Eventos variados, exposições, shows e festivais movimentam os espaços culturais da cidade
por
Victória da Silva
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09/04/2026 - 12h

Após as águas de março fecharem o verão e o outono começar no país, o mês de abril chega com uma vasta programação cultural para os paulistas e visitantes da cidade curtirem. Confira aqui algumas atrações interessantes para visitar na capital paulista:

SP-Arte

A SP-Arte é a maior feira de arte e design do Brasil. O encontro promove conversas e lançamentos editoriais. Nesta edição, o evento promete ter uma exposição sobre árvores, abordar o mobiliário moderno, mostrar o retrato da cena atual do design brasileiro, além de prêmios para artistas e designers.

Quando: De 8 a 12 de abril.

Onde: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera.

Ingressos: Inteira - R$120,00 e Meia Entrada - R$60,00 (+ taxas de conveniência).

Noite das Livrarias

No dia Mundial do Livro, o evento celebra a literatura em várias livrarias espalhadas por São Paulo. A partir das 18h os interessados podem descobrir espaços novos, trocar experiências, fazer oficinas, participar de festas do pijama e ainda, conhecer outros amantes de livros.

Quando: 23 de abril.

Onde: Conferir livrarias participantes no site oficial do evento (https://noitedaslivrarias.com.br/livrarias

Ingressos: Entrada Gratuita.

Cine Minhocão

O festival de cinema ao ar livre no Elevado João Goulart conta com sessões competitivas de 21 curtas-metragens brasileiros e internacionais, com votação do público e premiação.

Quando: De 25 de abril a 3 de maio - Sessões às 18h e 19h.

Onde: Minhocão

Ingressos: Inteira - R$120,00 e Meia Entrada - R$60,00 (+ taxas de conveniência).

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As obras refletem a pluralidade de linguagens que marcaram a arte brasileira na primeira metade do século XX. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Exposições:

Anita e os Modernistas

Com curadoria de Renata Rocco, a exposição conta com um acervo de 23 obras de Anita Malfatti. A mostra retrata o Modernismo no Brasil e também reúne obras de outros artistas modernistas que participaram da Semana de Arte Moderna de 1922, como Di Cavalcanti, Bruno Giorgi, Paulo Rossi Osir, Ismael Nery, Regina Gomide Graz, Alfredo Volpi e Alberto da Veiga Guignard.

Quando: De 6 de abril até 31 de agosto.

Onde: Palácio dos Bandeirantes.

Ingressos: Entrada Gratuita.

Janis Joplin

A mostra trará mais de 300 itens da lendária cantora, compositora e multi-instrumentista norte-americana Janis Joplin, ícone do rock mundial. Dentre os destaques, estão diversas cartas e bilhetes escritos por Janis, fotos de apresentações, além de peças de roupa e adereços da artista.

Quando: A partir de 16 de abril.

Onde: Museu da Imagem e do Som.

Ingressos: Inteira - R$60,00 e Meia Entrada - R$30,00.

Nova Órbita - Nucle1

O centro integrado de artes de quatro andares e dois subsolos foi pensado para promover uma experiência em cada salão. Com exposições em variados espaços, intervenções e um cinema underground, a “Nova Órbita” propõe não apenas uma visita, mas sim uma imersão.

Quando: Até 28 de maio. Quarta à sexta - 12h às 20h. Sábado e domingo - 10h às 18h.

Onde: Nucleum - Rua Muniz de Souza, 809 - Aclimação.

Ingressos: Entrada gratuita.

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Festival Wine&Jazz encanta com a mistura de música e gastronomia. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Festivais:

Wine & Jazz Sessions

O festival de música ao ar livre reúne jazz, gastronomia e vinho em uma experiência diferenciada. Serão dois dias de shows de Jazz e Soul, área gastronômica com a participação de chefs e seus restaurantes, empório artesanal, além de vinícolas e importadoras de vinho consagradas.

Quando: 11 e 12 de abril. 

Onde: Parque Villa-Lobos.

Ingressos: Entrada gratuita. Para participar do Wine&Jazz nas alturas (na Roda Rico) os preços variam entre R$60,00 e R$120,00.

Gop Tun Festival 2026

O festival acontece em um final de semana inteiro e celebra a cidade de São Paulo unindo artistas da música eletrônica alternativa. Em sua 5ª edição, o público poderá prestigiar a line-up que conta com Jayda G, Optimo (Espacio), Mount Kimbie Dj, Yu Su, Chaos In The Cbd, Moxie, Omoloko, Brenda & Maria Manuela, Sherelle e Aerobica.

Quando: 11 e 12 de abril 

Programação diurna: 13h às 22h30

Programação noturna: 21h30 às 6h em espaço exclusivo.

Onde: Complexo do Pacaembu

Ingressos: Variam entre R$280,00 e R$550,00.

Shows:

Marina Sena - Coisas Naturais

A artista Marina Sena retorna à São Paulo com um novo capítulo da era "Coisas Naturais”, para um show atualizado e repaginado. Entre o setlist da apresentação, está a faixa "Carnaval" que atravessou a estação e se tornou um dos hits mais tocados de fevereiro.

Quando: 17 de abril.

Onde: Espaço Unimed.

Ingressos: A partir de R$130,00.

Jackson Wang - MAGICMAN 2 WORLD TOUR

Jackson Wang, que é integrante do grupo de kpop Got7, retorna para um show em São Paulo e outro show de estreia no Rio de Janeiro, promovendo a turnê “MAGICMAN 2 WORLD TOUR”. Os shows são aguardados pelos fãs que desejam apreciar pessoalmente o alter ego “Magic Man”, criado para expressar a versão mais autêntica do artista.

Quando: 23 de abril.

Onde: Suhai Music Hall.

Ingressos: Variam entre R$470,00 e R$980,00.

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Quanto mais mediado por telas se torna o cotidiano, mais o encontro com o real transforma o teatro em uma experiência intensa e necessária
por
Manoella Marinho
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30/03/2026 - 12h

A relação da geração atual com o mundo passa, inevitavelmente, pelas telas. Celulares, redes sociais e plataformas de vídeo moldam não apenas a forma de comunicação, mas também a percepção da realidade. “O teatro é o presente, é o agora, é o sentimento”, afirma Marcello Drummond, diretor do Teatro Oficina, em entrevista à AGEMT. A fala sintetiza uma das principais diferenças entre o teatro e as mídias digitais: enquanto a internet permite o acesso ilimitado e instantâneo a conteúdos, o teatro exige presença, tempo e entrega. Isso torna-se ainda mais evidente quando se observa o impacto físico da cena.

“Quando você vê um ator na tua frente […] é uma coisa viva”, diz Drummond. Ao contrário da imagem mediada por uma tela, o corpo em cena carrega falhas, respiração, improviso, entregam elementos que tornam cada apresentação única. É essa imprevisibilidade que intensifica a experiência do espectador. Ao mesmo tempo, o ambiente digital tem produzido uma mudança significativa nos hábitos culturais. “As pessoas têm pouco contato com o que não é vídeo”, aponta o diretor. A predominância do audiovisual transforma a forma como a arte é consumida, muitas vezes reduzindo a experiência a fragmentos rápidos e descartáveis.

Créditos: Manoella Marinho Teatro Oficina

 

Ainda assim, o impacto da tecnologia não é apenas negativo. “O digital […] está fazendo com que os teatros fiquem mais cheios”, observa Drummond, conversando com AGEMT dentro do espaço do Teatro Oficina. O fenômeno revela um paradoxo: quanto mais imersas no virtual, mais as pessoas parecem buscar experiências concretas. A saturação de estímulos, característica do cotidiano online, gera uma espécie de cansaço que encontra no teatro um espaço de pausa e intensidade.

Esse movimento ajuda a explicar por que o teatro provoca um efeito tão marcante na geração atual. “A gente tem contato com tela […] mas o vivo toca muito”, resume o diretor. O impacto não está apenas no conteúdo da peça, mas na experiência sensorial completa: o silêncio da plateia, a proximidade com os atores, a impossibilidade de pausar ou voltar a cena. Historicamente, o teatro sempre se construiu a partir dessa relação direta. Encenações como “O Rei da Vela”, marco do Teatro Oficina, ou montagens contemporâneas que rompem a divisão entre palco e plateia, evidenciam a potência do encontro ao vivo. Ao eliminar a chamada “quarta parede”, essas obras convidam o espectador a participar ativamente, transformando-o em parte da cena.

Nesse contexto, o teatro também reafirma seu caráter político. “O fato de estar em cena já é um ato político”, diz Drummond. Em um ambiente digital marcado pela circulação massiva de discursos, muitas vezes superficiais ou polarizados, o teatro oferece um espaço de reflexão mais profunda, onde o tempo e a presença permitem a elaboração crítica. Por outro lado, a própria internet carrega contradições. “Tem coisas muito boas […] e coisas muito ruins que se espalharam”, reconhece o diretor. Se por um lado ela democratiza o acesso à informação e à arte, por outro amplia a circulação de desinformação e discursos problemáticos. Nesse cenário, o teatro se destaca como um espaço de construção coletiva e diálogo direto. A diferença fundamental está na experiência. Enquanto o digital tende à repetição e à reprodução infinita, o teatro se ancora no instante. Cada sessão é única, irrepetível. É nesse sentido que o impacto se intensifica: o espectador não apenas assiste no automático mas vivencia, estimulando análise crítica e sensação.

Em um mundo em que o contato com o real se torna cada vez mais mediado, o teatro reafirma a importância do corpo, do encontro e da presença. Mais do que sobreviver à era digital, ele parece ganhar novo sentido dentro dela. Um espaço onde o humano, finalmente, deixa de ser apenas imagem e volta a ser experiência.

 

Um em cada dez brasileiros conversam com chatbots como forma de tratamento para questões psicológicas
por
Joana Prando
Gabriel Giannini
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30/03/2026 - 12h

 

No Brasil, uma em cada dez pessoas utilizam da Inteligência Artificial (IA) para fazer terapia, segundo a revista Superinteressante. Nos Estados Unidos, a situação é ainda mais assustadora. De acordo com uma matéria publicada pela jornalista Tamires Vitorio, pela revista Exame no dia 8 de agosto de 2025, aproximadamente 19% dos americanos, cerca de 49,2 milhões de adultos, utilizam ferramentas baseadas em IA como forma de terapia. O uso de inteligência artificial em conversas sobre sentimentos, ansiedade e solidão cresceu de forma exponencial nos últimos anos. A questão que fica é se a IA realmente é capaz de desvendar o sentimento humano. A psicóloga Bruna Santin Kalil, formada em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e graduanda pela UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), nos ajuda  a entender os riscos dessa prática. 

Em entrevista à AGEMT, Kalil ressalta que “o uso das tecnologias é um caminho sem volta, principalmente desde a experiência coletiva da pandemia[...]. Eu acho que assim como outros avanços tecnológicos, eles não são em si bons ou ruins, tudo depende do modo como a gente faz uso deles. Uma prática estruturada, um guia, isso pode ser reforçador para a pessoa implementar de fato no dia a dia o que se é proposto pela terapeuta.”  

O Conselho Federal de Psicologia tem feito longas pesquisas sobre a IA, tendo publicado uma cartilha chamada "Chatbots, Inteligência Artificial e sua saúde mental", que nos ajuda a entender para quem essas ferramentas podem (ou não) ser úteis. De acordo com o artigo, os chatbots são comprovadamente inadequados e potencialmente perigosos, especificamente para pessoas que estão passando por crises e pensamentos de atentado contra a própria vida, por exemplo. Além de pessoas que sofrem de esquizofrenia, transtorno bipolar e entre tantos outros. O uso de tais ferramentas digitais para fins de diagnósticos psicológicos e de avaliação psicológica, pode gerar uma fragilidade e até agravamentos em determinados quadros de saúde, o que acaba adiando ou até impedindo a busca por tratamentos verdadeiramente adequados. 

créditos: imagem gerada por IA. Pessoa fazendo uso da terapia com IA

 

 

 

Uma das principais razões de tantos jovens recorrem ao uso da IA como forma de terapia se dá porque essas plataformas são gratuitas e dão repostas rápidas, normalmente aquelas "respostas que gostamos de ouvir" ao invés do que realmente necessitamos. 

Kalil nos ajuda a entender este avanço da IA como terapeuta: "é preciso no processo terapêutico também se trabalhar os limites, também preparar as pessoas para irem desenvolvendo essa autorregulação, essa autonomia" E acrescenta: "não podemos reforçar esse lugar de uma resposta que tem que ser imediata, que não se tenha a sustentação do silêncio, a elaboração, a integração dos insights", explica Kalil.

Uma pesquisa realizada pelo fantástico (G1), publicado em setembro de 2025, aborda os maiores riscos da prática desse tipo de tratamento e da falta de programação específica: Alessandra Santos de Almeida, presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), afirma categoricamente que não existe evidência científica de psicoterapia realizada por IA, pois essas ferramentas não foram programadas para esse fim terapêutico. Os principais exemplos dos riscos dessas práticas são a incapacidade de diagnóstico. Diferente de um profissional humano, a IA não possui formação clínica, não consegue realizar diagnósticos precisos, não tem preparo para lidar com crises graves ou ideações suicidas.

Um dos principais riscos é a quebra de sigilo: no consultório, o sigilo é um dever ético legal. Na IA, os dados íntimos são armazenados pelas empresas desenvolvedoras e podem ser usados para outros fins, expondo a privacidade do usuário. Ainda sobre o estudo publicado pelo G1, a repórter Renata Ceribelli testou uma ferramenta de IA sob a supervisão do psicanalista e professor da USP, Christian Dunker. A IA demonstrou uma "empatia simulada" e ofereceu conselhos que geraram uma sensação de acolhimento. No entanto, Dunker alerta que essa sensação é enganosa, pois o robô apenas formula respostas automáticas que imitam a interação humana. 

O uso dos chatbots como forma de terapia, se usado da maneira correta e com o auxílio de um profissional pode sim servir como forma de ajuda para tratamentos psicológicos, mas jamais substituíram o "olho no olho", que só a interação humana é capaz de nos proporcionar. Existem diversos meios de conseguir ajuda para questões de saúde mental, o CVV (Centro de Valorização da Vida), oferece apoio emocional e prevenção ao suicídio de forma gratuita, 24 horas por dia, 7 dias por semana, pelo telefone ou chat discando 188, entre tantos outros existentes. Que a tecnologia nos forneça o auxílio para chegar mais longe, mas que nunca nos faça esquecer que a troca humana é o único remédio insubstituível.  

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Lei que proíbe uso de celulares entrou em vigor em janeiro de 2025, mas o uso iletrado de inteligência artificial expõe brechas na infraestrutura das escolas
por
Sophia Aquino
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30/03/2026 - 12h

Há um ano, a proibição do uso de celulares nas escolas brasileiras entrou em vigor. A lei número 15.100/2025, gerou reações diversas de professores e alunos tanto favoráveis quanto contrárias. De um lado, quem defende que o aparelho era uma fonte constante de distração; do outro, quem questiona se banir o celular resolve de fato os problemas de aprendizado. Porém, a lei abre exceção para o uso pedagógico, o que leva a uma outra discussão em relação ao uso da Inteligência Artificial nas escolas.  

Em entrevista à AGEMT,  o estrategista britânico em digital learning, Matt Lovegrove,  discute que “as escolas precisam investir em inteligência artificial (IA). Se eles querem ajudar os alunos a terem o máximo de educação e investir em letramento de Inteligência Artificial, a melhor coisa é fornecer dispositivos one to one (modelo em que cada aluno tem acesso ao próprio  laptop ou tablet)", explica Matt. 

Matt Lovegrove. Fonte: Acervo de fotos pessoal
Matt Lovegrove. Fonte: Acervo de fotos pessoal 

Matt reconhece que nem todas as escolas têm condições de bancar isso. Para esses casos, ele sugere dispositivos compartilhados — e só em último recurso, o uso controlado do celular, restrito a momentos específicos da aula. "Se as escolas forem fazer isso, tem que ser muito cuidadosamente controlado", afirma. Para ele, o celular não deve vazar para os momentos sociais: recreio, almoço, intervalos. A sociabilidade cara a cara, diz ele, é parte essencial do que a escola oferece. No Reino Unido, onde atua, políticas de restrição de celulares coexistem com forte investimento em infraestrutura tecnológica escolar, permitindo que a proibição de dispositivos pessoais não signifique exclusão digital.

No Brasil, a realidade é diferente. Pesquisa do CETIC.br revela que 60% dos estudantes brasileiros já usam inteligência artificial fora da escola, principalmente para realizar tarefas e responder dúvidas. Dentro das escolas, porém, o cenário é de desigualdade: apenas 30,4% das instituições públicas tinham conexão de internet adequada em 2025, contra 54,3% das privadas. Enquanto estudantes de escolas particulares tem mais chances de ter acesso orientado à tecnologia, grande parte dos alunos da rede pública aprende a usar essas ferramentas sozinho, sem mediação de professores e sem nenhum critério pedagógico. 

Guilherme Cintra, diretor de Inovação e Tecnologia da Fundação Lemann, é uma das vozes mais ativas nesse debate. Para ele, o ponto de partida já ficou para trás. "A discussão já não é mais sobre aceitar ou não o uso dessas tecnologias, mas definir limites éticos e seguros para essa implementação", afirmou em artigo publicado pela Fundação Lemann. Cintra também explica o papel dos professores nesse processo de aprendizagem com a I.A em que destaca a capacidade de profissionais de criar uma troca entre os alunos.

"A nossa capacidade de criar e manter relações verdadeiras será o que nos distinguirá das máquinas" diz também Cintra em entrevista a CNN Brasil e acrescenta "Não podemos esperar que os professores assumam sozinhos a responsabilidade de toda essa mudança".

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Claudia Oliveira relatou formas de lidar com esse medo da tecnologia de substituição
por
Anna Sofia Carsughi
Olivia Ferreira
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30/03/2026 - 12h

“A transformação é inevitável: algumas funções mais operacionais tendem a ser reduzidas, mas, ao mesmo tempo, surgem novas carreiras, mais estratégicas e analíticas". Em entrevista à AGEMT, Claudia Oliveira, que trabalha na eCOMEX,  contou, na última semana (24), os desafios ligados ao uso crescente da IA no âmbito do trabalho. A profissional, que está inserida em uma empresa de tecnologia para o comércio exterior, traz diariamente soluções inovadoras para gestão, automação e compliance- e busca, em sua logística, uma maneira de se adaptar às mudanças dessa nova tecnologia empresarialUm estudo feito pela Harvard Business Review em 2023, revelou que inteligências artificiais não substituem nenhum humano, mas os humanos com IA substituirão os humanos sem IA.

Esse artigo expõe que quanto mais as pessoas esperam que as empresas ofereçam experiências perfeitas desenvolvidas por IA, mais os líderes precisarão adotar essas tecnologias em seus negócios. Essas tecnologias cada vez mais estarão presentes no cotidiano de todos os seres humanos e  existirá também uma remodelação dos setores, processos, eficiências e diminuição dos erros humanos. Isso porque quem as adota tem a expectativa de impulsionar cada vez mais a produtividade e a inovação, transformando a dinâmica do mercado de trabalho. 

 

União humanos e IA
Reprodução/ Fia Inteligência Artificial 

 

A substituição dos empregos à medida que as inteligências assumem as tarefas repetitivas é algo discutido pelas grandes empresas, em que certamente existirá mudanças internas que exigirão adaptação das mudanças tecnológicas. A IA está presente não para substituir completamente a capacidade humana, mas sim para completá-la trazendo mais oportunidades de desenvolvimento profissional. "Isso não se trata de eliminação pura e simples, mas de uma migração de competências. O profissional que se adaptar terá oportunidades ainda maiores”, afirmou Claudia.

O crescimento no Brasil

A inserção da tecnologia no mercado de trabalho é um tema que cresce diariamente e não deve ser negligenciado. Discutir o caráter ambivalente das IAS permite uma forma de compreender os seus impactos no cotidiano e as possíveis maneiras para amenizar os seus prejuízos. Se por um lado essa novidade traz uma maior automatização do trabalho, com respostas eficientes às perguntas, por outro lado, substitui grande parte da mão de obra física empresarial. O que entra em discussão é um dilema entre facilidade x temor dentro do mercado de trabalho. 

 

Brasil e o uso da IA
Reprodução/ Lets Go Bahia

O crescimento exponencial das recentes tecnologias vêm surgindo com o desembarque dessa geração tecnológica que se preocupa com resultados rápidos e diversos, na qual as IAs generativas entregam isso de forma acessível e fácil. Para Cláudia, “o interesse das empresas brasileiras por Inteligência Artificial cresce porque ela proporciona ganhos reais de eficiência, escalabilidade e competitividade”.

Essa facilidade dentro do mercado de trabalho pode trazer benefícios como a praticidade e maior produtividade, mas também riscos, como a demissão de trabalhadores devido à automatização de serviços. Apesar disso, ela acredita que o Brasil deva investir em inteligências degenerativas, já que a adoção de tais já é uma realidade presente em grandes potências econômicas globais, tais quais China e Estados Unidos. "Ignorar esse movimento pode significar perda de espaço no mercado global”, relatou ela.

As novas tecnologias substituem determinados tipos de trabalhos, mas indivíduos e empresas que souberem utilizar a IA para ampliar a produtividade e diversificar os serviços ofertados certamente terão vantagens competitivas. Para que esse processo seja levado durante as novas gerações, é necessário que o sistema educacional se adapte para essa nova realidade formando e preparando profissionais qualificados. Para a profissional, não é possível frear o avanço da tecnologia, que cresce diariamente. A fórmula correta seria a da substituição, isso é, o profissional deve usar a seu favor a tecnologia, a partir de uma mudança de postura dentro do trabalho. 

“Funções repetitivas e de baixo valor tendem a perder espaço no mercado de trabalho, mas profissionais que souberem integrar a tecnologia ao seu dia a dia terão grande vantagem competitiva. O ponto central não é temer a IA, mas aprender a utilizá-la como ferramenta para ampliação de capacidades humanas”, diz ela.

Dessa forma, o jeito é aprender a lidar com essa tecnologia, ao desenvolver conhecimentos a seu respeito. Para Cláudia, a melhor forma é investir continuamente em atualização. “Quanto maior o domínio sobre a tecnologia, maior o potencial de utilizá-la como diferencial competitivo. Preparação, curiosidade e adaptação serão determinantes para aproveitar plenamente essa fase de transformação”, falou ela. 

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Entenda as vantagens e os riscos dessa tecnologia que chega para acelerar a inovação e competitividade no setor
por
João Kerr
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09/11/2021 - 12h

Por João Kerr Guimarães Bidetti

Open Banking é uma estratégia de inovação e competitividade que está chegando ao Brasil através do Banco Central. Com essa infraestrutura, o cliente do banco será dono de seus dados e poderá transitar suas informações entre as instituições que desejar.

Até hoje, os bancos brasileiros sempre tiveram total controle do histórico bancário de seus clientes. Esse histórico é de enorme importância para os bancos, uma vez que a partir dele é possível fazer uma análise mais apurada do cliente, definir se ele é confiável e assim definir os produtos e taxas ofertadas a ele.

O Open Banking traz a possibilidade de compartilhamento desses dados, caso o cliente solicite. Essa tecnologia permitirá às instituições bancárias novas experiências financeiras, mas é necessário ter cuidado ao aderir, já que são informações valiosas que não podem cair nas mãos erradas.

A União Europeia já possui um sistema de Open Banking, tendo o Reino Unido como pioneiro. No Brasil, a implementação está ocorrendo em 4 fases:

1ª fase (iniciada em 01/02/21): Ainda não envolveu o cliente - bancos foram obrigados a divulgar de forma mais transparente as características de seus produtos e serviços;

2ª fase (iniciada em 15/07/21): Clientes já podem solicitar o compartilhamento de dados relacionados a serviços bancários, como contas e cartão de crédito;

3ª fase (início previsto para 29/10/2021): Clientes poderão realizar pagamentos através de aplicativos e soluções que não sejam exclusivamente de bancos, como marketplaces.

 
 


 4ª fase (início previsto para 15/12/2021): Liberado o compartilhamento de dados de serviços relacionados a outros produtos financeiros, como investimentos, seguros, previdência e conta salário.

 

Vantagens

Primeiramente, a maior praticidade na gestão do dinheiro. Se um usuário possui contas correntes em mais de um banco, poderá ver todos os saldos e movimentar seu dinheiro através de um único aplicativoque pode ser o seu gestor financeiro favorito, desde que seja regulado pelo Banco Central.

Além disso, a possibilidade de compartilhar dados bancários fará com que o cliente não fique "preso" a seu banco. Isso costuma ocorrer quando o indivíduo possui anos de relacionamento com uma instituição e já tem um bom relacionamento com seu gerente. Com a possibilidade de migrar seu histórico bancário, é possível obter a confiança de novos bancos, caso seja um bom pagador.

Com isso, o Open Banking irá incentivar a competição entre os bancos, que estarão sempre buscando oferecer os melhores preços e maiores vantagens aos seus clientes, já que a migração será mais viável.

 

Leandro Pupe Nóbrega

 

Segundo Leandro Pupe Nóbrega, professor de Open Banking na FIA Business School, outras vantagens deverão surgir. "Os bancos deverão oferecer incentivos a quem utilizar o Open Banking, como um valor em dinheiro para quem compartilhar seus dados, para atrair quem não entende sobre essa tecnologia", prevê Leandro.


Riscos

Apesar das vantagens apresentadas, é natural se atentar para os riscos à adesão ao Open Banking. Como ainda está em fase de implementação, é difícil afirmar quais serão os maiores riscos aos usuários aqui no Brasil. No entanto, o Banco Central utilizará ferramentas avançadas para garantir a segurança das informações.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Open Banking precisa seguir regras complementares à Lei Geral de Proteção de Dados, segundo o G1. Há necessidade de autorização expressa do usuário para o compartilhamento de seus dados. A autorização deve especificar quais dados podem ser compartilhados e o período pelo qual ficarão disponíveis, que não pode exceder 12 meses.

 

Bruno Diniz

 

Especialistas acreditam que o compartilhamento de dados será seguro - Bruno Diniz, expert em inovação no mercado financeiro e professor da USP, afirma que o risco ainda estará no roubo de dados, não na intermediação feita pelo Open Banking.  “Claro que pode acontecer algum tipo de roubo ou vazamento pontual de dados depois que já estiverem na instituição, assim como já víamos antes da criação do Open Banking. Nesses casos a Lei Geral de Proteção de Dados será aplicada", adverte.

Esse risco, porém, sempre existiu, mesmo antes da chegada dessa tecnologia. Golpes que roubam dados bancários são extremamente comuns no Brasil, mas além das possíveis falhas nos sistemas, é importante ficar atento a outros tipos de golpe.

 
 


Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), cerca de 70% das fraudes estão vinculadas à engenharia social. Isso significa que os golpes consistem na manipulação psicológica do usuário para fornecer informações confidenciais, como senhas e números de cartões.

Assim, é necessário muito cuidado ao fornecer dados e fazer transações financeiras pela Internet. “Os dados pessoais do cliente jamais são solicitados ativamente pelas instituições financeiras. Na dúvida, sempre procure seu banco para obter esclarecimentos”, diz Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban, à CNN.

É fundamental também prestar atenção à autenticidade dos sites e aplicativos utilizados. Apesar do avançado sistema de segurança utilizado pelo Open Banking Brasil, deve-se atentar para plataformas falsas se passando por instituições financeiras para obter informações.

A educação digital é, portanto, essencial para quem deseja aderir ao Open Banking. A tecnologia pode trazer diversos benefícios aos usuários, porém é necessário entender o valor dos dados e agir com cautela para operar de maneira segura.

 

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As maneiras que a tecnologia vem mudando o mercado de construção civil
por
Paula Moraes
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08/11/2021 - 12h

Por Paula Moraes Silva de Araújo

A tecnologia BIM (Building Information Modeling, ou Modelagem de Informação da Construção), veio para o mercado de engenharia e arquitetura como meio de ajudar o trabalhador a solucionar problemas recorrentes dos projetos. A primeira versão da tecnologia surgiu em 1974, e foi desenvolvido por Charles Eastman. Já a tecnologia que é usada atualmente foi aprimorada em 1992, pelos professores G.A. van Nederveen e F. Tolman. A proposta da tecnologia é criar simulações digitais de obras, e dessa forma coordenando todos os passos do projeto, desde a construção até os custos gerados durante e depois de pronto.

A tecnologia passou a ser de uso obrigatório nos escritórios de arquitetura do Reino Unido em 2011, e no Brasil foi decretado em 2018 pelo presidente da República Jair Bolsonaro que o uso da tecnologia seria obrigatório a partir de 2021 apenas para as áreas de hidráulica, AVAC e elétrica, em 2024 para as etapas de planejamento e execução de todas as obras, e por fim em 2028 o BIM deve ser usado para determinar os custos do projeto no seu pós-obra.

A principal diferença do sistema BIM com o Autocad, que era o mais usado, é que o BIM permite que o arquiteto incorpore até 5 dimensões na hora de desenvolver o projeto. O BIM também permite que o arquiteto calcule todos os custos da obra com mais precisão, desde a demolição do espaço até os custos do desing do ambiente. Ao conversar com o arquiteto Mauricio Araujo, do escritório de arquitetura Estúdio M, ele relata que não acho o sistema fácil de usar inicialmente. “Ele exige um treinamento mais complexo do que o Autocad, pois ele tem uma premissa diferente para os projetos, além dos equipamentos mais potentes e uma boa biblioteca de objetos parametrizados.”

Para Araujo a tecnologia é mais devagar na hora de montar o projeto, mas você tem um ganho de produtividade na hora de modificações, revisões de projeto, interferências entre as diversas disciplinas, produzindo um ganho na execução da obra e não gerando atrasos no cronograma e nem eventuais perdas

Araujo também diz que está é a tecnologia que veio para ficar “No presente e no futuro próximo essa é a tecnologia que vai ser usada. Ela vem se espalhando entre os diversos portes de escritórios, como as construtoras, grandes médias e de e pequenos portes, e nas áreas publicas. E esse é um processo irreversível, por que ele permite um controle total do empreendimento.”

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Emplacar uma careira no mundo artístico nunca foi fácil, mas os aplicativos de streaming revolucionaram o modo como pensar uma carreira nesse mercado e o modo em que os artistas e o público se relacionam.
por
Lidiane Domiciano Miotta
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08/11/2021 - 12h

Por: Lidiane Miotta

A revolução digital impactou de forma gigantes a indústria da música, ainda mais para músicos independentes e iniciantes que tiveram que migrar para serviços de streaming e mídias sociais para conseguir uma maior visibilidade, público e emplacar nessa indústria, que foi uma das que mais sofreu abalos nos últimos anos com a crise sanitária e econômica que estamos enfrentando. Artistas que já tem seus nomes conhecidos e tem apoio de gravadoras conseguiram se adaptar com mais facilidade, explorando lives, publicidades e parcerias com os serviços de streaming, mas para quem ainda está apenas iniciando é diferente, eles têm dificuldade de expandir o seu público e sair da sua bolha.

 

Os músicos independentes têm feito uma alta utilização de serviço digitais de streaming, em uma pesquisa da Associação Brasileira da Música Independente com base em dados de 2019 e 2020 mostra que artistas independentes ocupam mais da metade da lista dos 200 artistas mais ouvidos do Spotify. Entretanto estar apenas na internet e nas plataformas digitais fazem com que esses artistas tenham que se renovar continuamente, passando a ganhar novas preocupações que não estavam no seu cotidiano antes da revolução que os aplicativos de streaming causaram, a necessidade de uma identidade visual que impacte o seu público e que seja atraente a ele é um dos maiores desafios e preocupações que esses músicos têm nos dias de hoje.

 

Capa do Ep O Ciclo, Pt. 1, do cantor o Bakuri
Capa do Ep O Ciclo, Pt. 1, do cantor o Bakuri

O cantor independente Miguel Fernandes, que tem como nome artístico Bakuri, falou de sua relação com a sua identidade visual com como artista independente: “Hoje em dia as redes sociais são indispensáveis para um artista independente, é o meio mais acessível e mais aberto para se divulgar um trabalho. Para mim a identidade visual é a coisa mais importante para qualquer artista, é por meio do visual que seu trabalho vai ser lembrado e continuar na memória de quem vai consumir a arte”

 

O grande problema que esses artistas esbaram é o dinheiro para se manter e investir em seu trabalho, para a maioria deles a única renda vem dos lucros das plataformas de streaming, que costumam pagar em dólar por cada visualização do seu trabalho e se propõem a ser mais justos com os artistas, mas que no caso, por exemplo do Sporty, que representa cerca de 44% do mercado dos aplicativos de streaming e que paga apenas 0,00348 dólares por reprodução, o artista precisaria de cerca de 60 mil ouvintes para conseguir uma renda de um salário mínimo (R$ 1.100).

 

Esse lucro, porém, ainda é muito pequeno e não consegue gerar renda suficiente para a sobrevivência desses artistas e de sua arte, muitos acabam tendo que se dedicar ao seu trabalho como músico de forma paralela a outro trabalho que o dê renda suficiente para sobreviver e pagar suas contas no final do mês, outros não querem abrir mão de sua arte e querem se dedicar somente a ela, esses procuram modos para seu público ajudar com doações e algo parecido com a tradição de passar o chapéu, que é visto em transportes púbicos e nas ruas.

 

Para resolver esse problema e necessidade dos artistas algumas plataformas criaram formas de os perfis dos artistas terem um botão ou link que abre a opção dos ouvintes darem uma gorjeta ao artista, dessa forma essas plataformas uniram os ouvintes e o artista de maneira ainda mais intensa. Outros artistas também recorreram a apps de transferência de dinheiro e sites de doações.

 

O entrevistado Bakuri explicou um pouco da relação que ele tem como cantor independente com as plataformas digitais de streaming e a remuneração recebida: “Como eu sou independente e ainda estou começando, o retorno dos streamings são quase insignificantes, porque a porcentagem do dinheiro que vai para o artista é muito pouca, ainda mais pela questão do dólar estar muito alto no Brasil, isso acaba prejudicando muito o artista que está procurando uma distribuidora. Então, o que me motiva a continuar na música é o amor pelo o que eu faço e a confiança de que meu trabalho é bom o suficiente para chegar em mais pessoas algum dia.”

 

Muitos artistas independentes e iniciantes se tornam pela falta de dinheiro o cantor, produtor e engenheiro de som dos seus projetos. Se torna uma necessidade para eles ter praticamente um estúdio em sua própria casa com seus próprios recursos que fazer com que seu trabalho tenha alta qualidade, mas com bem menos equipamentos e, portanto, menos investimento.

 

“É bastante difícil produzir algo sozinho e com poucos recursos, principalmente porque sempre vem o sentimento de inferioridade e comparação com os artistas maiores, que possuem todos os recursos possíveis para ter algo de qualidade, mas no fim é gratificante ver seu trabalho pronto e feito inteiramente por você”, afirmou Bakuri.

 

Esse modo de fazer tudo com os seus próprios recursos se tornou quase imprescindível para artistas independentes e iniciantes que ainda estão lançando suas carreiras e não tem apoio das gravadoras para divulgação. A opção de um estúdio em casa, de poder administrar a sua carreira sozinho e de lançar suas músicas facilmente por meio das plataformas de streaming, também faz o artista ganhar a sua independência, adquirindo o poder de decisão sobre o seu tempo, sem a pressão de ter que pensar no quanto vai custar o seu tempo dentro do estúdio, e a possibilidade de fazer a sua arte sem qualquer pressão a não ser a de fazer o melhor trabalho para o seu público, tornando o trabalho desses artistas ainda melhor e mais admirável aos olhos dos seus ouvintes.

 

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Na busca por um conhecido na internet, é possível ver o quanto da nossa informação pessoal está disponível ao resto do mundo
por
Tomás Furtado dos Santos
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07/11/2021 - 12h

Por Tomás Furtado dos Santos

No dia 3 de Outubro de 2021, Yedidya Bright, 23 anos, morando em Jefferson city, Missouri mandou uma mensagem para um grupo de amigos no Discord onde ele se reunia para jogar jogos de RPG no fim de semana "desculpe gente, não vou poder aparecer hoje, fui chamado para o trabalho... continuem sem mim." O grupo que havia se conhecido no início de Junho estranhou um tanto a mensagem no dia, porém aceitaram a resposta da figura online ao qual nunca tinham visto o rosto. Começando a se preocupar quando a figura que eles conheceram por meio da internet, que permanecia a maior parte do seu tempo online, não respondia mais suas mensagens em ambos os canais abertos e privados do sistema.

Preocupado caso algo mais grave tivesse acontecido, se deu início a um processo de busca frenético pelas nossas redes de informação e socialização, preocupado com o paradeiro desse indivíduo vivendo a um hemisfério de distância ao qual eu mal sabia o nome completo. 

O primeiro passo foi a procura por alguma outra fonte de informação, buscar por qualquer outra rede em que seria possível entrar em contato com ele. Com pouco material disponibilizado pelo Discord, cuja única opção foi voltar atrás, decidindo então procurar pela sua conta no Reddit por mais dados sobre a sua pessoa. Diferente do Facebook ou Instagram, Reddit e Discord não oferecem nenhum resultado de busca a menos que apresentado com o nome exato do usuário, felizmente, ele também mantém uma cópia de todas as postagens do qual essa conta já participou. Foi aí que surgiu alguns indícios, um tanto preocupantes, das últimas postagens do procurado, teclas de acentuação sem sentido em uma série de páginas do qual ele participava, mais abaixo discussões em fóruns de como lidar com tendências depressivas e de automutilação e mais abaixo, uma publicação do período de junho, a próxima deixa para continuar a busca.

Cinco meses atrás, ele responde ao anúncio da compra de uma série de peças de computador,  em sua mensagem, ele afirma que estaria usando esse equipamento para a criação de uma conta no twitch, com esperança de iniciar uma conta de Twitch. De nome idêntico ao da sua conta do Discord "ReadyYeedy" 

Twitch é um site similar ao Youtube, focado na produção de vídeos, porém especializado em gravações ao vivo e geralmente contando com a participação ativa da audiência. Seguindo a conta, é encontrada a notificação em inglês: Nenhum vídeo encontrado. Porém seguindo um link no instagram da conta, é possível ver uma série de Highlights do conteúdo produzido pelo próprio Yedidya, sugerindo que os seus arquivos originais foram apagados em um período de tempo indeterminado.

Do instagram, a lista de seguidores era muito menor, com duas das três contas que o seguiam sendo comerciais, como Yedidya não respondeu por mensagens diretas, surgiu a questão de procurar por uma fonte alternativa, essa sendo a única conta não comercial presente naquela página. Após uma troca de conversas no sistema de mensagens, esse terceiro indivíduo revelou que haviam se conhecido pelo Tinder, aplicativo de namoro, porém nunca haviam se conhecido pessoalmente, com o parceiro eventualmente bloqueando o seu contato algumas semanas depois de terem dado Match. Felizmente o entrevistado provou-se bem cooperativo, oferecendo o nome completo do indivíduo, sua conta de facebook, e até mesmo o seu telefone, que infelizmente, não foi atendido todas as vezes que foi usado, também afirmando que gostaria de se manter atualizado nos resultados da busca.

 Assim, uma pessoa a um hemisfério de distância, por meios inteiramente legais, consegue acesso ao seu nome completo, seu número de telefone, onde ele vive e com quem interage e conhece.Existem jeitos mais fáceis, para quem tem mais recursos, Sites como Truth Finder podem comprar pacotes de dados, com acesso a fichas criminais, contas alternativas e seguros de saúde, seja por um único pedido ou uma inscrição mensal com acesso ilimitado ao portfolio de qualquer cidadãos Estadunidense.

Em um domingo, dia 17 de Outubro, é recebido uma mensagem por Discord da conta de Yedidya Bright, que devido a ventos na sua vida pessoal, acabou se desconectando da internet e de suas mídias sociais. Pedindo desculpas por não ter respondido mas apreciando a iniciativa e todo o processo que foi realizado pela busca por mais informações sobre o seu paradeiro.

A partir desse exercício realizado podemos notar o quanto das nossas informações estão na internet, que seguindo essa trilha de migalhas, é possível extrair muitos detalhes da nossa vida particular e privada, sendo mais uma comodidade disponível no mercado para qualquer interessado.

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Equipamento será utilizado para a aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes
por
Gabriel Alves Dutra
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29/11/2021 - 12h

Por Gabriel Dutra

 

     O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) regulamentou, por meio da Portaria n° 298 publicada no Diário Oficial da União, o uso de drones em atividades agropecuárias. A operação de aeronaves remotamente pilotadas (ARP), ou seja, drones, será destinada à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

     Segundo nota do ministério, o objetivo da regulamentação é simplificar os procedimentos e adequar as exigências legais às especificidades da tecnologia, uma vez que as regras estipuladas para as aeronaves tripuladas não se adequam às ARPs. Ainda de acordo com a nota, a segurança operacional deve envolver todo o processo de aplicação, desde o preparo da substância, o monitoramento das condições ambientais e o registro e arquivamento dos dados, de forma que possam ser auditados, sempre que necessário.

     “Esperamos que a normativa traga a segurança jurídica necessária para os operadores, ao mesmo tempo que garanta a harmonização e a segurança das operações e o uso responsável da tecnologia”, afirma Uéllen Lisoski, chefe da Divisão de Aviação Agrícola. “A norma também servirá como um ‘norte’ para a coordenação e a fiscalização das atividades, tanto por parte do Mapa, como por parte dos órgãos estaduais, responsáveis pela fiscalização do uso de agrotóxicos”, complementa.

     Com os avanços tecnológicos, os drones têm ganhado um espaço cada vez maior na agricultura e na pecuária. Sua versatilidade permite o desempenho de diversas funções na fazenda, como o monitoramento mais preciso do desenvolvimento da lavoura, a demarcação da área de plantio e a aplicação de produtos químicos para a solução de problemas ou cultivo da plantação. Além disso, o uso de drones no agronegócio reduz custos e aumenta a produtividade, colaborando fortemente para o trabalho de todos que fazem parte desse setor.

     Todavia, esse tipo de tecnologia pode trazer grandes prejuízos para as pessoas e para o planeta. Isso porque muitas das substâncias químicas despejadas nos campos são consideradas tóxicas para a saúde humana e altamente perigosas para o meio ambiente. Esses agrotóxicos são cada vez mais utilizados para que se possa produzir alimentos em larga escala e durante todo o ano, de acordo com agrônomos. Apesar disso, ambientalistas afirmam que o produto químico muda a naturalidade do ecossistema de onde ele é aplicado, além da má utilização do veneno poder ser responsável pela morte de abelhas, insetos importantes para garantir a polinização das plantas, que é um processo fundamental no ciclo da agricultura.

     Para o ser humano, os riscos são grandes e podem ocasionar graves problemas. As mortes e intoxicações pelo uso desses produtos estão se tornando um problema cada vez mais frequente. Pesquisas apontam que mais de 200 mil mortes por ano ocorrem no mundo em virtude de problemas gerados pelo uso de agrotóxicos, sendo que a maioria ocorre em países em desenvolvimento. No Brasil, 40 mil casos de intoxicação por agrotóxicos foram registrados em uma década.

     De fato, a utilização de drones no agronegócio pode trazer inúmeros benefícios para os profissionais da área, mas também pode ser prejudicial para a sociedade e para o mundo inteiro. Trata-se muito mais de um problema na maneira como o drone é utilizado do que propriamente no equipamento. Agora, resta saber de que modo esses aparelhos passarão a ser utilizados após a regulamentação.

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