O último dia da Rio Fashion Week 2026, no sábado (18), encerrou a temporada de moda carioca com desfiles de marcas consolidadas, como Isabela Capeto, Dendezeiro e Lenny Niemeyer.
Isabela Capeto
Após dez anos longe das passarelas, Isabela Capeto retornou ao evento ao lado da filha, Chica, com a coleção Dracena. Conhecida por seu trabalho artesanal e pela estética maximalista, a estilista resgatou elementos que marcaram sua carreira.
A nova coleção mergulhou nesse universo afetivo. Inspirada na planta Dracena Pink, a referência apareceu no cenário rosa vibrante, bordados florais, texturas e acessórios chamativos. Mas uma saia floral volumosa chamou a atenção pela semelhança com um look apresentado pela Chanel em outubro de 2025, uma referência difícil de ignorar. Há também um olhar para o reaproveitamento de materiais e peças que dialogam com o próprio acervo da marca.
Muita transparência, trabalhos em retalhos e aplicações artesanais reforçaram a identidade maximalista construída por Isabela ao longo da carreira.
Dendezeiro
A marca baiana apostou no urbano, uma coleção inspirada na cultura ballroom. Batizada de House of Dendezeiro, a linha trouxe peças amplas, sobreposições e uma estética quase performática que dialoga com a cena queer.
O uso de látex, transparências e comprimentos míni adicionou sensualidade, enquanto a parceria com a DOD Alfaiataria trouxe estrutura à coleção em modelagens ampulheta, ombros marcados e calças acinturadas.
O ponto forte da coleção foi a adaptação dessas referências para o contexto brasileiro. O desfile conecta diferentes universos; as peças podem ser usadas tanto em um baile funk quanto em uma casa de shows de drag queens.
Lenny Niemeyer
Para encerrar o evento, Lenny Niemeyer celebrou os 35 anos de sua marca com um desfile que revisitou sua trajetória. Apresentada no Museu do Amanhã, a coleção reforçou os códigos que transformaram a estilista em referência na moda praia nacional.
Maiôs estruturados, saídas de praia sofisticadas, estampas, texturas diferentes e muita brasilidade foram apresentados na passarela.
O desfile, que encerrou a semana de moda com peças que apostaram menos em reinvenção e mais na força de uma trajetória consolidada. A coleção, batizada de “Trama do Tempo”, é uma releitura das antigas passarelas, marcada por curvas, organza e acessórios de murano que lembram raios solares e colares bicolores. A trilha intimista e as projeções de ficção científica criaram uma experiência para a plateia. O desfile também contou com um elenco de supermodelos como Isabeli Fontana, Fernanda Tavares e Alicia Kiczman
A Rio Fashion Week já confirmou seu retorno em 2027, após receber 30 mil pessoas e movimentar milhões de reais nesta edição.
O consumo têxtil no Brasil é um setor dinâmico que vai muito além do território brasileiro. É um dos maiores mercados da América Latina e o 5º maior consumidor de vestuário e calçados do mundo. Segundo a pesquisa divulgada pelo site Cupom Válido, Minas Gerais por exemplo está em segundo lugar no consumo de vestuário no país, representando 10% do total de consumidores no Brasil. A cadeia têxtil emprega milhões de pessoas, sendo um importante motor de desenvolvimento econômico. Em entrevista à AGEMT, Giulia Correia Sugi, estudante de moda da Faculdade Santa Marcelina (FASM), expôs diversos debates importantes que surgem nesse meio em relação ao aumento desenfreado do consumo nos dias atuais.
Cada vez mais a moda surge como fator econômico essencial para circulação de roupas e calçados. É nesse contexto que ganha força uma produção à base do fast fashion, termo que significa o modelo de negócios rápido com produção acelerada e baixo custo. Isso é capaz de replicar tendências na garantia do consumo rápido, que é exatamente o que afeta o processo criativo na moda, que se torna ofuscada em meio à necessidade da fabricação em alta escala. “Em vez de desenvolver coleções com pesquisa profunda, experimentação e construção de conceitos, muitas marcas passam a priorizar a velocidade, ocorrendo a reprodução de ideias de outros designers ou marcas, enfraquecendo a originalidade”, relata Sugi.
Essa era do fast fashion foi impulsionada principalmente pelas redes sociais, que disseminam as novas tendências estilistas. Como exemplo pode-se citar a Shein, que surfou na onda da pandemia do coronavírus como forma de fortalecer sua plataforma em meio à internet. Assim, a rede chinesa cresceu a partir da tecnologia de disseminação, e lucrou rapidamente com os baixos custos de produção, o trabalho precário e as entregas extremamente rápidas, sempre na busca de replicar as tendências atuais da moda. “O preço acessível é um dos principais fatores. Grande parte da população brasileira busca produtos com menor custo, e o fast fashion oferece exatamente isso”, afirma Sugi.
O Slow Fashion como contrapartida
O consumo desenfreado é sinônimo de funcionamento de um sistema capitalista no qual cada vez mais se consome, e menos se reflete sobre as reais necessidades, os impactos ambientais e as consequências sociais desse padrão. Esse ciclo é impulsionado por estratégias de mercado, publicidade e pela lógica de crescimento contínuo, que asseguram um sistema de rápida circulação. Nunca se comprou tanta roupa como nos dias atuais, mas por outro lado, nunca se gastou tão pouco dinheiro dentro da moda. Isso é um reflexo direto da informalidade, da busca por conforto e da massificação de produtos mais baratos, em grande parte importados.
O meio ambiente é um dos principais pilares afetados nesse processo, relata a estudante: “Um dos principais problemas é o descarte excessivo de roupas. A indústria utiliza grandes quantidades de água, principalmente no cultivo de algodão e nos processos de tingimento. Além disso, produtos químicos utilizados nesses processos frequentemente contaminam rios e solos. Também há tecidos sintéticos, muito comuns na fast fashion, liberam microplásticos durante a lavagem, contribuindo para a poluição dos oceanos”.
O ditado “a ânsia de ter e o tédio de possuir” ocorre também dentro da moda. As pessoas compram uma peça super desejada que está em tendência, mas rapidamente essa compra é ocupada por um lugar vazio e, consequentemente, a necessidade de comprar cada vez mais, a fim de saciar essa sensação. “Torna-se um ciclo infinito, consumir e descartar.”- afirma Giulia.
Essa onda de desgaste têxtil e essas tendências em excesso levam a uma perda de autenticidade por parte dos produtores e criadores da moda. A essência individual se perde nos interesses mercadológicos, e para se manterem relevantes, as marcas adaptam suas estratégias para ampliar seu público com produtos mais acessíveis, mas sem perder sua sofisticação. Assim, cresce também a competitividade entre todas essas marcas que querem sempre se manter atualizadas e produzirem mais para ter um maior consumo e consequentemente, mais lucro.
As pequenas marcas, as chamadas slow fashion, são integradas por pequenos produtores que fazem da moda sua principal fonte de renda, com roupas ou calçados construídos cuidadosamente com as mãos (handmade), pensados minuciosamente e transportando as ideias criativas para a produção da moda. Isso é um movimento de moda sustentável e consciente que valoriza a qualidade e durabilidade em detrimento da quantidade e velocidade, e são esses produtores que sofrem as consequências das tendências e desvalorização da mão de obra. Enquanto estudante de moda, Sugi expõe:
“Com certeza, é como se houvesse uma enxurrada interminável de novas ideias, o que pode ser tanto avassalador quanto incrivelmente valioso. Marcas menores e nacionais, que estão crescendo e possuem uma estética e história cativantes, ganham mais visibilidade online do que jamais tiveram fisicamente. Como uma estudante de moda no quarto semestre, você é bombardeada por uma avalanche de informações na internet”.
O terceiro dia da Rio Fashion Week, realizado na última quinta-feira (16), reuniu marcas que transitam entre tradição e inovação. Com o Píer Mauá como palco principal, a programação se expande para diferentes cenários emblemáticos da cidade, reforçando a conexão entre moda e território.
Abrindo o terceiro dia, Patricia Viera apresentou uma coleção carregada de afetos e referências pessoais. Em homenagem à sua cidade natal, ao artesanato brasileiro e à sua mãe, Vera Magalhães, a estilista construiu uma narrativa que celebra as relações femininas em sua trajetória. O inverno surge leve, com elementos visuais inspirados no Rio de Janeiro, de mosaicos e paisagens a ícones como a Igreja da Penha, o calçadão de Copacabana e os jardins de Burle Marx. A riqueza de técnicas destacou-se no desfile. A coleção celebra cinco décadas de carreira de Patricia Viera.
Na sequência, a Handred, comandada por André Namitala, apresentou a coleção Akáshica. Inspirada na ideia de memória universal, a coleção trouxe peças com caimento fluido, sobreposições e uma paleta que transita entre tons sóbrios e nuances etéreas. A presença da Companhia de Ópera da Lapa, sob regência do maestro Felipe Prazeres, ligado ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro, potencializou a atmosfera do desfile, transformando a passarela em um espaço imersivo onde moda e música dialogaram em tempo real.
O retorno da Blue Man às passarelas veio acompanhado de uma coleção que reafirma sua identidade tropical, ao mesmo tempo em que atualiza códigos clássicos da moda praia. Sob o comando de Sharon Azulay e Thomaz Azulay, a marca apostou em estampas vibrantes, com referências à fauna e à flora brasileiras, além de padrões gráficos que remetem ao imaginário solar e praiano do Rio de Janeiro. A coleção chamou a atenção ao equilibrar sensualidade e frescor, características históricas da marca, com uma leitura atualizada do estilo de vida carioca. O desfile ganhou ainda mais destaque com a presença de Helô Pinheiro, a eterna Garota de Ipanema, que, aos 82 anos, assumiu o posto de musa nesse retorno vibrante da marca. Ao mesmo tempo, a proposta mais performática da apresentação, com participação de influenciadores na passarela, alimentou debates fora do evento sobre a crescente valorização do espetáculo e do engajamento digital em relação ao rigor técnico tradicional da moda.
Encerrando, a Hisha marcou sua estreia na passarela da Rio Fashion Week, trazendo uma proposta que une memória, técnica e identidade regional. Sob direção criativa de Giovanna Resende, inspirada nas referências de São João del Rei e no barroco mineiro, onde o bordado assume protagonismo, estruturando as peças por meio de linhas, relevos e desenhos que criam superfícies densas e sofisticadas.
Apesar dos destaques criativos ao longo do dia, a programação voltou a enfrentar atrasos, repetindo um ponto já observado na abertura do evento. As mudanças no cronograma impactaram a sequência dos desfiles e exigiram ajustes por parte de convidados e profissionais, destacando um aspecto de organização que ainda pode evoluir nas próximas edições da Rio Fashion Week, especialmente diante da proposta ampla e dinâmica do evento.
Na sexta-feira (17), a Rio Fashion Week promoveu desfiles de marcas como Adidas, Helô Rocha e Misci, no Rio de Janeiro, com a apresentação de coleções autorais na passarela por meio de propostas que unem sustentabilidade e identidade, com o objetivo de fortalecer a moda como forma de expressão.
Angela Brito começou o dia de desfiles com uma coleção marcada pela representação do Rio, “Entropia”. Conhecida por sua ligação com a cultura africana, a estilista trouxe recortes e sobreposições diferentes em comparação à sua coleção anterior, “Pangeia”. Tecidos leves, recortes assimétricos e acessórios dominaram o ambiente. O auge foi a transição de tons que dialogam com o caos e a beleza do Rio de Janeiro.
Logo após, Karoline Vitto ocupou a passarela. A marca evoluiu de um discurso de inclusão para um de protagonismo. Os looks vieram mais ousados, com recortes que valorizam com uma paleta entre preto, branco, marrom, cinza, laranja e rosa, e a junção de detalhes em metais. A coleção foi pensada para corpos diversos e na beleza singular que deve ser valorizada em cada peça.
Em sequência, Apartamento 03 trouxe sua já conhecida linguagem experimental, mas com mais equilíbrio. Luiz Claudio Silva, diretor criativo e fundador da marca, acostumado a transformar o cotidiano em arte, inspirou-se na personagem Macabéa de “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector. O destaque foi a construção em camadas e fluidez que pareciam se adaptar naturalmente ao corpo. Os detalhes sutis em cada peça, seja em frases ou brilhos escondidos resgataram a alma da personagem, ingênua, invisível no mundo.
Helô Rocha apresentou uma coleção mística e repleta de poder feminino. Mantendo o trabalho artesanal como base, a estilista combinou bordados detalhados com cortes modernos. O contraste entre a fantasia e a passagem do tempo, com tecidos de segunda mão e materiais incomuns, como colheres para serem ressignificadas, gritaram autenticidade.
Em seguida, a Adidas trouxe a cultura periférica para a passarela. Com a abertura de Tasha e Tracie, a marca apostou na nostalgia pelo tênis Megaride, dos anos 2000. Peças streetwear dialogaram com bordados e macramê. As camisas da Copa do Mundo e do Time Brasil, em parceria com o COB (Comitê Olímpico do Brasil) ganharam destaque destque ao lado das bolsas em formatos de apitos de juízes.
Encerrando o evento na área externa, a Misci trouxe a identidade brasileira de forma única. O azul se espalhou pela locação junto com a bateria da Beija-Flor que ecoou pelo desfile. Brasil em foco. Gal Costa em 1970 serviu de inspiração para o conjunto apresentado. Peças de couro de pirarucu ou de origem vegetal fizeram do desfile um lugar surreal.
A consagração de Frankenstein no Oscar 2026 ganhou forma pela minúcia da produção: o filme levou a estatueta de Melhor Figurino pelo trabalho da figurinista Kate Hawley, o que reconhece uma construção visual que extrapola a recriação de época. Em uma categoria marcada pela diversidade estética, a vitória reafirma o peso das escolhas visuais na narrativa e consolida o longa de Guillermo del Toro como um dos grandes destaques técnicos da premiação. Além de despertar olhares ao estilo norteador do filme, o gótico.
Porque na indústria cinematográfica atual, se engana aquele que acredita nas decisões editoriais realizadas ao acaso. A produção não se trata apenas de um bom processo na confecção de roupas, mas de decisões que fazem parte de um projeto: voltar os holofotes culturais para o estilo gótico novamente.
A parceria entre Guillermo del Toro e Kate Hawley não é de hoje, os dois trabalham juntos desde “Círculo de Fogo”, filme lançado em 2013. O diretor conta que fazia reuniões periódicas com Kate meses antes da produção se iniciar. Nelas, del Toro apresentava diversas convicções sobre os figurinos: havia uma necessidade de peças modernas, a produção não poderia se basear em uma simples recriação de época. Por outro lado, Hawley apresentava a estética do romantismo gótico para os figurinos, proposta determinante para que o filme adquirisse a estética de “sonho melancólico”.
O filme dirigido por Guillermo del Toro adapta o clássico de Mary Shelley, de 1818, para uma nova linguagem. A obra original é considerada pelo imortal da Academia Brasileira de Letras, Ruy Castro, como o primeiro grande exemplar das histórias de horror modernas, além de ser o grande precursor do gênero de ficção científica.
“O clássico conta a história de um horrendo ser, que ao despertar para o mundo, torna-se consciente de que é um monstro, rejeitado por todos” - Ruy Castro
A definição de Ruy também serve de modelo para a ótica gótica de se ler o mundo, já que essa estética se propõe a representar os rejeitados. A produção monumental proporcionada pela Netflix sugere um novo ritmo para a modernidade, assim como todo o estilo gótico.
É óbvio traçar o paralelo, a história original questiona a ambição humana ao criar seres que não se encaixam nos seus contextos. Assim como eram os edifícios que se mostravam gigantes derretendo em uma época de erudição regrada. Assim como, uma criatura de Victor Frankenstein decide se revoltar contra uma “elite do saber”. Ou, então, um trabalho de figurinos que decide inovar em meio ao clássico ao invés de uma simples recriação de uma época.
Talvez seja esse último que fez com que o trabalho de Hawley se destacasse em meio aos indicados ao prêmio de melhor figurino no Oscar. Uma vez que as propostas de Hamnet: A vida antes de Hamlet, Marty Supreme e Pecadores possuíam a recriação de períodos históricos como princípio norteador. A exceção entre os indicados é Avatar, por se tratar de uma produção com estética fantasiosa.
O gótico sempre foi uma forma cultural de lidar com os medos de uma época. No século XIX, ele refletia angústias ligadas ao avanço científico e à ruptura com antigas tradições religiosas, temáticas que são ainda mais atuais hoje do que no período de publicação do livro.
Nesse sentido, o sucesso de Frankenstein (2025) revela também uma mudança no próprio cinema de horror. Se recentemente o gênero foi associado a necessidade de sustos rápidos e entretenimento descartável, produções como a de Del Toro reafirmam o potencial artístico e filosófico dessas narrativas. O gênero do terror volta a ser tratado como espaço de reflexão estética e existencial.
Na irregularidade formal das peças do filme, se vê um contraste claro. A obra acompanha um cenário de rigor anatômico, porém, nos trajes mais impactantes do longa, é perceptível um objetivo de perversão desse tecnicismo através dos excessos.
Tal lógica de excesso e simbolismo se estende às joias, assinadas pela Tiffany & Co., que empresta ao filme peças raríssimas de seu acervo. Colares como o “The Wade” e o “The Beetle” não funcionam apenas como ornamento, mas como extensão da própria construção estética do longa. Foi a primeira vez que a casa de joias novaiorquina reuniu obras de arquivo e peças contemporâneas em uma produção cinematográfica.
A peça mais emblemática da obra, o vestido de apresentação da personagem Elizabeth, interpretada por Mia Goth, é a prova disso. Elizabeth é o ideal de Lady europeia do Século XVIII, é guiada pelo cuidado e empatia. É, portanto, a grande antítese do protagonista.
O vestido é volumoso e ganha transparência em contato com a luz, mas o que chama atenção mesmo é o adereço de cabeça feito de penas, que aparenta orbitar a cabeça da personagem, elemento que transmite a sensação onírica proposta por Kate Hawley.
Mas além dele, o filme é recheado por outros vestidos com silhuetas dramáticas e exageradas, tecidos pesados e volumes acentuados. Mas além disso, na maioria das cenas, a direção de del Toro propõe a escuridão como elemento transformador dos figurinos de Hawley. Todos se engrandecem no escuro, ganham novas formas nas cenas de contraluz e assim, a escuridão ganha protagonismo na obra.
Por fim, a vitória de Frankenstein no Oscar de figurino não representa apenas um prêmio técnico. Ela simboliza a necessidade de questionar o universo cultural em que estamos inseridos. Ao pautar o retorno do gótico, estamos remodelando a forma de se observar os comportamentos sociais por meio das manifestações artísticas. É notável que a estética gótica propõe uma nova forma de se observar um mesmo mundo.