Roupas que atravessam gerações, peças garimpadas em brechós e uma indústria que produz em ritmo acelerado mostram que repensar a moda passa pela relação com aquilo que já existe
por
Sophia Coccetrone
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28/09/2026 - 12h

Por Sophia Coccetrone

 

Todos os dias, Sibelle Oliveira leva cerca de uma hora e meia para chegar ao seu brechó, na República, região central de São Paulo. Moradora do Jardim Peri, na zona norte da cidade, ela costuma fazer o trajeto de ônibus para economizar. No caminho, carrega sacolas e malas cheias de roupas que serão garimpadas, higienizadas, avaliadas e colocadas à venda no seu brechó. Aos 29 anos, divide a rotina entre o brechó, o trabalho como esteticista e possui sua carga de ensino técnico de Marketing. O negócio começou de outra maneira. No Brechó Vertical, prédio localizado na República que reúne diferentes brechós, ela inicialmente tentou desenvolver um espaço voltado à estética. Porém, a ideia não se sustentou sozinha. Foi então que decidiu transformar também sua relação com as roupas em trabalho e criou o Brecholezeiras.

Desde então, boa parte das tarefas fica por sua conta. É ela quem procura as peças, seleciona, higieniza, organiza, pensa na apresentação e atende as clientes. O trabalho acontece entre deslocamentos, estudos e outras atividades profissionais. Afirma que é um trabalho muito louco, e é para quem tem disposição.

Para chegar até ali, Sibelle precisa carregar fisicamente o próprio negócio em meio ao transporte público da cidade de São Paulo. “É assim que eu sigo lutando na correria para sustentar meu próprio negócio”.

A história de Sibelle revela uma das faces menos visíveis do consumo de segunda mão. Antes de uma peça chegar ao cabide de um brechó, existe uma série de escolhas, deslocamentos e trabalhos. E, depois que ela é vendida, sua história continua por mais algum tempo, agora no guarda-roupa de outra pessoa.

 

Brechós em São Paulo: veja 14 lojas para garimpar em SP - 04/10/2025 -  Passeios - Guia Folha

Corredor do Brechó Vertical - Imagem: Folha/UOL

 

Para Sibelle, vender roupas usadas não representa apenas uma alternativa de consumo. É também uma forma de trabalho e de construir uma identidade. A maior parte de suas clientes são mulheres próximas de sua idade, entre 20 e 30 anos, que procuram peças diferentes e, muitas vezes, encontram no brechó uma possibilidade de comprar produtos que seriam mais caros novos ou buscar mais alternativas para seu estilo pessoal. Ela afirma que geralmente quem consome muito de brechó, só vive de brechó.

A relação de Sibelle com as roupas também mudou a maneira como ela se veste. Ao passar boa parte dos dias procurando peças e pensando em quem poderia usar, ela começou a entender o garimpo não apenas como uma tarefa comercial, mas como uma forma de descobrir estilos e observar as diferentes maneiras pelas quais as pessoas constroem sua identidade.

Há também uma questão econômica. Para ela, comprar de segunda mão pode significar encontrar produtos de marcas conhecidas por valores mais acessíveis, além de peças antigas ou que já não são produzidas. Mas a escolha também está relacionada ao destino das roupas. Quando uma peça usada encontra uma nova dona, ela deixa de ser apenas algo que poderia ocupar espaço em um armário ou ser descartado. Passa a circular novamente. É uma lógica semelhante à da economia circular, em que produtos permanecem em uso por mais tempo antes de serem transformados em resíduos.

O professor Urbano Nobre, da PUC-SP, observa esse processo a partir da própria duração dos produtos. Para ele, uma das formas mais concretas de tornar o consumo mais consciente é fazer com que aquilo que já foi produzido permaneça em circulação por mais tempo.

 

“Uma das formas de você transformar de forma objetiva o consumo em algo consciente é você alongar a vida dos objetos, fazer com que o ciclo de produção e reprodução de consumo se alongue a três, quatro, cinco estágios.”

A experiência de Sibelle mostra esse prolongamento acontecendo na prática. Mas também evidencia que o consumo de segunda mão não elimina sozinho os problemas da indústria. Para que uma roupa chegue ao brechó, ela primeiro precisou ser produzida. E, enquanto novas peças continuam sendo fabricadas em grandes quantidades, o desafio permanece sendo diminuir a velocidade com que roupas entram e saem dos guarda-roupas.

Uma vida entre o tecidos e não-tecidos

Se Sibelle encontra novas histórias para roupas que já existem, Monika Debasa passou boa parte de sua trajetória pensando em como elas são produzidas. Professora de Moda da Faculdade Santa Marcelina e especialista em têxteis, Monika construiu sua carreira entre a indústria, a pesquisa e o ensino. Formada em Design pela FAAP, passou por diferentes experiências no setor têxtil, trabalhando com estamparia, padronagem, desenvolvimento de produtos e gestão.

Ainda no início da carreira, teve contato direto com o chão de fábrica durante um estágio na TDB Tecidos, empresa voltada à produção de malharia circular para beachwear e lingerie. Depois, atuou em Minas Gerais na área de algodão e desenvolveu uma coleção de estampas. Também trabalhou na Horizonte Têxtil, onde entrou em contato com pesquisas de tendências e chegou a administrar departamentos.

Foi nesse percurso que as questões relacionadas aos materiais e aos resíduos começaram a ganhar espaço em seu trabalho. Em 2009, Monika realizou testes com o Lonapet, tecido produzido a partir de garrafas recicladas de Guaraná Antártica. O material mantinha a cor verde das garrafas e também incorporava restos de fibras curtas de algodão a novos testes.

A experiência fazia parte de uma preocupação maior: entender que a sustentabilidade não começa depois que uma roupa é descartada. Ela também está presente na escolha das fibras, na qualidade da produção e na capacidade de uma peça permanecer em uso. Monika diz que a estética é, frequentemente, o primeiro fator de atração. A funcionalidade, por sua vez, deve ser adaptada ao contexto de uso. Contudo, a durabilidade é o pilar central da sustentabilidade. Quanto mais duradoura uma peça, mais sustentável ela se torna.

Para ela uma roupa não pode ser considerada sustentável apenas porque foi produzida com determinado material. A fibra utilizada, a qualidade da fabricação, o conforto, a possibilidade de manutenção e até a maneira como a peça é lavada interferem em sua vida útil.

Essa perspectiva acompanha sua trajetória acadêmica. Depois da experiência na indústria, ela se especializou em moda e gestão e realizou mestrado na área de design têxtil na EACH-USP. A pesquisa e a prática profissional passaram a caminhar juntas, até que o ensino se tornou uma parte central de seu trabalho.

Do ativismo à sala de aula

A preocupação de Monika com a sustentabilidade também ultrapassa os processos industriais. Ela participa do Fashion Revolution, movimento internacional criado após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, em 2013, que matou mais de mil trabalhadores da indústria têxtil e colocou em evidência as condições de trabalho e produção do setor.

Como uma das embaixadoras brasileiras do movimento, Monika participa de ações voltadas à transparência, às condições de trabalho e à responsabilidade ambiental na moda. Ela costuma comparar o Fashion Revolution a uma espécie de “Greenpeace da moda”, justamente pela tentativa de aproximar questões ambientais e sociais do cotidiano da indústria.

A discussão também chega à Faculdade Santa Marcelina. Um exemplo é o “Setembro da Segunda Mão”, projeto de troca de roupas que incentiva os alunos a fazerem as peças circularem novamente. Na edição mais recente mencionada pela professora, 375 peças foram trocadas. A iniciativa parte de uma ideia simples: Monika gosta de reforçar que a melhor roupa é aquela que já existe.

É uma mudança de perspectiva que também aparece no trabalho de Sibelle. Enquanto Monika discute a durabilidade antes e durante a produção, Sibelle trabalha justamente no momento seguinte, quando a roupa poderia ser esquecida, acumulada ou descartada.

A roupa como trabalho

No cotidiano de um brechó, entretanto, prolongar a vida de uma peça não acontece de maneira automática. Sibelle precisa encontrar as roupas, transportá-las, selecionar o que pode ser vendido, higienizar cada peça, organizar o espaço, fotografar ou apresentar os produtos e conversar com as clientes, tudo sozinha. 

O esforço também aparece na maneira como Sibelle transforma sua própria rotina em expressão. Ela faz rimas de rap improvisado para retratar o trabalho e as situações que vive todos os dias, usando a música como uma maneira de registrar a experiência de manter um negócio próprio e se manter no "corre" do dia a dia.

O brechó, nesse sentido, está longe de ser apenas um espaço onde uma roupa usada muda de dono. Existe uma cadeia de trabalho por trás de cada peça que chega ao cabide. E existe também uma relação afetiva: alguém escolheu aquela roupa antes, alguém decidiu não descartar e outra pessoa agora encontrou nela uma nova oportunidade

O problema começa antes do descarte.

A trajetória de Sibelle acontece em contraste com um mercado de moda cada vez mais acelerado. Segundo dados citados pela CNN Brasil, a quantidade de peças de vestuário produzidas no mundo dobrou desde os anos 2000. No mesmo período, os consumidores passaram a comprar cerca de 60% mais roupas, mas a utilizá-las durante aproximadamente metade de sua vida útil. O problema, portanto, não está apenas no momento em que uma roupa vira lixo. Ele começa antes, na quantidade de peças produzidas, na velocidade com que são substituídas e na forma como o consumidor se relaciona com elas, além da forma do descarte que muitas vezes é irresponsável ambientalmente. 

A experiência de comprar uma roupa nova parece simples, mas envolve uma cadeia que passa pela obtenção da matéria-prima, produção, uso de água e energia, processos químicos, transporte, venda e, finalmente, descarte. É nesse intervalo entre produção e descarte que histórias como a de Sibelle ganham importância. Um brechó não interrompe a produção em larga escala, mas cria uma possibilidade para que algumas peças permaneçam em circulação.

Crescer sem ultrapassar os limites

A relação entre crescimento econômico e limites ambientais também é discutida pelo professor José Geraldo Portugal Júnior, vice-coordenador da FEA PUC-SP. A partir do conceito de Economia Donut, desenvolvido pela economista Kate Raworth, Portugal trabalha com a ideia de que uma sociedade precisa garantir condições mínimas de vida para as pessoas sem ultrapassar os limites ambientais do planeta.

Aplicada à indústria têxtil, essa perspectiva coloca a questão sobre como atender às necessidades de uma população crescente sem depender de uma produção cada vez maior de roupas que são utilizadas por períodos cada vez menores. A resposta não está apenas em trocar um tecido por outro. É preciso observar toda a cadeia e, principalmente, a quantidade de produtos colocados em circulação e o tempo que eles permanecem em uso.

Materiais alternativos, como fibras produzidas a partir do cânhamo, podem fazer parte dessa transformação, dependendo das condições de cultivo e processamento. Mas substituir uma matéria-prima não resolve por si só o problema de uma indústria baseada em produção e consumo acelerados.

A mudança também passa pela maneira como as marcas comunicam seus produtos. Em um mercado no qual a sustentabilidade ganhou valor comercial, existe o risco de que termos como “ecológico”, “consciente” ou “sustentável” sejam utilizados como estratégia de comunicação sem que mudanças correspondentes aconteçam nos processos produtivos. É o chamado greenwashing.

Por isso, a sustentabilidade não pode ficar restrita à publicidade. Ela precisa aparecer nas decisões sobre materiais, produção, qualidade, durabilidade, condições de trabalho e destino dos produtos.

A trajetória de Monika ajuda a mostrar essa diferença. Sua experiência com tecidos reciclados não ficou apenas na comunicação de uma ideia sustentável: envolveu pesquisa, testes e tentativa de encontrar usos para resíduos que normalmente seriam descartados. Já o trabalho de Sibelle acontece em outro lado. Seu negócio não precisa produzir uma nova peça para vender. Ele trabalha com aquilo que já existe e contribui para evitar que o descarte seja o fim inevitável de uma roupa.

Uma transformação que começa no que já existe

A sustentabilidade na indústria têxtil não depende de uma única solução. Ela envolve quem produz, quem cria, quem vende, quem comunica e quem compra. Mas as histórias de Monika e Sibelle mostram que a transformação também pode acontecer em escalas menores.

Monika passou décadas dentro da indústria e da academia investigando materiais, processos e maneiras de tornar as roupas mais duráveis. Hoje, leva essa experiência para a sala de aula e para o ativismo. Sibelle, por outro lado, construiu um negócio independente a partir das próprias dificuldades e descobriu no brechó uma maneira de trabalhar com roupas que já existem.

No fim, as duas trajetórias se encontram em uma ideia simples: uma roupa não precisa terminar sua história quando deixa de ser nova. Para Sibelle, essa história pode continuar no corpo de outra pessoa. Para Monika, ela começa na escolha de um tecido, na qualidade da produção e na capacidade de uma peça resistir ao tempo.

Em uma indústria acostumada a transformar novidade em necessidade, talvez um dos maiores desafios seja justamente aprender a olhar para aquilo que já existe para que sustentabilidade não seja apenas consumir menos, mas fazer com que as roupas tenham tempo suficiente para cumprir mais de uma história antes de se tornarem descarte.

Estilista inicia nova fase independente após deixar a direção criativa da Versace
por
João Luiz Freitas
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22/09/2026 - 12h

Donatella Versace está de volta ao comando criativo de uma marca. Nesta segunda-feira (21), durante a Semana de Moda de Milão, a estilista anunciou uma nova parceria com a Revolve, varejista global de moda e beleza, dando início a um projeto independente que irá reunir os universos da moda e da beleza.

Ainda sem nome revelado, a nova marca terá Donatella à frente da direção criativa. A primeira etapa do projeto será dedicada à beleza, enquanto a expansão para a moda acontecerá posteriormente. Os primeiros produtos estão previstos para chegar ao mercado em 2027. 

A parceria representa uma nova etapa na trajetória da estilista. Em março de 2025, Donatella deixou a direção criativa da Versace, função que ocupava desde 1997, após assumir o posto deixado por seu irmão, Gianni Versace. Desde então, permaneceu ligada à grife como embaixadora, enquanto Dario Vitale assumiu a direção criativa.

Donatella Versace anuncia nova parceria para criação de marca independente
Donatella Versace anuncia nova parceria para criação de marca independente - Foto: Reprodução/Instagram @donatella_versace

Agora, longe da casa que marcou quase três décadas de sua carreira, Donatella passa a construir uma identidade criativa própria. O projeto pretende transitar entre moda, beleza, cultura e entretenimento, enquanto a Revolve contribui com sua estrutura de comércio digital e alcance internacional.

A distribuição inicial está planejada para mercados como Estados Unidos, América Latina, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. O nome da marca e os primeiros produtos ainda serão divulgados nos próximos meses.

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Com passagem por Miu Miu e Versace, designer tem a missão de renovar a marca sem deixar de lado os códigos construídos por Giorgio Armani
por
João Luiz Freitas
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17/09/2026 - 12h

A Armani inicia uma nova fase da sua história com a chegada de Dario Vitale à direção criativa da Emporio Armani. Além do cargo, o designer também ficará responsável pela direção criativa dos acessórios Giorgio Armani. Anunciada nesta quarta-feira (16), a escolha representa uma mudança importante para a casa italiana, que, pela primeira vez, coloca um profissional de fora da família Armani em uma posição criativa de liderança.

A nomeação acontece um ano após a morte de Giorgio Armani, fundador da marca e responsável por construir uma das identidades mais reconhecíveis da moda italiana. Enquanto Silvana Armani e Leo Dell’orco permanecem ligados à direção criativa das coleções principais, Vitale chega especialmente à Emporio Armani, linha criada em 1981 com uma proposta mais jovem e experimental dentro do grupo.

A escolha também ganha força quando observada a trajetória do designer. Formado pelo Istituto Marangoni, em Milão, Vitale passou por nomes importantes da indústria italiana, incluindo Dsquared2 e Bottega Veneta, antes de chegar à Miu Miu em 2010. Durante aproximadamente 15 anos na marca, ocupou posições de destaque e chegou a comandar o design de ready-to-wear e a área de imagem.

Dario Vitale
Dario Vitale se torna o novo diretor criativo da Emporio Armani - Foto: Jeannette Montgomery Barron/Divulgação EA.

Em 2025, Vitale assumiu outro desafio histórico ao se tornar o primeiro profissional de fora da família Versace a ocupar a direção criativa da grife. Sua passagem, entretanto, durou apenas uma temporada. Depois da aquisição da Versace pelo grupo Prada, o designer deixou o cargo em dezembro do mesmo ano. Apesar do curto período, sua estreia foi apontada por veículos especializados como um dos momentos de destaque daquela temporada.

É justamente essa experiência que pode fazer diferença em sua chegada à Emporio Armani. Vitale carrega uma trajetória construída dentro de diferentes linguagens da moda italiana, passando pelo minimalismo e pela sofisticação da Miu Miu e chegando ao maximalismo e ao glamour historicamente associados à Versace. Para a Armani, essa bagagem pode representar uma oportunidade de aproximar a Emporio de uma geração mais jovem sem necessariamente romper com os códigos estabelecidos pela casa.

Seu primeiro grande teste à frente da Emporio Armani já tem data marcada: a coleção de verão 2027 será apresentada durante a semana de moda de Milão, em 24 de setembro. Será a partir dela que será possível observar como o designer pretende traduzir sua assinatura para o universo construído por Giorgio Armani.

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Patricia Bonaldi transforma a paisagem e a arquitetura dos jardins modernos em silhuetas, bordados e volumes que celebram a exuberância brasileira
por
João Luiz Freitas
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16/09/2026 - 12h

A paisagem brasileira ganhou novas formas na passarela da New York Fashion Week nesta terça-feira (15). A PatBO, marca comandada pela estilista Patricia Bonaldi, apresentou sua coleção primavera/verão 2027 em Domino Square, em Williamsburg, no Brooklyn, levando para um dos principais calendários da moda internacional uma interpretação contemporânea de natureza e do paisagismo brasileiro.

Intitulada “Splendid Brazil”, a coleção parte de uma referência que vai além da representação literal da flora nacional. A inspiração está nos jardins modernos brasileiros e, principalmente, na maneira como paisagistas do período modernista organizaram a natureza para transformá-la em uma linguagem visual própria.

Visuais apresentados no desfile da PatBO
Visuais apresentados no desfile da PatBO - Foto: Reprodução PatBO

“O ponto chave não é criar uma coleção sobre plantas, mas traduzir a maneira como eles organizaram a natureza”, explica Bonaldi, fundadora e diretora criativa da PatBO em vídeo disponibilizado no Instagram da marca.

A proposta aparece na passarela por meio de silhuetas orgânicas, volumes escultóricos, bordados botânicos abstratos, texturas e blocos de cores vibrantes. Em vez de simplesmente reproduzir flores e folhas nas roupas, a coleção transforma elementos da paisagem em construção de moda. Curvas são convertidas em recortes, volumes remetem a formas escultóricas e os ornamentos aparecem integrados à própria estrutura das peças.

Visuais apresentados no desfile da PatBO
Visuais apresentados no desfile da PatBO - Foto: Reprodução PatBO

A referência à natureza também aparece nos trabalhos de superfície. Estampas florais combinadas com bordados e desenhos abstratos, enquanto algumas peças parecem transportar para o corpo a composição de um jardim. A intenção, segundo Bonaldi, é justamente fazer com que a paisagem deixe de ser apenas uma imagem e passe a funcionar como estrutura.

Model Board do desfile da PatBO
Model Board do desfile da PatBO - Foto: @jonatasjacque/Instagram

Ao levar essa interpretação para Nova Iorque, a PatBO reforça também o espaço que a moda brasileira vem buscando ocupar internacionalmente. No último dia da temporada primavera/verão 2027 da NYFW, a  marca colocou o artesanato, a exuberância e referências da arquitetura paisagística brasileira no centro da discussão, mostrando que a identidade brasileira pode ser ponto de partida para uma moda global.

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Na The Art of Loving Tour, a cantora britânica leva vestidos, brilhos, franjas e glamour aos palcos
por
Livia Vilela
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17/08/2026 - 12h

Eu não sei você, mas eu queria ser amada como Simone Beyene ama Olivia Dean. É difícil assistir a um show da cantora britânica e não chegar a essa conclusão. Quando Olivia Dean sobe ao palco, os vestidos brilham, as franjas acompanham seus movimentos, as penas flutuam atrás dela e seu figurino se torna parte indispensável do show. Por trás dessa estética própria, está Simone Beyene, stylist responsável pela imagem da cantora desde o começo de sua carreira.

Aos 27 anos, Olivia Dean vive o melhor momento de sua trajetória profissional. Nascida em Londres, lançou seu álbum de estreia, Messy, em 2023. O disco apresentou ao público uma artista que mistura soul, jazz e pop com letras sobre amor, relacionamentos e amadurecimento, a partir do olhar de uma jovem mulher segura de si. Já em 2025, o segundo álbum, The Art of Loving, alavancou sua carreira. Com 12 faixas, o disco coloca o amor como tema central. Não apenas o romântico, mas também o amor-próprio, as amizades e as diferentes maneiras de se conectar com alguém. 

olivia dean vestido plumas
Vestido de plumas Self-Portrait para a turnê Foto: Reprodução/Instagram @oliviadeano 

Foi o The Art of Loving que também marcou sua entrada definitiva no mainstream. “Man I Need” se tornou seu maior sucesso, enquanto “Nice To Each Other” e “So Easy (To Fall In Love)” ajudaram a estabelecer a sonoridade dessa nova era. O reconhecimento veio rápido. Em fevereiro de 2026, Olivia Dean venceu o Grammy de Artista Revelação, consolidando uma ascensão que, até pouco tempo antes, acontecia de maneira mais silenciosa.

Agora, essa nova dimensão da carreira chega aos palcos com a The Art of Loving Tour, sua primeira grande turnê de arenas como atração principal. A estreia aconteceu em Glasgow, no Reino Unido, em abril de 2026, em um espetáculo que reúne músicas de seus dois álbuns. Depois de se apaixonar pelas músicas, os fãs agora encontram outro motivo para se encantar: o estilo da Olivia, que ganha cada vez mais destaque a cada apresentação. 

olivia dean conjunto branco
Conjunto de top com saia Chanel para a The Art of Loving Tour Foto: Reprodução/Instagram @oliviadeano

Nesse caso, os figurinos não seguem os padrões convencionais de uma estrela pop contemporânea. Não há uma dependência de bodysuits, figurinos performáticos ou produções cenográficas típicas de grandes estrelas pop. Em seu lugar aparecem vestidos de festa, tecidos fluidos, silhuetas femininas e uma estética vintage. Algumas produções são delicadas, outras são completamente cobertas por brilho. É justamente essa combinação que torna o seu estilo tão particular. 

Se os figurinos da turnê parecem tão naturais nela, é porque essa estética não começou com a turnê. Simone Beyene construiu ao lado da cantora uma imagem marcada pela experimentação, glamour e principalmente pela diversão. Fora dos palcos, essa mesma identidade aparece de uma maneira mais descomplicada, dando forma ao seu chamado "effortless glamour".

olivia dean vestido amarelo de franjas
Vestido amarelo de franjas Alaïa feito para a turnê Foto: Reprodução/ Instagram @oliviadeano 

A seleção da turnê reúne marcas como Chanel, Jacquemus, Gucci, Coperni, Self-Portrait e Alaïa. A criação dos figurinos partiu de uma referência clara nas grandes divas. O moodboard trazia nomes como: Tina Turner, Cher, Diana Ross e Josephine Baker, além da estética das décadas de 1960 e 1970. A proposta era levar o conceito de party dress, o vestido de festa, ao extremo, incorporando o brilho de Tina e Cher, a teatralidade de Diana Ross e a presença cênica de Josephine Baker.

O estilo de Olivia Dean parece nascer naturalmente de quem ela é. Suas escolhas traduzem uma imagem feminina, elegante e contemporânea que acompanha a evolução de sua música sem competir com ela. No fim, acompanhar Olivia Dean também é prestar atenção no que ela veste e aproveitar o estilo que se tornou parte de sua experiência como artista. 

Talvez essa seja a verdadeira força da imagem da cantora. Tudo parece ter sido escolhido para que ela continue contando a própria história. A roupa deixa de ser apenas roupa e passa a fazer parte da narrativa. No fim, a The Art of Loving Tour transforma o amor em música e a música em espetáculo. E, nos figurinos, Olivia encontra mais uma forma de mostrar ao público quem é. 

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Diversidade de estilos e looks marca a moda cotidiana no bairro da capital paulista
por
Kauã Alves
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11/09/2023 - 12h

Fotografias feitas para a disciplina de "Fotografia: Projetos". O tema proposto foi moda e estética, e o Bairro da Liberdade, em São Paulo, é referência e polo cultural quando se trata do assunto. O bairro reúne diversas gerações através da cultura asiática, com as famosas lanternas vermelhas e muita culinária japonesa, as roupas se alternam em visual oriental e os clássicos "cosplays".

Mãe e filha com roupas de estilo oriental
Mãe e filha pousam com roupas de estilo oriental. Autor: Kauã Alves
Homem pousa com óculos escuros na principal avenida do bairro
Homem pousa com óculos escuros na principal avenida do bairro. Autor: Kauã Alves 
Homem e mulher com cosplays de personagens de anime
"Cosplays" pousam com roupas de personagens de anime. Autor: Kauã Alves
Detalhes de tatuagem
Homem pousa com tatuagem colorida à mostra. Autor: Kauã Alves
Mãos com anel no parque da liberdade
Mãos com anel no parque da liberdade. Autor: Kauã Alves
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Amigos se alimentam no parque da liberdade com roupas de animes. Autor: Kauã Alves

 

Além da forte presença da cultura japonesa, a Liberdade conta com um diferencial: A moda
por
Fabrizio Delle Serre
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11/09/2023 - 12h

Na última terça-feria (03), realizei uma atividade da universidade da matéria de "Fotografia: Projetos". A pauta da tarefa foi moda. Foi então, que fui até o bairro da Liberdade, localizado no centro de São Paulo. Por lá, encontrei pessoas vestidas de "cosplay", quando a vestimenta é fiel a de um personagem.

Mas, quem mais me chamou a atenção foi Hugo, um turista vindo da Colômbia, personagem principal e que por mais vezes aparecerá neste trabalho.

Hugo, posando para ser fotografado Autor: Fabrizio Delle Serre
Hugo, posando para ser fotografado | Autor: Fabrizio Delle Serre

 

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Hugo, posando para ser fotografado | Autor: Fabrizio Delle Serre
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Hugo, posando para ser fotografado | Autor: Fabrizio Delle Serre
Homens conversando vestidos com trajes de anime Autor: Fabrizio Delle Serre
Homens conversando vestidos com trajes de anime | Autor: Fabrizio Delle Serre
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Homens conversando vestidos com trajes de anime | Autor: Fabrizio Delle Serre
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Homens conversando vestidos com trajes de anime | Autor: Fabrizio Delle Serre
Coturno de um homem que trabalha na Liberdade Autor: Fabrizio Delle Serre
Coturno de um homem que trabalha na Liberdade | Autor: Fabrizio Delle Serre

 

Basta fazer um passeio pela Avenida Paulista aos domingos para mergulhar em uma diversidade de estilos
por
Maria Eduarda Jussiani
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11/09/2023 - 12h

Quando decidimos dar um passeio pela Avenida Paulista domingo à tarde, nos deparamos com uma variedade de personalidades que se expressam através de seus estilos. A moda é uma forma de expressão pessoal e social que muitas vezes reflete as influências culturais, históricas, econômicas e sociais de uma época. Ao caminharmos pela avenida, temos a experiência de estar em contato com essas influências através da forma que tais personalidades se expressam ao escolher uma roupa, cabelo, acessórios, maquiagem etc.

Além do contato com diversas personalidades, vemos que falar sobre moda não é apenas considerar marcas de luxo e tudo relacionado ao mundo de alta-costura. A moda não se limita apenas às roupas, mas também abrange a maneira como as pessoas se apresentam, se comportam e se relacionam com o mundo ao seu redor. Cada peça escolhida determina a forma que o sujeito se vê no mundo e como deseja que o mundo o veja. 

 

Autor: Maria Eduarda Jussiani
Autor: Maria Eduarda Jussiani

 

Autor: Maria Eduarda Jussiani
Autor: Maria Eduarda Jussiani

 

Autor: Maria Eduarda Jussiani
Autor: Maria Eduarda Jussiani

 

Autor: Maria Eduarda Jussiani
Autor: Maria Eduarda Jussiani

 

Autor: Maria Eduarda Jussiani
Autor: Maria Eduarda Jussiani

 

 

Autor: Maria Eduarda Jussiani
Autor: Maria Eduarda Jussiani

 

Reconhecimento da estética periférica: como a moda se torna um ato político para reivindicar a liberdade de ser e de estar
por
Thainara Sabrine
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31/08/2023 - 12h

Loyal é um movimento de moda periférica que surgiu no extremo sul da periferia de São Paulo e vem transformando olhares para a moda desde 2017. O movimento une narrativas diversas e vivências marginalizadas, permitindo o reconhecimento do eu através da estética e da representatividade. 


A subversidade, neste caso, é se opor a padronização e vestir o que se é. Possibilitar encontrar em si próprio, ser a sua principal referência e, a partir disso, construir narrativas singulares que permitam reconhecimento. Neste caso, a moda está além da estética, mas principalmente como uma expressão em diversos sentidos.

No último sábado (26), aconteceu mais uma ação do movimento, desta vez, através do fomento à cultura periférica no “Estéticas das Periferias”, sediado na Organização não governamental (ONG) Núcleo de Acolhimento e Valorização da Educação (N.A.V.E) Capão Redondo. A ação propõe a coletivos independentes a oportunidade para a realização de atividades artísticas e culturais em seus próprios domínios.

                           

Mulher negra de cabelos longos e lisos desfilando com empoderamento. Veste uma peça de roupa que possui fendas por todo corpo
Desfile Loyal: 1000 trutas 1000 tretas. Modelo está vestindo "IURI". Foto por Thainara Sabrine

                
Movimentos que surgem e permanecem na periferia

O Loyal tem como parte de seu fundamento a seguinte condição: que as ações sejam sempre realizadas na periferia. “O Loyal surge na quebrada com público da quebrada, com os produtores, com os artistas, com os modelos de quebrada. A gente não quer se vender enquanto mercadoria da indústria, então o Loyal não é pra galera da ponte pra lá, é pra galera da quebrada”, comenta a idealizadora do movimento, Jaqueline Leal (Loyal).

Jaqueline também explicita que poucas pessoas se viam como criadoras ou modelos, mas a partir de seu primeiro desfile foi nítido o aumento do empoderamento individual e coletivo. 


Hoje podemos encontrar diversas marcas periféricas que surgem em decorrência da experiência no movimento e, como exemplo disso, temos as próprias marcas que participaram do último desfile  (Apolod, IURI e Loyal). Loyal reitera:  “Nós somos um movimento, não é algo isolado [...] nos promover entre a gente, fazer acontecer pra gente.” 
 

Homem negro desfilando empoderado, vestindo um casaco branco cheio de fendas
Desfile Loyal "1000 trutas 1000 tretas". Modelo está vestindo "IURI". Foto por Thainara Sabrine

                                   
1000 trutas 1000 tretas

Todo o espetáculo carrega uma temática a ser abordada e debatida entre os participantes e espectadores, pois reencontramos propostas que possam sugerir a discussão em torno da cultura ou estética periférica. Por isso, a proposta do movimento Loyal é também trazer para suas ações, discussões e celebrações que se relacionam com o cotidiano e as vivências de pessoas da periferia, viabilizando um sentimento real de pertencimento. 

Para o último desfile realizado, o movimento decidiu se inspirar na comemoração “50 Anos do Movimento Hip Hop”, Jaqueline Loyal explica: “A gente resolveu abraçar essa temática do Estéticas e de fato trazer essas intervenções sobre o Hip Hop e algumas informações que normalmente a gente não conhece como quem foram os pioneiros aqui, e lá fora”. 


Outras intervenções também tomaram conta dos palcos da última edição, como shows de Rap, Breaking, DJ Set e o Graffiti.

mulher negra com tranças longas, sorrindo, segurando um microfone, vestindo um cropped
Apresentação da cantora Afreekassia durante o desfile "1000 trutas 1000 tretas" do Loyal. Foto por Thainara Sabrine

                                       
O Loyal é um movimento coletivo, é um empoderamento da quebrada

Existem outros movimentos de moda acontecendo em paralelo ao Loyal, cada um em sua especificidade e com seus princípios. Quando questionada sobre o que o move  “O Loyal” Jaqueline comentou: “Não é só sobre a roupa, é o modelo que tá ali, é o público que tá na platéia, é o artista que tá se apresentando. A roupa é só um plus, um adereço. O que faz as coisas acontecerem são as pessoas e essa autoestima. Às vezes elas não se enxergam no dia a dia, mas quando vestem uma roupa do Loyal, Apolod ou IURI, se sentem empoderadas”. 


“É um movimento muito coletivo, então quando eu vejo alguém da minha família modelando, um vizinho desfilando, um vizinho que nunca vi cantar e ele tá lá no Loyal cantando, isso nos empodera energeticamente. Muitas pessoas ao meu redor se empoderam entre elas [...] é um empoderamento da quebrada, um movimento da quebrada e tudo muito coletivo. Para nós não importa muito o que ta rolando da ponte pra lá. Acho que quando fazemos esse contra-moda, esse movimento, nós nos empoderamos entre a gente.”

                                         

foto do corpo de uma mulher negra vestindo um top e uma saia de upcycling
Desfile Loyal "1000 trutas 1000 tretas". Modelo está vestindo "IURI". Foto por Thainara Sabrine


Durante sua trajetória, o Loyal também contou com a abertura de um Núcleo de Moda na Fábrica de Cultura do Jd. São Luís, dando início a mais uma atividade que propoẽ o saber sobre o moda e a valorização da criação periférica. 


No desfile, conversamos com LIZI (@cherodejasmim) que além de estudante do núcleo de moda, também é modelo e desfilou na Loyal nesta última ação. LIZI comentou sobre sua experiência: “O meu sentimento de desfilar na Loyal foi de grandeza, como um mulher quilombola eu represento muitas pessoas que infelizmente hoje não puderam estar aqui, mas é um privilégio enorme pra mim desfilar na quebrada, com 3 estilistas muito monstros [...] Loyal não é especificamente sobre as peças, mas sim sobre os modelos, sobre corpos, sobre identidade visual, identidade própria, e é muito gostoso se sentir representada por marcas assim.”

                                           

Mulher negra com a cabeça baixa mostrando penteado "bantu", enquanto segura correntes douradas
 LIZI mostra seus acessórios, correntes e penteado "Bantu Knots" que completaram sua éstetica no desfile "1000 trutas 1000 tretas". Foto por Thainara Sabrine

                                   
A subversidade de vestir o que se é está principalmente no ato de se enxergar enquanto potencialidade e representante da sua própria história. Loyal é um movimento que permite esse encontro através da coletividade e afirmação da própria identidade. 

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Aprofundando na estética e moda dos shows e do público!
por
Maria Clara Aoki
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11/09/2023 - 12h

Um ensaio fotográfico experimental no Festival "Quem é Quem", oferecido pela produtora "De Quintal", formada por Felipe Távora e Isadora Klock, contaram com atrações como Ana Spalter, Rosa Camaleão, Lince, Dj Set Ottopapi. O breve ensaio procura abordar a moda e a estética encontrada no brechó de Giulia Napoli e nos looks do público, somada ao cenário de uma casa repleta de obras de arte. 

Para mais informações dos próximos festivais e eventos da produtora, acesse o insta @dequintal.festival e fique por dentro de tudo. 

 

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Look de Olívia Pinatti. Foto por Maria Clara Aoki

 
 
 

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Show do cantor e compositor Lince. Foto por Maria Clara Aoki

 

 

   

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Show do Dj Set Ottopapi. Foto por Maria Clara Aoki

 

 

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A cantora Caru Cordeiro, integrante da banda Rosa Camaleão. Foto por Maria Clara Aoki

 

 

 

 

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O baixista Theo Magalhães no show de Rosa Camaleão. Foto por Maria Clara Aoki

 

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Garimpos do brechó de Giulia Napoli. Foto por Maria Clara Aoki

 

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Os espaços do brechó presente no Festival. Foto por Maria Clara Aoki

 

 

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 Os amigos Marcelo Canduta e Olívia Pinnati. Foto por Maria Clara Aoki

 

 

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Matheus Francisco, Theo Magalhães, Artur Santos e Pedro Toldi reunidos. Foto por Maria Clara Aoki

 

 

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Mulheres e amigas conversando na sala de estar da casa. Foto por Maria Clara Aoki

 

 

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O baixista Valentim Frateschi, o cantor Lince e parte da organização do evento, Joana Izuno. Foto por Maria Clara Aoki

 

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Looks styles do casal abraçado. Foto por Maria Clara Aoki