A prática educativa integra movimento, música e linguagem dos alunos da Pedagogia Waldorf. 
por
Helena Aguiar de Campos
Ingrid Luiza Lacerda
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16/10/2026 - 12h

 

A euritmia é uma prática artística desenvolvida no contexto da Pedagogia Waldorf, que une diferentes formas de expressão. Nela, cada nota musical, letra, signo ou sentimento pode ser traduzido em gestos e movimentos específicos. A prática amplia as possibilidades de aprendizado para além da sala de aula, permitindo que o corpo também participe desse processo. Para muitos professores, a euritmia é ainda uma forma de “dança curativa”, por favorecer a presença, a percepção e a conexão entre corpo e expressão.

A prática acompanha os alunos ao longo dos 12 anos de formação escolar, com conteúdos que se transformam de acordo com cada etapa do desenvolvimento. Nos primeiros anos, os estudantes têm contato com o alfabeto e seus movimentos, construindo uma base que, posteriormente, permite contar histórias por meio da euritmia. Ao longo da formação, são introduzidas as notas da escala musical e, nos anos seguintes, conteúdos relacionados a diferentes temas e aspectos da experiência humana. Assim, os alunos aprendem a recitar contos, interpretar músicas e expressar ideias e sentimentos por meio do movimento.

É nesse espírito que, todos os anos, alunos de diferentes escolas Waldorf se encontram para compartilhar o que foi desenvolvido ao longo desse percurso. O encontro resulta em uma grande produção coletiva, na qual cada grupo apresenta uma composição preparada durante o ano. Figurinos, trajes e acessórios também fazem parte da construção de cada apresentação, contribuindo para a atmosfera e a linguagem de cada obra. Em algumas ocasiões, os próprios alunos também apresentam poemas ou textos produzidos coletivamente em sala.

Mais do que uma apresentação, o encontro revela uma parte importante da experiência escolar na Pedagogia Waldorf: aprender também por meio do corpo, da arte e da convivência. A euritmia estimula a concentração, a coordenação, a escuta e a expressão, ao mesmo tempo em que convida os estudantes a perceberem a si mesmos, aos outros e ao espaço que compartilham.

Nas imagens, ficam registrados alguns desses momentos: diferentes escolas, diferentes turmas e diferentes formas de expressão reunidas em um mesmo encontro. Um trabalho construído ao longo de todo o ano e que, no palco, ganha movimento, presença e vida.

Apresentação sobre a história do Egito. fotos: Ingrid Lacerda/AGEMT
Apresentação sobre a história do Egito. fotos: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Alunos do último ano fazendo o “oito harmônico".” Foto: Helena Campos/AGEMT

Alunos do último ano fazendo o “oito harmônico".  Foto: Helena Campos/AGEMT

 

A umbanda ganha foco na apresentação do último ano. Fotos: Helena Campos/AGEMT
A umbanda ganha foco na apresentação do último ano. Fotos: Helena Campos/AGEMT
Alunos da Rudolf Steiner praticando euritmia. Fotos: Helena Campos/AGEMT
Alunos da Rudolf Steiner praticando euritmia. Fotos: Helena Campos/AGEMT

 

Alunos representando as figuras de religiões de matriz africana. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

Alunos representando as figuras de religiões de matriz africana. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Apresentações musicais, cada gesto representa uma nota. Fotos: Ingrid Lacerda/AGEMT
Apresentações musicais, cada gesto representa uma nota. Fotos: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Alunos fazendo a letra “M” do alfabeto da Euritmia. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

Alunos fazendo a letra “M” do alfabeto da Euritmia. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Diferentes gestos presentes na Euritmia, notas mais agudas tem movimento acima da cabeça. Fotos: Helena Campos/AGEMT
Diferentes gestos presentes na Euritmia, notas mais agudas tem movimento acima da cabeça.
Fotos: Helena Campos/AGEMT

 

Manifestação falada em meio a dança. Fotos: Helena Campos/AGEMT
Manifestação falada em meio a dança. Fotos: Helena Campos/AGEMT

 

Apresentação sobre o rio, feita por alunos waldorf. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

Apresentação sobre o rio, feita por alunos waldorf. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Apresentação com o uso do bastão eurítmico. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT
Apresentação com o uso do bastão eurítmico. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Figurinos contribuem para a construção da narrativa. Fotos: Helena Campos/AGEMT
Figurinos contribuem para a construção da narrativa. Fotos: Helena Campos/AGEMT

 

Os estudantes se movimentam por todo o palco. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT


Os estudantes se movimentam por todo o palco. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Apresentação musical de estudantes do ensino fundamental. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

Apresentação musical de estudantes do ensino fundamental. Foto: Ingrid Lacerda/AGEMT

 

Contraste entre a natureza exuberante e a arquitetura modernista do Parque Ibirapuera
por
Mickey Achoa
Ivo de Carvalho
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01/10/2026 - 12h

O Parque Ibirapuera é um polo cultural da Cidade de São Paulo que se manifesta de diferentes formas. Para além de suas exposições únicas, obras icônicas e expressões artísticas, o parque conta com uma série de projetos arquitetônicos desenvolvidos por Oscar Niemeyer, essencialmente inspirados na arquitetura modernista e que se mesclam com a natureza exuberante do parque em uma espécie de simbiose.

O Planetário do Parque Ibirapuera é uma construção excêntrica não foi projetada por Niemeyer , no entanto, o edifício foi concebido para se integrar perfeitamente ao conjunto arquitetônico moderno do Parque Ibirapuera e inaugurado sob a coordenação do arquiteto
Dentre as muitas estruturas  modernistas atribuídas à lenda da arquitetura no Brasil, o Planetário é, sem dúvida, a mais excêntrica, e curiosamente não foi projetada por Niemeyer. Na realidade, o projeto foi desenvolvido por Eduardo Corona, Roberto Tibau e Antonio Carlos Pitombo, no entanto, o edifício foi concebido para se integrar perfeitamente ao conjunto arquitetônico moderno do Parque Ibirapuera e inaugurado sob a coordenação de Niemeyer. A ideia era criar uma estrutura que impactasse pela estranheza e despertasse a curiosidade nas pessoas, com o objetivo de difundir o conhecimento científico astronômico no Brasil. O formato pouco ortodoxo, que lembra uma nave espacial, como se ela tivesse pousado delicadamente em meio a densa vegetação do parque, ajudou na fama e o espaço segue até hoje como um dos principais pontos turísticos da localidade. Foto: Felipe Achoa Coelho da Rocha
 O Museu Afro Brasil é mais uma enorme estrutura de concreto armado que, apesar da brutalidade e do tamanho exorbitante, se encaixa suavemente na delicada natureza do Ibirapuera
O Museu Afro Brasil é mais uma enorme estrutura de concreto armado que, apesar da brutalidade e do tamanho exorbitante, se encaixa suavemente na delicada natureza do Ibirapuera por meio de grandes painéis de vidro e vãos abertos que borram os limites entre o interior do pavilhão e o verde ao redor. Vários elementos da arquitetura moderna brasileira marcam essa proposta de união entre espaço construído e paisagem, como os painéis de vidro na parede, o aproveitamento da luz natural e a continuidade visual, permitindo ao visitante ver o entorno do parque de dentro do museu. Foto por: Felipe Achoa Coelho da Rocha
 Com cerca de 28.000m em laje de concreto,  mais de 600 m² extensão sinuosa e um solário no centro, de onde se desenvolve uma exuberante vegetação, a Marquise é um passeio coberto
A Marquise é talvez o projeto mais genial da carreira de Oscar Niemeyer. Com cerca de 28.000m em laje de concreto,  mais de 600 m² extensão sinuosa e um solário no centro, de onde se desenvolve uma exuberante vegetação, a obra tinha o intuito original de ser um passeio coberto, que serviria como ligação para os diferentes prédios culturais do Parque Ibirapuera, como a Oca, o Museu de Arte Moderna (MAM), o Museu Afro Brasil (MAB) e a Bienal, protegendo as pessoas do sol e da chuva. Foto por: Felipe Achoa Coelho da Rocha
 O que Niemeyer não projetou, mas reescreveu o intuito original do projeto foi que, com o passar dos anos, skatistas, patinadores e afins, descobriram que o chão de concreto armado e, naturalmente, a proteção da chuva, eram perfeitos para a prática dos esportes até nos dia mais chovedios.
O que Niemeyer não projetou, mas reescreveu o intuito original do projeto da Marquise foi que, com o passar dos anos, skatistas, patinadores e afins, descobriram que o chão de concreto armado e, naturalmente, a proteção da chuva, eram perfeitos para a prática dos esportes até nos dia mais chuvosos. Com isso, a Marquise ganhou uma nova forma e a manifestação cultural no local continua, mas de forma totalmente diferente, adaptada ao que o parque pedia. Foto por: Ivo de Carvalho
Oca surgiu com um propósito ligeiramente diferente. Consolidada como uma obra de arte em si, com seu projeto arquitetônico único em formato de domo, como um recanto, um lar em meio à natureza, a ideia do espaço é receber diferentes tipos de manifestações culturais em exposições temporárias.
Apesar de outras estruturas terem suas próprias individualidades, a Oca surgiu com um propósito ligeiramente diferente. Consolidada como uma obra de arte em si, com seu projeto arquitetônico único em formato de domo, como um recanto, um lar em meio à natureza, a ideia do espaço é receber diferentes tipos de manifestações culturais em exposições temporárias. Foto por: Ivo de Carvalho
 
O Museu de Arte Moderna (MAM), além de um dos principais centros de exposição na cidade de São Paulo, com um vasto acervo fixo e exibições rotativas, ainda é uma das estruturas mais complexas do Ibirapuera
O Museu de Arte Moderna (MAM), além de um dos principais centros de exposição na cidade de São Paulo, com um vasto acervo fixo e exibições rotativas, ainda é uma das estruturas mais complexas do Ibirapuera. São cerca de 900 m² de concreto armado sob a marquise do parque, com fachadas de vidro que permitem que as obras escapem e o meio ambiente do entorno invada a estrutura, que ganha vida com a mescla de arte, arquitetura e meio ambiente. Foto por: Felipe Achoa Coelho da Rocha
 
o Auditório é a estrutura mais intrigante do Parque Ibirapuera. Com seu desenho e criação sendo contemporâneos às demais estruturas do parque, a execução efetivamente só foi sair do papel 51 anos depois, devido a impasses políticos e ficou de fora da inauguração do Ibirapuera em 1954
Desenhado pelo próprio Oscar Niemeyer, o Auditório é a estrutura mais intrigante do Parque Ibirapuera. Com seu desenho e criação sendo contemporâneos às demais estruturas do parque, a execução efetivamente só foi sair do papel 51 anos depois, devido a impasses políticos e ficou de fora da inauguração do Ibirapuera em 1954. As obras só começaram em 2003, após brigas judiciais sobre o tombamento da área e, em 2005 o espaço projetado por Niemeyer foi aberto ao público. Com uma forma geométrica que se modela idealmente ao campo aberto da área, a estrutura conta com um detalhe na entrada que remete diretamente ao movimento de uma fita no vento e muda o horizonte do céu aberto em meio ao mar de prédios que o parque propicia. Foto por: Felipe Achoa Coelho da Rocha

 

Mostra permitiu visitas inéditas à residência futurista que se tornou um marco da arquitetura paulistana
por
Daniela Monteiro Martinho
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02/06/2026 - 12h

Há décadas, quem passa pela Avenida Faria Lima, em São Paulo, dificilmente deixa de notar uma construção peculiar que desafia os padrões da arquitetura tradicional. Suspensa sobre uma estrutura de concreto e com formato esférico, a Casa Bola se tornou um dos ícones mais curiosos da paisagem paulistana. Agora, quase meio século após sua construção, o imóvel voltou aos holofotes ao receber uma exposição aberta ao público.

Encerrada no último domingo (31), a mostra ABERTO5 marcou um momento histórico para a residência projetada pelo arquiteto Eduardo Longo. Pela primeira vez desde sua construção, a Casa Bola recebeu visitantes de forma ampla, permitindo que o público conhecesse de perto um dos projetos mais experimentais da arquitetura brasileira.

 

 

Vista externa da Casa Bola revela o contraste entre a estrutura concebida por Eduardo Longo e a paisagem verticalizada da região da Faria Lima.
Vista externa revela o contraste entre a estrutura concebida por Eduardo Longo e a paisagem verticalizada da região da Faria Lima./ Foto: Daniela Martinho

 

A exposição reuniu cerca de 60 obras de arte e design de mais de 50 artistas de arte contemporânea espalhadas pelos ambientes da casa, transformando a residência em uma experiência que mesclava arte, design e arquitetura. Mas, para muitos visitantes, a grande atração era a própria construção.

 

 

O segundo pavimento da Casa Bola recebeu parte das mais de 60 obras apresentadas na exposição ABERTO5
O segundo pavimento recebeu parte das mais de 60 obras apresentadas na exposição ABERTO5. / Foto: Daniela Martinho 

Construída entre 1974 e 1979, em meio ao auge da contracultura, a Casa Bola nasceu como uma contestação aos modelos arquitetônicos predominantes da época, marcados pelo Modernismo e pelo Brutalismo. Ao idealizar uma residência esférica, experimental e de aparência leve, Eduardo Longo propôs uma nova forma de pensar a arquitetura, questionando tanto os métodos construtivos quanto a relação das pessoas com o espaço urbano.

“Quando me falaram de fazer a exposição aqui, eu pensei que fosse uma exposição que, como já teve algumas aqui, fosse demorar um mês preparando. Mas depois demorou um ano preparando e foi uma coisa muito maior do que eu esperava. Pra mim tá sendo uma maravilha, porque eu tava aí meio já esquecidão”, afirmou o arquiteto.

Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Longo ficou conhecido pelo caráter experimental de seus projetos. Ao longo da carreira, buscou alternativas às construções convencionais, explorando soluções mais leves e industrializáveis. A Casa Bola acabou se tornando a síntese mais conhecida dessa pesquisa.

“Eu estava procurando uma coisa ao contrário do que eu fazia, que era tudo de concreto pesado. Eu estava procurando uma coisa leve, para fazer industrialmente um módulo reproduzido em fábrica. A verdade é que nenhum volume é mais leve que a bola”, explica o arquiteto.

 

Contraste entre a estética radical da Casa Bola e a geometria rígida da arquitetura tradicional ao lado.

Contraste entre a estética radical da Casa Bola e a geometria rígida da arquitetura tradicional ao lado./ Foto Daniela Martinho 

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Integração entre arquitetura e brincadeira: a Casa Bola combina rampas, escorregadores e plataformas circulares em um espaço único
Integração entre arquitetura e brincadeira: a Casa Bola combina rampas, escorregadores e plataformas circulares em um espaço único / Foto: Daniela Martinho

 

Com aproximadamente oito metros de diâmetro, a residência foi concebida para funcionar como uma casa completa dentro de uma estrutura esférica. Distribuídos em diferentes níveis, os ambientes incluem quartos, áreas de convivência e cozinha.

 No interior, predominam as superfícies brancas e as formas curvas, criando uma atmosfera futurista e, ao mesmo tempo, orgânica. Como as paredes acompanham a geometria da esfera, diversos móveis foram desenhados especialmente para se integrar à arquitetura da casa.

 

Sala de baixo da residência-esfera, com elementos suspensos e plantas que reforçam a atmosfera experimental do projeto

Sala de baixo da residência-esfera, com elementos suspensos e plantas que reforçam a atmosfera experimental do projeto. / Foto: Daniela Martinho 

 

Sala superior marcada por curvas contínuas e mobiliário integrado que reforçam a estética futurista.

Sala superior marcada por curvas contínuas e mobiliário integrado que reforçam a estética futurista.. / Foto: Daniela Martinho

 

Banheiro compacto da Casa Bola, moldado em módulo único e totalmente branco
Banheiro compacto, moldado em módulo único e totalmente branco. / Foto: Danieela Martinho

 

 

Quarto de criança na Casa Bola, marcado pela simplicidade das formas e pela atmosfera leve e contínua

Quarto de criança, marcado pela simplicidade das formas e pela atmosfera leve e contínua. / Foto: Daniela Martinho 

Essa dualidade entre tecnologia e artesanato também orientou a curadoria da exposição. Se vista de fora, a Casa Bola lembra uma espaçonave pousada em meio à paisagem urbana paulistana. Por dentro, seus espaços remetem a uma espécie de caverna contemporânea. O próprio Eduardo Longo resume essa contradição com uma frase que se tornou uma das marcas da mostra: “meio Jetsons, meio Flintstones”, em referência aos desenhos animados norte-americanos dos estúdios Hanna-Barbera, da década de setenta, que retratavam a rotina familiar de um futuro distante e do passado no tempo dos dinossauros.

 

 

 

 

 

O evento reúne 150 expositores no Estádio do Pacaembú
por
Laura Celis Brandão
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01/06/2026 - 12h

A literatura tomou conta da Praça Charles Miller, no Pacaembu, com a realização da 5° edição da Feira do Livro. O festival, gratuito e ao ar livre, vai até o dia 7 de junho. Os livros transformam o espaço público em um vibrante epicentro cultural, atraindo leitores de todas as idades para acompanhar uma programação que conta com mais de 250 atividades, 150 expositores e centenas de autores nacionais e internacionais. O evento reafirmou sua importância para a ocupação cultural e artística de São Paulo, e a programação pode ser conferida no site oficial da realização. 

O evento contou com artistas vendendo artes com cunho político-social. Foto: Laura Celis
O evento contou com artistas vendendo artes com cunho político-social. Foto: Laura Celis
Artes visuais com forte narrativa urbana e social também ganharam destaque na feira. Foto: Laura Celis
Artes visuais com forte narrativa urbana e social também ganharam destaque na feira. Foto: Laura Celis
O público aproveitou o domingo para ler, conversar e aproveitar o gramado em frente à fachada do Pacaembu. Foto: Laura Celis
O público aproveitou o domingo para ler, conversar e aproveitar o gramado em frente à fachada do Pacaembu. Foto: Laura Celis
Mensagens espalhadas pela logística do evento reforçam o papel transformador da leitura. Foto: Laura Celis
Mensagens espalhadas pela logística do evento reforçam o papel transformador da leitura. Foto: Laura Celis
Intervenções artísticas e referências históricas espalhadas pela Feira. Foto: Laura Celis
Intervenções artísticas e referências históricas espalhadas pela Feira. Foto: Laura Celis
Edição do jornal da revista "Quatro Cinco Um" celebrando a ocupação da Praça Charles Miller pelas "feras do livro". Foto: Laura Celis
Edição do jornal da revista "Quatro Cinco Um" celebrando a ocupação da Praça Charles Miller pelas "feras do livro". Foto: Laura Celis
Detalhe da dedicatória do livro ‘Olho D’Água’ de Marcelo Tolentino. Foto: Laura Celis
Detalhe da dedicatória do livro ‘Olho D’Água’ de Marcelo Tolentino. Foto: Laura Celis
Kombi da cervejaria Catimba, tradicional da região da Vila Anglo Brasileira, em São Paulo. Foto: Laura Celis
Kombi da cervejaria Catimba, tradicional da região da Vila Anglo Brasileira, em São Paulo. Foto: Laura Celis

Visitantes exploram estandes engajados na Feira do Livro que promovem a reflexão social, a política e a força das ideias. Foto: Laura Celis
Visitantes exploram estandes engajados na Feira do Livro que promovem a reflexão social, a política e a força das ideias. Foto: Laura Celis
Cores e literatura se misturam nas bancadas do estande da Editora Nós. Foto: Laura Celis
Cores e literatura se misturam nas bancadas do estande da Editora Nós. Foto: Laura Celis

 

Projeto de extensão universitária no Senac Santo Amaro reúne estudos e apresentações sobre povos originários
por
Laura Celis Brandão
|
01/06/2026 - 12h

 

O campus do Senac Santo Amaro virou um palco de celebração, reflexão e resgate histórico. No último mês de maio, estudantes, professores e visitantes se reuniram para uma imersão profunda na cultura dos povos originários, com um olhar especial voltado para a trajetória de resistência do povo Fulni-ô. O evento, que faz parte das ações de extensão universitária da instituição, uniu debates acadêmicos a apresentações para o público presente.

Mais do que um estudo teórico, o encontro buscou quebrar estereótipos coloniais e aproximar a comunidade urbana de São Paulo da realidade dos indígenas que habitam o agreste de Pernambuco, no município de Águas Belas.

Retrato de Tyase ao lado de manequim pintado em 2025, exposto no Senac Santo Amaro. Foto: Laura Celis
Retrato de Tyase ao lado de manequim pintado em 2025, exposto no Senac Santo Amaro. Foto: Laura Celis/ AGEMT
Pintura corporal realizada no Keno, um dos nativos do povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis
Pintura corporal realizada no Keno, um dos nativos do povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis/ AGEMT
Colar de miçanga artesanal feito pelo povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis
Colar de miçanga artesanal feito pelo povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis/ AGEMT
Lambe-lambes feitos pelos alunos do Senac sobre o povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis
Lambe-lambes feitos pelos alunos do Senac sobre o povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis/ AGEMT
Artesanato feito pelo povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis
Artesanato feito pelo povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis/ AGEMT
Retrato de Tyase pintado durante o evento realizado no Senac Santo Amaro. Foto: Laura Celis
Retrato de Tyase pintado durante o evento realizado no Senac Santo Amaro. Foto: Laura Celis/ AGEMT
Artesanato feito pelo povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis
Artesanato feito pelo povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis/ AGEMT
Tyase, um dos líderes do povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis
Tyase, um dos líderes do povo Fulni-ô. Foto: Laura Celis/ AGEMT

Documentário fotográfico reúne imagens do distrito policial que foi centro de tortura e terror durante a Ditadura Militar, hoje, espaço de luta, conhecimento e preservação da memória.
por
Geovana Bosak
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29/06/2024 - 12h

Durante os anos sombrios da Ditadura Militar que ocorreu no Brasil após o Golpe de 1964, funcionou em São Paulo, na Rua Tutóia n° 921, a Operação Bandeirantes (Oban), criada pelo Exército para interrogar e combater os ditos "inimigos internos" que supostamente ameaçavam a segurança nacional. Sob o comando dessa operação, o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna, o DOI-Codi, foi estabelecido como um dos principais órgãos de repressão política, sendo um espaço de tortura, assassinato e desaparecimento de perseguidos políticos.

O DOI-Codi de São Paulo funcionou como um dos centros mais ativos de tortura e assassinato no Brasil durante os anos de repressão. Comandado pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, passaram pelo local mais de dois mil presos, entre eles o jornalista Vladimir Herzog, diretor de jornalismo da TV Cultura torturado e assassinado nas dependências do DOI-Codi SP em 1975. 
Após sua desativação no início da década de 1980, o local continua a abrigar uma delegacia. Em 2014, o complexo foi tombado pelo CONDEPHAAT e, em 2017, pelo CONPRESP, para a criação de um centro de memória aberto à visitação pública. Atualmente, são realizadas diversas atividades no local, organizadas pelo Núcleo Memória, como o Ato Unificado Ditadura Nunca Mais e as visitas mediadas para todos os interessados em temas ligados aos direitos humanos. 

Essas atividades são importantes para conhecer o passado, entender o presente e valorizar cada vez mais a democracia e o respeito aos direitos humanos. 

Veja o documentário fotográfico sobre o antigo DOI-Codi SP, realizada durante a visita mediada organizada pelo Núcleo Memória, com a presença e o depoimento de Maurice Puliti e Amelinha Tales, ex-presos políticos torturados no local. 

 

 

 

O mercado de flores da Av. Dr. Arnaldo na região central da cidade de SP.
por
Julia Barbosa
Maria Clara Magalhães
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25/06/2024 - 12h

Ensaio fotográfico na Av. Dr Arnaldo registra “Flores: das bancas ao cemitério”. Flores trazem vida e no cemitério servem de homenagem, como um gesto de quem fica, para quem está ou para quem foi. Confira!

 

Thrash Metal: o estilo rebelde e o desejo de desafiar as normas estabelecidas
por
Beatriz Alencar
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25/06/2024 - 12h

A cultura underground é aquela que se opõe a cultura pop e as demais disseminadas pela grande mídia. Esse estilo influenciou e foi influenciado pelos movimentos góticos, new wave, rap e heavy metal. Incluindo todos esses, temos o Thrash Metal, caracterizado pelas notas brutas e rápidas.

Neste foto documentário, você poderá acompanhar ensaios de bandas de Thrash metal e Metal Punk.

Desde a primeira menção do ato em lei, até os dias atuais, poucas mudanças aconteceram. A luta pela legalização do aborto permeia pelas ruas.
por
Gabriela Jacometto
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25/06/2024 - 12h
Em cozinha de família libanesa, o ensaio fotográfico investiga o longo e afetivo processo que mantém tradições e identidades vivas
por
Fernanda Pradella Travaglini
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24/06/2024 - 12h

Amassa. Amassa outro tanto, joga mais farinha, verifica a olho. Assim nasce um capeletti – libanês. A sopa "shishbarak" é típica do país e foi trazida ao Brasil por imigrantes, no século XX. Feita de coalhada de leite e capeletti recheado com carne e hortelã, seu sabor é uma mistura entre o remanescente azedo do iogurte, do frescor do hortelã e sal da carne. Apesar da combinação exótica aos paladares mais tropicais, preparar a Shishbarak é um convite a observar o tempo da transformação dos ingredientes em um alimento carregado de identidade.