Empresa decide não cobrir oferta superior da Paramount Skydance e encerra negociação bilionária iniciada em 2025
por
Luiza Passos Bruno Scheepmaker
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02/03/2026 - 12h

A plataforma Netflix anunciou, na última quinta-feira (26), a desistência da compra da Warner Bros. Discovery (WBD), empresa responsável pelo streaming HBO Max, depois de a Paramount Skydance apresentar uma proposta superior. O acordo, que estava em andamento desde dezembro de 2025, era avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões.

A negociação havia sido comunicada ao mercado no fim do ano passado e era considerada estratégica para o setor de entretenimento, já que envolveria uma grande fusão da indústria audiovisual recente. A WBD é responsável por franquias de sucesso como “Harry Potter” e o universo DC, o que ampliaria significativamente o catálogo de filmes da Netflix.

Fachada do prédio dos Warner Bros. Studios Leavesden, com o logotipo da Warner Bros. em destaque na parede bege.
Fachada do complexo de estúdios da Warner Bros. Studios, Leavesden, localizado perto da cidade de Watford, na Inglaterra - Foto: Luiza Passos

No entanto, o cenário teve uma reviravolta nesta semana com a nova investida da Paramount. Os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters decidiram não aumentar sua oferta pela empresa.

“Sempre fomos disciplinados e, pelo preço exigido para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o negócio deixa de ser financeiramente atraente, portanto, estamos recusando a oferta da Paramount Skydance”, afirmaram os co-CEOS em declaração oficial.

A desistência da Netflix reacendeu um debate dentro da indústria cinematográfica. De acordo com o jornal “New York Times”, o anúncio do fim do ano passado havia gerado preocupações por um grupo de produtores de cinema que temiam os possíveis impactos na exibição de filmes.

“A Netflix considera qualquer tempo gasto assistindo a um filme no cinema como tempo não gasto em sua plataforma. Eles não têm nenhum incentivo para apoiar a exibição em salas de cinema e têm todos os incentivos para acabar com ela.”, alegam produtores em carta anônima.

Se antes a possível compra da WBD pela Netflix gerava debates no campo criativo, a eventual aquisição pela Paramount desloca a discussão para o campo político. O CEO da empresa, David Ellison, é visto como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que intensificou questionamentos sobre possíveis impactos na independência editorial da CNN (que faz parte do grupo Warner).

Com a saída da Netflix da disputa, a decisão agora depende da aprovação de órgãos reguladores. O desfecho da negociação poderá redefinir não apenas o mercado de streaming, mas também as consequências para um dos grandes veículos de informação global.

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Do pastelzinho com caldo de cana à hora da xepa, as feiras livres fazem parte do cotidiano paulista de domingo a domingo.
por
Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Por décadas, São Paulo acorda cedo ao som de barracas sendo montadas, caminhões descarregando frutas e vendedores afinando o gogó para anunciar promoções. De norte a sul, as feiras livres desenham um dos cenários mais afetivos da vida paulistana. Não é apenas o lugar onde se compra comida fresca: é onde se conversa, se briga pelo preço, se prova um pedacinho de melancia e se encontra o vizinho que você só vê ali, entre uma dúzia de banana e um pé de alface.

Juca Alves, de 40 anos, conta que vende frutas há 28 anos na zona norte de São Paulo e brinca que o relógio dele funciona diferente. “Minha rotina é a mesma todos os dias. Meu dia começa quando a cidade ainda está dormindo. Se eu bobear, o morango acorda antes de mim”.

Nas bancas de comida, o pastel é rei. “Se não tiver barulho de óleo estalando e alguém gritando não tem graça”, afirma dona Sônia, pasteleira há 19 anos junto com o marido e filhos. “Minha família cresceu ao redor de panelas de óleo e montes de pastéis. E eu fico muito realizada com isso.  

Quando o relógio se aproxima do meio dia, começa o momento mais esperado por parte do público: a famosa xepa. É quando o preço cai e a disputa aumenta. Em uma cidade acelerada como São Paulo, a feira livre funciona como uma pausa afetiva, um lembrete de que existe vida fora do concreto. E enquanto houver paulistanos dispostos a acordar cedo por um pastel quentinho e uma conversa boa, as feiras continuarão firmes, coloridas, barulhentas e deliciosamente caóticas.

Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia.
Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas.
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas. Foto: Manuela Dias/AGEMT
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo.
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores.
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

Apresentação exclusiva acontece no dia 7 de setembro, no Palco Mundo
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
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26/11/2025 - 12h

Elton John está de volta ao Brasil em uma única apresentação que promete marcar a edição de 2026 do Rock in Rio. O festival confirmou o britânico como atração principal do dia 7 de setembro, abrindo a divulgação do line-up com um dos nomes mais celebrados da música mundial.

A presença de Elton carrega um peso especial. Em 2023, o artista anunciou que deixaria as grandes turnês para ficar mais perto da família. Por isso, sua performance no Rock in Rio será a única na América Latina, transformando o show em um momento raro para os fãs de todo o continente.

Em um vídeo publicado na terça-feira (25) nas redes sociais, Elton John revelou o motivo para ter aceitado o convite de realizar o show em solo brasileiro. “A razão é que eu não vim ao Rio na turnê ‘Farewell Yellow Brick Road’, e eu senti que decepcionei muitos dos meus fãs brasileiros. Então, eu quero compensar isso”, explicou o britânico.

No mesmo dia de festival, outro grande nome da música sobe ao Palco Mundo: Gilberto Gil. Em clima de despedida com a turnê Tempo-Rei, que termina em março de 2026, o encontro dos dois artistas lendários torna a programação do festival ainda mais especial. 

Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Reprodução / Facebook Gilberto Gil)
Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Divulgação)

Além das atrações, o Rock in Rio prepara mudanças importantes na Cidade do Rock. O Palco Mundo, símbolo do festival, será completamente revestido de painéis de LED, somando 2.400 metros quadrados de tecnologia. A ideia é ampliar a imersão visual e criar novas possibilidades para os artistas.

A próxima edição também terá uma homenagem especial à Bossa Nova e um benefício pensado diretamente para o público, em que cada visitante poderá receber até 100% do valor do ingresso de volta em bônus, podendo ser usado em hotéis, gastronomia e experiências turísticas durante a estadia na cidade.

O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A venda geral dos ingressos começa em 9 de dezembro, às 19h, enquanto membros do Rock in Rio Club terão acesso à pré-venda a partir do dia 4, no mesmo horário.

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A socialite continuou tendo sua moral julgada no tribunal, mesmo após ter sido assassinada pelo companheiro
por
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
Jalile Elias
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26/11/2025 - 12h
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz em nova série. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

Figurinha carimbada nas colunas sociais da época, Ângela Diniz virou capa das manchetes policiais após ser morta a tiros pelo então namorado, Doca Street. O feminicídio que marcou o país na década de 1970 ganha agora um novo olhar na série da HBO Ângela Diniz: Assassinada e Condenada.

Na produção, Marjorie Estiano interpreta a protagonista, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. O elenco ainda conta com Thelmo Fernandes, Maria Volpe, Renata Gaspar, Yara de Novaes e Tóia Ferraz.

Sob direção de Andrucha Waddington, a série se inspira no podcast A Praia dos Ossos, de Branca Viana. A obra, que leva o nome da praia onde o crime ocorreu, reconstrói não apenas o caso, mas também o apagamento em torno da própria vítima. Depoimentos de amigas de Ângela, silenciadas à época, servem como ponto de partida para revelar quem ela realmente era.

Seja pela beleza ou pela independência, a mineira chamava atenção por onde passava. Já os relatos sobre Doca eram marcados pelo ciúme obsessivo do empresário. O casal passava a véspera da virada de 1977 em Búzios quando, ao tentar pôr fim à relação, Ângela foi assassinada pelo companheiro.

Por dias, o criminoso permaneceu foragido, até que sua primeira aparição foi numa entrevista à televisão; logo depois, ele se entregou à polícia. Foram necessários mais de dois anos desde o assassinato para que Doca se sentasse no banco dos réus, num julgamento que se tornaria símbolo da luta contra a violência de gênero.

Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, , enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

As atitudes, roupas e relações de Ângela foram usadas pela defesa como supostas “provocações” que teriam motivado o crime. Foi nesse episódio que Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”.

Os advogados do réu recorreram à tese da “legítima defesa da honra” — proibida somente em 2023 pelo STF — numa tentativa de inocentá-lo. O argumento foi aceito pelo júri, e Doca recebeu pena de apenas dois anos de prisão, sentença que gerou revolta e fortaleceu movimentos feministas da época.

Sob forte pressão popular, um segundo julgamento foi realizado. Nele, Doca foi condenado a 15 anos, dos quais cumpriu cerca de três em regime fechado e dois em semiaberto. Em 2020, ele morreu aos 86 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

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Exposição reúne obras que exploram o inconsciente e a natureza como caminhos simbólicos de cura
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KHADIJAH CALIL
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25/11/2025 - 12h

A Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, apresenta de 14 de novembro a 14 de dezembro de 2025 a exposição “Bosque Mítico: Katia Canton e a Cura pela Arte”, que reúne um conjunto expressivo de pinturas, desenhos, cerâmicas, tapeçarias e azulejos da artista, sob curadoria de Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho. A Fundação que sedia a mostra está localizada no imóvel conhecido como Casarão Branco do Boqueirão em Santos, um exemplar da época áurea do café no Brasil. 

Ao revisitar o bosque dos contos de fadas como metáfora de transformação interior, Katia Canton revela o processo criativo como gesto de cura, reconstrução e transcendência.
 

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       “Casinha amarela com laranja” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

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                 “Chapeuzinho triste” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                 “O estrangeiro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.         
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                                                            “Menina e pássaro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                     “Duas casinhas numa ilha” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                             “Os sete gatinhos” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                                         “Floresta” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

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Haridade lançou seu terceiro álbum intitulado “Funk Superação” em agosto
por
Julia Cesar Rangel
Laila Cristina Lima dos Santos
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23/09/2024 - 12h

MC Hariel, conhecido também como Haridade, lançou, em 29 de agosto, seu álbum “Funk Superação”. O projeto conta com parcerias como Gilberto Gil, Péricles, Iza e IceBlue, e é uma “virada de página” do subgênero musical “funk ostentação”.

Na visão do funkeiro, o álbum fala sobre o gênero como um “instrumento de superação”: “O título é uma crítica ao funk que é chamado, pejorativamente, de ‘ostentação’”, diz, em entrevista ao podcast “G1 Ouviu”.

Uma parte do dinheiro arrecadado no álbum será destinado a ajudar estudantes que enfrentam dificuldades em pagar o transporte ou até mesmo a mensalidade de seu curso. Como compartilhado em suas redes sociais, o MC não se preocupa com os números para considerar esse trabalho o mais importante de sua trajetória até hoje: “[...] Pode ser que esse projeto não atinja tantos milhões na internet, como alguns outros, porém com certeza esse é o maior projeto que eu já fiz…[...]”

Danilo dos Santos, jovem que cursa sociologia e política na FESP-SP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), foi o primeiro a receber a ajuda. Para o G1, Hariel disse também que irá pagar a mensalidade de alunos que já estão fazendo a faculdade, para não “correr o risco de ajudar pessoas que não valorizem a oportunidade”. 

O álbum conta com vários subgêneros do funk, entre eles o ostentação. Hariel explica que muitas pessoas comentam sobre esse estilo de forma pejorativa, que “existe uma diferença entre conquistar e ganhar”, e que quando um funkeiro conquista algo, todos costumam achar que foi “fruto de coisa errada”, completa, para a entrevista. Ele é reconhecido por abordar temas importantes em suas composições, e gravou seu show em um palco totalmente construído a partir de materiais recicláveis.

Segundo ele, o logo do álbum, que apresenta um colar dourado com uma fênix, significa algo que renasce, independente do que aconteça, e traz o funk como uma eternidade. 

 Capa do álbum “Funk Superação” - Foto: Instagram @mchariel
Capa do álbum “Funk Superação” - Foto: Instagram @mchariel 

Encontro de Gerações

Uma das participações mais especiais e esperadas do álbum de Hariel foi Gilberto Gil, compositor, cantor, produtor e instrumentista, é considerado uma lenda da Música Popular Brasileira (MPB). Gil é fonte de inspiração e referência para o funkeiro, mas está próximo de se aposentar dos palcos. A parceria dos dois com a música “A Dança”  foi marcante para “o funk romper barreiras”, como escreveu o MC em um post com Gilberto. 

Gilberto Gil e MC Hariel para a GQ BRASIL de setembro – Foto: GQ BRASIL/ Reprodução
Gilberto Gil e MC Hariel para a GQ BRASIL de setembro – Foto: GQ BRASIL/ Reprodução 

Quem é o MC Hariel?

Hariel Denaro Ribeiro, conhecido como MC Hariel, é um cantor e compositor de funk. Natural da Vila Aurora, na zona norte da capital paulista, ele tem um relacionamento próximo com a música desde criança, influenciado por seu pai, que era músico amador.  

Começou a gravar suas músicas com 11 anos, mas estourou somente aos 17 com a música ‘Passei Sorrindo’.

Ele trabalhou como entregador de pizza, de panfletos e vendedor de cartões, entre outras profissões. A música ‘Pirâmide Social’ gravada em 2022, relata sobre o dia de sua demissão como atendente de telemarketing. Foi “descoberto” pelo produtor Neco Coelho , que apresentou o funkeiro para um dos DJs mais influentes no funk paulista na época, o DJ Pereira. Ambos entraram para a gravadora de funk GR6. 

Dos subgêneros do funk, Hariel começou com o ousadia, tendo passado para o funk ostentação e pelo funk consciente, em que é mais conhecido atualmente. Um dos diferenciais do músico é o jogo entre os diferentes estilos de funk.  

Com uma carreira que soma mais de 10 anos, é considerado um dos principais nomes do funk, tanto no cenário paulista quanto no nacional, motivo pelo qual é apelidado de: ‘Haridade’.

 

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76ª edição do Emmy Awards contou com surpresas nas premiações e quebra de recordes
por
João Victor Tiusso
Lucca Fresqui
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23/09/2024 - 12h
Foto: Jamie Lee Curtis premiada no Emmy 2024 / Reuters
Jamie Lee Curtis premiada no Emmy 2024 @ Reuters

O Emmy 2024 foi um marco de representatividade e inclusão na televisão, destacando a diversidade de histórias e talentos em todas as categorias. O evento, que ocorreu no dia 15 de setembro, é a principal premiação da televisão e levou em conta apenas os títulos que estrearam entre 1ª de junho de 2023 e 31 de maio de 2024. 

"Xógum”, a grande vencedora da noite, se tornou a primeira série não falada em inglês, na história da televisão, a levar o principal prêmio da noite: Melhor Série Dramática. 

O épico japonês, protagonizado por Hiroyuki Sanada e Anna Sawai, levou 18 estatuetas no total, batendo o recorde de premiações em uma mesma temporada. Esse reconhecimento reforça a importância de narrativas que abrangem diferentes perspectivas culturais. 

"Hacks” surpreendeu ao superar "The Bear" e levar o prêmio de Melhor Série de Comédia. Apesar de não ficar com o prêmio principal da categoria, “The Bear” foi a segunda maior vencedora da edição, com 11 prêmios, incluindo a vitória de Jeremy Allen White como Melhor Ator em Série de Comédia, e de Jamie Lee Curtis como Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia. 

A representatividade feminina também esteve em evidência no Emmy 2024. Além de Anna Sawai, Jean Smart, de "Hacks", foi premiada pela terceira vez como Melhor Atriz em Comédia, consolidando seu papel de destaque no cenário televisivo. 

Nas categorias de minissérie, a grande vencedora foi "Bebê Rena", que levou a estatueta de melhor minissérie ou filme para a TV. Além disso, seu criador Richard Gadd foi premiado nas categorias de Melhor Roteiro e Melhor Ator além de Jessica Gunning (Martha) como Melhor Atriz Coadjuvante.

Confira todos os vencedores:

Melhor Série de Drama: "Xógum" (Disney+) 

Melhor Atriz em Série de Drama: Anna Sawai - "Xógum" (Disney+)

Melhor Ator em Série de Drama: Hiroyuki Sanada - "Xógum" (Disney+)

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama: Billy Crudup - "The Morning Show" (Apple TV+) 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama: Elizabeth Debicki - "The Crown" (Netflix) 

Melhor Ator Convidado em Série de Drama: Néstor Carbonell - "Xógum" (Disney+) 

Melhor Atriz Convidada em Série de Drama: Michaela Coel - "Sr. & Srª. Smith" (Amazon Prime Video) 

Melhor Série de Comédia: "Hacks" (Max) 

Melhor Ator em Série de Comédia: Jeremy Allen White - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Atriz em Série de Comédia: Jean Smart - "Hacks" (Max) 

Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia: Ebon Moss-Bachrach - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia: Liza Colón-Zayas - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Ator Convidado em Série de Comédia: Jon Bernthal - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia: Jamie Lee Curtis - "The Bear" (Disney+)

Melhor Série Limitada ou Antologia: "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Ator em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Richard Gadd - "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Atriz em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Jodie Foster - "True Detective: Night Country" (Max) 

Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Lamorne Morris - "Fargo" (Amazon Prime Video) 

Melhor Atriz Coadjuvante em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Jessica Gunning - "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Direção em Série de Drama: Frederick E.O. Toye - "Xógum" (Disney+) 

Melhor Direção em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Steven Zaillian - “Ripley” (Netflix)

Melhor Direção em Série de Comédia: Christopher Storer - "The Bear" (Disney+) 

Melhor Roteiro em Série de Drama: Will Smith - "Slow Horses" (Apple TV+) 

Melhor Roteiro em Série Limitada, Antologia ou Filme para TV: Richard Gadd - "Bebê Rena" (Netflix) 

Melhor Roteiro em Série de Comédia: Lucia Aniello, Paul W. Downs, Jen Statsky - "Hacks" (Max) 

Melhor Talk Show de Variedades: "The Daily Show" (Comedy Central) 

Melhor Programa de Competição: "The Traitors" 

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Saiba mais sobre a história do teatro e confira as peças em cartaz na capital paulista
por
Ricardo Dias de Oliveira Filho
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19/09/2024 - 12h

No dia 19 de setembro de 2024, o Brasil comemora o Dia Nacional do Teatro, uma data que celebra uma das manifestações artísticas mais antigas e ricas da humanidade. O teatro, com suas origens no Oriente, evoluiu ao longo dos séculos, tornando-se uma poderosa ferramenta de expressão cultural, social e política. No Brasil, essa arte remonta ao século XVI, quando foi utilizada pelos jesuítas para a catequização dos povos indígenas.

Casa da Ópera, teatro mais antigo do Brasil, localizado em Ouro Preto. Foto: Daniel Polcaro
Casa da Ópera, teatro mais antigo do Brasil, localizado em Ouro Preto. Foto: Daniel Polcaro / Correio de Minas / Reprodução

Desde a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil em 1808, o teatro foi ganhando espaço como forma de entretenimento, especialmente para a elite da época, que apreciava as companhias teatrais estrangeiras. Com o tempo, grupos teatrais nacionais, predominantemente de comédia, começaram a surgir, marcando o início da valorização da arte no país.

No entanto, o teatro brasileiro enfrentou grandes desafios, especialmente durante o período da ditadura militar. Durante esses anos de repressão, o teatro tornou-se um meio de resistência, sendo utilizado para criticar as políticas autoritárias e lutar pela liberdade de expressão. A censura imposta pela ditadura causou retrocessos significativos, mas o fim desse regime trouxe um novo fôlego para os artistas e para a cena teatral.

Em 19 de setembro, também é celebrado o Dia Nacional do Teatro Acessível, de acordo com o Projeto de Lei nº 6.139/13. A data busca promover a inclusão e o acesso de todos, especialmente das Pessoas Com Deficiência (PCDs), às atividades teatrais. O teatro acessível segue o princípio fundamental da Constituição Federal de 1988, que garante a todos o direito ao exercício pleno da cultura.

Além do Dia Nacional do Teatro, o Brasil também celebra em 20 de março o Dia Nacional do Teatro para a Infância e Juventude, e no cenário internacional, o Dia Mundial do Teatro, comemorado em 27 de março e instituído pela Unesco em 1961.

Alexandra Martins, Antônio Fagundes, Cristiane Torloni e Thiago Fragoso na estreia vip da peça “Dois de Nós” — Foto: Lucas Ramos / Brazil News
Alexandra Martins, Antônio Fagundes, Cristiane Torloni e Thiago Fragoso na estreia vip da peça “Dois de Nós” — Foto: Lucas Ramos / Brazil News

Essas datas reforçam a importância do teatro não apenas como forma de entretenimento, mas como uma poderosa ferramenta de transformação social, reflexão e resistência. Em 2024, o Dia Nacional do Teatro nos convida a refletir sobre o papel dessa arte na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e culturalmente rica.


Em São Paulo, uma programação diversificada marca a celebração da data em 2024. A comédia "Dois de Nós" estreia no TUCA (Teatro da PUC-SP) no dia 5 de setembro, com apresentações até 8 de dezembro de 2024. Com direção de José Possi Neto, o espetáculo reúne Antonio Fagundes e Christiane Torloni no elenco principal, ao lado de Thiago Fragoso e Alexandra Martins. A peça, indicada para maiores de 12 anos, aborda as complexidades dos relacionamentos de forma leve e bem-humorada. 
As apresentações acontecem às sextas (21h), sábados (20h) e domingos (17h), com ingressos à venda no Sympla e na bilheteria do teatro.


Além disso, outras peças estão em cartaz na cidade de São Paulo. Confira:

AO VIVO – Dentro da cabeça de alguém
Inspirada em "A Gaivota" de Anton Tchekhov, a peça explora memórias e reflexões sobre a arte, destacando temas como machismo e etarismo.
Local: Teatro Sesi (Centro Cultural Fiesp)
Ingressos: Grátis
Em cartaz até: 01/12

A Última Entrevista de Marília Gabriela
Marília Gabriela retorna aos palcos, simulando um programa de entrevistas ao vivo com seu filho, Theodoro Cochrane.
Local: Teatro Unimed
Ingressos: A partir de R$ 60
Em cartaz até: 27/10

Legalmente Loira – O Musical
A comédia musical aborda temas como empoderamento feminino e misoginia, protagonizada por Myra Ruiz como Elle Woods.
Local: Teatro Claro Mais SP
Ingressos: A partir de R$ 19,80
Em cartaz até: 06/10

Elvis – A Musical Revolution
Biografia musical de Elvis Presley, interpretada por Leandro Lima.
Local: Teatro Santander
Ingressos: A partir de R$ 19,50
Em cartaz até: 01/12

Forever Young
Comédia musical ambientada em um retiro para artistas idosos, celebrando a juventude como estado de espírito.
Local: Teatro Fernando Torres
Ingressos: A partir de R$ 45
Em cartaz até: 11/11

Rei Lear
Adaptação de "Rei Lear" com drag queens como protagonistas.
Local: Teatro Alfredo Mesquita
Ingressos: Grátis
Em cartaz até: 29/09

Querido Evan Hansen
Musical sobre um adolescente ansioso que se envolve em um boato escolar, abordando temas como bullying e saúde mental.
Local: Teatro Liberdade
Ingressos: A partir de R$ 60
Em cartaz até: 22/09

Por um Fio
Peça sobre a vida de duas meninas, uma influenciadora digital e outra diagnosticada com TEA, abordando temas como redes sociais e o transtorno do espectro autista.
Local: Teatro Jardim Sul
Ingressos: A partir de R$ 80
Em cartaz até: 26/10
 

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Primeiro final de semana do Rock in Rio 2024 comoveu o público em meio a velhas e novas memórias
por
Victória da Silva
Vítor Nhoatto
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18/09/2024 - 12h

Um dos maiores eventos da música mundial retornou à zona oeste da capital carioca na última sexta-feira (13). A edição comemorativa de 40 anos do festival contou com nomes como Travis Scott, Paralamas do Sucesso, Imagine Dragons, Evanescence e Lulu Santos. 

Realizado tradicionalmente na Barra da Tijuca, sua última aparição havia sido em 2022, e as expectativas para este ano eram altas. Não bastasse o sarrafo da edição passada, com Iron Maiden, Justin Bieber e Dua Lipa, por exemplo, o peso de esta ser uma espécie de aniversário do mais longevo e exitoso festival do Brasil agitavam as redes e o público. 

São ao todo 24 realizações com a edição deste ano. Dessas, 10 no Rio de Janeiro, 10 em Lisboa, 3 em Madrid e 1 em Las Vegas. No caso do Brasil, fez com que o rock se popularizasse e recebesse mais atenção das gravadoras e imprensa. Em 1985 tocaram, por exemplo, Iron Maiden, AC/DC e Queen. Foi assim que o RiR, como é abreviado, fez do Brasil um destino relevante para artistas internacionais, abrindo as portas para tantos outros festivais que surgiram. 

Gabriel Medina foi o criador do evento, hoje administrado pela filha do publicitário, Roberta Medina. A marca é responsável ainda pelo novato The Town, que realizou sua primeira edição em 2023, e é tido como a versão paulista do quarentão rockeiro. A ideia inclusive é de que os festivais ocorram de maneira intercalada agora. 

De volta ao Rock in Rio, ao longo de sua história, mudanças e percalços também sempre estiveram presentes. O local da Cidade do Rock já mudou quatro vezes e artistas boicotaram o evento em 2001 pela diferença de tratamento entre as atrações nacionais e internacionais. A alocação dos artistas também foi tema polêmico em 2022, com palcos secundários recebendo grandes artistas brasileiros como Ludmilla, ao passo que o Palco Mundo recebia gringos sem uma base tão ampla de fãs no país, como Rita Ora.   

Para 2024, a família Medina prometia melhorias nessas questões. Houve uma reconfiguração espacial para facilitar o fluxo de pessoas e expandir a capacidade do Palco Sunset, atrás apenas do Mundo em relevância. Além disso, pela primeira vez haverá o Dia Brasil, o penúltimo dia do RiR (21), no qual apenas artistas nacionais se apresentarão. 

Destaques do primeiro dia

Os portões da Cidade do Rock foram abertos às 14h, com uma fila considerável já formada. O trânsito na região ficou intenso aos arredores por volta das 16h segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, mas não foram registrados incidentes. A distribuição gratuita de água também ocorreu normalmente e de forma acessível. A primeira apresentação foi logo às 15h com Mc Maneirinho no Palco Supernova. 

Após alguns minutos de atraso devido a problemas técnicos e quase um cancelamento, Ludmilla foi a primeira a performar no Palco Mundo. Agora no palco adequado, após tumultos em 2022 no Palco Sunset, ela apresentou as faixas “Rainha da Favela", “Onda Diferente” e muitos outros de seus sucessos.

A artista surpreendeu na setlist com o cover de “snooze” da estadunidense SZA, na qual ao lado de dois guitarristas mostrou a potência de sua voz. O show foi encerrado com "Favela Chegou" em um clima ainda meio tenso pelos problemas iniciais. A cantora se apresentaria novamente no RiR 2024, no Dia Brasil, mas cancelou um mês atrás por problemas logísticos.

Ludmilla no meio do palco
Ludmilla agitou o público com corpo de baile e voz impecável.-  Foto: Ariel Martini / Divulgação

Às 21h foi a vez de 21 Savage trazer o rap internacional à Barra da Tijuca, em um show com menos de uma hora e pouca interação com a plateia. Essa já ansiosa pelo principal nome do dia, o estadunidense Travis Scott.

Depois de um show solo no dia 11 de setembro em São Paulo, o rapper se apresentou na cidade do rock, no Rio de Janeiro, com muitos gritos e pulos. Conhecido pelas rodas punks que se criam durante a apresentação e pela animação provocada pelo artista, o show caloroso que também aconteceu no Palco Mundo superou as expectativas dos fãs. 

Além das cinco vezes que cantou o sucesso "FE!N", agitou a plateia principalmente com hits do seu último álbum "UTOPIA" de 2023. Apesar de reclamações no palco sobre os telões, Travis honrou sua posição no RiR 2024.

Plateia com sinalizadores
Vista de cima do show de Travis com uma multidão de pessoas. Foto: Sebastien Nagy / Reprodução Instagram

Não só o trap internacional foi o ponto alto do evento, já que Veigh e Kayblack causaram euforia no público do Palco Sunset. Os artistas fizeram do show um ringue de luta, e a batalha conteve hits dos dois que se apresentaram em um ritmo frenético, Veigh com um roupão azul e KayBlack com um vermelho (imitando lutadores de boxe). 

A rapper Slipmami, que acumula mais de 5 milhões de visualizações em seus clipes no YouTube, fez sua apresentação com seus versos irônicos e afiados. A cantora abriu o Espaço Favela nesta edição e cantou sucessos como “Malvatrem”, “8x5” e “Rap Cerva e Swapeeka”.

O rap foi um gênero muito presente no primeiro dia de Rock in Rio, em vários palcos diferentes, até mesmo artistas não muito conhecidos na indústria musical tiveram a oportunidade de se apresentar em um dos maiores festivais do Brasil. Fizeram seus shows no palco Global Village, a rapper Katú Mirim, que além de compositora é ativista indígena, e Victor Xamã, que trata em suas canções a cultura da Amazônia.

Destaques do segundo dia

O início dos trabalhos do segundo dia do Rock in Rio 2024 ficou ao cargo mais uma vez do Palco Supernova, desta vez com a dupla de rappers nerds 7 Minutoz. Já às 16:40, de volta ao evento pela quarta vez, Lulu Santos abriu o Palco Mundo e emocionou o público mesmo apesar do horário, um tanto cedo para os padrões dos festivais.   

Ele, que se apresentou na primeira edição do festival em 1985, fez história novamente em  sucessos como "Toda Forma de Amor", "Tempos Modernos", "A Cura" e "Um Certo Alguém". Atualmente na turnê “Barítono”, nome em referência a uma interpretação em tom mais grave de suas canções, Lulu levantou a plateia com amor e propriedade. O cantor ainda retorna ao evento no Dia Brasil.

A dona dos sucessos "Lush Life" e "Never Forget You", além da voz da recentemente viralizada "Symphony", Zara Larsson levou muito pop à cidade do rock. Além de seus hits que animaram o público no começo da noite, incluindo o meme do golfinho nos telões, a participação especial de DENNIS marcou a segunda vinda da cantora ao país.  

O brasileiro que na última quinta lançou um remix da faixa "Ammunition" de Zara, levou funk a performance dançante e carismática da sueca. No palco, ela recebeu ainda uma camiseta personalizada do Flamengo e agradeceu o calor do público brasileiro e a parceria com o DJ.

Zara dançando no palco do RiR 2024
Com shorts verde e amarelo e muita disposição, Zara se entregou no Palco Mundo. Foto: Wesley Allen 

Embora uma pessoa na tirolesa tenha se enroscado no material cenográfico, o show da banda OneRepublic impressionou. Por volta das 21h20 eles iniciaram a apresentação que foi repleta de hits de outros artistas (aqueles que o vocalista, Ryan Tedder, ajudou a produzir), com direito a violino e pandeiro no palco.

Com o público imerso na simpatia e carisma de Tedder, um coral harmônico foi ecoado na cidade do rock quando tocada a canção “Counting Stars”. Além disso, o cantor vestiu uma camisa do Brasil, tocou piano e toda a banda demonstrou uma grande presença no palco.

Em seguida, a banda que lota estádios e já produziu músicas que estouraram nas plataformas digitais, Imagine Dragons, conquistou mais uma vez a plateia do RiR. Os headliners da noite apresentaram os sucessos “Thunder”, “Believer”, “Radioactive” e “Demons”, além de promoverem um discurso sobre saúde mental em um momento tão importante como o setembro amarelo.

Vocalista do Imagine Dragons cantando
Dan Reynolds cantando no segundo dia de Rock in Rio - Foto: Samuel Pereira / Portal dos Famosos

O dia ainda contou com NX Zero fechando o Palco Sunset em uma atmosfera de nostalgia e emoção. A banda de rock criada em 2001 está em sua turnê de reencontro "Cedo Ou Tarde", iniciada em 2023 após 6 anos de hiato. "Pela Última Vez", "Bem ou Mal" e "Razões e Emoções" foram apenas alguns dos sucessos que embalaram as paradas nos anos 2000 e 2010. 

Di Ferrero levantou mais ainda a plateia na hora de "Cedo ou Tarde", parceria com o rapper Chorão, morto em 2013. Algumas partes dos versos, não cantadas de propósito pelo vocalista, emanaram das bocas dos telespectadores, como se esses fossem o hit do momento. A banda encerrou com o anúncio do fim da turnê e o lançamento em 4 de outubro de um DVD com imagens exclusivas das apresentações realizadas.

NX Zero se apresentando no Palco Sunset
NX Zero fez uma performance emocionante de despedida. Foto: Francisco Izquierdo / Tracklist

No Espaço Favela, além da apresentação solo de DENNIS após a aparição mais cedo com Zara, o carioca Thiago Pantaleão levou uma mistura de pop e funk mais cedo. E em plena madrugada, DJ Snake encerrou o segundo dia remontando a uma balada com seus hits "Let Me Love You" e "Lean On". 

Destaques do terceiro dia

Único dos três primeiros dias que ainda contava com ingressos disponíveis, foi o dia do puro rock, nacional e internacional. O Palco Mundo teve seus trabalhos iniciados pela banda Paralamas do Sucesso, de volta ao festival para recriar a apresentação icônica de 1985.

Às 19h, foi a vez da banda estadunidense Journey representar o rock dos anos 70 e 80. De início o som estava muito baixo, o vocalista Arnel Pineda, na banda desde 2007, chegou a interromper a apresentação. Sem muitos elementos tecnológicos, a segunda performance no Brasil da banda foi moderada, com os pontos altos no final. Os hits inesquecíveis "Don't Stop Believin" e "Anyway You Want It" fizeram a plateia cantar junto.

Em seguida, Evanescence fez um show memorável. Nas mídias sociais, muitos falavam sobre “os emos dos anos 2000 estarem sendo representados”, além de vários comentários elogiando a poderosa apresentação. “Bring Me To Life”, “Going Under” e “My Immortal” foram canções que levaram o público à loucura.

 No dia mais rockeiro do RiR 2024, nada como uma banda de rock raiz, Avenged Sevenfold. Em sua sexta vinda ao país, segunda na Cidade do Rock após 10 anos, encerrou o Palco Mundo com hits, muita guitarra e gritos do público. A performance começou no passado recente com "Game Over", do álbum de 2023 "Life Is But a Dream…"

Vieram então faixas dos outros 6 discos do grupo, com destaque para "Hail to the King", um dos seus maiores sucessos, e muita emoção do vocalista M. Shadows em "Nightmare". Esse inclusive recebeu do público uma bandeira do Corinthians, e após o equívoco inocente, abriu uma bandeira verde e amarela. A volta no tempo com os riffs de guitarras e vocais afiados acabou com "A Little Piece of Heaven" de 2007, além da satisfação dos metaleiros. 

Vocalista da banda Avenged Sevenfold emocionado no palco
Vocalista do Avenged Sevenfold durante performance no RiR 2024. Foto: Padilha / Rock in Rio

No entanto, nem só de rock foi o dia 15 de setembro. Ironizando o fato de o funk ser subjugado e estar dividindo a atenção entre os palcos do evento - em um dia com atrações majoritariamente de punk e metal - Mc Hariel se apresentou antes do headliner do Espaço Favela e cantou faixas como “Até o Sol Raiar”, “Vida Louca Bela e Curta” e “Ilusão (Cracolândia)”. Logo após, Mc Poze do Rodo também agitou o lugar com várias de suas músicas, além de surpreender a audiência ao pedir sua namorada em casamento em cima do palco. 

Barão Vermelho também tocou na 1° edição em 1985, e no ano de 2024 foi destaque do Palco Sunset, com faixas históricas que marcam a trajetória da banda. Os fãs foram acalentados com  “Por Você”, “Pro dia Nascer Feliz”, “Puro Êxtase” e muitas outras que a banda brasileira produziu, deixando uma herança para o rock nacional.

Às 17h50 Planet Hemp transformou o Palco Sunset em uma manifestação pelo verde, com direito a Pitty como convidada. A banda de rap rock que revelou Marcelo D2 e BNegão sempre foi defensora da legalização da maconha no Brasil, tanto que um baseado inflável flutuava pela plateia empolgada pela reparação histórica do Rock in Rio. Na edição de 2001, o grupo carioca fez parte do boicote em resposta à diferença de tratamento entre artistas nacionais e internacionais, e até então, não havia retornado na Cidade do Rock.

Tocaram faixas dos anos 90 e 2000 como "Teto de Vidro" e "Fazendo a Cabeça", além de canções do último trabalho "Jardineiros", de 2022. As rimas, marcadas por questões sociais, como desigualdade, racismo e a vida na periferia, foram ainda acompanhadas por críticas em relação às queimadas pelo Brasil e aos discursos da extrema direita. 

O headliner do palco, Incubus, trouxe nostalgia para os apreciadores de suas canções alternativas. Depois de sete anos sem participar do festival, a banda norte-americana deixou um “gostinho de quero mais”, já que terá show solo no Brasil em abril de 2025, prometendo entregar ainda mais do que aconteceu no RiR ao cantar as faixas “Circus”, “Anna Molly” e “Wish You Were Here”.

Banda Incubus performando no RiR 2024
Banda californiana, Incubus, no Palco Sunset. Foto: Francisco Izquierdo / Tracklist

Próximo final de semana

A Cidade do Rock volta com seus trabalhos na próxima quinta (19), se encerrando no domingo seguinte. Dentre as principais atrações para o segundo final de semana estão Katy Perry, Ed Sheeran e Mariah Carey. Lembrando que sábado será o Dia Brasil, com nomes como IZA, Chitãozinho & Xororó, Luiza Sonza, Ney Matogrosso e Alcione.

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Em tour mundial, Sepultura celebra seus últimos momentos com show memorável em São Paulo
por
Maria Eduarda Cepeda
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17/09/2024 - 12h

 

Após 40 anos de história no metal, a banda brasileira Sepultura anunciou o fim de suas atividades com sua última turnê mundial, a “Celebrating Life Through Death”, o que marca o fim de uma era para o heavy metal. O grupo passou por várias cidades pelo Brasil, no mês de setembro, e finalizou com uma apresentação sold out (todos os ingressos vendidos), no dia 8, em São Paulo. 

A turnê passou pelo Brasil todo, começando em Belo Horizonte e terminando em São Paulo. Os shows na capital paulista, do dia 6 a 8 de setembro, tiveram três bandas de abertura para cada apresentação: “Torture Squad”, “Cultura Tres” e “Black Pantera”, todas as noites esgotadas.

Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, se apresentando no show de sexta-feira (6)

 Os três shows em São Paulo deram “sold out” em minutos. Foto: Maria Eduarda Cepeda

 

Mesmo com a saída do baterista Eloy Casagrande para o Slipknot, semanas antes do início da turnê, o Sepultura seguiu com a contratação de Greyson Nekrutman, ex-baterista da banda de hardore punk e trash,  “Suicidal Tendencies”. A recepção dos fãs foi calorosa para o novo baterista: em meio a gritos e aplausos, Nekrutman teve a oportunidade de conhecer o carinho acalorado dos brasileiros.

E não foi diferente para os outros integrantes. A despedida foi especial para todos que estavam ali. Animados para os shows em São Paulo e sem perder o ritmo, finalizaram com o seu maior sucesso “Roots Bloody Roots”, do álbum “Roots” de 1996, levando todos à loucura. 

Greyson Nekrutman, baterista da banda Sepultura, tocando bateria em uma de suas apresentações em São Paulo

Greyson começou sua carreira no jazz e se tornou membro do Suicidal Tendencies com 21 anos. Foto: @xchicanox/ Instagram/Reprodução

 

A banda continua a turnê agora pela América do Norte, entre setembro e outubro, com as bandas “Obituary”, “Agnostic Front” e a também brasileira, “Claustrofobia”. Na Europa, seguem até novembro com os ucranianos do “Jinjer”, “Jesus Piece” e “Obituary”. Voltam para a América Latina em dezembro, com shows em Ribeirão Preto, Manaus e algumas capitais no nordeste, finalizando a agenda em março de 2025 com a apresentação no Lollapalooza Argentina, Chile e com seu último show no festival do Brasil. 

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