O crescimento do fenômeno AI Slop nas redes sociais
por
Fernanda Dias
João Luiz Freitas
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08/06/2026 - 12h

Uma reportagem publicada pelo portal The Verge revelou recentemente o crescimento de perfis criados por inteligência artificial que se passam por pessoas reais para promover e vender produtos nas redes sociais . O caso reacendeu debates sobre autenticidade, desinformação e o aumento da presença de conteúdos artificiais na internet, fenômeno conhecido como AI Slop, termo utilizado para descrever conteúdos gerados em massa por IA com foco em alcance e engajamento, sem se preocupar com a verdade dos fatos.

Entrevistamos uma grande consumidora de inteligência artificial, Melissa Marques, que explica os desafios de identificar conteúdos sintéticos e os efeitos da produção automatizada de conteúdo nas redes sociais. Confira a reportagem completa clicando aqui!

Ao transformar estilos, obras e experiências humanas em dados, a IAG desafia os limites entre criação, reprodução e apropriação
por
Carolina Zaterka
Luiza Zaccano
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08/06/2026 - 12h

A inteligência artificial é frequentemente apresentada como uma ferramenta capaz de democratizar a criatividade e revolucionar a produção cultural. Mas até que ponto essa tecnologia realmente cria algo novo? Nesta entrevista à AGEMT, Vitor Dionisio, diretor de Arte, discute os impactos da IA sobre a arte, os debates envolvendo direitos autorais, a apropriação de obras para o treinamento de algoritmos e o que se perde quando a criação artística é reduzida a comandos e padrões matemáticos. Entre inovação e controvérsia, a matéria questiona qual é o lugar da experiência humana em um mundo cada vez mais automatizado. Assista

O maior festival gastronômico da América Latina transforma o parque em um espaço de encontros e culinária.
por
Thomas P. Fernandez
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31/05/2026 - 12h

O Parque Villa-Lobos recebeu no último final de semana do mês de maio, a 10ª edição do maior festival gastronômico da América Latina, o “Taste São Paulo”. Reunindo restaurantes, chefs, marcas e visitantes, o espaço se transformou em um grande retrato da cultura gastronômica paulistana.

O evento também mostrou como é a relação de São Paulo com o mundo da gastronomia. Muito mais do que pratos, o público circula pelo evento conhecendo e fazendo descobertas no ambiente de comidas e culturas diversas.

De acordo com Gustavo Oliveira, diretor de operações da empresa responsável pelo evento, a edição de 2026 tem registrado uma recepção positiva do público, com destaque para a Copa Taste, competição inédita em que os visitantes votam nos pratos do festiva, e para as aulas conduzidas por chefs renomados. 

Para Alex Zanela, produtor da Voe e um dos responsáveis pela produção do espaço da Baden-Baden no Taste São Paulo, o festival está sendo gratificante apesar dos desafios. Alex também destacou a diversidade gastronômica presente no festival, a visibilidade dos espaços diversos e o aspecto familiar do evento, que reúne diferentes públicos em um ambiente aberto e pet-friendly.

 

Cartazes temáticos para o Taste São Paulo 2026.
Cartazes temáticos para o Taste São Paulo 2026. Foto: Thomas Fernandez
Painel com o nome do evento para os visitantes tirarem fotos
Painel com o nome do evento para os visitantes tirarem fotos. Foto: Thomas Fernandez
Uma das áreas de descanso para os visitantes comerem sentados e descansarem.
Uma das áreas de descanso para os visitantes comerem sentados e descansarem. Foto: Thomas Fernandez
Preparo de churrasco no estande da ÉCORDEIRO.
Preparo de churrasco no estande da ÉCORDEIRO. Foto: Thomas Fernandez
Palco principal do festival.
Palco principal do festival. Foto: Thomas Fernandez
Preparo de drinks especiais no estande da Schweppes.
Preparo de drinks especiais no estande da Schweppes. Foto: Thomas Fernandez
Estande da sorveteria Granado.
Estande da sorveteria Granado. Foto: Thomas Fernandez
Estande da Barilla, multinacional de culinária italiana.
Estande da Barilla, multinacional de culinária italiana. - Foto: Thomas Fernandez
Aula aberta de culinária italiana no estande da Barilla.
Aula aberta de culinária italiana no estande da Barilla. Foto: Thomas Fernandez
O preparo inicial de um frozen yogurt no estande Yogoberry.
O preparo inicial de um frozen yogurt no estande Yogoberry. Foto: Thomas Fernandez
O toque final de granulado de um frozen Yogurt
O toque final de granulado de um frozen Yogurt - Foto: Thomas Fernandez
Food truck da McCain, a maior fabricante de batata frita pré-frita e congelada.
Food truck da McCain, a maior fabricante de batata frita pré-frita e congelada. Foto: Thomas Fernandez
O preparo da cerveja no estande da Baden-Baden.
O preparo da cerveja no estande da Baden-Baden. Foto: Thomas Fernandez
Fontes de chocolate ao leite, branco e escuro no estande da Chocoshow.
Fontes de chocolate ao leite, branco e escuro no estande da Chocoshow. Foto: Thomas Fernandez
Entrada do estande da Aperol, famosa marca de drink italiano.
Entrada do estande da Aperol, famosa marca de drink italiano. Foto: Thomas Fernandez
Preparação de churrasco coreano do restaurante Bicol.
Preparação de churrasco coreano do restaurante Bicol. Foto: Thomas Pereira Fernandez
Atendente servindo prato clássico coreano do Bicol.
Atendente servindo prato clássico coreano do Bicol. Foto: Thomas Fernandez
Aula sobre como preparar um lombo suíno com o Chef Luiz Horta no estande do Aurora Premium.
Aula sobre como preparar um lombo suíno com o Chef Luiz Horta no estande do Aurora Premium. Foto: Thomas Fernandez
Chef Luiz Horta demonstrando o ponto da carne no preparo de um lombo suíno, no estande da Aurora Premium .
Chef Luiz Horta demonstrando o ponto da carne no preparo de um lombo suíno, no estande da Aurora Premium . Foto: Thomas Fernandez
Aula de degustação de cervejas no estande da Baden-Baden.
Aula de degustação de cervejas no estande da Baden-Baden. Foto: Thomas Fernandez

 

A feira reuniu o público para acompanhar as novidades do mundo dos games.
por
Thomas P. Fernandez
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27/05/2026 - 12h

Entre os dias 29 de abril e 3 de maio, São Paulo recebeu a Gamescom LATAM, uma das maiores feiras de jogos da América Latina. Realizado no Distrito Anhembi, o evento reuniu milhares de fãs, criadores de conteúdo, desenvolvedores e profissionais da indústria em uma das maiores celebrações do setor já realizadas no Brasil. 

Durante os cinco dias de evento, o público teve acesso à diversas atividades nos estandes dos desenvolvedores, como testes de jogos inéditos, painéis com convidados internacionais e nacionais, sorteios, competições ao vivo.

A S-Game, desenvolvedora de jogos digitais, reuniu o público para o “Phantom Blade Zero”, um dos jogos mais aguardados do ano, o público aguarda o lançamento do jogo desde o seu anúncio em 2023, com gráficos polidos e jogabilidade polida. Além do jogo, a apresentação de dança do leão chinês, com performers circulando pelo estande e interagindo com o público, criou um momento visual marcante e reforçou a identidade cultural do jogo

A Nintendo também marcou presença com seu tradicional apelo ao público, com estações com demos dos seus jogos principais no Nintendo Switch 2, como Donkey Kong Bananza, Mario Kart World, Pokémon Pokopia, Mario Tennis Fever entre outros.

A NVIDIA apresentou tecnologias e soluções gráficas, destacando o avanço técnico da indústria. Com foco em experiências gráficas com alto desempenho, destacando tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e a capacidade gráfica da série RTX de placa de vídeo. 

Mais do que uma feira de entretenimento, a Gamescom LATAM se tornou um espaço de troca cultural, tecnologia e criatividade, aproximando jogadores, criadores de conteúdo e profissionais da indústria.

Gabinete de videogame retrô aberto ao público
Gabinete de videogame retrô aberto ao público - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Estande da Seara na Gamescom
Estande da Seara na Gamescom - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Entrada do estande do Phantom Blade Zero
Entrada do estande do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Público jogando a demo do Phantom Blade Zero
Público jogando a demo do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero
Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia
Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia - Foto: Thomas Fernandez/Agemt

 

Nova loja de Trading Card Games reúne jogadores e fortalece comunidade geek paulistana
por
Thomas Fernandez
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13/05/2026 - 12h

Prestes a completar um ano de funcionamento, a Akagami se consolidou como uma das novas lojas para praticantes de jogos de cartas colecionáveis (TCG) na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A chegada de um espaço acolhedor, aberto e tranquilo aparece em um cenário de oferta limitada de locais dedicados exclusivamente a esse tipo de jogo.

A Akagami surgiu da vontade de quatro amigos, Mayumi Akamine, Natan Lima, Kevin Higutsi e Alexandre Abraão de construir um projeto voltado à sua paixão, os cards games. Inicialmente, a loja seria somente online, mas com a insistência de Kevin e Alexandre, a loja abriu como box na Galeria Imperial localizada na Liberdade. Após o aumento do aluguel na região, a equipe transferiu a loja para rua Antônio Carlos a região próxima à Paulista e, com o novo espaço, passou a atender de uma forma diferente, oferecendo mais estrutura para os clientes e fortalecendo a proposta de comunidade em torno do card game. A experiência dos sócios como clientes e funcionários de outras lojas influenciou a proposta da Akagami, que buscava criar um ambiente diferente dos modelos tradicionais. 

A inauguração de novas lojas TCG’s costuma mobilizar a comunidade nerd, especialmente em São Paulo, onde o mercado reúne diferentes públicos e modalidades de jogos. Além de fatores como estrutura, torneios e localização, a criação de vínculos entre os clientes influencia na recepção desses espaços. A sócia Mayumi Akamine contou uma das histórias mais marcantes que teve na loja; “Dominique, é um adolescente que veio para aprender a jogar Pokémon, ele era muito tímido, não falava com ninguém. Agora, ele está aqui em toda liga semanal. Ele tem amigos na loja, comprimenta todo mundo”.

Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos.
 Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami
 Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Pasta de cartas para folhear.
Pasta de cartas para folhear. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas.
Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores.
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami.
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami.
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami.
Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT

Mais do que um ponto de venda, a Akagami vem se consolidando como um pilar para a comunidade. Entre partidas, trocas de cartas e conversas que se estendem para além dos jogos, o que se constrói na Akagami não cabe somente nas prateleiras. Em uma região onde antes faltava espaço para jogar, agora sobram histórias.

Festival de cinema mineiro apresentou sua versão paulista durante os dias 23 e 29 de março
por
Bianca Novais
Luana Galeno
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01/04/2023 - 12h

A 26ª Mostra Tiradentes de cinema ocorreu em janeiro deste ano, na cidade mineira que batiza o festival. Em março, uma seleção dos títulos exibidos no evento chega em São Paulo pela 11ª vez. 

Tanto o evento em Tiradentes-MG quanto o em São Paulo-SP são os primeiros presenciais depois da pandemia de Covid-19. Na capital paulista, a Mostra aconteceu entre os dias 23 e 29 de março, no CineSesc. 

Foto: Luana Galeno
Foto: Luana Galeno

A AGEMT esteve presente em todo o evento e conferiu a pré-estreia de diversos filmes e curtas. Durante a abertura foi apresentado o filme "As Linhas da Minha Mão", documentário experimental vencedor da categoria Aurora, na 26a Mostra Tiradentes. A noite contou ainda com um coquetel de boas-vindas no famoso bar do cinema na Rua Augusta e, assim como em todas as exibições, com um bate-papo entre a equipe, a curadoria e a plateia após a exibição. 

A Mostra Tiradentes foi planejada inicialmente para ser um programa de inauguração do Centro Cultural Yves Alves, mas logo na primeira edição passou a ser uma divulgadora do cinema brasileiro por meio da exibição, reflexões sobre as obras e do debate sobre a sétima arte e é essa experiência que encontramos no centro paulistano.

 

Leo Lara/Universo Produção
Foto por: Leo Lara/Universo Produção

Abertura

As considerações iniciais tiveram a participação da Gerente de Ações Culturais do SESC, Rosana Paulo da Cunha, e da Coordenadora da Mostra, Raquel Hallak. Ambas citaram o período difícil que o mercado cultural brasileiro passou durante a pandemia, com ênfase na falta de suporte do poder público, mas sem citar episódios específicos contra a categoria. Um deles foi o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro contra a Lei Paulo Gustavo (Projeto de Lei Complementar 73/21 à época, atual LC 195/2022), que previa o repasse de R$ 3,86 bilhões ao Fundo Nacional de Cultura. 

Contudo, a Lei Aldir Blanc (14.017/2020), aprovada no início da pandemia após passar por algumas lombadas impostas pelo Governo Federal da época, foi a maior contribuidora para a produção dos títulos exibidos na Mostra. 

Rosana reafirmou o compromisso do SESC em restaurar as experiências presenciais, além de manter o acesso ao cinema nacional através da plataforma SESC Digital, inaugurada em junho de 2020, no alto da pandemia. "Há muitos filmes, há uma programação diversificada de cinema, pela qual nós conseguimos manter um diálogo permanente durante todo esse período com o público e com, também, todas as áreas do audiovisual." 

A temática desta edição é “Cinema Mutirão", um reflexo da necessidade de esforços coletivos para manutenção de espaços como o CINESESC, que apresenta o cinema de forma acessível para a população. A coletividade ainda se refere à produção de filmes, que necessitam de uma equipe para realização, a democratização destes e ao encontro e conexão única, que só as grandes telas podem proporcionar.

Foto: Leo Lara/Universo Produção
Foto: Leo Lara/Universo Produção 

As Obras 


Durante os sete dias da mostra, foram exibidos audiovisuais brasileiros e contemporâneos com o intuito não apenas de valorizar e promover o cinema nacional, mas também de trazer diálogo sobre o novo, o agora e o futuro. Em um movimento vanguardista de criação de diversidade em todos os âmbitos da produção, somos apresentados a diretores e atores pretos, indígenas e trans. Como exemplo, o curta “Lalabis” de Noá Bonoba, mulher trans, que confronta o binarismo dos corpos em um contexto pós apocalíptico, onde não é definido o gênero da personagem principal.

Foto: Leo Lara/Universo Produção
Foto: Leo Lara/Universo Produção 

As temáticas da contemporaneidade se apresentam por meio da experimentação na linguagem, formato e fotografia. Até quando a ideia é formal, como em “Peixe Abissal”, um retrato da vida do artista Luís Capucho, a execução é realizada de forma inovadora: sem linearidade, a partir da imaginação do próprio Luís, com a fotografia passeando pelo rigor cinematográfico até lentes de distorção. 

Outro tema que a Mostra poderia ter, se não fosse mutirão, é infinitude. Ao ver tantos filmes aclamados com atrizes protagonistas e personagens que, não apenas rompem com a obsessão hollywoodiana por juventude estética, mas também elevam a preciosidade que é viver e permanecer vivendo, independente da idade. 

Foto: Leo Lara/Universo Produção
Foto: Leo Lara/Universo Produção 

Entre os títulos que sustentam esse diálogo está o filme de abertura, As Linhas da Minha Mão, documentário experimental sobre a vida da atriz mineira Viviane de Cassia Ferreira, que celebra as histórias bonitas, divertidas e tristes que ilustram como "a arte é amiga da vida", nas palavras da própria protagonista. Também há Cervejas no Escuro, longa-metragem ambientado em Princesa Isabel - PB, que mostra Edna (Edna Maria) realizando seu sonho de fazer um filme enquanto lida com o luto pelo seu recém-falecido marido. Nossa Mãe Era Atriz, curta vencedor do Júri Popular da 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes, que homenageia a atriz Maria José Novais Oliveira, que iniciou sua carreira aos 65 anos, completa a lista. 

A curadoria assinada pelo jornalista e cineasta Francis Vogner dos Reis conseguiu garantir espaço para obras experimentais, híbridos de documentários e ficção, comédias, dramas, históricos, futuristas apocalípticos e pós-apocalípticos, sexuais e sensuais, que podem parecer estar a quilômetros de distância um do outro, mas que se encontraram para tomar um café no bistrô do CineSesc. E claro, ver um filme depois. 

Foto: Leo Lara/Universo Produção
Foto: Leo Lara/Universo Produção 

Assistir e Discutir 

Todas as sessões exibidas na Mostra tiveram pelo menos 30 minutos de bate-papo com membros da equipe logo após o término do filme. Diretores, roteiristas, produtores, atrizes e atores se puseram a conversar com o público sobre suas obras, enriquecendo a experiência e, assim, relembrando as mentes da pandemia a singularidade de uma sala de cinema. "Vamos fazer desse encontro pelo cinema a possibilidade de revigorar as nossas competências críticas e o nosso olhar diante das inconstâncias da ordem do real", disse Raquel Hallak em seu discurso de abertura. 

Fazer filmes durante o isolamento social foi tema recorrente nos debates pós-sessão. No sábado, a Série 2 da Mostra Foco exibiu filmes que a curadora Tatiana Carvalho Costa valorizou muito pela persistência da produção frente os obstáculos, o que acabou transbordando na tela. "Esses filmes tratam totalmente dos nossos traumas recentes, cada um à sua maneira, com uma vibração de não contornar o problema, a questão, o trauma… Mas de enfrentar com coragem", disse Tatiana. 

Um dos curtas dessa sessão que abordou literalmente a pandemia foi O Último Rock, do diretor capixaba Diego de Jesus, sobre um grupo de amigos negros que se reúnem para uma última "resenha" antes do primeiro lockdown, em março de 2020. Eles tratam de seus dilemas e angústias frente às incertezas da pandemia e suas consequências para o futuro de jovens negros periféricos.

Durante esse momento histórico também foram gravados o documentário O Que Nos Espera, dirigido por Bruno Xavier e Chico Bahia, retratando o Padre Júlio Lancelotti; o longa Solange, de Nathália Tereza e Tomás Osten e o curta Os Animais Mais Fofos e Engraçados do Mundo, de Renato Sircilli. Todos eles relataram o desafio para criação e como eles foram atravessados pelo contexto, o que refletiu em suas obras. 

Foto: Leo Lara/Universo Produção
Fotos: Leo Lara/Universo Produção 

O encerramento

Durante a quarta-feira (29) foram exibidos os favoritos do público da Mostra - votação realizada em sua edição de Minas. Além do curta documentário “Nossa Mãe Era Atriz”, o longa ficcional “A Filha do Palhaço”, produção cearense, também foi premiado. O primeiro retrata a história de Maria José Novais por meio de depoimentos de colegas de profissão e imagens de arquivo. Ele traz a reflexão sobre o início tardio no contexto cinematográfico e a potência do talento mesmo com o desafio da idade. 

Em uma linha semelhante, o desafio do segundo é a conciliação entre a vida artística não convencional e a relação familiar. Renato e Joana são pai e filha sem contato, mas ao passar uma semana juntos encaram o desafio afetivo de se conhecer enquanto o homem atua como Drag Queen nas noites de Fortaleza. 

Reprodução: A filha do palhaço
Reprodução: A filha do palhaço

O fato de duas peças sobre relações parentais terem sido escolhidas pelo júri popular pode nos indicar o anseio do público em viver a sensibilidade no cinema, em querer e gostar de se emocionar diante da tela grande, na privacidade do escuro, mas no conforto de estar acompanhado por desconhecidos passando pela mesma experiência. 
Também aconteceu uma sessão para “Alegorias”, longa ficcional dirigido por Leonel Costa. O filme explora encontros e desencontros sobre o carnaval, ser uma mulher preta e a diferença social brasileira que cada vez mais expõe suas estacas racistas. 

As histórias feitas pelos nossos compatriotas e contemporâneos têm perdido cada vez mais espaço nas grandes redes de cinema, em detrimento dos blockbusters internacionais. Mais que a retomada das atividades presenciais e a exaltação do esforço que foi manter o setor cultural durante a pandemia, a Mostra de Tiradentes SP também nos convida de volta para as produções nacionais.

Foto: Leo Lara/Universo Produção
Foto: Leo Lara/Universo Produção 


 

A primeira edição do festival preenche o Allianz Parque e junta público diversificado com bandas de rock de diferentes gerações.
por
Luana Barros Galeno
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15/11/2022 - 12h
Banda Fresno abre GP Week
Banda Fresno abre GP Week

Neste sábado (12), ocorreu a primeira edição do festival de música GP WEEK, na cidade de São Paulo. Com shows de Fresno, The Band Camino, Hot Chip, Twenty One Pilots e The Killers.
Em referência ao ‘Grande Prêmio’ de Fórmula 1, o evento trouxe bandas que caminham entre sub estilos do rock e atraíram públicos de todas as idades. Com performance eletrizante de Twenty One Pilots e The Killers, a GP Week conquista espaço no grande calendário de festivais da cidade.

Fresno, a única banda brasileira a participar, abriu a sequências de shows às 14 horas e trouxe aos palcos o emo, juntando clássicos com novidades para conquistar a plateia que timidamente começava a preencher o Allianz Parque. Lucas Silveira, vocalista, finalizou a participação do grupo questionando o fato de ser apenas uma banda com canções em português, mas instigou os ouvintes a valorizarem o som nacional com uma versão de Eva, originalmente da Banda Eva, que foi cantada por todos ali presente. 

The Band Camino canta pela primeira vez em solo brasileiro.
The Band Camino canta pela primeira vez em solo brasileiro.

As homenagens ao Brasil não acabaram por aí, pois The Band Camino não poupou palavras para descrever a emoção de, pela primeira vez, tocarem no Brasil - e na América Latina. Pela formação recente, a presença de um público significativo em outro território pareceu surpreender os musicistas, pois não deixavam de agradecer recorrentemente a presença de todos. Aproveitando a oportunidade, convidaram ao palco Mateus Asato, guitarrista brasileiro, famoso internacionalmente por ter tocado com Bruno Mars e Jessie J. Vestidos com a camisa do Palmeiras, a banda encerrou sua participação com uma energia contagiosa. 

A banda The Hot Chip, criou um clima ainda mais animado para as bandas mais esperadas da noite, Twenty One Pilots e The Killers. O primeiro transformou o estádio às 19:00, o uníssono dos ouvintes era eletrizante e a entrega do duo incomparável. Com momentos surpreendentes, como a escalada da torre de apoio pelo Tyler Joseph e a bateria em cima da plateia por Josh Dun, a banda cria mais um show inesquecível em solo brasileiro. A interação com o público foi fundamental para que pudessem ser considerados os protagonistas da festa, sendo ovacionados ao finalizarem com “Heathens”.

O atestado da união de gerações ficou ainda mais claro com o show de The Killers, que encerraram a noite. O Allianz, que à tarde encontrava um público mais jovem, encarava durante o show espectadores maduros, mas com a vitalidade de Brandon Flowers, vocalista da banda. Com as letras na ponta da língua, os 50 mil presentes, entregaram todos os hits da banda de forma excepcional, demonstrando que a pergunta de Brandon “vocês esqueceram da gente?” era apenas ironia. Porém, um destes fãs foi convidado ao palco para tocar “For Reasons Unknown” e o fez perfeitamente em meio a aplausos e gritos. A GP Week conquista através das atrações e do público, o espaço necessário para se consagrar como mais um festival paulista no calendário nacional. 

Twenty One Pilots ganha protagonismo no festival
Twenty One Pilots ganha protagonismo no festival