Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, mostra reúne mais de 70 artistas brasileiros e propõe uma jornada crítica sobre o histórico de violências no sertão
por
Helena Aguiar de Campos
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06/05/2026 - 12h

 

A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, articula um diálogo da cultura brasileira, em relação às heranças indígenas e africanas, ao abordar temas como espiritualidade e ancestralidade. As obras revelam a força dessas culturas, trazendo à tona práticas religiosas, conhecimentos agronômicos e costumes cotidianos que atravessam gerações.

 

obra de tinta acrílica sobre manta térmica
Obra: rOna. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição contém obras realizadas majoritariamente por artistas das regiões Norte e Nordeste, de comunidades afrodescendentes e indígenas, comissionadas especialmente para a exposição. Já na entrada, o público é impactado com uma instalação triangular que carrega várias telas da artista premiada, Biarritzzz. A obra, pendurada no teto do edifício, representa o instrumento histórico dos trios de forró, exercitando o imaginário sertanejo.

 

Obra triangular pendurada ao teto
Obra: Biarritzzz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

O projeto expográfico investiu em cores fortes e fez relação a biodiversidade brasileira para marcar diferentes elementos da região e entregar também, uma experiência sensorial. A primeira cor é verde da vegetação, representando a força da vida que brota mesmo com dificuldade. Depois, as paredes se tornam azuis, assim como o céu, inspiradas pela liberdade e espiritualidade. E enfim, o laranja, vermelho e amarelo, cores que representam o calor, fogo e o sol, como o começo e fim do dia no sertão, simbolizam a luta e esperança.

 

Uma máscara colorida suspensa, elementos sonoros e fundo verde bandeira
Obra: Denilson Baniwa. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Homem à frente de fotos de mulher indígena na favela
Obra: Xamânica e Tayná Uràz. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Pinturas sobre placa de trânsito
Obras: Amilton. Foto: Helena Campos/Agemt

 

Fotografias de pessoas negras com miniatura de caravela
Obra: Márvila Araújo. Foto: Helena Campos/Agemt

 

“O sertão é um território simbólico no qual diferentes experiências históricas se cruzam e onde a arte pode revelar múltiplas narrativas sobre o país”,

Ariana Nuala, uma das curadoras.

 

Fotografias de pessoas envolvidas por sementes
Obra: Ayrson Heráclito. Foto: Helena Campos/Agemt

 

A exposição está aberta para visitação até o dia 3 de agosto de 2026, das 9h às 20h e a entrada é gratuita.

 

De onde surgiu a ideia

A exposição nasceu das pesquisas de Marina Maciel, criadora e diretora-geral do projeto, desenvolvidas do mestrado ao seu doutorado na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Em 2023, a ideia saiu no papel e ganhou forma com o Coletivo Atlântico, que atua na defesa dos direitos humanos por meio da arte. A primeira edição, Atlântico Vermelho  denunciou dor e massacres causados pela escravização e marcou presença na ONU com obras de mais de 20 artistas afro-brasileiros. Como consequência da visibilidade e importância realizaram, já no próximo ano, o Atlântico Floresta, no Museu de Arte do Rio (MAR), reunindo artistas contemporâneos para abordar a violência contra povos originários.

 

As edições carregam o nome “Atlântico” com uma dimensão filosófica e crítica: se, por um lado, o oceano foi marcado por morte e sofrimento devido à processos coloniais, por outro, a arte decolonial e nacional, ressignifica a história, evidenciando vida e resistência.

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Promotoria deu prazo de 15 dias para que a empresa esclareça seus critérios na cobrança de taxas na venda virtual
por
Rafaella Lalo
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06/05/2026 - 12h

A Ticketmaster Brasil foi notificada pelo Ministério Público de São Paulo e terá 15 dias para esclarecer a cobrança das taxas de 20% sobre os ingressos vendidos no site. O despacho foi assinado pela Promotoria de Justiça de São Paulo na quinta-feira (9) de abril, e questiona a proporcionalidade das taxas de serviço e os custos adicionais cobrados dos consumidores.

A denúncia foi apresentada pelo deputado Guilherme Cortez (PSOL), após recolher várias queixas feitas pelos compradores que adquiriram ingressos para shows como BTS, Harry Styles e Kid Abelha. A venda para o evento de Harry Styles que iniciou em janeiro deste ano já recebia reclamações sobre os custos desproporcionais. Clientes perceberam que os valores mudam de acordo com o preço do ingresso. Por exemplo, entradas de R$700,00 têm taxas de R$140,00, enquanto um ingresso de R$265,00 tem R$53,00 de custo adicional.

Em sua representação, o deputado ressalta também a ilegalidade dessas ações, além da falta de transparência por parte da empresa. 

Print da denúncia feita na rede social X do deputado Guilherme Cortez
Postagem feita nas redes sociais do Deputado Guilherme Cortez. Foto: Reprodução X.com 

De acordo com informações divulgadas sobre o despacho assinado pelo promotor Donisete Tavares de Moraes Oliveira, a Ticketmaster deverá explicar como é feito o cálculo dessas taxas de 20%, já que a cobrança é fixa e aplicada ao valor total da compra independentemente do valor ou tipo da entrada (inteira ou meia).

A Promotoria também aguarda esclarecimentos sobre quais são os custos de infraestrutura e gestão de demanda que justifiquem essa cobrança, qual é o número total de ingressos disponibilizados para venda por cada dia de show e se as taxas são proporcionais ao valor da entrada vendida de forma on-line.

Em setembro de 2025, o Procon pediu explicações para a empresa, após esses custos adicionais serem cobrados nos ingressos do show de The Weeknd. Situação semelhante ao que ocorreu nos shows de BTS e Harry Styles.  

A Ticketmaster Brasil confirmou, em nota encaminhada à imprensa, ter recebido a notificação do MP-SP. Segundo a empresa, a taxa de serviço cobrada nas vendas online está relacionada a custos de infraestrutura, operação do site e medidas antifraude voltadas à segurança do comprador. A plataforma também declarou que essas cobranças são informadas de forma transparente durante o processo e ressaltou que o consumidor tem a opção de comprar ingressos em bilheterias físicas sem os custos adicionais cobrados no site.

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Apresentações aconteceram em São Paulo e no Rio de Janeiro, após quase dois anos da última passagem do artista pelo país
por
João Paulo Di Bella Soma
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05/05/2026 - 12h

The Weeknd voltou ao Brasil nos dias 26, 30 de abril e 01 de maio em São Paulo e Rio de Janeiro, como parte da etapa latino-americana da turnê After Hours Til Dawn. A turnê consolida a era de sua mais recente trilogia musical composta pelos álbuns After Hours, Dawn FM e Hurry Up Tomorrow.

Depois de passar por países como Estados Unidos e México, a turnê passou pelo Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril e pelo Morumbis, em São Paulo, nos dias 30 de abril e 1 de maio. A produção impressiona não só pelo tamanho, mas também pelo conceito visual, que mistura elementos futuristas com uma estética sombria e cinematográfica.

Anitta foi a artista escolhida para os shows de abertura da turnê na América Latina e aqueceu o público com uma performance energética e cheia de identidade brasileira. Misturando funk, pop e elementos eletrônicos, a cantora entregou um setlist que transitou entre novidades e velhos sucessos. Ela iniciou com faixas como “Meia Noite”, “Desgraça”, “Mandinga” e “Vai Dar Caô”, e posteriormente levantou a plateia com hits como “Sua Cara”, “Bola Rebola” e “Vai Malandra”.

Durante cerca de 2h30 de show e com um repertório de aproximadamente 40 músicas, The Weeknd conduziu o público por seus 15 anos de carreira. O show é uma experiência imersiva, com iluminação dramática, cenografia elaborada e uma narrativa visual que remete a um filme de terror e suspense. Acompanharam o cantor sua banda e o lendário produtor Mike Dean.

The Weeknd no Estádio MorumBIS
The Weeknd em tour Foto: Reprodução Instagram @theweekndmxc


Apresentando músicas do álbum Hurry Up Tomorrow ao lado de seus maiores sucessos, Abel iniciou o show com “Baptized In Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up”, criando uma atmosfera intensa logo de início. Em seguida, emendou hits como “After Hours”, “Starboy” e “Heartless”, levando o público ao delírio.

O cantor ainda retornou ao seu novo projeto com “Cry For Me” e “São Paulo”, faixa que ganhou destaque especial por homenagear a cidade. Em um dos momentos mais marcantes da noite, Anitta voltou ao palco para cantar o novo single “Rio”, uma homenagem direta à cidade carioca e que conta com sua participação. A faixa traz influências do Brazilian Phonk e chama a atenção pelo visual de seu futuro clipe, dirigido pelo famoso cineasta japonês Takashi Miike.

Ao longo do show, The Weeknd percorre diferentes fases da sua carreira e revisita trabalhos como Dawn FM, Beauty Behind The Madness, My Dear Melancholy, e House of Balloons. Em versões mais intimistas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, o artista desceu até a grade e interagiu com os fãs. Em um momento espontâneo, cantou com uma fã da primeira fileira, correu pela frente do palco cumprimentando o público e demonstrou gratidão pela recepção calorosa.

Abel encerrou a noite com uma declaração emocionante: “Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”. Ele garantiu que volta ao Brasil, mas não deixou pistas de quando. 

Fugindo do formato tradicional e engessado, o show conta com longas passarelas que avançam sobre a pista, aproximando o cantor do público, enquanto a banda permanece conectada no palco principal, sustentada por um telão gigantesco que amplifica a experiência visual.

the weeknd palco
Palco After Hours Til Dawn Foto: TAIT


Além da estrutura, a performance vocal de Abel também se destaca. Com uma voz afinada, ele entrega estabilidade ao vivo mesmo em faixas mais exigentes, combinando técnica, carisma e presença de palco. Sempre em movimento, interagindo e incentivando o público, o artista mantém a energia elevada do início ao fim.

A parte visual do show ganha ainda mais força com o uso criativo da iluminação. Lasers cortam o estádio em diferentes direções, criando cenários dinâmicos, enquanto as pulseiras luminosas distribuídas ao público transformam a plateia em um verdadeiro mar de luzes sincronizadas. No encerramento, fogos de artifício tomaram conta do céu e fecharam o espetáculo de forma memorável ao som de "Moth To A Flame".

A última vinda do artista ao país aconteceu em 7 de setembro de 2024, durante a fase final da turnê que promovia o álbum Hurry Up Tomorrow. Na ocasião, o cantor contou com participações especiais de Anitta e Playboi Carti.

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Jornal norte-americano destaca nomes que moldam a indústria da música dos Estados Unidos e influenciam o cenário global
por
Livia Vilela
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05/05/2026 - 12h

 

O jornal americano The New York Times publicou na última terça-feira (28) uma seleção dos 30 maiores compositores americanos vivos. Sem ordem de ranking, o levantamento se propõe a definir o padrão de compositor da nova geração e quais seriam as suas principais influências, reunindo artistas que seguem moldando a produção musical contemporânea e ampliando seu alcance cultural em escala global.

O projeto faz parte de uma cobertura especial sobre o ofício da composição, com entrevistas em vídeo com nomes como Jay-Z, Taylor Swift e Lucinda Williams, além de artistas e produtores como Nile Rodgers, Mariah Carey e Babyface. A proposta é aproximar o público dos processos criativos por trás de algumas das canções mais conhecidas das últimas décadas, destacando o papel do compositor como eixo central da indústria da música.

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Jay Z em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A seleção foi construída a partir de mais de 700 indicações enviadas por mais de 250 profissionais da música, além da curadoria de críticos do jornal. O processo envolveu semanas de análise e debate sobre critérios como influência, consistência artística, impacto cultural e permanência ao longo do tempo.

O resultado combina compositores consagrados, como Bob Dylan, vencedor do Nobel de Literatura, Carole King e Stevie Wonder, com artistas que redefiniram o pop e o hip-hop nas últimas décadas, como Kendrick Lamar, Taylor Swift e Lana Del Rey. O que foi avaliado em comum entre todos esses artistas foi a capacidade de atravessar gerações e influenciar não apenas o mercado americano, mas a produção musical global.

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Taylor Swift em entrevista para o The New York Times 
Foto: Reprodução/ Instagram @nytimes

A lista também reconhece o peso de compositores que atuam nos bastidores da indústria, responsáveis por sucessos gravados por outros artistas, como Diane Warren, Babyface, The-Dream e a dupla Jimmy Jam & Terry Lewis. A diversidade estética é um dos pontos centrais da seleção. Além de reunir diferentes gerações e estilos, passando pelo folk, country, pop, R&B e hip-hop, a lista também reflete a ampliação do alcance global da música americana. 

Outro aspecto relevante é a inclusão de artistas latinos e bilíngues, como Romeo Santos e Bad Bunny, sinalizando como a ideia de “compositor americano” hoje incorpora trajetórias e influências fora do território dos EUA e da língua inglesa. O recorte reforça como a produção musical atual é globalizada e ultrapassa fronteiras linguísticas e culturais, acompanhando transformações do próprio público e da indústria. 

Lista dos 30 Maiores Compositores Americanos Vivos:
 Babyface
 Bad Bunny 
 Bob Dylan
 Brian & Eddie Holland 
 Bruce Springsteen
 Carole King
 Diane Warren
 Dolly Parton
 Fiona Apple
 Jay-Z
 Jimmy Jam & Terry Lewis 
 Josh Osborne, Brandy Clark & Shane McAnally 
 Kendrick Lamar
 Lana Del Rey
 Lionel Richie
 Lucinda Williams
 Mariah Carey
 Missy Elliott
 Nile Rodgers
 Outkast
 Paul Simon
 Romeo Santos 
 Smokey Robinson
 Stephin Merritt 
 Stevie Wonder
 Taylor Swift
 The-Dream
 Valerie Simpson
 Willie Nelson
 Young Thug

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Gato sem Rabo reabre em grande estilo, com novo café e restaurante, e fortalece o espaço para o público leitor em SP
por
Sofia Morelli
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05/05/2026 - 12h

Em maio de 2025, após uma reforma, Gato sem rabo abre suas portas ao público, com mais conforto para receber os interessados por uma literatura voltada ao mundo e imaginário feminino, em novo endereço no centro de São Paulo. Johanna Stein, fundadora do estabelecimento, idealizou-o conforme notou a falta de um lugar em que obras escritas por mulheres cisgênero, trans e travestis fossem valorizadas e mais acessíveis. Agora composto por um café e bar para leitores e para cidadãos que por ali passam. Durante sua graduação no campo das artes, Johanna tinha um grande interesse no trabalho de autoras mulheres, mas ao longo de suas pesquisas começou a esbarrar repetidamente com a dificuldade de achar textos produzidos por essas artistas em geral, mesmo em uma metrópole tão plural como  São Paulo. Foi dessa frustração que se materializou a livraria, criando um espaço para que essas vozes pudessem fluir.

Cada vez mais, o centro de São Paulo é preenchido por estabelecimentos que exploram partes da cultura subvalorizadas e dispersas. “Existe uma demanda por obras produzidas por grupos historicamente excluídos, que tem aparecido no dia a dia dos lançamentos das editoras”, afirma Ana Paula Pacheco, professora  do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP), além de escritora de ficção e de romance experimental. “Acho que isso virou um nicho de mercado, para o bem e para o mal, acho que tem um desrecalque de vozes anti-escaladas  e desrecalque é muito bom, por outro lado existe uma certa tendência de eliminar a leitura crítica das obras, é importante tratar essas obras como obras para valer que podem passar por um critério estético, crítico de leitura.”, reflete a professora da USP, em questão das popularização que vem ocorrendo dessas obras.

 

Livraria Gato Sem Rabo, no Centro de São Paulo.  Por Sofia Morelli

 

A curadoria da Gato sem rabo se preocupou em montar um acervo com enfoque na produção do sul global, além de clássicos de Virginia Woolf, escritora do ensaio que inspirou o próprio nome da livraria. Nesse ensaio “Um quarto só seu”, de 1928, a narradora observa um animal estranho em um gramado, onde não deveria estar caminhando, uma possível e famosa interpretação é a de estranhamento que as mulheres sofrem ao tentarem ocupar  um lugar no mundo dos intelectuais, ousando a  escrever. 

O mundo evoluiu muito desde então, mas ainda há dificuldades inegáveis para mulheres que desejam ser intelectuais, o que não significa que não há livros que caminham por todos os gêneros literários, poético, fictício, político assim como romance e questões corporais. “Eu sinto sobretudo no meio intelectual, na universidade, na circulação do pensamento, as mulheres são uma espécie de nicho do mercado mesmo. Na universidade eu vejo ainda uma aparência de democratização, nas ações que contém uma violência histórica, às vezes muito sutil, por exemplo no domínio masculino do debate, de bancas de defesa de tese e na maneira infantilização o pensamento das mulheres, às vezes elogiando, mas existe uma certa minoridade que se tenta impor no pensamento delas”, diz Ana Paula.

Essa visibilidade a essas obras significa muito para jovens garotas, com mais possibilidades de experienciar um mundo de vozes mais próximas de seus imaginários impulsiona o surgimento de novas possíveis autoras, ou até mesmo para que o mundo intelectual seja colocado como mais acessível para  todos os grupos e gêneros, e menos unificado para o público masculino. Com clube do livro, rodas de conversas e eventos, a livraria se transpõe como um lugar para que vozes sejam escutadas e que novas vozes floresçam num caminho cada vez menos fechado. 

Em suma, a criação de Johanna se demonstra como um espaço com uma importância física e emocional para a comunidade literária da região, que está sendo cuidado para que siga uma tendência de crescimento.  A ausência vira presença com um acervo com cerca de 650 escritoras, um esforço além da prateleira, que tem compromisso em explorar as visões de mundo na literatura produzida por elas. Livrarias independentes, como essa, fazem parte de uma transformação cultural ativa de extrema importância para o ecossistema literário “O conhecimento de relatos das mulheres, ele forma novas mulheres de outras maneiras, mas também não acho que a gente tenha que ter ilusões quanto a uma aceitação de mulheres no meio intelectual, acho que temos que ocupar espaços, disputar os espaços politicamente, sem esperar aceitação masculina”, de acordo com Ana Paula.

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Pabllo Vittar celebra suas raízes no tecnobrega e forró ao resgatar hinos que fizeram parte da sua formação musical.
por
Pedro da Silva Menezes
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11/04/2024 - 12h

Na tarde desta terça-feira (09) Pabllo Vittar realizou uma listening party para mais de 300 pessoas, em parceria com a Apple Music, para iniciar a divulgação de “Batidão Tropical Vol. 2”, novo álbum da artista. Ingressos foram distribuídos através da sua central no X para os fãs ouvirem o álbum horas antes do lançamento oficial no Cinema Marquise junto a Drag Queen.

Fãs com Pabllo Vittar no cinema após a audição do álbum.
Fãs com Pabllo Vittar após a audição do álbum. FOTO: Divulgação /Central Pabllo Vittar

O álbum é a sequência do “Batidão Tropical”, obra lançada durante a pandemia, que surpreendeu os fãs ao trazer músicas com características das sonoridades do norte e nordeste do país. Estão presentes ritmos como o tecnobrega com a energética “Triste com T” e regravações de canções de bandas locais, como a de “Zap Zum” da Companhia do Calypso. Música que viralizou durante as Olimpíadas de Tóquio em 2021 através de vídeos feitos pelo jogador Douglas Souza do time brasileiro de vôlei, chegando até a tocar durante um dos jogos da seleção.

Eleito um dos melhores álbuns de 2021 pela APCA, o disco agradou público e crítica e iniciou um movimento nas redes pedindo sua continuação. Após dois anos do lançamento do original, o volume dois chegou e os vittarlovers conferiram as 11 faixas, incluindo duas já conhecidas pelo público, “Pede Pra Eu Ficar (Listen To Your Heart)” e “Ai Ai Ai Mega Príncipe”, uma inédita, “Idiota” e a gravação ainda conta com 3 músicas bloqueadas.

Na audição Vittar se mostrou alegre com resultado dos vídeos que ilustram a atmosfera construída pela sonoridade e resgata visuais dos anos 2000, época em que as composições repaginadas no volume dois se popularizaram. A Queen afirmou, em uma rodada de perguntas dos fãs durante o evento, que as 3 canções bloqueadas são colaborações. O cantor Nattanzinho já confirmou por meio de seu Instagram que irá lançar algo com a drag gerando expectativas sobre sua participação em uma das canções. Além disso, ela disse que seu visualizer favorito de gravar foi “Me Usa”, originalmente da Banda Magníficos.

O ponto alto do álbum é a nova “Idiota”. Em entrevista ao Papel Pop, Pabllo conta que a faixa está pronta a dois anos, contudo, a produção inicialmente era um sertanejo, mas teve um trecho vazado a um ano atrás. O que foi sua motivação para mudar o ritmo e transformá-la em um melancólico e ao mesmo tempo energético forró que fez todos os ouvintes levantarem de suas poltronas durante a audição no cinema para apreciar finalmente - e oficialmente - o que os fãs chamaram de hino.

A artista demonstra sua originalidade e visão em “Não Desligue o Telefone”, originalmente de Tony Guerra. Na sua versão, ela não se limita em reproduzir o original e imprime sua identidade fundindo suas referências pop eletrônicas com o forró. Uma excelente regravação que evoca os trabalhos de Charli XCX, se esta tivesse nascido no Maranhão nos anos 90, assim como a cantora pop brasileira.

O “Batidão Tropical vol. 2” cumpre uma função cultural ao preservar ritmos populares brasileiros e composições que já foram regravadas anteriormente. Como é o caso de “Rubi”, da Banda Ravelly que ficou famosa em todo Brasil na voz da Banda Djavu e agora ressurge para uma nova geração pela voz de Pabllo Vittar. Com o álbum, Vittar mantém viva a memória sem abdicar da sua assinatura pessoal, mostrando seu poder ao reinventar clássicos, seja em suas performances vibrantes, sonoridades únicas ou clipes inovadores.

Nova exposição do Centro Cultural Coreano “Minha Viagem à Coreia” traz os registros turísticos de 292 brasileiros que já foram ou desejam visitar o país.
por
Natália Perez
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10/04/2024 - 12h

“Nosso objetivo é transmitir vividamente a beleza e o charme da Coreia pela visão dos brasileiros. Por meio de seus valiosos registros, além de pôsteres de pessoas que sonham em visitar o nosso país” explicou o diretor do centro, Cheul Hong Kim, em comentário oficial. Com o apoio da Organização de Turismo da Coreia, de 17 de março a 28 maio, o Centro Cultural Coreano contará com a exposição gratuita de fotos, vídeos e cartazes enviados por brasileiros durante seu período na Coreia do Sul.

Responsável pela curadoria da exibição, Sang Hyop Park, selecionou registros das viagens de mais de 290 brasileiros das muito mais que foram enviadas ao concurso público de seleção que ocorreu entre janeiro e fevereiro de 2024. A exibição funciona de forma imersiva ao expor os visitantes a registros por todos os lados. Fotografias ficam expostas em pilares, posteres ficam nas paredes. Enquanto as televisões espalhadas passam ciclicamente os pequenos vídeos. 

Durante a inauguração, foram anunciados os melhores de cada categoria que foram premiados com  dinheiro. Carolina Ribeiro ganhou melhor pôster, categoria exclusiva para aqueles que não conhecem, mas desejam visitar a Coreia do Sul. Melhor vídeo foi para Amanda Lippert Silva, já Vitor Barros Quinet levou a melhor foto. “É para você que já conhece a Coreia, e para você que não conhece abrir todo um mar de possibilidades, de conteúdo para absorver. Acho que tá imperdível” disse ele durante a inauguração. Assim, a visita traz a experiência de conhecer outro país por meio das obras. É o convite para uma viagem internacional no meio de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo.

- Endereço: Av. Paulista, 460

- Horário de Funcionamento: Seg-Sex: 10:00 – 19:00 e Sábado: 12:00 - 18:00

- Para mais informações acesse: https://brazil.korean-culture.org/pt

 

minha viagem a coreia
No canto da exposição, mãe e filha aproveitam um momento vazio para usar o cenário montado para tirar fotos. Na parede atrás delas há uma fotografia das lanternas de Yeondeunghoe, festival coreano que celebra o aniversário de Buda. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
As fotos estão em todos os lugares. Dispostas em pilares inclinados e no teto, as  imagens de diferentes autores  mostram comidas, paisagens e aspectos culturais marcantes do turismo na Coreia do Sul. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
Diferente das fotos e vídeos, os pôsteres foram feitos por pessoas que ainda não estiveram na Coreia, mas que contribuem para a exposição expressando seu sonho de visitar o local. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
Além de observar as obras, os visitantes podem tirar suas próprias fotos nos cenários “instagramaveis”. Uma possibilidade é se sentar no coração do “Eu amo a Coreia” ou usar os próprios posters como fundo. Ao lado, em caixas empilhadas, pequenas curiosidades sobre viajar à Coreia estão escritas, como a distância de lá até o Brasil. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
Entre as imagens de paisagem das principais cidades sul-coreanas estão televisores, cada qual com sua própria coletânea de vídeos curtos em formato de Shorts/Reels. Por terem sido gravados e editados pessoalmente por seus autores, os vídeos mostram diferentes facetas da Coreia. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
Assim como os parisienses, os coreanos também têm a tradição de colocar cadeados do amor. Em Seul, pessoas de todo mundo colocam cadeados no caminho para a torre Namsan como forma de selar um amor ou para fazer um pedido. A exibição adaptou a ideia para pulseiras coloridas que além de trazerem mais cor, podem ser facilmente disponibilizadas aos visitantes. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
Imagens da Ilha de Jeju, Seul, Busan e outras cidades dividem espaço com vídeos de passeios, dicas, paisagens e comidas feitos por brasileiros que as vivenciaram. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
Com o apoio da organização de turismo coreana, a seleção dos registros para a exposição foi feita por meio de um concurso online divulgado pelo centro entre janeiro e fevereiro de 2024. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

minha viagem a coreia
Imagens por todos os lados, em todas as paredes e até no teto misturadas a curiosidades escritas em caixinhas e os vídeos de fundo, transportam o visitante para uma viagem imersiva pela Coreia sem sair da capital paulista. Foto: Natália Perez/AGEMT

 

Artista brasileiro morreu dormindo este sábado em sua casa no Rio de Janeiro.
por
Giovanna Brito
Marcelo Barbosa
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09/04/2024 - 12h

O cartunista, desenhista, escritor e jornalista Ziraldo Alves Pinto faleceu na tarde do último sábado (06/04) aos 91 anos enquanto dormia em sua casa. A confirmação da morte veio por meio de familiares do artista, uma de suas filhas revelou que a causa da morte teria sido uma falência múltipla dos órgãos.

Ziraldo apoiado com o braço direito em uma de suas obras, desenhada em uma parede.
Ziraldo ao lado de uma de suas obras, em 2019. Foto: Reprodução/Instagram/@ziraldooficial 

 

Natural de Minas Gerais, Ziraldo já manifestava seu dom artístico ainda quando criança e chegou até mesmo a publicar seus primeiros desenhos na Folha de Minas. O artista cresceu em Caratinga e se formou em Direito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), apesar de não ter exercido a profissão. Em 1957, Ziraldo começou a trabalhar na revista ‘O Cruzeiro’, de grande relevância na época. No mesmo ano, Ziraldo concluiu a sua graduação.

Nos anos 60 lançou a revista em quadrinhos: “A Turma do Saci Pererê”, a primeira feita por um só autor e também publicada em cores no Brasil. Ela foi grande inspiração na obra “Sítio do pica-pau amarelo”, futuro sucesso de Monteiro Lobato. Em 1963, ingressou no Jornal do Brasil, desenvolvendo sua experiência com o jornalismo, para que em 1964 lançasse a revista “O Pasquim”, em que participavam diversos críticos do regime militar. Foi nele que  se tornou um símbolo de luta através de suas charges, onde expressava a opressão política e o estilo de vida da época, por meio do humor e da ironia. Por conta dos posicionamentos expressados no Pasquim, Ziraldo foi preso em sua casa e levado ao Rio de Janeiro no Forte de Copacabana.

Desenho em preto e branco de um homem sorrindo, vestido formalmente e apoiado com o braço direito na margem do desenho, enquanto uma faca corta sua barriga. Escrito no desenho temos a frase "Só doí quando eu rio".
Charge de Ziraldo  retirada de ‘O Pasquim’ Foto: Reprodução/Folha de SP

 

Em 1969, Ziraldo lançou seu primeiro livro infantil “FLICTS”. Em 1980, lançou o livro "O Menino Maluquinho", um dos maiores fenômenos da cultura popular no Brasil. O livro foi adaptado para o teatro, quadrinhos, televisão em 2005, em uma série criada para a TV Brasil, e cinema em 1995, estrelado por Samuel Costa. Suas obras já foram traduzidas para diversos idiomas e publicadas em revistas conhecidas internacionalmente, como, por exemplo, a norte-americana Mad.

O artista também colecionou prêmios importantes como, por exemplo, o Prêmio Jabuti e uma medalha de honra da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Nos últimos tempos, se manteve alinhado à esquerda e filiado a partidos como PCB e PSOL. Mais recentemente, o artista fazia poucas aparições em público devido sua saúde debilitada e suas entrevistas a grandes veículos foram se tornando cada vez mais escassas, contudo, as publicações no seu Instagram ainda eram constantes.

Ziraldo é importante não apenas por suas obras criativas e originais, mas também por seu impacto na literatura infantil brasileira, que atinge diversas gerações, bem como por seu papel como defensor da cultura e da educação. O Brasil perde um de seus maiores nomes, mas seu legado será eterno.

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O título de Janaína Torres e a importância de uma figura feminina e brasileira no cenário internacional
por
Beatriz Yamamoto
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09/04/2024 - 12h
Foto: Paulo Vitale
Foto: Paulo Vitale/80 Chefs

A chef Janaína Torres destaca-se mais uma vez e a gastronomia brasileira continua a atrair atenção global. No ano passado, ela foi premiada como a melhor chef mulher da América Latina pelo The World’s 50 Best Restaurants. Este ano, seu talento a elevou ao título de melhor chef feminina do mundo. O prêmio não apenas celebra a relevância da culinária de Janaína Torres, mas também destaca o crescente reconhecimento internacional da riqueza e diversidade da culinária brasileira e a importância de uma figura feminina no mercado profissional.

Ao contrário do guia Michelin, que só utiliza inspetores técnicos treinados para avaliar critérios como qualidade dos ingredientes, habilidade culinária, personalidade do chef e relação qualidade-preço, o The World's 50 Best Restaurants adota uma abordagem baseada na opinião do público. É composta por um painel diversificado de jurados: proprietários, críticos, chefs, jornalistas e entusiastas de várias partes do mundo. Essa variedade crítica proporciona uma visão abrangente do que há de mais relevante na cena gastronômica mundial. 

A diversidade é uma das características essenciais do ranking, com um equilíbrio de gênero e distribuição igualitária de jurados por região, todos mantidos no anonimato. Além disso, 25% do corpo de jurados é renovado a cada edição para evitar qualquer viés nas votações.

Janaína Torres Rueda é chef e proprietária de restaurantes no centro de São Paulo, junto de Jefferson Rueda. Eles comandam o renomado “A Casa do Porco”, que promove a gastronomia brasileira e destaca o papel do pequeno produtor e da agricultura orgânica, além de demonstrar preocupação com a cadeia produtiva e questões ambientais como as mudanças climáticas e com o que será servido à mesa de forma sustentável e acessível. 

Em sua homenagem ao porco, o estabelecimento desmistifica a carne suína, apresentando-a em diversas preparações, desde torresmo de pancetta até sushi de papada de porco. “A Casa do Porco" é reconhecido como o restaurante brasileiro mais bem colocado entre os 50 melhores do mundo, atualmente na 12ª posição, e ocupa o 4º lugar entre os melhores da América Latina. 

Janaína também lidera o “Bar da Dona Onça”, localizado no térreo do Edifício Copan, o “Hot Pork”, a “Sorveteria do Centro” e o “Merenda da Cidade”. Sua carreira tem sido marcada pelo apoio a diversas causas sociais. Em parceria com o governo de São Paulo, a chef reformulou o programa de alimentação escolar de São Paulo “Cozinheiros da Educação” ao substituir ingredientes processados por opções frescas e saudáveis, beneficiando a nutrição de 1,8 milhão de crianças em idade escolar.

Durante a pandemia, ela liderou a mobilização de milhares de chefs e trabalhadores, instando o governo a fornecer apoio financeiro, ao mesmo tempo em que sua equipe providenciou alimentação para os necessitados. Assim, pelo incentivo à gastronomia inclusiva, recebeu o Prêmio Ícone dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina em 2020. Agora, como a Melhor Chef Feminina do Mundo em 2024, Janaína adiciona o título de "embaixadora internacional" ao seu currículo.

Nos últimos anos, a chef enfrentou várias mudanças significativas. Em 2021, após sua separação com Jefferson Rueda, teve que lidar com o sexismo de pessoas que duvidavam da capacidade do restaurante prosperar sem seu ex-companheiro no comando. No entanto, ela já liderava o restaurante há anos, antes mesmo da separação e o resultado é o sucesso do restaurante evidenciado pelas numerosas premiações que conquistou nos últimos anos. Além disso, Janaína optou por retomar o uso de seu nome de solteira, Torres.

A chef comentou em suas redes sociais que seu desejo é “Inspirar a próxima geração de chefs mulheres e continuar construindo um legado para a gastronomia brasileira ao lado da minha comunidade”.

“Para mim, este prêmio representa uma plataforma importante para dar visibilidade à educação para a alimentação e por meio dela, o que considero essencial para um futuro mais justo no meu país e em todo o mundo”, finalizou Janaína.

 

A consagração de Janaína Torres como a melhor chef feminina do mundo em 2024 não é apenas uma conquista pessoal. Seu talento eleva o prestígio da culinária nacional e destaca a riqueza cultural e a diversidade de sabores que o Brasil tem a oferecer. A importância da gastronomia brasileira para o mundo é um reflexo da sociedade contemporânea, sua ascensão ao topo do cenário gastronômico global é um indicativo do reconhecimento cada vez maior da contribuição das mulheres para a gastronomia.

Janaína é uma inspiração, desafia estereótipos e promove a inclusão e o empoderamento feminino. Sua jornada é um exemplo na gastronomia, não apenas como uma forma de arte e expressão cultural, mas também uma maneira de impactar questões sociais.

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Confira mais curiosidades culturais e naturais sobre o Brasil
por
Júlia Takahashi
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10/04/2024 - 12h

A AGEMT pelo Mundo completa sua viagem pelo Brasil explorando outras três regiões: centro-oeste, sul e sudeste. Veja aqui a primeira parte da matéria. As obras de Oscar Niemeyer e Lina Bo Bardi, a lenda das Cataratas do Iguaçu, os museus e as histórias do Brasil são pincelados ao som de Martinho da Vila em Aquarela Brasileira.

Em continuação na viagem pelo Brasil, o próximo destino é Brasília. A capital foi inaugurada em 1960 e teve participação do renomado arquiteto Oscar Niemeyer em seu projeto. Ela também é contemplada por monumentos de Niemeyer, como o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal, o Palácio da Alvorada e a Catedral Metropolitana.

O Centro-Oeste também é muito procurado pela Chapada dos Veadeiros, conhecida por ser o berço das águas, em Goiás, a 230km da capital, com mais de 2 mil cachoeiras e cânions catalogados. Já o Mato Grosso é muito visitado pelo pantanal e a Chapada dos Guimarães. A cidade de Bonito é o principal ponto turístico do Mato Grosso do Sul.

 

Abismo Anhumas, Bonito - MS / Foto: Caio Vilela
Abismo Anhumas, Bonito - MS / Foto: Caio Vilela

 

O Sul do Brasil é berço de pessoas influentes como Elis Regina, Adriana Calcanhotto e Mário Quintana do Rio Grande do Sul, Cruz e Souza e Anita Garibaldi de Santa Catarina e Cortella, Chitãozinho e Xororó e Alexandre Nero do Paraná. As Cataratas do Iguaçu é o ponto mais visitado dessa região e chama a atenção dos visitantes por suas 275 quedas d'água.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio - e o Parque Nacional do Iguaçu, sua beleza é explicada pela lenda indígena de Napi e Tarobá, nas margens do Rio Iguaçu, onde viviam os indígenas caingangues que acreditavam na governança do deus Mboi, filho de Tupã e com corpo característico de serpente. Na tribo, a filha do cacique, Naipi, chamava a atenção por sua beleza exuberante, “que até as águas do rio se acalmavam quando ela estava perto”. Assim, Mboi a consagrou para viver sob seu culto.

Porém, o jovem guerreiro Tarobá se apaixonou pela jovem indígena. Em sua festa de consagração, enquanto todos estavam distraídos, Naipi e Tarobá fugiram em uma canoa pelo rio abaixo, para viver sua história de amor. Mas Mboi percebeu a fuga dos dois e ficou furioso. Ele cortou a mata com o seu corpo de serpente e produziu uma enorme fenda, formando as cataratas.

Pela força das águas formadas, Naipi e Tarobá caíram e desapareceram para sempre. A lenda diz que a indigena se transformou na rocha central e Tarobá na palmeira à beira de um abismo, inclinado sob a garganta do rio.

 

Cataratas do Iguaçu visto de cima/ Fonte: 123 milhas
Cataratas do Iguaçu visto de cima/ Fonte: 123 milhas

 

A região sudeste tem a maior concentração de museus do país: são 1.423, segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em São Paulo, a cidade que não para, são mais de 500 museus para visitar, sendo a Pinacoteca o mais antigo, localizado no centro da capital metropolitana.

Minas Gerais é muito conhecida pela culinária: o pão de queijo e a pamonha são pratos tradicionais mineiros. Mas o estado tem muita história e paraísos naturais também. Guimarães Rosa deixou sua marca em sua cidade natal, Cordisburgo, que é muito procurada pelos estudiosos da literatura brasileira. Ouro Preto, Ilhotim, São João del Rei, Mariana e Tiradentes são cidades que brilham os olhos dos amantes de história.

No Espírito Santo, é possível encontrar o café mais caro do país, o café Jacu, feito com as fezes da ave e um processo mais trabalhoso do que o tradicional: após o Jacu se alimentar do fruto do café e eliminar na terra, próximo às árvores, o grão é colhido, limpado e reservado manualmente. Após o tempo de descanso, o grão é moído e preparado para consumo.

O Rio de Janeiro continua lindo, com suas praias paradisíacas e o Cristo Redentor sendo o ponto mais visitado do Brasil, considerado umas das 7 maravilhas do mundo moderno. Além disso, o estado abriga o maior estádio do Brasil, o Maracanã, palco do milésimo gol de Pelé em 1969, com o jogo de Santos e Vasco.

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