Entenda como o setor de vestuário pode ser impactado pelo avanço das IAG
por
Rafael Pessoa
Annick Borges
Davi Madi
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09/06/2026 - 12h

Neste podcast buscamos falar sobre o futuro da moda. Para isso, conversamos com Maria Rita Castro, analista de sistemas e graduada em Moda e Gestão de Marketing, que compartilhou sua visão sobre os rumos da indústria diante do avanço das inteligências artificiais generativas. Ao longo da conversa, procuramos entender como a inteligência artificial generativa (IAG) pode impactar a criação, a produção e os empregos no setor da moda, além dos desafios e oportunidades que essa tecnologia traz para profissionais e empresas. O programa é acompanhado pela música "All By Myself", da banda Whilk & Misky, em versão remix. (Imagem de capa: gerada por IA)

Confira o programa no link

 

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Após pausa em abril Closetarquive retoma vendas em sua página
por
Gabriel Marx Giannini
Pedro Timm
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08/06/2026 - 12h

Na terça feira (19/05), a curadoria Fashion Closetarquive voltou à tona com novas roupas publicadas. Criada em fevereiro de 2026, a loja ganhou destaque com peças raras e exclusivas, dificilmente encontradas no Brasil. Após um começo empolgante, a página ficou parada por mais de um mês, retomando as atividades em maio.  O Closet é uma curadoria de peças de roupas principalmente já usadas, surgindo pela paixão de três amigos em moda, que queriam usar o dinheiro das vendas para reforçar ainda mais seus armários. Porém, a ideia deu muito certo e hoje o que era para ser um hobby, tornou-se o grande negócio dos três idealizadores. No começo as vendas eram para amigos e famílias, e hoje tem compradores no Brasil inteiro.  

A empolgação do público-alvo parte do ótimo trabalho de campo dos donos da página, que buscam as peças nos lugares mais diversos de São Paulo, desde salinhas escondidas na República, até fornecedores brasileiros no Japão. Para ter contato com diferentes vendedores, os criadores tiveram que passar meses se relacionando com os mais diversos nichos ligados ao Fashion, seja o movimento Punk, o Trap, o Rap entre outros. Essa identificação com o Closet, vai além da escolha das peças. A curadoria se destaca também com a estética da página no Instagram (@closetarquive), publicações com designs punks para catalogar as peças, e músicas pertencentes aos nichos consumidores. Esses aspectos são parte da experiencia que os criadores proporcionam para os compradores, trazendo um sentimento de pertencimento a cultura. 

Essa forma de aproximar o comprador é um dos diferenciais da página. Enrico Baruzzi, sócio do Closet, em entrevista à AGEMT, explica: "a gente acredita que o nosso “second hand” vai trazer a sensação de pertencimento para aquelas pessoas que querem consumir nosso produto através de reconhecimento, então quando a gente está apresentando nossas peças tentamos ao máximo apresentar um ecossistema que a gente introduzindo aquele consumidor. Então a música que está ali naquele produto a gente coloca algo condizente com aquela temática que a gente daquele passar até o próprio design de como a peça é anunciada pensando nisso”, diz.  

A página ficou parada por um mês, devido à dificuldade de estoque, para desespero dos clientes, e Pedro Bruni, também sócio explica: “Tivemos um mês de pausa porque as peças demoram pra rotacionar, o que a gente vem tentando fazer é agora, temos um estoque de peças fixas que são peças com valor mais caro, que são nossas peças chefe, além disso a gente tem que ter peças de uso diário para rotacionar os posts semanalmente. Aí quando vende uma dessas peças grandes a gente consegue comprar várias peças pequenas, mas quando sai só peças pequenas aí fica mais difícil, às vezes tem que parar, segurar um pouco estoque para conseguir seguir o planejamento mensal de publicações”, desabafa Bruni. 

A página pretende manter o padrão, post semanais de 3 a 6 peças, tentando evitar o problema de abril. No primeiro lançamento da volta, em 2 dias, 4 das 6 peças foram vendidas, e se continuar nesse ritmo os donos pretendem mudar as formas de venda “se o pessoal continuar comprando... vai ter uma surpresa no segundo semestre”, diz Baruzzi. 

Na segunda metade deste ano, a meta da curadoria é caminhar para venda presencial, tentando ter mais contatos com os públicos do nicho, a ideia é fazer vendas em garagens com data específica, trazendo a estética de banda de rock. Porém tudo depende da vontade dos compradores e do tamanho que a página vai ter até lá, por enquanto a página vem crescendo nas redes, e se destacando pela estética única apresentada, conquistando compradores a cada dia.  

 

foto/reprodução :texto apresentação do Closetarquive
foto/reprodução: texto apresentação da curadoria 

 

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Evento reuniu marcas, experiências interativas com testagem de produtos e distribuição de brindes
por
Laura Vieira
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03/06/2026 - 12h

O festival que acontece anualmente na capital de São Paulo trouxe o universo do K-pop para a edição deste ano. Localizado na Avenida Paulista, trinta marcas de produtos sul-coreanos estiveram presentes entre os dias 22 e 24 de maio, realizando demonstrações, apresentando novidades do mercado e distribuindo amostras. Para participar da dinâmica, o visitante precisava apenas fazer um breve cadastro com nome e CPF, ao chegar na recepção do local. A ativação gratuita ganhou espaço no Centro Cultural Coreano para aproximar o público da K-beauty.

A K-beauty é uma sigla para Korean Beauty ou 'beleza coreana’, em tradução literal. Com a popularização da cultura sul-coreana, a busca por rotinas de skincare cresceu significativamente entre os brasileiros. A moda começou em 2010, mas ganhou impulso a partir de 2018 com o sucesso de K-dramas e grupos de K-pop, que despertaram a curiosidade sobre os cuidados para ter a pele hidratada, uniforme e com brilho natural, chamada de efeito glass skin.

O que torna a skincare coreana atrativa para os brasileiros é a diferença entre os cuidados com a pele. Em vez de focar na correção, ela busca a prevenção dos danos a longo prazo. Os dermocosméticos possuem ingredientes naturais que entregam o efeito desejado sem agressividade, além de possuírem um preço mais acessível. Entre eles, estão ingredientes como a mucina de caracol, centelha asiática, niacinamida, chá verde e peptídeos que entregam fórmulas leves, eficazes e funcionais. 

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Exposição de produtos sul-coreanos de skincare acessível ao grande público Foto: Laura Vieira/AGEMT

Nos estandes das marcas, representantes auxiliavam os visitantes a entender não apenas o conteúdo e a proposta dos cosméticos disponíveis, mas também quais itens eram mais adequados para cada tipo de pele. Essa interação alcançou também os especialistas da área da estética que buscavam novidades do mercado para seus clientes. 

Representando a Myuri, curadoria que traz produtos da marca Nine Tails para o Brasil, Roberta Uyara disse à AGEMT que a presença na Virada Cultural foi uma experiência positiva tanto para a marca quanto para o público. “Tivemos conversas muito interessantes sobre cuidados com a pele, ingredientes e diferentes necessidades dos consumidores, além de apresentar a Nine Tails e tecnologias que ainda são novidade para muitas pessoas no Brasil”, contou. 

A presença do K-pop na edição deste ano do festival reforçou o avanço constante da cultura coreana no Brasil. A relação do brasileiro com a K-beauty não se resume à tendência passageira, tem a ver com uma maior busca por produtos que reúnam qualidade, tecnologia e informação, como aponta Roberta “o evento mostrou que o consumidor brasileiro está cada vez mais interessado em entender o que existe por trás dos produtos”. Ela ainda reforçou que iniciativas como esta são importantes para ampliar o acesso às marcas e conceitos que estão chegando no mercado nacional.

Ao final da visitação, mesmo quem não realizou compras, podia garantir amostras e levar um item para casa. Para conseguir os brindes, bastava entrar na fila, responder a um questionário e tentar a sorte na roleta. Entre as opções distribuídas estavam tônicos, séruns, máscaras faciais e protetores solares. Quem publicasse fotos ou vídeos da experiência nas redes sociais utilizando as hashtags oficiais da ação ganhava um mimo extra.

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Com referências nostálgicas e uma trilha sonora carregada de memórias, a estilista emocionou amigos e parentes
por
João Luiz Freitas
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28/05/2026 - 12h

Na quarta-feira (27), foi apresentada a nova coleção “Alda”, da Mondepars, marca brasileira fundada por Sasha Meneghel. Em um vídeo divulgado no Instagram da marca em 20 de maio, Xuxa narra a história por trás da coleção e explica que ela é uma homenagem à sua mãe.

Detalhes de um dos visuais apresentados no desfile da Mondepars
Detalhes de um dos visuais apresentados no desfile da Mondepars - Foto: Reprodução Mondepars

Muitos detalhes das roupas se ligaram a momentos da história dos familiares, como golas diferentes, adereços de cabeça e capas curtas que remetem a fase da vida em que Alda morou em um convento. Outras peças contavam com os quadris acentuados, ombreiras marcantes, calças abauladas e pantalonas, além de bolsos diferenciados que fazem referência a momento em que Agenor, bisavô de Sasha, estava treinando para ser militar.

Desfile da Mondepars de Inverno, 2026
Desfile da Mondepars de Inverno, 2026 - Foto: Reprodução/Live Mondepars

A apresentação do desfile construiu novas memórias familiares. João Lucas, marido de Sasha, em colaboração com Ana Arietti, foi responsável por assinar a direção artística do desfile. No meio da passarela, foi instalada uma representação da primeira casa em que Xuxa morou, em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, feita com um tecido semelhante à organza.

Representação da primeira casa de Xuxa Meneghel
Representação da primeira casa de Xuxa Meneghel - Foto: Reprodução/Live Mondepars

No final do desfile foi tocado um áudio antigo da avó de Sasha, em que ela canta “Estrela do Mar”, de Dalva de Oliveira. Essa era uma música que ela cantava em dias muito chuvosos para acalmar os filhos, que ficavam amedrontados com o mau tempo. Xuxa e amigos de Sasha, como Bruna Marquezine, emocionaram-se com a finalização do desfile.

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Após 20 anos, Miranda Priestly e Andy Sachs voltam às telas com releitura de looks e novos conceitos artísticos
por
Lara Manasseh
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23/05/2026 - 12h

Em 30 de abril, “O Diabo Veste Prada 2” chegou aos cinemas e trouxe de volta as personagens principais do elenco original. Dirigido por David Frankel e ambientado em Nova York, no cenário da moda atual, o foco está nos figurinos, que trazem uma releitura de peças antigas para representar as personagens em suas atuais fases de vida. O longa mostra Miranda Priestly (inspirada em Anna Wintour e interpretada por Meryl Streep) em crise enquanto a personagem de Anne Hathaway, Andy Sachs, tenta ajudá-la. Em geral, o figurino acompanha as mudanças pessoais dos personagens e as mudanças do próprio mundo da moda.

A figurinista do primeiro filme, Patricia Field, também responsável pelo figurino de “Sex and the City”, deu lugar a Molly Rogers, que havia trabalhado com ela no primeiro longa. Rogers afirmou em entrevista que as expectativas dos produtores e do público em geral eram altas, e que o processo de escolha dos looks foi feito a partir de viagens e busca de peças de acervo das marcas que ela considerava relevantes para a construção da narrativa e dos personagens. Entre os destaques de figurino na cobertura midiática estão a icônica jaqueta de franjas da coleção outono/inverno 2025 da Dries Van Noten, usada por Meryl, e o vestido de verão escolhido para Anne Hathaway, da estilista uruguaia Gabriela Hearst. 

Anne Hathaway como Andrea Sachs andando pela calçada, falando no telefone, usando um vestido colorido
Anne Hathaway como Andy em Diabo Veste Prada 2 com vestido de Gabriela Hearst/ Reprodução: Instagram, The Devil Wears Prada Costume 
Meryl Streep como miranda no filme Diabo Veste Prada 2 usando uma jaqueta de franjas
Meryl Streep como Miranda em Diabo Veste Prada 2 usando jaqueta de franjas Dries Van Noten/ Reprodução: Instagram, The Devil Wears Prada Costume

O figurino de Miranda continua o de uma personagem poderosa, que impõe distanciamento aos demais. Em entrevista à AGEMT, a consultora de moda Ana Vaz confirmou que o uso de alfaiataria e peças estruturadas com tons mais sóbrios - seguindo a ideia de “luxo silencioso”, uma elegância discreta que valoriza a qualidade e materiais nobres - é uma forma de marcar a posição da personagem: “O foco nos ombros e cortes acentuados, atualmente, é associado à autoridade, ao contrário dos anos 2000, quando o primeiro filme foi lançado”.  

Ainda assim, o figurino foca no excêntrico. A jaqueta mais artística e o visual marcante da personagem ao chegar à cafeteria para uma reunião de última hora traduz o sentimento de deslocamento vivido por ela naquele ambiente, completa Ana Vaz. 

Já a personagem Emily (interpretada por Emily Blunt) manteve a identidade eclética e estilosa do primeiro filme, mas com foco na sua trajetória de alta executiva da Dior. As peças combinavam alfaiataria com sobreposição, botas de cano alto e acessórios marcantes, compondo uma estética mais rebelde em contraponto ao estilo clássico de Miranda. “Pegar um laço da Dior e dar um toque gótico a ele, combinaria com a personagem”, declarou a figurinista em entrevista ao New York Times. Além disso, todo o time de estilistas tinha interesse em vestir a personagem, o que ocasionou até briga.

O figurino de Andy Sachs (Anne Hathaway) no primeiro filme passa por uma transformação, marcando a entrada da personagem no mundo fashionista. “Na continuação, existe a figura de uma mulher que se desvinculou da ideia artística da moda para ser levada a sério como jornalista, mas ainda assim busca blazers e roupas de boa qualidade de segunda mão em brechós”, afirmou Vaz. Isso mostra que, após sua experiência na Runway há 20 anos, ela “aprendeu alguma coisa”, segundo a própria personagem. Um momento significativo no final do filme foi a volta do famoso suéter cerúleo em forma de colete, pontuando a trajetória dela. 

Anne Hathaway no primeiro filme de Diabo Veste Prada usando um casaco azul enquanto fala no telefone
Anne Hathaway como Andy em Diabo Veste Prada/ Reprodução Instagram, The Devil Wears Prada Costumes 


Também fica evidente a diferença entre o estilo das personagens mais experientes e o da nova geração. A atriz inglesa Simone Ashley que interpretou Amari Mari, nova assistente de Miranda, teve seu figurino marcado por referências contemporâneas e ousadas. As produções combinavam acervos de marcas relevantes como Jean Paul Gaultier, Dolce & Gabbana e Thom Browne, misturando cores vibrantes e acessórios inusitados, como um cinto feito de gravata. O visual da personagem traduz, segundo Molly Rogers, a energia criativa e irreverente da nova geração.

Para além do figurino, a narrativa de compra da Runway, vinda do dono de uma gigante da tecnologia e as mudanças estruturais que ele causaria na revista são uma referência clara à aproximação de Jeff Bezos da Vogue. Os rumores de que ele compraria o conglomerado Condé Nast, companhia de publicação da revista,  para a sua mulher começaram após o financiamento do Met Gala e a colocação de sua esposa, Lauren Sanchez, na capa da Vogue de junho de 2025. 

Os desafios atuais do mundo editorial, como a influência crescente das redes sociais no mercado, a digitalização das revistas, a redução dos investimentos em campanhas de moda e o uso cada vez mais amplo da inteligência artificial pelas marcas, aparecem no filme por meio de diálogos e conflitos centrais na trama, muitas vezes, alvo das críticas da personagem Miranda. 

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Com enfoque histórico nos impactos ambientais, em 4 dias de evento a Copenhagen Fashion Week soprou ventos que abalaram a temporada de verão.
por
Bianca Athaide
Giovanna Montanhan
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21/08/2023 - 12h

Criada em 2006, a semana de moda escandinava vem estabelecendo seu espaço no universo fashion graças a seu caráter rígido para uma boa conduta sustentável.  Não recebendo o mesmo prestígio das quatro principais semanas de moda do universo fashion, a Copenhagen Fashion Week sintetiza a união de tendências e inovações no âmbito da moda sustentável, traço característico da cultura sueca. 

Com o título de irmã mais nova, essa semana traz o progressismo e afronte que um dia foi característico da - agora mais tradicional - Semana de Moda de Londres. Sua CEO Cecilie Thorsmark listou 18 padrões rígidos que englobam áreas como diversidade, cadeia de suprimentos e a vida útil das peças de roupa, que devem ser cumpridos por todos os designers e marcas que queiram usar a semana como vitrine para o mercado mundial. 

Assim, do dia 07 ao 11 de agosto, 31 marcas, entre elas veteranas e novatas, subiram às passarelas para mostrar o porque que Copenhagen está cada dia mais perto de roubar a coroa de capital da moda da antiga Paris.

Opening Day

O primeiro dia contou com a participação de grandes nomes como: Latimmier e A. Roege Hover, além da marca esportiva-casual 7 Days Active e da crescente estrela em ascensão Saks Potts. 

A marca que carrega os sobrenomes de suas criadoras (Barbara Potts e Catherine Saks) é a mais nova queridinha de estrelas como Kendall Jenner e Lily Rose-Depp, devido a seu espírito que funde alfaiataria com denim e brilhos. 

saks potts
Alana Hadid estreando nas passarelas com look que resume a identidade da Saks. - Reprodução: Andrea Adriani/ Gorunaway.com

2º Dia

A estrela do segundo dia foi a marca finlandesa Rolf Ekroth e sua característica pegada romântica. Com looks de acento utilitário, combinando pontos dos anos 1960 e 1990, a coleção impressionou ao romantizar o grunge, sob um olhar ultra jovem. 

rolf ekroth
9º look da coleção verão da Rolf Ekroth. - Reprodução: Andrea Adriani/ Gorunaway.com

Além da finlandesa, outras 8 marcas brilharam no segundo dia: Nicklas Skovgaard; Lovechild 1979; Vain; Remain; P.L.N. e a inovadora Sunflower. 

A marca dinamarquesa abusou do pseudo jeans na maioria de seus looks. Com um forte elemento rockers do anos 80, o desfile foi ambientado pela banda Laid Back.

sunflower
Sunflower e o pseudo jeans. - Reprodução: Andrea Adriani/ Gorunaway.com


3º Dia 

Com 9 marcas, o terceiro dia do evento teve uma maior presença de designers femininas, principalmente a ganhadora do Zalando Visionary Award, Paolina Russo, que teve seu debut no dia. A coleção da criadora inglesa teve enfoque na cultura do surf, com traços psytrance - estilo conveniente da comunidade frequentadora de raves - e leves toques hippies. 

Paolina Russo
5º look apresentado no desfile de Paolina Russo. - Reprodução: Andrea Adriani/ Gorunaway.com

4º Dia 

Na quinta-feira (10), penúltimo dia dos desfiles, foram a vez dessas marcas dominarem as passarelas: TG Botanical (marca ucraniana, que visa ampliar o conceito de moda relacionando-a com tecnologia e natureza); Munthe; Gestuz; The Royal Danish Academy; Mark Kenly Domino Tan; Helmstedt (marca alemã, com produção sob demanda em prol da sustentabilidade); Deadwood; Rotate e a tão esperada Ganni. 

A Ganni é uma marca escandinava comprada pelo casal Ditte e Nicolaj Reffstrup, que reestruturaram a grife. Os novos donos fizeram questão de frisar que não se identificam com o título de ‘’marca sustentável’’, pois alegam que no cerne da moda há um estímulo à novidade e ao consumo, o que se traduz como uma contradição significativa com o conceito de sustentabilidade, mas afirmam estarem comprometidos com uma meta absoluta de redução de carbono de 50% até 2027. E se antes o foco estava em peças de cashmere, agora está em refletir o estilo escandinavo e nórdico, porém com uma abordagem moderna, vibrante e atual, além de ser a queridinha das it-girls como, por exemplo, da modelo Kendall Jenner.

Ganni
Ganni na passarela. - Reprodução: James Cochrane

The Last Call - 5º Dia

A responsável por encerrar a Semana de Moda de Copenhague foi a escandinávia Fine Chaos – fundada por Marc C. Møllerskov, que tem como público-alvo a geração Y (nascidos entre as décadas de 80 e 90), além de desafiar as normas sociais por meio da expressão artística ao criar roupas sem gênero diretamente para as minorias da sociedade, e estar sempre em constante busca por maneiras de reduzir o impacto ambiental durante toda a produção, que conta com apenas de 40 a 60 peças por item.

Algumas personalidades brasileiras compareceram ao evento, entre elas a influenciadora Livia Nunes Marques, que em entrevista a Glamour, falou sobre suas impressões: ‘’nessa temporada há uma presença forte de roupas com texturas, que costuma ser o ponto de partida de qualquer look. O jeans também é uma aposta como full look. Além disso, a estética dos anos 2010 segue com tudo, dada a sua adesão de tendências como pops de neon, blazers em abundância (embora desta vez oversized e despojados)’’. 

É inegável que a indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo, e que ainda de acordo com o blog de Lilian Pacce, ‘’os eventos em torno de uma semana de moda emitem uma grande quantidade de CO2, relativa a passagens áreas, comidas servidas, energia, deslocamentos etc. ‘’ 

Por esse motivo a Semana de Moda de Copenhague deve ser celebrada, por fornecer enfoque a marcas amigáveis ao meio ambiente, contrastando com  outros eventos que acontecem anualmente em Nova Iorque, Londres, Paris ou Milão, e que recebem até mais reconhecimento que o da cidade escandinava. 

 

 


 

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Na terça-feira (20), o cantor e compositor norte-americano assumiu oficialmente um dos cargos mais importantes da moda e apresentou uma coleção recheada de inovações.
por
Giovanna Montanhan
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28/06/2023 - 12h

Paris, a capital mundial da moda, foi o cenário escolhido para o lançamento da aguardada nova coleção da Louis Vuitton. A renomada maison francesa, conhecida por suas criações luxuosas e elegantes, realizou um desfile espetacular ao longo do Rio Sena, na icônica Pont Neuf. O evento foi marcado não apenas pela exuberância das peças apresentadas, mas também pela nomeação de Pharrell Williams como diretor criativo de moda masculina, assumindo o cargo de substituo de Virgil Abloh, que faleceu tragicamente em novembro de 2021, vítima de um câncer.

 

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Foto Reprodução: Getty Images

 

Virgil Abloh, um nome inesquecível na indústria da moda, foi um visionário que revolucionou o conceito de streetwear e o levou às passarelas de alta-costura. Como diretor artístico da linha masculina da Louis Vuitton, Abloh trouxe uma estética inovadora e ousada, que combina elementos urbanos com detalhes sofisticados.

 

Foto Reprodução: Forbes
Foto Reprodução: Forbes

 

O desfile da nova coleção primavera/verão 2024 foi uma verdadeira homenagem a Virgil. O cantor e produtor, já conhecido por seu estilo autêntico e ousado, abraçou a responsabilidade de continuar o legado de seu amigo. O desfile não apenas refletiu a visão artística de Pharrell, mas também prestou tributo ao trabalho de Abloh.

As peças de roupa apresentadas na passarela combinaram o estilo urbano com elementos de luxo. A coleção apresentou uma fusão única entre o universo do jogo Minecraft (bastante popular entre o público jovem) e a moda de alta-costura. Os figurinos exibiram alusões sutis ao popular jogo, com a presença de estampas pixelizadas e formas inspiradas nos elementos gráficos característicos do Minecraft.

A coleção também explorou a camuflagem de uma forma única trazendo uma nova perspectiva para esse clássico da moda masculina. As estampas camufladas foram combinadas com os pixels, criando um visual moderno e desconstruído. Essa abordagem inovadora da Louis Vuitton evidencia a capacidade da marca de se adaptar às tendências contemporâneas e ao gosto de uma nova geração.

 

 

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Foto Reprodução: Getty Images

 

 

 

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Foto Reprodução: Getty Images

 

 

 

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Foto Reprodução: Getty Images

 

O desfile também contou com a presença de diversas celebridades e personalidades do mundo da música e da moda. Beyoncé e Jay Z, sempre influentes na cena cultural, estavam entre os convidados ilustres que prestigiaram o evento. A cantora brasileira Anitta, reconhecida internacionalmente, também marcou presença. Além disso, Rihanna, Asap Rocky, Lewis Hamilton, L7nnon, Kim Kardashian, Maluma, Zendaya  e Willow Smith estavam entre os presentes.

 

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Foto Reprodução: Getty Images

  

 

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Foto Reprodução: Just Jared

 

  

 

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Foto Reprodução: Getty Images

 

 

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Os precursores, os destaques e as figuras históricas do país no desfile mais famoso do mundo
por
Davi Garcia
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23/06/2023 - 12h
Gisele Bündchen, no MetGala 2023. (Foto: Getty Images)
Gisele Bündchen, no MetGala 2023. (Foto: Getty Images)

No começo de maio, aconteceu em Nova York a 43º edição do MetGala, desfile beneficente com propósito de arrecadar dinheiro para a Instituição Metropolitana do Museu de Arte de Nova York. Com isso, duas estrelas brasileiras estiveram presentes: Anitta, na sua terceira participação, e Gisele Bündchen, figurinha carimbada no desfile. Ambas cumpriram a temática da noite e representaram o Brasil num dos maiores desfiles do mundo. Porém, o que é o MetGala?


Nele, celebridades do mundo inteiro se concentram para mostrar suas roupas e acessórios inspirados em uma temática que muda a cada ano. Em 2023, a Vogue – realizadora do MetGala – e seus presidentes (que mudam de acordo com a temática), Dua Lipa, Roger Federer, Penelope Cruz, homenagearam o estilista e diretor criativo da Chanel, Karl Lagerfeld, tendo os looks baseados na trajetória do alemão, além do uso de referências e objetos sobre sua vida.


O MetGala impulsiona artistas como referências e inspirações no mundo da moda, por ter a maior cobertura de um desfile pela televisão, chegando a aproximar e trazer mais pessoas ao universo fashion. Além disso, ter a cultura style acessível, mesmo utilizando de looks experimentais e criativos, ajuda estilistas menores a terem seu espaço e reconhecimento.

Ao voltar na história do MetGala, fora Anitta e Gisele, outros brasileiros estiveram presentes no tapete vermelho, como a modelo e empresária Adriana Lima, que ganhou muito destaque na década passada pela simplicidade e beleza dos looks, como em 2015 e 2017, quando foi elogiada pela mídia internacional pelo impacto e o vestido da Versace.

Adriana Lima, no MetGala 2017. (Foto: Getty Images)
Adriana Lima, no MetGala 2017. (Foto: Getty Images)

Carol Trentini foi mais uma brasileira a pisar no tapete vermelho, com um vestido feito à mão que impressionou, em 2022 pela sua delicadeza. Também fez presença Alessandra Ambrósio, que se destacou em 2016, quando usou um Balmain compatível com a temática daquele ano, “Mão x Máquina: a moda na era da tecnologia”. Isabeli Fontana e Camila Coelho foram outras modelos e influenciadoras tupiniquins que participaram do evento. Porém, o primeiro nome a pisar nos corredores do MetGala foi a atriz e modelo Sônia Braga, ainda em 1990.

Sônia Braga, a primeira brasileira a ir no MetGala, em 1990. (Foto:  Getty Images)
Sônia Braga, a primeira brasileira a ir no MetGala, em 1990. (Foto:
Getty Images)

Liz Ortiz, estudante e produtora de moda, comenta sobre as brasileiras que frequentaram o tapete vermelho recentemente, dando ênfase à Gisele Bündchen e Anitta. Liz destaca a cantora carioca como alguém que: “Recebeu muito destaque nesses últimos trêsanos que tem frequentado o baile. E complementa: “está frequentando e cada vez mais com looks marcantes e ousados”. Por fim, a produtora de moda cita Carol Trentini e Valentina Sampaio como as únicas que cruzaram o MetGala.

Liz Ortiz, estudante e produtora de moda. (Arquivo Pessoal)
Liz Ortiz, estudante e produtora de moda. (Arquivo Pessoal)

Um nome importante na área é Francisco Mota, diretor criativo da Calvin Klein de 2003 a 2016. Muitos looks vistos no MetGala, durante esse tempo, passaram na mão do brasileiro, que ganhou prêmios como o de Designer de Moda Feminina do Ano, em 2006 e 2008; e o Estilista do Ano no National Design Award, em 2009. E, em se tratando de temáticas, Liz comenta que o Brasil nunca esteve diretamente envolvido: “O mais perto que tivemos foi o tema “American Woman: Fashioning a National Identity”, mas mesmo assim o tema não foi explorado por nenhum brasileiro”.


Outro destaque foi a brasileira Valentina Sampaio, a primeira mulher trans a ser capa da Vogue Paris. Desfilou também pelo Victoria's Secret Fashion, evento promovido pela marca de lingeries para divulgar seu produto no mais alto nível da moda marcando história na premiação, principalmente por ser brasileira.


Em 2021, usando um vestido assinado por Iris von Herper, a cearense, em entrevista à Vogue comenta sobre ser chamada para o desfile: “Eu me sinto honrada de ter sido convidada para o Met Gala que, hoje, é o maior evento no mundo para o Fashion Business”. E sobre seu vestido, ressaltou principalmente o significado social dele: “Eu acho o assunto super-atual neste momento histórico de pandemia e, principalmente, após as recentes eleições presidenciais, que dividiram fortemente o país em dois partidos: Democratas e Republicanos. A escolha do vestido foi o momento mais delicado, pois o red carpet do Met Gala é o maior do mundo. Nele, sempre vimos looks incríveis e icônicos. Sobre o meu, posso afirmar que é maravilhoso!”.

Valentina Sampaio, com seu Iris van  Herper, em 2021. (Foto: Getty Images)
Valentina Sampaio, com seu Iris van Herper, em 2021. (Foto: Getty Images)

Porém, não há como fugir do maior nome da moda brasileira e uma das maiores do mundo: Gisele Bündchen. A super modelo gaúcha já foi a mais bem paga do mundo, e marcou história ao inovar em poses e movimentos em suas fotos. Além disso, já atuou em diversos filmes, como no sucesso “Diabo veste Prada”. Quando se trata de MetGala, a brasileira esteve presente em quase todos os desfiles desde 1999, impressionando sempre pela sua simplicidade, fidelidade ao tema e impacto.


No Brasil, a moda também vem crescendo e sendo marcada por eventos internacionais, como o MetGala, e também nacionais. Liz destaca: “A moda brasileira tem ganhado cada vez mais espaço e mais comentada e apreciada, principalmente por artistas”. Ela complementa: “O que temos de mais parecido com o Met Gala no Brasil, é o Baile da Vogue, um evento já tradicional que inicia o calendário de festas e comemorações de carnaval no Rio de Janeiro há 18 anos.” O Baile da Vogue se utiliza da época de pré- carnaval para inspirar os looks e maquiagens do evento, com mais expressão e características abrasileiradas.

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A influenciadora Gi Sayuri destaca benefícios econômicos e culturais do maior evento de moda do país
por
Laura Paro
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23/06/2023 - 12h
A influenciadora de moda e lifestyle Gi Sayuri tem apenas 21 anos e já alcança mais de 700 mil seguidores no TikTok. (Imagem: arquivo pessoal)
A influenciadora de moda e lifestyle Gi Sayuri tem apenas 21 anos e já alcança mais de 700 mil seguidores no TikTok. (Imagem: arquivo pessoal) 

A São Paulo Fashion Week (SPFW) é o maior evento de moda do Brasil e o mais importante da América Latina. Ocupa o quinto lugar entre as maiores semanas de moda do mundo, perdendo apenas para as de Paris, Milão, Nova York e Londres. Para além da união de grifes brasileiras, estilistas, modelos e ícones da moda, o evento tem grande relevância ao refletir acontecimentos e comportamentos sociais através da roupa e dar espaço às pautas de interesse público. “A Fashion Week tem um grande peso em uma questão social, uma vez que valoriza cada região do país e coloca holofotes para nossa própria cultura. A moda nacional é esquecida e, num evento desse tamanho, podemos relembrar que o mercado fashion brasileiro move muito além de tendências: gera empregos, melhora a vida das pessoas e, em grande plano, mostra como é rica a produção de moda no Brasil”, afirma a influenciadora de moda Gi Sayuri, de 21 anos.  

Na edição deste ano, realizada entre 25 e 28 de maio, o tema “Origens” marcou as passarelas e mais de vinte marcas participaram do desfile, que ocupou espaços no Shopping Iguatemi, Senac Faustolo e Komplexo Tempo. Quase trinta anos após sua primeira edição, a Semana, além de gerar um grande movimento econômico, também abordou questões como a importância da sustentabilidade. "O evento simboliza, desde coincidências e convergências a sentido de revolução. A moda brasileira vive um momento especial e isso é muito bom para o mercado. É importante que a gente pense sempre em inovação. Nós investimos um protagonismo para esta indústria”, afirma Paulo Borges, sócio e criador da SPFW. 

Com o objetivo de organizar a produção de moda do Brasil, internacionalizar os desfiles e potencializar novos negócios no setor, os investimentos no evento começaram em torno de R$ 600 mil e hoje chegam a mais de R$ 5 milhões aedição. Hoje, participam da Semana 34 estilistas e mais de dois mil jornalistas para fazer a cobertura. A organização é feita meses antes da data do evento para que a indústria tenha ideias de quais serão as tendências futuras, com tempo de sobra para comercializar.  

Para Sayuri, tamanha é a influência do evento, que às vezes ocorre de forma imperceptível pelas redes sociais.  “Se você está passando pelo seu Instagram e vê uma pessoa com uma combinação de look legal, você se inspira e monta algo parecido instantaneamente. A mesma coisa acontece nos desfiles, onde você não só vê o que está chegando nas próximas temporadas como já pega várias ideias de composições”, afirma.  

Com o Instagram e o TikTok, o movimento fashionista ganha cada vez mais força e recebe uma proporção tão grande que não consegue ser ignorada pela mídia. As redes sociais também proporcionam um espaço para a representatividade e a diversidade no mundo da moda. “Cada vez mais, ainda mais com o poder da internet, as pautas sociais estão presentes, e as marcas estão abraçando as causas. Seja por representatividade regional, de corpos ou de gêneros, a SPFW tem se tornado uma vitrine para exibir tudo o que compõe o nosso país na pluralidade que ele sempre teve”, diz a influenciadora.  

Sayuri destaca a importância cultural da SPFW. Segundo ela, os desfiles contam histórias e as roupas exibidas funcionam como a caracterização de uma ideia, lugares e sentimentos. Inclusive, a cultura brasileira se mostra sempre presente no evento: “Acredito que cada Fashion Week traz a essência do lugar através dos desfiles e do que é desfilado, uma forma de mostrar, seja qual for o país, um pouco da cultura local. Para qualquer um de fora que queira saber como funciona a produção de moda brasileira, é num evento desse porte que é possível conhecer cada detalhe, tanto criativo quanto social da nossa moda”, conclui Sayuri. 

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Sucesso entre o público, marcas com fabricação particular criam seu espaço no mundo da moda
por
Iris Martins
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12/06/2023 - 12h

A moda é um setor em constante evolução, tanto em termos de conceitos quanto de técnicas de produção. Com a chegada da pandemia de COVID-19, as pessoas tiveram que adaptar suas vidas e formas de trabalho, inclusive no comércio de roupas. As lojas de vestuário migraram para o ambiente online, explorando o e-commerce como forma de driblar os prejuízos causados pela crise global. No Brasil, as vendas online atingiram números recordes em 2021, totalizando mais de 161 bilhões de reais, um crescimento de 26,9% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Neotrust, empresa que monitora o e-commerce no país.

Este foi o caso de Isadora Abelha, proprietária da loja virtual Shop Abelha. Em entrevista à AGEMT, Isadora conta como tudo começou: "Após fazer uma pós-graduação em empreendedorismo e gestão de negócios em 2021, senti um interesse crescente em ter minha própria empresa. Inicialmente, revendia peças de fornecedores, mas com o crescimento da loja, senti a necessidade de criar peças exclusivas, desenhadas e pensadas por mim. Em 2022, lancei uma mini coleção de confecção própria e, em 2023, foquei totalmente nesse segmento, encontrando parceiros na minha cidade e buscando profissionais, importadores de tecidos e modelagens que se alinhassem comigo e com meu público. Deu muito certo."

Croqui da loja Maezza - por: Lucca Bustamante
Croqui da loja Maezza (por: Lucca Bustamante)

Assim como Isadora, muitas pessoas encontraram oportunidades de negócio e reinventaram suas carreiras durante a pandemia. De acordo com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), mais de 3,9 milhões de empresas se formalizaram como microempreendedores individuais (MEIs) em 2021, um crescimento de 19,8% em relação ao ano anterior e de 53,9% em relação a 2018. Amanda Ferreira, proprietária da marca de roupas Maezza, compartilhou sua história com o jornal, revelando que sua paixão por trabalhar na aviação foi interrompida pela pandemia. Ela decidiu adiantar outro sonho que tinha em mente: ter sua própria marca. Amanda destaca os desafios de ter uma confecção própria: "O maior desafio é lidar com a produção em si, desde a criação de processos até a entrega final ao cliente. Envolve uma cadeia complexa, desde a criação da coleção, modelagem, negociação e compra de tecidos, corte, costura, acabamento, embalagem, marketing, administração e contabilidade. É um desafio diário que demanda habilidades práticas e criativas."

Marianne Baptista, especialista em tendências na WGSN LATAM, destaca a crescente importância das marcas de confecção própria no mundo da moda, especialmente durante a pandemia: "Desde o início da crise, os consumidores têm apoiado cada vez mais pequenos e médios negócios nacionais, entendendo os impactos econômicos causados pela pandemia. Isso tem levado à atenção especial para marcas que possuem produção própria, principalmente entre os jovens adultos que valorizam marcas alinhadas aos seus valores e compreendem as mudanças que o mercado da moda passou, adaptando-se a uma comunicação remota mais eficaz." Com a COVID-19, muitas pessoas passaram a valorizar e comprar de marcas locais, fortalecendo esse mercado e impulsionando a criação de diversas lojas em diferentes nichos. Isabella Marcela, dona da loja de biquínis Maré Alta Store, afirma: "Nossa marca ganhou uma grande visibilidade, especialmente durante a pandemia, quando as lojas físicas estavam fechadas e as compras online se tornaram a principal opção. No entanto, o investimento em marketing é essencial."
 

Peças da Shop Abelha - por: reprodução da internet
Peças da Shop Abelha (por: reprodução da internet)


Os proprietários de marcas de confecção própria precisam estar sempre atentos às tendências. Livia Sampaio, dona da loja Favorito Crochê, relata em entrevista à AGEMT como identificou a demanda por roupas de crochê: "Após me destacar entre meus amigos com roupas feitas pela minha avó, percebi que havia um público interessado nesse tipo de peça, e o crochê estava em alta na mídia, inclusive entre os famosos. Decidi investir nessa ideia, mas sei que ter uma marca própria vai além de comprar e revender roupas. Exige um planejamento abrangente." "O diferencial dessas marcas está em entender os desejos do mercado brasileiro, trazendo produtos que valorizam a diversidade, brasilidade, peças exclusivas em termos de design, cores e estampas", complementa Marianne.