O Palmeiras derrotou a Ferroviária por 4 a 2 na tarde de quinta-feira (20), na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), e sagrou-se campeão da Copa do Brasil Feminina pela primeira vez em sua história. A decisão marcou o retorno do torneio após oito anos de paralisação, reforçando o investimento crescente das equipes e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na modalidade.
A partida foi movimentada desde os primeiros minutos. O Palmeiras abriu o placar após uma jogada construída pela esquerda, quando Amanda Gutierres apareceu livre na área para completar cruzamento rasteiro. A Ferroviária reagiu rapidamente e empatou após pressão alta que terminou com finalização precisa de Andressa. A virada palmeirense veio ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta que Brena Carolina colocou no ângulo.
No segundo tempo, Tainá Maranhão ampliou para as palestrinas em contra-ataque veloz, enquanto Raquel diminuiu para a Ferroviária em chute de fora da área. O gol que sacramentou o título do Palmeiras saiu nos acréscimos, quando Greicy Landazury aproveitou rebote da goleira e fechou o placar em 4 a 2. Além dos gols, o jogo teve grandes defesas, como a intervenção de Amanda Coimbra em chute à queima-roupa de Duda Santos, e chances claras criadas pelas duas equipes, que mantiveram o ritmo intenso até o fim.

A final também simbolizou o encontro de duas das equipes mais tradicionais do futebol feminino brasileiro. Enquanto o Palmeiras celebra a conquista inédita da Copa do Brasil Feminina, a Ferroviária reafirma sua força histórica, chegando a mais uma decisão nacional e mantendo o protagonismo construído ao longo de décadas. O duelo, marcado por bom nível técnico e intensidade, reforçou a evolução tática do futebol feminino no país.
O desempenho na final refletiu uma trajetória convincente do clube ao longo do torneio. Para além do título, a conquista reforça o crescimento e a valorização do futebol feminino no Brasil, em linha com a retomada da competição após anos de interrupção e com o aumento do interesse do público e da mídia.
A Noruega garantiu seu retorno à Copa do Mundo depois de 28 anos. Em casa, mesmo abrindo o placar, a Itália não resistiu à pressão norueguesa. A vaga veio com a vitória por 4 a 1 sobre os tetra campeões do mundo, em Milão, no jogo que confirmou a liderança do grupo europeu. A seleção nórdica virou a partida no segundo tempo e fechou a campanha de volta de forma segura. Para os italianos, o resultado significou a ida a mais uma repescagem, a terceira seguida.
A classificação teve direito à dois gols de Erling Haaland, que conduziu o time nos momentos de maior pressão. Ele terminou as eliminatórias europeias com números incomuns até mesmo para um jogador do nível dele. Haaland marcou 16 vezes em oito jogos e alterou o placar em todas as partidas disputadas, tendo uma média de dois gols por partida. Isso garantiu ao atacante a artilharia das eliminiatórias e o recorde compartilhado de jogador com mais gols em uma única edição das classificatórias europeias. Os números se igualam aos de Robert Lewandowski, pela Polônia, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.
Outros nomes também apareceram na reta final. Nusa e Larsen fecharam o placar contra a Itália e mostraram que o time não depende apenas de Haaland para decidir. Mesmo assim, o atacante concentrou grande parte das ações ofensivas e influenciou o ritmo da equipe em praticamente todos os jogos.

O resultado encerrou um afastamento da equipe do maior campeonato do mundo, que já durava quase três décadas. A última participação da Noruega em uma Copa havia sido em 1998, quando a seleção avançou na fase de grupos e chamou atenção ao vencer o Brasil. Naquele Mundial, porém, a equipe caiu para a própria Itália nas oitavas de final. Desde então, a seleção colecionava campanhas irregulares e mudanças de geração que não se firmavam.
A classificação de agora tem peso simbólico. O atual grupo combina jovens em crescimento com jogadores já consolidados no futebol europeu. Haaland é o nome mais visível, mas a volta ao Mundial também passa pela evolução coletiva e por um ataque que funcionou de forma constante nas eliminatórias.
A Noruega chega ao Mundial de 2026 com a expectativa de mostrar esse progresso em campo. O desempenho até aqui mostra que o time recuperou identidade e encontrou um caminho que não aparecia desde 1998. A partir de agora, o desafio é transformar essa campanha de volta em resultados também na Copa do Mundo.
O Brasil venceu o Senegal por 2 a 0 neste sábado (15), em Londres, na Inglaterra, e apresentou evolução na preparação para a Copa do Mundo de 2026. A seleção começou o jogo com ritmo alto, pressionou a saída de bola do adversário e criou boas chances nos primeiros minutos. Na segunda etapa, manteve a boa organização para garantir a vitória.
No início, Estêvão perdeu a primeira oportunidade clara e Matheus Cunha acertou a trave logo depois. O gol saiu aos 27 minutos da primeira etapa, quando Casemiro recuperou a bola no meio de campo e o jovem Estêvão finalizou de esquerda para abrir o placar. O segundo gol veio sete minutos depois, aos 35 minutos, com uma cobrança de falta de Rodrygo pela direita que encontrou Casemiro na área. A vantagem deu controle ao Brasil até o intervalo.

No segundo tempo, o time diminuiu a intensidade mas manteve a organização. A seleção de Senegal encontrou mais espaços e obrigou Ederson a fazer boas defesas. A chance mais perigosa veio em finalização de Iliman Ndiaye, que acertou a trave. Porém, mesmo com o avanço do adversário, a seleção administrou o resultado com segurança.
Carlo Ancelotti aproveitou o amistoso para testar os jogadores. Éder Militão atuou como lateral-direito e teve atuação equilibrada entre marcação e apoio. Casemiro jogou mais adiantado e participou diretamente dos dois gols, reforçando a ideia de aumentar a presença ofensiva pelo meio. O Brasil nunca havia vencido o Senegal em jogos oficiais, mas o histórico entre as equipes ainda é curto e não representa um peso significativo no cenário geral.
O desempenho também representou evolução em comparação a apresentação na última Data Fifa, quando a seleção enfrentou Estados Unidos e Japão. Naquele período, o Brasil alternou bons momentos com dificuldades defensivas e buscou soluções para melhorar a compactação e a criação de jogadas. A comissão técnica avaliou que as atuações foram positivas para ajustes, especialmente na movimentação do ataque e na coordenação do meio-campo, pontos que voltaram a aparecer de forma mais consistente no jogo contra o Senegal.
Mais de 58 mil torcedores acompanharam a partida no Emirates Stadium. A principal preocupação da noite foi a saída de Gabriel Magalhães, que sentiu dores na coxa direita e passou por exames após o jogo. Foi constatada uma lesão muscular na região e o zagueiro do Arsenal foi cortado. Para fazer dupla com Marquinhos, Ancelotti tem como opção Militão, Fabrício Bruno e Danilo.
O Brasil volta a campo na terça-feira (18) para enfrentar a Tunísia, em Lille, na França. O amistoso encerra a Data Fifa e os amistosos de 2025, além de servir para novos testes antes da fase final de preparação para o Mundial.
Na noite da última quinta-feira (13), o jogador japonês Shohei Ohtani foi eleito, de forma unânime, o MVP da liga nacional da maior organização de beisebol do mundo, a Major League Baseball (MLB). Ohtani já soma quatro troféus de jogador mais valioso e se junta a Barry Bonds, que tem sete, como os únicos a conquistarem tal feito.
O prêmio de MVP é concedido a um jogador de cada liga – Liga Americana (AL) e Liga Nacional (NL) – que seja considerado o mais valioso para sua equipe durante a temporada regular e a votação é feita por membros da Baseball Writers’ Association of America (BBWAA), composta por jornalistas que cobrem o esporte de forma independente. Ohtani se tornou o primeiro jogador da história a vencer duas vezes tanto na Liga Americana, quanto na Liga Nacional.

Durante a temporada regular, o astro atuou em alto nível como um jogador de “duas vias”, ou seja, alguém capaz de arremessar e rebater no mesmo jogo. Atualmente, o jogador japonês é o único que desempenha ambas funções estando entre os melhores nas duas.
No topo do mundo
Além dos prêmios individuais, Shohei liderou o Los Angeles Dodgers, pelo segundo ano consecutivo, para a World Series, o maior título do beisebol profissional de equipes. A equipe norte-americana derrotou o Toronto Blue Jays por quatro vitórias a três e conquistou seu nono campeonato, o segundo da carreira de Ohtani.

A Argentina venceu Angola por 2 a 0 nesta sexta-feira (14), no Estádio 11 de Novembro, em Luanda, confronto que marcou as celebrações pelos 50 anos da independência do país africano. Lautaro Martínez abriu o placar ainda no primeiro tempo, e Lionel Messi ampliou na etapa final. O resultado encerrou o ano da equipe de Lionel Scaloni com vitória.
O primeiro gol saiu aos 43 minutos da etapa inicial. A jogada começou pelo lado direito, com troca de passes curtos até Messi receber por dentro e acionar Lautaro na área. O atacante dominou e finalizou colocado, abrindo o placar. A Argentina teve controle da posse durante todo o primeiro tempo e trabalhou a circulação de bola com aproximações constantes, enquanto Angola manteve linhas compactas e tentou responder em transições rápidas.
No segundo tempo, os argentinos seguiram impondo ritmo. Messi passou a recuar para participar da construção e conectar o time ao ataque, enquanto Lautaro alternou entre infiltrações e pressão na saída de bola angolana. A seleção albiceleste voltou a criar oportunidades pelos lados do campo, principalmente com ultrapassagens dos laterais. O segundo gol foi marcado aos 37 minutos, quando Lautaro recuperou a bola no campo ofensivo e encontrou Messi livre na entrada da área. O camisa 10 dominou e finalizou na saída do goleiro, ampliando a vantagem.

Scaloni aproveitou o amistoso para realizar ajustes no meio-campo e observar jogadores que buscam espaço na rotação da equipe. Enzo Fernández ficou fora por lesão, enquanto Julián Álvarez, Nahuel Molina e Giuliano Simeone não viajaram por questões relacionadas à documentação médica exigida para entrada no país. Com isso, o treinador distribuiu mais minutos a atletas de função semelhante e testou variações de posicionamento, sobretudo na linha de volantes.
Angola tentou equilibrar o duelo na base da velocidade e chegou algumas vezes ao campo ofensivo, principalmente em lançamentos longos para as pontas. A defesa argentina, porém, conseguiu controlar as ações e manteve segurança ao longo dos 90 minutos. Dibu Martínez participou pouco do jogo e foi exigido apenas em finalizações de média distância.
A vitória encerrou o calendário da Argentina em 2025. A equipe volta a atuar apenas nas próximas datas internacionais e mantém a preparação para os compromissos do próximo ano após boa atuação coletiva no amistoso em Luanda.



