A experiência de João Pedro mostra como tecnologias assistivas ampliam as possibilidades de mobilidade de pessoas com deficiência física.
por
Dhara Yuki
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26/10/2026 - 12h

Por Dhara Yuki

 

Para João Pedro sair de casa exige pensar além do destino. Antes de atravessar a porta é preciso considerar o caminho, a distância, o tempo que ficará em pé e os recursos que poderá precisar para chegar ao lugar desejado. Dependendo do compromisso, a escolha pode ser uma órtese, uma muleta ou uma cadeira de rodas. A decisão não é apenas sobre como se locomover, mas sobre qual equipamento oferecerá melhores condições para enfrentar o percurso.

Diagnosticado ainda durante a gestação com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, João teve contato com a tecnologia médica antes mesmo de nascer. Durante os exames de pré-natal, sua mãe descobriu a condição e soube que existia a possibilidade de uma cirurgia para corrigir a má-formação ainda dentro do útero. O procedimento, que envolve a abertura do útero para operar a coluna do feto e depois reposicioná-lo, foi uma das primeiras possibilidades de intervenção médica relacionadas à sua condição. Uma das complicações associadas à mielomeningocele é a hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais. Logo após o nascimento, João passou por uma cirurgia para tratar o problema e recebeu uma válvula que permitia drenar o excesso de líquido. O dispositivo, entretanto, exigia acompanhamento médico e poderia precisar ser substituído ao longo da vida. A possibilidade de depender de um equipamento por tempo indeterminado fez parte de sua história desde o começo. Anos depois, uma nova intervenção médica mudaria essa relação com a tecnologia.

Quando tinha dois anos, a mãe de João descobriu o Hospital Sarah Kubitschek, em Minas Gerais, uma instituição especializada em reabilitação. Lá, ele iniciou um tratamento direcionado às necessidades de pessoas com a mesma deficiência e passou a utilizar órteses de polipropileno, dispositivos que auxiliam a sustentação e o movimento das pernas, e esse acompanhamento durou dez anos. A órtese se tornou parte de sua rotina e permitiu que ele desenvolvesse sua mobilidade com o auxílio do equipamento. Entretanto, conforme crescia, as limitações do material começaram a aparecer. Por volta dos 12 anos, a equipe que o acompanhava informou que as órteses utilizadas até então não seriam mais suficientes para suportar seu peso. Era necessário encontrar outra alternativa.

A busca levou João à Ottobock, uma empresa especializada em soluções de tecnologia assistiva, entre elas órteses e próteses. A alternativa encontrada utilizava fibra de carbono, um material que permite produzir dispositivos leves e resistentes. Porém, o custo representava um obstáculo. Os equipamentos eram caros, e conseguir acesso a uma tecnologia mais adequada às suas necessidades não dependia apenas de sua existência. Na mesma época, João decidiu procurar uma cadeira de rodas motorizada. Embora conseguisse andar com o auxílio da órtese, percorrer longas distâncias provocava cansaço. A cadeira poderia facilitar esses deslocamentos, mas, para adquiri-la, foi necessário organizar uma vaquinha com a ajuda de amigos e familiares.

No entanto, a cadeira não correspondeu às expectativas, pois pesava aproximadamente 70 quilos, sendo difícil transportá-la, e as condições das ruas de Santo André tornavam a locomoção ainda mais complicada. A tecnologia havia sido pensada para facilitar seus deslocamentos, mas o peso do equipamento e as características do espaço urbano acabaram gerando novas dificuldades. A experiência evidencia uma contradição presente no cotidiano de muitas pessoas com deficiência, um dispositivo pode oferecer determinada solução sem necessariamente resolver os problemas encontrados no ambiente em que será utilizado. Não basta que um equipamento permita o deslocamento se o peso, o transporte ou as condições das calçadas dificultam sua utilização.

Aos 15 anos, João enfrentou outro episódio que mudaria sua relação com os recursos médicos. As dores de cabeça se tornaram intensas e não melhoraram nem com o uso de fortes analgésicos. Ao procurar um neurologista, recebeu a orientação de que a válvula implantada após o nascimento deveria ser substituída, mesmo sem estar completamente obstruída, porém outra possibilidade foi levantada, segundo João, o médico havia desenvolvido uma técnica cirúrgica que permitiria tratar a hidrocefalia sem a necessidade de manter a válvula. O procedimento foi realizado fora do convênio porque não oferecia cobertura, e teve o resultado esperado. Desde então, João não precisou mais utilizar o dispositivo. A cirurgia representou uma grande mudança, um recurso que havia acompanhado sua história desde os primeiros dias de vida deixou de ser necessário. O avanço médico não se limitou a substituir um equipamento antigo por outro, mas possibilitou uma nova condição de tratamento. O acesso, porém, teve um custo. A ausência de cobertura pelo convênio fez com que o procedimento dependesse de recursos particulares, revelando que a existência de uma tecnologia não significa que ela esteja disponível para todos que poderiam se beneficiar dela.

Na mesma fase, João conseguiu adquirir uma órtese de fibra de carbono. O equipamento permaneceu com ele por aproximadamente seis anos, período em que o dispositivo acompanhou seu crescimento e suas necessidades. Agora, ele se prepara para trocá-lo por um modelo mais recente, desenvolvido para corrigir melhor sua marcha e oferecer menor peso. A evolução das órteses mostra como a tecnologia assistiva não se resume à criação de um equipamento. Os dispositivos também passam por aperfeiçoamentos que podem modificar sua eficiência, seu conforto e a forma como se integram à rotina de quem os utiliza. Para João, a troca representa a possibilidade de contar com um recurso mais adequado às necessidades atuais, depois de anos utilizando o mesmo equipamento.

A cadeira de rodas também ganhou uma nova versão. Durante um intercâmbio na Itália, João passou os primeiros 15 dias acompanhado da mãe para compreender como seria sua rotina no país e avaliar as dificuldades de deslocamento. Percebeu que não conseguiria percorrer todos os trajetos apenas com a órtese. Dessa vez, encontrou uma cadeira mais leve, compacta e acessível financeiramente. O modelo atual pesa 27 quilos, dobra-se como um carrinho de bebê e custou menos da metade do preço da primeira cadeira motorizada que havia adquirido.

Hoje, João alterna os recursos de acordo com a necessidade. Nos dias em que precisa comparecer presencialmente a compromissos que exigem permanecer muito tempo em pé, utiliza a cadeira de rodas. Para ir à faculdade, quando considera o percurso viável, prefere a órtese e a muleta. A escolha também depende das condições do caminho. Em ruas irregulares ou em trajetos nos quais precisa ter maior controle dos movimentos, a cadeira pode ser menos prática do que a muleta. O equipamento mais avançado, portanto, não é necessariamente o mais adequado em todas as situações. A autonomia está também na possibilidade de escolher o recurso que melhor responde às necessidades de cada deslocamento.

Dentro de casa, a rotina é diferente. João utiliza um assento fixo durante o banho por causa da dificuldade para permanecer em pé por muito tempo, mas fora isso, sua casa não conta com adaptações específicas para sua condição, inclusive, consegue subir e descer escadas, mas algumas tarefas mais simples, como levar um copo ou um prato da pia até a mesa, exigem atenção para evitar desequilíbrios. A tecnologia, nesse contexto, não elimina todas as dificuldades. Mesmo com os equipamentos que utiliza, existem situações em que a organização dos espaços e as características do ambiente interferem diretamente em sua autonomia.

A mesma questão aparece quando João vai à faculdade. A instituição realiza a chamada por meio do sistema da catraca, mas a entrada principal não oferece acessibilidade. Para conseguir entrar, ele precisa utilizar o portão dos fundos, que permite a passagem, mas não conta com o sistema de registro de presença. A solução encontrada pela instituição para registrar presença aos alunos não contempla todos da mesma maneira. O problema não está na capacidade de João de frequentar as aulas, mas na ausência de uma estrutura que permita que ele acesse o espaço e cumpra os procedimentos institucionais nas mesmas condições que os demais estudantes. Segundo ele, mesmo após uma reforma na faculdade, a questão permaneceu sem solução. Essa situação diz que a acessibilidade não depende exclusivamente de equipamentos individuais ou de avanços na medicina, mas também de planejamento dos espaços coletivos e dos serviços utilizados diariamente.

A autonomia de João se estende ainda à direção de veículos. Desde 2023, ele tem carteira de habilitação e pode dirigir, mas precisa utilizar um carro adaptado. Como não consegue acionar os pedais convencionais da maneira habitual, o veículo possui uma haste que permite acelerar e frear manualmente e um pomo giratório instalado no volante que facilita as manobras com apenas uma das mãos. O carro também precisa ter câmbio automático, já que o sistema de adaptação utilizado não funciona com embreagem convencional.

Da cirurgia realizada ainda na infância aos equipamentos utilizados para andar e dirigir, a tecnologia atravessa diferentes etapas da vida de João. Em alguns momentos, aparece como uma intervenção médica capaz de modificar um tratamento, em outros, como um dispositivo que facilita um trajeto ou permite realizar uma atividade cotidiana. Mas sua experiência também mostra que a autonomia não depende apenas do desenvolvimento de novos recursos. O preço dos equipamentos, a cobertura dos procedimentos médicos, as condições das ruas e a acessibilidade das instituições interferem diretamente nos benefícios que essas tecnologias podem oferecer.

Para João, sair de casa sem nenhum dispositivo de auxílio não é uma possibilidade viável. Em seus deslocamentos, órtese, muleta e cadeira de rodas cumprem funções diferentes, escolhidas de acordo com o percurso e o tempo que precisará permanecer em movimento. O desenvolvimento de equipamentos mais leves, resistentes e funcionais amplia as possibilidades de mobilidade, mas não transforma automaticamente os espaços em ambientes acessíveis. Quando uma cadeira de rodas encontra dificuldades nas ruas ou um estudante precisa utilizar uma entrada alternativa para chegar à faculdade, fica evidente que a inovação tecnológica e a inclusão não avançam necessariamente no mesmo ritmo. A história de João revela duas dimensões de uma mesma questão, a importância de tecnologias que respondam às necessidades das pessoas com deficiência e a necessidade de ambientes preparados para que elas possam utilizá-las. Afinal, não basta desenvolver equipamentos capazes de ampliar a autonomia se os caminhos que levam à universidade, ao trabalho e aos demais espaços da vida cotidiana continuam impondo barreiras.

 

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Franquia de games do lendário skatista da Califórnia trouxe o universo do esporte para os holofotes ao longo das décadas
por
Ivo Leite
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23/10/2026 - 12h

 

Jogar videogame é uma atividade que pode inspirar e fazer sonhar, seja para ser jogador de futebol com títulos como FIFA e PES, por exemplo, ou skatista. Vários jovens começaram a se prestar atenção no universo das quatro rodinhas por meio de um amigo ou por si só. Mas, será que houve algo a mais que despertasse esse interesse?

Em 29 de Setembro de 1999, o jogo Tony Hawk Pro Skater, do skatista californiano Tony Hawk, chegou ao mercado para o console Playstation. O game foi um pontapé inicial para o surgimento de uma franquia de sucesso que vendeu mais de 350 mil cópias só nos três primeiros meses daquele ano. 

Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT
 Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT

 

Criada em parceria com a Activision, uma das maiores e mais influentes distribuidoras de jogos eletrônicos do mundo, a franquia ficou famosa por sua jogabilidade arcade rápida. Após grande êxito com o Playstation, o game foi para outros consoles como o Nintendo 64, Game Boy Color, Dreamcast e N-Gage.

As variações foram sendo criadas com a essência do jogo original. Tony Hawk Pro Skater Underground é um exemplo dessas sequências, dentre outras que surgiram. Houve alguns experimentos como em Tony Hawk Ride que, diferente de seus antecessores, usava um periférico físico em formato de skate como controle. 

 

Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90, o dobro de um game comum na época - Reprodução/Mercado Livre
Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90 - o dobro de um game comum na época Foto: Reprodução/ anúncio Mercado Livre 

Em 2020, a franquia foi remasterizada com gráficos hiper modernos, lançando o Tony Hawk 1 + 2, premiado como melhor jogo de esporte em eventos como o The Game Awards e o D.I.C.E. Awards. E em 2025, a coletânea Pro Skater 3 + 4 veio ao mercado para concretizar a volta do título.

“Cresci jogando e isso certamente me influenciou a me aventurar sobre quatro rodinhas”, afirma o gamer e skatista Felipe Dias, de 23 anos, que atualmente deseja se formar no curso de Design de Games. “Quero sempre me lembrar de como me apaixonei pelo esporte”, finaliza Dias.

 

Manobras e pistas com dinâmica real . Foto Ivo Leite/AGEMT
Manobras e pistas com dinâmica real Foto: Ivo Leite/AGEMT

 

Um dos pontos  altos da série de jogos Tony Hawk está nas trilhas sonoras marcantes. Gerações de apaixonados por grandes bandas ouviram e se lembram de pelo menos uma música presente nos jogos. A lista compõe diversos estilos musicais como hardcore, punk rock, hip-hop, ska punk e metal. Destaque para “No Cigar”, do Millencolin; “Guerrilla Radio” do Rage Against the Machine e “Superman”do Goldfinger. 

Nesse tempo, o skate se tornou um esporte de grande expressão chegando a compor até os Jogos Olímpicos, a partir de 2020. E a ascensão de sua prática também pode ser avaliada pela influência de jogos digitais como o Tony Hawk Pro Skater. 

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Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Professores da PUC-SP paralisam atividades por conta de redução nos salários. IPEC mostra oscilação de Lula para mais; Bolsonaro segue estável. Setor de serviços cresce em julho, diz IBGE. Morre Jean Luc-Godard, e mais.
por
Ana Beatriz Vilela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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14/09/2022 - 12h

Terça-feira, 13 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:
 

  • Professores da PUC-SP realizam paralisação por conta em redução arbitrária nos salários;
  • Lula lidera pesquisa IPEC, levantamento volta a mostrar possibilidade de vitória no 1º turno;
  • Gás de cozinha fica mais barato nas distribuidoras;
  • Setor de serviços cresce em julho, diz IBGE;
  • Morre cineasta francês Jean Luc-Godard, aos 91 anos;

 

Suplicy participa de paralisação dos professores na PUC-SP
Eduardo Suplicy discursa durante ato de paralisação de professores da PUC-SP. Foto: Mariana Luccisano / AGEMT

Cadê as contas FUNDASP ?

Nesta terça-feira (13) os professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo paralisaram as atividades, devido ao corte de 10% no salário. O anúncio foi feito no holerite na data do pagamento.

Apesar da paralisação, houveram assembleias com estudantes e professores no período da manhã, tarde e noite. A ação teve participação do ex-senador Eduardo Suplicy (PT), candidato ao governo de SP Altino Junior (PSTU) e da candidata ao cargo de deputada estadual Carina Vitral (PCdoB).

Além disso, acompanhados de alguns professores, alunos da universidade marcharam até o prédio da Fundação São Paulo, mantenedora da PUC-SP. Juntos, protestaram contra o corte salarial e pediram a valorização dos funcionários do campus como um todo, além de melhorias em sua infraestrutura.

Vai no 1º ?

Nesta segunda-feira (12) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Ipec (ex-Ibope), no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 46% das intenções de votos, oscilando dois pontos para cima em relação ao levantamento feito em 5 de setembro pelo instituto. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) consta com 31%, o que o deixa com apenas 15 pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), que diminuiu para 7%, seguido por Simone Tebet (MDB), com 4%. Na margem de erro ambos estão empatados. 

Felipe d'Avila (Novo) e Soraya Thronicke (União Brasil) se mantiveram com 1%. Vera (PSTU), Constituinte Eymael (DC), Léo Péricles (UP), Padre Kelmon (PTB) e Sofia Manzano (PCB) pontuaram menos de 1%.

4% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 6%.

As entrevistas foram feitas entre os dias 9 de agosto e 11 de setembro, em 158 municípios e contou com 5.512 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.  A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01390/2022.

Segundo a pesquisa, Lula tem melhor desempenho entre católicos, pretos e pardos, moradias em que pelo menos um integrante da família seja beneficiário do Auxílio Brasil, pessoas com ensino fundamental e que moram no Nordeste. Enquanto isso, Bolsonaro tem vantagem entre evangélicos, homens, pessoas com ensino médio e residentes do Sul e Centro-Oeste.

 
 

Setor de serviços tem alta em julho
Setor de serviços teve alta pelo terceiro mês seguido. Foto: Agência Brasil

Mais barato 

Nesta terça-feira (13) passou a valer uma redução no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), o popular gás de cozinha, vendido pela Petrobras junto às distribuidoras. O anúncio foi feito na segunda-feira (12), e de acordo com a estatal, o valor do quilo passou de R$4,23 para R$4,03.

O reajuste de R$0,20  a menos representa uma queda de 4,07%. Essa é a segunda redução consecutiva no preço do GLP. Em abril deste ano, houve uma redução de R$0,25 no valor do quilo. A Petrobras estima que o preço médio do botijão de 13kg, capacidade do botijão de uso doméstico, sofrerá redução de R$2,60, sendo cotado, em média, a R$52,34. Não é possível precisar o valor repassado ao consumidor, já que outros fatores como tributos interferem nos preços. 

Segundo o último levantamento da estatal, realizado entre os dias 28 de agosto e 3 de setembro, o preço médio do botijão de gás para o consumidor estava em R$111,57. 

 

Cresceu 

O setor de serviços cresceu 1,1% no mês de julho com relação ao mês de junho deste ano. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, que já está 8,9% acima do patamar alcançado em fevereiro de 2020, no período pré-pandemia. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da melhora no índice, o setor está 1,8% abaixo do seu recorde, atingido em novembro de 2014. 

Comparando julho a junho, três das cinco atividades monitoradas tiveram crescimento. O destaque vai para transportes, serviços auxiliares ao transporte e correios, com alta de 2,3%. Em seguida vem informação e comunicação, com avanço de 1,1%; e por fim, serviços prestados às famílias, com elevação de 0,6%.

No outro lado da balança, outros serviços (4,2%) e serviços profissionais administrativos e complementares (1,1%) recuaram. 

A atividade turística também cresceu 1,5% em julho. A área se recupera depois de uma queda de 1,7% em junho. O setor ainda está 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia. 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  10.420 novos casos de COVID-19, e 104 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 60. No total, o país acumula 34.544.377 casos confirmados, e 685.002 óbitos por COVID-19.

 

Morre Jean Luc-Godard
Cineasta Jean Luc-Godard morreu aos 91 anos. Foto: Gilles Pandel / Divulgação

"E ela queria ver o filme do Godard"...

Morreu nesta terça-feira (13) o cineasta Jean-Luc Godard, um dos fundadores do movimento Nouvelle Vague. Sua família afirmou que ele optou por suicídio assistido devido à exaustão. Na Suíça, onde vivia, a prática é permitida.

À imprensa francesa, sua esposa, Anne-Marie Mieville, comunicou: "Jean-Luc Godard morreu pacificamente em casa, cercado por entes queridos". O cineasta também é conhecido dos brasileiros pela citação de seu nome na música "Eduardo e Mônica", da banda Legião Urbana. Na letra de Renato Russo, quando Eduardo e Mônica decidiram se encontrar, o rapaz sugeriu uma lanchonete, mas a moça queria ver o filme do Godard. 

 

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Rose Weber assume a presidência do STF. Marina Silva declara apoio à candidatura de Lula. Rei Charles III fala ao parlamento. Destaques do último final de semana do Rock in Rio, e mais
por
Ana Beatriz Vilela
Letícia Coimbra
Luan Leão
Sônia Xavier
|
12/09/2022 - 12h

Segunda-feira, 12 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Marina Silva anuncia apoio à candidatura de Lula;

  • Eleições 2022: Militares vão fazer apuração paralela; TSE nega ter havido acordo para concessão de dados;

  • Ministra Rosa Weber assume a presidência do Supremo Tribunal Federal; Weber é a terceira mulher a ocupar o cargo;

  • Reino Unido: Charles III fala ao Parlamento; Bolsonaro confirma presença no funeral da Rainha;

  • Último final de semana de shows no Rock in Rio 2022

  • Brasileirão: Palmeiras vence e aumenta vantagem na liderança. US Open: Alcaraz conquista título aos 19 anos

Marina Silva declara apoio a Lula
Ex-ministra do Meio Ambiente declara apoio a candidatura de Lula. Foto: Reprodução / Instagram

Deixando de lado os entretantos…

Nesta segunda-feira (12), a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva anunciou apoio à candidatura do petista Luiz Inácio Lula da Silva. O discurso foi feito durante encontro em São Paulo. Na justificativa, Marina destacou a necessidade de união contra o que, segundo ela, ameaça a democracia brasileira, a “semente maléfica do bolsonarismo”.

Ao lado de Lula, antes de afirmar apoio, ela declarou:

"Compreendo que, neste momento crucial da nossa história, quem reúne as maiores e melhores condições para derrotar Bolsonaro e a semente maléfica do bolsonarismo que está se implementando no seio da nossa sociedade, agredindo irmãos brasileiros, ceifando vida de pessoas por pensarem, é a sua candidatura”.

Apesar da ex-senadora ter anunciado agora, seu partido, o Rede Sustentabilidade, já o havia feito em abril. Na época, porém, a sigla declarou aprovação da maioria dos filiados e anunciou que os membros do partido eram livres para escolher apoiar outros candidatos.


 

Apuração paralela

De acordo com informações reveladas pela Folha de SP neste domingo (11), as Forças Armadas farão uma contagem de votos paralela à apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições deste ano. Segundo o jornal, eles distribuiriam militares em seções eleitorais pelo país, enviando fotos do QR Code de 385 boletins de urnas eletrônicas para o Comando de Defesa Cibernética do Exército, em Brasília, onde os votos serão contados.

 

Segundo os militares, este número de urnas garantirá uma eficiência de 95% na apuração. Desde a redemocratização do Brasil, a ação nunca aconteceu.

 

Em nota, nesta segunda-feira (12), o TSE informou que não houve acordo com as Forças Armadas para a concessão do acesso aos dados coletados durante a eleição.


 

Nova presidente

A ministra Rosa Weber assumiu nesta segunda-feira (12) a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) no lugar de Luiz Fux, que comandou o Tribunal por 2 anos. A magistrada foi indicada à Corte pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011. Sua gestão terá apenas um ano, já que completará 75 anos em outubro de 2023, quando se aposenta compulsoriamente. Seu vice será o ministro Roberto Barroso, indicado em 2013 também pela ex-presidente. 

 

Charle III fala ao parlamento
Charles III fala ao Parlamento pela primeira vez. Foto: Henry Nicholls / AP

Pela primeira vez

 

O rei Charles III realizou nesta segunda-feira (12), seu primeiro discurso no parlamento britânico. Diante da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes, o monarca afirmou que “não posso deixar de sentir o peso da história que nos cerca e que nos lembra das tradições parlamentares vitais a que os membros das duas Câmaras se dedicam com tanto compromisso”. 

 

Charles III afirmou que irá seguir o exemplo de sua mãe, a rainha Elizabeth II, e manter os “preciosos princípios do governo constitucional que estão no coração de nossa nação”.

 

Após o pronunciamento, o rei seguiu para a Escócia, onde acompanhará, ao lado de outros membros da família real, um cortejo fúnebre do corpo de Elizabeth II até a catedral de Saint Giles.

 

Para inglês ver

O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou presença no funeral da Rainha Elizabeth II em Londres, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. "O convite à cerimônia foi encaminhado, na noite do sábado (10), à Embaixada do Brasil em Londres. Consultado na manhã do domingo (11), o senhor presidente da República orientou o Itamaraty a responder positivamente ao convite", informou o órgão. Bolsonaro viajará ao lado de sua esposa, Michelle Bolsonaro. 

 

Após o anúncio da morte da rainha, Bolsonaro escreveu uma nota de pesar à Família Real: "É com grande pesar e comoção que o Brasil recebe a notícia do falecimento de Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, uma mulher extraordinária e singular, cujo exemplo de liderança, de humildade e de amor à pátria seguirá inspirando a nós e ao mundo inteiro até o fim dos tempos", dizia parte do texto.

 

Último final de semana de shows do Rock in Rio
Coldplay em apresentação no Rock in Rio 2022. Foto: Rock in Rio / Divulgação

Rock in Rio 

 

No sábado, a banda britânica Coldplay foi headliner do Palco Mundo, que contou também com apresentações de Djavan, Bastille e Camila Cabello. No Palco Sunset contou com nomes como Gilsons e CeeLo Green.

 

O último dia do festival teve destaque pela grande presença feminina, no Palco Mundo, as cantoras brasileiras que se apresentaram foram Ivete Sangalo e Rita Ora. O headline da última noite foi Dua Lipa, um dos shows mais aguardados da edição. 

 

No Palco Sunset teve a apresentação de “Power! Elza Vive, um show em Homenagem a Elza Soares”, com participação de Majur, Agnes Nunes, Caio Prado, Mart’nália, Gaby Amarantos e Larissa Luz, a cantora Ludmilla também se apresentou nesse último dia de festival.

 

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  8.060 novos casos de COVID-19, e 38 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 68. No total, o país acumula 34.533.957 casos confirmados, e 684.898 óbitos por COVID-19.


 

Palmeiras vence e se mantém na liderança
Rony comemora gol que iniciou a vitória do líder Palmeiras. Foto: Palmeiras / Divulgação

Brasileirão



A 26ª rodada do Campeonato Brasileiro série A terminou com mudança na vice-liderança, e viu o seu líder aumentar a vantagem na ponta. Jogando no Castelão, o Ceará venceu o Santos por 2 a 1; nesta segunda-feira (12) a equipe paulista anunciou a demissão do técnico Lisca. No Beira-Rio, o Internacional venceu o Cuiabá por 1 a 0; a vitória levou a equipe gaúcha para a vice-liderança do campeonato.

Em casa, após uma eliminação no meio da semana passada, o Palmeiras venceu o Juventude por 2 a 1 e ampliou sua vantagem na liderança; agora o Verdão tem oito pontos de diferença para o segundo colocado. Jogando em casa, o Fluminense venceu o Fortaleza por 2 a 1. No Nilton Santos, Botafogo e América-MG empataram sem gols. Na Ressacada, Avaí e Athletico-PR ficaram no 1 a 1.
 

O clássico majestoso entre São Paulo e Corinthians terminou empatado em 1 a 1. Na luta contra o rebaixamento, o Coritiba venceu o Atlético-GO por 2 a 0. Fora de casa, o Flamengo empatou contra o Goiás e caiu da segunda para a terceira colocação, ficando a nove pontos do líder.




Histórico
 

O espanhol Carlos Alcaraz venceu o norueguês Casper Ruud e venceu o US Open. Com a vitória por 3 sets a 1, o espanhol que tem apenas 19 anos chegou ao posto de número 1 do mundo na modalidade, sendo o mais jovem da história. A final foi parelha, quem vencesse subiria ao posto mais alto do ranking, a derrota deixou Ruud com a segunda colação.

A final realizada em Nova York teve parciais de 6/4, 2/6, 7/6 (1) e 6/3. Essa foi a primeira final de Grand Slam de Alcaraz, que há um ano era o número 55 do mundo. “Ganhar um Grand Slam e ser o melhor do mundo foi algo que sempre sonhei. Eu só tenho 19 anos e todas as decisões difíceis eu deixo com a minha equipe (risos). Pensei na minha mãe que não está aqui e no meu avô. Muitas pessoas vieram da Espanha para torcer para mim. Desde a primeira rodada, estavam torcendo para mim. Foi a melhor atmosfera num torneio na minha vida”, disse o jovem espanhol ao final da partida. 

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Primeiro discurso de Charles III, nova pesquisa Datafolha e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
10/09/2022 - 12h

 

Sexta-feira, 9 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Lula segue estável, com 45% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro avançou 2 pontos percentuais;

  • Inflação em 12 meses fica abaixo de dois dígitos;

  • Charles III discursa à nação pela primeira vez;

  • Média móvel de óbitos por covid-19 nos últimos 7 dias diminui para 79;

  • Convocação da Seleção Brasileira para os amistosos de setembro;

  • Rodada do Brasileirão. São Paulo vence nos pênaltis e está na final da Sul-Americana.


 

Foto: Adriano Machado/Reuters, Silvio Avila/AFP, Andre Penner/AP e Carla Carniel/Reuters
Foto: Adriano Machado/Reuters, Silvio Avila/AFP, Andre Penner/AP e Carla Carniel/Reuters

Bolsonaro avança, mas realização de segundo turno segue imprevisível

Nesta sexta-feira (9) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Datafolha, onde o ex-presidente Lula (PT) tem 45% das intenções de votos e o presidente Jair Bolsonaro (PL) com 34%, diminuindo em 2% as diferenças entre os dois, que agora é de 12 pontos percentuais. Se considerados apenas os votos válidos, Lula possui 48%, enquanto o atual presidente possui 36%.

Em terceiro lugar está o cearense Ciro Gomes (PDT), com 7%, seguido por Simone Tebet (MDB), que conta com 5%.Soraya Thronicke (União Brasil) segue com 1%.  

3% dos eleitores não souberam responder, já votos brancos e nulos somam 4%.

As entrevistas foram feitas nos dias 8 e 9 de setembro, contando com 2.676 participantes em 191 cidades, por encomenda da  Folha de SP e pela TV Globo sob o número BR-07422/2022 no Tribunal Superior Eleitoral. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa foi feita após as comemorações de 7 de setembro, quando o atual presidente usou a data em prol de sua campanha, fazendo discurso com tom eleitoral.

 

Foto: Edu Garcia
Foto: Edu Garcia

Inflação 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou deflação pelo segundo mês seguido. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (09), o IPCA ficou em -0,36% no mês de agosto. 

No ano o IPCA acumula alta de 4,39%, e nos últimos 12 meses, o índice está em 8,73%. Apesar da melhora no resultado, a inflação segue acima da meta estipulada pelo Banco Central para este ano. Segundo o BC, a meta é 3,5%, com tolerância de 1,5% para mais ou menos. Ou seja, a meta estará cumprida se ficar entre 2% e 5%.

Vilão no bolso dos brasileiros, os combustíveis, no grupo de transportes, foram os que mais impactaram no resultado do IPCA. No total os combustíveis tiveram queda de -10,82%. Em agosto, quatro combustíveis que compõem o índice registraram queda: gasolina (-11,64%), etanol (-8,67%), óleo diesel (-3,76%) e o gás veicular (-2,12%).

Sete dos nove grupos pesquisados pelo IBGE registraram alta no último mês. Apenas transportes (-3,37%) e comunicação (-1,10%) registraram deflação. O grupo de alimentos e bebidas desacelerou em comparação com julho (0,24% ante 1,3%), porém, itens importantes para a alimentação das famílias tiveram altas significativas. O frango em pedaços subiu 2,87%; o queijo teve alta de 2,58% e as frutas subiram 1,35%. 

Diferente do mês passado, o leite longa vida teve queda de -1,78%, representando um alívio sutil para o bolso dos brasileiros, o óleo de soja (-5,56%) e o tomate (-11,25%) também registraram queda.

 

Foto: Yui Mok/Pool via REUTERS
Foto: Yui Mok/Pool via REUTERS

Um novo reinado

Um dia após a morte da Rainha Elizabeth II, seu filho, Charles III, fez seu primeiro discurso como rei nesta sexta-feira (9), a fala durou cerca de 10 minutos. O discurso do novo rei é um dos primeiros eventos que marcam a ascensão do novo monarca.

No sábado (10), haverá um encontro de dirigentes de um grupo conhecido como conselho de acesso. Eles irão proclamar formalmente que Charles III será o novo rei.

Em seu discurso, Charles III prometeu se inspirar em sua mãe e disse que "a majestade foi uma inspiração e um exemplo para mim e para minha família. Devemos a ela a maior dívida, que todas as famílias devem à mãe: amor, compreensão e exemplo.”

O rei também afirmou que irá se dedicar ao máximo ao povo do Reino Unido e que respeitará os princípios constitucionais no “coração do Reino Unido”: "Eu vou tentar te servir com lealdade, respeito e amor", disse aos súditos.
 

Foto: Adriano Vizoni/Folhapress
Foto: Adriano Vizoni/Folhapress

Rock in Rio 2022

Após uma pausa de três dias, o segundo final de semana de Rock in Rio teve início nesta quinta-feira (8), com shows de Guns N’Roses, Maneskin e CPM 22 no Palco Mundo e Jessie J, Duda Beat e Gloria Groove no Palco Sunset.

O evento está marcado para domingo (11) e a programação ainda conta com grandes nomes da música nacional e internacional. Confira abaixo quem canta e toca no festival durante os próximos dias:

9/9 - Sexta-Feira 

Palco Mundo

18h: Capital Inicial

20h10: Billy Idol

22h20: Fall Out Boy

00h10: Green Day

Palco Sunset

15h30: Di Ferrero + Vitor Kley

16h55: Jão + convidado

19h05 - 1985: A homenagem

21h15: Avril Lavigne

 

10/9 - Sábado

Palco Mundo

18h: Djavan

20h10: Bastille

22h20: Camila Cabello

00h10: Coldplay

Palco Sunset

15h30: Bala Desejo + convidado

16h55: Gilsons + convidado

19h05: Maria Rita + convidado

21h15: CeeLo Green

 

11/9 - Domingo

Palco Mundo

18h: Ivete Sangalo

20h10: Rita Ora

22h20: Megan Thee Stallion

00h10: Dua Lipa

Palco Sunset

15h30: Liniker + Luedji Luna

16h55: Power! Elza Vive, um show em homenagem a Elza Soares

19h05: Macy Gray

21h15: Ludmilla

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  12.710 novos casos de COVID-19, e 91 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 79. No total, o país acumula 34.516.739 casos confirmados, e 684.813 óbitos por COVID-19.
 

Foto: Bruno Cassucci
Foto: Bruno Cassucci

Convoca, Tite

A 72 dias da Copa do Mundo no Catar, o técnico da seleção brasileira convocou 26 jogadores para os amistosos contra Gana e Tunísia, previstos para acontecer nos dias 23 e 27 de setembro, respectivamente. 

Dos nomes anunciados por Tite, duas ausências e três retornos marcaram a convocação. Ficaram de fora da lista o meio-campo Philippe Coutinho (Aston Villa) e o atacante Gabriel Jesus (Arsenal). Por outro lado, Everton Ribeiro (Flamengo), Roberto Firmino (Liverpool) e Pedro (Flamengo) retornaram às convocações. 

O sistema defensivo também contou com novidades, Ibanes (Roma) e Bremer (Juventus) foram convocados pela primeira vez, enquanto o lateral-direito Daniel Alves (Pumas) ficou de fora. 

Veja a lista:

Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Manchester City) e Weverton (Palmeiras)

Laterais: Danilo (Juventus), Alex Sandro (Juventus) e Alex Telles (Sevilla)

Zagueiros: Bremer (Juventus), Éder Militão (Real Madrid), Marquinhos (Paris Saint-Germain), Ibanez (Roma) e Thiago Silva (Chelsea)

Meias: Bruno Guimarães (Newcastle Utd.), Casemiro (Manchester United), Everton Ribeiro (Flamengo), Fabinho (Liverpool), Fred (Manchester United) e Lucas Paquetá (West Ham)

Atacantes: Antony (Manchester United), Matheus Cunha (Atlético de Madrid), Neymar (Paris Saint-Germain), Pedro (Flamengo), Raphinha (Barcelona), Richarlison (Tottenham), Roberto Firmino (Liverpool), Rodrygo (Real Madrid) e Vinícius Júnior (Real Madrid).

 

Brasileirão

O final de semana será de continuidade para a 26ª rodada do Campeonato Brasileiro série A. A rodada teve início na quarta-feira (07), com o jogo entre Atlético-MG e RB Bragantino, que terminou empatado em 1 a 1 no Mineirão. No sábado (10), Internacional e Cuiabá abrem os trabalhos às 16h30, no Beira-Rio. No mesmo horário a bola rola para Ceará e Santos, no Castelão.

Mais tarde, às 19h, o Fluminense recebe o Fortaleza no Maracanã. Fechando os jogos da noite, o líder Palmeiras recebe o lanterna Juventude, no Allianz Parque. 

Na manhã do domingo (11), dois jogos acontecem às 11h. Na Ressacada o Avaí recebe o Atheltico-PR; enquanto o América-MG vai visitar o Botafogo no estádio Nilton Santos. Às 16h, é hora do clássico Majestoso, São Paulo e Corinthians se enfrentam no Morumbi. No mesmo horário, o Coritiba recebe o Atlético-GO no Couto Pereira. Fechando a rodada jogam Flamengo e Goiás, no Maracanã. 
 

Partiu Córdoba! 

Foi com emoção, com direito a suspense e pitadas de drama, mas o São Paulo venceu o Atlético-GO e está na final da Copa Sul-Americana de 2022. O jogo da volta entre as duas equipes ocorreu em um Morumbi lotado, com cerca de 53 mil ingressos vendidos. No campo, o São Paulo precisava de no mínimo 2 a 0, e conseguiu. 

Jogando melhor e sem dar chances ao adversário, o tricolor paulista amassou a equipe goianiense durante os 90 minutos regulamentares. O meio-campo Patrick foi o destaque da partida, sendo o autor dos dois gols da equipe paulista. O resultado de 2 a 0 levou a disputa para os pênaltis. 

Na série de cinco cobranças o tricolor viu Luciano, destaque do time nas últimas partidas, desperdiçar a sua cobrança parando no goleiro Renan, do Atlético-GO. Mas contou com a colaboração de Baralhas, que isolou, e Léo Pereira, que bateu na trave. Coube a Galoppo, meio-campo recém chegado, bater o pênalti decisivo. E ele guardou! Vitória do São Paulo nos pênaltis por 4 a 2, e passaporte carimbado para a final em Córdoba, na Argentina, no dia 01 de outubro. 

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Morte da rainha Elizabeth II, sessão solene no Congresso sem a presença de Bolsonaro e mais
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Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
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08/09/2022 - 12h

 

Quinta-feira, 8 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • Atentado a vice-presidente da Argentina foi planejado, segundo documento judicial divulgado;
  • Rainha Elizabeth II, a monarca mais longeva do Reino Unido, morre aos 96 anos;
  • Sessão solene no Congresso, em comemoração ao Bicentenário da Independência, reúne presidentes do Senado, Câmara e STF, mas sem a presença de Bolsonaro;
  • Eleições 2022: Bolsonaro faz campanha durante as comemorações do Bicentenário da Independência; candidatos reagem e acionam o TSE;
  • Média móvel de óbitos por covid-19 nos últimos 7 dias diminui para 82.

 

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Reinado de 90 anos

Morreu nesta quinta-feira (8) aos 96 anos, a Rainha Elizabeth II. A monarca faleceu no castelo de Balmoral, na Escócia. 

A Rainha havia sido colocada em observação médica pela manhã, e seus quatro filhos e neto William foram imediatamente para o local. 

O reinado da monarca foi o mais longevo da história do Reino Unido, durando 70 anos. Elizabeth II vinha sofrendo de problemas de saúde, em outubro do ano passado ela passou uma noite no hospital e em fevereiro deste ano foi diagnosticada com Covid-19, meses depois ela afirmou que ficou “muito cansada”  após contrair o vírus. 

Seu primogênito Charles, torna-se o rei e é o mais velho a assumir o trono. Ele será conhecido com Charles III e sua esposa Camilla torna-se rainha consorte. 

 

Intimação

O atentado contra a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi planejado pelo brasileiro Fernando Andrés Sabag Montiel e sua namorada, de acordo com documento judicial divulgado. 

Na terça-feira (6), Montiel foi intimado a dar mais detalhes sobre o depoimento dado na sexta-feira passada, contudo, nas duas audiências ele se negou a depor e disse que sua namorada “não teve nada a ver” com a tentativa de homicídio.

O indiciamento da juíza é provisório, e ela tem agora dez dias para decidir se processa ou não os acusados.

 

Foto: Delis Ortiz/TV Globo

Presidente ausente

Nesta quinta-feira (8) uma sessão solene para celebrar o bicentenário da independência foi realizada no plenário da Câmara dos Deputados. 

A cerimônia aconteceu após o tradicional desfile de 7 de setembro na Esplanada dos Ministérios. Apesar de ter confirmado a presença com antecedência, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não compareceu.

Personalidades como Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, presidentes do Senado e Câmara, respectivamente, compareceram ao evento o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux.

Além deles, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo, e de Cabo Verde, José Maria Neves, também estiveram presentes.

 

Campanha velada

Nesta quarta-feira (7) os três candidatos melhor colocados nas pesquisas de intenção de voto juntos ao presidente Jair Bolsonaro (PL) repudiaram o mandatário por sua conduta nos atos relacionados ao dia da independência do Brasil, onde misturou os eventos cívicos com sua campanha eleitoral. 

Pela manhã, durante discurso em Brasília, Bolsonaro repetiu ameaças veladas ao Judiciário, defendeu ações de seu governo, disse palavras de cunho machista e pediu votos. Mais tarde, no Rio de Janeiro, o presidente pediu votos novamente e atacou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Seu comportamento foi criticado por Simone Tebet (MDB), Ciro Gomes (PDT) e Lula.

"O presidente, ao invés de discutir os problemas do Brasil, tentar falar pro povo brasileiro como ele vai resolver os problemas da educação, da saúde, do salário mínimo, ele tenta falar de política e tenta me atacar", alegou Lula.

Já Ciro Gomes, afirmou que Bolsonaro transformou o evento cívico em um comício com verba pública. 

Tebet, por sua vez, disse que "Brasil precisa de paz para poder olhar claramente para os problemas" e que o presidente cria "crises artificiais todos os dias".

O União Brasil, PDT, Rede Sustentabilidade e a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral contra o uso partidário feito pelo Chefe do Executivo no 7 de setembro.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  4.206 novos casos de COVID-19, e 85 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 82. No total, o país acumula 34.504.29 casos confirmados, e 684.722 óbitos por COVID-19. 

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Suspensão de show do Justin Bieber, multa do Ministério da Justiça à empresa Apple e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
06/09/2022 - 12h

Terça-feira, 6 de setembro de 2022, veja os destaques do Resumo AGEMT:

  • TRE-RJ barra candidatura de Daniel Silveira;

  • Moraes rejeita pedido da PGR para deixar relatoria sobre o caso da fala de Bolsonaro associando vacinas com a contaminação por HIV;

  • Esplanada dos Ministérios é fechada às vésperas do 7 de setembro;

  • Ministério da Justiça suspende venda de iPhone sem carregador e multa Apple por R$12 milhões;

  • Liz Truss toma posse como primeira-ministra britânica;

  • Libertadores: Palmeiras e Athletico-PR jogam para decidir quem será o primeiro finalista; equipe paranaense tem a vantagem do empate.

 

Pedro Ladeira/ FolhaPress
Folha: Pedro Ladeira/ FolhaPress

 

Indeferido 

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro negou o registro da candidatura do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) nesta terça-feira (06). Por 6 votos a 1, o TRE-RJ decidiu pela impugnação do registro. 

O julgamento da ação, protocolado pela federação PSOL-Rede, foi retomado nesta terça-feira (06) com o voto do desembargador Tiago Santos, que havia pedido vista do processo na última sexta-feira (2). Santos foi o único a considerar Silveira apto para a disputa, os demais desembargadores acompanharam o relator Luiz Paulo da Silva Araújo Filho pela impugnação.

Em agosto, atendendo a um pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), o tribunal já havia suspendido o repasse de recursos do fundo eleitoral para a campanha de Silveira. A Procuradoria foi a favor de barrar a candidatura do congressista, pela condenação de Silveira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ataques às instituições democráticas. 

 

Diga à PGR que fico! 

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido assinado vice-Procuradora-Geral da República, Lindôra Araújo, para deixar a relatoria do inquérito que apura uma associação falsa relacionando as vacinas contra a COVID-19 ao risco de contrair HIV, feita pelo presidente Jair Bolsonaro no final de 2021. 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou que o Ministro Moraes enviasse o caso para o Ministro Luís Roberto Barroso, entendendo que o ministro já é relator de ações sobre o mesmo tema no Supremo. A PGR apontou ainda que pode haver uma "anulação futura", caso o inquérito siga e não seja resolvida essa questão do relator. 

"O presente inquérito versa sobre idênticos fatos de uma das petições distribuídas ao ministro relator Luís Roberto Barroso, o único, portanto, com competência, por prevenção, para averiguar as condutas imputadas ao Presidente da República" - Lindôra Araújo, vice-Procuradora-Geral da República 

Além de negar o pedido da PGR, o Ministro Alexandre de Moraes determinou que a Procuradoria deve se manifestar sobre o pedido da Polícia Federal para indiciar o presidente Bolsonaro por incitação ao crime. 
 

Daqui ninguém passa

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal bloqueou preventivamente os acessos à Esplanada dos Ministérios. A ação estava prevista para acontecer às 23h59 da segunda-feira (05), mas foi antecipada para o início da noite da segunda-feira (05). 

De acordo com a Secretaria, um grupo de caminhoneiros que se deslocava para o local foi orientado a parar os veículos em outras áreas. A Esplanada já seria fechada, por motivos de segurança, para o desfile de 07 de setembro. 

"O fechamento antecipado da área tem objetivo de impedir a permanência e fluxo de veículos no local, para montagem das estruturas do desfile cívico e demais ações de segurança previstas. O acesso a pé segue liberado", informou a pasta em nota. 
 

Brent Lewin/Bloomberg
Foto: Brent Lewin/Bloomberg

 

Sem negócio 

O governo federal suspendeu a venda de celulares iPhone, da marca Apple, sem carregadores e aplicou multa de R$12 milhões à empresa fabricante do aparelho. A determinação veio do Ministério da Justiça em publicação do Diário Oficial nesta terça-feira (06).

Segundo o despacho, baseado em processo da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), o registro do produto na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também será cassado. O Ministério reforçou a medida argumentando que outras determinações judiciais estabelecidas contra a Apple em outros estados foram ignoradas. 

"Verificada a persistência da prática infrativa, como tem acontecido com essa mesma empresa, à vista de outras multas já aplicadas por Procons do país, possa ser a representada considerada reincidente, com a aplicação de novas sanções, agravadas pela circunstância da reincidência", diz o despacho. 

Em parecer no processo, a empresa se defendeu dizendo que a medida adotada em 2020 foi motivada por "preocupação ambiental". A Apple ainda não se pronunciou sobre a decisão desta terça-feira (05). 

 

Jane Barlow/AFP
Jane Barlow/AFP

 

Sob nova direção 

A nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, foi empossada nesta terça-feira (6) pela Rainha Elizabeth II, em Balmoral, na Escócia. "Acabei de aceitar o convite da rainha para formar um governo", disse em seu primeiro discurso.

Truss é a terceira mulher a assumir o governo britânico. Ela foi escolhida para o cargo um uma votação do Partido Conservador, após renúncia de Boris Johnson.

Na  quarta-feira (7), a primeira-ministra presidirá o primeiro conselho de ministros e confrontará na Câmara dos Comuns o líder da oposição, Keir Starmer, que na segunda-feira (05) a acusou de "não estar ao lado dos trabalhadores", pressionados por uma inflação de mais de 10%.

WireImage
Foto: WireImage

"Ele não vem mais"

A Time For Fun (T4F), empresa responsável pelo shows de Justin Bieber no Brasil, anunciou nesta terça-feira (06) que as apresentações do cantor que aconteceriam nos dias 14 e 15 de setembro em São Paulo estão suspensas. 

Em comunicado publicado nas redes sociais da T4F, consta uma mensagem em que o cantor canadense afirma que está exausto e pretende cuidar da saúde. Em junho, Bieber foi diagnosticado com síndrome de Ramsay Hunt, que lhe causou uma paralisia facial.

"No último final de semana, me apresentei no Rock in Rio e dei tudo de mim para as pessoas no Brasil. Depois de sair do palco, a exaustão tomou conta de mim e percebi que preciso fazer da minha saúde a prioridade agora. Então vou fazer uma pausa na turnê por enquanto. Vou ficar bem, mas preciso de tempo para descansar e melhorar”, disse o cantor.

Em breve, a empresa responsável pelos shows divulgará informações adicionais sobre o procedimento de reembolso ou manutenção de ingressos para os seus titulares.

 

Foto: Reprodução/Instagram @palmeiras
Foto: Reprodução/Instagram @palmeiras

Dia de decisão 

Nesta terça-feira (06) a América do Sul voltará seus olhos para a zona oeste de São Paulo. Às 21h30, no Allianz Parque, a bola vai rolar para Palmeiras e Athletico-PR decidirem quem será o primeiro finalista da Copa Libertadores da América de 2022. 

No primeiro jogo, em Curitiba, a vitória foi do Atheltico pelo placar de 1 a 0. Para conquistar a classificação no tempo normal, o Palmeiras precisará vencer por dois ou mais gols de diferença. Em casa de vitória por apenas um gol de diferença, a decisão será nos pênaltis. Qualquer empate classificará o Atheltico-PR. 

O Palmeiras tem uma dúvida para sua escalação. Substituído com dores no tornozelo no jogo da semana passada, e poupado na rodada do final de semana, o meio-campo Raphael Veiga pode não jogar. Pelo lado do Athletico, uma ausência certa é na beira do gramado. O técnico Luiz Felipe Scolari foi expulso na semana passada, e não estará à beira do campo. Quem tem a difícil missão de substituir Felipão é o auxiliar Paulo Turra. 

No comando do apito a CONMEBOL escalou o experiente árbitro FIFA, Esteban Ostojich. O uruguaio será auxiliado pelos compatriotas Carlos Barreiro e Andres Nievas. A cabine do VAR será comandada pelo colombiano Nicolás Gallo. É decisão, é jogaço! 
 

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