A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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Ator de “That 70’s show” recebe sentença máxima pelos crimes cometidos no início dos anos 2000
por
Laura Teixeira
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18/09/2023 - 12h

No dia 7 de Setembro, quinta-feira, Danny Masterson, estrela de programas como “ The Ranch" e “That 70' s show”,  foi condenado a 30 anos de prisão por estuprar duas mulheres em Los Angeles. Apesar de ter sido sentenciado por dois casos, há mais de três acusações contra o ator. Os crimes ocorreram em sua casa, entre os anos de 2001 e 2003, momento auge de sua carreira.

Charge feita durante o julgamento de Danny Masterson/ Artista: Mona Shafer
Charge feita durante o julgamento de Danny Masterson/ Artista: Mona Shafer

O movimento “Me Too” ocorreu em 2017 e foi marcado pela exposição e acusação de crimes sexuais de diversos nomes de Hollywood como Kevin Spacey (ator) e Harvey Weinstein (produtor). Após a repercussão dessas denúncias, as vítimas de Masterson se sentiram encorajadas em expor o que tinham sofrido entre 2001 e 2003. As investigações começaram em 2017 pela polícia de Los Angeles e concluíram um Modus Operandi do agressor, que drogava e ameaçava com armas suas vítimas durante a violência sexual. Após as acusações, o ator foi afastado da série “ The Ranch” na qual atuava ao lado de Ashton Kutcher.

No início quatro mulheres acusaram o ator, porém apenas três delas foram a julgamento e ele foi sentenciado apenas por duas. Todas as suas vítimas o conheceram na igreja da Cientologia, a qual Masterson faz parte desde sua infância. Antes de irem a público, as mulheres avisaram a igreja de tudo que ocorreu, mas a instituição acabou as culpabilizando.

Em entrevista para a revista People, o vice-procurador distrital de Los Angeles, Reinhold Muller, afirmou que as vítimas demoraram para conseguir justiça e que a decisão do júri foi correta. Além disso, explicou que Masterson acreditava que não seria preso: “ ele sempre pensou que iria se safar”. Durante o julgamento, as mulheres que o acusaram depuseram e explicitaram a importância de sua condenação: “ Você é patético, perturbado e extremamente violento e o mundo fica mais seguro com você na prisão” afirmou uma delas.

Mila Kunis e Ashton Kutcher enviaram carta ao juiz do caso a pedido da defesa de Danny Masterson/ foto: reprodução
Mila Kunis e Ashton Kutcher enviaram carta ao juiz do caso a pedido da defesa de Danny Masterson/ foto: BBC News

Após a divulgação da sentença de Danny Masterson, cartas feitas por colegas do ator vieram à tona. Nelas, artistas como Mila Kunis e Ashton Kutcher – que participaram de That 70’s Show em 1998 com Danny – apoiavam o agressor, afirmando que ele possui uma boa índole e que nunca cometeria os crimes que estava sendo acusado. Os documentos foram pedidos pela defesa e entregues ao juiz do caso, visando uma pena mais branda. Além de Kunis e Kutcher, Will Baldwin, Debra Jo Rupp e Kurtwood Smith também enviaram cartas.

Em 2019, Danny Masterson e seu advogado deram uma entrevista à revista People e afirmaram que “ Isso [as acusações] é mais que ridículo.” Além de descredibilizar o movimento “Me too” dizendo que as mulheres estariam utilizando holofotes para se manterem na mídia

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A autenticidade da cantora é posta em cheque novamente com o lançamento de seu segundo álbum
por
Bruna Quirino Alves
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18/09/2023 - 12h

O segundo álbum de estúdio de Olivia Rodrigo, a queridinha do pop, foi entregue ao público na última sexta-feira e os números não mentem. O lançamento foi um sucesso, como o de seu antecessor “SOUR”. 

“GUTS” acumulou mais de 60 milhões de plays no Spotify em sua estreia e todas as suas 12 faixas debutaram dentro do top 23 da parada global na plataforma.

 

foto da olivia rodrigo deitada em um fundo roxo com anéis escrito GUTS nos dedos
Ensaio feito para a capa do álbum. Foto: Divulgação  

 

Segundo Olivia, o projeto tenta capturar a confusão que vem com o processo de transição de uma jovem adulta, enquanto busca entender sua própria identidade e o seu lugar no mundo. Sua faixa favorita do álbum e uma das suas criações preferidas é “all-american bitch”, a introdução do disco. Para a artista, a faixa descreve muitos sentimentos reprimidos que ela guarda desde os seus 15 anos e nunca teve a coragem de expressar, até agora.

As faixas “all-american bitch”, “ballad of a homeschooled girl” e “get him back!” conversam conceitualmente entre si. Todas partilham batidas fortes, solos de guitarra marcantes e a sensação de estar lendo o diário de Olivia.

“Making the bed” e “the grudge” seguem o mesmo estilo de “drivers license”, famoso single do seu primeiro disco. São baladas melodramáticas do álbum, que são a marca registrada da artista. O tom e a sonoridade no refrão de “making the bed” soam familiares para quem conhece a melancolia de Phoebe Bridgers, principalmente em “Motion sickness”. 

“Teenage dream” encerra o álbum enquanto faz referência ao famoso single de Katy Perry, trazendo uma perspectiva mais confusa e introspectiva sobre a juventude, mostrando que talvez ser jovem não é tão cor-de-rosa. 

Ainda que o álbum represente muito bem a mentalidade de uma jovem de 20 e poucos anos, beirando o impossível não se identificar com a angústia e a ansiedade de suas letras, é perceptível a receita de bolo que a artista usa e abusa, na mesma fórmula pop-rock que vem sido explorada desde os anos 90, por Alanis Morissette, Blondie, The Veronicas que não ultrapassa o limite estabelecido desde o seu primeiro lançamento, Avril Lavigne, Paramore, entre outros. 

A sonoridade de “GUTS” é bem mais ambiciosa do que a que vimos em “SOUR” e é notável um tom confessional mais agressivo, mas as limitações criativas da artista não se ultrapassam desde o seu primeiro lançamento, enquanto se mantém no mesmo eixo temático e conduz a narrativa da mesma forma. 

Com novas acusações de plágio, a autenticidade de Olivia é posta em cheque novamente. O lançamento de “SOUR” foi marcado por acusações de plágio, tanto no projeto gráfico do disco – que supostamente plagiou o grupo independente Pom Pom Squad – quanto na faixa “Good 4 U” que inclui retroativamente Hayley Williams e Josh Farro do Paramore como coautores pela similaridade com o sample de “Misery Business”. 

Infelizmente “GUTS” não fugiu do radar nesse aspecto. A faixa “all-american bitch” apresenta uma melodia muito similar à do single “Start all over”, de Miley Cyrus, lançado em 2007, e como sempre a internet não deixou passar.

Tweet escrito "adoro a olivia rodrigo mas porque ela sempre interpola ou sampleia músicas obviamente famosas e só depois dá os créditos? é pra gerar buzz ou polêmica? ouvi um pedaço de musica nova e é um copia e col de start all over da miley kkk tem nem como fingir não"
Um dos tuítes que apontam o suposto plágio. Foto: Reprodução/Twitter

“GUTS” parece ser sequencial e carrega um sentimento de continuidade em relação ao álbum anterior por narrar os mesmos temas, ainda que a partir de uma perspectiva mais madura e menos passiva. Porém, mesmo sendo mais rock, o álbum é monótono e as faixas se confundem, além do uso exacerbado de samples de outras músicas que empobrecem a originalidade do projeto e roubam o sentimento de estar ouvindo algo novo, de fato. 

Por fim, só resta esperar que o próximo projeto de Olivia se diferencie trazendo uma receita nova e não apenas uma reprodução de tudo que já foi feito pelas estrelas do rock que a antecederam. 

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Premiação contou com performances memoráveis e com o Brasil fazendo história novamente
por
Helena Maluf
Gabriela Jacometto
Victória da Silva
Vitor Nhoatto
|
15/09/2023 - 12h

  O Video Music Awards, mais conhecido como VMA, é um evento anual promovido pela MTV onde os principais artistas da indústria musical têm seus trabalhos reconhecidos. A edição deste ano, sediada em Nova Jersey, EUA, aconteceu nesta terça-feira (12).

Com a presença ilustre de grandes nomes, a premiação contou com performances de artistas como Nicki Minaj, apresentadora deste ano, Shakira, homenageada da noite, e Anitta em dose dupla. A edição 2023 do VMA também se destacou pelo aumento da diversidade, tanto nas indicações, quanto nas apresentações.

 

Taylor recebendo o prêmio
Taylor Swift recebendo a estatueta de astronauta em uma das premiações. Foto: Gilbert Flores/Variety/Reprodução.                                                                                                               

 

 Performances 

Abrindo os trabalhos, o rapper Lil Wayne – com o seu novo single "Kat Food" – entregou muita animação. Logo em seguida, a nova estrela do cenário pop internacional, Olivia Rodrigo, iniciou sua performance com a faixa "Vampire" do recém-lançado álbum "GUTS", e engatou "Get Him Back" na sequência. Usando os dois palcos principais, e abusando de artefatos pirotécnicos, o grande show no entanto, não agradou, pelo tom errôneo cantado pela artista.

O evento também foi palco do reencontro dos integrantes da boyband 'N Sync, que há 20 anos atrás ganhou a categoria de Clipe de Pop pela música "Bye bye bye". Apesar de não terem se apresentado, emocionaram a plateia.

Na terceira apresentação da noite com muita coreografia e sensualidade, foi a das rappers Cardi B e Megan Thee Stallion, performando pela primeira vez a recém lançada "Bongos". Tivemos também Demi Lovato com um medley de hits na versão rock, do álbum REVAMPED. Com uma banda só de mulheres, a artista repetiu em certo grau o seu show no The Town mas em menor escala, cantando Heart Attack, Sorry Not Sorry e Cool For The Summer.

Em parceria com a empresa Doritos, a MTV cedeu um pequeno espaço para a apresentação de novos artistas entre os shows principais da noite e o anúncio das categorias. Os artistas Kalii, Rene Rapp e The Warning cantaram pequenos trechos de suas canções duas vezes cada.

Um dos momentos mais aguardados pelos brasileiros era a performance de Anitta, que pela segunda vez consecutiva estava indicada e iria performar no evento. Vestindo um look com a bandeira do brasil estilizada no peito, representando o nosso país, a brasileira levou o funk para o palco do VMA ao cantar um medley das músicas do projeto Funk Generation: A Favela Love Story, sendo elas, Used To Be, Funk Rave e Casi Casi.

 

Anitta
Anitta e suas dançarinas durante sua apresentação. Foto: Noam Galai/ Getty Images/Reprodução 

 

Seguindo com as apresentações, Doja Cat performou "Attention", "Paint The Town Red" e "Demons", levando a Internet à loucura com uma apresentação intensa e explosiva. Com dançarinas pintadas todas de vermelho, e vestida de terno – o qual foi tirado pela rapper ao decorrer da apresentação –, Doja entregou seu visual “edgy” no evento.

Primeira artista sul-americana a receber o Video Vanguard, Shakira fez uma performance com vários de seus hits, uma grande estrutura, vários dançarinos, coreografia ensaiada, vocais impecáveis e até fogo no palco. A homenageada da noite tocou guitarra, dançou com facas e levou muita latinidade ao VMA. Ela ainda finalizou com o seu sucesso em parceria com Bizarrap, e se jogou no meio da plateia e antes de ser içada a vários metros de altura em uma estrutura no meio do público.

Shakira
Shakira na plateia durante sua performance. Foto: Gilbert Flores/Variety/Reprodução.                                             
 

Após a performance cinematográfica, ao receber a estatueta de astronauta dourada, ela agradeceu a todos que a apoiaram desde o início quando tinha apenas 18 anos, principalmente as mulheres especiais de sua vida e seus dois filhos, que estavam presentes. Finalizou oferecendo o prêmio aos seus fãs, os latinos que sempre a mantiveram firme e determinada.

Outra grande estrela da noite, Nicki Minaj apresentou o programa com um tom leve e brincalhão. "A MTV recebeu mensagem das pessoas com medo do que eu poderia falar", brincou a rapper. Mas além de ter conduzido a premiação com maestria e vários looks, a primeira mulher a ficar no topo das paradas com mais de 100 hits cantou seu último single "Last Time I Saw You ", do aguardado álbum Pink Friday 2. Em uma espécie de pedestal, a rainha do rap entregou vocais incríveis em um look transparente, coberto por um vestido preto. No encerramento, ainda emendou um trecho inédito de uma música que lançará na sexta (15), do supracitado álbum.

Nick Minaj
Nicki Minaj cantando o single "Last Time I Saw You". Dia Dipasupil/Getty Images/Reprodução
 

Estreando na premiação com muita cor, dança e sensualidade, Karol G trouxe "TÁ OK REMIX", sua parceria com Dennis DJ, Maluma e Kevin O Chris. Internautas afirmaram que a colombiana levou mais funk para o palco do VMA do que a nossa garota do rio. 

Recebendo o prêmio Global Icon, outra grande honraria da noite, Diddy performou em seguida vários de seus sucessos e convidou ao palco vários artistas, incluindo Keyshia Cole. O rapper, ao receber a estatueta dourada, fez um discurso emocionante, remontando ao seu passado de entregador de jornais, o sonho de ser jogador de futebol, e como foi para a música, alegando que nunca imaginaria estar onde chegou.

Peso Pluma, STRAY KIDS, e Maneskin, fizeram suas estreias na premiação. A sensação mexicana fez uma apresentação mais acústica, enquanto o grupo de Kpop levou muita dança e intensidade ao palco. Já a banda de rock alternativo, com uma câmera em mãos, agitou o público. 

Metro Boomin também foi uma das atrações da noite, performando vários sucessos de sua carreira, dentre eles a música "Calling" que faz parte da trilha sonora de Homem-Aranha: Através do Aranhaverso, de 2023. Anunciado pela cantora Bebe Rexha, mais um reencontro aconteceu em seguida, a banda de rock Fall Out Boys, após 16 anos, voltou a se apresentar no evento.

Com Sabrina Carpenter anunciando a nossa Anitta como super estrela global, o grupo de Kpop TXT e Anitta fizeram sua aguardada e surpreendente performance, levando os fãs à loucura. Tanto os integrantes do grupo quanto a cantora dançaram e cantaram o pré-release intitulado "Back For More". A brasileira, junto a Nicki Minaj, foram os únicos artistas que se apresentaram duas vezes durante a edição deste ano.

A premiação ainda contou com uma espécie de festa de aniversário. A cantora americana, Kelsea Ballerini, comemorou seu aniversário de 30 anos, visivelmente emocionada, se apresentando com uma orquestra inteira, e uma troca de figurino mágica no palco.

A última apresentação da noite foi em homenagem aos 50 anos do hip hop. Com grandes nomes de várias épocas, incluindo Nicki Minaj e Lil Wayne, a performance foi marcada por vários hits dos rappers, muita emoção e representatividade, tendo sido a mais longa da noite.

Nick Minaj
Performance em comemoração aos 50 anos de hip hop. Foto: Theo Wargo/Getty Images/Reprodução 
 

 Premiações 

Depois de 24 anos com predominância masculina na categoria de "grupo do ano", em 2023 o grupo feminino Blackpink levou o prêmio para casa. 

Mas a noite pertenceu mesmo à Taylor Swift, que levou para casa o cobiçado prêmio de Artista do Ano, entre 8 outros prêmios: “Melhor Vídeo”, ‘Música do Ano”, “Melhores Efeitos Visuais”, “Melhor Vídeo Pop” e “Melhor Cinematografia”, com a música Anti-hero;  “Álbum do Ano”, com Midnights e “Show do Verão”com a The Eras Tour.

Taylor e prêmios
Taylor Swift após a premiação mostrando seus nove prêmios. Foto: getty images.     

Em uma grande surpresa devido aos rivais de peso, Anitta levou pela segunda vez consecutiva a categoria de melhor clipe latino por Funk Rave. A brasileira agradeceu aos seus fãs e gravadora e a si mesma no final, pois trabalhou duro para mais uma vez o funk brasileiro estar na premiação, indicado e performando, mas ganhando também. "Nós estamos aqui de novo Brasil", comentou.

Nicki Minaj levou a categoria melhor hip hop com Super Freaky Girl, e revelou a sua gratidão por tudo e todos.

Apresentada por Rita Ora, a categoria de melhor colaboração foi para Karol G e Shakira pela canção "TQG". As duas de mãos dadas foram ao palco e vibraram pela Colômbia, país de ambas.

Outros artistas premiados foram: BLACKPINK na categoria “Melhor co Coreografia”; Seven de Jungkook e Latto com “Música do Verão”; S-Class do Stray kids como “Melhor Música Kpop”; Ice Spice como “Artista Revelação”; Lana Del Rey e Jon Baptiste com “Melhor Video Alternativo”; Maneskin com “Melhor Vídeo de Rock”; Anitta com “Melhor Vídeo Latino”; Olivia Rodrigo com “Melhor Edição”; Calm down do Rema e Selena Gomez com “Melhor Afrobeat”; Karol G e Shakira como “Melhor Colaboração”; Candy da Doja Cat com “Melhor Direção de Arte”; Super freaky girl da Nicki Minaj com “Melhor Vídeo Hip-Hop”; Diddy como “Ícone Global”; SZA com “Melhor Vídeo Rythm e Blues”; Dove Cameron com “Video For Good”, ou traduzindo vídeo para o bem; e TXT com “Melhor Performance Inovadora" para Sugar Rush Ride.

 O VMAs 2023 não foi apenas sobre prêmios e a celebração dos artistas premiados e indicados, foi também sobre criatividade e a capacidade única dos videoclipes e, principalmente da música, de impactar a indústria cultural. 

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“Games, competições e novidades, tudo o que vem por aí no maior evento geek do país”
por
Kauã Alves
Leonardo de Sá
Maria Eduarda Camargo
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14/09/2023 - 12h

Um dos maiores eventos de games do Brasil, a 14.ª edição da BGS (Brasil Game Show) ocorre entre os dias 11 a 15 de outubro, na Expo Center Norte, em São Paulo.

Marcelo Tavares, jornalista, empresário brasileiro e idealizador do evento, que nasceu como Rio Game Show em 2009, contou em entrevista ao TechTudo que a ideia surgiu da necessidade de uma feira de jogos no país, inspirada na própria paixão de Tavares por esse universo. “Acredito que a BGS é uma grande vitrine do mercado brasileiro lá fora. O evento ajuda no crescimento do nosso mercado ao promover os games tanto para a imprensa especializada como para a grande mídia”, disse ao veículo.

Já em expansão na América Latina, em 2011, os produtores Yoshinori Ono (Street Fighter) e Zafer Coban (Batman Arkham City) chegaram a comparecer ao evento, junto de 60 mil pessoas. No ano seguinte, a feira passou para a cidade de São Paulo e contou com cerca de 100 mil pessoas.

Com atrações nacionais e internacionais, o evento reúne mais de 400 expositores, dentre eles empresas consagradas como Playstation, Monster, Nintendo e Microsoft. Além disso, para quem quer conhecer seus ídolos de pertinho, a feira contará com grandes nomes da indústria dos games, como Naoki Yoshida, Alexey Pajitnov e Nolan Bushnell. Outro grande atrativo é o acesso antecipado aos lançamentos das desenvolvedoras presentes. Jogos, equipamentos e acessórios serão mostrados em primeira mão nos estandes. 

Além disso, a BGS contará com Concurso de Cosplay, além de apresentações de grandes nomes na indústria. Nesse ano, os fãs de campeonatos de e-sports também poderão assistir à final feminina do campeonato de Counter Strike: Global Offensive (mais conhecido como CS:GO), que rola entre Fúria e B4. O prêmio, além do título, é de 20 mil reais para as ganhadoras e 10 mil reais para as vices.

Palco do campeonato feminino de CS:GO em 2022
Palco do campeonato de CS:GO feminino de 2022. Foto: BGS/Reprodução

Outra promessa do evento é a famosa Sonic Symphony, que reúne musicistas internacionais para reviver as famosas melodias 8-bits e 16-bits da SEGA (produtora de Sonic e Alien: Isolation) – celebrando 30 anos do personagem Sonic The Hedgehog. A orquestra conta com Shota Nakama, que além de idealizador e criador da Video Game Orchestra, também produziu trilhas sonoras para Final Fantasy e Kingdom Hearts.

Os ingressos estão disponíveis no site para todos os dias, exceto, sexta-feira (13) que já estão esgotados. Vale lembrar que todos os que levarem 1kg de alimento não-perecível, tem direito ao valor de meia-entrada do ingresso, assim como, estudantes com carteirinha, idosos com mais de 60 anos e PCDs.

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Álbum estreia batendo o recorde nacional do Spotify
por
Bruna Quirino Alves
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10/09/2023 - 12h

O álbum, intitulado Escândalo Íntimo, apresenta Luísa Sonza em seu estado mais vulnerável enquanto navega pelo seu subconsciente e aborda suas aflições e fragilidades com profundidade e clareza, mostrando suas incoerências e insatisfações consigo mesma e com o mundo à sua volta. Não deixando de lado a sua ousadia e irreverência características ao experimentar com os conceitos sonoros e visuais que incomodam e subvertem os sentidos e réguas morais, te colocando para fora da zona de conforto.

Seu conceito disruptivo e desaforado chama a atenção do público desde o primeiro single lançado. “Campo de Morango” dividiu opiniões e causou diversas polêmicas. O clipe brinca com a sensualidade da fruta ao mesmo tempo que faz a contraposição trazendo visuais vermelhos que remetem à sangue e beiram o perturbador.

Luísa no clipe "Campo de Morango" em cima de uma cama coberta de tinta vermelha com dançarinas ao seu lado
Trecho do clipe de Campo de Morango. Foto: Divulgação

O álbum

O álbum é dividido em quatro blocos marcados pelos interlúdios: “Dão Errado” e “Todas as histórias”

O primeiro bloco apresenta seu manifesto de autoestima e poder com faixas como “Carnificina”, em que Luísa reafirma o seu valor e a sua influência enquanto dá o recado: “Eu tenho números e ainda sou artista” e o hit pop dançante “A Dona Aranha”, que ressignifica a antiga cantiga infantil com elementos do funk, brincando com as palavras e retratando um lado animalesco da cantora como a própria aranha.

O segundo bloco apresenta a parte mais romântica do álbum, enquanto o terceiro e último bloco lançado, que começa a partir do interlúdio “Dão Errado”,  introduz o sample de “Não me deixe só” de Vanessa da Mata e termina com uma alusão à uma crise de ansiedade, com respirações descompassadas e ofegantes, junto de sons angustiantes para quem ouve.

Luísa revelou em entrevistas que a construção conceitual do projeto foi pautada em torno de um relacionamento tóxico consigo mesma e uma representação de seu subconsciente, seus pesadelos, aflições e autosabotagens – o que pode ser visto em faixas como “Principalmente me sinto arrasada” e “Não sou demais” – que narram suas angústias e cobranças a si própria, além da visão distorcida com a qual ela se enxerga e os seus discursos controversos e incoerentes.

Trecho do clipe de Luísa onde ela olha sorrindo pra tela
O clipe de "Principalmente me sinto arrasada" exibe um clima de terror. Foto: Reprodução/Youtube

Nas faixas mais sentimentais do disco, a cantora cria uma atmosfera imersiva mais emotiva através dos sons, emulando suas emoções e fazendo com que seus sentimentos se projetem até o ouvinte.

Escândalo Íntimo é um projeto de 26 faixas, porém apenas 18 foram lançadas. Posteriormente, as outras 8 serão liberadas junto com os visuais, que formarão um curta-metragem.

O álbum conta com a participação de artistas como: Baco Exu do Blues, Marina Sena e Duda Beat, porém o maior destaque foi a parceria com a cantora pop norte-americana Demi Lovato que canta em português na faixa “Penhasco 2”. 

É notável a versatilidade do disco em mesclar estilos musicais diversos através das colaborações e referências, enquanto mantém uma sonoridade coesa que se conecta até o final da narrativa.

A faixa “Surreal”, com Baco Exu do Blues, apresenta elementos de R&B ao descrever uma noite de romance tórrida e sensual, com vozes arrastadas, compasso marcado e melodia grave que captura o sentimento de desejo intenso - como em Hotel caro, a outra parceria dos dois, lançada em 2022, que também é referenciada nos versos de Baco: “Hotéis caros, festas na espanha, mistura intensa, somos uísque com tequila".

“Ana Maria” traz a leveza de Duda Beat para o final do disco, quebrando a melancolia e espantando a ansiedade enquanto nos leva para uma atmosfera mais alegre e otimista, além de revisitar a interlude do bloco e responder Vanessa da Mata enquanto anuncia: “Não sinto mais medo do escuro, agora ele tem medo de mim”.

Luísa volta para o sertanejo sofrência, com gaitas ao fundo e vocais fortes em “Onde é que deu errado”. O sertanejo não é estranho para a artista, que já explorou esse gênero no single “Coração Cigano” em parceria com Luan Santana e em “melhor sozinha” com Marília Mendonça para seu álbum anterior, “DOCE 22”.

Já “Iguaria” e “Chico” trazem traços de bossa nova no ritmo enquanto a artista abraça o romantismo se declarando para o companheiro. Em “Iguaria” ela revela quão preciosa é a relação dos dois com trechos cheios de referências à MPB, como: “Deságua em mim como chuva”– referenciando ‘Oceano’, um dos maiores sucessos dos anos 90, composto por Djavan. 

“Chico” narra uma história de romance que se passa no Rio, que como “Garota de Ipanema” do Tom Jobim é ritmado pelas ondas do mar e o seu movimento, mas ao invés de observar Helô Pinheiro caminhar na praia de Ipanema, a serenata de Luísa é para Chico Veiga e se passa em um bar na Lapa. Essa faixa vem para aquecer o coração daqueles que não perderam a fé no amor, apesar das desilusões. Na letra, ela diz: “Chico, se tu me quiseres, sou dessas mulheres de se apaixonar”, uma referência à Folhetim, escrita por Chico Buarque e cantada por Gal Costa.

Em “Outra Vez”, como na canção de Roberto Carlos, Luísa está presa nas memórias de um amor antigo enquanto tenta lidar com o seu fim e seguir em frente. A música traz todas as emoções vividas no processo de superar um término e a vontade agridoce de se apegar à dor quando ela é tudo o que resta. 

Outras alusões à MPB e bossa nova usadas no álbum também não passaram em branco para os ouvintes, como a faixa “Lança-menina” que foi um tributo à rainha do rock, Rita Lee, além do áudio da própria Rita falando no final. Na letra, Luísa exalta a si mesma e a sua própria incoerência, além de ironizar o conceito de ser uma “boa menina”.

A faixa “Luísa Manequim”, conta com o sample de samba-rock do compositor Abílio Manoel durante a música e o trecho que diz “sabor de fruta mordida”, referenciando Cazuza em uma de suas faixas mais famosas, “Todo amor que houver nessa vida”. Nessa faixa, Luísa mostra um pouco da cobrança que vem com a vida sob os holofotes e muda o sentido da música original enquanto se coloca como a garota que está sendo observada, onde tudo e todos querem a sua atenção, tecendo elogios ou criticando. 

Tweet onde Luísa Sonza escreve "gente meu fãs pelo amor de deus comecem a escutar música brasileira, artistas brasileiros Cássia Eller, Cazuza, etc se não vocês não vão me acompanhar nos raciocínios
Tweet da cantora é relembrado nas redes socais. Foto: Reprodução / Twitter

O álbum apresenta uma nova era na carreira de Luísa Sonza e demonstra um vasto repertório e amadurecimento musical, além da experiência audiovisual que virá com o lançamento do curta-metragem.

Escândalo Íntimo está disponível nas plataformas digitais e foi performado pela primeira vez no festival The Town em São Paulo, no primeiro domingo.

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