Compra feita pela Paramount Skydance vai integrar o streaming HBO Max e ampliar o catálogo de séries e filmes
por
Amanda Lemos
Luiza Passos
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03/03/2026 - 12h

Com a Netflix oficialmente fora da negociação, a Paramount Skydance confirmou, em anúncio feito na última sexta-feira (27), a compra da Warner Bros. Discovery (WBD) por US$ 110 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 568 bilhões. A conclusão da transação está prevista para o terceiro trimestre de 2026 e ainda depende de aprovações regulatórias.

A Warner Bros. Discovery é um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, responsável por um estúdio centenário de Hollywood e por marcas como HBO, DC Studios e CNN, além de um vasto catálogo de produções cinematográficas e televisivas.

David Zaslav, CEO da WBD, disse estar muito satisfeito com o resultado. “Estamos ansiosos para trabalhar com a Paramount para concluir esta transação histórica”.

De acordo com o CEO da Paramount, David Ellison, a fusão das plataformas poderá resultar em uma base superior a 200 milhões de assinantes globais, após unificar as plataformas Paramount+, Pluto TV e BET+.

Posteriormente, o mesmo modelo deverá ser aplicado à HBO Max, reunindo os serviços sob uma estrutura operacional unificada. Ainda não se sabe se a HBO estará totalmente integrada à plataforma ou se funcionará como uma marca dentro do serviço.

Fachada do prédio do Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter, com o logotipo da Warner Bros. e o título em letras grandes na parede curva do edifício. À direita, há uma grande estátua de um cavaleiro com armadura e capa, segurando uma espada.
Entrada da Warner Bros. Studio Tour London “The Making of Harry Potter”, localizado em Leavesden, próximo a Watford, Inglaterra Foto: Luiza Passos

 

Com a combinação das plataformas, franquias de sucesso como “Harry Potter”, “Game of Thrones” e o universo DC passarão a compor um mesmo ecossistema de streaming. No entanto, segundo Ellison, cada serviço continuará operando com independência editorial, preservando sua identidade.

A aprovação de órgãos reguladores poderá alterar o atual cenário do streaming internacional, consolidando um novo arranjo operacional entre plataformas e estúdios tradicionais.

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Empresa decide não cobrir oferta superior da Paramount Skydance e encerra negociação bilionária iniciada em 2025
por
Luiza Passos Bruno Scheepmaker
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02/03/2026 - 12h

A plataforma Netflix anunciou, na última quinta-feira (26), a desistência da compra da Warner Bros. Discovery (WBD), empresa responsável pelo streaming HBO Max, depois de a Paramount Skydance apresentar uma proposta superior. O acordo, que estava em andamento desde dezembro de 2025, era avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões.

A negociação havia sido comunicada ao mercado no fim do ano passado e era considerada estratégica para o setor de entretenimento, já que envolveria uma grande fusão da indústria audiovisual recente. A WBD é responsável por franquias de sucesso como “Harry Potter” e o universo DC, o que ampliaria significativamente o catálogo de filmes da Netflix.

Fachada do prédio dos Warner Bros. Studios Leavesden, com o logotipo da Warner Bros. em destaque na parede bege.
Fachada do complexo de estúdios da Warner Bros. Studios, Leavesden, localizado perto da cidade de Watford, na Inglaterra - Foto: Luiza Passos

No entanto, o cenário teve uma reviravolta nesta semana com a nova investida da Paramount. Os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters decidiram não aumentar sua oferta pela empresa.

“Sempre fomos disciplinados e, pelo preço exigido para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o negócio deixa de ser financeiramente atraente, portanto, estamos recusando a oferta da Paramount Skydance”, afirmaram os co-CEOS em declaração oficial.

A desistência da Netflix reacendeu um debate dentro da indústria cinematográfica. De acordo com o jornal “New York Times”, o anúncio do fim do ano passado havia gerado preocupações por um grupo de produtores de cinema que temiam os possíveis impactos na exibição de filmes.

“A Netflix considera qualquer tempo gasto assistindo a um filme no cinema como tempo não gasto em sua plataforma. Eles não têm nenhum incentivo para apoiar a exibição em salas de cinema e têm todos os incentivos para acabar com ela.”, alegam produtores em carta anônima.

Se antes a possível compra da WBD pela Netflix gerava debates no campo criativo, a eventual aquisição pela Paramount desloca a discussão para o campo político. O CEO da empresa, David Ellison, é visto como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que intensificou questionamentos sobre possíveis impactos na independência editorial da CNN (que faz parte do grupo Warner).

Com a saída da Netflix da disputa, a decisão agora depende da aprovação de órgãos reguladores. O desfecho da negociação poderá redefinir não apenas o mercado de streaming, mas também as consequências para um dos grandes veículos de informação global.

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Do pastelzinho com caldo de cana à hora da xepa, as feiras livres fazem parte do cotidiano paulista de domingo a domingo.
por
Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Por décadas, São Paulo acorda cedo ao som de barracas sendo montadas, caminhões descarregando frutas e vendedores afinando o gogó para anunciar promoções. De norte a sul, as feiras livres desenham um dos cenários mais afetivos da vida paulistana. Não é apenas o lugar onde se compra comida fresca: é onde se conversa, se briga pelo preço, se prova um pedacinho de melancia e se encontra o vizinho que você só vê ali, entre uma dúzia de banana e um pé de alface.

Juca Alves, de 40 anos, conta que vende frutas há 28 anos na zona norte de São Paulo e brinca que o relógio dele funciona diferente. “Minha rotina é a mesma todos os dias. Meu dia começa quando a cidade ainda está dormindo. Se eu bobear, o morango acorda antes de mim”.

Nas bancas de comida, o pastel é rei. “Se não tiver barulho de óleo estalando e alguém gritando não tem graça”, afirma dona Sônia, pasteleira há 19 anos junto com o marido e filhos. “Minha família cresceu ao redor de panelas de óleo e montes de pastéis. E eu fico muito realizada com isso.  

Quando o relógio se aproxima do meio dia, começa o momento mais esperado por parte do público: a famosa xepa. É quando o preço cai e a disputa aumenta. Em uma cidade acelerada como São Paulo, a feira livre funciona como uma pausa afetiva, um lembrete de que existe vida fora do concreto. E enquanto houver paulistanos dispostos a acordar cedo por um pastel quentinho e uma conversa boa, as feiras continuarão firmes, coloridas, barulhentas e deliciosamente caóticas.

Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia.
Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas.
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas. Foto: Manuela Dias/AGEMT
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo.
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores.
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

Apresentação exclusiva acontece no dia 7 de setembro, no Palco Mundo
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
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26/11/2025 - 12h

Elton John está de volta ao Brasil em uma única apresentação que promete marcar a edição de 2026 do Rock in Rio. O festival confirmou o britânico como atração principal do dia 7 de setembro, abrindo a divulgação do line-up com um dos nomes mais celebrados da música mundial.

A presença de Elton carrega um peso especial. Em 2023, o artista anunciou que deixaria as grandes turnês para ficar mais perto da família. Por isso, sua performance no Rock in Rio será a única na América Latina, transformando o show em um momento raro para os fãs de todo o continente.

Em um vídeo publicado na terça-feira (25) nas redes sociais, Elton John revelou o motivo para ter aceitado o convite de realizar o show em solo brasileiro. “A razão é que eu não vim ao Rio na turnê ‘Farewell Yellow Brick Road’, e eu senti que decepcionei muitos dos meus fãs brasileiros. Então, eu quero compensar isso”, explicou o britânico.

No mesmo dia de festival, outro grande nome da música sobe ao Palco Mundo: Gilberto Gil. Em clima de despedida com a turnê Tempo-Rei, que termina em março de 2026, o encontro dos dois artistas lendários torna a programação do festival ainda mais especial. 

Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Reprodução / Facebook Gilberto Gil)
Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Divulgação)

Além das atrações, o Rock in Rio prepara mudanças importantes na Cidade do Rock. O Palco Mundo, símbolo do festival, será completamente revestido de painéis de LED, somando 2.400 metros quadrados de tecnologia. A ideia é ampliar a imersão visual e criar novas possibilidades para os artistas.

A próxima edição também terá uma homenagem especial à Bossa Nova e um benefício pensado diretamente para o público, em que cada visitante poderá receber até 100% do valor do ingresso de volta em bônus, podendo ser usado em hotéis, gastronomia e experiências turísticas durante a estadia na cidade.

O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A venda geral dos ingressos começa em 9 de dezembro, às 19h, enquanto membros do Rock in Rio Club terão acesso à pré-venda a partir do dia 4, no mesmo horário.

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A socialite continuou tendo sua moral julgada no tribunal, mesmo após ter sido assassinada pelo companheiro
por
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
Jalile Elias
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26/11/2025 - 12h
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz em nova série. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

Figurinha carimbada nas colunas sociais da época, Ângela Diniz virou capa das manchetes policiais após ser morta a tiros pelo então namorado, Doca Street. O feminicídio que marcou o país na década de 1970 ganha agora um novo olhar na série da HBO Ângela Diniz: Assassinada e Condenada.

Na produção, Marjorie Estiano interpreta a protagonista, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. O elenco ainda conta com Thelmo Fernandes, Maria Volpe, Renata Gaspar, Yara de Novaes e Tóia Ferraz.

Sob direção de Andrucha Waddington, a série se inspira no podcast A Praia dos Ossos, de Branca Viana. A obra, que leva o nome da praia onde o crime ocorreu, reconstrói não apenas o caso, mas também o apagamento em torno da própria vítima. Depoimentos de amigas de Ângela, silenciadas à época, servem como ponto de partida para revelar quem ela realmente era.

Seja pela beleza ou pela independência, a mineira chamava atenção por onde passava. Já os relatos sobre Doca eram marcados pelo ciúme obsessivo do empresário. O casal passava a véspera da virada de 1977 em Búzios quando, ao tentar pôr fim à relação, Ângela foi assassinada pelo companheiro.

Por dias, o criminoso permaneceu foragido, até que sua primeira aparição foi numa entrevista à televisão; logo depois, ele se entregou à polícia. Foram necessários mais de dois anos desde o assassinato para que Doca se sentasse no banco dos réus, num julgamento que se tornaria símbolo da luta contra a violência de gênero.

Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, , enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

As atitudes, roupas e relações de Ângela foram usadas pela defesa como supostas “provocações” que teriam motivado o crime. Foi nesse episódio que Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”.

Os advogados do réu recorreram à tese da “legítima defesa da honra” — proibida somente em 2023 pelo STF — numa tentativa de inocentá-lo. O argumento foi aceito pelo júri, e Doca recebeu pena de apenas dois anos de prisão, sentença que gerou revolta e fortaleceu movimentos feministas da época.

Sob forte pressão popular, um segundo julgamento foi realizado. Nele, Doca foi condenado a 15 anos, dos quais cumpriu cerca de três em regime fechado e dois em semiaberto. Em 2020, ele morreu aos 86 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

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O inesquecível Chandler Bing de "Friends" tinha mais de 30 anos de carreira
por
Mohara Ogando Cherubin
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31/10/2023 - 12h

O ator Matthew Perry morreu neste sábado (28) aos 54 anos. Segundo a polícia, Matthew foi encontrado sem vida em casa, em Los Angeles. A causa da morte não foi divulgada, porém de acordo com o site TMZ, o ator parece ter se afogado na banheira.

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Reprodução: O Globo

Natural de Williamstown, Massachusetts, Matthew nasceu em 19 de agosto de 1969 e era filho do ator John Bennett Perry e da jornalista Suzanne Perry. Com o divórcio repentino dos pais, o ator se mudou com a mãe para Ottawa, no Canadá, ainda na infância. 

Durante sua morada no Canadá, Matthew passou a praticar tênis e se tornou um tenista de primeira categoria no país, mas foi no decorrer de sua adolescência que descobriu a paixão pela atuação, o que o levou a morar com o pai em Los Angeles.

Matthew fez sua estreia nas telas aos dez anos de idade, quando interpretou Arthur na série de drama "240-Robert" em 1979. Nos anos seguintes o ator participou de outros seriados, como Bob em "Not Necessarily the News" (1983), Ed em "Charles in Charge" (1985) e Davey em "Silver Spoons" (1986).

O primeiro papel de Matthew no cinema foi ainda no Ensino Médio. O ator deu vida ao personagem Fred Roberts no filme “Uma Noite na Vida de Jimmy Reardon” (1988). No ano seguinte, ele viveu Timothy no filme "Não mexa com a minha filha" (1989). 

“Friends” 

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Matthew Perry como Chandler Bing em “Friends” (1994)

Foi no ano de 1994, após participações em alguns seriados e filmes, que Matthew recebeu o convite para viver o personagem que mudaria sua vida.

O seriado de comédia "Friends" foi lançado em 22 de setembro daquele ano. A trama girava em torno do cotidiano de um grupo de amigos de Nova York. Matthew interpretou o sarcástico Chandler Bing durante 10 temporadas – com um total de 234 episódios produzidos pela Warner Bros.

Com falas memoráveis e momentos hilários, o personagem de Perry se tornou um dos favoritos dos fãs da série, o que lhe rendeu uma indicação ao Primetime Emmy, em 2002. 

Após 17 anos do fim da série, o episódio especial reuniu o elenco novamente, intitulado Friends: The Reunion, em 2021.

"Estamos todos totalmente arrasados com a perda de Matthew. Éramos mais do que apenas colegas de elenco. Somos uma família. Há muito a dizer, mas agora vamos reservar um momento para lamentar e processar esta perda incalculável. Com o tempo diremos mais, como e quando pudermos e, por enquanto, nossos pensamentos e nosso amor estão com a família de Matty, seus amigos e todos que o amavam ao redor do mundo", disse o elenco da série em comunicado conjunto para a revista People nesta segunda (30).


Mais da carreira do ator

Com o reconhecimento de sua atuação em "Friends", Matthew participou de outros filmes e séries como Nicholas 'Oz' em "Meu vizinho mafioso" e "Meu vizinho mafioso 2", Alex Whitman em "E agora, meu amor?", Mike O'Donnell em "Dezessete Outra Vez", Matt Albie em "Studio 60 on the Sunset Strip" e Ryan King "Go On", dentre outras produções.

O polêmico livro de memórias de Matthew Perry 

O ator publicou o livro “Friends, Lovers, and the Big Terrible Thing: A Memoir” ("Amigos, amores e aquela coisa terrível") em 1º de novembro de 2022. A obra tem mais de 300 páginas, nas quais o ator conta sobre seu vício com drogas e álcool durante as gravações de "Friends", seus amigos e o namoro com a atriz Julia Roberts. 

Matthew brinca com o fato de Julia Roberts ter aceitado participar da série, em 1995, desde que contracenasse com o personagem do ator. A partir daí, os dois trocaram diversos fax "românticos" até se envolverem de verdade. Desse modo, quando a atriz participou do episódio de Friends, ela e Matthew já eram namorados.

"Nosso beijo no sofá foi tão real que as pessoas acharam que era real. Foi mesmo", contou ele. Matthew revela em seu livro o quão profunda foi a paixão sentida por Julia Roberts, ao mesmo tempo que lidava com seus vícios. Com medo de perder a atriz, Matthew foi o responsável por terminar o relacionamento. Segundo o ator, ela ficou muito confusa com sua decisão.

"No dicionário, a palavra 'viciado' devia vir acompanhada de uma foto minha, olhando ao redor, muito atordoado", escreve. Matthew expõe que passou metade da vida em centros de reabilitação, ao todo foram 15, e revela que seu abuso de opioides levou à ruptura do cólon aos 49 anos. Os médicos lhe deram 2% de chance de sobrevivência, de acordo com o ator, e ele ficou em coma por duas semanas. Em seguida, permaneceu internado por meses no hospital.

Em meio a momentos sombrios, a obra também intercala entre memórias mais positivas, quando o ator diz ser um dos homens mais sortudos do planeta, e que apesar de tudo, com uma vida divertida.

"Agora me sinto melhor porque acabou. Está em um pedaço de papel. O 'porquê' de ainda estar vivo é definitivamente para ajudar as pessoas", disse Matthew sobre a obra. 

 

 

 

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Nove anos após o lançamento do primeiro "Five Nights at Freddy's", a saga de jogos ganhou o aguardado longa metragem no dia 26 de outubro.
por
Natália Perez
João Pedro Lopes
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31/10/2023 - 12h

A adaptação em longa metragem da série de jogos “Five Nights at Freddy’s” foi um dos filmes mais esperados do ano, pelo menos para os fãs que aguardavam desde seu anúncio em 2016. Estreado em 26 de outubro e com produção de Jason Blum e Scott Cawthon, criador dos jogos, o filme tem duração de 110 minutos e foi dirigido por Emma Tammi. Os estúdios envolvidos são a Universal Studios e a gigante do terror, Blumhouse. Custando 20 milhões de dólares, FNAF já arrecadou 35% do valor investido no dia de estreia somente nos cinemas americanos. Estima-se que já em seu primeiro fim de semana, a arrecadação alcance 50 milhões de dólares, colocando o filme como um sucesso do terror em 2023. No Brasil, ocupou o primeiro lugar nas bilheterias já na estreia.

Os números e a aprovação dos fãs impressionaram os críticos. No Rotten Tomatoes, o filme agradou somente 29% dos críticos contra 89% de satisfação do público. Para o jornal americano Associated Press, o analista Mark Kennedy escreveu que FNAF “deve ser considerado um dos filmes mais pobres de qualquer gênero desse ano”. Entretanto, as criticas parecem ter pouco efeito, principalmente contra os dados de bilheteria. Assim, a produção entra na lista dos filmes de terror amados pelo público e odiados pela crítica, como o clássico Jogos Mortais (2004) e Halloween Ends (2022).

 

Five Nights at Freddys
Capa oficial do segundo trailer do filme. Imagem: Universal Pictures/Distribuição.

 

A recepção positiva do público é fundamental para o sucesso comercial, e eles esperam que o filme não apenas satisfaça os fãs de longa data, mas também conquiste aqueles que estão sendo introduzidos ao universo pela primeira vez. A história se passa na pizzaria “Freddy Fazbear's Pizza”, onde animatrônicos – robôs que entretém as crianças durante o dia - ganham vida própria e um desejo sanguinário à noite. Assim como nos jogos, o personagem principal do filme: o vigia noturno Mike (Josh Hutcherson), deve tentar sobreviver até o amanhecer.

Desesperado por um emprego, Mike aceita a oferta de ser o vigia noturno de uma pizzaria abandonada após o sumiço de 5 crianças. Assombrado pelo sequestro de seu irmão anos atrás, o personagem começa a acreditar que há uma ligação entre os animatrônicos e o sequestro. Tudo se complica quando ele se descobre que sua irmã Abby (Piper Rubio) de 10 anos parece se relacionar com Freddy, Chica, Bonnie e Foxy (animatrônicos). Com a ajuda da policial local Vanessa (Elizabeth Lail), Mike descobre que no Freddy Fazbear’s Pizza nada é o que parece.

 

Five Nights at Freddys
Os animatrônicos envolta dos personagens de Abby (Piper Rubio), Mike (Josh Hutcherson) e Vanessa (Elizabeth Lail) contracenando em cena do filme. Imagem: Reprodução/Twitter.

 

“Five Nights at Freddy's” conta com onze jogos oficiais de survival horror, isto é, jogos com atmosfera de mistério e perigo constante. Além de um jogo em realidade virtual, a franquia dispõe de HQs e 23 livros que se aprofundam ainda mais no universo criado pelo, na época, desenvolvedor independente Scott Cawthon. Desde seu primeiro lançamento em 2014, a saga rapidamente se tornou uma sensação global, principalmente em decorrência das gameplays de sucesso. Tanto que o longa conta com a participação especial de youtubers famosos entre os fãs da saga: Cory (CoryxKenshin), que foi revelado ainda nos trailers e MatPat (The Game Theorists), que chega a dizer seu bordão em cena.

Markiplier, o autoproclamado “Rei de FNAF” também foi chamado para participar. Entretanto por um conflito de agendas, anunciou que não estaria no filme alguns dias antes da estreia. No Brasil, Alanzoka se destaca. O vídeo de sua primeira vez jogando, nove anos atrás, passa de 4,5 milhões de visualizações. Sobre o filme, Renan Souzones do canal HUEstation disse em vídeo "Pra quem é fã de FNAF vai ser bem legal aproveitar, tem teorias criadas por fãs e muitas referências aos jogos, o que é uma forma muito inteligente de colocar essa cultura no filme. Além de surpresas bem legais, como convidados e músicas.”

 

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Durante uma gameplay em 2015, Markiplier criou o icônico meme "Was that the bite of 87??" Nos cinemas, telespectadores reportaram que muitos falaram a frase do youtuber quando o filme fez referência a essa cena, o que demostra o alcance de seus vídeos entre os fãs do jogo. Imagem: Reprodução/Youtube "Markiplier"

 

O lançamento do filme gerou uma onda de entusiasmo entre os fãs, que aguardavam ansiosos para ver seus personagens favoritos ganharem vida na tela grande do cinema. As redes sociais estão repletas de discussões, teorias e especulações sobre como a história será adaptada para o cinema. Muitos fãs estão particularmente empolgados para ver como o diretor e a equipe de produção capturarão a essência do jogo, incluindo os elementos de suspense e a caracterização única dos animatrônicos, que se tornaram ícones da cultura pop desde o lançamento.

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Fotos tirada nos bastidores da diretora Emma Tammi conversando com Justin Michael Terry, o ator por baixo da fantasia de Freddy. Imagem: JonnyBlox no Twitter/X

Ao contrário do esperado e do que cada vez mais se tem visto, o filme conta com baixa presença de imagens geradas por computador, o famoso CGI. Grandes estúdios como a Marvel tem sido cada vez mais criticados pelo seu exagero de efeitos e telas verdes, que faz com que a internet vire um mar de memes a cada nova produção. Alguns exemplos recentes, como o fracasso de She-Hulk (2022), são atribuído ao CGI “mal acabado” presente em praticamente todas as cenas. Visando evitar essa insatisfação e trazer mais realidade a filmagem, todos os animatrônicos de FNAF foram construídos como robôs e fantasias gigantes que foram vestidas por atores.

Há alguns anos, observamos produções baseadas em jogos eletrônicos ganhando cada vez mais espaço nas bilheteiras e nos streamings. 2023 parece estar sendo um ano exemplar para mostrar as diferentes maneiras de se traduzir a tensão e jogabilidade para o audiovisual - seja como a série The Last of Us, ou em animações como Super Mario Bros e Sonic. O sucesso de bilheteria de Five Nights at Freddy’s só concretiza o que já era nítido: o público quer e está interessado em ver os vídeo games ultrapassando a barreira dos computadores e chegando nas telonas. 

 

 

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Localizado no Parque Villa-Lobos, o equipamento aquático tem 15 metros de altura
por
Giulia Palumbo
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31/10/2023 - 12h

Recentemente inaugurado no Parque Villa-Lobos, o Hippo,está fazendo sucesso entre os moradores da Capital. Com 15 metros de altura e 55 de comprimento, a atração promete uma subida íngreme repleta de energia, vistas deslumbrantes lá de cima e uma descida cheia de adrenalina. 

Foto Reprodução
As crianças vão se encantar com a oportunidade de enfrentar o enorme brinquedo com 15 metros de altura e 56 metros de comprimento. (Créditos: divulgação)

Além disso, o inflável conta com três pistas para disputas divertidas entre a garotada. E isso não é tudo - o Família no Parque oferece uma variedade de outras atividades aquáticas e de lazer, incluindo Futebol de Sabão, Bungee Trampolim, Laser Combat, Tirolesa e muito mais, em um ambiente acolhedor e alegre ao ar livre.

No local, também há opções de alimentação, desde sanduíches até sorvetes e guloseimas, e espaços ideais para as fotos das redes sociais. A programação inclui uma equipe de animadores oferecendo brincadeiras gratuitas ao longo do dia. 

Os ingressos para os brinquedos custam a partir de R$ 8, com a opção de combos e o VipPass para acesso ilimitado às atrações. Você pode comprar seus ingressos com antecedência no site www.familianoparque.com.br ou diretamente na bilheteria do evento.

Pra chegar ao Parque Villa-Lobos em São Paulo, uma das opções mais práticas é utilizar o transporte público, como ônibus ou metrô. O parque está localizado na zona oeste da cidade, próximo à estação de metrô Butantã (Linha 4-Amarela), que oferece acesso direto ao parque. Além disso, você pode optar por táxis ou aplicativos de transporte para chegar lá com facilidade. O Parque Villa-Lobos é um local muito popular para atividades ao ar livre, como caminhadas, ciclismo e piqueniques, e oferece uma ótima opção de lazer para os moradores e visitantes de São Paulo.

Os organizadores sugerem que os pais tragam roupas de reserva para as crianças que não desejam ficar molhadas, bem como acessórios de proteção solar, como bonés e roupas com fator de proteção

Servico: Família no Parque no Villa-Lobos

@oficialfamilianoparque

Quando: sábados e domingos, das 10h às 18h

Onde: Parque Villa Lobos, entrada principal

Tickets: a partir de R$ 8 – combo com 10 tickets por R$ 60, VipPass por R$ 150

 

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"Festas, sambas e outros carnavais": Sesc Casa Verde é a segunda unidade da Zona Norte e abre com exposição que dialoga com as raízes do bairro
por
Maria Luisa Lisboa Alves
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30/10/2023 - 12h
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'Festas, sambas e outros carnavais': exposição do Sesc Casa Verde/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves

O Sesc Casa Verde é a segunda unidade localizada na Zona Norte de São Paulo. Para receber o público, o local apresenta a exposição 'Festas, sambas e outros carnavais', que procura celebrar  diversas festividades brasileiras, como o carnaval e Bumba-Meu-Boi. A nova unidade procurou dialogar com as raízes da região, reduto de várias escolas de samba, como Império de Casa Verde, Morro da Casa Verde e Unidos do Peruche, além de ser sede do sambódromo de São Paulo. As exposições também trazem as origens africanas que foram fundamentais para a formação do bairro da Casa Verde, em que homenageiam artistas e figuras importantes para a história do bairro e também do país.

 

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'Festas, sambas e outros carnavais': exposições do Sesc Casa Verde/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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"Roda de Bumba-Meu-Boi" (sem data), de Nhozim/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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Velha Guarda da Unidos do Peruche/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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Exposição sobre 'Seu Carlão', fundador da Unidos Do Peruche/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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'Festas, sambas e outros carnavais': exposição do Sesc Casa Verde/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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'Festas, sambas e outros carnavais': exposição do Sesc Casa Verde/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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'Festas, sambas e outros carnavais': exposição do Sesc Casa Verde/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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'Festas, sambas e outros carnavais': exposição do Sesc Casa Verde/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves
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Moradores do bairro da Casa Verde/ Foto: Maria Luisa Lisboa Alves

 

Desde 2013, o centro promove o intercâmbio cultural entre Coreia do Sul e Brasil por meio de exposições, performances, cursos e festivais.
por
Natália Perez
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30/10/2023 - 12h

Além de estreitar os laços entre os países, o Centro Cultural Coreano no Brasil tem como objetivo apresentar mais sobre a culinária, língua, artes e tradições da Coreia do Sul. Localizado próximo ao metrô Brigadeiro na Av. Paulista, 460 o CCCB completou 10 anos na segunda-feira 23 de outubro.

Com programação especial no sábado (29), o aniversário contou com apresentações musicais. Além de workshops de taekwondo, artesanato e caligrafia. Em comentário oficial o diretor do centro, Cheul Hong Kim, disse ficar feliz com a crescente busca pela cultura coreana. “Esse interesse tem se expandido para áreas como música, arte, gastronomia, cinema e literatura, abrangendo tanto tradições quanto aspectos contemporâneos. Em resposta, prometemos nos aproximar ainda mais com programas mais diversos e enriquecedores.”

Disponível até janeiro de 2024, a principal atração da comemoração é a amostra floral de Hanji kkot que é arte com papel coreano. O papel Hanji vindo da árvore asiática amoreira-de-papel, é produzido a mais de mil e quinhentos anos. Por ser uma fibra resistente e de alta qualidade, eles dizem que esse papel representa o desejo humano pela conservação. “Na cultura coreana elas são produzidas para eventos da corte, religiosos ou entre as pessoas como forma de gratidão a quem sempre nos protege e permanece ao nosso lado” disse o diretor Cheul Hong Kim, a Billboard Brasil. Assinada pela artista Mina Lee a exposição “Florescer” tem entrada gratuita.

Endereço: Av. Paulista, 460

Horário de Funcionamento: Seg-Sex: 10:00 – 19:00 e Sábado: 12:00 - 18:00

Para mais informações acesse: https://brazil.korean-culture.org/pt

10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Mesa de recepção do Centro Cultural Coreano no Brasil. Foto: Natália Perez
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Árvore dos desejos: tradição de pendurar papéis com desejos e votos escritos em uma árvore para que se realizem, comumente encontrado em eventos de recomeço como ano novo, casamentos e aniversários. A origem é japonesa, mas também popular na Coreia. Foto: Natália Perez
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Entrada e primeira obra da exposição "Florescer" da artista Mina Lee usando o papel tradicional coreano Hanji. Foto: Natália Perez
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Segunda obra da exposição, lavandas feitas com Hanji. Foto: Natália Perez
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Painéis de pano na entrada com explicações da exposição e um poema. Foto: Natália Perez
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Explicação do Hanji e seu processo de fabricação junto a amostras do papel. Foto: Natália Perez
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Quatro tipos de carimbos que o público poderia experimentar no Hanji e levar para casa. Foto: Natália Perez
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Arranjos florais de papel Hanji estão no centro do espaço. Na parede poemas. Foto: Natália Perez 
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Diversos arranjos florais feitos com de Hanji. Foto: Natália Perez 
10 anos do Centro Cultural Coreano no Brasil
Dois sapatos tradicionais coreanos, os Hwahye. Foto: Natália Perez