A experiência de João Pedro mostra como tecnologias assistivas ampliam as possibilidades de mobilidade de pessoas com deficiência física.
por
Dhara Yuki
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26/10/2026 - 12h

Por Dhara Yuki

 

Para João Pedro sair de casa exige pensar além do destino. Antes de atravessar a porta é preciso considerar o caminho, a distância, o tempo que ficará em pé e os recursos que poderá precisar para chegar ao lugar desejado. Dependendo do compromisso, a escolha pode ser uma órtese, uma muleta ou uma cadeira de rodas. A decisão não é apenas sobre como se locomover, mas sobre qual equipamento oferecerá melhores condições para enfrentar o percurso.

Diagnosticado ainda durante a gestação com mielomeningocele, uma má-formação congênita da coluna vertebral, João teve contato com a tecnologia médica antes mesmo de nascer. Durante os exames de pré-natal, sua mãe descobriu a condição e soube que existia a possibilidade de uma cirurgia para corrigir a má-formação ainda dentro do útero. O procedimento, que envolve a abertura do útero para operar a coluna do feto e depois reposicioná-lo, foi uma das primeiras possibilidades de intervenção médica relacionadas à sua condição. Uma das complicações associadas à mielomeningocele é a hidrocefalia, caracterizada pelo acúmulo de líquido nos ventrículos cerebrais. Logo após o nascimento, João passou por uma cirurgia para tratar o problema e recebeu uma válvula que permitia drenar o excesso de líquido. O dispositivo, entretanto, exigia acompanhamento médico e poderia precisar ser substituído ao longo da vida. A possibilidade de depender de um equipamento por tempo indeterminado fez parte de sua história desde o começo. Anos depois, uma nova intervenção médica mudaria essa relação com a tecnologia.

Quando tinha dois anos, a mãe de João descobriu o Hospital Sarah Kubitschek, em Minas Gerais, uma instituição especializada em reabilitação. Lá, ele iniciou um tratamento direcionado às necessidades de pessoas com a mesma deficiência e passou a utilizar órteses de polipropileno, dispositivos que auxiliam a sustentação e o movimento das pernas, e esse acompanhamento durou dez anos. A órtese se tornou parte de sua rotina e permitiu que ele desenvolvesse sua mobilidade com o auxílio do equipamento. Entretanto, conforme crescia, as limitações do material começaram a aparecer. Por volta dos 12 anos, a equipe que o acompanhava informou que as órteses utilizadas até então não seriam mais suficientes para suportar seu peso. Era necessário encontrar outra alternativa.

A busca levou João à Ottobock, uma empresa especializada em soluções de tecnologia assistiva, entre elas órteses e próteses. A alternativa encontrada utilizava fibra de carbono, um material que permite produzir dispositivos leves e resistentes. Porém, o custo representava um obstáculo. Os equipamentos eram caros, e conseguir acesso a uma tecnologia mais adequada às suas necessidades não dependia apenas de sua existência. Na mesma época, João decidiu procurar uma cadeira de rodas motorizada. Embora conseguisse andar com o auxílio da órtese, percorrer longas distâncias provocava cansaço. A cadeira poderia facilitar esses deslocamentos, mas, para adquiri-la, foi necessário organizar uma vaquinha com a ajuda de amigos e familiares.

No entanto, a cadeira não correspondeu às expectativas, pois pesava aproximadamente 70 quilos, sendo difícil transportá-la, e as condições das ruas de Santo André tornavam a locomoção ainda mais complicada. A tecnologia havia sido pensada para facilitar seus deslocamentos, mas o peso do equipamento e as características do espaço urbano acabaram gerando novas dificuldades. A experiência evidencia uma contradição presente no cotidiano de muitas pessoas com deficiência, um dispositivo pode oferecer determinada solução sem necessariamente resolver os problemas encontrados no ambiente em que será utilizado. Não basta que um equipamento permita o deslocamento se o peso, o transporte ou as condições das calçadas dificultam sua utilização.

Aos 15 anos, João enfrentou outro episódio que mudaria sua relação com os recursos médicos. As dores de cabeça se tornaram intensas e não melhoraram nem com o uso de fortes analgésicos. Ao procurar um neurologista, recebeu a orientação de que a válvula implantada após o nascimento deveria ser substituída, mesmo sem estar completamente obstruída, porém outra possibilidade foi levantada, segundo João, o médico havia desenvolvido uma técnica cirúrgica que permitiria tratar a hidrocefalia sem a necessidade de manter a válvula. O procedimento foi realizado fora do convênio porque não oferecia cobertura, e teve o resultado esperado. Desde então, João não precisou mais utilizar o dispositivo. A cirurgia representou uma grande mudança, um recurso que havia acompanhado sua história desde os primeiros dias de vida deixou de ser necessário. O avanço médico não se limitou a substituir um equipamento antigo por outro, mas possibilitou uma nova condição de tratamento. O acesso, porém, teve um custo. A ausência de cobertura pelo convênio fez com que o procedimento dependesse de recursos particulares, revelando que a existência de uma tecnologia não significa que ela esteja disponível para todos que poderiam se beneficiar dela.

Na mesma fase, João conseguiu adquirir uma órtese de fibra de carbono. O equipamento permaneceu com ele por aproximadamente seis anos, período em que o dispositivo acompanhou seu crescimento e suas necessidades. Agora, ele se prepara para trocá-lo por um modelo mais recente, desenvolvido para corrigir melhor sua marcha e oferecer menor peso. A evolução das órteses mostra como a tecnologia assistiva não se resume à criação de um equipamento. Os dispositivos também passam por aperfeiçoamentos que podem modificar sua eficiência, seu conforto e a forma como se integram à rotina de quem os utiliza. Para João, a troca representa a possibilidade de contar com um recurso mais adequado às necessidades atuais, depois de anos utilizando o mesmo equipamento.

A cadeira de rodas também ganhou uma nova versão. Durante um intercâmbio na Itália, João passou os primeiros 15 dias acompanhado da mãe para compreender como seria sua rotina no país e avaliar as dificuldades de deslocamento. Percebeu que não conseguiria percorrer todos os trajetos apenas com a órtese. Dessa vez, encontrou uma cadeira mais leve, compacta e acessível financeiramente. O modelo atual pesa 27 quilos, dobra-se como um carrinho de bebê e custou menos da metade do preço da primeira cadeira motorizada que havia adquirido.

Hoje, João alterna os recursos de acordo com a necessidade. Nos dias em que precisa comparecer presencialmente a compromissos que exigem permanecer muito tempo em pé, utiliza a cadeira de rodas. Para ir à faculdade, quando considera o percurso viável, prefere a órtese e a muleta. A escolha também depende das condições do caminho. Em ruas irregulares ou em trajetos nos quais precisa ter maior controle dos movimentos, a cadeira pode ser menos prática do que a muleta. O equipamento mais avançado, portanto, não é necessariamente o mais adequado em todas as situações. A autonomia está também na possibilidade de escolher o recurso que melhor responde às necessidades de cada deslocamento.

Dentro de casa, a rotina é diferente. João utiliza um assento fixo durante o banho por causa da dificuldade para permanecer em pé por muito tempo, mas fora isso, sua casa não conta com adaptações específicas para sua condição, inclusive, consegue subir e descer escadas, mas algumas tarefas mais simples, como levar um copo ou um prato da pia até a mesa, exigem atenção para evitar desequilíbrios. A tecnologia, nesse contexto, não elimina todas as dificuldades. Mesmo com os equipamentos que utiliza, existem situações em que a organização dos espaços e as características do ambiente interferem diretamente em sua autonomia.

A mesma questão aparece quando João vai à faculdade. A instituição realiza a chamada por meio do sistema da catraca, mas a entrada principal não oferece acessibilidade. Para conseguir entrar, ele precisa utilizar o portão dos fundos, que permite a passagem, mas não conta com o sistema de registro de presença. A solução encontrada pela instituição para registrar presença aos alunos não contempla todos da mesma maneira. O problema não está na capacidade de João de frequentar as aulas, mas na ausência de uma estrutura que permita que ele acesse o espaço e cumpra os procedimentos institucionais nas mesmas condições que os demais estudantes. Segundo ele, mesmo após uma reforma na faculdade, a questão permaneceu sem solução. Essa situação diz que a acessibilidade não depende exclusivamente de equipamentos individuais ou de avanços na medicina, mas também de planejamento dos espaços coletivos e dos serviços utilizados diariamente.

A autonomia de João se estende ainda à direção de veículos. Desde 2023, ele tem carteira de habilitação e pode dirigir, mas precisa utilizar um carro adaptado. Como não consegue acionar os pedais convencionais da maneira habitual, o veículo possui uma haste que permite acelerar e frear manualmente e um pomo giratório instalado no volante que facilita as manobras com apenas uma das mãos. O carro também precisa ter câmbio automático, já que o sistema de adaptação utilizado não funciona com embreagem convencional.

Da cirurgia realizada ainda na infância aos equipamentos utilizados para andar e dirigir, a tecnologia atravessa diferentes etapas da vida de João. Em alguns momentos, aparece como uma intervenção médica capaz de modificar um tratamento, em outros, como um dispositivo que facilita um trajeto ou permite realizar uma atividade cotidiana. Mas sua experiência também mostra que a autonomia não depende apenas do desenvolvimento de novos recursos. O preço dos equipamentos, a cobertura dos procedimentos médicos, as condições das ruas e a acessibilidade das instituições interferem diretamente nos benefícios que essas tecnologias podem oferecer.

Para João, sair de casa sem nenhum dispositivo de auxílio não é uma possibilidade viável. Em seus deslocamentos, órtese, muleta e cadeira de rodas cumprem funções diferentes, escolhidas de acordo com o percurso e o tempo que precisará permanecer em movimento. O desenvolvimento de equipamentos mais leves, resistentes e funcionais amplia as possibilidades de mobilidade, mas não transforma automaticamente os espaços em ambientes acessíveis. Quando uma cadeira de rodas encontra dificuldades nas ruas ou um estudante precisa utilizar uma entrada alternativa para chegar à faculdade, fica evidente que a inovação tecnológica e a inclusão não avançam necessariamente no mesmo ritmo. A história de João revela duas dimensões de uma mesma questão, a importância de tecnologias que respondam às necessidades das pessoas com deficiência e a necessidade de ambientes preparados para que elas possam utilizá-las. Afinal, não basta desenvolver equipamentos capazes de ampliar a autonomia se os caminhos que levam à universidade, ao trabalho e aos demais espaços da vida cotidiana continuam impondo barreiras.

 

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Franquia de games do lendário skatista da Califórnia trouxe o universo do esporte para os holofotes ao longo das décadas
por
Ivo Leite
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23/10/2026 - 12h

 

Jogar videogame é uma atividade que pode inspirar e fazer sonhar, seja para ser jogador de futebol com títulos como FIFA e PES, por exemplo, ou skatista. Vários jovens começaram a se prestar atenção no universo das quatro rodinhas por meio de um amigo ou por si só. Mas, será que houve algo a mais que despertasse esse interesse?

Em 29 de Setembro de 1999, o jogo Tony Hawk Pro Skater, do skatista californiano Tony Hawk, chegou ao mercado para o console Playstation. O game foi um pontapé inicial para o surgimento de uma franquia de sucesso que vendeu mais de 350 mil cópias só nos três primeiros meses daquele ano. 

Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT
 Versão do jogo para PC. Foto Ivo Leite/AGEMT

 

Criada em parceria com a Activision, uma das maiores e mais influentes distribuidoras de jogos eletrônicos do mundo, a franquia ficou famosa por sua jogabilidade arcade rápida. Após grande êxito com o Playstation, o game foi para outros consoles como o Nintendo 64, Game Boy Color, Dreamcast e N-Gage.

As variações foram sendo criadas com a essência do jogo original. Tony Hawk Pro Skater Underground é um exemplo dessas sequências, dentre outras que surgiram. Houve alguns experimentos como em Tony Hawk Ride que, diferente de seus antecessores, usava um periférico físico em formato de skate como controle. 

 

Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90, o dobro de um game comum na época - Reprodução/Mercado Livre
Por conta do acessório, o jogo custava US$119,90 - o dobro de um game comum na época Foto: Reprodução/ anúncio Mercado Livre 

Em 2020, a franquia foi remasterizada com gráficos hiper modernos, lançando o Tony Hawk 1 + 2, premiado como melhor jogo de esporte em eventos como o The Game Awards e o D.I.C.E. Awards. E em 2025, a coletânea Pro Skater 3 + 4 veio ao mercado para concretizar a volta do título.

“Cresci jogando e isso certamente me influenciou a me aventurar sobre quatro rodinhas”, afirma o gamer e skatista Felipe Dias, de 23 anos, que atualmente deseja se formar no curso de Design de Games. “Quero sempre me lembrar de como me apaixonei pelo esporte”, finaliza Dias.

 

Manobras e pistas com dinâmica real . Foto Ivo Leite/AGEMT
Manobras e pistas com dinâmica real Foto: Ivo Leite/AGEMT

 

Um dos pontos  altos da série de jogos Tony Hawk está nas trilhas sonoras marcantes. Gerações de apaixonados por grandes bandas ouviram e se lembram de pelo menos uma música presente nos jogos. A lista compõe diversos estilos musicais como hardcore, punk rock, hip-hop, ska punk e metal. Destaque para “No Cigar”, do Millencolin; “Guerrilla Radio” do Rage Against the Machine e “Superman”do Goldfinger. 

Nesse tempo, o skate se tornou um esporte de grande expressão chegando a compor até os Jogos Olímpicos, a partir de 2020. E a ascensão de sua prática também pode ser avaliada pela influência de jogos digitais como o Tony Hawk Pro Skater. 

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Uma mudança na mentalidade corporativista do brasileiro está atrelada à luta pela redução de horas trabalhadas
por
Clara Dell'Armelina
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19/05/2026 - 12h

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um maior fôlego nos últimos dias após a Câmara dos Deputados confirmar para 26 de maio deste ano a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada semanal de trabalho e amplia o descanso dos trabalhadores brasileiros. A medida pode impactar cerca de 16 milhões de trabalhadores que atualmente atuam no modelo de seis dias de trabalho para apenas um de repouso. O avanço da proposta ocorre em meio à pressão popular, com apoio de centrais sindicais e resistência de parte do empresariado, e corrida eleitoral.

Foram reacendidas as discussões entre empresários, trabalhadores e especialistas sobre produtividade, saúde mental e reorganização do mercado de trabalho. Para a economista e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira, Dirlene Silva, em entrevista à AGEMT, o debate vai além das planilhas econômicas e exige uma mudança estrutural na forma como o trabalho é pensado no Brasil, “essa transição exige mais do que um ajuste de escala, ela exige mudança de modelo de gestão e de mentalidade”, afirma.

Dirlene Silva: Economista e mestre em Gestão e Negócios, é fundadora e CEO da DS Estratégia de Educação e Inteligência Financeira.
Dirlene Silva (Foto: Fábio Chialastri)

Segundo Dirlene, experiências internacionais em países como Islândia e Reino Unido mostraram que jornadas reduzidas podem manter, ou até mesmo chegar a elevar, a produtividade quando acompanhadas de reorganização dos processos internos, “esses países demostraram que o ganho vem da reorganização do trabalho, não da redução pura e simples de horas. Na prática, as empresas precisam atuar nas frentes de revisão de processos, gestão por resultados, redistribuição de jornadas e mudança de mentalidade”, explica Silva, que sugere que devem especialmente procurar buscar uma transformação da cultura corporativa, abandonando a lógica de que longas jornadas representam maior eficiência e reconhecendo que descanso e bem-estar também impactam diretamente a produtividade do trabalhador. “A economia é, sobretudo, sobre pessoas. E pessoas não produzem de forma linear ao longo de horas extensas”, diz ela.

O aumento de receita registrado em empresas que adotaram jornadas reduzidas está ligado diretamente ao ganho de eficiência operacional e ao bem-estar dos trabalhadores. Experiências internacionais reforçam essa lógica de que menos horas de trabalho podem significar mais foco, menos retrabalho e melhor aproveitamento do tempo. Em 2019, a filial japonesa da Microsoft registrou aumento de quase 40% na produtividade após implementar uma semana de quatro dias de trabalho, além de reduzir gastos com energia e reuniões mais longas. Para Dirlene, empresas que cuidam das pessoas conseguem maior consistência na entrega de resultados. “Seres humanos precisam de descanso para produzirem melhor”, afirma.

Prédio da Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock
Microsoft - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Falar sobre o adoecimento físico e mental dos trabalhadores é também falar sobre os impactos econômicos para empresas e para o próprio Estado, especialmente nas áreas de saúde pública e previdência. “Ao longo de mais de 30 anos no corporativo, vi muitas pessoas adoecerem e até morrerem por excesso de trabalho”, relata. Para Dirlene, jornadas menores favorecem equilíbrio emocional, melhora na tomada de decisão e redução do adoecimento mental. “Economia não acontece só na planilha, acontece também no comportamento. E comportamento melhora quando as condições melhoram”, explica.

Toda essa discussão também expõe desigualdades históricas do mercado de trabalho brasileiro, os trabalhadores submetidos às jornadas mais longas geralmente ocupam cargos menos valorizados e recebem salários menores. “Não é a quantidade de horas que determina o nível de renda, mas o tipo de trabalho, o nível de qualificação e a posição ocupada na estrutura produtiva”, afirma.

A CEO ainda aponta que, no Brasil, a cultura da hora extra muitas vezes se transforma em complemento salarial, refletindo baixos salários estruturais, “ainda convivemos com um cenário em que trabalhar mais horas não significa, necessariamente, ganhar mais”. Uma pesquisa da Catho reforça esse cenário apontando que 60,7% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras regularmente e, segundo o levantamento, muitas empresas ampliam a carga de trabalho dos funcionários como estratégia para aumentar a produtividade, algo que contribui para a normalização das jornadas extensas no mercado de trabalho do Brasil.

Gráfico da pesquisa da Catho
(Foto: Reprodução/Catho)

Dirlene acredita que a principal barreira para a aprovação definitiva da medida ainda é cultural, ela diz que ainda “existe uma lógica muito antiga baseada em controle de jornada, não em produtividade”. Ela defende que o país precisa compreender que desenvolvimento econômico sustentável depende diretamente das condições de vida dos trabalhadores pois “não existe desenvolvimento sustentável com pessoas adoecendo para sustentar o sistema”, conclui.

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Em meio ao envelhecimento de cada indivíduo, uma vida digna é garantida para todos. E deveria ser assim, mas a realidade de muitos é contraditória.
por
Alice Begnini
Rafaella Lalo
Heloá Hurtado
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09/04/2026 - 12h

Por trás de peles enrugadas, histórias invisíveis que não são contadas nas visitas, que por vezes nem se quer existem, um capítulo que não é mostrado nas fotos de família. Os corredores são silenciosos, com rotinas organizadas e uma saudade sem tamanho: A família. Abraços, ligações e o próprio calor humano se tornam ausentes, aquela presença de quem fez parte da história, não está mais ali. Os olhares esperançosos entre as portas, esperando a entrada de alguém que talvez não venha mais.

A carência, não é apenas algo físico, ela se torna algo estrutural. O dia que era marcado por encontros, passa a ser marcado por rotinas rígidas, silenciosas, que nem sempre são sinônimos de paz. As datas comemorativas, nem sequer existem, não são compartilhadas. Mesmo com profissionais dedicados e capazes, há um espaço que nenhuma instituição irá suprir, onde o abandono familiar se instala.

Pensando nesse sentido, observa-se que a superlotação piora a realidade. O espaço acolhedor se torna insuficiente perante a grande demanda, idosos começam a dividir quartos, rotinas e além de tudo suas histórias. Aquela atmosfera que indica transmitir cuidado, afeto e tranquilidade, torna- se hostil, provocando uma crise emocional, social e humana.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) registraram um grande aumento na população idosa entre 2010 e 2022, além de apontar que o número de idosos que residem em abrigos cresceu 65% em 10 anos.

Profissional auxiliando a mobilidade de um idoso que necessita de cuidados.
Idosos representam cerca de 15% da população. Foto:pixabay.

Segundo Flávia Damião, enfermeira, que atua no Lar Sant’Ana Residencial: “É muito comum a ocorrência de abandono, mesmo em residências de famílias com boas condições financeiras.” A afirmação da enfermeira evidencia que o abandono familiar perpassa a saúde mental e física dos idosos.

Há cinco anos atuando na área, Damião presencia o cotidiano e os desafios desse ambiente. No lugar onde trabalha, residem cerca de 100 idosos que estão inseridos em atividades de dança, exercício físico e fisioterapia. Segundo ela, essas práticas contribuem diretamente para a saúde mental e favorecem a socialização entre eles.

Contudo, o cuidado profissional não ocupa todas as faltas. “Apesar das condições, eles ainda são muito carinhosos “, afirma. Ao falar sobre o afastamento familiar, ela é clara: “É comum, inclusive em um residencial de alto padrão. “Eles sentem muito. Ela não sabe mais quem eu sou, mas eu sei quem ela é”. Aponta um relato presenciado pela enfermeira.

A força desse abandono é complexa e afeta a saúde física e mental. Entretanto, não é pontuado um único motivo para esse afastamento familiar, a falta de tempo, rotina de trabalho intenso, dificuldade em lidar com os cuidados e até mesmo o desespero emocional. Cada caso tem o peso de sua história, de suas vivências. “Eu não sei o passado deles, nem como era a convivência com a família. Eu não sei quem ele foi, eu sei o que ele é aqui”, aponta Flávia.

A psicóloga Normal Richter, explica que a solidão pode gerar ou piorar um quadro de saúde. “Quando estão em estado de lucidez, é comum que sintam raiva, tristeza e sentimentos que intensificam a impressão de abandono e ingratidão por parte da família.

Porém, nem sempre é assim dentro dessas casas. Ailton Luiz, filho de uma ex-residente dessas casas de repouso, aponta uma vivência diferente. Ailton acompanhou de perto o tempo que sua mãe esteve dentro desse ambiente e afirma o cuidado recebido. “Eles tinham bastante assistência. O cuidado era 24 horas, não só físico, mas com relação aos medicamentos também. Segundo ele, existia um cuidado com o bem-estar. “Eles passeavam com ela nos espaços da casa, conversavam, não deixavam ela parada, isso fazia a diferença.”

Idosos fazendo atividades em conjunto.
Pessoas da terceira idade que praticam atividades regulares tem até 30% menos risco de ter doenças como a depressão. Foto:@larsantanaresidencial.

O relato dele, aponta que, se existissem estruturas próprias e adequadas, profissionais prontos e investimentos para os medicamentos as residências poderiam sim cumprir seu objetivo, mas essa não é a realidade de muitos.

Flávia Damião relembra algumas situações delicadas em instituições públicas. “Os quartos estavam tão cheios que não tinha como passar. Em muitos casos, os idosos chegam por resgates, retirados de situações de extrema vulnerabilidade.”

A forma precária vai além da estrutura em si, em algumas instituições há ausência de medicamentos, fraldas e até mesmo itens de higiene básica. Por diversas vezes campanhas e organizações dos próprios funcionários arrecadam os itens necessários e se propõem para buscar vagas em outras casas que não estão superlotadas. É um apoio improvisado, que acaba mantendo de maneira básica aquele ambiente, por meio de iniciativas individuais ou coletivas do que propriamente de uma ação do poder público.

Flávia afirma que o cuidado emocional não pode ser sistematizado. “Trabalhar com idoso é um grande desafio”. Destaca que esse tipo de trabalho exige sim preparo, mas acima de tudo sensibilidade perante as histórias marcadas muitas vezes, pela própria ausência.

A enfermeira ainda conclui, “Gostaria que esse público fosse mais olhado. Que não precisassem ser abrigados em casas de níveis precários. Que todos pudessem ter um envelhecimento digno”.

Diante desse cenário, a superlotação e o afastamento familiar dos idosos apontam mais falhas estruturais, demonstram a forma com que a sociedade tem lidado com o envelhecimento. Provocada não apenas pela falta de recursos, mas também pela falta de vínculo, comprometimento e responsabilidade.

Desse modo, comportamentos que afetam a dignidade dos idosos violam e desrespeitam os direitos pregados pelo Estatuto da Pessoa Idosa, que prezam pela segurança e cuidado absoluto, protegendo de qualquer negligência, discriminação, violência e crueldade. 

Entretanto, com o aumento do envelhecimento populacional, o vínculo afetivo se destaca em meios de prevenção contra a decadência da saúde mental e física dos idosos, entregando para a sociedade conscientização das obrigações que são implementadas sobre os cuidados e responsabilidades sobre pessoas idosas. Por trás de um corpo que não tem a mesma agilidade de antes e uma mente que hoje não é tão lúcida, existem histórias que um dia foram momentos importantes e fizeram parte da trajetória de vida de alguém. Cabe à comunidade honrar essa história e lembrá-los de sua importância dentro do espaço onde vivem, reafirmando que eles são seres humanos e merecem respeito e qualidade de vida digna.

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Trajetória de Paulo Ignez revela a luta, persistência e um amor inabalável pelo desenho.
por
Victória Ignez
Isadora Cobra
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13/11/2025 - 12h

  

A primeira memória que Paulo Lemes Ignez Jr. guarda de si mesmo é ele desenhando. O papel, o lápis e o silêncio curioso da infância nunca foram passatempo, eram destino. Aos 8 anos, já imitava o pai, copiando cada linha com a urgência de quem sabia, mesmo sem saber, que a arte seria seu caminho. E foi. 

Fotografia de Paulo Ignez Junior
Acervo Pessoal: Paulo Ignez Junior

Hoje, aos 42 anos, Paulo é um dos nomes mais respeitados do mercado de animação e games, com mais de 23 anos de carreira. Atuou como Animador e Character Designer em produções nacionais e internacionais, como o filme “A Princesa e o Sapo” (Disney Feature Animation), os curtas “Eu Juro que Vi” (MultiRio) e o game “Chef Squad” (Eldorado Studios). Há 15 anos também ministra cursos sendo 13 deles na ICS, formando artistas que hoje vivem do que ele ensinou. Atualmente, trabalha como supervisor de animação em dois grandes estúdios e dedica parte de seus dias à carreira autoral como artista visual. 

Mas o caminho até aqui nunca foi linear. Nunca foi fácil. Nunca foi garantido. 

Paulo nasceu em 1983, cresceu entre mudanças, escolas diferentes e amigos que, por coincidência ou destino, também desenhavam. Uma sincronia que, hoje, ele entende como combustível. As referências vinham de todo lugar: animes, quadrinhos de super-heróis e revistas sobre games e animação. Assim a paixão dele por esse mundo foi crescendo. 

Aos 15, era impossível e injusto pedir que ele seguisse qualquer outro caminho. Começou a trabalhar cedo, entrou em uma escola de animação sem ter dinheiro para continuar pagando, foi nessa mesma instituição que conseguiu o primeiro emprego, porque o diretor da escola também tinha um estúdio de animação chamado HGN Produções e então surgiu a oportunidade de começar como estagiário, ele conta que ganhava “bem pouco”, mas seu talento falou primeiro, o diretor jogou no mercado, onde Paulo cresceu estúdio após estúdio, quadro após quadro. 

Paulo sempre teve vontade de trabalhar para fora do país, e durante os trabalhos no Brasil, conheceu um profissional de animação que trabalhou para produções da Disney. Ele conta que, no estúdio esse produtor, havia os livros dos filmes da Disney, como eram feitos, e tinha fitas de videocassete que mostravam os estúdios, o make-off dos filmes. Foi então que Paulo teve uma virada de chave e se programou para morar no Canadá. Seu objetivo era aprimorar seu inglês e se especializar ainda mais no seu trabalho. 

Ele sempre soube o que era capaz de fazer, o mundo ao redor é que demorou a perceber.  

No início, o desafio era ser levado a sério. Jovem demais, rápido de menos, eficiente de mais em um ambiente que testava seus limites diariamente. Aprendeu a se comunicar, a trabalhar em equipe, a entregar rápido, a lidar com pressões que quebram muitos no começo. Mais tarde, quando virou supervisor com pouco mais de 20 anos, sentiu a resistência de profissionais mais velhos que não o viam como autoridade. Era um menino em um cargo de adulto, mas ele persistiu. Foi ganhando confiança, velocidade, precisão. Foi deixando de ser promessa para se tornar referência. 

Paulo trabalhou na equipe brasileira que animou cenas de “A Princesa e o Sapo”, da Disney. Remotamente, mas com padrão internacional e supervisores exigentes. Foi selecionado para cenas complexas, revisou trabalhos de outros artistas, coordenou uma pequena equipe. Diz que foi um dos trabalhos mais cansativos da vida e um dos mais marcantes. Visitou o estúdio da Disney. Viu de perto aqueles que admirou por anos. Confirmou que conseguia ocupar esse espaço.  

Para ele, o mercado de animação no Brasil anda “em passos de formiga”. Falta investimento governamental, as políticas de incentivo oscilam e a maioria dos melhores artistas do país trabalha para fora como ele. Paulo não romantiza o setor, sabe que não é do governo que virá o reconhecimento, e sim da própria força de cada artista. 

Ainda assim, vê valor no que muitos produzem com poucos recursos, e acredita que artistas não podem depender do que nunca veio de forma consistente. 

Paulo não se vê como alguém que “transforma o mundo”, mas sabe que seu trabalho influencia principalmente crianças. Ao mesmo tempo, é crítico do conteúdo que chega ao público infantil, afirmando que a maioria dos desenhos e games consumidos hoje têm mais potência negativa do que positiva. Para ele, o filtro dos pais é essencial. E lembra algo importante: quem realmente molda a sociedade são as narrativas mais realistas, filmes, séries, histórias que tratam do humano. A animação, segundo ele, toca mais as crianças, mas não define culturas inteiras. 

O dia de Paulo começa cedo e termina tarde. Supervisiona equipes, revisa desenhos, faz correções, participa de reuniões com diretores internacionais e, à noite, dá aula até as 22h30. Quando sobra tempo e quase nunca sobra, ele relaxa desenhando para si, andando de patins ou tocando violão. Também mergulha em estudos de filosofia, religiões comparadas e mitologia. Esse é o espaço onde respira. 

O pai que viu o artista nascer 

Paulo Tadeu Ignez, pai, acompanhou tudo desde o primeiro traço. “Desde sempre. Começou com uns 8 anos, quando ele me via desenhando.” Ele não só viu, apoiou, pagou cursos, incentivou o que podia. Hoje, fala com orgulho: “Ele ensinou muita gente. Imagine quantas pessoas vivem de desenho porque aprenderam com ele. Na comunidade artística, ele é conhecido como mestre.” Mas também revela saudades: “Ele se tornou um pouco antissocial, sempre focado no trabalho dele, prioriza os estudos.” Nos próximos anos, Paulo, o filho, quer expandir o trabalho autoral, criar uma marca própria, produzir pinturas, ilustrações, fine art, talvez expor em galerias. Também quer manter o ensino vivo formando mais artistas, como quem devolve ao mundo aquilo que recebeu. Ele sabe que o Brasil talvez nunca dê o reconhecimento que sua área merece. Mas também sabe que o mundo reconhece e isso basta. Porque, no fim, Paulo continua sendo o menino que desenhava para mostrar às pessoas. Agora, a diferença é que o mundo inteiro olha de volta.

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Condenação de 8 militares pelo homicídio de Evaldo Rosa e Luciano Macedo, aprovação de texto-base de mudança no cálculo do ICMS, pressão dos congressistas dos EUA para Biden retirar convite para Brasil integrar a OTAN e mais.
por
Aline Freitas
Letícia Coimbra
Luan Leão
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14/10/2021 - 12h

Atualização dos dados da covid-19.

Nesta quinta-feira (14) o Brasil registrou 14.288 novos casos de coronavírus e 525 mortes pela doença, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). A média móvel de óbitos é de 327. No acumulado o Brasil contabiliza 602.099 mortes e 21.612.237 casos confirmados de COVID-19.

Chegou hoje (14) ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, uma das remessas previstas de vacinas da Pfizer. O lote de hoje foi de 912,6 mil doses, até domingo a previsão é da chegada de mais 9.128.512 doses. Mais de 150 milhões de pessoas tomaram ao menos a primeira dose da vacina contra a covid, o que representa 70,63% da população, e 101 milhões estão totalmente imunizados, o que equivale a 47,47%, 

 

Justiça militar condena 8 militares pelo homicídio de Evaldo Rosa e Luciano Macedo.

Foto: AF Rodrigues/Agência Pública
Foto: AF Rodrigues/Agência Pública

Na madrugada desta quinta-feira (14), dois anos e meio após a morte de Evaldo Rosa e Luciano Macedo, 8 militares do Exército foram condenados- por 3 votos a 2, pela justiça militar- pela morte do músico e do catador.

A pena para o Tenente Nunes será de 31 anos e seis meses de prisão, já para os os outros sete condenados, a pena será de 28 anos. Ambas condenações foram por duplo homicídio e tentativa de homicídio em regime fechado e devem ser cumpridas em regime fechado. Outros quatro oficiais envolvidos, mas que não atiraram no dia, foram absolvidos.

"Eles não têm noção de como estão trazendo uma paz para a minha alma. Eu sei que não vai trazer o meu esposo de volta, mas não seria justo eu sair daqui sem uma resposta positiva", Luciana, viúva de Evaldo, após o julgamento.

"Hoje vou chegar em casa, vou tomar um banho e acho que hoje vou conseguir dormir”, disse a viúva.

Em abril de 2019, o carro de Evaldo foi alvejado por 62 disparos. O músico, que estava a caminho de um chá de bebê, foi atingido por 9 tiros. A defesa dos militares afirmou que vai recorrer da decisão.

 

Câmara aprova texto-base de mudança no cálculo do ICMS. Recuperação no setor de serviços.

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto que muda o cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O projeto determina que o ICMS seja cobrado com base no preço médio dos combustíveis nos dois anos anteriores. Atualmente, o cálculo tem como base os últimos 15 dias. Os defensores da proposta dizem que a mudança visa reduzir a volatilidade nos preços cobrados.

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), apoiador da proposta que atende aos interesses do Planalto, estima que a mudança permitirá a redução do preço da gasolina em 8%, do etanol em 7%, e do diesel em 3,7%.

Apesar do texto estabelecer que os estados seriam os responsáveis por definir, uma vez por ano, as alíquotas de ICMS (em R$ por litro), o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda Estaduais (Comsefaz) em nota divulgada ontem (13), alega que com essa proposta os estados podem reduzir em R$24 bilhões suas finanças, o que representaria uma perda de R$6 bilhões aos municípios.

O setor de serviços apresentou alta de 0,5% em Agosto, com relação a Julho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). É a quinta alta mensal consecutiva. Em comparação com Agosto de 2020, a alta é de 16,7%. A alta do mês teve maior influência dos serviços de alojamento e alimentação (4,5%), e transporte aéreo (7,4%). Com o resultado, o setor está 4,6% acima do patamar pré-pandemia.

"Apesar do crescimento, o setor ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014", destacou o IBGE.

O IBGE destacou que a alta se dá pelo avanço da vacinação e a maior mobilidade, o que impulsiona os serviços de caráter presencial.

“O setor de serviços mantém sua trajetória de recuperação em agosto, sobretudo nos serviços considerados não presenciais, mas também nos presenciais, com o avanço da vacinação e o aumento da mobilidade das pessoas'', afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

 

Pressão para Biden retirar convite para Brasil integrar a OTAN. Incêndio em Tawian. Tiroteio em Beirute.

Foto: Reuters
Foto: Reuters

Um grupo de 63 congressistas dos Estados Unidos enviou nesta quinta-feira (14) uma carta ao presidente americano Joe Biden. A carta pede que Biden reveja a oferta para que o Brasil seja parceiro global da Organização Tratado Atlântico Norte (OTAN), além de retirar a condição de aliado extra-Otan, concedida por Donald Trump.

"Precisamos rever isso para assegurar que não estamos fortalecendo um Exército que pode ser usado para um golpe de Estado", afirmou à BBC News Brasil o congressista Hank Johnson.

O democrata, veterano na Câmara e autor do ofício, afirmou ainda que "Bolsonaro já demonstrou que está organizando as condições para um golpe militar. É um cenário alarmante para o Brasil e nosso país não pode contribuir com isso".

Um incêndio em um prédio comercial e residencial no distrito de Yancheng, na cidade de Kaohsiung, em Tawian, deixou pelo menos 46 mortos e dezenas de feridos. O fogo começou por volta de 2h50, horário local, de acordo com a Agência Central de Notícias (CNA) de Tawian.

As operações de resgate estão mobilizando mais de 377 equipes de resgate, segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros da cidade de Kaohsiung. O incêndio foi controlado por volta das 7h17, horário local, de acordo com a CNA.

Um tiroteio em uma manifestação em Beirute, no Líbano, deixou ao menos 5 mortos e 30 feridos, de acordo com a Cruz Vermelha Libanesa. A manifestação pedia a retirada de um juiz do caso que investiga a explosão no porto da capital, em agosto de 2020.

Centenas de apoiadores do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, e seu principal aliado xiita, Amal, estavam marchando em direção ao Palácio da Justiça da capital libanesa. Durante a caminhada tiros foram disparados de um local desconhecido, obrigando manifestantes e jornalistas a se protegerem, segundo emissora de TV local. 

O Hezbollah tem sido um oponente “ferrenho” de Tariq Bitar, o popular juiz que está liderando a investigação da explosão em Beirute e buscou a acusação de oficiais de alto escalão. Esta semana, o juiz emitiu um mandado de prisão contra o parlamentar Ali Hassan Khalil, um alto funcionário do Amal e ex-ministro das finanças.

 

Coldplay no Palco Mundo do Rock in Rio 2022 e falecimento do criador da Pantera Cor-de-Rosa

David DePatie, produtor do desenho 'Pantera Cor-de-Rosa', morre aos 91 anos -  Foto: Reprodução/Acervo da família
David DePatie, produtor do desenho 'Pantera Cor-de-Rosa', morre aos 91 anos — Foto: Reprodução/Acervo da família

 

Foi anunciada hoje (14), a morte de David DePatie, que faleceu em 23 de setembro aos 91 anos. Segundo a revista Variety, DePatie morreu de causas naturais. O produtor de animações é conhecido por criar a icônica “Pantera Cor de Rosa”.

Depatie também criou, em colaboração com Friz Freleng, o felino colorido. Os dois deram origem a Depatie-Freleng Enterprises, uma das maiores e mais importantes produtoras de desenhos animados. Além das personagens e da empresa, sua carreira também foi marcada pela direção da Warner Bros. Cartoons e sua passagem pela Marvel. 

Nesta quinta-feira (14), o perfil oficial do Rock in Rio no Twitter confirmou a participação da banda britânica Coldplay no festival. O grupo se apresentará no Palco Mundo na noite de 10 de setembro. Essa não será a primeira vez que a banda vem ao Brasil e nem a primeira participação no festival. O grupo liderado por Chris Martin, já veio ao país outras 5 vezes, em 2011, eles se apresentaram no Rock in Rio.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Rodada do Brasileirão. E Brasil contra Uruguai, pelas eliminatórias da Copa. 

Foto: Pedro Martins / MoWA Press
Foto: Pedro Martins / MoWA Press

Rogério Ceni foi regularizado no BID e vai estrear no comando do São Paulo nesta noite, em jogo contra o Ceará, no Morumbi. A partida é válida pela 25ª rodada, e o tricolor paulista tenta quebrar o jejum de 5 jogos sem vitórias no campeonato. Na Arena Pantanal, o Cuiabá recebe o Sport, que está embalado por três vitórias nos últimos três jogos. Às 21h30 o Brasil joga contra o Uruguai, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. A seleção lidera as eliminatórias, mas vem de empate contra a Colômbia, já o Uruguai tenta se reabilitar depois de perder por 3 a 0 para a Argentina.

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Decisão do governo de São Paulo de voltar as aulas presenciais obrigatórias, resposta de Bolsonaro ao arcebispo de Aparecida, viagem espacial de William Shatner e mais.
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
|
13/10/2021 - 12h

Saúde: Atualização de dados da covid-19

O Brasil registrou 7.359 novos casos de COVID-19 e 185 mortes pela doença nas últimas 24 horas. A média de óbitos dos últimos 7 dias é de 367 mortes, segundo dados da universidade Johns Hopkins. No acumulado, o Brasil soma 21.590.097 casos confirmados, e 601.398 mortes por coronavírus, conforme dados do Ministério da Saúde. 

Nesta quarta-feira (13) o Brasil chegou a marca de 100 milhões de pessoas com a imunização contra a COVID-19 completa, de acordo com dados das secretarias de saúde dos estados. O número corresponde a 62,5% do público-alvo da campanha de vacinação, segundo o Ministério da Saúde. Ainda de acordo com a pasta, o índice de vacinados com a primeira dose nesta quarta-feira está em 93,7%. 

 

Educação: Governo de SP decide que aulas presenciais das redes pública e particular voltam na próxima semana

Secretário estadual de Educação, Rossieli Soares - Foto: Bruno Santos/Folhapress
Secretário estadual de Educação, Rossieli Soares - Foto: Bruno Santos/Folhapress

Nesta quarta-feira (13), o governo de São Paulo anunciou que a partir da próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais voltarão completamente nas redes pública e particular, devendo haver o distanciamento social até 3 de novembro. O uso de máscara continua obrigatório. 

No entanto, de acordo com o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, apesar da obrigatoriedade na rede estadual, as escolas municipais têm regras diferentes, conforme as prefeituras. A presença não será obrigatória também para gestantes e puérperas, estudantes acima de 12 anos com comorbidade e que ainda não estejam completamente vacinados,  menores de 12 anos pertencentes ao grupo de risco para COVID-19 e estudantes com maior fragilidade à doença (obrigatório haver prescrição médica).

 

Política: Bolsonaro afirma que não irá se vacinar, e responde a arcebispo de Aparecida

O presidente Jair Bolsonaro participa de evento de entrega de títulos de propriedades rurais em Miracatu (SP) - Reprodução/TVBrasilGov
O presidente Jair Bolsonaro participa de evento de entrega de títulos de propriedades rurais em Miracatu (SP) - Reprodução/TVBrasilGov

Contradizendo o que havia dito, nesta quarta-feira (13) o presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) declarou que decidiu não ser vacinado contra a covid-19 por já ter tido a doença, apesar da proteção conferida pelos imunizantes ser maior do que a natural. 

Em entrevista à Jovem Pan, ele questionou: “No tocante à vacina, eu decidi não tomar mais a vacina. Eu estou vendo novos estudos, eu tô com a minha imunização lá em cima, IgG tá 990, pra quê vou tomar a vacina?”, e completou, "seria a mesma coisa jogar na loteria dez reais para ganhar dois reais, não tem cabimento isso daí”. Vale lembrar que especialistas recomendam a vacinação em todos os casos. A resposta imunológica do organismo pelo contágio não garante a mesma proteção que a imunização proporcionada pelo ciclo completo de vacinas.  

Ainda hoje, discursando em uma cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural em Miracatu (SP), o presidente voltou a defender o armamento da população em resposta às críticas do arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes. Segundo ele, antes “só bandido tinha arma de fogo” no país.

"Respeito a opinião de qualquer um aqui. Que seja contra ou a favor a arma de fogo. Mas o que acontecia no Brasil era que somente os marginais, os bandidos é que tinham arma de fogo. E, em nosso governo, não pude alterar lei como queria, mas alteramos decretos e portarias de modo que a arma de fogo passou a ser uma realidade entre nós", afirmou Bolsonaro. 

 

Inflação: Carne de ‘terceira’ fica mais cara 

Comerciante colocou placa com preço do quilo de ossos de boi - Foto: Caroline Borges/G1 SC
Comerciante colocou placa com preço do quilo de ossos de boi - Foto: Caroline Borges/G1 SC

A alta no preço das carnes afetou os cortes de terceira. Os números são da consultoria Safras e Mercados. Em São Paulo, o pescoço de frango teve alta de 15,79% em setembro, em comparação com os últimos 12 meses. 

A carcaça de frango teve elevação de 45% e o dorso 60%. Entre os suínos a maior elevação foi no espinhaço, que é a “coluna” do porco, com alta de 23,91%.

Vale lembrar que a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) não divulga dados sobre esses cortes. Já a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) se restringe a carnes de primeira e de segunda, ou a produtos inteiros. 

Uma dieta à base de ossos pode levar a desnutrição, segundo especialistas. Além disso, o consumo em excesso pode ser prejudicial à saúde, já que a medula óssea é rica em gordura.

 

Mundo 1: Ataque com arco e flecha na Noruega

HAKON MOSVOLD/NTB/VIA REUTERS
 Segundo a mídia local, ataque com arco e flechas começou em supermercado na cidade de Kongsberg - Foto: Hakon Mosvold/Via Reuters 

Na Noruega, um homem armado com arco e flecha matou ao menos 5 pessoas na cidade de Kongsberg, segundo a agência de notícias estatal NRK. A cidade tem cerca de 28 mil habitantes e fica localizada a oeste da capital, Oslo. O ataque ocorreu por volta de 18h15 no horário local (15h15 horário de Brasília).

“Infelizmente, podemos confirmar que há vários feridos e vários mortos como resultado da ação”, disse Øyvind Aas, chefe regional da polícia.

Segundo um porta-voz da força policial, o homem agiu sozinho e já está preso. A polícia investiga como possível ato de terrorismo, mas considera cedo para avaliação.

“Pelo curso dos acontecimentos, é natural considerar se este é um ato de terrorismo”, afirmou Aas.

O Ministério da Justiça norueguês informou que a ministra Monica Mæland está ciente do ataque e monitora a situação.

 

Mundo 2: William Shatner vai ao espaço na missão NS-18 da Blue Origin, empresa de Jeff Bezos

Foguete da Blue Origin, de Jeff Bezos, deixa rastro no céu em viagem ao espaço feita nesta quarta-feira (13). Missão levou 'Capitão Kirk' ao espaço (Foto: Mike Blake/Reuters)
Foguete da Blue Origin, de Jeff Bezos, deixa rastro no céu em viagem ao espaço feita nesta quarta-feira (13). Missão levou 'Capitão Kirk' ao espaço - Foto: Mike Blake/Reuters

A partir da base da empresa Blue Origin, empresa de Jeff Bezos em West Texas (EUA), aconteceu nesta quarta-feira (13) o lançamento da missão NS-18, o segundo voo suborbital tripulado da companhia. William Shatner, conhecido por interpretar o capitão Kirk em “Jornada nas Estrelas” nos anos 60, foi um dos tripulantes da nave, tornando- se a pessoa mais velha a ir ao espaço, com 90 anos de idade. 

Após descer da cápsula, relatando sua experiência à Bezos, Shatner disse: “Eu espero nunca me recuperar disso [...] é muito maior do que eu e a vida”. “O que você proporcionou para mim foi a mais importante e profunda experiência”, agradeceu.

 

Esporte: Crespo deixa o comando do São Paulo e Ceni assume, Bia Haddad perde para estoniana no Indian Wells e jogadores do Cruzeiro fazem greve  

Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Rogério Ceni é anunciado como novo treinador do São Paulo - Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

O dia foi movimentado na elite do futebol brasileiro. Em Minas Gerais, os jogadores do Cruzeiro anunciaram greve por causa dos salários atrasados. O anúncio foi feito por meio de rede social, o goleiro e capitão da equipe, Fábio foi um dos jogadores que comunicaram a decisão. A decisão é por tempo indeterminado.

O São Paulo anunciou a saída do técnico Hernán Crespo do comando do time. Segundo o clube, a saída se deu em comum acordo. A equipe do Morumbi agiu rapidamente e anunciou Rogério Ceni, ex-goleiro e ídolo do clube, como novo treinador. Essa será a segunda passagem de Ceni pelo comando do tricolor paulista, a primeira havia sido em 2017. Atualmente o São Paulo ocupa a 13ª colocação no Brasileirão, com 30 pontos. 

A 25ª rodada do brasileirão segue na noite desta quarta-feira. No Rio de Janeiro o Flamengo recebe o Juventude. Em Belo Horizonte, o líder Atlético-MG recebe o Santos. A Chapecoense recebe o Athletico-PR na Arena Condá. O Fortaleza recebe o Grêmio na Arena Castelão, será o primeiro jogo do tricolor gaúcho após a demissão de Luis Felipe Scolari. Tentando se reabilitar, Corinthians e Fluminense se enfrentam em São Paulo. E em Porto Alegre, o Internacional recebe o embalado América-MG. 

A tenista brasileira Bia Haddad perdeu para a estoniana Anett Kontaveit, e deu adeus ao WTA 1000 de Indian Wells nas oitavas de final. Em uma noite para esquecer, a brasileira perdeu por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/2. Bia Haddad segue agora para a disputa do W80 de Macon, no estado da Geórgia

 

Cultura: Adele revela capa do disco ‘30’ e anuncia lançamento para novembro

Adele revela capa e data de lançamento do novo álbum e relata turbulência interna - Foto: Reprodução/Instagram
Adele revela capa e data de lançamento do novo álbum e relata turbulência interna - Foto: Reprodução/Instagram

Após seis anos, Adele anunciou a data de lançamento do novo álbum: 19 de novembro. Em suas redes sociais, a artista compartilhou com os fãs um trecho do single “Easy On Me”, que será lançado na próxima sexta-feira (15). Hoje, quarta-feira (13), a cantora revelou a capa do disco que terá “30” como título, e em nota disse:

“Eu certamente não estava nem perto de onde esperava estar quando comecei ‘30’, há quase 3 anos. Muito pelo contrário, na verdade. Confio na rotina e na consistência para me sentir segura, e sempre fui. No entanto, lá estava eu conscientemente, me jogando em um labirinto de confusão absoluta e turbulência interna.”

Ela continuou: “Aprendi muitas verdades incontornáveis ​​sobre mim mesma ao longo do caminho. Eu derrubei muitas camadas, mas também me envolvi em novas. Descobri mentalidades genuinamente úteis e saudáveis ​​para liderar, e sinto que finalmente encontrei meu sentimento de novo. Eu diria que nunca me senti mais em paz em minha vida.”

Por fim, assinou: “Casa é onde o coração está”.

Confira: 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Inundações na China, previsão de piora da inflação no Brasil, dia de Nossa Senhora Aparecida e mais.
por
Letícia Coimbra
Luan Leão
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12/10/2021 - 12h

 

Atualização dos dados sobre a COVID-19 no Brasil

A taxa de transmissão do coronavírus no Brasil atingiu seu menor índice desde abril de 2020, quando começou a ser medida, sendo de 0,60, segundo o Imperial College de Londres. O avanço da vacinação é apontado por especialistas como um fator importante para a diminuição de novos casos.

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 6.918 novos casos de coronavírus e 202 óbitos pela doença. A média de mortes é de 437 nos últimos sete dias, segundo dados da universidade Johns Hopkins. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem no acumulado 21.582.738 casos confirmados, e 601.213 mortes por COVID-19. 

 

Norte da China é atingido por fortes chuvas e inundações

Moradores durante limpeza após enchentes no condado de Yitang, cidade de Jiexiu, província de Shanxi, na China — Foto: cnsphoto via Reuters
Moradores durante limpeza após enchentes no condado de Yitang, cidade de Jiexiu, província de Shanxi, na China — Foto: cnsphoto via Reuters

De acordo com o funcionário meteorológico Wang Wenyi em entrevista coletiva nesta terça-feira (12), a província de Shanxi, localizada no norte do país, experimentou a pior enchente este mês. Wenyi afirmou ainda que a precipitação média foi 13 vezes maior do que o previsto. 

Ao menos 1,75 milhão de pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas e inundações na região. No mínimo 120 pessoas tiveram que procurar áreas mais seguras, 19.500 casas desabaram, 18.200 propriedades foram gravemente danificadas, 15 pessoas morreram e três ainda estão desaparecidas, segundo Wang Qirui, oficial de gerenciamento de emergência local. De acordo com Qirui, as chuvas causaram perdas econômicas estimadas em mais de 5 bilhões de yuans (aproximadamente 775 milhões de dólares). Conforme a mídia estatal CCTV, as autoridades da província reservaram 50 milhões de yuans (aproximadamente 7,7 milhões de dólares) para ser utilizado no apoio ao controle das enchentes e no trabalho de socorro.

 

FMI prevê piora na inflação, câmbio e PIB no Brasil, Guedes responsabiliza comida e energia. Segundo a FGV, a renda dos mais pobres foi a mais afetada pela pandemia. 

Ministro Paulo Guedes concede entrevista à CNN Internacional
Ministro Paulo Guedes em entrevista à CNN Internacional - Foto: CNN Internacional

Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), a inflação no mundo seguirá em alta até o fim deste ano e retornará ao nível pré-pandemia em 2022.  Nessa semana a entidade realiza uma reunião anual, em Washington. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, viajaram para a capital estadunidense para comparecer ao evento. O fundo estima alta de 7,9% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para este ano no Brasil, e 4% em 2022. O FMI avalia também que o PIB brasileiro crescerá 5,2% em 2021, mas apenas 1,5% no próximo ano. 

Em entrevista à CNN Internacional, o ministro da Economia, Paulo Guedes, responsabilizou o aumento do preço de alimentos e energia pela metade dos índices de Inflação no Brasil, afirmando que “a inflação está em todo mundo, metade da inflação é exatamente comida e energia”.

De acordo com pesquisa da FGV (Fundação Getúlio Vargas), divulgada hoje, a renda média do brasileiro diminuiu, principalmente entre a população mais pobre. Em comparação entre o período pré-pandemia,  último trimestre de 2019, e o segundo semestre de 2021, a renda diminuiu em -21,5%. 

 

CPI desiste de convocar Marcelo Queiroga e opta por coordenador de estudo contra o uso do ‘kit covid’

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - Foto: Walterson Rosa/MS
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga - Foto: Walterson Rosa/MS

O depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aconteceria na próxima segunda-feira (18), mas a CPI voltou atrás na decisão e optou por ouvir o coordenador de estudo contra o uso do ‘kit covid’, o médico Carlos Carvalho. A oitiva do médico ainda não foi aprovada. De acordo com o senador Humberto Costa (PT-PE), a decisão foi tomada após uma reunião de membros da comissão nesta terça-feira (12) e justificou a escolha dizendo que não daria ‘palanque’ para o ministro, e afirmou “não vai acrescentar muito. Mas ele vai aparecer no relatório final com toda certeza. Provavelmente por desrespeito a norma sanitária, prevaricação. Ele vai ser indiciado e vai ter que responder.”

 

Dia de Nossa Senhora de Aparecida e discurso pacifista do Arcebispo

Dom Orlando Brandes celebra missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida - Foto: Marcos Corrêa/PR
Dom Orlando Brandes celebra missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora de Aparecida - Foto: Marcos Corrêa/PR

O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, afirmou nesta terça-feira (12) durante a missa das 9h, principal missa do dia, que “para ser pátria amada não pode ser armada”. 

"Para ser pátria amada, seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção. E pátria amada com fraternidade. Todos irmãos construindo a grande família brasileira", disse o religioso durante o sermão.

Nossa Senhora de Aparecida é considerada a padroeira do Brasil desde 1930. O feriado, no entanto, veio apenas com a visita do Papa João Paulo II ao Santuário de Aparecida, em Junho de 1980. O Brasil vivia o período da ditadura, e o então presidente, general João Batista Figueiredo, assinou a lei que declarava a data como feriado nacional.

No sincretismo religioso, Nossa Senhora de Aparecida é associada à orixá Oxum. O dia das crianças originalmente era chamado de “dia de festa da criança”, e foi oficializado em 1924, pelo presidente Arthur Bernardes. Porém, o dia não é feriado. 

 

90 anos do Cristo Redentor

O Cristo Redentor completa 90 anos neste dia 12 de outubro - Foto: Divulgação
O Cristo Redentor completa 90 anos neste dia 12 de outubro - Foto: Divulgação

O Cristo Redentor completa hoje 90 anos. O monumento já foi palco de casamentos, além de já ter recebido visita de diversos famosos, entre eles a princesa Diana e o Papa João Paulo II. O Cristo é a maior estátua em art-déco do mundo, com 38 metros de altura, contando do pedestal. Neste ano, um momento marcante foi a celebração de uma missa, aos pés do Cristo, em homenagem ao ator Paulo Gustavo, que faleceu em decorrência da COVID-19. Durante a homenagem, o Cristo chegou a ficar apagado, em memória das vítimas da doença. 

E no clima de celebração dos 90 anos do Cristo, a Casa da Moeda lançou nesta terça-feira (12), uma medalha, exclusiva e limitada. Foram produzidas apenas 2.590 comemorativas: 90 em ouro, 200 em prata, 300 em bronze e 2.000 em cuproníquel, uma liga metálica de cobre e níquel. 

 

 

Bia Haddad no Indian Wells, Irving suspenso pelo Nets e campeonato brasileiro.

Bia Haddad venceu Karolina Pliskova, da República Tcheca, por 2 sets a 0 - Foto: MATTHEW STOCKMAN / AFP
Bia Haddad venceu Karolina Pliskova, da República Tcheca, por 2 sets a 0 - Foto: MATTHEW STOCKMAN / AFP

A tenista brasileira Bia Haddad garantiu vaga nas oitavas de final do WTA 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos, ao vencer a tcheca Karolina Pliskova, atual número 3 do mundo. Em um duelo atrapalhado pelo vento, a brasileira venceu a ex-líder do ranking com parciais de 6/3 e 7/5. Agora, Bia vai enfrentar a estoniana Anett Kontaveit, atual número 20 do mundo.

O Brooklyn Nets anunciou em comunicado o afastamento do jogador Kyrie Irving, de jogos e treinos, enquanto o atleta não se vacinar. Irving faz parte de um grupo de menos de 5% de atletas da NBA que ainda não se vacinaram. 

 “Kyrie fez uma escolha pessoal e respeitamos seu direito individual de escolher”, diz o comunicado, assinado por Sean Marks, gerente geral do Nets.

Dois jogos dão início a 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em Bragança Paulista, o RB Bragantino tenta se manter no G-4 e recebe o Atlético-GO, às 19h. Mais tarde, às 21h30, o terceiro colocado Palmeiras visita o Bahia, na Arena Fonte Nova, tentando se reabilitar na competição. 

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Corte no orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Pandora Papers, 25 anos sem Renato Russo.
por
Letícia Coimbra e Luan Leão
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11/10/2021 - 12h

Sérgio Camargo impedido de exonerar ou nomear funcionários da Fundação Palmares. 

Sergio Camargo, presidente da Fundação Palmares, em imagem de arquivo — Foto: Fundação Palmares/Divulgação
Sergio Camargo, presidente da Fundação Palmares, em imagem de arquivo — Foto: Fundação Palmares/Divulgação

      Nessa segunda-feira, 11 de outubro, a 21ª Vara do Trabalho de Brasília decidiu impedir Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, de participar da gestão de pessoas na Fundação. Com isso, Camargo não pode mais exonerar e nomear funcionários, o que pode ser feito apenas pelo presidente Jair Bolsonaro ou outra autoridade que seja indicada por ele. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Trabalho que solicitou o afastamento de Camargo da presidência. Segundo a determinação, ele é responsável por perseguição político-ideológica, discriminação e tratamento desrespeitoso.

Corte no orçamento do Ministério de Ciência e Tecnologia, a pedido do Ministério da Economia.

      Ontem, domingo, 10 de outubro, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, chamou de “falta de consideração” o corte de recursos que seriam atribuídos a sua pasta, e pediu que essa ação seja revertida com urgência. Pontes se referiu à aprovação de um projeto que retira R$600 milhões que estavam previstos para o financiamento de pesquisas, remanejando-os para outras áreas. Já na sexta-feira, 8 de outubro, o ministro declarou ter sido pego de surpresa e alegou que ficou muito chateado com isso. 

      Apesar disto, o corte de verbas foi pedido pelo próprio governo, atendendo a um requerimento do Ministério da Economia.

      "Falta de consideração. Os cortes de recursos sobre o pequeno orçamento de Ciência do Brasil são equivocados e ilógicos. Ainda mais quando são feitos sem ouvir a comunidade científica e o setor produtivo. Isso precisa ser corrigido urgentemente."

 

 

O presidente do Equador, Guillermo Lasso, na sexta cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, no México - Ministério das Relações Exteriores do México/via AFP
O presidente do Equador, Guillermo Lasso, na sexta cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, no México - Ministério das Relações Exteriores do México/via AFP

      No dia 10 de outubro, o Congresso do Equador aprovou a abertura de investigação para averiguar se o presidente do país, Guillermo Lasso, atuou de maneira ilegal ao manter dinheiro em paraísos fiscais. De acordo com o que foi exposto pela investigação denominada Pandora Papers, uma série de reportagens publicadas pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.

       A investigação feita pelo consórcio expôs operações financeiras realizadas em paraísos fiscais por pelo menos 35 líderes mundiais, inclusive Lasso. Declaradamente conservador, o banqueiro  assumiu a presidência do Equador em maio deste ano, e, de acordo com a investigação, controlou 14 sociedades offshores, sendo a maioria delas com sede no Panamá. O termo offshore é utilizado para definir empresas abertas em países onde as regras tributárias são menos rígidas e não é necessário declarar o beneficiário, a origem e o destino do dinheiro.

      Personalidades brasileiras como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, também foram citadas.

Diminuição da taxa de mortes por covid 

      O Brasil registrou 7.211 novos casos de coronavírus e 219 mortes pelo vírus no país nesta segunda-feira, 11/10. A média nos últimos 7 dias é de 440 óbitos, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O Brasil já soma 21.581.094 casos registrados, e 601.266 mortes por COVID-19, segundo dados do Ministério da Saúde. A boa notícia é que a vacinação segue avançando, 99.315.948 pessoas já receberam as duas doses de vacina, o que representa 46,7% da população. E 154.364.921 pessoas receberam ao menos 1 dose, o que representa 72,6% da população.

Campeonato brasileiro, eliminatórias da Copa e final da Liga das Nações

França conquista a segunda edição da Liga das Nações, ao vencer de virada a Espanha (Foto: Reuters)
França conquista a segunda edição da Liga das Nações, ao vencer de virada a Espanha - Foto: Reuters

 

      O final de semana foi de muito futebol. Na Europa, a França venceu a Espanha e conquistou o título da Liga das Nações. Na América do Sul, a Colômbia interrompeu a sequência invicta do Brasil e segurou o empate sem gols, enquanto a Argentina aplicou 3 a 0 no Uruguai, ambos os jogos válidos pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

      No campeonato brasileiro, o Atlético-MG segue na ponta da tabela, seguido por Flamengo, Palmeiras e Fortaleza. Fecham o G-6, o RedBull Bragantino e Corinthians. Já no limite inferior da tabela, na Z-4, temos Bahia, Sport, Grêmio e o lanterna Chapecoense. 

      Às 20h desta 2a.feira, Cuiabá e São Paulo fecham a 25ª rodada do campeonato. 

 

 Nobel de Economia de 2021 vai para David Card,  Joshua D. Angrist e Guido W. Imbes

David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbes, ganhadores do Nobel de Economia 2021.
David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbes, ganhadores do Nobel de Economia 2021.

      Nesta segunda-feira (11) foram anunciados os nomes dos premiados com o Nobel de Economia em 2021. David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens receberam a premiação pelo uso de experimentos naturais - situações da vida real para calcular seus impactos no mundo - para entender relações de causa e efeito em áreas como mercado de trabalho, e educação. 

      A premiação é de 10 milhões de coroas suecas, cerca de US $1,1 milhão. Metade vai para David Card e a outra metade será dividida entre Joshua Angrist e Guido Imbens, já que a premiação é por estudo. 

 

25 anos sem Renato Russo

Renato Russo faleceu há 25 anos, ainda com 36 anos de idade, devido a complicações da AIDS - Foto: Divulgação
Renato Russo faleceu há 25 anos, ainda com 36 anos de idade, devido a complicações da AIDS - Foto: Divulgação 


      Há exatos 25 anos, no dia 11 de outubro de 1996, faleceu o cantor e compositor Renato Russo, vítima de complicações causadas pela AIDS, com apenas 36 anos de idade, deixando o país em luto. Depois que a banda Legião Urbana, da qual era vocalista, ficou conhecida pelo grande público, na década de 80, o cantor se tornou uma referência musical. 

      Renato deu voz a canções atemporais, como “Que país é esse”, cuja letra os jovens se identificam até hoje. Lançada em um contexto pós-ditatorial, ele cantou: “Nas favelas, no senado / Sujeira pra todo lado / Ninguém respeita a constituição / Mas todos acreditam no futuro da nação / Que país é esse?”. O Brasil de 2021, que enfrenta uma crise política, econômica e uma pandemia, ainda se conecta com a letra da música. 

      O longa-metragem “Eduardo e Mônica”, dirigido por René Sampaio, inspirado na canção homônima, presente no Disco Dois, da Legião Urbana, ainda espera a volta do público aos cinemas para ser lançado. Também há um documentário sendo produzido pela Gávea Filmes, baseado na vida de Renato Russo a partir do acervo mantido pelo filho, Giuliano Manfredini. Segundo a produtora Bianca de Felippes, não haverá censura, abordando, inclusive, os problemas emocionais do cantor, uso de drogas, sexualidade, confusões e o HIV. 

      Apesar disso, enquanto aguardamos o lançamento dessas produções, é possível conferir outras obras em sua homenagem, como Somos Tão Jovens, um filme de drama musical disponível no Telecine e dirigido por Antonio Carlos da Fontoura, que acompanha Renato de 1973 em diante, quando ele se mudou para Brasília com a família. Nesse período, ele sofria de epifisiólise, uma doença rara que o deixou de cadeira de rodas após a cirurgia, e foi forçado a ficar em casa, e a partir daí surgiu seu interesse pela música, aos 15 anos de idade. 

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Bolsonaro na abertura da 76ª Assembleia-Geral da ONU, depoimento do diretor-executivo da Prevent Senior na CPI da Covid e mais.
por
Letícia Coimbra
|
25/09/2021 - 12h

Bolsonaro abre a 76ª Assembleia-Geral da ONU adotando um discurso fantasioso

Bolsonaro na 76ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas)
Bolsonaro na 76ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). - Foto: UN Photo/ Cia Pak

Na terça-feira, dia 21, em discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, Jair Bolsonaro criticou a imprensa, alegando que foi até lá com a finalidade de “mostrar um Brasil diferente daquilo publicado em jornais ou visto em televisões”, defendeu sua gestão no combate à corrupção, afirmando, "há dois anos e oito meses sem qualquer caso concreto de corrupção" e também suas medidas de contenção à pandemia e aos problemas ambientais. Apesar da expectativa de que o presidente atendesse aos apelos da ala moderada do governo, ele insistiu no tratamento ineficaz contra a covid e afirmou que o Brasil está à beira do socialismo. Além dessas inverdades, Bolsonaro alegou que a manifestação pró governo do dia 7 de setembro, na qual, a PM estimou 125 mil manifestantes, foi a maior já feita no país, e na verdade foi menor que a de 2016, quando cerca de 1,4 milhão de pessoas foram à Avenida Paulista, em São Paulo, também segundo a corporação. 

Confira o discurso do presidente na íntegra:

A ida da comitiva brasiliera à Nova York causou bastante.  Bolsonaro é o único lider dos principais países do mundo que não estava oficialmente vacinado. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, se referindo ao presidente, afimou que se não quisesse se vacinar, não deveria se incomodar em ir à cidade.  A delegação não pôde comer dentro dos restaurantes na cidade, uma vez é exigida a imunização em ambientes fechados públicos.  Ainda na segunda-feira, um dia antes do discurso do presidente Bolsonaro na ONU, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, exibiu o dedo médio para manifestantes contrários ao presidente. Queiroga não voltou ao Brasil com o restante da comitiva, pois testou positivo para a Covid e precisou ficar isolado em um hotel em Nova York. Além dele, na volta ao Brasil, outras pessoas também estão com a doença, entre eles o deputado Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente.

 

Diretor da Prevent reconhece alteração de código de diagnóstico da Covid

Pedro Benedito Batista Júnior na CPI da Covid
O diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, afirmou que mesmo pessoas confirmadas com Covid tinham o diagnóstico mudado - Foto: Sérgio Lima/ Poder360

Em depoimento na CPI da Pandemia, Pedro Benedito Batista Junior, diretor-executivo da Prevent Senior, afirmou que a empresa realmente adotou procedimento para alterar o código de diagnóstico dos pacientes com Covid-19, fazendo com que a doença fosse mencionada após determinados dias de internação e também disse que não houve ocultação das mortes no estudo sobre hidroxicloroquina. 

O senador Renan Calheiros, relator da CPI da Pandemia, alegou ter provas de que a mãe do empresário Luciano Hang, um dos principais defensores do tratamento precoce, foi medicada com o ‘kit covid’ e faleceu. No entanto, o filho pediu para que a informação não fosse divulgada. Outra omissão teria ocorrido na divulgação da causa da morte de Anthony Wong, médico defensor do tratamento precoce, que faleceu no início de 2021. Ele havia tomado o ‘kit covid’ e faleceu por complicações da doença, apesar de no prontuário constar  que o pediatra morreu de choque séptico, pneumonia, hemorragia digestiva alta e diabetes mellitus e não fazer menção alguma à Covid. 

 

Governo Bolsonaro volta a recomendar vacina contra Covid em adolescentes

Adolescente de 14 anos é vacinado contra a Covid-19 no Rio de Janeiro, no dia 17 de setembro. — Foto: Ricardo Moraes/Reuters
Adolescente de 14 anos é vacinado contra a Covid-19 no Rio de Janeiro, no dia 17 de setembro. - Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Na última semana o ministro Queiroga orientou a retirada de jovens da campanha de vacinação contra Covid. No entanto, na noite de quarta-feira, dia 22, o governo recuou e voltou a indicar que adolescentes sem comorbidades fossem vacinados contra a Covid-19. 

A recomendação da pasta é que isso ocorra apenas após a imunização reforçada dos idoso e grupos mais vulneráveis, o intervalo entre as vacinas ser encurtado, além de imunizar adolescentes com deficiência. Segundo Rodrigo Cruz, o diretor-executivo da Saúde, a avaliação mostrou que os benefícios são maiores que os riscos e que o uso da vacina não rtem relação com a morte do adolescente de 16 anos no interior de SP. 

 

The Crown leva sete dos prêmios principais no Emmy

Os vencedores do73º Emmy Awards Foto: RICH FURY / STR
Os vencedores do73º Emmy Awards - Foto: RICH FURY / STR

No formato presencial, o 73ª Emmy Awards aconteceu no último domingo, dia 19, em Los Angeles. A série campeã da noite foi o drama The Crown, que levou sete prêmios principais: melhor roteiro, melhor drama, melhor direção, melhor ator e atriz em série de drama, melhor ator e atriz coadjuvante em série de drama.   

A segunda série mais premiada foi Ted Lasso, com quatro estatuetas principais: melhor ator e atriz coadjuvantes, melhor comédia e melhor ator para o protagonista.  

A série Hacks, da HBO Max, levou três troféus assim como Mare of Easttown. O Gambito da Rainha conquistou dois, I May Destroy You e Halston apenas um. 

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