Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (09), 24 casos e cinco mortes na capital paulista
por
Juliana Bertini de Paula
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09/10/2025 - 12h

Desde o dia 18 de setembro, diversos quadros de intoxicação por metanol têm sido relatados por hospitais de diferentes estados. Nesta quinta-feira (09), o Ministério da Saúde divulgou um novo balanço, com 5 mortes e 24 casos confirmados em tratamento. Outros 235 são investigações apenas na cidade de São Paulo. Outros casos também despontaram em diversos estados do Brasil, bem como em São Bernardo do Campo e outras cidades da Grande São Paulo.

A intoxicação é provocada pela ingestão de metanol em bebidas adulteradas. Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Espírito Santo, Goiás, Acre, Paraíba e Rondônia também investigam casos de intoxicação. Paraná e Rio Grande do Sul confirmaram ocorrências.

Entre as mortes confirmadas estão Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos e Marcelo Lombardi, de 45 anos, moradores de São Paulo, além de Bruna Araújo, de 30 anos, de São Bernardo do Campo, e Daniel Antonio Francisco Ferreira, 23 anos, de Osasco.

Na capital paulista, em 30 de setembro, 7 locais foram alvo de investigação da vigilância sanitária. Em dois deles foram encontradas bebidas com metanol. Mais 11 estabelecimentos foram interditados. O bar Ministrão, na Alameda Lorena, nos Jardins, e o bar Torres, na Mooca, foram fechados temporariamente. Seis distribuidoras e um bar em São Bernardo do Campo também foram interditados.

Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Bar Ministrão, nos Jardins. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O que dizem as autoridades?

Nesta segunda-feira (06), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizou uma coletiva de imprensa, junto com representantes das secretárias de Saúde, Segurança Pública, Justiça e Cidadania, Desenvolvimento Econômico, Fazenda e Planejamento. Além deles, estavam presentes representantes do ramo de bebidas, que auxiliaram no treinamento de agentes públicos e comerciantes para a identificação de falsificações.

Durante a entrevista, o governador contrariou as declarações do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e descartou a possibilidade de envolvimento de facções criminosas na adulteração de bebidas, sem revelar qual a hipótese que está sendo seguida pela polícia paulista. Tarcísio foi criticado por brincar com a situação dizendo que “quando falsificarem Coca-Cola, vou me preocupar”. No dia seguinte, em suas redes sociais, Freitas publicou um vídeo no qual pedia desculpas pela afirmação.

Em fevereiro deste ano, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgou que 13 bilhões de litros de bebidas adulteradas são comercializados ilegalmente todos os anos, com perdas fiscais que podem chegar a R$ 72 bilhões, sendo a segunda maior fonte de renda das facções de crime organizado, que perde apenas para combustíveis adulterados.

O Fórum destaca ainda a prática ilegal conhecida como refil, quando há reutilização de garrafas para envasamento de bebidas falsificadas. Só em 2023 foram apreendidas 1,3 milhão de garrafas do tipo. Há também anúncios online de venda de garrafas vazias com rótulos das bebidas. Além disso, em 2016, durante o governo de Michel Temer, o Sistema de Controle de Produção de Bebidas, o Sicobe, foi suspenso sob alegação de altos custos de manutenção (R$ 1,4 bilhão ao ano), o que tornou a fiscalização federal inexistente e realizada por meio de autodeclaração dos bares.

Em nota para a AGEMT, a Secretária Municipal de Saúde de São Paulo disse que “as ações da Vigilância Sanitária do município são constantes, com fiscalizações em comércios varejistas (restaurantes, bares, adegas, lanchonetes, entre outros) e distribuidores/atacadistas de bebidas, na verificação da procedência da bebida: se há nota fiscal de aquisição, lacre de segurança, integridade e legibilidade da rotulagem, se apresenta todas as informações obrigatórias (dados do fabricante/importador, lote, registro no órgão oficial), bem como a manipulação. A pasta está intensificando ações em comércios junto à vigilância estadual e à Secretaria de Segurança Pública.”

A Secretaria de Segurança Pública não se pronunciou para a AGEMT. O espaço segue aberto.

Sintomas e tratamentos

Em entrevista à AGEMT, o farmacologista e toxicologista Maurício Yonamine conta que a rapidez para o atendimento médico é o fator mais crítico para a chance de recuperação em caso de intoxicação por metanol. “O prognóstico é melhor quanto mais rápido for o diagnóstico e o início do tratamento, pois o tempo é o que permite que os subprodutos tóxicos (principalmente o ácido fórmico) se acumulem e causem danos irreversíveis.”

Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS
Maurício Yonamine, toxicologista formado pela USP. Foto: Reprodução/RevSALUS

 

Maurício conta que o principal problema do metanol é que ele deixa o sangue extremamente ácido e, após ser metabolizado pelo fígado, gera subprodutos extremamente tóxicos, principalmente o formaldeído e o ácido fórmico. “O acúmulo desses metabólitos, especialmente o ácido, interfere na função celular, ataca nervos e órgãos.”

Os sintomas de intoxicação por metanol nas primeiras horas podem ser confundidos com uma ressaca forte, náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça. Muitas vezes, os sintomas são leves, o que atrasa a procura por atendimento médico. “Os sintomas iniciais podem ser traiçoeiros”, diz Yonamine.

Depois, começam aparecer os sintomas mais fortes, resultado do ácido fórmico que tem uma afinidade particular pelas células do nervo óptico. Entre eles estão a visão turva, a fotofobia e a aparição de pontos luminosos. Além disso, o sangue ácido causa respiração acelerada, fraqueza, confusão mental e sobrecarga no coração e nos pulmões.

Se não tratado com urgência, o quadro evolui para complicações graves em até 48 horas. O ácido atinge o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, rebaixamento de consciência, coma e arritmias cardíacas. A partir disto, os danos passam a ser sistêmicos: coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo, consequência direta da acidose metabólica (sangue ácido) severa e da sobrecarga tóxica. É nesse momento que o risco de morte se torna elevado e, mesmo com tratamento, as chances de cura caem drasticamente. 

No sábado (05), o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a compra de 2,6 mil antídotos para a ingestão de metanol durante uma coletiva de imprensa em Teresina. O medicamento chamado fomepizol não possui registro no Brasil e foi comprado de maneira emergencial, juntamente com a Organização Panamericana de Saúde, de um fabricante japonês, Daiichi Sankyo. 

 

 

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Ativo desde 2011, canal produzia conteúdos sobre a Universidade de forma educativa, contava com mais de 100 mil inscritos e ficou 12 dias fora do ar
por
Khauan Wood
Victória da Silva
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01/10/2025 - 12h

Perfil da TV PUC, canal Universitário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) no YouTube foi reativado pela plataforma na tarde desta quarta-feira (01) após ter sido retirado do ar sem aviso prévio ou justificativa no último dia 19 de setembro.

A conta tem um importante e extenso acervo histórico e cultural da instituição. 

Em publicação realizada em seu Instagram oficial, a Fundação São Paulo (Fundasp), mantenedora da PUC-SP, denunciou no dia 30 de outubro que o canal havia sido simplesmente retirado da grade da plataforma repentinamente.

Ainda na publicação, a instituição informou que a empresa, que é ligada ao Google, enviou apenas um e-mail informando que a retirada seria causada por descumprimento das regras e diretrizes da plataforma, sem detalhar de que se tratava, acrescentando que as políticas de spam, práticas enganosas e golpes não teriam sido seguidas.

A Universidade abriu uma contestação dentro da plataforma, em que constava um prazo de 48 horas para o retorno. Após o prazo, uma nova mensagem enviada dizia que uma nova resposta seria dada dentro de 24 horas. Mas esses prazos não foram respeitados, o que motivou a denúncia nas redes sociais que mobilizou a comunidade acadêmica.

O time da TV PUC afirmou à Agemt que tudo começou quando um dos integrantes da equipe tentou gerar um link para uma live, mas a página não abria corretamente. Em seguida, eles receberam uma notificação de que o perfil havia sido retirado do ar.

Também em entrevista à Agemt, Julio Wainer, professor da PUC-SP e diretor da TV PUC, relata que em anos de canal, nunca receberam sequer uma advertência. O diretor contou que houve avisos pontuais sobre conteúdos com direitos autorais, que foram retirados imediatamente.

Ainda segundo ele, a equipe jurídica da Fundasp esteve em contato direto com a plataforma durante todo o período de inatividade para tentar reaver o canal. 

De acordo com a Fundasp, a TV PUC existe desde 2007, mas publica vídeos regularmente desde 2011. O canal contava com mais de 5 mil publicações e já ultrapassara o número de 100 mil inscritos.

Ao publicar novamente o canal, a plataforma enviou mensagem à TV PUC desculpando-se pelo ocorrido. Os responsáveis pelo canal ainda avaliam se todo o conteúdo e os seguidores da página foram mantidos.

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A TV PUC produz conteúdos ativamente há 14 anos. Foto: Victória da Silva

O conteúdo do canal universitário é diverso e produzido por professores e alunos. Sobre isso, o diretor da TV PUC afirma que o canal possui “de tudo um pouco”, já que conta com trabalhos institucionais de alunos e professores sobre temas variados, além de lives e programas. 

“Tudo que nós produzimos, nós colocamos lá como repositório para ir acumulando visualizações e as pessoas ficarem sabendo”, contou. O canal tem como missão promover os assuntos debatidos na universidade, mostrando o que é feito para diferentes cursos e com o que os alunos têm engajado na rotina universitária.

A TV PUC também acompanha palestras e outros acontecimentos da universidade e publica os eventos na íntegra, além de resumi-los em outros vídeos com depoimentos dos participantes. A recepção de calouros, que acontece todos os anos e recebe figuras importantes no Tucarena para a abertura do semestre, é um exemplo dos vários registros que o canal tinha antes da retirada.

Falas de personalidades históricas, professores e intelectuais foram derrubadas após a retirada do canal do ar, além de documentários relevantes e outros materiais importantes para a história da PUC-SP apagados pela plataforma ainda sem justificativa.

A TV PUC também tenta trazer os estudantes para as telas e enxergar a PUC-SP a partir do olhar deles. Para isso, as matérias sempre contam com entrevistas e conversas com os alunos que se envolvem nas diferentes atividades que ocorrem durante o ano. Os vídeos são informativos e promovem pautas científicas, culturais e políticas.

O professor do curso de jornalismo, Aldo Quiroga, destacou em um vídeo em seu perfil no Instagram que a Roda de Conversa com os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog, em que os jornalista contam como as reportagens vencedoras foram realizadas, também é um dos exemplos dos conteúdos “sequestrados pelo Youtube”, na derrubada do canal. É a TV PUC quem faz a transmissão anual da Roda de Conversa Vladimir Herzog e do Prêmio que também leva o nome do jornalista morto pela ditadura militar.

No vídeo, Quiroga também ressalta a influência das Big Techs sobre o Congresso Nacional para impedir a regulamentação dessas empresas pela sociedade civil, que se encontra refém de decisões como essa.

Em nota enviada à Agemt, o Google afirmou que está apurando o motivo do encerramento do canal e que retornaria em breve. O espaço segue aberto.

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Anúncio de apoio à eleição de Bolsonaro e Lula no segundo turno, Dados das urnas estão corretos. Saída de secretários do governo de SP, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Luan Leão
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05/10/2022 - 12h

Quarta-feira, 5 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • FHC e Simone Tebet declaram apoio a Lula. Hélder Barbalho, governador reeleito do Pará, também declarou apoio ao candidato do PT; MDB liberou os filiados
  • Ibaneis Rocha, governador reeleito do DF, Ratinho Junior, governador reeleito do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador reeleito de Goiás, declaram apoio a Bolsonaro;
  • TCU diz que auditoria realizada não encontrou dados incorretos nas urnas;
  • Rodrigo Maia e mais três secretários de SP pedem demissão após apoio “incondicional” de Rodrigo Garcia a Bolsonaro e Tarcísio de Freitas;
  • Coldplay adia shows no Brasil devido a problema de saúde de Chris Martin;
tebet
Foto: Reprodução

Pela democracia

Simone Tebet (MDB), senadora e terceira colocada no 1º turno das eleições presidenciais, com 4.915.423 votos (4,16%), declarou na tarde desta quarta-feira (05) o apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio ocorreu em pronunciamento à imprensa por volta das 16h.

“Votarei com minha razão de democrata e com minha consciência de brasileira. E a minha consciência me diz que, neste momento tão grave da nossa história, omitir-me seria trair minha trajetória de vida pública. [...] Não anularei meu voto, não votarei em branco. Não cabe a omissão da neutralidade”

Reafirmando as críticas feitas a Lula pela campanha do voto útil, a senadora declarou o apoio. “Depositarei nele (Lula) o meu voto, porque reconheço seu compromisso com a Democracia e a Constituição, o que desconheço no atual presidente”, disse. “Meu apoio não é por adesão. Meu apoio é por um Brasil que sonho ser de todos, inclusivo, generoso, sem fome e sem miséria, com educação e saúde de qualidade, com desenvolvimento sustentável”, completou Tebet.

A candidata do MDB colocou no discurso 5 propostas do seu plano de governo que espera ser acolhidas pelo PT. As propostas visam na educação zerar as filas na educação infantil e o ensino médio técnico. Na saúde, solucionar o problema das cirurgias afetadas pela pandemia e aumentar o repasse para o SUS. Tebet também cobrou compromisso para resolver o problema do endividamento crescente entre os brasileiros. As últimas duas sugestões estavam ligadas a igualdade de salário entre homens e mulheres, e um ministério plural.

Apoia quem quiser

Em deliberação assinada pelo presidente da sigla, Baleia Rossi, o MDB decidiu liberar os integrantes a apoiarem quem quiserem. Essa foi a saída encontrada pelo partido para solucionar o dilema entre as alas “Lulistas” e “Bolsonaristas”, sem se comprometer enquanto sigla.

Em São Paulo, o MDB optou por apoiar a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo do estado. O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), também endossou o apoio, e ainda pode declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente Michel Temer, nome importante do partido, tem reunião agendada com Bolsonaro para o final de semana.

Na contramão da ala pró-Bolsonaro do partido, o governador reeleito do Pará, Helder Barbalho, se reuniu com o candidato Lula nesta quarta-feira (05) para declarar o apoio. Barbalho se reelegeu em 1º turno, com 3.117.276 (70,41%) dos votos válidos, sendo o governador mais votado proporcionalmente no país.

Deixando de lado os entretantos...

O ex-presidente e atual candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu um significativo apoio do ex-presidente e adversário histórico, Fernando Henrique Cardoso nesta quarta-feira (05). O apoio aconteceu um dia depois de o PSDB, partido ao qual FHC é filiado, liberar os integrantes para apoiar Lula ou Jair Bolsonaro (PL).

Em publicação em uma rede social, o ex-presidente Fernando Henrique disse que o voto seria por “uma história de luta pela democracia e inclusão social”. Ainda na publicação, FHC colocou duas fotos dele e de Lula, em décadas diferentes, ilustrando a história da relação dos dois. O candidato do PT repostou a declaração e disse que o Brasil precisa de “diálogo e de paz”.

Ainda na terça-feira (05), parte do diretório do PSDB de São Paulo, incluindo o atual governador Rodrigo Garcia, declararam apoio à reeleição de Bolsonaro. Garcia, que perdeu a disputa para reeleição em São Paulo e não estará no 2º turno, falou em apoio “incondicional” a Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Quadros históricos do PSDB como Aloysio Nunes, ex-senador e ex-ministro da Justiça de FHC, Tasso Jereissati, senador, ex-governador do Ceará e ex-presidente do partido, e José Serra, ex-governador de São Paulo e ex-senador, já declararam o voto em Lula.

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Foto: Agência Brasil

Nada novo sob o sol

Em visita ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira (05), os governadores reeleitos Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Ratinho Junior, do Paraná, anunciaram o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração, realizada em coletiva à imprensa, reafirmou o apoio dos governadores, que já tinham declarado voto no presidente no 1º turno.

“É um apoio que vai de coração, um apoio que nós vamos correr as ruas do Distrito Federal junto com a população, em especial com a população mais carente da nossa cidade, para que a gente consiga os votos para reeleger o presidente Jair Messias Bolsonaro”, disse Ibaneis Rocha.

“Reafirmar o nosso compromisso com o presidente Bolsonaro”, falou o governador paranaense. Segundo Ratinho Júnior, está sendo feito um levantamento dos prefeitos que estão na campanha do presidente para “entrar com mais força”.

Ainda nesta quarta-feira (05), integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária se reuniram com o presidente no Palácio da Alvorada, e declararam apoio à reeleição.

Quem também declarou apoio a Bolsonaro foi o governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado. A declaração ocorreu em reunião virtual com cerca de 230 prefeitos de Goiás. Segundo a assessoria do governo de Goiás, a previsão é de que Caiado vá a Brasília na quinta-feira (06).

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Vice-presidente do TCU, Bruno Dantas. Foto: Flickr TCU

Pode confiar

O ministro presidente em exercício do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, disse nesta quarta-feira (05) que a auditoria realizada pelo tribunal em 560 boletins de urna não encontrou nenhum dado incorreto no processo de conferência de votos por candidato para cargos de senador, governador e presidente.

O ministro disse que a auditoria teve início no domingo (02) e se encerrou na segunda-feira (03). “A análise foi encerrada no início do dia 3 de outubro e o processo de conferência de votos por candidato para os cargos de senador, governador e presidente não registrou nenhuma inconsistência de dado incorreto”, afirmou Dantas. Para o ministro, o resultado da checagem comprova “a transparência do sistema brasileiro”.

Com o objetivo de testar a veracidade dos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o TCU ainda vai analisar 4.161 boletins de urnas impressos, que serão enviados pelos Correios ao tribunal.

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Foto: Reprodução

Torta de climão "incondicional"

Três secretários do governo de São Paulo deixaram seus cargos um dia após o governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciar apoio “incondicional” aos candidatos Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio Freitas (Republicanos) no 2º turno.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, (secretário de Projetos e Ações Estratégicas), e as economistas Zeina Latif (Desenvolvimento Econômico) e Laura Muller Machado (Desenvolvimento Social) anunciaram sua saída hoje.

Garcia anunciou já nesta quarta-feira (05), os substitutos dos ex-secretários. No lugar de Zeina Latif na secretaria de Desenvolvimento Econômico ficará Bruno Caetano, que já trabalhou em gestões do PSDB na prefeitura e no governo do Estado. Na secretaria de Projetos e Ações Estratégicas, ficará Tarcila Reis Jordão, que era subsecretária da Pasta. Célia Leão será a nova secretária de Desenvolvimento Social, Célia foi vereadora e deputada estadual pelo PSDB.

Em nota, o governador de São Paulo afirmou que o interesse paulista “não pode ser refém de qualquer tipo de proselitismo político”. E que quer “garantir que o interesse público esteja acima de qualquer corrente político/partidária”.

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Chris Martin. Foto: Shutterstock

Coldplay

Nesta última terça-feira (4), o Coldplay anunciou o adiamento dos shows no Brasil. Um comunicado foi publicado na página da banda do Instagram. O adiamento é em decorrência de uma infecção pulmonar do vocalista Chris Martin.

O grupo estava com oito apresentações agendadas no Brasil, sendo seis delas para São Paulo (15, 16, 18 e 19, 21 e 22 de outubro) e outras duas para o Rio de Janeiro (11 e 12 de outubro).

"Com profundo pesar, fomos forçados a adiar nossos próximos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo até início de 2023. Devido a uma infecção pulmonar séria, Chris recebeu ordens médicas rigorosas para descansar pelas próximas três semanas”, informou a banda.

Quem adquiriu os ingressos para as datas originais, “serão válidos para as novas datas reagendadas. Elas acontecerão no início de 2023 e serão anunciadas muito em breve. No entanto, atenderemos a todas as solicitações de reembolso de ingressos - que estará disponível no ponto de venda”, completaram.

 

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Anúncio de apoio à eleição de Bolsonaro e Lula no segundo turno e análise do "tabuleiro eleitoral"
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
05/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 3 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Governadores reeleitos no Rio de Janeiro, Goiás e Minas anunciam apoio ao Bolsonaro no segundo turno; Já PSD, José Serra, Ciro Gomes, PDT e Cidadania declaram apoio ao Lula;

  • Análise: O tabuleiro da corrida eleitoral.

 

Foto: Reproduçãp/G1
Foto: Reproduçãp/G1

Apoio no segundo turno

Nesta terça-feira (4), Cláudio Castro (PL), governador reeleito no Rio de Janeiro, Romeu Zema (Novo), também reeleito em Minas Gerais, declararam apoio ao presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Também se declararam favoráveis o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que conquistou um assento no Senado, Ratinho Jr (PSD), reeleito para o governo no Paraná, Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo, Ronaldo Caiado (União Brasil), governador reeleito em Goiás e Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo.

Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ter conversado previamente com alguns deles e já esperar o apoio.

O PSDB liberou os diretórios estaduais para apoiar quem quiserem no segundo turno.

Já o ex-presidente Lula terá o apoio do PSD, do senador José Serra (PSDB), do ex-candidato Ciro Gomes (PDT) e respectiva legenda e do partido Cidadania, da coligação de Simone Tebet (MDB).

"Bolsonaro, na nossa opinião, representa o atraso do atraso do atraso desse país, um aspirante a ditador, malversador do dinheiro público, um homem da falsa fé cristã", afirmou Carlos Lupi, presidente do PDT. "Nosso trabalho para derrotar Bolsonaro tem que ser a prioridade absoluta. Derrotar Bolsonaro é uma causa nacional, uma causa da pátria, uma causa dos democratas", completou.
 

Xadrez eleitoral 

Passadas 48 horas do dia da eleição, partidos e candidatos correm para fortalecer suas bases já pensando na disputa do 2° turno, previsto para o dia 30 de outubro. Inovando no chavão eleitoral: daqui até às eleições tem 100 anos.

Quando observamos as movimentações dos partidos e suas resistências em declarar apoios na corrida presidencial, passamos a entender em que patamar está a política brasileira. PDT condicionou o apoio a Lula à incorporação de três propostas do plano de governo de Ciro. O MDB, partido de Simone Tebet, também estuda que movimento fará para um eventual apoio ou não. 

Fato é que os partidos que estão embarcando na campanha de Lula, como o Cidadania, o fazem com ressalvas, críticas e prometendo fiscalizar o governo, como disse Ciro Gomes. O pedestista ensaiou o apoio, e o fez sem fazer. Nas próximas semanas, é preciso um coro mais forte dos ex-candidatos, caso queiram de fato mobilizar suas bases. E Lula precisará fortalecer ainda mais seu trânsito político, resistindo às investidas de Bolsonaro.

Do lado de Jair Bolsonaro, os apoios estão se dando sem ressalvas, todos por conveniência. Romeu Zema (Novo-MG), se manteve neutro no 1° turno e se aproveitou do voto "LuZema" para levar a eleição já no último domingo (2). Já eleito, se aproxima de um movimento com o qual sempre flertou - o Bolsonarismo, pensando em conveniência política. O mesmo se aplica a Cláudio Castro. 

Bolsonaro tende a surfar na onda dos governadores eleitos no sudeste e no sul já em 1° turno. Para os eleitos, não há o que perder, afinal, eleição novamente, apenas daqui a quatro anos.

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Análise da corrida presidencial e estadual, resultados do primeiro turno pelo Brasil e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
03/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 3 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Lula e Bolsonaro avançam para o 2º turno, veja os números da disputa;

  • Análise: O que não está dito nos resultados da corrida presidencial no 1º turno;

  • Tarcísio surpreende e enfrentará Haddad no 2º turno, PSDB deixará governo de SP depois de 28 anos, veja os resultados;

  • Análise: Banho de gelo na campanha faz PT recalcular rota em SP;

  • Veja como foi o 1º turno pelo país.

 

Foto: EPA
Foto: EPA

Presidenciáveis

De acordo com a votação deste domingo (2), os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 30, daqui a quatro semanas. O petista abarcou 57.257.473 votos, o equivalente a 48,43% dos votos válidos. Para garantir a vitória já no primeiro turno, era necessário pelo menos metade.

O atual presidente Bolsonaro alcançou 51.071.106 votos (43,20%).

Foram registrados 1.964.761 votos em branco (1,59%) e 3.487.835 votos nulos (2,82%). Mais de 120 milhões foram às urnas votar, porém 20,95% dos eleitores se abstiveram. 

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão recomeçará no dia 7 e seguirá até dia 28.

Em terceiro lugar, esteve Simone Tebet (MDB), que conquistou 4,16% dos votos, seguida por Ciro Gomes (PDT), que obteve 3,04%. Já a candidata Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe d'Ávila (Novo), Padre Kelmon (PTB), Léo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Constituinte Eymael (DC) pontuaram menos que 1%.

 

Lula X Bolsonaro 

Na disputa de 1º turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mostrou a força do movimento que ficou conhecido em 2018 como “bolsonarismo”. Mas é preciso localizar do que e de quem estamos falando. Desde que venceu as eleições de 2018, quando todos olhavam com espanto as vitórias de governadores e deputados aliados a Bolsonaro, o presidente não desceu do palanque.

Com a máquina do estado, Bolsonaro não apenas fez campanha como utilizou aparatos do estado para ações de governo. A proposta desde que assumiu era simples, tensionar o cenário político e manter o discurso que o elegeu. A aliança com o dito “centrão”, foi a cartada que bastou para Bolsonaro sentir-se livre de amarras para colecionar absurdos durante o primeiro mandato.

Mas isso apenas não justifica o resultado visto nas urnas no último domingo (02). O ex-presidente Lula (PT) mostrou sua força política, mas o partido e o bloco político que integra mostraram dificuldades para compreender a insatisfação do eleitorado e a resistência com o campo progressista. É falso colocar os candidatos como iguais, mas longe dos caracteres do Twitter, o eleitorado tem questões ainda incompreendidas pelo campo político liderado por Lula.

O resultado das urnas mostrou que os brasileiros compareceram e em números expressivos. E o principal, votaram em um dos candidatos, já que o número de brancos e nulos diminuiu em relação a 2018. Apesar de se aproximar dos 51% necessários para a vitória, Lula terá o desafio de dialogar com um país mais à direita, confirmado nos resultados para o legislativo neste ano. Já Bolsonaro, aposta todas as suas fichas na mobilização e potência do movimento que já passa ser um grupo político, o “bolsonarismo”. 

 

Foto: Suamy Beydoun
Foto: Suamy Beydoun

Tarcísio e Haddad no segundo turno

No estado de São Paulo, o segundo turno será disputado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). O candidato carioca obteve 42,59 dos votos válidos, o equivalente a 9.178.828 votos, enquanto o petista recebeu dos 35,46%, ocupando a segunda colocação.

O resultado foi para muitos, inesperado, já que de acordo com as pesquisas do Datafolha e Ipec, realizadas antes da eleição deste domingo (2), o candidato do PT liderava com 39%, seguido pelo republicano, que pontuava 31%.

Nessa unidade da Federação, a abstenção foi de aproximadamente 21,6%. O total de votos em branco foi de 529.977 (2,08%), e os votos nulos totalizaram 897.282 (3,54%).

 

Equação Paulista

O tom na voz dos candidatos entregou um pouco do estado anímico dos candidatos ao governo de São Paulo que avançaram ao segundo turno. Enquanto Haddad parecia abatido, Tarcísio falou à imprensa com firmeza, e até com um certo ar de surpresa pelo que acabava de presenciar ao término da apuração.

Com o PSDB fora da disputa ao Palácio dos Bandeirantes, algo inédito depois de quase 30 anos, os dois candidatos tentaram acenar rapidamente ao governador, e candidato derrotado, Rodrigo Garcia (PSDB). Isso porque passará pelo apoio ou não de Garcia o resultado do 2º turno no final de outubro. 

Apesar de não avançar para a reta final, o atual governador conquistou quase 20% dos votos válidos neste primeiro turno, porcentagem que, se transferida a um dos dois candidatos que avançaram ao 2º turno, garante uma vitória com certa tranquilidade. A questão é que 1 + 1 não é igual a 2 na equação do governo de São Paulo.

A campanha petista se frustrou ao passar em desvantagem no 2º turno, mas precisará correr atrás dos votos de Garcia. A carta na manga é o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, que já governou São Paulo por 16 anos. No entanto, para atrair e fisgar o eleitorado que optou pelo PSDB no 1º turno, Alckmin precisará se desdobrar em uma região onde o PT não tem a simpatia do eleitorado: o interior do estado. 

Para transformar 1 + 1 em 2, a candidatura de Haddad vai precisar manter as gargantas de Geraldo e Lu Alckmin muito bem hidratadas, porque precisarão gastar saliva. No lado de Tarcísio, é momento de trocar as luvas de boxe do confronto travado contra Garcia no 1° turno, pelo apertos de mão cordiais. O problema é que quem bate pode até esquecer, mas dizem que quem apanha… Não esquece. 

 

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Confira o resultado do 1º turno pelo país:

Norte

Acre (AC):

Gladson Cameli (PP) foi reeleito para o governo com 56,75% dos votos.

Alan Rick (União Brasil), deputado federal, foi eleito senador com 37,11% dos votos.

Alagoas (AL):

Para o governo do estado, disputarão Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (União Brasil) no segundo turno. Tiveram 46,64% e 26,79%, respectivamente.

O ex-governador Renan Filho (MDB) foi eleito senador com 56,92%.

Amapá (AP):

Clécio (Solidariedade) foi reeleito governador com 53,68% dos votos válidos.

Davi Alcolumbre (União Brasil), ex-presidente do Senado, está reeleito com 47,73% dos votos.

Amazonas (AM):

Haverá segundo turno entre Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB) para governador. Lima obteve 42,82% dos votos válidos, enquanto o emedebista conseguiu 20,99%

Omar Aziz (PSD) foi reeleito senador pelo Amazonas com 40,99% dos votos.

Maranhão (MA):

Carlos Brandão (PSB) foi reeleito governador, com 51,19% dos votos válidos.

Para o Senado, o ex-governador Flávio Dino (PSB) foi eleito com 62,22%.

Pará (PA):

Helder Barbalho foi reeleito no 1º turno com 70,41% dos votos válidos.

O deputado federal Beto Faro (PT) conquistou a vaga no Senado com 42,50% dos votos.

Rondônia (RO):

Nesse estado, o segundo turno da eleição para governador será disputado por Marcos Rocha (União Brasil), que pontuou 38,88%, e Marcos Rogério (PL), com 37,05%.

Para o Senado, Jaime Begattoli (PL) foi eleito com 35,81% dos votos.

Roraima (RR):

O candidato Antonio Denarium (PP) foi reeleito para o governo de Roraima com 56,47% dos votos válidos.

Dr Hiran (PP) venceu a disputa para o Senado com 46,43% dos votos.

Tocantins (TO):

Wanderlei Barbosa (Republicanos) venceu a disputa ao governo do Tocantins com 58,14% dos votos válidos.

A vaga no Senado foi conquistada por Professora Dorinha (União), com 50,42% dos votos.

 

Nordeste

Bahia (BA):

Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) disputarão o segundo turno para o cargo de governador. O petista conseguiu 49,33% dos votos válidos, e ACM, 40,88.

O senador Otto Alencar foi reeleito com 58,25% dos votos.

Ceará (CE):

Elmano de Freitas (PT) é o novo governador do Ceará, eleito com 53,69%.

Camilo Santana (PT), foi eleito senador pelo Ceará com 69,73% dos votos.

Paraíba (PB):

O segundo turno será disputado por João Azevêdo (PSB) e pelo deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB). Eles pontuaram 39,65% dos votos válidos e teve 23,9%, respectivamente.

Efraim Filho (União) foi eleito senador com 30,82% dos votos.

Piauí (PI):

Rafael Fonteles (PT) venceu a disputa pelo governo do Piauí com 57,17%.

Para o Senado, foi eleito o ex-governador Wellington Dias (PT) com 51,32% dos votos.

Pernambuco (PE):

O segundo turno do governo do estado será disputado por Marília Arraes (Solidariedade), que recebeu 23,97% dos votos, e Raquel Lyra (PSDB), com 20,58%.

Teresa Leitão (PT) foi eleita como a primeira senadora da história do estado, com 46,12%.

Rio Grande do Norte (RN):

Para governo do estado, foi eleita Fatima Bezerra (PT), com 58,3% dos votos válidos.

O ex-ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil Rogério Marinho foi eleito senador com 41,85% dos votos.

Sergipe (SE):

O segundo turno será disputado por Rogério Carvalho (PT) e Fábio (PSD), que conquistaram 44,70% e teve 38,91%, respectivamente.

Laércio Oliveira (PP) foi eleito senador com 28,57% dos votos.

 

Centro-Oeste

Distrito Federal(DF):

Ibaneis do MDB foi reeleito com 50,3% dos votos para governador

A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves foi eleita senadora com 44,98% dos votos válidos, esse é seu primeiro mandato eletivo.

Goiás (GO):

 Ronaldo Caiado do União foi reeleito governador com 51,8% dos votos válidos

Wilder Morais do PL foi eleito senador com 25,37% dos votos válidos, esse é seu segundo mandato eletivo, Morais foi senador entre julho de 2012 e janeiro de 2019. 

Mato Grosso do Sul (MT):

Os candidatos Capitão Contar do PRTB e Eduardo Riedel do PSDB vão disputar o segundo turno para governador. 

Capitão Contar obteve 26,71% dos votos e Eduardo Riedel 25,16%

A deputada federal e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina do PP foi eleita senadora com 60,99% dos votos válidos. 

Mato Grosso (MS):

Mauro Mendes do União conquistou a reeleição para governador com 68,5% dos votos.

Wellington Fagundes do PL foi o escolhido para representar o estado no Senado com 63,53% dos votos válidos.

 

Sul

Paraná (PR):

Carlos Roberto Massa Júnior, conhecido como Ratinho Júnior do PSD, foi reeleito governador do Paraná com mais de 69% dos votos. 

Sergio Moro do União foi eleito senador com 33,5% dos votos válidos. 

Rio Grande do Sul (RS):

A disputa pelo governo do estado terá segundo turno com Onyx Lorenzoni do PL e Eduardo Leite do PSDB. Eles registraram 37,5% e 26,81% dos votos, respectivamente.

Hamilton Mourão do Republicanos foi eleito para o Senado com 44,11% dos votos.

Santa Catarina (SC):

O senador Jorginho Mello e o ex-prefeito de Blumenau, Décio Lima disputam o segundo turno para governador do estado. Mello obteve 38,61% dos votos no primeiro turno e Lima, 17,42%.

Jorge Seif Junior do PL foi eleito senador com 39,79% dos votos válidos.

 

Sudeste

Espírito Santo (ES):

A disputa pelo governo do estado será entre Renato Casagrande do PSB, que recebeu 46,94% dos votos válidos, contra 38,48% de Manato do PL.

Magno Malta do PL foi eleito senador com 41,95% dos votos válidos.

Minas Gerais (MG):

Romeu Zema do Novo foi reeleito para governador com pouco mais de 56% dos votos no primeiro turno. 

Cleitinho Azevedo do PSC foi eleito para o Senado com 41,52% dos votos válidos.

Rio de Janeiro (RJ):

Cláudio Castro do PL foi reeleito para governador com 58,6% dos votos.

O ex-jogador Romário do PL foi reeleito para representar o Rio de Janeiro no Senado por mais oito anos com 29,19% dos votos válidos.

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Furacão deixa mortos em Cuba, rodada do Brasileirão e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
28/09/2022 - 12h

 

Quarta-feira, 28 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Eleições: Presidente do TSE mostra sala de totalização dos votos para ministro da Defesa e entidades.
  • Análise do último debate de candidato aos governos estaduais. 
  • Furacão Ian deixa mortos em Cuba e segue para os EUA; furacão deve atingir costa oeste da Flórida nesta quarta-feira (28).
  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 52;

  • Rodada do Brasileirão.

 

Imagem: Paulo Roberto Netto/UOL
Imagem: Paulo Roberto Netto/UOL

Sistema eleitoral transparente

Nesta quarta-feira (28), diversas autoridades foram apresentadas à sala de totalização de votos. Os visitantes foram recebidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes, que salientou no fim, em entrevista a jornalistas, a importância desse ato para mostrar a transparência e confiança no processo eleitoral brasileiro.

“Essa visitação mostra que o TSE é absolutamente aberto, transparente a todas as instituições fiscalizadoras”, enfatizou.

Estavam presentes o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira; o presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti; o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto; e representantes dos partidos União Brasil (União), da coligação Brasil da Esperança, entre outros. Além deles, participaram da visita o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet; representantes da Controladoria Geral da União (CGU); e integrantes de comitivas de Missões de Observação Eleitorais (MOEs).



Nota do editor

O último debate de governadores, ocorrido na noite da terça-feira (27), como todo debate, foi fundamental. Fundamental e elitizado. A escolha do dia da semana e do horário do enfrentamento entre os candidatos ignorou a maior parcela da população: os trabalhadores. Durante os enfrentamentos nos 26 estados mais o Distrito Federal, realizado pela TV Globo e afiliadas, os eleitores de toda a federação puderam ter uma última chance de ver confronto de ideias.

Em alguns estados faltaram ideias. Em outros faltaram candidatos, alguns dos faltosos lideram as pesquisas de intenção de voto. Teve estados em que os candidatos partiram para ataques pessoais. Há também estados que apostam na nacionalização do confronto, com citações constantes aos líderes de intenção de voto na pesquisa presidencial. 

De ponta a ponta, a ausência mais sentida foi o respeito com o eleitor.  É necessário muita calma e um processo criterioso de escuta para a escolha dos governadores. O seu voto é importante, no domingo (2), vote consciente


 

Foto: Yamil Lage/AFP
Foto: Yamil Lage/AFP)

Furacão em Cuba

Na tarde de terça-feira (27) o furacão Ian chegou ao nível 3 e atingiu a região oeste de Cuba, deixando um morto e todo o país sem energia elétrica. A vítima fatal é uma mulher de 43 anos, que foi atingida pelo desabamento de sua casa.

A Defesa Civil Nacional emitiu alerta de "alarme de ciclone" para a área ocidental do país e colocou outras três províncias em fase de "alerta". Escolas e outros serviços públicos foram suspensos, como a grande maioria dos transportes terrestres e marítimos.

Nesta quarta-feira (28), o furacão segue em direção à costa oeste da Flórida, e já foi reclassificado para a categoria 4, com ventos de 250 km/h. 

Tempestades “históricas” de até 2 metros estão previstas e podem engolir casas costeiras, a chuva pode causar inundações em grande parte do estado e ventos devastadores podem arrasar casas e interromper o serviço de eletricidade por dias ou semanas.

"Fique dentro de casa. Fique longe das janelas. A tempestade está aqui", afirmou o diretor da Divisão de Gerenciamento de Emergências da Flórida, Kevin Guthrie em entrevista coletiva no início da manhã.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, alertou que os moradores dos condados de Collier, Lee, Charlotte e Sarasota não estão mais seguros para evacuação e pediu às pessoas que saiam das estradas e fiquem dentro de casa.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou  7.613 novos casos de COVID-19, e 46 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 46. No total, o país acumula 34.654.190 casos confirmados, e 685.927 óbitos por COVID-19.

 

Ivan Storti / Santos FC
Foto: Ivan Storti / Santos FC

Brasileirão

O Campeonato Brasileiro da série A está de volta neste meio de semana. Após parada para a data FIFA, os times da série retornam para a 28ª rodada da competição. A rodada começou no domingo (25), com a goleada do São Paulo para cima do Avaí por 4 a 0. Na terça-feira (27), o Santos jogou contra o Athletico-PR, na Vila Belmiro, e venceu por 2 a 0.

Nesta quarta-feira (28), o Coritiba recebe o Ceará, no estádio Couto Pereira, às 19h. No mesmo horário a bola vai rolar na Arena NeoQuímica para Corinthians e Atlético-GO. Também às 19h, o Fluminense recebe o Juventude, no Maracanã, e o Fortaleza enfrenta o Flamengo, no Castelão. Mais tarde, às 21h, o Cuiabá joga contra o América-MG, na Arena Pantanal.

Às 21h45, o líder Palmeiras joga contra o Atlético-MG, no Mineirão. No mesmo horário, o vice-líder Internacional recebe o RB Bragantino, no Beira-Rio. Fechando a rodada, o Botafogo visita o Goiás, no estádio da Serrinha. 

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Seleção Brasileira vence Tunísia por 5 a 1, “Ato em Defesa do Jornalismo e da Democracia” na PUC-SP, início da imunidade eleitoral e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
27/09/2022 - 12h

Terça-feira, 27 de setembro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT:

  • Começa a valer restrição à prisão sem flagrante durante período eleitoral;
  • Ato em defesa do jornalismo e da democracia na PUC-SP;
  • Itália: coalizão de Meloni conquista mais de 50% na câmara e no senado;
  • Funeral de Estado de Shinzo Abe no Japão reúne líderes de governos do mundo;
  • IBGE divulga prévia da inflação de setembro;
  • Média móvel de óbitos por covid nos últimos 7 dias cai para 52;

  • Brasil realiza o último amistoso antes da Copa do Mundo. 

 

Foto: TSE
Foto: TSE

Imunidade eleitoral 

Começou a valer nesta terça-feira (27) a regra do artigo 236 do Código Eleitoral, que garante o direito ao voto e o pleno exercício da democracia tanto para os candidatos quanto para os eleitores. A regra existe para que ninguém impeça o eleitor de votar e evitar que grupos políticos cometam abusos com eleitores.

Segundo a legislação, a proibição deve começar a valer cinco dias antes da eleição e terminar 48 horas depois da votação.

Devido a isso, os eleitores não poderão ser presos ou detidos, exceto em flagrantes. No caso dos candidatos, a imunidade começou no último dia 17. A condição termina no dia 4 de outubro.

 

Jornalismo e democracia

Nesta segunda-feira (27), entidades relacionadas à comunicação se reuniram às 19h no auditório 239 da PUC-SP no “Ato em Defesa do Jornalismo e da Democracia”.

Para compartilhar suas histórias, estavam presentes as jornalistas Patrícia Campos Mello e Bianca Santana, que já sofreram agressões do presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

“Diante da escalada de ameaças, agressões, ataques físicos e virtuais e tentativas de censura e intimidação contra as e os jornalistas, especialmente durante o período eleitoral, as entidades jornalísticas e organizações que defendem a liberdade de imprensa e os direitos humanos convocam ato unificado em defesa das e dos profissionais de imprensa e da Democracia”, afirmam os organizadores do evento.

A realização foi convocada por:

  • Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP); 

  • Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj); 

  • Associação Brasileira de Imprensa (ABI); 

  • Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji); 

  • Associação de Jornalismo Digital (Ajor); 

  • Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC); 

  • Repórteres sem Fronteiras (RSF); 

  • Instituto Vladimir Herzog; 

  • Associação Profissão Jornalista (ApJor); 

  • Barão de Itararé; 

  • Intervozes;

  • Centro Acadêmico Vladimir Herzog;

  • Centro Acadêmico Benevides Paixão.

 

Reprodução/Twitter @GiorgiaMeloni
Reprodução/Twitter @GiorgiaMeloni

Reascensão da extrema-direita italiana

O partido de extrema-direita de Giorgia Meloni, Irmãos da Itália, conquistou 26% dos votos nas eleições de domingo, o que significa que a coalizão da direita italiana terá maioria folgada no Parlamento, segundo os resultados finais publicados nesta terça-feira (27). 

A coalizão, que inclui a Liga (direita) de Matteo Salvini e o Força Itália (conservador) do magnata Silvio Berlusconi, terá 237 cadeiras na Câmara dos Deputados de um total de 400. Além disso, terão maioria também no Senado, com 115 cadeiras de 200.

O Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, recebeu 19% dos votos e se aliou com duas pequenas formações ambientalistas e esquerdistas. A coalizão terá 84 cadeiras na Câmara e 44 no Senado. O antissistema Movimento 5 Estrelas recebeu 15,4% dos votos e terá 52 deputados e 28 senadores e prometeu ser força de oposição ao governo de Meloni.

 

Funeral polêmico

O governo japonês realizou nesta terça-feira (27) o funeral de Estado do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 8 de julho durante um comício de seu partido.  A cerimônia foi realizada no Budokan, arena histórica de Tóquio, que costuma sediar grandes eventos.

Cerca de cinco mil pessoas participaram da cerimônia, que durou aproximadamente duas horas e teve a presença de diversos representantes de diversos países, entre eles, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, o presidente da França, Emmanuel Macron, e líderes da Austrália, Índia, Vietnã, Camboja e Cingapura, entre outros.

O primeiro-ministro japonês Fumio Kishida fez um discurso de condolências, seguido por demais integrantes do governo japonês. Um representante do imperador Naruhito também participou da homenagem em nome da família imperial (que não podem estar na cerimônia por serem considerados figuras neutras). 

O funeral gerou muitas críticas no Japão, já que os gastos com o evento foram estimados em quase US$ 12 milhões. Porém, de acordo com a imprensa japonesa, 60% da população se opôs à realização da cerimônia também por outros motivos que vão além dos custos. Alguns consideram que o funeral tende a glorificar um político que tomou decisões controversas, outros acham que a disposição do governo japonês em realizar a homenagem infringe a constituição por não levar em conta a opinião da população.

 

Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias
Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

Tendência de queda

Pelo segundo mês consecutivo, a prévia da inflação indicou uma tendência de queda. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (27) que a inflação no mês de setembro ficou em -0,37%. Em agosto o índice já havia ficado em -0,73%. No ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) tem alta acumulada de 4,63%. Nos últimos 12 meses a taxa caiu para 7,96%, ficando abaixo dos 9,60% registrados anteriormente. 

Apesar da aparente queda, apenas três dos nove grupos pesquisados tiveram queda em setembro. Influenciado pelo preço dos combustíveis, o grupo de transportes apresentou queda de 2,35% e foi o que mais contribuiu para o recuo do índice geral em pontos percentuais (-0,49 p.p.).

Entre os combustíveis, etanol (-10,10%), gasolina (-9,78%), óleo diesel (-5,40) e gás veicular (-0,30%) apresentaram recuo nos preços nesse período. O destaque vai para a gasolina, que contribuiu com o impacto negativo mais intenso (-0,52 p.p.). 

O grupo de alimentos e bebidas também apresentou desaceleração de -0,47%. O índice foi puxado pela alimentação em domicílio, que recuou -0,86%. Itens como o óleo de soja (-6,50%), o tomate (-8,04%) e o leite longa vida (-12,01%), são os destaques de queda neste grupo. Por outro lado, a cebola (11,39%), o frango em pedaços (1,64%) e frutas (1,33%) tiveram alta registrada.

 

Pandemia 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) o Brasil registrou 8.289 novos casos de COVID-19, e 46 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. A média móvel de óbitos nos últimos sete dias é de 52. No total, o país acumula 34.656.577 casos confirmados, e 685.881 óbitos por COVID-19.


 

Foto:Lucas Figueiredo/CBF
Foto:Lucas Figueiredo/CBF

Já é Copa!

A seleção brasileira goleou a Tunísia por 5 a 1 nesta terça-feira (27). O jogo aconteceu na França, e foi o último compromisso da nossa seleção antes da Copa do Mundo no Catar, em novembro. Antes, na semana passada, a seleção já havia vencido a seleção de Gana por 3 a 0. 

Com um futebol convincente e alguns testes por parte do técnico Tite, a seleção não encontrou dificuldade nos amistosos enfrentados nesta data FIFA. O placar elástico contra a Tunísia foi construído com gols de Raphinha, duas vezes; Neymar, Richarlison e Pedro. Este último mostrou serviço no pouco tempo que teve nos amistosos e coloca ainda mais pressão para estar presente na lista oficial para o mundial. O gol da Tunísia foi marcado pelo zagueiro Talbi. 

Este foi o último compromisso da seleção canarinha antes da Copa. Agora faltam 58 dias para a estreia brasileira no Catar, contra a seleção da Sérvia, no dia 24 de novembro. A convocação oficial sai no dia 07 de novembro. Já estamos em ritmo de Copa! 
 

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