O maior festival gastronômico da América Latina transforma o parque em um espaço de encontros e culinária.
por
Thomas P. Fernandez
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31/05/2026 - 12h

O Parque Villa-Lobos recebeu no último final de semana do mês de maio, a 10ª edição do maior festival gastronômico da América Latina, o “Taste São Paulo”. Reunindo restaurantes, chefs, marcas e visitantes, o espaço se transformou em um grande retrato da cultura gastronômica paulistana.

O evento também mostrou como é a relação de São Paulo com o mundo da gastronomia. Muito mais do que pratos, o público circula pelo evento conhecendo e fazendo descobertas no ambiente de comidas e culturas diversas.

De acordo com Gustavo Oliveira, diretor de operações da empresa responsável pelo evento, a edição de 2026 tem registrado uma recepção positiva do público, com destaque para a Copa Taste, competição inédita em que os visitantes votam nos pratos do festiva, e para as aulas conduzidas por chefs renomados. 

Para Alex Zanela, produtor da Voe e um dos responsáveis pela produção do espaço da Baden-Baden no Taste São Paulo, o festival está sendo gratificante apesar dos desafios. Alex também destacou a diversidade gastronômica presente no festival, a visibilidade dos espaços diversos e o aspecto familiar do evento, que reúne diferentes públicos em um ambiente aberto e pet-friendly.

 

Cartazes temáticos para o Taste São Paulo 2026.
Cartazes temáticos para o Taste São Paulo 2026. Foto: Thomas Fernandez
Painel com o nome do evento para os visitantes tirarem fotos
Painel com o nome do evento para os visitantes tirarem fotos. Foto: Thomas Fernandez
Uma das áreas de descanso para os visitantes comerem sentados e descansarem.
Uma das áreas de descanso para os visitantes comerem sentados e descansarem. Foto: Thomas Fernandez
Preparo de churrasco no estande da ÉCORDEIRO.
Preparo de churrasco no estande da ÉCORDEIRO. Foto: Thomas Fernandez
Palco principal do festival.
Palco principal do festival. Foto: Thomas Fernandez
Preparo de drinks especiais no estande da Schweppes.
Preparo de drinks especiais no estande da Schweppes. Foto: Thomas Fernandez
Estande da sorveteria Granado.
Estande da sorveteria Granado. Foto: Thomas Fernandez
Estande da Barilla, multinacional de culinária italiana.
Estande da Barilla, multinacional de culinária italiana. - Foto: Thomas Fernandez
Aula aberta de culinária italiana no estande da Barilla.
Aula aberta de culinária italiana no estande da Barilla. Foto: Thomas Fernandez
O preparo inicial de um frozen yogurt no estande Yogoberry.
O preparo inicial de um frozen yogurt no estande Yogoberry. Foto: Thomas Fernandez
O toque final de granulado de um frozen Yogurt
O toque final de granulado de um frozen Yogurt - Foto: Thomas Fernandez
Food truck da McCain, a maior fabricante de batata frita pré-frita e congelada.
Food truck da McCain, a maior fabricante de batata frita pré-frita e congelada. Foto: Thomas Fernandez
O preparo da cerveja no estande da Baden-Baden.
O preparo da cerveja no estande da Baden-Baden. Foto: Thomas Fernandez
Fontes de chocolate ao leite, branco e escuro no estande da Chocoshow.
Fontes de chocolate ao leite, branco e escuro no estande da Chocoshow. Foto: Thomas Fernandez
Entrada do estande da Aperol, famosa marca de drink italiano.
Entrada do estande da Aperol, famosa marca de drink italiano. Foto: Thomas Fernandez
Preparação de churrasco coreano do restaurante Bicol.
Preparação de churrasco coreano do restaurante Bicol. Foto: Thomas Pereira Fernandez
Atendente servindo prato clássico coreano do Bicol.
Atendente servindo prato clássico coreano do Bicol. Foto: Thomas Fernandez
Aula sobre como preparar um lombo suíno com o Chef Luiz Horta no estande do Aurora Premium.
Aula sobre como preparar um lombo suíno com o Chef Luiz Horta no estande do Aurora Premium. Foto: Thomas Fernandez
Chef Luiz Horta demonstrando o ponto da carne no preparo de um lombo suíno, no estande da Aurora Premium .
Chef Luiz Horta demonstrando o ponto da carne no preparo de um lombo suíno, no estande da Aurora Premium . Foto: Thomas Fernandez
Aula de degustação de cervejas no estande da Baden-Baden.
Aula de degustação de cervejas no estande da Baden-Baden. Foto: Thomas Fernandez

 

A feira reuniu o público para acompanhar as novidades do mundo dos games.
por
Thomas P. Fernandez
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27/05/2026 - 12h

Entre os dias 29 de abril e 3 de maio, São Paulo recebeu a Gamescom LATAM, uma das maiores feiras de jogos da América Latina. Realizado no Distrito Anhembi, o evento reuniu milhares de fãs, criadores de conteúdo, desenvolvedores e profissionais da indústria em uma das maiores celebrações do setor já realizadas no Brasil. 

Durante os cinco dias de evento, o público teve acesso à diversas atividades nos estandes dos desenvolvedores, como testes de jogos inéditos, painéis com convidados internacionais e nacionais, sorteios, competições ao vivo.

A S-Game, desenvolvedora de jogos digitais, reuniu o público para o “Phantom Blade Zero”, um dos jogos mais aguardados do ano, o público aguarda o lançamento do jogo desde o seu anúncio em 2023, com gráficos polidos e jogabilidade polida. Além do jogo, a apresentação de dança do leão chinês, com performers circulando pelo estande e interagindo com o público, criou um momento visual marcante e reforçou a identidade cultural do jogo

A Nintendo também marcou presença com seu tradicional apelo ao público, com estações com demos dos seus jogos principais no Nintendo Switch 2, como Donkey Kong Bananza, Mario Kart World, Pokémon Pokopia, Mario Tennis Fever entre outros.

A NVIDIA apresentou tecnologias e soluções gráficas, destacando o avanço técnico da indústria. Com foco em experiências gráficas com alto desempenho, destacando tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e a capacidade gráfica da série RTX de placa de vídeo. 

Mais do que uma feira de entretenimento, a Gamescom LATAM se tornou um espaço de troca cultural, tecnologia e criatividade, aproximando jogadores, criadores de conteúdo e profissionais da indústria.

Gabinete de videogame retrô aberto ao público
Gabinete de videogame retrô aberto ao público - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Estande da Seara na Gamescom
Estande da Seara na Gamescom - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Entrada do estande do Phantom Blade Zero
Entrada do estande do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero
Réplica da espada do jogo Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Público jogando a demo do Phantom Blade Zero
Público jogando a demo do Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero
Réplica do dragão leão no estande de Phantom Blade Zero - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo
Público jogando Just Dance 2026 no estande da Nintendo - Foto: Thomas Fernandez/Agemt
 Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia
Estátua do Mefisto do jogo Diablo IV no estande da Nvidia - Foto: Thomas Fernandez/Agemt

 

Nova loja de Trading Card Games reúne jogadores e fortalece comunidade geek paulistana
por
Thomas Fernandez
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13/05/2026 - 12h

Prestes a completar um ano de funcionamento, a Akagami se consolidou como uma das novas lojas para praticantes de jogos de cartas colecionáveis (TCG) na região da Avenida Paulista, em São Paulo. A chegada de um espaço acolhedor, aberto e tranquilo aparece em um cenário de oferta limitada de locais dedicados exclusivamente a esse tipo de jogo.

A Akagami surgiu da vontade de quatro amigos, Mayumi Akamine, Natan Lima, Kevin Higutsi e Alexandre Abraão de construir um projeto voltado à sua paixão, os cards games. Inicialmente, a loja seria somente online, mas com a insistência de Kevin e Alexandre, a loja abriu como box na Galeria Imperial localizada na Liberdade. Após o aumento do aluguel na região, a equipe transferiu a loja para rua Antônio Carlos a região próxima à Paulista e, com o novo espaço, passou a atender de uma forma diferente, oferecendo mais estrutura para os clientes e fortalecendo a proposta de comunidade em torno do card game. A experiência dos sócios como clientes e funcionários de outras lojas influenciou a proposta da Akagami, que buscava criar um ambiente diferente dos modelos tradicionais. 

A inauguração de novas lojas TCG’s costuma mobilizar a comunidade nerd, especialmente em São Paulo, onde o mercado reúne diferentes públicos e modalidades de jogos. Além de fatores como estrutura, torneios e localização, a criação de vínculos entre os clientes influencia na recepção desses espaços. A sócia Mayumi Akamine contou uma das histórias mais marcantes que teve na loja; “Dominique, é um adolescente que veio para aprender a jogar Pokémon, ele era muito tímido, não falava com ninguém. Agora, ele está aqui em toda liga semanal. Ele tem amigos na loja, comprimenta todo mundo”.

Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos.
 Entrada da Akagami, com o seu balcão e mesas para jogos. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami
 Mural de fotos de clientes, funcionários e momentos preciosos da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Pasta de cartas para folhear.
Pasta de cartas para folhear. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas.
Funcionários da Akagami abrindo pacote de cartas. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores.
Partida de Magic: The Gathering entre jogadores. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami.
Jogador pensando em qual carta jogar na partida de Magic: The Gathering na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami.
Parede estilizada com cartas decorando o salão interno da Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT
 Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami.
Sorteio de brindes durante torneio de Pokémon na Akagami. Foto: Thomas Fernandez/AGEMT

Mais do que um ponto de venda, a Akagami vem se consolidando como um pilar para a comunidade. Entre partidas, trocas de cartas e conversas que se estendem para além dos jogos, o que se constrói na Akagami não cabe somente nas prateleiras. Em uma região onde antes faltava espaço para jogar, agora sobram histórias.

Uma visita ao patrimônio do cinema brasileiro
por |
25/06/2024 - 12h

Uma reportagem sobre a Cinemateca Brasileira, casa do cinema nacional:

 

Link Youtube: https://youtu.be/MgdYaThH9PY

Exposição do IMS Paulista mostra os trabalhos de Jorge Bodansky de 1964 até 1985
por
Vinícius Evangelista
Maria Júlia
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25/06/2024 - 12h

O Instituto Moreira Salles (IMS) Paulista apresenta, até o dia 28 de julho de 2024, uma exposição gratuita que revisita a obra do cineasta e fotógrafo Jorge Bodanzky. Localizada na Avenida Paulista, 2424, a mostra oferece uma retrospectiva das produções de Bodanzky durante a ditadura militar brasileira, incluindo filmes como "Iracema" e "Os Mucker", além de fotografias e experimentações com super-8. Com entrada franca e aberta de terça a domingo, das 10h às 20h, a exposição convida o público a explorar um período crucial da história do Brasil através de um olhar crítico e inovador.

 

Três homens acusam animal local de roubar suas propriedades
por
Artur dos Santos
Lucas Allabi
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21/11/2023 - 12h

Os cidadãos de uma vila estadunidense vivem, há uma semana, em estado de sítio. Os três fazendeiros mais ricos da cidade, Boggis, Bunce e Bean, arregimentaram diversos capangas que aterrorizam as ruas e estabelecimentos do pacato local à procura de uma raposa que eles acusam de roubo.

O primeiro a denunciar o suposto roubo foi Boggis, dono da maior avícola da região. De acordo com ele, o Sr.Raposo, com ajuda de um gambá, roubou cerca de dez galinhas suas para revendê-las aos animais da cidade.

Exasperado pelo sucesso do seu crime, o acusado roubou na mesma semana, e com ajuda do mesmo parceiro, um número desconhecido de gansos do criadouro de Bunce.

Em seguida, os criminosos, que aliciaram Kristofferson, sobrinho do Sr.Raposo e menor de idade, invadiram o armazém da cidra fabricada por Bean. Após nocautear o segurança do local, o Rato, eles fugiram com uma garrafa cada um.

Fontes anônimas revelaram que o Sr.Raposo, ex-escritor da coluna Raposa pela Cidade da Gazeta local, estava insatisfeito com sua situação financeira há algumas semanas e por isso decidiu cometer os roubos.

Os três fazendeiros, depois de perceberem o que tinha ocorrido, fizeram uma reunião na qual decidiram matar a raposa. Eles descobriram onde ele morava e montaram uma tocaia durante a noite em volta da sua casa para pegá-lo.

Os animais, reunidos na casa do Raposo, perceberam a emboscada e se esconderam na hora em que Boggis, Bunce e Bean abriram fogo contra eles. Os fazendeiros, em seguida, decidiram remover a árvore onde eles moravam. 

O Gambá, o Sr.Raposo e sua família, então, cavaram o chão debaixo da sua casa removida e construíram vários túneis subterrâneos. Os fazendeiros, obstinados em pegar quem lhes passou a perna, contrataram operários e máquinas de construção para escavar o local. 

Como não acharam os criminosos, Bunce ordenou que os seus empregados se armassem e montassem vigias e barricadas em toda a cidade para pegar os ladrões.

Já fazem alguns dias que a vila vive na espera pelo aparecimento do Sr.Raposo, e seus cidadãos parecem mais reféns dos fazendeiros que dos animais fugidos.

A polícia local não fez nada até agora e Boggis, Bunce e Bean não esboçam nenhuma vontade de desistir do plano de exterminar todos os animais relacionados com o roubo de suas propriedades.

Como não sabemos o paradeiro do Sr.Raposo, não conseguimos seu depoimento para essa reportagem.

 

Descubra a resposta desse questionamento, conhecendo um pouco mais desses dois times lendários da seleção brasileira.
por
Antônio Valle
Christian Policeno
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16/11/2023 - 12h

Brasil: 1982

A Seleção Brasileira de 1982, também conhecida como "Seleção de Ouro", ficou marcada por seu futebol ofensivo e vistoso. Apesar de ter encantado o mundo, o Brasil foi eliminado na 2° fase da Copa do Mundo para a pragmática Itália, de Zoff e Paolo Rossi, em um dos maiores jogos da história das Copas do Mundo.

A história desse jogo é recheada de bons enredos. Para a Seleção Brasileira, essa história começa a ser contada em 1979, quando Telê Santana assume o cargo de técnico, e, junto à CBF implementa o que é conhecido como "seleção permanente", isso é, os jogadores passaram a se reunir com mais frequência. Então, para o trabalho realizado em campo, não era mais só momento e a continuidade passou a ser chave.

A Seleção deu show e encantou o mundo em suas expedições internacionais, em preparação à Copa. Em 1981, a "Canarinho" bateu a Inglaterra em Wembley, pela primeira vez, assim como fez com a França no Parque dos Príncipes, e derrotou a Alemanha de virada. É muito devido a essa excursão que, ainda hoje, se discute o "time perfeito" e o que aconteceu na "Tragédia de Sarriá".

Entre o time de 1981, e o da estreia da Copa de 1982, o Brasil tinha apenas 2 modificações. Leandro, lateral-direito, entrou no lugar de Edevaldo, e Serginho Chulapa assumiu a 9 da seleção. Inclusive, achar o centroavante perfeito foi a maior dificuldade de Telê Santana, que testou alguns nomes, como: Roberto Dinamite e César, do Vasco, Nunes, do Flamengo, Roberto, do Sport, Baltazar, do Grêmio, e Reinaldo, do Atlético-MG. Telê escolheu Careca, do Guarani, mas o atacante se lesionou na fase final da preparação para o Mundial, e, então a vaga abriu novamente.

Na estreia da Copa do Mundo, contra a União Soviética, o Brasil entrou com Dirceu, no lugar de Paolo Isidoro. O time não funcionou, foi para o intervalo perdendo de 1x0. Com a volta de Isidoro o time melhorou e buscou a virada. Ainda não foi o suficiente para que ele se mantivesse no time titular. Na segunda partida, Telê achou seu quadrado de meio campo ideal: Cerezo, que havia voltado de suspensão, Falcão, primeiro jogador a atuar fora do país a disputar a Copa do Mundo pelo Brasil, Sócrates e Zico. O que chamava a atenção era a ausência de um ponta-direita.

O meio de campo era encantador: trocava passes e rodava a bola perfeitamente. Mas, às vezes, faltava velocidade. Zico e Sócrates revezavam quem caia pela direita, mas nem sempre conseguiam. Com as subidas de Leandro, e a falta de um ponta, criava-se espaços não compensados pelos zagueiros brasileiros.

A Itália reconheceu os erros brasileiros. E, foi subindo pela esquerda, que Cabrini achou o cruzamento perfeito para Paolo Rossi abrir o placar aos 5 minutos de jogo. Além disso, o a marcação individual italiana limitou o poder de criação dos meias brasileiros.

Ainda assim, o Brasil buscou o empate com Sócrates aos 12". Mas Rossi, em noite mágica ampliou, aos 25 minutos. O jogo foi para o intervalo com 2x1 no placar. No começo do segundo tempo, Falcão empatou, mas logo em seguida Rossi fez o terceiro e acabou com a alegria brasileira.

A Seleção Italiana era talentosa e perfeitamente ajustada defensivamente. Além disso, buscava vingança. Além da goleada, por 4x1, na Copa de 1970, o Brasil bateu a "Azzura" em 1978, na disputa pelo terceiro lugar. E, conseguiu.

"Enzo" Bearzot, técnico italiano de 1982, foi muito criticado ao convocar Paolo Rossi para a Copa, mas sua escolha rendeu uma das melhores revira voltas do futebol. O centroavante da Juventus, voltou da Espanha, com, além do troféu de campeão, o prêmio de melhor jogador e a artilharia do campeonato.

Mas, o que muitos não sabem, é que Rossi foi punido por 2 anos após envolvimento com apostas e manipulação de resultados, no esquema Totonero. Antes do Mundial, ele havia disputado apenas três partidas oficiais.

Para se ver como funciona o esporte. A Itália enfrentava um péssimo momento e seu futebol não convencia. A "Azzura" contou, justamente, com o criticado Paolo Rossi, para ganhar de uma das melhores seleções brasileiras de todos os tempos. O camisa 20 fez três gols, na vitória por 3x2, após um começo de campeonato medíocre do atacante.

 

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Seleção Brasileira de 1982. Reprodução: Esquemas táticos.

Brasil 1994:

Falando agora sobre a seleção tetracampeã do mundo, será possível observar se um futebol “feio”, também é capaz de trazer resultados. Ou melhor do que bons resultados, TÍTULO!

A seleção brasileira de 1994 era comandada por Carlos Alberto Parreira, mas antes disto, o técnico da seleção era Zagallo, uma lenda na seleção. Porém, como nem tudo são flores, Zagallo acabou sendo um “problema”, para o melhor jogador da “canarinho” de 1994. Isto, por que, o Baixinho não possuía uma boa relação com o treinador, e afirmou na época que não gostaria de ser convocado para a seleção brasileira caso ficasse no banco de reservas.

Com a chegada de Parreira, o baixinho foi bancado pelo treinador, e não decepcionou. Nas eliminatórias, Romário realizou um campeonato muito bom, e na copa do mundo de 1994, não foi diferente. O baixinho foi o artilheiro da seleção com cinco gols marcados, se firmando como um dos maiores centroavantes da história do futebol, e da “amarelinha”.

Falando um pouco sobre a Copa do Mundo, o Brasil chegou na competição com o pé direito, ganhando da Rússia pelo placar de 2X0, com gols de Romário e Raí, no segundo jogo, vitória sobre Camarões, com gols do “Baixinho”, Márcio Santos e Bebeto, e finalizando a fase de grupos, o Brasil tropeçou com a seleção da Suécia, empatando o jogo em 1X1.

Já no mata-mata, o osso começou a roer, e o Brasil ganhou da seleção norte americana por 1X0, em jogo difícil, com gol de Bebeto. Nas quartas de final, um jogo épico, o Brasil ganhou da ótima seleção da Holanda, por 3X2, em um jogo muito parelho, os gols foram marcados por Romário, Bebeto e Branco. Na semifinal, o Brasil enfrentou novamente a seleção da Suécia, e ganhou o jogo com placar mínimo de 1X0, com gol de Romário aos 35 minutos do 2 tempo.

No ultimo e mais decisivo jogo da competição, dois fatores extremamente relevantes estavam em cena, além é claro, de uma final de Copa do Mundo. Menos de dois meses antes da final competição, o maior ídolo do país na época, Ayrton Senna, morreu em um acidente de carro, durante uma corrida da Formula 1, deixando o país inteiro em lagrimas, outra questão, é que o Brasil passara pelo seu maior jejum de títulos de Copa do Mundo na história, sendo 24 anos sem levantar o troféu. Tudo isto trazia uma sensação de ainda mais apreensão, sobre o possível título da seleção.

O jogo foi extremamente nervoso, e terminou no placar de 0X0, levando a disputa para os pênaltis. Nos chutes ao gol, o Brasil sagrou-se campeão, pelo placar de 3X2, com o último pênalti isolado, pelo então melhor jogador do mundo na época, Roberto Baggio.

Jogar de maneira não tão vistosa, mas levantando o caneco, é sem dúvida mais prazeroso que o contrário.

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Seleção Brasileira de 1994. Reprodução: "é pênalti".

 

Best-seller de Carla Madeira tornou-se um dos livros de ficção mais vendidos do país
por
Bruna Quirino Alves
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14/11/2023 - 12h

“Tudo é rio” é o romance de estreia de Carla Madeira. Publicado pela editora Record, está na seleta lista dos livros brasileiros de ficção mais vendidos. Em 2021 e 2022, a obra vem dividindo com Torto Arado, de Itamar Vieira Junior (o mais vendido da categoria no Brasil), a atenção de leitores e críticos. Também pela Record, a autora lançou Véspera (2021), o terceiro e inédito romance, e relançou A Natureza da Mordida (2022), o segundo, que havia sido publicado em 2018.

Tudo é rio de Carla Madeira é um livro sobre transbordamento, como a própria autora define. O processo de leitura te leva em uma montanha-russa onde o amor, o ódio e o perdão se misturam em um rio de sentimentos, os quais não se pode controlar.

A história traz três personagens principais: Lucy, prostituta da cidade, e o casal Dalva e Venâncio. Eles, até então muito apaixonados, tiveram o casamento marcado por uma tragédia, que mudou completamente a dinâmica entre eles, a partir desse momento Lucy atravessa a história dos dois e é atravessada por eles com a mesma intensidade.

Carla Madeira constrói camadas sem uma régua moral e seus personagens apresentam complexidade e profundidade, enquanto fogem de maniqueísmos. Ao longo do livro, o leitor se vê em uma posição de confusão constante e a autora provoca essa sensação intencionalmente, e com excelência.

Inventivo na forma, o romance organiza-se por capítulos que desobedecem a ordem cronológica e vão e voltam, tal como uma série televisiva em que a câmera muda a cada cena. O tema do amor e da tragédia não tem nada de original, mas o grande trunfo de Carla Madeira é a forma pela qual sua linguagem poética, suave, nos conta essa história.

A obra é questionadora e provocante em uma essência, mas o principal questionamento gira em torno do perdão: Como perdoar o imperdoável e lidar com o amor que permanece?

Carla não se atém à superficialidade ao narrar detalhadamente o quão excruciante é a dor que Dalva, a personagem principal, vivencia em sua jornada pelo luto, até o perdão. A escolha de repetir certas cenas durante a narrativa é proposital e enfatiza como a dor pode ser paralisante, se manter em um ciclo destrutivo parece ser a única escolha.

A violência doméstica é retratada a partir de uma perspectiva diferente. A autora se afasta do julgamento e demonstra empatia com as mulheres que não conseguem sair desse tipo de situação, o que pode ser visto no seguinte trecho da obra:

“Dalva poderia tantas coisas se pudesse. Mas só pôde o que fez. Quem vê de fora faz arranjos melhores, mas é dentro, bem no lugar que a gente não vê, que o não dar conta ocupa tudo.”

Após receber críticas por “romantizar” a agressão, a autora afirma que o intuito nunca foi esse. Ela explora a sua própria curiosidade que permeia as motivações que levam uma mulher violentada à escolher ficar.

Tudo é rio é uma investigação sobre a água, ou seja, sobre tudo aquilo que é tão potente que não se pode limitar à qualquer coisa além de seguir o próprio fluxo. O amor, o ódio, a raiva, são sentimentos que, quando represados, tensionam o sujeito que sente e acabam transbordando. Aqui temos uma obra que permanece ressonando no leitor, mas não em sua mente racional, mas nesse intangível lugar onde mora aquilo que não conseguimos traduzir em palavras, só sentir.

Além de impactos sociais e humanitários, a ditadura de Pinochet moldou profundamente a economia chilena.
por
Barbara
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10/11/2023 - 12h

A instauração da ditadura militar no Chile por meio de um golpe de Estado em setembro de 1973 constituiu um capítulo sombrio na história. Com a destituição do governo de Salvador Allende, Augusto Pinochet assumiu o comando do país, inaugurando um período caracterizado pela repressão política e violações aos direitos humanos que perdurou até 1990. 

Augusto Pinochet

Além de impactos sociais e humanitários, a ditadura de Pinochet moldou profundamente a economia chilena. O país adotou políticas neoliberais como reformas que visavam reduzir o papel do Estado na economia, privatização de empresas estatais e abertura do mercado para investidores estrangeiros. Essa transição para o neoliberalismo teve implicações devastadoras na estrutura socioeconômica do Chile que podem ser observadas na história recente. Essa razão econômica, política e social foi implementada pelos “Chicago Boys”, economistas que tiveram passagem pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, escola que distribuía e distribui a ideologia para governos mundo afora.  

protestos no chile

As consequências brutais da instituição desse modelo, que continuou após a redemocratização no país, sob o pretexto de uma suposta ciência, contribuíram fortemente para o surgimento de protestos intensos que tinham como objetivo a elaboração de uma nova constituição, em 2019. O debate e a tramitação de uma nova constituição seguem no país, enquanto a constituição de de Pinochet persiste.

https://vm.tiktok.com/ZMj3pnkGE/

Os sistemas de educação, saúde e previdência, representam as violências dessa estrutura política e econômica sobre a população, que luta para seu fim e construção de uma nova constituição com direitos sociais universais.

 

Ausência de medidas governamentais levam ao aumento de casos de preconceito no país
por
Gabrielly Mendes
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13/11/2023 - 12h

Com a ascensão da extrema direita em Portugal imigrantes brasileiros têm percebido o aumento dos casos de xenofobia no país, estimulados por discursos nacionalistas de partidos de extrema-direita. Aluguéis caros e salários baixos também são dificuldades enfrentadas por quem busca se estabelecer em terras lusas. 

Atualmente, o Chega! é o partido de extrema-direita que mais conquista espaço na política portuguesa. A sigla fundada em 2019 possui pautas conservadoras e nacionalistas que são difundidas, principalmente, por André Ventura, atual presidente da legenda. Através de discursos xenófobos e anti-imigratórios, o deputado da Assembleia da República adota a mesma estratégia populista que elegeu à presidência Donald Trump, nos EUA, e Jair Bolsonaro, no Brasil. 

Em entrevista à Rádio Renascença, em maio de 2019, André Ventura disse que a Europa deve ser solidária, mas ao mesmo tempo manter o controle de suas fronteiras para que não se torne um espaço completamente aberto. “Para vir viver dos nossos impostos já temos cá muitos, não precisamos de mais”, opina. 

As declarações do líder do Chega! influenciam parte da população portuguesa. Dados de um levantamento realizado pelo Instituto Intercampus, que foram divulgados pelo jornal Correio Braziliense, mostram impressionante crescimento do partido -– que já é a terceira força da Assembleia da República, com uma bancada de 12 deputados.

O estudo aponta que as intenções de votos no partido de ultradireita saltou de 7,2%, há um ano, para 13,5%, ou seja, quase dobrou. Esse aumento confirma que o discurso inflamado do deputado André Ventura, presidente do Chega, está ecoando entre os portugueses, o que pode refletir no aumento da xenofobia contra imigrantes. 

Henrique de Barros (33), formado em cinema, decidiu sair do Brasil há um ano em busca de emprego. Ele conta que ao chegar em Portugal sofreu com violências verbais e generalizações depreciativas por ser brasieliro. "Já lidei com micro agressões como olhares feios e falas ríspidas; pessoas me chamando de pobre, oportunista e sem cultura. Além disso, pressupunham que eu era burro ou vivia em condições muito ruins no Brasil", conta. 

Barros trabalha como editor de vídeo, um emprego que se adequa à sua área de formação. Entretanto, ressalta que seu caso é uma exceção entre os imigrantes e os próprios portugueses, já que o país luso oferece poucas oportunidades para pessoas especializadas. “Quanto mais formação se tem, menos vale a pena porque a compensação não sobe igual.”. Ou seja, mesmo com um diploma o salário das pessoas continua limitado, o que as impede de arcar com o alto custo de vida no país. 

A disparada nos preços dos aluguéis ampliou as dificuldades dos imigrantes. Nos últimos anos, vários empresários compraram casas em cidades portuguesas para as transformarem em hospedagens e Airbnbs, o que tem feito os valores da especulação imobiliária dispararem. Segundo dados do EuroStat, os preços das casas aumentaram 46,9% nos países da União Europeia de 2010 até o 4° trimestre de 2022. A inflação acumulada ficou em 29,6% no mesmo período.  

Em um cenário de alta procura, os locatários portugueses não escondem sua xenofobia ao alugarem quartos ou apartamentos para imigrantes. “Já vi muitos depoimentos em grupos dizendo que não alugam boas casas para brasileiros ou, quando percebem que são imigrantes, dizem que as residências não estão mais disponíveis.”, relata Henrique de Barros.

Lis Barreto, que viveu dois anos e meio em Portugal, confirma a denúncia de Henrique. A pesquisadora de 32 anos, que foi ao país com o intuito de fazer uma extensão universitária, encontrou algumas dificuldades. Ela conta que devido aos altos preços de locação precisou compartilhar um apartamento com mais duas pessoas, a fim de dividir custos. Ela ainda destaca que o lugar onde morou era alugado informalmente, pois o proprietário era uma das poucas pessoas que alugava para brasileiros. 

Além de problemas relacionados à moradia, Lis Barreto relata episódios de xenofobia e machismo que sofreu no país. Apesar de não ter enfrentado agressões explícitas, as notava em algumas atitudes, como na diferença da abordagem reservada às mulheres brasileiras e às portuguesas durante uma paquera. “O machismo do português se manifesta de um jeito diferente do que o machismo do brasileiro. Fica na sutileza às vezes, mas você consegue perceber a diferença se comparar o tratamento que eles vão dar para outras mulheres. Não vão chegar da mesma forma.”. 

A pesquisadora também se recorda de sofrer generalizações, a exemplo das vezes em que se surpreenderam quando ela disse que estava fazendo doutorado no país; ou quando pressupunham que estava em Portugal com o intuito de encontrar um marido para ganhar cidadania. 

Henrique de Barros percebe a omissão do governo português diante dos casos de xenofobia, e diz que é raro ver algo sendo feito para evitar essas situações. "Sempre caminha para algo genérico no sentido de 'Vamos todos se respeitar', mas tem poucas ações públicas que eu vejo para integração positiva das culturas.", desabafa.

Infográfico de xenofobia contra estrangeiros em Portugal. Fonte: Poder 360

Além dos casos implícitos e presentes no cotidiano de diversos imigrantes, a ausência de ações concretas resulta em casos extremos. O engenheiro civil Saulo Jucá (51) foi agredido com socos e chutes dentro de uma cafeteria na cidade de Braga, Portugal, no dia 10 de junho deste ano. A data é considerada feriado nacional em que se comemora o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Embriagado, o agressor perguntou a nacionalidade do engenheiro, que foi agredido quando confirmou ser brasileiro. Nenhuma autoridade ou instituição oficial portuguesa comentou o assunto. 

 

O atual governo brasileiro já manifestou preocupação com o tema. Anielle Franco, ministra da Promoção da Igualdade Racial, anunciou que o Poder Executivo pretende reforçar a rede de enfrentamento ao racismo e à xenofobia cometidos contra brasileiros que vivem em Portugal em abril deste ano. Essa rede terá o apoio do consulado brasileiro naquele país. 

Um mês antes, Portugal havia anunciado a criação do Observatório do Racismo e Xenofobia. O projeto une o governo e universidades e tem o objetivo de fornecer conhecimento sobre o tema para auxiliar ações governamentais e entidades  no combate à crescente intolerância. 

Henrique Barros considera o período atual péssimo para brasileiros se mudarem para Portugal, mas entende que é importante conversar com outros imigrantes antes da decisão final. "Meu conselho é entender bem suas prioridades e falar com pessoas que amaram e odiaram a experiência para entender os porquês”, finaliza.