Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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A comemoração foi feita em grande estilo! Uma série de experiências interativas tomaram parte da cidade nova iorquina durante quatro dias.
por
Giovanna Montanhan
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12/06/2023 - 12h

 

Sex and the City é uma produção norte-americana criada por Darren Star, baseada no livro homônimo de Candace Bushnell, exibida pela HBO. Foi uma das primeiras séries de televisão que retratou a vida social de mulheres solteiras e independentes em uma metrópole como Nova Iorque. O seriado acompanha a vida de quatro amigas - Carrie Bradshaw (interpretada por Sarah Jessica Parker), Charlotte York (Kristin Davis), Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) e Samantha Jones (Kim Cattrall) - à medida que elas enfrentam desafios em suas carreiras, relacionamentos e amizades. 

 

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Sarah Jessica Parker como Carrie - Foto Reprodução: Getty Images

 

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Kristin Davis como Charlotte - Foto Reprodução: Pure People

 

 

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Cynthia Nixon como Miranda - Foto Reprodução: New Line Cinema/Entertainment Pictures/

 

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Kim Cattrall como Samantha - Foto Reprodução: Pinterest

Ao longo de seis temporadas (1998-2004), a série introduziu diversas frases de efeito que até hoje são citadas e usadas como referência no universo da cultura pop. 

A figurinista da série, Patricia Field, criou um guarda-roupa exclusivo para cada personagem. A partir dos estilos únicos de cada uma, Field influenciou muitas pessoas ao redor do mundo, ditando tendências, como por exemplo, o tutu de tule usado por Carrie, os famosos saltos altos de Manolo Blahnik, que se tornaram itens de desejo para muitas pessoas, com várias marcas criando réplicas para atender essa demanda e a bebida alcoólica cosmopolitan, que ganhou fama após o sucesso da série.
 

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Foto Reprodução: Getty Images

 

 

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Foto Reprodução: HBO Max

 

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Foto Reprodução: Manolo Blahnik

 

 

Devido a popularidade do seriado, após seu término, dois filmes foram lançados. O primeiro, em 2008, com o enredo em torno do casamento de Carrie e seu noivo Mr. Big, enquanto as outras três amigas lidavam com seus próprios desafios pessoais. Além de se passar em Nova Iorque, as quatro amigas também tiveram aventuras no México. O longa-metragem foi um sucesso de bilheteria e arrecadou mais de 415 milhões de dólares em todo o mundo.

O segundo, em 2010, trouxe de volta as quatro amigas para novos desafios que as levou de Nova Iorque para Abu Dhabi. Este filme foi criticado por algumas polêmicas, como a retratação da cultura árabe. Arrecadou cerca de 290 milhões de dólares no total.

A possibilidade de haver um terceiro filme foi engavetada em 2017. A informação veio por meio de um podcaster famoso que teve acesso ao roteiro da produção e relatou que o longa começaria com a morte de Mr. Big. De acordo com ele, a intérprete de Samantha também não demonstrou interesse em realizá-lo. Ela acreditava que com essa narrativa focada no ataque cardíaco de Big, a trama colocaria mais Carrie em evidência, e acabaria dispersando o real ponto do enredo: as amigas em si. 

No final de 2021, a franquia Sex and the City decidiu continuar sua história com o lançamento de uma série spin-off, intitulada And Just Like That. Com um elenco composto por apenas três atrizes (Sarah Jessica Parker, Kristin Davis e Cynthia Nixon). Isso aconteceu devido a um desentendimento entre Sarah e Kim, portanto, Samantha Jones não retornou. 

 

capa

Uma das maiores críticas dessa nova versão é a falta que a personagem faz. Apesar de todas serem consideradas protagonistas, Samantha era a queridinha do público por demonstrar ser uma mulher a frente de seu tempo, falar abertamente sobre sexo (tema considerado tabu até hoje), além de suas falas icônicas usadas até hoje pelos fãs nas redes sociais. 

 

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Tradução: Por que todo mundo precisa se casar e ter filhos? É tão clichê. 
Foto Reprodução: Pinterest

 

Kim Cattrall se pronunciou a respeito de ter dito que nunca mais participaria da série, pois não desejava ter contato com a colega de elenco. Um dos motivos que levaram a desavença, foi que Sarah Jessica não era gentil o suficiente, dando a entender que a moça se achava ‘’estrela’’. Quando questionaram a atriz sobre as declarações de Cattrall, Sarah disse estar surpresa, pois considerava-a como uma amiga e não sabia a razão pela qual ela tinha dito aquilo.

Em 2018, ocorreu o ápice da confusão, quando Kim publicou em seu Instagram que seu irmão estava desaparecido e que logo após foi encontrado sem vida. Sarah comentou na publicação e prestou seus pêsames ao acontecimento. Em seguida, ela deletou todos os comentários e fez outra publicação com a seguinte legenda: "Eu não preciso do seu amor ou apoio nesse momento trágico. Minha mãe me perguntou quando que Sarah Jessica Parker, essa hipócrita, me deixará em paz? Seu contato contínuo é um doloroso lembrete de quão cruel você realmente era antes e agora também. Deixe-me ser bem clara, você não é minha família e nem minha amiga, então eu estou escrevendo para te dizer pela última vez: deixe de explorar a nossa tragédia para restaurar a sua personalidade de 'legal'. 

Após demonstrar todo seu desgosto com a atitude da colega, ela também compartilhou um artigo do jornal New York Post que relatava alegações de comportamento abusivo de Sarah.

Parker disse não acreditar em um retorno da colega às gravações, quando se pronunciou a revista Variety sobre o assunto. "Não acho que eu estaria (ok), porque eu acho que já existe muita história pública dos sentimentos da parte dela que ela compartilhou. Eu não participei nem li nenhum dos artigos (sobre o assunto), apesar da maioria das pessoas estar inclinada a fazer com que eu saiba do que se tratam"

And Just Like That é uma produção da HBO Max, produzida por Michael Patrick King, que também foi o produtor executivo da série original. Essa nova série é uma homenagem ao legado de Sex and the City e tem como objetivo agradar tanto aos fãs antigos quanto a uma nova geração de espectadores. 

A produção aborda temas atuais, tendo como principal o envelhecimento das personagens. A ausência de Samantha durante essa primeira temporada foi notada e muito comentada pelos fãs da série. 

A segunda temporada do remake será lançada em 22 de junho de 2023, e já foi confirmado que terá uma pequena aparição de Samantha no episódio final. O anúncio gerou uma onda de comoção e entusiasmo entre os admiradores da série nas redes sociais.

 Apesar de todas as farpas trocadas entre Kim Cattrall e Sarah Jessica, não se sabe com certeza por qual motivo a atriz aceitou fazer uma participação na nova temporada, mas uma coisa é certa: uma das exigências foi que elas não tivessem nenhum contato durante a gravação da cena. 

Para celebrar as bodas de prata, uma pop-up foi montada em vários pontos da cidade, incluindo o famoso apartamento que a personagem Carrie morava (que realmente existia, não era apenas um cenário). Além disso, houve uma exposição dos figurinos e dos sapatos usados na série e no spin-off, uma linha exclusiva de produtos e, além disso, contou com o famoso drink cosmopolitan sendo servido ao longo do evento - feito com a vodca Ketel One, uma das marcas patrocinadoras. A experiência foi concluída com uma parede interativa onde os convidados podem compartilhar Post-Its - de forma semelhante aos do término de relacionamento da sexta temporada.

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Foto Reprodução: Variety
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Reprodução da porta do apartamento de Carrie - Foto Reprodução: Cindy Ord/Getty Images for Max

 

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Foto Reprodução: Cindy Ord/Getty Images for Max
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Foto Reprodução: Cindy Ord/Getty Images for Max

 

 

 

 

 

 

 

 

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Professor Marcus Bastos, da PUC-SP, e diretora artística Annabelle Mauger, criadora de “Imagine Picasso”, analisam tendência
por
Marina Jonas
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11/06/2023 - 12h

Uma onda crescente de exposições imersivas vem ganhando força em diversos países ao longo dos últimos anos, incluindo o Brasil. Na cidade de São Paulo, três delas estão em cartaz “Imagine Picasso”, “Michelangelo: o mestre da Capela Sistina” e Frida Kahlo: uma biografia imersiva”. Exibidas em lugares incomuns no circuito de arte, com grande fluxo de pessoas, como shoppings e parques, as produções fogem da obrigatoriedade dos museus. Em uma tentativa de aproximar o público do universo artístico, essas mostras se utilizam de tecnologias altamente sofisticadas, que projetam as obras de forma que o espectador se sinta dentro delas, literalmente. A experiência é um sucesso e já atraiu mais visitantes do que a média de museus como Masp e Pinacoteca, mas a pergunta que fica é: ao buscar a democratização, as exposições imersivas simplificam a arte?  

“Minha primeira inspiração para criar uma exposição imersiva sobre o trabalho de Picasso foi a vontade de democratizar um artista considerado gênio e que as pessoas costumam se afastar por desistirem de entendê-lo”, afirma Annabelle Mauger, diretora artística francesa e criadora de Imagine Van Gogh e Imagine Picasso. De fato, uma experiência lúdica e sensorial como a imersiva chama a atenção das pessoas. Por envolver sentidos que vão além da visão, ela acaba atraindo um público bem mais vasto, abrangendo desde jovens e crianças - que costumam se afastar dos museus - até adultos, que muitas vezes não têm o hábito de frequentar espaços de arte.  

Paradoxalmente, o mergulho propiciado por essa experiência pode gerar um olhar mais disperso sobre a arte, já que diversos elementos passam a disputar a atenção do visitante. É o que pensa o professor Marcus Bastos, livre-docente em Comunicação e Artes pela PUC-SP. 

“Ao passo que há uma reprodução, que não a original, o acesso à obra é facilitado em diversos contextos, fazendo com que grandes artistas circulem de uma maneira que não seria possível se não fosse pelas duplicatas digitais. Mas, por outro lado, a materialidade da obra se perde quando transferida para o digital”, avalia Bastos.  

Ou seja, ao mesmo tempo em que o espectador se sente imerso na obra de arte – experiência alta em valor educativo – suas cores originais se perdem e suas texturas e pinceladas ficam menos nítidas, pois apenas a projeção não consegue capturar todos os seus detalhes, empobrecendo a experiência da fruição artística, conclui o professor. Inclusive, Mauger conta que o desafio mais importante em realizar exposições imersivas e digitais é manter a integridade da obra do artista. Segundo ela, todas essas mostras têm usado o design para  transformar o movimento artístico e fazer desaparecer suas pinceladas. Ela afirma ainda ser apaixonada pelos detalhes das pinturas.  

No entanto, apesar de aspectos materiais importantes da obra se perderem ao ser digitalizada e representada em telas, a exposição imersiva consegue trazer um número de quadros jamais visto em museus comuns. De acordo com a criadora, sua segunda maior inspiração para “Imagine Picasso” foi a vontade de criar a “exposição impossível”, “onde todas as pinturas mais importantes de Picasso estão ao mesmo tempo no mesmo lugar”. E, de fato, ela conseguiu: na exibição, são expostas 220 obras do artista espanhol, em um total de 33 minutos de projeções, contando com 3 mil imagens.  

É uma nova forma de mostrar e ver a criação do artista: inovadora, envolvente, menos formal e, ainda, compartilhável, fazendo com que o impacto no público seja bem diferente. Fruir as obras projetadas no chão ou esculpidas em formatos geométricos – como é o caso em Imagine Picasso – desperta curiosidade, o que, sem dúvidas, faz com que mais pessoas visitem a exposição, tornando a arte cada vez mais acessível. Pois, como diz Mauger: “3D é a nova forma de ler a arte como uma experiência de arte viva”.  

 

Projeções na exposição “Imagine Picasso”, Shopping Morumbi. 

Projeções na exposição “Imagine Picasso”, Shopping Morumbi.  

 

Pessoas olhando e tirando fotos da exposição “Imagine Picasso”, Shopping Morumbi. 

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Como preservar a imaginação da criançada na era tecnológica e quais os riscos de negligenciar essa necessidade
por
Annanda Deusdará
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07/06/2023 - 12h

A cidade de São Paulo tem atualmente 110 museus, mas o Mapa da Desigualdade de 2022 mostra que 59% dos distritos do município não tem espaços culturais que se localizam majoritariamente em bairros centrais. Um estudo, feito pelo Instituto Oi Futuro em parceria com a consultoria da Consumoteca, demonstrou que um terço das crianças e adolescentes de até 14 anos não têm acesso a estes espaços.

Alguns dos problemas que levam à ausência deste público nos museus dispõem da dificuldade financeira e do estigma de monotonia e complexidade que cerca estes estabelecimentos. A pesquisa levantou que 49% dos entrevistados que não são frequentadores desses lugares não conseguem entender o que veem nas obras.

Em entrevista, a mãe Anna Feldmann, professora do Departamento de Jornalismo da PUC-SP, declarou que leva seu filho de 7 anos aos museus desde sempre, sendo uma prática que os dois gostam muito. Entre as instituições preferidas do pequeno estão o Museu do Futebol e Museu da Língua Portuguesa, tendo inclusive repetido as visitas.

Segundo a neuropsicopedagoga Denise Andreazzi, "É importante estimular o contato com esse ambiente, porque a expressão artística permite que a criança desenvolva sua percepção de mundo e crie sua própria identidade, e quanto antes ela for incentivada, maiores são as chances dela continuar nesse progresso."


Exposições culturais e a criatividade infantil

Em entrevista, a profissional Andreazzi alerta para o aumento do uso da tecnologia pelo público mais jovem. "Esse crescimento gera perda precoce da criatividade, o que também influencia no desenvolvimento cognitivo da criança. Isso ocorre porque o cérebro precisa estar em constante exercício, do contrário o corpo entende que não há necessidade de mandar neurônios para aquela região (área criativa), interrompendo assim a sinapse cerebral e consequentemente a geração de aprendizado naquele local."

A profissional também traz a importância da arte para garantir o processo criativo e o desenvolvimento infantil. "A capacidade do meio artístico de expressar os sentimentos que são difíceis de verbalizar acabam por ajudar na comunicação, em especial daqueles que são mais introvertidos, gerando maior desenvolvimento afetivo entre quem produz e quem observa. Outro benefício das interações artísticas é a cura de feridas internas através da afetividade e da imaginação. As exposições culturais também são capazes de trazer maior aproximação entre os indivíduos de uma casa, isso ocorre porque os obrigam a conversar sobre assuntos que não estão acostumados. O ato de escutar as opiniões dos membros da família faz com que eles possam conhecer melhor a identidade cultural e pessoal uns dos outros, que às vezes ficam ofuscadas pela correria do dia a dia."

 

Como tornar o museu agradável às crianças?

Feldmann também destaca que "é preciso respeitar o tempo delas, para que a atividade não seja visto como negativa, impedindo que ela possa se repetir. É importante considerar que as crianças são mais elétricas, então, as visitas precisam ser mais curtas. Quando a mesma demonstrar estar gostando, é possível que elas sejam prolongadas."

Apesar dessa familiaridade que foi construída ao longo do tempo, Feldmann relata que nem sempre é fácil e dá algumas dicas de como ela inseriu esse hábito em sua família. "Eu acho que o interessante é ir além do museu, fazer uma visita geral sobre todos os aspectos. Se o museu tem uma parte externa com um jardim já facilita para incentivar alguma brincadeira, o que eu acho que é superinteressante."

Para lidar com a agitação da criançada nas visitas, é preciso conversar com elas sobre o passeio, explicar o passo a passo de como ele vai acontecer e quais regras devem ser respeitadas. Uma dica de Andreazzi é fazer um tour virtual pelo local estabelecido e a utilização de cartões com imagens para facilitar o entendimento do pequeno.

"Para que a atividade não seja passiva, é aconselhável fazer perguntas prévias para entender o que as crianças entendem do assunto que vai ser abordado, dessa forma, o adulto estimula que a mesma preste mais atenção para descobrir se aquilo que ela sugeriu está certo ou não." - explica a especialista Andreazzi

A profissional também forneceu orientações para os pais que têm crianças com deficiências, como autismo, para que nenhuma seja excluída dos benefícios que a arte proporciona. Ela pede para que se tome cuidado para evitar multidões que podem causar agitação nos pequenos e para aqueles que precisam tocar nos objetos, é necessário informar o museu para que ele proporcione objetos sensoriais para serem manuseados durante a visita.

Além do papel dos pais em incluir seus filhos neste espaço, as escolas também têm grande importância, como mostra a pesquisa mencionada no início da reportagem, na qual 55% dos entrevistados tiveram seu primeiro contato com os museus em excursões escolares, reiterando a parceria necessária entre educação e cultura.

Para as famílias que querem dar essa experiência às suas crianças e não tem condições de contribuir com o valor do ingresso, há soluções. Alguns museus de São Paulo têm dias de visitação gratuita, para incentivar a cultura e o convívio familiar. Alguns deles são os edifícios da Pinacoteca, Museu do Futebol, Museu da Língua Portuguesa, entre outros. Para saber se os dias que eles oferecem esta gratuidade, é só visitar o site de cada estabelecimento.

Para os pais que têm receio de seus filhos não gostarem do passeio, é aconselhado fazer visitas em museus que se conectem com os interesses deles. Se ele gosta muito de futebol, o Museu do Futebol pode ser um começo. Outra dica é pesquisar os dias que o estabelecimento escolhido fornece atividades específicas para crianças, como oficinas e jogos educativos.

Crianças no Pina Família. Imagem: Reprodução Christina Rufatto

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Segunda edição do festival em São Paulo ocorreu nos dias 3 e 4 de junho, no Vale do Novo Anhangabaú
por
Luana Galeno
Mariana Henriques Marthaus
|
06/06/2023 - 12h


 

No último final de semana (03 e 04) aconteceu o MITA Festival em São Paulo. As atrações principais foram Florence + the Machine e, a mais aguardada pelo público brasileiro, Lana Del Rey. O evento já está em sua segunda edição e também contou com o Rio de Janeiro em seu itinerário.


 

                                                                                                                                                                                                              MITA Festival, palco principal- Foto: @marimarthaus

 

O local designado para os shows na metrópole brasileira foi bem diferente da cidade maravilhosa. O novo Anhangabaú montou uma estrutura que contou com dois palcos: Centro e Deezer, mas sua escolha de localização deixou os fãs de músicas com sentimentos mistos. Enquanto o Rio teve uma bela vista, o centro histórico de São Paulo não pôde competir. Ainda assim, o local não foi um impeditivo para que os ingressos de sábado esgotassem, enquanto os de domingo estiveram disponíveis para venda até a abertura dos shows. Estreito e plano, a escolha do Novo Anhangabaú como local do festival indignou o público, que reclamou da falta de visibilidade dos shows e da pouca quantidade de telões transmitindo o que ocorria nos palcos. Além disso, a organização do evento foi altamente criticada por ter separado uma área excessivamente grande para a pista premium, distanciando ainda mais o público da pista comum, impedindo a visão. 
 

Sábado

 

Lana Del Rey fez um show extremamente emotivo e nostálgico, apesar do atraso de quarenta minutos para sua entrada no palco. Apesar de estrear o setlist com seu mais novo hit, a enérgica "A&W", a cantora de Born to Die começou sua performance visivelmente abalada, chegando a interromper o show, pedindo para que sua equipe iniciasse novamente a terceira música da noite, Bartender. Emocionada, Lana desceu do palco para se aproximar do público e agradeceu aos fãs pelo apoio e carinho que recebeu durante sua estadia no Brasil. Na reta final, surpreendeu ao atender a pedidos da plateia e cantar os antigos sucessos Cinnamon Girl e Get Free, acompanhada por um forte coro de seus fãs. 

 

Lana Del Rey, ainda em seu primeiro figurino da noite- Foto: Gabriel Siqueira/Divulgação/Mita

 

Nos bastidores do evento, Duda Beat não deixou de tietar Lana e posaram juntas para fotos. Beat tocou apenas em SP, mas fez uma apresentação altamente performática, com figurinos chamativos e coreografias elaboradas, que conquistou grande sucesso. Outra exclusividade paulista foi a presença de Djonga, com participação de BK. O rapper convidou casais da plateia para o palco e afirmou “aqui toda forma de amor vale”, enquanto a plateia vibrava com o beijo de um casal homossexual. 

 

Duda Beat e o figurino escolhido. Foto: Brazil News

 

Atrações internacionais como Flume e Badbadnotgood animaram a cidade paulista assim como no Rio. Mas Natiruts usou da ansiedade do público para Lana Del Rey e fez toda a galera cantar alto ao som de Quero Ser Feliz Também.


 

Domingo

 

A tarde de domingo no MITA começou a ser tomada por música ao meio-dia com Far From Alaska, convidando Supercombo ao palco Deezer do festival. Na sequência, foi vez de Don L convidar Tasha & Tracie, agora no palco principal. Depois, subiu ao palco Deezer a estrela da música pop americana, Sabrina Carpenter, com um show leve e animado. A artista de apenas 24 anos disse para público que está muito grata, feliz e ansiosa por recentemente ter descoberto que voltará ao Brasil ainda no final deste ano para abrir os show da turnê ''The Eras'', de Taylor Swift, que teve suas datas internacionais anunciadas sexta feira, dia 02/06. 

 

Sabrina Carpenter no palco Deezer— Foto: Van Campos/Agnews

 

Outras das esperadas apresentações do dia, Capital Inicial e NX Zero admitiram saudades de tocar em casa e homenagearam suas trajetórias em apresentações nostálgicas, com setlists compostas por seus grandes clássicos, contagiando o público. Aquecendo para a apresentação dos headliners, The Mars Volta animou os fãs e o trio Haim repetiu o que havia feito no Rio e divertiu com sua performance de Ilariê, de Xuxa, com uma de suas vocalistas fantasiada da cantora brasileira. 

Vocalista Ester, do trio Haim, vestida de Xuxa— Foto: Brazil News

 

Encerrando o festival, o grupo Florence and The Machine não desapontou. A cantora Florence Welch entregou uma performance extremamente enérgica e contagiante, levando a multidão que a assistia a dançar e pular em pleno centro histórico de São Paulo. Dançando e percorrendo o palco durante todo o show, Florence chegou a descer e se jogar em meio aos fãs, enlouquecendo o público. 

Florence Welch, vocalista do grupo Florence and The Machine — Foto: Divulgação/ MITA Festival
 

O MITA Festival foi organizado pelas empresas Bonus Track, de Luiz Oscar Niemeyer e Luiz Guilherme Niemeyer, e 30e. A edição deste ano foi a segunda do Festival, inaugurado em 2022, e contou com 30 mil pessoas. Apesar do alto número de espectadores, atraídos pelos grandes nomes nacionais e internacionais que o festival reuniu, o evento foi altamente criticado pelo público nas redes sociais, tanto pela escolha de local, mal sinalizado e inseguro, quanto por sua organização, com a escolha por ter separação entre pista premium e comum, algo incomum em festivais de música desse porte.  


 

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Bastidores dos principais trabalhos do estúdio estarão a mostra na cidade de São Paulo até 30/06
por
Laura Teixeira
|
04/06/2023 - 12h

A exposição intitulada como DreamWorks: Uma Jornada do Esboço à Tela chegou na cidade de São Paulo em 20 de maio com previsão de encerramento em 30 de junho. Ela pode ser visitada todos os dias, das 10:00 às 22:00, no 4° andar do shopping Cidade São Paulo, a 130 metros da estação Trianon-Masp do metrô. Os ingressos têm hora marcada e a indicação etária é livre.

Miniatura do desenho Wallace e Gromit a batalha dos vegetais / foto: Agemt

 

Criada em 1994, nos Estados Unidos, a DreamWorks Animation produziu animações que marcaram o início dos anos 2000 como Shrek, Kung Fu Panda e  Madagascar. Apesar de americana, os desenhos satirizam clássicos da Disney e tiveram tanta força que foram fenômenos no Brasil, repercutindo até os dias de hoje.

A exposição, com mais de 400 itens inéditos, nunca tinha vindo ao país e foca no processo de criação dos principais trabalhos do estúdio, inclusive o momento de digitalizar e animar todas as artes. A visita é dividida entre três etapas com o processo de criação de personagens icônicos como Shrek, Banguela, Alex e Fiona. Além de esboços com anotações dos diretores dos longa-metragens, explicação da tecnologia envolvida no processo de criação, artigos exclusivos de cada desenho e interações com o público. 

Esboço com anotações do personagem Alex de Madagascar/ fonte: Agemt

 

A parte final da visita é dedicada à interação do público, com a oportunidade de desenhar em mesas digitalizadoras profissionais do mesmo modelo usado pelos ilustradores da DreamWorks. O desenho, porém, não pode ser salvo.

Partes da exposição possuem direitos autorais, por isso não é permitido fotografar ou filmar. A produção do evento, antes da entrada, avisa quais partes podem ou não serem registradas e as condições do registro, como o uso ou não de flash. Além disso, não é permitida a entrada de bolsas, existindo um guarda-volumes de 10 reais por item. Os valores do ingresso variam de R $45,00 a R $110,00 por pessoa.

Para mais informações e compra de ingresso, acesse o site:  www.https://dreamworksexposicao.com.br/

 

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