em sete partidas, sendo seis apenas nesta Copa do Mundo.

Com vaga já assegurada na fase seguinte e com a liderança garantida, o técnico Lionel Scaloni optou por mexer bastante no time titular, mantendo apenas o goleiro Dibu Martínez e o atacante Lautaro Martínez entre os titulares. Mesmo com a equipe modificada, os argentinos controlaram as ações do jogo.

No primeiro tempo, com apenas seis minutos, Giovani Lo Celso recebeu belo passe de Julián Álvarez e tocou na saída do goleiro, mas o impedimento foi marcado e o gol foi anulado. Porém, aos 18 minutos, o mesmo Lo Celso abriu o placar em cobrança de falta. Foi o primeiro gol da Argentina nesta Copa que não teve Lionel Messi como protagonista na rede.

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Lautaro Martínez e Lo Celso marcaram pela primeira vez em uma Copa do Mundo. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Aos 27 minutos, Tagliafico cruzou rasteiro, Lautaro Martínez acertou o travessão e, no rebote, Senesi tentou de peixinho e exigiu grande defesa do goleiro Abulaila. Na tentativa de afastar o perigo, Al-Rashdan acertou o rosto do zagueiro argentino. Após revisão do VAR, o pênalti foi confirmado.

Lautaro Martínez, que disputa sua segunda Copa pela Argentina, converteu a cobrança e marcou seu primeiro gol em Mundiais. À frente no placar, a Albiceleste controlou o restante do primeiro tempo sem sofrer grandes riscos e confirmou a superioridade dentro de campo.

No segundo tempo, o domínio argentino continuou. Logo no começo da segunda etapa, Leandro Paredes encontrou Lautaro Martínez com um belo passe entre linhas. O atacante conseguiu driblar o goleiro e passou para Giovani Lo Celso marcar, mas Martínez estava impedido no início da jogada.

Em seguida, o camisa 22 teve outra grande oportunidade, mas foi desarmado por Mohannad Abu Taha. Pouco depois, em mais uma chance criada pela Argentina, Lautaro arriscou de fora da área e acertou o travessão da meta de Yazeed Abu Laila.

Após as oportunidades desperdiçadas pela Argentina, a Jordânia chegou ao ataque e, aos 10 minutos, após uma tabela pelo meio, com Mahmoud Al-Mardi participando da construção da jogada, Ehsan Haddad recebeu pela ponta e encontrou Mousa Al-Tamari, o "Messi jordaniano", na pequena área para marcar para a Jordânia.

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Al-Tamari contribuiu com um gol e uma assistência na campanha da Jordânia na Copa de 2026. Foto: Reprodução/X/@staderennais

Ele recebeu esse apelido pela semelhança com o argentino em algumas características do seu estilo de jogo, como ser canhoto, ter o drible curto e muita velocidade. O camisa 10 da Jordânia também foi o primeiro jogador da história do país a atuar em uma das cinco grandes ligas da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França), já que hoje joga pelo Rennes, da França.

Após o gol sofrido, Lionel Scaloni fez mudanças na equipe. Thiago Almada, Alexis Mac Allister e Lionel Messi entraram em campo aos 15 minutos. E não demorou nem 20 minutos para o craque argentino marcar seu 19º gol em Copas do Mundo. Messi ampliou o placar para 3 a 1 em uma cobrança de falta que nem foi tão bem batida, mas a barreira encobriu a visão do goleiro, que teve pouco tempo para reagir.

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Messi marca contra a Jordânia e já soma seis gols nesta edição do Mundial. Foto: Reprodução/X/@Argentina

Já nos minutos finais, Flaco López, jogador do Palmeiras, fez sua estreia em Copas do Mundo ao entrar no lugar de Julián Álvarez. E, mesmo com pouco tempo em campo, quase marcou para a seleção argentina.

A Albiceleste confirmou o favoritismo e encerrou a fase de grupos com 100% de aproveitamento, somando 9 pontos e garantindo a liderança do Grupo J. Agora, a Argentina volta a campo pelos 16 avos de final contra a seleção estreante de Cabo Verde, na próxima sexta-feira (3), às 19h (horário de Brasília).

 

Argélia 3X3 Áustria

No mesmo dia e horário, Argélia e Áustria empataram por 3 a 3 no Arrowhead Stadium, em Kansas City, pelo jogo do Grupo J. O resultado garantiu as duas seleções na fase de 16 avos de final: os austríacos avançaram na segunda colocação da chave, enquanto os argelinos se classificaram como um dos melhores terceiros colocados do torneio.

Para a rodada decisiva, os treinadores promoveram mudanças em suas equipes. A Argélia fez quatro alterações em relação à vitória sobre a Jordânia, enquanto a Áustria teve três novidades após a derrota para a Argentina. Com ambas somando três pontos antes da partida e separadas apenas pelos critérios de desempate, o confronto era decisivo para a definição das posições finais do grupo.

Apesar da importância do duelo, o primeiro tempo começou com poucas emoções. As duas seleções adotaram uma postura cautelosa e encontraram dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades claras. A primeira chegada de maior perigo foi da Argélia, aos dez minutos, quando Ibrahim Maza finalizou para fora.

Após a parada para hidratação, David Alaba encontrou Arnautović com um lançamento preciso: o atacante dominou, saiu em velocidade e finalizou na saída de Oussama Benbot para abrir o placar para a Áustria.

A vantagem deu confiança aos europeus, que quase ampliaram aos 33 minutos, quando Konrad Laimer invadiu a área e parou em Benbot. A Argélia respondeu em sequência. Maza passou por dois marcadores antes de finalizar para fora, e, pouco depois, Farès Chaïbi acertou a trave em chute de fora da área, deixando o empate cada vez mais próximo.

Pouco antes do intervalo, Mahrez brigou pela posse pela direita e a jogada teve sequência após a bola permanecer em campo por centímetros. A sobra ficou com Belghali, que finalizou com força para empatar a partida.

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Mahrez festeja classificação da Argélia após o apito final. Foto: Reprodução/X/FIFA - عربي

Na segunda etapa tivemos o que foi considerado uma partida morna que iria se tornar umas das mais emocionantes nos minutos finais. Aos dez minutos do segundo tempo, Sabitzer recebeu passe de Laimer e finalizou de primeira, para colocar a Áustria à frente do placar mais uma vez.

Porém às Raposas do Deserto não desistiram, e após cinco minutos, Aouar invadiu a área austríaca pela esquerda, cruzou para o centro e o capitão Mahrez apareceu para bater forte e balançar as redes mais uma vez pela Argélia. Após o gol argelino, as equipes praticamente trocaram passes até o final da partida. Nem mesmo os próprios torcedores estavam felizes com o jogo e começaram a vaiar a posse de bola sem produtividade e a falta de ação das equipes. 

Até que aos 47 minutos de partida, a Argélia arriscou e Mahrez marcou o terceiro gol do time, fazendo 3 a 2. O placar classificava os argelinos em segundo do Grupo J e eliminava a Áustria.

No apagar das luzes, os austríacos foram para o tudo ou nada e marcaram de cabeça aos 50 minutos, com o atacante Saša Kalajdžić de 2 metros de altura, que tinha acabado de entrar para ficar na área, conseguiu empatar o jogo histórico em 3 a 3.

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Comemoração dos jogadores e comissão técnica austríaca após o gol do Saša Kalajdžić. Foto: Reprodução/X/@oefb1904

Apesar do balde de água fria nos argelinos, de um certo modo os torcedores africanos comemoram mais o empate do que a vitória, já que eles evitaram uma das favoritas da competição, a Espanha.

Na fase de 16 avos de final, a Áustria entrará em campo na quinta-feira (2), às 16h (horário de Brasília), para enfrentar os espanhóis. Já a Argélia, por ter terminado como umas das oito melhores terceiros colocadas, vai enfrentar a Suíça na sexta-feira (3), às 00h (horário de Brasília).