Na cobertura da disputa à prefeitura de Florianópolis, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos na capital de Santa Catarina. Como critério, foram considerados os nomes que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o “Mapa da riqueza no Brasil”, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2020, Florianópolis era a capital brasileira com maior renda per capita, com valor médio de R$ 4.215,00 por habitante, o que não reflete em consumo para a população mais pobre, devido a concentração de renda segundo pesquisa de alta inflacionária do IPEA em 2024. A cidade tem o maior número de bilionários do Brasil.
Essa aparente contradição é um dos temas que mais aparecem na corrida à prefeitura. Nove candidatos de diversas frentes ideológicas discutem esse e outros temas relevantes para a população local. Nenhuma mulher disputa o pleito. A matéria vai apresentar um pouco dos três primeiros colocados da última pesquisa Quaest de 27 de agosto de 2024.
Antônio Topázio Neto, Partido Social Democrático (PSD)
Antônio Topázio Neto do Partido Social Democrático (PSD) é o atual prefeito em busca de reeleição. Nascido na cidade e graduado em administração de empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi eleito para seu primeiro cargo público como vice-prefeito. Nesse período ganhou reconhecimento por seu trabalho em áreas como segurança com a redução com a número de homicídios, feminicídios e roubos diminuindo gradativamente nos últimos anos segundo o Atlas de Segurança 2024 que segundo o prefeito em seu site oficial de campanha, se dá devido a qualidade e integração das forças de segurança com a Prefeitura e desenvolvimento sustentável como a obra de macrodrenagem na comunidade de Travessão no Bairro Vermelho.

Mesmo em um partido da base do Governo Federal, em 2022 Topázio fez campanha para Jair Bolsonaro e alinhado ao governador Jorginho Mello, do Partido Liberal (PL). Atualmente não se tem registro do prefeito com o ex-presidente.
Nessa eleição, as principais propostas do atual prefeito apontam para políticas de mitigação da alta desigualdade na cidade como incentivo à economia criativa nos bairros, habitação social e modernização das cooperativas de reciclagem.
Neto diz que pretende aumentar os investimentos na modernização e ampliação do sistema de transporte coletivo, com foco em aumentar a eficiência, a frequência e a qualidade do serviço. Também quer incentivar o uso de veículos elétricos e compartilhados, além de campanhas de conscientização sobre os benefícios da mobilidade sustentável, e a criação e melhoria da malha cicloviária, promovendo a bicicleta como um meio de transporte viável e seguro, o que também contribui para a redução do trânsito e da poluição.
Sua vice é Maryanne Mattos (PL), vereadora em Florianópolis e foi secretária de Segurança Pública da cidade. Com uma experiência voltada para a administração pública e com atuação em segurança, foi indicada para ser a vice na chapa de Topázio Neto, pelo governador Jorginho Mello, que é associado ao PL (Partido Liberal), assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro. A escolha de Maryanne tem uma forte ligação com o bolsonarismo, e o apoio do ex-presidente às eleições em Santa Catarina.
Dário Berger, Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB)
Dário Berger, do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), possui extensa carreira política, foi eleito pela primeira vez vereador da cidade de São José (1993-1997) pelo Partido da Frente Liberal (PFL), inclusive exercendo o cargo de Presidente da Câmara Municipal (1994). Teve também dois mandatos como prefeito da mesma cidade entre 1997 e 2005.

Mudou o domicílio eleitoral, candidatou-se ao cargo de Prefeito de Florianópolis (SC) em 2004, elegeu-se pelo PSDB e foi reeleito em 2008, desta vez filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nas eleições de 2014, Dário Berger foi eleito Senador por Santa Catarina, cargo que exerceu até o final de 2022, quando tentou se reeleger pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), desta vez sem sucesso. Em março, Berger retornou ao PSDB com a missão de retomar a relevância nacional da sigla.
Seu partido estava na coligação Lula/Alckmin, mas mesmo assim Berger não tem proximidade com o Governo Federal. Ele é considerado um liberal moderado pelo mercado e pretende contar com a memória que a população tem de seus mandatos anteriores para reverter o número das pesquisas e chegar ao terceiro mandato como prefeito.
A chapa não apresenta um projeto inovador para gerar renda na cidade, acredita que o mercado será o principal motor do aumento do valor real dos salários. Seu foco é saúde e mobilidade urbana, setores que tiveram uma boa avaliação em suas gestões e hoje contam com uma certa insatisfação da população local. Ampliar UPAs, policlínicas, centros de saúde, reformar maternidades e construir cinco elevados são seus projetos mais ambiciosos de infraestrutura.
A candidata a vice-prefeita na chapa de Dário Berger é Maria Claudia do União Brasil. Figura proeminente na política local, com uma carreira destacada na administração pública, incluindo seu papel como ex-secretária de Assistência Social durante a gestão do ex-prefeito Gean Loureiro . A escolha de Cláudia reflete um compromisso com as questões sociais, e sua experiência de mais de uma década na administração pública a torna uma candidata forte para a posição.
Marquito, Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)
Marquito do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), é o único candidato que se declara de esquerda.

Marcos José de Abreu é engenheiro agrônomo e mestre em Agroecossistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Conhecido como Marquito, foi eleito vereador de Florianópolis em 2016 e em 2020 onde aprovou leis como a Lei dos Direitos da Natureza, que inclusive foi apresentada durante a Assembleia Geral da ONU em 2022 e a primeira Lei da Compostagem do Brasil, que garante a compostagem de 100% dos resíduos orgânicos da cidade de Florianópolis. Também se elegeu deputado estadual em 2022 onde chegou a protocolar um projeto de lei que institui a Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Barragens e empreendimentos similares.
Para Abreu, reestruturação do serviço público com novos concursos para serviços públicos essenciais, como saúde, educação e transporte público, são urgentes para o atendimento da população mais carente da cidade. Também foca em projetos voltados para a área ambiental, inclusive a reconstrução de órgãos públicos como a Fundação Municipal do Meio Ambiente (FLORAM), a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), a Fundação Municipal de Cultura e a Fundação Municipal de Esportes.
Em projeto de governo consta uma proposta inovadora para o setor de turismo, que teria base comunitária focada no patrimônio ambiental, cultural, e gastronômico que Florianópolis tem para garantir Turismo o ano inteiro.
Cláudia Zininha é a candidata a vice-prefeita na chapa “puro sangue” do PSOL. Além de sua carreira como servidora pública, Zininha é também cantora, pesquisadora e produtora cultural. Sua atuação abrange o resgate de obras e memórias de artistas catarinenses, e ela já recebeu prêmios por seu trabalho na preservação cultural . Defensora do cuidado com as pessoas e animais, da proteção ambiental e do desenvolvimento urbano sustentável, alinhando-se com os principais pilares da campanha de Marquito.
Na cobertura da disputa à prefeitura de Porto Alegre, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos na capital do Rio Grande do Sul. Como critério, foram considerados os nomes que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Após os primeiros debates entre os candidatos à prefeitura da capital riograndense, ficou evidente que a enchente ocorrida devido às fortes chuvas entre abril e maio irão pautar a disputa.
Sebastião Melo, Movimento Democrático Brasileiro (MDB)

Sebastião Melo, atual prefeito de Porto Alegre pelo MDB, busca a reeleição sob o discurso de que "não há culpados" para as falhas no sistema de drenagem da cidade. Melo enfrentou críticas pela má gestão das enchentes que devastaram a capital, quando o transbordamento do Guaíba resultou na morte de dezenas de pessoas. Ele argumenta que a manutenção do sistema exigia recursos federais, e que a cidade, sozinha, não teria capacidade de realizar os investimentos necessários.
Melo é uma figura conhecida na política local. Vereador por três mandatos (2001-2012) e vice-prefeito entre 2013 e 2016, ele também foi deputado estadual (2018-2020) antes de vencer as eleições municipais de 2020, derrotando Manuela d'Ávila. Durante seu governo, Melo buscou parcerias público-privadas e investimentos externos para impulsionar a economia local, mas enfrentou oposição por suas políticas de flexibilização das restrições da COVID-19, aumento das tarifas de transporte público e cortes de árvores em áreas sensíveis.
Agora, em sua campanha pela reeleição, Melo conta com o apoio de figuras da direita, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que se reflete na escolha de sua vice, a tenente-coronel Betina Worm, do PL. Betina, médica veterinária e militar da ativa, foi selecionada para atrair o eleitorado conservador, reforçando o foco em segurança pública e ordem. No entanto, a responsabilidade pelas recentes tragédias causadas pelas cheias recai sobre o prefeito, que se encontra no centro das discussões sobre a falha na prevenção e no gerenciamento das enchentes, o que pode impactar significativamente sua campanha.
Maria do Rosário, Partido dos Trabalhadores
A principal candidata de oposição em Porto Alegre é Maria do Rosário, do PT. Natural da cidade, ela é amplamente reconhecida por seu trabalho como deputada federal e por suas intensas disputas com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Um episódio notório ocorreu quando Bolsonaro fez comentários ofensivos sobre sua aparência, alegando que ela não merecia ser estuprada. Embora Maria tenha processado o ex-presidente por injúria, o caso foi arquivado em 2023, após a perda de seu foro privilegiado.

Maria do Rosário tem um sólido histórico no Congresso, com foco em direitos humanos, justiça social e políticas para proteger mulheres e crianças. Ela atuou como ministra da Secretaria de Direitos Humanos e conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que venceu Bolsonaro em Porto Alegre em 2022, com 54% dos votos. No entanto, Lula tem enfrentado críticas do prefeito Sebastião Melo e do governador Eduardo Leite, que alegam lentidão na liberação de verbas federais para socorro às vítimas das chuvas. Maria do Rosário se comprometeu a trabalhar em parceria com o governo federal, ressaltando a necessidade de união e liderança para ajudar os mais vulneráveis.
Tamyres Filgueira, do PSOL, é a vice na chapa de Rosário, que faz parte da frente ampla denominada #UnidadePorPoa, composta por seis partidos: PT, PSOL, PCdoB, PV, Rede e Avante. Ex-cobradora da Carris, Tamyres defende a Tarifa Zero e critica a gestão atual por seu impacto negativo nas comunidades mais carentes da cidade.
Juliana Brizola, Partido Democrático Trabalhista (PDT)
Juliana Brizola, que também é natural da cidade, concorre à prefeitura pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT). Ela é conhecida por sua atuação na política estadual do Rio Grande do Sul e por seu envolvimento em questões sociais e educacionais.

Brizola é formada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e tem uma especialização em Administração e Planejamento pela mesma instituição. Foi eleita deputada federal nas eleições de 2014 e 2018. Também atuou como deputada estadual, quando trabalhou em questões locais e regionais. Neta de Leonel Brizola, um importante político brasileiro conhecido por sua atuação como governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, além de ter sido candidato presidencial. Autora de importantes projetos na Assembleia Legislativa, como a Lei da Escola de Tempo Integral, que sugere a universalização dos Centros Integrados de Educação Pública (CIEP ou Brizolões, marca da gestão de seu avô Leonel Brizola (PDT) no Rio de Janeiro) e a Emenda Constitucional que garante a oferta da língua espanhola nas escolas públicas do RS.
O candidato a vice da chapa é o deputado estadual Dr. Thiago Duarte, do União Brasil que chegou a lançar sua pré-candidatura à prefeitura, mas o partido costurou um acordo com o PDT deixando o protagonismo da chapa para Juliana. Médico, formado pela UFRGS, atuou como perito médico legista. Foi vereador da cidade e atualmente deputado estadual, com destaque para sua atuação na área da saúde pública. Um dos principais motes de campanha é sua experiência acadêmica de Juliana Brizola com Ciências Criminais, que seria essencial para combater a violência na cidade.
Na cobertura da disputa à prefeitura de Curitiba, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos na capital do Paraná. Como critério, foram considerados os nomes que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Eduardo Pimentel - PSD
Atual vice-prefeito, disputa as eleições de 2024 após dois mandatos com Rafael Greca como prefeito, impedido assim de concorrer à reeleição. Pimentel é formado em Administração pela Universidade Positivo (UP), é especialista em Cidades Inteligentes pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mas não concorreu a outros cargos na política.
Como vice , a Coligação Curitiba Amor e Inovação, formada por Cidadania, Avante, Podemos, Novo, PL, MDB, Republicanos e PRTB, escolheu o polêmico Paulo Martins do PL. Ex-deputado federal e comentarista no SBT, já teve seu perfil no Facebook bloqueado por compartilhar notícias falsas em 2018.
Com quase 5 minutos para expor suas ideias e mostrar suas relações políticas, metade do horário eleitoral gratuito foca em continuar o que vem sendo feito na cidade. Além disso, grande parte do programa é uma comparação da cidade antes e depois do PSD. Quem esteve no cargo foi Gustavo Fruet do PDT, batendo na tecla do combate à esquerda.
Dentre suas principais propostas estão o fortalecimento da parceria entre a Guarda Municipal e a Polícia Militar, e a geração de postos de trabalhos por meio de parcerias público-privadas. Pimentel ainda fala em manter Curitiba verde, com o fomento às empresas de reciclagem e catadores. Apesar disso, não toca em questões sensíveis como a tarifa do transporte público, R$6, a maior do Brasil ao lado de Florianópolis (SC) e Porto Velho (RO).
Luciano Ducci - PSB

Com o apoio de PCdoB, PT e PV, eis o representante de peso da esquerda na corrida pela prefeitura curitibana, apesar do passado condenatório. Ducci apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e já alegou que Lula comandava esquemas ilegais.
Ele é formado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e atual deputado federal, além disso já ocupou a prefeitura da cidade entre 2010 e 2012. Após o curto período de governo, devido a saída de Beto Richa para a disputa de governador na época, tentou se eleger em 2012, mas perdeu por menos de 0,5% para Gustavo Fruet, do PDT.
O vice da candidatura é do PDT, Jorge Gomes de Oliveira Brand, conhecido como Goura. Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Paraná, é também professor de yoga e cicloativista. Seu histórico político conta com um mandato como vereador e dois como deputado estadual, seu cargo atual.
As propostas da candidatura focam em trazer de volta à cidade a inclusão e cuidado, referindo-se principalmente a políticas voltadas à população em situação de rua. Tal parcela corresponde a aproximadamente 3600 indivíduos, segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDHH), a maior taxa entre as capitais do Sul, com um aumento de 6% de 2023 para 2024. Enquanto isso, apenas 1640 vagas de acolhimento são disponibilizadas pela prefeitura.
Ney Leprevost - União Brasil

Sob a coligação Curitiba Pode Mais, em conjunto com os partidos Agir e o Democracia Cristã, o administrador de empresas, Ney Leprevost completa o pódio da corrida à prefeitura da capital paranaense.
No União Brasil desde 2022, Leprevost já foi vereador em 2004, três vezes deputado estadual e uma vez deputado federal. Além disso, comandou a Secretaria do Esporte e do Turismo entre 1999 e 2000, e a pasta da Justiça, Família e do Trabalho durante o primeiro mandato de Ratinho Junior como governador do Paraná.
Sua vice é a advogada Rosangela Moro. Eleita deputada federal por São Paulo nas eleições de 2022, mesmo ano em que deixou o Podemos e ingressou no União Brasil, mudou seu domicílio eleitoral para Curitiba, sua cidade natal, em março para poder concorrer com Leprevost. Alega lutar pelos deficientes e pelos direitos das mulheres, mas votou contra o Projeto de Lei da igualdade salarial.
No tempo de propaganda eleitoral, o passado na política do candidato e a representatividade da vice na chapa foram destacados. Suas promessas envolvem não aumentar a passagem de ônibus da capital e melhorar a saúde pública, com a abertura de policlínicas e unidades de pronto atendimento infantil.
Na cobertura eleitoral da disputa à prefeitura de Goiânia, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos. Como critério, foram considerados os candidatos que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Adriana Accorsi

Adriana Sauthier Accorsi, mais conhecida como Delegada Adriana Accorsi, é a candidata à prefeitura de Goiânia, tendo como vice o professor Jerônimo Rodrigues, do Partido Socialista Brasileiro (PSB) . Atualmente, Adriana é deputada federal filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ela nasceu em Itapuranga em 17 de março de 1973, é formada em Direito pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e especializou-se em Segurança Pública e Ciências Criminais.
A candidata participa da militância político-partidária desde a infância. Na década de 1990, participou de atividades políticas da juventude do PT, chegando a presidir a juventude do partido. Sua participação na militância cessou apenas quando foi aprovada em um concurso para delegada estadual no ano 2000.
Ela também participou ativamente das campanhas de seu pai, o ex-prefeito de Goiânia Darci Accorsi, atuando como líder da juventude petista. Em janeiro de 2013, foi convidada pelo prefeito Paulo Garcia (PT) para assumir a Secretaria Municipal de Defesa Social. Em 2014, a delegada se candidatou a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e se tornou a primeira candidata petista eleita para o cargo. Em 2016, concorreu à prefeitura de Goiânia, mas terminou a eleição em quinto lugar.
Em 2018, foi reeleita deputada estadual, sendo a quinta mais votada no estado de Goiás. Em 2020, tentou novamente a prefeitura de Goiânia e obteve o terceiro lugar.
Em 2022, Adriana Accorsi foi uma das dez pessoas mais votadas para o cargo de deputada federal em sua primeira eleição para este cargo pelo estado de Goiás, conquistando a sexta posição no ranking de votação. Sua candidatura é focada em segurança pública e na defesa de minorias.
Na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO), o Plano de Governo de Adriana Accorsi para Goiânia visa transformar a cidade em um lugar moderno, sustentável e inclusivo, com foco no bem-estar das pessoas e no desenvolvimento urbano. O plano abrange várias áreas-chave, começando pela governança, com a intenção de melhorar a gestão da prefeitura, implementar um planejamento estratégico mais eficiente, adotar novas tecnologias para serviços digitais e promover a participação cidadã. Na área de mulheres, o objetivo é fortalecer a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, promovendo proteção, apoio, justiça, saúde integral e educação para a igualdade de gênero, entre outras propostas.
Sandro Mabel

Sandro da Mabel Antônio Scodro, conhecido como Sandro Mabel, empresário e sócio-proprietário da MABEL, uma fabricante de bolachas com sede em Goiânia, fundada por sua família cinco anos antes de seu nascimento, é o candidato à prefeitura da cidade. Ele conta com a tenente-coronel da Polícia Militar, Cláudia Silva Lira, do partido Avante, como sua candidata a vice. Atualmente, Sandro Mabel é filiado ao União Brasil (UB).
Mabel iniciou sua carreira em 1992, candidatando-se à prefeitura de Goiânia, na época filiado ao PMDB, mas acabou sendo derrotado por Davi Accorsi, do Partido dos Trabalhadores (PT) . Nas eleições de 2024, sua maior concorrente é a deputada federal Adriana Accorsi, que é filha de Davi. Em 1990, Sandro Mabel se elegeu deputado federal pelo estado de Goiânia. Após quatro anos, conseguiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em Brasília, onde contabilizou cinco mandatos como deputado federal, entre 1995 e 2015.
Suas principais propostas envolvem a mobilidade, permitindo que motocicletas possam transitar pelos corredores de ônibus, acelerando o fluxo do trânsito, com a garantia de que a medida é segura e não aumenta o risco de acidentes.
Para a segurança, o candidato quer fazer o uso de drones para fiscalizar escolas da capital, em conjunto com a forças de segurança, como a Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, a Polícia Militar de Goiás e a Polícia Rodoviária. Segundo o empresário, um guarda fica dentro de um carro e consegue monitorar várias escolas simultaneamente e, quando o vigia perceber uma movimentação estranha, aciona a polícia, que chegará no momento da ação suspeita.
Já no campo da saúde, prometeu que, caso eleito, vai promover atendimento pediátrico 24 horas nas Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) e Centro de Atenção Integrada à Saúde da cidade assegurando o funcionamento da ação, valorizando o profissional da pediatria "dentro do que for possível".
Sandro Mabel nasceu em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, em 1958. É técnico em Contabilidade e Administração de Empresas pela Associação de Ensino de Ribeirão Preto, SP - UNAERP. Também foi assessor especial da presidência da República, quando Michel Temer, do partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), era presidente, cargo que assumiu após o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2016.
Na cobertura eleitoral da disputa à prefeitura de Cuiabá, a AGEMT fará reportagens com perfis dos principais candidatos. Como critério, foram considerados os candidatos que marcaram acima de 10% nas pesquisas de intenção de votos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Abilio Brunini

Abilio Jacques Brunini Moumer, conhecido como Abilio Brunini, é candidato à prefeitura de Cuiabá pelo Partido Liberal (PL), tendo como sua vice a tenente-coronel Vânia Rosa (NOVO). Atualmente, exerce o cargo de Deputado Federal pelo Mato Grosso, cargo que ocupa desde 2023.
O candidato faz parte do mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. O PL é também o partido do Projeto de Lei 1904/2024, que propõe equiparar o aborto legal em idade gestacional superior a 22 semanas ao crime de homicídio simples, com penalidades mais severas do que as previstas para estupradores. O projeto, proposto pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), conta com o apoio de 31 deputados, incluindo Abilio Brunini, sendo a maioria deles do PL. Ele afirma que as mulheres que optam por interromper a gravidez estão cometendo "uma baita covardia" para "curtir" a vida.
Brunini foi vereador de Cuiabá, cargo para o qual foi eleito em 2016 pelo Partido Social Cristão (PSC). Nas eleições de 2020, concorreu à Prefeitura de Cuiabá pelo Podemos (PODE), onde liderou no primeiro turno, mas foi derrotado por Emanuel Pinheiro (MDB) no segundo turno. Nas eleições de 2022, Brunini foi o segundo candidato a deputado mais votado do Mato Grosso e o mais votado em sua cidade natal, Cuiabá.
No âmbito da segurança, pretende fortalecer a colaboração com a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Ele propõe que a Guarda Municipal armada seja composta por profissionais recrutados por meio de concurso público, com a finalidade de apoiar o patrulhamento e o monitoramento em escolas e em áreas como o Centro Histórico de Cuiabá. Sobre a criação de um hotel infantil, o candidato esclareceu que se trata de espaços destinados ao lazer, descanso, cuidados e alimentação das crianças enquanto seus pais trabalham, e não têm um propósito educacional.
O candidato é conhecido por suas falas transfóbicas na sessão da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) em 11 de julho de 2023 contra a deputada Erika Hilton, por uma acusação de gesto supremacista durante uma sessão da CPMI dos Atos Golpistas em 24 de agosto de 2023, além de suas interrupções de fala, tendo seu microfone mutado.
Brunini nasceu em 31 de janeiro de 1984 em Cuiabá, no Mato Grosso. É formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Cuiabá. É casado com a empresária e designer de interiores Samantha Iris e é pai de dois filhos.
Eduardo Botelho

José Eduardo Botelho, conhecido como Eduardo Botelho, é o candidato à prefeitura de Mato Grosso e tem como vice o médico Marcelo Sandrin (Republicanos), diretor-geral do Hospital Filantrópico Santa Helena, em Cuiabá. Atualmente, Botelho está em seu segundo mandato como deputado estadual de Mato Grosso, cargo que ocupa desde 2015, e é filiado ao União Brasil, um partido de centro-direita com uma linha conservadora e liberal.
Iniciou sua carreira política filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), pelo qual ganhou as eleições para deputado estadual de Mato Grosso em 2014. Embora exercesse seu primeiro mandato, em 2016, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Em 2018, desligou-se do PSDB e filiou-se ao Democratas (DEM) pelo qual foi reeleito ao cargo. No mesmo ano, o Ministério Público o acusou de utilizar seu cargo para conseguir lucros ilícitos por meio de propina com a unificação do DEM com o Partido Social Liberal (PSL), Botelho entrou para o seu partido vigente.
Durante uma série de entrevistas do G1 com os candidatos à Prefeitura de Cuiabá, o candidato disse que, se eleito, vai expandir o número de vagas nas creches municipais. Segundo ele, a prioridade é acolher o número de 3.400 crianças que estão na fila de espera por uma vaga.
Uma de suas principais propostas para a diminuição da temperatura em Cuiabá é estabelecer uma parceria público-privada para oferecer à população uma nova alternativa de lazer: uma praia artificial.
Além disso, outra proposta prevista em seu plano de governo é a revisão dos contratos da prefeitura, que, de acordo com Botelho, estão custando mais do que deveriam aos cofres públicos, gerando um desequilíbrio financeiro.
Botelho nasceu em 8 de março de 1959 em Nossa Senhora do Livramento na baixada cuiabana, é formado em Engenharia Elétrica e em Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Junto a Sônia Botelho, com quem é casado, tem quatro filhos e provém de uma família composta por nove irmãos.