Celebridades desfilam em peças de alta-costura enquanto protestos contra o evento tomam as ruas de NY
por
Giulia Dadamo
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06/05/2026 - 12h

 

Na segunda-feira (4) ocorreu a 76ª edição do Met Gala, evento que arrecada fundos para o departamento de moda do Metropolitan Museum of Art de Nova York. O tema do evento beneficente é sempre ligado à exposição do Costume Institute, e neste ano, foi batizado de “A Arte do Figurino”. A partir desse tema, o código de vestimenta escolhido foi “A Moda é Arte”, que permitiu que os convidados explorassem diversas esferas artísticas. 

Nos últimos anos, surgiram muitas comparações do grandioso evento com um “desfile da capital” da saga Jogos Vorazes. Na ficção, a elite se veste de forma exagerada para exibir riqueza enquanto o resto do mundo sofre com diversas questões sociais. Para o público, o Met Gala reflete essa mesma ostentação desligada da realidade 

Essa percepção de "bolha" ganhou força nesta edição com o anúncio de que Jeff Bezos estaria entre os principais patrocinadores do Met Gala, contribuindo com supostos US$ 10 milhões (quase R$ 50 milhões). A doação garantiu a ele o posto de copresidente honorário do evento, sendo um dos maiores apoiadores da noite. 

Cartazes espalhados pelas ruas de Nova York pelo grupo ativista “Everybody Hates Elon” (em alusão a Elon Musk) convocaram um boicote ao evento, levando a reação para além das redes sociais. A mobilização fundamenta-se em críticas severas à Amazon e a seu fundador, Jeff Bezos, que incluem desde denúncias sobre condições precárias de trabalho até as polêmicas parcerias comerciais da empresa com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA). 

Em meio a esse clima de forte rejeição pública, chamou a atenção o fato da esposa do bilionário ter cruzado o tapete vermelho sozinha, possivelmente para evitar que a imagem do casal fosse o alvo direto das manifestações na porta do museu. 

Nesta edição os cargos de anfitriões da noite foram preenchidos só com mulheres: Anna Wintour, Venus Williams, Nicole Kidman e Beyoncé. O curador Andrew Bolton organizou a exposição em torno de três categorias corporais: os onipresentes (clássicos e nus), os negligenciados (envelhecidos e grávidos) e os universais (anatômicos). Para ele, a moda é o elemento que une todas as galerias do museu, pois até o nu "nunca está pelado", mas sim inscrito com ideias culturais. Essa fundamentação teórica justifica a abundância de transparências no evento.

Emma Chamberlain inaugurou a noite com uma peça da Mugler, pintada à mão pela artista Anna Deller-Yee. O design, uma homenagem à obra A Noite Estrelada (1889), de Van Gogh, demandou um trabalho meticuloso de 958 horas. Na mesma linha, Gracie Abrams surgiu em um Chanel que referenciava o quadro “Retrato de Adele Bloch-Bauer I” (1907), de Gustav Klimt. 

Emma Chamberlain e Gracie Abrams em vestidos de gala
Emma Chamberlain atua como correspondente da Vogue no MET; à direita, a cantora Gracie Abrams celebra seu primeiro Met Gala. Foto: Reprodução / Instagram

 

A noite ainda reservou espaço para a valorização da sétima arte, o cinema, com Sabrina Carpenter. A artista, que dividiu o palco com a lendária Stevie Nicks, cruzou o tapete em um modelo da Dior construído com fitas de película, inspirado no clássico Sabrina (1954), protagonizado por Audrey Hepburn.

Sabrina Carpenter vestida em filmes
Sabrina Carpenter já tinha homenageado o cinema na sua apresentação do Coachella, com números de dança inspirados em "Dirty Dancing: Ritmo Quente’, "All That Jazz - O Show Deve Continuar", "Médica, Bonita e Solteira" e "Quanto Mais Quente Melhor". Foto: Reprodução / Instagram

Para encerrar, Madonna protagonizou um dos momentos mais teatrais da edição ao surgir em um Saint Laurent que recriou a atmosfera de “A Tentação de Santo Antônio”, de Leonora Carrington. A composição ganhou vida com sete mulheres carregando sua extensa saia, em uma transposição fiel do surrealismo da pintura para o tapete vermelho. Já Beyoncé apostou na sofisticação da Balmain para referenciar a obra “A Visitante” (1944), de Caroline Durieux. O visual, que uniu a alta-costura de Olivier Rousteing ao mistério das formas de Durieux, reafirmou que, em uma noite dedicada à arte, o melhor e mais complexo costuma ser guardado para os últimos instantes.

Madonna e Beyoncé
Madonna antecipa era de novo álbum Confessions II. Beyoncé faz retorno triunfal ao evento após hiato de 10 anos. Foto: Reprodução / Instagram

 

 

 

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Marcas como Normando e Salinas levaram para a passarela propostas novas
por
Amanda Lemos
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04/05/2026 - 12h

Os desfiles aconteceram na quarta-feira (15) no Píer Mauá, na zona portuária do Rio de Janeiro e apostaram em colaborações estratégicas e na democratização da moda brasileira.

A primeira marca a desfilar pela passarela foi a Aluf. A marca fundada pela estilista Ana Luísa Fernandes em 2018, nasceu da busca de dar sentido ao “fazer moda” como expressão do ser humano através de roupas. A grife misturou moda e reflexão artística. O desfile explorou temas relacionados à passagem do tempo e à identidade humana. As peças apresentaram camadas, texturas diferenciadas e movimentos fluidos, e a paleta de cores variou entre tons neutros terrosos e contrastes vibrantes. 

Pessoas desfilam em fila única sobre uma passarela escura, vestindo looks predominantemente brancos e em tons claros. As peças têm tecidos leves, camadas, transparências e detalhes texturizados. Algumas usam óculos claros e acessórios discretos. O enquadramento mostra a sequência de looks em perspectiva, com iluminação focada nas roupas.

Desfile da Aluf na Rio Fashion Week 2026 - Foto: @riofwoficial e @aluf___ / Instagram 

A Normando, marca liderada pelos designers Marco Normando e Emídio Contente, criada em 2020, foi a segunda a desfilar, e teve como inspiração a Amazônia e a natureza brasileira. Na passarela foram desfiladas peças comfolhagens estilizadas e fibras que lembram elementos orgânicos, valorizando uma estética que une moda e consciência ecológica. As roupas tiveram tons de verdes terrosos e neutros, além de detalhes em materiais reciclados e renováveis. 

A terceira a se apresentarfoi a marca de moda de praiasofisticada Salinas. Fundada em 1982 por Tunico e Jacqueline De Biase, ela é focada no estilo praiano carioca. O desfile trouxe peças com tema tropical, texturas que lembram o mar e tecidos leves. A cartela de cores mesclou tons neutros e elegantes com cores vibrantes. Além disso,ela incorporou elementos urbanos, mesclando praia e cidade. 

A Piet + Pool fechou o dia. Criada em 2012 pelo designer brasileiro Pedro Andrade, a Piet mistura streetwear com cultura urbana e esportiva. A grife trouxe uma colaboração inédita com a etiqueta da Riachuelo. Essa proposta impacta na democratização da marca, tornando os preços mais acessíveis. Uma camiseta da Piet normalmente custa a partir de R$300, com a colaboração, ela passa a custar a partir de R$80. Para a passarela, apresentaram referências à paixão brasileira pelo futebol e à cultura de rua. O desfile abordou o futebol raiz, com peças que misturaram estética urbana, cores vibrantes e grafismos que lembram times.

Pessoa desfila em uma passarela com uma peça artística em forma de folha, de aparência orgânica e cores terrosas, contrastando com uma calça preta e fundo desfocado.
Desfile da Normando na Rio Fashion Week 2026 - Foto: @normandooficial / Instagram 

 

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Duda Alves, que teve suas peças usadas em tapete vermelho de “O Diabo Veste Prada 2” em NY, conta sua trajétoria na moda
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Juliana Hochman
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29/04/2026 - 12h

A aluna do sétimo semestre de moda na FAAP (Faculdade Armando Álvares Penteado) , Duda Alves, 21, ganhou destaque após a influenciadora Malu Borges usar uma produção sua na estreia de “O Diabo Veste Prada 2” em Nova York, nos Estados Unidos. Essa obra faz parte de sua coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”, feita para a competição entre os alunos de moda da FAAP.

 

Em entrevista à AGEMT, Duda Alves diz que moda sempre foi sua primeira opção de ensino superior. “Desde criança, a moda e a arte sempre estiveram muito presentes na minha vida, e quando entendi que podia juntar duas paixões em uma só carreira, percebi que seguí-la era uma certeza”, afirmou. A escolha da faculdade também não foi por acaso para ela, que participou de programas de experiências artísticas como a FAAP Aberta, que abre as portas para receber alunos de diversas escolas para ter uma experiência do curso na faculdade.

 

A coleção usada na competição Moda Faap 2025, “De Tanto Pensar, Sentir”, surgiu como uma reflexão de sua mente e do questionamento de como a razão e a emoção coexistem dentro do ser humano.“Na criação dos croquis, eu estava pensando demais e não conseguia fluir, então me inspirei nesse momento que eu estava para dar forma às obras que fiz”, explicou. Duda ficou em segundo lugar entre os finalistas; oito participantes foram chamados para produzir quatro de suas peças. “Eu queria trabalhar com silhuetas e com pinturas, então os looks azuis remetem à razão e os vermelhos à emoção”.

Duda Alves posando com modelos usando a coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”. Foto: Duda Alves/Divulgação.
Duda Alves posando com modelos usando a coleção autoral “De Tanto Pensar, Sentir”. Foto: Duda Alves/Divulgação.

A influenciadora de moda Malu Borges entrou em contato com Duda pedindo um look feito por ela após acompanhá-la pelo Instagram. “Não é a primeira vez que ela dá a chance para designers que estão no começo da carreira, abrindo portas para jovens talentos, para, assim como eu, verem que é possível”, disse a estudante. A obra escolhida pela influenciadora é composta por duas peças: uma saia branca e uma camisa com bordados vermelhos 3D, simulando as veias fora do corpo humano.

Malu Borges usando Duda Alves. Foto: Instagram/@maluborgesm/divulgação.
Malu Borges usando Duda Alves. Foto: Divulgação/@maluborgesm

Duda explica sua paixão pela moda pela forma como esta é vista pela sociedade: “Muitas pessoas não consideram uma arte. Para mim, é o oposto, é o que me atraiu para esse mundo. Não são apenas roupas, é produzir obras vestíveis que contenham uma história”.

 

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No último dia da semana de moda carioca, as coleções revisitaram arquivos, memórias e referências
por
Helena Haddad
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27/04/2026 - 12h

O último dia da Rio Fashion Week 2026, no sábado (18), encerrou a temporada de moda carioca com desfiles de marcas consolidadas, como Isabela Capeto, Dendezeiro e Lenny Niemeyer.

Isabela Capeto

isabela capeto
Foto/Divulgação @isabelacapeto

Após dez anos longe das passarelas, Isabela Capeto retornou ao evento ao lado da filha, Chica, com a coleção Dracena. Conhecida por seu trabalho artesanal e pela estética maximalista, a estilista resgatou elementos que marcaram sua carreira.

A nova coleção mergulhou nesse universo afetivo. Inspirada na planta Dracena Pink, a referência apareceu no cenário rosa vibrante, bordados florais, texturas e acessórios chamativos. Mas uma saia floral volumosa chamou a atenção pela semelhança com um look apresentado pela Chanel em outubro de 2025, uma referência difícil de ignorar. Há também um olhar para o reaproveitamento de materiais e peças que dialogam com o próprio acervo da marca.

isabela capeto saia
Saia comparada com Chanel. Foto/Divulgação @isabelacapeto

Muita transparência, trabalhos em retalhos e aplicações artesanais reforçaram a identidade maximalista construída por Isabela ao longo da carreira.

isabela capeto
Foto/Divulgação @isabelacapeto

 

Dendezeiro

A marca baiana apostou no urbano, uma coleção inspirada na cultura ballroom. Batizada de House of Dendezeiro, a linha trouxe peças amplas, sobreposições e uma estética quase performática que dialoga com a cena queer.

dendezeiro
Foto/Divulgação @dendezeiro

O uso de látex, transparências e comprimentos míni adicionou sensualidade, enquanto a parceria com a DOD Alfaiataria trouxe estrutura à coleção em modelagens ampulheta, ombros marcados e calças acinturadas.

dendezeiro
look com alfaiataria pela DOD. Foto/Divulgação @dendezeiro

O ponto forte da coleção foi a adaptação dessas referências para o contexto brasileiro. O desfile conecta diferentes universos; as peças podem ser usadas tanto em um baile funk quanto em uma casa de shows de drag queens. 

dendezeiro
Foto/Divulgação @dendezeiro

 

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Foto/Divulgação @dendezeiro

 

Lenny Niemeyer

Para encerrar o evento, Lenny Niemeyer celebrou os 35 anos de sua marca com um desfile que revisitou sua trajetória. Apresentada no Museu do Amanhã, a coleção reforçou os códigos que transformaram a estilista em referência na moda praia nacional.

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Foto/Divulgação @lennyniemeyer

Maiôs estruturados, saídas de praia sofisticadas, estampas, texturas diferentes e muita brasilidade foram apresentados na passarela. 

lenny
Foto/Divulgação @lennyniemeyer

O desfile, que encerrou a semana de moda com peças que apostaram menos em reinvenção e mais na força de uma trajetória consolidada. A coleção, batizada de “Trama do Tempo”, é uma releitura das antigas passarelas, marcada por curvas, organza e acessórios de murano que lembram raios solares e colares bicolores. A trilha intimista e as projeções de ficção científica criaram uma experiência para a plateia. O desfile também contou com um elenco de supermodelos como Isabeli Fontana, Fernanda Tavares e Alicia Kiczman

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Isabeli Fontana para Lenny Niemeyer. Foto/Divulgação @lennyniemeyer

A Rio Fashion Week já confirmou seu retorno em 2027, após receber 30 mil pessoas e movimentar milhões de reais nesta edição.

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Estudante procura conscientizar a respeito do fast fashion na indústria brasileira
por
Anna Sofia Carsughi
Olivia Ferreira
Larissa Viana
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27/04/2026 - 12h

O consumo têxtil no Brasil é um setor dinâmico que vai muito além do território brasileiro. É um dos maiores mercados da América Latina e o 5º maior consumidor de vestuário e calçados do mundo. Segundo a pesquisa divulgada pelo site Cupom Válido, Minas Gerais por exemplo está em segundo lugar no consumo de vestuário no país, representando 10% do total de consumidores no Brasil. A cadeia têxtil emprega milhões de pessoas, sendo um importante motor de desenvolvimento econômico. Em entrevista à AGEMT, Giulia Correia Sugi, estudante de moda da Faculdade Santa Marcelina (FASM), expôs diversos debates importantes que surgem nesse meio em relação ao aumento desenfreado do consumo nos dias atuais.

Cada vez mais a moda surge como fator econômico essencial para circulação de roupas e calçados. É nesse contexto que ganha força uma produção à base do fast fashion, termo que significa o modelo de negócios rápido com produção acelerada e baixo custo. Isso é capaz de replicar tendências na garantia do consumo rápido, que é exatamente o que afeta o processo criativo na moda,  que se torna ofuscada em meio à necessidade da fabricação em alta escala. “Em vez de desenvolver coleções com pesquisa profunda, experimentação e construção de conceitos, muitas marcas passam a priorizar a velocidade, ocorrendo a reprodução de ideias de outros designers ou marcas, enfraquecendo a originalidade”, relata Sugi.

Essa era do fast fashion foi impulsionada principalmente pelas redes sociais, que disseminam as novas tendências estilistas. Como exemplo pode-se citar a Shein, que surfou na onda da pandemia do coronavírus como forma de fortalecer sua plataforma em meio à internet. Assim, a rede chinesa cresceu a partir da tecnologia de disseminação, e lucrou rapidamente com os baixos custos de produção, o trabalho precário e as entregas extremamente rápidas, sempre na busca de replicar as tendências atuais da moda. “O preço acessível é um dos principais fatores. Grande parte da população brasileira busca produtos com menor custo, e o fast fashion oferece exatamente isso”, afirma Sugi.

Giulia Sugi em trabalho da faculdade
Reprodução/ Instagram oficial 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Slow Fashion como contrapartida

O consumo desenfreado é sinônimo de funcionamento de um sistema capitalista no qual cada vez mais se consome, e menos se reflete sobre as reais necessidades, os impactos ambientais e as consequências sociais desse padrão. Esse ciclo é impulsionado por estratégias de mercado, publicidade e pela lógica de crescimento contínuo, que asseguram um sistema de rápida circulação. Nunca se comprou tanta roupa como nos dias atuais, mas por outro lado, nunca se gastou tão pouco dinheiro dentro da moda. Isso é um reflexo direto da informalidade, da busca por conforto e da massificação de produtos mais baratos, em grande parte importados.

O meio ambiente é um dos principais pilares afetados nesse processo, relata a estudante: “Um dos principais problemas é o descarte excessivo de roupas. A indústria utiliza grandes quantidades de água, principalmente no cultivo de algodão e nos processos de tingimento. Além disso, produtos químicos utilizados nesses processos frequentemente contaminam rios e solos. Também há tecidos sintéticos, muito comuns na fast fashion, liberam microplásticos durante a lavagem, contribuindo para a poluição dos oceanos”.

O ditado “a ânsia de ter e o tédio de possuir” ocorre também dentro da moda. As pessoas compram uma peça super desejada que está em tendência, mas rapidamente essa compra é ocupada por um lugar vazio e, consequentemente, a necessidade de comprar cada vez mais, a fim de saciar essa sensação. “Torna-se um ciclo infinito, consumir e descartar.”- afirma Giulia. 

Essa onda de desgaste têxtil e essas tendências em excesso levam a uma perda de autenticidade por parte dos produtores e criadores da moda. A essência individual se perde nos interesses mercadológicos, e para se manterem relevantes, as marcas adaptam suas estratégias para ampliar seu público com produtos mais acessíveis, mas sem perder sua sofisticação. Assim, cresce também a competitividade entre todas essas marcas que querem sempre se manter atualizadas e produzirem mais para ter um maior consumo e consequentemente, mais lucro. 

As pequenas marcas, as chamadas slow fashion, são integradas por pequenos produtores que fazem da moda sua principal fonte de renda, com roupas ou calçados construídos cuidadosamente com as mãos (handmade), pensados minuciosamente e transportando as ideias criativas para a produção da moda. Isso é um movimento de moda sustentável e consciente que valoriza a qualidade e durabilidade em detrimento da quantidade e velocidade, e são esses produtores que sofrem as consequências das tendências e desvalorização da mão de obra.  Enquanto estudante de moda, Sugi expõe: 

“Com certeza, é como se houvesse uma enxurrada interminável de novas ideias, o que pode ser tanto avassalador quanto incrivelmente valioso. Marcas menores e nacionais, que estão crescendo e possuem uma estética e história cativantes, ganham mais visibilidade online do que jamais tiveram fisicamente. Como uma estudante de moda no quarto semestre, você é bombardeada por uma avalanche de informações na internet”.

 

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Espalhada pela capital paulista, a edição 55 da SP Fashion Week acontecerá entre 25 e 28 de maio com desfiles exclusivos no histórico Teatro Municipal
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Manuela Mourão
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23/05/2023 - 12h

"Mantendo a proposta de ocupar a cidade de São Paulo, a edição 55 do Sp Fashion Week terá apresentações em diversos pontos importantes e icônicos da capital paulista", disse um porta-voz oficial do evento. O Komplexo Tempo, na Moóca, por exemplo, está localizado em um lugar histórico para a moda, em um bairro pioneiro da indústria têxtil e hoje considerado um polo de inovações na cidade.

A edição 55 da SPFW, busca explorar o tema Origens/Ressignificar e faz parte de uma trilogia iniciada em 2021, que traz uma reflexão sobre quem somos e o que nos torna um coletivo humano criativo, destacando a diversidade e a pluralidade de expressão artística e estética.

O evento inicia em grande estilo no dia 22, com o desfile de João Pimenta no Teatro Municipal para comemorar os 20 anos de marca. Outra grife que desfila antes da abertura oficial da semana de moda é a Isaac Silva, no dia 24 de maio, em um local ainda não divulgado. 

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Foto/divulgação

Este ano, a SPFW contará com 40 desfiles totais, desses sendo 31 presenciais e 9 fashion filmes que serão exibidos em uma tela de cinema do Shopping Iguatemi em uma sessão exclusiva no dia 24.  Além disso, a edição N55 contará com a estreia de 7 novas marcas: David Lee, Forca, Foz, Gefferson Vila Nova, Marina Bitu, The Paradise e Rafael Caetano. 

Foto/divulgação
Foto/divulgação

Os ingressos variaram entre R$103 e R$1.782,50, sendo esta a segunda vez em que o evento abriu suas portas para o público pagante.  

 

LINE-UP

 

22 de Maio

 

20h João Pimenta (Theatro Municipal)

 

24 de Maio

 

10h Fashion Filmes (Iguatemi São Paulo) 

 

14h30 Isaac Silva (Externo) 

 

25 de Maio

 

10h Igor Dadona (Senac Faustolo) 

 

11h Gefferson Vila Nova (Senac Faustolo) 

 

12h30 Patrícia Viera (Iguatemi São Paulo) 

 

14h30 TA Studios (Iguatemi São Paulo) 

 

17h00 Ponto Firme (Externo) 

 

19h30 Localiza (Projeto especial)

 

20h30 Meninos Rei (Komplexo Tempo)

 

21h30 Martins (Komplexo Tempo)

 

26 de Maio

 

10h Rafael Caetano (Senac Faustolo) 

 

11h Ronaldo Silvestre (Senac Faustolo) 

 

12h30 Apartamento 03 (Iguatemi São Paulo) 

 

14h30 Mnisis (Iguatemi São Paulo) 

 

19h00 LED (Komplexo Tempo) 

 

20h30 Dendezeiro (Komplexo Tempo) 

 

21h30 The Paradise (Komplexo Tempo)

 

27 de Maio

 

10h Maurício Duarte (Senac Faustolo)

 

11h Silvério (Senac Faustolo)

 

12h30 Renata Buzzo (Iguatemi São Paulo)

 

14h30 Marina Bitu (Iguatemi São Paulo) 

 

16h30 Forca Studio (Externo)

 

18h30 Thear (Komplexo Tempo)

 

19h30 AZ Marias (Komplexo Tempo)

 

20h30 Santa Resistência (Komplexo Tempo)

 

21h30 Weider Silveiro (Komplexo Tempo)

 

28 de Maio

 

11h Fernanda Yamamoto (Externo)

 

17h30 Walério Araújo (Komplexo Tempo)

 

18h30 David Lee (Komplexo Tempo)

 

19h30 Greg Joey (Komplexo Tempo)

 

20h30 Lino Villaventura (Komplexo Tempo)

 

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O evento aconteceu na última segunda-feira (01/05) e trouxe como tema “Karl Lagerfeld: A Line of Beauty”, onde a figura central era o designer Karl Lagerfeld e sua carreira.
por
Bianca Athaide
Giovanna Montanhan
Giulia Fontes Dadamo
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06/05/2023 - 12h

Entenda o “polêmico” tema do Met Gala desse ano: 

Karl Lagerfeld, um dos mais célebres designers da história da moda, faleceu em fevereiro de 2019, deixando para trás um legado marcado pela sua genialidade artística e personalidade controversa. 

Ao longo de sua carreira, Lagerfeld trabalhou em diversas marcas, incluindo Chanel, Fendi, Balmain, Chloé e, a que levava seu nome, Karl Lagerfeld. Conhecido por suas opiniões e falas polêmicas, muitas vezes era alvo da crítica pública.

Em 2012, foi acusado de racismo por ter chamado a cantora americana Rihanna de "aborígene". Após a repercussão negativa do comentário, ele se desculpou publicamente. Além de Rihanna, Lagerfeld ofendeu outra famosa cantora, Adele, em 2012. Durante uma entrevista, ele afirmou que achava a britânica "um pouco gorda demais’’, o que o colocou novamente no holofote. 

Dando sequência às polêmicas, em 2017, Lagerfeld foi acusado de plagiar uma criação do designer de jóias americano Brad Kroenig. Kroenig afirmou que Lagerfeld havia copiado uma de suas criações sem sua permissão.

O designer também esteve envolvido em uma polêmica em relação ao movimento #MeToo. Karl afirmou que acreditava que a mobilização -  que começou com atrizes hollywodianas denunciando casos de assédios no cenário envolto as produções cinemátográficas - havia ido longe demais e também criticou as mulheres que denunciaram casos de assédio e abuso sexual na indústria da moda. As declarações foram amplamente criticadas nas redes sociais. Personalidades influentes da indústria mostram repúdio, como a modelo Gigi Hadid, que afirmou que Lagerfeld "estava fora de sintonia com os tempos".

Logo após as declarações, Lagerfeld se desculpou novamente e afirmou que suas palavras haviam sido mal interpretadas. 

Outra situação desagradável envolvendo o designer, foi em 2018 quando Lagerfeld foi acusado de apropriação cultural após o desfile que apresentava a coleção de primavera da Chanel, em Paris. A linha de inspiração foi baseada na cultura africana, mas muitos afirmaram que as criações não receberam consulta específica e apresentaram pouco respeito às tradições do continente.

Dando continuidade às polêmicas do ano de 2018, Lagerfeld foi criticado por fazer comentários problemáticos sobre refugiados durante uma conversa com a apresentadora da TV alemã, Anne Will. Sendo ele de origem alemã, o designer afirmou que a chanceler Angela Merkel havia cometido um "erro fatal" ao permitir que mais de um milhão de refugiados entrassem na Alemanha.

Ainda assim, em contrapartida a todas as suas polêmicas, não há como refletir sobre a história da moda do século 20 e não citar Karl Lagerfeld. Seu nome estará para sempre marcado nas maiores maisons da indústria. 

 

Met Gala Looks - Um Overview: 

Anna Wintour 

A diretora global de conteúdo da Vogue vestiu um modelo Chanel Alta Costura 2023, em cores neutras.

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Foto: Getty Images

 

Dua Lipa

A cantora Dua Lipa, uma das co-anfitriãs da noite, usou um vestido comprido branco Chanel Alta Costura Inverno de 1992. De acordo com a Harper 's Bazaar dos Estados Unidos, as jóias foram estimadas em cerca de 10 milhões de dólares.

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Foto: Getty Images

 

Penélope Cruz

A atriz espanhola Penélope Cruz, outra das co-anfitriãs da noite e embaixadora da Chanel, vestiu o clássico vestido vintage de noiva. O modelo era um Chanel Alta Costura Primavera 1988.

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Foto: Getty Images / Jamie McCarthy

 

Nicole Kidman 

A atriz usou o mesmo vestido que estrelou no comercial do perfume No5 da Chanel, em 2004, que foi dirigido por Karl.

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Foto: Reprodução Getty Images 

 

Olivia Wilde 

A atriz e diretora vestiu um look Chloé, um modelo em formato de violino lançado em 1983. 

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Foto: David Fisher/Shutterstock

 

Michaela Coel

A atriz, também co-anfitriã da noite, vestiu um modelo exclusivo da Schiaparelli, esculpido com 13.000 cristais.

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Foto: Getty Images

 

Gisele Bündchen

A supermodelo fez sua primeira aparição pública após o divórcio com o jogador de futebol americano Tom Brady. Ela vestiu um Chanel Alta Costura Verão 2007.  Essa foi a segunda vez que usou o mesmo vestido, ele foi usado inicialmente durante um editorial para a revista Harper’s Bazaar da Coréia, que continha o styling assinado por Karl Lagerfeld.

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Foto: Reprodução Harper's Bazaar - UOL

 

Naomi Campbell

A modelo vestiu um Chanel Alta Costura 2010. Um clássico vestido espiral indiano em tom rosê e muitos brilhos prateados.

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Foto: Reprodução / The Fashionista Stories

 

Anitta

A cantora brasileira vestiu um modelo sob medida por Marc Jacobs em preto e branco, cores clássicas da Chanel que Karl perpetuou durante seu trabalho na marca. As botas brilhosas de plataforma fazem parte da coleção de Alta Costura Verão 2023. As jóias, colar e brinco - de  diamantes, platina e safira laranja - foram assinadas pela grife Tifanny & Co, além de acessórios como relógios da marca Roger Dubuis e luvas.

 

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Foto: Getty Images

 

Jared Leto

O vocalista da banda 30 Seconds to Mars ousou, e foi vestido de Choupette - a gatinha de estimação do estilista Karl Lagerfeld.

jared leto choupette
Foto: Reprodução/ Getty Images

 

Kim Kardashian

A empresária vestiu um modelo da grife italiana Schiaparelli em tons de bege e branco, sem deixar de lado a sensualidade e ousadia. O look usado no tapete vermelho remete a um look usado por ela anteriormente, quando foi capa da Playboy em 2007. Para compor este visual, foram necessárias 50 mil pérolas verdadeiras e 16 mil cristais que ajudaram a torná-lo icônico e similar ao estilo que a Chanel propunha, durante a gestão de Karl Lagerfeld.

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Foto: Getty Images / Jamie McCarthy

 

Kendall Jenner

A modelo – uma uma das modelos queridinhas de Karl – vestiu um look assinado pelo estilista Marc Jacobs, com toques de referência a identidade visual de Lagerfeld

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Foto: David Fisher/Shutterstock

 

Kylie Jenner

A empresária, que é a nova garota propaganda da Jean Paul Gaultier, vestia um modelo assimétrico e vibrante assinado da marca que foge do clássico P&B.

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Foto: David Fisher/Shutterstock

 

 

Doja Cat

A rapper teve sua estreia no tapete vermelho do MET e fez jus ao seu nome artístico ‘’cat ‘’ (que em tradução livre, significa gata em inglês) e vestiu-se como Choupette, –  a gata herdeira de todo o patrimônio de Karl – em um vestido modelo sereia, do estilista Oscar de la Renta. A maquiagem também estava de acordo com o dress code que ela escolheu, a prótese de nariz de gato trouxe ainda mais inovação para a composição do look.

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Foto: Theo Wargo/Getty Images/AFP 

 

Anne Hathaway

A atriz vestiu Atelier Versace, um modelo feito de tweed –  clássico tecido da Chanel, inspirado no vestido de 1994 que Elizabeth Hurley usou. Enfeitado com pérolas e alfinetes que trouxeram a essência de um vestido genuinamente assinado por Donatella Versace.

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Foto: Getty Images

 

Billie Eilish

A cantora Billie Eilish apareceu usando um vestido preto feito sob medida com transparência e luva 7/8 assinado por Simone Rocha. Além de presilhas no cabelo que deram um ar vintage para o visual.

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Foto: Getty Images

 

Cardi B

A rapper mudou o tom de seu cabelo para o platinado em homenagem a Karl, com um vestido bem justo na parte de cima, na parte de baixo repleto de camélias em tamanho grande (flor que é a marca registrada da Chanel). O visual todo foi assinado por Thom Browne. Além de estar usando preto e branco - cores tradicionalmente lembradas como “as cores da Chanel”.

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Foto: Kevin Mazur / MG23 / Getty Images

 

Rihanna

A cantora e empresária ousou em um Maison Valentino da Alta Costura Inverno 2019. Seu look reverência as noivas de Karl e traz à tona novamente o elemento da noite: as camélias, em muito volume e quantidade

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Foto: Getty Images

 

Lizzo

A cantora Lizzo foi outra personalidade que usou e abusou das pérolas para compor seu look. O modelo escolhido é do ano de 1991 e foi retirado do acervo da Chanel.

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Foto: Dimitrios Kambouris / Getty Images 

Jeremy Pope

Um dos looks mais marcantes do evento foi assinado pela grife francesa Balmain. Quem o vestiu foi o ator e cantor Jeremy Pope, com todo o styling marcado por Oliver Rousteing e com uma cauda longa que exibia o perfil de Karl Lagerfeld.

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Foto: Getty Images

 

Oliver Rousteing

O primeiro homem negro a assumir o império de uma grife francesa, usou Balmain – marca assinada por ele mesmo –para compor este look. Utilizou uma ecobag inspirada em um modelo que o próprio Karl usou em 2009. A produção também foi marcada pelo uso de preto e pérolas nos acessórios, o que legitimou a essência Chanel.

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Foto: Reprodução / Getty Images

 

Paris Hilton

A socialite foi outra personalidade que fez sua estreia no baile mais famoso do mundo. Marc Jacobs foi a grife escolhida. Ela exibia no pescoço um colar preto com a flor camélia – marca registrada da Chanel, além de vestir um salto plataforma.

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Foto: Getty Images

 

Viola Davis

A atriz EGOT apareceu com um vestido rosa choque da Maison Valentino, trabalhado com diversas plumas na parte superior. Um fato curioso é que essa era a cor que Karl Lagerfeld mais detestava.

VIOLA
Foto: Jamie McCarthy / Getty Images

 

Lil Nas X

O artista sensação do momento foi o que mais surpreendeu na noite, ao aparecer de fio dental e com o corpo todo cravejado de pérolas, 218.783 cristais e 5 mil pedras. Segundo a revista Page Six, a caracterização levou em torno de 10 horas para ser concluída e foi feita pela maquiadora Pat McGrath.

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Foto: Reuters

 

Lily Colins

A estrela da série Emily em Paris modelou em um vestido feito sob medida pela estilista Vera Wang – conhecida por desenhar vestidos de noiva; ela estava com uma saia preta que estampava o nome KARL em letras grandes brancas, como uma forma de homenagear o designer alemão.

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Foto: Dimitrios Kambouris / Getty Images 

 

Jennie Ruby

A vocalista da banda de K-pop BLACKPINK, além de ser embaixadora da Chanel, fez seu debut no evento pela primeira vez. Ela escolheu usar um vestido da marca de Alta Costura da coleção de Inverno de 1990, também com as respectivas cores que remetem à grife.

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Foto: Getty Images

 

Cara Delavigne

A modelo que teve um contato próximo com Karl fez uma releitura moderna de uma sessão de fotos com a Chanel de 2013, usando a peruca do ensaio junto com uma versão da icônica camisa branca do estilista.

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Foto: Getty Images

 

Jenna Ortega

Já a estrela da série da Wandinha, – de muito sucesso em 2022 – conseguiu combinar a homenagem ao estilista com a identidade de sua personagem; exibindo um look todo preto, uma blusa transparente com um laço e um bolero de tweed como sobreposição.

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Foto: Getty Images

 

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Reviva alguns dos looks e histórias mais marcantes de um dos maiores eventos de moda
por
Maria Fernanda Muller
Mariana Souza
Yasmin Solon
|
04/05/2023 - 12h

Enfim aconteceu mais uma edição do Met Gala!

 O tema da exposição que justifica o Met Gala 2023 – arrecadar fundos para o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque – é “Karl Lagerfeld: A Line of Beauty”, uma homenagem a imensa obra e vida de Karl Lagerfeld, estilista e designer de moda alemão que faleceu em 2019. Lagerfeld esteve à frente de Fendi, Chanel e sua grife homônima, além de passagens em outras marcas da alta costura como Balmain, Jean Patou e Chloé.

Além de toda sua trajetória, 150 peças originais desenhadas por Lagerfeld, serão expostas ao público. Portanto, o dress code do evento foi definido como “In honor of Karl” (“Em homenagem a Karl”). Anna Wintour, editora chefe da Vogue America e presidente do Met Gala, convidou Penélope Cruz, Michaela Coel, Roger Federer e Dua Lipa para serem os co-apresentadores da noite exclusiva.

Lagerfeld foi polêmico inúmeras vezes por fazer comentários indelicados. Apesar de ser progressista nos desenhos, o estilista idolatrava a magreza, já foi acusado de xenofobia, misoginia, machismo e ainda se mostrou contra as causas animais que visam acabar com o uso de animais em roupas, bolsas e sapatos.

Separamos alguns dos momentos que fizeram história ao longo dos anos. Reunindo celebridades, estilistas, designers, modelos e o melhor do mundo artístico, mergulhe nessa linha do tempo: 

Cher Met Gala 1974

No Met Gala de 1974, o tema foi "Romantic and Glamorous Hollywood Design". A exposição e o evento celebraram a moda e o estilo da Era de Ouro de Hollywood, homenageando os designers e estilistas que contribuíram para o glamour e o romance do cinema. O tema permitiu aos convidados explorar o estilo clássico e sofisticado dos filmes e estrelas da época, destacando-se com trajes elegantes inspirados na moda hollywoodiana.

Neste ano o vestido de Cher, feito pelo renomado estilista Bob Mackie, causou muita agitação. O vestido foi considerado um dos Naked Dresses (vestido transparente) mais famosos de todos os tempos. 

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Cher chegando no MET de 1974, com o vestido feito por Bob Mackie - Foto: Ron Galella / Getty Images

Um vestido transparente bordado com mangas e saia de penas brancas. Quase tudo era visível, incluindo os mamilos de Cher (os protetores de mamilos ainda não eram usados naquela época).

Um tempo depois, ela usou o vestido em uma fotografia que apareceu na capa da revista Time, que na época reservava o lugar de destaque para líderes mundiais ou pessoas que tivessem destaque revolucionário, em contrapartida, Cher estampava a capa usando a peça polêmica, o que fez com que a revista esgotasse quase que imediatamente nas bancas de jornais. A repercussão foi tamanha que algumas cidades chegaram a proibir a venda da edição.

 

Rihanna Met Gala 2015

O tema deste ano foi "China: Through the Looking Glass" (China: Através do Espelho). A temática do evento explorou a influência da cultura chinesa na moda ocidental ao longo dos anos, além de combinar elementos tradicionais chineses com interpretações modernas e contemporâneas, examinando como a estética chinesa influenciou e inspirou os designers de moda. 

O resultado foi a incorporação de elementos inovadores na estética americana, o que enriqueceu a exposição dos trajes no tapete vermelho. Muitos convidados abraçaram o tema com a introdução desses elementos e referências da cultura chinesa em seus looks. Rihanna fez uma entrada ousada e icônica com seu visual que se tornou um dos mais comentados e memoráveis da noite. 

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Rihanna foi um dos destaques no tapete vermelho do MET de 2015 - Foto: Mike Coppola / Getty Images

Ela vestia um vestido amarelo extravagante, criado pelo estilista chinês Guo Pei. O vestido era extremamente volumoso, com uma cauda longa que se estendia pelo tapete vermelho. Feito de seda amarela vibrante, apresentava uma mistura de elementos tradicionais chineses e um design contemporâneo. Era ricamente decorado com bordados intrincados, detalhes florais em 3D e contas douradas.

O look de Rihanna foi tão impactante que foi apelidado de "omelete" ou "pizza" nas redes sociais, devido ao seu formato circular e tamanho exuberante. O vestido levou dois anos para ser criado e foi uma escolha arrojada que capturou a atenção de todos no evento.

 

Zendaya Met Gala 2019 

Em 2019, o tema da edição foi “Camp: Notes on Fashion”, inspirado pelo ensaio de Susan Sontag, intitulado “Notes On Camp” em 1964. O termo “camp” refere-se a uma estética extravagante, exagerada e irônica, que celebra o artificial, o teatral e o exagerado na moda.

Neste ano, o tapete vermelho foi repleto de looks ousados e extravagantes. Muitos convidados abraçaram a oportunidade de usar roupas dramáticas, cores vibrantes, estampas chamativas e elementos que captassem o espírito camp, entretanto, um look em específico chamou a atenção.

Zendaya e seu estilista Law Roach apostaram em uma entrada teatral, recriando um momento de conto de fadas. Enquanto caminhava pelo tapete vermelho, o estilista segurava uma varinha de fada e acionava efeitos especiais para transformar seu vestido em uma cor brilhante de azul, como uma referência ao vestido mágico da Cinderela.

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O vestido de Zendaya se transformou no meio do tapete, em 2019 - Foto: Getty Images

O vestido de Zendaya foi uma homenagem à famosa atriz e cantora americana, Dorothy Dandridge, que foi a primeira mulher negra indicada ao Oscar de Melhor Atriz. O look de Zendaya foi inspirado no icônico vestido de Dandridge no filme "Carmen Jones" (1954). 

O vestido da grife Tommy Hilfiger, criado em colaboração com a estilista Law Roach, foi altamente aclamado e se tornou um dos mais comentados e elogiados da noite. A homenagem da atriz e a abordagem criativa para representar a transformação da Cinderela a tornaram uma das estrelas mais memoráveis do evento.


 

Kim Kardashian Met Gala 2021 e 2022

Em eventos grandes como o Met Gala, é impossível não existir nenhuma polêmica. Kim Kardashian já é uma convidada frequente, e mesmo sendo uma figura importante, não foge das críticas. Veja dois looks que dividiram opiniões e levaram a empresária a ser alvo de alguns julgamentos. 

Em 2021 o tema do Met Gala foi “Na América: Um Léxico da Moda”, e Kim surpreendeu todos ao aparecer com corpo inteiramente coberto por um tecido preto. O look era um design da marca de luxo Balenciaga, mas aparentemente não agradou muito o público. Em comparação com os anos anteriores, a mídia ficou decepcionada que a empresária não entregou o esperado.

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Kim Kardashian, de Balenciaga, foi alvo de críticas nas redes sociais - Foto: Mike Coppola / Getty Images

Já em 2022 a polêmica desagradou muito mais a mídia e os fãs do evento. Para o tema deste ano, “Gilded Glamour and White Tie”, a inspiração era a Era Dourada do século 19 nos Estados Unidos. Kim Kardashian foi longe demais com sua proposta e usou o icônico vestido de Marilyn Monroe, de quando a atriz cantou o então polêmico "Parabéns” ao Presidente John F. Kennedy. 

Apesar da surpreendente homenagem, ao devolver a peça, o colecionador Scott Fortner diz que o tecido do vestido estava esgarçado e alguns cristais estavam faltando. No Instagram, a conta The Marilyn Monroe Collection postou a comparação do antes e pós evento.

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O antes e depois do vestido original usado por Marilyn Monroe - Foto: Reprodução via Instagram (@MarilynMonroeCollection)
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O vestido usado por Kim Kardashian, em 2022, causou polêmica nas redes sociais - Foto: John Shearer / Getty Images

 

Gigi Hadid Met Gala 2022

A modelo apostou em um look inteiramente vinho da Versace. Gigi já é a cara da marca de luxo e internautas acreditam que o visual captou bem a essência da grife. A construção da roupa é composta por um casaco puffer oversized - e um corset sobreposto a um macacão de látex.

O impacto que Gigi Hadid causou com sua extravagância rendeu vários elogios. A sua superprodução foi chamada de "excêntrica", “ousada”, “marcante”. Além disso, a modelo deu show de elegância e carisma no Red Carpet, roubando os holofotes.

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Gigi Hadid, de Versace, arrancou elogios com a sua produção, em 2022 - Foto: Jamie McCarthy / Getty Images 

Contando com a maquiagem e o colar na mesma paleta de cores, o figurino foi uma aposta e tanto. Marcou o conhecido “ano do exagero” no Met Gala e fez história no evento.

 

Blake Lively e o Met Gala

Por falar em fazer história, podemos fazer uma menção honrosa a atriz. A mais esperada todos os anos infelizmente não compareceu no Met Gala deste ano. Mas vale a pena relembrar a história que Blake fez até então.

Blake Lively já teve sua presença marcada por várias marcas luxuosas, como Gucci, Chanel, Versace, Ralph Lauren e Marchesa. A atriz já participou do evento 11 vezes, só teve ausência em 2019, 2020 e 2021 desde o primeiro convite em 2008.

Seus looks mais icônicos e conhecidos são os de 2018 e o de 2022. No de 2018 o tema foi "Corpos Celestiais: Moda e a Imaginação Católica”, e ela chamou a atenção de todos com um vestido vermelho Versace. A elegância dela e o look a levaram para a lista das mais bem vestidas do evento.

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Em 2018, Blake foi com um dos principais looks da noite, de Versace - Foto: Getty Images

Quatro anos mais tarde, Blake revolucionou o Met Gala. Em sua primeira aparição desde 2018, ela se tornou anfitriã da cerimônia e marcou seu nome para sempre. Novamente com uma peça assinada pela Versace, seu look passou por uma transformação enquanto subia as escadarias. 

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Blake abriu o laço no vestido, inspirado na Estátua da Liberdade, revelando uma nova cauda - Fotos: Getty Images

Inicialmente cor de cobre inspirado no Art Deco, de repente revela um verde água que estava escondido no laço de seu vestido até então. Inspirado em Nova York e as cores remetendo à Estátua da Liberdade, Blake roubou os holofotes mais uma vez.

 

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Estudantes compartilham dicas e conhecimentos sobre o mundo fashion em plataforma viral
por
Lorrane de Santana Cruz
|
02/05/2023 - 12h

Por Lorrane de Santana Cruz

Os conteúdos criados na internet hoje são consumidos por vários países e usuários. Uma das redes mais viralizadas do momento é o TikTok. E é nela que milhares de pessoas usam a criatividade para se mostrar ao mundo. Assim como tudo foi se transformando, com as tendências fashionistas não seria diferente. Chamado de Fashion TikTok, os influenciadores mostram ideias e particularidades no modo de se vestir e se expressar.

 

   Fonte: Instagram

 

 Fonte: Instagram

As influenciadoras Luísa Masson, com 4.7 k seguidores, e Thiemy Tamura, com 32.8 k produzem conteúdos para a plataforma TikTok, e por lá mostram estilos, tendências e suas criações no mundo fashionista. Para Luísa, o interesse na moda surgiu ainda cedo, quando ela era criança. "Meu interesse pela moda vem desde a infância, antes por um hobby e hoje se tornou um trabalho que me inspira a ter vários sonhos. Durante minha infância eu fazia roupas novas para as minhas Barbies, assistia filmes que tinham a moda em sua narrativa, como “Barbie moda e magia”, o interesse pela moda surgiu de forma natural e espontânea".

Já para Thiemy, o interesse surgiu durante a pandemia da Covid-19. "Meu interesse surgiu na pandemia, quando eu comecei a consumir mais esse conteúdo nas redes sociais". A moda é algo singular e particular de cada indivíduo, e vai muito além de vestir. Para Masson a moda está ligada à sociedade. "A moda no meu ponto de vista é um reflexo da sociedade, ela vai muito além das roupas e acessórios. Moda é comunicação, cultura, economia, política, é por meio dela que conseguimos criar diálogos, nos conectamos com as pessoas ao nosso redor e expressamos nossa personalidade ao mundo".

 "Moda para mim é um jeito de se expressar e mostrar a sua personalidade sem falar nada, apenas pelo visual". Reflete Tamura. Muitas pessoas começaram a arriscar uma carreira na internet, e para isso é necessário tempo e dedicação. "Eu concilio a minha rotina de estudante de engenharia com a de influencer, costumo deixar um dia da semana para gravar conteúdos para o tiktok e vou postando 1 vídeo por dia", declara Thiemy. Para mais, a mesma precisa levar em conta os algoritmos da plataforma e o alcance que os vídeos vão obter já que não é muito fácil crescer.

"Sim, o conteúdo viraliza por um tempo, depois não e fica nesse ciclo. Sinto que não depende do conteúdo em si, mas sim da “sorte” do vídeo viralizar". Por outro lado, Luísa também compartilhou  sua percepção: "Sim, o medo e a dificuldade de gravar os conteúdos existem. No início, quando comecei a compartilhar, postava em total segredo, tinha muito receio do que meus amigos e conhecidos poderiam dizer. Atualmente, encaro essa situação com normalidade, acredito que quem não é visto não é lembrado, e enxergo a produção de conteúdo como um trabalho. Porém, as dificuldades sempre vão existir e o medo também, mas eles não podem ser maiores do que seu sonho e não podem te paralisar".

Quando postados nas redes sociais, os vídeos e na grande maioria das vezes os criadores estão sujeitos a críticas. Respondendo se já lidou com comentários negativos, Tamura alega: "Sim, mas nada desrespeitoso. Apenas críticas sobre a roupa que escolhi ou formato de vídeo, alguns grosseiros". 

No caso de Luísa, as coisas não mudam tanto assim. "As críticas são outro ponto que sempre estarão presentes. No meu primeiro vídeo que viralizou recebi diversas críticas, algumas construtivas e outras nem tanto, mas preferi encarar de forma positiva e pensar que ninguém agrada todo mundo e se eu tiver conseguido ajudar uma pessoa ou possibilitar um novo insight a alguém, já valeu a pena!".

Há alguns bônus em trabalhar no meio digital. Por exemplo, Luísa estuda moda, e se mostra realizada tanto na faculdade, quanto gravando vídeos. "A melhor parte da faculdade de moda na minha visão é poder explorar a criatividade, conhecer novas áreas dentro da moda e consequentemente, sair da famosa “zona de conforto”. A faculdade me possibilitou viver novas experiências e introduzi-las em minhas criações". 

Seguramente Thiemy se mostra no caminho quando o assunto é trabalhar com internet, e perceber o resultado de tudo isso: "Para mim é a “leveza”, consigo fazer algo que eu gosto e ser recompensada por isso".

 

 

 

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A luta pela representatividade de corpos reais nas passarelas e na sociedade.
por
Ana Kézia Andrade
Bruna Parrillo
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13/04/2023 - 12h
Arte por: Bruna Parrillo
Arte por: Bruna Parrillo

A obsessão da moda por corpos magros é um fenômeno que tem sido observado há décadas nessa indústria e no mundo do entretenimento. Desde as décadas de 1960 e 1970, o padrão de beleza idealizado passou a ser cada vez mais magro, especialmente para as mulheres. Movimentos sociais como body positive, vem para mostrar que todos os corpos devem ser aceitos, livrando as mulheres da pressão estética imposta pela sociedade. 

Nos últimos anos de Fashion Week, foi observado um progresso significativo em termos de diversidade de corpos. A luta pela inclusão caminhou em passos lentos, mas aos poucos, modelos plus size e mid size ganharam espaço nas passarelas, promovendo maior representatividade e identificação com seus consumidores. A modelo mid size Maria Clara Lima destaca a importância de a moda enxergar corpos reais: “Acho que pessoas gordas têm que passar a ser vistas como parte da sociedade, não é exceção o que você está fazendo com a sua marca de ter um tamanho maior, é o normal, é o que deveria ser normal”.

       A inclusão de modelos plus size em desfiles é de extrema importância para consolidar a representatividade e construção da imagem corporal positiva, pois mostra que a beleza não se limita a um  único tipo de corpo. Maria Clara desabafa sobre o mercado: “Se as marcas passassem a encarar o público plus size como um público ativo que de fato gasta e  investe em roupa, e tivesse investimento em modelos e blogueiras, talvez a oferta passasse a ser geral, pois você se enxergar nesse local de representatividade é essencial para que você se enxergue como uma parte importante da indústria e da sociedade.”

Arte por: Bruna Parrillo
Arte por: Bruna Parrillo

Na temporada de 2023, surgiu o questionamento: Onde foram parar os corpos reais e toda representatividade? De New York Fashion Week a Paris, o que vimos foi a predominância do cenário da extrema magreza, interrompendo tudo que já foi conquistado. É notável a volta da estética dos anos 2000, as características dessa tendência estão por todos os lugares, como na maquiagem, nas roupas, nos penteados e também no formato do corpo. Naquela época, a magreza foi incorporada como acessório e era desejada por muitas mulheres.  

 O artista visual, estilista e figurinista, Alexandre dos Anjos, expõe os motivos da falta de mudança e diversidade nas passarelas: “Foi criada uma cultura em cima da idealização de um corpo específico, este corpo foi mudando ao longo de séculos, mas na maioria das vezes, estava focado em pessoas magras e brancas. Todo este pensamento é colonialista e patriarcal, como se não houvesse diversidade no mundo.  Quem detém os meios de poder prefere manter do jeito que está, a fim de que todes se encaixem neste padrão”.

Voltamos ao pensamento que a moda tem um corpo específico, o qual nunca deixou de ser tendência. A obsessão pela magreza teve um impacto significativo na imagem corporal das pessoas, desencadeando muitas vezes distúrbios alimentares e uma visão distorcida do corpo. No tiktok, todos os dias são publicados vídeos sobre o Ozempic - um medicamento desenvolvido para diabetes tipo 2 - e que ganhou popularidade pelo uso indevido para o  emagrecimento, ultrapassando 600 milhões de visualizações. 

Mesmo em lojas de departamento, onde as roupas em teoria são mais acessíveis, os tamanhos não vestem a todos: “Sobre a positividade dos corpos, compreende-se a igualdade. Mas se corpos gordos não se veem representados, como manter essa positividade?” reflete Alexandre dos Anjos. Esse cenário é alarmante, pois a moda deve representar a diversidade da sociedade em que vivemos, a falta de espaço para corpos que fujam do “padrão” acaba em uma busca perigosa por um  ideal de beleza irrealista.

A consumidora Laís Stephano relata suas impressões sobre a experiência de ir às compras: "Muitas marcas acabam oferecendo roupas para um público muito específico, geralmente um público magro. Então, muitas vezes você olha a numeração da etiqueta e fala “isso deveria me servir”, mas na verdade não serve. Eu sinto que algumas marcas fazem roupas exclusivamente para pessoas magras.”

Essa sensação de que as roupas estão cada vez menores é algo recorrente, isso porque a indústria da moda não se desvinculou da cultura da magreza. As marcas, para tentarem servir uma “diversidade” - sem precisar fazer isso de fato - passam a diminuir os tamanhos de seus manequins,  dando a impressão de que cumprem com a promessa, mas na realidade, a pessoa que usa uma roupa 42 passará a usar  44 ou 46.

A experiência do provador, pode causar gatilhos para transtornos alimentares e problemas com a autoestima. “Primeiro você fica frustrado por aquilo não te servir e provavelmente é algo que você queria,  depois um sentimento de culpa. Será que eu deveria ser mais magra? Será que eu deveria fazer algo diferente? Será que eu deveria mudar minha alimentação? Acho que isso acaba afetando nossa relação com autoestima, querendo ou não, a gente relaciona muito o corpo e como a gente enxerga ele através do número das roupas que a gente veste” comenta Laís.

  A falta de responsabilidade daquele que produz pode adoecer milhares de consumidores, sobre isso, o estilista Alexandre dos Anjos afirma: “A moda tem como base deixar quase tudo efêmero, inclusive corpos humanos, tornando tudo descartável. Automaticamente o interesse em inclusão é pequeno, tendo em vista as últimas semanas de moda mundial que quase não trouxe modelos plus em suas passarelas.”

Arte por: Bruna Parrillo
Arte por: Bruna Parrillo

A  moda é um fator na sociedade que, além da necessidade básica de cobrir e proteger o corpo, também é um mecanismo para reafirmar sua identidade, personalidade e vivência. Alexandre vê a inclusão de corpos mid e plus size na moda como uma mudança dentro dos meios que a produzem e propagam: “A resposta está em quem produz moda, são estes os agentes que mantêm a moda do jeito que é vista hoje. Se houvesse uma conscientização das pessoas que desenvolvem produtos em torno de uma mudança, em busca de melhorias para a população que consome, talvez ela pudesse ser mais inclusiva”. Isso reforça a necessidade de políticas sociais inclusivas, que exaltem no outro características que constroem sua individualidade e a beleza presente nos corpos diversos.

 

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