A experiência de João Pedro mostra como tecnologias assistivas ampliam as possibilidades de mobilidade de pessoas com deficiência física.
por
Dhara Yuki
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26/10/2026 - 12h

Por Dhara Yuki

 

Para João Pedro sair de casa exige pensar além do destino. Antes de atravessar a porta é preciso considerar o caminho, a distância, o tempo que ficará em pé e os recursos que poderá precisar para chegar ao lugar desejado. Dependendo do compromisso, a escolha pode ser uma órtese, uma muleta ou uma cadeira de rodas. A decisão não é apenas sobre como se locomover, mas sobre qual equipamento oferecerá melhores condições para enfrentar o percurso.

Diagnosticado ainda durante a gestação com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, João teve contato com a tecnologia médica antes mesmo de nascer. Durante os exames de pré-natal, sua mãe descobriu a condição e soube que existia a possibilidade de uma cirurgia para corrigir a má-formação ainda dentro do útero. O procedimento, que envolve a abertura do útero para operar a coluna do feto e depois reposicioná-lo, foi uma das primeiras possibilidades de intervenção médica relacionadas à sua condição. Uma das complicações associadas à mielomeningocele é a hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais. Logo após o nascimento, João passou por uma cirurgia para tratar o problema e recebeu uma válvula que permitia drenar o excesso de líquido. O dispositivo, entretanto, exigia acompanhamento médico e poderia precisar ser substituído ao longo da vida. A possibilidade de depender de um equipamento por tempo indeterminado fez parte de sua história desde o começo. Anos depois, uma nova intervenção médica mudaria essa relação com a tecnologia.

Quando tinha dois anos, a mãe de João descobriu o Hospital Sarah Kubitschek, em Minas Gerais, uma instituição especializada em reabilitação. Lá, ele iniciou um tratamento direcionado às necessidades de pessoas com a mesma deficiência e passou a utilizar órteses de polipropileno, dispositivos que auxiliam a sustentação e o movimento das pernas, e esse acompanhamento durou dez anos. A órtese se tornou parte de sua rotina e permitiu que ele desenvolvesse sua mobilidade com o auxílio do equipamento. Entretanto, conforme crescia, as limitações do material começaram a aparecer. Por volta dos 12 anos, a equipe que o acompanhava informou que as órteses utilizadas até então não seriam mais suficientes para suportar seu peso. Era necessário encontrar outra alternativa.

A busca levou João à Ottobock, uma empresa especializada em soluções de tecnologia assistiva, entre elas órteses e próteses. A alternativa encontrada utilizava fibra de carbono, um material que permite produzir dispositivos leves e resistentes. Porém, o custo representava um obstáculo. Os equipamentos eram caros, e conseguir acesso a uma tecnologia mais adequada às suas necessidades não dependia apenas de sua existência. Na mesma época, João decidiu procurar uma cadeira de rodas motorizada. Embora conseguisse andar com o auxílio da órtese, percorrer longas distâncias provocava cansaço. A cadeira poderia facilitar esses deslocamentos, mas, para adquiri-la, foi necessário organizar uma vaquinha com a ajuda de amigos e familiares.

No entanto, a cadeira não correspondeu às expectativas, pois pesava aproximadamente 70 quilos, sendo difícil transportá-la, e as condições das ruas de Santo André tornavam a locomoção ainda mais complicada. A tecnologia havia sido pensada para facilitar seus deslocamentos, mas o peso do equipamento e as características do espaço urbano acabaram gerando novas dificuldades. A experiência evidencia uma contradição presente no cotidiano de muitas pessoas com deficiência, um dispositivo pode oferecer determinada solução sem necessariamente resolver os problemas encontrados no ambiente em que será utilizado. Não basta que um equipamento permita o deslocamento se o peso, o transporte ou as condições das calçadas dificultam sua utilização.

Aos 15 anos, João enfrentou outro episódio que mudaria sua relação com os recursos médicos. As dores de cabeça se tornaram intensas e não melhoraram nem com o uso de fortes analgésicos. Ao procurar um neurologista, recebeu a orientação de que a válvula implantada após o nascimento deveria ser substituída, mesmo sem estar completamente obstruída, porém outra possibilidade foi levantada, segundo João, o médico havia desenvolvido uma técnica cirúrgica que permitiria tratar a hidrocefalia sem a necessidade de manter a válvula. O procedimento foi realizado fora do convênio porque não oferecia cobertura, e teve o resultado esperado. Desde então, João não precisou mais utilizar o dispositivo. A cirurgia representou uma grande mudança, um recurso que havia acompanhado sua história desde os primeiros dias de vida deixou de ser necessário. O avanço médico não se limitou a substituir um equipamento antigo por outro, mas possibilitou uma nova condição de tratamento. O acesso, porém, teve um custo. A ausência de cobertura pelo convênio fez com que o procedimento dependesse de recursos particulares, revelando que a existência de uma tecnologia não significa que ela esteja disponível para todos que poderiam se beneficiar dela.

Na mesma fase, João conseguiu adquirir uma órtese de fibra de carbono. O equipamento permaneceu com ele por aproximadamente seis anos, período em que o dispositivo acompanhou seu crescimento e suas necessidades. Agora, ele se prepara para trocá-lo por um modelo mais recente, desenvolvido para corrigir melhor sua marcha e oferecer menor peso. A evolução das órteses mostra como a tecnologia assistiva não se resume à criação de um equipamento. Os dispositivos também passam por aperfeiçoamentos que podem modificar sua eficiência, seu conforto e a forma como se integram à rotina de quem os utiliza. Para João, a troca representa a possibilidade de contar com um recurso mais adequado às necessidades atuais, depois de anos utilizando o mesmo equipamento.

A cadeira de rodas também ganhou uma nova versão. Durante um intercâmbio na Itália, João passou os primeiros 15 dias acompanhado da mãe para compreender como seria sua rotina no país e avaliar as dificuldades de deslocamento. Percebeu que não conseguiria percorrer todos os trajetos apenas com a órtese. Dessa vez, encontrou uma cadeira mais leve, compacta e acessível financeiramente. O modelo atual pesa 27 quilos, dobra-se como um carrinho de bebê e custou menos da metade do preço da primeira cadeira motorizada que havia adquirido.

Hoje, João alterna os recursos de acordo com a necessidade. Nos dias em que precisa comparecer presencialmente a compromissos que exigem permanecer muito tempo em pé, utiliza a cadeira de rodas. Para ir à faculdade, quando considera o percurso viável, prefere a órtese e a muleta. A escolha também depende das condições do caminho. Em ruas irregulares ou em trajetos nos quais precisa ter maior controle dos movimentos, a cadeira pode ser menos prática do que a muleta. O equipamento mais avançado, portanto, não é necessariamente o mais adequado em todas as situações. A autonomia está também na possibilidade de escolher o recurso que melhor responde às necessidades de cada deslocamento.

Dentro de casa, a rotina é diferente. João utiliza um assento fixo durante o banho por causa da dificuldade para permanecer em pé por muito tempo, mas fora isso, sua casa não conta com adaptações específicas para sua condição, inclusive, consegue subir e descer escadas, mas algumas tarefas mais simples, como levar um copo ou um prato da pia até a mesa, exigem atenção para evitar desequilíbrios. A tecnologia, nesse contexto, não elimina todas as dificuldades. Mesmo com os equipamentos que utiliza, existem situações em que a organização dos espaços e as características do ambiente interferem diretamente em sua autonomia.

A mesma questão aparece quando João vai à faculdade. A instituição realiza a chamada por meio do sistema da catraca, mas a entrada principal não oferece acessibilidade. Para conseguir entrar, ele precisa utilizar o portão dos fundos, que permite a passagem, mas não conta com o sistema de registro de presença. A solução encontrada pela instituição para registrar presença aos alunos não contempla todos da mesma maneira. O problema não está na capacidade de João de frequentar as aulas, mas na ausência de uma estrutura que permita que ele acesse o espaço e cumpra os procedimentos institucionais nas mesmas condições que os demais estudantes. Segundo ele, mesmo após uma reforma na faculdade, a questão permaneceu sem solução. Essa situação diz que a acessibilidade não depende exclusivamente de equipamentos individuais ou de avanços na medicina, mas também de planejamento dos espaços coletivos e dos serviços utilizados diariamente.

A autonomia de João se estende ainda à direção de veículos. Desde 2023, ele tem carteira de habilitação e pode dirigir, mas precisa utilizar um carro adaptado. Como não consegue acionar os pedais convencionais da maneira habitual, o veículo possui uma haste que permite acelerar e frear manualmente e um pomo giratório instalado no volante que facilita as manobras com apenas uma das mãos. O carro também precisa ter câmbio automático, já que o sistema de adaptação utilizado não funciona com embreagem convencional.

Da cirurgia realizada ainda na infância aos equipamentos utilizados para andar e dirigir, a tecnologia atravessa diferentes etapas da vida de João. Em alguns momentos, aparece como uma intervenção médica capaz de modificar um tratamento, em outros, como um dispositivo que facilita um trajeto ou permite realizar uma atividade cotidiana. Mas sua experiência também mostra que a autonomia não depende apenas do desenvolvimento de novos recursos. O preço dos equipamentos, a cobertura dos procedimentos médicos, as condições das ruas e a acessibilidade das instituições interferem diretamente nos benefícios que essas tecnologias podem oferecer.

Para João, sair de casa sem nenhum dispositivo de auxílio não é uma possibilidade viável. Em seus deslocamentos, órtese, muleta e cadeira de rodas cumprem funções diferentes, escolhidas de acordo com o percurso e o tempo que precisará permanecer em movimento. O desenvolvimento de equipamentos mais leves, resistentes e funcionais amplia as possibilidades de mobilidade, mas não transforma automaticamente os espaços em ambientes acessíveis. Quando uma cadeira de rodas encontra dificuldades nas ruas ou um estudante precisa utilizar uma entrada alternativa para chegar à faculdade, fica evidente que a inovação tecnológica e a inclusão não avançam necessariamente no mesmo ritmo. A história de João revela duas dimensões de uma mesma questão, a importância de tecnologias que respondam às necessidades das pessoas com deficiência e a necessidade de ambientes preparados para que elas possam utilizá-las. Afinal, não basta desenvolver equipamentos capazes de ampliar a autonomia se os caminhos que levam à universidade, ao trabalho e aos demais espaços da vida cotidiana continuam impondo barreiras.

 

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Franquia de games do lendário skatista da Califórnia trouxe o universo do esporte para os holofotes ao longo das décadas
por
Ivo Leite
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23/10/2026 - 12h

 

Jogar videogame é uma atividade que pode inspirar e fazer sonhar, seja para ser jogador de futebol com títulos como FIFA e PES, por exemplo, ou skatista. Vários jovens começaram a se prestar atenção no universo das quatro rodinhas por meio de um amigo ou por si só. Mas, será que houve algo a mais que despertasse esse interesse?

Em 29 de Setembro de 1999, o jogo Tony Hawk Pro Skater, do skatista californiano Tony Hawk, chegou ao mercado para o console Playstation. O game foi um pontapé inicial para o surgimento de uma franquia de sucesso que vendeu mais de 350 mil cópias só nos três primeiros meses daquele ano. 

Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT
 Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT

 

Criada em parceria com a Activision, uma das maiores e mais influentes distribuidoras de jogos eletrônicos do mundo, a franquia ficou famosa por sua jogabilidade arcade rápida. Após grande êxito com o Playstation, o game foi para outros consoles como o Nintendo 64, Game Boy Color, Dreamcast e N-Gage.

As variações foram sendo criadas com a essência do jogo original. Tony Hawk Pro Skater Underground é um exemplo dessas sequências, dentre outras que surgiram. Houve alguns experimentos como em Tony Hawk Ride que, diferente de seus antecessores, usava um periférico físico em formato de skate como controle. 

 

Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90, o dobro de um game comum na época - Reprodução/Mercado Livre
Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90 - o dobro de um game comum na época Foto: Reprodução/ anúncio Mercado Livre 

Em 2020, a franquia foi remasterizada com gráficos hiper modernos, lançando o Tony Hawk 1 + 2, premiado como melhor jogo de esporte em eventos como o The Game Awards e o D.I.C.E. Awards. E em 2025, a coletânea Pro Skater 3 + 4 veio ao mercado para concretizar a volta do título.

“Cresci jogando e isso certamente me influenciou a me aventurar sobre quatro rodinhas”, afirma o gamer e skatista Felipe Dias, de 23 anos, que atualmente deseja se formar no curso de Design de Games. “Quero sempre me lembrar de como me apaixonei pelo esporte”, finaliza Dias.

 

Manobras e pistas com dinâmica real . Foto Ivo Leite/AGEMT
Manobras e pistas com dinâmica real Foto: Ivo Leite/AGEMT

 

Um dos pontos  altos da série de jogos Tony Hawk está nas trilhas sonoras marcantes. Gerações de apaixonados por grandes bandas ouviram e se lembram de pelo menos uma música presente nos jogos. A lista compõe diversos estilos musicais como hardcore, punk rock, hip-hop, ska punk e metal. Destaque para “No Cigar”, do Millencolin; “Guerrilla Radio” do Rage Against the Machine e “Superman”do Goldfinger. 

Nesse tempo, o skate se tornou um esporte de grande expressão chegando a compor até os Jogos Olímpicos, a partir de 2020. E a ascensão de sua prática também pode ser avaliada pela influência de jogos digitais como o Tony Hawk Pro Skater. 

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Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Bolsonaro abandona tom moderado, Lula se reune com Tebet e FHC, levantamento do Datafolha mostra distância menor entre o petista e Bolsonaro e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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08/10/2022 - 12h

Sexta-feira, 7 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Aos gritos, Bolsonaro se exalta, ataca ex-presidente Lula e ministro Alexandre de Moraes;

  • Datafolha: 49% diz que vota em Lula e 44% em Bolsonaro

  • Lula se encontra com Tebet e FHC; 

  • INPE: Setembro tem pior mês da série histórica com alertas de desmate na Amazônia;

  • Vendas do comércio recuam em agosto, na 3ª queda consecutiva, diz IBGE.

 

Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

Mas você tá bravo?

Apesar das tentativas de manter um tom moderado, nesta sexta-feira (7) o presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrou descontrole quando aos gritos fez ataques ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra quem concorre à reeleição no segundo turno, e ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Em coletiva à imprensa no Palácio da Alvorada, ao lado do jornalista José Luiz Datena, Bolsonaro, chamou o petista de "pinguço" e mostrou irritação por ele ainda não ter anunciado seus possíveis ministros. “Vai ter José Dirceu na Segov, Gleisi Hoffmann na Casa Civil, Dilma nas Minas e Energia”, ironizou.

O mandatário também criticou Moraes pela decisão de quebrar o sigilo de mensagens de um assessor da Presidência, Mauro Cesar Barbosa Cid, durante investigações do inquérito das milícias digitais. 

"O tempo todo usando a caneta para fazer maldade, tentar me tirar de combate, para desgastar. Já desafiei o Alexandre de Moraes, que vazou a quebra de sigilo telemático do meu ajudante de ordens, que é um crime o que esse cara fez", alegou.

 

No retrovisor 

Nesta sexta-feira (7) foi divulgado o resultado da pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Datafolha, no qual o ex-presidente Lula (PT) tem 49% das intenções de votos. Já o presidente Jair Bolsonaro (PL) pontuou 44%, o que o deixa com apenas cinco pontos percentuais de diferença entre ele e o petista. 

Os indecisos são 2%, e brancos e nulos somam 6%. Quando feita a contagem dos votos válidos, o petista tem 53% e Bolsonaro 47%. Nesta modalidade, são excluídos os nulos e brancos na urna eletrônica, e os indecisos na pesquisa.

O levantamento deu ênfase na margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, em decorrência das muitas críticas feitas pelos eleitores ao método da pesquisa.  No primeiro turno, disputado no domingo passado (2), o ex-presidente somou 48,4% dos votos válidos e o atual, 43,2%. De acordo com a última pesquisa realizada pelo Datafolha nas vésperas da eleição, Lula tinha 50% dos votos e Bolsonaro, 36%. A margem de erro era a mesma, mas os votos do atual mandatário escaparam por 5 pontos. Bolsonaro pontuou 43,23% e o petista, 48,39%

As entrevistas foram feitas nos dias 5 e 7 de outubro e contaram com 2.884 entrevistados. A pesquisa, que foi encomendada pela TV Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02012/2022.

 

Foto: Ricardo Stuckert
Foto: Ricardo Stuckert

Encontro com Tebet e FHC

Na tarde desta sexta-feira (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com a senadora Simone Tebet (MDB). Durante discurso, a terceira colocada na disputa à presidência afirmou que suas sugestões foram acatadas pela campanha do petista.

"Temos as nossas diferenças políticas e econômicas, mas elas são infinitamente menores do que aquilo que nos une", alegou a senadora. "Este não é um encontro agendado pela história, mas, sem dúvida nenhuma, é exigido por ela”, completou Tebet.  

Quando questionado a respeito de um possível papel desempenhado por Tebet, Lula disse que “ela vai fazer o que ela quiser”. A senadora, porém, afirmou que irá "aonde a campanha precisar".

Logo após, o petista se encontrou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que há dois dias oficializou seu apoio a ele no segundo turno.

 "Um reencontro democrático com @presidentefhc", escreveu Lula em seu perfil do instagram. O encontro foi fechado.

 

Foto: Sergio Lima/AFP
Foto: Sergio Lima/AFP

Desmatamento na Amazônia 

Dados divulgados nesta sexta-feira (07) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que os alertas de desmatamento na Amazônia em setembro de 2022 foram de 1.455 km². Com os dados, esse se tornou o pior mês de setembro da série histórica do Deter iniciada em 2015.

Comparado a setembro de 2021, o número é 47,7% maior. Para se ter uma dimensão do tamanho, quase equivale ao tamanho da cidade de São Paulo, que tem 1.521 km². O segundo pior número de setembro também foi registrado durante o governo Jair Bolsonaro (PL), em 2019, quando ficou em 1.454 km².

Em todo 2022, o acumulado de alertas de desmatamento chega a 8.590 km², um número 4,5% do que todos os alertas do ano passado. 

 

Foto: Emmanuel Franco / Sindcomércio Vale do Aço
Foto: Emmanuel Franco / Sindcomércio Vale do Aço

Em queda

O comércio teve queda 0,1% na passagem de julho para agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (07). O recuo acontece pelo 3° mês consecutivo, na média móvel trimestral o setor tem perda de 0,8%.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou que o varejo teve queda de 1,4% no acumulado de 12 meses. Porém, em comparação com agosto de 2021, o setor apresentou uma alta de 1,6% e 0,5% no acumulado do ano. 

O resultado negativo foi motivado pelo recuo de três das oito atividades pesquisadas. Segundo o IBGE, tiveram queda: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,4%), outros artigos de uso doméstico (-1,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,3%).

No outro lado da balança, cinco atividades apresentam alta, foram elas: tecidos, vestuário e calçados (13%), combustíveis e lubrificantes (3,6%), livros, jornais, revistas e papelaria (2,1%), móveis e eletrodomésticos (1%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%).

Se considerado o varejo ampliado, que inclui o comércio de veículos e peças e os materiais de construção, a queda foi de 0,6% de julho para agosto. Também houve queda na média móvel trimestral de -1,1%, na comparação com 2021 o resultado foi -0,7% pior. No acumulado do ano também houve recuo de -0,8% e nos últimos 12 meses de -2%. 

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Governo anuncia cortes no orçamento direcionado às universidades e colégios federais, criadores do Plano Real declaram apoio ao ex-presidente Lula e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
07/10/2022 - 12h

Quinta-feira, 6 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Criadores do Plano Real declaram apoio à Lula; Podemos libera filiados 

  • Urnas não apresentaram divergência entre votos dados e registrados, diz presidente do TSE;

  • Em encontro com reeleitos e deputados, Bolsonaro diz que falou "demais muitas vezes"

  • MEC bloqueia verbas de universidades federais. Ministério é o mais atingido pelos congelamentos;

  • Protestos da população no Irã;

 

Da esquerda para a direita, os economistas Edmar Bacha, Pedro Malan, Arminio Fraga e Persio Arida - Foto: Zo Guimaraes, Zanone Fraissat e Missioneiro/Folhapress/Folhapress e Guito Moreto/Agência O Globo
Da esquerda para a direita: os economistas Edmar Bacha, Pedro Malan, Arminio Fraga e Persio Arida - Zo Guimaraes, Zanone Fraissat e Missioneiro/Folhapress/Folhapress e Guito Moreto/Agência O Globo

Apoios no segundo turno

Nesta quinta-feira (6) os criadores do Plano Real declararam apoio ao ex-presidente Lula (PT. Além da oficialização de FHC nesta quarta-feira (5), André Lara Resende, que defendeu o voto em Lula no primeiro turno, o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e o economista Edmar Bacha assinaram uma nota junto com Armínio Fraga e Pérsio Arida declarando voto em Lula no segundo turno das eleições contra Jair Bolsonaro (PL).

“Votaremos em Lula no 2º turno; nossa expectativa é de condução responsável da economia”, afirmam no comunicado.

O apoio reforça a ideia que o petista faça uma administração que respeite a responsabilidade fiscal e seja centrada.

Ainda nesta quinta, o partido Podemos, ao qual pertence o ex-procurador Deltan Dallagnol, liberou seus diretorias e filiados para apoiarem tanto Lula quanto Bolsonaro (PL). No primeiro turno, a legenda lanou apoio à senadora Simone Tebet (MDB).

 

Integridade

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre  de Moraes, disse que o teste de integridade das urnas neste 1° turno não apresentou divergências, a declaração aconteceu durante a sessão desta quinta-feira (06).

Na prática, a declaração significa que os votos dados pelos eleitores foram os mesmos votos registrados nas urnas para os candidatos. O teste de integridade acontece desde 2002, e acontece nos tribunais Regionais Eleitorais no dia da eleição, simulando uma votação normal. A intenção é saber se o voto dado na urna é o mesmo que será registrado. 

O presidente do TSE reafirmou a lisura do processo eleitoral e destacou a confiança no sistema eleitoral. "Ou seja, novamente o primeiro turno das eleições 2022 se repetiu o que houve mas eleições 2020, 2018 e 2016 [...] Vinte anos de absoluta lisura das urnas eletrônicas com comprovação imediata pelo teste de integridade", disse Moraes. 

 

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

Bolsonaro: "Falei demais muitas vezes"

Depois de quatro anos de declarações fortes e muitos ataques à imprensa e opositores, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse em encontro com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PL), deputados federais reeleitos e governadores, que falou "demais muitas vezes". O encontro aconteceu nesta quinta-feira (06), no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência. 

Bolsonaro pediu desculpas e disse que ofendeu algumas pessoas "de forma não intencional". No encontro, além do presidente da Câmara, estavam os governadores reeleitos Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Gladson Cameli (Progressistas), do Acre; Antônio Denarium (Progressistas), de Roraima. Todos eles já declararam apoio à reeleição de Bolsonaro.

"E trago comigo um ensinamento militar: 'Pior do que uma decisão mal tomada é uma indecisão'. Nós nunca nos omitimos, mesmo com o desgaste. Falei demais muitas vezes, reconheço, ofendi algumas pessoas de forma não intencional, me desculpem, mas é o calor de uma luta da vida contra a morte, no caso da pandemia", disse Bolsonaro. 

Quem também discursou, de forma breve, foi a primeira-dama Michelle Bolsonaro. Durante o discurso, Michelle pediu perdão pelos palavrões do marido, e disse não concordar com as falas. "Perdão a todos pelos palavrões do meu marido. Eu não concordo, mas ele é assim. Tem gente que gosta, né ?", falou a primeira-dama. 

 

Mais um

O Governo Federal anunciou um novo bloqueio que eleva os cortes de orçamento das universidades e colégios federais para a casa de R$ 1 bilhão, sendo mais de R$ 700 milhões somente para universidades. A medida foi feita na última sexta-feira (30), dias antes do primeiro turno das eleições gerais. 

A União publicou o Decreto 11.216, que altera o Decreto nº 10.961, de 11/02/2022, referente à execução do orçamento deste ano, sacramentando o novo contingenciamento no orçamento do Ministério da Educação - bloqueando R$ 147 milhões para os colégios federais e de R$ 328 milhões para as universidades.

Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) destaca que o contingenciamento resultou em um corte de R$ 328,5 milhões nos valores disponíveis para despesas das universidades.

Os colégios e universidades afirmaram que o corte pode acarretar na paralisação de serviços básicos no funcionamento das instituições, como o fornecimento de água, luz, vigilância e limpeza, além de afetar o desenvolvimento de pesquisas científicas.

“Contingenciamento é uma coisa que sempre acontece na execução orçamentária, mas é muito unusual que ele aconteça no mês de outubro, quebrando qualquer possibilidade de planejamento, na reta final da execução”, ressalta o presidente da Andifes, Ricardo Fonseca.

Além disso, a Assossiação criticou, em reunião com o Secretário da Educação Superior, Wagner Vilas Boas de Souza, o fato do contingenciamento afetar recursos destinados a despesas de outubro, já comprometidas, podendo levar a "gravíssimas consequências e desdobramentos jurídicos para as universidades federais".

 

Foto: AFP
Foto: AFP

Protestos no Irã

Os protestos no Irã já duram quase duas semanas por conta do autoritarismo e das regras duras de comportamento impostas pelo governo. O estopim foi a morte sob custódia da jovem curda Mahsa Amini, detida pela polícia de moralidade por não usar o hijab de forma correta. 

A situação piorou depois de uma segunda morte, a da adolescente Nika Shahkarami, de 17 anos. Ela desapareceu durante uma manifestação em setembro e a família encontrou seu corpo 10 dias depois, no necrotério de um centro de detenção. Seu corpo não foi entregue à família e ela foi enterrada pelas autoridades na ausência deles, um dia depois do que teria sido seu aniversário de 17 anos.

Desde o início da semana, estudantes do ensino médio começaram a fazer parte dos protestos também. Em fotos e vídeos, elas atacam ou removem fotos dos dois líderes supremos que governam o país desde a revolução – o aiatolá Khomeini e agora o aiatolá Ali Khamenei.

Além disso, alunas protestaram em seus colégios tirando a peça que cobre a cabeça e entoando canções contra os líderes religiosos do país. Um outro vídeo mostra alunas gritando “se não nos unirmos, eles vão nos matar uma a uma”.

Na cidade de Shiraz, alunas bloquearam o trânsito, tiraram o véu e gritaram “morte ao ditador”. Na cidade de Karaj, as estudantes conseguiram fazer com que um dirigente de uma escola tivesse que se retirar. Um vídeo publicado em redes sociais na segunda-feira as mostra gritando “tenha vergonha”. Elas também jogam objetos no homem (aparentemente, garrafas de água), até que ele sai por um portão.

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Anúncio de apoio à eleição de Bolsonaro e Lula no segundo turno, Dados das urnas estão corretos. Saída de secretários do governo de SP, e mais.
por
Ana Beatriz Villela
Luan Leão
|
05/10/2022 - 12h

Quarta-feira, 5 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • FHC e Simone Tebet declaram apoio a Lula. Hélder Barbalho, governador reeleito do Pará, também declarou apoio ao candidato do PT; MDB liberou os filiados
  • Ibaneis Rocha, governador reeleito do DF, Ratinho Junior, governador reeleito do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador reeleito de Goiás, declaram apoio a Bolsonaro;
  • TCU diz que auditoria realizada não encontrou dados incorretos nas urnas;
  • Rodrigo Maia e mais três secretários de SP pedem demissão após apoio “incondicional” de Rodrigo Garcia a Bolsonaro e Tarcísio de Freitas;
  • Coldplay adia shows no Brasil devido a problema de saúde de Chris Martin;
tebet
Foto: Reprodução

Pela democracia

Simone Tebet (MDB), senadora e terceira colocada no 1º turno das eleições presidenciais, com 4.915.423 votos (4,16%), declarou na tarde desta quarta-feira (05) o apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio ocorreu em pronunciamento à imprensa por volta das 16h.

“Votarei com minha razão de democrata e com minha consciência de brasileira. E a minha consciência me diz que, neste momento tão grave da nossa história, omitir-me seria trair minha trajetória de vida pública. [...] Não anularei meu voto, não votarei em branco. Não cabe a omissão da neutralidade”

Reafirmando as críticas feitas a Lula pela campanha do voto útil, a senadora declarou o apoio. “Depositarei nele (Lula) o meu voto, porque reconheço seu compromisso com a Democracia e a Constituição, o que desconheço no atual presidente”, disse. “Meu apoio não é por adesão. Meu apoio é por um Brasil que sonho ser de todos, inclusivo, generoso, sem fome e sem miséria, com educação e saúde de qualidade, com desenvolvimento sustentável”, completou Tebet.

A candidata do MDB colocou no discurso 5 propostas do seu plano de governo que espera ser acolhidas pelo PT. As propostas visam na educação zerar as filas na educação infantil e o ensino médio técnico. Na saúde, solucionar o problema das cirurgias afetadas pela pandemia e aumentar o repasse para o SUS. Tebet também cobrou compromisso para resolver o problema do endividamento crescente entre os brasileiros. As últimas duas sugestões estavam ligadas a igualdade de salário entre homens e mulheres, e um ministério plural.

Apoia quem quiser

Em deliberação assinada pelo presidente da sigla, Baleia Rossi, o MDB decidiu liberar os integrantes a apoiarem quem quiserem. Essa foi a saída encontrada pelo partido para solucionar o dilema entre as alas “Lulistas” e “Bolsonaristas”, sem se comprometer enquanto sigla.

Em São Paulo, o MDB optou por apoiar a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo do estado. O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), também endossou o apoio, e ainda pode declarar apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente Michel Temer, nome importante do partido, tem reunião agendada com Bolsonaro para o final de semana.

Na contramão da ala pró-Bolsonaro do partido, o governador reeleito do Pará, Helder Barbalho, se reuniu com o candidato Lula nesta quarta-feira (05) para declarar o apoio. Barbalho se reelegeu em 1º turno, com 3.117.276 (70,41%) dos votos válidos, sendo o governador mais votado proporcionalmente no país.

Deixando de lado os entretantos...

O ex-presidente e atual candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu um significativo apoio do ex-presidente e adversário histórico, Fernando Henrique Cardoso nesta quarta-feira (05). O apoio aconteceu um dia depois de o PSDB, partido ao qual FHC é filiado, liberar os integrantes para apoiar Lula ou Jair Bolsonaro (PL).

Em publicação em uma rede social, o ex-presidente Fernando Henrique disse que o voto seria por “uma história de luta pela democracia e inclusão social”. Ainda na publicação, FHC colocou duas fotos dele e de Lula, em décadas diferentes, ilustrando a história da relação dos dois. O candidato do PT repostou a declaração e disse que o Brasil precisa de “diálogo e de paz”.

Ainda na terça-feira (05), parte do diretório do PSDB de São Paulo, incluindo o atual governador Rodrigo Garcia, declararam apoio à reeleição de Bolsonaro. Garcia, que perdeu a disputa para reeleição em São Paulo e não estará no 2º turno, falou em apoio “incondicional” a Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Quadros históricos do PSDB como Aloysio Nunes, ex-senador e ex-ministro da Justiça de FHC, Tasso Jereissati, senador, ex-governador do Ceará e ex-presidente do partido, e José Serra, ex-governador de São Paulo e ex-senador, já declararam o voto em Lula.

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Foto: Agência Brasil

Nada novo sob o sol

Em visita ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira (05), os governadores reeleitos Ibaneis Rocha, do Distrito Federal, e Ratinho Junior, do Paraná, anunciaram o apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração, realizada em coletiva à imprensa, reafirmou o apoio dos governadores, que já tinham declarado voto no presidente no 1º turno.

“É um apoio que vai de coração, um apoio que nós vamos correr as ruas do Distrito Federal junto com a população, em especial com a população mais carente da nossa cidade, para que a gente consiga os votos para reeleger o presidente Jair Messias Bolsonaro”, disse Ibaneis Rocha.

“Reafirmar o nosso compromisso com o presidente Bolsonaro”, falou o governador paranaense. Segundo Ratinho Júnior, está sendo feito um levantamento dos prefeitos que estão na campanha do presidente para “entrar com mais força”.

Ainda nesta quarta-feira (05), integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária se reuniram com o presidente no Palácio da Alvorada, e declararam apoio à reeleição.

Quem também declarou apoio a Bolsonaro foi o governador reeleito de Goiás, Ronaldo Caiado. A declaração ocorreu em reunião virtual com cerca de 230 prefeitos de Goiás. Segundo a assessoria do governo de Goiás, a previsão é de que Caiado vá a Brasília na quinta-feira (06).

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Vice-presidente do TCU, Bruno Dantas. Foto: Flickr TCU

Pode confiar

O ministro presidente em exercício do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, disse nesta quarta-feira (05) que a auditoria realizada pelo tribunal em 560 boletins de urna não encontrou nenhum dado incorreto no processo de conferência de votos por candidato para cargos de senador, governador e presidente.

O ministro disse que a auditoria teve início no domingo (02) e se encerrou na segunda-feira (03). “A análise foi encerrada no início do dia 3 de outubro e o processo de conferência de votos por candidato para os cargos de senador, governador e presidente não registrou nenhuma inconsistência de dado incorreto”, afirmou Dantas. Para o ministro, o resultado da checagem comprova “a transparência do sistema brasileiro”.

Com o objetivo de testar a veracidade dos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o TCU ainda vai analisar 4.161 boletins de urnas impressos, que serão enviados pelos Correios ao tribunal.

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Foto: Reprodução

Torta de climão "incondicional"

Três secretários do governo de São Paulo deixaram seus cargos um dia após o governador Rodrigo Garcia (PSDB) anunciar apoio “incondicional” aos candidatos Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio Freitas (Republicanos) no 2º turno.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, (secretário de Projetos e Ações Estratégicas), e as economistas Zeina Latif (Desenvolvimento Econômico) e Laura Muller Machado (Desenvolvimento Social) anunciaram sua saída hoje.

Garcia anunciou já nesta quarta-feira (05), os substitutos dos ex-secretários. No lugar de Zeina Latif na secretaria de Desenvolvimento Econômico ficará Bruno Caetano, que já trabalhou em gestões do PSDB na prefeitura e no governo do Estado. Na secretaria de Projetos e Ações Estratégicas, ficará Tarcila Reis Jordão, que era subsecretária da Pasta. Célia Leão será a nova secretária de Desenvolvimento Social, Célia foi vereadora e deputada estadual pelo PSDB.

Em nota, o governador de São Paulo afirmou que o interesse paulista “não pode ser refém de qualquer tipo de proselitismo político”. E que quer “garantir que o interesse público esteja acima de qualquer corrente político/partidária”.

coldplay
Chris Martin. Foto: Shutterstock

Coldplay

Nesta última terça-feira (4), o Coldplay anunciou o adiamento dos shows no Brasil. Um comunicado foi publicado na página da banda do Instagram. O adiamento é em decorrência de uma infecção pulmonar do vocalista Chris Martin.

O grupo estava com oito apresentações agendadas no Brasil, sendo seis delas para São Paulo (15, 16, 18 e 19, 21 e 22 de outubro) e outras duas para o Rio de Janeiro (11 e 12 de outubro).

"Com profundo pesar, fomos forçados a adiar nossos próximos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo até início de 2023. Devido a uma infecção pulmonar séria, Chris recebeu ordens médicas rigorosas para descansar pelas próximas três semanas”, informou a banda.

Quem adquiriu os ingressos para as datas originais, “serão válidos para as novas datas reagendadas. Elas acontecerão no início de 2023 e serão anunciadas muito em breve. No entanto, atenderemos a todas as solicitações de reembolso de ingressos - que estará disponível no ponto de venda”, completaram.

 

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Anúncio de apoio à eleição de Bolsonaro e Lula no segundo turno e análise do "tabuleiro eleitoral"
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
05/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 3 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Governadores reeleitos no Rio de Janeiro, Goiás e Minas anunciam apoio ao Bolsonaro no segundo turno; Já PSD, José Serra, Ciro Gomes, PDT e Cidadania declaram apoio ao Lula;

  • Análise: O tabuleiro da corrida eleitoral.

 

Foto: Reproduçãp/G1
Foto: Reproduçãp/G1

Apoio no segundo turno

Nesta terça-feira (4), Cláudio Castro (PL), governador reeleito no Rio de Janeiro, Romeu Zema (Novo), também reeleito em Minas Gerais, declararam apoio ao presidente Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais. Também se declararam favoráveis o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, que conquistou um assento no Senado, Ratinho Jr (PSD), reeleito para o governo no Paraná, Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo, Ronaldo Caiado (União Brasil), governador reeleito em Goiás e Rodrigo Garcia (PSDB), governador de São Paulo.

Em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ter conversado previamente com alguns deles e já esperar o apoio.

O PSDB liberou os diretórios estaduais para apoiar quem quiserem no segundo turno.

Já o ex-presidente Lula terá o apoio do PSD, do senador José Serra (PSDB), do ex-candidato Ciro Gomes (PDT) e respectiva legenda e do partido Cidadania, da coligação de Simone Tebet (MDB).

"Bolsonaro, na nossa opinião, representa o atraso do atraso do atraso desse país, um aspirante a ditador, malversador do dinheiro público, um homem da falsa fé cristã", afirmou Carlos Lupi, presidente do PDT. "Nosso trabalho para derrotar Bolsonaro tem que ser a prioridade absoluta. Derrotar Bolsonaro é uma causa nacional, uma causa da pátria, uma causa dos democratas", completou.
 

Xadrez eleitoral 

Passadas 48 horas do dia da eleição, partidos e candidatos correm para fortalecer suas bases já pensando na disputa do 2° turno, previsto para o dia 30 de outubro. Inovando no chavão eleitoral: daqui até às eleições tem 100 anos.

Quando observamos as movimentações dos partidos e suas resistências em declarar apoios na corrida presidencial, passamos a entender em que patamar está a política brasileira. PDT condicionou o apoio a Lula à incorporação de três propostas do plano de governo de Ciro. O MDB, partido de Simone Tebet, também estuda que movimento fará para um eventual apoio ou não. 

Fato é que os partidos que estão embarcando na campanha de Lula, como o Cidadania, o fazem com ressalvas, críticas e prometendo fiscalizar o governo, como disse Ciro Gomes. O pedestista ensaiou o apoio, e o fez sem fazer. Nas próximas semanas, é preciso um coro mais forte dos ex-candidatos, caso queiram de fato mobilizar suas bases. E Lula precisará fortalecer ainda mais seu trânsito político, resistindo às investidas de Bolsonaro.

Do lado de Jair Bolsonaro, os apoios estão se dando sem ressalvas, todos por conveniência. Romeu Zema (Novo-MG), se manteve neutro no 1° turno e se aproveitou do voto "LuZema" para levar a eleição já no último domingo (2). Já eleito, se aproxima de um movimento com o qual sempre flertou - o Bolsonarismo, pensando em conveniência política. O mesmo se aplica a Cláudio Castro. 

Bolsonaro tende a surfar na onda dos governadores eleitos no sudeste e no sul já em 1° turno. Para os eleitos, não há o que perder, afinal, eleição novamente, apenas daqui a quatro anos.

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Análise da corrida presidencial e estadual, resultados do primeiro turno pelo Brasil e mais
por
Ana Beatriz Villela
Letícia Coimbra
Luan Leão
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03/10/2022 - 12h

Segunda-feira, 3 de outubro de 2022, veja os destaques do resumo AGEMT Especial Eleições:

  • Lula e Bolsonaro avançam para o 2º turno, veja os números da disputa;

  • Análise: O que não está dito nos resultados da corrida presidencial no 1º turno;

  • Tarcísio surpreende e enfrentará Haddad no 2º turno, PSDB deixará governo de SP depois de 28 anos, veja os resultados;

  • Análise: Banho de gelo na campanha faz PT recalcular rota em SP;

  • Veja como foi o 1º turno pelo país.

 

Foto: EPA
Foto: EPA

Presidenciáveis

De acordo com a votação deste domingo (2), os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 30, daqui a quatro semanas. O petista abarcou 57.257.473 votos, o equivalente a 48,43% dos votos válidos. Para garantir a vitória já no primeiro turno, era necessário pelo menos metade.

O atual presidente Bolsonaro alcançou 51.071.106 votos (43,20%).

Foram registrados 1.964.761 votos em branco (1,59%) e 3.487.835 votos nulos (2,82%). Mais de 120 milhões foram às urnas votar, porém 20,95% dos eleitores se abstiveram. 

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão recomeçará no dia 7 e seguirá até dia 28.

Em terceiro lugar, esteve Simone Tebet (MDB), que conquistou 4,16% dos votos, seguida por Ciro Gomes (PDT), que obteve 3,04%. Já a candidata Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe d'Ávila (Novo), Padre Kelmon (PTB), Léo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU) e Constituinte Eymael (DC) pontuaram menos que 1%.

 

Lula X Bolsonaro 

Na disputa de 1º turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) mostrou a força do movimento que ficou conhecido em 2018 como “bolsonarismo”. Mas é preciso localizar do que e de quem estamos falando. Desde que venceu as eleições de 2018, quando todos olhavam com espanto as vitórias de governadores e deputados aliados a Bolsonaro, o presidente não desceu do palanque.

Com a máquina do estado, Bolsonaro não apenas fez campanha como utilizou aparatos do estado para ações de governo. A proposta desde que assumiu era simples, tensionar o cenário político e manter o discurso que o elegeu. A aliança com o dito “centrão”, foi a cartada que bastou para Bolsonaro sentir-se livre de amarras para colecionar absurdos durante o primeiro mandato.

Mas isso apenas não justifica o resultado visto nas urnas no último domingo (02). O ex-presidente Lula (PT) mostrou sua força política, mas o partido e o bloco político que integra mostraram dificuldades para compreender a insatisfação do eleitorado e a resistência com o campo progressista. É falso colocar os candidatos como iguais, mas longe dos caracteres do Twitter, o eleitorado tem questões ainda incompreendidas pelo campo político liderado por Lula.

O resultado das urnas mostrou que os brasileiros compareceram e em números expressivos. E o principal, votaram em um dos candidatos, já que o número de brancos e nulos diminuiu em relação a 2018. Apesar de se aproximar dos 51% necessários para a vitória, Lula terá o desafio de dialogar com um país mais à direita, confirmado nos resultados para o legislativo neste ano. Já Bolsonaro, aposta todas as suas fichas na mobilização e potência do movimento que já passa ser um grupo político, o “bolsonarismo”. 

 

Foto: Suamy Beydoun
Foto: Suamy Beydoun

Tarcísio e Haddad no segundo turno

No estado de São Paulo, o segundo turno será disputado por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT). O candidato carioca obteve 42,59 dos votos válidos, o equivalente a 9.178.828 votos, enquanto o petista recebeu dos 35,46%, ocupando a segunda colocação.

O resultado foi para muitos, inesperado, já que de acordo com as pesquisas do Datafolha e Ipec, realizadas antes da eleição deste domingo (2), o candidato do PT liderava com 39%, seguido pelo republicano, que pontuava 31%.

Nessa unidade da Federação, a abstenção foi de aproximadamente 21,6%. O total de votos em branco foi de 529.977 (2,08%), e os votos nulos totalizaram 897.282 (3,54%).

 

Equação Paulista

O tom na voz dos candidatos entregou um pouco do estado anímico dos candidatos ao governo de São Paulo que avançaram ao segundo turno. Enquanto Haddad parecia abatido, Tarcísio falou à imprensa com firmeza, e até com um certo ar de surpresa pelo que acabava de presenciar ao término da apuração.

Com o PSDB fora da disputa ao Palácio dos Bandeirantes, algo inédito depois de quase 30 anos, os dois candidatos tentaram acenar rapidamente ao governador, e candidato derrotado, Rodrigo Garcia (PSDB). Isso porque passará pelo apoio ou não de Garcia o resultado do 2º turno no final de outubro. 

Apesar de não avançar para a reta final, o atual governador conquistou quase 20% dos votos válidos neste primeiro turno, porcentagem que, se transferida a um dos dois candidatos que avançaram ao 2º turno, garante uma vitória com certa tranquilidade. A questão é que 1 + 1 não é igual a 2 na equação do governo de São Paulo.

A campanha petista se frustrou ao passar em desvantagem no 2º turno, mas precisará correr atrás dos votos de Garcia. A carta na manga é o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin, que já governou São Paulo por 16 anos. No entanto, para atrair e fisgar o eleitorado que optou pelo PSDB no 1º turno, Alckmin precisará se desdobrar em uma região onde o PT não tem a simpatia do eleitorado: o interior do estado. 

Para transformar 1 + 1 em 2, a candidatura de Haddad vai precisar manter as gargantas de Geraldo e Lu Alckmin muito bem hidratadas, porque precisarão gastar saliva. No lado de Tarcísio, é momento de trocar as luvas de boxe do confronto travado contra Garcia no 1° turno, pelo apertos de mão cordiais. O problema é que quem bate pode até esquecer, mas dizem que quem apanha… Não esquece. 

 

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Confira o resultado do 1º turno pelo país:

Norte

Acre (AC):

Gladson Cameli (PP) foi reeleito para o governo com 56,75% dos votos.

Alan Rick (União Brasil), deputado federal, foi eleito senador com 37,11% dos votos.

Alagoas (AL):

Para o governo do estado, disputarão Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (União Brasil) no segundo turno. Tiveram 46,64% e 26,79%, respectivamente.

O ex-governador Renan Filho (MDB) foi eleito senador com 56,92%.

Amapá (AP):

Clécio (Solidariedade) foi reeleito governador com 53,68% dos votos válidos.

Davi Alcolumbre (União Brasil), ex-presidente do Senado, está reeleito com 47,73% dos votos.

Amazonas (AM):

Haverá segundo turno entre Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB) para governador. Lima obteve 42,82% dos votos válidos, enquanto o emedebista conseguiu 20,99%

Omar Aziz (PSD) foi reeleito senador pelo Amazonas com 40,99% dos votos.

Maranhão (MA):

Carlos Brandão (PSB) foi reeleito governador, com 51,19% dos votos válidos.

Para o Senado, o ex-governador Flávio Dino (PSB) foi eleito com 62,22%.

Pará (PA):

Helder Barbalho foi reeleito no 1º turno com 70,41% dos votos válidos.

O deputado federal Beto Faro (PT) conquistou a vaga no Senado com 42,50% dos votos.

Rondônia (RO):

Nesse estado, o segundo turno da eleição para governador será disputado por Marcos Rocha (União Brasil), que pontuou 38,88%, e Marcos Rogério (PL), com 37,05%.

Para o Senado, Jaime Begattoli (PL) foi eleito com 35,81% dos votos.

Roraima (RR):

O candidato Antonio Denarium (PP) foi reeleito para o governo de Roraima com 56,47% dos votos válidos.

Dr Hiran (PP) venceu a disputa para o Senado com 46,43% dos votos.

Tocantins (TO):

Wanderlei Barbosa (Republicanos) venceu a disputa ao governo do Tocantins com 58,14% dos votos válidos.

A vaga no Senado foi conquistada por Professora Dorinha (União), com 50,42% dos votos.

 

Nordeste

Bahia (BA):

Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) disputarão o segundo turno para o cargo de governador. O petista conseguiu 49,33% dos votos válidos, e ACM, 40,88.

O senador Otto Alencar foi reeleito com 58,25% dos votos.

Ceará (CE):

Elmano de Freitas (PT) é o novo governador do Ceará, eleito com 53,69%.

Camilo Santana (PT), foi eleito senador pelo Ceará com 69,73% dos votos.

Paraíba (PB):

O segundo turno será disputado por João Azevêdo (PSB) e pelo deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB). Eles pontuaram 39,65% dos votos válidos e teve 23,9%, respectivamente.

Efraim Filho (União) foi eleito senador com 30,82% dos votos.

Piauí (PI):

Rafael Fonteles (PT) venceu a disputa pelo governo do Piauí com 57,17%.

Para o Senado, foi eleito o ex-governador Wellington Dias (PT) com 51,32% dos votos.

Pernambuco (PE):

O segundo turno do governo do estado será disputado por Marília Arraes (Solidariedade), que recebeu 23,97% dos votos, e Raquel Lyra (PSDB), com 20,58%.

Teresa Leitão (PT) foi eleita como a primeira senadora da história do estado, com 46,12%.

Rio Grande do Norte (RN):

Para governo do estado, foi eleita Fatima Bezerra (PT), com 58,3% dos votos válidos.

O ex-ministro do Desenvolvimento Regional do Brasil Rogério Marinho foi eleito senador com 41,85% dos votos.

Sergipe (SE):

O segundo turno será disputado por Rogério Carvalho (PT) e Fábio (PSD), que conquistaram 44,70% e teve 38,91%, respectivamente.

Laércio Oliveira (PP) foi eleito senador com 28,57% dos votos.

 

Centro-Oeste

Distrito Federal(DF):

Ibaneis do MDB foi reeleito com 50,3% dos votos para governador

A ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves foi eleita senadora com 44,98% dos votos válidos, esse é seu primeiro mandato eletivo.

Goiás (GO):

 Ronaldo Caiado do União foi reeleito governador com 51,8% dos votos válidos

Wilder Morais do PL foi eleito senador com 25,37% dos votos válidos, esse é seu segundo mandato eletivo, Morais foi senador entre julho de 2012 e janeiro de 2019. 

Mato Grosso do Sul (MT):

Os candidatos Capitão Contar do PRTB e Eduardo Riedel do PSDB vão disputar o segundo turno para governador. 

Capitão Contar obteve 26,71% dos votos e Eduardo Riedel 25,16%

A deputada federal e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina do PP foi eleita senadora com 60,99% dos votos válidos. 

Mato Grosso (MS):

Mauro Mendes do União conquistou a reeleição para governador com 68,5% dos votos.

Wellington Fagundes do PL foi o escolhido para representar o estado no Senado com 63,53% dos votos válidos.

 

Sul

Paraná (PR):

Carlos Roberto Massa Júnior, conhecido como Ratinho Júnior do PSD, foi reeleito governador do Paraná com mais de 69% dos votos. 

Sergio Moro do União foi eleito senador com 33,5% dos votos válidos. 

Rio Grande do Sul (RS):

A disputa pelo governo do estado terá segundo turno com Onyx Lorenzoni do PL e Eduardo Leite do PSDB. Eles registraram 37,5% e 26,81% dos votos, respectivamente.

Hamilton Mourão do Republicanos foi eleito para o Senado com 44,11% dos votos.

Santa Catarina (SC):

O senador Jorginho Mello e o ex-prefeito de Blumenau, Décio Lima disputam o segundo turno para governador do estado. Mello obteve 38,61% dos votos no primeiro turno e Lima, 17,42%.

Jorge Seif Junior do PL foi eleito senador com 39,79% dos votos válidos.

 

Sudeste

Espírito Santo (ES):

A disputa pelo governo do estado será entre Renato Casagrande do PSB, que recebeu 46,94% dos votos válidos, contra 38,48% de Manato do PL.

Magno Malta do PL foi eleito senador com 41,95% dos votos válidos.

Minas Gerais (MG):

Romeu Zema do Novo foi reeleito para governador com pouco mais de 56% dos votos no primeiro turno. 

Cleitinho Azevedo do PSC foi eleito para o Senado com 41,52% dos votos válidos.

Rio de Janeiro (RJ):

Cláudio Castro do PL foi reeleito para governador com 58,6% dos votos.

O ex-jogador Romário do PL foi reeleito para representar o Rio de Janeiro no Senado por mais oito anos com 29,19% dos votos válidos.

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