Porto Alegre (RS)
A população de Porto Alegre, mesmo após enchente histórica, deve reeleger prefeito com certa vantagem. Antes do 1° turno das eleições, acreditava-se que o atual prefeito de POA, Sebastião Melo do MDB enfrentaria rejeição devido a ser o administrador municipal na data, mas não foi o que ocorreu. Ele foi o campeão de votos e, de acordo com a última pesquisa da Real Time Big Data, lidera a preferência dos porto-alegrenses para continuar no cargo.
Com o discurso de que a culpa das enchentes é das administrações anteriores e principalmente do Governo Federal, liderado pelo copartidário de sua adversária no segundo turno da disputa, Maria do Rosário (PT), Melo conseguiu convencer 49,72% dos eleitores de que era inocente.
Em 2020, a candidata da chapa era Manuela D’Ávila do PCdoB e, ao comparar os primeiros turnos de ambas, houve maior concentração dos votos na área central. Em bairros periféricos como a Restinga, onde o PT e seus aliados historicamente fazem boas votações, Rosário perdeu força.
Nessa fase da disputa a candidata tem apostado nas acusações de machismo e misoginia que Melo teria dirigido nos debates, e insistindo nas supostas graves falhas do atual prefeito no enfrentamento das enchentes. Nesse momento está em crescimento e a mesma pesquisa aponta que hoje Maria do Rosário tem 42% dos votos válidos e está viva na disputa.
Brancos, nulos e abstenções podem decidir a disputa. Pessoas aptas a votar que não foram votar ou optaram por não escolher nenhum candidato vem subindo em POA nos últimos 20 anos. Em comparação com o ano de 2000, os votos brancos e nulos cresceram de 5,5 para 7,2% e as abstenções de 12,7% para 32,7%, sendo quatro em cada 10 eleitores que não escolheram candidatos. Tanto a campanha do prefeito como a candidata de oposição estão de olho nesses eleitores e têm feito campanhas convocando porto-alegrenses a fazer uma escolha.
Florianópolis (SC)
Em 2020, Antônio Topázio Neto (PSD) era vice candidato a prefeito na chapa de reeleição do ex-prefeito Gean Loureiro, do União Brasil. Com a renúncia de Loureiro em 31 de março de 2021 para disputar o cargo de governador do Estado, Neto assumiu a prefeitura. Em 2024, ele disputa a eleição como principal nome da chapa pela primeira vez e com quase 60% dos votos válidos, se mantém na prefeitura.
Topazio Neto na presença dos pais em sua primeira foto após ser confirmada a reeleição. Foto: Reprodução/Facebook - Topazio Neto
Antônio Neto era favorito a vencer em primeiro turno na maioria das pesquisas realizadas. Sua aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro trouxe o nome de sua vice, Maryanne Mattos (PL), indicação da antiga primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
O empresário de 62 anos teve seu primeiro cargo público como vice-prefeito, defende o empreendedorismo e o fortalecimento de uma direita conservadora e radical.
Embora Santa Catarina seja um estado conhecido pela força da direita na política, inclusive 69,27% dos votos válidos em 2022 foram para o candidato Bolsonaro, na disputa em Florianópolis o candidato conservador suavizou o discurso para acenar ao centro, discutindo problemas locais e como pretende resolver os principais problemas da cidade. Entre eles, o da mobilidade urbana.
Segundo uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada em 28 de setembro, os eleitores de Florianópolis apontaram os engarrafamentos como a maior dor da cidade. Neto defendeu que tem projetos de melhorias das principais vias da ilha para melhorar o trânsito e prometeu que vai implantar o BRT com faixa exclusiva.
Marcos José de Abreu, conhecido como Marquito, foi o candidato do PSOL e mesmo sem o apoio de outros partidos, nem mesmo os de esquerda, conseguiu uma votação expressiva, angariando um quinto dos votos válidos (22,23%) e terminando como o segundo colocado. Em terceiro, Pedro de Assis Silvestre, o “Pedrão” do Partido Progressistas com 7,10% dos votos. O candidato do ex-prefeito Loureiro, que rompeu com Neto no início das eleições, era Dário Berger, do PSDB, que ficou na quarta posição com 6,05% dos votos.
A aliança composta ainda por Republicanos, MDB, Podemos e Novo, elegeu ainda 15 dos 23 vereadores e hoje tem força para apoiar os projetos da prefeitura com resistência mínima.
Curitiba (PR)
Segundo a última pesquisa da Intel com as intenções de voto para a prefeitura de Curitiba, divulgada em 21 de outubro, os candidatos Eduardo Pimentel (PSD) e Cristina Graeml (PMB) estão muito próximos, quase empatados.
Pimentel é o atual vice-prefeito da cidade e concorre pela cadeira principal. No primeiro turno ele foi o mais votado, com 33,51% dos votos válidos. Pimentel alega querer “dar continuidade ao grande trabalho que fiz ao lado do prefeito Rafael Greca (PSD) nestes sete anos e com o apoio do governador Ratinho Jr., estou preparado para conduzir Curitiba no caminho da inovação, da sustentabilidade e do desenvolvimento social. Minha gestão, caso eleito, terá as pessoas como prioridade. Curitiba não pode parar e nem voltar ao passado”, disse em entrevista coletiva logo após ser confirmado no segundo turno no dia 6 de outubro.
Pimentel aposta na falta de experiência de sua adversária, que nunca teve um cargo público, tenta se aproximar ao máximo do ex-presidente Bolsonaro e acusa sua adversária de espalhar "Fake News" para atrapalhar o pleito.
O candidato tem o apoio do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicou o deputado federal Paulo Martins (PL) para seu vice, em uma chapa que representaria a direita no pleito, mas a cidade tem mais de uma direita.
Pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB), Cristina Graeml chama para si a responsabilidade de ser a real representante da direita na capital. Com um discurso conservador e extremista, ela apostou em antigos medos dos curitibanos com a esquerda, associando Greca ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sobre cartilhas com doutrinação de gênero, catapultando sua vaga no segundo turno.
Graeml teve ascensão meteórica não esperada pela campanha do adversário, fez dobradinha com o candidato do PRTB em São Paulo, Pablo Marçal, e se aproveitou da mesma força das redes sociais que o ex-coach. O discurso de que Bolsonaro não apoia os atuais governos de boa vontade e sim por obrigação partidária foi compartilhado pelos candidatos de Curitiba e de São Paulo - a diferença é que Cristina chegou ao segundo turno e, agora, realmente Jair Bolsonaro declarou apoio à jornalista.
Outra tática explorada pela candidata na campanha do segundo turno é o argumento de que o adversário recebeu apoio da grande maioria dos derrotados (inclusive do PT), para vincular Pimentel à esquerda e ao comunismo.
As capitais do Nordeste foram às urnas para decidir os rumos das eleições municipais no domingo, 6 de outubro. As cidades de Maceió, Salvador, São Luís e Recife tiveram seus prefeitos reeleitos para mais um mandato e Teresina teve a volta do ex-prefeito Sílvio Mendes, todos no primeiro turno. Seguem para o segundo turno, no dia 27 de outubro, as cidades de João Pessoa, Fortaleza, Natal e Aracaju.
Maceió (AL)

Na capital alagoana, o prefeito João Henrique Caldas (PL), conhecido como JHC, foi reeleito com 83,25% dos votos, um total de 379.544. O deputado federal Rafael Brito (MDB), candidato do governador do estado Paulo Dantas, ficou em segundo lugar com apenas 12,74% dos votos, bem distante do vitorioso.
JHC foi eleito prefeito pela primeira vez em 2020 em segundo turno. O vice-prefeito eleito em sua chapa é o senador Rodrigo Cunha (PODE) que deverá renunciar ao cargo parlamentar para assumir seu novo mandato.
Salvador (BA)

Bruno Reis (UNIÃO) foi reeleito no primeiro turno para prefeito de Salvador, com 78,67% dos votos válidos, sendo 266.282 votos a mais do que em 2020 em sua primeira candidatura, vencendo o candidato Kleber Rosa (PSOL).
Em 2016 foi vice-prefeito de Salvador ao lado de ACM Neto, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, e assumiu a prefeitura em 2020 tendo Ana Paula Matos (PDT) como vice-prefeita. As propostas para seu novo mandato tem destaque para educação e o programa “Treinar para Entregar”, que prevê qualificar mais de 100 mil pessoas para que empresas locais possam contratar mão-de-obra para inovar e estimular o crescimento.
Fortaleza (CE)
O deputado federal André Fernandes (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará Evandro Leitão (PT), eles obtiveram 40,20% e 34,33% dos votos respectivamente, números que totalizam uma média de 80.000 votos de diferença entre os dois. José Sarto (PDT) atual prefeito da cidade, e Capitão Wagner (UNIÃO), que ficou em primeiro lugar nas pesquisas durante boa parte da campanha, tiveram cerca de 11% dos votos cada.

No segundo turno, Fernandes conquistou apoios como o de seu então adversário na disputa, Capitão Wagner, e do ex-prefeito da cidade Roberto Cláudio (PDT), decisão que dividiu o seu partido nacionalmente e foi contra a orientação de neutralidade do presidente interino, o deputado André Figueiredo. A polêmica rendeu ainda uma declaração do ministro Carlos Lupi, presidente licenciado da sigla, que orientou abertamente o voto em Evandro Leitão.
São Luís (MA)
Eduardo Braide (PSD) foi reconduzido ao cargo de prefeito com mais de 70% dos votos válidos, porcentagem que chega em um total de 403.981. A vice-prefeita da cidade Professora Esmênia Miranda (PSD) também foi reeleita para mais quatro anos no executivo ludovicense.

Braide derrotou nas urnas o deputado Duarte Jr., que foi ao segundo turno com ele no pleito de 2020. Com o apoio declarado do presidente Lula, Duarte tinha a aprovação de quadros importantes do estado como o governador Carlos Brandão (PSB), o vice-governador Felipe Camarão (PT), o ministro André Fufuca (PP), além do Partido Liberal, de Jair Bolsonaro.
João Pessoa (PB)

O prefeito Cícero Lucena (PP) disputará o segundo turno contra o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL). Lucena terminou a eleição com 49,16%, pouco mais 205 mil votos, número que por pouco não rendeu uma vitória em primeiro turno ao incumbente. Já Queiroga obteve pouco mais de 90 mil votos, ao todo foram 21,77% dos válidos.
Pouco antes da eleição, a esposa de Lucena foi presa pela Polícia Federal com a suspeita de integrar uma organização criminosa para influenciar as eleições. Além dela, a filha do prefeito e uma vereadora também foram indiciadas na operação.
Recife (PE)
O candidato João Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), foi reeleito para o cargo de prefeito na cidade de Recife (PE). Com 78,11% dos votos válidos, Campos venceu o primeiro turno contra Gilson Machado (PL), que obteve 13,90% dos votos.

Filho do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi o prefeito mais jovem a assumir o cargo entre as capitais do Brasil em 2020 e o deputado federal mais votado do Nordeste e quinto mais votado do Brasil em 2018. Em sua candidatura tem focado em políticas públicas, infraestrutura urbana e qualidade de vida para os moradores de Recife.
Teresina (PI)

Silvio Mendes (UNIÃO) venceu o primeiro turno para prefeito de Teresina, retornando ao cargo que ocupou de 2005 a 2010. Com 52,27% dos votos válidos venceu a disputa contra o candidato Fábio Novo do Partido dos Trabalhadores (PT).
Tem como vice-prefeito Jeová Alencar, do Republicanos, ambos fazem parte da coligação “Teresina no Caminho Certo”, formada também pelos partidos União e PP. Teve 92% de aprovação em seu último mandato, nessa nova candidatura saúde e educação são sua prioridade
Natal (RN)

O deputado Paulinho Freire (UNIÃO) terminou o primeiro turno à frente com mais de 171 mil votos, totalizando 44,08%. A também deputada Natália Bonavides (PT) foi ao segundo turno com 28,45%, cerca de 110 mil votos. O ex-prefeito da capital potiguar Carlos Eduardo (PSD) terminou a disputa na terceira colocação com 23,95%, cerca de 93 mil eleitores.
A campanha de Bonavides aposta na popularidade do presidente Lula (PT) e da governadora do estado Fátima Bezerra (PT) para tentar virar a disputa e levar a prefeitura da cidade. Já a campanha de Freire conta com o apoio do atual prefeito de Natal, Álvaro Costa Dias (Republicanos), para manter a liderança na votação.
Aracaju (SE)

Emília Corrêa tem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro em sua campanha e Luiz Roberto teve sua candidatura apoiada pelo atual presidente Lula. Foto: Instagram
Os candidatos Emília Corrêa (PL) e Luiz Roberto (PDT) irão disputar o segundo turno para prefeito da capital de Sergipe. Com mais de 300 mil votos válidos por toda capital, Emilia Correa ficou na frente com 41,62%, enquanto Luiz Roberto obteve 23,86% dos votos.
A candidata, Emília Corrêa, tem em suas propostas integrar as forças de segurança municipal e criar um programa de formação continuada aos profissionais que atuam com a educação infantil. Luiz Roberto, do Partido Democrático Trabalhista, propôs incentivar pequenos empresários e a economia local, o enfrentamento contra as mudanças climáticas e um programa de incentivo para jovens e adultos concluírem o ensino fundamental.
Cerca de 90 mil residências permanecem sem energia elétrica em São Paulo pelo quinto dia consecutivo, após uma forte tempestade que atingiu a região metropolitana na última sexta-feira (11). Este é o terceiro grande blecaute que atinge a cidade em menos de um ano.
O último balanço divulgado pela Enel sobre os trabalhos de retomada do fornecimento de energia reforça que suas equipes seguem atuando no restabelecimento da energia. “Tanto aos clientes que tiveram o serviço afetado quanto para aqueles que ingressaram com chamados de falta de luz ao longo dos últimos dias”, diz o comunicado da empresa.

Histórico recente de apagões
Nos últimos 12 meses, São Paulo enfrentou outras duas grandes interrupções no fornecimento de energia. Em novembro do ano passado, uma forte tempestade deixou moradores da capital e da região metropolitana sem luz por uma semana. Já em março deste ano, um novo blecaute afetou a região central da cidade, com falta de energia por mais de 30 horas.
A tempestade da última sexta-feira (11) trouxe ventos superiores a 100 km/h, causando sérios danos em várias áreas da cidade e região.
“As teias do vizinho caíam em cima das teias do meu quarto. A madeira da vizinha atravessou para a minha sala, quebrou o pedaço da parede da minha sala. Quebrou minha televisão, estou sem televisão e sem colchão”, disse Antonieta Bispo, moradora do Taboão da Serra.
Isabel da Silva, também residente no Taboão da Serra, relatou que teve várias intercorrências por conta da falta de luz. “Perda de alimentos refrigerados, falta de comunicação com familiares, sem sinal e não conseguir carregar o celular”, disse. A energia da casa de Isabel só voltou no domingo (13), às 3h.
Sete pessoas perderam a vida devido ao temporal e mais de 2 milhões de imóveis ficaram sem eletricidade inicialmente. Além da falta de luz, 31 bairros de São Paulo e região metropolitana também ficaram sem água após as fortes chuvas.
Nunes X Boulos
Na disputa pela prefeitura de São Paulo, o assunto do apagão foi comentado pelos candidatos. No último debate, que ocorreu nesta segunda-feira (14), entre Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB) na Rede Bandeirantes, os dois tentaram colocar suas devidas visões em relação ao fenômeno.

Mesmo deixando mais de meio milhão de imóveis na capital sem luz, Nunes ainda tem vantagem percentual em relação à Boulos, que afirma que a culpa é da concessionária de energia com apoio do governo federal, do qual o psolista é aliado. Já Boulos tem afirmado que o apagão é fruto da incompetência e irresponsabilidade da Enel e da Prefeitura de São Paulo.
Ao ser questionado por Boulos sobre a responsabilidade da prefeitura de poda e manejo de árvores, o emedebista voltou a colocar a culpa no governo federal e também no ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Boulos respondeu que estava na hora do atual prefeito e candidato se responsabilizar pelos problemas da cidade.
Prefeitura de São Paulo vai à Justiça
A Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça contra a Enel para que a empresa restabeleça a energia em vários pontos da cidade, sob pena de multa de R$ 200 mil caso a companhia não cumpra. A petição foi enviada, na segunda-feira (14), para a 2° Vara de Fazenda Pública de São Paulo, do Tribunal de Justiça
A ação solicitava que a empresa informasse à prefeitura, no prazo de 24 horas, quanto tempo demorou para restaurar o fornecimento de energia em cada unidade e quantas equipes foram disponibilizadas para resolver a falta de energia. Foi pedido também que a companhia compartilhasse, em tempo real, a localização de GPS dos veículos utilizados pelas equipes de emergência.
A prefeitura argumentou na petição entregue à 2° Vara de Fazenda Pública de São Paulo que “os eventos de sexta indicam que não está em curso qualquer movimento real, voltado a uma mudança efetiva de comportamento” e que, por isso, "não restou outra opção" senão acionar a Justiça.
Porto Velho:
Na capital de Rondônia, os candidatos que passaram para o segundo turno foram Mariana Carvalho, do União Brasil, com 44,53% dos votos, e Léo Moraes, do Podemos, com 25,65%. A cidade que teve durante o mês de agosto, por dias, a pior qualidade do ar do país (fator proveniente, principalmente, dos incêndios florestais) não teve muitos candidatos que priorizassem a questão climática em seu plano de governo.
Mariana Carvalho, entre suas principais propostas, expõe os projetos que pretende aplicar para incrementar a saúde e a educação. A médica pretende instaurar um programa de telemedicina para monitoramento e atendimento online, e a construção de um hospital municipal, com foco na instalação de leitos e na modernização de procedimentos. Para o campo educacional, a candidata pretende intensificar a alfabetização das crianças no ensino fundamental e redimensionar as grades para o ensino em tempo integral. Além disso, Mariana quer diminuir a evasão escolar e incentivar os jovens de zonas remotas, como ribeirinhos e comunidades rurais a permanecerem nas escolas. Nas questões ambientais, a candidata aponta para a importância da criação de uma brigada de incêndio para Porto Velho, mas sem se aprofundar muito nas raízes do problema.
Em debate organizado pelo Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) e pela Rádio Rondônia, Léo Moraes mostrou suas ideias para a Prefeitura. O candidato reforçou sua preocupação com a Saúde Pública e o saneamento básico, e afirmou que, se eleito, pretende levar um plano de cargos para a câmara municipal, e reorganizar funções para o melhor gerenciamento da saúde na cidade. Além disso, o candidato também foi questionado sobre a geração de emprego e renda para a população jovem. Léo diz que encaminhou recursos ao IFRO (Instituto Federal de Rondônia) para capacitar os jovens nos grandes bolsões populacionais, como os conjuntos habitacionais e também aponta que as crianças precisam ter senso crítico para debater robótica, educação financeira e empreendedorismo.

Mariana Carvalho, candidata a prefeitura de Porto Velho
Foto: Site oficial Republicanos

Foto: Site oficial Podemos
Macapá:
Na capital do Amapá, o candidato Antonio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, do MDP, foi reeleito no 1º turno com 85,08% dos votos. Em entrevista para o G1 no mês passado, Furlan falou sobre suas propostas na área de Educação e Mobilidade Urbana. O médico pretende obter material pedagógico próprio para alunos da rede pública, implementar duas escolas de tempo integral por ano na cidade e aumentar o número de creches, afirmando que pela segunda vez consecutiva, Macapá foi a terceira capital do Brasil que mais cresceu em nota.
Já para a Mobilidade Urbana, o candidato tem em vista executar obras de mobilidade urbana, com implantação de sarjeta e meio fio como microdrenagem para evitar alagamentos na cidade. Furlan diz que já foram feitos 70 quilômetros de calçadas e irá fazer a maior obra de macrodrenagem da história de Macapá com a primeira etapa do canal do Beirol e da Bacia das Pedrinhas.
No seu plano de governo, o médico busca concluir as obras do Hospital Maternidade na zona norte e expandir as unidades básicas de saúde. Além disso, também planeja renovar a frota da Guarda e da Defesa Civil com novas viaturas, reforçando-as para um monitoramento mais eficaz de áreas de risco.

Foto: Agência Brasil
Boa Vista:
Boa Vista não terá segundo turno, o candidato Arthur Henrique, do MDB, foi reeleito no primeiro turno com 75,18% dos votos. Natural da capital de Roraima, governará o município por mais quatro anos, nos quais pretende dar continuidade aos projetos iniciados em seu primeiro mandato, com destaque aos campos da educação, infraestrutura e mobilidade urbana.
Na saúde, os projetos incluem melhorias dos sistemas de adesão e hospitalidade, e a criação de unidades de atendimento e centros especializados de tratamento. Relevam-se, em seu plano de governo, a inauguração de uma nova UPA (Unidade de Pronto Atendimento), um novo bloco para o Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), e a construção de um Centro Espacializado em Autismo. Ainda em planos de infraestrutura, Arthur pretende criar um segundo centro de abrigo para idosos.
Para a mobilidade urbana, destacam-se o recapeamento de ruas e avenidas, a construção de um viaduto no cruzamento das avenidas Brigadeiro Eduardo Gomes e Venezuela, ambas muito movimentadas. O projeto contará com 3 pavimentos, o que, segundo o candidato, servirá como rotas alternativas de tráfego durante as obras.

Manaus:
Na capital amazonense, as eleições resultaram no segundo turno entre David Almeida, atual prefeito (Avante), que conquistou 32,16% dos votos, e o capitão Alberto Neto (PL), com 24,94%.
Os pontos principais do programa de governo de David Almeida incluem a construção do Hospital Dia com a incrementação de centro de diagnósticos e tratamentos para casos menos graves de saúde. No âmbito educacional, as propostas concentram-se na educação básica, visando à permanência estudantil e instauração de períodos integrais nas escolas: é objetivo do programa “Mais Tempo na Escola”.
No programa de governo de Alberto Neto, há um notável ênfase ao restabelecimento do poder público sobre a cidade, conforme o termo “Choque de Ordem”, usado em seu projeto de governo oficial: projetos de segurança pública e educação recebem maior atenção do capitão. Destacam-se a criação do Centro de Controle e Comando Municipal, que integrará o monitoramento e gestão das esferas da segurança, mobilidade e de tráfego. O capitão também pretende desenvolver a iluminação pública da cidade com a instalação da tecnologia LED. No âmbito educacional. Neto deseja implementar o modelo municipal de escolas cívico-militares, baseando-se em projetos como os de Tarcisio (atual governador de São Paulo) e do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Foto: UOL notícias

Foto: Site oficial Republicanos
Belém:
Na capital do Pará, os candidatos que disputam o segundo turno são Igor Normando (MDB), com 44,89% dos votos, e o Delegado Eder Mauro (PL) com 31,48% dos votos.
No plano de governo de Normando destacam-se projetos para a dinâmica urbanística da cidade, como o uso de terrenos baldios para a implementação de estacionamentos. Sobre os alagamentos que atormentam Belém constantemente, o advogado propôs uma medida de monitoramento remoto para a prevenção de possíveis locais de acúmulo de água. Em relação ao transporte público, o candidato se coloca em defesa do não aumento de passagens e pretende investir no modal aquaviário e na instauração de ciclovias.
O plano de governo de Éder Mauro pretende incrementar o empreendedorismo da cidade com o programa “Desenvolve Belém”, que busca atrair, através de políticas tributárias e negociações, o investimento de empresas para o dinamismo econômico da cidade. No âmbito dos serviços de saúde para a população, o delegado quer incorporar ao sistema da cidade o “Poupatempo da Saúde de Belém”, que busca melhorar os atendimentos e agilizar processos hospitalares e de urgência.

Foto: câmara.leg.br

Foto: câmara.leg.br
Palmas:
Em disputa bem acirrada, a capital de Tocantins vai ao segundo turno com a decisão entre: Janad Valcari (PL) que obteve 39,22% dos votos, e Eduardo Siqueira Campos (Podemos) com 32,42%. Ambos os candidatos conquistaram mais de 50% dos votos válidos.
No programa de governo de Janad, destacam-se: A criação de projetos para ampliação da adesão para crianças no ensino público, com ensino em tempo integral. Na segurança, a candidata pretende praticar o que chama de “patrulhamento preventivo” nos espaços públicos. Na saúde, os projetos incluem a agilização dos atendimentos e tratamentos e a inauguração de Ambulatórios de Atenção à Saúde, as AMAS.
Eduardo Siqueira Campos, em seu plano de governo, aponta suas preocupações para os campos educacionais e segurança: pretende instaurar novas escolas de tempo integral e creches. O fortalecimento da Guarda Civil Metropolitana de Palmas está no radar do candidato: acelerar os processos de recrutamento e a transformação da instituição em autarquia — liga-la diretamente ao gabinete do prefeito — são ferramentas visadas para tal ato. Na saúde, Campos aspira à criação de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Foto: Canal 63

Foto: UOL notícias
Rio Branco:
Na capital do Acre, o candidato Tião Bocalom do PL, foi reeleito com 54,82% dos votos. Rio Branco também foi um dos Estados mais afetados pelas queimadas e voltou a ter pior qualidade do ar entre as capitais que já destruíram 100 mil hectares do local. Diante disso, um dos grandes desafios que Bocalom enfrenta para sua Prefeitura, é lidar com a catástrofe climática. O atual prefeito, elenca “22 compromissos com Rio Branco” que deve assumir, caso reeleito. Dentre as propostas, destacam-se projetos de saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, mobilidade urbana e transporte público, saneamento básico, habitação e segurança. Seguindo a ordem listada, para área da Saúde, o candidato procurar ampliar centros que atendem pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), construção de sede de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Infantojuvenil, implementação de eletrocardiogramas e cirurgias de pequena complexidade em todas as Unidades de Referência em Atenção Primária (Uraps), ampliação de atendimento para pessoas em situação de rua no período noturno, estruturação do Centro de Zoonoses para monitorar possíveis doenças e ampliação do número de profissionais da saúde.
No quesito educação, Bocalom diz que prioriza estes tópicos por ser educador. Ele pretende abrir três mil vagas, para berçários, creches, pré-escola, anos iniciais do ensino fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Educação de Tempo Integral. Além de implementar internet via satélite para escolas rurais, duas escolas centralizadas e continuar distribuindo tablets e notebooks.
Finalizando sua proposta de governo, Bocalom reassumiu a oferta do serviço de fornecimento de água potável e de tratamento de esgoto na capital, por meio do Serviço de Água e Esgoto (Saerb). Além disso, o candidato também procura criar um sistema chamado, Programa Água 24h, que trata-se de complementar a captação de água com mais duas matrizes, perfurações de poços artesianos profundos para abastecimento de água e lagos, elevar o tratamento de esgoto para 40% e o índice de abastecimento de água tratada para 90%, em perímetro urbano.

Foto: G1
Cuiabá (MT)
Os candidatos Abílio Brunini, do Partido Liberal (PL), e Lúdio Cabral, do Partido dos Trabalhadores (PT), irão disputar o segundo turno da eleição para a prefeitura de Cuiabá (MT) no domingo, dia 27 de outubro.
Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Brunini recebeu 126.944 votos, correspondendo a 39,61% do total de votos válidos entre todos os candidatos. Por sua vez, Lúdio obteve 90.719 votos, o que representa 28,31%. Essas informações são referentes ao 1º turno, realizado neste domingo (6). Em terceiro lugar, muito próximo do candidato petista, está Eduardo Botelho (União), com 27,77%. Em último lugar ficou Domingos Kennedy, do Partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com 13.805 votos (4,31%).
A eleição em Cuiabá contabilizou 342.884 votos, incluindo 9.888 em branco, que representam 2,88% do total, e 12.551 nulos, correspondendo a 3,66%. A taxa de ausência foi de 102.186 eleitores, ou seja, 22,96% do total de cidadãos aptos a votar nas eleições de 2024 na capital.

Foto: ALMT | Zeca Ribeiro/Agência
Principais propostas dos candidatos
Abílio Brunini
Na saúde, Brunini promete a criação de Vilas de Saúde em todos os distritos sanitários da capital. No transporte, assegura a implementação de uma faixa azul exclusiva para motos e a criação de paradas para embarque e desembarque de passageiros via aplicativos. Já na educação, Abílio quer promover a ampliação da educação infantil e a adoção do Método Montessori. No âmbito da segurança, visa a formação de uma parceria com a Polícia Militar e a Guarda Municipal para reforçar a segurança nas escolas.
Lúdio Cabral
Cabral, no campo da saúde, quer garantir a disponibilidade de profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, nos Centros de Especialidades Médicas e Policlínicas. Em transporte, promete que a tarifa do BRT permaneça em 1 real pelos próximos cinco anos. Na segurança, visa à criação da Guarda Municipal com um Plano de Cargos, Salários e Carreira. Na área da educação, apresenta a proposta de realizar um concurso público com o objetivo de contratar profissionais para a educação.
Goiânia (GO)
Os candidatos Fred Rodrigues, do Partido Liberal (PL), e Sandro Mabel, do União Brasil, vão disputar o segundo turno da eleição para a prefeitura de Goiânia (GO) no domingo, dia 27 de outubro.
Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 100% das seções totalizadas, Fred Rodrigues recebeu 214.253 votos, equivalente a 31,14% dos votos válidos. Ele é o candidato apoiado por Jair Bolsonaro na disputa. Mabel obteve 190.278 votos, o que representa 27,66%. Em terceiro lugar, a advogada e deputada federal Adriana Accorsi, do Partido dos Trabalhadores (PT), somou 24,44% dos votos. Em último lugar, o Professor Pantaleão, do partido Unidade Popular (UP), que obteve 0,24%, totalizando 1.657 votos.
A eleição em Goiânia registrou 688.010 votos válidos, representando 93,05% do total. Também foram contabilizados 21.199 votos em branco, tendo como valor 2,87%, e 30.197 votos nulos, que totalizam 4,08%. O comparecimento às urnas foi de 739.460 eleitores, ou 71,77% do total de pessoas habilitadas a votar, enquanto a abstenção atingiu 290.868 eleitores, o que corresponde a 28,23%.

Principais propostas dos candidatos
Fred Rodrigues
As propostas incluem a criação da Secretaria de Parceria Público-Privada, com a finalidade de promover uma integração eficaz entre os setores público e privado na gestão de diferentes áreas da administração municipal. O plano também enfatiza a modernização da administração por meio da digitalização de todos os processos burocráticos, abrangendo desde a solicitação de alvarás até o pagamento de taxas.
Outra iniciativa consiste na implementação do sistema de Voucher Creche e na ampliação dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) em Goiânia, visando melhorar o acesso à educação infantil e a qualidade do atendimento. O projeto assegurará que todos os CMEIs funcionem em período integral, com prioridade nas vagas para crianças de famílias de baixa renda, enquanto os vouchers serão destinados a famílias de situação socioeconômica média.
Na área da segurança, a proposta busca expandir o Programa de Videomonitoramento, ampliando o sistema de câmeras de segurança em locais estratégicos da cidade e integrando-as a uma central de monitoramento em tempo real, em colaboração com as forças de segurança. Essa medida tem como objetivo aumentar a capacidade de resposta rápida e a prevenção de crimes.
Sandro Mabel
Entre suas principais propostas, destaca-se a melhoria da mobilidade urbana, permitindo que motocicletas transitem pelos corredores de ônibus. Essa medida tem como objetivo acelerar o fluxo de trânsito, garantindo a segurança e reduzindo o risco de acidentes.
Para fortalecer a segurança pública, o candidato propõe o uso de drones para monitorar as escolas da capital, em colaboração com forças de segurança, como a Guarda Civil Metropolitana de Goiânia, a Polícia Militar de Goiás e a Polícia Rodoviária. De acordo com o empresário, um agente de segurança dentro de um veículo poderá observar várias instituições de ensino ao mesmo tempo. Se notar qualquer atividade suspeita, ele poderá acionar a polícia, que chegará rapidamente ao local.
Na área da saúde, o candidato se compromete, se eleito, a oferecer atendimento pediátrico 24 horas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e nos Centros de Atenção Integrada à Saúde da cidade, assegurando a efetividade do serviço e valorizando os profissionais da pediatria
Campo Grande (MS)
As candidatas Adriane Lopes, do Partido Progressistas (PP), e Rose Modesto, do Partido União, vão disputar o segundo turno da eleição para a prefeitura de Campo Grande (MS), no domingo, dia 27 de outubro.
Conforme os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Adriane Lopes recebeu 140.913 votos, correspondendo a 31,67% do total. Rose Modesto contabilizou 131.525 votos, o que representa 29,56%. Essas informações são referentes ao 1º turno, realizado neste domingo (6). Em terceiro lugar, Beto Pereira, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), conquistou 115.516 votos, equivalente a 25,96%. Em último lugar, Ubirajara Martins, do Partido Democracia Cristã (DC), que recebeu 1.067 votos, representando apenas 0,24% dos votos válidos.
A eleição em Campo Grande registrou 481.399 votos, incluindo 16.968 votos em branco, que representam 3,52% do total, e 19.451 votos nulos, correspondendo a 4,04%. A taxa de ausência foi de 164.799 eleitores, equivalente a 25,50% do total de cidadãos aptos a votar nas eleições de 2024 na capital.

Foto: Reprodução/g1 MS
Principais propostas das candidatas
Rose Modesto
O programa de governo de Modesto inclui a construção de um Centro de Bem-Estar Animal em área rural, que terá como objetivos promover atividades de educação ambiental, acolher cães e gatos em situação de vulnerabilidade e resgatar animais silvestres que não podem ser reintegrados à natureza.
Além disso, a candidata Rose promete construir quatro novos terminais de ônibus e agilizar a compra de medicamentos em Campo Grande. Na área da educação, ela se compromete a valorizar os professores e a melhorar as condições de trabalho dos servidores, afirmando que irá manter a lei que estabelece o piso de 20 horas para os docentes.
Complementando suas propostas, o "Projeto Florescer" visa oferecer à população acesso à arte, cultura, esporte, lazer, reforço escolar e qualificação profissional.
Adriane Lopes
O programa de governo de Adriane inclui a proposta de criação de um Centro Médico de Cuidado com o Idoso.
Além disso, o projeto “Campo Grande na Rota Certa” visa transformar a cidade na capital da Rota Bioceânica, posicionando-a como um epicentro logístico para a integração e distribuição de mercadorias, além de se tornar um importante centro financeiro e de comércio exterior do Centro-Norte do Brasil.
No campo da educação, Adriane afirmou que, se reeleita, a educação será uma de suas principais prioridades. Entre as propostas apresentadas pela candidata, destaca-se a intenção de zerar a fila de espera por vagas na educação.
Além disso, ela pretende desburocratizar os serviços da Prefeitura de Campo Grande, prometendo implementar tecnologia e inovação durante seu mandato.