A experiência de João Pedro mostra como tecnologias assistivas ampliam as possibilidades de mobilidade de pessoas com deficiência física.
por
Dhara Yuki
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26/10/2026 - 12h

Por Dhara Yuki

 

Para João Pedro sair de casa exige pensar além do destino. Antes de atravessar a porta é preciso considerar o caminho, a distância, o tempo que ficará em pé e os recursos que poderá precisar para chegar ao lugar desejado. Dependendo do compromisso, a escolha pode ser uma órtese, uma muleta ou uma cadeira de rodas. A decisão não é apenas sobre como se locomover, mas sobre qual equipamento oferecerá melhores condições para enfrentar o percurso.

Diagnosticado ainda durante a gestação com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, João teve contato com a tecnologia médica antes mesmo de nascer. Durante os exames de pré-natal, sua mãe descobriu a condição e soube que existia a possibilidade de uma cirurgia para corrigir a má-formação ainda dentro do útero. O procedimento, que envolve a abertura do útero para operar a coluna do feto e depois reposicioná-lo, foi uma das primeiras possibilidades de intervenção médica relacionadas à sua condição. Uma das complicações associadas à mielomeningocele é a hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais. Logo após o nascimento, João passou por uma cirurgia para tratar o problema e recebeu uma válvula que permitia drenar o excesso de líquido. O dispositivo, entretanto, exigia acompanhamento médico e poderia precisar ser substituído ao longo da vida. A possibilidade de depender de um equipamento por tempo indeterminado fez parte de sua história desde o começo. Anos depois, uma nova intervenção médica mudaria essa relação com a tecnologia.

Quando tinha dois anos, a mãe de João descobriu o Hospital Sarah Kubitschek, em Minas Gerais, uma instituição especializada em reabilitação. Lá, ele iniciou um tratamento direcionado às necessidades de pessoas com a mesma deficiência e passou a utilizar órteses de polipropileno, dispositivos que auxiliam a sustentação e o movimento das pernas, e esse acompanhamento durou dez anos. A órtese se tornou parte de sua rotina e permitiu que ele desenvolvesse sua mobilidade com o auxílio do equipamento. Entretanto, conforme crescia, as limitações do material começaram a aparecer. Por volta dos 12 anos, a equipe que o acompanhava informou que as órteses utilizadas até então não seriam mais suficientes para suportar seu peso. Era necessário encontrar outra alternativa.

A busca levou João à Ottobock, uma empresa especializada em soluções de tecnologia assistiva, entre elas órteses e próteses. A alternativa encontrada utilizava fibra de carbono, um material que permite produzir dispositivos leves e resistentes. Porém, o custo representava um obstáculo. Os equipamentos eram caros, e conseguir acesso a uma tecnologia mais adequada às suas necessidades não dependia apenas de sua existência. Na mesma época, João decidiu procurar uma cadeira de rodas motorizada. Embora conseguisse andar com o auxílio da órtese, percorrer longas distâncias provocava cansaço. A cadeira poderia facilitar esses deslocamentos, mas, para adquiri-la, foi necessário organizar uma vaquinha com a ajuda de amigos e familiares.

No entanto, a cadeira não correspondeu às expectativas, pois pesava aproximadamente 70 quilos, sendo difícil transportá-la, e as condições das ruas de Santo André tornavam a locomoção ainda mais complicada. A tecnologia havia sido pensada para facilitar seus deslocamentos, mas o peso do equipamento e as características do espaço urbano acabaram gerando novas dificuldades. A experiência evidencia uma contradição presente no cotidiano de muitas pessoas com deficiência, um dispositivo pode oferecer determinada solução sem necessariamente resolver os problemas encontrados no ambiente em que será utilizado. Não basta que um equipamento permita o deslocamento se o peso, o transporte ou as condições das calçadas dificultam sua utilização.

Aos 15 anos, João enfrentou outro episódio que mudaria sua relação com os recursos médicos. As dores de cabeça se tornaram intensas e não melhoraram nem com o uso de fortes analgésicos. Ao procurar um neurologista, recebeu a orientação de que a válvula implantada após o nascimento deveria ser substituída, mesmo sem estar completamente obstruída, porém outra possibilidade foi levantada, segundo João, o médico havia desenvolvido uma técnica cirúrgica que permitiria tratar a hidrocefalia sem a necessidade de manter a válvula. O procedimento foi realizado fora do convênio porque não oferecia cobertura, e teve o resultado esperado. Desde então, João não precisou mais utilizar o dispositivo. A cirurgia representou uma grande mudança, um recurso que havia acompanhado sua história desde os primeiros dias de vida deixou de ser necessário. O avanço médico não se limitou a substituir um equipamento antigo por outro, mas possibilitou uma nova condição de tratamento. O acesso, porém, teve um custo. A ausência de cobertura pelo convênio fez com que o procedimento dependesse de recursos particulares, revelando que a existência de uma tecnologia não significa que ela esteja disponível para todos que poderiam se beneficiar dela.

Na mesma fase, João conseguiu adquirir uma órtese de fibra de carbono. O equipamento permaneceu com ele por aproximadamente seis anos, período em que o dispositivo acompanhou seu crescimento e suas necessidades. Agora, ele se prepara para trocá-lo por um modelo mais recente, desenvolvido para corrigir melhor sua marcha e oferecer menor peso. A evolução das órteses mostra como a tecnologia assistiva não se resume à criação de um equipamento. Os dispositivos também passam por aperfeiçoamentos que podem modificar sua eficiência, seu conforto e a forma como se integram à rotina de quem os utiliza. Para João, a troca representa a possibilidade de contar com um recurso mais adequado às necessidades atuais, depois de anos utilizando o mesmo equipamento.

A cadeira de rodas também ganhou uma nova versão. Durante um intercâmbio na Itália, João passou os primeiros 15 dias acompanhado da mãe para compreender como seria sua rotina no país e avaliar as dificuldades de deslocamento. Percebeu que não conseguiria percorrer todos os trajetos apenas com a órtese. Dessa vez, encontrou uma cadeira mais leve, compacta e acessível financeiramente. O modelo atual pesa 27 quilos, dobra-se como um carrinho de bebê e custou menos da metade do preço da primeira cadeira motorizada que havia adquirido.

Hoje, João alterna os recursos de acordo com a necessidade. Nos dias em que precisa comparecer presencialmente a compromissos que exigem permanecer muito tempo em pé, utiliza a cadeira de rodas. Para ir à faculdade, quando considera o percurso viável, prefere a órtese e a muleta. A escolha também depende das condições do caminho. Em ruas irregulares ou em trajetos nos quais precisa ter maior controle dos movimentos, a cadeira pode ser menos prática do que a muleta. O equipamento mais avançado, portanto, não é necessariamente o mais adequado em todas as situações. A autonomia está também na possibilidade de escolher o recurso que melhor responde às necessidades de cada deslocamento.

Dentro de casa, a rotina é diferente. João utiliza um assento fixo durante o banho por causa da dificuldade para permanecer em pé por muito tempo, mas fora isso, sua casa não conta com adaptações específicas para sua condição, inclusive, consegue subir e descer escadas, mas algumas tarefas mais simples, como levar um copo ou um prato da pia até a mesa, exigem atenção para evitar desequilíbrios. A tecnologia, nesse contexto, não elimina todas as dificuldades. Mesmo com os equipamentos que utiliza, existem situações em que a organização dos espaços e as características do ambiente interferem diretamente em sua autonomia.

A mesma questão aparece quando João vai à faculdade. A instituição realiza a chamada por meio do sistema da catraca, mas a entrada principal não oferece acessibilidade. Para conseguir entrar, ele precisa utilizar o portão dos fundos, que permite a passagem, mas não conta com o sistema de registro de presença. A solução encontrada pela instituição para registrar presença aos alunos não contempla todos da mesma maneira. O problema não está na capacidade de João de frequentar as aulas, mas na ausência de uma estrutura que permita que ele acesse o espaço e cumpra os procedimentos institucionais nas mesmas condições que os demais estudantes. Segundo ele, mesmo após uma reforma na faculdade, a questão permaneceu sem solução. Essa situação diz que a acessibilidade não depende exclusivamente de equipamentos individuais ou de avanços na medicina, mas também de planejamento dos espaços coletivos e dos serviços utilizados diariamente.

A autonomia de João se estende ainda à direção de veículos. Desde 2023, ele tem carteira de habilitação e pode dirigir, mas precisa utilizar um carro adaptado. Como não consegue acionar os pedais convencionais da maneira habitual, o veículo possui uma haste que permite acelerar e frear manualmente e um pomo giratório instalado no volante que facilita as manobras com apenas uma das mãos. O carro também precisa ter câmbio automático, já que o sistema de adaptação utilizado não funciona com embreagem convencional.

Da cirurgia realizada ainda na infância aos equipamentos utilizados para andar e dirigir, a tecnologia atravessa diferentes etapas da vida de João. Em alguns momentos, aparece como uma intervenção médica capaz de modificar um tratamento, em outros, como um dispositivo que facilita um trajeto ou permite realizar uma atividade cotidiana. Mas sua experiência também mostra que a autonomia não depende apenas do desenvolvimento de novos recursos. O preço dos equipamentos, a cobertura dos procedimentos médicos, as condições das ruas e a acessibilidade das instituições interferem diretamente nos benefícios que essas tecnologias podem oferecer.

Para João, sair de casa sem nenhum dispositivo de auxílio não é uma possibilidade viável. Em seus deslocamentos, órtese, muleta e cadeira de rodas cumprem funções diferentes, escolhidas de acordo com o percurso e o tempo que precisará permanecer em movimento. O desenvolvimento de equipamentos mais leves, resistentes e funcionais amplia as possibilidades de mobilidade, mas não transforma automaticamente os espaços em ambientes acessíveis. Quando uma cadeira de rodas encontra dificuldades nas ruas ou um estudante precisa utilizar uma entrada alternativa para chegar à faculdade, fica evidente que a inovação tecnológica e a inclusão não avançam necessariamente no mesmo ritmo. A história de João revela duas dimensões de uma mesma questão, a importância de tecnologias que respondam às necessidades das pessoas com deficiência e a necessidade de ambientes preparados para que elas possam utilizá-las. Afinal, não basta desenvolver equipamentos capazes de ampliar a autonomia se os caminhos que levam à universidade, ao trabalho e aos demais espaços da vida cotidiana continuam impondo barreiras.

 

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Franquia de games do lendário skatista da Califórnia trouxe o universo do esporte para os holofotes ao longo das décadas
por
Ivo Leite
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23/10/2026 - 12h

 

Jogar videogame é uma atividade que pode inspirar e fazer sonhar, seja para ser jogador de futebol com títulos como FIFA e PES, por exemplo, ou skatista. Vários jovens começaram a se prestar atenção no universo das quatro rodinhas por meio de um amigo ou por si só. Mas, será que houve algo a mais que despertasse esse interesse?

Em 29 de Setembro de 1999, o jogo Tony Hawk Pro Skater, do skatista californiano Tony Hawk, chegou ao mercado para o console Playstation. O game foi um pontapé inicial para o surgimento de uma franquia de sucesso que vendeu mais de 350 mil cópias só nos três primeiros meses daquele ano. 

Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT
 Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT

 

Criada em parceria com a Activision, uma das maiores e mais influentes distribuidoras de jogos eletrônicos do mundo, a franquia ficou famosa por sua jogabilidade arcade rápida. Após grande êxito com o Playstation, o game foi para outros consoles como o Nintendo 64, Game Boy Color, Dreamcast e N-Gage.

As variações foram sendo criadas com a essência do jogo original. Tony Hawk Pro Skater Underground é um exemplo dessas sequências, dentre outras que surgiram. Houve alguns experimentos como em Tony Hawk Ride que, diferente de seus antecessores, usava um periférico físico em formato de skate como controle. 

 

Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90, o dobro de um game comum na época - Reprodução/Mercado Livre
Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90 - o dobro de um game comum na época Foto: Reprodução/ anúncio Mercado Livre 

Em 2020, a franquia foi remasterizada com gráficos hiper modernos, lançando o Tony Hawk 1 + 2, premiado como melhor jogo de esporte em eventos como o The Game Awards e o D.I.C.E. Awards. E em 2025, a coletânea Pro Skater 3 + 4 veio ao mercado para concretizar a volta do título.

“Cresci jogando e isso certamente me influenciou a me aventurar sobre quatro rodinhas”, afirma o gamer e skatista Felipe Dias, de 23 anos, que atualmente deseja se formar no curso de Design de Games. “Quero sempre me lembrar de como me apaixonei pelo esporte”, finaliza Dias.

 

Manobras e pistas com dinâmica real . Foto Ivo Leite/AGEMT
Manobras e pistas com dinâmica real Foto: Ivo Leite/AGEMT

 

Um dos pontos  altos da série de jogos Tony Hawk está nas trilhas sonoras marcantes. Gerações de apaixonados por grandes bandas ouviram e se lembram de pelo menos uma música presente nos jogos. A lista compõe diversos estilos musicais como hardcore, punk rock, hip-hop, ska punk e metal. Destaque para “No Cigar”, do Millencolin; “Guerrilla Radio” do Rage Against the Machine e “Superman”do Goldfinger. 

Nesse tempo, o skate se tornou um esporte de grande expressão chegando a compor até os Jogos Olímpicos, a partir de 2020. E a ascensão de sua prática também pode ser avaliada pela influência de jogos digitais como o Tony Hawk Pro Skater. 

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Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Discurso de Bolsonaro na ONU, Anitta indicada em uma das categorias principais do Grammy Latino e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
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20/09/2022 - 12h

 

Terça-feira, 20 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT

  • STF mantém limitação à decretos de Bolsonaro sobre compras de armas e munição;

  • Pesquisa Ipec: Lula avança e Bolsonaro se mantém estável;

  • Discurso de Bolsonaro na  abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA);

  • Segundo relatório do banco Credit Suisse, o mundo ganhou 46 mil super ricos em 2021;

  • Anitta é indicada ao Grammy Latino 2022, em uma das categorias principais, pela música “Envolver”;


 

Foto: Christiano Antonucci /Secom - MT
Foto: Reprodução / ONU

7 a 1 no STF

Nesta terça-feira (20), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram, em sua maioria, para manter decisões do ministro Edson Fachin que restringem efeitos de decretos de Bolsonaro que facilitam o acesso à compras de armas e munição no país.

O início da análise foi feito na sexta-feira (16), e é esperado que a sessão termine às 23h59 desta noite. Os magistrados apresentam seus votos na página eletrônica do STF, em um plenário virtual.

Apenas o ministro Nunes Marques, indicado por Bolsonaro à Corte, votou contra a suspensão. Já para manter as decisões de Fachin, votaram os ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Rosa Weber, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

 

Cenário estável

Nesta segunda-feira (20) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral estimulada realizada pelo Instituto Ipec (ex-Ibope), no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 47% das intenções de votos, oscilando um ponto para cima em relação ao levantamento feito em 12 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) consta com 31%, o que o deixa com apenas 15 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que manteve 7%, seguido por Simone Tebet (MDB), que aumentou para 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) se mantiveram com 1%. Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) pontuaram menos de 1%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 5%.

As entrevistas foram feitas entre os dias 17 de agosto e 18 de setembro, em 181 municípios e contou com 3.008 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

Segundo a pesquisa, Lula tem melhor desempenho entre católicos, pretos e pardos, cidadãos com baixa renda, pessoas com ensino fundamental e que moram no Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, pessoas com ensino superior, não beneficiários de auxílios do governo federal e residentes do Sul e Centro-Oeste. 

 

Foto: Reprodução/ONU

Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral da ONU

Nesta terça-feira (20) o presidente Jair Bolsonaro abriu a 77ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar no evento. 

Bolsonaro deu um pronunciamento de 20 minutos, e abordou temas de sua campanha, fazendo um balanço duvidoso das ações realizadas em seu governo, além de atacar as gestões petistas e defender o conservadorismo. 

"No meu governo, extirpamos a corrupção sistêmica que existia no país. Somente entre o período de 2003 a 2015, onde a esquerda presidiu o Brasil, o endividamento da Petrobras por má gestão, loteamento político e em desvios chegou à casa dos US$ 170 bilhões. O responsável por isso foi condenado em três instâncias por unanimidade. Delatores deveram US$ 1 bilhão e pagamos para a Bolsa americana outro bilhão por perdas de acionistas. Este é o Brasil do passado", declarou Bolsonaro em relação ao candidato e ex-presidente Lula. 

Além disso, o presidente afirmou que os atos realizados no dia 7 de setembro foram "a maior demonstração cívica da história" do país. Quanto a pandemia do Covid-19, Bolsonaro disse que “o governo não poupou esforços para salvar vidas.”

Outro assunto comentado foi a Guerra na Ucrânia, o qual Bolsonaro declarou defender “um cessar-fogo imediato, a proteção de civis e não-combatentes, a preservação da infraestrutura crítica para assistência à população e a manutenção de todos os canais de diálogo entre as partes em conflito”. E disse que o governo brasileiro é contra o “isolamento diplomático e econômico”.

 

Foto: Malte Mueller/Getty Images
Foto: Malte Mueller/Getty Images


46 mil novos super-ricos

Segundo relatório do banco Credit Suisse, divulgado nesta terça-feira (20), 264.200 pessoas terminaram o ano de 2021 com fortuna estimada em mais de US $50 milhões - um crescimento de 21% em relação a 2021.

Os países que mais ganharam super- ricos no último ano foram: Estados Unidos com 30.470 e China com 5,2 mil. A Alemanha conta agora com 1.750 novos membros, Canadá e Austrália computam 1.610 e 1.350, respectivamente.  

O relatório aponta que a riqueza global teve o maior crescimento anual já registrado, com uma ascendência de 9,8% finalizando o ano passado em US $463,6 trilhões. 

 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  8.741 novos casos de COVID-19, e 90 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 74. No total, o país acumula 34.600. casos confirmados, e 685.518 óbitos por COVID-19.
 

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

Gravação do ano

O Grammy Latino divulgou nesta terça-feira (20) os indicados ao maior prêmio musical da América Latina. Ao todo, a premiação conta com 53 categorias e o anúncio dos vencedores acontece em 17 de novembro.

Anitta foi a única brasileira a ser indicada em uma das principais categorias “Gravação do Ano”, com o hit Envolver, além de “Melhor Performance de Reggaeton”. A cantora concorre com nomes conhecidos da música latina atual como Bad Bunny, Rosalía e Shakira. 

Além disso, a premiação também fez uma indicação póstuma de Marília Mendonça com o álbum "Patroas 35%", em parceria com a dupla Maiara e Maraisa, na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja.

Outros artistas como Jão, Luisa Sonza e Ludmilla foram alguns dos indicados a categorias exclusivas para gravações em português.

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Ex-presidenciáveis declaram apoio a Lula em evento, Bolsonaro participa do funeral da Rainha Elizabeth II, diminuição do preço do Diesel, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Sônia Xavier
|
19/09/2022 - 12h

Segunda-feira, 19 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT

  • Ex-presidenciáveis declaram apoio a Lula em evento
  • Bolsonaro participa do funeral da Rainha Elizabeth II
  • Caixão da Rainha é sepultado em Windsor
  • Petrobras anuncia que Diesel irá diminuir 5,8%
  • Post Malone cai em show, lesiona costelas e volta ao palco após atendimento médico
  • Atualização dos dados da pandemia
Candidatos a presidente em eleições passadas reunidos com Lula em São Paulo - Foto: Reprodução/YouTube Lula
Candidatos a presidente em eleições passadas reunidos com Lula em São Paulo - Foto: Reprodução/YouTube Lula

"Frente antifascista"

Nesta segunda-feira (19), o ex-presidente Lula (PT) se reuniu com diversos ex-presidenciaveis em um encontro, onde declararam apoio à candidatura do petista.

Na reunião, que foi feita em um hotel em São Paulo, estavam presentes:

Guilherme Boulos (PSOL), que concorreu em 2018;

Luciana Genro (PSOL), que concorreu em 2014;

Marina Silva (Rede), que concorreu em 2010, 2014 e 2018;

Fernando Haddad (PT), que concorreu em 2018;

João Vicente Goulart (PCB), que concorreu em 2018;

Henrique Meirelles (União Brasil), que concorreu em 2018;

Cristovam Buarque (Cidadania), que concorreu em 2006;

Geraldo Alckmin (PSB), atual candidato a vice de Lula, que concorreu em 2006 e 2018.

Dos presentes, Boulos e Marina Silva já haviam declarado apoio ao candidato. A ex-senadora se manifestou na última semana, após pedir medidas relacionadas à pauta ambiental em seu possível governo.

Em sua declaração, Luciana Genro, que já foi filiada ao PT, defendeu o que chamou de “frente antifascista” e afirmou que apenas Lula tem a possibilidade de fazer o país “respirar novamente para poder lutar por uma verdadeira democracia”.

Já Buarque, chamou atenção para a credcente tensão entre os apoiadores de Lula e Bolsonaro: “Será uma tragédia termos o segundo turno. Eu não tenho dúvida de que ele [Lula] ganhará no segundo turno, se houver segundo turno. Mas serão quatro semanas imprevisíveis do ponto de vista de violência nas ruas, do ponto de vista de 'fake news' para todos os lados."

CHIP SOMODEVILLA / POOL / AFP
Foto: CHIP SOMODEVILLA / POOL / AFP

"Juízo final"

Nesta segunda-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (PL) e a primeira-dama Michelle Bolsonaro participaram do funeral da Rainha Elizabeth II em Londres. No domingo (18), ambos foram recepcionados pelo rei Charles III no Palácio de Buckingham. A cerimônia, que contou com a presença de mais de cem chefes de Estado, fez parte do cronograma do funeral da rainha.

Ao deixar a residência oficial do embaixador do Brasil em Londres, o presidente foi questionado sobre a presença no funeral de Elizabeth II. Bolsonaro afirmou que "todo mundo vai ter um ponto final". E acrescentou que, na hora do juízo final, não vai ter ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para "descondenar uma pessoa e torná-la elegível", referindo-se à decisão do STF que anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decorrentes da Operação Lava Jato.

Depois de quatro dias de velório, o corpo da Rainha Elizabeth II foi sepultado no Castelo de Windsor. A própria rainha, segundo o Palácio de Buckingham, ajudou nos preparativos da cerimônia. Entre seus pedidos, está a execução de uma música por seu gaiteiro de fole oficial, após o encerramento do funeral na Abadia de Westminster.

Após o serviço religioso, o caixão de Elizabeth II percorreu as ruas de Londres em um cortejo fúnebre que terminou no Wellington Arch, no Hyde Park, em seguida, partiu para Windsor.

O sepultamento ocorreu às 19h30 (15h30 de Brasília). À medida que o caixão for colocado no repouso definitivo, o arcebispo de Canterbury vai ler uma bênção e o gaiteiro toca outra música. O joalheiro da monarquia, então, vai recolher a coroa do caixão e devolvê-la à Torre de Londres.

O dia do funeral foi declarado feriado no Reino Unido, e os eventos foram planejados de maneira meticulosa durante anos, seguindo um cronograma com horários precisos.

diesel
Foto: Reprodução

Diesel mais barato

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (19), queda no preço do Diesel vendido às suas distribuidoras. O litro sairá de R $5,19 para R $4,89, a partir desta terça-feira (20), nas refinarias da estatal. Esta é a terceira redução no preço do combustível em 46 dias, as anteriores foram em 04 e 11 de agosto.

Segundo a Petrobras, com a adição obrigatória de 10% de biodiesel ao diesel vendido nos postos, o preço final será, em média, de 4,40 por litro na bomba.

post malone
Reprodução: Twitter

Acidente

Post Malone sofreu uma queda em uma abertura no palco de sua apresentação na cidade de St. Louis, nos Estados Unidos, no último sábado (17). O rapper machucou as costelas e precisou de ajuda de médicos para deixar o local, mas voltou a se apresentar após cerca de 15 minutos.

Uma pessoa que estava no show contou ao site TMZ que uma das pernas do cantor ficou tremendo incontrolavelmente. Após ser retirado, ele pediu para o público aguardar enquanto tentava se recuperar.

No domingo (18), em publicação no Twitter, Post Malone explicou que o buraco é uma estrutura onde guarda o violão após a parte acústica do show:  "Tem esse buraco gigante, então eu tentei dar a volta, virei no canto e arrebentei meu traseiro. Me tirou o ar de jeito. Me pegou de jeito.”

 

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Grupo de afegãos instalados no aeroporto de Guarulhos é direcionado a abrigo, Datafolha mostra estabilidade na presidencial, Corinthians na final da Copa do Brasil e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
17/09/2022 - 12h

Sexta-feira, 16 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Número de crianças que não sabem ler e escrever nem palavras isoladas cresce durante a pandemia, apontam dados do INEP;
  • DataFolha: A duas semanas da eleição, Lula segue na ponta e vê Bolsonaro oscilar para menos;
  • Grupo de afegãos instalados no aeroporto de Guarulhos é direcionado a abrigo;
  • Reino Unido: Velório de Elizabeth II tem filas quilométricas, Charles III é vaiado em Gales;
  • Itália sofre com enchentes, pelo menos nove mortes já foram registradas;
  • Coala Festival começa nesta sexta-feira (16);
  • Copa do Brasil: Corinthians atropela o Fluminense e avança à final contra o Flamengo.

 

Foto: Stockphotos
Foto: Stockphotos

Atraso pedagógico 

De acordo com balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgado pelo Ministério da Educação nesta sexta-feira (16), a porcentagem de crianças do 2° ano do ensino fundamental que ainda não sabem ler e escrever nem mesmo palavras isoladas dobrou durante a pandemia. 

A pesquisa, que é feita a cada dois anos, mediu o desempenho de uma amostra de 5,3 milhões de alunos de cerca de 72 mil escolas privadas e públicas em uma prova nacional, o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Ainda de acordo com o levantamento, a cada 10 alunos dois não sabem subtrair e somar, o que representa 22% deles, contra 16% em 2019.


 

 Eduardo Anizelli, Pedro Ladeira e Zanone Fraissat/Folhapress
 Eduardo Anizelli, Pedro Ladeira e Zanone Fraissat/Folhapress

Cenário eleitoral estável

Nesta quinta-feira (15) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) se mantém estável, com 45% das intenções de votos, 12 pontos percentuais à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), que oscilou para baixo, constando com 33%.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), com 8%, seguido por Simone Tebet (MDB), com 5%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Soraya Thronicke (União Brasil) aumentou de 1% para 2%. Enquanto isso, Felipe d'Avila (Novo), Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) não pontuaram.

2% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 4%.

Segundo a pesquisa, Lula segue com melhor desempenho entre católicos, jovens, pessoas pretas, mulheres, beneficiários do Auxílio Brasil e habitantes do Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, residentes do Sul e quem recebe de 5 a 10 salários mínimos. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados entre os que ganham de 2 a 5 salários mínimos (34%), e com pontuação igual no Centro-Oeste.

O levantamento foi feito em 300 municípios e contou com 5.926 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04099/2022, encomendado pela Folha e pela TV Globo.

 

Foto: Bruno Santos/Folhapress
Foto: Bruno Santos/Folhapress

Abrigados 

Dezenas de famílias afegãs que dormiam no chão do aeroporto de Guarulhos desde abril receberam a notícia de que iriam para um abrigo na tarde desta sexta-feira (16). Apesar de algumas pessoas terem sido acolhidas por brasileiros, o número chegou a 98 hoje. No entanto, a secretaria de Assistência Social do município ainda não deu detalhes sobre os locais para onde essas famílias vão.

A situação ficou tensa depois que o talibã assumiu o poder em seu país. Devido à grande movimentação, foi instalado pela prefeitura no Terminal 2 do aeroporto o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante, além de ter inaugurado uma residência transitória para migrantes e refugiados no último dia 10 de agosto, mas suas 27 vagas estão ocupadas.

 

Foto: Jacob King/AP
Foto: Jacob King/AP

Espera

Aberta na quarta-feira (14), a fila para se despedir da Rainha Elizabeth II no Palácio de Westminster ficou fechada nesta sexta-feira (16) durante seis horas, por excesso de pessoas e para reorganizar o fluxo. 

A paralisação ocorreu no momento em que a fila já atingia os oito quilômetros de extensão e as pessoas esperavam cerca de 14 horas para entrar na sala onde está exposto o caixão da monarca. 

Após a reabertura da fila, o tempo de espera aumentou para 24 horas. O caixão ficará exposto ao público até segunda-feira (19). Depois, o caixão será transportado até a Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, onde será realizado o enterro

Ainda nesta sexta-feira (16), o rei Charles III foi vaiado pelo público durante sua primeira visita oficial após assumir o trono do Reino Unido no País de Gales. Charles e a rainha consorte Camilla estavam dentro de um carro a caminho do castelo de Cardiff, onde se reuniram com o primeiro-ministro de Gales, Mark Drakeford.

A região é conhecida por ter autonomia política e distanciamento da coroa britânica, além disso, o primeiro-ministro de Gales já havia anunciado que seriam permitidas manifestações políticas contra a monarquia durante a visita do rei.

A visita ao País de Gales foi a última etapa de uma série de viagens às quatro nações que compõem o Reino Unido (Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e Gales) para reconhecer o status de Charles III como novo monarca e chefe de Estado.

 

Inundações

A região central italiana de Marche foi atingida por fortes chuvas torrenciais e inundações na madrugada de quinta-feira (15). Na manhã desta sexta-feira (16), as autoridades confirmaram pelo menos nove mortes e três desaparecidos. 

Cerca de 400 milímetros de chuva caíram durante um período de duas a três horas, disse a agência de proteção civil, um terço do número normalmente recebido em um ano. As autoridades locais disseram que não esperavam uma “bomba de água” tão repentina.

Imagens divulgadas pelos bombeiros mostraram operadores navegando pelas ruas da cidade litorânea de Sinigallia em vigas para resgatar pessoas e evacuá-las, enquanto outros tentavam limpar uma passagem subterrânea de detritos.

Cerca de 300 bombeiros estão operando na região e resgataram pessoas que subiram em telhados e árvores durante a noite para escapar das inundações. 


 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 10.252 novos casos de COVID-19, e 97 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 70. No total, o país acumula 34.579.085 casos confirmados, e 685.300 óbitos por COVID-19.
 

Foto: Eduardo Martins/Agnews
Foto: Eduardo Martins/Agnews

Coala Festival

A oitava edição do Coala Festival começa nesta sexta-feira (16) e vai até domingo (18) no Memorial da América Latina, na Barra Funda, em São Paulo. O evento contará com grandes nomes da música nacional como Gilberto Gil, Liniker, Djavan, Maria Bethânia, Alceu Valença e Gal Costa. 

As vendas iniciaram no começo do ano, contudo  um lote de ingressos extras foi disponibilizado, e os valores vão de R$ 180 (meia entrada para esta sexta-feira) a R$ 540 (inteira para o sábado e para o domingo) e podem ser adquiridos pelo site Total Acesso. 

Confira a programação completa por dia:

16 de setembro (Sexta-feira)

14h - Abertura dos portões / Gustavo Treze

14h40 - Tasha & Tracie

15h20 - Eunãotodoido

15h55 - Liniker

16h45 - Peroli

17h20 - Gilberto Gil

18h20 - Deekapz

18h55 - Mayra Andrade

19h50 - Kl Jay

20h25 - Djavan

 

17 de setembro (Sábado)

11h - Abertura dos portões / DJ Set da curadoria

13h - Vitória Nicolau

13h30 - Rachel Reis

14h10 - Odara Kadiegi

14h45 - Ana Franco Elétrico

15h25 - DJ Tudo

16h - Alceu Valença

17h - Brime

17h35 - BK’

18h20 - Ubunto

18h55 - Bala Desejo

19h50 - Tata Ogan

20h25 - Gal Costa com Rubel e Tim Bernardes

 

18 de setembro (Domingo)

11h - Abertura dos portões / DJ Set da curadoria

12h30 - Liz Tibau

13h15 - Chico Chico e Juliana Linhares

14h - Miria Alvez

14h35 - Nego Bala

15h20 - DJ Diaz

15h55 - Marina Sena

16h45 - Barulhista

17h20 - Rodrigo Amarante

18h10 - Cinara

18h45 - Black Alien

19h40 - Discopédia

20h25 - Maria Bethânia

 

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Brasileirão 

Neste final de semana acontece a 27ª rodada do Campeonato Brasileiro da série A. No sábado (17), na abertura da rodada, o Avaí enfrenta o Atlético-MG, na Ressacada, às 16h30. Às 19h, o Botafogo recebe o Coritiba, no Nilton Santos. 

No domingo (18), às 11h, o RB Bragantino recebe o Goiás, no Nabi Abi Chedid. Às 16h a bola rola para um clássico, Flamengo e Fluminense, no Maracanã. No mesmo horário, no Castelão, Ceará e São Paulo se enfrentam. 

Às 18h, no Independência, América-MG e Corinthians medem forças. No mesmo horário jogam Juventude e Fortaleza, no Alfredo Jaconi. Às 18h30, o líder Palmeiras recebe o Santos, no Allianz Parque, em mais um clássico. Atheltico-PR e Cuiabá se enfrentam às 19h, na Arena da Baixada. Fechando a rodada, na segunda-feira (19), a bola rola para Atlético-Go e o vice-líder Internacional.

 

Vai pegar fogo!

O Corinthians amassou o Fluminense e se classificou para a final da Copa do Brasil de 2022. Na quinta-feira (15), em uma noite fria em São Paulo, o Timão aplicou sonoros 3 a 0 e carimbou o passaporte para a próxima fase. Renato Augusto, Giuliano e Felipe Melo (contra) fizeram os gols. 

Com o  resultado a equipe alvinegra se habilitou para encarar o Flamengo na final da competição. A equipe carioca já havia se classificado na quarta-feira (14) ao vencer o São Paulo. As finais estão previstas para os dias 12 e 19 de outubro.

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Alunos da PUC-SP realizam ato de apoio aos professores, renúncia da primeira-ministra da Suécia e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
15/09/2022 - 12h

Quinta-feira, 15 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Alunos da PUC-SP realizam ato de apoio aos professores, contra o corte de salário;
  • STF forma maioria para manter suspenso piso salarial da enfermagem;
  • Suécia: Primeira-Ministra anuncia renúncia após vitória da coligação de direita/extrema-direita nas eleições gerais;
  • Parlamento Europeu diz que Hungria não é mais democracia;
  • Média móvel de mortes em decorrência da covid fica em 69 pelo segundo dia seguido;
  • Copa do Brasil: Corinthians e Fluminense se enfrentam para decidir o segundo finalista da Copa do Brasil 2022;
  • Flamengo é o primeiro garantido.

 

Foto: Mariana Luccisano
Foto: Mariana Luccisano

Salários ainda reduzidos

Nesta quinta-feira (15), foi realizado um ato na PUC-SP pelos alunos da universidade em apoio à reivindicação do corpo docente, pedindo a suspensão do corte de 10% no salário dos professores. A concentração contou com a participação de diversos centros acadêmicos do campus Monte Alegre, além do centro acadêmico de medicina, do campus de Sorocaba.

Além disso, acompanhados de alguns professores, alunos da universidade marcharam até o prédio da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP. Juntos, protestaram contra o corte salarial e pediram a valorização dos funcionários do campus como um todo, além de melhorias em sua infraestrutura e maior representatividade dos corpos docente e discente no Conselho de Administração da Pontifícia.

 

Suspenso

O Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira (15) a suspensão da lei que criou o piso salarial para os profissionais de enfermagem. O caso será julgado até sexta-feira (16).

A favor da suspensão votaram o ministro Roberto Barroso, que é o relator do caso, e os ministros Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

Já contra, votaram os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Edson Fachin. A presidente da Corte, ministra Rosa Weber, e Luiz Fux ainda votarão.

O piso foi suspenso no dia 4 de setembro por Barroso, que deu 60 dias para o governo federal, Estados, Distrito Federal e entidades do setor informarem a respeito do impacto financeiro do piso, se seu funcionamento afeta a qualidade dos serviços prestados e envolve risco de demissões.

Economia - Tem gente com fome; os números sobre a insegurança alimentar no Brasil. Orçamento de 2023 prevê corte de 90% dos recursos do programa “Casa Verde e Amarela”, substituto do “Minha Casa Minha Vida”. 

 

Foto: Fup
Foto: Fup

Fome no Brasil

Dados da Rede Brasileira de Pesquisa Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN) divulgados na quarta-feira (14) mostraram que três em cada dez famílias brasileiras sofrem de insegurança alimentar moderada ou grave, isto é, quando a família tem dificuldades para comprar alimentos e reduzem a quantidade de algum item.

Se considerado também pessoas em insegurança leve, o número chega a 125,2 milhões de pessoas com preocupação sobre a alimentação no Brasil, equivalente a seis a cada dez famílias. As regiões norte e nordeste são as mais afetadas com a insegurança alimentar grave. O estado da federação mais atingido é Alagoas, onde 36,7% das famílias pesquisadas convivem com essa situação. 

Mesmo proporcionalmente atingindo mais as regiões norte e nordeste, em números absolutos, o sudeste é a região com maior concentração de pessoas que passam fome. Em São Paulo, maior economia do país, 6,8 milhões de pessoas vivem com insegurança alimentar grave. No Rio de Janeiro são 2,7 milhões de pessoas na mesma situação. 

Considerando os três níveis de insegurança alimentar (grave, moderada e leve), São Paulo lidera com 26 milhões de pessoas nessas situações, em seguida vem Minas Gerais, com 11,2 milhões. 

 

Casa não é prioridade ?

O programa social "Casa Verde e Amarela", sofrerá um corte de mais de 90% de seus recursos no ano de 2023. O programa, substituto do "Minha Casa, Minha Vida", é de política habitacional que visa a construção de casas para a população mais pobre. 

Segundo a proposta orçamentária enviada pelo Ministério da Economia ao Congresso Nacional, os recursos do programa sairá de R$665,1 milhões para R$34,1 milhões. O Ministério argumenta que a redução se deve à priorização de outras obras.

 

Foto: Jéssica Gow / TT News Agency / AFP
Foto: Jéssica Gow / TT News Agency / AFP

Guinada à direita

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, renunciou nesta quinta-feira (15) após reconhecer a derrota da esquerda e centro-esquerda e a vitória do bloco de direita e de extrema-direita nas eleições legislativas do país. 

Os resultados finais ainda não foram divulgados, mas Andersson afirma que a apuração inicial já confirma a vitória do bloco de direita. 

Os números divulgados no país após as eleições, que foram realizadas no último domingo (11), mostram que uma eventual aliança formada por Moderados, Democratas Suecos, Democratas Cristãos e Liberais obterá 176 assentos no Parlamento de 349 cadeiras. O bloco é liderado pelo conservador Ulf Kristersson. Já o bloco da centro-esquerda, tradicional no governo do país e liderado por Magdalena Andersson, ficará com 173.

"Quando houver um novo governo, vou liderar a social-democracia na oposição", disse a primeira-ministra, em entrevista coletiva, de acordo com a emissora pública SVT. "Nós estamos dispostos a cooperar com quem quiser fazer parte da solução dos problemas que nosso país enfrenta."

 

Erosão da democracia

O Estado de direito na Hungria foi degradado ao ponto de o país se tornar "um regime híbrido de autocracia eleitoral", é o que declarou uma resolução do Parlamento Europeu, aprovada nesta quinta-feira (15). 

A longa resolução de 48 páginas "lamenta profundamente que a falta de ação decisiva da União Europeia (UE) tenha contribuído para a erosão da democracia, do Estado de direito e dos direitos fundamentais na Hungria, como mostram indicadores relevantes.” O país é governado desde 2010 pelo nacionalista ultraconservador Viktor Orbán. 

O documento também pede às instituições europeias que "prestem mais atenção ao desmantelamento sistêmico do Estado de Direito" no país e que a Hungria não deve receber fundos para recuperação pós-pandemia se não cumprir as recomendações da UE sobre o Estado de direito e as decisões judiciais. Além disso, o serviço de imprensa do Parlamento Europeu sublinhou que "a Hungria não pode mais ser considerada uma democracia plena".
 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  9.931 novos casos de COVID-19, e 82 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 69. No total, o país acumula 34.568.833 casos confirmados, e 685.203 óbitos por COVID-19.


 

Foto: Marcelo Cortes/CRF
Foto: Marcelo Cortes/CRF

Copa do Brasil 

Corinthians e Fluminense decidem quem será o segundo finalista da Copa do Brasil 2022 nesta quinta-feira (15). A bola vai rolar às 20h, na Arena NeoQuímica. O confronto está empatado após o 2 a 2, no Maracanã, na partida de ida. Uma vitória por qualquer placar no tempo normal garante o time vencedor na final, um novo empate leva a decisão para os pênaltis. 

As duas equipes olham com carinho para uma vaga na final da Copa. Apesar de brigar pelo G-4 do Brasileiro, tanto a equipe paulista, quanto a equipe carioca, entendem que pela distância atual do líder Palmeiras, a Copa é um caminho mais viável para terminar a temporada com um título. Viável, porém difícil. 

O Corinthians aposta na força de sua torcida e no seu bom retrospecto em casa. Já o Fluminense joga suas fichas no "Dinizismo", mas terá o desfalque importante do volante André. 

Quem apita o jogo é Anderson Daronco, auxiliado por Rafael da Silva Alves e Guilherme Dias Camilo. O quarto árbitro será Jean Pierre Gonçalves Lima. No comando do VAR estará Rodrigo D'Alonso Ferreira. 

O vencedor deste confronto enfrentará o Flamengo na final. A equipe rubro-negra voltou a vencer o São Paulo na quarta-feira (14), no Maracanã, dessa vez por 1 a 0, e carimbou sua vaga na final. No agregado da decisão, o Flamengo venceu por 4 a 1. Destaque da partida foi o bonito gol do meio-campo Arrascaeta, com um toque sutil por cima do goleiro Jandrei. 
 

Lenda do tênis 

O tenista suíço Roger Federer anunciou sua aposentadoria, aos 41 anos, nesta quinta-feira (15). Dono de 20 títulos Grande Slam, o tenista fará sua despedida na Laver Cup, na próxima semana entre os dias 23 e 25 de setembro. 

Federer disse que não disputará mais torneios válidos pelo ranking ATP. A última competição do tenista suíço vai contar com os três principais oponentes de sua carreira: o espanhol Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic e o britânico Andy Murray. A Laver Cup é uma espécie de duelo entre os europeus contra os demais continentes, por esse motivo, o quarteto estará no mesmo time. Além dos quatro, o time dos europeus contará com o grego Stefanos Tsitsipas e o norueguês Casper Ruud.

O time dos atletas de outros continentes contará com o canadense Felix Auger-Aliassime, os americanoz Taylor Fritz, Francês Tiagoe e Jack Sock, o argentino Diego Schwartzman e o australiano Alex de Minaur.

Roger Federer faturou vinte títulos de Grand Slam: oito em Wimbledon, nos anos de 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012, 2017; seis no Australian Open, nos anos de 2004, 2006, 2007, 2010, 2017, 2018; cinco no US Open, nos anos de 2004, 2005, 2006, 2007, 200; e um em Roland Garros, em 2009. 
 

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Ataque de Douglas Garcia à Vera Magalhães, cortejo fúnebre na Inglaterra e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
15/09/2022 - 12h

Quarta-feira, 14 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Ataque de Douglas Garcia (Republicanos) à jornalista Vera Magalhães; presidenciáveis repudiam, exceto Bolsonaro;
  • Reino Unido: Corpo de Elizabeth II chega a Westminster;
  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 69;
  • Copa do Brasil: Flamengo e São Paulo decidem vaga na final no Maracanã; time carioca tem a vantagem. 

 

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Ataque à jornalista

Na noite desta terça-feira (13), o candidato a deputado federal pelo Republicanos, Douglas Garcia, proferiu ofensas e intimidações à jornalista Vera Magalhães em um tom semelhante ao do presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando, entre outras coisas, que ela é “uma vergonha para o jornalismo”. Ele estava na comitiva de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no debate realizado entre os candidatos ao governo do estado de SP na TV Cultura.

Nesta quarta-feira (14) candidatos à presidência da República manifestaram, por meio de suas redes sociais, repúdio à atitude de Garcia, classificando como "barbaridade", "ação terrorista" e "desrespeito". Bolsonaro, porém, ainda não comentou o assunto. Apesar do histórico de ataques a jornalistas, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) também teceu críticas, assim como Freitas. Tarcísio Freitas disse que não pode falar pelo partido Republicanos, mas afirmou que “tal atitude tem que ser punida severamente”.

O jornal "O Globo" e a Rádio CBN, veículos para os quais Vera Magalhães trabalha, publicaram uma nota conjunta afirmando que a conduta de Garcia é “inaceitável” e um “atentado à imprensa livre”, e deu a entender que esta é uma agressão subsequente à de Bolsonaro no debate da Band.

Pelo menos seis deputados estaduais entraram com um pedido de cassação do deputado no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa (Alesp), que informou em nota à imprensa que irá apurar a conduta. 

 

Foto: Grosby Group
Foto: Grosby Group

Cortejo fúnebre

O corpo da Rainha Elizabeth, que faleceu na última quinta-feira (8), em Balmoral, na Escócia, chegou hoje ao Palácio de Westminster, em Londres. 

A cerimônia de transporte do caixão, com desfiles militares e banda começou antes das 10h (horário de Brasília) nesta quarta-feira (14), e o caixão começou a ser transportado na sequência. Uma cerimônia religiosa da Igreja Anglicana, religião oficial da monarquia britânica, também aconteceu na presença da família real.

As despedidas do público foram iniciadas às 13h (horário de Brasília), e quem quiser ir a Westminster, enfrentará uma fila de pouco mais de 6 km, passando pela margem do Rio Tâmisa em direção à torre de Londres. A expectativa é que 750 mil pessoas, incluindo turistas, compareçam ao Westminster Hall hoje e nos próximos dias para ver o do caixão de Elizabeth II.

Após o cortejo fúnebre realizado hoje, o corpo da rainha ficará no palácio para acesso do público até a manhã de segunda-feira, dia 19, quando ocorrerá o funeral oficial. 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  14.525 novos casos de COVID-19, e 119 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 69. No total, o país acumula 34.558.902 casos confirmados, e 685.121 óbitos por COVID-19.

 

Foto: Reprodução/Flamengo
Foto: Reprodução/Flamengo

Vale vaga na final 

A quarta-feira (14) promete jogo quente pela partida de volta da Copa do Brasil. No Maracanã, às 21h30, o Flamengo enfrenta o São Paulo, em jogo que marca a classificação do primeiro finalista para a edição deste ano. 

Em vantagem após a vitória por 3 a 1 no jogo da ida, no Morumbi, o Flamengo joga pelo empate e pode perder por até um gol de diferença que ainda assim estará classificado. Pelo lado do São Paulo, a vitória por no mínimo dois gols de diferença é o que o time precisa para levar a disputa para os pênaltis. Caso vença por uma diferença maior que dois gols, o tricolor paulista se classifica ainda no tempo normal. 

Tanto Flamengo quanto São Paulo pouparam parte de seus times titulares na rodada do Campeonato Brasileiro do final de semana, por esse motivo, a expectativa é de que as equipes escalem o que possuem de melhor para a partida. 

O árbitro da partida é Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por Bruno Raphael Pires e Bruno Boschilia. O quarto árbitro é Jefferson Ferreira de Moraes. Caberá a Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro o comando da cabine do VAR.

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