Compra feita pela Paramount Skydance vai integrar o streaming HBO Max e ampliar o catálogo de séries e filmes
por
Amanda Lemos
Luiza Passos
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03/03/2026 - 12h

Com a Netflix oficialmente fora da negociação, a Paramount Skydance confirmou, em anúncio feito na última sexta-feira (27), a compra da Warner Bros. Discovery (WBD) por US$ 110 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 568 bilhões. A conclusão da transação está prevista para o terceiro trimestre de 2026 e ainda depende de aprovações regulatórias.

A Warner Bros. Discovery é um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, responsável por um estúdio centenário de Hollywood e por marcas como HBO, DC Studios e CNN, além de um vasto catálogo de produções cinematográficas e televisivas.

David Zaslav, CEO da WBD, disse estar muito satisfeito com o resultado. “Estamos ansiosos para trabalhar com a Paramount para concluir esta transação histórica”.

De acordo com o CEO da Paramount, David Ellison, a fusão das plataformas poderá resultar em uma base superior a 200 milhões de assinantes globais, após unificar as plataformas Paramount+, Pluto TV e BET+.

Posteriormente, o mesmo modelo deverá ser aplicado à HBO Max, reunindo os serviços sob uma estrutura operacional unificada. Ainda não se sabe se a HBO estará totalmente integrada à plataforma ou se funcionará como uma marca dentro do serviço.

Fachada do prédio do Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter, com o logotipo da Warner Bros. e o título em letras grandes na parede curva do edifício. À direita, há uma grande estátua de um cavaleiro com armadura e capa, segurando uma espada.
Entrada da Warner Bros. Studio Tour London “The Making of Harry Potter”, localizado em Leavesden, próximo a Watford, Inglaterra Foto: Luiza Passos

 

Com a combinação das plataformas, franquias de sucesso como “Harry Potter”, “Game of Thrones” e o universo DC passarão a compor um mesmo ecossistema de streaming. No entanto, segundo Ellison, cada serviço continuará operando com independência editorial, preservando sua identidade.

A aprovação de órgãos reguladores poderá alterar o atual cenário do streaming internacional, consolidando um novo arranjo operacional entre plataformas e estúdios tradicionais.

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Empresa decide não cobrir oferta superior da Paramount Skydance e encerra negociação bilionária iniciada em 2025
por
Luiza Passos Bruno Scheepmaker
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02/03/2026 - 12h

A plataforma Netflix anunciou, na última quinta-feira (26), a desistência da compra da Warner Bros. Discovery (WBD), empresa responsável pelo streaming HBO Max, depois de a Paramount Skydance apresentar uma proposta superior. O acordo, que estava em andamento desde dezembro de 2025, era avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões.

A negociação havia sido comunicada ao mercado no fim do ano passado e era considerada estratégica para o setor de entretenimento, já que envolveria uma grande fusão da indústria audiovisual recente. A WBD é responsável por franquias de sucesso como “Harry Potter” e o universo DC, o que ampliaria significativamente o catálogo de filmes da Netflix.

Fachada do prédio dos Warner Bros. Studios Leavesden, com o logotipo da Warner Bros. em destaque na parede bege.
Fachada do complexo de estúdios da Warner Bros. Studios, Leavesden, localizado perto da cidade de Watford, na Inglaterra - Foto: Luiza Passos

No entanto, o cenário teve uma reviravolta nesta semana com a nova investida da Paramount. Os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters decidiram não aumentar sua oferta pela empresa.

“Sempre fomos disciplinados e, pelo preço exigido para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o negócio deixa de ser financeiramente atraente, portanto, estamos recusando a oferta da Paramount Skydance”, afirmaram os co-CEOS em declaração oficial.

A desistência da Netflix reacendeu um debate dentro da indústria cinematográfica. De acordo com o jornal “New York Times”, o anúncio do fim do ano passado havia gerado preocupações por um grupo de produtores de cinema que temiam os possíveis impactos na exibição de filmes.

“A Netflix considera qualquer tempo gasto assistindo a um filme no cinema como tempo não gasto em sua plataforma. Eles não têm nenhum incentivo para apoiar a exibição em salas de cinema e têm todos os incentivos para acabar com ela.”, alegam produtores em carta anônima.

Se antes a possível compra da WBD pela Netflix gerava debates no campo criativo, a eventual aquisição pela Paramount desloca a discussão para o campo político. O CEO da empresa, David Ellison, é visto como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que intensificou questionamentos sobre possíveis impactos na independência editorial da CNN (que faz parte do grupo Warner).

Com a saída da Netflix da disputa, a decisão agora depende da aprovação de órgãos reguladores. O desfecho da negociação poderá redefinir não apenas o mercado de streaming, mas também as consequências para um dos grandes veículos de informação global.

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Do pastelzinho com caldo de cana à hora da xepa, as feiras livres fazem parte do cotidiano paulista de domingo a domingo.
por
Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Por décadas, São Paulo acorda cedo ao som de barracas sendo montadas, caminhões descarregando frutas e vendedores afinando o gogó para anunciar promoções. De norte a sul, as feiras livres desenham um dos cenários mais afetivos da vida paulistana. Não é apenas o lugar onde se compra comida fresca: é onde se conversa, se briga pelo preço, se prova um pedacinho de melancia e se encontra o vizinho que você só vê ali, entre uma dúzia de banana e um pé de alface.

Juca Alves, de 40 anos, conta que vende frutas há 28 anos na zona norte de São Paulo e brinca que o relógio dele funciona diferente. “Minha rotina é a mesma todos os dias. Meu dia começa quando a cidade ainda está dormindo. Se eu bobear, o morango acorda antes de mim”.

Nas bancas de comida, o pastel é rei. “Se não tiver barulho de óleo estalando e alguém gritando não tem graça”, afirma dona Sônia, pasteleira há 19 anos junto com o marido e filhos. “Minha família cresceu ao redor de panelas de óleo e montes de pastéis. E eu fico muito realizada com isso.  

Quando o relógio se aproxima do meio dia, começa o momento mais esperado por parte do público: a famosa xepa. É quando o preço cai e a disputa aumenta. Em uma cidade acelerada como São Paulo, a feira livre funciona como uma pausa afetiva, um lembrete de que existe vida fora do concreto. E enquanto houver paulistanos dispostos a acordar cedo por um pastel quentinho e uma conversa boa, as feiras continuarão firmes, coloridas, barulhentas e deliciosamente caóticas.

Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia.
Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas.
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas. Foto: Manuela Dias/AGEMT
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo.
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores.
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

Apresentação exclusiva acontece no dia 7 de setembro, no Palco Mundo
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
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26/11/2025 - 12h

Elton John está de volta ao Brasil em uma única apresentação que promete marcar a edição de 2026 do Rock in Rio. O festival confirmou o britânico como atração principal do dia 7 de setembro, abrindo a divulgação do line-up com um dos nomes mais celebrados da música mundial.

A presença de Elton carrega um peso especial. Em 2023, o artista anunciou que deixaria as grandes turnês para ficar mais perto da família. Por isso, sua performance no Rock in Rio será a única na América Latina, transformando o show em um momento raro para os fãs de todo o continente.

Em um vídeo publicado na terça-feira (25) nas redes sociais, Elton John revelou o motivo para ter aceitado o convite de realizar o show em solo brasileiro. “A razão é que eu não vim ao Rio na turnê ‘Farewell Yellow Brick Road’, e eu senti que decepcionei muitos dos meus fãs brasileiros. Então, eu quero compensar isso”, explicou o britânico.

No mesmo dia de festival, outro grande nome da música sobe ao Palco Mundo: Gilberto Gil. Em clima de despedida com a turnê Tempo-Rei, que termina em março de 2026, o encontro dos dois artistas lendários torna a programação do festival ainda mais especial. 

Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Reprodução / Facebook Gilberto Gil)
Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Divulgação)

Além das atrações, o Rock in Rio prepara mudanças importantes na Cidade do Rock. O Palco Mundo, símbolo do festival, será completamente revestido de painéis de LED, somando 2.400 metros quadrados de tecnologia. A ideia é ampliar a imersão visual e criar novas possibilidades para os artistas.

A próxima edição também terá uma homenagem especial à Bossa Nova e um benefício pensado diretamente para o público, em que cada visitante poderá receber até 100% do valor do ingresso de volta em bônus, podendo ser usado em hotéis, gastronomia e experiências turísticas durante a estadia na cidade.

O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A venda geral dos ingressos começa em 9 de dezembro, às 19h, enquanto membros do Rock in Rio Club terão acesso à pré-venda a partir do dia 4, no mesmo horário.

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A socialite continuou tendo sua moral julgada no tribunal, mesmo após ter sido assassinada pelo companheiro
por
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
Jalile Elias
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26/11/2025 - 12h
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz em nova série. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

Figurinha carimbada nas colunas sociais da época, Ângela Diniz virou capa das manchetes policiais após ser morta a tiros pelo então namorado, Doca Street. O feminicídio que marcou o país na década de 1970 ganha agora um novo olhar na série da HBO Ângela Diniz: Assassinada e Condenada.

Na produção, Marjorie Estiano interpreta a protagonista, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. O elenco ainda conta com Thelmo Fernandes, Maria Volpe, Renata Gaspar, Yara de Novaes e Tóia Ferraz.

Sob direção de Andrucha Waddington, a série se inspira no podcast A Praia dos Ossos, de Branca Viana. A obra, que leva o nome da praia onde o crime ocorreu, reconstrói não apenas o caso, mas também o apagamento em torno da própria vítima. Depoimentos de amigas de Ângela, silenciadas à época, servem como ponto de partida para revelar quem ela realmente era.

Seja pela beleza ou pela independência, a mineira chamava atenção por onde passava. Já os relatos sobre Doca eram marcados pelo ciúme obsessivo do empresário. O casal passava a véspera da virada de 1977 em Búzios quando, ao tentar pôr fim à relação, Ângela foi assassinada pelo companheiro.

Por dias, o criminoso permaneceu foragido, até que sua primeira aparição foi numa entrevista à televisão; logo depois, ele se entregou à polícia. Foram necessários mais de dois anos desde o assassinato para que Doca se sentasse no banco dos réus, num julgamento que se tornaria símbolo da luta contra a violência de gênero.

Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, , enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

As atitudes, roupas e relações de Ângela foram usadas pela defesa como supostas “provocações” que teriam motivado o crime. Foi nesse episódio que Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”.

Os advogados do réu recorreram à tese da “legítima defesa da honra” — proibida somente em 2023 pelo STF — numa tentativa de inocentá-lo. O argumento foi aceito pelo júri, e Doca recebeu pena de apenas dois anos de prisão, sentença que gerou revolta e fortaleceu movimentos feministas da época.

Sob forte pressão popular, um segundo julgamento foi realizado. Nele, Doca foi condenado a 15 anos, dos quais cumpriu cerca de três em regime fechado e dois em semiaberto. Em 2020, ele morreu aos 86 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

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Fã ou não do “mestre do terror”, Misery se torna uma leitura obrigatória e também uma excelente escolha para quem deseja conhecer melhor Stephen King e suas histórias
por
Beatriz Alencar
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23/10/2023 - 12h
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Foto: Debb Cabral/GatoQueFlutua

 

Os amantes pela literatura sinistra podem se demonstrar mais ativos agora com a chegada de outubro, mês do halloween e das maratonas de terror. Se possui um gosto pelas obras de Stephen King, recomendações de obras dele é o que não faltam para essa estação do mês/Dia das Bruxas. Se tornando filmes e até mesmo peças de teatro, as escritas do “mestre do horror” nunca saem de moda no mundo das escritas “dark”. Classificado como um dos livros mais conceituados e clássicos do autor, “Misery - Louca Obsessão” foi, e ainda é, muito bem aclamado pela crítica.

Seguindo um de seus traços de compor sua obra com reviravoltas que podem chegar a ser um pouco “revoltantes” para seus leitores, o livro traz a história de Paul Sheldon, um escritor “reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain” (sinopse). Conseguindo escrever mais uma parte de um manuscrito, decide comemorar fora de casa. Sozinho. Numa grande nevasca. O fim do que era para ser uma comemoração, acaba sendo o início da tortura de vida de Paul. Após sofrer um acidente de carro, devida às más condições climáticas, o escritor é socorrido pela enfermeira aposentada Annie Wilkes. O que ele mal sabe, é que a moça que se diz sua fã número 1, está em tamanha indignação com o final da série bem-sucedida do autor, que é capaz de tentar de tudo para conseguir Paul só para si.

Annie leva seu ídolo para sua casa e o prende em um quarto com a condição de: em troca de seus cuidados, o escritor refaça o final do livro para um que faça sentido” e abandone a sua, então nova obra, sobre Carros Velozes. O autor está extremamente dependente: devido ao acidente, ficou sem o movimento das pernas e ainda recuperando o dos braços. Quando não a obedece, fica sem os remédios para dor, comida ou mesmo penico (tendo que urinar em si mesmo).

A forma como o cenário é construído, imerge o leitor como se estivesse participando da história, e o agoniza junto com o personagem. Apresenta diversas faces que nos prendem na história: desde a Annie solícita que quer ajudar, que admira seu autor favorito e diz que o ama em contraste com o desespero que provoca, à resistência de Paul em querer fugir, e em outros momentos querer desistir. Stephen King não deixa nenhuma ponta solta, e como na maioria de seus livros, cada personagem pode carregar um significado para além do que está escrito nas páginas.

Estar diante de uma mulher com diversas faces de personalidade por meio das palavras de King, faz com que você sinta aversão e pena na mesma medida. O sadismo da vilã se demonstra em diversas cenas e a facilidade de como ela esconde rapidamente contando lembranças boas que ela tem da vida, baqueiam.

Como uma maneira de tentar não ficar sem os tratamentos de Annie, Paul tenta convencê-la e encantá-la de diversas maneiras; a elogiando, deixando que ela conte sobre sua vida e seus gostos, e dizendo o quanto estava grato por ter sido Annie a sua salvadora. Aos poucos melhorando sua condição física, o autor explora o restante da casa da enfermeira nos momentos em que ela não está. A agonia do leitor volta novamente, sempre afobado, achando que a sádica pode chegar a qualquer momento.

A cada cena em que ocorre um diálogo com Annie, o receio sobre ela aumenta, mas de uma maneira que sempre nos surpreende com tamanha facilidade em ser tão complicada e tão assustadoramente real. Traduzindo, “misery” seria o sofrimento prolongado, física e mental sem fim que persegue Paul, e, de certa forma, piora a situação psicológica instável de Annie.

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Kathy Bates como Annie Wilkes; Foto: reprodução/filme

Para quem gosta de ler, imaginar essas cenas agonizantes já são suficientes, mas para aqueles que preferem obras mais cinematográficas, temos o filme “Louca Obsessão”, de 1993. Kathy Bates entendeu o que é Annie Wilkes em um nível, que sua atuação lhe rendeu um Oscar. O próprio Stephen King a elogiou. Claro, filmes tem suas adaptações e releituras, mas a mesma agonia desse suspense psicológico que você encontra nas páginas, encontra nas cenas reproduzidas.

Resumidamente, diria que é um terror claustrofóbico. Se quer dormir tranquilo (ou não), adicione “Misery – Louca Obsessão” na sua lista de leitura e assista ao filme, para ótimo sonhos.

 

Esta reportagem foi produzida como atividade extensionista do curso de Jornalismo da PUC-SP.

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Nas profundezas do metrô paulistano, obras de arte revelam narrativas silenciosas da cidade e de seu povo.
por
João Pedro Lopes Oliveira
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23/10/2023 - 12h

Nas entranhas do metrô de São Paulo, onde milhões de passageiros se cruzam diariamente em um frenesi urbano, há um mundo silencioso esculpido em mármore, ferro e bronze. Ao descer pelas escadas rolantes e passar pelas plataformas movimentadas, os viajantes atentos podem testemunhar uma coleção rica e diversificada de estátuas e esculturas, cada uma contando sua própria história sobre a cidade, sua gente e sua cultura.


Essas obras de arte não apenas embelezam as estações de metrô, mas também servem como lembretes silenciosos da rica herança da cidade. Enquanto os trens rugem e os anúncios ecoam pelos corredores, essas esculturas permanecem imóveis, oferecendo uma pausa na corrida frenética da vida urbana, convidando os passageiros a contemplar, mesmo que por um breve momento, a riqueza cultural que permeia cada centímetro quadrado desta cidade cosmopolita.

Nas plataformas das principais linhas de metrô de São Paulo, 1-azul, 2-verde e 3-vermelha, presenciamos uma grande variedade dessas esculturas em algumas de suas estações, todas feitas por artistas diferentes que passam uma mensagem única.

 

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"Sem Título" - Alfredo Ceschiatti / Estação Sé linha 1-azul
Nesta estrutura ele mostra seu trabalho figurativo, com traços leves em uma escultura bem grande, pesando meio tonelada.
Foto: João Pedro Lopes
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"Equilíbrio" - Renato Brunello / Estação Paraíso linha 1-azul 
A obra busca o equilíbrio formal das peças encaixadas e representar o equilíbrio psíquico.
Foto: João Pedro Lopes
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"A Sagração da Primavera" - Luiz Gonzaga M. Gomes / Estação Ana Rosa linha 1-azul
O tema principal é a "exuberância da vida" na explosão da primavera. Embora as figuras estejam fixas, sugerem movimento.
Foto: João Pedro Lopes
foto 3
"Esfera" - Marcos Garrot / Estação Santos-Imigrantes linha 2-verde
Ilusão de ótica que representa o vazio olhando por trás e sua verdadeira cor olhando de frente.
Foto: João Pedro Lopes 
foto 4
"Pássaro Rocca" - Francisco Brennand / Estação Trianon-Masp linha 2-verde
Inspirado nas aves gigantes descritas no livro "Simbad, O Marinheiro"
Foto: João Pedro Lopes
foto 5
"A Roda" - Emanoel Araujo / Estação Palmeiras-Barra Funda linha 3-vermelha
Inspirado em uma roda em movimento dando justamente essa impressão de uma forma que se desloca no espaço.
Foto: João Pedro Lopes
foto 6
"Trilho, Ritmo e Vibração" - Caciporé Torres / Estação Santa Cecília linha 3-vermelha
Feita de mármore, aço e ferro a escultura representa a cidade de São Paulo e suas ferrovias.
Foto: João Pedro Lopes
foto 7
"Século XXI-Resíduos e Vestígios" - Luiz Hermano / Estação República linha 3-vermelha
Tem como ponto de partida o "esqueleto estrutural da arquitetura da construção do metrô"
Foto: João Pedro Lopes
foto 9
"Estudo de Homem" - José Guerra / Estação Santa Cecília linha 3-vermelha
Sem descrição.
Foto: João Pedro Lopes
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foto 10
"Estudo de Mulher" - José Guerra / Estação Santa Cecília linha 3-vermelha
Sem descrição.
Foto: João Pedro Lopes

 

Filme que retrata a vida de Claudinho e Buchecha, compete por vaga como representante do Brasil no Oscar 2024
por
Maria Elisa Tauil
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23/10/2023 - 12h

“Nosso Sonho", cinebiografia nacional de Eduardo Albergaria, conta a trajetória da dupla que revolucionou o gênero funk melody. Sob o ponto de vista de Claucirlei Jovêncio de Souza, o filme mostra a história dessa grande amizade: os problemas familiares, a vida na periferia carioca dos anos 90, o sucesso e ascensão dos artistas e principalmente o porquê de não existir “Buchecha sem Claudinho.”

O longa expõe a vida, marcada por muita luta e superação, dos cantores para o além da fama, algo que poucos conhecem.  Em entrevista à Folha de São Paulo, o diretor conta a importância de retratar esse passado. “O filme circunscreve a periferia num lugar diferente da violência. Ela aparece como um lugar onde os personagens têm conflitos subjetivos. É um lugar que a periferia merece. Estamos acostumados a ver a periferia e, não por acaso, o funk presos no estigma da violência,” comentou.

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Claudinho (Lucas Penteado) e Buchecha (Juan Paiva) durante o filme Nosso sonho. Foto: Angelica Goudinho/Divulgação

 

Narrado por Juan Paiva, ator que interpreta o Buchecha adulto, o filme transmite o sentimento de estar escutando o desabafo de um amigo sobre o passado. Dessa forma, o telespectador mergulha desde da infância até a criação dos seus principais hits, sendo eles “Fico assim sem você”, “Só love” e “Coisa de cinema”.  

Um dos maiores destaques do filme, além do roteiro cativante, são as atuações de Juan Paiva e Lucas Penteado, que interpreta Claudinho. Os atores apresentam uma sagacidade ao passar para as telonas características marcantes dos homenageados, como a timidez de Buchecha e a animação, somada a língua presa de Claudinho.

Em resumo, “Nosso Sonho” é uma obra cativante e emocionante, que de forma divertida, mergulha numa história de amizade e celebra a arte que veio da periferia: o funk. O filme foi indicado para representar o  Brasil no Oscar 2024 e apresenta nota 7,5 na base de dados sobre produção audiovisual IMDb. 

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Conheça os cinco integrantes que estão apostando na potência de suas rimas e beats
por
Maria Clara Aoki
Pedro Escaleira de Oliveira
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24/10/2023 - 12h

 Juca, Luanito, TheoRex, Grilo e Diluna, são os integrantes que vocês conheceram no documentário que fala sobre a história do grupo e seus processos de construção artísticos. Suas batidas e rimas nascem dos sentimentos que falam, pensam e sentem.  Um documentário repleto de fotos, entrevistas e muita música, para mostrar que eles vão além de só um grupo, se consideram uma família. 

Denise Fraga quebra o silêncio e nos faz enxergar com os olhos do outro em seu atual espetáculo
por
Maria Clara Magalhães
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23/10/2023 - 12h

Em um domingo de setembro (17), a atriz Denise Fraga estrelou em mais uma noite o espetáculo “Eu de você”, idealizado e pensado inteiramente por ela, ao lado do diretor Luiz Villaça e do produtor José Maria. Nove anos do programa “Retrato Falado” não bastaram para que a artista contasse histórias reais ao espectador e, no Teatro na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (TUCA), Denise trouxe mais narrativas genuínas para mostrar que não há melhor espelho do que o outro. 

Um cenário inteiramente branco, uma cadeira de madeira e roupas acinzentadas foram os apetrechos necessários para que a obra embarcasse em várias esferas. Apesar de ser um monólogo, a quarta parede foi quebrada e a peça não se limitou ao palco. Mais a fundo, o jogo de iluminação de Wagner Antônio foi um personagem essencial para explicitar a multiplicidade de experiências, espaços e sentimentos que cada corpo experimenta, aflorando assim, o sensorial do público. 

Denise Fraga vestida de cinza sentada em uma cadeira no palco
Denise Fraga encenando. Foto:Divulgação/Thiago Beck

Contando com mais elementos, a peça explorou o universo da música. Denise, ao lado de três musicistas, Ana Rodrigues, Clara Bastos e Priscila Brigante, trouxe mais vida ao espetáculo com clássicas canções: passando de Dostoievski, Fernando Pessoa, Chico Buarque, Elvis Presley até Zezé di Camargo. Apesar do musical vasculhar tantas faces interativas, ao se despedir do público, a atriz proferiu ainda no palco “o silêncio é um espaço não vazio livre de palavras”, revelando assim, ainda mais, os momentos reflexivos propositais, pensados pelo espetáculo. 

É preciso ser Eu de você. Se vive e se entende a vida a diante das experiências pessoais, que são diferentes a partir de cada indivíduo. Com isso, o que seria de cada pessoa se houvesse a tentativa de ver mais o outro, de enxergar mais através do olhar do outro? No espetáculo, Denise traz essa sensibilidade ao encenar diversas histórias reais, de pessoas que escolheram contá-las. Entrevistas, cartas e depoimentos de sujeitos espalhados pelo país originaram o solo, e é encantadora a forma que a atriz vive as vozes, os gestos e os jeitos de cada “personagem”. 

Desde a personagem Tânia, a qual representa a vida urbana volátil, o Júlio, que frequenta karaokês e se apaixona por um assaltante, ou Clarice, que encontra um pedido de perdão no entardecer de um parque, Denise com seu dom artístico faz o público se sentir próximo ao ato, mesmo que não se identifique tanto com essa pessoa. Por um momento, todos se reúnem em um só suspiro, representados pelos problemas daqueles depoimentos, mesmo que nunca tenham passado por algo semelhante. Mas acontece que, no espaço não vazio, livre de palavras, o pensamento percorre o eco em busca de uma só coisa: a resolução das questões que a vida propõe.

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