A comunidade construiu a maior plataforma de TCG do país
por
Thomas P. Fernandez
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23/06/2026 - 12h

A LigaMagic nasceu como um fórum de discussões em setembro de 2001. Ao longo dos 25 anos, a Liga acompanhou a expansão dos jogos de cartas colecionáveis (TCGs) no Brasil. O que começou como um espaço para jogadores trocarem informações, estratégias e experiências, transformou-se no maior marketplace e um dos principais pilares dos TCGs no país. Em um universo onde uma única carta pode ser uma peça essencial numa partida de torneio e um item de coleção e negociação, os TCGs construíram no Brasil uma comunidade que vai muito além das mesas de jogos. A trajetória da LigaMagic acompanha essa evolução, saindo de uma comunidade online de jogadores para uma das maiores plataformas do cenário nacional.

A história da LigaMagic começou antes mesmo de existir uma plataforma ou um marketplace. No fim dos anos 1990, quando a internet ainda estava dando os seus primeiros passos no Brasil, a comunidade de Magic: The Gathering se organizava principalmente por meio de fóruns, chats e presencialmente. Foi nesse cenário que Diogo Pires e Valdebrando Rafael P. Giovanini, fundadores da LigaMagic, começou a criar espaços digitais para aproximar os jogadores e fortalecer a comunidade que ainda era pequena no país. A ideia surgiu a partir de um grupo de jogadores de São José dos Campos, chamado de SJC Team, formado por pessoas que treinavam juntas, participavam de campeonatos e compravam cartas. A partir disso, Diogo criou um blog para registrar partidas e compartilhar informações sobre o cenário competitivo.

O projeto cresceu junto com a internet brasileira. A ideia original era uma página para os jogadores terem acesso a resultados de torneios, mas encontrou outra demanda: os jogadores queriam espaço para conversar, organizar partidas e encontrar maneiras mais eficientes para participar do cenário competitivo. Na época, grande parte da comunicação acontecia em fóruns e canais de conversa online, como o mIRC, em que os jogadores trocavam informações e combinavam campeonatos. A partir disso, surgiu a ideia de criar uma ferramenta mais estruturada. “Eu fiz um site que era muito feio visualmente, mas ele era funcional para o pessoal se inscrever, ver rodada. E aí que começou esse negocio”, conta Diogo em entrevista a Agemt. 

A experiência mostrou que existia uma demanda maior dentro da comunidade, os jogadores não precisavam apenas de um espaço para conversar sobre o jogo, mas também uma maneira mais simples de encontrar as cartas para jogar. Foi nesse momento que Valdebrando Rafael P. Giovanini teve a inspiração de evoluir o projeto. “O objetivo do fórum inicialmente era fazer a galera discutir Magic. Era muito forte naquela época. Em 2000, 2001, a gente tinha mais de duas mil, três mil mensagens por dia e a principal dificuldade era conseguir as cartas”, conta Valdebrando em entrevista a Agemt.

A partir dessa necessidade surgiu o Bazar da Liga, ferramenta que permitia aos jogadores comprarem e venderem cartas entre si. Segundo Rafael, o mercado de cartas avulsas ainda era pouco desenvolvido no Brasil, com poucas lojas especializadas trabalhando com esse tipo de produto, “Naquela época tinha duas, três lojas no Brasil? Talvez tivesse um pouco mais de loja vendendo Magic, mas elas não trabalhavam com singles.” Com o crescimento da plataforma, a LigaMagic passou de ser apenas um espaço para a comunidade e começou a criar uma estrutura para o mercado de TCG no país. O marketplace aproximou os jogadores, vendedores e lojas, permitindo que negociações que antes dependiam de contatos pessoais acontecessem dentro de um ambiente mais amplo e organizado. Essa transformação também ajudou as lojas especializadas a crescer, sem precisar desenvolver toda uma estrutura tecnológica, focando somente na venda de cartas. Ao longo dos anos, a Liga acompanhou a evolução dos TCG no Brasil, o que começou como uma pequena comunidade de jogadores, foi crescendo, juntando lojas, torneios, criadores de conteúdo e um mercado inteiro. Para os fundadores, a força da Liga veio justamente dessa combinação entre tecnologia e comunidade: uma plataforma criada para resolver problemas dos próprios jogadores, mas que acabou se tornando parte da estrutura que sustenta o universo dos jogos de cartas no país. 

Diogo e Valdebrando Rafael, no Liga Fest
Diogo e Valdebrando Rafael, no LigaFest - Imagem: Arquivo Pessoal

Ao longo dos anos, a plataforma também passou a ocupar um espaço de produção de conteúdo, informação e relacionamento com os jogadores, criando uma rotina que aproximou ainda mais a comunidade dos jogos de cartas colecionáveis. Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic e pelas transmissões dos torneios, acompanhou essa transformação de perto. “A mesma plataforma não seria. Eu acho que a produção de conteúdo ajuda a fortalecer a marca da Liga, as pessoas já conhecem os redatores, que toda terça tem artigo do Jeff, toda quarta tem a minha live, e tem gente que manda mensagem falando: “Bom dia e como você está”. A mesma pessoa, tem muita gente que entra esporadicamente, mas a maioria são as mesmas pessoas”, Juliano conta em entrevista a Agemt. Para ele, a produção de conteúdo se tornou uma das principais formas de manter a comunidade ativa e conectada, especialmente em um cenário onde os jogos de cartas passaram a crescer para além das mesas de competição. Segundo Juliano, “Eu acho que esse braço da LigaMagic existe muito mais porque os donos da LigaMagic querem manter isso como um serviço à comunidade. Eles se preocupam realmente em ter uma comunidade do Magic aqui no Brasil e em ter as coisas funcionando”. Essa relação com o público se fortaleceu por meio dos artigos, notícias, vídeos e transmissões, que passaram a fazer parte da rotina dos jogadores. Com o tempo, a Liga deixou de ser apenas um espaço acessado quando alguém precisava comprar uma carta e passou a criar uma presença diária dentro da comunidade.

Além dos textos publicados no portal, as transmissões dos torneios também passaram a ocupar um papel importante dentro desse ecossistema. A cobertura de campeonatos aproximou jogadores que nem sempre conseguem acompanhar os eventos presencialmente e criou uma nova forma de consumir o cenário competitivo. Esse contato constante com a comunidade também fez com que a Liga acompanhasse a expansão dos próprios TCGs no Brasil. Com a chegada de novos jogos de cartas colecionáveis, a produção de conteúdo precisou se adaptar a diferentes públicos, estratégias e formatos competitivos. Juliano explica que passou a acompanhar outros jogos além de Magic: the Gathering, estudando novos cenários para entender como cada comunidade funciona. “Eu tive que aprender mais sobre Flesh and Blood, mais sobre One Piece, mais sobre Riftbound, Lorcana. Hoje todo TCG que lança eu meio que tenho que aprender mais sobre ele”.  A mudança mostra como a própria Liga acompanhou a transformação do mercado de TCGs no país. Para Juliano, esse trabalho de comunicação é parte essencial da identidade da plataforma.

 

Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da Liga Magic
Juliano Gennari Souza, responsável pelo conteúdo da LigaMagic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Com o crescimento da LigaMagic, ela começou a ter um papel importante dentro da economia de todos os TCG. Mais do que aproximar jogadores e lojas, a Liga ajudou a organizar um mercado que antes funcionava de uma maneira mais descentralizada, criando uma referência para preços, negociações e circulação de cartas. André Manenti, criador do canal UMotivo, canal do Youtube sobre TCG, acompanhou a evolução tanto como jogador quanto alguém que analisa o mercado. Para ele, a Liga se tornou uma das principais estruturas do cenário brasileiro ao facilitar a relação entre quem compra, vende e coleciona cartas. “A Liga, sendo um dos pilares do ecossistema de TCGs no Brasil hoje, desempenha um papel de extrema relevância. Um papel de desburocratização do mercado secundário, um verdadeiro hub que facilita a vida de quem está no hobby ”, afirma André à Agemt.  A relação de André com a plataforma começou quando ele era somente um jogador. “Foi através de um notebook velho em uma livraria há 15 anos que descobri, junto com um amigo, que havia um site que me permitia saber o preço dos cards que eu tinha. Esse mesmo site me permitia negociar esses cards e participar de leilões dos cards que eu buscava ”. 

Além da experiência como usuário, André também estudou a relação entre TCG e o mercado financeiro, o seu trabalho de conclusão de curso intitulado: "Magic: The Gathering, do Hobbie ao Lucro" foi um artigo publicado no congresso de controladoria e finanças do curso de ciências contábeis da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Nesse artigo pude realizar um questionário com milhares de respostas, que juntas me permitiram entender quais elementos influenciam na obtenção ou não de lucro ao se vender uma coleção de Magic. Aspectos como condição física, ilustração, idioma e edição do card. Foi uma experiência muito interessante e com certeza me ajudou a encontrar algo de suportável em um ambiente nem tão empolgante quanto o da contabilidade. O estudo foi bastante surpreendente, para ser sincero. É de se esperar que jogadores que se intitulam ‘investidores’ tenham mais lucro que jogadores casuais ou novatos, até aí, nada de genial. Em contrapartida, não foi encontrada correlação alguma entre jogadores menos criteriosos no que tange idioma, condição física e ilustração do card. Analisando de maneira avulsa cada uma das três variáveis, a única que apresentou impacto no lucro foi a condição física”, explica. 

 

André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo
André Manenti, criador de conteúdo,do canal UMotivo - Imagem: Arquivo Pessoal

 

Dentro desse cenário, a LigaMagic passou a ter uma influência direta na formação de preços. Por reunir uma grande quantidade de anúncios e negociações, a plataforma se tornou uma das principais referências utilizadas por jogadores e lojas para acompanhar valores. “A Liga acaba sendo um dos principais locais usados para acompanhar as variações nos preços dos cards. Ou seja, a existência da Liga impacta diretamente na lucratividade de alguns jogadores dentro do hobby”.Essa influência fez com que a Liga se transformasse em uma espécie de parâmetro do mercado brasileiro. Entre os jogadores, quando estão fazendo vendas e trocas entre si, existe a famosa frase “Faz pelo menor da Liga?”, que significa utilizar o valor da carta pelo menor valor que a Liga Magic está mostrando que a carta tem. Esse termo se tornou uma espécie de cotação, usado por quase todos os jogadores no Brasil. Apesar da valorização económica dos TCG, André também destaca os riscos de um mercado cada vez mais movimentado. Segundo ele: ”Grandes perfis do mundo dos TCGs também conseguem manipular buyouts, inflacionar preços, gerar demanda, FOMO e coisas do tipo. Um simples deck tech pode aumentar a procura e um vazamento falso de banimento pode derreter o preço de um card”.Mesmo com essas mudanças, André vê o cenário atual de forma positiva. Para ele, nunca foi tão fácil encontrar cartas e participar do hobby. A Liga, nesse processo, acabou se tornando parte da estrutura que sustenta essa nova fase dos TCGs no Brasil. A influência da LigaMagic também pode ser observada fora do ambiente digital, nas lojas físicas e na rotina dos jogadores que utilizam a plataforma diariamente.

Natan Souza, dono da loja Akagami, acompanha essa relação como lojista. Sua trajetória dentro dos TCG começou ainda na infância, quando conheceu o universo do TCG por influência do seu primo. Ele transformou o hobby em uma atividade que, anos depois, se tornaria um negócio. “Sempre fui fã de Pokémon desde pequeno. Quando cheguei nos meus 10 a 12 anos comecei a colecionar cartinhas por influência de um primo mais velho que já colecionava. Desde então segui firme como meu hobby principal até se tornar uma renda extra na minha adolescência.”, conta Natan à Agemt.

 

Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal
Natan Souza, dono da loja Akagami - Imagem: Arquivo Pessoal

 

A Liga, segundo ele, ajuda a quebrar a distância entre consumidores e produtos, especialmente em locais onde existem menos opções para quem joga ou coleciona. A plataforma permite que lojas tenham clientes de diferentes regiões, aumentando o alcance de seus negócios. Apesar dos benefícios, Natan também aponta desafios dentro desse modelo. Um dos principais pontos está na concorrência entre diferentes vendedores dentro do marketplace, já que lojas físicas possuem custos diferentes de operações menores. Outro ponto é a falta de critérios mais específicos para a atuação dentro da plataforma, que pode criar diferenças entre vendedores com estruturas completamente distintas. A Liga funciona como uma ferramenta necessária, mas precisa trazer mais melhorias e inovações para os lojistas, avalia Natan.

Do outro lado desse ecossistema, estão os jogadores, que utilizam a plataforma não apenas para comprar cartas, mas também para encontrar comunidades, torneios, notícias e conteúdo original da Liga. Christian Santos joga TCG há mais de 30 anos e acompanhou diferentes fases desse universo. Para ele, o principal elemento que mantém os TCG vivos é a comunidade. A competição tem o seu papel mas é o contato com outras pessoas que compartilham do mesmo interesse que mantém elas engajadas nesse hobby. A relação de Christian com a LigaMagic começou há cerca de 5 anos, quando passou a utilizar a plataforma para encontrar cartas e acompanhar valores. Hoje, o site faz parte da sua rotina diária. “Uso principalmente para comprar cartas e verificar preços. A plataforma facilita muito esse processo, porque centraliza várias lojas e permite comparar valores rapidamente.”, explica. Para ele, a relação entre a plataforma e as lojas físicas não é de substituição, mas de complemento. Enquanto a Liga facilita o acesso e a comparação de preços, os espaços presenciais continuam tendo um papel fundamental na experiência social do TCG. Christian também destaca a importância dos eventos competitivos organizados pela LigaMagic, como o Circuito LigaMagic, que ajudam a reunir jogadores de diferentes regiões e fortalecem o cenário nacional.

 

Christian Santos, bancário e jogador de Magic
Christian Santos, bancário e jogador de Magic - Imagem: Arquivo Pessoal

 

“A plataforma funciona como um ponto de encontro para jogadores e lojistas. Ela facilita não só as transações, mas também a conexão entre as pessoas, o que é fundamental para manter a comunidade ativa e em crescimento”, comenta. Para o jogador, depois de 25 anos, a LigaMagic se tornou parte da própria estrutura do TCG no Brasil. Mais do que um marketplace, ela passou a conectar diferentes lados de um mesmo universo: quem vende, quem compra, quem compete e quem simplesmente encontra nos TCG uma forma de socializar com outras pessoas.

Ao longo de 25 anos, a LigaMagic acompanhou a transformação do TCG no Brasil. Com um começo humilde, a Liga agora alcança milhares de pessoas que encontram no TCG um hobby que traz competição e novas amizades. A trajetória da Liga também mostra como a necessidade dos próprios jogadores acabou se transformando em uma das principais bases do cenário nacional. Ao reunir compra, venda, informação e comunidade em um mesmo ambiente, a plataforma ajudou a organizar um mercado que antes dependia muito de contatos individuais, encontros presenciais. Além de facilitar o lado de negociações, a Liga passou a funcionar como um ponto de conexão entre várias partes do ecossistema de TCG: jogadores conseguem encontrar cartas mais facilmente, acompanhar eventos e torneios, as lojas ampliam seu alcance e conseguem se aproximar de consumidores de diferentes regiões do país. O mundo dos TCG cresce cada vez mais a cada ano, novos jogos, crescimento da base de jogadores de jogos já existentes, essa organização ajuda a fortalecer o desenvolvimento do hobby no Brasil. 

 

Jogadores no Liga Fest 2025
Jogadores no LigaFest 2025 - Foto: LigaFest/Divulgação

 

A forma como os jogos de cartas colecionáveis são vistos também mudou nos últimos anos. Antes tratados principalmente como um passatempo de nicho, os TCGs passaram a ganhar uma exposição maior com a popularização de criadores de conteúdo e grandes movimentações envolvendo cartas raras. Casos como o de influenciadores internacionais, como Logan Paul, chamando atenção para cartas de alto valor, ajudaram a aproximar parte do público de uma visão mais econômica desse universo, em que algumas cartas passaram a ser enxergadas como ativos de coleção e não apenas como itens de jogo. Esse movimento trouxe novas oportunidades, mas também novos desafios para o mercado. A valorização das cartas aumentou o interesse pelo hobby, atraiu novos jogadores e fortaleceu lojas e plataformas especializadas, mas também criou discussões sobre especulação, inflação de preços e o risco de transformar um elemento cultural em apenas uma oportunidade financeira. 

Mesmo com os desafios de um mercado em constante transformação, como preços, acesso às cartas e a entrada de novos jogadores, a LigaMagic continua ocupando um papel central dentro desse ecossistema. Para jogadores e lojistas, a plataforma se tornou parte da rotina, conectando pessoas que fazem o hobby acontecer em diferentes pontos do país. Ao completar 25 anos, a LigaMagic representa mais do que a história de uma plataforma. Ela acompanha a própria evolução dos TCGs no Brasil: da época dos fóruns e pequenas comunidades até um cenário com grandes torneios, lojas especializadas e um mercado cada vez mais estruturado. O futuro dos jogos de cartas ainda continua sendo construído, mas a Liga já faz parte da história de como essa cultura cresceu e se consolidou no país.

 

Reimaginação do primeiro jogo da franquia chegará em fevereiro do próximo ano
por
Luis Henrique Oliveira
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18/06/2026 - 12h

Na primeira terça-feira do mês (02), a Crystal Dynamics apresentou o trailer de Tomb Raider: Legacy of Atlantis durante a State of Play, evento da Sony para divulgar lançamentos para as plataformas Playstation, e confirmou que o jogo será lançado em fevereiro de 2027. Confira:

 

Desenvolvido em parceria com a empresa Flying Wild Hog e distribuído pela Amazon Games, o jogo será uma releitura de Tomb Raider (1996), primeiro game da franquia. Na história, a arqueóloga Lara Croft é contratada para recuperar as peças espalhadas do Scion, um artefato místico de poder imensurável pertencente à civilização perdida de Atlântida.

“É a aventura que os fãs lembram, reformulada de maneiras que não eram possíveis 30 anos atrás, agora com novas surpresas. Não importa se o original está gravado na sua memória ou se você acabou de conhecer a Lara, esta é a melhor forma de conhecer o início da lenda” disse o líder global de conteúdo e comunidade da Amazon Game Studios, Michael Lovan, para o blog da Playstation.

Essa é a segunda vez que o clássico de 1996 ganha um remake. Em 2007, a própria Crystal Dynamics lançou Tomb Raider: Anniversary, uma versão do vídeo-jogo com gráficos atualizados para os consoles da época.

Frame da personagem Lara Croft, protagonista de Tomb Raider, lutando contra dinossauros
Lara Croft volta a lutar contra dinossauros em Legacy of Atlantis. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

Legacy of Atlantis retoma a mesma narrativa de 30 anos atrás para as plataformas da nova geração, refeita do zero com o programa Unreal Engine 5 a fim de trazer visuais mais realistas. Na nova releitura, os ambientes foram expandidos e semiconectados, permitindo que o jogador explore os espaços por diferentes ângulos e descubra itens colecionáveis, segredos e recursos escondidos para quem quiser ir além do caminho principal.

O uso de IA no desenvolvimento

 

Na última atualização do jogo na página da Steam, foi revelado que os desenvolvedores utilizaram inteligência artificial na “exploração inicial” e desenvolvimento de conteúdos temporários durante a produção, posteriormente substituídos ou refinados por artistas humanos.

“Na Crystal Dynamics, utilizamos ferramentas de IA para ajudar nossas equipes a iterar ideias com mais rapidez e eficiência, garantindo que todo o conteúdo final do produto seja criado por humanos. Nosso objetivo é potencializar a criatividade e a flexibilidade de nossos desenvolvedores para oferecer experiências da mais alta qualidade para jogadores em todo o mundo”, comunicou a Crystal Dynamics em nota para o site Eurogamer.

A empresa não especificou quais elementos foram produzidos com o auxílio da ferramenta.

Lara croft, protagonista da série Tomb Raider, em um dos frames para o novo jogo da franquia.
Novo jogo servirá para unir as três linhas alternativas que existiam na franquia. Foto: Reprodução/YouTube/Playstation

 

Tomb Raider: Legacy of Atlantis foi anunciado oficialmente na última edição do The Game Awards, ao lado de Tomb Raider: Catalyst, aventura inédita de Lara Croft sem data de lançamento definida.

O jogo será lançado para Playstation 5, Xbox Series X e S, Nintendo Switch 2 e PC (via Steam) e já está em pré-venda.

Os jogadores que comprarem nessa fase terão acesso à Survivor Outfit, uma skin exclusiva. Já a versão deluxe contará com a Parisian Outfit, releitura do traje que a personagem usa durante o jogo The Angel of Darkness (2003), além de uma DLC de história pós-lançamento.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O filme baseado no livro O auto da compadecida, escrito por Ariano Suassuna, e dirigido por Guel Arraes, conta as aventuras dos amigos nordestinos João Grilo, um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó, o mais covarde dos homens. A dupla luta para sobreviver.

No pequeno vilarejo de Taperoá, no sertão da Paraíba, João Grilo e Chicó, vivem aplicando golpes, sendo um deles o famoso enterro da cachorra de estimação da patroa deles. Golpe que envolve o Padre, fazendo uma sátira, de que todos podem ser comprados.

Nem o temido cangaceiro Severino de Aracaju, fazendo referência a Lampião, escapa das artimanhas de João Grilo e Chicó. Movido por sua fé em Padre Cicero, cai no golpe de tomar um tiro, influenciado pela dupla, na ilusão de que vai conhecer seu padin. Já que ver diante dos seus olhos João Grilo “ressuscitar”, pensa que o mesmo irá acontecer com ele. Mas é apenas enganado e morre de verdade.

O cangaceiro parceiro de Severino, não perdoa a mentira de João e o mata na porta da igreja. A história começa a se passar em um lugar, que representa o juízo final e

lá cada um será julgado, de acordo com o que fez na terra. O Padre e o Bispo, figuras de santidade, vão para o purgatório, já Severino de Aracaju que matou mais 30 é perdoado e vai para o céu, mostrando que todos colheram o que plantou.

João por sua vez, tem a chance de se redimir com a aparição de Nossa Senhora, a compadecida. Ela como uma mãe intercede por ele a seu filho Jesus, e o convence a deixar João volatar.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

Verity é um romance é um thriller psicológico da autora norte-americana Colleen Hoover. Foi inicialmente publicado pela própria autora em 2018. Nascida em 1979 no Texas, famosa por dominar as listas de best-sellers com romances, suspenses psicológicos e ficção "New Adult". Conhecida pelo fenômeno no TikTok ("BookTok"), começou autopublicando suas obras e ficou mundialmente famosa por livros como É Assim Que Acaba (It Ends with Us).

A escrita de Colleen Hoover é marcada por narrativas intensamente emocionais, fluidas e viciantes, focadas em romances contemporâneos, dramas familiares e, frequentemente, suspense psicológico. Seus livros abordam temas pesados, como

violência doméstica, luto e abuso. Com profundidade, mantendo uma leitura rápida, acessível e repleta de reviravoltas surpreendentes

O livro conta a história de uma escritora famosa, cujo nome é Verity, que ganhou fama após escrever uma saga de livros. Porém tudo muda, quando sua vida, parece ser um imã de tragédias, marcado pela morte das filhas gêmeas e um grave acidente de carro, que a deixa catatônica, aos cuidados de seu marido Jeremy Crawford.

No outro lado da história temos Lowen Ashleigh, uma escritora falida contratada para finalizar a série de sucesso de Verity Crawford, aceitando finalizar os últimos três livros da saga, com a condição de assinar com o pseudônimo Laura Chase.

Ela é convidada por Jeremy a ficar na casa da família Crawford, para obter informações e detalhes, que ajudem nessa missão. Mas um manuscrito escondido, escrito por Verity, revela segredos perturbadores, manipuladores e violentos sobre seu casamento e filhos, fazendo Lowen questionar se a Sra. Crawford está mesmo catatônica. O plot twist vêm vem quando ela encontra uma carta, escrita por ela.

Conforme passa-se os dias na casa, Lowen e Jeremy, vão se aproximando e se apaixonando. A desconfiança de Lowen, sobre o estado de Verity, é verdadeira, fazendo com que ela tome decisões perturbadoras.

A principal discussão gira em torno da veracidade da carta final versus o manuscrito, dividindo os leitores entre teorias sobre quem é a verdadeira vilã.

Nas redes o livro gera a dicotomia "ame ou odeie", com alguns elogiando o suspense e outros achando a resolução preguiçosa ou incoerente.

Em 2 de outubro de 2026, o livro ganhará uma adaptação cinematográfica. O thriller psicológico, produzido pela Amazon MGM Studios e dirigido por Michael Showalter, estrela Dakota Johnson (Lowen Ashleigh), Anne Hathaway (Verity Crawford) e Josh Hartnett (Jeremy Crawford).

A adaptação também divide os públicos, há curiosidade sobre como o filme lidará com as revelações perturbadoras da autobiografia de Verity e o dilema de Lowen sobre esconder ou não a verdade de Jeremy. Há os que acham positivo, pois o trailer mostra, algumas cenas fiéis ao livro, há aqueles que se preocupam, achando que vai ser flopado, assim como foi com as outras adaptações dos livros da autora.

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Liliane Gomes
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17/06/2026 - 12h

O texto apresentado, em especial as ideias de Roland Barthes, propõe uma reflexão profunda sobre o papel do mito na sociedade contemporânea e sua relação direta com a linguagem, a cultura e os meios de comunicação. Longe de ser apenas uma narrativa antiga ou religiosa, o mito aparece como um sistema de significação ativo, capaz de naturalizar ideias, valores e ideologias, tornando-as aceitas socialmente sem questionamento. Para o campo do jornalismo, essa perspectiva é fundamental, pois coloca em evidência o poder simbólico da informação e da narrativa no cotidiano social.

Barthes entende o mito não como um objeto fixo, mas como uma forma de discurso. Isso significa que ele pode se manifestar em diferentes linguagens: textos jornalísticos, imagens publicitárias, discursos políticos, programas televisivos e até em notícias aparentemente neutras. O mito opera quando transforma construções históricas e ideológicas em algo que parece “natural”, ocultando seus processos de produção e seus interesses. Assim, o senso comum passa a tomar essas narrativas como verdades universais, quando na realidade são fruto de contextos sociais específicos.

Nesse sentido, o jornalismo ocupa uma posição ambígua. Por um lado, tem o potencial de desmistificar, revelar contradições e questionar discursos dominantes. Por outro, pode reforçar mitologias contemporâneas quando reproduz estereótipos, simplifica narrativas ou trata determinados fenômenos sociais de forma acrítica. Barthes aponta que o mito se alimenta exatamente dessa aparência de neutralidade, o que torna a prática jornalística um espaço estratégico para sua circulação.

Os textos também abordam a ideia de que o mito contemporâneo não desapareceu, apenas mudou de forma. Diferente dos mitos tradicionais, que vinham estruturados em narrativas épicas ou religiosas, o mito atual se fragmenta e se infiltra no cotidiano. Ele pode estar presente na figura do herói moderno, criado pela mídia, ou na idealização de estilos de vida, consumo e sucesso pessoal. A televisão, a imprensa e, atualmente, as redes digitais funcionam como grandes fábricas de mitos, produzindo sentidos que organizam a percepção social da realidade.

Outro ponto presente nos textos é a relação entre mito e ideologia. Barthes afirma que o mito funciona como uma fala ideológica que se esconde atrás da naturalização. Quando uma ideia é apresentada sem contexto histórico ou sem conflito, ela se torna mito. No jornalismo, isso se manifesta, por exemplo, quando desigualdades sociais são tratadas como algo “normal”, quando certos grupos são

sempre representados de forma estigmatizada ou quando interesses econômicos aparecem como necessidades universais.

Para uma estudante de jornalismo, essa leitura provoca um deslocamento importante: compreender que informar não é apenas relatar fatos, mas também disputar sentidos. O jornalismo, ao lidar com a linguagem, participa ativamente do campo simbólico e, portanto, tem responsabilidade na forma como a sociedade compreende a si mesma. Desmistificar, nesse contexto, não significa eliminar os mitos, mas torná-los visíveis, evidenciar seus mecanismos e devolver ao leitor a capacidade crítica.

Por fim, os textos reforçam que o mito continua sendo uma ferramenta poderosa de organização social. Ele não desaparece porque responde a uma necessidade humana de sentido e narrativa. Contudo, cabe ao jornalismo crítico reconhecer esses mecanismos e atuar não como reprodutor automático de discursos, mas como mediador consciente da realidade. Assim, o desafio não é negar o mito, mas compreender como ele opera e quais interesses ele serve em cada contexto histórico.

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Evento discute corpo, memória e fronteiras com espetáculos, videodanças e mesas de debate
por
Larissa Pereira José
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26/08/2025 - 12h

A 2ª Mostra Internacional de Dança de São Paulo está em cartaz até o dia 31 de agosto no Itaú Cultural, localizado na Avenida Paulista, na capital. O tema “Dança como pulsão de vida” é o que liga os 16 espetáculos presenciais, oito videodanças e quatro fóruns de debate. As companhias presentes vêm de dez estados brasileiros e de sete países, como Argentina, Canadá, Chile, Estados Unidos, França e Moçambique.

O projeto acontece em parceria com a Associação Pró-Dança e tem apoio do Itaú Unibanco. A estrutura do evento está dividida em três eixos: fomento, formação e fruição. A proposta é aproximar diferentes públicos da dança contemporânea, além de fomentar o encontro entre artistas de diferentes origens e tornar acessíveis produções que, muitas vezes, circulam em espaços restritos.

As apresentações acontecem de quinta a domingo, em horários variados. Além do palco principal, o evento também aposta no formato híbrido: videodanças estarão disponíveis na plataforma Itaú Cultural Play entre os dias 01 e 30 de setembro. Os fóruns de debate vão discutir os processos criativos, os desafios da circulação artística e as fronteiras que a dança enfrenta para alcançar novos públicos no Brasil e no exterior.

Um dos destaques da programação é o grupo “Movidos Dança”, de Natal (RN), que apresenta o espetáculo “Nuvem de Pássaros”. A obra é dirigida e coreografada por Anderson Leão. Inspirada nas revoadas coletivas de aves, a criação reflete sobre sobrevivência e resistência, propondo metáforas entre o voo e o deslocamento humano.

Cena de “Nuvem de Pássaros” espetáculo do grupo Movidos Dança
Cena de “Nuvem de Pássaros” — Espetáculo do grupo Movidos Dança, obra traz discussão sobre resistência e coletividade por meio de corpos diversos em movimento Foto: Divulgação/ Opotengi

Em entrevista exclusiva à AGEMT, Anderson Leão explicou como nasceu a proposta do trabalho: “O espetáculo surgiu após um convite para trabalhar na Costa Rica, um país que eu não tinha muita familiaridade com a cultura, com os costumes e com a língua. Essa minha migração fez com que eu pudesse ter a ideia de trazer a migração dos pássaros, o movimento, a busca pela sobrevivência.”

Para o artista, estar na mostra representa uma oportunidade de amplificar a voz da dança produzida em outras partes do Brasil, além da possibilidade de compartilhar experiências com outras companhias nacionais e do exterior. “Eu acho que ser selecionado na Mostra Internacional de Dança de São Paulo traz uma importância muito grande para a companhia, para o grupo que vem lá do Rio Grande do Norte, lá da esquina do Brasil, sempre buscando essa existência e resistência dentro da cultura, da dança, num país tão extenso”, disse o coreógrafo. 

O artista também afirmou que a mostra atrai os olhares de curadores e novas possibilidades para a companhia expandir seus territórios coreográficos. “Estamos celebrando essa conquista, sabemos que podemos abrir novas portas através dessa apresentação”, finalizou.

A participação do grupo também se conecta ao eixo de circulação artística defendido pela Mostra, que busca quebrar barreiras geográficas e estimular o diálogo entre linguagens e territórios.

Outro ponto de destaque da programação é o “Pitch On-line”, uma rodada de apresentação de projetos de dança a programadores e agentes culturais, em busca de financiamento e novas parcerias. A atividade fortalece a ideia de fomento e contribui para dar visibilidade a artistas independentes.

O acesso do público à Mostra é gratuito, com retirada antecipada de ingressos no site do Itaú Cultural. A instituição também garante recursos de acessibilidade, como tradução em libras e audiodescrição.

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“Eh Noiz Ki Tá” chega às plataformas de streaming celebrando a música urbana
por
Cecília Schwengber Leite
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25/08/2025 - 12h

Na última quinta-feira (21), o cantor de funk MC Hariel lançou seu novo álbum em todas as plataformas digitais, em parceria com a Warner Music Brasil e a GR6. Intitulado “Eh Noiz Ki Tá”, o significado do projeto vai além de uma gíria, trata-se de uma expressão coletiva de identidade e orgulho, já que celebra o funk e as potências periféricas.

Capa do álbum “Eh Noiz Ki Tá” expressa a estética da música periférica. Reprodução: Instagram @mchariel
Capa do álbum “Eh Noiz Ki Tá” reforça e exalta estética das periferias. Foto: Reprodução/ Instagram @mchariel

Um dos maiores nomes da música urbana brasileira, MC Hariel acumula mais de 5 bilhões de streams em seus 14 anos de carreira. Com 15 músicas, o lançamento recém saído do forno promete escrever um novo capítulo em sua trajetória artística. 

Nele, o cantor propõe um mergulho nas batidas de rua e em letras afiadas. Produzido por Nagalli, DJ Murilo e LT no Beat, Ajaxx e DJ Perera, o álbum é construído sobre quatro pilares — arte, funk, cultura e união.

Reforçando a ideia de coletivo, suas faixas contam com parcerias de peso como Kayblack, Ferrugem, MC Cabelinho, MC Kako, Rael, Major RD, Neguinho da Kaxeta, Vulgo FK, MC Rah, MC Tuto, MC Kadu, MC Cebezinho, MC Paulin da Capital, AJulia Costa e MC JVila. 

A mistura de batidas e de artistas não vem só do funk, mas do rap, do trap e até do pagode; o que dá o tom de celebração da cultura urbana e mostra a maturidade e versatilidade de Hariel.

Lançado em 24 de julho, o single homônimo cumpriu o papel de antecipar ao público o teor do projeto. A faixa tem a produção assinada por Nagalli e videoclipe dirigido por Tico Fernandes e Kaique Alves, em parceria com a KondZilla. 

A faixa-título foi o cartão de visita de uma fase mais íntima e conectada com a base que consolidou Hariel como um dos grandes nomes do funk consciente. Com instrumental moderno, o som combina batidas animadas e intensas com uma letra que mistura ambição, conquistas e lealdade. Seu clipe, gravado em locações urbanas, tem a assinatura do artista.

Assista:

 

Confira a tracklist completa do álbum:

 

1 – Beira do Mar (Mc Hariel)

2 – Noite (Mc Hariel feat. Rael e Mc JVila)

3 – Eh Noiz Ki Ta (Mc Hariel)

4 – Conta Forrada (Mc Hariel feat. Mc Tuto)

5 – XT -2 (Mc Hariel)

6 – 5 Letras (Mc Hariel feat. Mc Kadu e Neguinho da Kaxeta)

7 – O que eu quero pro mundo (Mc Hariel)

8 – Sem Sentir Saudade (Vulgo FK feat. Mc Hariel e Mc Rah)

9 – Cifrão (Mc Hariel feat. AJulia Costa)

10 – Sal Grosso (Mc Cebezinho feat. Mc Hariel e Mc Paulin da Capital)

11 – Sinceridade (Mc Hariel feat. Mc Cabelinho)

12 – Bloco de Notas (Mc Hariel feat. Mc Kako)

13 – Limite do Extremo (Mc Hariel feat. Major RD)

14 – Aston Martin (Mc Hariel feat. Kayblack)

15 – Sede de Vencer (MC Hariel feat. Ferrugem)

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Banda não se apresenta por conflito com as quartas da Copa do Brasil; datas em São Paulo e Curitiba seguem confirmadas
por
Maria Clara Palmeira
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22/08/2025 - 12h

Na última quinta-feira (21), a banda de punk rock norte-americana Green Day cancelou o show que faria no dia 9 de setembro, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. O anúncio oficial do cancelamento foi feito pelo grupo e pela produtora nas redes sociais. A decisão ocorreu devido à marcação do jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil entre Botafogo e Vasco, programado para o dia 11 de setembro, no mesmo estádio.

“Sentimos muito, Rio! Esperamos vê-los novamente em breve.” pronunciamento oficial da banda.  Reprodução: Instagram/@greenday
“Sentimos muito, Rio! Esperamos vê-los novamente em breve.” pronunciamento oficial da banda.  Reprodução: Instagram/@greenday

Segundo a produtora do evento, Live Pass, seria inviável desmontar toda a estrutura do palco e liberar o estádio a tempo para a partida. A decisão foi tomada após reuniões com a equipe do Botafogo para definir a melhor estratégia de conciliação entre os dois eventos.
“Após o sorteio, o Botafogo e a promotora se reuniram para discutir a melhor estratégia para a realização dos eventos e concordaram que desmontar todas as estruturas do show a tempo de liberar o estádio para a partida seria tecnicamente inviável para um espetáculo desta dimensão e um jogo desta importância.”, afirmou a Live Pass em nota oficial. 
A produtora orienta os fãs que compraram os ingressos a solicitarem o reembolso, que será feito conforme a forma de pagamento utilizada:

  • Cartão de crédito: estorno automático em até duas faturas.

  • Pix ou cartão de débito: devolução em até 30 dias.

  • Dinheiro: retirada presencial na bilheteria Norte do Estádio Nilton Santos (terça a sábado, das 10h às 17h, exceto feriados ou dias de jogos).

  • Seguro, juros de parcelamento e taxa de serviço também serão devolvidos

Apesar do cancelamento no Rio, a turnê segue em São Paulo, no festival The Town e em Curitiba para um show solo. Na capital paranaense, os ingressos mais baratos já estão esgotados, e a expectativa é de aumento na procura, impulsionada pelo cancelamento do show no Rio.

 

A banda

Formado por Billie Joe Armstrong (vocal e guitarra), Mike Dirnt (baixo) e Tré Cool (bateria), o Green Day surgiu na cena hardcore punk do final dos anos 80 e início dos anos 90. Ao longo da carreira, vendeu mais de 75 milhões de discos, recebeu cinco prêmios Grammy e foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll.

Show da banda no Brasil em 2017. Reprodução: X/@greenday
Show da banda no Brasil em 2017. Reprodução: X/@greenday

O grupo é conhecido não apenas por sua música, mas também por suas críticas políticas, especialmente contra a extrema-direita nos Estados Unidos. Entre seus álbuns de maior destaque estão “Dookie” (1994) e “American Idiot” (2004), que inspirou um musical da Broadway e rendeu reconhecimento internacional. 

O Green Day segue sendo uma das maiores referências do rock mundial, mantendo sua relevância mesmo décadas após a estreia, e promete entregar apresentações memoráveis aos fãs brasileiros nas próximas datas da turnê.

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Em exibição desde maio, a exposição do mestre impressionista francês prorroga seu adeus a São Paulo
por
Clara Dell'Armelina
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20/08/2025 - 12h

Até setembro, será possível um mergulho cultural nas telas do pai do impressionismo, Oscar-Claude Monet. A mostra “A Ecologia de Monet” iniciou dia 16 de maio e reúne, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), 32 obras do pintor, juntamente de uma leitura diante da relação do artista com as transformações da natureza.

A exposição, com curadoria de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, é dividida em 5 núcleos temáticos de suas pinturas, além de um breve relato biográfico. Na entrada, conhecemos um pouco de quem foi Monet. Nascido em Paris, porém, criado na Normandia, o fundador do impressionismo era filho de merceeiro, com pais que almejavam sua entrada nos negócios da família, mas sua vocação era para a pintura. Sua tia Marie-Jeanne Lecadre, também pintora, foi quem o incentivou a seguir na profissão.

Monet em seu estúdio posando ao lado de algumas de de suas famosas pinturas da série "Nenúfares. Fonte: Cultura Colectiva
Monet em seu estúdio posando ao lado de algumas de de suas famosas pinturas da série "Nenúfares". Fonte: Gettyimages

"Voltei a algumas coisas que simplesmente não podem ser feitas: a água, com algas dançando no fundo... É uma visão maravilhosa, mas é de enlouquecer querer fazer isso. Porém é esse tipo de coisa que estou sempre tentando enfrentar.”

                                                                                                                           -Monet, comentário do artista grafado na exposição

Os Barcos de Monet

À esquerda o quadro “O Barco” (1887) e à direita o quadro “A Canoa sobre o Epte”. Fonte: Divulgação/MASP
À esquerda o quadro “O Barco” (1887) e à direita o quadro “A Canoa sobre o Epte”. Fonte: Divulgação/MASP"

O primeiro núcleo é “Os Barcos de Monet”. Nele, estão exibidas duas pinturas de um conjunto de seis obras realizadas entre 1887 e 1890, nas quais há a representação de barcas navegando ao longo do Rio Epte, um dos afluentes do Sena. Todas as obras desta série, com exceção da representada à esquerda da foto acima, mostram as enteadas de Monet a bordo da embarcação.

As telas representam a natureza como sendo um ambiente imersivo, por isso vemos as barcas de um ponto de vista elevado, assim perdemos a noção de uma linha do horizonte. Somando ainda ao fato de que, no quadro à direita, a vegetação da margem funde-se às águas do rio, enquanto na obra à esquerda a margem desaparece por completo. Em ambas as telas, o rio é o protagonista, sendo destacado por pinceladas onduladas em tons de vermelho e amarelo, para simular a correnteza, que somam-se ao verde predominante.

O Sena Como Ecossistema

O segundo núcleo de obras é “O Sena Como Ecossistema” e nele a água mostra-se como inspiração na produção artística de Monet. O artista percorreu grande parte do rio Sena e seus afluentes ao longo de sua vida por meio de seu barco-ateliê, que lhe permitia novos pontos de vista a partir do leito do rio em busca de experiências imersivas. Desde sutis variações de luz e clima na paisagem até eventos naturais de impacto considerável, como inundações e degelos, o rio foi protagonista em suas pinturas.

 "O passeio perto da Ponte de Argenteuil" (1874)
"O passeio perto da Ponte de Argenteuil" (1874). Fonte: WahooArt

Na obra da ponte de Argenteuil, Monet justapõe a caminhada bucólica de sua esposa e seu filho às margens do Sena ao trem cruzando a ponte recém-construída. Aqui, vemos não apenas o lazer burguês, como anteriormente, mas também a fusão dele com a modernização de Argenteuil.

Porém, a representação da industrialização nas pinturas de Monet é escassa. Com o passar dos anos, os trens que cortavam a cidade e as fábricas se multiplicavam ao redor de seus cavaletes, mas em suas telas, desapareciam. A historiografia da arte entende isso como um sinal de desilusão diante da perspectiva de uma harmonia entre a industrialização e a natureza. Os temas da modernidade apenas voltariam a aparecer nas pinceladas de Monet quando tornaram-se o próprio tema de suas pinturas, como em suas cenas da poluída névoa londrina.

 

“Estou seguindo a natureza sem conseguir compreendê-la; esse rio, que desce, volta a subir, um dia verde, depois amarelo, às vezes quase seco, e que amanhã será uma torrente, após a terrível chuva que está caindo agora.”                                                                                                                           -Monet, comentário do artista grafado na exposição

 

Por exemplo, ao longo de toda sua produção, Monet pintou frequentemente o rio Sena, responsável por banhar as cidades nas quais viveu a maior parte de sua vida: Havre, Paris, Argenteuil, Vétheuil e Giverny. Ele era fundamental para o transporte de mercadorias no período de industrialização do país, mas na obra “O Sena em Port-Villez” Monet não retrata o rio margeado por indústrias e muito menos barcos, ao contrário, prevalece a sensação de uma paisagem intocada.

“O Sena em Port-Villez” (1890) Fonte: Wikipedia
“O Sena em Port-Villez” (1890) Fonte: Wikipedia 

Giverny e a natureza domesticada

O tema do terceiro núcleo artístico das pinturas de Monet  é “Giverny: natureza domesticada”. O foco agora são os jardins, um refúgio escapista frente à modernização parisiense para o artista. Ele concebeu a jardinagem, uma outra paixão de sua vida, como pintura ao ar livre, uma fusão dos domínios natural e humano.

Em função da catarata, Monet ficou quase cego em seus últimos anos de vida, isso acaba se tornando perceptível em suas obras, a forma dos temas representados se dissolvia à medida que a definição da imagem cedia lugar aos efeitos das manchas na superfície da tela, como vemos no quadro “A ponte japonesa" (1918-1926).

 

  “A ponte japonesa" (1918-1926) Fonte: ArtsDot
  “A ponte japonesa" (1918-1926) Fonte: ArtsDot

 

Há um debate entre os historiadores da arte de que  a escolha de cores com tons mais saturados, sobretudo vermelho e amarelo, era feita para o pintor compensar a perda gradual da visão, afinal, as cores frias tornavam-se terrivelmente distorcidas.

E junto de uma nova escolha de cores, foi em Giverny que Monet dedicou-se às mais conhecidas obras de sua carreira: as enormes pinturas de ninfeias. As pinturas das plantas na lagoa em Giverny desafiam a estrutura tradicional de uma paisagem, em que chão e céu seriam divididos por uma linha do horizonte, ora localizada acima do centro da pintura, ora abaixo, mas raramente se aproximava dos limites da tela. Porém, nessas obras, o impressionista não aplica o esquema de perspectiva linear.

 

Da esquerda para a direita: quadro “A lagoa de Waterlily" (1904), “Pond With Water Lilies” (1907) e “Le Bassin aux Nymphéas” (1904) . Fonte: Divulgação/MASP
Da esquerda para a direita: quadro “A lagoa de Waterlily" (1904), “Pond With Water Lilies” (1907) e “Le Bassin aux Nymphéas” (1904) . Fonte: Divulgação/MASP

O Pintor Como Caçador           

O quarto momento temático das pinturas de Monet vem como "O Pintor Como Caçador". Em um momento de ascensão do turismo moderno, na segunda metade do século 19, Monet viajou pela França e países próximos. Ele buscava pintar os efeitos atmosféricos particulares de cada lugar.

Na costa da Bretanha foi o mar revolto que desafiou o pintor, já na Holanda, as cores dos campos de tulipas criaram um pretexto que antecipou o seu trabalho nos jardins floridos em Giverny e, em Normandia, destacou em suas pinturas as paisagens costeiras.

Passou a se aventurar por trilhas em busca de pontos de vista originais,  caminhar até um local que desejava pintar passou a influenciar a composição de suas obras, isso influenciava a própria presença do corpo do pintor imerso na paisagem pintada.

 

“A minha é uma vida de cão, e eu nunca paro de andar, eu subo e desço, por toda parte. Saio em explorações por todos os caminhos que encontro, sempre à procura de algo novo.”

                                                                                                                      -Monet, comentário do artista grafado na exposição

 

“Um Penhasco em Pourville pela Manhã”(1897). Fonte: acervo pessoal/Clara DellArmelina
“Um Penhasco em Pourville pela Manhã”(1897). Fonte: acervo pessoal/Clara DellArmelina

 

Na costa normanda da França, Claude Monet produziu um conjunto de seis telas pintadas a partir de um processo de produção em série, o artista levava para o campo diversas telas às quais dava início em momentos diferentes do dia, ou em questão de minutos, o que era o suficiente para haver alguma alteração de luz. Por exemplo, pela manhã, a vegetação sobre as falésias é banhada pelo Sol, assumindo cores alaranjadas e rosadas. Já a luz suave da manhã projeta a cor lilás dos penhascos.


“Neblina e Fumaça”

A exposição chega ao fim com “Neblina e Fumaça”. Aqui, Monet trata como tema central aquilo que durante muito tempo tentou ignorar em seus painéis: a modernidade. O ambiente das cidades passou a ameaçar a natureza idílica tão frequentemente tematizada na produção artística do período. 

Entre suas representações mais famosas desse mundo em transformação estão suas pinturas de Londres, como “A Ponte de Waterloo”(1903). O artista retratou a vista da ponte Waterloo da janela de seu hotel, às margens do rio Tâmisa. Apesar de ter iniciado as pinturas de Londres, as obras só foram finalizadas posteriormente, em Giverny.

“A Ponte de Waterloo”(1903). Fonte: acervo pessoal/Clara DellArmelina
“A Ponte de Waterloo”(1903). Fonte: acervo pessoal/ Clara DellArmelina

 

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Pela primeira vez após o incêndio, o público pode acessar três ambientes que ainda estão em reconstrução
por
Cecília Mayrink
Christian Policeno
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13/08/2025 - 12h

O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, reabriu as portas ao público no início de julho após ficar sete anos fechado por causa de um grande incêndio. A conclusão da reforma está prevista para 2027, mas os interessados já podem agendar a visita ao local e adquirir os ingressos gratuitamente.

O Museu é uma instituição autônoma, integrante do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O edifício foi fundado em 1818 e está instalado no antigo Palácio de São Cristóvão, que já foi residência da família real portuguesa e sede do Império do Brasil. Além disso, ele abrigava um acervo de mais de 20 milhões de itens antes do incêndio em 2018.

Desde 2021, a instituição vem ampliando sua coleção por meio do projeto “Recompõe”, que busca recuperar parte do acervo danificado. A iniciativa já reuniu mais de 14 mil peças e contou com o apoio de doações de outras instituições e de famílias que possuem itens de interesse público.

Pela primeira vez após o incêndio, o público pode acessar três ambientes internos que ainda estão em reconstrução, além de conhecer a exposição “Entre Gigantes: uma experiência no Museu Nacional”.

Entre os dias 2 de julho e 31 de agosto, os visitantes vão acompanhar os avanços no restauro do palácio; reencontrar o meteorito Bendegó; e conhecer o esqueleto de um cachalote, com 15,7 metros de comprimento. 

De seu acervo também destaca-se a coleção egípcia, considerada a maior da América Latina, além da coleção de arte e artefatos greco-romanos. As coleções de Paleontologia incluem o Maxakalissaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais. O mais antigo fóssil humano já encontrado nas Américas, conhecido como “Luzia”, por sua vez, pode ser encontrado na coleção de Antropologia Biológica. 

Nas coleções de Etnologia, há objetos da cultura indígena, afro-brasileira e do pacífico. Na área de Zoologia, destaca-se a coleção conchas, corais e borboletas, com mostras dos Departamentos de Invertebrados e Entomologia.

As visitas acontecem de terça a domingo, a partir das 10h, sendo a última entrada às 15h. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla e menores de 14 anos devem estar acompanhados por uma pessoa adulta responsável.

Relembre o incêndio

Em 2 setembro de 2018, o Museu Nacional foi atingido por um incêndio de grandes proporções, que afetou principalmente o setor do Paço de São Cristóvão. As chamas provocaram o maior desastre da história da instituição.

Documentos, livros e coleções desapareceram; salas de aula, arquivos e laboratórios foram reduzidos a cinzas. “Luzia”, considerado o fóssil humano mais antigo das Américas, foi encontrado entre os escombros e, após intensos esforços dos pesquisadores, cerca de 80% de seus fragmentos foram preservados.

A exposição composta por materiais frágeis e de baixa resistência, como plumárias, tecidos e madeira, foi totalmente destruída, com a maior parte não resistindo ao calor intenso. Itens tecnológicos, como computadores, mobiliário e documentos, também foram perdidos. 

Segundo o Museu Nacional, o Colégio Pedro II, localizado no bairro da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro, colaborou oferecendo espaço físico e apoio financeiro para que o museu pudesse, gradualmente, ser reconstruído.

De acordo com a Polícia Federal, o incêndio foi causado pelo superaquecimento de um dos aparelhos de ar-condicionado instalados no auditório térreo do museu. O laudo da PF também apontou falhas na rede elétrica, como a ausência de disjuntores individuais para cada equipamento e deficiências no sistema de aterramento. Além disso, a instituição não possuía um plano de prevenção e combate a incêndios, o que contribuiu para a rápida propagação das chamas.

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