Empresa decide não cobrir oferta superior da Paramount Skydance e encerra negociação bilionária iniciada em 2025
por
Luiza Passos Bruno Scheepmaker
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02/03/2026 - 12h

A plataforma Netflix anunciou, na última quinta-feira (26), a desistência da compra da Warner Bros. Discovery (WBD), empresa responsável pelo streaming HBO Max, depois de a Paramount Skydance apresentar uma proposta superior. O acordo, que estava em andamento desde dezembro de 2025, era avaliado em cerca de US$ 82,7 bilhões.

A negociação havia sido comunicada ao mercado no fim do ano passado e era considerada estratégica para o setor de entretenimento, já que envolveria uma grande fusão da indústria audiovisual recente. A WBD é responsável por franquias de sucesso como “Harry Potter” e o universo DC, o que ampliaria significativamente o catálogo de filmes da Netflix.

Fachada do prédio dos Warner Bros. Studios Leavesden, com o logotipo da Warner Bros. em destaque na parede bege.
Fachada do complexo de estúdios da Warner Bros. Studios, Leavesden, localizado perto da cidade de Watford, na Inglaterra - Foto: Luiza Passos

No entanto, o cenário teve uma reviravolta nesta semana com a nova investida da Paramount. Os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters decidiram não aumentar sua oferta pela empresa.

“Sempre fomos disciplinados e, pelo preço exigido para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o negócio deixa de ser financeiramente atraente, portanto, estamos recusando a oferta da Paramount Skydance”, afirmaram os co-CEOS em declaração oficial.

A desistência da Netflix reacendeu um debate dentro da indústria cinematográfica. De acordo com o jornal “New York Times”, o anúncio do fim do ano passado havia gerado preocupações por um grupo de produtores de cinema que temiam os possíveis impactos na exibição de filmes.

“A Netflix considera qualquer tempo gasto assistindo a um filme no cinema como tempo não gasto em sua plataforma. Eles não têm nenhum incentivo para apoiar a exibição em salas de cinema e têm todos os incentivos para acabar com ela.”, alegam produtores em carta anônima.

Se antes a possível compra da WBD pela Netflix gerava debates no campo criativo, a eventual aquisição pela Paramount desloca a discussão para o campo político. O CEO da empresa, David Ellison, é visto como aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que intensificou questionamentos sobre possíveis impactos na independência editorial da CNN (que faz parte do grupo Warner).

Com a saída da Netflix da disputa, a decisão agora depende da aprovação de órgãos reguladores. O desfecho da negociação poderá redefinir não apenas o mercado de streaming, mas também as consequências para um dos grandes veículos de informação global.

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Do pastelzinho com caldo de cana à hora da xepa, as feiras livres fazem parte do cotidiano paulista de domingo a domingo.
por
Manuela Dias
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29/11/2025 - 12h

Por décadas, São Paulo acorda cedo ao som de barracas sendo montadas, caminhões descarregando frutas e vendedores afinando o gogó para anunciar promoções. De norte a sul, as feiras livres desenham um dos cenários mais afetivos da vida paulistana. Não é apenas o lugar onde se compra comida fresca: é onde se conversa, se briga pelo preço, se prova um pedacinho de melancia e se encontra o vizinho que você só vê ali, entre uma dúzia de banana e um pé de alface.

Juca Alves, de 40 anos, conta que vende frutas há 28 anos na zona norte de São Paulo e brinca que o relógio dele funciona diferente. “Minha rotina é a mesma todos os dias. Meu dia começa quando a cidade ainda está dormindo. Se eu bobear, o morango acorda antes de mim”.

Nas bancas de comida, o pastel é rei. “Se não tiver barulho de óleo estalando e alguém gritando não tem graça”, afirma dona Sônia, pasteleira há 19 anos junto com o marido e filhos. “Minha família cresceu ao redor de panelas de óleo e montes de pastéis. E eu fico muito realizada com isso.  

Quando o relógio se aproxima do meio dia, começa o momento mais esperado por parte do público: a famosa xepa. É quando o preço cai e a disputa aumenta. Em uma cidade acelerada como São Paulo, a feira livre funciona como uma pausa afetiva, um lembrete de que existe vida fora do concreto. E enquanto houver paulistanos dispostos a acordar cedo por um pastel quentinho e uma conversa boa, as feiras continuarão firmes, coloridas, barulhentas e deliciosamente caóticas.

Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia.
Os cartazes com preços vão mudando conforme o dia. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas.
Vermelha, doce e gigante: a melancia é o coração das bancas nas feiras paulistanas. Foto: Manuela Dias/AGEMT
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo.
A dupla que move a feira da Zona Norte de São Paulo. Foto: Manuela Dias/AGEMT
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores.
Entre frutas e verduras um respiro delicado: o corredor das flores. Foto: Manuela Dias/AGEMT

 

Apresentação exclusiva acontece no dia 7 de setembro, no Palco Mundo
por
Jalile Elias
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
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26/11/2025 - 12h

Elton John está de volta ao Brasil em uma única apresentação que promete marcar a edição de 2026 do Rock in Rio. O festival confirmou o britânico como atração principal do dia 7 de setembro, abrindo a divulgação do line-up com um dos nomes mais celebrados da música mundial.

A presença de Elton carrega um peso especial. Em 2023, o artista anunciou que deixaria as grandes turnês para ficar mais perto da família. Por isso, sua performance no Rock in Rio será a única na América Latina, transformando o show em um momento raro para os fãs de todo o continente.

Em um vídeo publicado na terça-feira (25) nas redes sociais, Elton John revelou o motivo para ter aceitado o convite de realizar o show em solo brasileiro. “A razão é que eu não vim ao Rio na turnê ‘Farewell Yellow Brick Road’, e eu senti que decepcionei muitos dos meus fãs brasileiros. Então, eu quero compensar isso”, explicou o britânico.

No mesmo dia de festival, outro grande nome da música sobe ao Palco Mundo: Gilberto Gil. Em clima de despedida com a turnê Tempo-Rei, que termina em março de 2026, o encontro dos dois artistas lendários torna a programação do festival ainda mais especial. 

Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Reprodução / Facebook Gilberto Gil)
Gilberto Gil se apresentará no Palco Mundo do Rock in Rio 2026 (Foto: Divulgação)

Além das atrações, o Rock in Rio prepara mudanças importantes na Cidade do Rock. O Palco Mundo, símbolo do festival, será completamente revestido de painéis de LED, somando 2.400 metros quadrados de tecnologia. A ideia é ampliar a imersão visual e criar novas possibilidades para os artistas.

A próxima edição também terá uma homenagem especial à Bossa Nova e um benefício pensado diretamente para o público, em que cada visitante poderá receber até 100% do valor do ingresso de volta em bônus, podendo ser usado em hotéis, gastronomia e experiências turísticas durante a estadia na cidade.

O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A venda geral dos ingressos começa em 9 de dezembro, às 19h, enquanto membros do Rock in Rio Club terão acesso à pré-venda a partir do dia 4, no mesmo horário.

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A socialite continuou tendo sua moral julgada no tribunal, mesmo após ter sido assassinada pelo companheiro
por
Lais Romagnoli
Marcela Rocha
Jalile Elias
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26/11/2025 - 12h
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz em nova série. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

Figurinha carimbada nas colunas sociais da época, Ângela Diniz virou capa das manchetes policiais após ser morta a tiros pelo então namorado, Doca Street. O feminicídio que marcou o país na década de 1970 ganha agora um novo olhar na série da HBO Ângela Diniz: Assassinada e Condenada.

Na produção, Marjorie Estiano interpreta a protagonista, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. O elenco ainda conta com Thelmo Fernandes, Maria Volpe, Renata Gaspar, Yara de Novaes e Tóia Ferraz.

Sob direção de Andrucha Waddington, a série se inspira no podcast A Praia dos Ossos, de Branca Viana. A obra, que leva o nome da praia onde o crime ocorreu, reconstrói não apenas o caso, mas também o apagamento em torno da própria vítima. Depoimentos de amigas de Ângela, silenciadas à época, servem como ponto de partida para revelar quem ela realmente era.

Seja pela beleza ou pela independência, a mineira chamava atenção por onde passava. Já os relatos sobre Doca eram marcados pelo ciúme obsessivo do empresário. O casal passava a véspera da virada de 1977 em Búzios quando, ao tentar pôr fim à relação, Ângela foi assassinada pelo companheiro.

Por dias, o criminoso permaneceu foragido, até que sua primeira aparição foi numa entrevista à televisão; logo depois, ele se entregou à polícia. Foram necessários mais de dois anos desde o assassinato para que Doca se sentasse no banco dos réus, num julgamento que se tornaria símbolo da luta contra a violência de gênero.

Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, , enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Divulgação
Marjorie Estiano interpreta Ângela Diniz, enquanto Emilio Dantas assume o papel de Doca. Foto: Reprodução/Divulgação HBO Max

As atitudes, roupas e relações de Ângela foram usadas pela defesa como supostas “provocações” que teriam motivado o crime. Foi nesse episódio que Carlos Drummond de Andrade escreveu: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”.

Os advogados do réu recorreram à tese da “legítima defesa da honra” — proibida somente em 2023 pelo STF — numa tentativa de inocentá-lo. O argumento foi aceito pelo júri, e Doca recebeu pena de apenas dois anos de prisão, sentença que gerou revolta e fortaleceu movimentos feministas da época.

Sob forte pressão popular, um segundo julgamento foi realizado. Nele, Doca foi condenado a 15 anos, dos quais cumpriu cerca de três em regime fechado e dois em semiaberto. Em 2020, ele morreu aos 86 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

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Exposição reúne obras que exploram o inconsciente e a natureza como caminhos simbólicos de cura
por
KHADIJAH CALIL
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25/11/2025 - 12h

A Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos, apresenta de 14 de novembro a 14 de dezembro de 2025 a exposição “Bosque Mítico: Katia Canton e a Cura pela Arte”, que reúne um conjunto expressivo de pinturas, desenhos, cerâmicas, tapeçarias e azulejos da artista, sob curadoria de Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho. A Fundação que sedia a mostra está localizada no imóvel conhecido como Casarão Branco do Boqueirão em Santos, um exemplar da época áurea do café no Brasil. 

Ao revisitar o bosque dos contos de fadas como metáfora de transformação interior, Katia Canton revela o processo criativo como gesto de cura, reconstrução e transcendência.
 

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       “Casinha amarela com laranja” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

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                 “Chapeuzinho triste” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                 “O estrangeiro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.         
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                                                            “Menina e pássaro” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                     “Duas casinhas numa ilha” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                             “Os sete gatinhos” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.
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                                                                         “Floresta” de Katia Canton. Foto: Khadijah Calil.

 

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Relançado em 2024, o filme-concerto ofereceu aos fãs a oportunidade de reviver o auge da banda Talking Heads
por
Rafaela Eid
Nicole Conchon
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04/11/2024 - 12h

“Stop Making Sense”, o filme-concerto da banda Talking Heads, de 1984, é considerado um dos maiores registros musicais da história. Neste ano, quatro décadas após seu lançamento original, o longa voltou às salas de cinema. Foi restaurado em 4K pela produtora A24 e relançado no Brasil pela O2 Play, oferecendo aos fãs a oportunidade de reviver o auge da banda com qualidade cinematográfica aprimorada.

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Pôster do filme original de 1984. Reprodução: Arquivos Adelle Lutz.

Dirigido por Jonathan Demme, que mais tarde assinaria clássicos como “O Silêncio dos Inocentes” e “Filadélfia”, Stop Making Sense foi filmado em dezembro de 1983, no Pantages Theater, em Hollywood, e lançado em 1984. 

A obra captura a energia da banda nova-iorquina, em turnê de divulgação do álbum “Speaking in Tongues”. O filme apresenta o quarteto formado pelo vocalista David Byrne, Tina Weymouth, Chris Frantz e Jerry Harrison, além de artistas convidados como Bernie Worrell e Edna Holt, performando sucessos que definiram os anos 1980, como “Psycho Killer,” “Take Me to the River” e “Once in a Lifetime”.

O que faz Stop Making Sense ser do cinema? 

Existem diversos fatores que contribuem para a obra ser considerada cinematográfica, e isso se dá principalmente aos jogos e ângulos de câmera e a edição das imagens, passando pela preocupação de focar apenas no palco, construindo uma perspectiva única. 

O maior diferencial se dá pela ideia do diretor, que já era cineasta na época, de situar o espectador para o palco, revelando o que acontecerá gradativamente. Ele introduz os outros membros em uma sequência pensada, como se fosse parte da narrativa. A cada música, um novo integrante aparece e, assim, se desenvolve um cenário diferente a cada cena. 

Em entrevista para a Time Magazine, quando a obra fez 30 anos, Demme revelou que sua decisão de filmar os Talking Heads nasceu após assistir a uma apresentação deles no Hollywood Bowl. “O show foi como ver um filme que estava esperando para ser filmado”, declarou. 

Segundo Byrne, Demme enxergava no palco elementos que os próprios membros da banda ainda não haviam notado. “Ele observou a interação das pessoas no palco, que funcionava como se todos tivessem a mesma importância em cena, se víssemos como um roteiro de cinema. Ele também percebeu que, para trazer o espectador para essa percepção, o filme não teria entrevistas ou imagens do público até quase o final”, explicou Byrne para a Time.

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Talking Heads durante performance da música "This Must Be the Place (Naive Melody)". Reprodução: NPR Pins.

40 anos depois, ainda é impactante

Em 2021, “Stop Making Sense” foi adicionado ao Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em reconhecimento à sua importância cultural e histórica. Um marco importante, anterior a esse, aconteceu em 1985, quando, um ano após seu lançamento, a obra levou o prêmio de Melhor Documentário da National Society of Film Critics.

Em 2024, em seu relançamento, a A24 tem a mesma intenção de trazer a vibração sentida por quem assistiu os shows em 1984, tendo a experiência completa através  de uma produção cinematográfica de qualidade, que transporta os telespectadores diretamente ao Hollywood Pantages Theatre, ação que somente o cinema é capaz de fazer e ser, de fato, a máquina do tempo possível para a humanidade. 

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Com cancelamentos, falta de público e confusão envolvendo o nome da cidade, evento dividiu opiniões
por
Nathalia Teixeira
Barbara Ferreira
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04/11/2024 - 12h

A edição de 2024 do Rock in Rio foi um verdadeiro marco no festival, que completou 40 anos e trouxe grandes nomes nacionais e internacionais. Apesar dos momentos grandiosos, o evento, que ocorreu em setembro, foi marcado por algumas polêmicas pontuadas por críticos e jornais. Relembre os acontecimentos mais marcantes:

Imagem do letreiro do festival
Rock in Rio 2024 — Foto: Roberto Filho/Brazil News

 

Dia “Delas” - 20 de setembro
O “Dia Delas”, em que o festival trouxe apenas artistas femininas para o palco, não foi apenas uma resposta a críticas que o festival havia enfrentado nos últimos anos, mas um verdadeiro manifesto de empoderamento feminino, com artistas como Luedji Luna, Ivete Sangalo e Katy Perry recebendo o destaque.
A abertura de Luedji, acompanhada por Tássia Reis e Xênia França, criou uma atmosfera mágica, enquanto Ivete transformou a Cidade do Rock em um autêntico carnaval, “voando” por cima do público.

Ivete Sangalo durante apresentação do rock in rio, presa em uma tirolesa
Ivete Sangalo 'sobrevoa' show no Rock in Rio 2024 — Foto: Stephanie Rodrigues/g1

Ivete Sangalo 'sobrevoa' show no Rock in Rio 2024 — Foto: Stephanie Rodrigues/g1
Katy Perry abriu sua turnê do novo álbum "143" no Brasil, o que foi um marco para a história da música pop. Ela não só apresentou os novos hits, mas também revisitou clássicos que a tornaram um ícone, unindo gerações de fãs em um espetáculo de cores, figurinos e energia contagiante. Sua presença foi marcante e ela foi um dos shows mais requisitados e esperados no ano.

Katy Perry em seu cenário de borboleta durante show do Rock In Rio
Katy Perry em seu show no Rock in Rio. Foto: Reprodução/Wagner Meier/Getty Images


Dia Brasil – 21 de setembro
O dia 21, mais conhecido como Dia Brasil trouxe uma programação inédita, com um line up exclusivamente brasileiro e com nomes da música sertaneja, que até então nunca estiveram presentes no evento. 
Foram 90 atrações ao todo que compuseram o Dia Brasil, com nomes de diferentes estilos, como trap, MPB, sertanejo, rock e rap. Um fato curioso é que os shows envolviam diversos artistas do mesmo ritmo, como foi o caso do “Para Sempre Funk”, com o MC Livinho, MC Don Juan, MC Dricka, MC Hariel, MC Ig e MC PH no palco. 

Banner com artistas que se apresentaram na performance "Para Sempre Trap"
Banner “Para Sempre Trap” – Foto: Reprodução/ Colagem de Eduardo Pignata /Billboard Brasil
Entrada do festival
Entrada do Rock in Rio 2024 – Foto: Rita Seixas 


O que fez o evento receber críticas foram os cancelamentos de última hora. Os cantores Luan Santana, Ludmilla e Ryan SP, muito comentados e esperados pelo público, não fizeram suas apresentações, gerando revolta e frustração no público. Dos três, vale destacar que a cantora Ludmilla teve divergências com a organização do Rock in Rio na data por conta da sua estrutura, que não foi aceita. Os outros dois cancelaram por motivos externos.

Dia “Nostalgia” – 22 de setembro
O dia 22 trouxe uma onda de nostalgia, com a apresentação de grandes estrelas dos anos 2000: Ne-Yo, Akon e Mariah Carey. O grande headliner da noite foi o cantor de música pop Shawn Mendes, mas, além dele, os brasileiros Ney Matogrosso, Alcione e Belo brilharam em suas apresentações.

A equipe da AGEMT esteve presente no dia em que  Mariah Carey roubou os holofotes e recebeu um público fiel, trajado com camisetas, copos e headbands com o nome da artista. Com dois looks deslumbrantes e uma sequência de sucessos, ela emocionou a plateia.


Já o cantor Ne-Yo entregou uma performance com danças no “estilo Michael Jackson”, um figurino digno de cantor pop. Ele convidou 3 fãs para um “concurso de dança” no palco. O cantor encerrou o show com “Give Me Everything Tonight”, que foi confirmada pela produção do evento como a música mais cantada pelo público.

Foto do cantor Ne-Yo vestido de vermelho em apresentação no Palco Mundo
Apresentação do Ne-Yo no Palco Mundo – Foto: Nathalia Teixeira


O que causou frustração na plateia foi o show de Akon. O cantor, que iniciou o show bem “morno”, não agradou nada nas primeiras canções, que não eram conhecidas pela maior parte da plateia. Além disso, ele soltou algumas vezes a saudação para “São Paulo”, enquanto o evento estava ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro.


Além disso, Akon usou e abusou do playback, o que gerou uma série de críticas em veículos como o G1, pois ficou nítido que o cantor não estava exercendo sua função ali no palco. Teve também um momento embaraçoso, no qual o cantor entrou em uma bolha inflável para subir no público e o objeto furou. Para finalizar com “chave de ouro”, ele atrasou o show da cantora Mariah Carey que estava prestes a entrar no palco Sunset – enquanto ele cantava no palco Mundo – e teve seu microfone cortado por extrapolar o limite do horário.


A grande estrela da noite foi o cantor Shawn Mendes, headliner do dia 22. Depois de 5 anos desde a última passagem pelo Brasil e com um cancelamento duvidoso no dia de sua segunda apresentação, o artista se reencontrou com seus fãs brasileiros e apresentou uma nova fase, mais madura e focada na força das canções. Com um setlist que misturou grandes sucessos e novas músicas, Mendes conquistou o público, que cantou junto em momentos emocionantes e já tem data para voltar ao Brasil, no Lollapalooza 2025, que ocorrerá em março.

Cantores de samba e pagode reunidos no Palco Mundo
Show de Alcione com participação de Diogo Nogueira, Majur, Péricles, Mart’nália e Maria Rita – Foto: Nathalia Teixeira/AGEMT

 

Outros destaques do festival
No dia 14 de setembro, a banda NX Zero apresentou o último show da turnê “Cedo ou Tarde”, e trouxe seus maiores sucessos. A partir de agora, os cantores estão trabalhando em um novo projeto e não têm previsão de agenda para futuras apresentações do grupo. A banda não apenas se despediu, mas anunciou o novo momento da carreira.


Outra surpresa foi a participação de Will Smith, que surpreendeu o público e gerou um alvoroço na Cidade do Rock. O icônico ator e rapper subiu ao palco para apresentar uma performance especial, misturando música e carisma em um estilo único que deixou os fãs em êxtase. Will interagiu com a plateia, compartilhou histórias sobre sua carreira e até se juntou a alguns artistas brasileiros em uma “jam session” improvisada. Sua presença trouxe uma energia contagiante e um toque de Hollywood ao festival, o que tornou o momento um dos mais memoráveis da edição. 


Com performances marcantes e uma diversidade de estilos, o Rock in Rio 2024 reafirmou seu papel como um dos maiores festivais de música do mundo. O próprio criador do evento, Roberto Medina, afirmou em coletiva que o Rock in Rio é mais do que um festival de música, é um evento que une a melodia com toda a experiência na “Cidade do Rock”, que envolve gastronomia, diversão e uma queima de fogos que tornam a noite extraordinária. A edição de 40 anos foi um grande momento do ano de 2024 e provou mais uma vez que o evento é o maior ponto de encontro para amantes da música. 

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Exposição acontece até o dia 28 de fevereiro de 2025
por
Bárbara More
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30/10/2024 - 12h
Jun Eun Hye
Legenda: Caricaturista Jung Eun Hye. Crédito: Reprodução/Instagram @amazing.grace_mag

A exposição “Maravilhosa Graça em Todo o Globo”, com as obras da artista sul-coreana Jung Eun Hye, chegou ao Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), localizado em São Paulo, no dia 13 de outubro de 2024 e permanecerá até o dia 28 de fevereiro de 2025 com entrada gratuita e classificação livre. 

A mostra é uma boa opção de passeio para fazer com a família e conhecer os delicados e únicos desenhos da artista que, segundo o CCCB, explora o “visível e além do visível” em um trabalho que se afasta da arte tradicional e reflete um amor profundo pelas linhas, objetos únicos e abstratos. 

A caricaturista e atriz com Síndrome de Down é conhecida não apenas por seus desenhos, mas também por ter interpretado a personagem Lee Young-hui na série “Amor e Outros Dramas”, lançada pela tvN em 2022 e disponível na Netflix para ser assistida. 
Com um total de 70 obras - incluindo caricaturas de pessoas, animais e reinterpretação de quadros famosos - a exposição é inédita no Brasil e já está ganhando o carinho dos visitantes. O nome é uma referência ao fato de que “Eun Hye”, nome da artista, significa "graça" em português. 

As caricaturas estão dispostas no salão de exposições do Centro Cultural Coreano, com a presença de textos explicativos contando a história da artista e a ideia por trás de suas criações. Há também telões passando vídeos com imagens de Eun Hye. Além das artes dispostas, há um espaço em que os visitantes podem invocar seus dotes artísticos e deixar seus próprios desenhos. 

Maravilhosa Graça em Todo o Globo
Quando:  13 de outubro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025
Onde: Centro Cultural Coreano no Brasil (Av. Paulista, 460 - Bela Vista - São Paulo)
Ingressos: Entrada gratuita
 

 

 

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A novidade foi apresentada na Bienal Internacional do Livro e deve ser lançada ainda este ano
por
Nathalia Teixeira
Barbara Ferreira
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30/10/2024 - 12h
Capa do lançamento "De Volta Pra Mim", de Bruna Vieira
Capa do lançamento "De Volta Pra Mim", de Bruna Vieira. Foto: @brunavieira/Instagram/Reprodução

Em setembro, na Bienal Internacional do Livro, a escritora Bruna Vieira participou de uma mesa sobre a adaptação do seu livro “De Volta aos Quinze” para a série homônima da Netflix. Ao lado da atriz Nila, dos roteiristas Vitor Brandt e Gautier Lee, da produtora Carolina Alckmin e de sua agente literária Alessandra Ruiz, Bruna compartilhou a experiência de ter sua obra adaptada e contou como foi ajudar no processo criativo da série.


O livro “De Volta aos Quinze” foi lançado em 2014, coincidentemente durante uma Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. Na época, a obra fez sucesso e surgiu com a proposta de ser uma trilogia, que logo ganhou a continuação “De Volta Aos Sonhos”. A premissa é a mesma da série: a protagonista Anita descobre uma forma de voltar no tempo e começa a mudar alguns detalhes do passado, que afetam diretamente sua vida adulta. Apesar do enredo semelhante, a série acaba seguindo um caminho diferente do livro e Bruna disse estar confortável com isso.


“Algumas coisas, na tela, a gente sentiu que fluiu melhor de outra maneira”, contou Vitor Brandt, um dos roteiristas da série. Até mesmo a escolha dos casais foi afetada pela aceitação do público, fator decisivo para decidir quem seria o casal endgame nas telinhas.


Dez anos se passaram e o fim da história nos livros nunca aconteceu. O terceiro livro não saiu e Bruna contou que não estava preparada para fechar o ciclo, ainda mais considerando que, na época que publicou os dois primeiros, ela tinha apenas 18 anos e não possuía vivências o suficiente para colocar as experiências da Anita de 30 anos, como contou. Na série, a primeira temporada estreou em 2022.


A produtora Carolina Alckmin contou que escolheu o livro para a adaptação na TV por sua autenticidade, mas principalmente por causa da personagem principal, Anita, que consegue se conectar ao público por se abrir com o leitor/telespectador. Com diferenças na construção de personagens e no final da narrativa, a série “De Volta Aos Quinze” conseguiu unir as antigas leitoras da Bruna Vieira com a nova geração. 


Em entrevista ao UOL, a escritora falou sobre a produção da sequência que fechará a trilogia no universo literário e o que espera com o trabalho. “O foco da história é a nostalgia, é conversar com o nosso eu adolescente, entender o que precisa de atenção e mais cuidado", afirmou a autora. Ela também contou que vai abordar temas que possuem mais discussão e relevância nos dias atuais, como diversidade e saúde mental, assuntos mais explorados na série. 

Representatividade

Mesa "De Volta Aos Quinze"
Mesa "De Volta Aos Quinze", na Bienal do Livro - Foto: Nathalia Teixeira/AGEMT


Durante a Bienal, em que a AGEMT esteve presente, a diversidade foi um dos focos que chamou a atenção na adaptação para a Netflix. No evento, Gautier Lee, roteirista da série, falou sobre a adaptação para as telas e abordou a representatividade LGBTQIAP+: “É muito gostoso [fazer parte desse trabalho], porque eu estou na série desde a segunda temporada. Quando eu chego no set de filmagem, tenho como diretora assistente e contato pessoal/profissional com a Nila (atriz que interpreta a Camila na série) e a Alice, nós somos 3 pessoas trans pensando numa personagem trans juntas e com pontos de vista muito diferentes […] essas tramas não afetam somente a personagem da minoria, mas todos os personagens”.


César é um adolescente que se descobre Camila, uma garota e, posteriormente, mulher trans. Nila interpreta o início da transição da personagem e Alice Marcone vive a Camila na fase adulta. As duas contaram as dores e as delícias do crescimento de um adolescente trans que se torna uma escritora de sucesso na vida adulta.


A atriz Nila iniciou sua transição em paralelo com as filmagens da série. Disse: “Meu material de trabalho é quem eu sou. Todas as experiências que eu tenho de vida, tudo o que é atravessado pelo meu emocional e pelo meu corpo, serve, mais tarde, como meu arsenal de trabalho”.


“2020 foi o ano em que eu passei a ter mais contato com pessoas trans e a série desaguou justamente no momento em que eu estava decidida a cruzar certas linhas de todo o processo. Então, desde a primeira temporada em que a gente começou a debater e construir essa personagem, pra mim era muito importante criar uma personagem que não fosse resumida a narrativa de ser uma pessoa trans”, completou.


Ela disse também sobre o público estar interessado por novas narrativas, e que considera a série um projeto pioneiro: “Temos muitos filmes que exemplificam esse conflito de gênero, mas, em sua maioria, em lugar de tragédia, autodepreciação e rejeição. Nesse projeto, não deixamos de falar sobre as coisas ruins do processo, mas vemos esse personagem se fortalecendo em meio às dificuldades”.


Para Gautier, o projeto é uma série que conforta e se torna importante para a adolescência de pessoas queer, que terão personagens como estes como meio de representação. Segundo a roteirista, quando existem pessoas queer em posição de decisão, fica mais palpável levar a representatividade para o projeto.
Bruna Vieira complementou, também durante o evento, que ao trazerem esse temas para dentro de casa através da série, é possível abordar assuntos sérios de uma forma muito mais leve. 


“Eu ouvia da direção que a ideia inicial é que o César fosse um personagem muito bem resolvido, e essa é uma má concepção de todo personagem LGBT. Na verdade, essa personagem está completamente deslocada e cria toda uma atmosfera para caber dentro, porque está tentando ficar confortável consigo mesma”, disse.


“Ouço muitas pessoas dizendo que em 2006 (período em que se passa a fase inicial da trama), as coisas não eram assim. De fato! As coisas eram piores. Precisamos criar novos imaginários para isso. Temos a chance de remodelar o que vivemos para criar uma perspectiva de futuro mais interessante. Voltamos no passado para recriar uma nova narrativa de futuro. Essa é a ideia da criação de projeto na atualidade: a série está sendo exibida em qual ano, para quais pessoas e com quais perspectivas?” finaliza Nila, à AGEMT. 


“De volta pra Mim” ainda não tem data de lançamento, mas fará o fechamento da história, com a maturidade dos 30 anos que a autora possui agora. A previsão é que as vendas se iniciem em dezembro. “Agora que eu tenho 30 anos, eu estou pronta para criar a “Anita 30” ou, pelo menos, amadurecer algumas questões que, na época, eram pura projeção da minha cabeça.[...] Nesse livro tem uma Anitta mais madura, mas que precisa se curar. O livro é dedicado a meninas que cresceram comigo e agora estão chegando nos 30 junto comigo!”, revelou, por fim, a autora.
 

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Relembre a carreira do cantor que integrou a banda One Direction, com milhões de fãs ao redor do mundo
por
Cecília Schwengber Leite
Chloé Dana
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25/10/2024 - 12h

A morte precoce do cantor Liam Payne, ex-integrante da banda One Direction, no dia 16 de outubro, comoveu e chocou fãs ao redor do mundo. Encontrado sem vida no pátio do hotel em que estava hospedado em Buenos Aires, na Argentina, o artista, junto com a boy band, havia conquistado uma geração de adolescentes encantadas pelos garotos e seus diversos sucessos musicais. 

Liam James Payne nasceu no dia 29 de agosto de 1993, em Wolverhampton, na Inglaterra. Filho de Geoff e Karen Payne, Liam era irmão caçula de Ruth e Nicola Payne. O cantor tem um filho, Bear, nascido em 22 de março de 2017, fruto de seu relacionamento com a artista Cheryl Cole.

One Direction

O artista iniciou sua carreira na música em 2010, quando se inscreveu, pela segunda vez, para participar do reality show britânico "The X-Factor" para novos talentos musicais. Liam competiu ao lado de Niall Horan, Louis Tomlinson, Harry Styles e Zayn Malik, também inscritos nesta edição. Ao ouvi-los cantar, o jurado e produtor Simon Cowell sugeriu que os cinco jovens se juntassem em um único grupo. Assim surgiu a banda One Direction.

Sucesso absoluto entre as adolescentes, a 1D, assim chamada pelo fandom, saiu do programa assinando um contrato com a Syco, empresa de entretenimento criada por Simon Cowell. Durante os quase seis anos de existência, o grupo realizou 326 shows, produziu cinco álbuns, vendeu mais de 50 milhões de discos e recebeu 171 indicações a prêmios, consolidando-se como uma das maiores boy bands da história.

Integrantes da banda One Direction: Niall, Zayn, Louis, Liam e Harry.
Integrantes da banda One Direction: Niall, Zayn, Louis, Liam e Harry. Foto: Christopher Polk/Getty Images

Muitos hits da banda ganharam videoclipes divertidos, sendo o de “What Makes You Beautiful" o mais visualizado de seu canal no YouTube, somando mais de 1,1 bilhão de acessos. O sucesso de seu álbum de estreia, “Up All Night” - ao qual pertence a canção citada - lançado em 2011, já lhes possibilitou realizar sua primeira turnê mundial. Depois, vieram os álbuns “Take me Home”, em 2012; “Midnight Memories”, em 2013; “Four”, em 2014; e o último, “Made in the A.M”, lançado em 2015, quando a banda já não contava com Zayn Malik, que a havia deixado naquele ano. 

Além de “Up All Night”, o grupo realizou outras três turnês mundiais: “Take me Home Tour” - transformada no documentário “One Direction: This Is Us” -, “Where We Are Tour” - marcando sua primeira vinda ao Brasil - e  “On The Road Again”. Esta última contou com 80 shows, 2,3 milhões de ingressos vendidos e a saída de Zayn durante o período de apresentações, o que não as impediu de continuar ocorrendo. Apesar de seu enorme sucesso, em 2016 a banda foi descontinuada, alegando que faria uma pausa necessária.

Liam Payne, reconhecido pelo seu talento por seus companheiros de grupo, participou do processo criativo de 34 músicas nos cinco álbuns da banda, sendo um dos mais envolvidos nas composições. Grandes hits como “Last First Kiss”, “Story Of My Life”, “Midnight Memories”, “Steal My Girl”, “Night Changes”, “History”, entre tantos outros, carregam em suas letras grandes contribuições do cantor.

Em seus perfis nas redes sociais, os demais integrantes da banda revelaram-se “de coração partido” com a “perda de um irmão”, dizendo amá-lo e lamentando profundamente sua partida. Em textos publicados por Louis Tomlinson e Zayn Malik, o talento e profissionalismo de Liam é confirmado:

“Liam era um compositor incrível com um grande senso melódico, sempre falávamos em voltar ao estúdio juntos para tentar recriar a química de composição que construímos na banda. E para que conste, Liam foi, na minha opinião, a parte mais vital do One Direction. A sua experiência desde muito jovem, o seu ouvido perfeito, a sua presença de palco, o seu dom para escrever. A lista continua. Obrigado por nos moldar, Liam.” - Louis Tomlinson em post no Instagram (tradução livre).

“No que diz respeito à música, Liam, você era o mais qualificado em todos os sentidos. Em comparação, eu não sabia nada, eu era uma criança novata sem experiência e você já era um profissional. Eu ficava feliz em saber que, não importa o que acontecesse no palco, sempre poderíamos contar com você para saber qual caminho seguir com o navio.” - Zayn Malik em post no Instagram (tradução livre).

Carreira Solo

Após o fim da banda, Liam, assim como os demais integrantes, seguiu carreira solo e lançou seu primeiro trabalho individual em 2017, o single “Strip That Down”, em parceria com o rapper Quavo. A música alcançou mais de 350 mil visualizações no YouTube, sendo o marco inicial de sua carreira independente. Apesar dos outros membros já estarem lançando seus álbuns solos no mesmo período, Payne optou por gravar apenas músicas diversas com participações especiais, como “Bedroom Floor” e “Familiar”, sendo essa última, uma colaboração com o cantor J Balvin. 

Em 2019, Liam gravou seu primeiro álbum solo, intitulado como “LP1”. O trabalho, o qual o cantor esperava pelo sucesso, foi alvo de muitas críticas e comparações desagradáveis em relação aos álbuns dos demais ex One Direction. Isso, porém, não o impediu de continuar fazendo shows pelo mundo, inclusive no Brasil.

Liam Payne em show para iHeartRadio.
Liam Payne em show para iHeartRadio. Foto: Instagram iHeartRadio

Durante sua carreira individual, o cantor falava abertamente sobre sua luta contra o alcoolismo e os problemas procedentes da fama. Em uma entrevista para o canal “The Diary of a CEO” no ano passado, Liam disse que passou um tempo em um centro de reabilitação e revelou seus esforços para deixar de beber.

Em 2023, Payne divulgou em suas redes que estava trabalhando em um segundo álbum. O artista chegou a publicar um dos singles de seu projeto, “Teardrops”, em março deste ano. A música, porém, não atingiu o potencial desejado: segundo a NME (New Musical Express), a canção não entrou no top 30 das mais ouvidas no Reino Unido, ficando na 43ª posição. Tal situação levou Liam a decidir interromper indefinidamente a produção do álbum. No início deste ano, o cantor também encerrou o contrato com seu antigo empresário.

Apesar de não se destacar em sua carreira solo nos últimos anos, Liam Payne certamente será lembrado na história da música pop como integrante do grupo que fez um enorme sucesso mundial, marcando a infância e adolescência de milhões de jovens dos anos 2000.

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