Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
|
13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (09), 24 casos e cinco mortes na capital paulista
por
Juliana Bertini de Paula
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09/10/2025 - 12h

Desde o dia 18 de setembro, diversos quadros de intoxicação por metanol têm sido relatados por hospitais de diferentes estados. Nesta quinta-feira (09), o Ministério da Saúde divulgou um novo balanço, com 5 mortes e 24 casos confirmados em tratamento. Outros 235 são investigações apenas na cidade de São Paulo. Outros casos também despontaram em diversos estados do Brasil, bem como em São Bernardo do Campo e outras cidades da Grande São Paulo.

A intoxicação é provocada pela ingestão de metanol em bebidas adulteradas. Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Espírito Santo, Goiás, Acre, Paraíba e Rondônia também investigam casos de intoxicação. Paraná e Rio Grande do Sul confirmaram ocorrências.

Entre as mortes confirmadas estão Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos e Marcelo Lombardi, de 45 anos, moradores de São Paulo, além de Bruna Araújo, de 30 anos, de São Bernardo do Campo, e Daniel Antonio Francisco Ferreira, 23 anos, de Osasco.

Na capital paulista, em 30 de setembro, 7 locais foram alvo de investigação da vigilância sanitária. Em dois deles foram encontradas bebidas com metanol. Mais 11 estabelecimentos foram interditados. O bar Ministrão, na Alameda Lorena, nos Jardins, e o bar Torres, na Mooca, foram fechados temporariamente. Seis distribuidoras e um bar em São Bernardo do Campo também foram interditados.

Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O que dizem as autoridades?

Nesta segunda-feira (06), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizou uma coletiva de imprensa, junto com representantes das secretárias de Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Planejamento. Além deles, estavam presentes representantes do ramo de bebidas, que auxiliaram no treinamento de agentes públicos e comerciantes para a identificação de falsificações.

Durante a entrevista, o governador contrariou as declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e descartou a possibilidade de envolvimento de facções criminosas na adulteração de bebidas, sem revelar qual a hipótese que está sendo seguida pela polícia paulista. Tarcísio foi criticado por brincar com a situação dizendo que “quando falsificarem Coca-Cola, vou me preocupar”. No dia seguinte, em suas redes sociais, Freitas publicou um vídeo no qual pedia desculpas pela afirmação.

Em fevereiro deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou que 13 bilhões de litros de bebidas adulteradas são comercializados ilegalmente todos os anos, com perdas fiscais que podem chegar a R$ 72 bilhões, sendo a segunda maior fonte de renda das facções de crime organizado, que perde apenas para combustíveis adulterados.

O Fórum destaca ainda a prática ilegal conhecida como refil, quando há reutilização de garrafas para envasamento de bebidas falsificadas. Só em 2023 foram apreendidas 1,3 milhão de garrafas do tipo. Há também anúncios online de venda de garrafas vazias com rótulos das bebidas. Além disso, em 2016, durante o governo de Michel Temer, o Sistema de Controle de Produção de Bebidas, o Sicobe, foi suspenso sob alegação de altos custos de manutenção (R$ 1,4 bilhão ao ano), o que tornou a fiscalização federal inexistente e realizada por meio de autodeclaração dos bares.

Em nota para a AGEMT, a Secretária Municipal de Saúde de São Paulo disse que “as ações da Vigilância Sanitária do município são constantes, com fiscalizações em comércios varejistas (restaurantes, bares, adegas, lanchonetes, entre outros) e distribuidores/atacadistas de bebidas, na verificação da procedência da bebida: se há nota fiscal de aquisição, lacre de segurança, integridade e legibilidade da rotulagem, se apresenta todas as informações obrigatórias (dados do fabricante/importador, lote, registro no órgão oficial), bem como a manipulação. A pasta está intensificando ações em comércios junto à vigilância estadual e à Secretaria de Segurança Pública.”

A Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou para a AGEMT. O espaço segue aberto.

Sintomas e tratamentos

Em entrevista à AGEMT, o farmacologista e toxicologista Maurício Yonamine conta que a rapidez para o atendimento médico é o fator mais crítico para a chance de recuperação em caso de intoxicação por metanol. “O prognóstico é melhor quanto mais rápido for o diagnóstico e o início do tratamento, pois o tempo é o que permite que os subprodutos tóxicos (principalmente o ácido fórmico) se acumulem e causem danos irreversíveis.”

Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS
Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS

 

Maurício conta que o principal problema do metanol é que ele deixa o sangue extremamente ácido e, após ser metabolizado pelo fígado, gera subprodutos extremamente tóxicos, principalmente o formaldeído e o ácido fórmico. “O acúmulo desses metabólitos, especialmente o ácido, interfere na função celular, ataca nervos e órgãos.”

Os sintomas de intoxicação por metanol nas primeiras horas podem ser confundidos com uma ressaca forte, náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça. Muitas vezes, os sintomas são leves, o que atrasa a procura por atendimento médico. “Os sintomas iniciais podem ser traiçoeiros”, diz Yonamine.

Depois, começam aparecer os sintomas mais fortes, resultado do ácido fórmico que tem uma afinidade particular pelas células do nervo óptico. Entre eles estão a visão turva, a fotofobia e a aparição de pontos luminosos. Além disso, o sangue ácido causa respiração acelerada, fraqueza, confusão mental e sobrecarga no coração e nos pulmões.

Se não tratado com urgência, o quadro evolui para complicações graves em até 48 horas. O ácido atinge o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, rebaixamento de consciência, coma e arritmias cardíacas. A partir disto, os danos passam a ser sistêmicos: coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo, consequência direta da acidose metabólica (sangue ácido) severa e da sobrecarga tóxica. É nesse momento que o risco de morte se torna elevado e, mesmo com tratamento, as chances de cura caem drasticamente. 

No sábado (05), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a compra de 2,6 mil antídotos para a ingestão de metanol durante uma coletiva de imprensa em Teresina. O medicamento chamado fomepizol não possui registro no Brasil e foi comprado de maneira emergencial, juntamente com a Organização Panamericana de Saúde, de um fabricante japonês, Daiichi Sankyo. 

 

 

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Ativo desde 2011, canal produzia conteúdos sobre a Universidade de forma educativa, contava com mais de 100 mil inscritos e ficou 12 dias fora do ar
por
Khauan Wood
Victória da Silva
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01/10/2025 - 12h

Perfil da TV PUC, canal Universitário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) no YouTube foi reativado pela plataforma na tarde desta quarta-feira (01) após ter sido retirado do ar sem aviso prévio ou justificativa no último dia 19 de setembro.

A conta tem um importante e extenso acervo histórico e cultural da instituição. 

Em publicação realizada em seu Instagram oficial, a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, denunciou no dia 30 de outubro que o canal havia sido simplesmente retirado da grade da plataforma repentinamente.

Ainda na publicação, a instituição informou que a empresa, que é ligada ao Google, enviou apenas um e-mail informando que a retirada seria causada por descumprimento das regras e diretrizes da plataforma, sem detalhar de que se tratava, acrescentando que as políticas de spam, práticas enganosas e golpes não teriam sido seguidas.

A Universidade abriu uma contestação dentro da plataforma, em que constava um prazo de 48 horas para o retorno. Após o prazo, uma nova mensagem enviada dizia que uma nova resposta seria dada dentro de 24 horas. Mas esses prazos não foram respeitados, o que motivou a denúncia nas redes sociais que mobilizou a comunidade acadêmica.

O time da TV PUC afirmou à Agemt que tudo começou quando um dos integrantes da equipe tentou gerar um link para uma live, mas a página não abria corretamente. Em seguida, eles receberam uma notificação de que o perfil havia sido retirado do ar.

Também em entrevista à Agemt, Julio Wainer, professor da PUC-SP e diretor da TV PUC, relata que em anos de canal, nunca receberam sequer uma advertência. O diretor contou que houve avisos pontuais sobre conteúdos com direitos autorais, que foram retirados imediatamente.

Ainda segundo ele, a equipe jurídica da Fundasp esteve em contato direto com a plataforma durante todo o período de inatividade para tentar reaver o canal. 

De acordo com a Fundasp, a TV PUC existe desde 2007, mas publica vídeos regularmente desde 2011. O canal contava com mais de 5 mil publicações e já ultrapassara o número de 100 mil inscritos.

Ao publicar novamente o canal, a plataforma enviou mensagem à TV PUC desculpando-se pelo ocorrido. Os responsáveis pelo canal ainda avaliam se todo o conteúdo e os seguidores da página foram mantidos.

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A TV PUC produz conteúdos ativamente há 14 anos. Foto: Victória da Silva

O conteúdo do canal universitário é diverso e produzido por professores e alunos. Sobre isso, o diretor da TV PUC afirma que o canal possui “de tudo um pouco”, já que conta com trabalhos institucionais de alunos e professores sobre temas variados, além de lives e programas. 

“Tudo que nós produzimos, nós colocamos lá como repositório para ir acumulando visualizações e as pessoas ficarem sabendo”, contou. O canal tem como missão promover os assuntos debatidos na universidade, mostrando o que é feito para diferentes cursos e com o que os alunos têm engajado na rotina universitária.

A TV PUC também acompanha palestras e outros acontecimentos da universidade e publica os eventos na íntegra, além de resumi-los em outros vídeos com depoimentos dos participantes. A recepção de calouros, que acontece todos os anos e recebe figuras importantes no Tucarena para a abertura do semestre, é um exemplo dos vários registros que o canal tinha antes da retirada.

Falas de personalidades históricas, professores e intelectuais foram derrubadas após a retirada do canal do ar, além de documentários relevantes e outros materiais importantes para a história da PUC-SP apagados pela plataforma ainda sem justificativa.

A TV PUC também tenta trazer os estudantes para as telas e enxergar a PUC-SP a partir do olhar deles. Para isso, as matérias sempre contam com entrevistas e conversas com os alunos que se envolvem nas diferentes atividades que ocorrem durante o ano. Os vídeos são informativos e promovem pautas científicas, culturais e políticas.

O professor do curso de jornalismo, Aldo Quiroga, destacou em um vídeo em seu perfil no Instagram que a Roda de Conversa com os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog, em que os jornalista contam como as reportagens vencedoras foram realizadas, também é um dos exemplos dos conteúdos “sequestrados pelo Youtube”, na derrubada do canal. É a TV PUC quem faz a transmissão anual da Roda de Conversa Vladimir Herzog e do Prêmio que também leva o nome do jornalista morto pela ditadura militar.

No vídeo, Quiroga também ressalta a influência das Big Techs sobre o Congresso Nacional para impedir a regulamentação dessas empresas pela sociedade civil, que se encontra refém de decisões como essa.

Em nota enviada à Agemt, o Google afirmou que está apurando o motivo do encerramento do canal e que retornaria em breve. O espaço segue aberto.

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Embora sem data definida, a bandeira chinesa estará no mercado ainda esse ano
por
Lucca Cantarim dos Santos
|
03/10/2025 - 12h

Por Lucca Cantarim

 

Os cartões da bandeira de pagamentos chinesa UnionPay chegam ao Brasil em 2025. Detendo cerca de 40% do mercado global em transações com cartões, o que é mais do que as norte-americanas Mastercard e Visa juntas, a empresa oferece uma alternativa para os Brasileiros. Segundo o financista José Kobori, a iniciativa representa uma oportunidade de “descolonizar” o mercado financeiro, justamente por diversificar o setor no País, essa discussão ganha mais potência com as recentes taxações e tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, essa tensão levantou questionamentos sobre o grau de dependência do mercado financeiro brasileiro nos estadunidenses.

Kobori, o responsável pela vinda desta forma de pagamento tem uma história que se relaciona diretamente com sua movimentação atual. O economista era conhecido por ter uma visão neoliberal de mercado, principalmente, diz ele, por estar inserido nesse setor. Em entrevista ao podcast "Market Makers", o financista conta os motivos que o fizeram mudar completamente sua visão de mercado, e por consequência, abandonar o neoliberalismo. 

O economista alega que sempre gostou de se informar e procurar pensadores com opiniões diferentes das que ele tinha, e como naquele momento era possível dedicar mais tempo a isso, ele começou a ler cada vez mais autores diversos, como autores Keynesianos.

No entanto, o maior ponto de ruptura do financista com o neoliberalismo, foi o momento em que ele começou a sair na rua e perceber com olhos mais atentos a desigualdade. Ele conta aos entrevistadores a história do dia em que saiu para almoçar, e de dentro do carro, viu um jovem comendo lixo na rua, essa experiência o levou às lágrimas, e fez com que Kobori começasse a se questionar de como era possível existir um sistema que funcionasse tão bem para ele, mas não para as outras pessoas.

Diferencial da UnionPay

Um dos diferenciais da UnionPay, é o fato de seus cartões operarem fora do sistema “SWIFT”, sigla para “Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication”, ou Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, em português.

O SWIFT é um sistema de transações internacionais que permitem o envio de dinheiro de um país para outro, em síntese, cada banco tem um código em seu respectivo país. O problema é, que por ser gerenciado majoritariamente pelos Estados Unidos, em caso de sanções ou remoção de um banco do sistema, vários brasileiros seriam afetados.

E é justamente por operar fora do SWIFT, que a UnionPay dá à população brasileira mais opções para transferências internacionais, permitindo que sejam feitas e recebidas mesmo que em um possível cenário de sanções ou tensões geopolíticas, como afirma Cristina Helena, professora de economia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Ou seja, em um cenário onde os conflitos com Trump se agravem e o Brasil acabe sancionado, usuários do cartão Union Pay não seriam afetados, e poderiam continuar recebendo e enviando dinheiro livremente para outros países.

Outro diferencial que chama a atenção, e pode ser crucial para a competitividade da bandeira no mercado é a possibilidade de redistribuição de receita, segundo informações da Contec, será possível reverter parte das taxas cobradas nas transações para causas sociais escolhidas pelo usuário. Taxas essas, que no caso de cartões de crédito de bandeiras norte-americanas, como American Express; Visa e Mastercard são taxas de câmbio, que vão diretamente para os Estados Unidos.

Os Desafios

O maior desafio enfrentado pela empresa é a aceitação ampla, segundo Cristina, além da compatibilidade com as fintechs e bancos digitais e de lojistas habilitarem essa forma de pagamento, a ideia de um cartão chinês no país ainda levanta muita suspeita e desconfiança entre os brasileiros, embora a China seja um dos maiores parceiros comerciais do Brasil na atualidade, levando em consideração sua presença no BRICS.

No entanto, as operações da UnionPay serão supervisionadas pelo Banco Central, segundo confirmado pelo Ibrachina, a bandeira deverá cumprir normas de operação, submeter-se à fiscalização do BC e precisará de autorização regulatória, assim como toda e qualquer bandeira em operação dentro do território nacional.

Outro ponto a se levar em consideração, é se a entrada de um sistema novo no mercado de crédito, principalmente em meio à tensões e conflitos geopolíticos com os Estados Unidos, não poderia significar uma troca de monopólio. A professora Cristina acredita que não, devido à robustez do sistema financeiro brasileiro, mas também alerta que caso essa integração não seja diversificada e balanceada, o Brasil corre o risco de se manter dependente de uma potência estrangeira.

Os cartões não têm data definida para serem completamente integrados no mercado financeiro brasileiro, embora esteja confirmada para chegar ainda em 2025. Mas já são aceitos em grandes centros turísticos, como Salvador, Rio e São Paulo através de terminais parceiros (Rede e Stone), além disso, como comparação, a bandeira tem alta taxa de aceitação nos Estados Unidos, somando 80% dos estabelecimentos e 90% dos caixas eletrônicos brasileiros.

 

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Estúdios acusam a plataforma de IA de violar direitos autorais ao permitir a criação de imagens com personagens protegidos.
por
Lucca Andreoli
Henrique Baptista
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17/06/2025 - 12h
Logo da Midjourney
Logo do serviço de IA Midjourney. Reprodução

A Walt Disney Company e a Universal Corporation, dois dos maiores estúdios de Hollywood, abriram no dia 11 de junho um processo conjunto contra o Midjourney — um serviço de inteligência artificial criado e desenvolvido pelo laboratório de pesquisa independente, Midjourney, Inc. —  na U.S. District Court for the Central District of California. O serviço de inteligência artificial está sendo acusado de utilizar propriedade intelectual dos estúdios sem autorização.

Segundo a ação, o Midjourney usou de forma “intencional e calculada” obras protegidas — como personagens de Star Wars (Darth Vader, Yoda), Frozen (Elsa), The Simpsons, Marvel (Homem-Aranha, Homem de Ferro), Minions, Shrek e O Poderoso Chefinho — para treinar seus modelos e permitir a geração de imagens derivadas altamente similares.

 

Disney e Universal afirmam que já haviam solicitado que a plataforma bloqueasse ou filtrasse esse tipo de conteúdo, mas não foram atendidas. Para a vice-presidente jurídica da NBCUniversal, Kim Harris, “roubo é roubo, independentemente da tecnologia usada”.

A petição descreve o Midjourney como um “poço sem fundo de plágio”. Estima-se que a plataforma tenha gerado cerca de 300 milhões de dólares em receita em 2024, contando com mais de 21 milhões de usuários.

Os estúdios pedem uma liminar para impedir novas infrações e uma compensação financeira — que pode ultrapassar os 20 milhões de dólares. Horacio Gutierrez, diretor jurídico da Disney, declarou: “Pirataria é pirataria — o fato de ser feita por uma IA não a torna menos ilegal”.
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Além disso, a ação se insere em um cenário crescente de disputas semelhantes — como os casos envolvendo a Stability AI, a OpenAI e o New York Times. Também aponta para a criação de um serviço de vídeo de IA que em breve poderá criar clipes animados com materiais não autorizados, ampliando ainda mais os riscos à propriedade intelectual e ao controle de suas criações. O processo reforça a pressão por regulamentações mais claras que protejam a criatividade humana frente ao avanço da IA.

A preocupação no meio artístico a respeito das inteligências artificiais é um tema crescente que já gerou polêmicas anteriormente, como a questão das fotos “estilo estúdio Ghibli” no início deste ano. 

O processo representa um marco legal na relação entre Hollywood e a inteligência artificial. É o primeiro grande embate judicial do tipo envolvendo empresas de entretenimento, e pode abrir precedente para que outras companhias exijam licenciamento prévio ou filtros automáticos em ferramentas de geração de imagens.

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Ipec mostra cenário de eleição presidencial estável, recorde de endividamento e indadimplência e mais
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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10/10/2022 - 12h

 

Segunda-feira, 10 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • IPEC: Lula tem 55% e Bolsonaro 45%, em votos válidos;

  • Endividamento e inadimplência das famílias atinge maior patamar em 12 anos, diz CNC;

  • Aeroporto de Congonhas tem dia de caos após pneu de avião estourar durante pouso;

  • Putin diz que ataque a Kiev é resposta russa a explosão na Crimeia 


 

Foto: Reprodução/Twitter @lula
Foto: Reprodução/Twitter @lula

Cenário estável

Nesta segunda-feira (10) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo Ipec, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 51% das intenções de votos. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) pontuou 42%, com nove pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Os indecisos são 2%, e brancos e nulos somam 5%. Quando feita a contagem dos votos válidos, o petista tem 55% e Bolsonaro 45%. Nesta modalidade, são excluídos os nulos e brancos na urna eletrônica, e os indecisos na pesquisa, mesmo procedimento usado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam previamente o nome dos candidatos, Lula pontuou 49% e Bolsonaro, 42%. Os indecisos são 4%, e brancos e nulos somam 5%. 

As entrevistas foram feitas nos dias 8 e 10 de outubro e contaram com 2.000 entrevistados. A pesquisa, que foi encomendada pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02853/2022.


 

Mikhail Nilov/Pexels
Foto: Mikhail Nilov/Pexels

Tem dívida aí ?

O número de famílias endividadas ou inadimplentes chegou aos maiores valores da série histórica iniciada em 2010, segundo foi divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta segunda-feira (10).

De acordo com a CNC, o número de famílias inadimplentes, ou seja, aquelas com dívidas em atraso, atingiu 30% em setembro, chegando ao valor mais alto da série histórica. Em agosto, o número havia subido para 29,6%. Se comparado a setembro de 2021, quando registrou 25,5%, o número cresceu 4,5%. 

O número de famílias endividadas, que são aquelas que possuem qualquer tipo de dívida (em atraso ou não), também bateu recorde: 79,3%. Em agosto o número era de 79%. Já em setembro de 2021, o número estava em 74%, ou seja, 5% menor.

“Embora os atrasos tenham crescido no mês e no ano entre os consumidores nas duas faixas de renda, as dificuldades de pagamento de todos os compromissos do mês são mais latentes entre as famílias de menor renda” - Izis Ferreira, economista da CNC

Entre as famílias consideradas mais pobres, que recebem menos de dez salários mínimos, o endividamento ultrapassou os 80% pela primeira vez, atingindo 80,3%. A CNC mostrou que o número de mulheres (80,9%) endividadas  também é maior do que o de homens (78,2%). 

Segundo a CNC, o tipo de dívida que mais cresceu foram as de cartões de crédito, que subiu de 84,6% para 85,6% do total de dívidas. O número de famílias que não têm condição de pagar duas dívidas ficou em 10,7%, menor que os 10,8% registrados em agosto, porém, maior que os 10,3% de setembro de 2021. 


 

Foto: Reprodução/Redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

Que sufoco…

A pista principal do Aeroporto de Congonhas ficou fechada cerca de 8 horas após o pneu de uma aeronave estourar e fazer ela perder o controle, parando a poucos metros do barranco que termina na Avenida Washington Luis, na zona sul de São Paulo, no começo da tarde de domingo (09). Por conta da interdição, cerca de 140 voos foram cancelados.

Segundo a Infraero, ninguém ficou ferido e o avião de pequeno porte foi retirado por um caminhão para uma pista lateral por volta das 22h. A aeronave transportava dois tripulantes e três passageiros e estava com a documentação regularizada.

Apesar da liberação da pista, a operação no aeroporto ficou longe de ser normalizada. Pelas redes sociais, passageiros relataram espera de mais de 12 horas e problemas em acomodações oferecidas pelas companhias aéreas. 

A estimativa é que aeroportos de 15 estados tenham sido afetados pelo problema em Congonhas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (CENIPA) é o responsável por conduzir as investigações sobre as causas do incidente. 


 

Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo
Foto: Serviço de Imprensa Presidencial Russa/AP Photo

"As respostas da Rússia serão duras", diz Putin

Nesta segunda-feira (10), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, alegou que a Ucrânia fez atos terroristas contra a Rússia e ameaçou reagir com força caso o cenário continue.

Através de uma transmissão televisionada, o presidente afirmou que Moscou lançou ataques de mísseis de longo alcance contra a infraestrutura de energia, militar e de comunicações ucraniana como retaliação devido a um ataque que liga a Crimeira ao território continental russo no sábado (8), que classificou com “ato vil de terrorismo”. 

“É óbvio que os serviços secretos ucranianos ordenaram, organizaram e executaram o ataque terrorista destinado a destruir a infraestrutura civil crítica da Rússia”, afirmou o líder russo.

Apesar das autoridades ucranianas terem celebrado após a explosão na ponte, Kiev não assumiu o ato.

“Se continuarem as tentativas de realizar atos terroristas em nosso território, as respostas da Rússia serão duras e em sua escala corresponderão ao nível de ameaças criadas. Ninguém deve ter dúvidas sobre isso”, afirmou Putin.

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Bolsonaro abandona tom moderado, Lula se reune com Tebet e FHC, levantamento do Datafolha mostra distância menor entre o petista e Bolsonaro e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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08/10/2022 - 12h

Sexta-feira, 7 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Aos gritos, Bolsonaro se exalta, ataca ex-presidente Lula e ministro Alexandre de Moraes;

  • Datafolha: 49% diz que vota em Lula e 44% em Bolsonaro

  • Lula se encontra com Tebet e FHC; 

  • INPE: Setembro tem pior mês da série histórica com alertas de desmate na Amazônia;

  • Vendas do comércio recuam em agosto, na 3ª queda consecutiva, diz IBGE.

 

Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

Mas você tá bravo?

Apesar das tentativas de manter um tom moderado, nesta sexta-feira (7) o presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou descontrole quando aos gritos fez ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra quem concorre à reeleição no segundo turno, e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Em coletiva à imprensa no Palácio da Alvorada, ao lado do jornalista José Luiz Datena, Bolsonaro, chamou o petista de "pinguço" e mostrou irritação por ele ainda não ter anunciado seus possíveis ministros. “Vai ter José Dirceu na Segov, Gleisi Hoffmann na Casa Civil, Dilma nas Minas e Energia”, ironizou.

O mandatário também criticou Moraes pela decisão de quebrar o sigilo de mensagens de um assessor da Presidência, Mauro Cesar Barbosa Cid, durante investigações do inquérito das milícias digitais. 

"O tempo todo usando a caneta para fazer maldade, tentar me tirar de combate, para desgastar. Já desafiei o Alexandre de Moraes, que vazou a quebra de sigilo telemático do meu ajudante de ordens, que é um crime o que esse cara fez", alegou.

 

No retrovisor 

Nesta sexta-feira (7) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 49% das intenções de votos. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) pontuou 44%, o que o deixa com apenas cinco pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Os indecisos são 2%, e brancos e nulos somam 6%. Quando feita a contagem dos votos válidos, o petista tem 53% e Bolsonaro 47%. Nesta modalidade, são excluídos os nulos e brancos na urna eletrônica, e os indecisos na pesquisa.

O levantamento deu ênfase na margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, em decorrência das muitas críticas feitas pelos eleitores ao método da pesquisa.  No primeiro turno, disputado no domingo passado (2), o ex-presidente somou 48,4% dos votos válidos e o atual, 43,2%. De acordo com a última pesquisa realizada pelo Datafolha nas vésperas da eleição, Lula tinha 50% dos votos e Bolsonaro, 36%. A margem de erro era a mesma, mas os votos do atual mandatário escaparam por 5 pontos. Bolsonaro pontuou 43,23% e o petista, 48,39%

As entrevistas foram feitas nos dias 5 e 7 de outubro e contaram com 2.884 entrevistados. A pesquisa, que foi encomendada pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02012/2022.

 

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

Encontro com Tebet e FHC

Na tarde desta sexta-feira (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com a senadora Simone Tebet (MDB). Durante discurso, a terceira colocada na disputa à presidência afirmou que suas sugestões foram acatadas pela campanha do petista.

"Temos as nossas diferenças políticas e econômicas, mas elas são infinitamente menores do que aquilo que nos une", alegou a senadora. "Este não é um encontro agendado pela história, mas, sem dúvida nenhuma, é exigido por ela”, completou Tebet.  

Quando questionado a respeito de um possível papel desempenhado por Tebet, Lula disse que “ela vai fazer o que ela quiser”. A senadora, porém, afirmou que irá "aonde a campanha precisar".

Logo após, o petista se encontrou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que há dois dias oficializou seu apoio a ele no segundo turno.

 "Um reencontro democrático com @presidentefhc", escreveu Lula em seu perfil do instagram. O encontro foi fechado.

 

Foto: Sergio Lima/AFP
Foto: Sergio Lima/AFP

Desmatamento na Amazônia 

Dados divulgados nesta sexta-feira (07) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que os alertas de desmatamento na Amazônia em setembro de 2022 foram de 1.455 km². Com os dados, esse se tornou o pior mês de setembro da série histórica do Deter iniciada em 2015.

Comparado a setembro de 2021, o número é 47,7% maior. Para se ter uma dimensão do tamanho, quase equivale ao tamanho da cidade de São Paulo, que tem 1.521 km². O segundo pior número de setembro também foi registrado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), em 2019, quando ficou em 1.454 km².

Em todo 2022, o acumulado de alertas de desmatamento chega a 8.590 km², um número 4,5% do que todos os alertas do ano passado. 

 

Foto: Emmanuel Franco / Sindcomércio Vale do Aço
Foto: Emmanuel Franco / Sindcomércio Vale do Aço

Em queda

O comércio teve queda 0,1% na passagem de julho para agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (07). O recuo acontece pelo 3° mês consecutivo, na média móvel trimestral o setor tem perda de 0,8%.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou que o varejo teve queda de 1,4% no acumulado de 12 meses. Porém, em comparação com agosto de 2021, o setor apresentou uma alta de 1,6% e 0,5% no acumulado do ano. 

O resultado negativo foi motivado pelo recuo de três das oito atividades pesquisadas. Segundo o IBGE, tiveram queda: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,4%), outros artigos de uso doméstico (-1,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,3%).

No outro lado da balança, cinco atividades apresentam alta, foram elas: tecidos, vestuário e calçados (13%), combustíveis e lubrificantes (3,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (2,1%), móveis e eletrodomésticos (1%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%).

Se considerado o varejo ampliado, que inclui o comércio de veículos e peças e os materiais de construção, a queda foi de 0,6% de julho para agosto. Também houve queda na média móvel trimestral de -1,1%, na comparação com 2021 o resultado foi -0,7% pior. No acumulado do ano também houve recuo de -0,8% e nos últimos 12 meses de -2%. 

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Governo anuncia cortes no orçamento direcionado às universidades e colégios federais, criadores do Plano Real declaram apoio ao ex-presidente Lula e mais
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Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
07/10/2022 - 12h

Quinta-feira, 6 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Criadores do Plano Real declaram apoio à Lula; Podemos libera filiados 

  • Urnas não apresentaram divergência entre votos dados e registrados, diz presidente do TSE;

  • Em encontro com reeleitos e deputados, Bolsonaro diz que falou "demais muitas vezes"

  • MEC bloqueia verbas de universidades federais. Ministério é o mais atingido pelos congelamentos;

  • Protestos da população no Irã;

 

Da esquerda para a direita, os economistas Edmar Bacha, Pedro Malan, Arminio Fraga e Persio Arida - Foto: Zo Guimaraes, Zanone Fraissat e Missioneiro/Folhapress/Folhapress e Guito Moreto/Agência O Globo
Da esquerda para a direita: os economistas Edmar Bacha, Pedro Malan, Arminio Fraga e Persio Arida - Zo Guimaraes, Zanone Fraissat e Missioneiro/Folhapress/Folhapress e Guito Moreto/Agência O Globo

Apoios no segundo turno

Nesta quinta-feira (6) os criadores do Plano Real declararam apoio ao ex-presidente Lula (PT. Além da oficialização de FHC nesta quarta-feira (5), André Lara Resende, que defendeu o voto em Lula no primeiro turno, o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e o economista Edmar Bacha assinaram uma nota junto com Armínio Fraga e Pérsio Arida declarando voto em Lula no segundo turno das eleições contra Jair Bolsonaro (PL).

“Votaremos em Lula no 2º turno; nossa expectativa é de condução responsável da economia”, afirmam no comunicado.

O apoio reforça a ideia que o petista faça uma administração que respeite a responsabilidade fiscal e seja centrada.

Ainda nesta quinta, o partido Podemos, ao qual pertence o ex-procurador Deltan Dallagnol, liberou seus diretorias e filiados para apoiarem tanto Lula quanto Bolsonaro (PL). No primeiro turno, a legenda lanou apoio à senadora Simone Tebet (MDB).

 

Integridade

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre  de Moraes, disse que o teste de integridade das urnas neste 1° turno não apresentou divergências, a declaração aconteceu durante a sessão desta quinta-feira (06).

Na prática, a declaração significa que os votos dados pelos eleitores foram os mesmos votos registrados nas urnas para os candidatos. O teste de integridade acontece desde 2002, e acontece nos tribunais Regionais Eleitorais no dia da eleição, simulando uma votação normal. A intenção é saber se o voto dado na urna é o mesmo que será registrado. 

O presidente do TSE reafirmou a lisura do processo eleitoral e destacou a confiança no sistema eleitoral. "Ou seja, novamente o primeiro turno das eleições 2022 se repetiu o que houve mas eleições 2020, 2018 e 2016 [...] Vinte anos de absoluta lisura das urnas eletrônicas com comprovação imediata pelo teste de integridade", disse Moraes. 

 

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Bolsonaro: "Falei demais muitas vezes"

Depois de quatro anos de declarações fortes e muitos ataques à imprensa e opositores, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse em encontro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PL), deputados federais reeleitos e governadores, que falou "demais muitas vezes". O encontro aconteceu nesta quinta-feira (06), no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência. 

Bolsonaro pediu desculpas e disse que ofendeu algumas pessoas "de forma não intencional". No encontro, além do presidente da Câmara, estavam os governadores reeleitos Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Gladson Cameli (Progressistas), do Acre; Antônio Denarium (Progressistas), de Roraima. Todos eles já declararam apoio à reeleição de Bolsonaro.

"E trago comigo um ensinamento militar: 'Pior do que uma decisão mal tomada é uma indecisão'. Nós nunca nos omitimos, mesmo com o desgaste. Falei demais muitas vezes, reconheço, ofendi algumas pessoas de forma não intencional, me desculpem, mas é o calor de uma luta da vida contra a morte, no caso da pandemia", disse Bolsonaro. 

Quem também discursou, de forma breve, foi a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Durante o discurso, Michelle pediu perdão pelos palavrões do marido, e disse não concordar com as falas. "Perdão a todos pelos palavrões do meu marido. Eu não concordo, mas ele é assim. Tem gente que gosta, né ?", falou a primeira-dama. 

 

Mais um

O Governo Federal anunciou um novo bloqueio que eleva os cortes de orçamento das universidades e colégios federais para a casa de R$ 1 bilhão, sendo mais de R$ 700 milhões somente para universidades. A medida foi feita na última sexta-feira (30), dias antes do primeiro turno das eleições gerais. 

A União publicou o Decreto 11.216, que altera o Decreto nº 10.961, de 11/02/2022, referente à execução do orçamento deste ano, sacramentando o novo contingenciamento no orçamento do Ministério da Educação - bloqueando R$ 147 milhões para os colégios federais e de R$ 328 milhões para as universidades.

Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) destaca que o contingenciamento resultou em um corte de R$ 328,5 milhões nos valores disponíveis para despesas das universidades.

Os colégios e universidades afirmaram que o corte pode acarretar na paralisação de serviços básicos no funcionamento das instituições, como o fornecimento de água, luz, vigilância e limpeza, além de afetar o desenvolvimento de pesquisas científicas.

“Contingenciamento é uma coisa que sempre acontece na execução orçamentária, mas é muito unusual que ele aconteça no mês de outubro, quebrando qualquer possibilidade de planejamento, na reta final da execução”, ressalta o presidente da Andifes, Ricardo Fonseca.

Além disso, a Assossiação criticou, em reunião com o Secretário da Educação Superior, Wagner Vilas Boas de Souza, o fato do contingenciamento afetar recursos destinados a despesas de outubro, já comprometidas, podendo levar a "gravíssimas consequências e desdobramentos jurídicos para as universidades federais".

 

Foto: AFP
Foto: AFP

Protestos no Irã

Os protestos no Irã já duram quase duas semanas por conta do autoritarismo e das regras duras de comportamento impostas pelo governo. O estopim foi a morte sob custódia da jovem curda Mahsa Amini, detida pela polícia de moralidade por não usar o hijab de forma correta. 

A situação piorou depois de uma segunda morte, a da adolescente Nika Shahkarami, de 17 anos. Ela desapareceu durante uma manifestação em setembro e a família encontrou seu corpo 10 dias depois, no necrotério de um centro de detenção. Seu corpo não foi entregue à família e ela foi enterrada pelas autoridades na ausência deles, um dia depois do que teria sido seu aniversário de 17 anos.

Desde o início da semana, estudantes do ensino médio começaram a fazer parte dos protestos também. Em fotos e vídeos, elas atacam ou removem fotos dos dois líderes supremos que governam o país desde a revolução – o aiatolá Khomeini e agora o aiatolá Ali Khamenei.

Além disso, alunas protestaram em seus colégios tirando a peça que cobre a cabeça e entoando canções contra os líderes religiosos do país. Um outro vídeo mostra alunas gritando “se não nos unirmos, eles vão nos matar uma a uma”.

Na cidade de Shiraz, alunas bloquearam o trânsito, tiraram o véu e gritaram “morte ao ditador”. Na cidade de Karaj, as estudantes conseguiram fazer com que um dirigente de uma escola tivesse que se retirar. Um vídeo publicado em redes sociais na segunda-feira as mostra gritando “tenha vergonha”. Elas também jogam objetos no homem (aparentemente, garrafas de água), até que ele sai por um portão.

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Anúncio de apoio à eleição de Bolsonaro e Lula no segundo turno, Dados das urnas estão corretos. Saída de secretários do governo de SP, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Luan Leão
|
05/10/2022 - 12h

Quarta-feira, 5 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • FHC e Simone Tebet declaram apoio a Lula. Hélder Barbalho, governador reeleito do Pará, também declarou apoio ao candidato do PT; MDB liberou os filiados
  • Ibaneis Rocha, governador reeleito do DF, Ratinho Junior, governador reeleito do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador reeleito de Goiás, declaram apoio a Bolsonaro;
  • TCU diz que auditoria realizada não encontrou dados incorretos nas urnas;
  • Rodrigo Maia e mais três secretários de SP pedem demissão após apoio “incondicional” de Rodrigo Garcia a Bolsonaro e Tarcísio de Freitas;
  • Coldplay adia shows no Brasil devido a problema de saúde de Chris Martin;
tebet
Foto: Reprodução

Pela democracia

Simone Tebet (MDB), senadora e terceira colocada no 1º turno das eleições presidenciais, com 4.915.423 votos (4,16%), declarou na tarde desta quarta-feira (05) o apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio ocorreu em pronunciamento à imprensa por volta das 16h.

“Votarei com minha razão de democrata e com minha consciência de brasileira. E a minha consciência me diz que, neste momento tão grave da nossa história, omitir-me seria trair minha trajetória de vida pública. [...] Não anularei meu voto, não votarei em branco. Não cabe a omissão da neutralidade”

Reafirmando as críticas feitas a Lula pela campanha do voto útil, a senadora declarou o apoio. “Depositarei nele (Lula) o meu voto, porque reconheço seu compromisso com a Democracia e a Constituição, o que desconheço no atual presidente”, disse. “Meu apoio não é por adesão. Meu apoio é por um Brasil que sonho ser de todos, inclusivo, generoso, sem fome e sem miséria, com educação e saúde de qualidade, com desenvolvimento sustentável”, completou Tebet.

A candidata do MDB colocou no discurso 5 propostas do seu plano de governo que espera ser acolhidas pelo PT. As propostas visam na educação zerar as filas na educação infantil e o ensino médio técnico. Na saúde, solucionar o problema das cirurgias afetadas pela pandemia e aumentar o repasse para o SUS. Tebet também cobrou compromisso para resolver o problema do endividamento crescente entre os brasileiros. As últimas duas sugestões estavam ligadas a igualdade de salário entre homens e mulheres, e um ministério plural.

Apoia quem quiser

Em deliberação assinada pelo presidente da sigla, Baleia Rossi, o MDB decidiu liberar os integrantes a apoiarem quem quiserem. Essa foi a saída encontrada pelo partido para solucionar o dilema entre as alas “Lulistas” e “Bolsonaristas”, sem se comprometer enquanto sigla.

Em São Paulo, o MDB optou por apoiar a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo do estado. O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), também endossou o apoio, e ainda pode declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente Michel Temer, nome importante do partido, tem reunião agendada com Bolsonaro para o final de semana.

Na contramão da ala pró-Bolsonaro do partido, o governador reeleito do Pará, Helder Barbalho, se reuniu com o candidato Lula nesta quarta-feira (05) para declarar o apoio. Barbalho se reelegeu em 1º turno, com 3.117.276 (70,41%) dos votos válidos, sendo o governador mais votado proporcionalmente no país.

Deixando de lado os entretantos...

O ex-presidente e atual candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu um significativo apoio do ex-presidente e adversário histórico, Fernando Henrique Cardoso nesta quarta-feira (05). O apoio aconteceu um dia depois de o PSDB, partido ao qual FHC é filiado, liberar os integrantes para apoiar Lula ou Jair Bolsonaro (PL).

Em publicação em uma rede social, o ex-presidente Fernando Henrique disse que o voto seria por “uma história de luta pela democracia e inclusão social”. Ainda na publicação, FHC colocou duas fotos dele e de Lula, em décadas diferentes, ilustrando a história da relação dos dois. O candidato do PT repostou a declaração e disse que o Brasil precisa de “diálogo e de paz”.

Ainda na terça-feira (05), parte do diretório do PSDB de São Paulo, incluindo o atual governador Rodrigo Garcia, declararam apoio à reeleição de Bolsonaro. Garcia, que perdeu a disputa para reeleição em São Paulo e não estará no 2º turno, falou em apoio “incondicional” a Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Quadros históricos do PSDB como Aloysio Nunes, ex-senador e ex-ministro da Justiça de FHC, Tasso Jereissati, senador, ex-governador do Ceará e ex-presidente do partido, e José Serra, ex-governador de São Paulo e ex-senador, já declararam o voto em Lula.

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Foto: Agência Brasil

Nada novo sob o sol

Em visita ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira (05), os governadores reeleitos Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Ratinho Junior, do Paraná, anunciaram o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração, realizada em coletiva à imprensa, reafirmou o apoio dos governadores, que já tinham declarado voto no presidente no 1º turno.

“É um apoio que vai de coração, um apoio que nós vamos correr as ruas do Distrito Federal junto com a população, em especial com a população mais carente da nossa cidade, para que a gente consiga os votos para reeleger o presidente Jair Messias Bolsonaro”, disse Ibaneis Rocha.

“Reafirmar o nosso compromisso com o presidente Bolsonaro”, falou o governador paranaense. Segundo Ratinho Júnior, está sendo feito um levantamento dos prefeitos que estão na campanha do presidente para “entrar com mais força”.

Ainda nesta quarta-feira (05), integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária se reuniram com o presidente no Palácio da Alvorada, e declararam apoio à reeleição.

Quem também declarou apoio a Bolsonaro foi o governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado. A declaração ocorreu em reunião virtual com cerca de 230 prefeitos de Goiás. Segundo a assessoria do governo de Goiás, a previsão é de que Caiado vá a Brasília na quinta-feira (06).

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Vice-presidente do TCU, Bruno Dantas. Foto: Flickr TCU

Pode confiar

O ministro presidente em exercício do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, disse nesta quarta-feira (05) que a auditoria realizada pelo tribunal em 560 boletins de urna não encontrou nenhum dado incorreto no processo de conferência de votos por candidato para cargos de senador, governador e presidente.

O ministro disse que a auditoria teve início no domingo (02) e se encerrou na segunda-feira (03). “A análise foi encerrada no início do dia 3 de outubro e o processo de conferência de votos por candidato para os cargos de senador, governador e presidente não registrou nenhuma inconsistência de dado incorreto”, afirmou Dantas. Para o ministro, o resultado da checagem comprova “a transparência do sistema brasileiro”.

Com o objetivo de testar a veracidade dos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o TCU ainda vai analisar 4.161 boletins de urnas impressos, que serão enviados pelos Correios ao tribunal.

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Foto: Reprodução

Torta de climão "incondicional"

Três secretários do governo de São Paulo deixaram seus cargos um dia após o governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciar apoio “incondicional” aos candidatos Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio Freitas (Republicanos) no 2º turno.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, (secretário de Projetos e Ações Estratégicas), e as economistas Zeina Latif (Desenvolvimento Econômico) e Laura Muller Machado (Desenvolvimento Social) anunciaram sua saída hoje.

Garcia anunciou já nesta quarta-feira (05), os substitutos dos ex-secretários. No lugar de Zeina Latif na secretaria de Desenvolvimento Econômico ficará Bruno Caetano, que já trabalhou em gestões do PSDB na prefeitura e no governo do Estado. Na secretaria de Projetos e Ações Estratégicas, ficará Tarcila Reis Jordão, que era subsecretária da Pasta. Célia Leão será a nova secretária de Desenvolvimento Social, Célia foi vereadora e deputada estadual pelo PSDB.

Em nota, o governador de São Paulo afirmou que o interesse paulista “não pode ser refém de qualquer tipo de proselitismo político”. E que quer “garantir que o interesse público esteja acima de qualquer corrente político/partidária”.

coldplay
Chris Martin. Foto: Shutterstock

Coldplay

Nesta última terça-feira (4), o Coldplay anunciou o adiamento dos shows no Brasil. Um comunicado foi publicado na página da banda do Instagram. O adiamento é em decorrência de uma infecção pulmonar do vocalista Chris Martin.

O grupo estava com oito apresentações agendadas no Brasil, sendo seis delas para São Paulo (15, 16, 18 e 19, 21 e 22 de outubro) e outras duas para o Rio de Janeiro (11 e 12 de outubro).

"Com profundo pesar, fomos forçados a adiar nossos próximos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo até início de 2023. Devido a uma infecção pulmonar séria, Chris recebeu ordens médicas rigorosas para descansar pelas próximas três semanas”, informou a banda.

Quem adquiriu os ingressos para as datas originais, “serão válidos para as novas datas reagendadas. Elas acontecerão no início de 2023 e serão anunciadas muito em breve. No entanto, atenderemos a todas as solicitações de reembolso de ingressos - que estará disponível no ponto de venda”, completaram.

 

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Anúncio de apoio à eleição de Bolsonaro e Lula no segundo turno e análise do "tabuleiro eleitoral"
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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05/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 3 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Governadores reeleitos no Rio de Janeiro, Goiás e Minas anunciam apoio ao Bolsonaro no segundo turno; Já PSD, José Serra, Ciro Gomes, PDT e Cidadania declaram apoio ao Lula;

  • Análise: O tabuleiro da corrida eleitoral.

 

Foto: Reproduçãp/G1
Foto: Reproduçãp/G1

Apoio no segundo turno

Nesta terça-feira (4), Cláudio Castro (PL), governador reeleito no Rio de Janeiro, Romeu Zema (Novo), também reeleito em Minas Gerais, declararam apoio ao presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Também se declararam favoráveis o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que conquistou um assento no Senado, Ratinho Jr (PSD), reeleito para o governo no Paraná, Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo, Ronaldo Caiado (União Brasil), governador reeleito em Goiás e Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo.

Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ter conversado previamente com alguns deles e já esperar o apoio.

O PSDB liberou os diretórios estaduais para apoiar quem quiserem no segundo turno.

Já o ex-presidente Lula terá o apoio do PSD, do senador José Serra (PSDB), do ex-candidato Ciro Gomes (PDT) e respectiva legenda e do partido Cidadania, da coligação de Simone Tebet (MDB).

"Bolsonaro, na nossa opinião, representa o atraso do atraso do atraso desse país, um aspirante a ditador, malversador do dinheiro público, um homem da falsa fé cristã", afirmou Carlos Lupi, presidente do PDT. "Nosso trabalho para derrotar Bolsonaro tem que ser a prioridade absoluta. Derrotar Bolsonaro é uma causa nacional, uma causa da pátria, uma causa dos democratas", completou.
 

Xadrez eleitoral 

Passadas 48 horas do dia da eleição, partidos e candidatos correm para fortalecer suas bases já pensando na disputa do 2° turno, previsto para o dia 30 de outubro. Inovando no chavão eleitoral: daqui até às eleições tem 100 anos.

Quando observamos as movimentações dos partidos e suas resistências em declarar apoios na corrida presidencial, passamos a entender em que patamar está a política brasileira. PDT condicionou o apoio a Lula à incorporação de três propostas do plano de governo de Ciro. O MDB, partido de Simone Tebet, também estuda que movimento fará para um eventual apoio ou não. 

Fato é que os partidos que estão embarcando na campanha de Lula, como o Cidadania, o fazem com ressalvas, críticas e prometendo fiscalizar o governo, como disse Ciro Gomes. O pedestista ensaiou o apoio, e o fez sem fazer. Nas próximas semanas, é preciso um coro mais forte dos ex-candidatos, caso queiram de fato mobilizar suas bases. E Lula precisará fortalecer ainda mais seu trânsito político, resistindo às investidas de Bolsonaro.

Do lado de Jair Bolsonaro, os apoios estão se dando sem ressalvas, todos por conveniência. Romeu Zema (Novo-MG), se manteve neutro no 1° turno e se aproveitou do voto "LuZema" para levar a eleição já no último domingo (2). Já eleito, se aproxima de um movimento com o qual sempre flertou - o Bolsonarismo, pensando em conveniência política. O mesmo se aplica a Cláudio Castro. 

Bolsonaro tende a surfar na onda dos governadores eleitos no sudeste e no sul já em 1° turno. Para os eleitos, não há o que perder, afinal, eleição novamente, apenas daqui a quatro anos.

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